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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito da fertirrega com azoto e potássio num olival sobre os teores de nitratos e de potássio do solo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The use of drip irrigation systems allows the application of fertilizers through water providing the necessary nutrients to crops in times of greater consumption. In the case of the olive tree, it is increasingly common the use of this cultural technique, especially in young olive groves, but in most cases this fertilization is carried out empirically. In order to evaluate the effect of nitrogen and potassium applied by fertigation on yield, on foliar nutrient concentrations and on some soil parameters, a field experiment was established on an olive grove, cv. Cobrançosa, planted in 1990 in Safara, in the Portuguese region of Alentejo. Three levels of nitrogen (0, 50 and 100 kg ha-1 N) and potassium (0, 42 and 84 kg ha-1 K) were used, arranged into a factorial experiment with three replications. The trees were irrigated with a drip irrigation system. The management of irrigation was made using tensiometers, and all trees received the same amount of water. The nitrogen (UAN solution) was applied through fertigation from March to September and the potassium (potassium sulphate) from April to October. The present paper reports the results on nitrate and potassium concentrations at different soil depths (0-0.2 m, 0.2-0.4 m, 0.4-0.6 m and 0.6-0.8 m) in the first two years. Nitrogen fertilization caused an increase in soil N-NO3- concentration between 0.2 and 0.8 m depth. This effect was more pronounced in the samples taken in the two deeper layers and when it was applied the highest level of nitrogen (100 kg ha-1 N). For the potassium, the effect of potassium fertilization occurred on exchangeable potassium only in 0-0.2 m and 0.2-0.4 m depths, whereas the levels of extractable potassium did not suffer significant changes in four soil layers studied.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Efeito da fertirrega com azoto e pot&aacute;ssio num olival sobre os teores de nitratos e de pot&aacute;ssio do solo</b></font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>M&ordf; Encarna&ccedil;&atilde;o Marcelo<sup>1</sup>,    Luis Boteta<sup>2</sup>, Isa&iacute;as Pi&ccedil;arra<sup>3</sup>, Jo&atilde;o    Infante<sup>2</sup>, Marta Varela<sup>2</sup>, M&aacute;rio Figueira<sup>3</sup>,    Francisco Santos<sup>1</sup>, Leonilde Santos<sup>4</sup>, Alberto Miranda<sup>4</sup>    e Pedro Jord&atilde;o<sup>1</sup></b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>&nbsp;</sup></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><i><sup>1</sup></i>INRB, IP / L&#45;INIA / Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o de Ambiente e Recursos Naturais (ex&#45;Laborat&oacute;rio Qu&iacute;mico Agr&iacute;cola Rebelo da Silva), Apartado 3228, 1301&#45;903 Lisboa, <a href="mailto:encarnacao.marcelo@inrb.pt">encarnacao.marcelo@inrb.pt</a>;</font></p>      <p><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup>COTR &#45; Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio, Quinta da Sa&uacute;de, Apartado 354, 7801&#45;904 Beja;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>3</sup>DRAPAL &#45; Direc&ccedil;&atilde;o Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, Quinta da Malagueira, Apartado 83, 7002&#45;553 &Eacute;vora;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>4</sup>INRB, IP / L&#45;INIA / Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o de Recursos Gen&eacute;ticos, Ecofisiologia e Melhoramento de Plantas (ex&#45;Esta&ccedil;&atilde;o Nacional Melhoramento de Plantas), Estrada de Gil Vaz, Apartado 6, 7350&#45;951 Elvas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">A utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de rega localizada permite a aplica&ccedil;&atilde;o de nutrientes atrav&eacute;s da &aacute;gua de rega e o seu fornecimento &agrave;s culturas nas &eacute;pocas de maior consumo. No caso da oliveira, &eacute; cada vez mais frequente a utiliza&ccedil;&atilde;o desta t&eacute;cnica cultural, sobretudo nos olivais jovens, embora na maioria dos casos essa fertiliza&ccedil;&atilde;o seja efectuada de forma emp&iacute;rica. Com o objectivo de estudar o efeito da fertirrega