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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Grau de cobertura do solo e dinâmica da vegetação em olivais de sequeiro com a introdução de herbicidas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Results of the percentage of ground cover by weeds and the dynamic of the vegetation are presented after the introduction of herbicides as soil management strategies in a rainfed olive orchard. The field experiment was carried out in Mirandela, NE Portugal. The soil management treatments included: conventional tillage; post-emergence herbicide (glyphosate); and post-emergence plus residual herbicide (diuron+glyphosate+terb utilazine). The ground cover percentage and the botanical composition of vegetation were monitored since 2002 to 2007 from the point-quadrat method. Both the herbicide formulations killed efficiently the vegetation in a single annual application. The ground cover percentages in conventional tillage, prior to the first tillage event, varied between 50 to 80 % beneath the trees and between 30 to 60 % in the open space. The ground cover percentages in April, in the treatment of glyphosate, were in the range of 60 to 90 % and 40 to 50 % beneath the trees and between rows, respectively. In the residual herbicide plot the ground cover percentages were always very low. The soil of the glyphosate plot was covered with vegetation over all the year. In au-tumn/spring the soil was covered with green weeds and in the summer with a mulching of the dead material. In the glyphosate plot the dynamic of species was high. One year after the first application of herbicide, Ornithopus compressus appeared as the most abundant species. Thereafter, acquired relevance species with short growing cycles which seeds mature before April (e.g. Mibora minima, Logfia gallica) and other that produce a high number of seeds easily spread by wind (e.g. Hypochaeris radicata, Conyza canadensis) and which seeds proceeded from surrounding untilled fields and rural-tracks or from individual plants that escaped to the herbicide control.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"> <b>Grau de cobertura do solo e din&acirc;mica da vegeta&ccedil;&atilde;o    em olivais de sequeiro com a introdu&ccedil;&atilde;o de herbicidas </b></p>     <p align="center"><b>Ground cover and dynamic of weeds after the introduction    of herbicides as soil management system in a rainfed olive orchard </b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">Manuel &Acirc;ngelo Rodrigues<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>,    Jos&eacute; Cabanas<sup><a href="#1">1</a></sup>, Jo&atilde;o Lopes<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>,    Francisco Pav&atilde;o<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, Carlos    Aguiar<sup><a href="#1">1</a></sup>, Margarida Arrobas<sup><a href="#1">1</a></sup></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"> <b>RESUMO</b> </p>     <p> São apresentados resultados do grau de cobertura do solo e da dinâmica da    vegetação num olival de sequeiro, localizado em Mirandela, após a introdução    de herbicidas como estratégia de manutenção do solo. As modalidades em estudo    foram: mobilização tradicional; herbicida pós-emergência (glifosato); e herbicida    com componentes de acção residual e pós-emergência (diurão+glifosato+terbut    ilazina). O grau de cobertura e a composição da vegetação foram avaliados desde    2002 a 2007 pelo método do ponto quadrado. Ambas as soluções herbicidas combateram    adequadamente a vegetação herbácea em aplicação única anual. O grau de cobertura    no talhão mobilizado, antes da primeira mobilização, oscilou entre 50 a 80 %    e 30 a 60 % debaixo e fora da copa, respectivamente. O tratamento com glifosato    permitiu um grau de cobertura em Abril entre 60 a 90 % debaixo da copa e 40    a 50 % fora da copa. No tratamento com herbicida residual o grau de cobertura    do solo foi sempre muito baixo ao longo do ano. A gestão da vegetação com glifosato    permitiu a cobertura do solo durante todo o ano, com vegetação viva desde o    Outono à Primavera e um <i>mulching</i> de vegetação morta durante o Verão. Nas restantes    modalidades o solo permaneceu descoberto durante grande parte do ano. No talhão    gerido com glifosato a vegetação manteve elevada dinâmica. Um ano após o início    da aplicação de glifosato apareceu a dominar o coberto <i>Ornithopus compressus</i>.    Com o tempo ganharam importância algumas espécies de Inverno de ciclo muito    cur-to (como <i>Mibora mínima</i> e <i>Logfia gallica</i>)e outras de elevada produção de    sementes e fácil dispersão pelo vento (como <i>Hypochaeris radicata</i> e <i>Conyza canadensis</i>)    com origem provável em incultos e caminhos que circundam o olival ou em plantas    individuais que escaparam à acção dos herbicidas. </P>     <p> <b>Palavras-chave</b>: herbicidas, infestantes, mobilização do solo, olival    de sequeiro. </P>     <p>&nbsp; </P>     <p align="center"> <b>ABSTRACT</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Results of the percentage of ground cover by weeds and the dynamic of the    vegetation are presented after the introduction of herbicides as soil management    strategies in a rainfed olive orchard. The field experiment was carried out    in Mirandela, NE Portugal. The soil management treatments included: conventional    tillage; post-emergence herbicide (glyphosate); and post-emergence plus residual    herbicide (diuron+glyphosate+terb utilazine). The ground cover percentage and    the botanical composition of vegetation were monitored since 2002 to 2007 from    the point-quadrat method. Both the herbicide formulations killed efficiently    the vegetation in a single annual application. The ground cover percentages    in conventional tillage, prior to the first tillage event, varied between 50    to 80 % beneath the trees and between 30 to 60 % in the open space. The ground    cover percentages in April, in the treatment of glyphosate, were in the range    of 60 to 90 % and 40 to 50 % beneath the trees and between rows, respectively.    