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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Produção de mudas de limão cravo em substrato com biofertilizante bovino irrigado com águas salinas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Production of rangpur lemon seedlings in substrate with bovine biofertilizer irrigated with saline water]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[One experiment was developed during the period from March to May of 2008 in a canvassed shelter to evaluate the effects of saline water and bovine biofertilizer on seedling formation of rangpur lemon. The substrate used was composed by soil at 20 cm depth of a non saline yellow distrofic Oxisoil, with treatments distributed in a factorial arrangement 5 x 2 with six repetitions, referring to water electrical conductivity (0.5, 1.0, 2.0, 3.0 e 4.0 dS.m-1) obtained by dilution of saline water (14.3 dS.m-1) with non saline water (0.5 dS.m-1) in soil with and without biofertilizer diluted in water 1:1 proportion applied in 10% of substrate volume, one day before sowing. According to results, it was observed a superiority of data from treatments with biofertilizer in relation to those without this product.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"> <b>Produ&ccedil;&atilde;o de mudas de lim&atilde;o cravo em    substrato com biofertilizante bovino irrigado com &aacute;guas salinas </b></p>     <p align="center"><b>Production of rangpur lemon seedlings in substrate with bovine    biofertilizer irrigated with saline water </b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">Alex Matheus Rebequi<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>;    Lourival Ferreira Cavalcante<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a><a name="top0"></a><a href="#0">*</a>;    J&aacute;risson Cavalcante Nunes<sup><a href="#1">1</a></sup>; Adriana Araujo    Diniz<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>; M&iacute;riam Alice da    Silva Brehm<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>; M&aacute;rkilla    Zunete Beckmann-Cavalcante<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a> </p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"> <b>RESUMO</b> </p>     <p> Um experimento foi instalado no período de março a maio de 2008, em ambiente    telado, para avaliar os efeitos da salinidade da água de irrigação e do biofertilizante    bovino na formação de mudas de limão cravo. O substrato foi material dos primeiros    20 cm de um Argissolo Amarelo Distrófico não salino, com os tratamentos dispostos    em esquema fatorial 5 x 2 com seis repetições, referente a cinco valores de    condutividades elétrica da água de irrigação (0,5; 1,0; 2,0; 3,0 e 4,0 dS.m<Sup>-1</Sup>),    obtidos pela diluição de uma água fortemente salina (14,3 dS.m<Sup>-1</Sup>)    com água não salina (0,5 dS.m<Sup>-1</Sup>), em solo sem e com biofertilizante    comum, diluído em água na proporção de 1:1 aplicado ao nível de 10% do volume    do substrato, um dia antes da semeadura. Pelos resultados, se constatou superioridade    dos dados obtidos nos tratamentos com o biofertilizante em relação aos dos tratamentos    sem o respectivo insumo. </P>     <p> <b>Palavras-Chave</b>: <i>Citrus limonia</i> Osbeck, fertilizante alternativo,    salinidade </P>     <p>&nbsp; </P>     <p align="center"> <b>ABSTRACT</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> One experiment was developed during the period from March to May of 2008 in    a canvassed shelter to evaluate the effects of saline water and bovine biofertilizer    on seedling formation of rangpur lemon. The substrate used was composed by soil    at 20 cm depth of a non saline yellow distrofic Oxisoil, with treatments distributed    in a factorial arrangement 5 x 2 with six repetitions, referring to water electrical    conductivity (0.5, 1.0, 2.0, 3.0 e 4.0 dS.m<Sup>-1</Sup>) obtained by dilution    of saline water (14.3 dS.m<Sup>-1</Sup>) with non saline water (0.5 dS.m<Sup>-1</Sup>)    in soil with and without biofertilizer diluted in water 1:1 proportion applied    in 10% of substrate volume, one day before sowing. According to results, it    was observed a superiority of data from treatments with biofertilizer in relation    to those without this product. </P>     <p> <b>Key words</b>: <i>Citrus limonia</i> Osbeck, alternative fertilizer, salinity  </P>     <p>&nbsp; </P>     <p> <b>INTRODUÇÃO</b> </p>     <p> O Brasil é o maior produtor mundial de citrus e exportador de suco concentrado    congelado de laranja (Anuário, 2008). Nesse sentido, o limão cravo (<i>Citrus    limonia</i> Osbeck) exerce significativa expressão nas distintas condições edafoclimáticas    das regiões produtoras de citrus como porta enxerto (Soares Filho <i>et al.