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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evolução das estratégias de investigação do arroz no INIA - Portugal]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto Instituto de Ciências e Tecnologias Agrárias e Agro-Alimentares da Universidade do Porto]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[One of the main challenges to agro research organizations is the need to incorporate innovative strategies considering sustainability. On Portuguese rice chain it is noticeable economic changes associated with social and environmental concerns. This study aims to describe the dynamic of the changes at the National Institute of Agro Research (INIA)- Portugal, one of the most important organizations in this area. The results indicate the presence of three main stages on the development of the research at INIA, namely "INIA leader of the applied research of agro production of rice", "INIA reduced role on applied research of agro production of rice", "INIA promoter of chain organization and addition of value to rice". It was possible to identify disturbances, generic rules leading to research, research strategies and external factors in each one of the three phases.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Evolu&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de investiga&ccedil;&atilde;o do arroz no INIA &#150; Portugal</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Evolution of research strategies of rice at INIA - Portugal</b></font>	</p>    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Marcelo Fernandes Pacheco Dias<sup>1</sup> e Ada Margarida Correia Nunes da Rocha<sup>2</sup></b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup>UFRGS, CEPAN, Brasil (<a href="mailto:mfpdias@hotmail.com">mfpdias@hotmail.com</a>) </font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup>ICETA&#45;REQUIMTE; FCNAUP, Portugal (<a href="mailto:adarocha@fcna.up.pt">adarocha@fcna.up.pt</a>)</font></p>      <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Um dos principais desafios das organiza&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola &eacute; a necessidade de incorporar nas suas estrat&eacute;gias, pr&aacute;ticas inovadoras com vista &agrave; sustentabilidade. Na fileira do arroz portugu&ecirc;s observam&#45;se mudan&ccedil;as econ&oacute;micas associadas com as preocupa&ccedil;&otilde;es ambientais e sociais. Este estudo tem por objectivo descrever a din&acirc;mica das mudan&ccedil;as no Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria &#45; INIA, uma das principais organiza&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o aplicada &agrave; fileira do arroz portugu&ecirc;s. Os resultados indicaram a presen&ccedil;a de tr&ecirc;s fases no desenvolvimento da investiga&ccedil;&atilde;o em arroz no INIA, nomeadamente "o INIA provedor de investiga&ccedil;&atilde;o aplicada ao sistema de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola do arroz", "o INIA m&iacute;nimo na investiga&ccedil;&atilde;o aplicada ao sistema de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola do arroz", "o INIA incentivador da coordena&ccedil;&atilde;o da fileira e agrega&ccedil;&atilde;o de valor ao arroz". Foi poss&iacute;vel identificar dist&uacute;rbios, regras gen&eacute;ricas orientadoras da investiga&ccedil;&atilde;o, estrat&eacute;gias de investiga&ccedil;&atilde;o e factores externos a cada uma destas fases.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave</b>: Arroz, evolu&ccedil;&atilde;o, investiga&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, INIA, micro&#45;meso&#45;macro.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>       <p><font face="verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">One of the main challenges to agro research organizations is the need to incorporate innovative strategies considering sustainability. On Portuguese rice chain it is noticeable economic changes associated with social and environmental concerns. This study aims to describe the dynamic of the changes at the National Institute of Agro Research (INIA)&#150; Portugal, one of the most important organizations in this area. The results indicate the presence of three main stages on the development of the research at INIA, namely "INIA leader of the applied research of agro production of rice", "INIA reduced role on applied research of agro production of rice", "INIA promoter of chain organization and addition of value to rice". It was possible to identify disturbances, generic rules leading to research, research strategies and external factors in each one of the three phases.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Keywords</b>: Agro&#45;research, evolution, INIA, micro&#45;meso&#45;macro, rice.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">A necessidade de produzir alimentos em maior quantidade e com melhor qualidade constitui o desafio actual do agroneg&oacute;cio (Organisation for Economic Co&#45;Operation and Development &#45; OECD, 2008). A an&aacute;lise retrospectiva da oferta de alimentos demonstra que o agroneg&oacute;cio tem conseguido aumentos de produtividade e produ&ccedil;&atilde;o. A produ&ccedil;&atilde;o de alimentos duplicou nos &uacute;ltimos 40 anos (Tilman <i>et al</i>., 2001), crescimento em parte atribu&iacute;vel ao aumento em 12% da &aacute;rea utilizada no entanto os principais ganhos s&atilde;o oriundos da inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, nomeadamente pelo uso de variedades de alto rendimento, fertilizantes qu&iacute;micos, agrot&oacute;xicos, mecaniza&ccedil;&atilde;o e irriga&ccedil;&atilde;o (Tilman <i>et al</i>., 2001; Foley <i>et al</i>., 2005).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Por outro lado, a degrada&ccedil;&atilde;o dos recursos socioambientais tamb&eacute;m tem sido associada predominantemente &agrave;s mesmas tecnologias. Problemas como a eros&atilde;o dos solos, contamina&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua (Tilman <i>et al</i>., 2001; Foley <i>et al</i>., 2005) contamina&ccedil;&atilde;o dos alimentos e do ser humano (Souza Filho, 2001) mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas (IPCC, 2007) s&atilde;o exemplos de degrada&ccedil;&atilde;o socioambiental associadas ao agroneg&oacute;cio. Essas constata&ccedil;&otilde;es criam uma situa&ccedil;&atilde;o paradoxal, se por um lado h&aacute; a necessidade de aumentar a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, por outro este crescimento tende a degradar os recursos necess&aacute;rios para sustentar essa produ&ccedil;&atilde;o. Sobre esse paradoxo, (Foley <i>et al</i>., 2005) afirmam que a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola parece estar a dar prefer&ecirc;ncia a aumentos da produ&ccedil;&atilde;o a curto prazo, com perda de sustentabilidade que &eacute; importante para a manuten&ccedil;&atilde;o do agroneg&oacute;cio.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">V&aacute;rios autores defendem uma tomada de decis&atilde;o e ac&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas em m&uacute;ltiplas escalas geogr&aacute;ficas para a mudan&ccedil;a de foco no desenvolvimento das inova&ccedil;&otilde;es, reivindicando que sejam incorporados os elementos socioambientais (Tilman <i>et al</i>., 2001; Hart, 2004; Foley <i>et al</i>., 2005; Sachs, 2005; Lovins, Lovins e Hawken, 2007; FAO, 2008a, 2008b; Cara&ccedil;a, Lundvall e Mendon&ccedil;a, 2009).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Nesse contexto, um dos principais desafios a ser superado pelas organiza&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o &eacute; a necessidade de incorporar nas suas estrat&eacute;gias a perspectiva de pr&aacute;ticas inovadoras com vista &agrave; sustentabilidade. Para isso, as organiza&ccedil;&otilde;es devem implementar estrat&eacute;gias que integrem inova&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento sustent&aacute;vel, de modo a dar resposta &agrave;s press&otilde;es sociais, ambientais e econ&oacute;micas o que n&atilde;o &eacute; irreconcili&aacute;vel com o crescimento econ&oacute;mico (Hart e Milstein, 2003).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Especificamente para a fileira do arroz, foram estabelecidos tr&ecirc;s objetivos para as organiza&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o. O primeiro deles foi aumentar a produtividade do arroz e de valor para as classes s&oacute;cio econ&oacute;micas mais desfavorecidas, num contexto de mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, por meio da acelera&ccedil;&atilde;o da procura e, atrav&eacute;s de variedades melhoradas e outras tecnologias ao longo da cadeia de valor. O segundo objetivo foi tornar os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de arroz mais sustent&aacute;veis, tornando&#45;os mais eficientes, adaptados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e com menor produ&ccedil;&atilde;o de externalidades; por fim, o terceiro objetivo implica melhorar a qualidade e o acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es para a cadeia de valor, aprimoramento das pol&iacute;ticas de desenvolvimento agr&iacute;cola e de pesquisa (Global Rice Science Partnership, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Outro fen&oacute;meno importante da economia moderna, que se soma &agrave;s exig&ecirc;ncias por mais sustentabilidade, tem sido identificado nos estudos sobre estrat&eacute;gia, prende&#45;se com a velocidade das inova&ccedil;&otilde;es. A competi&ccedil;&atilde;o tradicional, caracterizada pelo equil&iacute;brio no desempenho das empresas e ambiente est&aacute;vel tem sido alterada por inova&ccedil;&otilde;es disruptivas, comportamento competitivo agressivo, globaliza&ccedil;&atilde;o, desregulamenta&ccedil;&atilde;o, indicando uma mudan&ccedil;a para um novo tipo de comportamento organizacional, que exige a necessidade de reposicionamento r&aacute;pido das organiza&ccedil;&otilde;es pela inova&ccedil;&atilde;o (D&rsquo;Aveni, 1999; Thomas e D&rsquo;Aveni, 2009). Os estudos com o prop&oacute;sito de caracterizar o processo de mudan&ccedil;a s&atilde;o muitos escassos e mais aten&ccedil;&atilde;o deveria ser dada &agrave; an&aacute;lise da diversidade de processos utilizados ao n&iacute;vel empresarial, inter e intra sectorial, o que contribuiria tamb&eacute;m para a compreens&atilde;o dos factores chave que determinam a evolu&ccedil;&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o (Hobday, 2005).