<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0871-018X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Ciências Agrárias]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. de Ciências Agrárias]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-018X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0871-018X2015000300014</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Complexo de troca, classificação e gestão dos Solos Ferralíticos de Angola]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Exchangeable complex and taxonomy and management of Ferrallitic Soils from Angola]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Madeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Manuel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ricardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rui Pinto]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Instituto Superior de Agronomia Centro de Estudos Florestais]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Instituto Superior de Agronomia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>38</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>394</fpage>
<lpage>410</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-018X2015000300014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-018X2015000300014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-018X2015000300014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Compararam-se os valores da capacidade de troca catiónica, da soma das bases de troca e do grau de saturação em bases de Solos Ferralíticos da República de Angola, obtidos pelos métodos de Mehlich e do acetato de amónio, e determinou-se a acidez de troca dos mesmos para efeitos da estimativa da capacidade de troca catiónica efectiva e de aferição taxonómica. Consideraram-se 48 pédones representativos das subordens dos Solos Ferralíticos (Tipoferrálicos, Fracamente Ferrálicos e Psamoferrálicos). Os valores da soma das bases e do Ca2+ e do Mg2+ de troca pelos dois métodos estão fortemente correlacionados; a capacidade de troca catiónica, o grau de saturação em bases e o K+ de troca apresentaram correlações mais fracas e variáveis consoante as subordens. A acidez de troca corresponde sobretudo a Al3+, cujo teor é generalizadamente inferior a um cmol c kg-1; mas a sua percentagem em relação à capacidade de troca catiónica efectiva é maioritariamente superior a 60%. Os solos estudados apresentam em geral horizontes subsuperficiais com as características do horizonte ferrálico, além de outras características também importantes, enquadrando-se por isso, quase na totalidade, nos Ferralsolos; estes, ao primeiro nível, considerando as características do respectivo complexo de troca, correspondem a Ferralsolos géricos, véticos e háplicos; além disso, a segundo nível são genericamente dístricos e maioritariamente alúmicos. A sua limitação de uso devida à baixa capacidade de troca catiónica efectiva poderá ser minimizada pela aplicação de resíduos e compostos orgânicos e pela correcção calcária.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The cation exchange capacity, sum of exchangeable bases, and saturation base degree of Ferralitic soils from the Republic of Angola, determined by the Mehlich and ammonium acetate methods, were compared to update their taxonomy; also, the exchangeable acidity was determined for deeper insight in their classification. Fourty eight representative pedons of subordens of those soils (Tipoferralic, Weakly Ferralic and Psamoferralic) were analysed. Values of sum bases and exchangeable Ca2+ and Mg2+ by the two methods were strongly correlated; cation exchange capacity, base saturation degree and exchangeable K+ showed weaker and variable correlations, according to soil type. Exchangeable acidity largely corresponded to Al3+, but its content was mostly less than one cmol c kg-1; its percentage regarding the effective cation exchange capacity was mostly higher than 60%. Study soils show in overall subsurface horizons with the characteristics of a ferralic horizon; therefore, they are mostly Ferralsols, which can be separated at first level in geric, vetic e haplic Ferralsols, according to the effective cation exchange capacity value; also, at second level they are largely dystric and, in great proportion, alumic. The weakness of study soils regarding the low nutrient retention capacity can be alleviated by organic matter additions and liming.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Angola]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[capacidade de troca catiónica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[horizonte ferrálico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[método de Mehlich]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[método do acetato de amónio]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[ammonium acetate method]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[angola]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[cation exchange capacity]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[ferralic horizon]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Mehlich method]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGO</b></p>     <p><b>Complexo de troca, classifica&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o dos Solos Ferral&iacute;ticos de Angola</b></p>     <p><b>Exchangeable complex and taxonomy and management of Ferrallitic Soils from Angola</b></p>     <p><b>Manuel Madeira<sup>1</sup> e Rui Pinto Ricardo<sup>2</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Centro de Estudos Florestais, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Tapada da Ajuda, 1349-017, Lisboa.