</i>, 2008).    Possível híbrido natural entre limoeiro verdadeiro [<i>C. limon</i> (L.) Burm. f.]    e tangerineira (<i>C. reticulata sensu</i> Swingle), o limoeiro cravo possui diversas    características que o qualificam como porta enxerto viável, dentre as quais    se destacam: tolerância à tristeza dos citros e ao déficit hídrico, facilidade    de obtenção de sementes, compatibilidade adequada com as variedades copas, indução    de crescimento às copas nele enxertadas, de produção precoce e alta produtividade    de frutos (Pompeu Junior, 2005). </P>     <p> As frutas cítricas, compreendidas principalmente por laranjas, tangerinas,    limões, limas e pomelos, desempenham um papel importante na alimentação humana,    principalmente sob a forma de fruta fresca e suco. O consumidor brasileiro compra    tanto frutos da mesma espécie para consumo, como fruta de mesa, quanto cultivares    ou variedades próprias para a produção de suco. A disponibilidade dessas últimas    no mercado é muito maior que as cultivares de mesa, fato que está diretamente    relacionado com a influência da indústria de suco no País. Assim, atualmente,    há uma tendência de especialização do mercado de frutas de mesa que contemple    às exigências dos consumidores (Senna <i>et al.</i>, 2007). </P>     <p> Nas regiões semi-áridas do mundo, como inclusive ocorre no Brasil, além de    problemas com a qualidade da água de irrigação que nem sempre é adequada para    agricultura, são freqüentes as limitações pluviométricas e irregularidade de    distribuição das chuvas (Ayers &amp; Westcot, 1999; Cavalcante &amp; Cavalcante,    2006). As frutíferas como a maioria das plantas cultivadas, sofrem efeitos depressivos    dos sais tanto em função da concentração como da espécie iônica. Isso significa    que a germinação das sementes, crescimento e desenvolvimento, rendimento biológico    e produtivo das plantas podem ser diferenciadamente afetados tanto pelos níveis    salinos de uma mesma fonte como pelo mesmo índice de diferentes tipos de sais    (Cavalcante <i>et al.</i>, 2001). Nesse contexto, se inserem as técnicas e substâncias,    como o biofertilizante bovino, que possam atenuar a agressividade dos sais da    água e do solo na germinação das sementes e na formação de mudas de algumas    frutíferas, inclusive o limão cravo. </P>     <p> Para um melhor desempenho de mudas, nas áreas semiáridas torna-se necessário    conhecer a tolerância das plantas aos sais da água de irrigação e do solo. A    utilização de substratos mais específicos para cada cultura, possibilita reduzir    o período de formação da muda, mediante as condições ambientais e dos tratos    culturais realizados (Fochesato <i>et al.</i>, 2008), ou adição de algum tipo    de composto ao substrato, como é o caso da utilização de biofertilizantes e    de águas salinas. Nesse sentido, a utilização de doses de biofertilizante e    concentrações de sais da água devem resultar numa dose de biofertilizante mais    eficiente ao nível de salinidade da água que possibilita o desenvolvimento da    cultura sem riscos de elevadas perdas. No Brasil, ainda é corrente o número    de trabalhos direcionados para a cultura de citros nessa linha de pesquisa,    sendo importante determinar quais as melhores condições que se adéquam ao longo    do cultivo, e sua relação com o desenvolvimento da muda. Pelo exposto, o trabalho    teve como objetivo avaliar o efeito do biofertilizante na formação de mudas    de limão cravo sob irrigação com águas