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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito da densidade de plantação e da cultivar no crescimento da cerejeira sobre o porta-enxerto edabriz em quatro locais do norte e centro de Portugal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The growth of sweet cherry cultivars Regina, Skeena and Sweetheart was evaluated when grafted onto the Edabriz rootstock and at four planting densities. The trial was set on March 2003 at four locations in the North and Centre of Portugal, with two replications in Caria, Vila Real and Alcongosta and three in Carrazedo de Montenegro. Within row spacing is approximately 5,0 m and plant spacing along the row is 0.7, 1.4, 2.1 and 2.8 m, corresponding to densities of 2600, 1300, 860 and 650 trees/ha, respectively. The trunk diameter of every plant was measured each year and trunk cross sectional area (TCSA) was calculated. At the end of the second leaf stage, significant differences in growth were already observable, concerning both trial location and plant density. The sweet cherry trees of the C. Montenegro trial grew 76, 36 and 9% more than those of Alcongosta, Vila Real and Caria, respectively, thus trial location accounted for 25% of the expected total variance. Plant density corresponded to 3% of the total variance, and the trees at 0.7 m grew 22% less than those the furthest apart. Results show that cultivars grew poorly when grafted onto this rootstock in Alcongosta and Vila Real. Therefore, in analogous situations, it is important to adjust water and nutrient supply to the specific requirements of the rootstock, so as to better manage vegetative growth and to prepare the trees for their major role: fruit yielding.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Ananização]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"> <b>Efeito da densidade de planta&ccedil;&atilde;o e da cultivar    no crescimento da cerejeira sobre o porta-enxerto edabriz em quatro locais do    norte e centro de Portugal </b></p>     <p align="center"><b>Effect of tree planting density and cultivar on sweet cherry    growth onto the edabriz rootstock at four locations in the north and centre    of Portugal </b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">Alberto Santos<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>,    Vitor Cordeiro<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, Paulo Parente<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>,    Lurdes Carvalho<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, Rosalina Santos-Ribeiro<sup><a href="#1">1</a></sup>,    Jos&eacute; Lu&iacute;s Lousada<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>  </p>     <p align="center">&nbsp; </p>     <p align="center"><b>RESUMO</b> </p>     <p> Foi avaliado o crescimento das cultivares de cerejeira <i>Regina, Skeena</i> e <i>Sweetheart</i>    até ao final da 2ª folha, sob o efeito do porta enxerto Edabriz e quatro densidades    de plantação. O ensaio foi implantado em Março de 2003, em quatro locais do    Norte e Centro de Portugal, e compreende duas repetições em Caria, Vila Real    e Alcongosta, e três em Carrazedo de Montenegro. A largura de entrelinhas é    cerca de 5,0 metros, e as distâncias entre plantas na linha são 70, 140, 210    e 280 cm, a que correspondem densidades de 2600, 1300, 860 e 650 plantas/ha,    respectivamente. Anualmente, foi registado o diâmetro do tronco de cada planta    e calculada a sua área da secção do tronco (AST). No final da 2ª folha foram    já significativas as diferenças de crescimento observadas, tanto ao nível do    local como da densidade de plantação. As cerejeiras do ensaio de C. Montenegro    cresceram mais 76, 36 e 9% do que as dos ensaios de Alcongosta, Vila Real e    Caria, respectivamente, sendo o local responsável por 25% da variância total    esperada. A densidade de plantação reteve já 3% da variância total, tendo as    árvores deixadas a 70 cm na linha crescido menos 22% do que as mais afastadas.    