<i> E-mail: </i><a href="mailto:mavmadeira@isa.utl.pt">mavmadeira@isa.utl.pt</a>, author for correspondence</p>     <p><sup>2</sup>Professor Catedr&aacute;tico Jubilado do Instituto Superior de Agronomia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Compararam-se os valores da capacidade de troca cati&oacute;nica, da soma das bases de troca e do grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases de <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> da Rep&uacute;blica de Angola, obtidos pelos m&eacute;todos de Mehlich e do acetato de am&oacute;nio, e determinou-se a acidez de troca dos mesmos para efeitos da estimativa da capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva e de aferi&ccedil;&atilde;o taxon&oacute;mica. Consideraram-se 48 p&eacute;dones representativos das subordens dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> (<i>Tipoferr&aacute;licos</i>, <i>Fracamente Ferr&aacute;licos</i> e <i>Psamoferr&aacute;licos</i>). Os valores da soma das bases e do Ca<sup>2+</sup> e do Mg<sup>2+</sup> de troca pelos dois m&eacute;todos est&atilde;o fortemente correlacionados; a capacidade de troca cati&oacute;nica, o grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases e o K<sup>+</sup> de troca apresentaram correla&ccedil;&otilde;es mais fracas e vari&aacute;veis consoante as subordens. A acidez de troca corresponde sobretudo a Al<sup>3+</sup>, cujo teor &eacute; generalizadamente inferior a um cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>; mas a sua percentagem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva &eacute; maioritariamente superior a 60%. Os solos estudados apresentam em geral horizontes subsuperficiais com as caracter&iacute;sticas do horizonte ferr&aacute;lico, al&eacute;m de outras caracter&iacute;sticas tamb&eacute;m importantes, enquadrando-se por isso, quase na totalidade, nos <i>Ferralsolos</i>; estes, ao primeiro n&iacute;vel, considerando as caracter&iacute;sticas do respectivo complexo de troca, correspondem a <i>Ferralsolos g&eacute;ricos</i>, <i>v&eacute;ticos</i> e <i>h&aacute;plicos</i>; al&eacute;m disso, a segundo n&iacute;vel s&atilde;o genericamente <i>d&iacute;stricos</i> e maioritariamente <i>al&uacute;micos</i>. A sua limita&ccedil;&atilde;o de uso devida &agrave; baixa capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva poder&aacute; ser minimizada pela aplica&ccedil;&atilde;o de res&iacute;duos e compostos org&acirc;nicos e pela correc&ccedil;&atilde;o calc&aacute;ria.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave:</b> Angola, capacidade de troca cati&oacute;nica, horizonte ferr&aacute;lico, m&eacute;todo de Mehlich, m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT </b></p>     <p>The cation exchange capacity, sum of exchangeable bases, and saturation base degree of Ferralitic soils from the Republic of Angola, determined by the Mehlich and ammonium acetate methods, were compared to update their taxonomy; also, the exchangeable acidity was determined for deeper insight in their classification. Fourty eight representative pedons of subordens of those soils (<i>Tipoferralic</i>, <i>Weakly Ferralic</i> and <i>Psamoferralic</i>) were analysed. Values of sum bases and exchangeable Ca<sup>2+</sup> and Mg<sup>2+</sup> by the two methods were strongly correlated; cation exchange capacity, base saturation degree and exchangeable K<sup>+</sup> showed weaker and variable correlations, according to soil type. Exchangeable acidity largely corresponded to Al<sup>3+</sup>, but its content was mostly less than one cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>; its percentage regarding the effective cation exchange capacity was mostly higher than 60%. Study soils show in overall subsurface horizons with the characteristics of a ferralic horizon; therefore, they are mostly <i>Ferralsols</i>, which can be separated at first level in <i>geric</i>, <i>vetic</i> e <i>haplic Ferralsols, </i>according to the effective cation exchange capacity value; also, at second level they are largely <i>dystric</i> and, in great proportion, <i>alumic.</i> The weakness of study soils regarding the low nutrient retention capacity can be alleviated by organic matter additions and liming.</p>     <p><b>Keywords:</b> ammonium acetate method, angola, cation exchange capacity, ferralic horizon, Mehlich method</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A actividade desenvolvida em Angola no &acirc;mbito da Ci&ecirc;ncia do Solo, como resultado da coopera&ccedil;&atilde;o entre o Instituto Superior de Agronomia e o Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Cientifica Tropical, atingiu ampla express&atilde;o e contribuiu de forma destacada para o profundo conhecimento cient&iacute;fico dos solos do territ&oacute;rio angolano e consequentemente dos solos das regi&otilde;es tropicais, havendo tido marcada influ&ecirc;ncia no desenvolvimento da Ci&ecirc;ncia do Solo nessas regi&otilde;es (Ricardo e R&eacute;ffega, 2003; Ricardo <i>et al</i>., 2006). Dado o valioso patrim&oacute;nio acumulado sobre o conhecimento cient&iacute;fico dos solos da Rep&uacute;blica de Angola, nomeadamente no que toca &agrave; sua cartografia e classifica&ccedil;&atilde;o (MPA, 1960 e 1964; MPAM e CEP, 1968; CEP, 1997), ele n&atilde;o pode ser esquecido e muito menos desprezado; antes, sim, ele deve ser aprofundado e at&eacute; ampliado (Ricardo <i>et al</i>., 2006), de uma forma sistem&aacute;tica e coordenada, tendo sobretudo em aten&ccedil;&atilde;o o aprofundamento da caracteriza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, qu&iacute;mica