com azoto e pot&aacute;ssio na produ&ccedil;&atilde;o, na qualidade do azeite, nos teores foliares e nos teores de alguns elementos do solo, foi instalado um ensaio num olival da cv. Cobran&ccedil;osa, plantado em 1990, na regi&atilde;o de Safara &#45; Moura, no Alentejo. O ensaio foi delineado com tr&ecirc;s repeti&ccedil;&otilde;es completamente casualizadas e nove tratamentos experimentais, resultantes da combina&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s n&iacute;veis de azoto (0, 50 e 100 kg N ha<sup>&#45;1</sup>) e tr&ecirc;s n&iacute;veis de pot&aacute;ssio (0, 42 e 84 kg K ha<sup>&#45;1</sup>). A gest&atilde;o da rega foi efectuada com base no estado de humidade do solo, avaliado atrav&eacute;s de m&eacute;todo tensiom&eacute;trico, recebendo as &aacute;rvores de todos os talh&otilde;es experimentais a mesma quantidade de &aacute;gua. Os nutrientes foram aplicados atrav&eacute;s do sistema de rega gota&#45;a&#45;gota, o azoto (solu&ccedil;&atilde;o 32 N) entre Mar&ccedil;o e Setembro e o pot&aacute;ssio (sulfato de pot&aacute;ssio) entre Abril e Outubro. Neste trabalho apresentam&#45;se os resultados respeitantes aos teores de nitratos e de pot&aacute;ssio do solo obtidos a diferentes profundidades (0&#45;0,2 m, 0,2&#45;0,4 m, 0,4&#45;0,6 m e 0,6&#45;0,8 m) nos dois primeiros anos experimentais. A aduba&ccedil;&atilde;o azotada conduziu a um aumento dos teores de azoto n&iacute;trico nas camadas entre os 0,2 e 0,8 m de profundidade. Esse efeito foi mais acentuado nas amostras de terra colhidas nas duas camadas mais profundas e quando se aplicou o n&iacute;vel mais alto de azoto (100 kg ha<sup>&#45;1</sup> de N). Relativamente ao pot&aacute;ssio, o efeito da aduba&ccedil;&atilde;o com este nutriente apenas se fez sentir nos teores de pot&aacute;ssio de troca das amostras colhidas &agrave;s profundidades 0 a 0,2 m e 0,2 a 0,4 m, enquanto os teores de pot&aacute;ssio extra&iacute;vel n&atilde;o sofreram altera&ccedil;&otilde;es significativas nas quatro camadas de solo estudadas.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave</b> &#150; Aduba&ccedil;&atilde;o, lixivia&ccedil;&atilde;o, <i>Olea europaea</i> L., rega.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Effect of nitrogen and potassium fertigation in an olive grove on soil levels of nitrate and potassium</b></font> </p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">The use of drip irrigation systems allows the application of fertilizers through water providing the necessary nutrients to crops in times of greater consumption. In the case of the olive tree, it is increasingly common the use of this cultural technique, especially in young olive groves, but in most cases this fertilization is carried out empirically. In order to evaluate the effect of nitrogen and potassium applied by fertigation on yield, on foliar nutrient concentrations and on some soil parameters, a field experiment was established on an olive grove, cv. Cobran&ccedil;osa, planted in 1990 in Safara, in the Portuguese region of Alentejo. Three levels of nitrogen (0, 50 and 100 kg ha<sup>&#45;1</sup> N) and potassium (0, 42 and 84 kg ha<sup>&#45;1</sup> K) were used, arranged into a factorial experiment with three replications. The trees were irrigated with a drip irrigation system. The management of irrigation was made using tensiometers, and all trees received the same amount of water. The nitrogen (UAN solution) was applied through fertigation from March to September and the potassium (potassium sulphate) from April to October.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">The present paper reports the results on nitrate and potassium concentrations at different soil depths <b>(</b>0&#45;0.2 m, 0.2&#45;0.4 m, 0.4&#45;0.6 m&nbsp; and 0.6&#45;0.8 m) in the first two years. Nitrogen fertilization caused an increase in soil N&#45;NO<sub>3</sub><sup>&#45;</sup> concentration between 0.2 and 0.8 m depth. This effect was more pronounced in the samples taken in the two deeper layers and when it was applied the highest level of nitrogen (100 kg ha<sup>&#45;1</sup> N). For the potassium, the effect of potassium fertilization occurred on exchangeable potassium only in 0&#45;0.2 m and 0.2&#45;0.4 m depths, whereas the levels of extractable potassium did not suffer significant changes in four soil layers studied.