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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Infecção viral da vinha nos Biscoitos (ilha Terceira) - Açores]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Grapevine virus infection at Biscoitos (Terceira island) - Azores]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Departamento de Agronomia e CITAB CITAB - Centre for the Research and Technology of Agro-Environmental and Biological Sciences]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[At Terceira island in Azores, the region Biscoitos is well known by its vineyards in typical “curraletas”. The grapevines are for the production of VLQPRD (i.e. Quality Liquorus Wines Produced in Demarcated Region). The predominant varieties are Verdelho branco and Verdelho roxo but also Terrantez, Arinto and Boal branco are present. One of the objectives of the project Interfruta-II is the evaluation of the actual sanitary status of those grapevines in relation to the main viruses. Therefore, in February 2006, a survey was done in seven vineyards evaluating by ELISA the virus GLRaV-1, GLRaV-2, GLRaV-3, GLRaV-7, GFLV, ArMV, GVA, GVB and GFkV. The results are analyzed by vineyard and by variety. In general they show that infection by GLRaV-3 is 100% and that infection by one or two Nepovirus is above 50%. The other viruses were detected in lower percentages. Mixed infections were also relevant. Because of the qualitative and/or quantitative deleterious effect of the infections detected, a phytosanitary strategy will be presented in order to contribute for the recuperation of the grapevine in Biscoitos region.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"> <b>Infec&ccedil;&atilde;o viral da vinha nos Biscoitos (ilha    Terceira) - A&ccedil;ores </b></p>     <p align="center"><b>Grapevine virus infection at Biscoitos (Terceira island)    - Azores</b></p>     <p align="center">&nbsp; </p>     <p align="center">Ar&iacute;cia Figueiredo<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>, Isabel Cortez<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>,    Ana Maria Nazar&eacute; Pereira<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a></p> </p>     <p align="center"> <b>RESUMO</b> </p>     <p> A região dos Biscoitos na ilha Terceira, nos Açores, é mundialmente conhecida    pela vinha em curraletas destinada à produção de Vinhos Licorosos de Qualidade    Produzidos em Região Demarcada (VLQPRD). As castas predominantes são Verdelho    branco e Verdelho roxo mas também estão presentes Terrantez, Arinto e Boal branco.  </P>     <p> Um dos objectivos do projecto Interfruta-II é avaliar o actual estado sanitário    destas videiras em relação aos principais vírus. Assim, em Fevereiro de 2006,    foi realizada uma prospecção em sete vinhas tendo sido analisados por ELISA    os vírus GLRaV-1, GLRaV-2, GLRaV-3, GLRaV-7, GFLV, ArMV, GVA, GVB e GFkV. </P>     <p> Os resultados são analisados por casta e vinha. No global mostram que a infecção    por GLRaV-3 atinge os 100% e que a infecção por um ou dois <i>Nepovirus</i> é superior    a 50%. Os restantes vírus foram detectados em menor percentagem. Existe elevada    percentagem de infecções mistas. Atendendo ao prejudicial efeito qualitativo    e/ou quantitativo das infecções detectadas, é apresentada uma estratégia de    intervenção fitossanitária pretendendo contribuir para a recuperação da vinha    nos Biscoitos. </P>     <p> <b>Palavras-chave</b>: Açores, protecção de plantas, vírus, urticado, enrolamento.  </P>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><b>ABSTRACT</b> </p>     <p> At Terceira island in Azores, the region Biscoitos is well known by its vineyards    in typical “curraletas”. The grapevines are for the production of VLQPRD (i.e.    Quality Liquorus Wines Produced in Demarcated Region). The predominant varieties    are Verdelho branco and Verdelho roxo but also Terrantez, Arinto and Boal branco    are present. </P>     <p> One of the objectives of the project Interfruta-II is the evaluation of the    actual sanitary status of those grapevines in relation to the main viruses.    