salinas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>METODOLOGIA</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> As atividades foram executadas no período de março a maio de 2008, em ambiente    telado do Departamento de Solos e Engenharia Rural da Universidade Federal da    Paraíba, Areia, PB. O município está inserido na Microrregião do Brejo Paraibano,    situado pelos pontos de coordenadas geográficas: latitude 6<Sup>o </Sup>58’    S, longitude 35<Sup>o</Sup>41’ W do Meridiano de Greenwich, a uma altitude de    575 metros. O clima quente e úmido, com valores médios de temperatura e umidade    relativa do ar de 25 °C e 75 % nos meses mais quentes, e de 21,6 °C e 87 % nos    meses mais frios. A precipitação média da região é da ordem de 1200 mm anuais,    com chuvas concentradas no período de março a agosto. </P>     <p>O solo utilizado como substrato foi um Argissolo Amarelo Distrófico não salino    (Santos <i>et al.</i>, 2006), coletado na profundidade de 0 - 20 cm. Após seco    ao ar e passado em peneira de 2 mm de malha foi feita a caracterização física    e química (Quadro 1) quanto a fertilidade e salinidade, usando as metodologias    sugeridas pela EMBRAPA (1997). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b><a name="q1"></a><a href="#topq1">Quadro 1</a></b> – Valores de alguns    atributos físicos e químicos do solo antes da aplicação dos tratamentos. </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20q1.jpg" width="572" height="322"></P>     
<p>&nbsp; </P>     <p>O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com seis repetições    em esquema fatorial 5x2 relativo, as cinco condutividades elétricas da água    de irrigação: 0,5; 1,0; 2,0; 3,0 e 4,0 dS m<Sup>-1</Sup>, obtidos pela diluição    de uma água fortemente salina (14,3 dS m<Sup>-1</Sup>) com água não salina (0,5    dS m<Sup>-1</Sup>), em solo sem e com biofertilizante comum, totalizando 60    unidades experimentais. O biofertilizante foi obtido através de fermentação    anaeróbia adicionando partes iguais de esterco fresco de bovino e água não salina    e não clorada, em uma bombona plástica mantida hermeticamente fechada durante    trinta dias. Para liberação do gás metano produzido durante a fermentação, conectou-se    na parte superior da bombona uma mangueira fina; e a outra extremidade foi submersa    em um recipiente com água para evitar a entrada de ar (Santos, 1992). A aplicação    do biofertilizante ocorreu um dia antes da semeadura fornecendo 400 mL do insumo,    equivalente a 10% do volume do substrato na proporção em água de 1:1. A caracterização    de solo, da água e do biofertilizante para fins de irrigação está apresentada    no Quadro 2. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b>Quadro 2</b> – Caracterização do solo antes da aplicação dos tratamentos,    da água e do biofertilizante comum quanto à salinidade para fim de irrigação.  </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20q2.jpg" width="563" height="279"></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p> A caracterização do solo quanto à salinidade foi feita com base em Richards    (1954) em que a razão de adsorção de sódio (RAS) foi obtida pela expressão:    RAS = [Na<Sup>+</Sup>/(Ca<Sup>2+ </Sup>+ Mg<Sup>2+</Sup>/2)]<Sup>1/2</Sup>,    e percentagem de sódio trocável (PST) pela relação entre o teor de sódio trocável    e a capacidade de troca catiônica (CTC). PST = (Na<Sup>+ </Sup>/CTC) 100, contidos    no <a name="topq1"></a><a href="#q1">Quadro 1</a>. </P>     <p>Foram acondicionados 4 L do substrato em baldes plásticos com capacidade para    4,8 L, sendo incorporados 2,0 g de superfosfato simples (18% P<Sub>2</Sub>O<Sub>5</Sub>)    nos dois litros da camada superior. A semeadura foi feita 24 horas após a aplicação    do biofertilizante líquido, usando em cada repetição, seis se-mentes de limão    cravo. O desbaste foi feito quinze dias após a emergência, mantendo apenas uma    planta por unidade experimental. A irrigação foi feita pelo processo de pesagem,    fornecendo-se a cada planta o volume de cada tipo de água evapotranspirado a    cada 24 horas. </P>     <p> Ao final do experimento quando as plantas estavam com 150 dias após a semeadura,    foi medido o crescimento em altura (AP), o diâmetro do caule (DC), o número    de folhas (NF), área foliar (AF), área radicular (AR), massa seca da parte aérea    (MSPA), massa seca radicular (MSR) e a condutividade elétrica do extrato de    saturação do solo. </P>     <p> Os dados foram submetidos à análise de variância e regressão polinomial. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> RESULTADOS E DISCUSSÃO </b></p>     <p> Exceto sobre o crescimento em altura (AP) a interação salinidade da água de    irrigação x biofertilizante bovino interferiu nas demais variáveis avaliadas    durante a formação das mudas do limão cravo e na salinidade do solo (Quadro    3A e 3B). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>Quadro 3A</b> – Resumos das análises de variância, pelo quadrado médio,    referentes aos valores de altura de planta (AP), diâmetro do caule (DC), número    de folhas (NF), área foliar (AF) e massa seca de raízes das plantas (MSR) em    função da salinidade da água de irrigação e do biofertilizante. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20q3a.jpg" width="514" height="131"></p>     
<p>&nbsp; </P>     <p><b>Quadro 3B</b> – Resumos das análises de variância, pelo quadrado médio,    referentes a massa seca de parte aérea (MSPA), comprimento (CR) e diâmetro da    raiz principal (DR), área radicular (AR) e condutividade elétrica do extrato    de saturação do solo (CEes) em função da salinidade da água de irrigação e do    biofertilizante. </P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20q3b.jpg" width="514" height="162"></p>     
<p>&nbsp; </P>     <p> O teor salino das águas inibiu linearmente, ao nível de 2,982 cm por incremento    unitário da salinidade da água, o crescimento médio das plantas em altura. Conforme    indicado na Figura 1A o aumento da condutividade elétrica da água de irrigação    de 0,5 dS m<Sup>-1 </Sup>para 4,0 dS m<Sup>-1</Sup>,provocou um declínio médio    de 80 % na altura das plantas. Por outro lado, se observa na Figura 1B que a    mesma variável nas plantas dos tratamentos com biofertilizante bovino foi 58,3    % maior que naquelas dos tratamentos sem o insumo orgânico, com alturas médias    de 22,8 e de 14,4 cm, respectivamente. A tendência desses resultados esta em    acordo com Ayers &amp; Westcot (1999) em que as plantas cítricas são sensíveis    ou moderadamente sensíveis aos efeitos dos sais, mas divergem do observado por    Soares <i>et al.</i> (2006) após submeterem mudas cítricas à salinidade da água    e concluírem que a altura das plantas não variou estatisticamente com o aumento    da concentração salina das águas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20f1.jpg" width="613" height="190"></P>     
<p><b>Figura 1</b> – Altura de plantas do limão cravo irrigado com águas salinas    (A) em substrato sem e com biofertilizante bovino (B), aos 150 dias após a semeadura.  </P>     <p>&nbsp; </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar da interação salinidade da água x biofertilizante exercer efeitos significativos    sobre o diâmetro caulinar (Figura 2A) e na raiz principal das plantas (Figura    2B) os dados relativos aos tratamentos com biofertilizante não se adequaram    a nenhum modelo de regressão. Nesses respectivos tratamentos, o diâmetro médio    do caule foi 3,7 mm e da raiz principal 3,9 mm. Esses resultados superaram os    valores referentes aos tratamentos sem o insumo orgânico em que a salinidade    da água provocou maior inibição do crescimento do caule e da raiz principal    do limão cravo. Resultados e comportamentos contraditórios foram registrados    por Soares <i>et al.</i> (2006) após constatarem que a utilização de águas salinas    não prejudicou a produção de mudas cítricas. Nesse sentido, ao avaliar os resultados    referentes à altura, diâmetro do caule e da raiz principal se verifica que o    biofertilizante exerceu ação positiva em atenuar os efeitos degenerativos da    salinidade ao crescimento radicular e da parte aérea do limão cravo. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20f2.jpg" width="701" height="210"></P>     
