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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Incidência de Bipolaris sorokiniana nas sementes e transmissão para plantas de cevada]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The yeld potential of barley is reduced mainly because of diseases such as spot blotch caused by Bipoloaris sorokiniana which is seed transmitted. The objectives of the work were to study the correlation among different levels of seed infection and its transmission to barley plants under field and greenhouse conditions, and determine the capacity of seed-transmission of the fungus. Barley seeds cv &#8216;BR 2' naturally infected with the levels of 2.7; 7.5; 12.5; 16.5; 31.0 and 55.5% of the fungus were sown in the field, with four replications. The evaluation of disease seedling showing simptoms of helminthosporiosis and its percentage in relation to the seed emergence, were made seven days after emergence. In greenhouse, seeds were sown in plastic trays containing with aproximatelly 13 kg of soil previously sterelized. Four hundred seeds of each tretament (infection level) were planted and covered with 3 cm of soil (3 cm depth). The importance of the infected seeds as a source of primary inoculum was demonstred. It was observed that on the field the transmission of the pathogen was more efficient when the seed infection level was 55%. On the other hand, in greenhouse there was correlation only between seed infection and roots. In conclusion, there was no correlation among the seed infection levels of B. sorokiniana and their incidence in the field, and seed infection levels of 55% reduce seedling emergence both, in the field or in greenhouse.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Incid&ecirc;ncia de Bipolaris sorokiniana nas sementes e transmiss&atilde;o para plantas de cevada</b></p>     <p><b>Incidence of </b><b>Bipolaris sorokiniana</b><b>in seeds and transmission to barley plants</b></p>     <p><b>Josiane T. Ferrari<sup>1* </sup>e Edilberto Possamai<sup>2</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1,* </sup> Instituto Biol&oacute;gico, CPDSV/Laborat&oacute;rio de Doen&ccedil;as F&uacute;ngicas em Horticultura, Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, Vila Mariana, CEP 04014-002, S&atilde;o Paulo, SP Brasil.<i> E-mail: </i><a href="mailto:takassaki@biologico.sp.gov.br">takassaki@biologico.sp.gov.br</a>, author for correspondence</p>     <p><sup>2</sup> Departamento de Fitotecnia e Fitossanitarismo, UFPR/SCA, R. dos Funcion&aacute;rios, 1540, Juvev&ecirc;, CEP 80035-050, Curitiba, PR. Brasil.<i> E-mail: </i><a href="mailto:possamai@ufpr.br">possamai@ufpr.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O potencial de rendimento da cevada &eacute; diminu&iacute;do principalmente pela ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as como a mancha marrom (<i>Bipolaris sorokiniana</i>) transmitida pelas sementes. O objetivo desse trabalho consistiu em determinar a correla&ccedil;&atilde;o entre diferentes n&iacute;veis de incid&ecirc;ncia do fungo em sementes e sua transmiss&atilde;o para plantas de cevada em campo e estufa e avaliar a capacidade de transmiss&atilde;o do fungo pelas sementes. Sementes de v&aacute;rios lotes da cultivar &lsquo;BR 2&rsquo; com n&iacute;veis de incid&ecirc;ncia de 2,7; 7,5; 12,5; 16,5; 31,0 e 55,5%, previamente selecionados em laborat&oacute;rio, foram semeadas em campo, em quatro repeti&ccedil;&otilde;es. As avalia&ccedil;&otilde;es foram realizadas aos sete dias ap&oacute;s a emerg&ecirc;ncia, contando-se o n&uacute;mero de plantas com sintomas de helmintosporiose nas folhas e determinando-se a porcentagem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; emerg&ecirc;ncia. Em estufa, as sementes foram semeadas em caixas pl&aacute;sticas com aproximadamente 13 kg de solo esterilizado. Foram colocadas 400 sementes a 3 cm de profundidade. Constatou-se a import&acirc;ncia da semente infectada como fonte de in&oacute;culo prim&aacute;rio. Observou-se que a transmiss&atilde;o do pat&oacute;geno no campo foi mais eficiente quando o n&iacute;vel de incid&ecirc;ncia foi de 55,5%. Em estufa, houve correla&ccedil;&atilde;o apenas entre a incid&ecirc;ncia nas sementes e nas ra&iacute;zes. Concluiu-se que n&atilde;o houve correla&ccedil;&atilde;o entre diferentes n&iacute;veis <i>B. sorokiniana</i> nas sementes e a sua incid&ecirc;ncia em campo e que n&iacute;veis de 55,5% diminu&iacute;ram a emerg&ecirc;ncia das plantas no campo e em estufa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: fungo, <i>Hordeum vulgare,</i> incid&ecirc;ncia, taxa de transmiss&atilde;o, ponta preta</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The yeld potential of barley is reduced mainly because of diseases such as spot blotch caused by <i>Bipoloaris sorokiniana </i>which is seed transmitted. The objectives of the work were to study the correlation among different levels of seed infection and its transmission to barley plants under field and greenhouse conditions, and determine the capacity of seed-transmission of the fungus. Barley seeds cv &lsquo;BR 2&rsquo; naturally infected with the levels of 2.7; 7.5; 12.5; 16.5; 31.0 and 55.5% of the fungus were sown in the field, with four replications. The evaluation of disease seedling showing simptoms of helminthosporiosis and its percentage in relation to the seed emergence, were made seven days after emergence. In greenhouse, seeds were sown in plastic trays containing with aproximatelly 13 kg of soil previously sterelized. Four hundred seeds of each tretament (infection level) were planted and covered with 3 cm of soil (3 cm depth). The importance of the infected seeds as a source of primary inoculum was demonstred. It was observed that on the field the transmission of the pathogen was more efficient when the seed infection level was 55%. On the other hand, in greenhouse there was correlation only between seed infection and roots. In conclusion, there was no correlation among the seed infection levels of <i>B. sorokiniana</i> and their incidence in the field, and seed infection levels of 55% reduce&nbsp; seedling emergence both, in the field or in greenhouse.