</font>	</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><B>Keywords</B> &#150; Fertilization, irrigation, leaching, <i>Olea europaea</i> L..</font></p>  	    <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">O olival nacional ocupa uma &aacute;rea que ultrapassa os 333.500 hectares e caracteriza&#45;se por ser dominantemente de sequeiro, representando os olivais de regadio cerca de 15% do total (INGA, 2005). A rega do olival, utilizando dota&ccedil;&otilde;es de &aacute;gua e &eacute;pocas de aplica&ccedil;&atilde;o adequadas, pode contribuir para o aumento da quantidade de azeitona produzida, com benef&iacute;cios econ&oacute;micos e sociais para os agricultores.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A utiliza&ccedil;&atilde;o de sistemas de rega localizada permite a aplica&ccedil;&atilde;o de fertilizantes atrav&eacute;s da &aacute;gua e, assim, colocar &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o das oliveiras os nutrientes necess&aacute;rios nas &eacute;pocas de maior consumo, de modo a obter boas produ&ccedil;&otilde;es, em quantidade e qualidade. Todavia, &eacute; necess&aacute;rio estabelecer quais os nutrientes e os n&iacute;veis mais adequados a utilizar em fertirrega para as condi&ccedil;&otilde;es pedoclim&aacute;ticas e variedades cultivadas dominantes no pa&iacute;s, tendo presente que a preserva&ccedil;&atilde;o do ambiente dever&aacute; ser garantida.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Relativamente ao azoto, o nutriente mais utilizado em olivicultura, uma deficiente gest&atilde;o da sua aplica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; provocar perdas acentuadas por volatiliza&ccedil;&atilde;o, desnitrifica&ccedil;&atilde;o e arrastamento ao longo do perfil do solo, reduzindo a sua disponibilidade para as plantas. A lixivia&ccedil;&atilde;o excessiva pode conduzir a contamina&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas subterr&acirc;neas com nitratos, problema que existe em v&aacute;rias regi&otilde;es do mundo (Rehman <i>et al</i>., 1999; G&auml;rden&auml;s <i>et al</i>., 2005).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O pot&aacute;ssio &eacute; um nutriente cuja defici&ecirc;ncia ocorre com alguma frequ&ecirc;ncia no olival. Quando aplicado ao solo, parte do pot&aacute;ssio pode ser fixado nos minerais de argila ou ser lixiviado, ficando o restante em solu&ccedil;&atilde;o ou adsorvido nos col&oacute;ides do solo. Factores como a quantidade e intensidade de precipita&ccedil;&atilde;o, a textura do solo, a natureza e o teor dos minerais de argila e o grau de satura&ccedil;&atilde;o do solo influenciam as perdas de pot&aacute;ssio por lixivia&ccedil;&atilde;o (Tisdale <i>et al</i>., 1985; Mengel e Kirkby, 1987; Portela, 1989).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Com o presente trabalho pretende&#45;se avaliar o impacto da aduba&ccedil;&atilde;o azotada e pot&aacute;ssica, veiculada atrav&eacute;s da &aacute;gua de rega, sobre os teores de nitratos e de pot&aacute;ssio (extra&iacute;vel e de troca) do solo, a diferentes profundidades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="verdana" size="2"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b>&nbsp;</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">O ensaio de fertirrega encontra&#45;se instalado na Herdade dos Lameir&otilde;es, em Safara, concelho de Moura, num olival da cultivar Cobran&ccedil;osa. Este olival foi plantado em 1990 com o compasso de 3,5 m x 7,0 m em solos das fam&iacute;lias Cpc (barro preto calc&aacute;rio n&atilde;o descarbonatado de margas) e Pcx (solo calc&aacute;rio pardo de xistos associados a dep&oacute;sitos calc&aacute;rios) (Cardoso, 1974), correspondendo, respectivamente, a um Vertissolo e a um Calcissolo, segundo o sistema WRB (IUSS Working Group WRB, 2006). As texturas s&atilde;o franca, franco&#45;argilosa e argilosa; os valores de pH(H<sub>2</sub>O) oscilam entre 7,6 e 8,6, embora os dominantes sejam 8,2 e 8,3; os teores de carbonatos variam entre 0,6 e 52,3% CaCO<sub>3</sub>; predominam os teores baixos e m&eacute;dios de mat&eacute;ria org&acirc;nica (entre 10 e 25 g kg<sup>&#45;1</sup>), os teores baixos a altos de f&oacute;sforo extra&iacute;vel (entre 11 e 90 mg kg<sup>&#45;1</sup> P) e muito altos de pot&aacute;ssio extra&iacute;vel (&gt; 200 mg K kg<sup>&#45;1</sup>); os teores de magn&eacute;sio extra&iacute;vel s&atilde;o muito altos (200 a 1000 mg Mg kg<sup>&#45;1</sup>), a capacidade de troca cati&oacute;nica &eacute; maioritariamente alta (entre 20 e 30 cmol(+) kg<sup>&#45;1</sup>), o pot&aacute;ssio de troca &eacute; m&eacute;dio a alto (entre 0,25 e 1,00 cmol(+) kg<sup>&#45;1</sup>) e o grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases &eacute; muito alto (100%).