<p> <b>Figura 2</b> – Valores médios do diâmetro caulinar (A) e da raiz principal    (B) do limão cravo, aos 150 dias após a semeadura em substrato sem (- - -) e    com (——) biofertilizante bovino irrigado com águas salinas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> Independentemente da presença ou ausência do biofertilizante no solo, o número    de folhas por planta decresceu em função do aumento da concentração de sais    na água de irrigação, mas em menor proporção no solo com biofertilizante (Figura    3). Os maiores número de folhas por planta foram registrados nos tratamentos    com biofertilizante bovino com média 19,7 folhas planta<Sup>-1</Sup>, enquanto    que a média dos tratamentos sem o insumo foi 15,3 folhas planta<Sup>-1</Sup>.    Dessa forma, os tratamentos com biofertilizante proporcionaram um aumento médio    percentual de 29 % a mais no número de folhas por planta que os tratamentos    sem o insumo orgânico na água de irrigação com condutividade elétrica de 0,5    dS m<Sup>-1</Sup>. Esses resultados estão em acordo com os de Cruz <i>et al.</i>    (2003) ao avaliarem a influência da salinidade sobre alguns parâmetros fisiológicos    do limoeiro cravo e observaram que o número de folhas foi reduzido com o incremento    da condutividade elétrica da água. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20f3.jpg" width="384" height="251"></P>     
<p> <b>Figura 3</b> – Número de folhas do limão cravo irrigado com águas salinas    em substrato sem (- - -) e com (——) biofertilizante bovino, aos 150 dias após    a semeadura. </P>     <p>&nbsp; </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Como registrado para altura e número de folhas, o aumento da condutividade    elétrica da água afetou negativamente a expansão das folhas e das raízes do    limão cravo, porém com menor expressividade nos tratamentos com biofertilizante.    Verifica-se na Figura 4A que nos tratamentos com biofertilizante o valor máximo    estimado da área foliar foi de 181,2 cm<Sup>2</Sup>, em água com condutividade    elétrica estimada de 1,41 dS m<Sup>-1</Sup>, e nos tratamentos sem insumo orgânico    o valor máximo foi de 128,1cm<Sup>2</Sup>, na água de menor salinidade (0,5    dS m<Sup>-1</Sup>). Comparativamente os tratamentos com águas salinas e biofertilizante    proporcionaram um aumento na área foliar de 41,5 % a mais que nos tratamentos    sem o insumo orgânico em plantas irrigadas com água 182 % mais salina. Esses    dados estão coerentes com os de Cruz <i>et al.</i> (2003) ao estudarem a influência    da salinidade sobre algumas variáveis do limoeiro cravo e observaram que a área    foliar foi marcadamente reduzida. A importância do biofertilizante em promover    maior crescimento da área foliar sob estresse salino deve estar associada ao    estimulo na captação de energia solar resultando em aumento da eficiência fotossintética    para produção de fotoassimilados orgânicos pelas plantas em ambiente adversamente    salino. </P>     <p>Na área radicular (Figura 4B) os efeitos da interação salinidade da água x    biofertilizante foram similares aos verificados para área foliar em que no substrato    com biofertilizante os valores, apesar de decrescerem em função da salinidade    da água, foram significativamente superiores aos dos tratamentos sem o biofertilizante.    Ao avaliar o desempenho dos tratamentos com biofertilizante se constatou um    valor médio de 50,7 cm<Sup>2</Sup>, em relação aos 28,2 cm<Sup>2 </Sup>sem o    respectivo insumo, resultando num aumento da área radicular de 79,8 % para maior    eficiência na absorção dos sais minerais pelas plantas proporcionando maior    crescimento e desenvolvimento das mudas. Constata-se também comportamento semelhante    ao observado para o diâmetro do caule e da raiz principal em que o estresse    atribuído às raízes é refletido também na parte aérea das plantas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20f4.jpg" width="725" height="203"></P>     