</p>     <p><b>Key words</b>: black point, fungus, <i>H</i>o<i>rdeum vulgare</i>, infection, seed, transmission.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o mundial de cevada, em 2005, foi de 140 milh&otilde;es de toneladas (Barley (<i>Hordeum</i>) Maps and Statistics, 2007), da qual cerca de 13%, ou seja, aproximadamente 18 milh&otilde;es de toneladas de cevada (<i>Hordeum vulgare</i>) foram utilizadas para a produ&ccedil;&atilde;o de malte cervejeiro. A cultura, no Brasil, atualmente, &eacute; feita na regi&atilde;o Sul e nos estados de Goi&aacute;s, de Minas Gerais e de S&atilde;o Paulo (De Mori e Minella, 2012). Em 2011, a &aacute;rea semeada de cevada no Brasil foi de 88,4 mil hectares com uma produ&ccedil;&atilde;o de 305,1 mil toneladas (Conab, 2014).</p>     <p>A cevada, no Brasil, est&aacute; sujeita a uma s&eacute;rie de doen&ccedil;as causadas por fungos e, pelo menos oito desses pat&oacute;genos podem ser transmitidos por sementes. Todas as doen&ccedil;as f&uacute;ngicas, al&eacute;m de causarem perdas de rendimento, afetam a qualidade comercial da cevada, destacando-se entre elas a mancha marrom, conhecida tamb&eacute;m como helmintosporiose, que provoca les&otilde;es nas folhas, de formato oval ou alongadas de 1 a 2 mm, com colora&ccedil;&atilde;o marrom variando de pardo a escuro circundadas por um halo amarelo e margem definida variando em tamanho. As manchas podem aumentar e coalescer cobrindo grandes &aacute;reas das folhas, disseminando-se entre os n&oacute;s e entren&oacute;s. Quando ataca as espigas, causa descolora&ccedil;&atilde;o e ponta preta nos gr&atilde;os que ir&aacute; influenciar a qualidade do malte e cerveja (Arias, 1995). A doen&ccedil;a &eacute; causada pelo fungo <i>Cochliobolus sativus</i> (Ito e Kurib.), Drechs. ex. Dastur, anamorfo: <i>Bipolaris sorokiniana</i> (Sacc. in. Sorok) Shoem. Esse pat&oacute;geno apresenta a caracter&iacute;stica de utilizar como substrato todos os &oacute;rg&atilde;os dos cereais de inverno. Dessa forma decorrem duas fases distintas da doen&ccedil;a: interfer&ecirc;ncia no processo fotossint&eacute;tico, quando o ataque ocorre nos &oacute;rg&atilde;os verdes como folhas, bainhas, colmos, glumas, aristas e sementes em forma&ccedil;&atilde;o e interfer&ecirc;ncia na busca e absor&ccedil;&atilde;o de nutrientes e &aacute;gua, que constitui a fase da doen&ccedil;a que ocorre em &oacute;rg&atilde;os subterr&acirc;neos como ra&iacute;zes seminais, mesoc&oacute;tilos, ra&iacute;zes secund&aacute;rias e coroa (Reis, 1981).</p>     <p>Um outro tipo de doen&ccedil;a causada por <i>B. sorokiniana</i> em cevada &eacute; a podrid&atilde;o comum de ra&iacute;zes, caracterizado por les&otilde;es pequenas, ovais e marrons sobre as ra&iacute;zes prim&aacute;rias e secund&aacute;rias, no mesoc&oacute;tilo (tamb&eacute;m chamado de entre-n&oacute; subcoronal) e na coroa das plantas e s&atilde;o originadas de con&iacute;dios presentes no solo ou do mic&eacute;lio presente na semente. Se o in&oacute;culo estiver presente nas sementes, as pl&acirc;ntulas podem morrer ou ficarem subdesenvolvidas, com escurecimento das ra&iacute;zes e do cole&oacute;ptilo. As les&otilde;es podem invadir todo o sistema radicular estendendo-se &agrave; base do colmo (Picinini e Fernandes, 1995). Quando severamente atacadas, as ra&iacute;zes s&atilde;o pouco desenvolvidas e as plantas afilham pouco.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O controle mais eficaz para essa doen&ccedil;a &eacute; a utiliza&ccedil;&atilde;o de sementes sadias, pois o fungo &eacute; transmitido por sementes e o tratamento com fungicidas s&oacute; &eacute; vi&aacute;vel com n&iacute;veis de infec&ccedil;&atilde;o abaixo de 40%. A da rota&ccedil;&atilde;o de culturas &eacute; outra pr&aacute;tica de controlo, visando a redu&ccedil;&atilde;o do inoculo na palha.</p>     <p>O fungo <i>B. sorokiniana</i> est&aacute; associado &agrave; semente de cevada de duas formas, aderido externamente, e nesse caso, diz-se que a semente est&aacute; infestada sendo a taxa de transmiss&atilde;o muito baixa. Outra forma de associa&ccedil;&atilde;o &eacute; quando o fungo est&aacute; localizado internamente na semente na forma de mic&eacute;lio no pericarpo e no endosperma, nesse caso a taxa de transmiss&atilde;o &eacute; mais elevada, garantindo eficientemente a sobreviv&ecirc;ncia do pat&oacute;geno e sua posterior passagem aos &oacute;rg&atilde;os radiculares e a&eacute;reos (Reis e Casa, 1998).</p>     <p>Lotes de sementes de cevada apresentando n&iacute;vel de infec&ccedil;&atilde;o com <i>B. sorokiniana</i> acima de 5% s&atilde;o suficientes para produzirem o in&oacute;culo necess&aacute;rio ao desenvolvimento de uma epidemia no campo, caso as condi&ccedil;&otilde;es de ambiente sejam favor&aacute;veis (Picinini e Fernandes, 1995).