Therefore, in February 2006, a survey was done in seven vineyards evaluating    by ELISA the virus GLRaV-1, GLRaV-2, GLRaV-3, GLRaV-7, GFLV, ArMV, GVA, GVB    and GFkV. </P>     <p> The results are analyzed by vineyard and by variety. In general they show    that infection by GLRaV-3 is 100% and that infection by one or two <i>Nepovirus</i>    is above 50%. The other viruses were detected in lower percentages. Mixed infections    were also relevant. Because of the qualitative and/or quantitative deleterious    effect of the infections detected, a phytosanitary strategy will be presented    in order to contribute for the recuperation of the grapevine in Biscoitos region.  </P>     <p> <b>Key-words</b>: Azores, plant protection, virus, fanleaf, leafroll. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>INTRODUÇÃO</b> </p>     <p> A região dos Biscoitos na ilha Terceira nos Açores é mundialmente conhecida    pela vinha em curraletas destinada à produção de Vinhos Licorosos de Qualidade    Produzidos em Região Demarcada (VLQPRD). As castas predominantes são Verdelho    branco e Verdelho roxo mas também estão presentes Terrantez, Arinto e Boal branco.  </P>     <p> Vários estudos, há muito publicados, referiam a presença dos nemátodes vectores    do vírus do urticado da videira nas ilhas de S. Miguel e Terceira nos Açores    (Sequeira e Dias, 1964; Sturhan, 1973; Bravo, 1983; Lamberti <i>et al.</i>, 1994; Bravo    &amp; Lemos, 1997). Testes serológicos aí realizados nos anos 80-90 do século    passado evidenciam também a importância do vírus do urticado da videira nessas    ilhas (Lamberti et al, 1994). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Atendendo ao declínio progressivo que se tem verificado nestas vinhas foi    feita, no âmbito do projecto Interfruta-II, a avaliação do actual estado sanitário    destas videiras em relação aos principais vírus de que são hospedeiros e para    os quais é possível a detecção serológica, nomeadamente <i>Grapevine leafroll    associated virus-1 </i>(GLRaV-1)<i>, Grapevine leafroll associated virus-2 </i>(GLRaV-2)<i>,    Grapevine leafroll associated virus-3 </i>(GLRaV-3)<i>, Grapevine leafroll associated    virus-7 </i>(GLRaV-7)<i>, Grapevine fanleaf virus </i>(GFLV)<i>, Arabis mosaic    virus </i>(ArMV)<i>, Grapevine virus A </i>(GVA)<i>, Grapevine virus B </i>(GVB)<i>    e Grapevine fleck virus </i>(GFkV) conforme caracterizados (Buchen-Osmond, 2002;    Fauquet <i>et al.</i>, 2004) no Quadro 1. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>Quadro 1</b> – Caracterização dos vírus da videira prospectados. </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a02q1.jpg" width="568" height="186"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>MATERIAL E MÉTODOS </b></p>     <p> Em Fevereiro de 2006 foi realizada uma prospecção em sete vinhas nos Biscoitos    (ilha Terceira). A amostragem teve em conta a predominância das castas. Em cada    vinha, e por curraleta, foi marcada uma videira e, em cada videira, foram colhidas    duas varas em zonas opostas da planta. Foram colhidas no total 300 varas de    150 videiras. As varas foram mantidas a 4ºC até serem testadas. Os testes ELISA-Enzyme    linked immunosorbent assay (antissoros AGRITEST, SRL, Bari, Itália) foram realizados    na UTAD entre Maio e Outubro de 2006. Cada amostra consistiu em lenho de uma    vara (de cada videira foram analisadas duas varas, correspondendo a duas amostras).    Cada uma foi testada em duplicado, em placas Nunc immunoplate Maxisorp, usando    100µL/alvéolo, extracto 1:10 p/v em tampão Tris-HCl, pH 8,2, ao qual foi adicionado    2% PVP, 1% PEG e 0,05% Tween20. O substrato cromogénico da fosfatase alcalina    foi <i>p</i>-nitrofenil fosfato sendo consideradas positivas as amostras com    absorvância a 405nm superior a três vezes a absorvância dos controlos negativos.  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></P>     <p>As vinhas da ilha Terceira (Biscoitos) possuem uma elevada infecção viral.    No Quadro 2 evidencia-se a infecção detectada por vinha, nas sete vinhas amostradas,    para os nove vírus testados.