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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Distribuição de lamas e efluentes vinícolas no solo: uma alternativa eco-eficiente para o seu tratamento]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Soil distribution of winery effluents and wwtp sludges: an eco-efficient alternative for their treatment]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Departamento de Agronomia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim at this review is to assess the state of the art relative to the principles and methods of the winery effluents and sludges distribution; its technical description and limitations; soils and cultures adapted; aspects to be considered, and finally the Portuguese legislation in this subject (its major gaps are listed). The distribution of winery effluents and sludges is a simple, low cost and technologically interesting alternative for treating these type of residues. This method is widely used in France, Australia, South Africa and USA. It’s even preferred to other treatments because it’s less expensive and simple compared with others more complex and demanding specific work labour. Simultaneously is a good agronomic practice that, if correctly used, can contribute to water content and soil nutrient status. There is also the potential for control of various pests and diseases due to the phytochemical composition of the effluents. This practice is suitable in terms of current environmental concerns, because the liquid residues have an agricultural use and are recycled, supplying water and other benefits to the soil. In Portugal this process is rarely used, and there is even a lack on legislation in relation to this matter. It is essential that legislation is agreed concerning the use of these effluents with respect to the treatment time of the year, volumes, and application conditions in relation to the soil type.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[Dans ce travail nous avons analysé les principes et méthodes de traitement par l’épandage des effluents d’établissement vinicoles et des bous dans le sol; la description technique de la séquence du traitement; les limitations de ce procédé d’épuration; les aspects relatives aux sols et des cultures adaptées à la distribution; les aspects à considéré dans la mise en œuvre d’un système de distribution et finalement de la législation portugaise à ce propos. L´épandage des effluents d’établissement vinicoles et des bous, pour sa simplicité et le bas coût est une alternative très intéressante du point de vue économique et technologique pour le traitement des effluents vinicoles, et très usée dans plusieurs pays producteurs du vin, à savoir France, l’Australie, l’Afrique du Sud et les USA. Dans quelque régions il est même préféré à autres types de traitement, parce que c’est technologiquement moins cher et plus simple qu’autres traitements alternatifs plus complexes et plus demandant quant aux exigences spécialisées de travail, et simultanément un bon entraînement agronomique qui, si correctement usée, contribue pour la nutrition du sol. Cet entraînement est encadré parfaitement avec les préoccupations de l’environnement, parce que les effluents liquides sont recyclés, en fournissant de l’eau et des éléments nutritifs au sol, et dans l’autre main, résout le problème de traiter ce type d’effluents. Cependant au Portugal ce processus n’est pas trop utilisé, et il manque de législation par rapport à cette matière qui doit être publiée d’urgence, concernant les époques d’application de l’année, volumes et conditions d’application en fonction du type du sol, afin que ce soit effectivement un processus du traitement et pas un système de distribution de la pollution.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Distribuição no solo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"> <b>Distribui&ccedil;&atilde;o de lamas e efluentes vin&iacute;colas    no solo: uma alternativa eco-eficiente para o seu tratamento </b></p>     <p align="center"><b>Soil distribution of winery effluents and wwtp sludges: an    eco-efficient alternative for their treatment </b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">Ant&oacute;nio Jos&eacute; Duque Pirra<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"> <b>RESUMO</b> </p>     <p> Neste trabalho analisam-se o estado da arte relativo aos princípios e métodos    subjacentes à distribuição de efluentes vinícolas (EVs) e lamas de ETAR no solo;    o respectivo processo técnico de execução; as suas limitações; os aspectos relativos    aos solos e culturas mais adequadas e os aspectos a considerar na implementação    deste sistema (nomeadamente o volume e época ideal de aplicação). Finalmente    analisa-se a regulamentação existente, apontando-se as principais lacunas encontradas.  </P>     <p> A distribuição de lamas e efluentes vinícolas no solo, pela sua simplicidade    e custo reduzido, é uma alternativa de tratamento económica e tecnologicamente    interessante, sendo usada em diversos países produtores de vinho, nomeadamente    em França, Austrália, África do Sul e USA. Considera-se um tipo de tratamento    alternativo a outros mais exigentes em termos económicos e tecnológicos, e uma    prática agronómica que, bem utilizada, contribui para o fornecimento de água    e nutrientes ao solo. </P>     <p> Enquadra-se nas recentes directivas em matéria ambiental, pois visa, simultaneamente,    o aproveitamento agronómico e o tratamento de resíduos. </P>     <p> Em Portugal, a distribuição destes efluentes é um processo pouco utilizado,    carecendo de legislação quanto a épocas, volumes e condições de aplicação em    função do tipo de solo, para que seja, efectivamente, um processo de tratamento    e não um sistema de distribuição de poluição. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Quanto à aplicação de lamas existem al-guns trabalhos publicados, principalmente    com lamas de ETARs domésticas. Em geral, o volume de EVs aplicado noutros países    oscila entre 100-600 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1</Sup>, distribuído    em várias aplicações. O volume de lamas a distribuir, depende do teor do solo    e das lamas em metais pesados, pelo que deve ser feita uma análise caso a caso.    Em termos médios, considera-se adequada a aplicação de doses até 50t ha<Sup>-1</Sup>    ano<Sup>-1</Sup>. </P>     <p> <b>Palavras-chave</b>: Distribuição no solo; efluente vinícola; lamas de ETAR;    tratamento </P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"> <b>SUMMARY</b> </p>     <p> The aim at this review is to assess the state of the art relative to the principles    and methods of the winery effluents and sludges distribution; its technical    description and limitations; soils and cultures adapted; aspects to be considered,    and finally the Portuguese legislation in this subject (its major gaps are listed).  </P>     <p> The distribution of winery effluents and sludges is a simple, low cost and    technologically interesting alternative for treating these type of residues.    This method is widely used in France, Australia, South Africa and USA. It’s    even preferred to other treatments because it’s less expensive and simple compared    with others more complex and demanding specific work labour. Simultaneously    is a good agronomic practice that, if correctly used, can contribute to water    content and soil nutrient status. There is also the potential for control of    various pests and diseases due to the phytochemical composition of the effluents.    