<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0871-018X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Ciências Agrárias]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. de Ciências Agrárias]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-018X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0871-018X2012000100028</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Curiosidades históricas da vida da SCAP]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Historical curiosities about the life of SCAP]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Frazão]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carlos]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>35</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>294</fpage>
<lpage>299</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-018X2012000100028&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-018X2012000100028&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-018X2012000100028&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A propósito de uma homenagem recentemente feita a todos os Presidentes da SCAP desde a sua fundação, em 1902, são aqui relatados diversos factos históricos ocorridos durante os primeiros anos da sua existência. Por exemplo, são recordados os nomes dos principais associados responsáveis pela criação da Sociedade, a forma como eram eleitas as Direções de então, algumas determinações curiosas dos primeiros Estatutos, locais das reuniões, principais atividades desenvolvidas tais como homenagens, etc. Em particular é referida a figura do Professor Ferreira Lapa, nascido em 1823, considerado o pai do Ensino Agrícola em Portugal e Mestre dos Agrónomos Portugueses, o qual foi objeto de várias homenagens por parte da nossa Sociedade. Também é recordada a figura do Professor José Veríssimo de Almeida, um dos fundadores da SCAP e seu principal dinamizador durante os primeiros anos da vida desta Sociedade.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With regard to a tribute recently done to all the Presidents of SCAP, from its foundation in 1902, some historical facts that took place during the first years of its existence are reported here. For example, are remembered the names of the most important associates responsible for the creation of the Society, the form as the Directions were elected, some curious determinations of the first Statutes, the meeting locations, main activities such as tributes, etc. In particular, is referred Professor Ferreira Lapa, born in 1823, considered the father of Agricultural Education in Portugal and Master of the Portuguese Agronomists, who has been the subject of several tributes on the part of our Society. It is also remembered Professor José Veríssimo de Almeida, one of the founders of SCAP and its main driving force during the early years of the life of this Society.]]></p></abstract>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Curiosidades hist&oacute;ricas da vida da SCAP</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>    <p><font face="verdana" size="2"><b>Historical curiosities about the life of SCAP</b></font></p>     <p>&nbsp;</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Carlos Fraz&atilde;o<sup>1</sup></b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><sup>1</sup>Secret&aacute;rio da Dire&ccedil;&atilde;o da SCAP (2007&#45; 2011).</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A prop&oacute;sito de uma homenagem recentemente feita a todos os Presidentes da SCAP desde a sua funda&ccedil;&atilde;o, em 1902, s&atilde;o aqui relatados diversos factos hist&oacute;ricos ocorridos durante os primeiros anos da sua exist&ecirc;ncia.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Por exemplo, s&atilde;o recordados os nomes dos principais associados respons&aacute;veis pela cria&ccedil;&atilde;o da Sociedade, a forma como eram eleitas as Dire&ccedil;&otilde;es de ent&atilde;o, algumas determina&ccedil;&otilde;es curiosas dos primeiros Estatutos, locais das reuni&otilde;es, principais atividades desenvolvidas tais como homenagens, etc.