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 2</b> &#8211; Infec&ccedil;&atilde;o detectada por ELISA, para nove    v&iacute;rus, nas sete vinhas nos Biscoitos (ilha Terceira, A&ccedil;ores).</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a02q2.jpg" width="569" height="664"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p>De forma global a infecção total detectada nas sete vinhas em estudo é apresentada    no Quadro 3. Os resultados dos testes serológicos efectuados em videiras de    curraletas distintas mostraram que 100% das videiras amostradas estavam infectadas    com o Vírus do enrolamento foliar da videira do tipo 3 (GLRaV-3). Outros vírus    também presentes em grande número de videiras são o Vírus do urticado da videira    (GFLV) e o Vírus do mosaico de Arabis (ArMV), existindo GFLV com maior incidência    (55,3% e 36%, respectivamente). De destacar ainda a infecção por GVA (32,3%).    Os restantes vírus prospectados foram também encontrados embora em muito menor    percentagem. A infecção pelo Vírus do enrolamento foliar da videira do tipo    1 (GLRaV-1) parece ser esporádica pois apenas foi detectada em 2 videiras do    total de 150 testadas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 3</b> – Infecção total detectada por ELISA, nas cinco castas amostradas,    nas sete vinhas nos Biscoitos (ilha Terceira, Açores). </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a02q3.jpg" width="569" height="335"></P>     
<p>&nbsp; </P>     <p>Verifica-se que quando a análise de videiras infectadas é feita pelo valor    conjunto das duas varas, a percentagem de infecção é superior à percentagem    de infecção detectada quando se considera que uma vara é uma amostra, o que    salienta a importância da amostragem alargada na planta (Quadro 3). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Ao analisarmos a presença dos vírus prospectados por castas (Quadro 4) verifica-se    que o Vírus do enrolamento foliar da videira do tipo 3 (GLRaV-3) e o Vírus do    urticado ou nó-curto da videira (GFLV) estão presentes em todas as castas. O    Vírus do mosaico de Arabis (ArMV) e o Vírus A da Videira (GVA) foram detectados    em todas as castas excepto na casta Boal branco (mas apenas uma planta estava    incluída na amostragem). O Vírus do marmoreado da videira (GFkV) foi detectado    em Verdelho branco, Verdelho roxo e em Terrantez. O Vírus B da Videira (GVB)    foi detectado também em Verdelho branco, Verdelho roxo e em Arinto. Os vírus    associados ao Enrolamento foliar da videira do tipo 2 (GLRaV-2) e ao Enrolamento    foliar da videira do tipo 7 (GLRaV-7) foram apenas encontrados em Verdelho (roxo    e branco) e o Vírus associado ao Enrolamento foliar da videira do tipo 1 (GLRaV-1)    foi apenas detectado numa planta de Verdelho branco. É também de referir que    existe elevada percentagem de infecções mistas de dois ou mais vírus na mesma    planta. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 4</b> &#8211; Infec&ccedil;&atilde;o detectada por ELISA, em cinco    castas, nas sete vinhas nos Biscoitos (ilha Terceira, A&ccedil;ores).</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a02q4.jpg" width="567" height="308"></P>     
<p>&nbsp; </P>     <p><b>Estratégia de intervenção fitossanitária</b> -As vinhas na ilha Terceira    (Biscoitos) possuem uma elevada infecção viral e como todos os vírus da videira    são transmitidos pelo material de propagação vegetativa é essencial que não    seja usado material destas vinhas para re-enxertia e/ou para início de novas    plantações.</P>     <p> É conhecido o efeito negativo, qualitativo e/ou quantitativo, de alguns vírus    da videira nomeadamente dos vírus GLRaV-3 e GFLV, que se detectaram com maior    incidência nos Biscoitos (Bovey <i>et al.</i>, 1980; Pearson &amp; Goheen, 1988; Santos    <i>et al.