</p>     <p>&Eacute; importante conhecer o modo de transmiss&atilde;o dos fitopat&oacute;genos pela semente, para determinar como esta atuar&aacute; como fonte de in&oacute;culo e como a dissemina&ccedil;&atilde;o poder&aacute; ocorrer. Entretanto, para a maioria dos pat&oacute;genos de sementes as pesquisas sobre danos por eles ocasionados s&atilde;o poucas ou inexistentes (Lasca, 1997).</p>     <p>O objetivo desse trabalho consistiu em avaliara a correla&ccedil;&atilde;o entre diferentes n&iacute;veis de incid&ecirc;ncia de <i>Bipolaris sorokiniana</i> em sementes e sua taxa de transmiss&atilde;o para plantas de cevada em campo e em estufa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Material e M&eacute;todos</b></p>     <p><b><i>Teste de germina&ccedil;&atilde;o </i></b></p>     <p>Foram selecionadas amostras de sementes aparentemente doentes, isto &eacute;, com sintomas de ponta preta, para realiza&ccedil;&atilde;o dos testes de germina&ccedil;&atilde;o e determina&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de incid&ecirc;ncia de <i>B. sorokiniana. </i>Para esses teste foram selecionadas oito amostras de sementes de cevada da cultivar &lsquo;BR-2&rsquo;, suscet&iacute;vel &agrave; helmintosporiose, n&atilde;o tratadas com fungicidas. As amostras foram provenientes de campos de produ&ccedil;&atilde;o de sementes dos munic&iacute;pios de Passo Fundo, RS, Papanduva, SC e Lapa, PR.</p>     <p>O teste de germina&ccedil;&atilde;o foi realizado de acordo com as normas recomendadas (Brasil, 2009), utilizando rolo de papel como substrato. Para cada amostra foram utilizadas 400 sementes, divididas em 100 sementes por repeti&ccedil;&atilde;o. Essas sementes foram distribu&iacute;das em 8 rolos de papel com 50 sementes cada. Para cada rolo, foram utilizadas 3 folhas de papel germitest previamente umedecidas em &aacute;gua destilada. As sementes foram colocadas em c&acirc;mara de germina&ccedil;&atilde;o &agrave; temperatura de 20 &ordm;C e &agrave;s escuras. A germina&ccedil;&atilde;o foi avaliada ap&oacute;s 7 dias, considerando as pl&acirc;ntulas normais, anormais e mortas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Teste para determina&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de </i></b><b>Bipolaris sorokoniana<i> em semente</i> </b>Paralelamente ao teste de germina&ccedil;&atilde;o, para determina&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de incid&ecirc;ncia dessas amostras, utilizou-se o m&eacute;todo de papel de filtro (&lsquo;blotter test&rsquo;), conforme Neergard (1979). De cada lote foram analisadas 400 sementes por amostra, totalizando oito tratamentos, com quatro repeti&ccedil;&otilde;es de 100 sementes e observada a incid&ecirc;ncia (%) de <i>B.sorokiniana</i>. O delineamento estat&iacute;stico utilizado foi o de blocos inteiramente casualizados. Para esse m&eacute;todo, foram utilizadas caixas pl&aacute;sticas (gerbox), tratadas previamente com hipoclorito de s&oacute;dio 1%. Em cada placa foram colocadas 20 sementes, totalizando cinco placas por repeti&ccedil;&atilde;o e 20 placas por tratamento. As placas foram mantidas em BOD &agrave; temperatura de 20 &ordm;C sob fotoper&iacute;odo de 12-h. Ap&oacute;s sete dias procedeu-se &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de <i>B. sorokiniana</i>, nas sementes, observando-se as estruturas do fungo, ou seja, conidi&oacute;foros e con&iacute;dios com aux&iacute;lio de microsc&oacute;pios estereosc&oacute;pico e &oacute;ptico.</p>     <p>Dos oito tratamentos iniciais, foram selecionados seis diferentes n&iacute;veis de incid&ecirc;ncia do fungo nas sementes para o ensaio em campo e em estufa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Ensaios de campo</i></b></p>     <p>Os ensaios foram instalados dentro do per&iacute;odo preferencial de sementeira da cevada cervejeira no munic&iacute;pio da Lapa, PR , localizado a 25&ordm;46'02" Latitude Sul e 49&ordm;43'10" Longitude Oeste e a 907 m de altitude. A &aacute;rea escolhida ficou sem a cultura ou com a cultura de cevada por aproximadamente 18 meses, per&iacute;odo esse recomendado para o controle de doen&ccedil;as do sistema radicular da cevada, pela redu&ccedil;&atilde;o do potencial de in&oacute;culo nos restos culturais (Santos <i>et al</i>., 1995). As opera&ccedil;&otilde;es culturais obedeceram &agrave;s recomendados para a cultura, bem como a observa&ccedil;&atilde;o de outras doen&ccedil;as e pragas durante o per&iacute;odo de realiza&ccedil;&atilde;o do estudo.</p>     <p>Na determina&ccedil;&atilde;o da taxa de transmiss&atilde;o de <i>b. sorokiniana</i> da semente para a planta epara cada n&iacute;vel de incid&ecirc;ncia determinado em laborat&oacute;rio, foram testadas 2000 sementes no campo. As parcelas foram constitu&iacute;das de seis fileiras espa&ccedil;adas de 0,17 m entre si e com 3,00 m de comprimento, com &aacute;rea total igual a 2,55 m<sup>2</sup> contendo cada fileira 83 sementes, totalizando 498 sementes por parcela. A cultura foi instalada no terreno por recurso a sementeira direta, em &aacute;rea cultivada anteriormente com milho.</p>     <p>A emerg&ecirc;ncia ocorreu oito dias ap&oacute;s a sementeira e a leitura final foi feita 13 dias ap&oacute;s a sementeira, contando-se as plantas das quatro fileiras centrais de cada parcela.