<p><b>Figura 4</b> – Área foliar (A) e radicular (B) do limão cravo irrigado com    águas salinas em substrato sem (- - -) e com (——) biofertilizante bovino, aos    150 dias após a semeadura. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> A produção de biomassa pelas raízes e parte aérea das plantas (Figura 5),    assim como na maioria das variáveis avaliadas foi comprometida pela salinidade    das águas de irrigação, mas sempre em menor intensidade nos tratamentos com    biofertilizante bovino. Como indicado na Figura 5A, o teor salino das águas    provocou declínio de 0,482 g na biomassa radicular para cada aumento unitário    da condutividade elétrica das águas de irrigação. Os valores decresceram de    1,8 para até 0,2 g planta<Sup>-1</Sup>, com decréscimo superior a 88% entre    as águas de menor e maior teor salino. Nas plantas com biofertilizante a biomassa    cresceu até a salinidade máxima estimada de 1,8 dS m<Sup>-1 </Sup>correspondente    ao maior biomassa de 1,67 g planta<Sup>-1</Sup>, a partir desse valor o nível    salino das águas prejudicou a capacidade radicular das plantas. </P>     <p>A tendência dos efeitos entre os tratamentos verificados nas raízes foi basicamente    o mesmo para a parte aérea das plantas (Figura 5B). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20f5.jpg" width="728" height="212"></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Figura 5</b> – Massa seca das raízes (A) e da parte aérea (B) do limão cravo    irrigado com águas salinas em substrato sem (- - -) e com (——) biofertilizante    bovino, aos 150 dias após a semeadura. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p>Em ambas as situações os valores dos tratamentos com biofertilizante superaram,    como nas demais variáveis, aos das plantas no solo sem o insumo. Nos tratamentos    com biofertilizante os dados decresceram de 1,9 para até 1,0 g planta<Sup>-1</Sup>,    e na ausência do insumo de 1,3 a 0,3 g planta<Sup>-1</Sup>, entre as águas de    menor e maior teor salino. O declínio da biomassa da parte aérea no solo com    biofertilizante foi de 47,3 % enquanto no solo sem o respectivo insumo foi de    76,9 %. Resultados similares foram obtidos por Soares <i>et al.</i> (2006) utilizando    três tipos de água: não salina (0,02 dS m<Sup>-1</Sup>) e de condutividade elétrica    1,19, e 2,11 dS m<Sup>-1 </Sup>, e observaram que a massa seca de parte aérea    foi reduzida com o aumento da condutividade da água e também por Cruz <i>et    al.</i> (2003) ao avaliarem a produção e partição de matéria seca e abertura    estomática do limoeiro ‘cravo’ submetido ao estresse salino. </P>     <p>A tendência do crescimento da raiz principal divergiu da altura, diâmetro do    caule e das raízes, número de folhas e área radicular, matéria seca das raízes    e da parte aérea. Con-forme indicado na Figura 6 o comprimento da raiz principal    nos tratamentos com biofertilizante cresceu até a salinidade máxima da água    de 2,7 dS m<Sup>-1 </Sup>atingindo o maior valor de 41,92 cm. Nos tratamentos    sem o biofertilizante apesar dos valores menores o comprimento da raiz principal    aumentou linearmente com a salinidade da água ao nível de 1,503 cm por aumento    unitário da condutividade elétrica da água de irrigação. Essa situação divergente    do comprimento radicular em relação às demais variáveis pode ser resposta do    inicio do ajustamento osmótico das raízes ao estresse salino do solo promovido    pela águas de irrigação (Ayers &amp; Westcot, 1999). A superioridade de todas    as variáveis avaliadas nos tratamentos com biofertilizante pode ser atribuído    também à melhoria física do in-sumo orgânico ao solo, resultando em maior estruturação    e maior aeração como observou Campos (2009), após avaliar o crescimento do maracujazeiro    amarelo em solo sódico e concluir que o insumo reduziu a densidade e aumentou    a porosidade total do solo. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20f6.jpg" width="347" height="203"></P>     
