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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise ambiental e edáfica em área de transformação periurbana]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The environmental and edaphic characteristics and soil conditions are crucial in the process of pedogenesis and the soil use capacity. In the hydrographical basin of the Covões, close to the Coimbra town, were assessed seven environmental variables and soil chemical and physical characteristics that determine the soil use capacity. The article presents the mapping of land use capacity, appearing represented the classes B, Bh, C, Cs, D, Ds and E. The characterization highlights the predominance of soils with low productive capacity and ability essentially for forest or agricultural use rather intensive. The area has been presenting a high peri-urbanization process. The analysis focused on the land use in the years 1958 and 2002, demonstrating the importance of forest occupation, the high loss of agricultural use, together with the increase in urban areas and with equipment and infrastructure. The analysis reveals the increase of urban occupation in soil class C and D; the decrease in agricultural land occupation in classes E, D and C; the increase of forest areas in classes E, D and C and the increase of bare areas with little or no vegetation in E class and of soil capacity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	     <p><b><font face="verdana" size="2">An&aacute;lise ambiental e ed&aacute;fica    em &aacute;rea de transforma&ccedil;&atilde;o periurbana</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>  	     <p><b><font face="verdana" size="2">Rosinda Leonor Pato<sup>1</sup>, M&ordf; Carmo    Magalh&atilde;es<sup>1</sup> e Alexandre O.Tavares<sup>2</sup></font></b></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup>CERNAS, IPC, Esc. Superior Agr&aacute;ria, Bencanta, 3040&#8209;316 Coimbra; e&#8209;mail: <u><a href="mailto:rlsp@esac.pt">rlsp@esac.pt</a></u>; <u><a href="mailto:mcsm@esac.pt">mcsm@esac.pt</a>;</u> </font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra. 3000&#8209;272 Coimbra; e&#8209;mail: <u><a href="mailto:atavares@dct.uc.pt">atavares@dct.uc.pt</a></u></font> </p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p><font face="verdana" size="2">As caracter&iacute;sticas ambientais e ed&aacute;ficas s&atilde;o determinantes no processo de pedogen&eacute;se e condicionam a capacidade de uso do solo. Na bacia hidrogr&aacute;fica da ribeira do Cov&otilde;es, em Coimbra, avaliaram&#45;se sete vari&aacute;veis ambientais e as caracter&iacute;sticas f&iacute;sico&#45;qu&iacute;micas do solo, as quais determinam a capacidade de uso do solo. Elaborou&#45;se a cartografia da capacidade de uso, estando representadas as classes B, Bh, C, Cs D, Ds e E. A caracteriza&ccedil;&atilde;o evid&ecirc;ncia o predom&iacute;nio dos solos com baixa capacidade produtiva e aptid&atilde;o essencialmente florestal ou utiliza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola pouco intensiva. Sendo um espa&ccedil;o com elevada din&acirc;mica de peri&#45;urbaniza&ccedil;&atilde;o, avaliou&#45;se o uso/ocupa&ccedil;&atilde;o do solo nos anos de 1958 e 2002, o que demonstrou a import&acirc;ncia da ocupa&ccedil;&atilde;o florestal, a elevada perda de uso agr&iacute;cola, e o incremento das &aacute;reas urbanas e com equipamentos e infra&#45;estruturas. Foi poss&iacute;vel relacionar a capacidade de uso do solo com a altera&ccedil;&atilde;o de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o, a qual revelou o aumento da ocupa&ccedil;&atilde;o urbana em solos de classe C e D; a diminui&ccedil;&atilde;o da ocupa&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola em solos de classe E, D e C; o aumento da ocupa&ccedil;&atilde;o florestal em &aacute;reas de classe E, D e C; e o aumento das zonas descobertas sem ou com pouca vegeta&ccedil;&atilde;o em solos da classe E de capacidade de uso.</font> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave</b>: capacidade de uso do solo, ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, transforma&ccedil;&atilde;o periurbana, vari&aacute;veis ambientais</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p><b>Environmental and edaphic analysis in a peri-urbanization area</b></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font>	</p> 	    <p><font face="verdana" size="2">The environmental and edaphic characteristics and soil conditions are crucial in the process of pedogenesis and the soil use capacity. In the hydrographical basin of the Cov&otilde;es, close to the Coimbra town, were assessed seven environmental variables and soil chemical and physical characteristics that determine the soil use capacity. The article presents the mapping of land use capacity, appearing represented the classes B, Bh, C, Cs, D, Ds and E. The characterization highlights the predominance of soils with low productive capacity and ability essentially for forest or agricultural use rather intensive. The area has been presenting a high peri&#45;urbanization process. The analysis focused on the land use in the years 1958 and 2002, demonstrating the importance of forest occupation, the high loss of agricultural use, together with the increase in urban areas and with equipment and infrastructure. The analysis reveals the increase of urban occupation in soil class C and D; the decrease in &nbsp;&nbsp;agricultural land occupation in classes E, D and C; the increase of forest areas in classes E, D and C and the increase of bare areas with little or no vegetation in E class and of soil capacity.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Key&#45;words</b>: soil capacity, land occupation, peri&#45;urban transformation, environmental variables</font>   </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>As   vari&aacute;veis ambientais s&atilde;o determinantes no processo de pedog&eacute;nese e condicionam   as caracter&iacute;sticas do solo, em termos espaciais, qualitativos e quantitativos   (Jenny, 1994; Mckenzie e Ryan, 1999).</p>     <p>O solo,   como componente biof&iacute;sica que suporta as actividades humanas, assume um papel   fundamental na ocupa&ccedil;&atilde;o territorial. O seu estudo, atrav&eacute;s da caracteriza&ccedil;&atilde;o   dos par&acirc;metros indicadores da fertilidade, &eacute; um contributo essencial para o   ordenamento e gest&atilde;o do espa&ccedil;o (Chen <i>et al</i>., 2001; Hasse e Lathrop,   2003).