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O ensaio foi delineado com tr&ecirc;s repeti&ccedil;&otilde;es completamente casualizadas e nove tratamentos experimentais (T1 &#45; N<sub>1</sub>K<sub>1</sub>; T2 &#45; N<sub>1</sub>K<sub>2</sub>; T3 &#45; N<sub>1</sub>K<sub>3</sub>; T4 &#45; N<sub>2</sub>K<sub>1</sub>; T5 &#45; N<sub>2</sub>K<sub>2</sub>; T6 &#45; N<sub>2</sub>K<sub>3</sub>; T7 &#45; N<sub>3</sub>K<sub>1</sub>; T8 &#45; N<sub>3</sub>K<sub>2</sub>; T9 &#45; N<sub>3</sub>K<sub>3</sub>), resultantes da combina&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s n&iacute;veis de azoto (N<sub>1</sub>=0, N<sub>2</sub>=50 e N<sub>3</sub>=100 kg ha<sup>&#45;1</sup> de N) e tr&ecirc;s n&iacute;veis de pot&aacute;ssio (K<sub>1</sub>=0, K<sub>2</sub>=42 e K<sub>3</sub>=84 kg ha<sup>&#45;1</sup> de K).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Cada talh&atilde;o experimental &eacute; composto por seis oliveiras seguidas na linha, sendo as quatro centrais consideradas &uacute;teis (&aacute;rvores sobre as quais incidiram as observa&ccedil;&otilde;es). A separar as &aacute;rvores dos diferentes talh&otilde;es encontra&#45;se, no m&iacute;nimo, uma oliveira de bordadura.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O m&eacute;todo de rega usado foi o de gota&#45;a&#45;gota. Os gotejadores, encontram&#45;se afastados entre si de 1,0 m, s&atilde;o auto&#45;compensantes e t&ecirc;m um d&eacute;bito de 3,6 L hora<sup>&#45;1</sup>.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A condu&ccedil;&atilde;o da rega foi efectuada de forma a proporcionar ao olival condi&ccedil;&otilde;es de disponibilidade h&iacute;drica que permitissem manter a cultura em conforto h&iacute;drico. Efectuou&#45;se a monitoriza&ccedil;&atilde;o do estado de humidade do solo atrav&eacute;s de m&eacute;todo tensiom&eacute;trico, tendo&#45;se utilizado sensores de matriz granular (<i>Watermark Mod. 200ss Irrometer Co</i>) colocados a 0,25, 0,45 e 0,65 m de profundidade na zona do bolbo humedecido. A estrat&eacute;gia de rega seguida foi de procurar manter a zona de maior absor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua pelas ra&iacute;zes sempre acima de um potencial de &#45;80 centibar, efectuando o menor n&uacute;mero poss&iacute;vel de regas semanais para diminuir as perdas por evapora&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">As &aacute;rvores de todos os tratamentos experimentais receberam a mesma quantidade de &aacute;gua de rega, tendo esta decorrido entre Mar&ccedil;o e Dezembro. Em 2007 foram aplicados 1912 m<sup>3</sup> ha<sup>&#45;1</sup> de &aacute;gua, enquanto em 2008 se aplicaram 1863 m<sup>3</sup> ha<sup>&#45;1</sup>. A precipita&ccedil;&atilde;o anual registada na Herdade dos Lameir&otilde;es nos dois anos foi de, respectivamente, 334 mm e 417 mm. A &aacute;gua de rega apresentou um pH de 8,0&#45;8,2 e um teor alto de bicarbonatos. Os valores dos restantes par&acirc;metros analisados n&atilde;o estavam associados a qualquer tipo de restri&ccedil;&atilde;o para uso da &aacute;gua na rega, sendo o teor de nitratos inferior a 4,5 mg L<sup>&#45;1</sup>.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A fertiliza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da &aacute;gua de rega foi efectuada de forma individualizada por talh&atilde;o experimental. O adubo azotado utilizado foi a solu&ccedil;&atilde;o 32 N (densidade=1,325 a 15&ordm;C e 32% N, encontrando&#45;se metade do azoto na forma am&iacute;dica, um quarto na forma amoniacal e um quarto na forma n&iacute;trica), enquanto o adubo pot&aacute;ssico usado foi o sulfato de pot&aacute;ssio (51% de K<sub>2</sub>O).