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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da nutrição de plantações jovens de eucalipto por análise foliar e métodos não destrutivos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutrition evaluation in young Eucalyptus plantation by foliar analysis and non-destructive methods]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The growth and nutritional state of young Eucalyptus was evaluated by foliar analysis (contents of N, P and photosynthetic pigments) and the SPAD-502 chlorophyll meter. An experimental system was used with different harvest residues management, such as incorporation of residues into the soil (I), removal of residues (R), and distribution of residues on the soil surface (S), with N fertiliser application (IF, RF and SF), and with the leguminous Lupinus seeding (IL and RL). No significant differences in growth were found between the I, R and S. Application of fertiliser increased growth in the SF and IF. Initially, foliar N content was positively affected by the leguminous (RL and IL). After the first fertiliser application, a higher N content was observed in the IF, RF and SF, the differences being reduced in the following applications; a similar trend was observed for extracted pigments and SPAD values. Foliar N contents were correlated (P<0.05) with SPAD values. The management system more efficient regarding tree productivity included incorporation of residues into soil with repeated applications of N fertiliser.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"> <b>Avalia&ccedil;&atilde;o da nutri&ccedil;&atilde;o de planta&ccedil;&otilde;es    jovens de eucalipto por an&aacute;lise foliar e m&eacute;todos n&atilde;o destrutivos    </b></p>     <p align="center"><b>Nutrition evaluation in young <i>Eucalyptus</i> plantation by foliar    analysis and non-destructive methods</b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>      <P align="center"> Ana Carla Madeira<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>,    Manuel Madeira, Ant&oacute;nio Fabi&atilde;o, Paulo Marques, Marta Carneiro  </P>     <p align="center"></p>     <p align="center"> <b>RESUMO</b> </p>     <p> Avaliou-se o crescimento e estado nutritivo de jovens <i>Eucalyptus</i> por    análise foliar tradicional (teores de N, P e pigmentos fotossintéticos) e com    o medidor de clorofila SPAD-502. Efectuou-se uma gestão diferenciada dos resíduos    de abate da plantação anterior, com incorporação dos resíduos no solo (I), remoção    dos resíduos (R), e distribuição dos resíduos à superfície (S); aplicou-se um    fertilizante azotado (IF, RF e SF) e introduziuse uma leguminosa do género <i>Lupinus</i>    (IL e RL). Não houve diferenças significativas no crescimento entre I, R e S.    A aplicação de fertilizante intensificou o crescimento em SF e IF. O teor foliar    de N foi no início positivamente afectado pelo <i>Lupinus</i> (IL e RL). Após    a primeira aplicação de fertilizante, este teor foi significativamente superior    em IF, RF e SF, esbatendo-se a diferença entre tratamentos após as aplicações    seguintes; semelhante padrão foi observado para os pigmentos e o SPAD. Os valores    de SPAD correlacionaram-se (<i>P</i>&lt;0,05) com N foliar. O sistema de gestão    mais produtivo incluiu a incorporação dos resíduos no solo com aplicação repetida    de fertilizante azotado. </P>     <p> <b>Palavras-chave</b>: Crescimento de Eucalyptus, leguminosas, nutrição, solo,    SPAD </P>     <p>&nbsp; </P>     <p align="center"> <b>ABSTRACT</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> The growth and nutritional state of young <i>Eucalyptus</i> was evaluated    by foliar analysis (contents of N, P and photosynthetic pigments) and the SPAD-502    chlorophyll meter. An experimental system was used with different harvest residues    management, such as incorporation of residues into the soil (I), removal of    residues (R), and distribution of residues on the soil surface (S), with N fertiliser    application (IF, RF and SF), and with the leguminous <i>Lupinus</i> seeding    (IL and RL). No significant differences in growth were found between the I,    R and S. Application of fertiliser increased growth in the SF and IF. Initially,    foliar N content was positively affected by the leguminous (RL and IL). After    the first fertiliser application, a higher N content was observed in the IF,    RF and SF, the differences being reduced in the following applications; a similar    trend was observed for extracted pigments and SPAD values. Foliar N contents    were correlated (<i>P</i>&lt;0.05) with SPAD values. The management system more    efficient regarding tree productivity included incorporation of residues into    soil with repeated applications of N fertiliser. </P>     <p> <b>Key-words</b>: Eucalyptus growth, leguminous, nutrition status, soil, SPAD  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>INTRODUÇÃO</b> </p>     <p> A gestão apropriada dos resíduos de abate e dos nutrientes é considerada crucial    para aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade de plantações florestais    (Powers <i>et al.