e mineral&oacute;gica dos solos mais representativos, por interm&eacute;dio dos par&acirc;metros adequados que possibilitem a aferi&ccedil;&atilde;o do Sistema de Classifica&ccedil;&atilde;o Pedol&oacute;gica do Centro de Estudos de Pedologia (CEP, 1995)&#8209; Classifica&ccedil;&atilde;o dos Solos de Angola &#8209; e o enquadramento das suas unidades-solo nos sistemas taxon&oacute;micos internacionais em uso, nomeadamente a <i>World Reference Base for Soil Resources</i> (WRB, 2006) e a <i>Soil Taxonomy</i> (SSS, 1999). Assim, entendeu-se aplicar a um universo representativo de amostras-padr&atilde;o, j&aacute; estudadas pelos m&eacute;todos anal&iacute;ticos seguidos pelo CEP (1995), a metodologia adoptada por aqueles sistemas taxon&oacute;micos de refer&ecirc;ncia (SSS, 1999; WRB, 2006), a fim de definir correla&ccedil;&otilde;es que, muito simplesmente, permitam a possibilidade de transposi&ccedil;&atilde;o dos in&uacute;meros dados anal&iacute;ticos existentes sobre os solos de Angola para os par&acirc;metros considerados por esses sistemas. Tais estudos tamb&eacute;m permitir&atilde;o o aprofundamento do conhecimento de par&acirc;metros qu&iacute;micos do solo com relev&acirc;ncia para a avalia&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o da fertilidade do mesmo e para a defini&ccedil;&atilde;o de bases para o planeamento agro-ecol&oacute;gico e para a adequa&ccedil;&atilde;o de sistemas de uso dos solos consent&acirc;neos com a sustentabilidade dos sistemas agr&aacute;rios.</p>     <p>Esses estudos dever&atilde;o iniciar-se pelos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> (CEP, 1995), aos quais tem sido apontada uma grande representatividade no territ&oacute;rio angolano (MPA, 1960 e 1964; MPAM e CEP, 2000; CEP, 1997b), nomeadamente no planalto antigo, ocorrendo em condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas algo diferenciadas e evoluindo sobre materiais origin&aacute;rios muito distintos. Estes solos tamb&eacute;m s&atilde;o os mais representativos em vastas &aacute;reas de Angola consideradas de grande import&acirc;ncia para o desenvolvimento do sector agr&iacute;cola (Asanzi <i>et al</i>., 2006). As caracter&iacute;sticas gerais dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> s&atilde;o detalhadamente enumeradas na Carta de Solos da Prov&iacute;ncia de Malange (CEP, 1995). Entre as mais relevantes, especificamente no que se refere ao horizonte B, avultam a nula ou fraca &ldquo;reserva mineral alter&aacute;vel&rdquo; na frac&ccedil;&atilde;o arenosa, uma capacidade de troca cati&oacute;nica directa a pH 7 (m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio) da &ldquo;frac&ccedil;&atilde;o coloidal inorg&acirc;nica&rdquo; (com raz&atilde;o SiO<sub>2</sub>/Al<sub>2</sub>O<sub>3</sub> inferior a 2) geralmente inferior a 15 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>, reac&ccedil;&atilde;o do solo fortemente a moderadamente &aacute;cida e grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases geralmente inferior a 50%. Os <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> apresentam, contudo, uma certa diversidade, que se evidencia pelas caracter&iacute;sticas das respectivas subordens (CEP, 1995).</p>     <p>A <i>Carta Generalizada dos Solos de Angola</i> teve, at&eacute; &agrave; data, quatro aproxima&ccedil;&otilde;es (MPA, 1960 e 1964; MPAM e CEP, 2000; CEP, 1997b). A <i>quarta aproxima&ccedil;&atilde;o</i> (CEP, 1997b), elaborada em vers&atilde;o digital (formato vectorial), foi adaptada de forma preliminar &agrave; &uacute;ltima vers&atilde;o da Legenda da FAO (1988). Assim, aproxima-se de certo modo ao sistema da WRB (2006), o qual se tornou a refer&ecirc;ncia para a nomenclatura e a classifica&ccedil;&atilde;o dos solos na Comiss&atilde;o Europeia e foi adoptado como ferramenta preferida pela &ldquo;West and Central African Soil Science Association&rdquo; para a harmoniza&ccedil;&atilde;o e troca de informa&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o (WRB, 2006). Os princ&iacute;pios da classifica&ccedil;&atilde;o WRB baseiam-se nas caracter&iacute;sticas dos solos em termos de horizontes, propriedades e materiais de diagn&oacute;stico, bem como em caracteristicas de diagn&oacute;stico relacionadas com a g&eacute;nese do solo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A classifica&ccedil;&atilde;o dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> de Angola (CEP, 1995) baseou-se em crit&eacute;rios que s&oacute; aproximada e parcialmente s&atilde;o adoptados pela SSS (1999) e pela WRB (2006)<b>. </b>De facto,nestes sistemas, os solos de &iacute;ndole semelhante aos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> (<i>Oxissolos</i> e <i>Ferralsolos</i>) s&atilde;o classificados de acordo com a ocorr&ecirc;ncia de horizontes <i>&oacute;xico</i> (SSS, 1999) e <i>ferr&aacute;lico</i> (WRB, 2006), respectivamente; estes, al&eacute;m da baixa percentagem (&lt;10%) de minerais alter&aacute;veis na frac&ccedil;&atilde;o 0,05-0,2 mm, s&atilde;o definidos a partir do valor da capacidade de troca cati&oacute;nica da frac&ccedil;&atilde;o argila - determinada pelo acetato de am&oacute;nio a pH 7 &#8209; e da capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva do solo (tamb&eacute;m por unidade de massa da frac&ccedil;&atilde;o argila), obtida a partir da acidez de troca e da soma das bases de troca, tamb&eacute;m pelo acetato de am&oacute;nio. Neste contexto, os dados da capacidade de troca cati&oacute;nica dispon&iacute;veis para os <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> de Angola apresentam nessidade de aferi&ccedil;&atilde;o