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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito da fertilização azotada na dinâmica de enraizamento e na produção comercial de cebola de dias médios no alentejo]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Santa Maria Departamento de Fitotecnia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Intermediate-day onions (cv. Gilmar) rooting patterns, soil availability NO3-, leaf N concentration and commercial yield were evaluated in a field trial where four nitrogen fertilizer rates (0, 37, 74 and 111 kg N ha-1) were applied into four split applications, following a randomized block design with four replications. Root length, soil availability NO3-, and leaf N concentration were evaluated at four dates during growing season (33, 57, 96 and 127 days after planting). Root length density (cm cm-3) at different sampling dates, locations (under the bulb and at 4 cm from the plant row) and depths was not affected by nitrogen level. For all sampling dates about 65 to 100 % of the root length was concentrated in the top 10 cm of the soil profile, under the bulb and the maximum root length density was 1.88 cm cm-3. The maximum rooting depth ranged from 20 and 30 cm, not exceeding 10 cm in depth, up to 32 days after planting. Under the conditions of the experiment, results recommend an application of 30 kg ha-1 of nitrogen at planting and an increasing of the amount of nitrogen applied (16.2% of total N applied) at bulb initiation. Marketable onion yield increased with the level of nitrogen but the production obtained with the application of 74 kg ha-1 (5.12 kg m-2) and 111 kg N ha-1 (6.59 kg m-2) did not differ significantly.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[azoto nítrico]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"> <b>Efeito da fertiliza&ccedil;&atilde;o azotada na din&acirc;mica    de enraizamento e na produ&ccedil;&atilde;o comercial de cebola de dias m&eacute;dios    no alentejo </b></p>     <p align="center"><b>Nitrogen fertilization effects on rooting pattern and yield    of intermediate-day onions bulb in alentejo region </b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">Rui Manuel Almeida Machado<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>;    Shakib Shahidian<sup><a href="#1">1</a></sup>; Carina Rejane Pivetta<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>;    Maria do Ros&aacute;rio Gamito Oliveira<sup><a href="#1">1</a></sup></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"> <b>RESUMO</b> </p>     <p> Este trabalho teve como objectivo estudar a influência da aplicação de diferentes    quantidades de azoto, repartidas por quatro aplicações, na disponibilidade de    azoto nítrico no solo, no comprimento radical, na concentração de azoto nas    folhas e na produção comercial de cebola de dias médios (cv. Gilmar) no Alentejo.    O ensaio decorreu na Centro de estudos e experimentação da Mitra da Universidade    de Évora e foi delineado em blocos casualizados com quatro repetições. Os tratamentos    consistiram em 4 níveis de adubação azotada (0, 37, 74 e 111 kg N ha<Sup>-1</Sup>),    repartidos por quatro aplicações. A disponibilidade de azoto nítrico no solo,    o comprimento radical e a concentração de azoto nas folhas foram avaliados aos    33, 57, 96 e 127 dias após a plantação. A densidade radical (cm cm<Sup>-3</Sup>)    sob o bolbo e a 4 cm da linha de cultura, nas diferentes datas e profundidades    de amostragem, não foi afectada pelos níveis de azoto. Ao longo ciclo, 65 a    100 % das raízes, em termos de comprimento radical, concentraram-se sob o bolbo    e a densidade radical máxima alcançada foi de 1,88 cm cm<Sup>-3</Sup>. A profundidade    máxima de enraizamento situou-se entre os 20 e 30 cm, não ultrapassando os 10    cm de profundidade até aos 32 dias após a plantação. Nas condições do ensaio,    os resultados indicam como recomendável uma aplicação de 30 kg ha<Sup>– 1 </Sup>de    azoto à plantação e um aumento da quantidade de azoto aplicado (16,2% do total    de N aplicado), no início da formação do bolbo. A produção comercial aumentou    com o nível de azoto, mas as produções obtidas com a aplicação de 74 kg ha<Sup>-1    </Sup>(5,12 kg m<Sup>-2</Sup>) e de 111 Kg N ha<Sup>-1 </Sup>(6,59 kg m<Sup>-2</Sup>)    não diferiram significativamente. </P>     <p> <b>Palavras-chave</b>: <i>Allium cepa L</i>, azoto nítrico, adubação azotada, cebolas    de dias médios, densidade radical. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"> <b>ABSTRACT</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Intermediate-day onions (cv. Gilmar) rooting patterns, soil availability NO<Sub>3</Sub>-,    leaf N concentration and commercial yield were evaluated in a field trial where    four nitrogen fertilizer rates (0, 37, 74 and 111 kg N ha<Sup>-1</Sup>) were    applied into four split applications, following a randomized block design with    four replications. Root length, soil availability NO<Sub>3</Sub>-, and leaf    N concentration were evaluated at four dates during growing season (33, 57,    96 and 127 days after planting). Root length density (cm cm<Sup>-3</Sup>) at    different sampling dates, locations (under the bulb and at 4 cm from the plant    row) and depths was not affected by nitrogen level. For all sampling dates about    65 to 100 % of the root length was concentrated in the top 10 cm of the soil    profile, under the bulb and the maximum root length density was 1.88 cm cm<Sup>-3</Sup>.    The maximum rooting depth ranged from 20 and 30 cm, not exceeding 10 cm in depth,    up to 32 days after planting. Under the conditions of the experiment, results    recommend an application of 30 kg ha<Sup>-1 </Sup>of nitrogen at planting and    an increasing of the amount of nitrogen applied (16.2% of total N applied) at    bulb initiation. Marketable onion yield increased with the level of nitrogen    but the production obtained with the application of 74 kg ha<Sup>-1 </Sup>(5.12    kg m<Sup>-2</Sup>) and 111 kg N ha<Sup>-1 </Sup>(6.59 kg m<Sup>-2</Sup>) did    not differ significantly. </P>     <p> <b>Key-words</b>: <i>Allium cepa L</i>, intermediate-day onions, nitrate,    nitrogen fertilizer, root length density. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>INTRODUÇÃO</b> </p>     <p> O saldo da balança comercial da cebola é altamente negativo. Aproximadamente    80% da cebola que entra em Portugal provém de Espanha e França. Em Portugal,    as áreas de mais representativas de produção são o Oeste, o Montijo e a região    de Póvoa de Varzim – Esposende. Ensaios realizados no Centro de Estudos e Experimentação    da Mitra, da Universidade de Évora têm mostrado que a cebola de dias curtos    (Machado e Oliveira, 2008) e a de dias médios têm elevado potencial agronómico    para o Alentejo e, dada a altura em que são implantadas, a evapontranspiração    durante o ciclo será menor, do que em cebolas de dias longos e parte das necessidades    hídricas poderão ser supridas pela precipitação. A cebola de dias médios caracteriza-se    por iniciar a formação do bolbo, com 13 horas de fotoperíodo (Almeida, 2005).    Assim, em condições de clima mediterrâneo, a cultura pode ser implantada por    transplantação em meados do Inverno e colhida no fim da Primavera, princípio    do Verão. Neste período, a ocorrência de precipitação, associada ao sistema    radical da cebola faz com que a aplicação sustentável do azoto assuma extrema    importância. A cebola apresenta um sistema radical superficial, escassamente    ramificado (Portas, 1973; Brewster, 1994) e sem pêlos radicais (Föhse <i>et al.</i>    1991; Brewster, 1994), ou seja, com baixa densidade radical (Greenwood <i>et al.</i>,    1982, Melo, 2003), o que limita a absorção de nutrientes (Atkinson, 2000), mesmo    dos móveis, como o azoto, em caso de deficiência do nutriente ou de água. As    referências bibliográficas à influência de azoto sobre o crescimento radical    da cebola, são escassas. Em solução nutritiva, a aplicação isolada de nitrato    ou em associação com amónio aumentou o peso fresco e seco da raiz (Gamiely <i>et al.