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Em particular &eacute; referida a figura do Professor Ferreira Lapa, nascido em 1823, considerado o pai do Ensino Agr&iacute;cola em Portugal e Mestre dos Agr&oacute;nomos Portugueses, o qual foi objeto de v&aacute;rias homenagens por parte da nossa Sociedade.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Tamb&eacute;m &eacute; recordada a figura do Professor Jos&eacute; Ver&iacute;ssimo de Almeida, um dos fundadores da SCAP e seu principal dinamizador durante os primeiros anos da vida desta Sociedade.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>  	  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">With regard to a tribute recently done to all the Presidents of SCAP, from its foundation in 1902, some historical facts that took place during the first years of its existence are reported here.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">For example, are remembered the names of the most important associates responsible for the creation of the Society, the form as the Directions were elected, some curious determinations of the first Statutes, the meeting locations, main activities such as tributes, etc.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">In particular, is referred Professor Ferreira Lapa, born in 1823, considered the father of Agricultural Education in Portugal and Master of the Portuguese Agronomists, who has been the subject of several tributes on the part of our Society.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">It is also remembered Professor Jos&eacute; Ver&iacute;ssimo de Almeida, one of the founders of SCAP and its main driving force during the early years of the life of this Society.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>DOS ARQUIVOS DA SCAP</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">No dia 24 de Mar&ccedil;o de 2011, na sede da SCAP, Rua da Junqueira 299, Lisboa, procedeu&#45;se a uma homenagem aos Presidentes da nossa Sociedade, desde a sua funda&ccedil;&atilde;o em 1902, tendo sido descerradas, no &aacute;trio de entrada, duas placas com a inscri&ccedil;&atilde;o dos seus nomes e ano de in&iacute;cio dos respectivos mandatos. Para isso, foi previamente necess&aacute;rio efectuar um trabalho de pesquisa nos arquivos da SCAP em especial dos primeiros anos da sua exist&ecirc;ncia.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Durante esse trabalho depar&aacute;mos com alguns testemunhos e relatos interessantes da &eacute;poca, os quais, decorrido mais de um s&eacute;culo, s&atilde;o hoje naturalmente desconhecidos da grande maioria dos actuais s&oacute;cios.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Por isso resolvemos compilar, no presente artigo, alguns dos que mais chamaram a nossa aten&ccedil;&atilde;o e que intitulamos "Curiosidades Hist&oacute;ricas da Vida da SCAP".</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Vamos, pois, come&ccedil;ar pelo princ&iacute;pio...</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Em 20 de Fevereiro de 1902 foi divulgada uma carta circular dirigida aos agr&oacute;nomos e silvicultores a solicitar ades&atilde;o &agrave; nova Sociedade, a criar, e que, dada a sua relev&acirc;ncia hist&oacute;rica, transcrevemos seguidamente a parte inicial:</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">"Ill.<u><sup>mo</sup></u> &nbsp;e Ex<u><sup>mo</sup></u>&nbsp;Sr. e Prezado Collega</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">Compenetrados da necessidade que h&aacute; de se fundar uma associa&ccedil;&atilde;o entre os agr&oacute;nomos e silvicultores portugueses, associa&ccedil;&atilde;o que h&aacute; muito se deveria ter constitu&iacute;do mas que, por circunstancias inexplic&aacute;veis, at&eacute; ao presente, e mau grado algumas tentativas feitas, nunca logrou ser organizada, v&ecirc;em os abaixo assinados solicitar de V. Ex<u><sup>a</sup></u> a sua ades&atilde;o para a funda&ccedil;&atilde;o da "Sociedade de Sci&ecirc;ncias Agron&oacute;micas de Portugal" que se intenta agora levar a effeito e da qual h&atilde;o de provir sem d&uacute;vida numerosas vantagens para todos os associados e maior lustre para as classes que representam...etc ".