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As &aacute;reas   peri-urbanas, zonas de interface rural&#8209;urbano, s&atilde;o espa&ccedil;os din&acirc;micos com   complementaridade de fun&ccedil;&otilde;es, em que as vari&aacute;veis ambientais s&atilde;o um importante   factor dinamizador das altera&ccedil;&otilde;es destes espa&ccedil;os.</p>     <p>A &aacute;rea em   estudo &eacute; uma pequena bacia hidrogr&aacute;fica na margem esquerda do rio Mondego, a   qual apresenta uma grande diversidade de caracter&iacute;sticas biof&iacute;sicas e tem   apresentado nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas uma din&acirc;mica crescente de transforma&ccedil;&atilde;o e   ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica, com uma diminui&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia das condicionantes   ambientais na ocupa&ccedil;&atilde;o deste territ&oacute;rio (Pato, 2007; Pato <i>et al</i>., 2008).</p>     <p>Pretende&#8209;se   com este trabalho estabelecer uma cartografia da capacidade de uso do solo a   partir da caracteriza&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis ambientais de um espa&ccedil;o em acelerado   processo de periurbaniza&ccedil;&atilde;o, no concelho de Coimbra. Esta an&aacute;lise permite   avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o do uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo em fun&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis   ambientais e ed&aacute;ficas, contribuindo, assim, para o ordenamento e gest&atilde;o do territ&oacute;rio.</p>     <p>Recorrendo   a diferentes metodologias de an&aacute;lise &eacute; poss&iacute;vel responder &agrave;s seguintes   quest&otilde;es:</p>     <p>a) quais   as caracter&iacute;sticas ambientais que permitem, para a &aacute;rea em estudo, estabelecer   um referencial de capacidade de uso do solo;</p>     <p>b) qual a   influ&ecirc;ncia da capacidade de uso do solo nos processos de altera&ccedil;&atilde;o e ocupa&ccedil;&atilde;o   antr&oacute;pica na &aacute;rea em estudo?</p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>MATERIAL   E M&Eacute;TODOS</b></p>     <p>A bacia   hidrogr&aacute;fica da ribeira dos Cov&otilde;es, com cerca de 7 km<sup>2</sup>, cuja linha   de &aacute;gua principal &eacute; um afluente esquerdo do rio Mondego, situa-se na   proximidade do centro urbano da cidade de Coimbra. A &aacute;rea tem apresentado ao   longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas uma progressiva ocupa&ccedil;&atilde;o antr&oacute;pica, com o   desenvolvimento das &aacute;reas urbanas cont&iacute;nuas e descont&iacute;nuas, assim como com a   infra-estrutura&ccedil;&atilde;o vi&aacute;ria, a localiza&ccedil;&atilde;o de equipamentos escolares e de sa&uacute;de   (Pato, 2007).</p>     <p>Para a   an&aacute;lise das vari&aacute;veis ambientais e caracteriza&ccedil;&atilde;o ed&aacute;fica, recorreu&#8209;se a   estudos de campo, elementos cartogr&aacute;ficos, imagens a&eacute;reas e de sat&eacute;lite,   registos pr&eacute;vios, e a dados anal&iacute;ticos obtidos em laborat&oacute;rio.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Caracteriza&ccedil;&atilde;o   geol&oacute;gica - teve por base a Carta Geol&oacute;gica de Portugal, Folha 19D de   Coimbra-Lous&atilde; (Soares <i>et al</i>., 2005), com a observa&ccedil;&atilde;o de afloramentos e   respectiva caracteriza&ccedil;&atilde;o. Clima - an&aacute;lise dos registos da s&eacute;rie   &quot;normal&quot; 1971&#8209;2000, para a esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica de   Coimbra/Bencanta, com a elabora&ccedil;&atilde;o de balan&ccedil;o h&iacute;drico (INMG, 1971&#8209;2000).   Morfologia e exposi&ccedil;&atilde;o de vertentes &#8209; efectuada atrav&eacute;s do processamento   de informa&ccedil;&atilde;o em formato digital (IGE, 2002), em ambiente de Sistema de   Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica e recorrendo ao software ArcGIS 9.1 (ESRI<sup>&Ograve;</sup>).   Hidrografia e hidrogeologia &#8209; apresentam-se os par&acirc;metros morfom&eacute;tricos e   as potencialidades aqu&iacute;feras da bacia hidrogr&aacute;fica (INMG, 1978; Lencastre e   Franco, 1984; Azevedo, 2006; Pato, 2007). Vegeta&ccedil;&atilde;o natural potencial &#8209;   observou-se e identificou-se a flora dominante dos dom&iacute;nios clim&aacute;cicos do   Cercal, Sobreiral, Freixial e vegeta&ccedil;&atilde;o paludosa, e as actuais etapas   subseriais da sucess&atilde;o ecol&oacute;gica (Costa, 1997; Lopes <i>et al</i>., 2005).   Caracteriza&ccedil;&atilde;o ed&aacute;fica &#8209; realizada atrav&eacute;s da caracteriza&ccedil;&atilde;o   f&iacute;sico-qu&iacute;mica de amostras de solo recolhidas em 17 locais. As amostras de solo   foram secas em estufa de ventila&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada de ar, a 30&ordm;C, e preparadas em   moinho espec&iacute;fico para solos (com crivagem atrav&eacute;s de malha de &Oslash; &lt;2mm)   (LQARS, 1977). Na frac&ccedil;&atilde;o fina (de &Oslash; &lt;2mm) foram efectuadas as seguintes   determina&ccedil;&otilde;es: cor - compara&ccedil;&atilde;o visual utilizando a carta de <i>Munsell</i> (Porta <i>et al</i>., 1999); an&aacute;lise granulom&eacute;trica e subsequente classifica&ccedil;&atilde;o   textural &#8209; m&eacute;todo da pipeta de <i>Robinson</i> (Silva, 1967); mineralogia   da frac&ccedil;&atilde;o argilosa -com utiliza&ccedil;&atilde;o de difrac&ccedil;&atilde;o de RX sobre minerais de argila   em amostra orientada (Carapito, 1985; Moore e Reynolds, 1989); superf&iacute;cie   espec&iacute;fica &#8209; m&eacute;todo de adsor&ccedil;&atilde;o do azul-de-metileno (NF P 94&#8209;068);   pH (H<sub>2</sub>O e KCl) &#8209; electrometria, na rela&ccedil;&atilde;o solo:solu&ccedil;&atilde;o 1:2.5   (LQARS, 1977); carbono total &#8209; m&eacute;todo de combust&atilde;o (Franks <i>et al</i>.,   2001); carbono org&acirc;nico &#8209; oxida&ccedil;&atilde;o pelo m&eacute;todo de <i>Tinsley</i> (LQARS,   1977); carbonatos totais &#8209; m&eacute;todo gravim&eacute;trico (Richards, 1954); cati&otilde;es   de troca (Ca<sup>2+</sup>, Mg<sup>2+</sup>, K<sup>+</sup>, Na<sup>+</sup>),   capacidade de troca cati&oacute;nica (CTC) e grau de satura&ccedil;&atilde;o em cati&otilde;es de troca (V)   &#8209; extrac&ccedil;&atilde;o com acetato de am&oacute;nio a pH 7 (Chapman, 1979).</p>     <p>Cartografia   da capacidade de uso do solo &#8209; foram definidas, com base no sistema de   classifica&ccedil;&atilde;o do Atlas do Ambiente (1982), sete classes e subclasses que   resultaram do cruzamento dos v&aacute;rios n&iacute;veis de informa&ccedil;&atilde;o em formato vectorial   das vari&aacute;veis ambientais, recorrendo ao software ArcGIS 9.1 (ESRI<sup>&Ograve;</sup>)   e da associa&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas f&iacute;sico&#8209;qu&iacute;micas do solo.