In the residual herbicide plot the ground cover percentages were always very    low. The soil of the glyphosate plot was covered with vegetation over all the    year. In au-tumn/spring the soil was covered with green weeds and in the summer    with a <i>mulching</i> of the dead material. In the glyphosate plot the dynamic of    species was high. One year after the first application of herbicide, <i>Ornithopus compressus</i> appeared as the most abundant species. Thereafter, acquired relevance    species with short growing cycles which seeds mature before April (e.g. <i>Mibora minima</i>, <i>Logfia gallica</i>) and other that produce a high number of seeds easily    spread by wind (e.g. <i>Hypochaeris radicata</i>, <i>Conyza canadensis</i>) and which seeds    proceeded from surrounding untilled fields and rural-tracks or from individual    plants that escaped to the herbicide control. </P>     <p> <b>Key-words</b>: herbicides, conventional tillage, rainfed olive orchards,    weeds. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp; </P>     <p> <b>INTRODUÇÃO</b> </p>     <p> No âmbito da protecção fitossanitária das culturas a flora adventícia tem    recebido me-nos atenção que doenças e pragas. Amaro &amp; Baggiolini (1982)    dedicam-lhe pouca atenção e nos simpósios e congressos de protecção integrada    posteriores a quantidade de trabalhos publicados sobre o tema é insignificante    comparativamente a doenças e pragas (Coelho &amp; Silveira, 1993). A gestão    da vegetação com base em técnicas de <i>estimativa de risco</i> e <i>níveis    de nocividade</i> ou <i>níveis económicos de ataque</i>, por exemplo, não tem    tido grande significado. Limitações diversas, como a dificuldade na avaliação    quantitativa dos prejuízos e o facto de se trabalhar simultaneamente com várias    espécies, com biologia e ecologia distintas, todas elas de elevada plasticidade    fenotípica, tornam este grupo de <i>inimigos das culturas</i> menos atractivo    para trabalhos de investigação. </P>     <p> As acções sobre a vegetação limitam-se normalmente a medidas de combate através    de mobilizações e/ou uso de herbicidas e, eventualmente, erradicação, quando    em presença de espécies arbustivas. Assume-se que as infestantes nas culturas    se constituem como um problema sanitário crónico e que anualmente devem ser    combatidas. Em olivais de sequeiro, o combate às infestantes visa sobretudo    limitar a competição pelos recursos hídricos, na medida em que a falta de água    no Verão é o principal factor que condiciona o desenvolvimento e a produtividade    das árvores (Bacelar, 2006). </P>     <p> A questão da flora adventícia dos olivais tem sido sobretudo tratada no âmbito    do tema genérico <i>manutenção da superfície do solo</i> e, neste contexto,    a informação sobre o assunto é abundante (Luz <i>et al.</i>, 1998; Gómez <i>et    al.</i>, 1999; Rodrigues <i>et al.</i>, 2000; Pastor <i>et al.</i>, 2001; Montemurro    <i>et al.</i>, 2002; Elmore, 2005; Rodrigues &amp; Cabanas, 2007). A forma como    é mantida a superfície do solo têm implicações na produtividade actual e potencial    da cultura. Está relacionada com aspectos di-versos do ecossistema do olival,    como perda de solo por erosão, teor de matéria orgânica do solo, possibilidade    das raízes se desenvolverem na camada superficial de maior fertilidade, infiltração    da água das chuvas, evaporação, microclima e biodiversidade. </P>     <p> Em Portugal, e em Trás-os-Montes em particular, os solos dos olivais apresentam    elevados riscos de erosão hídrica. As copas das árvores conferem reduzido grau    de cobertura ao solo, a precipitação apresenta elevada erosividade, os declives    são elevados e o comprimento do declive, associado a áreas de olival cada vez    mais extensas, favorecem o escoamento da água das chuvas. Nestas condições,    o controlo da erosão hídrica deve ser um dos aspectos centrais a ter em conta    na estratégia de manutenção do solo (Fleskens &amp; Graff, 2001; Torres <i>et    al.</i>, 2001; Rodrigues &amp; Cabanas, 2007). Contudo, por simplicidade e/ou    informação insuficiente, a maior parte dos agricultores continua a mobilizar    os seus olivais para combater as infestantes, apesar desta forma de manter a    superfície do solo não ser, normalmente, o melhor método de prevenção da erosão.    A cobertura do solo com vegetação viva e/ou morta, espontânea ou semeada apresenta    maior eficácia (Derpsch, 2001; Pastor <i>et al.