</font></p>     <p>&nbsp;</p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">A Comiss&atilde;o Organizadora, subscritora da referida carta era composta pelas seguintes 31 personalidades:</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2">Alexandre de Sousa Figueiredo, Alfredo Carlos Le Cocq, Alfredo Pereira, Ant&oacute;nio Correia da Silva Rosa, Ant&oacute;nio Gomes Ramalho, Arthur Ernesto da Silva Leit&atilde;o, Augusto Gomes de Ara&uacute;jo, B.C. Cincinnato da Costa, Carlos A. Borges de Sousa, Carlos de Moraes Palmeiro, Christovam Moniz, Conde de Cascaes, Conde&nbsp; de Oeiras, Filippe E. d&acute; Almeida Figueiredo, Francisco Ant&oacute;nio Palma de Vilhena, Francisco Julio Borges, Gabriel Os&oacute;rio de Barros, Jo&atilde;o Achilles Ripamonti, Joaquim Jos&eacute; de Azevedo, Joaquim Rasteiro, Jorge Jos&eacute; de Mello, Jos&eacute; Verissimo de Almeida, D. Luis de Castro, Manuel do Carmo Rodrigues de Moraes, Manuel Vicente Lobo Rodrigues Chic&oacute;, Manuel de Sousa da C&acirc;mara, Pedro Roberto da Cunha e Silva, Ramiro Larcher Mar&ccedil;al, Sert&oacute;rio do Monte Pereira, Visconde de Athouguia, Visconde de Coruche.</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> No final do seu 1&ordm; ano de vida, a Sociedade tinha 141 s&oacute;cios, sendo 12 deles professores de Agronomia e v&aacute;rios Conselheiros. Cada s&oacute;cio pagou 4 500 reis de j&oacute;ia e 500 reis de quota mensal.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A numera&ccedil;&atilde;o inicial dos s&oacute;cios foi feita por ordem alfab&eacute;tica do primeiro nome sendo o s&oacute;cio n&ordm; 1, Adelino Freire d&acute; Almeida Dias e o n&ordm; 141, o Visconde de Pedralva.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A prop&oacute;sito, e por curiosidade, nessa lista de s&oacute;cios constavam v&aacute;rios titulares nobres como por exemplo: Conde de Cascaes, Conde de Fontalva, Conde de Mendia, Conde de Oeiras, Conde de Villalba, Visconde de Alcaide, Visconde de Athouguia, Visconde de Coruche, Visconde de Messangil e o j&aacute; referido Visconde de Pedralva.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Nestes casos n&atilde;o foi poss&iacute;vel apurar os seus nomes pessoais. Nas actas existentes e mesmo nas assinaturas apenas &eacute; referido o t&iacute;tulo nobili&aacute;rquico.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Em 1904 o n&uacute;mero de s&oacute;cios era de 163, tendo subido para 188 no ano de 1908.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Em 1910, ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica e a entrada em circula&ccedil;&atilde;o de nova moeda, o valor da quota passou a ser de 50 centavos e a j&oacute;ia de 4 escudos e 50 centavos.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Nesse ano, o n&uacute;mero de s&oacute;cios baixou para 148 e, no ano seguinte, para 135.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Em 1917 atingiu&#45;se o m&iacute;nimo de 112 s&oacute;cios. Para este facto n&atilde;o foi certamente alheia a situa&ccedil;&atilde;o inst&aacute;vel do pa&iacute;s e da sociedade em geral nos primeiros anos da Rep&uacute;blica e o decorrer da 1&ordf; Grande Guerra Mundial (1914&#45;18).</font>	</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Voltando atr&aacute;s, em 1 de Abril de 1902, foi divulgado o projecto de Estatutos da Sociedade de Sci&ecirc;ncias Agron&oacute;micas de Portugal (S.S.A.P) o qual come&ccedil;ou a ser discutido em reuni&atilde;o realizada em 5 de Abril desse ano, &agrave;s 8 horas da noite, na Real Associa&ccedil;&atilde;o Central da Agricultura Portuguesa, Largo de S&atilde;o Carlos, 4&#45;2&ordm;, cujas salas foram "obsequiosamente cedidas para esse efeito".</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Foram autores dos primeiros Estatutos, os s&oacute;cios fundadores: B.C.Cincinnato da Costa, Flippe E. d&acute; Almeida Figueiredo, Jo&atilde;o Achilles Ripamonti e Joaquim Jos&eacute; de Azevedo.