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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Conferência-debate realizada na Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal no I semestre 2011]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Conferência-debate realizada na Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal no I semestre 2011</b></p>       <p>&nbsp;</p>     <p>No primeiro semestre de 2011 teve lugar na sede da SCAP, no dia 19 de Maio, uma Mesa Redonda:</p>     <p>&nbsp;</p>       <p><b>A REVISTA DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E OS DESAFIOS DO FUTURO</b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Moderador:</b></p>      <p>Eng.º Manuel Augusto Soares, Presidente da SCAP</p>      <p><b>Oradores:</b></p>      <p>António Curvelo Garcia,Director da Revista Ciência e Técnica Vitivinícola       </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ana Ferreira de Almeida, Directora da Revista Silva Lusitana</p>      <p>Maria Cândida Liberato, Editor da Revista de Ciências Agrárias</p>      <p>Cristiana Agapito, Colaboradora da Plataforma SciELO Portugal, MCTES</p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Homenagem ao Professor catedrático jubilado do ISA e ex-Presidente do Conselho Científico da nossa Revista </b></p>      <p><b>Rui Pinto Ricardo</b></p>     <p>&nbsp;</p>        <p><b>Nota Introdutória</b></p>       <p>Já com uma provecta idade, mas revelando grande capacidade de trabalho, o Prof. Pinto Ricardo desempenhou nos últimos quatro anos, com inexcedível zelo, a função de Presidente do Conselho Científico desta Revista.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi graças a ele, e com o empenhamento dos restantes membros do Conselho e da Equipa Redactorial, que a Revista de Ciências Agrárias registou neste quadriénio uma evolução qualitativa digna de registo, que lhe trouxe mais notoriedade, projecção e visibilidade junto da comunidade científica, graças à adopção de critérios de maior rigor na avaliação de conteúdos, e à entrada na Plataforma SciELO, de que todos nos orgulhamos, e que constitui o primeiro passo no caminho da sua internacionalização.</p>      <p>No passado dia 24 de Março, em que teve lugar a eleição dos Órgãos Sociais da SCAP, o Prof. Pinto Ricardo pediu-me, já na qualidade de novo Presidente, que o dispensasse destas funções, em virtude de o seu estado de saúde, muito fragilizado nos últimos tempos, não lhe permitir continuar a dedicar a sua atenção à Revista, com o mesmo empenhamento e rigor que caracterizaram a sua actuação.</p>      <p>Lamentando não poder continuar a contar com a sua colaboração, entendi que a SCAP tinha com ele uma dívida de gratidão e, nesse sentido, propus na primeira reunião de Direcção, a realização de uma Homenagem Pública, se bem que singela, para lhe testemunhar o nosso reconhecimento e também a admiração pelo homem e pelo professor ilustre, proposta essa que foi aprovada por unanimidade e aclamação!</p>      <p>Esta Homenagem acabou por ser enquadrada na Conferência dedicada a uma reflexão profunda sobre a "Revista de Ciências Agrárias e os Desafios do Futuro", com formato de Mesa Redonda, em que participaram como oradores convidados: o Eng.º António Curvelo Garcia pela "Ciência e Técnica Vitivinícolas", a Eng.ª Ana Ferreira de Almeida pela "Silva Lusitana", a Dr.ª Cristiana Agapito pela "Plataforma SciELO" e a sua Editora Dr.ª Maria Cândida Liberato, que decorreu na nossa Sede no passado dia 19 de Maio.</p>      <p>Nessa ocasião tive o privilégio de abrir esta sessão e, também como seu antigo aluno, realçar: o seu perfil humanista e de grande competência, com um currículo brilhante na área das Ciências do Solo, que marcou sucessivas gerações de agrónomos e silvicultores, ao longo de mais de quatro décadas de ensino no Instituto Superior de Agronomia.</p>      <p>Rui Pinto Ricardo é uma personalidade ímpar, que deve figurar na galeria dos professores ilustres da Agronomia Portuguesa: pelo seu carácter, sentido de justiça e simplicidade, mas também pela sua paixão sem limites à arte de ensinar, a que se devotou como se de um verdadeiro sacerdócio se tratasse.