</i>, 2001). </P>     <p> A introdução de herbicidas altera a composição da vegetação herbácea. Genericamente,    as espécies susceptíveis são eliminadas ou regridem enquanto a abundância relativa    das espécies resistentes aumenta (Zimdahl, 1993). Espécies que em dado contexto    nunca foram um problema podem passar a sê-lo. As espécies perenes, por exemplo,    tendem a ganhar importância, se bem que o problema das infestantes de difícil    combate praticamente desapareça em culturas arbóreas sempre que é possível utilizar    herbicidas não selectivos, como o glifosato (Nalewaja, 2001). Contudo, numa    perspectiva de longo prazo é necessário ter presente que as plantas podem adquirir    resistência aos herbicidas, incluído ao glifosato (Wakclin <i>et al.</i>, 2004). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Neste trabalho são apresentados resultados do grau de cobertura do solo e    da dinâmica da flora adventícia após a introdução de herbicidas. A vegetação    foi monitorizada durante um período relativamente longo, desde Abril de 2002    a Agosto de 2007. Dada a importância do coberto vegetal na prevenção da erosão    do solo foi dada particular atenção à variação do grau de cobertura do solo    ao longo dos anos. Com o levantamento das espécies procurou acompanhar-se as    tendências nos novos equilíbrios da vegetação e o surgimento eventual de problema    de eficácia no combate às infestantes. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> MATERIAIS E MÉTODOS </b></p>     <p> A experiência de campo decorreu na região de Mirandela, em Trás-os-Montes,    e teve início em Outubro de 2001 com o estabelecimento dos diferentes sistemas    de manutenção da superfície do solo. O clima local é do tipo mediterrânico,    com precipitação média anual de 520,1 mm e temperatura média anual do ar de    14,2 ºC (Mendes <i>et al.</i>, 1991). O olival está instalado num solo derivado    de xisto, classificado como Leptosolo dístrico órtico (Agroconsultores &amp;    Coba, 1991), com declive da ordem dos 6 %. À data do estabelecimento do ensaio    o olival tinha 13 anos de idade. As árvores, da variedade Cobrançosa, encontram-se    dispostas no compasso 7 x 6 m. Resultados de análise sumária de terras no início    da experiência identificaram um solo de textura franca, teor de matéria orgânica    baixo (6,8 mg kg<Sup>-1</Sup>), reacção ácida [pH<Sub>(H2O)</Sub>, 5,5] e teores    em fósforo (53 mg kg<Sup>-1</Sup>, P<Sub>2</Sub>O<Sub>5</Sub>) e potássio (61    mg kg<Sup>-1</Sup>, K<Sub>2</Sub>O) médios. </P>     <p> A experiência foi instalada numa zona homogénea do olival. Delimitaram-se    faixas de 5 000 m<Sup>2 </Sup>para os tratamentos com aplicação de herbicidas    e manteve-se a restante área do olival em mobilização tradicional. As modalidades    a partir das quais se recolheram os resultados apresentados neste trabalho foram:  </P>     <p> -Mobilização Tradicional (MT), em que o olival foi mobilizado uma a duas vezes    por ano na Primavera, ao critério do olivicultor; </P>     <p> -Herbicida Pós-Emergência (HPE), em aplicação única anual (desde 2002 a 2007)    de um produto à base de glifosato (com pequena diferença entre anos, evitando    dias de vento, as aplicações de glifosato ocorreram na primeira quinzena de    Abril); e </P>     <p> - Herbicida que inclui a mistura de glifosato com componentes de acção residual    (diurão + glifosato + terbutilazina) (Hmix), em aplicação única anual durante    o Inverno (fim de Fevereiro/inicio de Março). </P>     <p> O herbicida pós-emergência foi aplicado na dose de 5 l/ha e o herbicida residual    na dose de 6 l/ha. As caldas foram aplicadas com um pulverizador de jacto projectado    à razão de 600 l/ha. </P>     <p> O grau de cobertura do solo e as espécies presentes foram avaliados através    do método do ponto quadrado (Whalley &amp; Hardy, 2000). As datas de registo    foram 10 de Abril de 2002, 29 de Janeiro, 8 de Abril e 18 de Junho de 2003,    9 de Fevereiro e 14 de Abril de 2004 e 1 de Março e 13 de Abril de 2007. Foram    efectuadas observações debaixo e fora da influência da copa. Sob a copa, o medidor    de pontos foi disposto em quatro direcções a partir do tronco em função dos    pontos cardeais. Fora da copa foi colocado aleatoriamente ao longo do olival,    próximo do ponto de intersecção de linhas imaginárias que ligam quatro árvores    adjacentes. Em cada amostragem foram feitas 48 leituras de 10 pontos (480 observações)    debaixo da copa e 24 leituras de 10 pontos (240 observações) fora da copa. Em    Agosto fizeram-se observações não quantificadas da vegetação viva. A reduzida    cobertura do solo nesta data não justificou o uso do método do ponto quadrado.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </p>     <p><b>RESULTADOS</b> </p>     <p> Em 10 de Abril de 2002, imediatamente antes do início da aplicação do herbicida    pós-emergência, a flora adventícia conferia um grau de cobertura ao solo de    46 e 34 % debaixo e fora da influência da copa, respectivamente (Figura 1).    Sob a copa as espécies mais representativas, avaliadas pelo grau de cobertura    do solo, foram <i>Lolium rigidum</i> (13,8 %), <i>Mibora minima</i> (12,5 %)    e <i>Spergula arvensis</i> (7,5 %). Com contributo para a. o grau de cobertura    próximo dos 3 % foram observadas <i>Chamaemelum mixtum</i>, <i>Hypochaeris radicata</i>    e <i>Andryala integrifolia</i>. Com grau de cobertura entre 1 e 2 % foram observadas    <i>Echium plantagineum</i>, <i>Coleostephus myconis</i>, <i>Rumex acetosella</i>,    <i>Sonchus oleraceus</i> e <i>Poa annua</i>. Fora da influência da copa as espécies    mais representativas foram <i>S. arvensis</i> (11,3 %), <i>R. acetosella</i>    (10,0 %) e <i>M. minima</i> (8,8 %). Com grau de cobertura entre 1 e 2 % foram    registadas <i>C. mixtum</i>, <i>A. integrifolia</i> e <i>L. rigidum</i>. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a05f1.jpg" width="612" height="255"></P>     