</i>, 2003). </P>     <p> O vírus do enrolamento da videira do tipo 3 (GLRaV-3), totalmente disseminado    na região prospectada, afecta a qualidade das uvas pelo atraso que causa na    maturação, acréscimo de acidez e decréscimo dos açúcares (logo reduzindo o etanol    potencial do mosto) e redução das antocianinas e polifenóis, podendo levar a    uma perda de pigmentação nos cachos na ordem de 50% nas castas tintas (Over    de Linden &amp; Chamberlain, 1970; Pearson &amp; Goheen, 1988; Cabaleiro <i>et al.</i>, 1999; Gugerli, 2003). </P>     <p> Para GLRaV-3, para além da transmissão por enxertia, há referência a várias    espécies de cochonilhas vectores das famílias Coccidae e Pseudococcidae, nomeadamente    <i>Planococcus citri, P. ficus, Pseudococcus longispinus, Ps. viburni (=Ps.    affinis), Ps. calceoridae, Ps. maritimus, Phenococcus aceris, Pulvinaria vitis,    Heliococcus bohemicus e Parthenocanium corni </i>(Tanne <i>et al.</i>, 1989,    Engelbrecht &amp; Kasdorf, 1990; Belli <i>et al.</i>, 1994; Golino <i>et al.</i>,    1995; Cabaleiro &amp; Segura, 1997; Petersen &amp; Charles, 1997; Golino <i>et    al.</i>, 2000; Sforza &amp; Greif, 2000; Golino <i>et al.</i>, 2002, Gugerli,    2003; Sforza <i>et al.</i>, 2003; Cid <i>et al.</i>, 2006). Algumas destas espécies    são também vectores de GVA nomeadamente <i>Pseudococcuss longispinus, Planococcus    ficus, Planococcus citri e Neopulvinaria innumerabilis</i> (Roscieglione <i>et    al.</i>, 1983; Fortusini <i>et al.</i>, 1997; Bunchen-Osmond; 2004). De salientar    que a cochonilha escura, <i>Pseudococcus viburni</i>, foi identificada pela primeira    vez na videira na ilha Terceira e na ilha do Pico em 2005 (Bettencourt <i>et    al.</i>, 2006) e está em estudo o seu potencial como espécie vector de isolados    de GLRaV-3 e de GVA da ilha Terceira. </P>     <p> Assim, será aconselhável a prospecção de cochonilhas nas curraletas para averiguar    a necessidade de intervenção cultural, nomeadamente eliminar e queimar, na altura    da poda, os sarmentos atacados e, se viável, raspar o ritidoma das plantas afectadas.    É de salientar que a presença na vinha de vários organismos auxiliares poderá    levar à limitação natural das cochonilhas (Amaro, 2001). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O vírus do urticado da videira (GFLV), que apresenta estirpes cromogénicas    e estirpes deformantes, é um vírus com características degenerativas para o    hospedeiro e pode causar perdas quantitativas na produção da videira de cerca    de 60% (Pearson &amp; Goheen, 1988; Martelli &amp; Taylor 1989; Taylor e Brown,    1997; Andret-Link <i>et al.</i>, 2004). Os nemátodes <i><i>Xiphinema</i> index</i>, <i>X. italiae</i> e    <i>X. diversicaudatum</i> são vectores destes vírus (Cohn <i>et al.</i>, 1970; Martelli &amp;    Taylor 1989. A sua aquisição pode ser feita pelas formas jovens ou adultas do    vector, existindo grande especificidade entre estes vírus e a espécie de nemátode.  </P>     <p> Sabe-se há muito da existência de nemátodos vectores do vírus do urticado    da videira nas ilhas de S. Miguel e Terceira nos Açores (Sequeira e Dias, 1964;    Sturhan, 1973; Bravo, 1983; Lamberti <i>et al.</i>, 1994). Por isso, não é de estranhar    a grande dispersão de <i>Nepovirus</i> encontrada nas curraletas, embora não deva ser    negligenciada a provável acção do Homem, pela utilização de material de enxertia    contaminado. </P>     <p> É importante avaliar a actual incidência de nemátodes vectores de <i>Nepovirus</i>    nos vinhedos da ilha Terceira. Admite-se que a presença destes vectores nos    solos seja ainda uma constante existindo as condições de perpetuação da doença    nomeadamente videiras infectadas e nemátodes vectores pelo que, e devido à importância    da vitivinicultura na economia agrícola da região, torna-se fundamental lutar    contra os nemátodes e contra o vírus. </P>     <p> A luta contra estes agentes não será fácil de realizar, principalmente quando    se trata de culturas perenes, como a vinha. Relativamente à luta contra os nemátodes    fitopatogénicos em geral, a luta química tem sido a mais utilizada, com 1,3-dicloropropeno    em pré-plantação e apenas no ano da plantação (Lemos <i>et al.