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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise socioeconômica da produção de batata nos municípios de Sanlúcar de Barrameda / Espanha e São Lourenço do Sul / Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The municipalities of Sanlúcar de Barrameda/Cádiz in Andaluzia/Spain and São Lourenço do Sul/Rio Grande do Sul/Brazil, have in common a food producer family farm based-economy, among them potato (Solanum tuberosum L.). This crop is a socioeconomic and cultural development factor in both municipalities, considering that it is practiced by small farmers and their descendants that settled those areas. The study was motivated by an academic exchange, and had the objective of analyzing the respective production systems developed by farmers. Difficulties, challenges, production costs and alternatives to overcome them were assessed. To carry it out we used structured interviews with managers, technicians and farmers from both locations. In São Lourenço do Sul, twenty ecological potato growers were interviewed; ten non-ecological potato growing-families in Sanlúcar were also interviewed. We noticed that the habit of growing, family work and cooperative organization are a common initiative in both locations, although they use different systems of growing. We also found that both groups face technological, economic and environmental difficulties, but supported by processes of social articulation they are seeking alternatives to overcome them and providing conditions for potato growing.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>An&aacute;lise socioecon&ocirc;mica da produ&ccedil;&atilde;o de batata nos munic&iacute;pios de Sanl&uacute;car de Barrameda / Espanha e S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul / Brasil</b></font></p>      <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>A socio&#45;economic analysis of potato production in the municipalities of Sanl&uacute;car de Barrameda / Spain and S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul / Brazil</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>L&iacute;rio Jos&eacute; Reichert<sup>1</sup>, Mamen Cu&eacute;llar Padilla<sup>2</sup>, M&aacute;rio Conill Gomes<sup>3</sup> e Rub&eacute;n S&aacute;nchez</b> <b>&nbsp;C&aacute;ceres</b><b><sup>4</sup></b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup>Analista da Embrapa Clima Temperado de Pelotas/Rio Grande do Sul/Brasil. Endere&ccedil;o institucional: BR 392 km 78, Cx. Postal 403, CEP: 96010&#45;971&#45; Pelotas/RS. E&#45;mail: <a href="mailto:lirio.jose@cpact.embrapa.br">lirio.jose@cpact.embrapa.br</a>. Fone (053) 3275&#45;8100 </font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><sup>2</sup>Profesora Dra. Universidad de C&oacute;rdoba; investigadora del Instituto de Sociolog&iacute;a y Estudios Campesinos. Estado espa&ntilde;ol. Correo &#150; E&#45;mail: <a href="mailto:ma2cupam@uco.es">ma2cupam@uco.es</a>. </font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>3</sup>Dr. Professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). E&#45;mail: <a href="mailto:mconill@gmail.com">mconill@gmail.com</a> </font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>4</sup>Investigador Instituto de Sociologia y est&uacute;dios Campesinos ISEC Universidad de C&oacute;rdoba, ruben.s E&#45;mail: <a href="mailto:anchez.ext@juntadeandalucia.es">anchez.ext@juntadeandalucia.es</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Os munic&iacute;pios de Sanl&uacute;car de Barrameda/C&aacute;diz, regi&atilde;o de Andaluzia/Espanha e de S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul/Rio Grande do Sul/Brasil, t&ecirc;m em comum a economia baseada na agricultura familiar produtora de alimentos, dentre eles a batata (<i>Solanum tuberosum</i> L.). Em ambos, esse cultivo representa fator de desenvolvimento socioecon&ocirc;mico e cultural, se considerado que &eacute; praticado por pequenos agricultores imigrantes colonizadores e seus descendentes. O estudo, motivado por um interc&acirc;mbio acad&ecirc;mico, objetivou analisar os respectivos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, desenvolvidos pelos agricultores, avaliando&#45;se as dificuldades, os desafios, os custos de produ&ccedil;&atilde;o e as alternativas para super&aacute;&#45;los. Para realiz&aacute;&#45;lo, utilizaram&#45;se entrevistas estruturadas com dirigentes, t&eacute;cnicos e agricultores das duas localidades. Em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul, 20 bataticultores ecol&oacute;gicos foram entrevistados, fato que se repetiu em Sanl&uacute;car com 10 fam&iacute;lias produtoras de batata n&atilde;o ecol&oacute;gicas. Verificou&#45;se que o h&aacute;bito de cultivo, o trabalho familiar e a organiza&ccedil;&atilde;o em cooperativas s&atilde;o iniciativas comuns &agrave;s localidades estudadas, embora a ado&ccedil;&atilde;o de sistemas diferentes de produ&ccedil;&atilde;o. Constatou&#45;se tamb&eacute;m que ambas t&ecirc;m dificuldades de ordem tecnol&oacute;gica, econ&ocirc;mica e ambiental e que apoiadas por processos de articula&ccedil;&atilde;o social, est&atilde;o buscando alternativas para super&aacute;&#45;las, proporcionando condi&ccedil;&otilde;es para a continuidade do cultivo dessa esp&eacute;cie alimentar.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Palavras&#45;chave:</b> Agricultura familiar; batata ecol&oacute;gica; cooperativas agr&iacute;colas; sistema de produ&ccedil;&atilde;o; <i>Solanum tuberosum</i>.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>        <p><font face="verdana" size="2"><b>ABSTRACT&nbsp;</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">The municipalities of Sanl&uacute;car de Barrameda/C&aacute;diz in&nbsp; Andaluzia/Spain and S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul/Rio Grande do Sul/Brazil, have in common a food producer family farm&nbsp; based&#45;economy, among them potato (<i>Solanum tuberosum</i> L<i>.</i>). This crop is a socioeconomic and cultural development factor in both municipalities, considering that it is practiced by small farmers and their descendants that settled those areas. The study was motivated by an academic exchange, and had the objective of analyzing the respective production systems developed by farmers. Difficulties, challenges, production costs and alternatives to overcome them were assessed. To carry it out we used structured interviews with managers, technicians and farmers from both locations. In S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul, twenty ecological potato growers were interviewed; ten non&#45;ecological potato growing&#45;families in Sanl&uacute;car were also interviewed. We noticed that the habit of growing, family work and cooperative organization are a common initiative in both locations, although they use different systems of growing. We also found that both groups face technological, economic and environmental difficulties, but supported by processes of social articulation they are seeking alternatives to overcome them and providing conditions for potato growing.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Key&#45;words:</b> Agricultural cooperatives; ecological potato; family farming; production system; <i>Solanum tuberosum</i>.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO, 2008), &eacute; o batata (<i>Solanum tuberosum</i> L.) &eacute; o quarto alimento mais consumido no mundo, posi&ccedil;&atilde;o obtida pelas suas qualidades nutricionais e import&acirc;ncia econ&ocirc;mica. Nesse mesmo ano, essa organiza&ccedil;&atilde;o instituiu o "Ano Internacional da Batata", objetivando destacar as import&acirc;ncias mencionadas, bem como seu papel fundamental na seguran&ccedil;a alimentar do planeta.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A produ&ccedil;&atilde;o brasileira de batata nos &uacute;ltimos 10 anos tem estado estabilizada ao redor de 3,5 milh&otilde;es de t/ano, obtidas em 140 mil hectares cultivados em m&eacute;dia (Agrianual, 2011). Nessas estat&iacute;sticas, o Rio Grande do Sul ocupa a quarta posi&ccedil;&atilde;o tanto em &aacute;rea plantada como em produ&ccedil;&atilde;o, com produtividade de 16,5 mil kg.ha<sup>&#45;1</sup>, considerada baixa pelo potencial da cultura. A produ&ccedil;&atilde;o na Espanha em 2009 foi de 2,48 milh&otilde;es de toneladas, com o cultivo de 85,6 mil hectares obtendo a produtividade de 28,9 mil kg.ha<sup>&#45;1</sup> (UPA, 2010).