porque foram determinados pelo m&eacute;todo de Mehlich (CEP, 1995) &ndash; o m&eacute;todo que foi considerado o adequado para os solos de reac&ccedil;&atilde;o alcalina das regi&otilde;es &aacute;ridas (com calc&aacute;rio), mas que continuou a ser adoptado para os solos das restantes regi&otilde;es; al&eacute;m disso, os dados dispon&iacute;veis n&atilde;o possibilitam estimar a capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva do solo porque n&atilde;o foi determinada a respectiva acidez de troca (CEP, 1995). Assim, n&atilde;o se disp&otilde;e de alguns dados essenciais para a identifica&ccedil;&atilde;o inequ&iacute;voca dos horizontes <i>&oacute;xico</i> ou <i>ferr&aacute;lico</i>; para o efeito torna-se, portanto, necess&aacute;rio correlacionar os valores da capacidade de troca cati&oacute;nica pelo m&eacute;todo de Mehlich com os obtidos pelo m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio e avaliar a capacidade de troca cati&oacute;nica da frac&ccedil;&atilde;o argila; tamb&eacute;m &eacute; indispens&aacute;vel dispor de informa&ccedil;&atilde;o pertinente sobre a acidez de troca que, para al&eacute;m dos requisitos taxon&oacute;micos, tamb&eacute;m &eacute; fundamental para o desenvolvimento de sistemas de gest&atilde;o da reac&ccedil;&atilde;o e da fertilidade do solo (Van Wambeke, 1992; Sanchez, 1976). Esta informa&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m essencial para a especifica&ccedil;&atilde;o de qualificadores que permitem detalhar as propriedades do Grupo de Refer&ecirc;ncia <i>Ferralsolos</i> (WRB, 2006), nomeadamente o car&aacute;cter <i>g&eacute;rico</i>, <i>v&eacute;tico</i>, <i>h&aacute;plico</i>, <i>al&uacute;mico</i>, <i>&ecirc;utrico</i> e <i>d&iacute;strico</i>.</p>     <p>Neste contexto, foi desenvolvido o presente estudo com os objectivos de, em primeiro lugar, comparar os par&acirc;metros do complexo de troca cati&oacute;nica (capacidade de troca cati&oacute;nica, bases de troca, soma das bases de troca e grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases) de um leque representativo de <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> de Angola, obtidos pelo <i>m&eacute;todo de Mehlich</i> (o utilizado pelo CEP na caracteriza&ccedil;&atilde;o dos solos de Angola) com os do <i>m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio</i>, cujos dados s&atilde;o os utilizados para a especifica&ccedil;&atilde;o dos horizontes (<i>&oacute;xico </i>e <i>ferr&aacute;lico</i>) inerentes aos <i>Oxisols</i> (SSS, 2003) e aos <i>Ferralsols</i> (WRB, 2006) - os solos mais caracter&iacute;sticos das &aacute;reas tropicais h&uacute;midas; em segundo lugar, determinar a acidez de troca e, a partir dela, determinar a capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva dos mesmos solos; em terceiro, aferir como os par&acirc;metros do complexo de troca e outros derivados consubstanciam a defini&ccedil;&atilde;o dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> (e as subdivis&otilde;es taxon&oacute;micas pertinentes) e clarificam o seu enquadramento no sistema WRB; finalmente, identificar as quest&otilde;es cruciais da gest&atilde;o dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> associadas &agrave;s caracter&iacute;sticas do respectivo complexo de troca.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Material e M&eacute;todos</b></p>     <p><b>Material</b></p>     <p>No presente estudo foram considerados 48 p&eacute;dones procedentes de diferentes regi&otilde;es representativas de Angola (<a href="#f1">Figura 1</a>) a que correspondem 222 amostras de outros tantos horizontes de <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> do territ&oacute;rio angolano (MPA, 1959 e 1961; MPAM, 1968; MPAM e CEPT, 1968 e 1972; CEP, 1985; CEP, 1995; CEP, 1997a; CEP, 2000; CEP, 2002; CEP, 2009). Em cada p&eacute;done consideraram-se todos os horizontes at&eacute; &agrave; presen&ccedil;a de material origin&aacute;rio ou at&eacute; 150 cm de profundidade, dado que para a defini&ccedil;&atilde;o dos <i>Ferralsolos</i> &eacute; necess&aacute;ria a ocorr&ecirc;ncia de um <i>horizonte ferr&aacute;lico</i> at&eacute; essa profundidade (WRB, 2006). Alguns dos p&eacute;dones j&aacute; tinham sido alvo de estudos preliminares com vista &agrave;s determina&ccedil;&otilde;es do alum&iacute;nio de troca (Neto, 2006; Neto <i>et al</i>., 2006), do teor de ferro livre e da reserva total de bases (Teixeira, 2006; Teixeira <i>et al</i>., 2006), considerando-se esta &uacute;ltima uma alternativa &agrave; quantifica&ccedil;&atilde;o de minerais alter&aacute;veis (Herbillon, 1989; WRB, 2006), bem como &agrave; compara&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos de Mehlich e do acetato de am&oacute;nio na avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade de troca cati&oacute;nica de <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> e afins (Sertoli, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f1.jpg">     