This practice is suitable in terms of current environmental concerns, because    the liquid residues have an agricultural use and are recycled, supplying water    and other benefits to the soil. </P>     <p> In Portugal this process is rarely used, and there is even a lack on legislation    in relation to this matter. It is essential that legislation is agreed concerning    the use of these effluents with respect to the treatment time of the year, volumes,    and application conditions in relation to the soil type. </P>     <p> <b>Key-words</b>: Sludge from WWTP; soil distribution; treatment; winery effluents  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"> <b>RÉSUMÉ</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Dans ce travail nous avons analysé les principes et méthodes de traitement    par l’épandage des effluents d’établissement vinicoles et des bous dans le sol;    la description technique de la séquence du traitement; les limitations de ce    procédé d’épuration; les aspects relatives aux sols et des cultures adaptées    à la distribution; les aspects à considéré dans la mise en œuvre d’un système    de distribution et finalement de la législation portugaise à ce propos. </P>     <p> L´épandage des effluents d’établissement vinicoles et des bous, pour sa simplicité    et le bas coût est une alternative très intéressante du point de vue économique    et technologique pour le traitement des effluents vinicoles, et très usée dans    plusieurs pays producteurs du vin, à savoir France, l’Australie, l’Afrique du    Sud et les USA. Dans quelque régions il est même préféré à autres types de traitement,    parce que c’est technologiquement moins cher et plus simple qu’autres traitements    alternatifs plus complexes et plus demandant quant aux exigences spécialisées    de travail, et simultanément un bon entraînement agronomique qui, si correctement    usée, contribue pour la nutrition du sol. Cet entraînement est encadré parfaitement    avec les préoccupations de l’environnement, parce que les effluents liquides    sont recyclés, en fournissant de l’eau et des éléments nutritifs au sol, et    dans l’autre main, résout le problème de traiter ce type d’effluents. </P>     <p> Cependant au Portugal ce processus n’est pas trop utilisé, et il manque de    législation par rapport à cette matière qui doit être publiée d’urgence, concernant    les époques d’application de l’année, volumes et conditions d’application en    fonction du type du sol, afin que ce soit effectivement un processus du traitement    et pas un système de distribution de la pollution. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>1. INTRODUÇÃO </b></p>     <p> A fileira vitivinícola, à semelhança dos outros sectores, deve minimizar o    seu impacto sobre o ambiente, adaptando as tecnologias de produção aos constrangimentos    ambientais e introduzindo sistemas de tratamento de efluentes eficientes, adequados    às especificidades das adegas portuguesas, nomeadamente no que respeita à sua    pequena a média dimensão e ausência de mão de obra especializada. </P>     <p> O sector agro-alimentar está abrangido pela política ambiental, mas a poluição    causada pelas adegas e as suas consequências no meio onde se inserem são frequentemente    subestimadas. As práticas enológicas integradas, a qualificação das explorações    e a gestão ambiental, são passos imprescindíveis que exigem um conhecimento    aprofundado da gestão dos efluentes vinícolas (EVs). Para além dos aspectos    legislativos, a tomada de consciência da necessidade de protecção do ambiente,    redução dos consumos de água e da quantidade e carga poluente dos efluentes    fazem parte das novas preocupações sociais, contribuindo para uma nova imagem    da fileira vitivinícola e do seu produto final: o vinho (Rochard &amp; Viaud,    2000; Jourjon <i>et al.</i>, 2001; Pirra <i>et al.</i>, 2005). </P>     <p> Neste trabalho chama-se a atenção para o problema da gestão dos efluentes    vinícolas e das respectivas lamas de ETAR vitivinícola, dando-se um contributo    para a sua resolução através de uma revisão bibliográfica exaustiva centrada    numa alternativa que se propõe como eco-eficiente para o seu tratamento. Salienta-se    o facto de ser um tema de elevado interesse actual, sobre o qual existe muito    pouca bibliografia técnica em português (particularmente no que diz respeito    a efluentes e ETARs vinícolas (Pirra, 2008). </P>     <p> Como se constata, a bibliografia consultada é na maioria em língua inglesa    e francesa, e refere-se a países terceiros. De facto, nas diversas publicações    de referência portuguesas consultadas (“Revista de Ciências Agrárias”, “Pastagens    e Forragens”, “Ciência e Técnica Vitivinícola”, entre outras), não se encontraram    trabalhos sobre a distribuição de EVs e lamas de ETARs Vitivinícolas em Portugal,    verificando-se mesmo que são muito poucos os artigos em congressos ou outros    eventos em que se aborda a questão dos efluentes vinícolas em Portugal. Já quanto    à distribuição de outras lamas de ETAR, encontraram-se diversas referências    portuguesas visando examinar experimentalmente o efeito da sua aplicação nos    parâmetros indicadores de fertilidade e/ou poluição do solo bem como as boas    práticas da sua aplicação ao solo (particularmente os trabalhos de Domingues    <i>et al.</i> (1990, 1991, 1999, 2001), Serrão <i>et al.</i> (2001, 2002, 2005,    2007) e Dias (2004), além de outros que se indicam nos capítulos seguintes).  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p> <b>2. O TRATAMENTO DE EVs POR DISTRIBUIÇÃO NO SOLO </b></p>     <p> A distribuição ou aplicação de EVs no solo é entendida como um tipo de tratamento    extensivo que, pela sua simplicidade de implementação, baixo risco de impactos    ambientais negativos, eficácia e custo reduzido, responde aos principais objectivos    procurados pelos pequenos e médios vitivinicultores (Doré, 1998; Drevon, 1998;    Galy e Menier, 1998; Jourjon <i>et al.</i>, 1998, 2001, 2004a, Muller &amp; Heil, 1998).    É o tipo de tratamento preferido pelos pequenos produtores vinícolas, nas zonas    onde esta prática é possível, como por exemplo na região de Champagne (Jusiak,    1994; Mathys, 1994). </P>     <p> Goliath (1998) e Hazel (1998) indicam que 72% das adegas Australianas distribuem    os EVs sobre vinha, floresta ou prados após um pequeno ou nulo pré-tratamento;    15 % recorrem à evaporação; 6% recorrem à ETAR municipal e 6% não fazem qualquer    tratamento. Referem, no entanto, que o princípio do método é frequentemente    mal percebido, o que leva a que seja abusivamente utilizado. Em algumas situações    é possível proceder à rega de determinadas culturas com EVs após um pré-tratamento    (inclusivé da própria vinha) (Ryder, 1994 e 1995; Serfontein, 1994 e 1995; Ryder    &amp; Crobak, 2004; Walsdorff e Kraayenburg, 2004). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> 2.1. Definição e princípios </b></p>     <p> De forma geral, na interface agricultura/ ambiente entende-se por resíduos    os sólidos ou semisólidos, de origem agro-pecuária ou não, que eventualmente    poderão ser aplicados/distribuídos no solo. O termo efluentes refere-se a líquidos    mais ou menos espessos produzidos numa exploração agrícola ou indústria, cujo    responsável tem a obrigação e o dever de lhes dar um destino de forma ambientalmente    mais correcta. As lamas correspondem ao decantado, mais ou menos pastoso, obtido    dos sistemas de tratamento biológico de efluentes, urbanos ou não, após a retirada    do sobrenadante clarificado. Chorumes e estrumes são o resultado da mistura    de água, restos alimentares, palhas e dejectos sólidos e líquidos das explorações    animais. </P>     <p> A distribuição no solo é entendida como a aplicação de resíduos ou de efluentes    sobre ou por incorporação nos solos agrícolas. Baseia-se nas propriedades depuradoras    do sistema solo-microrganismos-plantas tendo cada um deles um papel específico.    A camada superficial do solo filtra e retem os sólidos em suspensão, incluindo    eventuais agentes patogénicos e outros microrganismos; a microflora e microfauna    do solo, através do seu crescimento e multiplicação, asseguram a degradação    e mineralização da matéria orgânica, transformando-a em húmus e compostos minerais,    que são fixados pelo solo (Jourjon <i>et al.</i>, 2001). </P>     <p> O rendimento de depuração depende fortemente da actividade microbiana, que    por sua vez é influenciada pelas características do solo (teor em água, pH,    composição da atmosfera do solo, temperatura e presença de compostos antibióticos    ou tóxicos). Jusiak (1994), Chapman <i>et al.</i> (1994 e 1995) e Chapman (1998) referem    que um solo bem estruturado que receba habitualmente EVs degrada cerca de 80-95%    do carbono orgânico nas primeiras 3 a 6 horas após a sua distribuição (2 a 3    vezes mais rápido que um solo virgem). Jourjon <i>et al.</i> (2001) indicam que um    solo bem estruturado pode depurar até 20 a 30 toneladas de Carência Química    de Oxigénio (CQO) ha<Sup>-1</Sup> ano<Sup>-1</Sup>. </P>     <p> Finalmente, as plantas retiram os elementos fertilizantes que se vão formando    por degradação da matéria orgânica. Esta fase limita a acumulação dos nutrientes    no solo e/ou a sua lixiviação. O volume das exportações depende da espécie cultivada,    do clima e da humidade do solo. O sistema depurador é tanto mais eficaz quanto    maiores forem as exportações das culturas (Mathys, 1994; Drevon, 1998; Drevon    <i>et al.</i>, 1998; Jourjon <i>et al.</i>, 2001, 2004a). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Comparando o valor fertilizante dos EVs com o de outros efluentes (Quadro    1), veri-fica-se que os EVs possuem um elevado teor em matéria orgânica, expressa    como Sólidos Suspensos Totais (SST) e CQO; no entanto, o conteúdo em azoto e    fósforo é baixo, razão pela qual, normalmente, é o potássio o elemento considerado    no cálculo da dose de aplicação deste tipo de efluente. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 1</b> – Composição e características dos EVs em comparação com outros    efluentes.</P>     <p><i>Winery effluents characteristics and composition in comparison with other    effluents. </i></P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a08q1.jpg" width="599" height="251"></P>     