</p>     <p>Na an&aacute;lise   do uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo recorreu&#8209;se a fotografias a&eacute;reas do ano de 1958   (N&ordm; 1077 e 1078) do Instituto Geogr&aacute;fico do Ex&eacute;rcito (IGE) e do ano 2002 (N&ordm;   C2300340, C2410110, C2410120, C2410130, C2410140) do Instituto Nacional de   Garantia Agr&iacute;cola (INGA), realizando&#8209;se em ambiente SIG a representa&ccedil;&atilde;o   de classes baseada na legenda do projecto Corine Land Cover (CLC, 1990).</p>     <p>Para a   avalia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre a cartografia de capacidade de uso do solo e a   ocupa&ccedil;&atilde;o do solo cruzou-se em ambiente SIG a cartografia de capacidade de uso   do solo com os dados digitais da ocupa&ccedil;&atilde;o do solo no ano de 1958 e 2002,   tipificados de acordo com a nomenclatura Corine Land Cover (CLC,&nbsp; 1990;   N&eacute;ry, 2007).</p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>RESULTADOS   E DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o   geol&oacute;gica</b></p>     <p>Na &aacute;rea da   bacia hidrogr&aacute;fica situada na margem direita linha de &aacute;gua principal da ribeira   dos Cov&otilde;es est&atilde;o representadas, de acordo com a Carta Geol&oacute;gica de Portugal,   Folha 19D de Coimbra-Lous&atilde; (Soares <i>et al</i>., 2005), as unidades   carbonatadas jur&aacute;ssicas das forma&ccedil;&otilde;es de Coimbra, (J<sup>1</sup><sub>Co</sub> e   J<sup>1</sup><sub>Co&rsquo;</sub>), Vale das Fontes (J<sup>1</sup><sub>VF</sub>) e S.   Gi&atilde;o (J<sup>1</sup><sub>SG</sub>). Em contacto com as unidades anteriores   aflora a Forma&ccedil;&atilde;o cret&aacute;cica de Figueira da Foz (C<sup>1-2</sup> <sub>FF</sub>),   dominantemente constitu&iacute;da por arenitos grosseiros, pelitos e conglomerados de   tons claros.</p>     <p>Este   conjunto de unidades apresenta rejeitos por fractura&ccedil;&atilde;o NNE&#8209;SSW e NW&#8209;SE,   que imp&otilde;em limites cartogr&aacute;ficos e formas morfol&oacute;gicas rectil&iacute;neas. Na margem   esquerda da linha de &aacute;gua principal, condicionada por fractura&ccedil;&atilde;o NNE-SSW,   aflora a unidade terci&aacute;ria arc&oacute;sica da Forma&ccedil;&atilde;o de Bom Sucesso (E<sub>BS</sub>),   constitu&iacute;da por corpos areno-conglomer&aacute;ticos e areno-pel&iacute;ticos avermelhados e   acastanhados.</p>     <p>Nas   superf&iacute;cies de interfl&uacute;vio, a montante da bacia hidrogr&aacute;fica e a sul de   Esp&iacute;rito Santo de Touregas, afloram as unidades superficiais da Forma&ccedil;&atilde;o de   Antanhol (P<sub>An</sub>) e dep&oacute;sitos quatern&aacute;rios, de natureza   areno-cascalhenta. Associados &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o fluvial est&atilde;o representados dois   dep&oacute;sitos de terra&ccedil;o, associados ao rio Mondego, de natureza   areno-conglo-mer&aacute;tica, assim como dep&oacute;sitos aluvionares, na conflu&ecirc;ncia da   ribeira dos Cov&otilde;es com o rio Mondego.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Clima</b> </p>     <p>A bacia   hidrogr&aacute;fica apresenta um clima mediterr&acirc;nico h&uacute;mido, com cerca de 60% da   precipita&ccedil;&atilde;o concentrada no per&iacute;odo de Novembro a Mar&ccedil;o. A &eacute;poca estival ocorre   em Junho, Julho e Agosto, dada a rela&ccedil;&atilde;o precipita&ccedil;&atilde;o/temperatura (Feio, 1991).</p>     <p>A   precipita&ccedil;&atilde;o regular e a variabilidade inter-anual inferior a 40%, indica,   segundo a UNESCO (Aguilo <i>et al</i>., 1998),&nbsp; que a &aacute;rea em estudo &eacute;   prop&iacute;cia para a agricultura de sequeiro.</p>     <p>Al&eacute;m dos   quantitativos anuais, a distribui&ccedil;&atilde;o anual da precipita&ccedil;&atilde;o e da   evapo-transpira&ccedil;&atilde;o, influenciam o regime h&iacute;drico do solo, aspecto relevante na   pedog&eacute;nese e no crescimento da vegeta&ccedil;&atilde;o. A &aacute;rea em estudo apresenta   consider&aacute;vel variabilidade quanto &agrave;s caracter&iacute;sticas ed&aacute;ficas, pelo que a   partir dos valores da temperatura m&eacute;dia do ar (15,5 &ordm;C), da precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia   anual (900 mm) e da evapotranspira&ccedil;&atilde;o potencial (781 mm), foi efectuado o balan&ccedil;o   de &aacute;gua no solo considerando a capacidade de &aacute;gua utiliz&aacute;vel de 20 mm, 50 mm,   100 mm e 200 mm, pelo m&eacute;todo de Thornthwaite-Matter para o per&iacute;odo de 1971&#8209;2000   (Figura 1) (INMG, 1971&#8209;2000).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a20f1.jpg"></p>     
<p><b>Figura   1</b> - Balan&ccedil;o de &aacute;gua no solo pelo m&eacute;todo de Thornthwaite-Matter para a esta&ccedil;&atilde;o meteorol&oacute;gica     de Coimbra/Bencanta, referente ao per&iacute;odo de 1971&#8209;2000, para uma     capacidade de &aacute;gua utiliz&aacute;vel de: a) 20 mm, b) 50 mm, c) 100 mm, d) 200 mm. (R:     capacidade de &aacute;gua utiliz&aacute;vel de: a) 20 mm, b) 50 mm, c) 100 mm, d) 200 mm. (R:     Precipita&ccedil;&atilde;o total (mm); ETP: Evapotranspira&ccedil;&atilde;o potencial ajustada (mm/m&ecirc;s);     ETR: Evapotranspira&ccedil;&atilde;o real (mm); D: D&eacute;fice de &aacute;gua (mm); S: Excesso de &aacute;gua     (mm)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Com base   nos balan&ccedil;os h&iacute;dricos, o clima foi classificado como pouco h&uacute;mido, mesot&eacute;rmico,   com moderada defici&ecirc;ncia de &aacute;gua no Ver&atilde;o e com nula a pequena concentra&ccedil;&atilde;o da   efici&ecirc;ncia t&eacute;rmica na esta&ccedil;&atilde;o quente (Ver&atilde;o) (B1 B'2 s a') (Feio, 1991;   Castillo e Sentis, 1996; Aguilo <i>et al</i>., 1998).</p>     <p><b>Morfologia   e exposi&ccedil;&atilde;o de vertentes</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A bacia   hidrogr&aacute;fica da ribeira dos Cov&otilde;es apresenta uma varia&ccedil;&atilde;o de cotas entre os 9 m   e os 200 m, sendo que as classes hipsom&eacute;tricas entre os 40 e 140 metros (Quadro   1) representam 70% da &aacute;rea total da bacia hidrogr&aacute;fica. Acima de 140 metros,   encontram-se formas de relevo aplanadas a Este da bacia hidrogr&aacute;fica (Carrascal   da V&aacute;rzea at&eacute; Cruz de Morou&ccedil;os) e a sul de Esp&iacute;rito Santo de Touregas, enquanto   as &aacute;reas situadas abaixo dos 40 metros localizam&#8209;se no sector inferior da   bacia hidrogr&aacute;fica, na Quinta do Bispo (Escola Superior Agr&aacute;ria de   Coimbra-ESAC).