<p></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Todos os p&eacute;dones estudados foram descritos morfol&oacute;gicamente e classificados de acordo com a Classifica&ccedil;&atilde;o dos Solos de Angola (CEP, 1995). Localizam-se generalizadamente nas regi&otilde;es plan&aacute;lticas do Pa&iacute;s, a altitude entre 1000 e 1600 m, em que a precipita&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia anual varia entre 800 e 1400 mm e a temperatura m&eacute;dia anual entre 19 e 25&ordm;C; o clima, de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o de K&ouml;ppen, varia entre o tropical chuvoso de savana (Aw), o temperado h&uacute;mido com esta&ccedil;&atilde;o seca no Inverno e Ver&atilde;o longo e quente (Cwa) e o temperado h&uacute;mido com esta&ccedil;&atilde;o seca no Inverno e Ver&atilde;o longo e fresco (Cwb).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esses p&eacute;dones, considerando o Esbo&ccedil;o Geol&oacute;gico de Angola (Mouta, 1954), ocorrem generalizadamente sobre as <i>Forma&ccedil;&otilde;es do Maci&ccedil;o Antigo</i> e as <i>Forma&ccedil;&otilde;es de Cobertura</i> (MPAM, 1968). As <i>Forma&ccedil;&otilde;es do Maci&ccedil;o Antigo</i> s&atilde;o representadas pelas rochas eruptivas (geralmente rochas eruptivas &aacute;cidas e, tamb&eacute;m, a grande intrus&atilde;o gabro-anortos&iacute;tica do Sul de Angola), pelo &ldquo;Complexo de Base&rdquo; (constitu&iacute;do por granitos gn&aacute;issicos, gnaisses de composi&ccedil;&atilde;o vari&aacute;vel e migmatitos, e por uma s&eacute;rie superior que engloba forma&ccedil;&otilde;es sedimentares fortemente metamorfizadas &#8209; agrupando fil&aacute;dios, xistos v&aacute;rios e quartzitos) e pelo &ldquo;Sistema do Congo Ocidental&rdquo; (forma&ccedil;&otilde;es sedimentares que correspondem a arcoses, grauvaques, quartzitos, xistos argilosos, argilitos e alguns calc&aacute;rios). As <i>Forma&ccedil;&otilde;es de Cobertura</i> est&atilde;o representadas pelo &ldquo;Sistema do Kalahari&rdquo; (em que predominam os conglomerados, gr&eacute;s finos-arg&iacute;licos do Cret&aacute;cico Continental, gr&eacute;s polimorfos, areias e&oacute;leas, possivelmente plioc&eacute;nicas, e cascalheiras roladas fluviais), bem como pelo &ldquo;Sistema do Karroo&rdquo;<i>, </i>em que as forma&ccedil;&otilde;es xisto-gresosas s&atilde;o predominantes.</p>     <p>Os p&eacute;dones estudados distribuem-se pelas seguintes tr&ecirc;s subordens consideradas nos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> (CEP, 1995): <i>Solos Tipoferr&aacute;licos</i> (14 p&eacute;dones, 62 horizontes), <i>Solos Fracamente Ferr&aacute;licos</i> (26 p&eacute;dones, 129 horizontes) e <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i>(8 p&eacute;dones, 31 horizontes). Os <i>Solos Tipoferr&aacute;licos</i> s&atilde;o <i>Solos Ferral&iacute;tico</i>s que, pelo menos no horizonte B, apresentam uma textura t&atilde;o ou mais fina do que o franco-arenoso fino; t&ecirc;m uma frac&ccedil;&atilde;o argilosa com raz&atilde;o molecular SiO<sub>2</sub>/Al<sub>2</sub>O<sub>3 </sub>inferior a 1,30 (com forte influ&ecirc;ncia de minerais de ferro e com a gibsite sempre presente) e apresentam, frequentemente, valores de pH em KCl muito pr&oacute;ximos ou mesmo superiores aos correspondentes valores determinados em &aacute;gua; e denotam consist&ecirc;ncia branda a branda/ligeiramente dura no estado seco e muito fri&aacute;vel a fri&aacute;vel no estado h&uacute;mido (CEP, 1995). Os <i>Solos Fracamente Ferr&aacute;licos</i> s&atilde;o <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> que, pelo menos no horizonte B, apresentam uma textura t&atilde;o ou mais fina do que franco-arenoso fino; t&ecirc;m uma frac&ccedil;&atilde;o argila com raz&atilde;o molecular SiO<sub>2</sub>/Al<sub>2</sub>O<sub>3 </sub>superior a 1,30, mas inferior a 2, tendo por isso uma menor express&atilde;o os minerais de ferro e de alum&iacute;nio; tamb&eacute;m denotam consist&ecirc;ncia branda a ligeiramente dura e/ou dura no estado seco e fri&aacute;vel a firme no estado h&uacute;mido (CEP, 1995). Os <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i> s&atilde;o <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> de textura t&atilde;o ou mais grosseira do que o franco-arenoso grosseiro a qualquer profundidade; na maior parte dos casos formam-se a partir de sedimentos arenosos n&atilde;o consolidados, de grande espessura e essencialmente quartzosos (CEP, 1995); as caracter&iacute;sticas da sua frac&ccedil;&atilde;o coloidal inorg&acirc;nica enquadram-se nas referidas para as outras duas subordens.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia laboratorial</b></p>     <p>Os par&acirc;metros respeitantes &agrave; caracteriza&ccedil;&atilde;o do complexo de troca (Brady &amp; Weil, 2008) dos solos do presente estudo foram determinados pelom&eacute;todo de Mehlicha pH 8,1 epelo m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nioa pH 7,0. Determinaram-se (i) a capacidade de troca cati&oacute;nica, ou seja, a m&aacute;xima quantidade de cati&otilde;es que a unidade de massa de um material pode reter sob a forma permut&aacute;vel; (ii) a concentra&ccedil;&atilde;o de cati&otilde;es n&atilde;o &aacute;cidos de troca (Ca<sup>2+</sup>, Mg<sup>2+</sup>, K<sup>+</sup>, Na<sup>+</sup>) &ndash; tradicionalmente designados por bases de troca &#8209; e a respectiva soma; e (iii) o grau de satura&ccedil;&atilde;o em cati&otilde;es n&atilde;o &aacute;cidos (correntemente designado grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases). Al&eacute;m disso, determinou-se a acidez de troca (Al<sup>3+</sup>+H<sup>+</sup>) e, a partir da mesma, a capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva.</p>     <p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o do complexo de troca pelo m&eacute;todo de Mehlicha pH 8,1 seguiu a metodologia descrita por P&oacute;voas e Barral (1992). As amostras (10 g) foram lixiviadas com 20 mL de uma solu&ccedil;&atilde;o de trietanolamina-cloreto de b&aacute;rio tamponizada a pH 8,1. Fez-se uma segunda lixivia&ccedil;&atilde;o com 20 mL da solu&ccedil;&atilde;o de BaCl<sub>2</sub> 0,05 M de modo a assegurar uma completa satura&ccedil;&atilde;o do complexo de troca pelo Ba<sup>2+</sup>, sendo o excesso do mesmo eliminado por seis lixivia&ccedil;&otilde;es sucessivas com 10 mL de &aacute;gua destilada. A determina&ccedil;&atilde;o do Ca<sup>2+</sup> e do Mg<sup>2+</sup> de troca foi feita no lixiviado por espectrofotometria de absor&ccedil;&atilde;o at&oacute;mica (EAA); a determina&ccedil;&atilde;o do K<sup>+</sup> e do Na<sup>+</sup> por fotometria de chama. A capacidade de troca cati&oacute;nica foi determinada por substitui&ccedil;&atilde;o do Ba<sup>2+</sup> adsorvido na amostra pelo Ca<sup>2+</sup>, por lixivia&ccedil;&atilde;o com 60 mL de uma solu&ccedil;&atilde;o de CaCl<sub>2</sub> 0,3 M a pH 8,1. O Ba<sup>2+</sup> de troca removido foi ent&atilde;o doseado por colorimetria.</p>     <p>Na determina&ccedil;&atilde;o da capacidade de troca cati&oacute;nica pelo m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio, seguiu-se a metodologia igualmente descrita por P&oacute;voas e Barral (1992). A amostra (5 g) foi percolada com um excesso (100 mL) de acetato de am&oacute;nio 1 M ajustado a pH 7, sendo o excesso de NH<sub>4</sub><sup>+</sup> lixiviado com 100 mL de etanol; as bases de troca (Ca<sup>2+</sup>, Mg<sup>2+</sup>, K<sup>+</sup> e Na<sup>+</sup>) foram determinadas no lixiviado por EAA. O i&atilde;o NH<sub>4</sub><sup>+</sup> adsorvido na amostra foi trocado pelo K<sup>+</sup>, por percola&ccedil;&atilde;o com 100 mL de KCl 1 M acidificado. O NH<sub>4</sub><sup>+ </sup>removido foi doseado por destili&ccedil;&atilde;o (m&eacute;todo Kjeldhal), a partir do qual se determinou o valor da capacidade de troca cati&oacute;nica da amostra.</p>     <p>O Al<sup>3+</sup> e o H<sup>+ </sup>de troca (cuja soma corresponde &agrave; acidez de troca) foram extra&iacute;dos por uma solu&ccedil;&atilde;o de KCl 1M (raz&atilde;o amostra/extractante de 1/10) durante uma hora (por agita&ccedil;&atilde;o em agitador rotativo), a que se seguiu a centrifuga&ccedil;&atilde;o durante 15 minutos a 2500 g e a filtra&ccedil;&atilde;o da solu&ccedil;&atilde;o sobrenadante. No filtrado determinou-se a acidez total e o H<sup>+</sup> e o Al<sup>3+</sup> de troca por titula&ccedil;&atilde;o, segundo o m&eacute;todo descrito por Thomas (1982).</p>     <p>Para a determina&ccedil;&atilde;o da capacidade de troca cati&oacute;nica da frac&ccedil;&atilde;o argila (m&eacute;todo de Mehlich e m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio) excluiram-se os horizontes superficiais de cada p&eacute;done estudado, visto estarem fortemente influenciados pela mat&eacute;ria org&acirc;nica; tal valor foi obtido pela diferen&ccedil;a entre a capacidade de troca cati&oacute;nica determinada em cada horizonte e a correspondente &agrave; respectiva mat&eacute;ria org&acirc;nica, considerando-se para esta uma capacidade de troca cati&oacute;nica m&eacute;dia de 200 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> (Ricardo, 1968; Franco e Ricardo, 1998; Brady e Weil, 2008). A capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva de cada horizonte obteve-se pela soma dos cati&otilde;es n&atilde;o &aacute;cidos de troca determinados pelo m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio com a acidez de troca pelo KCl 1M (ST, 1999; WRB, 2006). A capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva do solo tamb&eacute;m foi expressa por unidade de massa da frac&ccedil;&atilde;o argila (SSS, 1999; WRB, 2006), excluindo-se igualmente o horizonte superficial de cada p&eacute;done.</p>     <p>Os dados obtidos foram analisados estabelecendo correla&ccedil;&otilde;es entre os resultados dos dois m&eacute;todos laboratoriais utilizados no estudo (m&eacute;todo de Mehlich e m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio): (i) globalmente, tomando em considera&ccedil;&atilde;o o conjunto de todos os horizontes analisados, independentemente das subordens e da natureza dos respectivos horizontes dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> estudados; (ii)por tipo de solo (subordem), tendo em mente que os solos estudados apresentam caracter&iacute;sticas diferenciadas, nomeadamente no que respeita &agrave; textura, ao teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica e &agrave; pr&oacute;pria constitui&ccedil;&atilde;o mineral&oacute;gica da frac&ccedil;&atilde;o argilosa. Os resultados foram submetidos &agrave; an&aacute;lise estatistica utilizando o Software Excel.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e Discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>Compara&ccedil;&atilde;o de metodologias </b></p>     <p>A caracteriza&ccedil;&atilde;o do complexo de troca (pelo m&eacute;todo de Mehlich) das subordens dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> estudados est&aacute; indicada no <a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14q1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a>. Destaca-se que as caracter&iacute;sticas do complexo de troca dos <i>Solos Tipoferr&aacute;licos</i> s&atilde;o, no geral, bastante pr&oacute;ximas daquelas exibidas pelos <i>Solos Fracamente Ferr&aacute;licos</i>, ressaltando em qualquer deles o baixo valor do grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases. Por seu turno, os <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i> apresentam concentra&ccedil;&otilde;es de bases de troca (e da respectiva soma) muito menores do que os anteriores, nomeadamente no caso do Ca<sup>2+</sup> e do Mg<sup>2+</sup>; ali&aacute;s, os valores da capacidade de troca cati&oacute;nica tamb&eacute;m s&atilde;o bastante inferiores aos determinados nas outras subordens, o que se pode atribuir &agrave; textura grosseira dos mesmos (CEP, 1995) e, portanto, ao baixo teor da frac&ccedil;&atilde;o argilosa, bem como aos baixos teores de mat&eacute;ria org&acirc;nica que tal textura geralmente acarreta (Brady e Weil, 2008).</p>     