<p> <b>Figura 1</b> – Grau de cobertura do solo e espécies mais abundantes em    10 de Abril de 2002 no talhão mobilizado: a) sob a copa; e b) fora da influência    da copa. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>Em Agosto de 2002 a presença de vegetação herbácea viva foi muito baixa em    qualquer das modalidades, embora se mostrasse aparentemente mais significativa    no talhão Himx. Com alguma actividade vegetativa foi registada a presença de    <i>Chondrilla juncea</i>, <i>Cynodon dactylon</i> e <i>Convolvulus arvensis</i>.    A presença destas espécies deveu-se seguramente a emergências ou recrescimentos    posteriores à data de aplicação dos herbicidas e à última mobilização de Primavera,    bem como à ineficácia dos componentes residuais do tratamento Hmix sobre estas    espécies. </P>     <p>Em 29 de Janeiro de 2003 foi avaliado o grau de cobertura do solo nas modalidades    MT, HPE e HMix. Os resultados são apresentados na Figura 2. O grau de cobertura    sob a copa foi mais elevado na modalidade HPE (62,0 %), seguido da modalidade    MT (52,5 %) e bastante mais baixo na modalidade HMix (23,3 %). Fora da copa    os valores mais elevados foram registados na modalidade MT (48,3 %), seguindo-se    HPE (23,0 %) enquanto os mais baixos se registaram em HMix (20,0 %). Na modalidade    HPE surge como espécie mais importante debaixo da copa <i>Ornithopus compressus</i>    e fora da influência da copa <i>S. arvensis</i>. Na modalidade HMix o aspecto    mais importante parece ser o reduzido grau de cobertura comparativamente com    as outras modalidades. <i>Calendula arvensis</i> foi a única espécie cujo grau    de cobertura apresentou algum significado quantitativo na modalidade Hmix, concretamente    debaixo da copa. </P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a05f2.jpg" width="628" height="778"></P>     
<p><b>Figura 2</b> – Grau de cobertura e vegetação dominante em Janeiro de 2003    nas modalidades MT, HPE e HMix: a) sob a copa; e b) fora da influência da copa.  </P>     <p>&nbsp; </P>     <p> O uso de glifosato pareceu adequado para se assegurar bem o requisito da protecção    do solo contra a erosão devido ao razoável grau de cobertura que permitiu durante    o Inverno. </P>     <p> Em Abril de 2003 foi avaliada apenas a presença de vegetação herbácea na modalidade    HPE, imediatamente antes da aplicação do herbicida. A modalidade MT tinha sido    recentemente mobilizada e na modalidade HMix o solo encontrava-se integralmente    sem vegetação pelo efeito da aplicação do herbicida em 29 de Janeiro. O grau    de cobertura e as principais espécies presentes são apresentados na Figura 3.    O grau de cobertura atingiu 66,0 e 56,0 % debaixo e fora da copa, respectivamente.    <i>Ornithopus compressus</i> foi, nesta data, a espécie dominante debaixo (28,0    %) e fora (25,0 %) da copa, o que pode ser considerado a principal alteração    da composição florística, após um ano da introdução do glifosato como método    de combate das infestantes. Este registo não deixa de ser interessante se enquadrado    na perspectiva da melhoria da fertilidade do solo, na medida em que a componente    leguminosa se incrementou em detrimento de <i>L. rigidum</i>. A espécie <i>Crassula    tillaea</i> também ainda não tinha sido registada a nível relevante, surgindo    agora com grau de cobertura de 4 e 5 % debaixo e fora da copa, respectivamente.    As observações de Abril de 2003 mostraram que a vegetação controlada com glifosato    manteve uma boa cobertura do solo com vegetação viva na Primavera. Já a importância    relativa das espécies sofreu forte modificação durante o curto espaço de um    ano. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a05f3.jpg" width="627" height="255"></P>     
<p><b>Figura 3</b> – Grau de cobertura e vegetação dominante em Abril de 2003    na modalidade HPE: a) sob a copa; e b) fora da influência da copa. </P>     <p>&nbsp; </P>     <p>Em 18 de Junho de 2003 foi avaliada a presença de vegetação espontânea viva    nas modalidades HPE e HMix. A modalidade MT tinha sido recentemente mobilizada.    O grau de cobertura com vegetação viva foi bastante baixo, com 2,0 e 5,9 % debaixo    e fora da copa na modalidade HPE. Na modalidade HMix os graus de cobertura foram    ainda menores 1,3 e 3,1 %, respectivamente. Na modalidade HPE as espécies com    alguma importância relativa foam <i>Convolvulus arvensis</i>, <i>Eragrostis    minor</i>, <i>Portulaca oleracea</i>, <i>Chondrilla juncea</i> e <i>Echium plantagineum</i>.    A presença destas plantas reflecte emergências posteriores a 8 de Abril, data    em que se aplicou o herbicida glifosato. Na modalidade HMix registou-se a presença    de <i>Convolvulus arvensis</i>, <i>C. juncea</i> e <i>A. integrifolia</i>, ainda    que com reduzido significado quantitativo, situação semelhante à que tinha ocorrido    no Verão do ano anterior. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O levantamento da vegetação em 8 de Junho serviu também para aferir da eficácia    do combate das infestantes. A presença de vegetação viva nesta época do ano    é absolutamente indesejável em olival de sequeiro devido à competição que ocorre    pelos limitados recursos hídricos na estação seca. Atendendo ao reduzido grau    de cobertura com vegetação viva parece que o combate foi eficaz com qualquer    das soluções herbicidas ensaiadas. </P>     <p> Em Fevereiro de 2004, no talhão mobilizado apareceu <i>L. rigidum</i> como    espécie mais abundante, particularmente debaixo da copa, contribuindo sozinha    com 36,7 % para o grau de cobertura, que no total atingiu 60,0 % (Figura 4).    Fora da copa o grau de cobertura atingiu 31,0 % e a espécie mais abundante foi    <i>S. arvensis</i> com 21,1 %. Na modalidade HPE o grau de cobertura foi de    58,3 e 19,0 % debaixo e fora da copa, respectivamente. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a05f4.jpg" width="634" height="512">  </P>     
<p><b>Figura 4</b> – Grau de cobertura e vegetação dominante em Fevereiro de 2004    nas modalidades MT e HPE: a) sob a copa; e b) fora da influência da copa. </p>     <p>&nbsp; </P>     <p> <i>Ornithophus compressus</i> deixou de figurar entre as espécies mais abundantes.    Com contributos superiores a 7 % surgiram debaixo da copa <i>M. minima</i> (14,6    %), <i>S. arvensis</i> (10,0 %), <i>C. arvensis</i> (7,9 %) e <i>Cerastium brachypetalum</i>    (7,5 %). Fora da copa surgiram <i>M. minima</i> (11,0 %), <i>C. myconis</i>    (3,0 %) e <i>S. arvensis</i> (3,0 %) com algum significado quantitativo. No    tratamento Hmix o grau de cobertura foi insignificante debaixo (2,9 %) e fora    da zona de influência da copa (3,0 %). </P>     <p> Em Abril de 2004 foi avaliada a vegetação na modalidade HPE (Figura 5). Na    modalidade MT o solo tinha sido mobilizado e na modalidade Hmix o solo estava    completamente nu em resultado da aplicação do herbicida em Fevereiro. O grau    de cobertura do solo na modalidade HPE debaixo da copa e fora da sua zona de    influência foi de 73,7 e 53,0 %, respectivamente. As espécies mais representativas,    avaliadas pelo grau de cobertura, foram <i>C. brachypetalum</i> com 14,2 e 14,0    % debaixo e fora da copa, respectivamente. Debaixo da copa surgiram ainda com    expressão relevante <i>M. minima</i> (12,5 %), <i>L. rigidum</i> (8,3 %) e <i>S.    gallica</i> (8,3 %). Fora da copa surgem <i>S. arvensis</i> (8,0 %), <i>C. tillaea</i>    (8,0 %) e <i>Aphanes australis</i> (5,0 %). O levantamento de Abril confirmou    as indicações que tinham sido obtidas com os dados de Fevereiro. No espaço temporal    de um ano, <i>O. compressus</i> desapareceu como espécie dominante, com a rapidez    com que surgiu de 2002 para 2003. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a05f5.jpg" width="628" height="256">  </P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>Figura 5</b> – Grau de cobertura e vegetação dominante em Abril de 2004    na modalidade HPE: a) sob a copa; e b) fora da influência da copa. </P>     <p>&nbsp; </P>     <p>Em 1 de Março de 2007 a vegetação herbácea apresentou-se bastante desenvolvida    comparativamente com as avaliações feitas em 2003 e 2004 (figura 6). A avaliação    de 2007 ocorreu mais tarde, que nos anos anteriores em que a vegetação tinha    sido avaliada em 29 de Janeiro e 9 de Fevereiro. No tratamento MT o grau de    cobertura do solo conferido pela vegetação foi de 82,6 e 58,4 % debaixo e fora    da copa, respectivamente. <i>Lolium rigidum</i> surgiu como espécie dominante,    quer debaixo quer fora da copa, com um contributo significativo para o grau    de cobertura de 70,0 e 26,7%, respectivamente. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a05f6.jpg" width="624" height="769"></P>     
<p><b>Figura 6</b> – Grau de cobertura e vegetação dominante em 1 de Março de    2007 nas modalidades MT, HPE e H mix: a) sob a copa; e b) fora da influência    da copa. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>No tratamento HPE o grau de cobertura foi também elevado debaixo e fora da    copa, atingido os valores de 77,5 e 41,6 %, respectivamente (Figura 6). Espécies    individuais com contributos relevantes debaixo da copa surgiram <i>Poa annua</i>    (26,9 %), <i>H. radicata</i> (15,6 %), <i>M. minima</i> (10,0 %) e <i>C. myconis</i>    (5,0 %). Fora da copa aparecem com maior expressão <i>H. radicata</i> (18,3 %), <i>Logfia    gallica</i> (13,3 %), <i>M. minima</i> (5,0 %) e <i>C. myconis</i> (3,0 %).    No tratamento Hmix foram registados graus de cobertura debaixo e fora da copa    de 40,0 e 17,5 %. <i>Hypochaeris radicata</i> foi a espécie mais abundante com    contributos de 24,4 e 11,3 % debaixo e fora da copa, respectivamente. </P>     <p>Em Abril de 2007 foi avaliado o grau de cobertura na modalidade HPE. Os valores    registados foram de 87,9 e 41,0 % debaixo e fora da influência da copa, respectivamente    (Figura 7). As espécies individuais que mais contribuíram para a cobertura do    solo debaixo da copa foram <i>M. minima</i> (15,6 %), <i>Anthyllis lotoides</i>    (11,9 %), <i>C. arvensis</i> (10,0 %) e <i>H. radicata</i> (7,5 %). Fora da    zona de influência da copa as espécies com maior contributo foram <i>H. radicata</i>    (14,0 %), <i>L. gallica</i> (8,0 %), <i>C. myconis</i> (7,0 %) e <i>Conyza canadensis</i>    (5,0 %). </P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a05f7.jpg" width="624" height="253"></p>     