<p>&nbsp; </P>     <p>Em alguns casos, a dose a aplicar poderá, eventualmente, ter de ser reduzida,    em função da composição do efluente, nomeadamente a presença de metais pesados    ou compostos fenólicos, que se estiverem presentes em níveis elevados no efluente    distribuído poderão ter alguma fitotoxicidade e cuja adição ao solo seria prejudicial.  </P>     <p> Este facto é particularmente importante no caso das lamas de ETAR, razão porque    se aborda este aspecto no capítulo referente à distribuição destas lamas, principalmente    as de origem vitivinícola. A este respeito, salienta-se o DL nº. 118/06 de 21    de Junho, que fixa os valores limite de concentração de metais pesados nos solos    e lamas de ETAR, e as respectivas quantidades máximas anuais que podem ser introduzidas    em solos cultivados. </P>     <p> Assim, e para um solo de fertilidade média em que se admite o principio do    enriquecimento e manutenção da fertilidade do solo normalmente utilizado para    o K, resulta que o cálculo da dose de aplicação anual de EVs é função do seu    teor de K, pelo que a dose de aplicação anual D (m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1</Sup>)    seria: </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a08e1.jpg" width="281" height="53"></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p> Desta forma, apenas a necessidade da cultura em K é satisfeita, devendo complementar-se    a fertilização com os nutrientes em falta através de outros fertilizantes. Note-se    que a bibliografia consultada considera um solo de fertilidade média, sendo    omissa quanto à capacidade do solo em fixar ou reter o K. Em geral, as necessidades    de potássio de uma cultura variam ente 150 e 300 kg ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1    </Sup>(Doré, 1998). </P>     <p> No Quadro 2 apresenta-se o equivalente fertilizante (em kg/100 m<Sup>3</Sup>)    de diferentes EVs e borras de vinho. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>Quadro 2</b> – Equivalente fertilizante de diferentes EVs e borras de vinho    (em kg/100m<Sup>3</Sup>). </P>     <p><i>Fertilizing value of different Winery effluents and wine lees (kg/100m<Sup>3</Sup>).    </i></P>     <P><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a08q2.jpg" width="598" height="162">  </P>     
<P>&nbsp;</P>     <p><b> 2.2 Descrição técnica da sequência de tratamento </b></p>     <p> Este processo de tratamento assenta em três etapas principais (Desautels <i>et al.</i>, 1994 e Rochard &amp; Viaud, 2000): 1) Pré-tratamento através de uma crivagem    fina (1 mm), e eventualmente correcção de pH; 2) Armazenamento tampão (reduz    o risco de entupimento, homogeneíza o EV e evita picos de carga hidráulica);    3) Encaminhamento até ás áreas de distribuição através de canalização ou por    cisterna. </P>     <p> Para fazer face a condições climáticas desfavoráveis, dificuldades de acesso    às parcelas ou a eventuais avarias, a adega deverá dispor de uma capacidade    de armazenamento que depende das suas características e dos terrenos utilizados,    ou seja do volume e tipo de efluentes, das culturas praticadas e do espaço disponível    na adega. O volume mínimo de armazenamento de EVs deverá corresponder à produção    de 5 a 30 dias de actividade da adega em período de ponta (Jusiak, 1994; Drevon,    1998; Drevon <i>et al.</i>, 1998; Jourjon <i>et al.</i>, 2001, Bidault, 2004). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Já na região de Maine-et-Loire (França), a legislação impõe um volume de armazenamento    &#8805;0,5 L L<Sup>-1 </Sup>vinho produzido ano<Sup>-1</Sup>, devendo o armazenamento    junto à adega ser &#8805; 0,1 LL<Sup>-1 </Sup>de vinho ano<Sup>-1</Sup>. O volume    de armazenamento tampão capaz de homogeneizar os EVs deverá ser &#8805; 50% da produção    anual, de forma a permitir um armazenamento durante cerca de 6 meses. </P>     <p> No que respeita a custos, Jusiak (1994) Drevon <i>et al.</i> (1998), Galy &amp; Menier    (1998) indicam um valor médio de 0,7-1 euro hl<Sup>-1 </Sup>EV distribuído.    A distribuição de EVs pode ser feita com cisterna ou canhão aspersor. </P>     <p> No Quaro 3 apresentam-se as vantagens e inconvenientes destes dois sistemas.  </P>     <p>&nbsp; </P>     <p> <b>Quadro 3 </b>– Vantagens e inconvenientes da distribuição por cisterna    vs canhão aspersor. </P>     <p><i>Advantages and inconveniences of the distribution with cistern vs field    sprinkler. </i></P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a08q3.jpg" width="598" height="243">  </P>     
<p>&nbsp;</P>     <p><b> 2.3. Limitações da depuração por distribuição no solo </b></p>     <p> A eficácia deste processo está intimamente ligada às condições de implementação,    uma vez que práticas desadequadas conduzem à diminuição do rendimento de depuração.    Por exemplo, a sobredosagem (por aplicação individual ou pelo total anual) aumenta    o risco de escorrimento superficial de EVs brutos, facilitando a lixiviação    (ou percolação) dos elementos solúveis e a consequente contaminação das toalhas    freáticas (Doré, 1998). Chapman &amp; Sefton (1994) referem que o oxigénio contido    por metro cúbico de terreno é, em média, suficiente para a degradação microbiológica    de 5-20 L de EV. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A distribuição de EVs no solo, exceptuando um ligeiro aumento dos teores em    Na (proveniente dos produtos de limpeza), em Cu (dos fitofármacos) e da salinidade,    tem um efeito global favorável sobre as principais propriedades do solo (pH,    condutividade e teores em N, P e K). Contudo, devem acompanhar-se os teores    de Cu e a salinidade no solo. Em simultâneo, deve seguir-se uma estratégia de    redução, optimização e reciclagem da utilização de soda cáustica na adega e    dos fitofármacos com cobre na vinha (Serfontein, 1994 e 1995; Chapman, 1998    e Doré, 1998). </P>     <p> Para que a distribuição de EVs no solo seja considerada como um processo de    tratamento, é necessário: a) ausência de efeitos de toxicidade sobre as plantas;    b) existência de armazenamento tampão; c) ausência de escorrimento superficial    e/ou estagnação (encharcamento); d) manutenção dos solos e do coberto vegetal    em bom estado; e) distribuição exclusivamente sobre terrenos cultivados (Dornier,    1992; Rochard &amp; Viaud, 2000; Bidault, 2004). </P>     <p> O Quadro 4 apresenta uma grelha de classificação da eficiência da distribuição    em função das condições observadas. </P>     <p> Peres <i>et al.</i> (2004), após 4 anos de distribuição de EVs no solo em doses de    20-60 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1</Sup>, observaram um aumento    da biomassa microbiana, do número e biomassa total de minhocas, e do número    de espécies presentes, resultando na melhoria da fertilidade do solo. Contudo,    doses superiores às referidas mostraram um efeito nocivo para as minhocas do    solo. </P>     <p> Debroux <i>et al.