&nbsp;&nbsp;</p>     <p>Para a determina&ccedil;&atilde;o do percentagem de plantas com <i>B. sorokiniana</i>, as plantas das 4 fileiras centrais das parcelas foram avaliadas pela contagem de plantas doentes, observando-se a presen&ccedil;a de sintomas na pl&uacute;mula ou primeira folha aos sete dias ap&oacute;s a emerg&ecirc;ncia e posteriormente a cada quinze dias at&eacute; a &eacute;poca de colheita.</p>     <p>O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados com seis tratamentos (n&iacute;veis de incid&ecirc;ncia de 2,7, 7,5, 12,5, 16,5, 31,0 e 55,5%) e quatro repeti&ccedil;&otilde;es por tratamento. Ap&oacute;s a colheita e secagem, amostras de sementes de cada parcela do ensaio foram pesadas, para determina&ccedil;&atilde;o do rendimento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Essas amostras foram submetidas a testes de sanidade pelo m&eacute;todo do papel de filtro (&lsquo;blotter test&rsquo;), para determinar a porcentagem de sementes infectadas por <i>B. sorokiniana</i>. No per&iacute;odo de realiza&ccedil;&atilde;o do experimento foram registados os dados de temperatura m&aacute;xima e m&iacute;nima, bem como a precipita&ccedil;&atilde;o para observar a influ&ecirc;ncia das condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas sobre o desenvolvimento do pat&oacute;geno nas plantas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Transmiss&atilde;o de </i></b><b>B</b><b>. sorokiniana<i> da planta para a semente no campo</i></b></p>     <p>Ap&oacute;s a colheita no campo, limpeza, secagem e pesagem, as amostras de sementes de cada parcela do experimento, foram submetidas a testes de germina&ccedil;&atilde;o em rolo de papel germitest e de sanidade, pelo m&eacute;todo do papel de filtro (&ldquo;blotter test&rdquo;), para determinar a exist&ecirc;ncia de sementes infectadas por <i>B. sorokiniana</i>. As amostras foram semeadas conforme descrito anteriormente. O delineamento utilizado foi o de blocos inteiramente casualizados com seis tratamentos e quatro repeti&ccedil;&otilde;es, com 100 sementes por repeti&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A contagem de pl&acirc;ntulas foi feita aos 7 e 13 dias ap&oacute;s&nbsp; a emerg&ecirc;ncia. Ap&oacute;s 40 dias as plantas foram cuidadosamente retiradas do substrato, lavadas e avaliadas quanto a presen&ccedil;a de sintomas nos cole&oacute;ptilo e ra&iacute;zes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Ensaios em estufa</i></b></p>     <p><b>Transmiss&atilde;ode <i>B. sorokiniana</i> da semente para a pl&acirc;ntula:</b> para a determina&ccedil;&atilde;o da taxa de transmiss&atilde;ode <i>B. sorokiniana</i> da semente para a pl&acirc;ntula foram realizados dois ensaios: o primeiro foi feito a partir das amostras selecionadas em laborat&oacute;rio e que serviram para os ensaios de campo e o segundo a partir das sementes colhidas provenientes dos ensaios de campo. Os experimentos foram conduzidos sob temperatura aproximada de 25 &ordm;C.</p>     <p><b>Transmiss&atilde;ode <i>B. sorokiniana</i> da semente para a pl&acirc;ntula:</b> para a determina&ccedil;&atilde;o da taxa de transmiss&atilde;o de <i>b. sorokiniana</i> da semente para a planta,seis amostras com diferentes n&iacute;veis de incid&ecirc;ncia de <i>B.sorokinana</i>: 2,7, 7,5, 12,5, 16,5, 31,0 e 55,5%, determinadas em laborat&oacute;rio, foram semeadas em caixas pl&aacute;sticas, medindo 45 cm x 30 cm x 11 cm, contendo aproximadamente 13 kg de solo previamente esterilizado. Para cada n&iacute;vel de incid&ecirc;ncia, foram semeadas 400 sementes a uma profundidade de 3 cm. O delineamento estat&iacute;stico utilizado foi o de blocos completamente casualizados com seis tratamentos e quatro repeti&ccedil;&otilde;es por tratamento.</p>     <p>Sete dias ap&oacute;s a sementeira foi feita a primeira avalia&ccedil;&atilde;o, contando-se o n&uacute;mero de pl&acirc;ntulas emergidas com e sem sintomas de helmintosporiose. Foram consideradas as pl&acirc;ntulas com sintomas na pl&uacute;mula ou primeira folha. Aos 15 dias ap&oacute;s a sementeira foi realizada nova avalia&ccedil;&atilde;o. Decorridos 35 dias ap&oacute;s a emerg&ecirc;ncia, as plantas foram removidas e os cole&oacute;ptilos e ra&iacute;zes foram lavados em &aacute;gua corrente e os sintomas examinados visualmente. No caso das ra&iacute;zes, para maior contraste no exame, estas foram emersas em &aacute;gua contida numa bandeja branca conforme Reis e Casa (1998).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A determina&ccedil;&atilde;o da taxa de transmiss&atilde;o foi feita ap&oacute;s a contagem de pl&acirc;ntulas emergidas com sintomas, calculando-se a porcentagem em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de sementes emergidas, multiplicando-se esse valor por 100, dividindo-se pelo n&iacute;vel inicial de incid&ecirc;ncia do pat&oacute;geno nas sementes, determinado em laborat&oacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>An&aacute;lise de dados</i></b></p>     <p>A percentagem de germina&ccedil;&atilde;o das sementes, as percentagens de transmiss&atilde;ode <i>B. sorokiniana</i> da semente para a pl&acirc;ntula e planta bem como as percentagens obtidas nos par&acirc;metros obtidos nos ensaios de campo depois de transformados em arcoseno raiz de X, foram submetidos a an&aacute;lise de vari&acirc;ncia. As m&eacute;dias obtidas foram comparadas pelo Teste de Duncan a 5% de probabilidade.