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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Sau. Pub.]]></abbrev-journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública]]></publisher-name>
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<article-id>S0870-90252016000300009</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1016/j.rpsp.2016.07.002</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Resultados de um programa piloto de desestigmatização da saúde mental juvenil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction Stigma remains a significant barrier to the effective promotion of youth mental health. Stigma has been associated negatively with the mental health care. Objective The aim of this article is to present the results of a pilot test of an intervention for the de-stigmatization of mental health based on video administered in the school environment (N = 207). Method The classrooms of a school were randomized to the intervention and control group in the study, all students in each classroom belonging to the same group. Adolescents in the treatment group were shown a video touching on issues such as the stigma of mental health care exposed by a young peer. Both intervention and control groups were evaluated at three different times - pre, post and 1 month of follow-up with the following three instruments adapted with permission of their authors: Self Stigma of Seeking Help Scale (SSOSH) of Vogel et al., Social Stigma for Receiving Psychological Help Scale (SSRPH) of Komiya et al. and Attribution Questionnaire-Children form (AQ-8c) of Corrigan. Results The intervention significantly reduced scores in the three scales for the treatment group post-intervention. This decline in scores within the treatment group was significantly greater than the decline in values observed in the control group. The decrease stigma remained higher for the treatment group than for the control group at follow-up, although these results did not reach statistical significance. After adjusting for socio-economic indicators, grade and gender, significant intervention effects were identified in the post in self-stigma and in seeking help. Conclusion Stigma plays a big role in unmet need for mental health care. In addition to lowering the access to mental health care, stigma can also harm directly adolescents by reducing self-esteem. The importance of developing a rapid response and low cost of reducing stigma is critical to improve access to mental health treatment for those in need of it.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados de um programa piloto de desestigmatiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental juvenil</b></p>     <p><b>Results of a pilot program for the de&#8208;stigmatization of youth mental health</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Marta Gon&ccedil;alves <sup>a</sup><sup>, </sup><sup>b</sup><sup>, </sup> Carla Moleiro <sup>a</sup></b></p>     <p>a Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE&#8208;IUL), Cis&#8208;IUL, Lisboa, Portugal</p>     <p>b Harvard Medical School, Boston, Estados Unidos da Am&eacute;rica</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O estigma continua a ser uma barreira significativa para a promo&ccedil;&atilde;o efetiva da sa&uacute;de mental juvenil. O estigma tem estado associado de forma negativa com os cuidados de sa&uacute;de mental.</p>     <p><b>Objetivo</b></p>     <p>O objetivo deste artigo &eacute; apresentar os resultados de um teste piloto de uma interven&ccedil;&atilde;o para a desestigmatiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental baseada em v&iacute;deo, administrada em ambiente escolar (n = 207).</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>As salas de aula de uma escola foram selecionadas aleatoriamente para o grupo de interven&ccedil;&atilde;o e de controlo no estudo, pertencendo todos os alunos em cada sala de aula ao mesmo grupo. Aos adolescentes no grupo de tratamento foi mostrado um v&iacute;deo tocando em temas como o estigma dos cuidados de sa&uacute;de mental exposto por uma jovem par. Ambos os grupos de interven&ccedil;&atilde;o e de controlo foram avaliados em tr&ecirc;s momentos distintos &ndash; pr&eacute;, p&oacute;s e um m&ecirc;s de follow&#8208;up com os seguintes tr&ecirc;s instrumentos, adaptados com autoriza&ccedil;&atilde;o dos respetivos autores: Escala de Autoestigma na Procura de Ajuda (SSOSH), de Vogel et al., Escala de Estigma Social em rela&ccedil;&atilde;o a Ajuda Psicol&oacute;gica (SSRPH), de Komiya et al., e o Question&aacute;rio de Atribui&ccedil;&atilde;o para Crian&ccedil;as (AQ&#8208;8&#8208;C), de Corrigan.