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro   1</b> - Representatividade (%) das classes hipsom&eacute;tricas, de declive e de exposi&ccedil;&atilde;o     de vertentes, na bacia hidrogr&aacute;fica da ribeira dos Cov&otilde;es</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a20q1.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O vale   principal apresenta uma morfologia assim&eacute;trica, com vertentes genericamente   c&ocirc;ncavas a ocidente e formas mais abruptas no sector oriental da bacia.   Salientam-se os declives inferiores a 5%, a montante, na zona de interfl&uacute;vio   localizada a sul, correspondente ao relevo aplanado, e a jusante na plan&iacute;cie   aluvial da ESAC; estas zonas de declive baixo representam cerca de 32% da bacia   (Quadro 1). As vertentes dos vales dos afluentes do curso de &aacute;gua principal no   sector oriental apresentam declives m&eacute;dios entre 10 e 30%, sendo condicionados   pela natureza carbonatada do substrato e pela fractura&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As   vertentes apresentam um dom&iacute;nio, 34%, da exposi&ccedil;&atilde;o solar a Norte (Quadro 1).   Nestas vertentes as temperaturas s&atilde;o mais baixas, os valores de precipita&ccedil;&atilde;o   tamb&eacute;m tendem a ser mais elevados devido &agrave; influ&ecirc;ncia do relevo na movimenta&ccedil;&atilde;o   das massas de ar, com maior humidade relativa atmosf&eacute;rica e ao n&iacute;vel do solo e   com propens&atilde;o para forma&ccedil;&atilde;o de geada. Os terrenos sem exposi&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;stica   localizam-se no interfl&uacute;vio a Sul, assim como no sector jusante do curso de   &aacute;gua principal.</p>     <p><b>Hidrografia   e Hidrogeologia</b></p>     <p>Do ponto   de vista hidrol&oacute;gico o escoamento da ribeira dos Cov&otilde;es &eacute; intermitente a   montante e perene a jusante, determinado por valores de input h&iacute;drico de 900 mm   de precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual, com perdas de cerca de 50% por evapotranspira&ccedil;&atilde;o   (INMG, 1971&#8209;2000).</p>     <p>Os   par&acirc;metros morfom&eacute;tricos determinados para a bacia hidrogr&aacute;fica revelam uma   bacia compacta (Kc &lt;1,66), sujeita &agrave; ocorr&ecirc;ncia de picos de cheia; alongada   (Kf = 0,39), bem drenada (Dd = 4,1 km/km<sup>2</sup>) e pouco evolu&iacute;da (Rb =   3,8), caracter&iacute;sticas que favorecem os processos de escoamento superficial,   resultando numa grande susceptibilidade para a ocorr&ecirc;ncia de cheias. Em   acr&eacute;scimo, existe uma assimetria da bacia hidrogr&aacute;fica, com cursos de &aacute;gua at&eacute;   &agrave; 3&ordf; ordem na margem direita da linha de &aacute;gua principal e predominantemente de   1&ordf; ordem na vertente esquerda (INMG, 1978; Lencastre e Franco, 1984).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente   &agrave;s potencialidades aqu&iacute;feras, salientam-se os furos, a jusante da bacia   hidrogr&aacute;fica, na Quinta do Bispo da ESAC, e os po&ccedil;os nos dep&oacute;sitos aluviais,   caracterizados por valores altos de recarga aqu&iacute;fera (Raq) e de potencial   aqu&iacute;fero (Paq). De acordo com Azevedo (2006), a bacia hidrogr&aacute;fica apresenta   valores de Raq entre 0 e 5% da precipita&ccedil;&atilde;o atmosf&eacute;rica (R), na margem direita   do curso de &aacute;gua principal e associada &agrave;s unidades carbonatadas. Valores mais   elevados de Raq, entre 15% e 40% de R, est&atilde;o associados aos materiais aluviais   ao longo da linha de &aacute;gua principal. Verifica-se que cerca de metade da &aacute;rea da   bacia hidrogr&aacute;fica apresenta valores de Raq entre 5% e 15% da precipita&ccedil;&atilde;o   atmosf&eacute;rica. Ainda, de acordo com o mesmo autor, o potencial aqu&iacute;fero (Paq), relacionado   com a capacidade de armazenamento h&iacute;drico (Raq), apresenta, genericamente,   valores de condutividade hidr&aacute;ulica m&eacute;dios a elevados (K&#8805;10<sup>-4</sup> m s<sup>-1</sup>). Associado &agrave;s unidades carbonatadas, os valores de   condutividade hidr&aacute;ulica s&atilde;o inferiores, t&iacute;picos de unidades aquiclusas (K&#8804;10<sup>-9</sup> m s<sup>-1</sup>) ou aquitardas (10<sup>-8</sup>&#8804;K&#8804;10<sup>-5</sup> m s<sup>-1</sup>). Nestas &uacute;ltimas &aacute;reas observam-se tanques de reten&ccedil;&atilde;o, que   foram anteriormente ocupadas por olivais em regime n&atilde;o intensivo, e os   chafarizes ou fontes associados aos n&uacute;cleos rurais pr&eacute;-existentes, aproveitando   frequentemente os elementos estruturais (Pato, 2007).</p>     <p><b>Vegeta&ccedil;&atilde;o   natural potencial</b></p>     <p>A   vegeta&ccedil;&atilde;o potencial da &aacute;rea em estudo pertence aos dom&iacute;nios clim&aacute;cicos do   Cercal, associado &agrave;s unidades carbonatadas jur&aacute;ssicas existentes na margem   direita do curso de &aacute;gua principal; do Sobreiral, nas unidades arenosas   cret&aacute;cicas, areno-conglomer&aacute;ticas e dep&oacute;sitos superficiais, respectivamente do   Cret&aacute;cico, Terci&aacute;rio e Quatern&aacute;rio; Freixial e vegeta&ccedil;&atilde;o paludosa, apenas nas   pequenas f&iacute;mbrias cont&iacute;guas ao curso de &aacute;gua (Costa, 1997; Lopes <i>et al</i>.,   2005).</p>     <p>A   composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica destas comunidades &eacute; determinada por um grande n&uacute;mero de   factores inter&#8209;relacionados, como as caracter&iacute;sticas da rocha de   substrato, as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e qu&iacute;micas do solo e diversos factores   clim&aacute;ticos, nomeadamente a temperatura, precipita&ccedil;&atilde;o, insola&ccedil;&atilde;o e velocidade do   vento (Eyre, 1968).</p>     <p>Os   cercais, designa&ccedil;&atilde;o das matas de carvalho-cerquinho (<i>Quercus faginea</i> Lam. subsp. <i>broteroi</i>) e representativos dos bosques da maioria das   unidades calc&aacute;rias e de substratos margosos carbonatados, t&ecirc;m uma mancha   significativa na ESAC, com 2,2 hectares. O Cercal (<i>Ariso-vulgare-Quercetum     broteroi</i>) apresenta-se actualmente nas suas v&aacute;rias etapas degradativas:   Carrascal, Tojal, Arrelvado, Prado.