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<institution><![CDATA[,Universidade de Coimbra Faculdade de Ciências e Tecnologia Departamento de Engenharia Química]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to assess the possibility of using eggshell as a corrective alkalizing, through trials in pots, as well as studying the effect of adding significant amounts of eggshell (20 to 33% m m-1) in the development the composting process, and in the quality of the final composts obtained. The results suggest that the use of eggshell with a particle size below 2 mm in soil has an effect similar to the application of lime, only the cost associated with its thermal treatment prevents its use for this purpose. In studies of composting, the eggshell (inorganic material) was combined with other materials with high percentage of organic matter (grass clippings, horse manure and chicken manure). Process performance was not significantly affected by the egg shell, even when it constituted about 30% of the pile volume and thermophilic stage was always achieved. The final composts obtained were suitable to be applied in soil.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Tratamento e valoriza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola da casca de ovo</b></font></p>     <p>&nbsp;	</p>     <p><b><font face="verdana" size="2">M&ordf; Carmo Magalh&atilde;es<sup>1,3</sup>,    Andreia Ribeiro<sup>2</sup>, Margarida Quina<sup>2,4</sup>, Cristina Cameira<sup>1,5</sup>    e Micaela Soares<sup>1,6</sup></font></b></p>      <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup>CERNAS &#45; Escola Superior Agr&aacute;ria de Coimbra, Bencanta 3040&#45;316 Coimbra; </font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup>Departamento de Engenharia Qu&iacute;mica, Universidade de Coimbra, P&oacute;lo II&#45;  	Rua S&iacute;lvio Lima; 3030&#45;790 Coimbra &#150; Portugal; </font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>3</sup><a href="mailto:mcsm@esac.pt">mcsm@esac.pt</a>; </font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>4</sup><a href="mailto:guida@eq.uc.pt">guida@eq.uc.pt</a>; </font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>5</sup><a href="mailto:mccc@esac.pt">mccc@esac.pt</a>; </font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><sup>6</sup><a href="mailto:msoares@esac.pt">msoares@esac.pt</a></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Este trabalho tem como objectivo avaliar a possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o da casca de ovo como correctivo alcalinizante, atrav&eacute;s de ensaios em vasos, bem como estudar o efeito da adi&ccedil;&atilde;o de quantidades significativas deste material (20 a 33% m m<sup>&#45;1</sup>) quer no desenvolvimento do processo de compostagem, quer na qualidade dos compostos obtidos.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Os resultados obtidos sugerem que a aplica&ccedil;&atilde;o de casca de ovo, com granulometria inferior a 2 mm, ao solo tem um efeito semelhante ao da aplica&ccedil;&atilde;o de calc&aacute;rio agr&iacute;cola, apenas o custo associado ao seu tratamento t&eacute;rmico inviabiliza a sua aplica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Nos estudos de compostagem, a casca de ovo (material inorg&acirc;nico) foi combinada com outros materiais com elevada percentagem de mat&eacute;ria org&acirc;nica (aparas de relva, estrume de cavalo e estrume de galinha). O desempenho do processo n&atilde;o foi significativamente afectado pela casca de ovo, mesmo quando esta constituiu cerca de 30% do volume das pilhas, tendo sido sempre atingida a fase termof&iacute;lica. Os compostos obtidos apresentaram propriedades adequadas para serem aplicados ao solo.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras chave</b>: casca de ovo, compostagem, solo, valoriza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Treatment and agricultural valorization of eggshell</b></font></p>      <p><font face="verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">This study aims to assess the possibility of using eggshell as a corrective alkalizing, through trials in pots, as well as studying the effect of adding significant amounts of eggshell (20 to 33% m m<sup>&#45;1</sup>) in the development the composting process, and in the quality of the final composts obtained.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">The results suggest that the use of eggshell with a particle size below 2 mm in soil has an effect similar to the application of lime, only the cost associated with its thermal treatment prevents its use for this purpose.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">In studies of composting, the eggshell (inorganic material) was combined with other materials with high percentage of organic matter (grass clippings, horse manure and chicken manure). Process performance was not significantly affected by the egg shell, even when it constituted about 30% of the pile volume and thermophilic stage was always achieved. The final composts obtained were suitable to be applied in soil.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Keywords</b>: eggshell, composting, soil, agricultural valorisation</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">A ind&uacute;stria de produtos e derivados de ovo produz actualmente uma quantidade significativa de casca de ovo (CO) que &eacute; considerada como um sub&#45;produto de origem animal (SPOA) n&atilde;o destinado ao consumo humano. Estima&#45;se que, a n&iacute;vel Europeu sejam produzidos cerca de 30 mil t de casca de ovo por ano, e que em Portugal esse valor ascenda &agrave;s 3600 t (Agra CEAS Consulting, 2004).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Devido &agrave; indefini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias adequadas para a gest&atilde;o deste sub&#45;produto que cont&eacute;m cerca de 94% (m/m) de CaCO<sub>3</sub> na sua composi&ccedil;&atilde;o (Stadelman, 2000), a deposi&ccedil;&atilde;o em aterro tem sido tradicionalmente utilizada como destino final. No entanto, as possibilidades de reutiliza&ccedil;&atilde;o deste res&iacute;duo podem incluir a prepara&ccedil;&atilde;o de alimentos para animais ou de materiais adsorventes para a remo&ccedil;&atilde;o de corantes e a sua incorpora&ccedil;&atilde;o no solo (Park <i>et al</i>., 2007; Tsai <i>et al</i>., 2008; Mezenner e Bensmaili, 2009), op&ccedil;&otilde;es estas que t&ecirc;m sido apenas testadas &agrave; escala laboratorial.