</p>     <p>Para determinar a taxa de transmiss&atilde;o, ap&oacute;s a contagem de pl&acirc;ntulas emergidas com sintomas de helmintosporiose, calculou-se a porcentagem em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de sementes emergidas, multiplicando-se esse valor por 100, dividindo-se pelo n&iacute;vel inicial de incid&ecirc;ncia do pat&oacute;geno nas sementes (Forcelini, 1991).</p>     <p>Os n&iacute;veis de incid&ecirc;ncia do pat&oacute;geno nas sementes foram correlacionados com a emerg&ecirc;ncia e a porcentagem de pl&acirc;ntulas infectadas. Os dados foram submetidos &agrave; an&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o linear aplicando-se o teste t.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e Discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>Ensaio de campo</b></p>     <p>As m&eacute;dias de temperatura e pluviosidade registadas no per&iacute;odo do ensaio de campo est&atilde;o apresentados nas <a href="#f1">Figuras 1</a> e <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06f2.jpg" target="_blank">2</a>.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06f1.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A intensidade da helmintosporiose variou de um ano para outro e de uma regi&atilde;o para outra, provavelmente em fun&ccedil;&atilde;o das varia&ccedil;&otilde;es de temperatura (Mehta <i>et al</i><i>.</i>, 1996). Pelos dados apresentados na <a href="#f1">Figura 1</a>, constata-se que as temperaturas registradas no per&iacute;odo de realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, foram suficientes para promover o estabelecimento da doen&ccedil;a no campo, pois o fungo requer para germina&ccedil;&atilde;o, infec&ccedil;&atilde;o, crescimento da les&atilde;o e esporula&ccedil;&atilde;o, temperatura oscilando entre 20 e 30 &ordm;C (Luz e Bergstrom, 1986). Forcelini (1991) relata que para <i>B. sorokiniana</i>, o efeito da temperatura &eacute; dividido em tr&ecirc;s n&iacute;veis: aos &oacute;rg&atilde;os a&eacute;reos, a transmiss&atilde;o &eacute; maior na faixa t&eacute;rmica de 20-25 &ordm;C, enquanto que 15-20 &ordm;C restringe mais o pat&oacute;geno ao sistema radicular e entre 25-30 &ordm;C ocorre maior morte de plantas. A temperatura funcionaria como instrumento regulador da intensidade do processo. Como os con&iacute;dios para germinarem e penetrarem nas folhas precisam de temperaturas entre 24 a 28 &ordm;C e 9 a 24 horas de &aacute;gua livre sobre a superf&iacute;cie da folha por uma a duas semanas, as condi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o foram prop&iacute;cias ao estabelecimento do pat&oacute;geno no campo ap&oacute;s o in&iacute;cio do afilhamento (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06q1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a>).</p>     
<p>O estresse h&iacute;drico na flora&ccedil;&atilde;o afetou o desenvolvimento das cariopses, dado que provocou esterilidade floral principalmente na base e no &aacute;pice da espiga, diminuindo sensivelmente o n&uacute;mero de carioses formados por espiga, produzindo cariopses pequenas e est&eacute;reis.</p>     <p>Durante o ensaio de campo, as temperaturas m&aacute;ximas oscilaram entre 21 e 24,8 &ordm;C e as m&iacute;nimas entre 9,4 a 15,1 &ordm;C, favorecendo o desenvolvimento do pat&oacute;geno no sistema radicular, o que talvez possa explicar a baixa emerg&ecirc;ncia das plantas, observada no <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadro 2</a>.</p>     
<p>No entanto, quando se observa a <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>, nota-se uma baixa pluviosidade em todo o per&iacute;odo, onde o total acumulado da sementeira at&eacute; a colheita foi de 324 mm, que, em associa&ccedil;&atilde;o com a temperatura, promoveram condi&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento do pat&oacute;geno na parte a&eacute;rea desde a emerg&ecirc;ncia das primeiras folhas.</p>     
<p>O <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadro 2</a> mostra a transmiss&atilde;o de <i>B</i><i>. sorokiniana</i> da semente para a planta sob condi&ccedil;&otilde;es de campo. Os n&iacute;veis de infec&ccedil;&atilde;o natural de <i>B. sorokiniana</i> nas amostras de sementes selecionadas em laborat&oacute;rio e usadas no ensaio de campo, variaram de 2,7% no tratamento 1, n&iacute;vel mais baixo at&eacute; 55,5% no n&iacute;vel mais alto. Verificou-se a transmiss&atilde;o do fungo das sementes para a parte a&eacute;rea, demonstrando dessa forma a capacidade do fungo de infectar as plantas no campo. O maior n&iacute;vel de incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a em plantas no campo foi observado no tratamento 6 com 17%, seguido dos tratamentos 2, 4 e 5. &nbsp;N&atilde;o foi significativa a correla&ccedil;&atilde;o entre a incid&ecirc;ncia do fungo nas sementes, a emerg&ecirc;ncia e a incid&ecirc;ncia nas pl&acirc;ntulas. No tratamento 3 com n&iacute;vel de incid&ecirc;ncia de 12,5%, as plantas apresentaram a maior porcentagem de emerg&ecirc;ncia (92%) e a mais baixa incid&ecirc;ncia do pat&oacute;geno nas primeiras folhas.</p>     