</i>, 1990; Smethurst &amp; Nambiar, 1990; Proe &amp; Dutch,    1994). Neste contexto, assume particular relevância a gestão das plantações    de eucaliptos (<i>Eucalyptus globulus</i>) exploradas intensivamente    em regime de talhadia (Adams &amp; Attiwill, 1986; Jones <i>et al.</i>, 1999;    Shammas <i>et al.</i>, 2003), dada a elevada quantidade de nutrientes que se    acumula nos respectivos resíduos de abate e nas camadas orgânicas (Madeira <i>et    al.</i>, 1995; Spangenberg <i>et al.</i>, 1996; Jones <i>et al.</i>, 1999).    A remoção ou manutenção (à superfície ou nas camadas superficiais do solo) dos    resíduos de abate é polémica devido não só à relação entre a gestão dos resíduos    e a qualidade do solo, mas também à necessidade urgente de novas formas de energia    com vista à substituição dos combustíveis fósseis (Cowie <i>et al.</i>, 2006;    Stupak <i>et al.</i>, 2007). </P>     <p> Para além da gestão dos resíduos de abate das plantações florestais, outros    sistemas devem ser testados com o fito de melhorar a fertilidade e qualidade    do solo e o crescimento das árvores (Fisher &amp; Binkley, 2000). Em Portugal,    não têm sido observadas diferenças significativas entre as várias opções de    gestão dos resíduos de abate no respeitante ao crescimento e estado de nutrição    das árvores e às características do solo em plantações de eucalipto, tanto no    caso de replantação como no de segunda rotação (Magalhães, 2000; Soares <i>et    al.</i>, 2002). O efeito da aplicação de fertilizantes (na ausência de resíduos    de abate) tem-se mostrado positivo (Pereira <i>et al.</i>, 1996), mas as diferenças    não foram significativas. Porém, a interacção entre os sistemas de gestão dos    resíduos e a aplicação de fertilizante não é conhecida. Dados os desafios de    competitividade que o sector florestal enfrenta, é importante compreender, nas    condições Mediterrânicas, o efeito conjugado de diferentes sistemas de gestão    de resíduos de abate e o uso de fertilizantes azotados ou de plantas fixadoras    de azoto no incremento da produtividade das plantações de eucaliptos. </P>     <p> A utilização de técnicas não destrutivas para análise foliar (medidor portátil    de clorofila SPAD-502) tem permitido estimar o teor relativo de clorofila com    precisão. Contudo, a maioria dos estudos referidos na literatura apenas relaciona    a clorofila total com os valores de SPAD, não se conhecendo a correlação com    os carotenóides. Tem-se observado forte correlação entre os valores de SPAD    e o teor de azoto foliar, por exemplo, em laranjeiras (Pestana <i>et al.</i>,    2004), espécies folhosas (Chang &amp; Robison, 2003), plantações jovens de <i>E. globulus</i> e <i>E. nitens</i> (Pinkard <i>et al.</i>, 2006) e pés-mãe de <i>E. globulus</i>    (Ribeiro <i>et al.</i>, 2009). Por esta razão, o SPAD pode ser uma metodologia    alternativa e promissora relativamente à tradicional e morosa análise foliar.  </P>     <p> Neste contexto, instalou-se um sistema experimental numa área representativa    de plantações de eucaliptos, no centro de Portugal, com os objectivos de (a)    avaliar a influência da gestão dos resíduos de abate (remoção, distribuição    à superfície ou incorporação no solo) e o uso de fertilizante azotado e associação    com leguminosa no crescimento e nutrição das jovens árvores, de forma a identificar    o sistema de gestão mais apropriado para optimizar a produtividade das plantações;    (b) comparar o desempenho de análises foliares destrutivas e não destrutivas    para determinar o estado nutricional das árvores. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b> MATERIAL E MÉTODOS </b></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b> Sistema e desenho experimental </b></p>     <p> O sistema experimental foi instalado na Quinta do Furadouro (Óbidos; lat.    39º 20’ N, long. 09º 14’ W, alt. 50 m), numa área de replantação de <i>E. globulus</i>,    após o abate (Outono de 2001) da plantação anterior com 34 anos de idade. A    área útil das parcelas era de 225 m<Sup>2</Sup>, correspondendo a 25 árvores    que foram objecto de estudo. </P>     <p> A área de estudo assenta em formações do Cretácico (arenitos) (“Grés de Torres    Vedras”; Zbyzewski &amp; Almeida, 1960), e o relevo apresenta declives entre    5 e 12%. Os solos são maioritariamente Cambissolos dístricos e Regossolos dístricos    (WRB, 2006), apresentando textura franco arenosa a franca, valores de pH (H<Sub>2</Sub>O)    &lt; 5,3, teores baixos de C orgânico (10,9 – 24,3 g kg<Sup>-1</Sup>) e muito    baixos de P extraível (&lt; 5 mg kg<Sup>-1</Sup>) (Jones <i>et al.