</i>, 1997; Garrido,    2007). Contudo, esta forma de luta apresenta graves inconvenientes, nomeadamente    o custo, a falta de especificidade dos nematodicidas e os efeitos secundários    em relação ao Homem e outros animais e ao agro-ecossistema vinha. Além disso,    estes nemátodes conseguem existir a profundidades de 3,5 metros, associados    à raiz da videira. </P>     <p> A utilização de plantas com efeito alelopático é, numa óptica de viticultura    sustentável, uma medida que poderá ser aplicada na região. Existem numerosas    espécies de plantas que possuem compostos que podem ter um efeito nematodicida    ou nematoestático (Jaeger, 2003). Esses compostos pertencem principalmente ao    grupo dos isotiocianatos, glicósidos cianogénicos, poliacetilenos, alcalóides,    ácidos gordos e derivados, terpenoides, fenólicos entre outros (Chitwood, 2002,    Argentieri <i>et al.</i>, 2008). Aballay e Insunza (2002) testaram o efeito alelopático    de oito espécies de plantas em <i><i>Xiphinema</i> index</i>, tendo verificado que nas parcelas    onde <i>Brassica napus</i> foi utilizada como cultura de cobertura, e depois incorporada    no solo, houve uma redução significativa da população de nemátodes. A acção    alelopática de <i>B. napus</i> é devida à produção de glucosinolatos que quando são    hidrolisados originam tiocianatos e isotiocianatos, entre outros compostos (Campos    <i>et al.</i>, 1994). </P>     <p> Assim, para a melhoria do estado sanitário e consequentemente da produtividade    e rentabilidade das vinhas nos Açores, e neste caso particular nos Biscoitos,    consideramos que deverá proceder-se à replantação das castas utilizadas, que    terão que estar certificadas para a isenção de todos os vírus que constam da    Directiva europeia (Directiva nº 2005/43/CE), onde estão incluídos nomeadamente    os vírus GLRaV-3 e GFLV. Para que a replantação seja eficiente de modo a garantir    que as castas não voltem a ser infectadas, deverá haver uma redução substancial    dos vectores no solo antes de se efectuar esta replantação. Não é de aconselhar    a utilização de nematodicidas de síntese, por todos os efeitos negativos já    referidos. Parece-nos que uma opção sustentável será a utilização de <i><i>Brassica napus</i></i> como cultura de coberto vegetal, fazendo-se depois a sua incorporação.    É necessário contudo determinar quais as variedades de <i>B. napus</i> mais indicadas    para o clima e solo da região dos Biscoitos e que simultaneamente tenham teores    elevados de glucosinolatos. Será também conveniente determinar qual a melhor    época para efectuar a incorporação da cultura, tendo como objectivo o controlo    dos nemátodes. Simultaneamente dever-se-á ainda estudar até que profundidades    actuam estes compostos na luta contra os nemátodes. Só uma luta sustentável    permitirá a eliminação gradual e eficaz destes vírus da cultura da vinha nos    Açores e um aumento no rendimento dos vitivinicultores a médio prazo. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>CONCLUSÕES</b> </p>     <p> A elevada infecção viral detectada na região dos Biscoitos em 2006 está de    acordo com idêntica prospecção realizada no ano anterior nas vinhas utilizadas    para produção de VLQPRD nas Ilhas do Pico e Terceira (ver Bettencourt et al,    este Congresso SPF). </P>     <p> Apesar de a maioria da transmissão das viroses na videira se dar devido à    utilização indevida de bacelos e/ou garfos infectados, será também importante    uma estratégia de protecção sustentável, tal como foi referido anteriormente,    relativamente aos vectores conhecidos das duas viroses detectadas com maior    incidência, nomeadamente cochonilhas das famílias Coccidae e Pseudococcidae    (vectores de GLRaV-3, mas também de GLRaV-1, GVA, GVB) e nemátodes do género    <i>Xiphinema</i> (vectores de GFLV e ArMV). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>AGRADECIMENTOS</b> </p>     <p> À Direcção Regional de Desenvolvimento Agrário (vinha 1), aos viticultores    Euliotério Dias (vinha 2), Paulo Cota (vinha 3), João Gonçalves Pereira (vinha    4), Rui Manuel Cota (vinha 5), Manuel Rufino Simas (vinha 6) e Alcino Gomes    Meneses (vinha 7) pela permissão de recolha de amostras nas respectivas vinhas.    