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Ap&oacute;s duas reuni&otilde;es e algumas modifica&ccedil;&otilde;es foi aprovado o projecto de Estatutos no dia 25 de Abril de 1902.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> No dia 2 de Maio de 1902 realizou&#45;se uma reuni&atilde;o para se proceder &agrave; elei&ccedil;&atilde;o da primeira Direc&ccedil;&atilde;o da Sociedade. Foi eleito para presidente o Conselheiro Alfredo Carlos Le Cocq, tendo tomado posse em 14 do mesmo m&ecirc;s.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A sede provis&oacute;ria funcionava no Largo de S. Carlos 4&#45;2&ordm; em instala&ccedil;&otilde;es cedidas, como j&aacute; atr&aacute;s se referiu, pela Real Associa&ccedil;&atilde;o Central de Agricultura.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Em 1904, a S.S.A.P. instalou&#45;se no n&ordm; 30 da Travessa dos Remolares (a S. Paulo), onde se passaram a efectuar as Confer&ecirc;ncias T&eacute;cnicas e as Assembleias Gerais. Manteve, no entanto, a sede social e o secretariado no Lg. de S. Carlos.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Anos mais tarde transferiu&#45;se para a Rua Garret 95&#45;2&ordm;, onde permaneceu at&eacute; ao in&iacute;cio dos anos vinte, sendo ent&atilde;o mudada para o Largo do Chiado 8&#45;2&ordm;. A&iacute; ficou at&eacute; 1947, quando foi transferida para a Rua de D. Diniz, 2 (ao Rato). Finalmente, em 1973, passou para as actuais instala&ccedil;&otilde;es da Rua da Junqueira, 299.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Os Estatutos conferiam &agrave; Sociedade, com vista &agrave; prossecu&ccedil;&atilde;o dos seus fins, para al&eacute;m da organiza&ccedil;&atilde;o de actividades t&eacute;cnico&#45;cient&iacute;ficas, tamb&eacute;m a defesa, sempre que necess&aacute;rio, dos interesses profissionais dos associados, isto &eacute;, agr&oacute;nomos ou silvicultores do Instituto de Agronomia de Lisboa ou qualquer estabelecimento cient&iacute;fico de ensino agr&iacute;cola superior do estrangeiro.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Da&iacute; que, as primeiras Direc&ccedil;&otilde;es da S.S.A.P se tenham ocupado, em boa parte, na elabora&ccedil;&atilde;o de reclama&ccedil;&otilde;es e exposi&ccedil;&otilde;es enviadas &agrave;s entidades governativas, acerca de ocupa&ccedil;&otilde;es e preenchimento de vagas em diversos lugares p&uacute;blicos, sobretudo da Direc&ccedil;&atilde;o Geral de Agricultura, por pessoas n&atilde;o devidamente qualificadas com o necess&aacute;rio grau acad&eacute;mico. Muitas dessas situa&ccedil;&otilde;es foram resolvidas favoravelmente pelo poder da &eacute;poca, ou seja, a S.S.A.P. teve neste per&iacute;odo um papel relevante na defesa dos interesses da classe profissional dos seus membros.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Nos aspectos t&eacute;cnico&#45;cient&iacute;ficos, &eacute; de real&ccedil;ar o grande interc&acirc;mbio de ac&ccedil;&otilde;es efectuadas conjuntamente com a Real Associa&ccedil;&atilde;o Central de Agricultura no "estudo de assuntos que interessam a agricultura portuguesa e na propaganda dos bons princ&iacute;pios agron&oacute;micos nos campos portugueses".</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Em 1904, o Presidente da Assembleia Geral, Prof. Jos&eacute; Ver&iacute;ssimo de Almeida real&ccedil;ava publicamente a maior cordialidade de rela&ccedil;&otilde;es entre a Real Associa&ccedil;&atilde;o e a S.S.A.P com o objectivo comum de bem servir a agricultura do pa&iacute;s.</font><font face="verdana" size="2"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Tamb&eacute;m em 1904 deu&#45;se in&iacute;cio &agrave; cria&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o de uma biblioteca na sede da Sociedade. Foi pedido aos s&oacute;cios que enviassem exemplares de todos os seus trabalhos cient&iacute;ficos para se constituir o n&uacute;cleo da citada biblioteca.