</i>, 1991). Em solo, a densidade radical diminuiu com a redução de azoto disponível    (Melo, 2003). </P>     <p> A quantidade de azoto recomendada para a fertilização da cebola varia amplamente,    mas a produção, de uma forma geral, au-menta com aplicação de azoto entre os    0 e 150 kg ha <Sup>-1</Sup>, variando a resposta com: a fertilidade do solo    (Brewster, 1994; Halvorson <i>et al.</i>, 2008), a população de plantas, a variedade    (Brown, 2000, Sullivan <i>et al.</i>, 1999), o azoto contido na água de rega (Brown,    2000, Shock <i>et al.</i>, 2004), etc. Contudo, a aplicação de azoto deve ser repartida,    para reduzir a salinidade provocada pela sua aplicação na adubação de fundo    (Brewster, 1994) e as perdas por lixiviação e desnitrificação. A cebola responde    bem à aplicação de azoto entre os 40 e os 60 dias após a transplantação (Mohanty    &amp; Das, 2001). A maior absorção de azoto tem início durante a iniciação do    bolbo (Brown, 2000, Sullivan <i>et al.</i>, 2001) e atinge o máximo durante o seu crescimento    (Halvorson <i>et al.</i>, 2002). Este trabalho teve como objectivo estudar a influência    da aplicação de diferentes quantidades de azoto, repartidas por quatro aplicações,    na disponibilidade de azoto nítrico no solo, na densidade radical, na concentração    de azoto nas folhas e na produção comercial de cebolas de dias médios. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> MATERIAL E MÉTODOS </b></p>     <p> O ensaio decorreu no centro de estudos e experimentação da Mitra (38º57’ N,    8º32´ W, 200 m) num Litossolo cujas características físicas e químicas se apresemtam    no quadro 1. As condições meteorológicas do período de ensaio são apresentadas    na figura 1. Os tratamentos aplicados consistiram em 4 níveis de adubação azotada,    incluindo a testemunha (N0 – 0 kg N ha<Sup>-1</Sup>; NI – 37 kg N ha<Sup>-1</Sup>,    NII - 74 kg N ha<Sup>-1</Sup>e NIII - 111 kg N ha<Sup>-1</Sup>), repartidos    por quatro aplicações (Quadro 2). </P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b><a href="#topq1">Quadro 1</a></b> <a name="q1"></a>– Características físicas    e químicas do solo na profundidade de 0 a 40 cm. </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a11q1.jpg" width="328" height="181"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a11f1.jpg" width="501" height="440"></p>     
<p><b><a href="#topf1">Figura 1</a></b> <a name="f1"></a>– Precipitação diária    e temperatura média ao longo do ensaio. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><a href="#topq2">Quadro 2</a><a name="q2"></a></b> – Azoto aplicado aos    diferentes tratamentos. </p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a11q2.jpg" width="550" height="281">  </p>     
<p>&nbsp; </P>     <p>O ensaio foi delineado segundo o método dos blocos casualizados com quatro    repetições. Cada parcela elementar tinha 3 m de largura e 9 m de comprimento    onde estavam implantados três camalhões. Cada camalhão tinha implantadas 3 linhas    de cultura, distanciadas de 20 cm, sendo a distância das plantas na linha de    10 cm (30 plantas m<Sup>-2</Sup>). A data de implantação das plântulas com raiz    protegida, com 45 dias, da cultivar de dias médios Gilmar, foi a 18 e 19 de    Fevereiro de 2007. A plantação foi precedida de duas gradagens e levantamento    dos camalhões. Dada a elevada concentração de P<Sub>2</Sub>O<Sub>5 </Sub>e K<Sub>2</Sub>O    no solo (<a href="#q1">Quadro 1</a><a name="topq1"></a>) não se fez adubação    com estes nutrientes. Para a rega, instalou-se um sistema de rega por aspersão    em que a distância entre aspersores e ramais adjacentes foi igual a 11 m (disposição    em quadrado). Para o controlo das dotações aplicadas, distribuíram-se 12 pluviómetros,    casualmente, pela área do ensaio. A precipitação média das diferentes regas    variou entre 3 e 6 mm. Na figura 2 apresentam-se os valores acumulados de precipitação,    rega (precipitação média) e rega mais precipitação. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a11f2.jpg" width="564" height="349"></p>     