</p>      <p>Tendo-se aposentado por ter atingido o limite de idade há cerca de década e meia contínua, apesar de algumas limitações físicas a deslocar-se quase diariamente ao ISA prosseguindo com perseverança os seus trabalhos de cartografia dos solos de Angola – projecto de grande complexidade que ambiciona terminar.</p>      <p>Nesta sessão, coube ao Prof. Raul Bruno de Sousa, Vice – Presidente da SCAP, proferir o discurso de homenagem (que publicamos a seguir), em que traçou o currículo e o percurso académico brilhante deste grande mestre da nossa Agronomia, cujo mérito é reconhecido por todos.</p>      <p>A cerimónia terminou com a entrega de uma placa gravada expressamente para este fim, que fica a perpetuar, de forma simbólica, este momento de grande elevação e afecto, que sensibilizou profundamente todos os presentes e suscitou intervenções espontâneas de alguns dos seus pares mais próximos, que lhe enalteceram as qualidades profissionais e humanas, e deram testemunho da sua amizade.</p>      <p>Foi com profunda emoção que o Prof. Pinto Ricardo agradeceu a distinção que lhe foi conferida, e que não esperava, afirmando na sua modéstia que ao longo da sua carreira não fez mais que cumprir o seu dever, e que o contributo que deu à Revista foi demasiado pequeno, para merecer tal honra. Reiterou ainda que enquanto tiver forças continuará a trabalhar no ISA, para concluir os projectos de grande vulto em que está envolvido.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Bem haja Professor, pela sua dignidade e pelo seu exemplo, que inspirou tantas gerações e que infelizmente vai rareando nos tempos conturbados que hoje vivemos!</p>       <p>Manuel Augusto Soares</p>      <p><i>Presidente da SCAP</i></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><b>Rui Pinto Ricardo</b></p>        <p>Nasceu em Penamacor (Distrito de Castelo Branco), em 4 de Novembro de 1925.</p>      <p>É Regente Agrícola, pela Escola de Regentes Agrícolas de Évora (1944). Concluiu o Curso Complementar das Escolas de Regentes Agrícolas, pela Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra (1944).</p>      <p>Licenciou-se em Agronomia (Engenheiro Agrónomo), pelo Instituto Superior de Agronomia (1951).</p>      <p>Prestou provas de Agregação em Agronomia (Ciência do Solo), no Instituto Superior de Agronomia (1965).</p>      <p>Ao longo da sua carreira profissional desempenhou as seguintes funções:</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>– Assistente da Brigada de Estudos de Pedologia Tropical, da Junta de Investigações do Ultramar (1951-1952).</p>      <p>– Assistente do Instituto Superior de Agronomia (1952-1955).</p>      <p>– Investigador-Pedologista da Junta de Investigações do Ultramar (1955-1964).</p>      <p>– Professor Extraordinário do Instituto Superior de Agronomia (1964-1968).</p>      <p>– Professor Catedrático do Instituto Superior de Agronomia (1968-1995).</p>        <p>Enquanto docente sempre leccionou no Instituto Superior de Agronomia, como Professor das disciplinas de <i>Pedologia I</i>, <i>Pedologia Geral</i> e<i> Pedologia e Conservação do Solo</i>. Leccionou ainda as disciplinas de <i>Química Geral e Análise</i> e<i> Análises Agrícolas. </i>Colaborou também no ensino das disciplinas de <i>Mesologia e Meteorologia Agrícolas</i> e <i>Química Agrícola</i>.</p>      <p>Além disso, dispensou colaboração à Universidade de Luanda, à Universidade dos Açores e à Escola Superior Agrária de Santarém, no ensino de disciplinas da área da Ciência do Solo.</p>      <p>O Prof. Pinto Ricardo sempre dedicou muita atenção à sua Escola. Prova disso são os Cargos Desempenhados ao longo da sua carreira. Foi membro do Conselho Escolar (1968-1974), vogal da Comissão de Redacção dos Anais (1969-2005), passando a seu Presidente em 1988, Professor-Secretário (1971-1972), vogal do Conselho Pedagógico e Científico (1974-1976), Presidente do Conselho Directivo (1976), membro do Conselho Científico (1976-1995) e Presidente do Departamento de Ciências do Ambiente (1990-1995). Foi ainda membro do Corpo Editorial dos "Anais do Instituto Superior de Agronomia".