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A Teoria Micro&#45;meso&#45;macro integrada na economia evolucion&aacute;ria, permite aos investigadores desenvolver uma matriz anal&iacute;tica para clarificar o processo de aparecimento das inova&ccedil;&otilde;es em sistemas econ&oacute;micos (Dopfer <i>et al.</i> 2004; Dopfer, 2005; Dopfer e Potts, 2009). Dopfer <i>et al.</i> definem um sistema econ&oacute;mico como uma estrutura de regras complexas, que se relacionam ao longo do tempo. Os processos pelos quais novas regras se originam, s&atilde;o adotadas e difundidas dentro do sistema econ&oacute;mico, constituem o direcionador econ&oacute;mico da evolu&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Neste momento a aplica&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento da teoria Micro&#45;meso&#45;macro no campo da inova&ccedil;&atilde;o tem sido aplicada predominantemente em sistemas nacionais e regionais de inova&ccedil;&atilde;o (Iammarino, 2005; Rodriguez&#45;Pose e Crescenzi, 2008; Castellacci, 2009; Uyarra, 2010) e na discuss&atilde;o sobre a efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia das organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de investiga&ccedil;&atilde;o (Potts, 2009). Contudo, a literatura apresenta uma lacuna relativa &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o desta teoria numa organiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o que contribua para a compreens&atilde;o sobre a din&acirc;mica do surgimento das regras e dist&uacute;rbios ambientais associados &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de investiga&ccedil;&atilde;o organizacionais.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Quando se analisa o contexto do agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola portugu&ecirc;s, verifica&#45;se que este passou por mudan&ccedil;as significativas. Portugal &eacute; o pa&iacute;s que possui o maior consumo de arroz per capita da Europa, com 15 kg/habitante (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007). As empresas e os agricultores come&ccedil;am a inserir&#45;se num contexto de menor protec&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, resultantes dos diversos acordos comerciais que a Uni&atilde;o Europeia realizou com outros blocos econ&oacute;micos. Esta abertura comercial tem produzido forte concorr&ecirc;ncia de produtos importados, que tem favorecido a mudan&ccedil;a de consumo do arroz subesp&eacute;cie Japonica (Tipo Carolino) produzido em Portugal para o arroz subesp&eacute;cie Indica (Tipo Agulha) importado, e paralelamente no aumento da procura por tipos ex&oacute;ticos de arroz (basmati, selvagem, thai, entre outros) e ainda por refei&ccedil;&otilde;es pr&eacute;&#45;preparadas.&nbsp; Ao mesmo tempo, estes elos do agroneg&oacute;cio t&ecirc;m sido exigidos e incentivados, considerando as preocupa&ccedil;&otilde;es com as quest&otilde;es ambientais e sociais.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Este estudo pretende contribuir para a compreens&atilde;o da din&acirc;mica do aparecimento das regras e dist&uacute;rbios ambientais e a evolu&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de pesquisa organizacionais no Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria &#45; INIA, uma das principais organiza&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o aplicada ao agroneg&oacute;cio do arroz.&nbsp; Em termos pragm&aacute;ticos, pretende&#45;se identificar as estrat&eacute;gias, retratar a evolu&ccedil;&atilde;o e contribuir para a tomada de decis&otilde;es nas organiza&ccedil;&otilde;es envolvidas neste agroneg&oacute;cio, bem como para o desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>METODOLOGIA</b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o escolhida foi a de estudo de caso. Esta decis&atilde;o baseou&#45;se no pressuposto de Yin (2009) de que quest&otilde;es do tipo "como", induzem ao uso de estudos de caso.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Para esta etapa foi utilizado como m&eacute;todo de recolha de dados, entrevistas com especialistas e investiga&ccedil;&atilde;o em documentos.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A utiliza&ccedil;&atilde;o de entrevistas suportou&#45;se tamb&eacute;m nos pressupostos de Yin (2009) de que estas al&eacute;m de fornecerem ao investigador percep&ccedil;&otilde;es e interpreta&ccedil;&otilde;es sobre o estudo, podem tamb&eacute;m sugerir fontes de investiga&ccedil;&atilde;o adicionais. De acordo com este autor as entrevistas devem ser encaradas como relat&oacute;rios verbais e nesse sentido, est&atilde;o sujeitas a preconceitos, falhas de mem&oacute;ria do entrevistado, e articula&ccedil;&atilde;o fraca ou imprecisa, de que resulta a necessidade de n&atilde;o se criar depend&ecirc;ncia de um informante chave &uacute;nico. Para esta investiga&ccedil;&atilde;o foram realizadas dez entrevistas. A institui&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o dos respondentes est&atilde;o descritos no Quadro 1.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 1 &#45;</b> Institui&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o dos entrevistados.</font></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a07q1.jpg" width="650" height="326"></p>      
<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A consulta de documentos foi realizada antes e depois das entrevistas com os especialistas, com o intuito de permitir a familiariza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via do investigador. De acordo com Yin (2009) os documentos podem ser cartas, memorandos, relat&oacute;rios de eventos, documentos administrativos, e recortes de jornais ou outros artigos publicados nos media. Os pontos fortes deste tipo de recolha de dados s&atilde;o a estabilidade, exactid&atilde;o,&nbsp; ampla cobertura e discri&ccedil;&atilde;o, no sentido de que n&atilde;o foi produzida para o estudo de caso. Os pontos fracos prendem&#45;se com o facto da recolha poder ser tendenciosa se a selectividade n&atilde;o for completa, do acesso poder ser negado e de que relatos possam refletir id&eacute;ias tendenciosas, desconhecidas do autor (Yin, 2009).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A an&aacute;lise realizada foi de conte&uacute;do, que prev&ecirc; tr&ecirc;s fases fundamentais denominadas de pr&eacute;&#45;an&aacute;lise, descri&ccedil;&atilde;o anal&iacute;tica e interpreta&ccedil;&atilde;o referencial (Bardin, 1977). Para a an&aacute;lise destes dados foi utilizado o software NVivo (NVivo qualitative data analysis software).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Evolu&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o aplicada no INIA ao Agroneg&oacute;cio Oriz&iacute;cola Portugu&ecirc;s</b></font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>Fase 1</b>: O INIA provedor da investiga&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola aplicada para o sistema de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola do arroz</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Na d&eacute;cada de 50 havia muitos centros de investiga&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;rias, denominados Esta&ccedil;&otilde;es Agron&oacute;micas (Enptalvar, 2010). Dedicada especificamente ao arroz, existia a Comiss&atilde;o Reguladora do Com&eacute;rcio do Arroz que regulamentava os pre&ccedil;os e a investiga&ccedil;&atilde;o sobre o arroz. Esta comiss&atilde;o tinha a possibilidade de cobrar um valor por cada quilo de arroz produzido em Portugal e financiar os trabalhos de melhoramento, que era a linha de investiga&ccedil;&atilde;o mais importante para o arroz na &eacute;poca (Enptalvar, 2010). Durante este per&iacute;odo, Portugal foi um dos mais importantes centros de melhoramento do arroz, o que gerou muitas variedades novas para os agricultores portugueses (Enptalvar, 2010). Mas o INIA n&atilde;o pesquisava somente na &aacute;rea de melhoramento. Outras &aacute;reas importantes foram os fertilizantes, bot&acirc;nica, biologia e fisiologia, gen&eacute;tica e citologia, pragas, plantas nocivas, pesticidas e estudos econ&oacute;micos e sociais (Silva, 1984). Simultaneamente a pesquisa funcionava em Salvaterra de Magos um centro de apoio que divulgava a tecnologia desenvolvida (Enptjomu, 2010; Enptmarco, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Com a mudan&ccedil;a de governo, em Abril de 1974 modificou&#45;se o modelo descentralizado de organiza&ccedil;&atilde;o, tendo sido criado um &uacute;nico organismo, o Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria (INIA). Neste per&iacute;odo foram contratados muitos investigadores. A descoloniza&ccedil;&atilde;o portuguesa em &Aacute;frica levou &agrave; vinda dos investigadores de Angola e Mo&ccedil;ambique que foram absorvidos por esta nova institui&ccedil;&atilde;o contribuindo para uma grande expans&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o, fortalecendo&#45;a. Neste per&iacute;odo tamb&eacute;m foi criado o Minist&eacute;rio da Agricultura, que previamente funcionava como uma secretaria do Minist&eacute;rio de Economia (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Fase 2</b>: O INIA m&iacute;nimo na investiga&ccedil;&atilde;o aplicada no sistema de produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola do arroz</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">Esta fase teve in&iacute;cio com a entrada de Portugal na Uni&atilde;o Europeia &#150; U.E., em 1986. O cen&aacute;rio econ&oacute;mico portugu&ecirc;s era considerado de forte d&eacute;fice or&ccedil;amental e alta infla&ccedil;&atilde;o (Enptalvar, 2010). A partir deste momento, iniciaram&#45;se os cortes no or&ccedil;amento do INIA o que impossibilitou a renova&ccedil;&atilde;o do quadro de pessoal existente (Enptalvar, 2010). Esta fase come&ccedil;ou com muitos fundos comunit&aacute;rios que apoiavam os investigadores e os incentivavam a fazer parcerias com as Escolas Superiores de Agronomia e com Institutos de Investiga&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Esse tipo de financiamento e apoio durou aproximadamente 10 anos paralelamente aos da Funda&ccedil;&atilde;o da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Enptalvar, 2010).