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>A interven&ccedil;&atilde;o reduziu significativamente as pontua&ccedil;&otilde;es nas tr&ecirc;s escalas para o grupo de tratamento no per&iacute;odo p&oacute;s&#8208;interven&ccedil;&atilde;o. Este decl&iacute;nio na pontua&ccedil;&atilde;o entre o grupo de tratamento foi significativamente maior do que o decl&iacute;nio nos valores observados no grupo de controlo. A diminui&ccedil;&atilde;o do estigma permaneceu maior para o grupo de tratamento do que para o grupo de controlo no per&iacute;odo de acompanhamento, embora estes resultados n&atilde;o tenham alcan&ccedil;ado signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. Ap&oacute;s o ajuste para indicadores socioecon&oacute;micos, ano de escolaridade e sexo, foram identificados efeitos de interven&ccedil;&atilde;o significativos no per&iacute;odo p&oacute;s no autoestigma e na procura de ajuda.</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estigma desempenha um grande papel na necessidade n&atilde;o atendida de cuidados de sa&uacute;de mental. Al&eacute;m de diminuir o acesso aos cuidados de sa&uacute;de mental, o estigma tamb&eacute;m pode prejudicar diretamente os adolescentes atrav&eacute;s da redu&ccedil;&atilde;o da autoestima. A import&acirc;ncia do desenvolvimento de interven&ccedil;&otilde;es r&aacute;pidas e de baixo custo de redu&ccedil;&atilde;o do estigma &eacute; crucial para melhorar o acesso ao tratamento de sa&uacute;de mental para aqueles que necessitam do mesmo.</p>     <p><b>Palavras&#8208;chave</b>: Juventude. Sa&uacute;de mental. Desestigmatiza&ccedil;&atilde;o. Estrat&eacute;gias de contacto. Contexto escolar. V&iacute;deos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p><b>Introduction</b></p>     <p>Stigma remains a significant barrier to the effective promotion of youth mental health. Stigma has been associated negatively with the mental health care.</p>     <p><b>Objective</b></p>     <p>The aim of this article is to present the results of a pilot test of an intervention for the de&#8208;stigmatization of mental health based on video administered in the school environment (N = 207).</p>     <p><b>Method</b></p>     <p>The classrooms of a school were randomized to the intervention and control group in the study, all students in each classroom belonging to the same group. Adolescents in the treatment group were shown a video touching on issues such as the stigma of mental health care exposed by a young peer. Both intervention and control groups were evaluated at three different times &#8208; pre, post and 1 month of follow&#8208;up with the following three instruments adapted with permission of their authors: Self Stigma of Seeking Help Scale (SSOSH) of Vogel et al., Social Stigma for Receiving Psychological Help Scale (SSRPH) of Komiya et al. and Attribution Questionnaire&#8208;Children form (AQ&#8208;8c) of Corrigan.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Results</b></p>     <p>The intervention significantly reduced scores in the three scales for the treatment group post&#8208;intervention. This decline in scores within the treatment group was significantly greater than the decline in values observed in the control group. The decrease stigma remained higher for the treatment group than for the control group at follow&#8208;up, although these results did not reach statistical significance. After adjusting for socio&#8208;economic indicators, grade and gender, significant intervention effects were identified in the post in self&#8208;stigma and in seeking help.</p>     <p><b>Conclusion</b></p>     <p>Stigma plays a big role in unmet need for mental health care. In addition to lowering the access to mental health care, stigma can also harm directly adolescents by reducing self&#8208;esteem. The importance of developing a rapid response and low cost of reducing stigma is critical to improve access to mental health treatment for those in need of it.</p>     <p><b>Keywords</b>: Youth. Mental health. De&#8208;stigmatization. Contact strategies. School environment. Videos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>De acordo com o Plano Nacional de Sa&uacute;de Mental de 2007&#8208;2016<sup>1</sup>, as perturba&ccedil;&otilde;es de foro mental da inf&acirc;ncia e da adolesc&ecirc;ncia representam grandes encargos para a sociedade quer em termos humanos quer financeiros. Muitas delas s&atilde;o recorrentes e cr&oacute;nicas, e podem ser precursoras de perturba&ccedil;&otilde;es muito incapacitantes na idade adulta. Nesse sentido, o Programa Nacional de Sa&uacute;de Escolar, baseado em estudos de avalia&ccedil;&atilde;o de custo&#8208;efetividade das interven&ccedil;&otilde;es preventivas<sup>2&ndash;4</sup>, evidencia que este tipo de interven&ccedil;&otilde;es tem demonstrado que 1 &euro; gasto na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, hoje, representa um ganho de 14 &euro; em servi&ccedil;os de sa&uacute;de, no futuro.