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">As estat&iacute;sticas apresentadas evidenciam a necessidade de melhorias no sistema de produ&ccedil;&atilde;o do Rio Grande do Sul, considerando n&atilde;o s&oacute; suas condi&ccedil;&otilde;es naturais, que permitem dois cultivos anuais a exemplo da Espanha, mas tamb&eacute;m a tradi&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola regional, a disponibilidade de tecnologia e a oportunidade de neg&oacute;cio numa cadeia bem definida. Para alcan&ccedil;&aacute;&#45;la e, com isso, ganhar competitividade, &eacute; fundamental organizar e tecnificar a gest&atilde;o das unidades de produ&ccedil;&atilde;o familiares.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">V&aacute;rios autores consideram a agricultura familiar <i>sui gereris</i>, fato que a diferencia daquela de car&aacute;ter empresarial. Lamarche (1993) e Wanderley (2001) se referem a ela como sendo uma categoria gen&eacute;rica, diferenciada e entendida como aquela que, ao mesmo tempo, &eacute; propriet&aacute;ria dos meios de produ&ccedil;&atilde;o, assume tamb&eacute;m o trabalho no estabelecimento produtivo e associa a tr&iacute;ade fam&iacute;lia/produ&ccedil;&atilde;o/trabalho como forma de reprodu&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social. Schneider <i>et al.</i> (2006), denominam essa categoria produtiva como sendo pluriativa, pois segundo eles, combina m&uacute;ltiplas inser&ccedil;&otilde;es ocupacionais das pessoas pertencentes a uma mesma fam&iacute;lia. Nela, os agricultores t&ecirc;m modo pr&oacute;prio de viver, produzir e se organizar. De modo geral a administra&ccedil;&atilde;o da propriedade &eacute; exercida pela pr&oacute;pria fam&iacute;lia, que trabalha diretamente, com ou sem aux&iacute;lio de terceiros. O estabelecimento rural familiar &eacute; uma unidade de produ&ccedil;&atilde;o e consumo simult&acirc;neos.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos munic&iacute;pios estudados</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A &aacute;rea estudada compreende duas regi&otilde;es cujas economias s&atilde;o centradas no setor prim&aacute;rio e t&ecirc;m, no cultivo da batata, hist&oacute;rico de desenvolvimento socioecon&ocirc;mico muito forte.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O munic&iacute;pio de S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul, localizado no sul do Rio Grande do Sul/Brasil (Figura 1), foi considerado nas d&eacute;cadas de 40 e 50, o maior produtor brasileiro de batatas (Prefeitura de S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul, 2008).&nbsp;</font></p>  	    <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a14f1.jpg" width="700" height="510">&nbsp;</font></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Figura 1 &#45;</b> Localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica do munic&iacute;pio de S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul, no estado do Rio Grande do Sul.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Por sua voca&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola e pelas origens alem&atilde; e pomerana dos seus produtores, a batata foi cultivada desde a chegada dos primeiros imigrantes, h&aacute; 150 anos. A diversifica&ccedil;&atilde;o de cultivos em pequenas &aacute;reas, a voca&ccedil;&atilde;o para a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, a manuten&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos e cultura alem&atilde; foram alguns dos legados trazidos e passados de gera&ccedil;&atilde;o para gera&ccedil;&atilde;o ao longo desses anos.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A trajet&oacute;ria da produ&ccedil;&atilde;o de batata, do apogeu &agrave; decad&ecirc;ncia, &eacute; relatada em trabalhos acad&ecirc;micos, informativos da pesquisa e da extens&atilde;o rural (Pereira e Daniels 2003; Madail <i>et al.</i> 2005; Lima, 2006; Mart&iacute;nez, 2009).</font></p> 	    <p><font face="verdana" size="2">Lima (2006), citando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica &#150; IBGE relata que em 1992, S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul, cultivou 12 mil hectares de batata, colhendo 91 mil toneladas. Desse ano em diante at&eacute; os dias atuais, uma crise na produ&ccedil;&atilde;o se estabeleceu, reduzindo a &aacute;rea cultivada para 1,3 mil hectares, de onde se obteve 15,9 mil toneladas (IBGE), fato que originou espa&ccedil;o para outros cultivos mais rent&aacute;veis como o tabaco, por exemplo. A autora citada descreve este momento da seguinte maneira:</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">A batata foi um dos produtos respons&aacute;veis pela manuten&ccedil;&atilde;o do pequeno produtor em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul. Foi o produto que viabilizou, com remunera&ccedil;&atilde;o, que produtores n&atilde;o fossem eliminados, mas que se "especializassem". Esta "especializa&ccedil;&atilde;o", portanto, se devem aos fatores naturais como solo, clima, al&eacute;m dos fatores hist&oacute;ricos culturais, s&atilde;o esses os elementos da paisagem que potencializaram a cultura da batata no munic&iacute;pio. Mas como nada &eacute; est&aacute;tico, hoje, a produ&ccedil;&atilde;o de batata est&aacute; em decl&iacute;nio no munic&iacute;pio, e esses mesmos elementos da paisagem que em outra &eacute;poca potencializaram a produ&ccedil;&atilde;o de batata, hoje &eacute; o inibidor dessa produ&ccedil;&atilde;o (Lima, 2006: 104)</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Pereira e Daniels (2003) relatam o custo crescente de produ&ccedil;&atilde;o, a baixa capacidade competitiva do produtor local em rela&ccedil;&atilde;o aos do centro do pa&iacute;s e o elevado padr&atilde;o do produto no mercado nacional como fatores que contribu&iacute;ram para a crise da produ&ccedil;&atilde;o de batata na regi&atilde;o.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2">Madail <i>et al.</i> (2005) apontam a defasagem do conhecimento do produtor de batatas sobre o mercado, bem como a lenta ado&ccedil;&atilde;o de tecnologias de produ&ccedil;&atilde;o que atendam &agrave; demanda do consumidor como causas do decl&iacute;nio mencionado. Por sua vez, Martinez (2009) salienta que os produtores dessa cultura n&atilde;o souberam tratar devidamente as quest&otilde;es mercadol&oacute;gicas e sua evolu&ccedil;&atilde;o, ficando ref&eacute;ns dos atravessadores.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">T&eacute;cnicos e agricultores que fizeram parte do estudo confirmam o que os autores relatam. Um dos t&eacute;cnicos concorda com as cita&ccedil;&otilde;es acima e acrescenta ainda que a falta de profissionaliza&ccedil;&atilde;o dos agricultores tamb&eacute;m contribuiu para este decl&iacute;nio. De uma maneira geral, os agricultores nunca tiveram o cuidado de colocar no mercado uma batata de qualidade. Um dos agricultores que j&aacute; foi presidente da Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da regi&atilde;o Sul Ltda (Coopar), refere&#45;se ao fato da seguinte forma: "<i>o nosso produtor foi quem estragou o mercado, gerando a cat&aacute;strofe da batata, em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul. Todos queriam ver somente o dinheiro no bolso, um estragava o outro",</i> e complementa dizendo que <i>"nossa batata n&atilde;o tinha qualidade, n&atilde;o tinha padr&atilde;o para competir com a batata que vinha de fora".</i></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Apesar do decl&iacute;nio, o cultivo da batata n&atilde;o perdeu sua import&acirc;ncia no munic&iacute;pio como geradora de renda e fonte de alimento. &Oacute;rg&atilde;os de pesquisas como a Embrapa Clima Temperados v&ecirc;m ofertando tecnologias, pr&aacute;ticas e processos no sentido de alavancar novamente este cultivo nessa regi&atilde;o. Com apoio tamb&eacute;m da Empresa de Pesquisa Agropecu&aacute;ria de Santa Catarina (EPAGRI) e o Instituto Agron&ocirc;mico do Paran&aacute; (IAPAR), v&ecirc;m desenvolvendo cultivares adaptadas &agrave; regi&atilde;o Sul do pa&iacute;s, assim como alternativas de manejo da produ&ccedil;&atilde;o, desde a Agroecologia, produ&ccedil;&atilde;o de sementes, at&eacute; o p&oacute;s&#45;colheita. Resultados dessas pesquisas podem ser encontrados em Daniels (2003), Nazareno (2009) e Pereira <i>et al.</i> (2008 e 2009).</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Sanl&uacute;car de Barrameda situa&#45;se na costa noroeste da prov&iacute;ncia de C&aacute;diz/Espanha, regi&atilde;o de Andaluzia, junto &agrave; margem esquerda do estu&aacute;rio do rio Guadalquivir, em frente ao Parque Nacional da Do&ntilde;ana, conforme a Figura 2 (INE).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a14f2.jpg" width="700" height="617"></p>     