&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">No caso espec&iacute;fico da investiga&ccedil;&atilde;o de arroz, a equipa de melhoramento perdeu os seus dois principais investigadores que n&atilde;o foram substitu&iacute;dos, e por isso, foi interrompida a&nbsp; investiga&ccedil;&atilde;o em melhoramento no final da d&eacute;cada de 80 (Enptalvar, 2010). O INIA perdeu o relevo que detinha na investiga&ccedil;&atilde;o aplicada ao arroz e os agricultores e as ind&uacute;strias come&ccedil;am a importar variedades. O Centro de Apoio a Investiga&ccedil;&atilde;o de Arroz em Salvaterra de Magos foi privatizado e deu origem ao Centro de Orizicultura, mantendo o Estado uma posi&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o (Enptjomu, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A entrada na U.E. colocou o agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola portugu&ecirc;s num contexto de maior concorr&ecirc;ncia de pre&ccedil;os e a an&aacute;lise que se fazia era de que Portugal era pouco competitivo, pois apresentava pre&ccedil;os internos muito superiores aos pre&ccedil;os m&eacute;dios da Uni&atilde;o Europeia (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007). Para compensar esta menor competitividade e considerando a import&acirc;ncia da cultura do arroz para Portugal, o arroz foi inclu&iacute;do no sistema de transi&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007). Em Dezembro de 1990 foi publicado o Regulamento (CEE) n. 3653/90, que previa disposi&ccedil;&otilde;es transit&oacute;rias relativas ao arroz em Portugal. Este regulamento previu a concess&atilde;o de uma compensa&ccedil;&atilde;o, que consistia numa ajuda directa e espec&iacute;fica para os produtores de cereais portugueses, paga por quantidade produzida e colocada no mercado, co&#45;financiada em 75% pelo or&ccedil;amento da CEE e 25% pelo or&ccedil;amento nacional portugu&ecirc;s, denominada ajuda co&#45;financiada, permitindo assegurar a descida dos pre&ccedil;os dos cereais em Portugal para o n&iacute;vel dos pre&ccedil;os comuns e que funcionou at&eacute; 2002 (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Portugal, inserido na Comunidade dos Econ&oacute;mica Europeia (CEE), come&ccedil;ou a conviver com os reflexos da altera&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Agr&iacute;cola Comum &#45; PAC, que ocorreu em 1992 e que teve origem no acordo da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC), obtido em 1986, no Uruguai.&nbsp; Esta mudan&ccedil;a tornou o agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola Portugu&ecirc;s mais concorrido.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A reforma de 1992 instituiu um regime comum de apoio aos cereais, oleaginosas e proteaginosas &#150; COP que incluiu o arroz e assentou em tr&ecirc;s princ&iacute;pios fundamentais (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007):</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&middot;&nbsp;redu&ccedil;&atilde;o do apoio via pre&ccedil;os: os pre&ccedil;os de interven&ccedil;&atilde;o dos cereais foram simplificados e unificados num &uacute;nico pre&ccedil;o e reduzidos em aproximadamente, um ter&ccedil;o;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&middot;&nbsp;pagamentos compensat&oacute;rios: a fim de compensar a redu&ccedil;&atilde;o ou a supress&atilde;o dos pre&ccedil;os de interven&ccedil;&atilde;o, foram definidos com base nos rendimentos hist&oacute;ricos regionais, pagamentos espec&iacute;ficos por hectare, concedidos directamente aos produtores;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&middot;&nbsp;instrumentos de gest&atilde;o da oferta: baseada na fixa&ccedil;&atilde;o permanente da superf&iacute;cie eleg&iacute;vel para pagamentos compensat&oacute;rios, em &aacute;reas de base que n&atilde;o podem ser superadas e na obriga&ccedil;&atilde;o dos produtores retirarem de produ&ccedil;&atilde;o uma parte das suas terras eleg&iacute;veis. A taxa de retirada de terras tornou&#45;se o principal instrumento de gest&atilde;o da oferta, sendo adaptada em todas as campanhas de comercializa&ccedil;&atilde;o em resposta &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de mercado.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Com esta reforma verificou&#45;se uma mudan&ccedil;a no tipo de subs&iacute;dios recebidos pelos produtores, menos dependente do pre&ccedil;o de interven&ccedil;&atilde;o e mais dependente dos subs&iacute;dios vinculados &agrave; &aacute;rea semeada. Apesar desta mudan&ccedil;a a avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; de que o resultado econ&oacute;mico da propriedade agr&iacute;cola aumentou (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007). Entretanto, os produtores e por conseq&uuml;&ecirc;ncia a ind&uacute;stria viu limitada a possibilidade de maior rentabilidade econ&oacute;mica pelo aumento da &aacute;rea plantada, ficando sujeitos aos pre&ccedil;os de mercado pela redu&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os institucionais, limitando o ganho de escala ao aumento de produtividade.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">As condi&ccedil;&otilde;es de solo e &aacute;gua tamb&eacute;m n&atilde;o permitem aumentos significativos.&nbsp; Com estas restri&ccedil;&otilde;es de recursos naturais &eacute; poss&iacute;vel chegar ao m&aacute;ximo de 27.000 ha, enquanto nos anos de seca est&atilde;o permitidos apenas 23.000ha ou 24.000 ha, para manter as barragens cheias, o que compromete a irriga&ccedil;&atilde;o (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Este novo modelo introduzido pela reforma, com &ecirc;nfase nos subs&iacute;dios baseados na &aacute;rea plantada estipulada, desencadeou um sentido cr&iacute;tico na opini&atilde;o p&uacute;blica principalmente pela imagem "pouca amiga" do ambiente da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola. A produ&ccedil;&atilde;o de cereais continuou a aumentar enquanto o consumo interno est&aacute; sujeito a influ&ecirc;ncias adversas, e as exporta&ccedil;&otilde;es est&atilde;o limitadas pelo Acordo Agr&iacute;cola da OMC resultante da reviravolta da OMC no Uruguai (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Em 2003 (Quadro 2), uma nova reforma da PAC foi aprovada pelo Conselho de Ministros da Agricultura da U.E e que afectou fortemente o agroneg&oacute;cio do arroz portugu&ecirc;s. Neste sentido, o principal aspecto de mudan&ccedil;a traduziu&#45;se na descida do pre&ccedil;o de interven&ccedil;&atilde;o do arroz que passou de 298,35 &euro;/t para 150 &euro;/t, em paralelo com um limite m&aacute;ximo de entregas de interven&ccedil;&atilde;o: 100 000 t em 2004 e 75 000 t a partir de 2005.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 2 &#45;</b> Principais mudan&ccedil;as entre as reformas da PAC de 2000 e 2003.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a07q2.jpg" width="650" height="282"></p>      
<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Para compensar os produtores de arroz pela descida dos pre&ccedil;os de interven&ccedil;&atilde;o foi concedido um aumento da ajuda de superf&iacute;cie, de 318.53 &euro;/ha para 453.75 &euro;/ha. As superf&iacute;cies m&aacute;ximas garantidas sofreram uma redu&ccedil;&atilde;o para a m&eacute;dia das &aacute;reas cultivadas no per&iacute;odo de refer&ecirc;ncia, sendo atribu&iacute;da a Portugal uma superf&iacute;cie de 24 667 ha. Qualquer ultrapassagem implica uma diminui&ccedil;&atilde;o proporcional da ajuda espec&iacute;fica (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Neste contexto, a maioria dos subs&iacute;dios passou a ser concedida atrav&eacute;s de um pagamento &uacute;nico por explora&ccedil;&atilde;o, independente do volume de produ&ccedil;&atilde;o e condicionado ao respeito pelas normas ambientais, de seguran&ccedil;a alimentar, de sa&uacute;de animal e vegetal e de bem&#45;estar dos animais. Esta nova regulamenta&ccedil;&atilde;o orientou o agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola portugu&ecirc;s para um contexto mais amigo do ambiente.&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Na &oacute;ptica do agricultor, as rela&ccedil;&otilde;es com o ambiente podem ser avaliadas numa perspectiva restritiva, de que a mais importante s&atilde;o as normas da condicionalidade, de car&aacute;cter obrigat&oacute;rio ou numa perspectiva volunt&aacute;ria, normalmente sob a forma de contratualiza&ccedil;&atilde;o de determinado tipo de pr&aacute;ticas amigas do ambiente, de que as mais importantes s&atilde;o as medidas agro&#45;ambientais (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">As medidas mais restritivas ou de condicionalidade, consistem num conjunto de exig&ecirc;ncias estabelecidas, inicialmente, para as ajudas inclu&iacute;das no regime de pr&ecirc;mio &uacute;nico.&nbsp; Este quadro de exig&ecirc;ncias, afecta as explora&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas tanto pela redu&ccedil;&atilde;o das ajudas diretas, quer pela pr&oacute;pria elegibilidade &agrave;s ajudas diretas, a qual, tal como estabelecido no n.&ordm; 1 do artigo 4.&ordm; da Portaria n.