</i> (2004), em ensaios de campo realizados na Califórnia,    concluíram que o solo se mostrou eficaz no tratamento de EVs (nomeadamente na    regularização do pH, degradação do CBO<Sub>5 </Sub>e teor em N) des-de que não    se ultrapassem 8,6 t CBO<Sub>5 </Sub>ha<Sup>-1 </Sup>(a partir deste valor surgiram    problemas com odores provocados por anaerobiose e fitotoxicidade). </P>     <p> Trabalhos laboratoriais realizados por Jourjon (1998) mostraram efeitos ao    nível da inibição de germinação das sementes, redução do crescimento radicular    em plântulas e do crescimento de plantas em vasos (milho e trigo) proporcionais    à dose de EVs aplicada. Os mesmos autores verificaram que em França a aplicação    de 400 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>de um EV com 50 g CQO L<Sup>-1 </Sup>e    2,6 g SST L<Sup>-1 </Sup>num prado natural provocou 30 a 50% de diminuição da    produção de matéria seca relativamente à testemunha, tendo observado sinais    de fitotoxicidade e queimaduras nas folhas, associados à presença de polifenóis    provenientes das uvas tintas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 4</b> – Classificação da eficiência da distribuição de EVs no solo.  </P>          <p><i> Efficiency of soil distribution of Winery effluents in the soil. </i></p>       <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a08q4.jpg" width="597" height="257">  </P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p>Condições climáticas extremas (períodos de gelo ou neve prolongados, chuvadas    fortes e persistentes) limitam fortemente o rendimento de depuração, desaconselhando    o uso desta prática nestas condições. No caso de se optar por uma só aplicação,    Jourjon &amp; Arcanger (1998) preconizam a aplicação máxima de 100 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1</Sup>,    desaconselhando concentrações &#8805;10 g L<Sup>-1 </Sup>CQO e 2 g SST L<Sup>-1</Sup>,    devendo a aplicação ser feita, no mínimo, 1 mês após a sementeira (no caso de    culturas anuais). </P>     <p> Muller &amp; Heil (1998), em trabalhos realizados na Alemanha, referem que    a actividade microbiana e os níveis de azoto do solo aumentam após a distribuição    de 600 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>de EVs, não tendo verificado efeitos eco    toxicológicos, aumento dos teores em metais pesados, ou presença de elementos    provenientes dos EVs no percolado. Estes autores indicam que os EVs apenas mostraram    efeitos toxicológicos nos testes Daphnia para concentrações superiores a 16%.  </P>     <p>&nbsp; </P>     <p><b> 2.4. Distribuição sobre solos agrícolas ou florestais </b></p>     <p> A distribuição de EVs deve ser realizada em terrenos regularmente trabalhados    ou em prados normalmente explorados. Terrenos florestais e plantações frutícolas    também são possíveis, desde que a distribuição seja feita em períodos adequados.    Na maior parte dos casos, esta distribuição realiza-se sobre prados permanentes    e culturas cerealíferas ou forrageiras (trigo, milho, cevada, luzerna, etc.)    (Coignac <i>et al.</i>, 1986). </P>     <p> Este processo pode ser associado não só ao tratamento de efluentes mas também    à rega, retirando-se dele, simultaneamente, proveitos económicos (Serfontein,    1994 e 1995). Na Austrália, onde esta prática é vulgar, uma das principais adegas    cooperativas abandonou o tratamento por evaporação, procedendo à distribuição    de 10000 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1 </Sup>dos seus EVs por alagamento    numa área de 30 ha de eucaliptos, após um ligeiro tratamento físico por crivagem    e decantação (carga diária aplicada inferior a 100 kg CBO<Sub>5 </Sub>ha<Sup>-1</Sup>),    sem que se verificassem alterações significativas ao nível do equilíbrio físico    e microbiológico do solo (Chapman &amp; Sefton, 1994; Kennedy, 1994). </P>     <p> Schoor (2001) e Schoor &amp; Egypt (2001) referem que a distribuição de EVs    na África do Sul é autorizada até ao limite de 500 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1</Sup>dia<Sup>-1</Sup>,    desde que estes cumpram as seguintes características: condutividade &lt;200    mS m<Sup>-1</Sup>; pH 6-9; SAR &lt;5 e CQO &lt;0,4 g L<Sup>-1</Sup>. Para CQO    até 5g L<Sup>-1</Sup>, o limite diminui para 50 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1</Sup>    dia<Sup>-1</Sup>. </P>     <p> De forma geral, após um pré tratamento, os EVs constituem uma fonte de água    para a rega de culturas estivais como o milho, por exemplo (Doré, 1998; Clerc,    2004; Walsdorff &amp; Kraayenburg, 2004). De resto, a utilização de águas tratadas    na rega de campos de golfe nas regiões mais secas do País é hoje uma prática    comum e com bons resultados, respondendo, simultaneamente, às necessidades em    água e nutrientes das culturas, sem contaminação microbiológica dos relvados    ou dos lençóis freáticos que coloque em perigo os seus utilizadores (Dionísio    <i>et al.</i>, 1995; Beltrão, 2002; Beltrão <i>et al.</i>, 2005). </P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> 2.5. Distribuição sobre vinhas </b></P>     <p> Em algumas regiões vitícolas a monocultura e a omnipresença da vinha torna    impraticável a distribuição sobre outros terrenos que não os ocupados com esta    cultura, o que pode ser vantajoso, pois responsabiliza os viticultores pela    gestão dos seus efluentes e diminui os custos de transporte. No entanto, esta    prática é ainda pouco comum, por falta de conhecimento científico e de legislação,    e pela presença de elevados declives em algumas regiões vitícolas, que limitam    fortemente a sua aplicação. </P>     <p> Baradeau <i>et al.</i> (1999), Jourjon <i>et al.</i> (1998 e 2004a) e Rochard &amp; Viaud    (2000), em trabalhos realizados em França com doses de 20 a 60 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1    </Sup>ano<Sup>-1 </Sup>de EVs com 9 a 26 g CQO L<Sup>-1 </Sup>aplicados durante    6 anos na mesma parcela de vinha, estudaram diversos parâmetros do solo (escorrência,    composição físicoquímica, actividade microbiana e dos invertebrados) e da vinha    (estado sanitário, vigor, precocidade, nutrição mineral e qualidade das uvas),    não tendo observado quaisquer efeitos negativos no solo, nas plantas ou na qualidade    das uvas. Pelo contrário, observaram efeitos favoráveis sobre a actividade biológica    e microbiológica do solo, recomendando, pois, esta prática numa perspectiva    sustentável e duradoura. </P>     <p> Na região de Maine-et-Loire (França), a legislação impõe que a distribuição    de EVs seja efectuada fora da época vegetativa da vinha e com valores inferiores    a 200 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1</Sup>, distribuídos em pelo menos    duas passagens de 100 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>cada, e em solos com declive    inferior a 5% (Jourjon <i>et al.</i>, 2001). </P>     <p> Ryder (1994 e 1995) e Ryder &amp; Crobak (2004) referem que na Califórnia    a distribuição de cerca de 70 a 100 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1</Sup>ano<Sup>-1    </Sup>de EVs (CBO<Sub>5 </Sub>até 67 g m<Sup>-2</Sup>dia<Sup>-1</Sup>) com 10    a 20 g CQO L<Sup>-1</Sup>, 5 g SST L<Sup>-1</Sup>, pH de 3,5 a 5,5, efectua-se    desde os anos 40, sem que tenha ocorrido degradação da qualidade do solo ou    das águas subterrâneas, tendo obtido melhorias qualitativas e quantitativas    na produção de uvas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>3. ASPECTOS A TER EM CONTA NA IMPLEMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO    DE EVs </b></P>     <p><b> 3.1. Estudo prévio </b></p>     <p> Este sistema de tratamento pressupõe a disponibilidade de terrenos na proximidade    da adega com área suficiente e o estudo do perímetro de distribuição, tendo    em conta as características do solo, as condicionantes ambientais, a legislação    e as culturas praticadas, de forma a conhecer a aptidão dos solos e definir    as respectivas condições de distribuição e gestão das culturas (Jusiak, 1994;    Mathys, 1994; Ryder, 1994 e 1995; Drevon, 1998; Drevon <i>et al.</i>, 1998; Rochard    e Viaud, 2000; Jourjon <i>et al.</i>, 2001; Viaud <i>et al.</i>, 2004a, b). </P>     <p> Distâncias superiores a 2-3 km são possíveis, mas aumentam muito o tempo de    trans-porte e o custo da operação. Devem contactarse previamente os agricultores    que explorem os terrenos escolhidos, aspecto que é por vezes problemático, porque    frequentemente estes se opõem por conhecerem o seu reduzido valor fertilizante    (Katsiri &amp; Dalou, 1994; Mathys, 1994; Jourjon &amp; Arcanger, 1998). De    seguida, deve verificar-se se os terrenos são adequados no que respeita às exigências    legislativas (distância a habitações, ribeiros e pontos de água) e técnicas    (declive, coberto vegetal, características pedológicas, presença de barreiras    ou bandas relvadas na bordadura da parcela, etc.) (Drevon, 1998; Viaud <i>et    al.</i>, 2004a, b). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Terrenos com pH &lt;6 ou com declive superior a 7% não devem ser incluídos    no perímetro de distribuição, a fim de evitar riscos de acidificação do solo    e escorrimento superficial (Doré, 1998; Jourjon <i>et al.</i>, 1998, 2001).  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> 3.2. Dose e frequência da aplicação </b></P>     <p> A dose óptima a distribuir depende da capacidade depuradora do solo, do teor    em elementos fertilizantes do efluente e das necessidades das culturas (Drevon    <i>et al.</i>, 1998). Devido à elevada variabilidade de composição dos EVs, é difícil    avaliar com precisão a quantidade de elementos fertilizantes real-mente distribuída    e disponível para as culturas. </P>     <p> Os principais factores que influem na capacidade de depuração do solo são    o volume distribuído, a precipitação, a evapotranspiração e as taxas de percolação    e escorrimento superficial (Mathys, 1994; Drevon <i>et al.</i>, 1998; Metcalf &amp;    Eddy, 2003). </P>     <p> Em geral, os volumes aplicados são de 100-600 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1    </Sup>(Drevon <i>et al.</i>, 1998; Rochard e Viaud, 2000). Na região de Champagne,    por exemplo, preconizam-se doses de 300-800 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1    </Sup>com um máximo por aplicação de 20-50 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1</Sup>, (Mathys,    1994; Rochard et Viaud, 1994 e Drevon, 1998). </P>     <p> Na região de Marne a distribuição máxima autorizada é de 300 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1    </Sup>(águas de lavagem de prensas com ou sem borras); 150 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1    </Sup>(águas de lavagem resultantes de vinificação) e 100 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1    </Sup>(águas residuais resultantes de lavagem de borras) (Jourjon <i>et al.</i>, 2001).    Já na região de Maine-et-Loire (também em França) é vulgar a distribuição de    200 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1</Sup>, em pelo menos duas passagens    de 100 m<Sup>3</Sup> ha<Sup>-1</Sup> cada (Jourjon <i>et al.</i>, 2001). </P>     <p> Doré (1998), para o sul de França, recomenda a aplicação máxima de 200 m<Sup>3    </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>mês<Sup>-1</Sup>, num máximo de 1000 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1</Sup>ano<Sup>-1</Sup>,    e uma dose máxima de 20-30 t CQO aplicado ha<Sup>-1</Sup>ano<Sup>-1</Sup>. Em    qualquer caso, é necessário respeitar o limite máximo de aplicação de fertilizantes,    que varia conforme a região. </P>     <p> O período de aplicação dos EVs é normal-mente determinado pelo ciclo cultural    das culturas: a distribuição só se torna prática antes da sementeira (no caso    dos cereais de Inverno, do milho ou da beterraba, por exemplo) ou, no caso de    outras culturas, em épocas precisas (por ex. culturas florestais, fruteiras,    vinha e luzerna). </P>     <p> Os EVs produzidos na vindima podem ser distribuídos à medida que vão sendo    produzidos, uma vez que a época o permite. Já os resultantes dos processos de    vinificação posteriores deverão ser armazenados alguns meses, e distribuídos    na Primavera seguinte, assim que as condições climatéricas e culturais, e a    disponibilidade de terrenos o permitam. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p> <b>3.3. Código de boas práticas de distribuição </b></p>     <p> A eficácia do processo e a sua perenidade dependem de uma gestão rigorosa,    que inclui o acompanhamento agronómico das parcelas beneficiárias da distribuição    e a existência de um caderno de registos de distribuição de EVs, cujo objectivo    é a verificação da eficácia agronómica e da inocuidade da distribuição no solo,    águas e culturas. (Jusiak, 1994; Doré, 1998; Drevon, 1998; Drevon <i>et al.</i>,    1998; Galy &amp; Menier, 1998; Viaud <i>et al.</i>, 2004a e 2004b). </P>     <p> O grau do acompanhamento dependerá da composição dos EVs (carga poluente,    variabilidade, etc.); da sensibilidade do meio receptor (presença de toalhas    freáticas, etc.); da regulamentação, capacidade técnica dos agricultores e do    custo. A distribuição deve ser feita com rigor, respeitando as características    do solo, a sua capacidade depuradora, os volumes máximos anuais e por aplicação,    os impactos no solo e na água, e as exigências regulamentares (Mathys, 1994;    Doré, 1998; Drevon, 1998; Hazel, 1998; Jourjon &amp; Arcanger, 1998). </P>     <p> Alguns critérios técnicos, económicos, ambientais e sociológicos devem ser    respeitados, tais como: a) Assegurar uma repartição homogénea, não utilizando    material de distribuição que produzam gotas muito finas; b) Evitar a estagnação,    escorrimento superficial e a percolação; c) Volume aplicado em função da capacidade    depuradora do solo, evitando escorrimento superficial e contaminação de rios    e toalhas freáticas; d) Não distribuir em época chuvosa, sobre solo gelado ou    com neve; existência de registos de aplicação; e) Racionalizar a fertilização;    f) Respeitar os proprietários dos terrenos de distribuição (no caso de não serem    terrenos próprios). </P>     <p> A intensidade da distribuição por aplicação deve ser sempre inferior à velocidade    de infiltração dos EVs no solo, não devendo exceder 100 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1    </Sup>(Drevon, 1998; Jourjon <i>et al.</i>, 2001). Aconselha-se um intervalo    de 1 a 4 anos entre 2 distribuições sucessivas de EVs na mesma parcela, segundo    o tipo de solo e as culturas presentes. A fim de evitar problemas de erosão,    a distribuição deve ser feita em solos com declive inferior a 5% (Drevon <i>et    al.</i>, 1998; Rochard &amp; Viaud, 2000; Jourjon <i>et al.</i>, 2001). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> 4. O TRATAMENTO DE LAMAS DE ETAR POR DISTRIBUIÇÃO NO SOLO </b></P>     <p> As lamas de ETAR são os sedimentos resultantes da depuração biológica de efluentes,    cuja composição varia segundo o tipo de efluente e de tratamento seguido. A    sua distribuição no solo, tal como a de EVs, é possível e recomendável, devendo    igualmente preverse um acompanhamento agronómico posterior e a compatibilidade    com a protecção do solo e da água, nomeadamente quanto ao teor de metais pesados    (Sorlini <i>et al.</i>, 1998; Domingues, 1999, 2002; Ferreira <i>et al.</i>, 2002; Dias, 2004;    Jourjon <i>et al.</i>, 2004b &amp; Serrão <i>et al.</i>, 2001, 2002, 2004). As lamas resultantes    do tratamento de EVs ou de efluentes urbanos deverão ser consideradas sempre    numa lógica de valorização e não de abandono. </P>     <p> A composição média das lamas de tratamento biológico de EVs e de efluentes    urbanos apresenta-se na Quadro 5. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p> <b>Quadro 5</b> – Valor fertilizante e teor médio em metais pesados das lamas    resultantes de tratamento biológico de EVs e de efluentes urbanos.</P>     <p><i>Fertilizing value and heavy metals composition from biological treatment    sludges from urban and winery effluents. </i></P>     </blockquote> </blockquote>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a08q5.jpg" width="652" height="298"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p> As lamas são normalmente distribuídas em terrenos agrícolas, devendo igualmente    respeitar-se o Código de Boas Práticas Agrícolas (MADRP, 1997; Dias, 2004).    Acresce, neste caso, a obrigatoriedade do seu enterramento durante ou após distribuição    (Levi-Minzi <i>et al.</i>, 1997; Jourjon <i>et al.</i>, 2001). </P>     <p> Saviozzi <i>et al.</i> (1994), após ensaios com uma mistura de solo em doses até    2,5% (peso seco) de lamas resultantes do tratamento aeróbio de EVs, verificaram    que estas tinham elevado interesse agronómico, tendo melhorado quer a fertilidade    quer a actividade microbiológica do solo, sem efeitos de toxicidade. </P>     <p> Hermínia <i>et al.</i> (1991) e Domingues <i>et al.