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">No enquadramento das actuais pol&iacute;ticas da Uni&atilde;o Europeia que fomentam a reciclagem e valoriza&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos e tendo em conta normas sanit&aacute;rias para a elimina&ccedil;&atilde;o e a transforma&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos de origem animal, desde 2002 que est&atilde;o definidos pelo Regulamento (CE) n. &ordm; 1774/2002 do Parlamento Europeu e do Conselho, procedimentos de recolha, transporte, armazenamento, manuseamento, transforma&ccedil;&atilde;o, utiliza&ccedil;&atilde;o e elimina&ccedil;&atilde;o de diversos SPOA. De acordo com a referida legisla&ccedil;&atilde;o, a aplica&ccedil;&atilde;o controlada destes subprodutos em solos agr&iacute;colas apenas &eacute; poss&iacute;vel, ap&oacute;s pr&eacute;&#45;tratamento por ac&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica ou por processo de compostagem, para eliminar o risco de propaga&ccedil;&atilde;o de microrganismos patog&eacute;nicos para o ambiente e para a sa&uacute;de humana.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Apesar destas recomenda&ccedil;&otilde;es legais, estudos sistem&aacute;ticos acerca dos efeitos no solo da aplica&ccedil;&atilde;o da CO, ap&oacute;s tratamento t&eacute;rmico ou incorporada num composto org&acirc;nico s&atilde;o escassos, sendo de real&ccedil;ar o trabalho realizado por Kemper e Goodwin (2009) que avalia a compostagem da casca de ovo com outros SPOA, usando agentes inoculantes externos para activar o processo de compostagem.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Desta forma, os principais objectivos deste trabalho consistem na obten&ccedil;&atilde;o de resultados preliminares relativamente &agrave;: 1) utiliza&ccedil;&atilde;o da casca de ovo, ap&oacute;s tratamento t&eacute;rmico, como correctivo alcalinizante, em alternativa ao tradicional calc&aacute;rio agr&iacute;cola; 2) incorpora&ccedil;&atilde;o de quantidades significativas de casca de ovo num processo de compostagem de outros res&iacute;duos de origem animal (estrume de cavalo, estrume de galinha) e vegetal (aparas de relva), utilizando a comunidade microbiana naturalmente presente nos res&iacute;duos e avaliar o grau de estabilidade, de matura&ccedil;&atilde;o e a qualidade final dos compostos produzidos, com vista &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>MATERIAIS E M&Eacute;TODOS</b></font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">O res&iacute;duo de casca de ovo (CO) utilizado neste trabalho foi facultado por uma ind&uacute;stria nacional de produ&ccedil;&atilde;o de ovo l&iacute;quido pasteurizado e ovo cozido, situado na regi&atilde;o centro de Portugal. Previamente &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o, a casca de ovo foi sujeita a tratamento t&eacute;rmico (120&ordm;C durante duas horas e &agrave; press&atilde;o de 3 bar), seguido de moenda e crivagem com o crivo de 2,0 mm de malha.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Utiliza&ccedil;&atilde;o da casca de ovo como correctivo alcalinizante</b></font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">Com o objectivo de estudar o comportamento da CO como correctivo alcalinizante do solo, foi efectuado um ensaio em vasos, com dois tipos de solos com diferente poder tamponizante, cujas caracter&iacute;sticas se encontram no Quadro 1.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 1 &#150;</b> Caracter&iacute;sticas dos solos utilizados.</font></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18q1.jpg" width="300" height="207"></p>      
<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Os correctivos alcalinizantes testados (Casca de Ovo e Calc&aacute;rio agr&iacute;cola), cujas propriedades est&atilde;o presentes no Quadro 2, foram aplicados a cada tipo de solo nas quantidades equivalentes a 3,5 e 7,0 t ha<sup>&#45;1</sup> (solo 1) e 5,0 e 10,0 t ha<sup>&#45;1</sup> (solo 2). As doses escolhidas basearam&#45;se no poder tamp&atilde;o esperado de cada solo, e tiveram como refer&ecirc;ncia as quantidades de calc&aacute;rio necess&aacute;rias para corrigir a acidez at&eacute; pH(H<sub>2</sub>O) de cerca de 6,5 (Santos,1996) O ensaio constou de quatro tratamentos para cada tipo de solo (dois tipos de correctivos e dois n&iacute;veis de aplica&ccedil;&atilde;o), com seis repeti&ccedil;&otilde;es, num total de 48 vasos. A humidade de cada mistura de solo foi mantida pr&oacute;xima da capacidade de campo. Durante 3 meses, foi monitorizada a evolu&ccedil;&atilde;o do pH (H2O) dos solos.</font></p>  	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 2 &#150;</b> Caracter&iacute;sticas dos correctivos alcalinizantes.</font></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18q2.jpg" width="300" height="108"></p> 	    
<p>&nbsp;</p> 	    <p><font size="2" face="verdana">O tratamento estat&iacute;stico dos resultados (an&aacute;lise de vari&acirc;ncia, m&eacute;dias e desvios padr&atilde;o e testes de compara&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dias) foi efectuado com o programa STATISTICA 6.0&#45;1997. Nos casos em que se verificaram diferen&ccedil;as significativas, utilizou&#45;se o teste de Tukey (n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 0,05) para identificar as diferen&ccedil;as entre tratamentos.</font> </p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Incorpora&ccedil;&atilde;o da casca de ovo num processo de compostagem</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Quatro pilhas do tipo windrow (pilhas 1&#45;4) foram preparadas conforme as composi&ccedil;&otilde;es descritas no Quadro 3, sendo utilizado estrume de cavalo (EC), estrume de galinha (EG), aparas de relva (AR) e casca de ovo (CO).</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b><a name="topq3"></a><a href="#q3">Quadro 3</a> &#45;</b> Composi&ccedil;&atilde;o de cada pilha testada no ensaio.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18q3.jpg" width="300" height="182"></p>      