&ordm; 1202/2004, est&aacute; dependente do cumprimento das boas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas e ambientais (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">As medidas volunt&aacute;rias ou agro&#45;ambientais constituem&#45;se como um conjunto complexo de medidas, com n&iacute;veis de ajudas vari&aacute;veis em fun&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o e /ou da dimens&atilde;o da explora&ccedil;&atilde;o, e com n&iacute;veis de ades&atilde;o diferenciados. Trata&#45;se de compromissos com a dura&ccedil;&atilde;o de cinco anos com o prop&oacute;sito de obter os resultados positivos esperados em termos ambientais (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Uma an&aacute;lise poss&iacute;vel &eacute; de que a exist&ecirc;ncia de uma grande ades&atilde;o a estas medidas poder&aacute; traduzir&#45;se em benef&iacute;cios v&aacute;rios, al&eacute;m dos ambientais, e que residem no reconhecimento duma "qualidade industrial" pelo utilizador da mat&eacute;ria&#45;prima e/ou consumidor final, na constitui&ccedil;&atilde;o de uma maior rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a por parte dos consumidores, desde que cumpridas e incentivadas as regras de rastreabilidade e rotulagem (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O pre&ccedil;o de interven&ccedil;&atilde;o para os estados n&atilde;o membros da Uni&atilde;o Europeia foi reduzido em 50%. Esta altera&ccedil;&atilde;o significou uma diminui&ccedil;&atilde;o da protec&ccedil;&atilde;o externa do agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola portugu&ecirc;s. Ocorreram tamb&eacute;m altera&ccedil;&otilde;es no regime de importa&ccedil;&atilde;o, em particular para os fornecedores mais importantes, EUA e a Tail&acirc;ndia, traduzidas na diminui&ccedil;&atilde;o dos direitos de importa&ccedil;&atilde;o e no estreitamento do diferencial dos direitos de importa&ccedil;&atilde;o entre as formas de arroz em pel&iacute;cula e branco. Os direitos de importa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o revistos semestralmente, em fun&ccedil;&atilde;o dos volumes importados, tem variado entre 30, 45 ou 65 &euro;/t para o arroz em pel&iacute;cula e 145 a 175 &euro;/t para o arroz branco (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Estas mudan&ccedil;as permitiram &agrave;s grandes redes de supermercado fazerem parte das suas compras de arroz diretamente a ind&uacute;strias estrangeiras, possibilitando&#45;lhes vender arroz importado mais barato do que a ind&uacute;stria portuguesa (Enptvi, 2010). Esta situa&ccedil;&atilde;o est&aacute; patente no aumento das importa&ccedil;&otilde;es de arroz, com crescimento superior no arroz branco em preju&iacute;zo do arroz em pel&iacute;cula, conseq&uuml;&ecirc;ncia do ajustamento no regime comercial com pa&iacute;ses terceiros. Relativamente &agrave;s variedades, entre os dois tri&ecirc;nios em an&aacute;lise, verifica&#45;se um aumento continuado das importa&ccedil;&otilde;es de Indica (+19%) e uma redu&ccedil;&atilde;o (&#45;25%) nas importa&ccedil;&otilde;es de variedades Japonica (sub&#45;esp&eacute;cie de arroz produzida em Portugal). Em termos relativos, as importa&ccedil;&otilde;es de Indica correspondem a 80%. Em n&uacute;meros absolutos, as importa&ccedil;&otilde;es chegaram a 81 000 t/ano no tri&ecirc;nio 2003/05, um aumento em volume de 6% face ao tri&ecirc;nio anterior, com base essencialmente num acr&eacute;scimo de 17% nas importa&ccedil;&otilde;es de pa&iacute;ses terceiros, em oposi&ccedil;&atilde;o a um decr&eacute;scimo de 6% das importa&ccedil;&otilde;es de origem dos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Outro desdobramento dessa pol&iacute;tica foi um incentivo para a altera&ccedil;&atilde;o na prefer&ecirc;ncia pelo arroz Carolino para o Agulha (Enptjovi, 2010), situa&ccedil;&atilde;o que tem persistido.&nbsp; Esta evid&ecirc;ncia &eacute; corroborada pela ind&uacute;stria que:</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93; est&aacute; a verificar&#45;se hoje a transfer&ecirc;ncia do consumo do Carolino para o Agulha, ou seja,&nbsp; hoje h&aacute; uma valoriza&ccedil;&atilde;o maior do Agulha do que do Carolino, entretanto, no passado,&nbsp; era o contr&aacute;rio, havia uma tend&ecirc;ncia maior do consumo do Carolino e menos do Agulha (Enptjovi, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m disso, as pesquisas de mercado (Quadro 3) tamb&eacute;m mostram a maior participa&ccedil;&atilde;o do arroz Indica (Agulha) polido nos anos de 2009 e 2010 em rela&ccedil;&atilde;o ao arroz polido Carolino.&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 3</b> &#45; Pesquisa de mercado sobre o tipo de consumo de arroz em Portugal.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a07q3.jpg" width="400" height="143"></font></p> 	    
<p>&nbsp;</p>      <p><font face="verdana" size="2">Quanto &agrave;s novas formas de consumo de arroz, os dados disponibilizados indicam que estas est&atilde;o actualmente em torno de 10%.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Uma explica&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel para este fen&oacute;meno est&aacute; relacionada com a maior dificuldade de confec&ccedil;&atilde;o do arroz Carolino. De acordo com (Enptalvar, 2010):</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93; se deixarmos o arroz Carolino cozer 10 minutos ele ainda se come bem, se deixarmos cozer 20 minutos fica em papa e n&atilde;o pode ir ao microondas que n&atilde;o resolve o problema". Acrescenta&#45;se ainda que "a dona de casa agora prefere, o arroz agulha, porque &eacute; mais f&aacute;cil de cozinhar.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Esta opini&atilde;o &eacute; partilhada por outro entrevistado que diz que:</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93; agora muitos preferem os Agulhas aos Carolinos,&nbsp; porque &eacute; muito mais f&aacute;cil de cozinhar e aproveita&#45;se na totalidade, porque depois vai ao microondas&nbsp; e se sobrar alguma coisa, o arroz fica sempre solto. No caso dos Carolinos &eacute; um arroz com outras caracter&iacute;sticas, muito mais saboroso do que os agulhas, mas que se n&atilde;o for bem cozinhado, aglomera e perde apresenta&ccedil;&atilde;o ao ser reaquecido (Enptvi, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Este novo contexto tornou&#45;se mais complexo pela dificuldade em produzir arroz Indica (Agulha) de qualidade em Portugal. S&oacute; &eacute; poss&iacute;vel obter arroz Indica na zona de Alc&aacute;cer, que tem um clima mais favor&aacute;vel, no entanto n&atilde;o &eacute; de boa qualidade (Enptalvar, 2010). Quando se compara a qualidade arroz Indica produzido em Portugal com o arroz importado as refer&ecirc;ncias s&atilde;o de que "o agulha nacional" n&atilde;o se compara aos agulhas das Guianas ou do Suriname, n&atilde;o se compara rigorosamente nada" (Enptvi, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m dos aspectos qualitativos adiciona&#45;se que &eacute; muito mais barato e f&aacute;cil para a ind&uacute;stria operacionalizar o arroz Indica importado (Enptvi, 2010). O que se justifica pelo facto de que quando se importa o arroz Indica, importa&#45;se uma variedade &uacute;nica,&nbsp; que permite operacionalizar uma grande quantidade de arroz em pouco tempo, ao contr&aacute;rio do arroz portugu&ecirc;s, de que se recebe muitas variedades, o que implica muitos armaz&eacute;ns, exige muito mais tempo, al&eacute;m de maiores custos de transporte, tornando toda a opera&ccedil;&atilde;o mais cara por tonelada comprada (Enptvi, 2010).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A tend&ecirc;ncia de liberaliza&ccedil;&atilde;o de importa&ccedil;&otilde;es deve manter&#45;se face aos acordos multilaterais em andamento da Uni&atilde;o Europeia na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio &#45; OMC, com os Pa&iacute;ses Menos Avan&ccedil;ados (PMA) e com o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), com tend&ecirc;ncia a crescer. As negocia&ccedil;&otilde;es em curso da Agenda de Doha, interrompidas desde Julho de 2006, poder&atilde;o vir a implicar ajustamentos consider&aacute;veis no sector de arroz de acordo com as propostas submetidas pelos principais blocos negociais. Apesar das incertezas subjacentes &agrave;s actuais negocia&ccedil;&otilde;es, &eacute; praticamente certa a elimina&ccedil;&atilde;o das restitui&ccedil;&otilde;es a partir de 2013, fruto de decis&atilde;o, ainda que condicionada, tomada durante o VI Confer&ecirc;ncia Ministerial da OMC (Hong&#45;Kong, Dezembro 2005). Entretanto, em conseq&uuml;&ecirc;ncia da reforma da PAC de 2003, se as negocia&ccedil;&otilde;es fecharem, n&atilde;o s&atilde;o esperadas grandes dificuldades de ajustamento ao n&iacute;vel das ajudas aos agricultores. Contudo, espera&#45;se uma redu&ccedil;&atilde;o significativa ao n&iacute;vel do acesso aos mercados (direitos de importa&ccedil;&atilde;o), tomando como refer&ecirc;ncia as redu&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias de direitos de importa&ccedil;&atilde;o apresentadas durante as negocia&ccedil;&otilde;es, e que oscilam entre os 39 e os 66% que tornar&atilde;o inevitavelmente o mercado comunit&aacute;rio mais perme&aacute;vel a importa&ccedil;&otilde;es de pa&iacute;ses terceiros, o que n&atilde;o deixar&aacute; de acarretar dificuldades acrescidas de competitividade face &agrave; previs&iacute;vel maior concorr&ecirc;ncia externa (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A negocia&ccedil;&atilde;o da U.E. em 2001 com os 48 pa&iacute;ses menos avan&ccedil;ados (PMA), resultou num compromisso comercial EBA &#45; <i>Everything But Arms</i> (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007) que permite a exporta&ccedil;&atilde;o para a Uni&atilde;o Europeia de todos os produtos, incluindo produtos agr&iacute;colas, entre os quais o arroz, sem direitos de importa&ccedil;&atilde;o, excluindo&#45;se apenas o com&eacute;rcio de armas (Minist&eacute;rio Da Agricultura Do Desenvolvimento Rural E Das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A negocia&ccedil;&atilde;o do Acordo Inter&#45;regional de Associa&ccedil;&atilde;o entre a UE com o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e, mais recentemente, Venezuela) est&aacute; agora a ser retomada. Em termos comerciais, o objectivo do acordo contempla a cria&ccedil;&atilde;o de uma zona de com&eacute;rcio livre entre os dois blocos comerciais grandes produtores mundiais: Brasil e Argentina (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Actualmente, quando se analisa a possibilidade de competi&ccedil;&atilde;o do agricultor portugu&ecirc;s com o mercado internacional, a avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; de que n&atilde;o consegue competir com o mercado mundial (Enptjomu, 2010). Este entrevistado referiu que h&aacute; sempre um pa&iacute;s que consegue exportar arroz para Portugal a um custo menor, nem que isso implique em faltar o produto no pa&iacute;s exportador (Enptjomu, 2010). O entrevistado argumenta que em Portugal h&aacute; muitas exig&ecirc;ncias de qualidade, compromissos com a seguran&ccedil;a social, etc., que n&atilde;o existem na maior parte dos pa&iacute;ses exportadores (Enptjomu, 2010). Nesta mesma dire&ccedil;&atilde;o, um segundo entrevistado diz que Portugal s&oacute; poder&aacute; competir em qualidade e na diferen&ccedil;a, porque o custo dos outros ser&aacute; sempre menor do que o produzido em Portugal (Enptoti, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A aplica&ccedil;&atilde;o da PAC em Portugal foi determinante para a evolu&ccedil;&atilde;o do agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola e traduziu&#45;se numa altera&ccedil;&atilde;o profunda da forma como a Uni&atilde;o Europeia ap&oacute;ia a agricultura comunit&aacute;ria. Exclu&iacute;ndo as ajudas agro&#45;ambientais &eacute; poss&iacute;vel inferir que os agricultores portugueses enfrentam, pela primeira vez, um enquadramento muito menos orientador e regulamentador e mais determinado pelas regras do mercado (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Esta &uacute;ltima an&aacute;lise tamb&eacute;m &eacute; compartilhada por um dos entrevistados que diz que com a nova medida os agricultores ficaram muito mais suscet&iacute;veis &agrave;s oscila&ccedil;&otilde;es do pre&ccedil;o do arroz no mercado. Cita por exemplo, que no 1&ordm; ano os produtores venderam a sua produ&ccedil;&atilde;o por 175 euros, entretanto os factores de produ&ccedil;&atilde;o estavam mais baixos.