</p>     <p>Atendendo &agrave; necessidade de prevenir problemas de sa&uacute;de mental o mais precocemente poss&iacute;vel, &eacute; fundamental, mas n&atilde;o suficiente, o aumento da informa&ccedil;&atilde;o acerca da sa&uacute;de mental e problemas associados, especificamente, quanto aos fatores de risco, caracter&iacute;sticas associadas, recursos profissionais e tratamentos<sup>5</sup>. Torna&#8208;se igualmente importante intervir nos fatores que possam estar na origem da dificuldade no acesso aos servi&ccedil;os e que contribuem para uma interven&ccedil;&atilde;o tardia e, por vezes, mesmo para a aus&ecirc;ncia de procura. Esta situa&ccedil;&atilde;o deve&#8208;se em grande parte ao estigma associado aos problemas de sa&uacute;de mental<sup>6&ndash;8</sup>. As a&ccedil;&otilde;es que fomentem a procura de ajuda profissional para os problemas de sa&uacute;de mental das crian&ccedil;as e adolescentes na escola, em v&aacute;rios graus de ensino e &aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o, assumem, pois, extrema relev&acirc;ncia<sup>9,10</sup>. Este tipo de a&ccedil;&otilde;es inclui, atrav&eacute;s do contacto e testemunho de adolescentes, os resultados positivos associados &agrave; experi&ecirc;ncia de ajuda para os problemas de sa&uacute;de mental<sup>11</sup>. Os adolescentes e os respetivos pais ainda pensam que &laquo;s&oacute; os malucos&raquo; recorrem ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de mental e que os que recorrem &laquo;s&atilde;o gozados pelos amigos&raquo;<sup>12&ndash;16</sup>.</p>     <p>De acordo com o Pacto Europeu para a Sa&uacute;de e Bem&#8208;Estar de 2008<sup>17</sup>, mais de metade das perturba&ccedil;&otilde;es mentais t&ecirc;m o seu in&iacute;cio na adolesc&ecirc;ncia. Tamb&eacute;m de acordo com o Plano Nacional de Sa&uacute;de Mental 2007&#8208;2016 e segundo a Regi&atilde;o Europeia da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de, uma em cada 5 crian&ccedil;as apresenta problemas de sa&uacute;de mental. Apesar do sofrimento associado, a falta de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental continua a constituir um entrave a uma interven&ccedil;&atilde;o atempada. Um dos obst&aacute;culos do acesso aos servi&ccedil;os &eacute;, sem d&uacute;vida, o estigma associado aos problemas de sa&uacute;de mental. As escolas, &agrave;s quais os alunos se sentem vinculados, podem ter um papel fundamental na melhoria da sa&uacute;de e na diminui&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais, tornando&#8208;se um espa&ccedil;o favor&aacute;vel &agrave; desmistifica&ccedil;&atilde;o de preconceitos associados aos problemas de sa&uacute;de mental e em que o acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental pode e deve ser debatido com os alunos, pela interven&ccedil;&atilde;o dos professores, interlocutores privilegiados na sua rela&ccedil;&atilde;o. O Programa Nacional de Sa&uacute;de Escolar (Despacho 12045/2006) reconhece a necessidade de definir metas de sa&uacute;de e prioridades baseadas na evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica, com o objetivo de obter ganhos em sa&uacute;de a m&eacute;dio e longo prazo para as crian&ccedil;as e adolescentes. Da mesma forma, os programas de educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o incluem a interven&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica na &aacute;rea da sa&uacute;de mental, focalizada na preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia em meio escolar, particularmente relevante no atual cen&aacute;rio escolar e social. N&atilde;o existe, no entanto, uma interven&ccedil;&atilde;o nas escolas para a desestigmatiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental. A n&iacute;vel internacional foi conduzida uma meta&#8208;an&aacute;lise<sup>18</sup> e uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica de estudos sobre a redu&ccedil;&atilde;o do estigma em adolescentes e adultos<sup>19</sup>, sendo que enquanto uma conclui que as interven&ccedil;&otilde;es analisadas produziram pouca mudan&ccedil;a, a outra deixa a porta aberta a novos estudos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O objetivo do nosso estudo, entretanto recentemente publicado em ingl&ecirc;s na Adolescent Psychiatry<sup>20</sup>, foi avaliar at&eacute; que ponto a estigmatiza&ccedil;&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de mental entre adolescentes pode diminuir atrav&eacute;s de um v&iacute;deo de um/a adolescente descrevendo o seu problema e experi&ecirc;ncia de acesso a cuidados de sa&uacute;de mental. A teoria do contacto intergrupal de Allport<sup>21</sup>, revista por Pettigrew e Tropp<sup>22</sup>, &eacute; o modelo te&oacute;rico subjacente ao desenvolvimento da nossa interven&ccedil;&atilde;o, na medida em que o contacto tem sido considerado um meio eficaz para a redu&ccedil;&atilde;o do preconceito entre grupos. Segundo os autores, a redu&ccedil;&atilde;o do preconceito pode ser diminu&iacute;da por condi&ccedil;&otilde;es optimais de contacto &ndash; o mesmo estatuto entre grupos na situa&ccedil;&atilde;o, objetivos comuns, coopera&ccedil;&atilde;o intergrupal e suporte legal. Esta teoria j&aacute; foi testada previamente em interven&ccedil;&otilde;es que pretendiam reduzir o estigma relacionado com pessoas portadoras de doen&ccedil;a mental<sup>23,24</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p><b>Amostra</b></p>     <p>Participaram neste estudo 207 adolescentes entre o 7.