<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">As misturas iniciais foram devidamente homogeneizadas e, ao longo do ensaio, as pilhas foram revolvidas por meios mec&acirc;nicos, de modo a promover o devido arejamento das misturas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O teor de humidade foi ajustado periodicamente para manter condi&ccedil;&otilde;es adequadas para o desenvolvimento do processo. A temperatura foi monitorizada com uma sonda de temperatura (Delta Ohm), a 56 cm de profundidade, em oitos pontos distintos de cada pilha. A evolu&ccedil;&atilde;o do pH e da condutividade el&eacute;ctrica em cada pilha testada foi quantificada de acordo com a metodologia definida por FCQAO (1994). Os compostos finais obtidos foram caracterizados em termos f&iacute;sico&#45;qu&iacute;micos e microbiol&oacute;gicos seguindo as metodologias estabelecidas no Quadro 4.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 4</b> &#150; Par&acirc;metros f&iacute;sico&#45;qu&iacute;micos e microbiol&oacute;gicos avaliados.</font></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18q4.jpg" width="650" height="393"></p> 	    
<p>&nbsp;</p>      <p><font face="verdana" size="2">A amostragem de cada pilha compreendeu a recolha de dez sub&#45;amostras a 20&nbsp;cm de profundidade, em 10 pontos da pilha igualmente distanciados ao longo do seu comprimento. As sub&#45;amostras foram homogeneizadas manualmente, dividas em 4 partes sendo uma delas rejeitada. Este procedimento foi repetido at&eacute; obten&ccedil;&atilde;o de amostras com 2&#45;3 kg, para posterior an&aacute;lise.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A fitotoxicidade dos compostos finais obtidos em cada pilha de compostagem testada foi aferida por quantifica&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de germina&ccedil;&atilde;o (GI). A prepara&ccedil;&atilde;o dos extractos dos compostos foi realizada segundo a metodologia de Albuquerque <i>et al.</i> (2006). Para cada extracto, foram uniformemente distribu&iacute;das dez sementes de agri&atilde;o de jardim num papel de filtro humedecido com 4 ml de extracto e incubadas a 27 &ordm;C, no escuro, durante 48 h. Ap&oacute;s este per&iacute;odo, foi registado o n&uacute;mero de sementes germinadas e medido o seu comprimento radicular. Todas as determina&ccedil;&otilde;es foram realizadas com cinco repeti&ccedil;&otilde;es. O &iacute;ndice de germina&ccedil;&atilde;o foi quantificado de acordo com a Eq. (1):</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;<img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18e1.jpg" width="134" height="65">(1);</font></p>      
<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">sendo <i>RSG</i>, a percentagem relativa de germina&ccedil;&atilde;o de sementes, Eq. (2), e <i>RRG</i> a percentagem relativa do crescimento das ra&iacute;zes, calculada pela Eq. (3).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;<img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18e2.jpg" width="155" height="64">(2);</font></p>      
<p><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18e3.jpg" width="160" height="66">(3).</font></p>      
<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Nas Eqs. (2) e (3) <i>N<sub>SG</sub></i> &eacute; o n&uacute;mero de sementes germinadas em cada extracto, e <i>L<sub>RC</sub></i> o comprimento das ra&iacute;zes das sementes germinadas no extracto de controle, constitu&iacute;do por &aacute;gua desionizada.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O grau de estabilidade biol&oacute;gica dos compostos foi determinado por testes de auto&#45;aquecimento e por ensaios de respirometria. Os testes de auto&#45;aquecimento foram realizados em vasos de Dewar preenchidos com 1,5 dm<sup>3</sup> de amostra h&uacute;mida (60%). A temperatura do conte&uacute;do de cada vaso foi registada durante um per&iacute;odo de 10 dias. O grau de estabilidade do composto foi estabelecido em fun&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a entre a temperatura m&aacute;xima registada e a temperatura ambiente diariamente registada, no exterior. Nos ensaios de respirometria foi utilizado um sistema experimental constitu&iacute;do por uma sonda de oxig&eacute;nio (WTW inolab Oxi 740 with StirrOx) acoplada a um frasco provido de agita&ccedil;&atilde;o. A temperatura foi mantida a 30 &ordm;C, por imers&atilde;o num banho de &aacute;gua com temperatura controlada. A satura&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o decr&eacute;scimo do oxig&eacute;nio no conte&uacute;do do frasco devido &agrave; actividade microbiana foi realizada com uma pequena bomba de aqu&aacute;rio. A prepara&ccedil;&atilde;o da amostra seguiu os procedimentos definidos por Lasaridi e Stentiford (1998). A taxa do consumo m&aacute;ximo de oxig&eacute;nio, <i>SOUR</i> (mg O<sub>2</sub> g<sup>&#8722;1</sup> VS h<sup>&#8722;1</sup>), foi calculado de acordo com:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>      <p><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18e4.jpg" width="190" height="67">(4),</font></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">onde 60 &eacute; o factor de convers&atilde;o de minutos para horas, |<i>S|<sub>max</sub></i> o declive das rectas obtidas experimentalmente (mg O<sub>2</sub> L<sup>&#45;1</sup> min<sup>&#45;1</sup>), <i>V</i> o volume da suspens&atilde;o (L), <i>m</i> a massa do composto em base h&uacute;mida (g), <i>DS</i> a frac&ccedil;&atilde;o dos s&oacute;lidos secos (0 a 1), e <i>VS</i> a frac&ccedil;&atilde;o dos s&oacute;lidos vol&aacute;teis (0 a 1) por (Lasaridi e Stentiford, 1998).</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Utiliza&ccedil;&atilde;o da casca de ovo como correctivo alcalinizante</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Os correctivos alcalinizantes s&atilde;o produtos cuja composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica &eacute; suscept&iacute;vel de corrigir a acidez dos solos (Santos, 1995). O correctivo que generalizadamente &eacute; usado para este efeito &eacute; o calc&aacute;rio e a sua aplica&ccedil;&atilde;o dever&aacute; ser na quantidade adequada ao tipo de solo, clima e &agrave;s culturas que nele v&atilde;o ser instaladas. O poder tamponizante do solo e as caracter&iacute;sticas que mais o influenciam como a textura e o teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica, determinam a quantidade de correctivo alcalinizante a aplicar.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Nas condi&ccedil;&otilde;es do ensaio efectuado, n&atilde;o se </font><font face="verdana" size="2">verificaram no Solo 1 (com menor teor de MO e textura ligeira), diferen&ccedil;as significativas no efeito sobre o pH, quer dos correctivos utilizados, quer das quantidades aplicadas (Figura1a). O maior acr&eacute;scimo do pH verificado com a casca de ovo foi de 0,22 unidades e com o correctivo calc&aacute;rio foi de 0,66.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18f1.jpg" alt="" width="650" height="247"></p>         