&nbsp; Depois disso, o pre&ccedil;o dos adubos, dos combust&iacute;veis e da &aacute;gua subiu.&nbsp; O adubo quase duplicou de pre&ccedil;o, os pesticidas e os herbicidas, a semente tamb&eacute;m subiu o que criou um impacto na rentabilidade dos produtores (Enptalvar, 2010). Os custos de produ&ccedil;&atilde;o superaram a factura&ccedil;&atilde;o produzida por um hectare de produ&ccedil;&atilde;o de arroz, isso sem adicionar os subs&iacute;dios, entretanto considerando estes &uacute;ltimos a margem &eacute; positiva (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007). Neste sentido um entrevistado cita que actualmente o pre&ccedil;o m&iacute;nimo do arroz teria que ser 300 euros por tonelada, lembrando que h&aacute; poucos anos atr&aacute;s, os agricultores recebiam 400 euros (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Estas mudan&ccedil;as tamb&eacute;m aumentaram os riscos da ind&uacute;stria na aquisi&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria&#45;prima. Um dos entrevistados explica que a ind&uacute;stria compra o arroz produzido em Portugal e que ser&aacute; comercializado ao longo do ano no per&iacute;odo compreendido entre Setembro e o in&iacute;cio de Dezembro. A ind&uacute;stria necessita comprar o arroz nestes meses porque o agricultor portugu&ecirc;s quer fixar o pre&ccedil;o e n&atilde;o quer arriscar poss&iacute;veis oscila&ccedil;&otilde;es de pre&ccedil;os ao longo do ano (Enptalvar, 2010). H&aacute; excep&ccedil;&otilde;es, pois alguns agricultores entregam o arroz sem pre&ccedil;o e definem o pre&ccedil;o mais tarde. Pelo fato da compra ser concentrada, a ind&uacute;stria compra toda a produ&ccedil;&atilde;o nacional portuguesa, a um pre&ccedil;o praticamente &uacute;nico (Enptalvar, 2010). Uma outra pequena varia&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m ocorre porque o arroz &eacute; avaliado pela qualidade (Enptdio, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Para ilustrar os problemas que os agricultores poderiam ter, caso n&atilde;o definissem o pre&ccedil;o de venda no per&iacute;odo de Setembro a Dezembro, um dos entrevistados cita o exemplo dos agricultores espanh&oacute;is.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Por exemplo, em Espanha, em Setembro de 2008, o arroz estava a 400, no mercado internacional subiu para 800 euros. Os espanh&oacute;is pediram &agrave; ind&uacute;stria espanhola 500 e eles n&atilde;o quiseram e foram comprar a outro lado. Depois, em Agosto de 2009, os agricultores tiveram de se sujeitar e vender ao pre&ccedil;o dele, a 200. &Eacute; um risco (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Por outro lado, se o agricultor portugu&ecirc;s n&atilde;o quer correr riscos, &eacute; a ind&uacute;stria que corre todo o risco da negocia&ccedil;&atilde;o uma vez que desconhece o pre&ccedil;o de mercado ao longo do ano (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Essa situa&ccedil;&atilde;o cria um problema para valorizar o pre&ccedil;o pago ao agricultor, pois a ind&uacute;stria estabelece um pre&ccedil;o, normalmente baixo, para minimizar os riscos de baixa dos pre&ccedil;os no mercado ao longo do ano. Mas h&aacute; produtores que possuem capacidade de armazenamento e secagem e que querem negociar baseados nos pre&ccedil;os internacionais. Um dos entrevistados relata que j&aacute; presenciou discuss&otilde;es onde os agricultores pediam &agrave;s industrias que acompanhassem os pre&ccedil;os da bolsa de cereais italianas, mas sem resultado (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Mesmo procurando minimizar os riscos, a ind&uacute;stria j&aacute; teve problemas com este sistema de compras. H&aacute; dois anos a ind&uacute;stria portuguesa comprou o arroz a 400 &euro;/t, porque uma ind&uacute;stria, ligada a uma multinacional italiana, comprou o arroz para mandar para It&aacute;lia e fez subir muito o pre&ccedil;o do arroz em Portugal. As demais ind&uacute;strias tiveram de acompanhar o pre&ccedil;o dessa ind&uacute;stria, se n&atilde;o ficavam sem comprar arroz nacional. Ao longo do ano, o mercado n&atilde;o comportou este pre&ccedil;o e a ind&uacute;stria teve que vender o arroz beneficiado quase ao pre&ccedil;o do arroz em casca que tinham comprado o que causou grandes preju&iacute;zos &agrave;s ind&uacute;strias portuguesas (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Neste mesmo per&iacute;odo, outro fen&oacute;meno que paralelamente come&ccedil;ou a ganhar import&acirc;ncia em Portugal e causou maior press&atilde;o sobre os pre&ccedil;os para as ind&uacute;strias e produtores, foi a concentra&ccedil;&atilde;o das grandes redes de supermercados. Esse fen&oacute;meno cresceu sem parar at&eacute; aos dias de hoje e tem possibilitado a estas redes exercerem grande for&ccedil;a contratual, pressionando as ind&uacute;striais do arroz a baixar os seus pre&ccedil;os de venda e por conseq&uuml;&ecirc;ncia os dos produtores (Enptdio, 2010). Actualmente h&aacute; tr&ecirc;s grandes grupos retalhistas em Portugal que juntos possuem 80% da participa&ccedil;&atilde;o e que imp&otilde;e um pre&ccedil;o &agrave;s ind&uacute;strias sob pena de deixarem de vender os seus produtos (Enptalvar, 2010). Considerando que o arroz &eacute; um bem essencial, com baixas margens de lucro, uma pequena diferen&ccedil;a no pre&ccedil;o pode ser muito significativa para todo o agroneg&oacute;cio (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Um exemplo desta for&ccedil;a &eacute; a for&ccedil;a contratual que estas redes possuem ao dizer que estas cobram "tanto pelo espa&ccedil;o, tanto pelo local onde est&aacute; o produto, se &eacute; ali &agrave; frente, se &eacute; um bocado mais abaixo e tudo isso &eacute; pago a peso de ouro" (Enptdio, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Este comportamento impositivo n&atilde;o considera as necessidades dos demais elos da fileira do arroz para uma ac&ccedil;&atilde;o mais coordenada de interesse m&uacute;tuo.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93; a ind&uacute;stria &eacute; obrigada a baixar os pre&ccedil;os porque os grandes supermercados s&atilde;o os grandes ditadores neste momento e ainda por cima como o gestor de compras do supermercado n&atilde;o percebe nada do que est&aacute; a fazer, no sentido de que lhes dizem: voc&ecirc; s&oacute; pode pagar 50 e por muito que o outro lado lhe explique por A+B que n&atilde;o pode ser 50, que n&atilde;o chega, ele cumpre, segue as ordens, nem sequer vai dizer ao chefe olha que n&atilde;o pode ser, se receberam ordens para dar 50, d&atilde;o 50 e se receberem ordens para dar 30, d&atilde;o 30, agora isto tem de se perceber que n&atilde;o pode ser, estar a dizer eu dou 30 porque me apetece, tem de haver uma l&oacute;gica (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Este tipo de comportamento revela a necessidade de que o estado interfira nestas rela&ccedil;&otilde;es para o bem de toda a fileira.&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93; &eacute; preciso regulamentar o poder negocial que essas grandes empresas det&ecirc;m, ou seja, o estado n&atilde;o pode continuar a permitir que essas empresas sejam aut&ecirc;nticos ditadores porque para eles, como o arroz &eacute; um produto que se vende muito, eles n&atilde;o querem o arroz caro, n&atilde;o percebem que se um caf&eacute; custa 50 c&ecirc;ntimos, ou 60 e eu bebo dois ou tr&ecirc;s por dia porque n&atilde;o hei&#45;de dar um euro por 1 kg de arroz, mesmo que eu consuma 17 kg por ano? (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Fase 3</b>: O INIA incentivador da coordena&ccedil;&atilde;o da fileira e agrega&ccedil;&atilde;o de valor no arroz</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">Em 2003, existia um consenso entre os produtores e empres&aacute;rios de que a investiga&ccedil;&atilde;o em arroz realizada pelo INIA n&atilde;o conseguia contribuir para a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas presentes no contexto da fileira do arroz. Argumentava&#45;se que o trabalho de melhoramento que foi feito at&eacute; a d&eacute;cada de noventa estava a perder&#45;se. As variedades continuavam, mas n&atilde;o se fazia mais nada praticamente na investiga&ccedil;&atilde;o em arroz em Portugal&nbsp; (Enptjomu, 2010; Enptmarco, 2010). Outro argumento que se apresentava era a impossibilidade dos elos da fileira do arroz evolu&iacute;rem de maneira independente. Neste sentido, um entrevistado diz que:</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A ind&uacute;stria &eacute; muito dependente da agricultura e a agricultura da ind&uacute;stria. Vamos ter de conviver, ali&aacute;s, isto &eacute; um fen&oacute;meno que se vai dar no mundo inteiro. Historicamente n&oacute;s diz&iacute;amos que n&atilde;o t&iacute;nhamos nada a ver com a agricultura, cada um por si, de fato &eacute; um erro, um erro crasso (Enptmarco, 2010).