</i>, 1999). A temperatura    média anual é de 15,2ºC, enquanto que a média mensal varia de 10,4 a 19,8 ºC,    em Janeiro e Agosto, respectivamente. A precipitação média anual é de 607 mm,    mas apenas 10% ocorre no período compreendido entre Maio e Setembro (Reis &amp;    Gonçalves, 1981; estação climatológica das Caldas da Rainha, 39º 24’ N, 09º    08’ W, alt. 70 m). </P>     <p> Os tratamentos aplicados (repetidos em quatro blocos) incluíram: incorporação    dos resíduos de abate no solo por intermédio de gradagem a uma profundidade    média de 20 cm (I); I com aplicação de fertilizantes no final do Inverno (Março)    nos três anos seguintes ao da plantação (IF); I com sementeira de leguminosas    (<i>Lupinus luteus</i>) (IL); remoção manual da totalidade dos resíduos de abate (R);    R com aplicação de fertilizantes (RF); R com sementeira de leguminosas (RL);    manutenção e distribuição uniforme dos resíduos de abate na superfície do solo    (S); S com aplicação de fertilizantes (SF). A leguminosa foi semeada por uma    escarificação ligeira, aplicando-se 110 kg de semente e 220 kg de superfosfato    a 18% por hectare. A rebentação das touças foi controlada pela aplicação de    glifosato (Roundup). </P>     <p> Após a aplicação dos tratamentos, a plantação (ao covacho) realizou-se, entre    as linhas de touças da plantação anterior e a um compasso de 3 x 3 m, no final    de Março de 2002. À plantação aplicou-se 150 g de adubo composto ternário (12%    N, 24% P<Sub>2</Sub>O<Sub>5 </Sub>e 12% K<Sub>2</Sub>O), metade de cada lado    da planta e a cerca de 20-25 cm desta. Em Março de 2003, 2004 e 2005 aplicou-se    manualmente 200 kg ha<Sup>-1 </Sup>de um fertilizante azotado (ENTEC 26, 26%    N, do qual 7,5% de N-NO<Sub>3 </Sub>e 18,5% de N-NH<Sub>4</Sub><Sup>+ </Sup>e    32,5% de anidrido sulfúrico, SO<Sub>3 </Sub>solúvel em água) nas parcelas dos    tratamentos IF, RF e SF. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> Medições e amostragens </b></p>     <p> Antes da instalação do sistema experimental quantificou-se a massa dos resíduos    de abate que existiam nas parcelas delimitadas, a que se seguiu a caracterização    dos respectivos solos por intermédio da abertura e descrição de seis perfis.    Os resíduos de abate (total de 38 t ha<Sup>-1</Sup>) incluíam folhas (11 t ha<Sup>-1</Sup>),    ramos (18 t ha<Sup>-1</Sup>), raminhos e casca (10 t ha<Sup>-1</Sup>) (Madeira    <i>et al.</i>, 2009). Os resíduos continham cerca de 165 kg ha<Sup>-1</Sup>de    N e 15 kg ha<Sup>-1 </Sup>de P, ocorrendo principalmente nas folhas (66 e 56%    de N e P, respectivamente), e cerca de 443 kg ha<Sup>-1 </Sup>de Ca distribuídos    por folhas e ramos. Na camada superficial do solo (0-10 cm), os teores de C    orgânico e N eram baixos (13,6 e 0,53 g kg<Sup>-1</Sup>, respectivamente), a    razão C/N alta (25,9), e a disponibilidade das bases de troca razoável (2,96,    0,66, 0,27 e 0,08 cmol<Sub>c</Sub> kg<Sup>-1</Sup>, respectivamente, para Ca,    Mg, K e Na).</P>     <p> A mortalidade das jovens árvores foi determinada em Outubro de 2002 e Setembro    de 2003. A altura e o diâmetro à altura do peito (DAP) foram medidos para avaliar    a evolução do crescimento das árvores. A altura das árvores foi medida em Outubro    de 2002, Setembro de 2003, Agosto de 2004, Setembro de 2005, Agosto de 2006    e Novembro de 2007 (7, 18, 29, 42, 53 e 68 meses após a plantação, respectivamente)    e o DAP foi medido nas quatro últimas amostragens. O volume das árvores (m<Sup>3    </Sup>ha<Sup>-1</Sup>) foi calculado segundo a equação </P>     <p> V = 0,00003739 D<Sup>1,8151 </Sup>H<Sup>1,1455</Sup>, </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> onde D é o diâmetro à altura do peito e H a altura da árvore (Tomé <i>et al.</i>,    2007). </P>     <p> A componente aérea da vegetação sob coberto (expressa em biomassa, g m<Sup>-2</Sup>)    foi estimada no final das Primaveras de 2002 a 2006 e para tal usou-se uma estrutura    de madeira (0.5×0.5 m<Sup>2</Sup>) quatro vezes em cada parcela do respectivo    tratamento. </P>     <p> Para a medição da área foliar (<i>Portable Area Meter Model Li-3000A, LI-COR</i>),    teor foliar de azoto (método de Kjeldahl, sistema de destilação <i>Kjeltec Auto    1030 Analyser</i>), de fósforo (<i>CEM Microwave Digestion System Model MDS-81    D</i> e colorimetria pelo método do ácido ascórbico), e teor relativo de clorofila    (SPAD-502, <i>Minolta Corporation, Ramsey, NJ</i>) foram feitas sete amostragens    (cinco para o SPAD), tendo em duas árvores por tratamento e por bloco sido colhidas    oito folhas completamente expandidas em quatro ramos do terço superior da copa,    segundo as quatro direcções dos pontos cardeais. </P>     <p> Os teores de clorofila e de carotenóides totais foram obtidos por extracção    em acetona a 100% e ascorbato de sódio, a partir de discos (0,7 cm diâmetro)    obtidos de oito folhas por tratamento. Os teores (µg cm<Sup>-2</Sup>) foram    então calculados de acordo com as equações de Lichtenthaler (1987). Nas áreas    correspondentes aos discos usados para extracção dos pigmentos foram feitas    leituras com o SPAD para posterior correlação e calibração. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> Análise estatística </b></p>     <p> O efeito dos tratamentos no crescimento e estado de nutrição das árvores foram    testa-dos por análise de variância (ANOVA) e a comparação das médias dos tratamentos    pelo <i>Tukey multiple range test</i>. Os procedimentos estatísticos foram efectuados    através do <i>Statistica 6.0 software package</i> (StatSoft, 1996). Para discriminar    a importância relativa dos factores que foram considerados (gestão de resíduos,    leguminosas e aplicação de fertilizante azotado), foi aplicada uma análise de    variância de três factores; para este procedimento estatístico usou-se o <i>Statgraphics    plus 5.1 (Manugistics Inc.)</i>. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> RESULTADOS E DISCUSSÃO </b></p>     <p><b> Vegetação sob coberto </b></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> A biomassa da componente aérea da vegetação sob coberto mostrou grande variabilidade    entre tratamentos durante todo o período de amostragem. No fim da primeira Primavera    após a plantação (2002, Quadros 1 e 2), e antes da primeira fertilização, a    biomassa foi significativamente superior (<i>P</i>&lt;0,001) nos tratamentos    com leguminosa (RL e IL) do que nos outros; a biomassa da vegetação sob coberto    revelou também ser superior (<i>P</i>&lt;0,05) nos tratamentos com resíduos    relativamente aos sem resíduos (Quadros 1 e 2). Nas amostragens efectuadas em    2003, 2004 e 2005, as diferenças entre os tratamentos não foram significativas,    quer para o efeito das leguminosas, quer para os dos resíduos e da fertilização.    Porém, a última amostragem, realizada em 2006 (Quadro 1), mostrou que apenas    a fertilização aumentou significativamente a biomassa da vegetação sob coberto    (<i>P</i>&lt;0,005; Quadro 2), não tendo a gestão dos resíduos ou a instalação    de <i>Lupinus</i> tido qualquer efeito significativo (P&gt;0,05). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b><a name="q1"></a><a href="#topq1">Quadro 1</a></b> – Biomassa (g m<Sup>-2</Sup>)    da vegetação sob coberto determinada no final da Primavera de 2002 e 2006. </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14q1.jpg" width="627" height="118"></P>     
<p>&nbsp; </P>     <p><b><a name="q2"></a><a href="#topq2">Quadro 2</a></b> – Resultados da ANOVA    multifactorial relativamente aos efeitos dos resíduos de abate (sem e com resíduos),    da instalação de <i>Lupinus</i> (com e sem leguminosa) e da aplicação de fertilizante    azotado (com e sem fertilização) na biomassa da vegetação sob coberto (BVC)    e na altura, diâmetro à altura do peito e volume das árvores. </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14q2.jpg" width="446" height="362"></P>     
<p>&nbsp; </P>     <p>O efeito positivo das leguminosas na acumulação de biomassa, na fase inicial    da rotação, sugere claramente que estas espécies poderão ter uma efeito bastante    positivo nos <i>inputs</i> de N no sistema, o que poderá ter repercussões no estado    de nutrição das árvores e também na acumulação de carbono orgânico no solo.  </P>     <p> A acção positiva da fertilização azotada na biomassa da vegetação sob coberto,    um ano após a última aplicação, sugere também um efeito positivo na ciclagem    de nutrientes e na acumulação de carbono orgânico no solo. Com efeito, a massa    da vegetação sob coberto, bem como a quantidade de nutrientes nela acumulados,    são maiores do que os correspondentes à folhada anual das plantações de eucalipto    na área de estudo (Madeira <i>et al.</i>, 1995). Assim, a vegetação sob coberto poderá    contribuir indirectamente para dilatar o efeito temporal da fertilização azotada,    contribuindo para o aumento da fertilidade do solo e do respectivo stock de    C. Porém, é imprescindível obter informação pertinente sobre o efeito da fertilização    na biomassa da parte subterrânea da vegetação sob coberto para melhor avaliar    tais tendências. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp; </P>     <p><b> Crescimento das árvores </b></p>     <p> A mortalidade das árvores, avaliada 7 e 18 meses após a plantação (MAP), foi    baixa (7 a 12%) e sem diferenças significativas entre tratamentos. </P>     <p> A incorporação de resíduos de abate (e também das camadas orgânicas) no solo    (I) parece melhorar o crescimento das jovens árvores, relativamente à sua remoção    (R) ou distribuição na superfície (S). Contudo, as diferenças entre tratamentos    diminuíram com o tempo. No fim do estudo (68 MAP, Figura 1), apesar das árvores    do tratamento I serem mais altas (13,6 m) e mais grossas (10,7 cm) do que as    dos tratamentos S (12,2 m e 9,1 cm, respectivamente) e R (12,1 m e 9,0 cm, respectivamente),    não se observaram diferenças significativas (Figura 1). Com efeito, no início    do estudo, 7 MAP, a altura das árvores do tratamento I era cerca de 1,3 vezes    maior do que nas de S e R, comparativamente a 1,16 e 1,12 a 68 MAP. Esta tendência,    também observada para o DAP, sugere que o efeito positivo do tratamento I no    crescimento das árvores se esbateu em fase mais avançada da rotação. Assim,    não obstante o menor volume ter sido medido nos tratamentos S e R (41,3 e 45,2    m<Sup>3 </Sup>ha<Sup>-1</Sup>) (68 MAP; Figura 1), este não foi significativamente    inferior ao observado no tratamento I. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b><a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a></b> &#8211;    <b>A</b>. altura das &aacute;rvores medida 7 meses ap&oacute;s a planta&ccedil;&atilde;o    (MAP); <b>B</b>. altura e di&acirc;metro &agrave; altura do peito (DAP) medidos    53 MAP; <b>C</b>. altura e DAP medidos 68 MAP (no fim do per&iacute;odo experimental);    <b>D</b>. volume do tronco (m3 ha-1) das &aacute;rvores medidos 68 MAP. As barras    representam o desvio padr&atilde;o.</P>     
<p>&nbsp;</P>     <p> Os resultados do presente estudo contradizem os obtidos por Soares <i>et al.</i>    (2002) num ensaio lisimétrico em condições controladas e na ausência de cobertura    vegetal do solo, onde as árvores de I mostraram um crescimento inicial mais    lento do que em S e semelhante a R. No presente estudo, a perturbação causada    pelo operação de gradagem na incorporação dos resíduos pode ter diminuído a    massa volúmica e a compactação do solo, como já observado anteriormente por    Madeira <i>et al.</i> (1989), favorecendo condições para uma mais rápida e profunda    expansão do sistema radicular e, portanto, um melhor uso da água e dos nutrientes    das camadas subsuperficiais. Em conformidade com Fabião <i>et al.</i> (1990),    o sistema radicular do <i>E. globulus</i> tem uma expansão rápida, atingindo    camadas profundas de solo, durante a primeira estação de crescimento, o que    parece explicar as diferenças de crescimento observadas no tratamento I. A menor    biomassa de vegetação espontânea nas parcelas deste tratamento (<a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro    1</a>) pode também ter implicado me-nor restrição no crescimento das árvores    relativamente a R e S. </P>     <p> No presente estudo, a manutenção dos resíduos na superfície do solo (S), apesar    da elevada quantidade de nutrientes neles acumulada, não aumentou o crescimento    das árvores quando comparado com a sua remoção (R), o que corrobora os resultados    de Jones <i>et al.</i> (1999) para o crescimento de plantações jovens de eucaliptos    em solos com características semelhantes (nas imediações da área do presente    estudo) e na Galiza (Espanha). Porém, os nossos resultados são contrários aos    relatados por Nzilla <i>et al.</i> (2002) no Congo, Merino <i>et al.</i> (2003)    na Galiza (Espanha) e Xu <i>et al.</i> (2004) na China, onde a manutenção dos    resíduos melhorou o crescimento e as condições nutricionais das árvores. Esta    discordância pode ser atribuída às condições mediterrânicas, em que a produtividade    está principalmente limitada pela disponibilidade de água (Pereira <i>et al.</i>,    1989; Pereira <i>et al.</i>, 1996), bem como a maiores disponibilidades e reserva    de nutrientes no solo do presente estudo. </P>     <p> No início da rotação, a sementeira de <i>Lupinus</i> levou a um menor crescimento    em altura das árvores comparativamente com os tratamentos sem leguminosa (<i>P</i>&lt;0,001;    <a name="topq2"></a><a href="#q2">Quadro 2</a>); os resíduos de abate (presença    ou ausência) não afectaram significativamente a altura (<i>P</i>&gt;0,05). A    leguminosa <i>L. luteus</i> afectou mais negativamente as árvores em solos com    a incorporação de resíduos de abate, sendo a sua altura em IL (1,0 m) significativamente    mais baixa do que em I (1,7 m) a 7 MAP (<a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14f1.jpg" target="_blank">Figura    1</a>). Esta diminuição de crescimento corrobora resultados de Malik <i>et al.</i>    (2001) e Mendham <i>et al.</i> (2004), os quais sugerem es-tar relacionado com    a competição pela água entre as árvores e a vegetação espontânea, ou leguminosas,    mormente se o sistema radicular das jovens árvores não tenha colonizado as camadas    mais profundas de solo. Contudo, o efeito negativo das leguminosas na fase inicial    da rotação modificou-se fortemente a meio do período da mesma. De facto, 68    MAP (<a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14f1.jpg" target="_blank">Figura    1</a>) a altura das árvores em IL era muito próxima da observada em I (13,2    e 13,6 m, respectivamente). Pelo contrário, a altura das árvores em RL era maior    do que em R (13,8 e 12,1 m, respectivamente; <a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14f1.jpg" target="_blank">Figura    