</p>     <p>O   Sobreiral ou Sobral (<i>Asparago aphylli-Quercetum suberis</i>) representou a   floresta aut&oacute;ctone existente sobre as unidades geol&oacute;gicas do Cret&aacute;cico e   Jur&aacute;ssico superior, predominando actualmente as esp&eacute;cies das diversas etapas   subseriais da sucess&atilde;o ecol&oacute;gica Medronhal, Matos de carvalhi&ccedil;a, Urzal-Tojal e   Arrelvado, estando praticamente substitu&iacute;da por planta&ccedil;&otilde;es de pinheiro,   eucalipto e povoamentos mistos.</p>     <p>Nas zonas   de cota mais baixa, ao longo da linha de &aacute;gua principal, ter&atilde;o predominado os   bosques caducif&oacute;lios de salgueiro, amieiro e freixo. Actualmente observam-se   pequenas f&iacute;mbrias cont&iacute;guas ao curso de &aacute;gua, predominando os salgueiros (<i>Salix</i> sp.), amieiro (<i>Alnus glutinosa</i>) e choupos (<i>Populus</i> sp.).</p>     <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o   ed&aacute;fica</b></p>     <p>As   vari&aacute;veis ambientais caracterizadas condicionam e diferenciam o solo, o seu   desenvolvimento espacial e a respectiva compartimenta&ccedil;&atilde;o cartogr&aacute;fica,   nomeadamente atrav&eacute;s da profundidade, textura, estrutura e caracter&iacute;sticas   f&iacute;sico-qu&iacute;micas. Estas caracter&iacute;sticas reflectem-se na sua capacidade de uso e   aptid&atilde;o agr&iacute;cola e florestal (Jenny, 1994; Porta <i>et al</i>., 1999).</p>     <p>A an&aacute;lise   das caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas das amostras de solo (Quadro 2), num   contexto espacial (Figura 2), permite referir que &eacute; na margem direita da linha   de &aacute;gua principal e a Este da bacia hidrogr&aacute;fica que se situam as maiores &aacute;reas   de solo com potencial produtivo relevante (P17, P15). Estes solos apresentam pH   neutro a pouco alcalino, um baixo teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica, preponder&acirc;ncia das   granulometrias limo e argila, altos teores de c&aacute;lcio e pot&aacute;ssio de troca e   muito baixos de magn&eacute;sio e s&oacute;dio, valor m&eacute;dio de capacidade de troca cati&oacute;nica   (CTC), alto grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases (V), presen&ccedil;a de esmectite e   inter-estratificados ilite-esmectite e valores elevados de superf&iacute;cie   espec&iacute;fica. Nas zonas de cota superior de montante, a Oeste e na margem   esquerda da linha de &aacute;gua principal (P12, P11, P7, P8), as propriedades dos   solos s&atilde;o condicionadas pela % de areia, pela boa drenagem interna, pH &aacute;cido,   teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica baixo, teores muito baixos de cati&otilde;es de troca, de CTC   e de V, predom&iacute;nio de caulinite e valores baixos de superf&iacute;cie espec&iacute;fica. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro   2</b> &#8209;     Caracter&iacute;sticas dos perfis de solo: textura, pH (H<sub>2</sub>O e KCl), carbono     total, carbono org&acirc;nico, carbonatos, cati&otilde;es de troca (Ca, Mg, K, Na) e     capacidade de troca cati&oacute;nica (CTC), grau de satura&ccedil;&atilde;o (V), superf&iacute;cie     espec&iacute;fica (S. E.) e cor, n.d. - n&atilde;o determinado.</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a20q2.jpg"></p>      
<p>&nbsp;</p>     <p><a name="topf2"></a></p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a20f2.jpg"></p>     
<p><b><a href="#f2">Figura 2</a></b> - Carta de capacidade de uso do solo da bacia    hidrogr&aacute;fica da ribeira dos Cov&otilde;es e localiza&ccedil;&atilde;o    dos pontos de amostragem dos solos (P1 a P17)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Carta   de capacidade de uso</b></p>     <p>A   diferencia&ccedil;&atilde;o espacial das v&aacute;rias caracter&iacute;sticas ambientais nesta pequena   bacia hidrogr&aacute;fica &eacute; determinante na avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade de uso do solo e   na ocupa&ccedil;&atilde;o deste espa&ccedil;o territorial, de modo a contribuir para a sua   conserva&ccedil;&atilde;o e para a preserva&ccedil;&atilde;o ambiental.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na margem   esquerda da linha de &aacute;gua principal e a Oeste (entre Esp&iacute;rito Santo de Touregas   e S. Martinho do Bispo) predominam solos profundos de textura ligeira, com   maior capacidade de &aacute;gua utiliz&aacute;vel, &aacute;cidos e muito &aacute;cidos, com teores m&eacute;dios   de mat&eacute;ria org&acirc;nica, muito baixa e baixa CTC, muito baixos e baixos n&iacute;veis de   c&aacute;lcio, magn&eacute;sio e pot&aacute;ssio de troca. Estas caracter&iacute;sticas determinam   condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis para a nutri&ccedil;&atilde;o das plantas em magn&eacute;sio (LQARS, 2000).   Estes solos desenvolveram-se nas unidades arenosas, areno-conglomer&aacute;ticas e   dep&oacute;sitos superficiais, respectivamente do Cret&aacute;cico, Terci&aacute;rio e Quatern&aacute;rio,   de materiais areno-conglomer&aacute;ticos e areno-pel&iacute;ticos com alguma compacidade e   cimenta&ccedil;&atilde;o, situadas a altitude entre os 40 e 180 m. Apresentam recursos   h&iacute;dricos (tanques e po&ccedil;os) associados a uma recarga aqu&iacute;fera entre 5 e 15% da precipita&ccedil;&atilde;o   atmosf&eacute;rica e uma condutividade hidr&aacute;ulica m&eacute;dia a elevada.</p>     <p>A montante   e na margem esquerda da linha de &aacute;gua principal e associados &agrave; Forma&ccedil;&atilde;o de   Antanhol (P<sub>An</sub>) de dep&oacute;sitos superficiais cascalhentos (P12, P7), e   na margem direita na Forma&ccedil;&atilde;o de S. Gi&atilde;o (J<sup>1</sup><sub>SG</sub>) de   altern&acirc;ncia margo-calc&aacute;ria, os solos apresentam elevada pedregosidade no   perfil. Na margem direita e associado &agrave; Forma&ccedil;&atilde;o de Vale das Fontes (J<sup>1</sup><sub>VF</sub>)   de calc&aacute;rios margosos (P15, P17), desenvolveram-se solos pouco profundos. Nas   &aacute;reas de solos que cobrem as rochas carbonatadas sobressai a baixa recarga   aqu&iacute;fera e a baixa condutividade hidr&aacute;ulica, com vegeta&ccedil;&atilde;o natural potencial do   tipo Cercal, e com solos com potencial produtivo relevante.</p>     <p>O   cruzamento dos v&aacute;rios n&iacute;veis de informa&ccedil;&atilde;o em formato vectorial das vari&aacute;veis   ambientais, recorrendo ao software ArcGIS 9.1 (ESRI<sup>&Ograve;</sup>) e da   associa&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas do solo, permitiu delimitar sete   unidades representativas da capacidade de uso do solo na bacia hidrogr&aacute;fica.