</i> (1990, 2002), após prolongada caracterização    das lamas de diversas ETARs domésticas em Portugal, concluíram que os metais    pesados presentes nas lamas apresentam baixa solubilidade, podendo estas ser    utilizadas com segurança como fertilizantes orgânicos sem perigo de contaminação    metálica ou fitotoxicidade, já que, em geral, os seus teores em metais pesados    não excedem os valores-limite aconselhados pelas directivas comunitárias. </P>     <p> Ferreira &amp; Serra (2002) obtiveram resultados idênticos distribuindo 5-50    t ha<Sup>-1 </Sup>MS ano<Sup>-1 </Sup>de lamas de ETAR doméstica sobre pastagens,    e ao longo de 6 ciclos vegetativos das plantas. Estes autores observaram aumentos    efectivos de fertilidade do solo, da produção e a eliminação dos microorganismos    patogénicos. Registaram também que os teores de metais pesados no solo e nas    plantas foram sempre inferiores aos limites legais. A conclusões semelhantes    chegaram também Domingues <i>et al.</i> (1990, 2002), que, dos diversos ensaios realizados    em Portugal ao longo de doze anos, preconizam que a aplicação de doses até 50    t ha<Sup>-1 </Sup>de lamas não contaminadas, não oferece perigo de poluição    dos solos, dos lençóis freáticos e de fitotoxicidade ou contaminação das culturas    (e portanto não representa risco ambiental), apresentando, adicionalmente, benefícios    ao nível da produção das culturas e da fertilidade dos solos. Fumi <i>et al.</i> (1995)    chegaram a conclusões idênticas utilizando lamas resultantes de uma ETAR vinícola    a funcionar pelo sistema de lamas activadas, propondo a sua utilização directa    ou em compostagem. </P>     <p> Serrão <i>et al.</i> (2001, 2002, 2005, 2007), em ensaios em Portugal com aplicação    de 4 a 24 t ha<Sup>-1 </Sup>de lamas de uma ETAR doméstica, alguns deles complementados    com a adubação mineral, obtiveram aumentos de fertilidade (nomeadamente dos    teores de Ntotal, P e K “assimiláveis”) e da remoção de nutrientes e aumento    da proteína bruta pelo coberto vegetal, não tendo observado acumulação de compostos    poluentes com efeitos nefastos para a dieta animal nas plantas produzidas. No    geral, estes auto-res referem que a não complementação da aplicação de lama    com adubação mineral reduz o teor de K disponível no solo. Verificaram, também,    que não existe acumulação no solo de compostos poluentes (nomeadamente pesticidas)    que, devido à sua toxicidade e persistência, possam prejudicar os microorganismos    do solo, as plantas ou os animais. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Campos <i>et al.</i> (1998), em ensaios laboratoriais realizados em Portugal de aplicação    de lamas celulósicas e rega com águas residuais urbanas na cultura do sorgo,    obtiveram aumentos significativos de produção e melhoria do valor nutritivo    das plantas (nomeadamente dos teores em N, P, Ca e Mg) bem como do teor em micronutrientes    (nomeadamente Fe, Cu e Zn), sem que, no entanto, estes limitassem a utilização    das plantas na alimentação animal. </P>     <p> Serrão <i>et al.</i> (2004, 2007) e Esteves da Silva <i>et al.</i> (2005),    após aplicação ao solo plantado com culturas pratenses de lamas de ETAR doméstica    em doses até 24 e 120 t ha<Sup>-1 </Sup>respectivamente, verificaram que a produção    total de biomassa aumentou significativamente em resultado desta adição, referindo    que esta aplicação se revela promissora na preservação da qualidade do solo    e no aumento da produção e biomassa vegetal. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>5. ASPECTOS REGULAMENTARES NA LEGISLAÇÃO PORTUGUESA </b></P>     <p><b> 5.1. Distribuição de efluentes </b></P>     <p> No que respeita à distribuição de chorumes bovinos, sobre a qual não nos vamos    debruçar particularmente, aplicam-se as normas para Valorização agrícola dos    efluentes definidas pelo Anexo IV do DL 202/05, que define as épocas de aplicação    e impõe valores máximos de 20 a 140 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1    </Sup>consoante o tipo de chorume ou estrume e o tipo de solo onde se faz a    distribuição; o DL 236/98 que condiciona a emissão ou descarga de águas residuais    na água ou no solo a uma autorização prévia da DRAmbiente, na qual são fixadas    as condições de descarga e o DL 235/97, que tendo por objectivo a diminuição    da poluição causada por nitratos de origem agrícola, promove as boas práticas    agrícolas na distribuição de resíduos (nomeadamente no que diz respeito a épocas    e métodos de distribuição), limitando a 170 kg ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1 </Sup>a    aplicação de azoto proveniente de estrumes (nas zonas vulneráveis aos Nitratos-ZVN).  </P>     <p> Quanto à distribuição de outros efluentes agroindustriais no solo, neste momento    a legislação existente contempla apenas as águas ruças (AR -efluentes de lagares    de azeite), e obriga a que exista um reservatório/lagoa estanque para armazenar    a totalidade das águas ruças produzidas na campanha pelo lagar. Este deverá    proceder a um pré-tratamento adequado obrigatório, nomeadamente com correcção    da acidez (Despacho conjunto 626/2000 de 6 de Junho). </P>     <p> A distribuição da AR no solo (geralmente de Março a Novembro) deve ter em    conta as condições meteorológicas de cada ano, ser aplicada em culturas arbustivas    e arbóreas; o volume a utilizar não deve exceder os 80 m<Sup>3</Sup>/ ha/ano,    devendo o proprietário do lagar preencher um mapa anual da utilização de águas    ruças, com indicação do volume, parcelas, tipo de culturas e período de aplicação.    É proibida a aplicação em áreas de REN, áreas protegidas, a menos de 50 m de    habitações, 100 m de poços ou furos, 200 m de aldeias, 35 m de linhas de água    e 100 m do nível máximo das albufeiras. Deverão ser colhidas amostras de solo    e de AR, a monitorizar pela DRAgricultura e DRAmbiente, podendo as análises    e o acompanhamento ser realizado por laboratórios ou universidades. </P>     <p> Constata-se portanto em Portugal uma lacuna no que concerne à legislação publicada    referente à distribuição de outros efluentes agroindustriais no solo (nomeadamente    EVs), que urge colmatar à semelhança do que tem sido feito noutros países produtores    de vinho. </P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> 5.2. Distribuição de lamas de ETAR </b></P>     <p> No que respeita à distribuição de lamas de ETARs urbanas ou similares (vinícolas    incluídas) o DL nº. 118/06 de 21 de Junho que revoga o DL n.º 446/91 de 22 de    Novembro, estabelece as normas de aplicação e utilização agrícola das lamas    de ETARs, transpondo as Directivas CEE n.º 86/278 de 12 de Junho e CEE 91/271    de 21 de Maio. Este DL visa evitar os efeitos nocivos das lamas sobre os ecossistemas,    encorajando o seu aproveitamento agrícola, fixa valores limite quantitativos    e qualitativos para a sua utilização e proíbe a sua deposição nos rios, lagos    ou no mar. Deste modo, apenas é permitida a utilização de lamas tratadas, preconizando-se    doses de referência de 6t de Matéria Seca ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1 </Sup>(valor    dependente da concentração das lamas nomeadamente em metais pesados). </P>     <p> O DL nº. 118/06 de 21 de Junho que revoga a Portaria n.º 176/96 de 3 de Outubro    fixa os valores limite de metais pesados nos solos e nas lamas, acima dos quais    é interdita a sua utilização agrícola (Quadro 6). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 6</b> – Valores limite de concentração de metais pesados nos solos    e lamas e respectivas quantidades máximas anuais que podem ser introduzidas    em solos cultivados.</P>     <p><i>Concentration limit of heavy metals in soils and sludges and respective    maximum annual amounts that can be introduced in cultivated soils. </i></P>      </blockquote> </blockquote>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a08q6.jpg" width="601" height="193"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p> Segundo esta legislação, as lamas deverão ser aplicadas sobre solos bem desenvolvidos    e profundos, com pH = 5,5 e tendo em conta as necessidades nutricionais das    plantas, por forma a proteger a qualidade do solo, águas superficiais e subterrâneas,    e nunca a menos de 100 metros de habitações e captações de água para consumo.    É proibida a aplicação de lamas nas margens de rios e lagos, bem como a sua    distribuição sob condições climatéricas adversas (nomeadamente de pluviosidade),    devendo estas ser incorporadas no solo no máximo dois dias após a sua distribuição.    