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">As solu&ccedil;&otilde;es envolvendo os dois adubos foram aplicadas separadamente, atrav&eacute;s de injectores, com uma periodicidade semanal. A aduba&ccedil;&atilde;o azotada teve in&iacute;cio em finais de Mar&ccedil;o e prolongou&#45;se at&eacute; meados de Setembro. Cerca de metade das unidades fertilizantes de azoto foi aplicada entre o in&iacute;cio da flora&ccedil;&atilde;o (in&iacute;cio a meados de Maio) e o endurecimento do caro&ccedil;o (in&iacute;cio de Julho). A aduba&ccedil;&atilde;o diferenciada com o pot&aacute;ssio teve in&iacute;cio em meados de Abril e prolongou&#45;se at&eacute; finais de Outubro, sendo que cerca de 40% deste nutriente foi aplicado a partir de Agosto.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Efectuou&#45;se anualmente uma aplica&ccedil;&atilde;o de 1 kg de boro por hectare por via foliar, atrav&eacute;s de um adubo doseando 18,5% de boro na concentra&ccedil;&atilde;o de 0,5 % (0,5 kg de adubo em 100 L de &aacute;gua).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Em 2007 realizou&#45;se, em todos os talh&otilde;es experimentais, a colheita de amostras de terra &agrave;s profundidades de 0&#45;0,2 m, 0,2&#45;0,4 m e 0,4&#45;0,6 m, na zona de influ&ecirc;ncia dos gotejadores, antes do in&iacute;cio da fertirrega (Mar&ccedil;o) e ap&oacute;s o seu final (Novembro). Em Outubro de 2008, ap&oacute;s o t&eacute;rmino da aduba&ccedil;&atilde;o, efectuou&#45;se nova colheita de amostras de terra na mesma zona &agrave;s profundidades de 0&#45;0,2 m, 0,2&#45;0,4 m, 0,4&#45;0,6 m e 0,6&#45;0,8 m.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Neste trabalho apresentam&#45;se os resultados respeitantes ao azoto n&iacute;trico, pot&aacute;ssio extra&iacute;vel e pot&aacute;ssio de troca das terras. Estes par&acirc;metros foram determinados de acordo com os m&eacute;todos seguidos no ex&#45;LQARS (LQARS, 1977). As amostras de terra foram secas em estufa a uma temperatura inferior a 40 &ordm;C e passadas num crivo de malha de 2 mm. O azoto n&iacute;trico foi extra&iacute;do com uma solu&ccedil;&atilde;o de sulfato de cobre 0,01 M e doseado por potenciometria com um el&eacute;ctrodo selectivo de i&atilde;o nitrato. O pot&aacute;ssio extra&iacute;vel foi determinado pelo m&eacute;todo de Egner&#45;Riehm modificado, utilizando como extractante uma solu&ccedil;&atilde;o de lactato de am&oacute;nio 0,1 N e &aacute;cido ac&eacute;tico 0,4 N com pH compreendido entre 3,65 e 3,75, com doseamento num espectrofot&oacute;metro de emiss&atilde;o de plasma (ICP&#45;OES radial simult&acirc;neo). O pot&aacute;ssio de troca foi extra&iacute;do com uma solu&ccedil;&atilde;o de acetato de am&oacute;nio 1 M a pH=7 e doseado por fotometria de chama.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">No tratamento estat&iacute;stico, os dados de azoto n&iacute;trico, &nbsp;pot&aacute;ssio extra&iacute;vel e pot&aacute;ssio de troca obtidos em Novembro de 2007 e Outubro de 2008, no final da fertirrega, foram analisados em conjunto. Utilizou&#45;se a an&aacute;lise de covari&acirc;ncia para avaliar o efeito dos tratamentos experimentais sobre os teores daqueles elementos no solo, tendo&#45;se usado como covari&aacute;vel os teores registados antes do in&iacute;cio da fertirrega, em Mar&ccedil;o de 2007 (excepto para a profundidade de 0,6 a 0,8 m). Na compara&ccedil;&atilde;o <i>a posteriori</i> das m&eacute;dias correspondentes aos diversos tratamentos experimentais usou&#45;se o teste de Duncan (a=95%).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">No Outono dos dois anos foi avaliada a produ&ccedil;&atilde;o de azeitona em todas as &aacute;rvores &uacute;teis do ensaio. Na an&aacute;lise de covari&acirc;ncia, utilizou&#45;se como covari&aacute;vel a produ&ccedil;&atilde;o de 2006.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Azoto n&iacute;trico do solo</b></font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">A fertiliza&ccedil;&atilde;o efectuada n&atilde;o influenciou significativamente (p&gt;0,05) os teores de azoto n&iacute;trico (N&#45;NO<sub>3</sub><sup>&#45;</sup>) do solo na camada de 0&#45;0,2 m de profundidade, ao contr&aacute;rio do que aconteceu (p&pound;0,01) nas camadas mais profundas (0,2&#45;0,4 m, 0,4&#45;0,6 m e 0,6&#45;0,8 m). A aduba&ccedil;&atilde;o azotada provocou, nestas profundidades, um aumento dos teores de azoto n&iacute;trico do solo. Esse efeito foi mais acentuado nas duas &uacute;ltimas camadas e quando se aplicou o n&iacute;vel de azoto mais elevado (100 kg N ha<sup>&#45;1</sup>), tendo&#45;se atingido teores m&eacute;dios superiores a 120 mg N&#45;NO<sub>3</sub><sup>&#45;</sup> kg<sup>&#45;1</sup> (Figura 1). Apesar de o solo apresentar textura m&eacute;dia e fina e de o adubo azotado ter sido distribu&iacute;do ao longo do ciclo da cultura, estes valores indicam que uma quantidade apreci&aacute;vel de azoto na forma de nitrato foi arrastado para as camadas mais profundas do solo, n&atilde;o tendo, por isso, sido utilizado pelas oliveiras e vegeta&ccedil;&atilde;o herb&aacute;cea existente no olival.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a16f1.jpg" width="500" height="349"></p>     