&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Com base nestes argumentos dos produtores e empres&aacute;rios, o INIA extinguiu o Centro de Orizicultura e mobilizou estes e outros recursos dispon&iacute;veis e os interessados para dar in&iacute;cio a uma nova fase da investiga&ccedil;&atilde;o (Enptjomu, 2010). Foi criado o Centro Operativo e Tecnol&oacute;gico do Arroz &#45; Cotarroz em que participam todos os agentes da fileira, onde a agricultura e a ind&uacute;stria s&atilde;o a base e tem 70% dos votos e os 30% restantes s&atilde;o divididos pelas empresas de investiga&ccedil;&atilde;o; de servi&ccedil;os; comerciantes de adubos; o Instituto de Agronomia; as universidades e as associa&ccedil;&otilde;es de irriga&ccedil;&atilde;o (Enptjomu, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O objectivo geral do centro &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento da fileira oriz&iacute;cola especialmente atrav&eacute;s da investiga&ccedil;&atilde;o aplicada, melhoria do n&iacute;vel de conhecimentos no sector, aprofundamento da coopera&ccedil;&atilde;o e parceria e da dignifica&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o dos agentes e produtos (Cotarroz, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Este objectivo surge com base no pressuposto de que entre os membros da fileira do arroz &eacute; preciso agregar valor ao arroz Carolino produzido em Portugal:</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93; n&atilde;o podemos continuar em Portugal a vender arroz a 70, 60, 50 c&ecirc;ntimos, sen&atilde;o o produtor n&atilde;o consegue sobreviver. &Eacute; preciso apostar em variedade e qualidade, fazer um arroz Carolino muito bom, de qualidade, para vender, por exemplo, a 1,5&euro; mas fazer perceber ao consumidor que vale a pena pagar esse valor (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&#91;...&#93; devemos valorizar aquilo que &eacute; nosso, aquilo que d&aacute; trabalho aos nossos, que d&aacute; trabalho ao mercado nacional, e nesse sentido devemos comprar aquilo que &eacute; nosso, n&atilde;o vamos dar dinheiro, temos que fazer o dinheiro girar, pelo menos essa &eacute; a minha opini&atilde;o, fazer o dinheiro girar dentro do nosso pa&iacute;s e n&atilde;o ir a outros pa&iacute;ses (Enptalvar, 2010)</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A partir desta mudan&ccedil;a, o INIA conseguiu realocar recursos para reiniciar o programa de melhoramento junto do Cotarroz. Nomeou um investigador da institui&ccedil;&atilde;o para fazer melhoramento em arroz. O inicio do trabalho tamb&eacute;m contou com o apoio de investigadoras do Instituto de Tecnologia Qu&iacute;mica e Biol&oacute;gica &#150; ITQB. A investiga&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou com a sementeira de 1400 linhas para ver o comportamento de cada uma das variedades, se tinham interesse comercial, identificando algumas com boa qualidade para serem progenitores, outras com caracter&iacute;sticas interessantes que podem ser essenciais. No Cotarroz tamb&eacute;m s&atilde;o desenvolvidas t&eacute;cnicas culturais, selec&ccedil;&atilde;o de herbicidas e estudos de densidade de semeadura (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O programa de melhoramento j&aacute; existe h&aacute; seis anos sem nenhuma variedade nova e outros seis ser&atilde;o necess&aacute;rios para lan&ccedil;ar alguma variedade, entretanto a avalia&ccedil;&atilde;o parcial &eacute; de que h&aacute; muitas linhas promissoras (Enptjomu, 2010).&nbsp; Este programa de melhoramento &eacute; financiado com fundos pr&oacute;prios do Cotarroz oriundos da comercializa&ccedil;&atilde;o do arroz proveniente da lavoura de 40 ha. A receita do Cotarroz&nbsp; tamb&eacute;m &eacute; utilizada para o pagamento dos funcion&aacute;rios do Centro (Enptjomu, 2010), pois nos &uacute;ltimos 3 a 4 anos os fundos de investiga&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria terminaram e a Funda&ccedil;&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia Portuguesa est&aacute; mais interessada na medicina e na biotecnologia e na tecnologia de ponta, desvalorizando a agricultura. O entendimento pol&iacute;tico &eacute; que se n&atilde;o existir arroz nacional importa&#45;se, esquecendo&#45;se de que quando n&atilde;o houver produto no mercado internacional o pa&iacute;s poder&aacute; sofrer de escassez (Enptjomu, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Sobre as limita&ccedil;&otilde;es de financiamento para a investiga&ccedil;&atilde;o, o entendimento &eacute; de:</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Neste momento o financiamento da investiga&ccedil;&atilde;o em Portugal baseia&#45;se na aprova&ccedil;&atilde;o de projectos. Durante muitos anos havia fundos comunit&aacute;rios que nos apoiavam e nos incentivavam a fazer parcerias com as escolas superiores e Institutos e com as Dire&ccedil;&otilde;es Regionais de Agricultura e o sector privado. H&aacute; aproximadamente 10 anos existiram financiamentos desse tipo al&eacute;m do financiamento da Funda&ccedil;&atilde;o da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia. O problema &eacute; que esta parcela que era a maior que financiava os nossos trabalhos acabou h&aacute; 3 ou 4 anos e desde essa altura n&atilde;o tem havido financiamentos, n&atilde;o s&oacute; para a este instituto, mas em toda a &aacute;rea agr&iacute;cola &#91;...&#93; (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&Eacute; necess&aacute;rio um esfor&ccedil;o para explicar aos governantes que a actividade de investiga&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola precisa de mais recursos (Enptalvar, 2010). A falta de recursos reduz as possibilidades de trabalhar mais com biotecnologia associada ao melhoramento do arroz em mais larga escala, o que poderia acelerar o programa de melhoramento (Enptsone, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O Cotarroz deveria evoluir para uma organiza&ccedil;&atilde;o interprofissional, podendo come&ccedil;ar a cobrar uma taxa para financiar a investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica aplicada e campanhas de divulga&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rias e aplicadas ao agroneg&oacute;cio do arroz (Enptalvar, 2010). A dificuldade est&aacute; na atual pol&iacute;tica da Uni&atilde;o Europeia para cria&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es interprofissionais, que &eacute; de dif&iacute;cil operacionaliza&ccedil;&atilde;o. As actuais associa&ccedil;&otilde;es de agricultores e cooperativas que apoiam os agricultores a comprar e a vender arroz, n&atilde;o podem ser s&oacute;cias duma organiza&ccedil;&atilde;o interprofissional, pois numa organiza&ccedil;&atilde;o deste tipo s&oacute; podem participar organiza&ccedil;&otilde;es sem actividade comercial e representativas do sector, o que dificulta a implementa&ccedil;&atilde;o da norma (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m das estrat&eacute;gias de coordena&ccedil;&atilde;o da fileira, investiga&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o em melhoramento vegetal e em manipula&ccedil;&atilde;o da cultura, h&aacute; necessidade de definir com mais precis&atilde;o o que &eacute; a variedade Carolino, divulgar o arroz Carolino atrav&eacute;s de campanhas de mar&#45;keting, vender variedades &uacute;nicas de arroz Carolino, divulgar pr&aacute;ticas ambientais na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e agregar valor atrav&eacute;s das pr&aacute;ticas ambientais industriais.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Actualmente a legisla&ccedil;&atilde;o define a variedade Carolino, com base no comprimento e largura do gr&atilde;o. Esta defini&ccedil;&atilde;o n&atilde;o reflecte as caracter&iacute;sticas de qualidade do arroz produzido&nbsp; em Portugal, o que tem dificultado a possibilidade de agregar mais valor ao arroz (Enptalvar, 2010; Enptcarbr, 2010). Por exemplo, os agricultores portugueses plantam uma variedade denominada Albatroz, que se analisada &agrave; luz da legisla&ccedil;&atilde;o em vigor, n&atilde;o tem um comportamento uniforme. Quando analisada quimicamente a quantidade de amilose &eacute; constante e caracteriza&#45;se por ser do tipo Japonica (Carolino) (Enptalvar, 2010). No entanto, em determinados ambientes, existe falta de conformidade com a legisla&ccedil;&atilde;o no que respeita &agrave; biometria.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Outro exemplo da inefic&aacute;cia da legisla&ccedil;&atilde;o est&aacute; na possibilidade de outros pa&iacute;ses produzirem e exportarem arroz com as dimens&otilde;es previstas na lei que caracterizam o Carolino. O Uruguai, a Gr&eacute;cia e Fran&ccedil;a produzem arroz com as dimens&otilde;es previstas na lei que caracterizam o Carolino e que at&eacute; foram comprados como tal para responder ao mercado nacional (Enptalvar, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">As campanhas de marketing para divulgar o arroz Carolino devem passar por explicar aos consumidores, que as receitas tradicionais portuguesas, como por exemplo, de arroz doce ou arroz de marisco s&atilde;o melhores com o arroz Carolino.&nbsp; &Eacute; preciso ensinar a cozinhar o arroz Carolino que tem um modo de cozedura diferente para n&atilde;o empapar (Enptalvar, 2010).&nbsp; Outro argumento &eacute; de que a cozinha tradicional portuguesa &eacute; uma cozinha que normalmente inclui molhos e normalmente as pessoas usavam o Carolino porque &eacute; o arroz nacional e porque adquire o sabor dos cozinhados e isso &eacute; preciso explicar (Enptdio, 2010). Uma ressalva se faz &eacute; de que o sucesso s&oacute; ser&aacute; alcan&ccedil;ado se o produto portugu&ecirc;s alcan&ccedil;ar uma qualidade Premium (Enptcarbr, 2010)</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A estrat&eacute;gia de vender variedades &uacute;nicas de arroz Carolino resulta da constata&ccedil;&atilde;o que dentro do grupo de Carolino&nbsp; h&aacute; variedades que cozinham em 5 min. e outras em 10 min. e se estiverem todas juntas n&atilde;o h&aacute; um padr&atilde;o de cozimento. (Enptalvar, 2010). Entretanto para se ter uma variedade &uacute;nica no pacote, os processos p&oacute;s&#45;colheita devem melhorar, principalmente na propriedade agr&iacute;cola.&nbsp; Deve haver cuidados na colheita, transporte, secagem e armazenamento para que n&atilde;o ocorram misturas nestes processos. &Eacute; preciso limpar as graneleiras, cami&otilde;es e secadores evitando restos de outras variedades (Enptdio, 2010).