<p><font face="verdana" size="2"><b>Figura 2 &#45;</b> Mapa da Prov&iacute;ncia de C&aacute;diz, destacando o munic&iacute;pio de Sanl&uacute;car de Barrameda.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Desde a sua cria&ccedil;&atilde;o, a agricultura foi uma das bases da economia sanluque&ntilde;a. Inicialmente, predominava o cultivo da tr&iacute;ade mediterr&acirc;nea trigo&#45;videira&#45;oliveira. Existiam tamb&eacute;m pequenas hortas periurbanas e localizadas nos areais pr&oacute;ximos da costa mar&iacute;tima chamadas <i>navazos</i><sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. Nos &uacute;ltimos anos, a expans&atilde;o urban&iacute;stica provocou seu desaparecimento gradativo, relegando&#45;os &agrave; zona da Col&ocirc;nia Agr&iacute;cola Monte Algaida.</font></p>   	    <p><font face="verdana" size="2">Este povoamento &eacute; uma col&ocirc;nia agr&iacute;cola estabelecido em 1907, em decorr&ecirc;ncia da Lei de&nbsp; Coloniza&ccedil;&atilde;o Agr&aacute;ria que beneficiou 100 fam&iacute;lias com 254 hectares doados. Com o passar dos anos, a col&ocirc;nia foi crescendo e, segundo Marianne (2006), neste ano, as terras cultivadas representam 1.042 hectares compartidas entre 941 fam&iacute;lias. Estas &aacute;reas foram ampliadas de forma que em 2010 existem em torno de 2.000 hectares cultiv&aacute;veis. Dos atuais 5.827 habitantes convivem num ambiente exclusivamente familiar, tanto na forma de trabalhar, como na organiza&ccedil;&atilde;o de eventos religiosos, de entretenimento e culturais. Preservam as tradi&ccedil;&otilde;es familiares, que s&atilde;o passadas de gera&ccedil;&atilde;o para gera&ccedil;&atilde;o. H&aacute;bito como o cultivo da batata est&aacute; presente em todas as fam&iacute;lias. Cultivam tamb&eacute;m outras hortali&ccedil;as ao ar livre e protegido em estufas pl&aacute;sticas que tem crescido muito ultimamente.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">De acordo com informa&ccedil;&otilde;es do departamento t&eacute;cnico da Cooperativa V&iacute;rgen del Roc&iacute;o, os solos da Col&ocirc;nia s&atilde;o arenosos, constitu&iacute;dos de 97% de areia sil&iacute;cia fina, origin&aacute;ria de dunas estabilizadas das marismas, que se transportaram at&eacute; a Col&ocirc;nia, constituindo solos artificiais transformados para uso agr&iacute;cola.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O clima, por sua posi&ccedil;&atilde;o litor&acirc;nea, &eacute; ameno, segundo a Esta&ccedil;&atilde;o Meteorol&oacute;gica de Sanl&uacute;car de Barrameda (IFAPA), com temperatura m&eacute;dia anual de 16&#45;17&ordm;C, todavia&nbsp; alcan&ccedil;ando 35&ordm;C, podendo chegar at&eacute; 40&ordm;C no ver&atilde;o. A precipita&ccedil;&atilde;o de chuva varia de 300 a 700mm/ano, mal distribu&iacute;dos. Em 2009, ocorreu apenas 317mm, havendo 261 dias sem chuvas, tendo um per&iacute;odo de at&eacute; 97 dias seguidos sem registrar a ocorr&ecirc;ncia de precipita&ccedil;&otilde;es. Em decorr&ecirc;ncia dessa situa&ccedil;&atilde;o clim&aacute;tica, a irriga&ccedil;&atilde;o torna&#45;se um insumo indispens&aacute;vel para o desenvolvimento da agricultura, tanto ao ar livre como em &aacute;reas cobertas.</font></p>      <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>Organiza&ccedil;&atilde;o social das fam&iacute;lias produtoras e apoio t&eacute;cnico&#45;institucional</b></font></p>     	    <p><font face="verdana" size="2">As comunidades agr&iacute;colas avaliadas apresentam caracter&iacute;sticas semelhantes, quanto &agrave;s suas organiza&ccedil;&otilde;es sociais e de apoio t&eacute;cnico&#45;institucional. Ambos contam com uma cooperativa pr&oacute;pria dos agricultores, as quais s&atilde;o gerenciadas pelos agricultores, servindo de suporte t&eacute;cnico, de fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e apoio aos processos de comercializa&ccedil;&atilde;o.&nbsp; S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul tem no Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor &#45; CAPA<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>, na ASCAR/EMATER&#45;RS<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>e na Embrapa Clima Temperado<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, apoio t&eacute;cnico&#45;institucional, de extens&atilde;o rural, e de pesquisa agr&iacute;cola respectivamente. Tem tamb&eacute;m a Coopar (Figura 3), que foi fundada em 1992, e est&aacute; localizada no 6&ordm; distrito de Boa Vista, ber&ccedil;o da coloniza&ccedil;&atilde;o alem&atilde; e pomerana, que re&uacute;ne 2.050 associados, produtores de leite, milho, feij&atilde;o, batata, cebola e outros produtos. Essa organiza&ccedil;&atilde;o oferece apoio t&eacute;cnico aos agricultores e intermedia a comercializa&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o, seja para mercados locais, ou para programas do governo federal como o Programa de Aquisi&ccedil;&atilde;o de Alimentos &#150; PAA<sup><a href="#5">5</a></sup><a name="top5"></a>  e programas municipais de merenda escolar e de aquisi&ccedil;&atilde;o com doa&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea para escolas, creches e entidades carentes.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a14f3.jpg" width="465" height="349"></p> 	    
<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a14f4.jpg" width="463" height="347"></p> 	    
<p><font face="verdana" size="2"><b>Figuras 3 e 4</b> &#45; Sede da Coopar em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul e V&iacute;rgen del Roc&iacute;o em Sanl&uacute;car de Barrameda.</font></p>      <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Os agricultores da Col&ocirc;nia Monte Algaida contam com o apoio da Cooperativa Agr&aacute;ria Virgen del Rocio, situada, estrategicamente, na &aacute;rea agr&iacute;cola da Col&ocirc;nia, ao lado das unidades de produ&ccedil;&atilde;o, conforme observa&#45;se na Figura 4. Fundada em 1961, com o objetivo de dedicar&#45;se &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de frutas, hortali&ccedil;as e flor cortada (cravos).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A cooperativa conta com mais de 400 s&oacute;cios ativos, e seu quadro de funcion&aacute;rios, &agrave; semelhan&ccedil;a da Coopar, &eacute; origin&aacute;ria da comunidade local, dos quais muitos s&atilde;o filhos de agricultores. As decis&otilde;es administrativas s&atilde;o gerenciadas por&nbsp; t&eacute;cnicos especializados com contratos efetivos.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Em ordem de import&acirc;ncia cenoura, batata, batata&#45;doce, abobrinha branca, piment&atilde;o, melancia, tomate, mel&atilde;o, pepino, ab&oacute;bora e couve&#45;flor s&atilde;o produzidos na Col&ocirc;nia. Esses produtos s&atilde;o comercializados por meio "Subastas", uma esp&eacute;cie de leil&atilde;o de baixa de pre&ccedil;os, quando os compradores, tr&ecirc;s vezes por semana, tem a oportunidade de adquiri&#45;los diretamente. Tamb&eacute;m s&atilde;o vendidos, por interm&eacute;dio da p&aacute;gina: <a href="http://www.vrocio.com" target="_blank">http://www.vrocio.com</a>, bem como para mercados locais, regionais e internacionais.