&deg; e o 9.&deg; ano de escolaridade de uma escola p&uacute;blica na &aacute;rea da Grande Lisboa, tendo as suas turmas sido aleatoriamente atribu&iacute;das ao grupo experimental (n = 115) ou ao grupo controlo (n = 92). As salas de aula de uma escola foram selecionados aleatoriamente para o grupo de interven&ccedil;&atilde;o e de controlo no estudo, pertencendo todos os alunos em cada sala de aula ao mesmo grupo.</p>     <p>O grupo de interven&ccedil;&atilde;o foi constitu&iacute;do por 53% de raparigas, sendo que 23,5% frequentava o 7.&deg; ano de escolaridade. Em termos de estatuto socioecon&oacute;mico, 78,3% dos jovens do grupo de interven&ccedil;&atilde;o afirmava ter quarto pr&oacute;prio e 53,9% 2 carros em casa. O grupo de controlo, por seu turno, foi ent&atilde;o constitu&iacute;do por 42,4% de raparigas, sendo que 43,5% frequentavam o 7.&deg; ano de escolaridade. Em termos de estatuto socioecon&oacute;mico, 67,4% dos jovens do grupo de controlo afirmaram ter quarto pr&oacute;prio e 57,6% 2 carros em casa. Da an&aacute;lise realizada entre os 2 grupos, apenas se encontraram diferen&ccedil;as significativas em termos de ano de escolaridade, conforme a <a href="#t1">tabela 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n3/34n3a09t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Descri&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Resultado de uma parceria com a Escola Superior de Teatro e Cinema e com o Instituto de Apoio &agrave; Crian&ccedil;a, realiz&aacute;mos um v&iacute;deo de 10 minutos com uma adolescente de 15 anos de idade, que respondeu livremente &agrave;s seguintes perguntas: Quem &eacute; (filme, livro, blogue, alimentos favoritos, passatempos, qualidades, talentos, fraquezas)? Como os outros a descrevem (familiares, amigos, professores)? Como foi a sua experi&ecirc;ncia de apoio psicol&oacute;gico (raz&atilde;o, tratamento, dura&ccedil;&atilde;o, aspetos positivos, rela&ccedil;&atilde;o, resultados)? Ap&oacute;s esta experi&ecirc;ncia, de que forma se alterou na maneira como v&ecirc; os psic&oacute;logos ou outros adolescentes que procuram psic&oacute;logos? De que modo(s) pensa que um/a psic&oacute;logo/a pode ajudar um/a adolescente? Em 3 palavras, como descreveria um psic&oacute;logo? Como se imagina daqui a 5 anos (sonhos, projetos)? E daqui a 10 anos?</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O problema apresentado pela adolescente prendia&#8208;se com a seguinte situa&ccedil;&atilde;o &ndash; um dia desapareceu, come&ccedil;ou a fumar n&atilde;o s&oacute; tabaco e os pais andavam preocupados porque n&atilde;o conseguiam ajudar. Na cria&ccedil;&atilde;o deste v&iacute;deo, tivemos a preocupa&ccedil;&atilde;o de escolher uma problem&aacute;tica que fosse um problema mental comum e n&atilde;o uma doen&ccedil;a mental grave. Por outro lado, o v&iacute;deo foi analisado por um painel de ju&iacute;zes independentes (profissionais de sa&uacute;de e de educa&ccedil;&atilde;o), para assegurar que a jovem era percecionada como atrativa, a sua queixa e o seu discurso como realistas, e a experi&ecirc;ncia com o apoio psicol&oacute;gico descrito de forma positiva e cred&iacute;vel, como um processo de crescimento pessoal.</p>     <p><b>Instrumentos</b></p>     <p>Todos os adolescentes foram avaliados 3 vezes, com os seguintes instrumentos adaptados para portugu&ecirc;s com autoriza&ccedil;&atilde;o dos respetivos autores: Escala de Autoestigma na Procura de Ajuda (SSOSH), de Vogel et al.<sup>25</sup>, Escala de Estigma Social em rela&ccedil;&atilde;o a Ajuda Psicol&oacute;gica (SSRPH), de Komiya et al.<sup>26</sup>, e o Question&aacute;rio de Atribui&ccedil;&atilde;o para Crian&ccedil;as (AQ&#8208;8&#8208;C) de Corrigan<sup>27</sup>. A SSOSH foi desenvolvida por Vogel et al.<sup>25</sup> com uma amostra de estudantes universit&aacute;rios para avaliar o autoestigma associado &agrave; procura de ajuda psicol&oacute;gica. Essa escala &eacute; composta por 10 itens e as propriedades psicom&eacute;tricas s&atilde;o adequadas para o estudo, uma vez que apresenta uma forte consist&ecirc;ncia interna (0,91) e boa confiabilidade teste&#8208;reteste (0,72). A SSRPH, desenvolvida por Komiya et al.<sup>26</sup>, &eacute; composta por 5 itens que avaliam a perce&ccedil;&atilde;o de estigma social associado &agrave; procura de ajuda profissional. Apresenta uma boa consist&ecirc;ncia interna (0,73) entre amostras de estudantes universit&aacute;rios. O AQ&#8208;8&#8208;C &eacute; uma vers&atilde;o curta do Question&aacute;rio de Atribui&ccedil;&atilde;o e mede, por meio de uma vinheta, 7 fatores de interesse: perigosidade, medo, responsabilidade, pena, raiva, ajuda e evitamento<sup>28</sup>.