<p><b>Figura 6 </b>– Comprimento da raiz principal do limão cravo em substrato    sem (- - -) e com (——) biofertilizante bovino irrigado com águas salinas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> A superioridade de todas as variáveis no solo com biofertilizante evidencia    seu efeito atenuador na ação inibidora da salinidade às plantas em geral, inclusive    do limoeiro cravo. Ao considerar que o biofertilizante bovino possui substâncias    húmicas e que estas promovem a nutrição mineral mais equilibrada das plantas,    induzem o crescimento radicular e estimulam a atividade enzimática nos processos    metabólicos como discutido por Nardi <i>et al.</i> (2002) e Taiz &amp; Zeiger (2006)    e reduzem o potencial osmótico no interior das plantas , esses atributos induzem    maior ajustamentos das plantas aos sais . O biofertilizante atua positivamente    na redução da salinidade e além dessas vantagens, as substâncias húmicas oriundas    do respectivo insumo podem proporcionar aumento da produção de solutos orgânicos    como açúcares, aminoácidos livres totais, prolina que elevam a capacidade das    plantas se ajustarem aos sais (Ghoulam <i>et al.</i>, 2002; Lacerda <i>et al.</i>, 2003; Baalousha    <i>et al.</i>, 2006). </P>     <p>A condutividade elétrica do extrato de saturação (Figura 7) aumentou com o    nível salino das águas, mas em menor proporção nos tratamentos com biofertilizante    bovino. Nesse sentido, os valores médios de 7,7 dS m<Sup>-1 </Sup>para os tratamentos    sem o biofertilizante e de 7,4 dS m<Sup>-1 </Sup>para o solo com o insumo, evidenciam    que na ausência do biofertilizante ocorreu um aumento de 4 % nos teores de sais    no solo. As tendências dos resultados foram semelhantes às obtidas por Soares    <i>et al.</i> (2006) durante a formação de mudas cítricas irrigadas com águas    salinas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v32n2/32n2a20f7.jpg" width="353" height="212"></p>     
<p> <b>Figura 7</b> – Condutividade elétrica do extrato de saturação (CEes) do    limão cravo em substrato sem (- --) e com (——) biofertilizante bovino irrigado    com águas salinas. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>CONCLUSÕES</b> </p>     <p> O aumento da salinidade da água de irrigação inibiu o crescimento das mudas,    mas em menor proporção no solo com biofertilizante bovino. </P>     <p> A salinidade do solo aumentou com a salinidade da água, mas com menor intensidade    nos tratamentos com biofertilizante. </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><b> REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS </b></p>     <p> Anuário Brasileiro da Fruticultura. (2008) - Editora Gazeta Santa Cruz, Santa    Cruz do Sul, 135pp. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Ayers, R. S. &amp; Westcot, D.W. (1999) - <i>A qualidade da água para irrigação</i>.    Campina Grande: Universidade Federal da Paraíba. 153pp. Tradução de Gheyi, H.R.;    Medeiros, J. F.; Damasceno, F.A.V. (Estudos FAO: Irrigação e Drenagem, 29. Revisado).  </P>     <p> Baalousha, M.; Motelica – Heino, M.; Coustumer, P. (2006) -Conformation and    size of humic substances: Effects of major cátion concentration and type, pH,    salinity, and residence time. <i>Coloids and surface A: Physicochem. Eng. Asppects</i>    272/1, p. 48 – 55. </P>     <p> Campos, V. B. (2009) - <i>Crescimento inicial do maracujazeiro amarelo em    solo sódico com biofertilizante</i>. Dissertação de Mestrado, Centro de Ciências    Agrárias, Universidade Federal da Paraíba, Areia, 52p. </P>     <p> Cavalcante, L. F. &amp; Cavalcante, Í. H. L. (2006) - Uso da água salina na    agricultura. <i>In</i>: Cavalcante, L. F.; Lima, E. M (Eds). <i>Algumas frutíferas    tropicais e a salinidade</i>. FUNEP, Jaboticabal, pp. 1-9. </P>     <p>Cavalcante, L. F.; Lima, E. M. &amp; Cavalcante, &Iacute;. H. L. (2001) - <i>Possibilidade    do uso de &aacute;gua salina no cultivo do maracujazeiro amarelo. </i>Editora&ccedil;&atilde;o    gr&aacute;fica Dinis, Areia, 42 pp.</P>     <p> Cruz, J. L.; Pelacani, C. R.; Soares Filho, W. S.; Castro Neto, M. T.; Coelho,    E. F.; Dias, A. T. &amp; Paes, R. A. (2003) -Produção e partição de matéria    e abertura estomática do limoeiro Cravo submetido a estresse salino. <i>Revista    Brasileira de Fruticultura </i>25/3: 528 – 531. </P>     <p> EMBRAPA (1997) - Manual de métodos de análise de solo. Centro Nacional de    Pesquisa de Solos. Rio de Janeiro, 212 pp. </P>     <!