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Objetivos do estudo</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Considerando a motiva&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica deste estudo, o engajamento do estudante e do curso que desenvolve no tema da agricultura familiar, abordado por diversos autores e a contextualiza&ccedil;&atilde;o apresentada anteriormente das localidades de S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul e de Sanl&uacute;car de Barrameda, objetiva&#45;se neste estudo, coletar informa&ccedil;&otilde;es pertinentes nos dois munic&iacute;pios, dos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de batata e deles extra&iacute;rem diretrizes aplic&aacute;veis pela pesquisa agr&iacute;cola correlata e/ou pela extens&atilde;o rural brasileira.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O estudo foi desenvolvido utilizando&#45;se entrevistas semiestruturadas com <i>"Key&#45;informants",</i> envolvendo dirigentes e t&eacute;cnicos da Coopar e do Capa, no Brasil, da Cooperativa V&iacute;rgen del Roc&iacute;o e do IFAPA<sup><a href="#6">6</a></sup><a name="top6"></a>, na Espanha e, com 20 agricultores ecol&oacute;gicos em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul e 10 n&atilde;o ecol&oacute;gicos, em Sanl&uacute;car de Barrameda. Foi feito em ambos locais, o contato pr&eacute;vio com os t&eacute;cnicos das entidades que assistem aos agricultores, que procederam a sele&ccedil;&atilde;o e indica&ccedil;&atilde;o dos agricultores a serem entrevistados. Com a devida permiss&atilde;o, utilizou&#45;se um gravador para o registro das entrevistas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">As informa&ccedil;&otilde;es de S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul foram obtidas no segundo semestre de 2009 e as de Sanl&uacute;car de Barrameda, em tr&ecirc;s visitas realizadas, de maio a julho de 2010, na ocasi&atilde;o do interc&acirc;mbio com o Instituto de Sociologia e Est&uacute;dios Campesinos &#150; ISEC, da Universidade de C&oacute;rdoba/Espanha.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Nas entrevistas, obteve&#45;se informa&ccedil;&otilde;es dos processos produtivos da batata, da organiza&ccedil;&atilde;o, do planejamento, da tomada de decis&atilde;o das fam&iacute;lias agricultoras, assim como o apoio institucional aos produtores de ambos os grupos estudados, com o intuito de avaliar os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o em cada uma das localidades. Elementos que justificassem a ado&ccedil;&atilde;o de modelos diferentes de cultivo, destacando os itens relevantes de cada um, considerada a manuten&ccedil;&atilde;o dos agroecossistemas respectivos, tamb&eacute;m foram pesquisados. Aspectos como dificuldades, entraves e o que mais preocupa os agricultores em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro da agricultura e em especial, do cultivo da batata, bem como da contribui&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica desta atividade para as comunidades fizeram parte das indaga&ccedil;&otilde;es. No caso de S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul, procurou&#45;se identificar as causas da crise dessa atividade, persistente at&eacute; os dias atuais.&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Por &uacute;ltimo, apurou&#45;se dados dos custos de produ&ccedil;&atilde;o da batata em cada uma das localidades, com a finalidade de analisar o desempenho econ&ocirc;mico em cada um dos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o. As informa&ccedil;&otilde;es obtidas foram digitalizadas em planilhas do <i>software Excel</i>, para an&aacute;lise e gera&ccedil;&atilde;o de Quadros.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>RESULTADOS</b> &nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Sistema de cultivo da batata em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul e problemas correlatos</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul, a produ&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica &eacute; desenvolvida por um grupo de agricultores, que adota pr&aacute;ticas e manejo diferenciados em rela&ccedil;&atilde;o ao sistema convencional. Este tipo de produ&ccedil;&atilde;o representa um grande desafio para os agricultores e ao mesmo tempo, &eacute; uma grande oportunidade para desenvolver processos produtivos sustent&aacute;veis, n&atilde;o s&oacute; ambientalmente, mas tamb&eacute;m social e economicamente.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A batata &eacute; cultivada em duas safras anuais, uma no final do inverno (Ago/Set) que &eacute; o plantio de primavera e outra no final do ver&atilde;o (Fev/Mar) que &eacute; a safra de outono. Segundo Pereira (2008), as cultivares Macaca (precoce), Baronesa (ciclo m&eacute;dio), Asterix e BRS Ana (tardias) s&atilde;o as mais cultivadas, completando a matura&ccedil;&atilde;o entre 80 e 120 dias. Para a produ&ccedil;&atilde;o de sementes na pr&oacute;pria unidade, o uso do "sementeiro"<sup><a href="#7">7</a></sup><a name="top7"></a>, orientado pela Embrapa Clima Temperado e apoiado pela Coopar, &eacute; uma iniciativa implantada no munic&iacute;pio, que visa produzir tub&eacute;rculos&#45;semente de qualidade e reduzir os custos com este insumo. O preparo do solo, quando realizado em &aacute;reas de pousio, &eacute; feito com anteced&ecirc;ncia de at&eacute; seis meses, para que haja tempo suficiente para a decomposi&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o existente, melhorando a estrutura e qualidade do solo. Utiliza&#45;se tamb&eacute;m o plantio de esp&eacute;cies recuperadoras de solo consorciando gram&iacute;neas e leguminosas, melhorando a estrutura f&iacute;sica, qu&iacute;mica e org&acirc;nica do solo. A prepara&ccedil;&atilde;o normalmente &eacute; feita com uso de tra&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica e animal.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Um dos principais problemas enfrentado por esses agricultores e identificado pela pesquisa &eacute; o controle de doen&ccedil;as como a Requeima (<i>Phytophthora infestans</i>) e a pinta preta (<i>Alternaria solani</i>), ambas causadas por fungos. Da mesma forma, a fertiliza&ccedil;&atilde;o, no cultivo ecol&oacute;gico, &eacute; limitado pela escassez de alternativas existentes no mercado, pre&ccedil;os elevados e de baixa efici&ecirc;ncia t&eacute;cnica, resultando em custos mais elevados para o agricultor.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Considerando a Instru&ccedil;&atilde;o Normativa n&ordm; 64 do Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento &#150; MAPA, de 18 de dezembro de 2008, &#45; Anexo VI, que prescreve e regulamenta o uso de subst&acirc;ncias e produtos para uso em fertiliza&ccedil;&atilde;o e corre&ccedil;&atilde;o do solo em sistemas org&acirc;nicos de produ&ccedil;&atilde;o, pesquisas est&atilde;o sendo desenvolvidas para identificar alternativas de aduba&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico&#45;econ&ocirc;micas vi&aacute;veis para este tipo de cultivo da batata.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A comercializa&ccedil;&atilde;o da batata, considerada um dos fatores motivadores do desest&iacute;mulo da produ&ccedil;&atilde;o, foi apontada por todos os agricultores entrevistados como o principal fator da queda de produ&ccedil;&atilde;o e &aacute;rea cultivada em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul. Era praticada diretamente entre agricultor e atravessador (comprador que adquire a produ&ccedil;&atilde;o na propriedade), evitando, assim, o deslocamento do agricultor de sua unidade, criando uma rela&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia entre eles, de tal maneira que o agricultor virou ref&eacute;m do sistema, o que, mais tarde, gerou consequ&ecirc;ncias negativas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Conforme j&aacute; visto anteriormente, nas d&eacute;cadas de 80 e 90, a batata teve sua fase &aacute;urea alcan&ccedil;ando a maior produ&ccedil;&atilde;o e &aacute;rea cultivada, proporcionando aos agricultores boas rendas, permitindo que fizessem investimentos na compra de m&aacute;quinas, implementos, terras, melhorias realizadas na infraestrutura de produ&ccedil;&atilde;o (constru&ccedil;&otilde;es e moradia), trazendo bem&#45;estar e conforto para a fam&iacute;lia. Esta fase de crescimento foi at&eacute; 1992, ano em que teve in&iacute;cio a crise na produ&ccedil;&atilde;o de batata ocasionada por v&aacute;rios motivos, entre eles tecnol&oacute;gicos, de mercado, estruturais, persistindo at&eacute; os dias atuais.