</p>     <p>As 3 escalas foram adaptadas para Portugal pela primeira autora e a sua equipa por um processo completo de adapta&ccedil;&atilde;o cultural de itens com tradu&ccedil;&atilde;o, retrotradu&ccedil;&atilde;o, compara&ccedil;&atilde;o das vers&otilde;es e aplica&ccedil;&atilde;o piloto com modifica&ccedil;&otilde;es de palavras e express&otilde;es. O objetivo deste processo &eacute; que o conte&uacute;do das 3 escalas se mantivesse, mas que pudesse ser facilmente compreendido na cultura portuguesa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Procedimento</b></p>     <p>Ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o da dire&ccedil;&atilde;o da escola e da coordena&ccedil;&atilde;o dos respetivos anos de escolaridade, o projeto foi apresentado aos alunos e respetivos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o, e distribu&iacute;dos os consentimentos informados a cada um/a (aluno/a e encarregado/a de educa&ccedil;&atilde;o). Isto foi considerado como sendo a semana um (14&#8208;18 de janeiro de 2013) do programa. Na semana 2 (21&#8208;25 de janeiro de 2013) foram rececionados os consentimentos informados e realizada a primeira avalia&ccedil;&atilde;o (pr&eacute;&#8208;teste). Na semana 4 (4&#8208;8 de fevereiro de 2013) o v&iacute;deo de 10 minutos foi apresentado ao grupo experimental e as segundas avalia&ccedil;&otilde;es foram realizadas a ambos os grupos, de interven&ccedil;&atilde;o e controlo. Na semana 8 (4&#8208;8 mar&ccedil;o de 2013), ambos os grupos receberam a terceira avalia&ccedil;&atilde;o. A fim de assegurar que todos os participantes receberam a interven&ccedil;&atilde;o, o v&iacute;deo foi tamb&eacute;m apresentado ao grupo de controlo na semana 9 (11&#8208;15 de mar&ccedil;o de 2013). Uma vez que este estudo se refere a menores e a situa&ccedil;&otilde;es de particular vulnerabilidade, seguimos todos os procedimentos &eacute;ticos e o anonimato foi garantido, de acordo com as normas internacionais<sup>29,30</sup> e nacionais<sup>31</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>An&aacute;lise estat&iacute;stica</b></p>     <p>Para avaliar as diferen&ccedil;as entre os grupos experimental e de controlo no momento inicial (pr&eacute;&#8208;teste), avaliamos primeiro diferen&ccedil;as nas vari&aacute;veis independentes entre os grupos, utilizando testes de qui&#8208;quadrado: sexo, ano de escolaridade (7.&deg;, 8.&deg; e 9.&deg;), e 2 medidas de estatuto socioecon&oacute;mico (n&uacute;mero de carros na fam&iacute;lia e se o jovem tem quarto pr&oacute;prio). Em segundo lugar, procedeu&#8208;se a equa&ccedil;&otilde;es multivariadas de estima&ccedil;&atilde;o generalizadas (GEE) para identificar os efeitos da interven&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo p&oacute;s&#8208;interven&ccedil;&atilde;o (semana 4) e follow&#8208;up (semana 8) em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo basal (semana 2). O modelo GEE contribui para a n&atilde;o&#8208;independ&ecirc;ncia das observa&ccedil;&otilde;es de cada aluno. Para cada vari&aacute;vel dependente, estimou&#8208;se um modelo de regress&atilde;o com as intera&ccedil;&otilde;es do grupo de tratamento vezes o indicador de tempo. A import&acirc;ncia da intera&ccedil;&atilde;o entre tratamento e tempo mostra&#8208;nos os efeitos do tratamento no tempo. Tamb&eacute;m se incluiu nestes modelos de regress&atilde;o as vari&aacute;veis independentes, como covari&aacute;veis de controlo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Os motivos de procura de ajuda psicol&oacute;gica mais frequentes apontados pelos adolescentes que j&aacute; tinham procurado ajuda s&atilde;o problemas familiares, em especial a separa&ccedil;&atilde;o dos pais, problemas na escola, principalmente sociais, e problemas pessoais, nomeadamente a necessidade de desabafar.</p>     <p>A interven&ccedil;&atilde;o reduziu significativamente as pontua&ccedil;&otilde;es em todas as 3 escalas de estigma (autoestigma para a procura de ajuda, estigma social para procurar ajuda, atribui&ccedil;&atilde;o) para o grupo de tratamento no per&iacute;odo p&oacute;s&#8208;interven&ccedil;&atilde;o (<a href="#t2">tabelas 2</a> a <a href="#t5">5</a>). Este decl&iacute;nio na pontua&ccedil;&atilde;o entre o grupo de tratamento foi significativamente maior do que o decl&iacute;nio nos valores observados no grupo de controlo. Em todas as 3 medidas, a diminui&ccedil;&atilde;o do estigma permaneceu maior para o grupo de tratamento do que para o grupo controlo no per&iacute;odo de acompanhamento, embora estes resultados n&atilde;o tivessem alcan&ccedil;ado signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (<a href="#t2">tabelas 2</a> a <a href="#t5">5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n3/34n3a09t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t3"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n3/34n3a09t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t4"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n3/34n3a09t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="t5"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n3/34n3a09t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Ap&oacute;s o ajustamento para as vari&aacute;veis independentes/covari&aacute;veis de controlo, como o n&uacute;mero de carros na fam&iacute;lia ou se o adolescente tem quarto s&oacute; para ele, o ano de escolaridade e o sexo, foram tamb&eacute;m encontrados efeitos significativos da interven&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo p&oacute;s&#8208;interven&ccedil;&atilde;o no autoestigma (<a href="#t6">tabela 6</a>). Os efeitos do tratamento ajustado ao modelo foram semelhantes em magnitude e dire&ccedil;&atilde;o para as outras 2 escalas de estigma durante o per&iacute;odo p&oacute;s&#8208;tempo, mas n&atilde;o foram significativos ao n&iacute;vel p &lt; 0,05. N&atilde;o foram identificados efeitos significativos no follow&#8208;up.