<p><font face="verdana" size="2"><b>Figura 1</b> &#150; Valor do pH dos solos 1 e 2, tr&ecirc;s meses ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o dos correctivos casca de ovo e Physiolith (valores m&eacute;dios&plusmn;desvio padr&atilde;o). Letras diferentes indicam diferen&ccedil;a significativa entre tratamentos, atrav&eacute;s da an&aacute;lise de vari&acirc;ncia seguida do teste de Tukey&nbsp; (p&lt;0.05)). <b>SC</b>: solo + casca de ovo (3,5 t.ha<sup>&#45;1</sup> (solo 1); 5 t.ha<sup>&#45;1</sup> (solo 2)); <b>SCC</b>: solo + casca de ovo (7 t.ha<sup>&#45;1</sup> (solo 1); 10 t.ha<sup>&#45;1</sup> (solo 2)); <b>SP</b>: solo + Physiolith (3,5 t.ha<sup>&#45;1</sup> (solo 1); 5 t.ha<sup>&#45;1</sup> (solo 2)); <b>SPP</b>: solo + Physiolith (7 t.ha<sup>&#45;1</sup> (solo 1); 10 t.ha<sup>&#45;1</sup> (solo 2)).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">No que diz respeito ao Solo 2, com um teor elevado de mat&eacute;ria org&acirc;nica, a aplica&ccedil;&atilde;o da quantidade equivalente a cinco toneladas por hectare do calc&aacute;rio agr&iacute;cola teve um maior efeito no valor do pH do que a quantidade equivalente &agrave;s 10 toneladas ou de qualquer dos tratamentos com a casca de ovo (Figura1b). A quantidade de correctivo agr&iacute;cola aplicada, equivalente a 10 toneladas de calc&aacute;rio, pode ter constitu&iacute;do uma sobrecalagem e deste modo n&atilde;o produzir efeitos na redu&ccedil;&atilde;o da acidez devido ao poder tamponizante deste solo. O maior acr&eacute;scimo do pH verificado, neste solo, com a casca de ovo foi de 0,35 unidades e com o correctivo calc&aacute;rio foi de 1,17.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Apesar de possu&iacute;rem poder neutralizante semelhante, os resultados obtidos indicam que o correctivo calc&aacute;rio tende a ser mais eficaz na diminui&ccedil;&atilde;o da acidez do solo do que a casca de ovo. Esta efic&aacute;cia do correctivo calc&aacute;rio pode ser atribu&iacute;da &agrave; sua menor granulometria (80% inferior a 0,16 mm), facto que poder&aacute; ser esclarecido com estudos mais prolongados e utilizando uma moenda mais fina da casca de ovo.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Incorpora&ccedil;&atilde;o da casca de ovo num processo de compostagem</b></font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">As principais propriedades f&iacute;sicas e qu&iacute;micas das misturas inicialmente testadas nas 4 pilhas s&atilde;o apresentadas no Quadro 5. O teor de humidade e a raz&atilde;o C/N presentes na mistura inicial sujeita a compostagem s&atilde;o par&acirc;metros determinantes para que este processo microbiol&oacute;gico seja bem sucedido e devem estar compreendidos entre 50&#45;60% e 25&#45;30:1, respectivamente (Liang, Das e McClendon, 2003; Huang <i>et al.</i>, 2004; Zhu, 2007).</font></p>  	     <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b><a name="topq5"></a><a href="#q5">Quadro 5</a></b> &#45; Propriedades f&iacute;sico&#45;qu&iacute;micas das misturas iniciais das pilhas de compostagem testadas.</font></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18q5.jpg" width="360" height="505"></p>  	     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">Neste estudo, o teor de humidade das misturas    iniciais de cada pilha variou entre 43&#45;49%. No que diz respeito &agrave;    rela&ccedil;&atilde;o C/N, os valores baixos foram encontrados em todas as misturas    iniciais (15,2&#45;17,8), e este aspecto limitou a evolu&ccedil;&atilde;o do    processo (resultados discutidos na sec&ccedil;&atilde;o 3.2.2). Na verdade,    Huang <i>et al.</i> (2004) estudaram o efeito da baixa rela&ccedil;&atilde;o    C/N (aproximadamente 15) na compostagem de estrume de animais misturados com    serradura e conclu&iacute;ram que per&iacute;odos mais longos de compostagem    foram necess&aacute;rios para atingir a matura&ccedil;&atilde;o/estabiliza&ccedil;&atilde;o    do composto, mas que o perfil de temperatura registada atingiu o valor m&aacute;ximo    de 60 &ordm;C, tendo a fase termof&iacute;lica uma dura&ccedil;&atilde;o de    32 dias, o que &eacute; suficiente para promover a higieniza&ccedil;&atilde;o    do composto.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Os elevados teores de c&aacute;lcio em todas    as misturas iniciais testadas, traduzem a quantidade significativa de casca    de ovo incorporada (20 a 33%). Outros elementos importantes e necess&aacute;rios    para o crescimento microbiol&oacute;gico, como P, K, Na, e Mg, estavam presentes    em concentra&ccedil;&otilde;es suficientes nas mat&eacute;rias&#45;primas testadas.    Os metais pesados t&oacute;xicos (Cd, Cr, Pb, Cu, Ni e Zn) foram detectados    em baixas concentra&ccedil;&otilde;es, tal como esperado dada a natureza dos    materiais.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Neste estudo, a monitoriza&ccedil;&atilde;o de    4 pilhas do tipo <i>windrow</i> com elevados teores de casa de ovo <a name="q3"></a>(<a href="#topq3">Quadro    3</a>) teve a dura&ccedil;&atilde;o de 50 dias e contemplou a quantifica&ccedil;&atilde;o    de pH, condutividade el&eacute;ctrica, humidade e temperatura de cada mistura.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Na Figura 2 est&aacute; representada a evolu&ccedil;&atilde;o da temperatura registada em cada uma das quatro pilhas, assim como a temperatura ambiente observada durante o per&iacute;odo em an&aacute;lise. De facto, a temperatura corresponde a uma das vari&aacute;veis de monitoriza&ccedil;&atilde;o mais importantes no processo de compostagem, uma vez que determina a din&acirc;mica da actividade microbiana, a velocidade das reac&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas e tamb&eacute;m a qualidade do composto final.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="topf2"></a><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18f2.jpg" width="700" height="276"></p>     