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Preocupados com a situa&ccedil;&atilde;o da batata e, ao mesmo tempo, com o avan&ccedil;o do cultivo do tabaco, as organiza&ccedil;&otilde;es de agricultores se uniram em prol da busca de alternativas e solu&ccedil;&otilde;es. Encontraram caminho na organiza&ccedil;&atilde;o dos agricultores e criaram a Coopar com o objetivo de alavancar o desenvolvimento local e regional da agricultura, focada no apoio ao processo de produ&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos da agricultura familiar, inclusive a batata. H&aacute; 19 anos, esta organiza&ccedil;&atilde;o, com o apoio do CAPA, tem colaborado na retomada do cultivo desta esp&eacute;cie, incentivando a produ&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica em pequenos&nbsp; grupos de agricultores, de maneira que a situa&ccedil;&atilde;o aos poucos est&aacute; mudando, de forma que, muitos voltaram a produzir batata neste sistema.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A colheita &eacute; realizada de forma manual e tamb&eacute;m com aux&iacute;lio de tra&ccedil;&atilde;o animal. A batata permanece exposta ao sol durante algumas horas para facilitar a retirada da terra. Posteriormente &eacute; colocada em caixas e transportada para os galp&otilde;es onde &eacute; classificada e permanece at&eacute; a comercializa&ccedil;&atilde;o que &eacute; intermediada pela Coopar para programas do governo Federal como o PAA e municipais como a merenda escolar. Esses processos de compra, garante ao agricultor a venda por pre&ccedil;os compat&iacute;veis com o sistema de produ&ccedil;&atilde;o, deixando&#45;o seguro em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; venda e aos pre&ccedil;os praticados que s&atilde;o estabelecidos por contratos.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Sistemas de cultivo da batata em Sanl&uacute;car de Barrameda/Col&ocirc;nia Monte Algaida</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&Agrave; semelhan&ccedil;a do local brasileiro, na Col&ocirc;nia Monte Algaida/Espanha, a batata &eacute; cultivada em dois per&iacute;odos do ano, sendo o plantio de primavera realizado nos meses de janeiro/mar&ccedil;o e o de outono, agosto/setembro. S&atilde;o cultivados anualmente cerca de 450 hectares de batata, com uma produtividade m&eacute;dia em torno de 45 a 50 mil kg.ha<sup>&#45;1</sup>.&nbsp;&nbsp; De acordo com Arce (2002) as cultivares plantadas na Espanha, est&atilde;o divididas em quatro ciclos: extra&#45;precoce, precoce, m&eacute;dio e tardio, por&eacute;m segundo David Jes&uacute;s Arias S&aacute;nchez (comunica&ccedil;&atilde;o verbal), t&eacute;cnico da Cooperativa Virgen del Rocio, na Col&ocirc;nia Monte Algaida, s&atilde;o cultivadas basicamente tr&ecirc;s cultivares: Carlita (precoce), F&aacute;bula e Spunta (ciclo m&eacute;dio). A semente certificada &eacute; adquirida da Holanda, por interm&eacute;dio da Cooperativa. No cultivo de outono, alguns agricultores utilizam semente pr&oacute;pria, oriunda da safra anterior.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">As opera&ccedil;&otilde;es de preparo do solo s&atilde;o realizadas pr&oacute;ximos do plantio, pois se utiliza a mesma &aacute;rea do cultivo da cenoura. A prepara&ccedil;&atilde;o compreende a aplica&ccedil;&atilde;o de esterco de galinha e tr&ecirc;s opera&ccedil;&otilde;es com m&aacute;quinas (duas com rotovator &#45;enxada rotativa&#45; e uma com subsolador, intercalada). Preparam&#45;se os camalh&otilde;es e a semeadura &eacute; realizada com m&aacute;quina fazendo todo o processo (distribui&ccedil;&atilde;o da semente, aduba&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica e fechamento do sulco). A irriga&ccedil;&atilde;o por aspers&atilde;o, &eacute; usada 3 a 4 vezes por semana, dependendo das condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Trata&#45;se, portanto, de cultivo com a utiliza&ccedil;&atilde;o de muita tecnologia, ocasionando altos custos de produ&ccedil;&atilde;o e muita depend&ecirc;ncia de insumos externos e da irriga&ccedil;&atilde;o. Isso faz com que a produtividade seja elevada e, segundo os agricultores, para obter lucratividade, a produ&ccedil;&atilde;o dever ser superior a 35 a 40t/ha<sup>&#45;</sup>&sup1;. Para se obter esses rendimentos, os agricultores mant&ecirc;m um manejo da lavoura em todas as fases do cultivo para evitar ou reduzir os riscos de perdas. Dois s&atilde;o entraves mais importantes ao desenvolvimento da cultura, segundo os agricultores entrevistados: um de ordem ambiental (quest&atilde;o da &aacute;gua) e outro fitossanit&aacute;rio, causado pela Requeima (<i>Phytophthora infestans</i>), principal enfermidade da batata, segundo Arce (2002) e uma das que mais provoca perdas econ&ocirc;micas no mundo. Para o seu controle, os agricultores aplicam fungicidas protetores preventivamente, uma ou duas vezes por semana, dependendo das condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Para Ant&oacute;nio Lara Ib&aacute;&ntilde;ez (comunica&ccedil;&atilde;o verbal) agricultor e vice&#45;presidente da cooperativa Virgen del Roc&iacute;o, o cora&ccedil;&atilde;o de Monte Algaida &eacute; a comunidade regante, ressaltando que a: "<i>a &aacute;gua &eacute; vida, sem &aacute;gua n&atilde;o h&aacute; vida,</i> <i>sem &aacute;gua &eacute; mortal para n&oacute;s e para as plantas".</i> Cita tamb&eacute;m, que a aquisi&ccedil;&atilde;o de esterco de galinha, necess&aacute;ria para melhorar a estrutura e fertilidade do solo, nem sempre se consegue com facilidade. Na Col&ocirc;nia, o cultivo da batata &eacute; feito em rod&iacute;zio, intercalando cenoura, batata e batata&#45;doce sucessivamente, evitando desta maneira, que o solo permane&ccedil;a descoberto para que n&atilde;o ocorram perdas do mesmo, provocado pelos fortes ventos.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A colheita &eacute; mecanizada, permanecendo exposta ao sol durante 2 a 3 horas para facilitar a retirada da areia e colocada em caixas de 25 kg e transportadas at&eacute; &agrave; Cooperativa um dia antes da venda. No momento do recolhimento se realiza a classifica&ccedil;&atilde;o em duas categorias: batata "gorda" &#45; tamanho grande &#45; e batata mi&uacute;da descartada da venda e usada para o consumo da fam&iacute;lia ou para semente da safra seguinte. A comercializa&ccedil;&atilde;o &eacute; executada por meio de Subastas realizadas tr&ecirc;s vezes por semana, e com o aux&iacute;lio da p&aacute;gina web: <a href="http://www.patatasdesanlucar.com" target="_blank">http://www.patatasdesanlucar.com</a>. Esse processo de venda &eacute; &aacute;gil, r&aacute;pido, seguro e confi&aacute;vel. O comprador (atacadista, mercados locais e regionais) efetua o pagamento para a cooperativa e num prazo de 15 dias &eacute; repassado para o agricultor.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>An&aacute;lise dos custos de produ&ccedil;&atilde;o dos dois sistemas</b></font></p>  	  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Por se tratarem de sistemas diferentes, um convencional que utiliza muita tecnologia e outro ecol&oacute;gico com uso de insumos alternativos, os custos de produ&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muito diferentes.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">O custo da batata produzida, de modo convencional na Col&ocirc;nia Monte Algaida/Espanha, &eacute; cerca de 2,5 vezes superior ao daquele obtido, sob a forma de produ&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica, em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul/Brasil como &eacute; mostrado no Quadro 1, onde se visualiza tamb&eacute;m as diferen&ccedil;as de utiliza&ccedil;&atilde;o dos elementos num e noutro sistema. No mesmo Quadro, verifica&#45;se que o recurso m&atilde;o de obra &eacute; o mais oneroso, nas duas situa&ccedil;&otilde;es, embora n&atilde;o comprometa desembolso, pois, em ambas as fam&iacute;lias s&atilde;o as principais fornecedoras deste item. A semente, que no Brasil, de modo geral, onera o custo final, na Espanha n&atilde;o &eacute; t&atilde;o significativo. O custo com insumos qu&iacute;micos s&atilde;o muito diferentes, pois enquanto que o sistema convencional de Monte Algaida gastou 28,7% entre inseticidas, fungicidas e desinfetantes de solo, em S&atilde;o Louren&ccedil;o, os gastos foram de apenas 2,1% com caldas, biofertilizantes protetores, fosfatos e inseticidas naturais.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 1 &#150;</b> Custo da produ&ccedil;&atilde;o de um hectare de batata no sistema convencional em Monte Algaida/Espanha e ecol&oacute;gica em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul/Brasil, em 2010.</font></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a14q1.jpg" width="550" height="332"></p>      