</p>     <p>A carta de capacidade de uso do solo (<a name="f2"></a><a href="#topf2">Figura    2</a>) evidencia a domin&acirc;ncia de solos com moderada (classe C) e baixa    capacidade de uso (classe D), com uma representatividade de 55% e 25%, respectivamente.</p>     <p>Os solos   de classe C, que apresentam limita&ccedil;&otilde;es acentuadas, riscos de eros&atilde;o elevados e   s&atilde;o suscept&iacute;veis de utiliza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola pouco intensiva, localizam-se nas zonas   a montante do curso de &aacute;gua principal, na zona central da bacia hidrogr&aacute;fica, e   tamb&eacute;m na margem esquerda da linha de &aacute;gua principal e a Oeste (CHC), em &aacute;reas   da unidade cret&aacute;cica da Forma&ccedil;&atilde;o de Figueira da Foz e da unidade terci&aacute;ria   arc&oacute;sica da Forma&ccedil;&atilde;o de Bom Sucesso.</p>     <p>Os solos   de classe D, que apresentam limita&ccedil;&otilde;es severas de utiliza&ccedil;&atilde;o, riscos de eros&atilde;o   elevados a muito elevados, pelo que n&atilde;o s&atilde;o suscept&iacute;veis de uso agr&iacute;cola. Estes   solos predominam na zona Este da bacia hidrogr&aacute;fica, associados &agrave;s unidades   carbonatadas jur&aacute;ssicas, e na margem esquerda da linha de &aacute;gua principal da   ribeira dos Cov&otilde;es (Esp&iacute;rito Santo de Touregas), nos dep&oacute;sitos superficiais cascalhentos   (classe Ds).</p>     <p>O uso dos   solos de muito baixa capacidade de uso (classe E), com uma representatividade   de 11%, depara&#8209;se com limita&ccedil;&otilde;es muito severas, sendo frequentemente   ocupados com vegeta&ccedil;&atilde;o natural, floresta de protec&ccedil;&atilde;o ou recupera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Ao longo   do curso de &aacute;gua principal, a ribeira dos Cov&otilde;es, os solos apresentam   capacidade de uso elevada, apresentando excesso de &aacute;gua ou uma drenagem   deficiente (subclasse Bh), onde predominam os prados e lameiros, e que   representam 7% da &aacute;rea total da bacia hidrogr&aacute;fica.</p>     <p>No Quadro   3 apresentam-se as caracter&iacute;sticas ambientais dos locais de colheita dos perfis   de solo amostrados, e a respectiva classe/subclasse de capacidade de uso do   solo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Quadro   3</b> - Caracter&iacute;sticas ambientais dos locais dos perfis de colheita dos perfis de     solo e respectiva classe/subclasse de capacidade de uso</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a20q3.jpg"></p>     
<p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>Rela&ccedil;&atilde;o   entre a capacidade de uso e a ocupa&ccedil;&atilde;o do solo</b></p>     <p>A &aacute;rea em   estudo tem apresentado uma din&acirc;mica de transforma&ccedil;&atilde;o muito elevada, com   processos de peri-urbaniza&ccedil;&atilde;o e infra-estrutura&ccedil;&atilde;o, que conduziu a altera&ccedil;&otilde;es   not&oacute;rias no uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo. Para a avalia&ccedil;&atilde;o desta din&acirc;mica fez-se uma   compara&ccedil;&atilde;o entre as &aacute;reas dos pol&iacute;gonos com diferentes classes de uso e   ocupa&ccedil;&atilde;o nos anos de 1958 e 2002 (Quadro 4).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro   4</b>&nbsp;     -&nbsp; Uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo na bacia hidrogr&aacute;fica da ribeira dos Cov&otilde;es, nos     anos de 1958 e 2002</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a20q4.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A   compara&ccedil;&atilde;o permite observar, no per&iacute;odo considerado, a consolida&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea   florestal, embora com altera&ccedil;&atilde;o do dom&iacute;nio dos povoamentos mistos para as   folhosas, um acentuado decr&eacute;scimo da ocupa&ccedil;&atilde;o com culturas permanentes (olival   em regime extensivo), e o aumento da ocupa&ccedil;&atilde;o com tecido urbano cont&iacute;nuo e com   equipamentos e infra-estruturas. Actualmente, as &aacute;reas com ocupa&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola   encontram-se restritas &agrave;s &aacute;reas situadas a jusante da linha de &aacute;gua principal,   na Quinta da ESAC.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A &aacute;rea   caracterizada pela classe E de capacidade de uso do solo apresentou uma   altera&ccedil;&atilde;o de uso de um dom&iacute;nio de culturas permanentes para ocupa&ccedil;&atilde;o arbustiva   e herb&aacute;cea e para tecido urbano cont&iacute;nuo. A classe Ds, observada nos perfis P7   e P12, e representada por &aacute;reas de interfl&uacute;vio e com dep&oacute;sitos pedregosos,   mostra uma evolu&ccedil;&atilde;o de floresta mista para folhosas. A &aacute;rea com classe D de   capacidade de uso, observada nos perfis P4, P8, P9, P11, P13, P14, P15 e P17,   mostra uma evolu&ccedil;&atilde;o de um dom&iacute;nio das culturas permanentes para uma ocupa&ccedil;&atilde;o do   solo com folhosas e povoamentos mistos, ocupa&ccedil;&atilde;o arbustiva e herb&aacute;cea e tecido   urbano (cont&iacute;nuo e descont&iacute;nuo).</p>     <p>A classe   Cs de capacidade de uso era caracterizada em 1958 por um dom&iacute;nio de culturas   permanentes, com olival extensivo, evoluiu para um uso do solo mais   heterog&eacute;neo, repartido entre ocupa&ccedil;&atilde;o arbustiva e herb&aacute;cea, floresta mista e   tecido urbano. A classe C de capacidade de uso (perfis P1, P2, P3, P5, P6, P10   e P16) evoluiu de uma ocupa&ccedil;&atilde;o arbustiva e herb&aacute;cea, com pontuais culturas   permanentes, para uma ocupa&ccedil;&atilde;o heterog&eacute;nea e pulverizada cartograficamente   (folhosas, povoamentos mistos, terras ar&aacute;veis, solo nu, espa&ccedil;os verdes   artificiais, urbano, equipamentos e infra-estruturas).</p>     <p>A classe   Bh de capacidade de uso, localizada ao longo da linha de &aacute;gua principal com   regime perene, associada aos dep&oacute;sitos aluvionares, com excesso de &aacute;gua e   drenagem deficiente, mostra uma evolu&ccedil;&atilde;o entre um quase dom&iacute;nio das terras   ar&aacute;veis em 1958, para uma ocupa&ccedil;&atilde;o de terras ar&aacute;veis, culturas permanentes,   prados e lameiros, espa&ccedil;os verdes artificiais, urbano descont&iacute;nuo, equipamentos   e infra-estruturas. A &aacute;rea caracterizada pela classe B de capacidade de uso   mostra em 1958 uma ocupa&ccedil;&atilde;o dominante com culturas permanentes, que em 2002   aparece restringida por equipamentos e infra-estruturas.