<p><font face="verdana" size="2"><b><a href="#f2">Figura 2</a></b> &#150; Perfil de temperatura do processo de compostagem (linhas verticais representam a amplitude dos valores de temperatura medidos em diferentes pontos da pilha): a)&#45; pilhas com 20% de CO; b)&#45; pilhas com ~30% de CO.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="verdana" size="2">Os perfis de temperatura registados evidenciam que as mat&eacute;rias&#45;primas j&aacute; tinham uma temperatura &gt; 30 &ordm;C quando as pilhas foram constru&iacute;das, porque os materiais utilizados j&aacute; estavam envelhecidos. Com efeito, o estrume de cavalo utilizado neste estudo foi armazenado por duas semanas num &aacute;trio, o que permitiu que a degrada&ccedil;&atilde;o microbiana da mat&eacute;ria org&acirc;nica facilmente biodegrad&aacute;vel tivesse in&iacute;cio. De acordo com Li, Zhang e Pang (2008) a compostagem de estrumes envelhecidos atinge picos de temperatura mais baixos, demora mais tempo a atingir a estabilidade e causa mais perdas de mat&eacute;ria seca e azoto. Portanto, poder&#45;se&#45;ia esperar que os perfis de temperatura apresentados na Figura 2 apresentassem uma fase termof&iacute;lica mais acentuada, se estrume fresco de cavalo tivesse sido usado.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">As pilhas 1 e 2 (com 20% de casca de ovo) apresentaram uma fase termof&iacute;lica que durou cerca de 20 dias; foram necess&aacute;rios cerca de 6 dias para se atingir os 50 &ordm;C, que foi a m&eacute;dia da temperatura m&aacute;xima registada, apesar de valores de temperatura superiores terem sido monitorizados em alguns pontos das pilhas, especialmente na regi&atilde;o central (linhas verticais na Figura 2(a)). A fase de matura&ccedil;&atilde;o do processo foi bem identificada, uma vez que a temperatura das pilhas diminuiu para valores pr&oacute;ximos da temperatura ambiente, independentemente da correc&ccedil;&atilde;o da humidade e do arejamento mec&acirc;nico realizados.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A Figura 2(b) apresenta o perfil de temperaturas das pilhas 3 e 4 (com cerca de 30% de CO). Neste caso, a fase termof&iacute;lica foi mais curta (durou cerca de 14 dias) e teve in&iacute;cio 6 dias depois da fase termof&iacute;lica das &nbsp;pilhas com 20% de casca de ovo na sua composi&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m disso, a temperatura m&eacute;dia m&aacute;xima registada foi ainda menor (45 &ordm;C e 43 &ordm;C na pilha 3 e 4, respectivamente), bem como a temperatura do n&uacute;cleo pilha (49 &ordm;C e 47 &ordm;C na pilha 3 e 4, respectivamente). Este facto poder&aacute; ser explicado pela maior percentagem de ovo incorporada nas pilhas 3 e 4 em compara&ccedil;&atilde;o com as pilhas 1 e 2, o que diminui, em termos globais, a quantidade de mat&eacute;ria org&acirc;nica inicialmente presente nas misturas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Durante o processo de compostagem, a evolu&ccedil;&atilde;o do pH (Figura 3) apresentou um perfil semelhante para as pilhas testadas e seguiu um padr&atilde;o indicado por outros estudos (Zhu <i>et al.</i>, 2004; Ya&ntilde;ez, Alonso e D&iacute;az, 2009). Inicialmente, durante a fase termof&iacute;lica, o pH da mistura tendeu a aumentar, contudo a estabiliza&ccedil;&atilde;o em valores de pH mais pr&oacute;ximos da neutralidade ocorreu quando durante a fase de matura&ccedil;&atilde;o. A condutividade el&eacute;ctrica n&atilde;o sofreu altera&ccedil;&otilde;es significativas, tendo este comportamento sido consistente em todas as pilhas analisadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="topf3"></a><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18f3.jpg" width="505" height="341"></p>     
<p><font face="verdana" size="2"><b><a href="#f3">Figura 3</a></b> &#150; Evolu&ccedil;&atilde;o do pH (linhas a cheio) e da condutividade el&eacute;ctrica (linhas a tracejado) durante o processo de compostagem.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">As principais caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e qu&iacute;micas dos compostos produzidos neste trabalho est&atilde;o apresentados no Quadro 6, bem como os crit&eacute;rios para a atribui&ccedil;&atilde;o do R&oacute;tulo Ecol&oacute;gico Europeu (Decis&atilde;o da Comiss&atilde;o 2001/688/CE). Todos os compostos (C1 da pilha 1 a C4 da pilha 4) atingiram uma apar&ecirc;ncia escura t&iacute;pica da presen&ccedil;a de h&uacute;mus, n&atilde;o sendo evidente qualquer odor desagrad&aacute;vel. Independentemente do conte&uacute;do de CO nas misturas testadas encontraram&#45;se vis&iacute;veis nos compostos obtidos, pequenas part&iacute;culas de casca de ovo. Os teores de humidade quantificados nos compostos finais estiveram de acordo com os crit&eacute;rios estabelecidos pelo sistema comunit&aacute;rio de atribui&ccedil;&atilde;o de R&oacute;tulo Ecol&oacute;gico. No que diz respeito &agrave; condutividade el&eacute;ctrica, os n&iacute;veis quantificados foram pr&oacute;ximos do valor m&aacute;ximo permitido (1,5 mS cm<sup>&#45;1</sup>), provavelmente devido &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de estrumes de animais que tipicamente s&atilde;o caracterizados por possu&iacute;rem elevados n&iacute;veis de condutividade el&eacute;ctrica (Ko <i>et al.</i>, 2008).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 6</b> &#150; Caracteriza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e qu&iacute;mica dos compostos (C1&#45;C4).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;<img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18q6.jpg" alt="" width="550" height="355"></font></p>     