<p><font face="verdana" size="2"><b>Figura 1</b> &#150; Efeito m&eacute;dio da aplica&ccedil;&atilde;o de azoto sobre o teor de azoto n&iacute;trico presente no solo no final da fertirrega no conjunto dos dois anos, 2007 e 2008 (por profundidade, valores seguidos de letras iguais n&atilde;o diferem significativamente (p=0,05) entre si).</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="verdana" size="2">Fern&aacute;ndez&#45;Escobar <i>et al</i>. (2009) observaram, em dois olivais de sequeiro submetidos &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de doses diferenciadas de azoto, que os teores de azoto n&iacute;trico aumentavam em profundidade quando as terras eram colhidas no Inverno, n&atilde;o apresentando uma varia&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica se amostradas no Outono. Nos talh&otilde;es n&atilde;o adubados, verificaram que os teores de azoto n&iacute;trico diminu&iacute;am nas camadas mais profundas do solo, tal como aconteceu no presente estudo (Figura 1). Este comportamento comprova que as condi&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis &agrave; nitrifica&ccedil;&atilde;o ocorrem predominantemente na camada superficial do solo.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A aplica&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis crescentes de pot&aacute;ssio n&atilde;o alterou significativamente (p&gt;0,05) os teores de azoto n&iacute;trico do solo nas diferentes profundidades estudadas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font><font face="verdana" size="2"><b>Pot&aacute;ssio extra&iacute;vel no solo</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font><font face="verdana" size="2">Os teores de pot&aacute;ssio extra&iacute;vel do solo n&atilde;o sofreram altera&ccedil;&otilde;es significativas (p&gt;0,05) nas quatro camadas estudadas como resultado da fertiliza&ccedil;&atilde;o azotada e pot&aacute;ssica realizada. Contudo, na camada superficial (0&#45;0,2 m) houve um acr&eacute;scimo de 61% nos teores de pot&aacute;ssio extra&iacute;vel quando se aplicou o n&iacute;vel mais alto de pot&aacute;ssio relativamente &agrave; aus&ecirc;ncia de aplica&ccedil;&atilde;o deste elemento (Figura 2).</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a16f2.jpg" width="500" height="322"></p>      
<p><font face="verdana" size="2"><b>Figura 2</b> &#150; Efeito m&eacute;dio da aplica&ccedil;&atilde;o de pot&aacute;ssio sobre o teor de pot&aacute;ssio extra&iacute;vel presente no solo no final da fertirrega no conjunto dos dois anos, 2007 e 2008 (por profundidade, valores seguidos de letras iguais n&atilde;o diferem significativamente (p=0,05) entre si).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Os teores mais elevados de pot&aacute;ssio extra&iacute;vel observaram&#45;se na camada superficial, para cada n&iacute;vel de aplica&ccedil;&atilde;o. A diminui&ccedil;&atilde;o dos teores de pot&aacute;ssio extra&iacute;vel ao longo do perfil do solo e a inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas (p&gt;0,05) entre os n&iacute;veis estudados est&aacute; de acordo com o referido por Portela (1989) que salienta que as perdas de pot&aacute;ssio por lixivia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o t&ecirc;m, em geral, muito significado nos solos com alta capacidade de troca cati&oacute;nica e quando a pluviosidade &eacute; baixa.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Num olival de sequeiro plantado em solos calc&aacute;rios da regi&atilde;o de Elvas, Marcelo <i>et al.</i> (2005) verificaram que os teores de pot&aacute;ssio extra&iacute;vel aumentaram na camada superficial do solo (0&#45;0,2 m) com a aplica&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis crescentes de pot&aacute;ssio (0, 67, 133 e 200 kg ha<sup>&#45;1</sup> de K), tendo duplicado com a aplica&ccedil;&atilde;o, durante 10 anos, da dose mais elevada.