<p>Embora os resultados da capacidade de troca cati&oacute;nica expressem uma grande variabilidade (valores at&eacute; cerca de 20 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>), a grande maioria dos horizontes dos solos estudados apresenta valores inferiores a 10 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>). Isto &eacute;, a maior parte dos casos apresentam uma baixa capacidade de reten&ccedil;&atilde;o de cati&otilde;es (bases de troca e alum&iacute;nio de troca).</p>     
<p>Os resultados evidenciam, por&eacute;m, que os valores da capacidade de troca cati&oacute;nica obtidos pelos m&eacute;todos do acetato de am&oacute;nio e de Mehlich est&atilde;o fortemente correlacionados (r=0,9245, p&lt;0,001), n&atilde;o se observando uma clara diferencia&ccedil;&atilde;o dos valores entre os dois m&eacute;todos. De facto, em geral, os valores de capacidade de troca cati&oacute;nica pelos dois m&eacute;todos aproximam-se de uma linha 1:1 (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>).</p>     
<p>Como j&aacute; foi dito para a capacidade de troca cati&oacute;nica, a concentra&ccedil;&atilde;o das bases de troca (Ca<sup>2+</sup>, Mg<sup>2+</sup>, K<sup>+</sup> e Na<sup>+</sup>) &eacute; bastante vari&aacute;vel para o conjunto das amostras estudadas. A maioria delas apresenta concentra&ccedil;&otilde;es de Ca<sup>2+</sup> e Mg<sup>2+</sup> inferiores a 2 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>), enquanto que as de K<sup>+</sup> e Na<sup>+</sup> s&atilde;o inferiores a 0,2 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> (dados n&atilde;o apresentados para o Na<sup>+</sup>). A an&aacute;lise global dos resultados obtidos indica que as concentra&ccedil;&otilde;es do Ca<sup>2+</sup> e do Mg<sup>2+</sup> de troca pelo m&eacute;todo de Mehlich e do acetato de am&oacute;nio apresentam uma forte correla&ccedil;&atilde;o entre si (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>), a qual &eacute; ainda mais forte do que a obtida para a capacidade de troca cati&oacute;nica. A correla&ccedil;&atilde;o no caso do Mg<sup>2+</sup> (r=0,9743, p&lt;0,001) &eacute; semelhante &agrave; obtida para o Ca<sup>2+</sup> (r=0,9727, p&lt;0,001). A correla&ccedil;&atilde;o correspondente ao K<sup>+</sup> de troca &eacute; mais fraca do que para os cati&otilde;es anteriores (r=0,9139; p&lt;0,001), enquanto que o Na<sup>+</sup> (dados n&atilde;o apresentados) mostra uma correla&ccedil;&atilde;o ainda mais baixa (r=0,7481, p&lt;0,001)do que qualquer das outras bases. As correla&ccedil;&otilde;es mais fracas obtidas para o K<sup>+</sup> e o Na<sup>+</sup> poder&atilde;o, em parte, atribuir-se ao facto de no m&eacute;todo de Mehlich a sua determina&ccedil;&atilde;o ter sido efectuada na maior parte dos casos por fotometria de chama, ao passo que no do acetato de am&oacute;nio foram sempre determinadas por espectrometria de absor&ccedil;&atilde;o at&oacute;mica.</p>     
<p>A soma das bases de troca apresenta uma grande variabilidade, em conson&acirc;ncia com a observada para cada uma das bases de troca. Os respectivos valores s&atilde;o na grande maioria inferiores a 5 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>), observando-se uma forte correla&ccedil;&atilde;o entre os obtidos pelos dois m&eacute;todos (r=0,9771; p&lt;0,001), o que pode atribuir-se, por um lado, &agrave; forte domin&acirc;ncia do Ca<sup>2+</sup> e do Mg<sup>2+</sup> no complexo de troca dos solos estudados e, por outro, ao facto da quantidade de bases extra&iacute;das n&atilde;o ser afectada pelos m&eacute;todos em compara&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>O grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases,definido como a rela&ccedil;&atilde;o percentual entre a soma das concentra&ccedil;&otilde;es das bases de troca (Ca<sup>2+</sup>, Mg<sup>2+</sup>, K<sup>+</sup> e Na<sup>+</sup>) adsorvidas no complexo de troca e a capacidade de troca cati&oacute;nica do mesmo, tal como referido para a capacidade de troca cati&oacute;nica e para as bases de troca, apresentou uma grande diversidade de valores (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>). Na grande maioria dos casos tais valores s&atilde;o muito inferiores a 50%, observando-se que os valores de alguns solos variam entre este valor e 80%, o que est&aacute; naturalmente em correspond&ecirc;ncia com a variabilidade dos solos e horizontes analisados, visto se notarem agrupamentos de valores do grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f2.jpg" target="_blank">Figura 2</a>); este padr&atilde;o dever&aacute; estar parcialmente associado &agrave; variabilidade observada para a reserva total de bases dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> (Teixeira, 2006; Teixeira <i>et al</i>., 2006). Os valores do grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases obtidos pelos dois m&eacute;todos objecto de compara&ccedil;&atilde;o apresentam ainda assim uma correla&ccedil;&atilde;o semelhante (r=0,9234, p&lt;0,001) &agrave; observada para o caso da capacidade de troca cati&oacute;nica e um pouco mais fraca do que a determinada para o Ca<sup>2+</sup> e o Mg<sup>2+</sup>. Tal como referido para a capacidade de troca cati&oacute;nica, os valores do grau de satura&ccedil;&atilde;o obtidos pelo acetato de am&oacute;nio e pelo m&eacute;todo de Mehlich n&atilde;o apresentam uma clara diferencia&ccedil;&atilde;o, nomeadamente quando s&atilde;o inferiores a 50%.</p>     