1</a>), ao invés do padrão observado 7 MAP (<a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14f1.jpg" target="_blank">Figura    1</a>). Este comportamento parece estar relacionado com o balanço entre a remoção    de N contido nos resíduos de abate e a adição de N pela leguminosa. </P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p> Tal como para a biomassa da vegetação sob coberto, a fertilização azotada    teve um efeito positivo e significativo nos tratamentos onde foi efectuada relativamente    aos que não tiveram aplicação, quer para a altura, quer para o DAP (<i>P</i>&lt;0,005    e <i>P</i>&lt;0,01, respectivamente; <a href="#q2">Quadro 2</a>). A aplicação    do fertilizante em Março de 2003 e 2004 aumentou a altura das árvores nos tratamentos    IF (8,0 m), SF (7,1 m) e RF (6,0 m) relativamente aos outros, sendo as diferenças    significativas entre SF e S, e entre IF e IL (29 MAP; Quadro 3). A altura das    árvores foi 1,3, 1,5 e 1,2 vezes maior nestes tratamentos, respectivamente,    do que nos respectivos não fertilizados I, S e R. Similarmente, o DAP foi 1,3    (IF e RF) e 1,5 (SF) vezes maior, respectivamente. No termo do estudo (68 MAP;    <a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14f1.jpg" target="_blank">Figura 1</a>), as árvores    foram 1,1 (IF e RF) e 1,2 (SF) vezes mais altas e mais grossas do que nos tratamentos    homólogos não fertilizados, sendo o tratamento IF significativamente diferente    dos tratamentos R e S. O efeito da remoção dos resíduos de abate parece ter    sido compensado pelo fertilizante, dado que o crescimento das árvores em RF    foi semelhante ao observado nos tratamentos I e S. O volume foi maior nos tratamentos    fertilizados (<i>P</i>&lt;0,005; <a href="#q2">Quadro 2</a>) relativamente aos    não fertilizados e não foi significativamente afectado pela manutenção dos resíduos    de abate ou da leguminosa (<i>P</i>&gt;0,05). </P>     
<p>&nbsp;</P>     <p> <b><a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14q3.jpg" target="_blank">Quadro 3</a></b> – Evolução dos    teores de N foliar (mg g<Sup>-1</Sup>), clorofila total (CLT) e carotenóides    totais (CART) expressos em µg cm<Sup>-2</Sup>, e valores de SPAD para todos    os tratamentos durante o período experimental; os valores representam a média    e o desvio padrão (entre parêntesis). </P>     
<p>&nbsp;</P>     <p> A falta de resposta significativa, em termos nutricionais, à gestão dos resíduos    de abate é também suportada pelo facto de que o crescimento das árvores aumentou    (31, 18 e 40% nos tratamentos I, R e S, respectivamente) pela repetida fertilização    azotada tanto na ausência como na presença de resíduos, sugerindo que as taxas    de mineralização de N foram insuficientes para que um crescimento optimizado    ocorresse. O crescimento destas árvores em resposta à fertilização corrobora    os resultados obtidos em eucaliptais jovens, onde a adição de fertilizante em    solo arenoso sem resíduos (de abate ou orgânicos) aumentou a produtividade em    19% (Pereira <i>et al.</i>, 1989; Pereira <i>et al.</i>, 1996). </P>     <p> A manutenção dos resíduos de abate no solo pode ter também efeitos de sinergia    com a fertilização, dado que o aumento no crescimento foi superior em I (31%)    e S (40%) do que em R (18%). Assim, em solos com baixa fertilidade, independentemente    do sistema de gestão dos resíduos de abate, haverá a necessidade de aumentar    o fornecimento de N ao sistema através de fertilização para que se atinja a    taxa de crescimento optimizada. </P>     <p>&nbsp; </P>     <p><b> Análise foliar e SPAD-502 </b></p>     <p> Antes da primeira aplicação de fertilizante azotado (8 MAP), o teor foliar    de N foi maior em IL (26,7 mg g<Sup>-1</Sup>) e RL (25,5 mg g<Sup>-1</Sup>)    do que nos outros tratamentos (21,0-21,8 mg g<Sup>-1</Sup>) (<a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14q3.jpg" target="_blank">Quadro    3</a>), o que se atribui ao aumento de <i>inputs</i> de N devido às leguminosas;    a similitude entre os tratamentos I, S e R corrobora os resultados relatados    por Jones <i>et al.</i> (1999), para tratamentos semelhantes localizados próximo    da área do presente estudo. </P>     