</font>	</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Pot&aacute;ssio de troca no solo</b></font>	</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A fertiliza&ccedil;&atilde;o provocou um efeito significativo (p&pound;0,05) nos teores de pot&aacute;ssio de troca do solo nas camadas de 0&#45;0,2 m e 0,2&#45;0,4 m, ao contr&aacute;rio do que aconteceu nas camadas mais profundas. Assim, a aplica&ccedil;&atilde;o de 42 e 84 kg ha<sup>&#45;1</sup> de K atrav&eacute;s da &aacute;gua de rega conduziu a um aumento dos teores de pot&aacute;ssio de troca naquelas camadas relativamente aos tratamentos em que n&atilde;o se fez qualquer aduba&ccedil;&atilde;o pot&aacute;ssica (Figura 3). Todavia, os teores n&atilde;o variaram significativamente (p&gt;0,05) entre si para os dois n&iacute;veis mais elevados de pot&aacute;ssio aplicados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a16f3.jpg" width="500" height="315"></p>     
<p><font face="verdana" size="2"><b>Figura 3</b> &#150; Efeito m&eacute;dio da aplica&ccedil;&atilde;o de pot&aacute;ssio sobre o teor de pot&aacute;ssio de troca presente no solo no final da fertirrega no conjunto dos dois anos, 2007 e 2008 (por profundidade, valores seguidos de letras iguais n&atilde;o diferem significativamente (p=0,05) entre si)</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="verdana" size="2">Marcelo <i>et al.</i> (2005) observaram, tamb&eacute;m, um aumento nos teores de pot&aacute;ssio de troca nas profundidades de 0&#45;0,2 m e 0,2&#45;0,5 m com a aplica&ccedil;&atilde;o de n&iacute;veis crescentes de pot&aacute;ssio, tendo os valores da primeira camada quadruplicado quando foi aplicado o n&iacute;vel mais alto de pot&aacute;ssio (200 kg ha<sup>&#45;1</sup> de K).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Os teores de pot&aacute;ssio de troca s&atilde;o, igualmente, mais elevados na camada superficial, sugerindo que a maior parte do pot&aacute;ssio fica retido nesta camada e que o seu transporte na vertical &eacute;, nas condi&ccedil;&otilde;es estudadas, pouco expressivo. Um comportamento id&ecirc;ntico foi observado por Zeng <i>et al.</i> (2000) em pomares de pist&aacute;cio onde aplicaram n&iacute;veis crescentes de pot&aacute;ssio, embora o deslocamento deste elemento em profundidade tenha estado dependente da capacidade de reten&ccedil;&atilde;o dos dois solos estudados, sendo maior no solo de textura mais ligeira.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Produ&ccedil;&atilde;o de azeitona</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">A fertiliza&ccedil;&atilde;o efectuada n&atilde;o influenciou significativamente (p&gt;0,05) a produ&ccedil;&atilde;o de azeitona nos dois anos experimentais. A produ&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia obtida em 2007 e 2008 foi, respectivamente, de 10731 kg ha<sup>&#45;1</sup> e 6020 kg ha<sup>&#45;1</sup>.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font>	</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">O per&iacute;odo experimental deve ser alargado de modo a permitir obter conclus&otilde;es mais definitivas. Todavia, os resultados obtidos apontam para que, nas condi&ccedil;&otilde;es experimentais do presente estudo, n&iacute;veis de aplica&ccedil;&atilde;o de azoto superiores a 50 kg ha<sup>&#45;1</sup> de N s&atilde;o excessivos, uma vez que conduzem a teores elevados de nitratos nas camadas mais profundas do solo, sem afectar a produ&ccedil;&atilde;o de azeitona. Esta n&atilde;o foi, igualmente, influenciada pelo pot&aacute;ssio, n&atilde;o obstante a sua aplica&ccedil;&atilde;o ter enriquecido neste elemento as camadas mais superficiais do solo.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font>	</p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Cardoso, J.C. (1974) &#45; A classifica&ccedil;&atilde;o dos solos de Portugal &#150; Nova vers&atilde;o. <i>Boletim de Solos</i>, 17: 14&#45;46. Lisboa, SROA, Secretaria de Estado da Agricultura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0871-018X201100020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Fern&aacute;ndez&#45;Escobar, R.; Marin, L.; S&aacute;nchez&#45;Zamora, M.A.; Garc&iacute;a&#45;Novelo, J.M.; Molina&#45;Soria, C. e Parra, M.A. (2009) &#45; Long&#45;term effects of N fertilization on cropping and growth of olive trees and on N accumulation in soil profile. <i>European Journal of Agronomy</i>, 31, 4: 223&#45;232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0871-018X201100020001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">G&auml;rden&auml;s, A.I.; Hopmans, J.W.; Hanson,, B.R. e Simunek, J. (2005) &#45; Two&#45;dimensional modeling of nitrate leaching for various fertigation scenarios under micro&#45;irrigation. <i>Agricultural Water Management,</i> 74: 219&#45;242.