É igualmente proibida a distribuição de lamas em prados ou culturas forrageiras    dentro das três semanas anteriores à colheita ou do início da pastagem do gado,    nas culturas hortícolas e frutícolas (com excepção das frutícolas durante o    repouso vegetativo). É obrigatória a análise das lamas e dos solos sobre os    quais estas sejam depositadas. </P>     <p> O DL nº. 118/06 de 21 de Junho revoga também a Portaria 177/96 (D.R. II Série)    e aponta a necessidade de se efectuarem análises das lamas e dos solos, definindo    os parâmetros e a frequência das análises: teores da matéria seca, matéria orgânica,    pH, azoto nítrico e amoniacal, fósforo total e metais pesados (2 vezes por ano,    no caso das lamas) e o pH, metais pesados, azoto e fósforo (no caso dos solos,    antes de cada aplicação). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p> <b>CONCLUSÕES</b> </P>     <p> O tratamento de EVs e lamas de ETAR por distribuição no solo é reconhecido    como uma solução simples e económica para o tratamento destes efluentes e resíduos.    A simplicidade do método não deve, no entanto, ser confundida com facilitismo,    já que o sucesso e sustentabilidade do método no tempo dependem do respeito    pelo equilíbrio do solo e do rigor da sua gestão. </P>     <p> Esta solução, apesar de algo controversa (particularmente no caso de alguns    tipos de lamas de ETARs industriais, que podem conter elevados teores de metais    pesados ou outras substâncias tóxicas), é, no entanto, comummente aceite como    adequada e melhoradora das propriedades físico-químicas e da fertilidade do    solo, sem quaisquer inconvenientes desde que correctamente realizada. No entanto,    pelo seu efeito mediático, todo este processo de tratamento pode ser posto em    causa se o processo for inadequadamente visto como uma forma do produtor se    livrar da poluição (Malthaner, 1998; Sorlini <i>et al.</i>, 1998; Domingues, 1999,    2002; Ferreira &amp; Serra, 2002). </P>     <p> Para que esta via perdure, é portanto necessário o reforço do profissionalismo    dos seus intervenientes, que deve resultar da publicação urgente de legislação    ainda em falta e do seu respeito (principalmente no que respeita à distribuição    de EVs). Esta legislação, a elaborar, deverá incidir, nomeadamente, sobre as    condições de distribuição, dando ao produtor indicações precisas sobre a oportunidade,    o volume e as épocas de aplicação, de modo que a distribuição no solo seja efectivamente    um tipo de tratamento e não uma forma de disseminação de poluição, oferecendo    simultaneamente ao consumidor o máximo de garantias de qualidade. </P>     <p> De forma geral conclui-se que o volume de EVs aplicado na maioria dos países    vinhateiros oscila entre 100-600 m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1</Sup>,    distribuídos em 2 ou 3 aplicações anuais, e em épocas precisas (fora do período    vegetativo das culturas). Quanto ao volume de lamas a distribuir este depende    muito da sua composição, devendo esta ser compatível com a protecção dos solos    e das águas. Por este facto, deverá ser feita uma análise caso a caso particularmente    do teor do solo e das lamas em metais pesados, a fim de se estabelecer a dose    a aplicar. Em geral, e em média, considera-se adequada a aplicação de doses    até 50 t ha<Sup>-1 </Sup>ano<Sup>-1 </Sup>de lamas não contaminadas (6 t Matéria    Seca ha<Sup>-1</Sup> ano<Sup>-1</Sup>). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </b></P>     <p> Baradeau, E.; Jourjon, F.; Brosseau &amp; J-L (1999) - Impact de l’épandage    des effluents vinicoles sur vigne. <i>Revue des Oenologues</i> 90:27-30. </P>     <p> Beltrão, J. (2002) - <i>A reutilização de águas residuais em Portugal</i>.    10º Encontro Nacional de Saneamento Básico. Braga, 16 a 19 de Setembro, 15 pp.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Beltrão, J.; Costa, M.; Santos, R.; Rosado, V. &amp; Gamito, P. (2005) - Vantagens    da reutilização de águas residuais em campos de golfe. <i>Revista de Ciências    Agrárias</i> 28: 3/4:93-100. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0871-018X200900020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Bidault, J-M. (2004) - <i>Les cahiers itinéraires d’itv France – Gestion des    effluents des petites et moyennes caves.</i> Nº 8, ITV France, 23 pp. </P>     <!-- ref --><p> Campos, S.; Horta-Monteiro, M. &amp; Carneiro, J. (1998). Utilização conjunta    de lamas celulósicas e águas residuais urbanas na cultura do sorgo. Efeito sobre    a produção e composição mineral das plantas. <i>Pastagens e Forragens</i> 19:37-49.  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0871-018X200900020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Chapman, J. (1998) -Use of winery effluent for irrigation of winegrapes. <i>In:    Actes du 2éme Congrès International sur le Traitement des Effluents Vinicoles.</i>    Bordeaux (France), Cemagref (Éd.), pp. 99-104. </P>     <p> Chapman, J. &amp; Sefton, M. (1994) - Characteristics of winery and distillery    wastewater’s and implications for treatment of carbon in the wastewater’s by    application to soil. <i>In: Actes du congrès international sur le traitement    des effluents vinicoles.</i> Narbonne-Epernay (France), Cemagref (Éd.), pp.    239-244. </P>     <p> Chapman, J.; Correl, R. &amp; Ladd, J. (1995) - Removal of dissolved organic    carbon in winery and distillery wastewater by application to soil. <i>Revue    Française d’Oenologie</i> 152:47-49. </P>     <!-- ref --><p> Clerc, J.-M. (2004) - Tratamento dos efluentes vinícolas – Novos procedimentos    em fase de experimentação. Vinidea.net, <i>Revista Internet Técnica do Vinho</i>    2:5 pp. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0871-018X200900020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Coignac, G. Malaval, A. &amp; Ripert, C. (1986) - Valorisation des eaux usées    par l’irrigation en foret méditerranéenne.<i> Informations Techniques du Cemagref</i>    64(3):1-4. </P>     <p> Debroux, J-F.; Stuart, C. &amp; Chroback, P.E. (2004) -California Land Application    of Winery Stillage and Non-Stillage Process Water: Field Study Results and Proposed    Management Guidelines. <i>Proceedings of the 3rd International Specialised Conference    on Sustainable Viticulture and Winery Wastes Management</i>. Faculty of Biology    - University of Barcelona, 24-26 May, pp. 81-87. </P>     <p> Desautels, F.; Rochard, J. &amp; Viaud, M. (1994) -Mise en œuvre de l’épandage.    Equipments for spreading winery wastewaters. <i>In: </i>Cemagref (Éd.)<i> Actes    du congrès international sur le traitement des effluents vinicoles.</i> Narbonne-Epernay    (France), pp. 273-278. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Desenne, A.; Macary, F.; Monzie, B. &amp; Mouquot, P. (2003) -<i>Effluents    vinicoles des conaissances et une méthode pour choisir sa filière de traitement</i>.    CD-Rom, CEMAGREF Editions. </P>     <p> Dias, J. (2004) -<i>Guia de boas práticas -Aplicação de lamas na Agricultura</i>.    Reciclamas-Multigestão ambiental, Lda. Lisboa. 159 pp </P>     <!-- ref --><p> Dionísio, L.; Costa, M.; Posnet, J.; Longdin,R. &amp; Beltrão, J. (2005) -    Águas residuais tratadas- um alternativa para a rega de campos de golfe. <i>Revista    de Ciências Agrárias</i> 28 nº 3/4:239-246. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0871-018X200900020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Dionísio, L.; Costa, M.; Posnet, J. Longdin,R. e Beltrão, J. (1995) - Águas    residuais tratadas- um alternativa para a rega de campos de golfe. <i>Revista    de Ciências Agrárias</i> 28 nº 3/4:239-246. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0871-018X200900020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Domingues, H. (1999) - <i>Comportamento de metais pesados (Cd, Cr, Cu, Ni,    Pb e Zn) em solos tratados com lamas residuais urbanas. </i> Dissertação para obtenção    do grau de Doutor em Eng.ª do Ambiente, Sistemas Naturais e suas tensões.   Universidade Nova de Lisboa, Oeiras, Portugal. </P>     <!-- ref --><p> Domingues, H.; Gusmão, M.; Silva, A.; Sequeira, E. e Monteiro, O. (1991) -    Algumas características de lamas residuais de ETARs portuguesas. <i>Revista    de Ciências Agrárias</i> 14,3:21-31. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0871-018X200900020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Domingues, H.; Monteiro, O. R.; Pedra, F.; Amaro, J. T.; Gusmão, M. R. (2002)    - Aplicação de lamas residuais urbanas em solos agrícolas. Síntese dos estudos    desenvolvidos no departamento de Ciência de Solo, da Estação Agronómica Nacional    -INIA. <i>Revista de Ciências Agrárias</i> 25, 3/4:341-352. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0871-018X200900020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Doré, F. (1998) - Epandage des effluents vitivinicoles; L’expérience du bassin    Rhõne Méditerranée Corse. <i>In: </i>Cemagref (Éd.)