<p> <b>Figura 7</b> – Grau de cobertura e vegetação dominante em Abril de 2007    na modalidade HPE: a) sob a copa; e b) fora da influência da copa. </P>     <p>&nbsp; </P>     <p>Em Julho de 2007 fez-se observação visual não quantificada nos três talhões.    Em MT e HPE a vegetação viva presente era residual. No tratamento Hmix ganhou    bastante significado a presença de <i>C. juncea</i>, <i>H. radicata</i>, <i>A.    integrifolia</i> e <i>C. canadensis</i>. Foi ainda visível a presença de <i>C.    dactylon</i> e <i>C. arvensis</i>. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>DISCUSSÃO </b></p>     <p>O herbicida glifosato, em aplicação única na primeira metade do mês de Abril,    foi de elevada eficácia no combate às infestantes. O carácter não selectivo    e a acção sistémica deste herbicida, aliados ao facto de ser aplicado sobre    infestantes que em grande parte se encontravam em estados fenológicos pouco    avançados e numa fase de crescimento activo, justificam o resultado. As emergências    posteriores à data de aplicação do herbicida tiveram pouco significado. Em Abril    já teria ocorrido a maior parte das emergências da vegetação herbácea anual    de ciclo estival. </P>     <p> Por outro lado, após a aplicação de glifosato a vegetação formou uma cobertura    morta sobre o solo que restringiu o acesso da luz e limitou o aparecimento de    novas emergências. </P>     <p> As espécies perenes também não apresentaram qualquer problema visível durante    o período em análise, 2002 a 2007, quando o combate foi efectuado com glifosato.    Se está suficientemente documentado que as infestantes podem desenvolver resistência    ao glifosato (Perez &amp; Kogan, 2003; Wakclin <i>et al.</i>, 2004), parece ter prevalecido    a ideia de que a presença de espécies perenes é um problema menor em culturas    em que é possível usar herbicidas não selectivos como o glifosato (Nalewaja,    2001). </P>     <p> No talhão gerido com herbicida glifosato o crescimento das árvores e a produção    acumulada de azeitona durante e experiência foram significativamente mais elevadas    comparativamente com o talhão mobilizado (Rodrigues <i>et al.</i>, 2006). O    resultado foi atribuído ao livre desenvolvimento do sistema radicular na camada    superficial mais fértil no talhão gerido com glifosato. As mobilizações de Primavera    induzem um stress evidente nas árvores nas fases mais sensíveis do ciclo como    a floração e o vingamento dos frutos. A eliminação das infestantes em Abril    com glifosato minimiza também a competição pela água, que é um dos factores    mais limitantes da produção em olival de sequeiro (Bacelar, 2006). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> O uso de herbicidas à base de glifosato apresenta outras vantagens. O glifosato    é uma substância de reduzido impacte ambiental e com DL<Sub>50 </Sub>em ratos    muito baixo (Whitehead, 2002), razões que contribuem para que seja um bom herbicida    na óptica da produção integrada (Malavolta <i>et al.</i>, 2002). Por outro lado, é    uma mais solução barata, comparativamente com outros herbicidas e outras formas    de manter a superfície do solo. </P>     <p> O grau de cobertura do solo em Abril, antes da aplicação de glifosato, variou    entre 66,0, 73,7 e 87,9 % debaixo da copa e entre 56, 53 e 41 % fora da copa,    respectivamente nos anos de 2003, 04 e 07. Os valores registados mostraram alguma    estabilidade ao longo dos anos e parecem conferir cobertura do solo satisfatória.    Debaixo da copa o solo é mais fértil, devido à reciclagem dos nutrientes das    folhas e à aplicação localizada dos fertilizantes (Rodrigues <i>et al.</i>, 2005).    Por outro lado, a protecção da copa reduz os efeitos deletérios das geadas durante    o Inverno e as perdas de água por evapotranspiração. Estes efeitos reflectiram-se    positivamente no maior desenvolvimento da vegetação debaixo da copa que se registou    em todos os levantamentos florísticos. No tratamento HPE, a vegetação viva confere    protecção ao solo até Abril. A vegetação morta pela aplicação do herbicida assegura    a protecção do solo até ao Outono seguinte. </P>     <p> Apesar de se ter registado alguma estabilidade no grau de cobertura do solo    no tratamento HPE, a dinâmica anual da vegetação foi significativa. Em Abril    de 2002, no primeiro levantamento, as espécies dominantes, avaliadas pelo grau    de cobertura do solo, foram <i>L. rigidum</i>, <i>M. minima</i> e <i>S. arvensis</i> debaixo da copa    e <i>S. arvensis</i>, <i>R. acetosella</i> e <i>M. minima</i> fora da copa. Um ano depois, em Abril    de 2003, <i>O. compressus</i> surgiu a dominar o coberto contribuindo com 28,0 e 25,0    % para o grau de cobertura debaixo e fora da copa, respectivamente. </P>     <p> O resultado pode ser atribuído à elevada percentagem de sementes duras que    caracteriza esta espécie (Barrett-Lennard &amp; Gladstones, 1964; Piana &amp;    Dall’agnol, 1987). Quando o ciclo biológico das espécies anuais foi quebrado    em Abril com a aplicação de glifosato, surgiu a dominar o coberto <i>O. compressus</i>    possivelmente com emergências a partir de sementes produzidas nos anos anteriores.    