A Reinaldo Pimentel (Universidade dos Açores) pelo DVD com as fotogra fias de    material com sintomas nas sete vinhas. </P>     <p> A Carlos da Assunção Martins (Universidade de Trás-os Montes e Alto Douro)    pela execução laboratorial dos testes serológicos. </P>     <p> Trabalho parcialmente financiado pelo Projecto Interfruta-II (05/MAC/3.1/A4)    no âmbito do INTERREG III-B Açores-Madeira-Canárias. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp; </P>     <p><b> REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </b></p>     <p> Aballay, E.&amp; Insunza, V. (2002) – Evaluacion de plantas con propriedades    neamaticidas en el control de <i><i>Xiphinema</i> index</i> en vid de mesa cv.    Thompson seedless en la zona central de Chile. <i>Agricultura Técnica</i> (Chile)    62: 357-365. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Amaro, P. (Ed.). (2001) – <i>A protecção integrada da vinha na região norte.</i>    ISA/Press, Porto, 148 p. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0871-018X200900020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Andret-Link, P.; Laporte, C.; Valat, L.; Ritzenthaler, C.; Demangeat, G.;    Vigne, E.; Laval, V.; Pfeiffer, P.; Stussi-Garaud, C.; Fuchs, M. (2004) – Grapevine    fanleaf virus: still a major threat to the grapevine industry. <i>Journal of    Plant Pathology</i> 86:183-195. </P>     <p> Argentieri, M. P., D´Addabbo; Tava, A., Agostinelli, T., Jurzysta, M. &amp;    Avato, P. (2008) – Evaluation of nematicidal properties of saponins from <i>Medicago</i>    spp.<i> Eur. J. Plant Pathol.</i> 120: 189-197. </P>     <p> Belli, G.; Fortusini A.; Casati, P.; Belli, L.; Bianco, P. &amp; Prati, S.    (1994) – Transmission of a grapevine leafroll associated closterovirus by the    scale insect <i>Pulvinaria vitis </i>L. <i>Rivista di Patologia Vegetale</i>    4: 105-108 </P>     <p> Bettencourt, S. , Simões, A.M. Á &amp; Franco, J.C. (2006) – Novos registos    de cochonilhas Pseudococcidas e Diaspididae para as ilhas Terceira e Pico no    Arquipélago dos Açores. <i>Boletin Sociedad Entomológica Aragonesa </i>39: 419-420.  </P>     <p> Bovey, R.; Gartel, W., Hewitt, W.B.; Martelli, G.P. &amp; Vuittenez, A. (1980)    – <i>Virus and virus-like diseases of grapevines; color atlas of symptoms. </i>Editions    Payout, Lausanne, 183p. </P>     <p> Bravo, M. A. (1983) – <i>Nemátodos vectores de viroses da videira</i>. Encontro    de Técnicos de Viticultura. Ministério da Agricultura, Florestas e Alimentação,    EAN, Oeiras, pp. 1-6. </P>     <p> Bravo, M.A. &amp; Lemos, R. M. (1997) – <i>Longidorus</i>, <i>Paralongidorus</i>    and <i>Xiphinema</i> in Portugal. <i><i>In:</i></i> Santos, M. S de A., Abrantes,    I. O., Brown, D. J. F. &amp; Lemos, R. M. (Eds). <i>An introduction to virus    vector nematodes and their associated viruses.</i> Instituto do Ambiente e Vida,    Universidade de Coimbra, pp. 421-441. </P>     <p> Buchen-Osmond, C. (2002) – ICTVdB <i>Virus descriptions</i>. Dispon&iacute;vel    em &lt;<a href="http://phene.cpmc.columbia.edu/ICTVdB/index.htm" target="_blank">http://phene.cpmc.columbia.edu/ICTVdB/index.htm</a>&gt; (acesso em 14 Fevereiro 2008) </P>     <p> Buchen-Osmond, C. (2004) – <i>76.0.1.T.003 Grapevine virus A. ICTVdB</i>.    Disponível em &lt;<a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ICTVdb/7601t003.htm" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/ICTVdb/7601t003.htm</a>&gt;    (acesso em 14 Fevereiro 2008) </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Cabaleiro, C. &amp; Segura, A. (1997) – Field transmission of grapevine leafroll    associated viruis 3 (GLRaV-3) by the mealybug <i>Planococcus citri. Plant Disease</i>    81: 283-287. </P>     <p> Cabaleiro, C., Segura, A. &amp; Garcia-Berrios, J. (1999) – Effects of grapevine    leafollassociated virus 3 on the physiology and must of <i>Vitis vinifera</i>    L. Cv. Albarino following contamination in the field. <i>Am. J. Enol. Vitic.