Por conseguinte, em Alcongosta e Vila Real as cultivares cresceram muito pouco    neste porta-enxerto, pelo que em condições análogas é importante ajustar as    dotações hídricas e nutricionais às necessidades específicas do porta-enxerto,    de forma a melhor gerir o crescimento vegetativo e preparar as árvores para    a sua função primordial: a produção. </P>     <p> <b>Palavras-chave</b>: Ananização, compassos, intensificação, intensividade    cultural. </P>     <p>&nbsp; </P>     <p align="center"> <b>ABSTRACT</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> The growth of sweet cherry cultivars <i>Regina, Skeena</i> and <i>Sweetheart</i> was evaluated    when grafted onto the Edabriz rootstock and at four planting densities. The    trial was set on March 2003 at four locations in the North and Centre of Portugal,    with two replications in Caria, Vila Real and Alcongosta and three in Carrazedo    de Montenegro. Within row spacing is approximately 5,0 m and plant spacing along    the row is 0.7, 1.4, 2.1 and 2.8 m, corresponding to densities of 2600, 1300,    860 and 650 trees/ha, respectively. </P>     <p> The trunk diameter of every plant was measured each year and trunk cross sectional    area (TCSA) was calculated. At the end of the second leaf stage, significant    differences in growth were already observable, concerning both trial location    and plant density. The sweet cherry trees of the C. Montenegro trial grew 76,    36 and 9% more than those of Alcongosta, Vila Real and Caria, respectively,    thus trial location accounted for 25% of the expected total variance. Plant    density corresponded to 3% of the total variance, and the trees at 0.7 m grew    22% less than those the furthest apart. Results show that cultivars grew poorly    when grafted onto this rootstock in Alcongosta and Vila Real. Therefore, in    analogous situations, it is important to adjust water and nutrient supply to    the specific requirements of the rootstock, so as to better manage vegetative    growth and to prepare the trees for their major role: fruit yielding. </P>     <p> <b>Keywords</b>: Dwarfing, tree spacing, intensification, orchard systems,    growth management.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>INTRODUÇÃO</b> </p>     <p> À semelhança do que sucede noutras espécies, os porta-enxertos de cerejeira    podem ser classificados em ananicantes, semi-ananicantes, semi-vigorosos e vigorosos,    conforme o vigor que imprimem à cultivar. Mais precisamente, Edin <i>et al.</i>    (1997) consideramnos em 9 grupos de vigor, sendo os <i>Prunus avium</i> (L.)    L. (franco, F12/1, Pontavium e Pontaris) os mais vigorosos, normalmente tomados    como referência (índice 100). O Colt e o SL 64 posicionam-se no grupo 8, com    80 a 90% de vigor dos <i>P. avium</i>, o Max-ma 14 no grupo 6, com índice de    60 a 70, e o Edabriz no grupo 2, com apenas 20 a 30, ou seja, 20 a 30% da área    da secção do tronco que atinge quando a cultivar cresce sobre <i>P. avium</i>.    Edin (1989) verificou reduções de vigor de 40 a 70% em árvores da cv. <i>Burlat</i>    sobre Edabriz, com 6 anos de idade, e Claverie <i>et al.</i> (1989) registaram    reduções de 45% na área da secção do tronco (AST) e 20 e 15% na superfície de    projecção da copa e volume, respectivamente, em plantas da mesma idade e cultivar.    Em situações completamente favoráveis, a cerejeira em Edabriz pode atingir,    segundo Webster &amp; Schmidt (1996), mais de 60% do tamanho que exprime sobre    F12/1. </P>     <p> Em Itália, Sansavini &amp; Lugli (1998) observaram reduções de cerca de 73%    até à 5ª folha, e Edin <i>et al.</i> (1996) já tinham contabilizado reduções    da AST, ao décimo ano, de 50 a 60% na cultivar <i>Burlat</i> e de 73% na <i>Van</i>,    em relação ao Maxma 14. Tomando este último porta-enxerto como referência, também    Charlot <i>et al.</i> (2005) verificaram reduções de tamanho das cerejeiras    em 55 a 70% até aos 10 anos de vida em pomar. </P>     <p> Associada ao crescimento moderado das árvores está a precocidade da produção.    De facto, segundo Edin <i>et al.