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Esta solicita&ccedil;&atilde;o foi muito bem acolhida e, em 1910, o patrim&oacute;nio existente era j&aacute; consider&aacute;vel sendo constitu&iacute;do por 914 obras portuguesas, 290 obras estrangeiras e 16 cartas geogr&aacute;ficas.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Nesses primeiros anos da nossa Sociedade, a forma de elei&ccedil;&atilde;o dos corpos sociais era bastante curiosa: no in&iacute;cio de cada ano civil reunia&#45;se a Assembleia Geral para elei&ccedil;&atilde;o da Mesa. Numa segunda Assembleia Geral, geralmente em Fevereiro, discutia&#45;se e votava&#45;se o relat&oacute;rio da Direc&ccedil;&atilde;o anterior e elegia&#45;se a Direc&ccedil;&atilde;o seguinte. Os s&oacute;cios presentes e os s&oacute;cios residentes fora de Lisboa, estes atrav&eacute;s de carta, votavam em 7 nomes de s&oacute;cios, estivessem ou n&atilde;o presentes na sala. Os 7 nomes mais votados eram nomeados Directores, sendo este cargo de aceita&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria. Dias depois, os 7 Directores reuniam&#45;se e, entre si, escolhiam o Presidente e os outros cargos de Direc&ccedil;&atilde;o, os quais eram ent&atilde;o anunciados na Assembleia Geral seguinte.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Os Estatutos previam que houvesse uma Assembleia Geral Ordin&aacute;ria em cada m&ecirc;s, excepto Agosto e Setembro, para al&eacute;m de Assembleias Extraordin&aacute;rias.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Os s&oacute;cios efectivos eram obrigados a exercer os cargos para que fossem eleitos pela primeira vez, excepto quando fossem dispensados pela Assembleia Geral, sendo que nenhum s&oacute;cio era obrigado a aceitar a reelei&ccedil;&atilde;o de qualquer cargo.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Como j&aacute; foi atr&aacute;s dito, a nossa sociedade foi criada com o nome de Sociedade de Sci&ecirc;ncias Agron&oacute;micas de Portugal, sigla S.S.A.P. Entretanto, em 1934, por actualiza&ccedil;&atilde;o ortogr&aacute;fica, a palavra "sci&ecirc;ncia" passou a escrever&#45;se " ci&ecirc;ncia" e, consequentemente, a sigla passou a S.C.A.P., sem que tenha mudado a designa&ccedil;&atilde;o. S&oacute; em 1971, por vontade dos s&oacute;cios, foi alterado o nome de Sociedade de Ci&ecirc;ncias Agron&oacute;micas de Portugal para Sociedade de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias de Portugal, o qual ainda se mant&eacute;m atualmente.</font><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Acerca da situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica nos primeiros anos da Sociedade &eacute; curioso referir o seguinte:</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Na reuni&atilde;o de Direc&ccedil;&atilde;o em 6 de Setembro de 1904, o tesoureiro Christovam Moniz comunicava que os resultados financeiros apresentavam um saldo positivo de 450 000 reis concluindo que a situa&ccedil;&atilde;o era muito desafogada e propondo que se adquirisse "um cofre &agrave; prova de fogo para guardar com seguran&ccedil;a os livros e haveres da Sociedade". Foi aprovada a compra n&atilde;o apenas do cofre como tamb&eacute;m de mais algum mobili&aacute;rio, arm&aacute;rios para livros, etc. Convenhamos que, com apenas dois anos de exist&ecirc;ncia, a nossa Sociedade n&atilde;o vivia nada mal...</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Al&eacute;m das quotas pagas pelos s&oacute;cios outra das fontes de receita provinha das assinaturas da Revista Agron&oacute;mica sendo que o Governo era assinante de um consider&aacute;vel n&uacute;mero de exemplares destinados a serem distribu&iacute;dos pelos servi&ccedil;os.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">O tesoureiro Christovam Moniz exerceu o cargo por v&aacute;rios anos, desde 1902 at&eacute; 1908, sempre com rasgados elogios dos restantes membros, altura em que solicitou a sua substitui&ccedil;&atilde;o, tendo&#45;lhe sucedido o agr&oacute;nomo Sr. Urbano de Castro.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> De entre os factos hist&oacute;ricos mais salientes verificados ao longo da vida da Sociedade s&atilde;o de referir as in&uacute;meras homenagens e comemora&ccedil;&otilde;es evocativas de ilustres figuras das Ci&ecirc;ncias Agron&oacute;micas e Silv&iacute;colas.