<i> Actes du 2éme Congrès    International sur le Traitement des Effluents Vinicoles</i>. Bordeaux (France),    pp. 91-98. </P>     <p> Dornier, N. (1992) - Traitement des rejets en cave vinicole: Épandage – évaporation    – raccordement à la station communale. <i>Revue Française d’Oenologie</i> 134:21-25.  </P>     <p> Drevon, N. (1998) -Etude préalable à l’épandage – cas de la Champagne. <i>In:    </i>Cemagref (Éd.) <i>Actes du 2éme Congrès International sur le Traitement    des Effluents Vinicoles</i>. Bordeaux (France), pp. 352-357. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Drevon, N.; Desautels, F.; Rochard, J.; Viaud, M. (1998). L’épandage des effluents    vinicoles. <i>Revue des Oenologues</i> 87:45-51. </P>     <!-- ref --><p> Esteves da Silva, J.; Tavares, M.; Costa, M. e Leandro, E. (2005) - Efeito    da aplicação de lamas de Etar compostadas no teor e natureza das substâncias    húmicas do solo. <i>Revista de Ciências Agrárias</i> 28,2:146-160. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0871-018X200900020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Ferreira, E.; Castro, I.; Henriques, J.; Domingues, H.; Pires, F.; Matos,    N. (2002) - Lamas residuais urbanas: problema ecológico ou fonte de nutrientes    para as plantas? <i>Investigação Agrária</i> 6: 43-44. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0871-018X200900020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Ferreira, M. e Serra, H. (2002) -<i>Secagem, tratamento e confinamento das    lamas em leitos de macrófitas. </i>10º Encontro Nacional de Saneamento Básico.    Braga, 16 a 19 de Setembro, 9 pp. </P>     <p> Fumi, M.; Parodi, G.; Parodi, E. and Silva, A. (1995) - Optimisation of long-term    activated-sludge treatment of winery wastewater. <i>Bioresource Technology</i>    52:45-51. </P>     <p> Galy, B. &amp; Ménier, M. (1998) -Caractéristiques des rejets vinicoles de    la région de Cognac – Filières d’épuration. <i>In: </i>Cemagref (Éd.)<i>, Actes    du 2éme Congrès International sur le Traitement des Effluents Vinicoles</i>.    Bordeaux (France), pp. 306-311. </P>     <p> Goliath, E. (1998) -The management of wine industry effluent – A South African    perspective.<i> In: </i>Cemagref (Éd.)<i>, Actes du 2éme Congrès International    sur le Traitement des Effluents Vinicoles</i>. Bordeaux (France), pp. 70-78.  </P>     <p> Hazzel, P. (1998) - Monitoring et control of environmental impacts associated    with winery effluent in South Australia. <i>In: </i>Cemagref (Éd.),<i> Actes    du 2éme Congrès International sur le Traitement des Effluents Vinicoles.</i>    Bordeaux (France), pp. 53-60. </P>     <p> Jourjon, F. (1998) - L’épandage des effluents vinicoles: impact et principaux    critères technico-économiques et environnementaux d’évaluation des pratiques.    <i>In: </i>Cemagref (Éd.)<i> Actes du 2éme Congrès International sur le Traitement    des Effluents Vinicoles</i>. Bordeaux (France), pp. 105-112. </P>     <p> Jourjon, F. &amp; Arcanger, P. (1998) - Caractérisation des flux d’effluents    vinicoles- application aux caves angevines. <i>In: </i>Cemagref (Éd.), <i>Actes    du 2éme Congrès International sur le Traitement des Effluents Vinicoles</i>.    Bordeaux (France), pp. 299-305. </P>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p> Ryder, R. (1994) - Aerobic pond treatment of winery wastewater for vineyard    irrigation by drip spray systems in California. <i>In</i>: Cemagref (Éd.), <i>Actes    du congrès international sur le traitement des effluents vinicoles</i>. Narbonne-Epernay    (France), pp. 67-72. </P>     <p> Ryder, R. (1995) - Aerobic pond treatment of winery wastewater for vineyard    irrigation by drip and spray system in California.<i> Revue Française d’Oenologie</i>    152:22-24. </P>     <p> Ryder, R. A. &amp; Chrobak, R. S. (2004) - Water Quality Consideration in    the Use of Domestic Wastewater Effluents in Vineyard Irrigation. <i>Proceedings    of the 3rd International Specialised Conference on Sustainable Viticulture and    Winery Wastes Management.</i> Faculty of Biology - University of Barcelona,    24-26 May, pp. 307-308. </P>     <p> Saviozzi, A.; Minzi, R.; Riffaldi, R. &amp; Cardelli, R. (1994) -Suitability    of a winery-sludge as soil amendment. <i>Bioresource Technology</i> 49:173-178.  </P>     <p> Schoor, L. (2001) -<i>Proposed IPW criteria for managing wastewater, solid    waste, noise and air pollution</i>. Wynboer, 4 pp. </P>     <p> Schoor, L. &amp; Egypt, L. (2001) - Managing wastewater, solid waste, noise    and air pollution at wine cellars. <i>Proceedings of 36th World Congress &amp;    81st General Assembly of Office International de la Vigne et du Vin. </i>Austrália,    11–17 October, pp. 415-421. </P>     <p> Serfontein, L. (1994) -Experience with the treatment of effluent resulting    from wine distillation and juice concentration at KWV South Africa -a research    note. <i>In</i>: Cemagref (Éd.) <i>Actes du congrès international sur le traitement    des effluents vinicoles.</i> Narbonne-Epernay (France), pp. 159-164. </P>     <p> Serfontein, L. (1995) -Experience with the treatment of effluent resulting    from wine distillation and grape juice concentration at kwv South Africa: a    research note. <i>Revue Française d’Oenologie</i> 152:44-46. </P>     <p> Serrão, M. G.; Varela, A.; Domingues, H.; Barata, P.; Fernandes, M.; Castelo    Branco, M. A.; Campos, A. M.; Horta, C.; Cravo, M. L. &amp; Monteiro, O. (2007)    - Aplicação de lama resudual urbana em solos marginais de Mértola: II. Efeitos    de curto e médio prazo na composição mineral e absorção de nutrientes*. <i>Pastagens    e Forragens </i>28:141-154. </P>     <!-- ref --><p> Serrão, M.; Boto, J.; Neves, M.; Fernandes, M.; Martins, J.; Pires, J. &amp;    Oliveira, A. (2002) -Evolução da fertilidade de um solo mediterrâneo pardo de    grauvaques sob pastagem, por efeito da adubação e de uma lama de ETAR. <i>Revista    de Ciências Agrárias</i> 25,3/4:382-393. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000222&pid=S0871-018X200900020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Serrão, M.; Domingues, H.; Viana, P.; Martins, J. &amp; Fernandes, M. (2005)    -Será a presença de alguns compostos orgâncios poluentes na lama da etar de    Évora, uma limitação para aplicação em solos agrícolas? <i>Revista de Ciências    Agrárias</i> 28,2:380-389. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0871-018X200900020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Serrão, M.; Fernandes, M.; Martins, J.; Pires, F.; Domingues, H.; Horta, C.;    Campos, A. &amp; Dordio, A. (2004) - As lamas residuais urbanas como melhoradoras    da produção de misturas pratenses semeadas em solos marginais do Alentejo. <i>Pastagens    e Forragens</i> 24/25:57-68. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S0871-018X200900020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Serrão, M.; Neves, M. &amp; Fernandes, M. (2001) - Efeito residual da aplicação    de lamas de ETAR na disponibilidae do fósforo num litossolo derivado de xistos    e num solo litólico não húmico de granitos cultivados com pastgaens. <i>Revista    de Ciências Agrárias</i> 24,3/4:193-201. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0871-018X200900020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Sorlini, C.; Andreoni, V.; Balsari, P. e Bertoluza, A. (1998) -Trattamento    e utilizzazione agronomica di reflui e residui di cantine di vinificazione.    <i>Riv. Agronomia</i> 32:282-287. </P>     <p>Viaud, M..; Berthoumieux, F. and Descôtes, A. 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(2004) -A multi-site approach towards    integrating environmental management in the wine production industry. <i>Proceedings    of the 3rd International Specialised Conference on Sustainable Viticulture and    Winery Wastes Management</i>. Faculty of Biology - University of Barcelona,    24-26 May, pp. 57-64. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> </Sup>Universidade de Trás-os-Montes    e Alto Douro; Deptº Agronomia; Apartado 1013; 5001-911 Vila Real; correio electrónico:    <a href="mailto:apirra@utad.pt">apirra@utad.pt</a> </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p> <b>Recepção/Reception: 2008.07.08 </b></P>     <p><b>Aceitação/Acception: 2009.03.19 </b></P>      ]]></body><back>
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