<p>No entanto, os resultados apresentados no <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06q2.jpg" target="_blank">Quadro 2</a> mostram tamb&eacute;m que houve grande varia&ccedil;&atilde;o na taxa de transmiss&atilde;o, concordando com os dados citados por Forcelini (1991) de que h&aacute; pouca correla&ccedil;&atilde;o entre o uso de sementes com n&iacute;veis de infec&ccedil;&atilde;o menores que 30%, por n&atilde;o causar a morte de pl&acirc;ntulas, mas tem energia suficiente para permitir uma transmiss&atilde;o bem sucedida no campo. Essa hip&oacute;tese explica o elevado potencial de pl&acirc;ntulas emergidas, diferente do que se verificou para o tratamento 6, mais infectado, onde ocorreu uma transmiss&atilde;o elevada e emerg&ecirc;ncia de apenas 70%. Provavelmente, o fungo presente na semente, durante o processo de gemina&ccedil;&atilde;o, infectou os cole&oacute;ptilos, entren&oacute;s subcoronais e posteriormente as ra&iacute;zes seminais, levando &agrave; podrid&atilde;o das ra&iacute;zes que impediram a emerg&ecirc;ncia das plantas.</p>     
<p>A taxa de transmiss&atilde;o baseada nos sintomas foliares variou de 31% para o n&iacute;vel de 55,5% de incid&ecirc;ncia a 100% para os n&iacute;veis de 2,5% e 7,5%, enquanto a rela&ccedil;&atilde;o semente infectada/planta doente aumentou na mesma medida que aumentou a incid&ecirc;ncia, variando de 0,3:1,0 no tratamento 1 e 3,2:1,0 no tratamento 6. Esses resultados confirmam aqueles encontrados anteriormente por Reis e Forcelini (1993) e Goulart (1996) para o pat&oacute;geno na cultura do trigo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06q3.jpg" target="_blank">Quadro 3</a> s&atilde;o apresentados os dados de produtividade das parcelas, transformados em kg ha<sup>-1</sup>. Pode-se observar que o tratamento 1 com n&iacute;vel de incid&ecirc;ncia de 2,7, foi pouco afetado pela doen&ccedil;a, visto que a infec&ccedil;&atilde;o considerada elevada at&eacute; os 14 dias ap&oacute;s a emerg&ecirc;ncia das plantas, se estabilizou, n&atilde;o havendo condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas favor&aacute;veis para a transmiss&atilde;o &agrave; outras plantas.</p>     
<p>A diferen&ccedil;a de rendimento entre os tratamentos pode ser causada pela baixa emerg&ecirc;ncia das plantas, devido &agrave; elevada incid&ecirc;ncia nas sementes, resultado tamb&eacute;m encontrado por Wiewi&oacute;ra (2006). Reis (1981) demonstrou que os sintomas de podrid&atilde;o de ra&iacute;zes seminais, bem como o de les&otilde;es nas primeiras folhas do trigo, podem ser causados por in&oacute;culo de <i>B. sorokiniana</i> presente na semente. Da semente, o in&oacute;culo foi trazido &agrave; superf&iacute;cie pelo cole&oacute;ptilo e deste, &agrave; primeira folha.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ensaios em estufa</b></p>     <p><b>Transmiss&atilde;o de <i>B. sorokiniana</i> da semente para a pl&acirc;ntula: </b>no <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06q4.jpg" target="_blank">Quadro 4</a>, observa-se que a incid&ecirc;ncia do fungo nas primeiras folhas de pl&acirc;ntulas de cevada foi inversamente proporcional &agrave; incid&ecirc;ncia nas sementes, isto &eacute;, quanto maior a incid&ecirc;ncia nas sementes, menor a porcentagem de infec&ccedil;&atilde;o nas folhas. Para uma incid&ecirc;ncia de 2,5% nas sementes, verificou-se 6,2% de folhas infectadas, j&aacute; para os n&iacute;veis de 16,5%, 31,0% e 55,5% as folhas infectadas apresentaram 1,7%, 1,2% e 1,0%, respectivamente.</p>     
<p>O fungo uma vez estabelecido na primeira folha poderia pela posterior esporula&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o, estabelecer-se nos demais &oacute;rg&atilde;os a&eacute;reos. A n&atilde;o manifesta&ccedil;&atilde;o dessa sintomatologia em outras pl&acirc;ntulas e a n&atilde;o ocorr&ecirc;ncia de ciclos secund&aacute;rios nas demais folhas, leva &agrave; hip&oacute;tese de que a semente infectada foi a fonte de in&oacute;culo prim&aacute;rio, concordando com os dados obtidos por Reis (1981).&nbsp;</p>     <p>O fungo presente nas sementes provocou efeito negativo na emerg&ecirc;ncia de pl&acirc;ntulas, principalmente no tratamento 6 com apenas 76% de pl&acirc;ntulas emergidas, uma vez que os dados de incid&ecirc;ncia inicial e nas ra&iacute;zes apresentam correla&ccedil;&atilde;o positiva (r = 097*), mostrando que h&aacute; correla&ccedil;&atilde;o entre o aumento da incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a nas ra&iacute;zes e a incid&ecirc;ncia do pat&oacute;geno nas sementes. Os dados observados confirmam o trabalho conduzido por Reis (1981) de que o pat&oacute;geno uma vez presente na semente ataca primeiro o cole&oacute;ptilo e da&iacute; progride para a parte inferior, podendo matar a pl&acirc;ntula antes da emerg&ecirc;ncia.</p>     <p>Os valores de transmiss&atilde;o registrados para as primeiras folhas, cole&oacute;ptilos e para ra&iacute;zes seminais s&atilde;o semelhantes, por&eacute;m, diferentemente do que ocorre para as primeiras folhas, a incid&ecirc;ncia nas ra&iacute;zes e cole&oacute;ptilos aumenta com a incid&ecirc;ncia do fungo nas sementes. Esses resultados diferem daqueles encontrados por Reis e Forcelini (1993), quando verificaram valores mais elevados de transmiss&atilde;o sintom&aacute;tica para cole&oacute;ptilos, seguidos, em ordem decrescente, para ra&iacute;zes seminais e para pl&uacute;mulas em trigo.</p>     <p><b>Transmiss&atilde;o de <i>B. sorokiniana</i> da semente para as primeiras folhas:</b> no <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06q5.jpg" target="_blank">Quadro 5</a> s&atilde;o apresentados os resultados referentes &agrave; incid&ecirc;ncia de <i>B. sorokiniana</i> em sementes de cevada e sua rela&ccedil;&atilde;o com a transmiss&atilde;o do pat&oacute;geno, para as primeiras folhas de pl&acirc;ntulas.</p>     