<p><b>Figura 2</b> – Valores acumulados de precipitação, rega (precipitação média    dos aspersores) e rega mais precipitação. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>A rega foi feita com base nos valores médios da tensão de humidade registada    através de sensores de matriz granular “Watermark” (Irrometer CO, Riverside,    Califórnia). Para o efeito, em cada parcela elementar de três repetições, foi    colocado, casualmente, um sensor “Watermark” a 10 cm de profundidade. Quando    a tensão média dos diferentes “watermarks” era maior ou igual a 25 kPa procedia-se    a uma rega. Os valores da tensão da água do solo eram lidos diariamente, entre    as 9 e as 10 horas. </P>     <p> A densidade radical (DRc) (cm cm<Sup>-3</Sup>) e a concentração de azoto nítrico    no solo e de azoto total nas folhas foram avaliadas aos 32, 67, 96 e 127 dias    após a plantação (Dap). A DRc foi avaliada a partir de amostras de solo+raízes,    colhidas nas 4 repetições, recorrendo a uma sonda manual com um tubo cilíndrico    com 10 cm de altura útil e 7 cm de diâmetro interno (385 cm <Sup>3</Sup>). A    amostragem fez-se sob o bolbo e a 4 cm da linha de cultura, na perpendicular    do bolbo, com intervalos de 10 cm até à profundidade aonde se observaram raízes.    A separação das raízes foi efectuada através de um sistema de elutriação hidropneumático    (Smucker <i>et al.</i>, 1982) e para a determinação do comprimento radical utilizou-se    um “scanner”, modelo “Comair” (Hawker De Havilland Victoria Ltd., Port Melbourne,    Victoria, Australia). Para a determinação do azoto nítrico no solo, na camada    de 0 a 10 cm colheram-se 3 amostras de solo (3 x 10 cm), casualizadas por talhão,    sob um camalhão nas quais, após secagem ao ar e crivagem, se determinou o azoto    através do método do eléctrodo selectivo (Crison, 2002). Para determinar a concentração    de N nas folhas colheram-se, casualmente, 6 a 7 plantas por talhão, das quais    se tomaram as folhas mais jovens, as quais foram colocadas numa estufa com ventilação    forçada, a uma temperatura de 70 ºC, durante 24 horas. O azoto total foi determinado    com um analisador de combustão (Leco, 1998). </P>     <p> A colheita foi realizada a 24 de Junho, quando 80 a 90 % das plantas apresentavam    o pseudo-caule completamente prostrado sobre o solo. Em cada parcela elementar    colheramse os bolbos em dois camalhões, ao longo de 5m. Após a colheita tomou-se    uma amostra de 25 plantas casualizadas por parcela elementar na qual se determinou    o diâmetro do bolbo e do pseudo-caule e a percentagem de matéria seca dos bolbos.    A determinação da matéria seca foi feita por secagem dos bolbos, seis por tratamento,    em estufa com ventilação forçada, a uma temperatura de 70 ºC durante 48 horas.  </P>     <p> O tratamento dos dados foi feito através de análise de variância (ANOVA) e    teste de comparação de médias, com recurso ao pro-grama de análise estatística    SPSS (Chicago, Illinois, USA). </P>     <p>&nbsp; </P>     <p><b> RESULTADOS E DISCUSSÃO </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A concentração de NO<Sub>3</Sub>-N no solo, na profundidade de 0 a 10 cm,    aos 32 e aos 127 Dap, foi significativamente afectada pelos tratamentos (P&lt;    0,05) (Figura 3), tendo os valores mais elevados ocorrido em NIII. Aos 32 e    67 Dap o teor de NO<Sub>3</Sub>-N em N0 foi mais baixo do que nos outros tratamentos    e semelhante ao observado antes da plantação (2,54 mg kg <Sup>-1</Sup>). Aos    96 e 127 Dap os valores de NO<Sub>3</Sub>-N aumentaram nos diferentes tratamentos,    mesmo em N0, o que está relacionado com o aumento da nitrificação, devido ao    aumento da temperatura (<a href="#f1">Figura 1</a>).<a name="topf1"></a> </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a11f3.jpg" width="399" height="330"></P>     