<p> Dois meses após a primeira fertilização (14 MAP), o N foliar em IF, RF e SF    foi estatisticamente superior (22,4-23,6 mg g<Sup>-1</Sup>) ao obtido nos outros    tratamentos (14,7-16,5 mg g<Sup>-1</Sup>). No entanto, o teor de N diminuiu    relativamente às amostragens imediatamente anterior e posterior, o que pode    estar relacionado com uma infecção por <i>Micosphaerella</i> spp. que afectou    as folhas das árvores. Não obstante o fertilizante ter suplementado apenas N,    teores de P mais elevados foram também observados em IF, RF e SF (1,7, 1,5 e    1,5 mg g<Sup>-1</Sup>, respectivamente; <a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14q3.jpg" target="_blank">Quadro    3</a>), mas somente IF foi estatisticamente diferente de R, RL e S (1,3 mg g<Sup>-1</Sup>).    A razão N/P foi também estatisticamente superior nos tratamentos fertilizados    (15,2) do que nos não fertilizados (11,7). </P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Oito meses após a primeira fertilização (20 MAP), a diferença verificada entre    os tratamentos fertilizados (26,9-28,0 mg g<Sup>-1</Sup>) e os não fertilizados    (25,1-26,0 mg g<Sup>-1</Sup>) não foi tão pronunciada como a verificada 14 MAP.    A segunda fertilização azotada (Março 2004) não afectou igualmente os tratamentos    26 MAP: o teor de N nas folhas foi de 28,3, 23,0 e 21,2 mg g<Sup>-1</Sup>, em    IF, RF e SF, respectivamente, sendo estatisticamente diferentes apenas os valores    correspondentes a IF e SF. Um teor mais elevado de P foi medido em IF (1,8 mg    g<Sup>-1</Sup>) nesta amostragem, sugerindo um efeito conjugado positivo entre    a fertilização azotada e a incorporação de resíduos no solo. A terceira aplicação    de fertilizante (Março 2005) não afectou o N foliar em IF, RF e SF. Pelo contrário,    os valores mais altos de N, 44 e 50 MAP, foram medidos no tratamento IL, o que    sugere o efeito combinado a médio prazo da incorporação de resíduos e da leguminosa    <i>L. luteus</i>. </p>     <p> O teor de pigmentos fotossintéticos e os valores de SPAD foram estatisticamente    semelhantes a 8, 20 e 32 MAP (<a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14q3.jpg" target="_blank">Quadro    3</a>). Contudo, 14 MAP foram observadas diferenças significativas entre os    tratamentos fertilizados e os não fertilizados, sendo esta diferença relacionada    com o maior teor de N foliar nos tratamentos fertilizados. Embora não tenham    sido observadas grandes diferenças nos valores de SPAD entre tratamentos a 26    MAP, a clorofila total em SF (63,1 µg cm<Sup>-2</Sup>) foi estatisticamente    superior à extraída das árvores dos tratamentos IL, RL e R (45,4, 47,2 e 48,1    µg cm<Sup>-2</Sup>, respectivamente; <a href="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14q3.jpg" target="_blank">Quadro    3</a>). Também, o teor de carotenóides mais elevado ocorreu em SF (13,6 µg cm<Sup>-2</Sup>)    relativamente a IL e RL (cerca de 10,0 µg cm<Sup>-2</Sup>). A partir de 32 MAP,    não se observaram diferenças significativas entre tratamentos para os teores    de pigmentos fotossintéticos e valores de SPAD. </P>     
<p> Para além da lacuna de informação sobre a utilização do SPAD como medidor    de carotenóides, ela também é escassa relativamente à clorofila <i>a</i> e <i>b</i>,    excepto para plantas hortícolas (Madeira <i>et al.</i>, 2000, 2005) e uma espécie    florestal - a bétula (Richardson <i>et al.</i>, 2002). Assim, neste estudo analisaram-se    as correlações entre os referidos pigmentos e os valores de SPAD, sendo os coeficientes    de determinação (R<Sup>2</Sup>) destas correlações muito elevados a 14 e 20    MAP (Quadro 4). A forte correlação com os carotenóides totais sugere que o SPAD-502    pode ser também muito útil na determinação do teor relativo deste pigmento.  </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 4</b> – Equações de regressão para a relação entre os valores de    SPAD (x) e os pigmentos fotossintéticos (y, µg cm<Sup>-2</Sup>) a 14, 20 e 26    MAP. </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14q4.jpg" width="434" height="323"></P>     
<p>&nbsp;</P>     <p> Contudo, o R<Sup>2 </Sup>diminuiu 26 MAP (Quadro 4) e ainda mais 32 MAP (inferior    a 0,50 para todos os pigmentos, dados não incluídos). De facto, o aumento verificado    nos teores dos pigmentos não foi acompanhado pelo aumento dos valores de SPAD    e, por essa razão, esta técnica não foi utilizada nas últimas amostragens. Este    padrão parece estar relacionado com a idade das árvores e a maturidade das folhas,    relativamente às alterações que se verificam na sua estrutura interna e espessura,    o que provavelmente afecta as leituras do SPAD a 940 nm (dependente da estrutura    foliar). A coloração verde-escura típica das folhas de eucalipto adultas, associada    ao aumento do teor de clorofila, pode ter afectado a absorção da luz a 650 nm,    diminuindo a transmissão da luz neste comprimento de onda, como foi sugerido    por Richardson <i>et al.</i> (2002). Donde, ter-se observado uma diminuição    da transmissão para 940/650, valor que representa a leitura sem dimensões do    SPAD, isto é, o teor relativo de clorofila. </P>     <p> Uma correlação (<i>P</i>&lt;0,05) linear relativamente forte foi obtida num    estudo preliminar (Madeira <i>et al.</i>, 2009) entre o N foliar (mg g<Sup>-1</Sup>)    e os valores de SPAD (R<Sup>2</Sup>=0,74) a 14 MAP (Maio 2003, dois meses após    a primeira fertilização azotada), tendo porém diminuído (&lt;0,15) nas outras    amostragens. Maiores coeficientes de determinação foram obtidos, contudo, quando    o N foliar foi expresso por unidade de área foliar (mg cm<Sup>-2</Sup>; Figura    2), como também relata-do por Chang &amp; Robinson (2003). </P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14f2.jpg" width="581" height="536"></P>     