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0871-018X201100020001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">INGA (2005) &#45; <i>Anu&aacute;rio da campanha 2004/05, principais ajudas directas</i> (em linha). Lisboa, IFADAP, INGA, Minist&eacute;rio da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 141 p. (Acesso em 2010.05.01). Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://www.inga.min-agricultura.pt/publica/anuario/Anuario2004.pdf" target="_blank">http://www.inga.min-agricultura.pt/publica/anuario/Anuario2004.pdf</a> &gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0871-018X201100020001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">IUSS Working Group WRB (2006) &#45; <i>World Reference Base for Soil Resources 2006</i>, 2nd edition. Rome, FAO, 128 p. (World Soil Resources Reports No 103).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0871-018X201100020001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">LQARS (1977) &#45; <i>Sector de Fertilidade do Solo: Documenta&ccedil;&atilde;o 2</i>. Lisboa, Laborat&oacute;rio Qu&iacute;mico Agr&iacute;cola Rebelo da Silva, DGSA, Minist&eacute;rio da Agricultura. 39 p. (S&eacute;rie Divulga&ccedil;&atilde;o).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0871-018X201100020001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Marcelo M.E., Jord&atilde;o P.V., Sim&otilde;es A.M., Santos L.M.S., Cordeiro A.M., Costa A.S.V. e Soveral&#45;Dias J.C. (2005) &#45; Influ&ecirc;ncia da aplica&ccedil;&atilde;o de azoto e pot&aacute;ssio a um olival instalado em solos calc&aacute;rios sobre os teores de pot&aacute;ssio do solo. <i>Revista de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias,</i> 28, 2: 189&#45;197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0871-018X201100020001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Mengel, K. e Kirkby, E.A. (1987) &#45; <i>Principles of plant nutrition,</i> <i>4&ordf; ed.</i> Bern, International Potash Institute, 687 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0871-018X201100020001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Portela, E.C. (1989) &#45; <i>Avalia&ccedil;&atilde;o da disponibilidade do pot&aacute;ssio em solos de Tr&aacute;s&#45;os&#45;Montes: Contribui&ccedil;&atilde;o para o seu estudo</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Doutoramento. Vila Real, Universidade de Tr&aacute;s&#45;os&#45;Montes e Alto Douro, 220 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0871-018X201100020001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Rehman, B.; Sial, J.K.; Arshad, M. e Waheed&#45;uz&#45;Zaman (1999) &#45; Effect of fertilizer doses on nitrate&#45;nitrogen leaching. <i>Inte</i><i>rnational Journal of Agriculture &amp; Biology</i>, 1, 4: 356&#45;358.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0871-018X201100020001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Tisdale, S.L., Nelson, W.L. e Beaton, J.D. (1985) &#45; <i>Soil fertility and fertilizers</i>, <i>4th ed</i>.. New York, Macmillan Publishing Company, 754 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0871-018X201100020001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Zeng, D.Q.; Brown, P.H.; e Holtz, B.A. (2000)    &#45; Potassium fertigation improves soil K distribution, builds pistachio yield    and quality. <i>Fluid Journal</i> (em linha) &nbsp;Fall, 2 p. (Acesso em 2010.07.01).    Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://www.fluidjournal.org/subscribe_archives.php" target="_blank">http://www.fluidjournal.org/subscribe_archives.php</a>    &gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0871-018X201100020001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>       ]]></body><back>
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