<p>Observou-se que a taxa de transmiss&atilde;o de <i>B. sorokiniana</i> diminuiu &agrave; medida que o n&iacute;vel de incid&ecirc;ncia nas sementes aumentou, por&eacute;m existe grande diferen&ccedil;a entre os tratamentos que segundo Forcelini (1991), quando se utilizam sementes com n&iacute;veis de infec&ccedil;&atilde;o menores que 30%, os resultados s&atilde;o controversos. Segundo o mesmo autor, existe pouca correla&ccedil;&atilde;o com as an&aacute;lises de sanidade em laborat&oacute;rio, devido ao potencial de in&oacute;culo, que sendo menor n&atilde;o causa a morte de pl&acirc;ntulas, mas &eacute; capaz de permitir uma transmiss&atilde;o bem sucedida a campo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de sementes infectadas/plantas doentes, o tratamento 1 apresentou a menor rela&ccedil;&atilde;o que foi de 0,4:1,0 e o tratamento 6 a maior, de 55,5:1,0, isto &eacute;, 55,5&nbsp; sementes infectadas para 1 planta com sintoma na folha.</p>     <p><b>Transmiss&atilde;o de <i>B. sorokiniana</i> da semente para cole&oacute;ptilos: </b>no <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06q6.jpg" target="_blank">Quadro 6</a> apresentam-se os resultados referentes &agrave; incid&ecirc;ncia de <i>B. sorokiniana</i> em sementes de cevada e sua rela&ccedil;&atilde;o com a transmiss&atilde;o do pat&oacute;geno, para os cole&oacute;ptilos das pl&acirc;ntulas. Observou-se que a transmiss&atilde;o do pat&oacute;geno variou conforme a incid&ecirc;ncia nas sementes e a taxa de transmiss&atilde;o, baseada nos sintomas em cole&oacute;ptilo aumentou proporcionalmente com o aumento da incid&ecirc;ncia nas sementes, sendo a rela&ccedil;&atilde;o semente infectada/ planta doente de 1,6 : 1 no tratamento 1; 4,6 : 1 no tratamento 5; e 10,6 : 1 no tratamento 6.</p>     
<p><b>Transmiss&atilde;o de <i>B. sorokiniana</i> da semente para ra&iacute;zes</b>: o <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a06q7.jpg" target="_blank">Quadro 7</a> mostra os resultados referentes &agrave; incid&ecirc;ncia de <i>B. sorokiniana</i> em sementes de cevada e sua transmiss&atilde;o para as ra&iacute;zes seminais de pl&acirc;ntulas. Verificou-se que h&aacute; correla&ccedil;&atilde;o entre a incid&ecirc;ncia do fungo nas sementes e a incid&ecirc;ncia em ra&iacute;zes seminais, pois houve um pequeno aumento da porcentagem de ra&iacute;zes infectadas com o aumento do n&iacute;vel de incid&ecirc;ncia. Os valores mais elevados de transmiss&atilde;o foram registrados para cole&oacute;ptilos, seguidos para ra&iacute;zes seminais e para pl&uacute;mulas. Observa-se ainda que a transmiss&atilde;o do pat&oacute;geno variou conforme a incid&ecirc;ncia nas sementes e a taxa de transmiss&atilde;o. Com base &nbsp;nos sintomas em cole&oacute;ptilo, infere-se que aumentou proporcionalmente com o aumento da incid&ecirc;ncia nas sementes, sendo a rela&ccedil;&atilde;o semente infectada/planta doente de 1,6:1 no tratamento 1; 4,6:1 no tratamento 5; e 10,6:1 no tratamento 6.</p>     
<p>Houve decr&eacute;scimo da taxa de transmiss&atilde;o para as ra&iacute;zes com o aumento da incid&ecirc;ncia do fungo nas sementes. Esses resultados refor&ccedil;am a teoria de que o transporte do fungo pelas sementes n&atilde;o assegura, necessariamente, a sua transmiss&atilde;o &agrave;s plantas no campo. Forcelini (1991) refere que em amostras de sementes onde foi feita desinfesta&ccedil;&atilde;o, as altas taxas de transmiss&atilde;o <i>B. sorokiniana</i> em trigo foram devidas &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o do pat&oacute;geno no endosperma, sendo que a proporcionalidade entre o transporte e a transmiss&atilde;o foi observada apenas nos lotes com m&eacute;dia e alta infec&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     <p>N&atilde;o houve correla&ccedil;&atilde;o entre os diferentes n&iacute;veis de incid&ecirc;ncia de <i>B</i>. <i>sorokiniana</i> nas sementes e a incid&ecirc;ncia em plantas no campo;</p>     <p>Houve correla&ccedil;&atilde;o entre os diferentes n&iacute;veis de incid&ecirc;ncia de <i>B</i>. <i>sorokiniana</i> nas sementes e a incid&ecirc;ncia em ra&iacute;zes prim&aacute;rias em plantas sob condi&ccedil;&otilde;es de estufa;</p>     <p>N&iacute;veis acima de 55% de<i> B</i>. <i>sorokiniana</i> nas sementes diminuiram drasticamente a emerg&ecirc;ncia das pl&acirc;ntulas, tanto em campo como em estufa.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Arias, G. (1995) - Mejoramiento genetico y produccion de cebada cervecera en America del Sur. Santiago, Chile: Direccion de produccion y proteccion Vegetal (FAO), Oficina Regional de la FAO para America Latina e Caribe, 162 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0871-018X201500030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barley (<i>Hordeum</i>) Maps and Statistics (2014) - Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/14_03_12_08_41_24_boletim_graos_marco_2014.pdf"target="_blank">http://www.gramene.org/species/hordeum/barley_maps_and_stats.html</a> acesso em 09 junho de 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0871-018X201500030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Conab (2014) - Cevada Brasil: s&eacute;ries hist&oacute;ricas. - Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/14_03_12_08_41_24_boletim_graos_marco_2014.pdf"target="_blank">http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/14_03_12_08_41_24_boletim_graos_marco_2014.pdf</a>. Acesso em: 27 mar&ccedil;o 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0871-018X201500030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>De Mori, C. e Minella, E. (2012) - Aspectos econ&ocirc;micos e conjunturais da cultura da cevada&nbsp;. Passo Fundo: Embrapa Trigo, 28 p. (Embrapa Trigo. Documentos Online, 139). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/do/p_do139.htm"target="_blank">http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/do/p_do139.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0871-018X201500030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Forcelini, C.A. (1991) - Import&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica de fungos do g&ecirc;nero <i>Helminthosporium</i> em sementes de trigo e cevada. In: Menten, J.O.M. (Ed.) <i>Pat&oacute;genos em sementes - detec&ccedil;&atilde;o, Danos e Controle Qu&iacute;mico</i>. Piracicaba: ESALQ/FEALQ, p.179-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0871-018X201500030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Goulart, A.C. (1996) - Transmiss&atilde;o de <i>Bipolaris sorokiniana</i> de sementes ao cole&oacute;ptilo de trigo. <i>Fitopatologia Brasileira, </i>vol. 22, n. 1, p.05-08.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0871-018X201500030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lasca, C.C. (1997) - Padr&otilde;es de sanidade e toler&acirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o de sementes por pat&oacute;genos de import&acirc;ncia econ&ocirc;mica. <i>Summa Phytopathologica</i>, vol. 23, n. 1, p. 85-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0871-018X201500030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Luz, W.C e Bergstrom, G.C. (1986) - Temperature-sensitive development of spot blotch in spring wheat cultivars differing in resistance. <i>Fitopatologia Brasileira</i>, vol. 11, n. 1, p. 197-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0871-018X201500030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mehta, Y.R; Campos, L.A.C e Guzman, E. (1996) - Resist&ecirc;ncia gen&eacute;tica de cultivares de trigo a <i>Bipolaris sorokiniana</i>. <i>Fitopatolo</i><i>gia Brasileira</i>, vol. 21, n. 4, p. 455-459.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0871-018X201500030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neergard, P. (1979) <i>- Seed Pathology</i><b>. </b>London, The MacMillan Press. England. 839p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0871-018X201500030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Picinini, E.C. e Fernandes, J.M. (1995) - <i>Doen&ccedil;as em cereais de inverno - Aspectos epidemiol&oacute;gicos e controle</i>, Passo Fundo: EMBRAPA-CNPT. 57 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0871-018X201500030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil (2009) - <i>Regras para an&aacute;lise de sementes.</i> Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento, Bras&iacute;lia, 2009, 399p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0871-018X201500030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reis, E.M. (1981) - Podrid&atilde;o de ra&iacute;zes seminais e les&otilde;es foliares do trigo (<i>Triticum aestivum </i>L.) associados a <i>Helminthosporium sativum</i> Pam., King &amp; Bakke, transmitido pela semente. <i>Summa Phytopathologica</i>, vol. 7, n. 3/4, p. 39-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0871-018X201500030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reis, E.M. e Casa, R.T. (1998) - <i>Patologia de sementes de cereais de inverno</i>. Passo Fundo: Aldeia Norte, 88p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0871-018X201500030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Reis, E.M. e Forcelini, C.A. (1993) - Transmiss&atilde;o de <i>Bipolaris sorokiniana</i> de sementes para &oacute;rg&atilde;os radiculares e a&eacute;reos do trigo. <i>Fitopatologia Brasileira</i>. vol. 18, n. 1, p. 76-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0871-018X201500030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Santos, H.P.; Reis, E.M.; Lhamby, J.C.B. e Sandini,I. (1995) - Caracter&iacute;sticas agron&ocirc;micas e controle de doen&ccedil;as radiculares da cevada, em sistema plantio direto em rota&ccedil;&atilde;o com outras culturas. <i>Pesquisa Agropecu&aacute;ria Brasileira</i>, vol. 30, n. 11, p. 1297-1303.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0871-018X201500030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wiewiora B. (2006) - Pathogenic ability of <i>Bipolaris sorokiniana</i> in relation to spring barley (<i>Hordeum vulgare</i>).<i> Phytopathologia Polonica, </i>vol. 41, p. 5-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0871-018X201500030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zadoks, JC.; Chang, TT e Konzak, CF. (1974) - A decimal code for the growth stages of cereals. <i>Weed Research</i>, vol. 14, n. 6, p. 415-421.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0871-018X201500030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido/received: 2014.06.12</p>     <p>Aceite/Accepted: 2015.04.17</p>      ]]></body><back>
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