&nbsp; Um entrevistado sugere que estes processos poderiam ser inclu&iacute;dos nos processos actuais de certifica&ccedil;&atilde;o existentes (EnPtDio, 2010). Esta &eacute; uma estrat&eacute;gia que j&aacute; come&ccedil;a a ser implantada pela associa&ccedil;&atilde;o de produtores Oriv&aacute;rzea, entretanto avalia&#45;se como ser&aacute; dif&iacute;cil ampliar esta estrat&eacute;gia. Uma possibilidade seria as empresas come&ccedil;arem a pagar um acr&eacute;scimo pelas variedades que mais lhe interessam (Enptalvar, 2010). Ainda sobre esta estrat&eacute;gia, julga&#45;se necess&aacute;rio comunicar bem para que se tenha sucesso, j&aacute; que o consumidor de arroz ainda n&atilde;o conhece bem os benef&iacute;cios que poderia ter em cozinhar um arroz monovarietal (Enptdio, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Outra estrat&eacute;gia que precisa ser desenvolvida &eacute; a divulga&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas ambientais na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, que cada vez mais vem sendo valorizado pelos consumidores (Enptjomu, 2010). H&aacute; v&aacute;rios programas incentivados pela Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural &#150; DGDAR, como produ&ccedil;&atilde;o integrada, prote&ccedil;&atilde;o integrada, redu&ccedil;&atilde;o da lixivia&ccedil;&atilde;o de agrot&oacute;xicos para aq&uuml;&iacute;feros, semeadura direta (Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas, 2007).&nbsp; Os agricultores cada vez est&atilde;o mais informados, muitos j&aacute; t&ecirc;m estudos de n&iacute;vel superior, j&aacute; sabem a justifica&ccedil;&atilde;o dos produtos utilizam, como e quando os devem utilizar (Enptdio, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A estrat&eacute;gia de divulga&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas ambientais na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola soma&#45;se &agrave;s exig&ecirc;ncias dos consumidores em termos de higiene e seguran&ccedil;a alimentar nas ind&uacute;strias. Estas normas referem&#45;se ao facto do arroz estar isento de pedras, de metais, etc., assim como com a seguran&ccedil;a da ind&uacute;stria, do produto e com as garantias que esse alimento d&aacute; ao consumidor (Enptdio, 2010).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A outra estrat&eacute;gia que precisa ser melhor desenvolvida &eacute; a de&nbsp; reconhecimento da Indica&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica Protegida (IGP). Portugal possui 3 regi&otilde;es geogr&aacute;ficas, circundantes dos estu&aacute;rios dos rios Sado, Tejo e Mondego, com capacidade e especificidade para classifica&ccedil;&atilde;o de IGP. Uma delas, a do Tejo j&aacute; foi reconhecida e corresponde ao arroz Carolino de lez&iacute;rias ribatejanas (EnptcarBr, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Outra estrat&eacute;gia pode passar por promover visitas de estudo de crian&ccedil;as e jovens &agrave; Cotarroz para conhecerem no&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de agricultura. Se perguntarmos a uma crian&ccedil;a da cidade como &eacute; que se faz o arroz, esta dir&aacute; que &eacute; como uma massa preparada,&nbsp; desconhecem que &eacute; uma semente. Esta estrat&eacute;gia seria complementada com a hist&oacute;ria do arroz Carolino.&nbsp; Entende&#45;se que muitas pessoas n&atilde;o valorizam o arroz portugu&ecirc;s porque n&atilde;o sabem a sua origem (Enptjomu, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Os resultados indicaram a presen&ccedil;a de tr&ecirc;s fases no desenvolvimento da investiga&ccedil;&atilde;o em arroz no INIA (Quadro 4). Estes resultados, em termos te&oacute;ricos, contribuem como uma primeira aplica&ccedil;&atilde;o da Teoria Micro&#45;meso&#45;macro no campo dos agroneg&oacute;cios para a compreens&atilde;o da din&acirc;mica de organiza&ccedil;&otilde;es de investiga&ccedil;&atilde;o. Esta contribui&ccedil;&atilde;o d&aacute;&#45;se pela identifica&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica de elementos da teoria: regras gen&eacute;ricas, dist&uacute;rbios (Quadro 4) e regras de ordem zero (Quadro 5). Em termos pragm&aacute;ticos, estes resultados contribuem para a tomada de decis&otilde;es para todas as organiza&ccedil;&otilde;es envolvidas no agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola portugu&ecirc;s, bem como para o desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 4</b> &#45; S&iacute;ntese da descri&ccedil;&atilde;o das regras gen&eacute;ricas, dist&uacute;rbios e estrat&eacute;gias ligadas &agrave;s fases de evolu&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o do arroz no INIA, Portugal.</font></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a07q4.jpg" width="650" height="741"></p>      
<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 5 &#45;</b> S&iacute;ntese da descri&ccedil;&atilde;o das regras de ordem zero ligadas &agrave;s fases de evolu&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o do arroz no INIA de Portugal.</font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a07q5.jpg" width="650" height="748"></p>      
<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A limita&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o est&aacute; na aplica&ccedil;&atilde;o de apenas parte dos conceitos da teoria. Esta limita&ccedil;&atilde;o remete a um conjunto de perguntas que ficam por responder, como: quais os factores internos &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o que contribuem para a evolu&ccedil;&atilde;o das regras gen&eacute;ricas e suas estrat&eacute;gias associadas? Como estes factores internos e externos poderiam ser classificados? Como os factores internos e externos se configuraram na evolu&ccedil;&atilde;o das regras gen&eacute;ricas? Como &eacute; a freq&uuml;&ecirc;ncia de adop&ccedil;&atilde;o das regras gen&eacute;ricas no INIA? Espera&#45;se que respondendo a estas perguntas seja poss&iacute;vel avan&ccedil;ar na aplica&ccedil;&atilde;o da teoria e trazer novos contributos</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Bardin, L. (1977) &#45; <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa, Edi&ccedil;&otilde;es 70, 281 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0871-018X201200010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Cara&ccedil;a, J.; Lundvall, B.A. e Mendon&ccedil;a, S. (2009) &#45; The changing role of science in the innovation process: from queen to cinderella? <i>Technological Forecasting and Social Change</i>, 76, 6: 861&#45;867.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0871-018X201200010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Castellacci, F. (2009) &#45; The interactions between national systems and sectoral patterns of innovation. <i>Journal of Evolutionary Economics,</i> 19, 3: 321&#45;347.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0871-018X201200010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Cotarroz (2010) &#45; <i>Estatutos do centro operativo e tecnol&oacute;gico do arroz</i> (em linha). Salvaterra de Magos, 19 p. (Acesso em 2011.09.20). Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://www.cotarroz.pt/UserFiles/File/GERAL/Estatutos_2010.pdf" target="_blank">http://www.cotarroz.pt/UserFiles/File/GERAL/Estatutos_2010.pdf</a> &gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0871-018X201200010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      <p><font face="verdana" size="2">D&rsquo;Aveni, R.A. (1999) &#45; Strategic supremacy through disruption and dominance. <i>Sloan Management Review</i>, 40, 3: 127&#45; 135.</font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Dopfer K.; Foster, J. e Potts, J. (2004) &#45; Micro&#45;meso&#45;macro. <i>Journal of Evolutionary Economics,</i> 14, 3: 263&#45;279.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0871-018X201200010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Dopfer, K. (2005) &#45; <i>The evolutionary foundations of economics</i>. Cambridge, Cambridge University Press, 577 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0871-018X201200010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Dopfer, K. e Potts, J. (2009) &#45; On the theory of economic evolution. <i>Evolutionary and Institutional Economics Review</i>, 6, 1: 23&#45;44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0871-018X201200010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Enptalvar (2010) &#45; <i>Entrevista</i> concedida pelo investigador do Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria (INIA) sobre a din&acirc;mica das inova&ccedil;&otilde;es no agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola de Portugal concedida a Marcelo Fernandes Pacheco Dias em Oeiras &#45; Portugal. 3 </font><font face="verdana" size="2">arquivos digitais que totalizam 52125 Kb.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0871-018X201200010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 	     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Enptcarbr (2010) &#45; <i>Entrevista</i> concedida pela investigadora do Instituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria (INIA) sobre a din&acirc;mica das inova&ccedil;&otilde;es no agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola de Portugal concedida a Marcelo Fernandes Pacheco Dias em Oeiras &#150; Portugal. 2 </font><font face="verdana" size="2">arquivos digitais que totalizam 29595 Kb.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0871-018X201200010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Enptdio (2010) &#45; <i>Entrevista</i> concedida pelo Engenheiro Qu&iacute;mico, Gerente de Qualidade em agroind&uacute;stria arrozeira sobre a din&acirc;mica das inova&ccedil;&otilde;es no agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola de Portugal concedida a Marcelo Fernandes Pacheco Dias em Aveiro &#150; Portugal. </font><font face="verdana" size="2">2 arquivos digitais que totalizam 15121 Kb.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0871-018X201200010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Enptjomu (2010) &#45; <i>Entrevista</i> concedida pelo Engenheiro Agr&ocirc;nomo do Centro Operativo e Tecnol&oacute;gico do Arroz &#45; Cotarroz sobre a din&acirc;mica das inova&ccedil;&otilde;es no agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola de Portugal concedida a Marcelo Fernandes Pacheco Dias em Salvaterra de Magos &#150; Portugal. 4 arquivos digitais que totalizam 76814 Kb.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0871-018X201200010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Enptjovi (2010) &#45; <i>Entrevista</i> concedida pelo Administrador, Gerente de Marketing em agroind&uacute;stria arrozeira sobre a din&acirc;mica das inova&ccedil;&otilde;es no agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola de Portugal concedida a Marcelo Fernandes Pacheco Dias em Aveiro &#150; Portugal. 