<p>&nbsp;</p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Em geral, o teor de metais pesados em compostos destinados a valoriza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola pode ser considerado um par&acirc;metro cr&iacute;tico, em termos de qualidade. Na verdade, apesar de algumas quantidades de metais pesados espec&iacute;ficos serem essenciais para o crescimento da planta (por exemplo, Cu, Ni, Zn), outros, mesmo em pequenas quantidades s&atilde;o motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o devido ao seu potencial impacte na biota do solo e na sa&uacute;de humana. Ao comparar os teores de Cd, Cr, Pb, Cu, Ni e Zn presentes nos compostos produzidos, com os crit&eacute;rios estabelecidos para a obten&ccedil;&atilde;o de um r&oacute;tulo ecol&oacute;gico n&atilde;o foram encontrados valores cr&iacute;ticos. Os compostos finais obtidos s&atilde;o claramente materiais ricos em Ca e seu montante &eacute; quase duas vezes maior do que as mat&eacute;rias&#45;primas (<a name="q5"></a><a href="#topq5">Quadro 5</a>). Este facto &eacute; uma consequ&ecirc;ncia da redu&ccedil;&atilde;o da massa total que tipicamente ocorre durante um processo de compostagem e &agrave; estabilidade qu&iacute;mica dos minerais de c&aacute;lcio na casca de ovo (principalmente CaCO<sub>3</sub>). Na verdade, quando o pH assume valores ligeiramente b&aacute;sicos (7,6&#45;8,3), a taxa de lixivia&ccedil;&atilde;o do c&aacute;lcio &eacute; muito baixa. Como j&aacute; mencionado anteriormente, estes compostos podem ter um efeito positivo quando aplicados para aumentar o pH do solo ou para corrigir os n&iacute;veis de solos pobres em c&aacute;lcio.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Em termos microbiol&oacute;gicos, os valores de bact&eacute;rias coliformes (CB), bact&eacute;rias coliformes termotolerantes (TCB), <i>E. Coli</i> e clostr&iacute;dios sulfito &#150; redutores (SSRC) quantificados nos compostos analisados est&atilde;o presentes na Figura 4(a). A contagem de microrganismos mes&oacute;filos totais, realizada nas misturas iniciais e nos compostos finais, est&aacute; apresentada na Figura 4(b).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18f4.jpg" width="650" height="221"></p>     
<p><font face="verdana" size="2"><b>Figura 4</b> &#150; Caracter&iacute;sticas microbiol&oacute;gicas dos compostos finais: <b>a)</b> total de bact&eacute;rias coliformes (CB), bact&eacute;rias coliformes termotolerantes (TCB), Escherichia coli (E. Coli), Esporos de clostr&iacute;dios sulfito&#45;redutores (SSRC); <b>b)</b> microrganismos mes&oacute;filos totais (MB) no in&iacute;cio do processo (misturas iniciais) e nos compostos finais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="verdana" size="2">A presen&ccedil;a de bact&eacute;rias fecais &eacute; de especial interesse do ponto de vista higi&eacute;nico, porque pode ser usada como bioindicador da presen&ccedil;a de potenciais microrganismos patog&eacute;nicos e do grau de higieniza&ccedil;&atilde;o do composto. A caracteriza&ccedil;&atilde;o dos compostos produzidos neste trabalho demonstrou que bact&eacute;rias fecais est&atilde;o presentes, independentemente das composi&ccedil;&otilde;es das misturas testadas: os resultados mostraram que os n&iacute;veis de TCB e de <i>E. coli</i> variam entre 0,9&#45;2,9 log NMP g<sup>&#45;1</sup> e 0,9 &#45;2,7 log NMP g<sup>&#45;1</sup>, respectivamente, contudo estes valores s&atilde;o inferiores aos definidos pela Decis&atilde;o da Comiss&atilde;o 2001/688/CE (inferior a 1000 NMP g<sup>&#45;1</sup>) para uso agr&iacute;cola ou para a comercializa&ccedil;&atilde;o do composto.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O composto obtido na pilha 4 apresentou os n&iacute;veis mais elevados de TCB e E. coli, indicando que provavelmente a dura&ccedil;&atilde;o da fase term&oacute;filica, n&atilde;o foi suficiente para assegurar a inactiva&ccedil;&atilde;o completa de patog&eacute;nicos. Na verdade, o perfil de temperatura (<a name="f2"></a><a href="#topf2">Figura 2</a>) para essa pilha atingiu a temperatura mais baixa registada durante a monitoriza&ccedil;&atilde;o do processo de compostagem.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Os resultados obtidos pela t&eacute;cnica de tubos m&uacute;ltiplos para os esporos de clostr&iacute;dios sulfito&#45;redutores (SSRC) nos compostos finais (<a name="f3"></a><a href="#topf3">Figura 3</a>)) s&atilde;o relativamente elevados, sendo o menor valor determinado para a pilha 1. A quantifica&ccedil;&atilde;o do SSRC &eacute; um par&acirc;metro importante, uma vez que clostr&iacute;dios s&atilde;o bact&eacute;rias formadoras de esporos que podem, atrav&eacute;s deste mecanismo, resistir &agrave;s altas temperaturas desenvolvidas nas pilhas durante o processo de compostagem (Bustamante <i>et al.</i>, 2008). Aus&ecirc;ncia de <i>Clostridium perfringens</i> por grama de composto foi sugerida como uma exig&ecirc;ncia do produto final no segundo projecto da Comiss&atilde;o Europeia (<i>Second draft of the European</i> <i>Commission working document on biological treatment of biowaste</i>, 2001). Os resultados obtidos neste trabalho, levantam a suspeita de que a rela&ccedil;&atilde;o de tempo e temperatura n&atilde;o ter&aacute; sido suficiente para destruir os esporos.</font></p>      <p><font face="verdana" size="2">Os resultados tamb&eacute;m indicaram que os n&iacute;veis de MB quantificados nas misturas iniciais rondaram os 8,9 log UFC g<sup>&#45;1</sup> e no final do processo de compostagem, a contagem bacteriana diminuiu para n&iacute;veis em torno de 7,7&#45;8,0 log UFC g<sup>&#45;1</sup>. Esses valores eram previs&iacute;veis, pois os microrganismos mes&oacute;filos ainda est&atilde;o presentes na fase de matura&ccedil;&atilde;o, apesar da baixa actividade microbiana (Hassen <i>et al</i>., 2001).</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">A partir dos resultados apresentados, n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as significativas na qualidade microbiol&oacute;gica dos produtos finais obtidos com diferentes n&iacute;veis de res&iacute;duos de casca de ovo.&Eacute; tamb&eacute;m de salientar que o grau de higieniza&ccedil;&atilde;o dos compostos produzidos neste trabalho, pode n&atilde;o ter sido exclusivamente dependente do perfil de temperatura alcan&ccedil;ado durante a compostagem, mas tamb&eacute;m influenciado por fen&oacute;menos de recontamina&ccedil;&atilde;o associados &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o do equipamento mec&acirc;nico para misturar e arejar as pilhas. De facto, alguns autores (Hassen <i>et al.</i>, 2001; Bustamante <i>et al.</i>, 2008) referem a recontamina&ccedil;&atilde;o ou "redistribui&ccedil;&atilde;o" de coliformes fecais durante os revolvimentos de pilhas do tipo <i>windrow</i>. Por outro lado, as experi&ecirc;ncias apresentadas neste trabalho foram realizados numa zona agr&iacute;cola, onde o equipamento mec&acirc;nico tamb&eacute;m foi utilizado para misturar e arejar pilhas constitu&iacute;das por estrumes de animais com diferentes n&iacute;veis de higieniza&ccedil;&atilde;o. Deste modo, ser&aacute; prov&aacute;vel que o equipamento de revolvimento possa ter actuado como vector de re&#45;coloniza&ccedil;&atilde;o dos compostos por outras comunidades bacterianas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O &iacute;ndice de germina&ccedil;&atilde;o (GI) &eacute; um par&acirc;metro usualmente quantificado para avaliar a toxicidade do composto, uma vez que compostos n&atilde;o maturados podem conter subst&acirc;ncias inibidoras da germina&ccedil;&atilde;o de sementes e desenvolvimento radicular normal. Neste trabalho, os ensaios de germina&ccedil;&atilde;o foram realizados com sementes de agri&atilde;o de jardim e os resultados obtidos est&atilde;o resumidos na Figura 5.</font></p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a18f5.jpg" width="500" height="371"></p> 	    