<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">No Quadro 2, est&aacute; ilustrada a an&aacute;lise econ&ocirc;mica realizada, considerando n&atilde;o s&oacute; os totais apurados na Quadro 1, mas tamb&eacute;m informa&ccedil;&otilde;es adicionais obtidas, ou deduzidas. O que se pode destacar desta an&aacute;lise, s&atilde;o as diferen&ccedil;as num&eacute;ricas entre os dois locais, variando de 2 a 8 vezes superiores em Monte Algaida, quando comparadas com os de S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul. A margem l&iacute;quida obtida em Monte Algaida, decorre da alta produtividade, que segundo os agricultores n&atilde;o poder&aacute; baixar de&nbsp; 30.000 kg.ha<sup>&#45;1</sup> para cobrir os custos de produ&ccedil;&atilde;o. Cabe real&ccedil;ar nesta an&aacute;lise, que os sistemas buscam obter um equil&iacute;brio entre os custos e receitas, de maneira que possam obter uma margem de lucro, mesmo que seja pequena.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Quadro 2 &#150;</b> An&aacute;lise econ&ocirc;mica da produ&ccedil;&atilde;o de um hectare de batatas na Col&ocirc;nia Monte Algaida/Espanha e em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul/Brasil.</font></p> 	    <p><img src="/img/revistas/rca/v35n1/35n1a14q2.jpg" width="450" height="212"></p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Principais semelhan&ccedil;as e diferen&ccedil;as entre os dois munic&iacute;pios</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Al&eacute;m da origem colonial comum &agrave;s duas localidades avaliadas, s&atilde;o semelhantes nelas aspectos como:</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1 &#150; A organiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de batata com planejamento, apoio t&eacute;cnico assistencial, com processos de comercializa&ccedil;&atilde;o organizados e sistem&aacute;ticos, via cooperativas locais e valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho familiar e associativo;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">2 &#150; Ambos t&ecirc;m na cooperativa a entidade fomentadora de produ&ccedil;&atilde;o, com a aquisi&ccedil;&atilde;o coletiva de insumos pag&aacute;veis com a venda do produto;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">3 &#150; Tem, tamb&eacute;m, apoio institucional na diversifica&ccedil;&atilde;o do sistema produtivo, na cria&ccedil;&atilde;o de alternativas vi&aacute;veis seja do ponto de vista ambiental ou econ&ocirc;mico;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">4 &#150; Ambas demonstram preocupa&ccedil;&otilde;es com os recursos naturais escassos e renov&aacute;veis (principalmente a &aacute;gua no caso de Sanl&uacute;car) s&atilde;o manejados de maneira que encontrem o equil&iacute;brio entre a gera&ccedil;&atilde;o de renda, a preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais e o bem estar familiar.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferen&ccedil;as existentes entre as duas localidades, pode&#45;se destacar as seguintes:</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1 &#150; &Eacute; diferenciado o sistema de produ&ccedil;&atilde;o de batatas adotado (intensivo sanluquenho x ecol&oacute;gico lourenciano), proporcionando &agrave;quele maior risco, devido &agrave; fragilidade do solo e &agrave; depend&ecirc;ncia da &aacute;gua de irriga&ccedil;&atilde;o e de insumos qu&iacute;micos de origem externa &agrave; propriedade.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">2 &#150; A comercializa&ccedil;&atilde;o, praticada por ambas, se diferenciam quanto &agrave; agilidade e independ&ecirc;ncia. Enquanto na Espanha ela interage com o mercado por meio da venda em leil&otilde;es, obtendo retorno financeiro imediato, no Brasil depende de programas governamentais de aquisi&ccedil;&atilde;o de alimentos, sabidamente lentos, tanto na compra como no pagamento, expondo os agricultores a fatores de risco de perdas do produto &agrave; espera da comercializa&ccedil;&atilde;o.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">3 &#150; Por &uacute;ltimo, denotam&#45;se diferen&ccedil;as significativas no custo e na an&aacute;lise econ&ocirc;mica/financeira da produ&ccedil;&atilde;o entre os dois sistemas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2">A partir da an&aacute;lise dos conte&uacute;dos e fazendo uma reflex&atilde;o do contexto socioecon&ocirc;mico, ambiental e organizacional das localidades, pode&#45;se concluir que h&aacute; aspectos comuns entre elas. Verificou&#45;se que ambos apresentam dificuldades de ordem tecnol&oacute;gica, econ&ocirc;mica e ambiental para viabilizar a pequena propriedade ao longo do tempo. Observou&#45;se que a batata representa uma alternativa agr&iacute;cola socioecon&ocirc;mica importante para esses dois munic&iacute;pios, pois um grande n&uacute;mero de fam&iacute;lias depende diretamente de seu cultivo.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Visando viabilizar os processos de produ&ccedil;&atilde;o (ecol&oacute;gico em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul e intensivo em Sanl&uacute;car de Barrameda), os agricultores buscaram importantes apoios institucionais para se organizarem em associa&ccedil;&otilde;es e cooperativas, para viabilizar o processo de produ&ccedil;&atilde;o e log&iacute;sticas de comercializa&ccedil;&atilde;o que &eacute; realizada por meio das Cooperativas de agricultores e programas institucionais como em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Desta forma, constatou&#45;se nos dois munic&iacute;pios, que o fortalecimento do trabalho em torno da fam&iacute;lia, a organiza&ccedil;&atilde;o social, a busca de alternativas tecnol&oacute;gicas que viabilizem o cultivo da batata, entre outros s&atilde;o caracter&iacute;sticas fortes e marcantes em ambos os locais.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Apesar das semelhan&ccedil;as e fortalezas identificadas nos dois munic&iacute;pios, identificaram&#45;se algumas diferen&ccedil;as mais de ordem geogr&aacute;fica e ambiental. A principal est&aacute; relacionada ao sistema de produ&ccedil;&atilde;o em face das caracter&iacute;sticas locais de cada regi&atilde;o. Baseado nestes aspectos, os resultados tamb&eacute;m s&atilde;o diferentes quanto a produtividade, rentabilidade, custos, riscos de produ&ccedil;&atilde;o, manejo da &aacute;rea, rota&ccedil;&atilde;o de culturas entre outros. Em face dessas diferen&ccedil;as, o sistema de produ&ccedil;&atilde;o de Monte Algaida mostra&#45;se mais fragilizado, est&aacute; mais exposto aos fatores de riscos devido a grande depend&ecirc;ncia de &aacute;gua e nutrientes externos.