-- ref --><p> Fochesato, M. L.; Souza, P. V. D.; Schafer, G. &amp; Maciel, H. S. (2008)    - Alterações das características químicas de três substratos comerciais na produção    de mudas cítricas. <i>Ciência e Agrotecnologia</i> 32/4: 10401046. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0871-018X200900020002000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p> Ghoulam, C.; Foursy, A. &amp; Fares, K. (2002) -Effects of salt stress on    growth, inorganic ions and proline accumulation in relation to osmotic adjustment    in Five sugar beet cultivars. <i>Environmental and experimental Botany,</i>    47/1: 39 - 50. </P>     <p> Lacerda, C. F.; Cambraia, J.; Oliva, M. A.; Ruiz, H. &amp; Prisco, J. T. (2003)    - Solute accumulation and distribution during shoot and leaf devolepment in    two sorghum genotypes under salt stress. <i>Environmental and Experimental Botany</i>    49/1: 107 -120. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Nardi, S.; Pizzeghello, D.; Muscolo, A. &amp; Vianelo, F. (2002) -Physiological    effects of humic substances on higer plants. <i>Soil Biology &amp; Biochemistry</i>    34/4:1527 – 1536. </P>     <p> Pompeu Junior, J. (2005) - Porta - Enxertos. <i>In</i>: Mattos Junior, D.    De; De Negri, J.D.; Pio, R.M.; Pompeu Junior, J. (Ed.). <i>Citros</i>. Campinas:    Instituto Agronômico e Fun-dag, pp. 61-104. </P>     <p> Richards, L. A. <i>Diagnostico y rehabilitación de suelos salinos y sódicos.</i>    México: Departamento de Agricultura de los Estados Unidos de América, 1954.    174p. (Manual de Agricultura, 60). </P>     <p> Santos, A. C. V. (1992) -<i>Biofertilizante líquido: o defensivo agrícola    da natureza</i>. 2ª Ed. Niterói: EMATER – RJ, 1992. 16pp. </P>     <p> Santos. H. G.; Jacomine, P. K. T.; Anjos, L. H. C.; Oliveira, J. B.; Coelho,    M. R.; Lumbreras, J. F. Cunha, T. J. F. (2006) -<i>Sistema brasileiro de classificação    de solos</i>. 2<Sup>a </Sup>Ed. Rio de Janeiro: Embrapa Solos, 2006, 306pp.  </P>     <p> Senna, A. J. T.; Pedrozo, E. A.; Koller, O. C. (2007) -Identificação e análise    da cadeia de distribuição das frutas cítricas de mesa sem sementes: Um estudo    de caso na cidade de São Paulo. <i>Revista Brasileira de Fruticultura </i>29/3:    508-512. </P>     <p> Soares Filho, W. S.; Ledo, C. A. S.; Souza, A. S.; Passos, O. S.; Quintela,    M. P.; Mattos, L. A. (2008) -Potencial de obtenção de novos porta enxertos em    cruzamentos envolvendo limoeiro ‘Cravo’, laranjeira ‘Azeda’, tangerina ‘Sunki’    e híbridos de Poncirus trifoliata. <i>Revista Brasileira de Fruticultura</i>    30/1: 223-228. </P>     <p> Soares, T. M.; Duarte, S. N.; Graf, C. C. D.; Zanetti, M. &amp; Zocchi, S.    S. (2006) - Produção de mudas cítricas utilizando águas salinas. <i>Irriga</i>    11/1:78-89. </P>     <p> Taiz, L. &amp; Zeiger, E. (2006) - <i>Fisiologia Vegetal.</i> Artmed, Porto    Alegre, 719pp. </P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> </Sup>Mestrado do programa de Pós-graduação    em ma nejo do solo e água, CCA/UFPB, Areia-PB;</P>     <p> <Sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a> </Sup>Professor Adjunto do Departamento    de Solos e Engenharia Rural, CCA/UFPB, Areia - PB, bolsista CNPq e pesquisador    do Inst. Nacional de Ciência e Tecnologia em Salinidade, INTCSal; </P>     <p><Sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a> </Sup>Estudantes de Graduação em Agronomia, CCA/ UFPB, Areia - PB e    bolsista de iniciação científica do CNPq; </P>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a> </Sup>Doutora em Agronomia, CCA, Areia - PB; </P>     <p><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a> </Sup>Professora da UFPI, Bom Jesus-PI </P>     <p> <a name="0"></a><a href="#top0">*</a> Autor para correspondência: E-mail:    <a href="mailto:alexrebequi@hotmail.com">alexrebequi@hotmail.com</a> </P>     <p>&nbsp;</P>     <p> <b>Recepção/Reception: 2009.02.19 </b></P>     <p><b>Aceitação/Acception: 2009.04.14 </b></P>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alterações das características químicas de três substratos comerciais na produção de mudas cítricas]]></article-title>
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