<p><font face="verdana" size="2"><b>Figura 5</b> &#150; Resultados dos ensaios de germina&ccedil;&atilde;o (linhas verticais correspondem aos desvios padr&atilde;o) para os compostos C1 a C4, usando sementes de agri&atilde;o de jardim (n=5).</font></p> 	    <p>&nbsp;</p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Independentemente da composi&ccedil;&atilde;o do composto, a percentagem relativa de germina&ccedil;&atilde;o, <i>RRG,</i> foi sempre superior a 100%. Estes resultados significam que o desenvolvimento das ra&iacute;zes das sementes &eacute; favorecido por subst&acirc;ncias presentes nos compostos. O &iacute;ndice de germina&ccedil;&atilde;o obtido, GI, foi superior a 60%, variando de 87% a 101%, o que indica que os compostos analisados n&atilde;o apresentam propriedades fitot&oacute;xicas capazes de inibir a germina&ccedil;&atilde;o (Komilis e Tziouvaras, 2009). &Iacute;ndices de germina&ccedil;&atilde;o inferiores que variaram entre 32,5% e 50% foram obtidos por Kemper e Goodwin (2009) em compostos produzidos a partir de res&iacute;duos da casca e estrume de galinha. Estes resultados indicam que as caracter&iacute;sticas fitot&oacute;xicas dos compostos produzidos a partir de res&iacute;duos de casca de ovo s&oacute; podem ser atribu&iacute;das &agrave;s propriedades do estrume animal utilizado na composi&ccedil;&atilde;o daquelas pilhas.</font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2">A estabilidade do composto representa o grau de decomposi&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria org&acirc;nica expressa em fun&ccedil;&atilde;o da actividade microbiana e pode ser avaliada, por exemplo, por metodologias respirom&eacute;tricas (Komilis e Tziouvaras, 2009). Neste estudo, a estabilidade dos compostos produzidos foi avaliada por testes de auto&#45;aquecimento e por ensaios de respirometria.Independentemente do composto analisado, a temperatura m&aacute;xima registada durante o teste de autoquecimento n&atilde;o ultrapassou os 29&ordm;C, e o consumo m&aacute;ximo de oxig&eacute;nio, SOUR rondou valores entre os 0,19 e 0,36 mg&nbsp;O<sub>2</sub>&nbsp;g<sup>&#8722;1</sup>&nbsp;VS&nbsp;h<sup>&#8722;1</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Ambos os testes demonstraram claramente que todos os compostos apresentam uma estabilidade elevada, ap&oacute;s 50 dias de compostagem e, portanto, a sua utiliza&ccedil;&atilde;o como substrato org&acirc;nico ir&aacute; manter a disponibilidade de oxig&eacute;nio no solo ou meio de crescimento. Na verdade, o valor de SOUR obtido neste trabalho foi inferior a 1 mg O<sub>2</sub> g<sup>&#45;1</sup> VS h<sup>&#45;1</sup>, para todas as pilhas testadas, o que &eacute; indicativo de compostos est&aacute;veis (Lasaridi e Stentiford, 1998). Por outro lado, tamb&eacute;m as temperaturas mais elevadas alcan&ccedil;adas durante o teste de aquecimento foram inferiores a 30 &ordm;C, permitindo classificar todos os compostos com um grau de estabilidade V.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Nas condi&ccedil;&otilde;es do estudo realizado em vasos, a aplica&ccedil;&atilde;o da casca de ovo ao solo com baixo teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica e textura arenosa, teve o mesmo efeito que a aplica&ccedil;&atilde;o de igual quantidade do correctivo agr&iacute;cola, podendo deste modo substitu&iacute;&#45;lo. Contudo, a exig&ecirc;ncia legal de um tratamento t&eacute;rmico antes da aplica&ccedil;&atilde;o da CO ao solo, constitui uma desvantagem relativamente ao calc&aacute;rio agr&iacute;cola. Relativamente a solos com elevado teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica, e portanto com um maior poder tamponizante, o correctivo calc&aacute;rio apresentou um efeito significativamente maior na subida do pH do que com a casca de ovo, mas apenas no tratamento em que se aplicaram o equivalente a 5 t ha<sup>&#45;1</sup>. Estudos de campo dever&atilde;o ser efectuados para complementar e comprovar estas observa&ccedil;&otilde;es preliminares.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">No que diz respeito ao processo da compostagem, os resultados experimentais indicam que quantidades significativas de casca de ovo (20 e 33%) podem ser utilizadas juntamente com outros res&iacute;duos de origem animal e vegetal, sem haver inconvenientes para o desenrolar do processo. Independentemente da formula&ccedil;&atilde;o testada a fase termof&iacute;lica foi observada em todas as pilhas, apesar da baixa raz&atilde;o C/N existente no in&iacute;cio do processo. Do estudo da qualidade dos compostos finais, feito atrav&eacute;s da an&aacute;lise das respectivas caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas, qu&iacute;micas e microbiol&oacute;gicas, pode&#45;se concluir que apresentam propriedades adequadas a aplica&ccedil;&otilde;es agron&oacute;micas. Apesar dos baixos teores de <i>E.coli</i> quantificados nos compostos finais, o aspecto sanit&aacute;rio do composto poder&aacute; n&atilde;o estar garantido devido a prov&aacute;vel recontamina&ccedil;&atilde;o ocorrida durante o processo de revolvimento e &agrave; pequena dura&ccedil;&atilde;o da fase termof&iacute;lica.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Agra CEAS Consulting, A.C. (2004) &#45; <i>Study on the socio&#45;economic implications of the various systems to keep laying hen &#45;&nbsp; Final Report for the European Commission</i>. Brussels, European Commission, 441p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0871-018X201100020001800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Alburquerque, J.A.; Gonz&aacute;lvez, J.; Garc&iacute;a, D. e Cegarra, J. (2006) &#45; Measuring detoxification and maturity in compost made from "alperujo", the solid by&#45;product of extracting olive oil by the two&#45;phase centrifugation system. <i>Chemosphere,</i> 64, 3: 470&#45;477.