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">De entre todas, h&aacute; que destacar sem d&uacute;vida a figura do Prof. Ferreira Lapa, considerado o pai do ensino agr&iacute;cola em Portugal e Mestre dos Agr&oacute;nomos Portugueses. Curiosamente Ferreira Lapa nem sequer era Agr&oacute;nomo de origem, mas sim M&eacute;dico Veterin&aacute;rio, tendo falecido em 1893, isto &eacute;, v&aacute;rios anos antes da funda&ccedil;&atilde;o da nossa Sociedade. Apesar disso, esta prestou&#45;lhe, ao longo dos anos e em diferentes ocasi&otilde;es, v&aacute;rias homenagens todas elas de grande relev&acirc;ncia, conforme iremos ver a seguir.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Jo&atilde;o Ign&aacute;cio Ferreira Lapa nasceu no S&aacute;t&atilde;o em 1823 e faleceu em Lisboa em 4 de Agosto de 1893. Oriundo de uma fam&iacute;lia muito humilde, a sua educa&ccedil;&atilde;o fez&#45;se na Casa Pia de Lisboa. Revelando&#45;se de uma intelig&ecirc;ncia brilhante foi inclu&iacute;do num grupo de 6 casapianos que, por ordem do governo, transitaram para a Real Escola Veterin&aacute;ria Militar. Foi aluno laureado dessa Escola onde obteve a carta de M&eacute;dico &#150; Cyrurgico &#150; Veterin&aacute;rio. Foi nomeado professor da Escola mas, juntamente com outros lentes, discordava da orienta&ccedil;&atilde;o exclusiva de forma&ccedil;&atilde;o de veterin&aacute;rios militares e, juntamente com Silvestre Bernardo Lima, conseguiu a institucionaliza&ccedil;&atilde;o do Ensino Agr&iacute;cola em Portugal, em 1852. Ferreira Lapa dedicaria o resto da vida ao "Ensino Agr&iacute;cola" desvinculando&#45;se da sua antiga profiss&atilde;o. Deixou uma bibliografia extens&iacute;ssima, dedicando especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s ind&uacute;strias agr&iacute;colas. Regeu v&aacute;rias cadeiras, foi Director do Instituto Geral de Agricultura e do Instituto de Agronomia e Veterin&aacute;ria que ajudara a criar. Foi s&oacute;cio efetivo de numerosas sociedades cient&iacute;ficas nacionais e estrangeiras e da Real Academia de Sci&ecirc;ncias de Lisboa, Membro do Conselho de Sua Majestade e Par do Reino, etc. Faleceu, como j&aacute; se disse, em 1893, com 70 anos de idade.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Em Dezembro de 1904, a Direc&ccedil;&atilde;o da nossa Sociedade tomou a decis&atilde;o de inaugurar, na sala de sess&otilde;es, o retrato do Prof. Ferreira Lapa tendo sido encarregado o Presidente da Direc&ccedil;&atilde;o, Prof. D. Lu&iacute;s de Castro de o mandar pintar a &oacute;leo a Veloso Salgado ou a Columbano Bordallo Pinheiro, porventura os dois melhores retratistas da &eacute;poca, podendo dispender at&eacute; &agrave; quantia de 150 000 reis.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Assim, em 9 de Maio de 1905 foi inaugurado em sess&atilde;o solene o retrato do ilustre homenageado a titulo p&oacute;stumo, pintado por Columbano, o qual ainda hoje figura em lugar de destaque na nossa sala de actos.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Abriu a sess&atilde;o o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Prof. Lu&iacute;s Ant&oacute;nio Rebello da Silva o qual pediu ao Sr. Prof. Conselheiro Augusto Jos&eacute; da Cunha para presidir &agrave; sess&atilde;o e descerrar o retrato do homenageado, o que veio a fazer ap&oacute;s um comovente discurso.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Usou em seguida da palavra, o Sr. Conde de Bretiandos, Presidente da Assembleia Geral da Real Associa&ccedil;&atilde;o Central de Agricultura Portuguesa, que falou em nome da mesma e dos lavradores do pa&iacute;s, elogiando a obra dos agr&oacute;nomos portugueses tendo sido no final vivamente aplaudido e muito cumprimentado. Seguiu&#45;se a ora&ccedil;&atilde;o de homenagem a cargo do cons&oacute;cio, Agr&oacute;nomo Sr. Ant&oacute;nio Rom&atilde;o de Passos o qual pormenorizou, num detalhado discurso, todas as fases da vida de Ferreira Lapa.