</p>     <p>O Quadro 5   traduz as altera&ccedil;&otilde;es na ocupa&ccedil;&atilde;o com a respectiva classe de capacidade de uso   do solo. Nesta an&aacute;lise considerou-se a ocupa&ccedil;&atilde;o do solo agregada nas seguintes   classes: Territ&oacute;rios artificializados (Urbano cont&iacute;nuo, Urbano descont&iacute;nuo,   sistemas parcelares e culturais complexos, Equipamentos e infra-estruturas,   Espa&ccedil;os verdes artificiais para desporto e lazer); a Ocupa&ccedil;&atilde;o Agr&iacute;cola (Terras   ar&aacute;veis, Culturas permanentes, Prados e lameiros); Ocupa&ccedil;&atilde;o Florestal   (Folhosas, Resinosas, Povoamento florestal misto); Zonas descobertas, sem ou   com pouca vegeta&ccedil;&atilde;o (Ocupa&ccedil;&atilde;o arbustiva e herb&aacute;cea, Solo nu).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Quadro   5</b> - Varia&ccedil;&atilde;o da ocupa&ccedil;&atilde;o vs. classes de capacidade do uso do solo, entre 1958 e     2002</p>     <p><img src="/img/revistas/rca/v34n2/34n2a20q5.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verifica-se   que a maior altera&ccedil;&atilde;o ocorrida entre os anos de 1958 e 2002, foi a diminui&ccedil;&atilde;o   do uso agr&iacute;cola em solos de classe E (<sup>_</sup> 64,1%) e de classe D (<sup>_</sup> 44,4%) de capacidade de uso. Esta diminui&ccedil;&atilde;o traduz uma altera&ccedil;&atilde;o da paisagem,   essencialmente na zona central e a Este da bacia hidrogr&aacute;fica em &aacute;reas de   substrato carbonatado, em que a cultura extensiva do olival foi sucessivamente   substitu&iacute;da por floresta, por zonas descobertas,&nbsp; sem ou com pouca   vegeta&ccedil;&atilde;o, e territ&oacute;rios artificializados.</p>     <p>O aumento   dos territ&oacute;rios artificializados, foi mais acentuado em solos das classes C e D   de capacidade de uso, os quais s&atilde;o suscept&iacute;veis de utiliza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola pouco   intensiva e apresentam poucas ou moderadas limita&ccedil;&otilde;es para explora&ccedil;&atilde;o   florestal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O aumento,   relativamente ao ano de 1958, das zonas descobertas, sem ou com pouca vegeta&ccedil;&atilde;o   em solos de classe E de capacidade de uso, traduz a ocupa&ccedil;&atilde;o de solos com   graves limita&ccedil;&otilde;es, sendo muitas vezes ocupados com vegeta&ccedil;&atilde;o natural ou estando   inclu&iacute;das em &aacute;reas com regime de protec&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     <p>A bacia   hidrogr&aacute;fica da ribeira dos Cov&otilde;es &eacute; um espa&ccedil;o contrastado quanto &agrave;s suas   caracter&iacute;sticas ambientais, com grande diversidade territorial. Apresenta um   desenvolvimento assim&eacute;trico da drenagem, a qual est&aacute; condicionada pela   geologia-litologia da &aacute;rea: unidades carbonatadas jur&aacute;ssicas que afloram na   margem direita da ribeira dos Cov&otilde;es, com valores m&eacute;dios de declive entre 10 e   30%, com baixos valores de recarga aqu&iacute;fera, vegeta&ccedil;&atilde;o natural potencial do   dom&iacute;nio do Cercal; a montante da linha de &aacute;gua principal, numa superf&iacute;cie de   interfl&uacute;vio, afloram forma&ccedil;&otilde;es quatern&aacute;rias areno-cascalhentas, com valores de   declive &lt; 5% que correspondem a uma superf&iacute;cie de aplanamento, com elevada   recarga aqu&iacute;fera: e na margem esquerda da linha de &aacute;gua principal, e a oriente   da bacia, afloram materiais sedimentares do Cret&aacute;cico, associados ao dom&iacute;nio do   Sobreiral. Ao longo da linha de &aacute;gua principal e a jusante da Quinta da ESAC,   afloram os dep&oacute;sitos aluvionares com valores altos de recarga aqu&iacute;fera e de   potencial aqu&iacute;fero. No geral, os solos da bacia hidrogr&aacute;fica apresentam baixo   potencial produtivo, com algumas limita&ccedil;&otilde;es no perfil (profundidade,   pedregosidade, deficiente drenagem e excesso de &aacute;gua).</p>     <p>A bacia   hidrogr&aacute;fica apresenta uma domin&acirc;ncia das classes C e D de capacidade de uso do   solo, em que 55% da &aacute;rea &eacute; suscept&iacute;vel de utiliza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola pouco intensiva e   25% n&atilde;o &eacute; pass&iacute;vel de utiliza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola. Estas caracter&iacute;sticas compelem para   uma maior relev&acirc;ncia da ocupa&ccedil;&atilde;o florestal e com vegeta&ccedil;&atilde;o natural, com uma   representatividade de 58% em 2002.</p>     <p>Salienta-se   a import&acirc;ncia de preservar os solos com capacidade de uso elevada, existentes   ao longo da ribeira dos Cov&otilde;es e na zona a jusante da bacia hidrogr&aacute;fica, bem   como promover a infiltra&ccedil;&atilde;o de forma a garantir a recarga aqu&iacute;fera,   nomeadamente a montante da linha de &aacute;gua principal da ribeira dos Cov&otilde;es.</p>     <p>O processo   de peri-urbaniza&ccedil;&atilde;o tem produzido altera&ccedil;&otilde;es no uso e ocupa&ccedil;&atilde;o do solo, com   consequente impermeabiliza&ccedil;&atilde;o, que em 2002 corresponde a 30% da &aacute;rea total da   bacia hidrogr&aacute;fica, o que potencia o aumento de picos de cheia.</p>     <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>    	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Aguilo, M.; Aramburu, M.; Blanco, A.; Calatayud, T.; Carrasco, R.; Castilla, G.; Castillo, V.; Cen&atilde;l, M.; Cifuentes, P.; Diaz, M.; Diaz, A.; Escribano, R.; <i>et al</i>. (1998) &#8209;&nbsp; <i>Gu&iacute;a para la elaboraci&oacute;n de estudios del medio f&iacute;sico. Contenido y metodolog&iacute;a</i>. Madrid, Centro de Publicaciones &#150; Secretaria General T&eacute;cnica &#150; Ministerio de Medio Ambiente, 809 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0871-018X201100020002000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Atlas do Ambiente (1982) &#45; <i>Carta de Capacidade de Uso do</i> Solo (1:1 000 000). Servi&ccedil;o de Reconhecimento e de Ordenamento Agr&aacute;rio. Lisboa, Comiss&atilde;o Nacional de Ambiente.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0871-018X201100020002000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Azevedo, J.M. (2006) &#45; <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o    hidrogeol&oacute;gica do Munic&iacute;pio de Coimbra</i>. Estudos pr&eacute;vios    do Plano Director Municipal, Coimbra 6 p + 2 cartas. Relat&oacute;rio n&atilde;o    publicado. (Acesso em: 8 Junho 2011). Dispon&iacute;vel em &lt; <a href="http://www.cm&#45;coimbra.