Contudo, quando o herbicida foi aplicado pelo segundo ano consecutivo, o banco    de sementes de <i>O. compressus</i> parece não ter garantido o nível de emergências    registado anteriormente. A partir do segundo ano passaram a dominar o coberto    espécies de tamanho diminuto e de ciclo muito curto que, na ausência de outras    a competir pela luz ganharam importância relativa. Em Abril de 2004 surgiu <i>C.    brachypetalum</i> como espécie mais abundante debaixo e fora da copa. Outras    espécies com significado quantitativo nesta data foram <i>M. minima</i>, <i>S.    arvensis</i> e <i>C. tillaea</i>. Em 2007 desapareceu do grupo de espécies mais    representativas <i>C. brachypetalum</i>. Surgiram <i>M. minima</i>, <i>A. lotoides</i>,    <i>C. arvensis</i> e <i>H. radicata</i> debaixo da copa e <i>H. radicata</i>,    <i>L. gallica</i>, <i>C. myconis</i> e <i>C. canadensis</i> fora da copa. </P>     <p> A vegetação manteve elevada dinâmica nos talhões HPE. Contudo, começou a revelar-se    uma certa tendência para dominarem o coberto plantas de ciclo muito curto (<i>M.    minima</i>, <i>L. gallica</i>) com maturação de sementes antes de Abril e outras    de elevada produção de sementes e de fácil dispersão pelo vento (<i>H. radicata</i>,    <i>C. canadensis</i>) que podem ter origem nos incultos e caminhos que circundam    o olival ou em plantas individuais que escaparam à acção dos herbicidas. </P>     <p> No talhão correspondente à aplicação do herbicida com componente residual,    Hmix, o grau de cobertura do solo no Inverno atingiu os valores de 23,3, 2,9    e 40,0 % debaixo da copa e 20,0, 3,0 e 17,5 % fora da copa em 2003, 04 e 07,    respectivamente. A partir da aplicação do herbicida e até ao Outono seguinte    o solo permaneceu praticamente nu, em resultado do controlo eficaz da vegetação    e de esta se encontrar pouco desenvolvida e pouco lenhificada no momento da    aplicação do herbicida, não constituindo efeito <i>mulching</i>. Esta modalidade    apresenta-se, assim, desvantajosa na perspectiva da protecção do solo contra    erosão. </P>     <p> No primeiro ano após a aplicação do herbicida residual, o grau de cobertura    a 9 de Fevereiro foi insignificante. Praticamente nenhuma espécie resistiu à    combinação das três substâncias herbicidas. Em 2007, três anos após a última    avaliação da vegetação, o grau de cobertura recuperou para 40,0 e 17,5 % debaixo    e fora da copa, respectivamente. Esta recuperação no grau de cobertura pode    dever-se em parte ao facto do levantamento florístico ter sido efectuado bastante    mais tarde que nos anos anteriores. Em 2007 surgiram a dominar o coberto algumas    espécies de elevada produção de sementes e de fácil dispersão pelo vento, sendo    <i>H. radicata</i> a espécie mais abundante. </P>     <p> Nas observações de Verão foram ganhando importância ao longo dos anos <i>C.    juncea</i> e <i>C. arvensis</i>. <i>Convolvulus arvensis</i> é uma espécie resistente    aos componentes residuais da formulação herbicida utilizada na modalidade HMix,    enquanto <i>C. juncea</i> não figura na lista das espécies resistentes nem susceptíveis    daquele herbicida (Agro-Manual, 2006). A complexa formulação deste herbicida,    com componentes de acção residual e pós-emergência, não impediu o aparecimento    estival destas espécies devido provavelmente a sua capacidade de reprodução    vegetativa. Outras (asteráceas) compostas, com destaque para <i>H. radicata</i>    e <i>C. canadensis</i> ganharam importância relativa com o tempo. Alguns focos    pontuais de <i>C. dactylon</i> estiveram sempre presentes desde o início da    experiência sem alteração quantitativa significativa. </P>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>CONCLUSÕES </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O glifosato apresentou elevada eficácia no combate das infestantes. Por outro    lado, permitiu uma cobertura suficiente e estável do solo com vegetação viva    de Inverno e morta no Verão. Contudo, a dinâmica espacial e temporal da vegetação    foi grande, tendo-se registado alterações anuais entre as principais espécies    que surgiram a dominar o coberto. </P>     <p> No talhão Hmix pareceu evidente que num futuro muito próximo a vegetação terá    de ser combatida com a aplicação de um herbicida não selectivo sistémico no    fim da Primavera. No Verão, a presença de <i>C. juncea</i>, <i>C. arvensis</i>,    <i>C. dactylon</i> e <i>H. radicata</i> foi mais significativa na parte final    da experiência. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </b></p>     <p>Agroconsultores &amp; Coba (1991) -<i>Carta de solos do Nordeste de Portugal.</i>    PDRITM/ UTAD. </P>     <p> Agro-manual. (2006) - <i>Produtos Fitofarmacêuticos fertilizantes e sementes</i>.    Agromanual Publicações, Queluz. </P>     <p> Amaro, P. &amp; Baggiolini, M. (1982) -<i> Introdução à protecção integrada</i>.    FAO/DGPPA, Lisboa, 276 pp. </P>     <p> Bacelar, E. (2006) -<i>Ecophysiological responses of olive (Olea europaea L.)    to restricted water availability</i>. Dissertação de Doutoramento, UTAD, Vila Real.  </P>     <p> Barrett-Lennard, R.A. &amp; Gladstones, J.S. (1964) -Dormancy and hard-seededness    in Western Australian serradela (<i>Ornithopus compressus</i> L.). <i>Australian    Journal of Agricultural Research</i> 15: 895-904. </P>     <!-- ref --><p> Coelho, A.D. &amp; Silveira, H.L. (1993) - Protecção integrada aplicada a    pomares de pomóideas. O caso das infestantes. <i>Revista de Ciências Agrárias</i>    16, 1/2/3: 163-171. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0871-018X200900020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Derpsch, R. (2001) -Conservation tillage, no tillage and related technologies.    <i>Proc. I World Congress on Conservation Agriculture</i>. Madrid, Vol. I, pp.    161-170. </P>     <p> Elmore, C.L. (2005) - Weed management in olives. <i>In</i>: Sibbett, G.S.    &amp; Fergunson, L. (eds.) <i>Olive production manual.</i> Univ. California,    Pub. 3353, pp.123-128. </P>     <p> Fleskens, L. &amp; Graaff, J. (2001) - Soil conservation options for olive    archards on sloping lands. <i>Proc. I World Congress on Conservation Agriculture</i>.    Madrid, Vol. II, pp. 231-235. </P>     <p> Gómez, J.A.; Giráldez, J.V.; Pastor, M. &amp; Fereres, E. (1999) - Effects    of tillage method on soil physical properties, infiltration and yield in an    olive orchard. <i>Soil and Tillage Research</i> 52: 167-175. </P>     <!-- ref --><p> Luz, J.P.; Silva, M. &amp; Moreira, I. (1998) – Doze anos de não mobilização    num olival da Beira Interior.<i> Revista de Ciências Agrárias </i>21: 119-125.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0871-018X200900020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Malavolta, C.; Delrio, G. &amp; Boller, E.F. (Eds.) (2002) - Guidelines for    integrated production of olives. <i>IOBC Technical Guidelines III</i>. 1ª ed.    Bull. OILB srop 25(4), 8 pp. </P>     <p> Mendes, J.; Queiroz, D.; Anastácio, P.; Gonçalves, M.; Cardoso, M. &amp; Coelho,    M. (1991) -<i>O Clima de Portugal – Normas climatológicas da região de Trás-os-Montes    e Alto Douro e Beira Interior, correspondentes a 1951-1980.</i> Fascículo XLIX,    Vol. 3. INMG, Lisboa. </P>     <p> Montemurro, P.; Francchiolla, M.; Guarini, D. &amp; Lasorella, C. (2002) -Results    of a chemical weed control trial in an olive orchard. <i>Acta Horticulturae</i>    586: 397-400. </P>     <p> Nalewaja, J.D. (2001) -Weeds and conservation agriculture. <i>Proc. I World    Congress on Conservation Agriculture</i>. Madrid, Vol. I, pp. 191-200. </P>     <p> Pastor, M.; Castro, J.; Veja, V. &amp; Humanes, M.D. (2001) - Sistemas de    manejo del sue-lo. <i>In</i>: Barranco, D.; Escobar, R.F. &amp; Rallo, L. (Eds.)    <i>El cultivo del olivo</i>, 4ª ed. Mundi </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Prensa, Madrid, pp. 214-254. Perez, A. &amp; Korgan, M. (2003). Glyphosate    resistant Lolium multiflorum in Chilean orchids. <i>Weed Research</i> 43: 12-19.  </P>     <p> Piana, Z. &amp; Dall’agnol, M. (1987) - Superação da dormência de sementes    de serradela (<i>Ornithopus compressus</i> L.). <i>Revista Brasileira de Sementes</i>    9: 115-121. </P>     <p> Rodrigues, M.A. &amp; Cabanas, J.E. (2007) -As infestantes. <i>In</i>: João    Azevedo (Ed.), <i>Manual de protecção integrada do olival</i> pp. 357-376. </P>     <!-- ref --><p> Rodrigues, M.A.; Arrobas, M. &amp; Bonifácio, N. (2005) -Análise de terras    em olivais tradicionais de sequeiro. Efeito da aplicação localizada de fertilizantes.    <i>Revista de Ciências Agrárias</i> XXIII, 2: 167-176. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0871-018X200900020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Rodrigues, M.A.; Bento, A.; Lopes, J.I.; Torres, L. &amp; Pereira, J.A. (2000)    - Manutenção da superfície do solo em olival. <i>Revista de Ciências Agrárias</i>    XXIV, 1/2: 20-25. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0871-018X200900020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Rodrigues, M.A.; Lopes, J.; Pavão, F.; Cabanas, J.E.; Arrobas, M.; Abreu,    R.; Correia, C. &amp; Moutinho-Pereira, J. (2006) -Ground-cover systems in non-irrigated    olive orchards. <i>Bibliotheca Fragmenta Agronomica</i>: 479-480 </P>     <p> Torres, L.G.; Vilela, A.M. &amp; Noreña, F.S. (2001) - Conservation agriculture    in Europe: current status and perspectives. <i>Proc. I World Congress on Conservation    Agriculture</i>. Madrid, Vol. I, pp. 79-82. </P>     <p> Wakclin, A.M.; Lorraine-Colwill, D.F. &amp; Preston, C. (2004) - Glhyphosate    resistence in four different populations of <i>Lolium rigidum</i> in associated    reduced translocation of glyphosate to meristematic zones. <i>Weed Research</i>    44: 453-459. </P>     <p> Whalley, R.D.B. &amp; Hardy, M.B. (2000) - Measuring botanical composition    of grasslands. <i>In</i>: Mannetje, L. &amp; Jones, R.M. (eds.) <i>Field and    laboratory methods for grassland and animal production research</i>. CAB International.    pp. 67-102. </P>     <p> Whitehead, R. (2002) -<i>The UK Pesticide Guide</i>. CABI Publishing, UK.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Zimdahl, R. (1993) - <i>Fundamentals of Weed Science</i>. Academic Press, California.  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> </Sup>CIMO - Escola Superior Agrária,    Escola Superior Agrária, Campos de Santa Apolónia 5301-855 Bragança; e-mail:    <a href="mailto:angelor@ipb.pt">angelor@ipb.pt</a> </P>     <p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a> </Sup>Direcção Regional de Agricultura    e Pescas do Norte, Quinta do Valongo 5370-034 Mirandela. </P>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a> </Sup>Associação de Olivicultores    de Trás-os-Montes e Alto Douro, Av. dos Bombeiros Voluntários, 60, 5370-206    Mirandela </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>Recepção/Reception: 2008.09.09 </b></P>     <p><b>Aceitação/Acception: 2009.02.04 </b></P>      ]]></body><back>
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