<p> <b>Figura 3 </b>– Concentração de NO<Sub>3</Sub>-N (mg kg -1) no solo na profundidade    de 0 a 10 cm. (Os traços verticais representam o erro padrão da média). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> A concentração NO<Sub>3</Sub>-N aos 32 Dap variou entre 3,41 e 14,5 mg kg    <Sup>-1</Sup>, respectivamente, em N0 e NIII. Para o Oregon, USA, Sullivan <i>et    al.</i> (2001) consideram que até ao início da formação do bolbo valores inferiores    a 5 mg kg <Sup>-1 </Sup>de NO<Sub>3</Sub>-N são baixos e maiores do que 20 mg    kg <Sup>-1 </Sup>são elevados, não sendo neste caso necessário aplicar azoto.    Aos 67 Dap, apesar das raízes já alcançarem a profundidade entre os 10 e os    20 cm (Figura 4), os valores de NO<Sub>3</Sub>-N podem ter sido baixos mesmo    em NIII (9,93 mg kg <Sup>-1</Sup>), visto que nesta altura a maior parte das    plantas estava no estádio início do crescimento do bolbo (diâmetro do bolbo    duas vezes superior ao do pseudo-caule), ou seja, período em que a maior absorção    de azoto tem o seu início (Sullivan <i>et al.</i>, 2001), o que indicia que    a aplicação de uma maior quantidade de azoto (16,2 % do total de N aplicado)    neste período pode ser necessária. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a11f4.jpg" width="545" height="420"></P>     
<p> <b>Figura 4</b> – Densidade radical (cm cm<Sup>-3</Sup>) sob o bolbo (a) e    a 4 cm da linha de cultura (b) à profundidade de = 10 cm, 10-20 cm e 20-30 cm    aos 32, 67, 96 e 127 Dap. (Os traços horizontais representam o erro padrão da    média). </P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A densidade radical (cm cm <Sup>-3</Sup>) sob o bolbo e a 4 cm da linha de    cultura, nas diferentes datas e profundidades de amostragem, não foi afectada    pelos níveis de azoto (P &gt; 0,05). Resultados diferentes foram obtidos por    Melo (2003), que verificou que a densidade radical diminuiu com a redução do    azoto disponível no solo. A profundidade máxima de enraizamento foi alcançada    aos 96 Dap, e situou-se entre os 20 e 30 cm. Contudo, até aos 32 Dap não ultrapassou    os 10 cm (Figura 4). Nas diferentes datas de amostragem, do comprimento radical    total medido, 65 a 100 % concentrouse sob o bolbo. A maior concentração de raízes    à superfície e o reduzido enraizamento em profundidade e lateral está de acordo    com a maioria dos resultados publicados (Portas, 1973,Thourp-Kristense, 2001,    Brewster, 1994, Greenwood <i>et al.</i>, 1982 e Rajput e Patel, 2006). A densidade    radical máxima alcançada (1,88 cm cm <Sup>– 3</Sup>) foi superior à mencionada    por Greenwood <i>et al.</i> (1982) e Machado e Oliveira (2008) (1,1 cm cm <Sup>–    3</Sup>) e bastante inferior à determinada por Bosch <i>et al.</i> (1997), em    cebolas regadas por gota-a-gota (8,1-9,1 cm cm <Sup>– 3</Sup>), o que os autores    atribuíram à elevada frequência da fertirrega. </P>     <p> A concentração de N nas folhas aos 32 e 67 Dap aumentou com o nível de azoto    aplicado, mas apenas significativamente aos 32 Dap (P&lt;0,01) (Figura 5). Nesta,    data a concentração de N nas folhas dos tratamentos onde se aplicou azoto (NIII    e NII) foi mais elevada do que em NI e N0, mas não apresentou diferenças significativas    entre si. Aos 67 Dap (estádio de inicio da formação do bolbo), nos tratamentos    onde se aplicou azoto, a concentração de N variou entre 2 e 2,5 mg kg <Sup>-1</Sup>.    Para o mesmo estádio de crescimento, na Florida, USA, Hochmuth <i>et al.</i>    (1991) consideram valores entre 2 e 3 mg kg <Sup>-1 </Sup>adequados para o crescimento    da cultura. Contudo, a concentração de N nas folhas, nas diferentes datas, foi    sempre inferior à preconizada como suficiente para a Califórnia, USA (<a href="http://vric.ucdavis.edu/" target="_blank">http://vric.ucdavis.edu/</a>).  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a11f5.jpg" width="396" height="370"></P>     
<p> <b>Figura 5</b> – Concentração de N nas folhas de cebola. (Os traços verticais    representam o erro padrão da média). </P>     <p>&nbsp; </P>     <p>Nas duas últimas medições, nos tratamentos onde se aplicou azoto, a concentração    de N nas folhas (&lt;1,8 mg kg <Sup>-1</Sup>) foi inferior á observada aos 32    e 67 Dap, tal facto sugerindo que o azoto acumulado nas folhas foi aparentemente    translocado para os bolbos. O mesmo comportamento foi observado por Sullivan    <i>et al.</i> (1999) e Halvorson <i>et al.</i> (2008). </P>     <p> A população comercial (26,6 plantas m<Sup>-2</Sup>) não foi afectada pelos    tratamentos, pelo que o acréscimo na produção comercial terá sido devido a um    aumento do peso do bolbo (Quadro 3). Resultados idênticos foram observados por    Maier <i>et al.