</i>    50 (1): 40-44. </P>     <p> Campos, H., Lizama, N. &amp; Marquez, M.G. (1994) – Determinación cualitativa    del contenido de glucosinolatos en semillas de raps (<i>Brassica napus</i> L.)    através de glucocinta. <i>Agricultura Técnica </i>(Chile) 54:318-322. </P>     <p> Chitwood, D. J. (2002) – Phytochemical based strategies for nematode control.    <i>Annu. Rev. Phytopathol.</i> 40: 221-249. </P>     <p> Cid, M.; Pereira, S.; Gago, P.; Couceiro, C.; Cabaleiro, C. &amp; Segura,    A. (2006) – <i>Planococcus citri </i>(Risso) (Homopetra: Pseudoccidae) as GLRaV-3    vector. <i><i>In:</i></i> <i>15<Sup>th </Sup>ICVG Meeting.</i> Stellenbosch,    South Africa, 3-7 April, 252-254. </P>     <p> Cohn, E.; Tanne, E., &amp; Nitzany, F.E. (1970) – <i>Xiphinema italiae</i>,    a new vector of grapevine fanleaf virus. <i>Phytopathology</i> 60: 181-182.  </P>     <p> Engelbrcht, D. J.; Kasdorf, G.G.F. (1990) – Trasnmission of grapevine leafroll    disease and associated closterovirus by the vine mealybug, <i>Planococcus ficus.    Phytophylactica</i> 22: 341-346. <i>In:</i> Petersen C. L. &amp; Charles, J.    G. (1997) - Transmission of grapevine leafroll associated closteroviruses by    <i>Pseudococcus longispinus</i> and <i>P. calceolariae. Plant Pathology</i>    46: 509-515. </P>     <p> Fauquet, C.M; Mayo, M.A. &amp; others (eds.). (2004) – <i>VIIIth Report of    the International Committee on Taxonomy of Viruses</i>. Else-vier Publishers,    Amsterdam, 1162pp. </P>     <p> Fortusini, A.; Scattini, G.; Prati, S.; Cinquanta, S.&amp; Belli, G. (1997)    – Transmission of grapevine leafroll virus (GLRaV-1) and Grapevine virus A (GVA)    by scale insects. <i>In:</i> <i>12th ICVG Meeting</i>, Lisbon, Portugal, 28    Sep. – 2 Oct, 121-122. </P>     <p> Garrido, J (coord.). (2007) – <i>Agro–manual -produtos fitofarmacêuticos,    fertilizantes, sementes.</i> Agro-manual Publicações, Lda., Odivelas, 402 pp.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Golino, D. A.; Sim, S. T. &amp; Rowhani, A. (1995) – Transmission studies    of grapevine leafroll associated virus and grapevine corky bark associated virus    by the obscure mealybug. <i>Am. J. Enol. Vitic </i>46: 408. </P>     <p> Golino, D.A.; Sim, S. &amp; Rowhani, A. (2000) – Experimental transmission    of grapevine leafroll associated viruses by mealybugs. <i>In:</i> <i>13<Sup>th    </Sup>ICVG Conference</i>. Adelaide, Australia, 12- 17<Sup>th</Sup> March, 19-20  </P>     <p> Golino, D.A.; Sim, S.T.; Gill, R.&amp; Rowhani, A.; (2002) – California mealybugs    can spread grapevine leafroll disease. <i>California Agriculture</i> 56 (6):    196-201. </P>     <p> Gugerli, P. (2003) – Grapevine leafroll and related viruses. <i>In:</i> <i>14<Sup>th    </Sup>ICVG Meeting</i>. Locorotondo (Bari), Italy, September 12-17, 25-32. </P>     <p> Jaeger, C. (2003) – <i>Organic farming: which green manure should I grow?    </i>The Agriculture Note AG1084, Department of Primary Industries, Sate of Victoria    Australia. Disponível em &lt;<a href="http://www.nre.vic.gov.au/DPI/nreninf.nsf/v/19E10478E7246AF0CA2573C500044E56/$file/AG1122_Dec07.pdf" target="_blank">http://www.nre.vic.gov.au/DPI/nreninf.nsf/v/19E10478E7246AF0CA2573C500044E56/$file/AG1122_    Dec07.pdf</a>&gt; (acesso em 12 Janeiro 2008). </P>     <p> Lamberti, F., Bravo, M.A.,Agostinelli, A. &amp; Lemos, R.M. (1994). The <i>Xiphinema    americanum</i>-group in Portugal with descriptions of four new species (Nematoda,    Dorylaimida). <i>Nematol. medit. </i>22:189-218. </P>     <p> Lemos, R. M., Santos, M.S. de A.&amp; Abrantes, I.M. (1997) – Control strategies    for virus vector nematodes and their associated viruses. <i>In:</i> Santos,    M. S de A., Abrantes, I. O., Brown, D. J. F. &amp; Lemos, R. M. (Eds). <i>An    introduction to virus vector nematodes and their associated viruses.</i> Instituto    do Ambiente e Vida, Universidade de Coimbra, pp. 381-420. </P>     <p> Martelli, G.P. &amp; Taylor, C.E. (1989) – Distribution of viruses and their    nematode vectors. <i>In:</i> K.F. Harris (Ed). <i>Advances in Disease Vector    Research</i>, Volume 6. Springer-Verlag, New York, pp.151-189. </P>     <p> Over de Linden, A. J.; Chamberlain, E. E. (1970) – Effect of grapevine leafroll    virus on vine growth and fruit yield and quality. <i>New Zealand Journal of    Agricultural Research </i>13: 689-698. </P>     <p> Pearson , R.C.