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0871-018X201100020001800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Bustamante, M.A.; Moral, R.; Paredes, C.; Vargas&#45;Garc&iacute;a, M.C.; Su&aacute;rez&#45;Estrella, F.e Moreno, J. (2008) &#45; Evolution of the pathogen content during co&#45;composting of winery and distillery wastes. <i>Bioresource Technology</i>, 99, 15: 7299&#45;7306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0871-018X201100020001800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">FCQAO (1994) &#45; <i>Methods book for the Analysis of Compost</i>. Cologne, Germany, Federal Compost Quality Assurance Organization. 125p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0871-018X201100020001800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Hassen, A.; Belguith, K.; Jedidi, N.; Cherif, A.; Cherif, M.e Boudabous, A. (2001) &#45; Microbial characterization during composting of municipal solid waste. <i>Bioresource Technology</i>, 80, 3: 217&#45;225.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0871-018X201100020001800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Huang, G.F.; Wong, J.W.C.; Wu, Q.T. e Nagar, B.B. (2004) &#45; Effect of C/N on composting of pig manure with sawdust. <i>Waste Management</i>, 24, 8: 805&#45;813.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0871-018X201100020001800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Kemper, N.P. e Goodwin, H.L., Jr. (2009) &#45; Feasibility and production costs of composting breeder and pullet litter with eggshell waste. <i>The Journal of&nbsp; Applied Poultry Research</i>, 18, 2: 172&#45;184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0871-018X201100020001800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Ko, H.J.; Kim, K.Y.; Kim, H.T.; Kim, C.N. e Umeda, M. (2008) &#45; Evaluation of maturity parameters and heavy metal contents in composts made from animal manure. <i>Waste Management</i>, 28, 5: 813&#45;820.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0871-018X201100020001800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Komilis, D.P. e Tziouvaras, I.S. (2009) &#45; A statistical analysis to assess the maturity and stability of six composts. <i>Waste Management</i>, 29, 5: 1504&#45;1513.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0871-018X201100020001800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Lasaridi, K.E. e Stentiford, E.I. (1998) &#45; A simple respirometric technique for assessing compost stability. <i>Water Research</i>, 32, 12: 3717&#45;3723.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0871-018X201100020001800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Li, X., Zhang, R. e Pang, Y. (2008) &#45; Characteristics of dairy manure composting with rice straw. <i>Bioresource Technology</i>, 99, 2: 359&#45;367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0871-018X201100020001800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Liang, C.; Das, K.C. e McClendon, R.W. (2003) &#45; The influence of temperature and moisture contents regimes on the aerobic microbial activity of a biosolids composting blend. <i>Bioresource Technology</i>, 86, 2: 131&#45;137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0871-018X201100020001800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Mezenner, N.Y. and Bensmaili, A. (2009) &#45; Kinetics and thermodynamic study of phosphate adsorption on iron hydroxide&#45;eggshell waste. <i>Chemical Engineering Journal</i>, 147, 2&#45;3: 87&#45;96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0871-018X201100020001800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Park, H.J.; Jeong, S.W.; Yang, J.K.; Kim, B.G. e Lee, S.M. (2007) &#45; Removal of heavy metals using waste eggshell. <i>Journal of Environmental Sciences</i>, 19, 12: 1436&#45;1441.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0871-018X201100020001800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Santos, J.Q. (1995) &#45; <i>Fertiliza&ccedil;&atilde;o e Polui&ccedil;&atilde;o</i>. J. Quelhas dos Santos Ed, 192 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0871-018X201100020001800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Santos, J.Q. (1996) &#45; <i>Fertiliza&ccedil;&atilde;o. Fundamentos da utiliza&ccedil;&atilde;o dos adubos e correctivos</i>. Lisboa, Publica&ccedil;&otilde;es Europa&#45;Am&eacute;rica, 441 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0871-018X201100020001800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Stadelman, W.J. (2000) &#45; Eggs and egg products. <i>In</i>: Francis, F.J. (Ed.) &#45; <i>Encyclopedia of Food Science and Technology</i>. 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(2008) &#45; Utilization of ground eggshell waste as an adsorbent for the removal of dyes from aqueous solution. <i>Bioresource Technology</i>, 99, 6: 1623&#45;1629.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0871-018X201100020001800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Ya&ntilde;ez, R.; Alonso, J.L. e D&iacute;az, M.J. (2009) &#45; Influence of bulking agent on sewage sludge composting process. <i>Bioresource Technology</i>, 100, 23: 5827&#45;5833.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0871-018X201100020001800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Zhu, N. (2007) &#45; Effect of low initial C/N ratio on aerobic composting of swine manure with rice straw. <i>Bioresource Technology</i>, 98, 1: 9&#45;13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0871-018X201100020001800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Zhu, N.; Deng, C.; Xiong, Y. e Qian, H. (2004)    &#45; Performance characteristics of three aeration systems in the swine manure    composting. <i>Bioresource Technology</i>, 95, 3: 319&#45;326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0871-018X201100020001800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	     ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Study on the socio-economic implications of the various systems to keep laying hen: Final Report for the European Commission]]></source>
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