1 </font><font face="verdana" size="2">arquivo digital com 1237 Kb.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0871-018X201200010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> 	     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Enptmarco (2010) &#45; <i>Entrevista</i> concedida pelo Administrador, Presidente da Agroind&uacute;stria Arrozeira e ex&#45;presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Produtores e Industriais de Arroz sobre a din&acirc;mica das inova&ccedil;&otilde;es no agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola de Portugal </font><font face="verdana" size="2">concedida a Marcelo Fernandes Pacheco Dias em Aveiro &#150; Portugal. 2 arquivos digitais que totalizam 5932 Kb.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0871-018X201200010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Enptoti (2010) &#45; <i>Entrevista</i> concedida pela Investigadora do Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica Tropical (IICT) sobre a din&acirc;mica das inova&ccedil;&otilde;es no agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola de Portugal concedida a Marcelo Fernandes Pacheco Dias em Oeiras &#150; Portugal. 1 </font><font face="verdana" size="2">arquivo digital com 28154 Kb.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0871-018X201200010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Enptsone (2010) &#45; <i>Entrevista</i> concedida pela Investigadora do Instituto de Tecnologia Qu&iacute;mica e Biol&oacute;gica sobre a din&acirc;mica das inova&ccedil;&otilde;es no agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola de Portugal concedida a Marcelo Fernandes Pacheco Dias em Lisboa &#150; Portugal. 1 </font><font face="verdana" size="2">arquivo digital com 9111 Kb.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0871-018X201200010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Enptvi (2010) &#45; <i>Entrevista</i> concedida pelo administrador, gerente de produ&ccedil;&atilde;o em agroind&uacute;stria arrozeira sobre a din&acirc;mica das inova&ccedil;&otilde;es no agroneg&oacute;cio oriz&iacute;cola de Portugal concedida a Marcelo Fernandes Pacheco Dias em Aveiro &#150; Portugal. 1 arquivo </font><font face="verdana" size="2">digital com 49313 Kb.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0871-018X201200010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Foley, J.A.; DeFries, R.; Asner, G.P.; Barford, C.; Bonan, G.; Carpenter, S.R.; Chapin, F.S.; Coe, M.T.; Daily, G.C.; Gibbs, H.K.; Helkowski, J.H.; Holloway, T.; Howard, E.A.; Kucharik, C.J.;&nbsp; Monfreda, C.; Patz, J.A.; Prentice, I.C.; Ramankutty, N. e </font><font face="verdana" size="2">Snyder, P.K. (2005) &#45; Global consequences of land use. <i>Science</i>, 309, 5734: 570&#45;574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0871-018X201200010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">FAO &#45; Food and Agriculture Organization (2008a) &#45; World agriculture: towards 2015/2030: prospects by major sector: crop production (em linha). <i>Summary report.</i> (Acesso em 2011.06.07). Dispon&iacute;vel em: &lt; </font><font face="verdana" size="2"> <a href="http://www.fao.org/docrep/004/y3557e/y3557e08.htm" target="_blank"> http://www.fao.org/docrep/004/y3557e/y3557e08.htm</a> &gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0871-018X201200010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">FAO &#45; Food and Agriculture Organization (2008b) &#45; <i>Oportunidades, riscos do uso da bionergia para a seguran&ccedil;a alimentar da Am&eacute;rica Latina e o Caribe</i>. (em linha). (Acesso em 2011.06.05). Dispon&iacute;vel em: &lt; </font><font face="verdana" size="2"><a href="http://www.rlc.fao.org/es/prioridades/bioenergia/pdf/bioenergiapor.pdf" target="_blank">www.rlc.fao.org/es/prioridades/bioenergia/pdf/bioenergiapor.pdf</a> &gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0871-018X201200010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Global Rice Science Partnership (2010) &#45; <i>Proceedings of the 3rd International Rice Congress</i> (em linha). Hanoi, Vietnam, IRRI, 267 p. (Acesso em 2011.09.20). Dispon&iacute;vel em: &lt; <a href="http://irri.org/our&#45;science/global&#45;rice&#45;science&#45;partnership&#45;grisp" target="_blank">http://irri.org/our-science/global-rice-science-partnership-grisp</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0871-018X201200010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Hart, R. (2004) &#45; Growth, environment and innovation &#45; a model with production vintages and environmentally oriented research. <i>Journal of Environmental Economics and Management,</i> 48, 3: 1078&#45;1098.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0871-018X201200010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Hart, S.L. e Milstein, M.B. (2003) &#45; Creating sustainable value. <i>Academy of Management Executive</i>, 17, 2: 56&#45;67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0871-018X201200010000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Hobday, M. (2005) &#45; Firm&#45;level innovation models: perspectives on research in developed and developing countries. <i>Technology Analysis &amp; Strategic Management</i>, 17, 2: 121&#45;146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0871-018X201200010000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Iammarino, S. (2005) &#45; An evolutionary integrated view of regional systems of innovation: concepts, measures and historical perspectives. <i>European Planning Studies</i>, 13, 4: 497&#45;519.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0871-018X201200010000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Lovins, A.B.; Lovins, L.H. e Hawken, P. (2007) &#45; A road map for natural capitalism. <i>Harvard Business Review,</i> 85, 7&#45;8: 172&#45;183.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0871-018X201200010000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Minist&eacute;rio da Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas: Gabinete de Planejamento e Pol&iacute;ticas (2007) &#45; <i>Culturas arvenses</i>: <i>diagn&oacute;stico sectorial</i>. MADRP, 58 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S0871-018X201200010000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">OECD &#45; Organisation For Economic Co&#45;Operation And Development (2008) &#45; <i>Agricultural outlook 2008&#45;2017</i>: highlights, 2008. (Acesso em 2011.06.07). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.fao.org/es/esc/common/ecg/550/en/AgOut2017E.pdf" target="_blank">http://www.fao.org/es/esc/common/ecg/550/en/AgOut2017E.pdf</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S0871-018X201200010000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Potts, J. (2009) &#45; The innovation deficit in public services: The curious problem of too much efficiency and not enough waste and failure. <i>Innovation&#45;Management Policy &amp; Practice</i>, 11, 1: 34&#45;43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S0871-018X201200010000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Rodriguez&#45;pose, A. e Crescenzi, R. (2008) &#45; Research and development, spillovers, innovation systems, and the genesis of regional growth in Europe. <i>Regional Studies</i>, 42, 1: 51&#45;67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S0871-018X201200010000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Sachs, I. (2005) &#45; Da civiliza&ccedil;&atilde;o do petr&oacute;leo a uma nova civiliza&ccedil;&atilde;o verde. <i>Estudos Avan&ccedil;ados</i>, 19, 55: 195&#45;211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S0871-018X201200010000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Silva, M.V. (1984) &#45; <i>Bibliografia Oriz&iacute;cola Portuguesa: 1964&#45;1983</i>. Oeiras, Intituto Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria e de Extens&atilde;o Rural, 89 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S0871-018X201200010000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Souza Filho, H.M.S. (2001) &#45; Desenvolvimento agr&iacute;cola sustent&aacute;vel. <i>In</i>: Batalha, M.O. (Ed.) &#45; <i>Gest&atilde;o agroindustrial</i>. S&atilde;o Paulo, Atlas, p. 585&#45;626.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S0871-018X201200010000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Thomas, L.G. e D&rsquo;Aveni, R. (2009) &#45; The changing nature of competition in the US manufacturing sector, 1950&#45;2002. <i>Strategic Organization</i>, 7, 4: 387&#45;431.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Tilman, D.; Fargione, J.; Wolff, B.; D&rsquo;Antonio, C.; Dobson, A.; Howarth, R.; Schindler D.; Schlesinger, W.H.; Simberloff, D. e Swackhamer, D. (2001) &#45; Forecasting agriculturally driven global environmental change. <i>Science</i>, 292, 5515: 281&#45;284.</font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">&nbsp;IPCC&#45;Intergovernmental Panel on Climate Change (2007) &#45; <i>Climate Change 2007: Synthesis Report. Contribution of Working Groups I, II and III to the Fourth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change</i>(em linha). &#91;Core Writing Team, Pachauri, R.K. e Reisinger, A. (Eds.)&#93;. Geneva, Switzerland, IPCC, 104 p. (Acesso em 2011.06.05). Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.ipcc.ch/publications_and_data/publications_ipcc_fourth_assessment_report_synthesis_report.htm" target="_blank"> http://www.ipcc.ch/publications_and_data /publications_ipcc_fourth_assessment_report_synthesis_report.htm</a> &gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S0871-018X201200010000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      <p><font face="verdana" size="2">Uyarra, E. (2010) &#45; What is evolutionary about &lsquo;regional systems of innovation&rsquo;? Implications for regional policy. <i>Journal of Evolutionary Economics</i>, 20, 1: 115&#45;137.</font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Yin, R. (2009) &#45; <i>Case study research: design and methods</i>. Los Angeles, Sage Publications, Inc, 219 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000228&pid=S0871-018X201200010000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Recep&ccedil;&atilde;o/Reception: 2010.12.13    <br> 	Aceita&ccedil;&atilde;o/Acception: 2011.09.27</b></font></p>     ]]></body>
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