</font>	</p> 	    <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Anos mais tarde, em 12 de Janeiro de 1919, a S.S.A.P. associou&#45;se &agrave; homenagem a Ferreira Lapa promovida pelo Instituto Superior de Agronomia e que culminou na inaugura&ccedil;&atilde;o de um monumento com o seu busto, na Tapada da Ajuda. No respectivo pedestal foi colocada uma palma com fita legendada, em bronze, oferecida pela nossa Sociedade. Actualmente, essa fita encontra&#45;se parcialmente mutilada apenas permitindo ler as seguintes palavras: "...Agron&oacute;micas de Portugal&#45;1918".</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> Mas n&atilde;o ficaram por aqui as nossas homenagens a Ferreira Lapa tendo revestido, talvez, a sua express&atilde;o m&aacute;xima, anos mais tarde em 1948, com a aquisi&ccedil;&atilde;o de um jazigo no Cemit&eacute;rio dos Prazeres para deposi&ccedil;&atilde;o dos seus restos mortais.</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">Para esclarecimento do motivo que justificou esta iniciativa vamos, seguidamente transcrever a carta circular enviada pela S.C.A.P., em 1947, a todos os agr&oacute;nomos e silvicultores do pa&iacute;s:</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">"Os restos mortais de Ferreira Lapa n&atilde;o podem continuar a estar depositados no jazigo onde se encontram, em virtude de a actual propriet&aacute;ria ter necessidade do espa&ccedil;o ocupado, para pessoas de sua fam&iacute;lia.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A Direc&ccedil;&atilde;o da Sociedade, tendo tomado conhecimento deste facto e n&atilde;o admitindo a possibilidade de permitir que as cinzas do que foi figura de primeiro plano da agronomia portuguesa tenham por destino a vala comum, tomou a iniciativa de abrir uma subscri&ccedil;&atilde;o entre Agr&oacute;nomos e Silvicultores a fim de ser poss&iacute;vel adquirir um jazigo cujo custo, segundo estamos informados, ser&aacute; de vinte mil escudos".</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Em 1948 foi efectivamente adquirido pela S.C.A.P. o jazigo n&ordm; 1759, situado na Rua 2 &#45; Lado Esquerdo, no Cemit&eacute;rio dos Prazeres.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">A cerim&oacute;nia de translada&ccedil;&atilde;o do mestre e de sua esposa para o novo jazigo teve lugar em 17 de Maio de 1951.No mesmo dia houve uma Sess&atilde;o de Homenagem &agrave; sua mem&oacute;ria, na Sala de Actos do Instituto Superior de Agronomia, com elogio feito pelo Prof. Lu&iacute;s Cincinnato da Costa, na altura Director do Laborat&oacute;rio Ferreira Lapa.</font>	</p>     <p><font face="verdana" size="2"><b>&#150;</b> A import&acirc;ncia que revestiu a sua obra e as homenagens prestadas, como atr&aacute;s vimos, por parte da S.CA.P., levou&#45;nos a ocupar aqui um consider&aacute;vel espa&ccedil;o com a figura do Prof. Ferreira Lapa.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Outro dos antepassados de relevo que teremos obrigatoriamente de recordar, este sim que contribuiu pessoal e decisivamente para a cria&ccedil;&atilde;o e exist&ecirc;ncia da nossa Sociedade sendo um dos seus fundadores e principal dinamizador, &eacute; o Professor Jos&eacute; Ver&iacute;ssimo de Almeida, do qual existe tamb&eacute;m um retrato a &oacute;leo na nossa sede, pintado por Veloso Salgado.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Iremos referir uma curiosa controv&eacute;rsia que, v&aacute;rios anos mais tarde, se levantou numa Assembleia Geral acerca da posi&ccedil;&atilde;o relativa em que os dois retratos dos nossos ilustres antepassados deveriam figurar nas paredes da nossa sede.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">Mas sobre isso e particularmente sobre o Prof. Ver&iacute;ssimo de Almeida falaremos em pr&oacute;xima oportunidade.</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font>	</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2"><b>PRESIDENTES DA SOCIEDADE DE SCI&Ecirc;NCIAS AGRON&Oacute;MICAS DE PORTUGAL &#150; S.S.A.P.