&nbsp;&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A perman&ecirc;ncia na atividade agr&iacute;cola perpassa gera&ccedil;&otilde;es com o intuito de cada vez mais caminhar em busca de um processo de produ&ccedil;&atilde;o mais sustent&aacute;vel. No caso de Sanl&uacute;car de Barrameda, por um melhor manejo da &aacute;gua, pela redu&ccedil;&atilde;o de insumos externos e pela consolida&ccedil;&atilde;o de processos de produ&ccedil;&atilde;o mais seguros e de menor risco. Em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul, pela amplia&ccedil;&atilde;o e consolida&ccedil;&atilde;o do sistema de produ&ccedil;&atilde;o da batata em base ecol&oacute;gica, ajustando modelos de produ&ccedil;&atilde;o, manejo da lavoura, melhorias da produtividade f&iacute;sica do cultivo ecol&oacute;gico e da qualidade de seu produto final de modo a satisfazer a demanda do consumidor brasileiro, associada a um sistema de comercializa&ccedil;&atilde;o mais independente, s&atilde;o quest&otilde;es que este estudo comparativo evidencia e que dever&atilde;o ser olhados como horizontes nos dois munic&iacute;pios onde a batata foi e sempre ser&aacute; importante no desenvolvimento local e regional.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font>	</p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">ABBA &#45; Associa&ccedil;ao Brasileira da Batata (2010). &#45;&nbsp; <i>Hist&oacute;ria da Batata</i>. (Acesso em 10 jun. 2010). Dispon&iacute;vel em: </font><font face="verdana" size="2">&lt; <a href="http://www.abbabatatabrasileira.com.br/index.htm" target="_blank">http://www.abbabatatabrasileira.com.br/index.htm</a> &gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0871-018X201200010001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Agrianual (2011) &#45; <i>Anu&aacute;rio da Agricultura Brasileira</i>, 16 ed. S&atilde;o Paulo, AgraFNT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0871-018X201200010001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Arce, F.A. (2002) <i>&#45; El cultivo de la patata</i>. 2 ed. Madrid, Ediciones Mundi&#45;Prensa, 495p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0871-018X201200010001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Cooperativa Agr&aacute;ria Virgen Del Rocio. (Acesso em 12 jun.2010). Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.vrocio.com" target="_blank">http://www.vrocio.com</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0871-018X201200010001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Cruces Rold&aacute;n, C. (1997) &#45;&nbsp; Agricultura y sociedad en Sanl&uacute;car de Barrameda. Un modelo de evoluci&oacute;n reciente en la estructura social agr&aacute;ria gaditana. <i>Dem&oacute;filo</i>,&nbsp; <i>Revista de Cultura Tradicional de Andalucia</i>, 24: 169&#45;209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0871-018X201200010001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Daniels, J.&nbsp; (2003) &#45; Batata&#45;semente para uso pr&oacute;prio. <i>In</i>: Pereira, A. da S. e Daniels, J. &#45;<i>O cultivo da batata na Regi&atilde;o Sul do Brasil</i>. Pelotas, Embrapa Clima Temperado. p.495&#45;508. (Bras&iacute;lia, Embrapa Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0871-018X201200010001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">FAO, Organizaci&oacute;n de las Naciones </font><font face="verdana" size="2">Unidas para la Agricultura y la Alimentaci&oacute;n (2008) &#150; <i>Nueva Luz sobre un tesoro enterrado</i>. Roma, FAO. (Acesso em&nbsp; 10. jun. 2010). Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.potato2008.org/es/actividades/libro.html" target="_blank">http://www.potato2008.org/es/actividades/libro.html</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0871-018X201200010001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">IBGE/SIDRA, Sistema IBGE de Recupera&ccedil;&atilde;o Autom&aacute;tica &#45; SIDRA (2011) &#45;&nbsp; <i>Banco de Dados Agregados</i>.&nbsp;&nbsp; (Acesso em 12 maio 2011). Dispon&iacute;vel em:&nbsp; &lt;<a href="http://www.sidra.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.sidra.ibge.gov.br</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0871-018X201200010001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">IFAPA, Instituto de Investigaci&oacute;n y Formaci&oacute;n Agr&aacute;ria y Pesquera (2010) &#45; <i>Consejeria de Agricultura y Pesca. Estaci&oacute;n Meteorol&oacute;gica de Sanl&uacute;car de Barrameda</i>. (Acesso em 10 jun. 2010).&nbsp; Dispon&iacute;vel em: &lt; </font><font face="verdana" size="2"><a href="http://www.juntadeandalucia.es/agriculturaypesca/ifapa/" target="_blank">http://www.juntadeandalucia.es/agriculturaypesca/ifapa/</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0871-018X201200010001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">INE, Instituto Nacional de Estad&iacute;stica (2010) &#45;&nbsp; Cifras de poblaci&oacute;n. Padr&oacute;n municipal. (Acesso em 14 de jul. 2010).&nbsp; Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.ine.es/jaxi/menu.do?type=pcaxis&amp;path=%2Ft20%2Fe260&amp;file= inebase&amp;L" target="_blank">http://www.ine.es/jaxi/menu.do?type=pcaxis&path=%2Ft20%2Fe260&file= inebase&L</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0871-018X201200010001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Junta Central de Colonizaci&oacute;n y Repoblaci&oacute;n Interior (1924) &#45; Colonia de "la Algaida". Ministerio del Trabajo, Comercio e Industria. Madrid, Gr&aacute;ficas Reunidas, p. 13&#45;21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0871-018X201200010001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Lamarche, H. (Coord.) (1993) &#45; <i>A agricultura familiar:</i> <i>compara&ccedil;&atilde;o internacional</i>. Campinas, Editora UNICAMP, . 336 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0871-018X201200010001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Lima, M.I.F. (2006)&nbsp; &#45; <i>Paisagem, terroir e sistemas agr&aacute;rios: um estudo em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul.</i>&nbsp; Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Desenvolvimento Rural. Porto Alegre, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0871-018X201200010001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Madail, J.C.M.; Pereira, A. da S. e Sima, L.F (2005) &#45;&nbsp; <i>Agroneg&oacute;cio da batata no Sul do RS</i>. Pelotas, Embrapa Clima Temperado, 30 p. (Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, 18).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0871-018X201200010001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">MAPA, Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento (2008) &#45;&nbsp; <i>Instru&ccedil;&atilde;o Normativa n&ordm; 64 de 18 de Dezembro de 2008</i>. (Acesso em 08 dez. 2009). Dispon&iacute;vel em &lt;<a href="http://www.prefiraorganicos.com.br/media/5921/instrucao_normativa_n&#45;64&#45;de&#45;dezembro&#45;2008.pdf" target="_blank">http://www.prefiraorganicos.com.br/ media/5921/ instrucao_normativa_n-64-de-dezembro-2008.pdf </a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0871-018X201200010001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Marianne, C. (2006) &#45; <i>Percepci&oacute;n del riego hidr&aacute;ulico en el Mediterr&aacute;neo</i>: <i>el caso de Monte Algaida (Andalucia)</i>. Universidad Paris, URM Ladyss&#45;CNRS. Informe preliminar, fevereiro, 13 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0871-018X201200010001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Martinez, E.A. (2009) &#45;&nbsp; <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o do sistema de produ&ccedil;&atilde;o de batata em transi&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica de agricultores familiares em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul (RS).