</i> (1993) as plantas em Edabriz começam a    produzir logo à 3ª folha, o que ajuda à rápida amortização dos custos de instalação    e manutenção dos pomares. Além disso, este porta-enxerto confere forte potencial    produtivo às variedades, pois induz a formação de grande quantidade de ramalhetes    de Maio e flores por metro de ramo, sobretudo na madeira de 2 a 3 anos. Por    isso, o Edabriz é um dos porta-enxertos ananicantes mais promissores e adequados    para a intensificação da cultura da cerejeira. Como refere Edin (1989) foi seleccionado    em França em 1988, de um lote de sementes de <i>Prunus cerasus</i> L. provenientes    do Irão, e começou a ser instalado em pomares comerciais a partir dos anos 90.    Desde então tem sido testado em diversos países, onde tem confirmado a sua capacidade    ananicante e indutora de precocidade, o que se reflecte na redução dos custos    de produção da cereja por facilitar as operações de colheita, poda, tratamentos    sanitários e cobertura das árvores, se necessária. </P>     <p> A redução de vigor conseguida com este porta-enxerto é função de múltiplos    factores, entre os quais as condições edafo-climáticas, a alimentação hídrica    e mineral, e a cultivar, têm papel determinante. A ananização é mais intensa    à medida que se acentuam os factores limitantes do crescimento das plantas,    ainda que isso se possa reflectir negativamente no calibre dos frutos. A redução    do calibre dos frutos é frequente quando a cerejeira é cultivada em porta-enxertos    de fraco vigor, precoces e produtivos, como o Edabriz, deixandose carga em excesso.    De acordo com Roper <i>et al.</i> (1987), Andersen <i>et al.</i> (1999) e outros    investigadores, ela resulta da baixa relação folhas/fruto. Charlot <i>et al.</i>    (2005) observaram reduções de calibre dos frutos entre 10 e 30% comparativamente    aos obtidos com outros porta-enxertos. No entanto, Edin <i>et al.</i> (1993)    referem que este porta-enxerto confere bom calibre às cultivares desde que se    favoreça o crescimento vegetativo anual e a renovação dos ramos frutíferos por    meio de podas adequadas, sendo fundamental assegurar uma boa alimentação mineral    e hídrica das plantas. Contudo, é conveniente evitar a enxertia de cultivares    muito férteis, como <i>Van</i> ou <i>Sweetheart</i>, no sentido de prevenir    excessos de produção e consequente baixo calibre da cereja. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A pequena estatura e elevada produtividade das árvores enxertadas em Edabriz    permitem aumentar as densidades de plantação para valores muito superiores aos    usados nos pomares tradicionais com <i>P. avium</i> (cerca de 200 plantas/ha)    e obter assim aumentos substanciais de precocidade e produtividade. Edin <i>et    al.</i> (1989) recomendavam densidades de 420 a 800 plantas/ha se a condução    fosse em vaso, acrescentando que seria possível aumentar a densidade se houvesse    um acompanhamento técnico específico do pomar. Mais recentemente, Edin <i>et    al.</i> (1997) indicaram densidades de 550 a 2000 plantas/ha, e na Alemanha,    Balmer (2001) ensaiou densidades entre 1666 e 5000 plantas/ha, realçando a precocidade    e as altas produtividades que a cultura em regime superintensivo proporciona    para a produção, assim como as vantagens que conferem ao uso de cobertura temporária    das árvores. </P>     <p> O objectivo deste trabalho é comparar o crescimento das cultivares de cerejeira    <i>Regina, Skeena</i> e <i>Sweetheart</i> enxertadas em Edabriz em quatro locais representativos    das principais regiões produtoras de Portugal e sob o efeito de quatro densidades    de plantação. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> MATERIAL E MÉTODOS </b></p>     <p> O ensaio foi implantado em Março de 2003, em quatro locais situados no Norte    e Centro de Portugal: Carrazedo de Montenegro, Vila Real, Caria (Belmonte) e    Alcongosta (Fig. 1), e os resultados agora apresentados referem-se aos dois    primeiros anos. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a04f1.jpg" width="233" height="218"></P>     