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t6"></a> <img src="/img/revistas/rpsp/v34n3/34n3a09t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O objetivo deste estudo foi avaliar o impacto de uma interven&ccedil;&atilde;o para a desistigmatiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental adolescente baseada num v&iacute;deo, com conte&uacute;do espont&acirc;neo do grupo de pares. A interven&ccedil;&atilde;o centrou&#8208;se na visualiza&ccedil;&atilde;o de um v&iacute;deo de uma jovem que descreve o seu problema psicol&oacute;gico e as barreiras, e os aspetos positivos e negativos dos cuidados de sa&uacute;de mental. O nosso estudo difere dos existentes<sup>18,19</sup>, na medida em que n&oacute;s test&aacute;mos apenas o efeito de uma interven&ccedil;&atilde;o de contacto sem conjugar com a estrat&eacute;gia de educa&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de um v&iacute;deo sobre uma &uacute;nica pessoa.</p>     <p>Os dados de nosso estudo apontam para o facto do v&iacute;deo utilizado se ter mostrado uma ferramenta adequada para a desestigmatiza&ccedil;&atilde;o de problemas psicol&oacute;gicos em Portugal. A interven&ccedil;&atilde;o reduziu significativamente os n&iacute;veis de estigma em torno do cuidado da sa&uacute;de mental no per&iacute;odo p&oacute;s&#8208;interven&ccedil;&atilde;o para as 3 medidas de estigma em an&aacute;lises n&atilde;o ajustadas e reduziu significativamente o estigma sobre a autoestigma, mesmo ap&oacute;s o ajustamento. Estes resultados preliminares deste estudo piloto s&atilde;o sugestivos de um impacto de curto prazo desta interven&ccedil;&atilde;o relativamente r&aacute;pida e barata, em atitudes dos adolescentes em rela&ccedil;&atilde;o aos colegas com problemas psicol&oacute;gicos e em rela&ccedil;&atilde;o a uma potencial ida ao psic&oacute;logo. Sugerimos em estudos futuros adicionar a componente educativa.</p>     <p>Estrat&eacute;gias de baixo custo para reduzir o estigma s&atilde;o necess&aacute;rias, dadas as baixas taxas de tratamento para jovens com doen&ccedil;a mental<sup>32</sup>, e porque a identifica&ccedil;&atilde;o e tratamento da doen&ccedil;a mental em idades precoces &eacute; t&atilde;o importante para a sa&uacute;de e resultados sociais ao longo da vida<sup>33</sup>. Porque este foi apenas um estudo piloto, a determina&ccedil;&atilde;o da validade dos resultados requer estudo adicional. A generaliza&ccedil;&atilde;o do estudo &eacute; limitada, na medida em que o v&iacute;deo retrata a experi&ecirc;ncia de apenas uma adolescente de 15 anos do sexo feminino e n&atilde;o, por exemplo, de 2 adolescentes do sexo masculino e de 2 do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 12&#8208;16 anos de idade.</p>     <p>Por outro lado, devido a considera&ccedil;&otilde;es de ordem pr&aacute;tica, o desenho do estudo randomizou salas de aula dentro de uma escola, mas mede a evolu&ccedil;&atilde;o do estigma entre os alunos nas salas de aula. Enquanto a randomiza&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o inicial e longitudinal equilibra os participantes do grupo de interven&ccedil;&atilde;o e controlo em muitos fatores, pode haver confus&atilde;o se as salas de aula de tratamento tiverem mudado em aspetos importantes n&atilde;o relacionados com a interven&ccedil;&atilde;o. Um esquema de aleatoriza&ccedil;&atilde;o para um maior n&uacute;mero de alunos, dentro de um maior n&uacute;mero de salas de aula, num estudo de follow&#8208;up pode ajudar a superar esta poss&iacute;vel amea&ccedil;a para a validade dos nossos resultados.</p>     <p>Outra limita&ccedil;&atilde;o &eacute; que apenas uma das 3 medidas de avalia&ccedil;&atilde;o foi adaptada para adolescentes.</p>     <p>Apesar destas limita&ccedil;&otilde;es, os resultados da interven&ccedil;&atilde;o permitem reduzir o estigma, de forma r&aacute;pida e de baixo custo. Torna&#8208;se necess&aacute;rio transformar este estudo piloto num ensaio cl&iacute;nico aleat&oacute;rio, utilizando retratos de v&aacute;rios adolescentes numa amostra maior de estudantes portugueses, para verificar se o efeito da interven&ccedil;&atilde;o identificado no p&oacute;s&#8208;teste pode persistir por um per&iacute;odo mais longo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>1. Plano Nacional de Sa&uacute;de Mental 2007&#8208;2016. Lisboa: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807922&pid=S0870-9025201600030000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Brown S. What