</i> (1990). As plantas sujeitas ao tratamento sem aplicação    de azoto, para além de apresentarem bolbos mais pequenos, tinham um crescimento    rígido e erecto, e o pseudo-caule não se dobrou. O mesmo comportamento foi descrito    por Bergmann (1992) e Maier <i>et al.</i>, (1990). O diâmetro do bolbo e a produção    comercial de bolbos e a de matéria seca aumentaram com a quantidade de azoto    aplicada, mas entre a aplicação de 74 e 111Kg ha<Sup>-1 </Sup>de N não existiram    diferenças significativas (Quadro 3 e figura 6). Como a produção comercial média    foi semelhante, apesar do valor médio de NO<Sub>3</Sub>-N aos 32 Dap, em NII    ter sido mais baixo do que em NIII, podemos concluir que a aplicação de 30 kg    ha<Sup>-1 </Sup>de azoto antes da plantação (<a href="#q2">Quadro 2</a>)<a name="topq2"></a>    é suficiente. Na Índia, Singh &amp; Sharma (1991) também verificaram que a produção    comercial aumentou com incrementos de azoto até aos 80 kg ha<Sup>-1</Sup>, mas    não diferiu significativamente da obtida com a aplicação de 120 Kg N ha<Sup>-1</Sup>.  </P>     <p>&nbsp; </P>     <p><b>Quadro 3</b> – Peso bolbo, diâmetro do bolbo e do pseudo-caule, % de matéria    seca dos bolbos à colheita e produção comercial por unidade de água aplicada.  </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a11q3.jpg" width="570" height="158"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a11f6.jpg" width="461" height="268">  </P>     
<p><b>Figura 6</b> – Influência da quantidade de azoto (aplicado na adubação +    inserido através da água de rega) na produção comercial de bolbos [Bolbos (kg    m<Sup>-2</Sup>) = -9E-05 (kg N ha<Sup>-1</Sup>)<Sup>2</Sup> + 0.0549 (kg N ha<Sup>-1</Sup>)    + 1.2793, R<Sup>2</Sup> = 0,99, P&lt;0,001] e na de matéria seca [Matéria seca    dos bolbos (kg m<Sup>-2</Sup>) = -2E-05(kg N ha<Sup>-1</Sup>)<Sup>2</Sup> +    0.0071( kg N ha<Sup>-1</Sup>) + 0.1214, R<Sup>2</Sup> = 1, P&lt;0,001 ]. (Os    traços verticais representam o erro padrão da média). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> A produção comercial de bolbos e de maté-ria seca aumentou de forma quadrática    (Figura 6). Em cebolas de dias médios Henriksen e Hansen (2001) e de dias longos    Boyhan <i>et al.</i> (2007) obtiveram o mesmo tipo de resposta. O diâmetro do pseudo-caule    e a percentagem de matéria seca não foram afectados pelo azoto aplicado (P&gt;0,05).    Em cebolas de dias médios, só com aplicações superiores a 200 kg N ha<Sup>-1    </Sup>houve um decréscimo da percentagem de matéria seca dos bolbos (Henriksen    e Hansen, 2001). </P>     <p>A eficiência do uso da água de rega (t ha<Sup>-1 </Sup>mm<Sup>-1</Sup>) definida    como a produção comercial (t ha<Sup>-1</Sup>) por unidade de água aplicada (mm),    incluindo a precipitação que ocorreu durante o ciclo da cultura (171 mm; 57,7    % do total de água aplicada) (Howell, 1994) foi significativamente afectada    pela quantidade de azoto aplicado (Quadro 3). Em NIII, a eficiência do uso da    água de rega foi de 0,223 t ha<Sup>-1 </Sup>mm<Sup>-1</Sup>, valor bastante    mais elevado do que o determinado por Ellis <i>et al.</i>, (1986) (0,049 t ha<Sup>-1</Sup>    mm<Sup>-1) </Sup>e Al-Jamal <i>et al.</i> (2001) (0,084 t ha<Sup>-1</Sup> mm<Sup>-1</Sup>)    em cebolas de dias longos, o que, certamente, está relacionado com o aumento    da evapotranspiração durante o ciclo cultural de variedades com maior necessidade    de fotoperíodo. </P>     <p>&nbsp; </P>     <p> <b>CONCLUSÕES</b> </p>     <p> A densidade radical (cm cm<Sup>-3</Sup>) sob o bolbo e a 4 cm da linha de    cultura, nas diferentes datas e profundidades de amostragem, não foi afectada    pelo nível de azoto. Ao longo do ciclo, 65 a 100 % das raízes, em termos de    comprimento radical, concentraram-se sob o bolbo, e a densidade radical máxima    alcançada foi de 1,88 cm cm<Sup>-3</Sup>. A profundidade máxima de enraizamento    situou-se entre os 20 e 30 cm, não ultrapassando os 10 cm de profundidade até    aos 32 dias após a plantação, o que assume extrema importância em termos de    estratégias de maneio da rega e da adubação Nas condições do ensaio, os resultados    indicam como recomendável uma aplicação de 30 kg ha<Sup>– 1 </Sup>de azoto à    plantação e um aumento da quantidade de azoto aplicada (16,2% do total de N    aplicado) no início da formação do bolbo. A produção comercial aumentou com    o nível de azoto, mas as produções obtidas com a aplicação de 74 kg ha<Sup>-1    </Sup>(5,12 kg m<Sup>-2</Sup>) e de 111 Kg N ha<Sup>-1 </Sup>(6,59 kg m<Sup>-2</Sup>)    não diferiram significativamente. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p> <b>AGRADECIMENTOS</b> </p>     <p> Agradece-se ao Eng. Técnico Agnelo Soares Ferreira todo o apoio prestado na    realização do ensaio de campo. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS </b></p>     <p> Al-Jamal, M.S.; Ball, S. &amp; Sammis, T.W. ( 2001) – Comparison of sprinkler,    trickle, and furrow irrigation efficiencies for onion production. <i>Agricultural    Water Management</i> 46:253-266. </P>     <p> Almeida, D. (2005) -<i>Manual de culturas hortícolas</i>. Editorial Presença,    vol. 1: 25-48. </P>     <p> Atkinson D (2000) -Root characteristics: why and what to measure. <i>In</i>:    A.l. Smit, A.G. Bengough, C. Engels, M. Van Noordwijk, S. Pellerin &amp; S.C.    Van de Geijn (Eds) <i>Root methods: a handbook</i>, Springer Verlag, Berlin,    pp. 1-32. </P>     <p> Bergmann, W. (1992) - <i>Nutrition disorders of plants; development, visual,    and analytical diagnosis.</i> New York: Gustave Fischer Verlag, 741pp. </P>     <p> Bosch Serra, A.D.; Torrens, M.B.; Olivé, F.D. &amp; Pagés, M. (1997) –<i>    Root growth of three onion cultivar. Perspectives for Agronomy-Adopting ecological    principles and managing resource use</i>. pp. 123-133. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Boyhan, G.E.; Granberry, D. &amp; Kelly. T. (2001) -Transplant production,    <i>In</i>: G.E. Boyhan, D. Granberry &amp; T. Kelly (Eds.), <i>Onion production    Guide</i>, University of Georgia, pp. 4-6. </P>     <p> Boyhan, G.E.; Torrance R.L. &amp; Hill, C.R. (2007) – Effects of nitrogen,    and potassium rates band fertilizer on yield and leaf nutrient status of short-day    onions. <i>Hortscience</i> 42 (3), 653-600. </P>     <p> Brewster, J. L. (1994) -<i>Onions and other vegetable alliums. </i>CAB International,    UK, 236 pp. </P>     <p> Brown, B. (2000) - <i>Onions. Southern Idaho Fertilizer Guide.</i> CIS 1081.    University of Idaho.Moscow, ID. 6 pp. </P>     <p> Crison (2002) – <i>Manual del usuário. Electrodo selectivo de nitrato</i>.    Barcelona Espanha. </P>     <p> Ellis, J.E.; Kruse, E.G.;McSay, A.E.; Neale, C.M.U. &amp; Horn, R.A. (1986)    – A comparison of five irrigation methods on onions. <i>HortScince</i> 21 (6),    1349-1351 </P>     <p>Föhse, D.; Claassen, N. &amp; Jungk, A. (1991) -Phosphorus efficiency of plants.    II. Significance of root radius, root hairs and cation-anion balance for phosphorus    influx in seven plant species. <i>Plant and Soil</i> 132: 261-272 </P>     <p> Gamiely, S,; Randle, W.M.; Mills, H.A.; &amp; Smittle, D.A. (1991) – Onion    plant growth, bulb quality and water uptake following ammonium and nitrate nutrition.    <i>HortScince </i>26(8): 1061-1063. </P>     <p> Greenwood, D.J.; Gerwitz, A.; Stone, D.A. &amp; Barnes, A. (1982) – Root development    of vegetable crop. <i>Plant and soil</i> 68:75-96. </P>     <p> Halvorson, A.D.; Bartollo, M.E.; Reule, C.A. &amp; Berrada, A. (2008) - Nitrogen    effects on onion yield under drip and furrow irrigation. <i>Agronomy Journal</i>    100:1063-1069. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Halvorson, A.D.; Follett, R.F.; Bartolo, M.E. &amp; Schweissing, C. (2002)    -Nitrogen fertilizer use efficiency of furrow-irrigated onion and corn. <i>Agronomy    Journal</i> 94: 442-449. </P>     <p> Henriksen, K. &amp; Hansen, L .S. (2001) - Increasing dry matter production    in bulb onions (<i>Allium cepa L</i>.). <i>Acta Hort.</i> 555: 147-152. </P>     <p> Hochmuth, G.; Maynard, D.; Vavrina, C.; Hanon, E. &amp; Simonne, E. (1991)    -<i>Plant tissue analysis and interpretation for vegetable crops in Florida.