<p><b>Figura 1</b> &#8211; Localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica dos ensaios    (*).</p>     <p>&nbsp; </P>     <p> A precipitação anual varia entre 1020 mm, em Vila Real e 820 mm em Alcongosta,    mas em todos os locais se verifica que a grande parte ocorre nos meses mais    frios, entre Outubro e Abril (Quadro 1).</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 1</b> &#8211; Localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica e precipita&ccedil;&atilde;o    anual m&eacute;dia em cada local de ensaio. </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a04q1.jpg" width="591" height="152">  </P>     
<p>O Quadro 2 reúne os resultados da análise sumária do solo em cada local. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b><a href="#t2">Quadro 2</a><a name="topt2"></a> </b>&#8211; Resultados da    an&aacute;lise sum&aacute;ria e do complexo de troca do solo em cada local de    ensaio.</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a04q2.jpg" width="551" height="301"></P>     
<p>&nbsp; </P>     <p>As cultivares em ensaio são <i>Sweetheart, Skeena</i> e <i>Regina</i> enxertadas    em Edabriz, Gisela 5 e Maxma 14. O desenho experimental é em blocos sub-sub-divididos,    em que os blocos se identificam com a repetição, os sub-blocos com a combinação    cultivar/portaenxerto e os sub-sub-blocos com a densidade de plantação. O ensaio    de Carrazedo de Montenegro inclui três repetições e os de Vila Real, Caria e    Alcongosta apenas duas. Nesta abordagem damos ênfase às observações realizadas    no porta-enxerto Edabriz, muito embora o esquema experimental não seja saturado    em relação a este factor. </P>     <p> A largura de entrelinhas é cerca de 5,0 metros, e a distância entre plantas    na linha é 70, 140, 210 e 280 cm, a que correspondem densidades aproximadas    de 2600, 1300, 860 e 650 plantas por hectare, respectivamente. O número de plantas    por combinação cultivar/ /Edabriz é 29 em cada repetição, e varia ao nível do    sub-sub-bloco na razão directa da densidade, ou seja, 13, 7, 5 e 4. As plantas    são conduzidas em eixo, limitando-se-lhes a altura com podas, empas e inclinações    do eixo e dos ramos. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Em cada local de ensaio, um sistema de rega localizada, com dois gotejadores    por planta e débito de 4 L/hora, foi accionado periodicamente, quando era necessário    regar. </P>     <p> Em Caria e Carrazedo de Montenegro houve fertirrigação associada, sendo apenas    rega em Vila Real e Alcongosta. </P>     <p> Não foram feitas mobilizações ao solo, e optou-se por instalar uma cobertura    permanente à base de trevo morango (<i>Trifolium fragiferum</i> L.) na entre-linha,    para revestimento e protecção do solo e fornecimento de azoto às árvores. As    infestantes na linha são controladas com uma aplicação anual de glufosinato    de amónio, complementada com ligeiras deservagens manuais na proximidade das    árvores e dos gotejadores nestes primeiros anos. A protecção sanitária dirigiu-se    sobretudo ao cancro bacteriano, com aplicações de calda bordalesa à queda da    folhagem e antes da rebentação. Pontualmente foram realizados tratamentos contra    afídeos, em especial o piolho negro da cerejeira, e antifúngicos quando necessário.  </P>     <p> Com base no diâmetro do tronco medido 5 cm acima do nível do solo, foi calculada    a área da secção do tronco (AST) no final da segunda folha (2005) para cada    planta. Os resultados foram analisados com o software SuperAnova (Abacus concepts,    Inc), usando o teste Duncan para a separação de médias.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></P>     <p> A análise de variância apresentada no Quadro 3 permite verificar que o crescimento    das plantas no porta-enxerto Edabriz foi influenciado pelo local, repetição,    densidade de plantação e cultivar, retendo 25,3, 13,9, 2,9 e 2,7% da variação    total da AST, respectivamente. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>Quadro 3</b> &#8211; An&aacute;lise de vari&acirc;ncia (ANOVA) relativa    &agrave; &aacute;rea da sec&ccedil;&atilde;o do tronco das plantas no final    da 2&ordf; folha.</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a04q3.jpg" width="559" height="196">  </P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Observaram-se diferenças significativas na AST das plantas nos quatro locais    de ensaio. Em Carrazedo de Montenegro as plantas atingiram, em média, 16,2 cm<Sup>2    </Sup>de secção do tronco, e em Alcongosta apenas se registou 9,2 cm<Sup>2</Sup>.    As árvores dos ensaios de Caria e Vila Real cresceram 91 e 73% das de C. Montenegro,    respectivamente (Fig. 2). Esta variabilidade no desenvolvimento das plantas    nos diferentes locais poderá dever-se ao nível de fertilidade do solo (<a href="#topt2">Quadro    2</a><a name="t2"></a>) e também à disponibilidade de água e nutrientes ao longo    dos primeiros dois anos de vida, pois Edin <i>et al.</i> (1997) realçam que    o Edabriz exige condições óptimas de cultura, tanto no tipo de solo como na    assiduidade da fertilização e rega. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a04f2.jpg" width="337" height="198"></P>     
<p><b>Figura 2</b> &#8211; Crescimento m&eacute;dio das &aacute;rvores (cm<sup>2</sup>    de sec&ccedil;&atilde;o do tronco, a 5 cm do solo) nos quatro locais de ensaio,    no in&iacute;cio da 3&ordf; folha. <i>N</i> = 312, para C. Montenegro; <i>N</i>    = 185, para Caria; <i>N</i> = 180, para Alcongosta; <i>N</i> = 229, para Vila    Real. As barras representam os desvios-padr&atilde;o das m&eacute;dias. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>Em Carrazedo de Montenegro e Caria o solo é mais favorável do que nos outros    locais (<a href="#topt2">Quadro 2</a>), embora a provisão de fósforo em Caria    seja melhor, o que poderá ter contribuído para a boa instalação das plantas    nos primeiros anos, conforme referem Lichou <i>et al.</i> (1990). Nestes dois    locais houve maior disponibilidade hídrica e nutricional do que em Vila Real    e Alcongosta, o que se reflectiu directamente em maior crescimento geral das    árvores. Em Alcongosta e Vila Real as plantas sofreram períodos de forte stresse    hídrico, particularmente na Cova da Beira. Em Trás-os-Montes, é possível que    a elevada pedregosidade e pequena espessura do solo da Portela tenham dificultado    a instalação das cerejeiras nesta sua primeira fase da vida. </P>     <p> Em relação à cultivar, observámos diferenças significativas de crescimento    entre a mais vigorosa (<i>Regina</i>, 14,5 cm<Sup>2 </Sup>de AST) e as <i>Skeena</i>    e <i>Sweetheart</i>, tendo-se verificado nestas últimas uma redução de 10,5    e 13,0% na AST, respectivamente, face à <i>Regina</i>. </P>     <p> A densidade de plantação reteve 2,9% da variância total até ao final da segunda    folha, verificando-se um decréscimo de AST nas plantas à medida que a distância    na entrelinha diminuiu (Fig. 3). As diferenças de AST das plantas foram significativas    para as densidades testadas, excepto para as intermédias (1,4 m e 2,1 m). As    árvores deixadas a maior densidade (2600/ha) atingiram 12,6 cm<Sup>2 </Sup>e    as plantadas a menor densidade (650/ ha) sofreram um acréscimo de 20% de AST,    mais acentuado à 2ª folha, o que sugere ter havido desde cedo maior competição    entre árvores deixadas a 0,7 m na linha. Contudo, Meland &amp; Hovland (1996)    trabalhando com árvores da mesma idade, cv. Van sobre Da-mil, não obtiveram    diferenças de AST entre as densidades de plantação de 5000, 2500 e 1670 plantas/ha.  </P>     <p>&nbsp; </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a04f3.jpg" width="338" height="228">  </P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Figura 3</b> – Crescimento médio das árvores (cm<Sup>2 </Sup>de secção    do tronco, a 5 cm do solo) por densidade de plantação. <i>N</i> = 365, 241,    170 e 130, para as distâncias de 70, 140, 210 e 280 cm, respectivamente. Asbarras    representam os desvios-padrão das médias. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> As repetições tomaram 14% da variância total, o que representa 39% da variação    da área seccional do tronco que foi controlada, e reflecte a grande influência    das condições do solo no crescimento das árvores. De notar que este efeito teve    lugar nos dois primeiros anos de vida das cerejeiras, período determinante da    sua instalação e subsequente desenvolvimento. </P>     <p> O efeito da densidade de plantação foi independente do local, já que se verificou    em todos eles uma tendência análoga de aumento da AST com o aumento dos compassos.    Contudo, na Figura 4 podemos observar que foi em Vila Real e C. Montenegro onde    mais se fez sentir a influência desta variável, uma vez que nas plantas deixadas    a 0,7 m na linha (2600/ha) a redução foi de 23 e 21%, respectivamente, em relação    às que ficaram a 2,8 m (650/ha). Por outro lado, foi no ensaio de Caria que    a AST das plantas a densidades extremas foi mais próxima, diferindo em apenas    5%, o que poderá estar relacionado com a maior frequência com que se disponibilizou    água e nutrientes, reduzindo-lhes a competição ao nível da nutrição. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a04f4.jpg" width="335" height="239"></P>     
<p> <b>Figura 4</b> – Crescimento médio das árvores (cm<Sup>2 </Sup>de secção    do tronco, a 5 cm do solo) por densidadede plantação e por local de ensaio.    <i>N</i> &#8776; 90, 60, 40 e 30, para as distâncias de 70, 140, 210 e 280 cm, respectivamente.    As barras representam os desviospadrão das médias. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> Em jeito de síntese, pudemos verificar que até ao final da 2ª folha as plantas    enxertadas em Edabriz cresceram de forma diferenciada, consoante o local de    ensaio, a densidade de plantação e a cultivar. O local foi o principal factor    de variação da AST, mas o efeito da densidade manteve-se em todos eles. Assim,    nesta fase de crescimento das cerejeiras foi já possível observar, logo no 2º    ano, o efeito da competição na redução do vigor das árvores, começando nas maiores    densidades (2600, 1300 ou 860 plantas/ha) e tendendo a aumentar com o crescimento    e a atingir gradualmente as que ficaram mais afastadas na linha. </P>     <p> Em porta-enxerto ananicante, como o Edabriz, as cultivares cresceram muito    pouco em Alcongosta e Vila Real. Em condições análogas é importante ajustar    as dotações hídricas e nutricionais às necessidades específicas do porta-enxerto,    como forma de melhor gerir o crescimento vegetativo e preparar as árvores para    a sua função primordial: a produção. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A informação recolhida durante os dois primeiros anos neste conjunto de ensaios    sustenta, pois, a recomendação genérica de que a densidade de plantação para    o portaenxerto Edabriz terá que ter em conta o vigor da cultivar e as condições    edafo-climáticas e nutritivas em que as plantas se desenvolvem. Considerando    que grande parte dos solos portugueses são de baixa fertilidade, é importante    fazer-se um acompanhamento assíduo do desenvolvimento das árvores, com regularidade    de dotações hídricas e fertilização, mas sem descurar as podas e o controlo    de doenças e pragas. Embora com custos de instalação e manutenção (plantas,    nutrição, sanidade) mais elevados do que nos pomares tradicionais, o porta-enxerto    Edabriz permite uma forte intensificação da cultura, e os consequentes aumentos    de produtividade, precocidade, rendimento e comodidade na colheita, assim como    a possibilidade técnico-económica de cobertura das árvores, quando necessária.    O acompanhamento destes ensaios até à fase adulta, tanto no que se refere ao    crescimento vegetativo como à produção, permitirá determinar as condições de    cultivo mais apropriadas a este porta-enxerto, de forma a assegurar um bom equilíbrio    entre a produtividade e a qualidade das cerejas, tendo em vista a melhoria da    rendibilidade desta cultura em Portugal. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>AGRADECIMENTOS</b> </p>     <p> Os projectos PAMAF/IED 2059, AGRO 86 e AGRO 941 (<i>Comando do Crescimento    da Cerejeira e Valorização das Produções</i>) permitiram o planeamento, instalação    e manutenção dos ensaios em que se baseia este trabalho. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </b></p>     <p> Andersen, R.L.; Robinson, T. &amp; Lang, G.A. (1999) -Managing the Gisela    cherry rootstocks. <i>New York Fruit Quarterly</i> 7(4): 1–4. </P>     <p> Balmer, M. 2001 -Sweet cherry tree densities and tree training. <i>The Compact    Fruit Tree </i>34, 3: 74–77. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Charlot, G.; Edin, M.; Floc’hlay, F.; Soing, P. &amp; Boland, C. (2005) -Tabel    Edabriz: A dwarf rootstock for intensive cherry orchards. <i>Acta Horticulturae</i>    667: 217–221. </P>     <p> Claverie, J.; Edin, M.; Masseron, A. &amp; Tronel, C. (1989) -Les porte-greffe    de Prunus avium: présentation et derniers résultats de l’expérimentation. <i>L’Arboriculture    Fruitière</i> 418: 38–42. </P>     <p>Edin, M. (1989) -Tabel Edabriz – porte-greffe nanisant du cerisier.<i> Infos-Ctifl</i>    55: 41–45. </P>     <p> Edin, M. (1993) -Porte-greffe du cerisier: Le point ser Tabel Edabriz. <i>Infos-Ctifl    </i>96: 37–40. </P>     <p> Edin, M.; Garcin, A.; Lichou, J. &amp; Jourdain, J.M. (1996) -Influence of    dwarfing cherry rootstocks on fruit production. <i>Acta Horticulturae</i> 410:    239–245. </P>     <!-- ref --><p> Edin, M.; Lichou, J. &amp; Saunier, R. (1997) - <i>Cerise, les variétés et    leur conduite.</i> CTIFL, France, 238 p. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0871-018X200900020000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Lichou, J.; Michel, E.; Tronel, C. &amp; Saunier, R. (1990) - <i>Le cerisier    «La cerise de table»</i>. CTIFL, France, 361 p. </P>     <p> Meland, M. &amp; Hovland, O. (1996) - The performance of “Van” sweet cherry    in four high density management systems in Norway. <i>Acta Horticulturae</i>    410: 283–286. </P>     <p> Roper, T.R.; Loescher, W.; Keller, J. &amp; Rom, C. (1987) -Producing big    firm fruit studied at Cherry Institute.<i> Good Fruit Grower </i>38: 33–36.  </P>     <p> Sansavini, S. &amp; Lugli, S. (1998) -Perfomance of V-trained cherry orchard    with new dwarf rootstocks. <i>Acta Horticulturae</i> 468: 265–277. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Webster, A.D. &amp; Schmidt, H. (1996) -Rootstocks for sweet and sour cherries.    <i>In</i>: A.D. Webster &amp; N.E. Looney (eds). <i>Cherries: Crop Physiology    Production and Uses CAB International</i>, Wallingford, Oxon, UK, pp. 127–163.  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <Sup><a href="#top1">1</a> </Sup><a name="1"></a>Departamento de Agronomia,    CITAB, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Ap. 1013, 5001–801 Vila    Real, <a href="mailto:asantos@utad.pt">asantos@utad.pt</a>. </P>     <p> <Sup><a href="#top2">2</a> </Sup><a name="2"></a>Direcção Regional de Agricultura    de Trás-os-Montes, 5370–087 Carvalhais, Mirandela, <a href="mailto:victor.cordeiro@dratm.min-agricultura.pt">victor.cordeiro@dratm.min-agricultura.pt</a>  </P>     <p> <Sup><a href="#top3">3</a> </Sup><a name="3"></a>Sociedade Agrícola Quinta    dos Lamaçais, Ldª, Apartado Ap. 7, Teixoso – Estrada Nacional 6250–998 Caria,    Belmonte, <a href="mailto:francisco.vaz@quintadelamacais.pt">francisco.vaz@quintadelamacais.pt</a>  </P>     <p> <Sup><a href="#top4">4</a> </Sup><a name="4"></a>Departamento de Fitotecnia,    Escola Superior Agrária de Castelo Branco, Quinta da Srª de Mércoles, Ap. 119,    6001–909 Castelo Branco, <a href="mailto:lurdesc@esa.ipcb.pt">lurdesc@esa.ipcb.pt</a>  </P>     <p> <Sup><a href="#top5">5</a> </Sup><a name="5"></a>Departamento Florestal, CITAB,    Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, 5001–801 Vila Real, <a href="mailto:jlousada@utad.pt">jlousada@utad.pt</a>.  </P>     <p>&nbsp;</P>      <p> <b>Recepção/Reception: 2008.03.11 </b></P>     <p><b>Aceitação/Acception: 2009.01.21 </b></P>     ]]></body>
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