is the evidence on school health promotion in improving health or preventing disease and specifically, what is the effectiveness of health promoting school approach?. Copenhagen: WHO. Regional Office for Europe, (2006) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807924&pid=S0870-9025201600030000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Leger L.S., Nutbeam D. The context for health promotion in schools: Schools as sites for health promotion. IUHPE. The evidence of health promotion effectiveness: Shaping public health in a new Europe: A report for the European Commission by the International Union for health Promotion and Education: Part two: evidence book: chapter 10, Brussels: International Union for Health Promotion and Education, (2000) pp. 111-122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807926&pid=S0870-9025201600030000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Thesenvitz J. Supporting comprehensive workplace health promotion in Ontario project: Effectiveness of workplace health promotion. Toronto: The Health Communication Unit. Centre for Health Promotion. University of Toronto, (2003) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807928&pid=S0870-9025201600030000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>5. Watson A., Otey E., Westbrook A.L., Gardner A.L., Lamb T.A., Corrigan P.W., et al. Changing middle schoolers&rsquo; attitudes about mental illness through education. Schizophr Bull. 2004;30:563-72.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Corrigan P.W., Rowan D., Green A., Lundin R., River P., Uphoff-Wasowski K., et al. Challenging two mental illness stigmas: Personal responsibility and dangerousness. Schizophr Bull. 2002;28:293-310.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807931&pid=S0870-9025201600030000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Corrigan P. How stigma interferes with mental health care. Am Psychol. 2004;59:614-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807933&pid=S0870-9025201600030000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Corrigan P.W., Watson A.C. Stop the stigma: Call mental illness a brain disorder. Schizophr Bull. 2004;30:477-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807935&pid=S0870-9025201600030000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>9. Moses T. Adolescent mental health consumers&rsquo; self&#8208;stigma: Associations with parents&rsquo; and adolescents&rsquo; illness perceptions and parental stigma. J Community Psy. 2010;38:781-98.</p>     <!-- ref --><p>10. R&uuml;sch N., Angermeyer M.C., Corrigan P.W. Mental illness stigma: Concepts, consequences, and initiatives to reduce stigma. Eur Psychiatry. 2005;20:529-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807938&pid=S0870-9025201600030000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Corrigan P.W., Penn D.L. Lessons from social psychology on discrediting psychiatric stigma. Am Psychol. 1999;54:765-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807940&pid=S0870-9025201600030000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Gon&ccedil;alves M., Moleiro C. The triangle family&#8208;school&#8208;primary care and the access to mental health care among migrant and ethnic minorities. J Immigr Minor Health. 2012;14:682-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807942&pid=S0870-9025201600030000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Gon&ccedil;alves M., Moleiro C. Surveying concepts and primary strategies of action in adolescent mental health. Rev Transcultural. 2013;V:37-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807944&pid=S0870-9025201600030000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Gon&ccedil;alves M., Farcas D. Mental health representations, help&#8208;seeking behaviors, and perceived access barriers of expatriate adolescent children. IJCNMH. 2014;1:17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807946&pid=S0870-9025201600030000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Gon&ccedil;alves M., Farcas D., Cook B. Advocacy for youth mental health in Europe: A policy analysis. IJCNMH. 2014;1:15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807948&pid=S0870-9025201600030000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Gon&ccedil;alves M., Oliveira S. Mental health de&#8208;stigmatization: From research to intervention. Rev Transcultural. 2014;1:129-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807950&pid=S0870-9025201600030000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Pacto Europeu para a Sa&uacute;de Mental e Bem&#8208;Estar. Bruxelas: Uni&atilde;o Europeia, (2008) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807952&pid=S0870-9025201600030000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Corrigan P.W., Morris S.B., Michaels P.J., Rafacz J.D., R&uuml;sch N. Challenging the public stigma of mental illness: A meta&#8208;analysis of outcome studies. Psychiatr Serv. 2012;63:963-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807954&pid=S0870-9025201600030000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Yamaguchi S., Wu S.I., Biswas M., Yate M., Aoki Y., Barley E.A., et al. Effects of short&#8208;term interventions to reduce mental health&#8208;related stigma in university or college students: A systematic review. J Nerv Ment Dis. 2013;201:490-503.