</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1902 &#150; Conselheiro Alfredo Carlos Le Cocq</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1903 &#150; Prof. Jos&eacute; Ver&iacute;ssimo de Almeida</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1904 &#150; Prof.Conselheiro D. Lu&iacute;s Filippe de Castro</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1906 &#150; Prof. Bernardino Cincinnato da Costa</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1908 &#150; Prof. Jos&eacute; Joaquim d&acute;Almeida&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1910 &#150; Prof. Conselheiro D. Lu&iacute;s Filippe de Castro</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1911 &#150; Agr&oacute;nomo Sr. Armando Arthur de Seabra</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1912 &#150; Agr&oacute;nomo Sr. Christovam Moniz</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1913 &#150; Agr&oacute;nomo Sr. Joaquim Jos&eacute; de Azevedo</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">1914 &#150; Agr&oacute;nomo Sr. Jo&atilde;o Ign&aacute;cio de Menezes Pimentel</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1916 &#150; Prof. Manoel de Souza da C&acirc;mara</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1920 &#150; Prof. Joaquim d&acute;Assump&ccedil;&atilde;o Rasteiro</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1924 &#150; Prof. M&aacute;rio d&acute;Azevedo Gomes</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1925 &#150; Prof. Jos&eacute; Joaquim d&acute;Almeida</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1928 &#150; Prof. Carlos Eug&eacute;nio de Mello Geraldes</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1931 &#150; Prof. D. Manuel de Bragan&ccedil;a</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1933 &#150; Eng&ordm; Manuel Saraiva Vieira</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1936 &#150; Prof. Ruy Ferro Mayer</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1946 &#150; Eng&ordm; Manuel Saraiva Vieira</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">1949 &#150; Eng&ordm; Ant&oacute;nio Camacho Teixeira de Sousa</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1951 &#150; Prof. Lu&iacute;s Cincinnato da Costa</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1961 &#150; Prof. Joaquim Vieira Natividade</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1964 &#150; Eng&ordm; Arlindo Cabral</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1967 &#150; Prof. Joaquim Pedro Pereira Amaro</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1969 &#150; Eng&ordm; Jos&eacute; Dion&iacute;sio de Oliveira Leit&atilde;o</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>PRESIDENTES DA SOCIEDADE DE CI&Ecirc;NCIAS AGR&Aacute;RIAS DE PORTUGAL &#150; S.C.A.P.</b></font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1971 &#150; Doutor Eng&ordm; Jos&eacute; Vicente Carvalho Cardoso</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1975 &#150; Eng&ordm; Joaquim da Silva Louren&ccedil;o</font></p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="verdana" size="2">1976 &#150; Eng&ordm; Ant&oacute;nio Lopes Ribeiro</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1981 &#150; Eng&ordm; Jos&eacute; Duarte Amaral</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1985 &#150; Eng&ordm; Il&iacute;dio Barbosa</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">1989 &#150; Eng&ordm; Rafael de Medina Monjardino</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">2000 &#150; Prof. Jos&eacute; Eduardo Mendes Ferr&atilde;o</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">2005 &#150; Eng&ordm; Teod&oacute;sio Augusto Salgueiro</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">2007 &#150; Eng&ordm; Jos&eacute; Alberto Guerreiro Santos</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2">&nbsp;</font></p>  	    <p><font face="verdana" size="2"><b>Recep&ccedil;&atilde;o/Reception: 2010.10.10    <br> 	Aceita&ccedil;&atilde;o/Acception: 2011.11.02</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body>
</article>