&amp; Goheen, A.C. (1988) – <i>Compendium of Grape Diseases</i>.    APS Press, St. Paul, MN, USA, 93pp. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Petersen C. L. &amp; Charles, J. G. (1997) – Transmission of grapevine leafroll    associated closteroviruses by <i>Pseudococcus longispinus and P. calceolariae.    Plant Pathology</i> 46: 509-515. </P>     <p> Rosciglione, B.; Castellano, M. A. Martelli, G. P.; Savino, V.&amp; Cannizzaro,    G. (1983) -Vitis 22: 331 <i>In:</i> Cabaleiro, C.; Segura, A.; (1997) Some characteristics    of the transmission of grapevine leafroll associated virus 3 by Planococcus    citri Risso. <i>European Journal of Plant Pathology </i>103: 373-378. </P>     <p> Santos, M. T.; Rocha, M. L. G.; Martins, J. M. S.&amp; Carneiro, L. C. (2003)    – Effect of grapevine fanleaf virus, leafroll associated virus 3 and grapevine    fleck virus on leaf morphology of the Portuguese white variety Arinto by multivariate    discriminant analysis. <i>In:</i> <i>14th ICVG Conference</i>. Locorotondo (Bari),    Italy, 12-17th September, pp. 21-22. </P>     <p> Sequeira, O.A. De &amp; Dias, H.F. (1964). Transmissão do vírus do urticado    da videira pelo nemátodo <i>X.index</i> Thorne et Allen. <i>Agronomia lusit</i>.    24:307-316 </P>     <p> Sforza, R. &amp; Greif, C. (2000) – Les cochenilles et l’enroulement viral    de la vigne. <i>Phytoma-La Défense des Végétaux</i> 532: 46-50. </P>     <p> Sforza, R.; Boudon-Padieu, E.; Grief, C. (2003) – New mealybugs species vectoring    grapevine leafroll-associated viruses-1 and -3 (GLRaV-1 and -3). <i>Eur. J.    Plant Pathol.</i> 109: 975-981. </P>     <p> Sturhan, D. (1973). Ergebnisse der forschungsreise auf die Azoren, 1969. Internationales    Forchungsproject Makaronesischer Raum. II Zur Nematodenfauna der Azoren. <i>Boln.    Mus.Mun. Funchal </i>27: 18-25. <i>In:</i> Santos, M. S de A., Abrantes, I.    O., Brown, D. J. F. &amp; Lemos, R. M. (Eds). <i>An introduction to virus vector    nematodes and their associated viruses.</i> Instituto do Ambiente e Vida, Universidade    de Coimbra, pp. 426. </P>     <p> Tanne, E.; Ben-Dov, Y. &amp; Raccah, B. (1989) – Transmission of grapevine    clostrolike particles by mealybugs (Pseudococcidae) in Israel; <i>Phytoparasitica</i>    17: 63-64 <i>In:</i> Petersen C. L. &amp; Charles, J. G. (1997) -Transmission    of grapevine leafroll associated closteroviruses by <i>Pseudococcus longispinus</i>    and <i>P. calceolariae. Plant Pathology</i> 46: 509-515. </P>     <p> Taylor, C. E. &amp; Brown, D. J. F. (1997) – Nematode-transmitted viruses.    <i>In:</i> Lamberti, F., Taylor, C.E. &amp; Seinhorst, J.W. (Eds.). <i>Nematode    vectors of plant viruses</i>. CAB International, UK, pp. 142-143. </P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p> <Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> </Sup>Universidade dos Açores,    Departamento de Ciências Agrárias, Secção de Protecção de Plantas, Terra-Chã,    9702-851 Angra do Heroísmo, Terceira – Açores; <a href="mailto:silviabettencourt@yahoo.com">silviabettencourt@yahoo.com</a>;    <a href="mailto:asimoes@mail.angra.uac.pt">asimoes@mail.angra.uac.pt</a> </P>     <p> <Sup><a href="#top2">2</a><a name="2"></a> </Sup>Universidade de Trás-os-Montes    e Alto Douro, Departamento de Agronomia e CITAB, 5000-801 Vila Real, <a href="mailto:anazare@utad.pt">anazare@utad.pt</a>  </P>     <p> Comunicação apresentada no 5º Congresso da Sociedade Portuguesa de Fitopatologia,    Coimbra, 2007 </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>Recepção/Reception: 2008.03.27 </b></P>     <p><b>Aceitação/Acception: 2008.10.14 </b></P>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Amaro]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
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<source><![CDATA[A protecção integrada da vinha na região norte]]></source>
<year>2001</year>
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