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807956&pid=S0870-9025201600030000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Gon&ccedil;alves M., Moleiro C., Cook B. The use of a video to reduce mental health stigma among adolescents. Adolesc Psychiatry. 2015;5:204-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807958&pid=S0870-9025201600030000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Allport G.W. The nature of prejudice. Reading, MA: Addison&#8208;Wesley, (1954) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807960&pid=S0870-9025201600030000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>22. Pettigrew T.F., Tropp L.R. A meta&#8208;analytic test of intergroup contact theory. J Pers Soc Psychol. 2006;90:751-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807962&pid=S0870-9025201600030000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>23. Weiner B., Perry R.P., Magnusson J. An attributional analysis of reactions to stigma. J Pers Soc Psychol. 1988;55:738-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807964&pid=S0870-9025201600030000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Corrigan P.W. Mental health stigma as social attribution: Implications for research methods and attitude change. Clin Psychol Sci Practice. 2000;7:48-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807966&pid=S0870-9025201600030000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25. Vogel D.L., Wade N.G., Haake S. Measuring the self&#8208;stigma associated with seeking psychological help. J Counsel Psychology. 2006;53:325-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807968&pid=S0870-9025201600030000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>26. Komiya N., Good G.E., Sherrod N.B. Emotional openness as a predictor of college students&rsquo; attitudes toward seeking psychological help. J Counsel Psychology. 2000;47:138-43.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>27. Corrigan P.W. Changing stigma through contact. Advances in schizophrenia and clinical psychiatry. 2005;1:614-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807971&pid=S0870-9025201600030000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>28. Corrigan P., Lurie B., Goldman H., Slopen N., Medasani K., Phelan S. How adolescents perceive the stigma of mental illness and alcohol abuse. Psych Serv. 2005;56:544-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807973&pid=S0870-9025201600030000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>29. Ethical principles of psychologists and code of conduct. Washington, DC: APA, (2002) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807975&pid=S0870-9025201600030000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>30. Meta&#8208;code of ethics. Brussels: European Federation of Psychologists&rsquo; Associations, (2005) .</p>     <!-- ref --><p>31. C&oacute;digo Deontol&oacute;gico da Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses. Lisboa: Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses, (2011) .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807978&pid=S0870-9025201600030000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>32. Merikangas K.R., He J.P., Burstein M., Swendsen J., Avenevoli S., Case B., et al. Service utilization for lifetime mental disorders in U.S. adolescents: Results of the National Comorbidity Survey&#8208;Adolescent Supplement (NCS&#8208;A). J Am Acad Child Adolesc Psychiatry. 2011;50:32-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807980&pid=S0870-9025201600030000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>33. Perou R., Bitsko R.H., Blumberg S.J., Pastor P., Ghandour R.M., Gfroerer J.C., et al. Mental health surveillance among children: United States, 2005&#8208;2011. MMWR Suppl. 2013;62:1-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=807982&pid=S0870-9025201600030000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Financiamento</b></p>     <p>A primeira autora recebeu da Funda&ccedil;&atilde;o Portuguesa para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia a bolsa de p&oacute;s&#8208;doutoramento SFRH/BPD/48528/2008 para este estudo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conflito de interesses</b></p>     <p>Os autores declaram n&atilde;o haver conflito de interesses.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido 6 de Mar&ccedil;o de 2015 <br />   Aceito 23 de Junho de 2016</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Autor para correspond&ecirc;ncia:</a><a name="c0"></a>     <p><a href="mailto:marta.goncalves@iscte.pt">marta.goncalves@iscte.pt</a></p>      ]]></body><back>
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