</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Ci&ecirc;ncias. Pelotas, Faculdade de Agronomia &#45; Universidade </font><font face="verdana" size="2">Federal de Pelotas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0871-018X201200010001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Nazareno N.R.X.de e Pereira. A.da S. (2009) &#45;&nbsp; Cultivares de batata adaptadas ao sistema org&acirc;nico de produ&ccedil;&atilde;o. <i>In</i>: Nazareno N.R.X. de (Editor) &#45; <i>Produ&ccedil;&atilde;o Org&acirc;nica de Batata</i> &#45; <i>potencialidades e dasafios</i>. (Cap&iacute;tulo 5), Londrina, IAPAR, p. 109&#45;119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0871-018X201200010001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Pereira, A. da S. e Daniels, J. (Ed.) (2003) <i>&#45; O cultivo da batata na Regi&atilde;o Sul do Brasil</i>. Bras&iacute;lia, Embrapa Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, 567 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0871-018X201200010001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Pereira, A. da S.;&nbsp; Silva, A.C.F.da; Castro, C.M.; Medeiros, C.A.B.; Hirano, &Eacute;.; Nazareno, N.R.X.de; Bertoncini, O.; Melo, P.E.de e Souza, Z.da S. (2008) &#45; <i>Cat&aacute;logo de Cultivares de Batata</i>. Pelotas/RS, Embrapa Clima Temperado, Documentos, 247, 39 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0871-018X201200010001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Pereira, A. da S.;&nbsp;&nbsp; Heberl&ecirc;, A.de O. e Daniels, J. (2009) &#45; <i>Sementeiro:</i> multiplica&ccedil;&atilde;o de batata&#45;semente para uso pr&oacute;prio. Pelotas, Embrapa Clima Temperado, 6p. (Comunicado T&eacute;cnico, 207).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0871-018X201200010001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Prefeitura de S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul &#45; RS (2008) &#45; 150 Anos de Imigra&ccedil;&atilde;o Alem&atilde;&#45;Pomerana em S&atilde;o Louren&ccedil;o do Sul, 1858&#45;2008, <i>Comunicar Brasil:</i> Porto Alegre/RS. 23p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0871-018X201200010001400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">S&aacute;nchez, R.C. (2005) &#45; El Navazo: un ejemplo de Patrimonio Rural. <i>Terralia</i>, 48: 48&#45;54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0871-018X201200010001400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->Sanl&uacute;car de Barrameda (2010) &#150; <i>Encylopedia Encydia</i>. Acesso em 12 jun. 2010. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://pt.wikilingue.com/es/Sanl%C3%BAcar_de_Barrameda" target="_blank">http://pt.wikilingue.com/es/Sanl%C3%BAcar_de_Barrameda</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0871-018X201200010001400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Schneider,S.; Conterato, M.A.; Koppe, L.R. e Silva, C.C.de (2006) &#45;&nbsp; A pluriativadade e as condi&ccedil;&otilde;es de vida dos agricultores familiares do Rio Grande do Sul. <i>In</i>: Schneider, S. (Org.) &#45; <i>A Diversidade da Agricultura Familiar.</i> Porto Alegre, Editora </font><font face="verdana" size="2">UFRGS,&nbsp; p. 137&#45;164.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0871-018X201200010001400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Silva, A.C.F.da; Souza, Z.S.da; Peruch, L.A.M.; Modolon, T.A.; Pereira, A.da S. (2008) &#45;&nbsp; SCS365 Cota : primeira cultivar catarinense de batata desenvolvida para o sistema de cultivo org&acirc;nico. <i>Agropecu&aacute;ria Catarinense</i>, 21, 3: 85&#45;90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0871-018X201200010001400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">UPA, Uni&oacute;n de Peque&ntilde;os Agricultores y Ganaderos (2010).&nbsp; <i>Anuario 2010: Agricultura Familiar en Espa&ntilde;a 2010</i>. Madrid (Espa&ntilde;a), Fundaci&oacute;n de Estudios Rurales. 247p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0871-018X201200010001400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>  	    <!-- ref --><p><font face="verdana" size="2">Wanderley, M.N.B.de (2001) &#45;&nbsp; Ra&iacute;zes hist&oacute;ricas do campesinato brasileiro. <i>In</i>: Tedesco J.C. (Org.) &#45;&nbsp; <i>Agricultura familiar:</i> <i>realidades e perspectivas</i>. 3 ed. Passo Fundo, EDIUPF,&nbsp; (Cap&iacute;tulo 1), p. 21&#45;55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0871-018X201200010001400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>AGRADECIMENTOS</b></font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Agrade&ccedil;o aos agricultores e t&eacute;cnicos pela dedica&ccedil;&atilde;o ao tempo despendido, pelas informa&ccedil;&otilde;es prestadas e ao apoio financeiro da Capes que possibilitou a realiza&ccedil;&atilde;o desta fase de estudo doutoral em C&oacute;rdoba, Espanha.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Recep&ccedil;&atilde;o/Reception: 2011.07.27    <br> 	Aceita&ccedil;&atilde;o/Acception: 2011.12.05</b></font></p>	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>NOTAS</b></font>	</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup>Os navazos segundo Cruces Rold&aacute;n (1997) e S&aacute;nchez (2005), s&atilde;o explora&ccedil;&otilde;es em forma de cuba que permitem a irriga&ccedil;&atilde;o autom&aacute;tica pela subida do len&ccedil;ol fre&aacute;tico da &aacute;gua ajudado pelo fluxo das mar&eacute;s. &Eacute; um tipo de horta que se forma nos areais pr&oacute;ximos das praias. Sua estrutura se molda em uns montes de areia laterais dispostos em forma de catavento e que se empregava para o cultivo de hortali&ccedil;as com a capa fre&aacute;tica de &aacute;gua doce localizada a pouca profundidade, alta capacidade de insola&ccedil;&atilde;o e elevadas temperatura no seu interior.</font></p>    	    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup>CAPA &#150; Organiza&ccedil;&atilde;o N&atilde;o&#45;Governamental com atua&ccedil;&atilde;o nos tr&ecirc;s estados da regi&atilde;o Sul do Brasil e visa contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar, na constru&ccedil;&atilde;o de sujeitos sociais a partir da coopera&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, agroindustrializa&ccedil;&atilde;o e da comercializa&ccedil;&atilde;o, tendo a Agroecologia como base tecnol&oacute;gica, na constru&ccedil;&atilde;o de um projeto de desenvolvimento rural sustent&aacute;vel. Atua na organiza&ccedil;&atilde;o dos agricultores em associa&ccedil;&otilde;es, cooperativas e redes, facilitando a inser&ccedil;&atilde;o dos mesmos nos diversos mercados, com maior autonomia, tornando&#45;os sujeitos ativos.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup>Empresa de assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica e extens&atilde;o rural do Estado do Rio Grande do Sul.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup>Embrapa &#150; Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu&aacute;ria, &oacute;rg&atilde;o oficial de pesquisas agropecu&aacute;ria, vinculada ao Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento. A Embrapa Clima Temperado com sede em Pelotas/RS, atua nos tr&ecirc;s estados da regi&atilde;o Sul do Brasil (PR, SC e RS).</font></p>      	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><Sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></Sup>O Programa de Aquisi&ccedil;&atilde;o de Alimentos &#150; PAA, criado em 2003 pelo Governo Federal como pol&iacute;tica de articula&ccedil;&atilde;o entre produ&ccedil;&atilde;o, comercializa&ccedil;&atilde;o e consumo tem por objetivo incentivar a agricultura familiar por meio da aquisi&ccedil;&atilde;o de produtos agropecu&aacute;rios destinados a pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a alimentar e a forma&ccedil;&atilde;o de estoques estrat&eacute;gicos.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><Sup><a name="6"></a><a href="#top6">6</a></Sup>IFAPA &#150; Instituto Andaluz de Investigaci&oacute;n y Formaci&oacute;n Agr&aacute;ria, Pesquera, Alimentaria y de la Produci&oacute;n Ecol&oacute;gica, localizado no municipio de Chipiona, pr&oacute;ximo da Col&ocirc;nia Monte Algaida. O Instituto publica anualmente a RAEA &#150; Red Andaluza de Experimentaci&oacute;n Agr&aacute;ria, o boletim com os Resultados de Ensaios com Variedades de batatas para a regi&atilde;o de Andaluzia.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><Sup><a name="7"></a><a href="#top7">7</a></Sup>De acordo com Daniels (2003), o sementeiro &eacute; uma lavoura destinada &agrave; multiplica&ccedil;&atilde;o de tub&eacute;rculos&#45;semente do bataticultor, feita com os objetivos de reduzir custos, melhorar a sanidade e a produtividade do cultivo da batata.</font></p>      ]]></body><back>
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