</p>      <p>As actividades de investigação que desenvolveu realizaram-se na Junta de Investigações do Ultramar e no Instituto Superior de Agronomia (aqui em paralelo com a docência), em várias linhas de trabalho no âmbito da Ciência do Solo, sobretudo no que respeita a <i>Química do Solo</i>, <i>Tipologia do Solo</i>,<i> Pedogénese</i> e <i>Taxonomia Pedológica</i>.</p>      <p>Interveio ainda em variados estudos de reconhecimento e cartografia de solos, predominantemente em Angola, envolvendo a caracterização dos solos, a sua classificação pedológica e, nalguns casos, também a sua avaliação com vista ao regadio ou com outros objectivos e, por fim, o delineamento da distribuição geográfica das unidades-solo estabelecidas.</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Semelhante actividade determinou a publicação de numerosos trabalhos em revistas portuguesas e estrangeiras, assim como a apresentação de algumas comunicações a reuniões científicas nacionais e internacionais.</p>        <p>Como exemplo das principais publicações, individuais ou de colaboração, destacam-se as seguintes:</p>      <p>– Carta geral dos solos de Angola - Distrito da Huíla (1959); Distrito de Moçâmedes (1963); Província de Bié (1996); Província de Malanje (1995); Províncias de Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico (1997); </p>      <p>– Carta generalizada dos solos de Angola (3ª.aproximação) (1965); </p>      <p>– Esboço pedológico da ilha de S.Miguel (Açores) (1977); </p>      <p>– Carta dos solos da ilha da Madeira (1992);</p>      <p>– Composition de la matière organique de quelques sols ferrallitiques typiques" (1968);</p>      <p>– Acides aminés de quelques sols typiques des régions tropicales» (1969); </p>      <p>– O azoto orgânico em barros pretos de Beja (1970);</p>      <p>– Aspectos micromorfológicos de solos de uma topossequência ocorrendo em zona tropical húmida (superfície da Quibala - Angola) (1972); </p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>– Aspects fondamentaux  de la genèse de sols pâles  acides a texture fine développés en milieu ferrallitisant" (1974); </p>      <p>– Influência dos sistemas culturais nas relações hídricas solo-vinha e nas características físicas do solo superficial (1987);</p>      <p>– Carta de riscos de erosão das bacias das ribeiras de Loures e de Odivelas (1987); </p>      <p>– Ensino da Ciência do Solo em Portugal - passado, presente e futuro (1990); </p>      <p>– Contribuição para o estudo dos solos da ilha Selvagem Grande (Região Autónoma da Madeira) (1995);  </p>      <p>– Uma aproximação estatística no estudo da contribuição da matéria orgânica e da argila para a capacidade de troca catiónica dos solos ferralíticos de Angola (1998),</p>      <p>– Teores médios de matéria orgânica dos solos de Angola. Sua distribuição geográfica (1998).</p>      <p> Foi ainda membro da Comissão de Fertilidade da Direcção-Geral dos Serviços Agrícolas do Ministério da Economia (1968-1974), membro da Comissão MEC/MAP<sup>* </sup>para a Reestruturação do Ensino Agrícola (1975-1977), Presidente da Sociedade Portuguesa da Ciência do Solo (1969-1973), Director do Centro de Estudos de Pedologia, do Instituto de Investigação Científica Tropical (1970-2004).</p>     <p>Na SCAP, desempenhou funções   de Secretário da Direcção (1964-1967), Membro da Comissão de Redacção da   "Revista Agronómica", com as funções de chefia (1968-1969), Presidente da Mesa   da Assembleia Geral (1990-1994) e finalmente Presidente do Conselho Científico da Revista de Ciências Agrárias.</p>      <p>É membro da International Union of Soil Science.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Raul Bruno de Sousa</p>      <p><i>Vice-Presidente da SCAP</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i><img src="/img/revistas/rca/v34n1/34n1a22i1.jpg"></i></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n1/34n1a22i2.jpg"> </p>     
<p>&nbsp;</p>      ]]></body>
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