<p><b>Figura 2</b> – Relação entre o teor de N (mg cm<Sup>-2</Sup>) e os valores    de SPAD em folhas de <i>E. globulus</i>, a 8 (Nov. 2002), 14 (Maio 2003), 20    (Nov. 2003) e 26 (Maio 2004) MAP. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> Alterações na morfologia das folhas, sazonalidade e condições nutricionais    das árvores podem condicionar a correlação entre o teor de N e os valores de    SPAD. Contudo, a sazonalidade não parece ter uma grande influência em R<Sup>2    </Sup>(Figura 2), visto o seu valor variar de 0,63 (Nov. 2002) e 0,75 (Nov.    2003) a 0,16 (Nov. 2004, dado não incluído), e de 0,81 a 0,51 em Maio de 2003    e 2004, respectivamente; de forma semelhante a idade da folha não parece ter    afectado os teores de N e valores de SPAD até 20 MAP (Maio 2003). Os coeficientes    determinados para cada tratamento (Quadro 5) variaram de 0,08 a 0,98, entre    datas (8, 14 e 20 MAP) e tratamentos, e mostram a inexistência de uma tendência    comum em termos de idade foliar ou sazonalidade, isto é, diminuem com a idade    principalmente quando os resíduos são removidos (R, RL e RF), enquanto que aumentam    quando os resíduos são incorporados (IL e IF) ou distribuídos à superfície (S    e SF). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 5</b> – Coeficientes (R<Sup>2</Sup>) para correlações lineares entre    a concentração de N (mg cm<Sup>-2</Sup>) e os valores de SPAD, para cada tratamento    (n=8), a 8, 14 e 20 MAP. </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a14q5.jpg" width="567" height="167"></p>     
<p>&nbsp; </P>     <p>Neste contexto, sugere-se que o medidor de clorofila pode ser usado para monitorizar    o teor de azoto em <i>E. globulus</i> jovens (até dois anos de idade), desde    que convenientemente calibrado. </P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <b>CONCLUSÕES</b> </p>     <p> O crescimento e o estado de nutrição de jovens árvores de <i>E. globulus</i>    não parecem ter sido afectados pelos resíduos de abate, quer estes tenham sido    mantidos ou removidos do sítio. A sua incorporação no solo promoveu o crescimento,    mas as diferenças iniciais verificadas entre tratamentos esbateram-se com o    tempo. A leguminosa <i>L. luteus</i> (IL e RL) gerou um aumento inicial do teor    de N foliar, mas afectou negativamente o crescimento das árvores; contudo, no    fim do estudo, o teor de N foi superior em IL, mas o crescimento foi semelhante    ao de outros tratamentos. A aplicação de fertilizante azotado, pelo contrário,    aumentou os teores de N e de pigmentos fotossintéticos, bem como os valores    de SPAD, aproximadamente até 20 meses após a plantação, quer os resíduos de    abate tenham sido mantidos ou removidos do sítio; o fertilizante promoveu o    crescimento das árvores, principalmente quando os resíduos foram incorporados    no solo. Atendendo à correlação entre o N foliar e os valores de SPAD, o medidor    de clorofila parece ser uma técnica promissora para avaliar o teor de azoto    em jovens plantações (até dois anos de idade). Nas condições Mediterrâneas em    que o presente trabalho foi efectuado, o melhor sistema de gestão para o incremento    da produtividade correspondeu à incorporação dos resíduos de abate associada    à aplicação repetida de fertilizante azotado. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>AGRADECIMENTOS</b> </p>     <p> O estudo foi realizado no âmbito dos projectos AGRO 19 – OFLORINT (INIAP)    e POCTI/AGG/42985/2001 (FCT). À empresa Celulose Beira Industrial S.A. (CELBI),    proprietária da Quinta do Furadouro, agradecese a disponibilização e a supervisão    da área experimental. Ao pessoal do laboratório de solos do Departamento de    Ciências do Ambiente agradece-se as análises de solos e de materiais orgânicos.    Agradece-se ainda o apoio de Mário Abrantes e Luís Hilário nas amostragens.  </P>     <p>&nbsp; </P>     <p><b> REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </b></p>     <p> Adams M.A. &amp; Attiwill, P.M. (1986) -Nutrient cycling and nitrogen mineralisation    in eucalypt forests of southeastern Australia. II. Indices of nitrogen mineralisation.    <i>Plant and Soil</i> 92: 341-362. </P>     <p> Chang, S.X. &amp; Robinson, D.J. (2003) -Nondestructive and rapid estimation    of hardwood foliar nitrogen status using the SPAD-502 chlorophyll meter. <i>Forest    Ecology and Management</i> 181: 331-338. </P>     <p> Cowie, A. L.; Smith, P. &amp; Johnson, D. (2006) -Does soil carbon loss in    biomass production systems negate the greenhouse benefits of bioenergy? <i>Mitigation    and Adaptation Strategies for Global Change</i> 11: 979-1002. </P>     ]]></body>
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