</i>    Coop. Ext. Serv. Special Series SS-VEC. </P>     <p> Howell, T. (1994) -Irrigation engineering, evapotranspiration <i>In</i>: C.J:    Arntzem, E.M. Ritter (Eds) <i>Encyclopaedia of agricultural science</i>, vol    2. Academic, Orlando, FL, pp. 591–600 </P>     <p> <a href="http://vric.ucdavis.edu/" target="_blank">http://vric.ucdavis.edu/</a> - University    of Califórnia, Vegetable Research &amp; Information Center Disponível em: <a href="http://vric.ucdavis.edu/veginfo/commodity/onion/onion_" target="_blank">http://vric.ucdavis.edu/veginfo/commodity/onion/onion_</a> (acesso em: 10 Setembro de 2008) </P>     <p> Leco Corp. (1998) - <i>Instruction manual-FP28 protein/nitrogen analyser.</i>    Leco Corporation, St. Joseph, USA. </P>     <!-- ref --><p> Machado, R.M.A. &amp; Oliveira M.R.G. (2008) - Produção de cebola de dias    curtos no Alentejo. Influência da adubação localizada. <i>Rev. de Ciências Agrárias    </i> 31, 2: 50-57. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0871-018X200900020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Maier, N.; Dahlenburg, A.P. &amp; Twigden, T.K. (1990) – Effect of nitrogen    on the yield and quality of irrigated onion (<i>Allium cepa L</i>.) cv. Cream    Gold grown on siliceous sands. <i>Australian Journal of experimental Agriculture</i>    30:845-851. </P>     <p> Melo, P.E. (2003) – <i>The root systems of onions and Allium fistulosum in    the contex of organic farming: a breeding approach</i>. Wageningen University,    Ph. Thesis, 127 pp. </P>     <p> Mohanty, B. K. &amp; Das, J.N. (2001) - Response of Rabi onion cv. Nasik Red    to nitrogen and potassium fertigation.<i>Veg. Science</i> 28 (1), 40-42. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Portas, C.A.M. (1973) - Development of root systems during the growth of some    vegetables crops.<i> Plant and Soil</i> 39: 507-518 </P>     <p>Rajput, T.B.S. &amp; Patel, N. (2006) -Water and nitrate movement in dril-irrigated    onion under fertigation and irrigation treatments. <i>Agricultural Water Management</i>    79: 293-311. </P>     <p> Singh, D. &amp; Sharma, R.P. (1991) – Effect of soil moisture regimes and    nitrogen fertilization on onion. <i>Indian Journal of Agronomy</i> 36:125-126  </P>     <p>Shock, C.C.; Feibert, E.B.G. &amp; Saunders, L.D. (2004) -Plant population    and nitrogen fertilization of subsurface drip-irrigated onion. <i>HortScince</i>    39: 1722-1727 </P>     <p> Smucker, A.J.M.; Mcburney, S.L. &amp; Srivastava, A.K. (1982) - Quantitative    separation of roots from compacted soil profiles by the hydropneumatic elutriation    system. <i>Agron. J.</i> 74: 500-503. </P>     <p> Sullivan, D.M.; Brown, B.D.; Shock, C.C.; Horneck, D.A.; Stevens, R.G.; Pelter,    G.Q. &amp; Feibert, E.B.G. (2001) – <i>Nutrient management for onions in the    Pacific Northwest.</i> Oregon State University, 24 pp. </P>     <p> Sullivan, D.M.; Hart, J.M. &amp; Christensen, N.W. (1999) -<i>Nitrogen uptake    and utilization by Pacific Northwest crops.</i> Oregon State University, 20    pp. </P>     <p> Thourp - Kristense, K. (2001) - Root growth and soil nitrogen depletion by    onion, lettuce early cabbage and carrot. <i>Acta hort.</i> 563:201-206. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> </Sup>Instituto de Ciências Agrárias    Mediterrânicas (ICAM), Universidade de Évora, Apartado 94, 7002-554, Évora,    <a href="mailto:rmam@uevora.pt">rmam@uevora.pt</a>, Fax: 351-266-760828 </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a> </Sup>Departamento de Fitotecnia,    Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul - Brasil </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Recepção/Reception: 2009.05.14 </b></P>     <p><b>Aceitação/Acception: 2009.07.07 </b></P>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
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<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Produção de cebola de dias curtos no Alentejo: Influência da adubação localizada]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev. de Ciências Agrárias]]></source>
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