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=928&amp;Itemid=514" target="_blank">http://www.cm&#45;coimbra.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=928&amp;Itemid=514</a>    &gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0871-018X201100020002000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Carapito, C. (1985) &#45; <i>Quantifica&ccedil;&atilde;o dos minerais argilosos. Alguns problemas da aplica&ccedil;&atilde;o da difrac&ccedil;&atilde;o de raio X</i>. Trabalho das Provas de Aptid&atilde;o Pedag&oacute;gica e Conhecimento Cient&iacute;fico da Universidade de Aveiro, Portugal, 55 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0871-018X201100020002000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Cardoso, J.C.; Bessa, M.T. e Marado, M.B. (1973) &#45; Carta dos Solos de Portugal (1:1 1000 000). <i>Agronomia Lusitana</i>, 33, 1&#8209;4: 481&#8209;602.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0871-018X201100020002000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Castillo, F. e Sentis, F. (1996) &#45; <i>Agrometeorolog&iacute;a</i>. Madrid, Departamento de Medio Ambiente y Ciencias del Suelo: Castillo, Francisco e Sentis, Francesc (coord.). Mundi&#8209;Prensa, 517 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0871-018X201100020002000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Chapman, H.D. (1979) &#45; Total Exchangeable bases. <i>In:</i> Black, A.C.; Evans, D.D.; White, J.L.; Ensminger, L.E. e Clark, F.E. (Eds.) <i>Methods of Soil Analyses: Part 2. Chemical and Microbiological Properties. Agronomy</i>. <i>5th edition</i>. Madison, Wisconsin, American Society of Agronomy, <i>9</i>, p. 902&#8209;904.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0871-018X201100020002000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Chen, L.D.; Wang, J.; Fu, B.J.; Qiu, Y. (2001) &#45; Land&#45;use change in a small catchment of northern Loess Plateau, Chine. <i>Agriculture Ecosystems and Environment</i>, 86: 163&#8209;172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0871-018X201100020002000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">CLC(1990) &#45; <i>Invent&aacute;rio cartogr&aacute;fico    do Corine Land Cover</i>. Dispon&iacute;vel em &lt; <a href="http://snig.igeo.pt/" target="_blank">http://snig.igeo.pt</a>    &gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0871-018X201100020002000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Costa, M. (1997) &#45; Biogeograf&iacute;a. <i>In</i>: Izco, J.; Barreno, E.; Brugu&eacute;s, M.; Costa, M., Devesa, J.; Fern&aacute;ndez, F.; Gallardo, T., Llimona, X.; Salvo, E.; Talavera, S. e Vald&eacute;s, B. (Eds.). <i>Bot&acirc;nica</i>. Madrid, McGraw&#45;Hill, Interamericana, p. 683&#45;742.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0871-018X201100020002000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Eyre, S.R. (1968) &#45; <i>Vegetation and Soils. A World Picture</i>. Second edition. London, Edward Arnold, 328 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0871-018X201100020002000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Feio, M. (1991) &#45; <i>Clima e agricultura. Exig&ecirc;ncias clim&aacute;ticas das principais culturas e potencialidades agr&iacute;colas do nosso clima</i>. Lisboa, Minist&eacute;rio da Agricultura, Pescas e Alimenta&ccedil;&atilde;o, Direc&ccedil;&atilde;o&#45;Geral de Planeamento e Agricultura, 266 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0871-018X201100020002000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Franks, C.D.; Kimble, J.M.; Samson&#45;Liebig, S.E. e Sobecki, T.M. (2001) &#45; Organic carbon methods, microbial biomass, root biomass, and sampling design under development by NRCS. <i>In</i>: Lal, R.; Kimble, J.M.; Follett, R.F.; Stewart, B.A. (Eds.) <i>Assessment Methods for Soil Carbon</i>. USA, Lewis Publishers, p. 311&#8209;322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0871-018X201100020002000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Hasse, J.E. e Lathrop, R.G. (2003) &#45; Land resource impact indicators of urban sprawl. <i>Applied Geography,</i> 23: 159&#8209;175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0871-018X201100020002000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">IGE (2002) &#45; <i>Carta Militar de Portugal &#8209; Folha 19&#45;D (Coimbra&#45;Lous&atilde;) e Folha 230 (Coimbra),</i> Escala 1:25 000, S&eacute;rie M 888. Edi&ccedil;&atilde;o 3 e Edi&ccedil;&atilde;o 4. Lisboa, Instituto Geogr&aacute;fico do Ex&eacute;rcito.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0871-018X201100020002000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">INMG (1971&#8209;2000) &#45; <i>Anu&aacute;rio climatol&oacute;gico de Portugal</i>: Anos de 1978 a 1988. Lisboa, S&eacute;rie 1989&#45;2000, disponibilizada pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geof&iacute;sica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0871-018X201100020002000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">INMG (1978) &#45; Contribui&ccedil;&atilde;o para o estudo hidroclimatol&oacute;gico da bacia hidrogr&aacute;fica do rio Mondego. <i>Revista Instituto Nacional de Meteorologia e Geof&iacute;sica</i>, 1,1: 74 &#8209; 223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0871-018X201100020002000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Jenny H. (1994) &#45; <i>Factors of soil formation.</i> <i>A system of quantitative pedology</i>. Foreword by Ronald Amundson. New York, University of California, Berkeley, Dover Publications, Inc., 281 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0871-018X201100020002000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Lencastre, A. e Franco, F.M. (1984) &#45; <i>Li&ccedil;&otilde;es de Hidrologia</i>. Lisboa, Universidade Nova de Lisboa &#45; Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologia, 451 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0871-018X201100020002000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Lopes, M.C.R.; Amaral, P.B. e Ferreira, L. (2005) &#45; <i>Apontamentos sobre a flora e a vegeta&ccedil;&atilde;o aut&oacute;ctones do concelho de Coimbra</i>. <i>Contributo para a salvaguarda em planos de ordenamento do territ&oacute;rio</i>. Coimbra, Relat&oacute;rio n&atilde;o publicado. 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