<p>As subordens dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> apresentam diferen&ccedil;as acentuadas relativamente &agrave;s suas caracter&iacute;sticas (CEP, 1995). Por esta raz&atilde;o, foi necess&aacute;rio analis&aacute;-las em separado para, por um lado, avaliar a aplicabilidade dos m&eacute;todos a cada uma delas e, por outro, para reavaliar as respectivas diferen&ccedil;as e similitudes das caracter&iacute;sticas e propriedades.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verifica-se que as correla&ccedil;&otilde;es respeitantes &agrave;s concentra&ccedil;&otilde;es do Ca<sup>2+</sup> (r=0,975-0,951, p&lt;0,001) e do Mg<sup>2+</sup> (r=0,977-0,928, p&lt;0,001) de troca, bem como &agrave; soma das bases de troca (r=0,978-0,938, p&lt;0,001), foram em todas as subordens muito fortes e semelhantes &agrave;s observadas para o conjunto dos solos. Por seu turno, os valores da capacidade de troca cati&oacute;nica obtidos pelos dois m&eacute;todos apresentaram uma forte correla&ccedil;&atilde;o entre si (r=0,934-0,836, p&lt;0,001) (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14q2.jpg" target="_blank">Quadro 2</a>) nas tr&ecirc;s subordens, sendo a mais forte observada nos <i>Solos Tipoferr&aacute;licos</i>. Finalmente, as correla&ccedil;&otilde;es respeitantes ao K<sup>+</sup> (r=0,917-0,855, p&lt;0,001) e ao Na<sup>+</sup> (r=0,918-0,583, p&lt;0,001) de troca, bem como ao grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases (r=0,953-0,556, p&lt;0,001), embora ainda fortes, foram maioritarimente mais fracas do que as anteriores e com diferen&ccedil;as apreci&aacute;veis entre as diversas subordens (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14q2.jpg" target="_blank">Quadro 2</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Acidez de troca</b></p>     <p>A acidez de troca (Al<sup>3+</sup>+H<sup>+</sup>) dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> estudados n&atilde;o se diferencia muito entre as respectivas subordens; de facto, os seus valores, considerando simultaneamente os horizontes superficiais e subsuperficiais, foram de 0,05-2,38, 0,0-2,75 e 0,17-1,40 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> nos <i>Solos Tipoferr&aacute;licos</i>, <i>Solos Fracamente Ferr&aacute;licos</i> e <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i>, respectivamente (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a>); por seu turno, os valores do Al<sup>3+</sup> de troca foram, pela mesma ordem, 0,05-2,19, 0,0-2,31 e 0,17-0,96 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>. Constata-se assim que os valores da acidez de troca e do alum&iacute;nio de troca s&atilde;o as mais das vezes da mesma ordem de grandeza, dado que a concentra&ccedil;&atilde;o do H<sup>+</sup> de troca toma frequentemente valores nulos ou negligenci&aacute;veis (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f3.jpg" target="_blank">Figura 3</a>). Estes baixos valores da acidez de troca (sobretudo no que se refere ao Al<sup>3+</sup>) observados para os <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> estudados est&atilde;o em linha com os considerados para os <i>Ferralsolos</i> (WRB, 2006), nos quais s&atilde;o genericamente inferiores aos observados para outros grupos principais de solos, tais como os <i>Acrissolos</i> e os <i>Lixissolos</i> (Driessen <i>et al</i>., 2001), dada a baixa actividade da respectiva frac&ccedil;&atilde;o argilosa (Uehara e Gillman, 1981). Este facto est&aacute; associado &agrave; baixa capacidade troca cati&oacute;nica dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> e tamb&eacute;m est&aacute; expresso, de certo modo, na diferen&ccedil;a entre os <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i> (Al<sup>3+</sup> de troca sempre inferior a um cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>) e as outras subordens.</p>     
<p>Os valores da concentra&ccedil;&atilde;o de Al<sup>3+</sup> de troca obtidos foram na maior parte dos casos inferiores a 1 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1 </sup>(<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f4.jpg" target="_blank">Figura 4, A</a>). Em qualquer dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> estudados esta concentra&ccedil;&atilde;o &eacute; largamente dominante, atingindo mesmo 100% no caso dos <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i>; os valores superiores a 2 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> representam uma reduzid&iacute;ssima propor&ccedil;&atilde;o. Os baixos valores de concentra&ccedil;&atilde;o de Al<sup>3+</sup> de troca s&atilde;o derivados, por um lado, da baixa capacidade de troca cati&oacute;nica do solo, o que est&aacute; associado a uma constitui&ccedil;&atilde;o mineral&oacute;gica (CEP, 1995) em que se destaca a presen&ccedil;a de caulinite, minerais de ferro (nomeadamente hematite e goetite) e de alum&iacute;nio (gibsite); por outro, do valor de pH do solo devido &agrave; fraca express&atilde;o de cargas negativas que o mesmo pode apresentar nessas condi&ccedil;&otilde;es (Franco e P&oacute;voas, 1998).</p>     
<p>Mais do que a concentra&ccedil;&atilde;o de Al<sup>3+</sup> de troca, uma avalia&ccedil;&atilde;o &uacute;til das condi&ccedil;&otilde;es de acidez do solo consiste na determina&ccedil;&atilde;o do grau de satura&ccedil;&atilde;o de Al<sup>3+</sup> em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva (Sanchez, 1976). De acordo com este autor, a concentra&ccedil;&atilde;o de alum&iacute;nio na solu&ccedil;&atilde;o do solo sobe rapidamente quando a percentagem de satura&ccedil;&atilde;o deste atinge valores da ordem de 60%, a qual &eacute; um indicador de um limiar cr&iacute;tico para a manifesta&ccedil;&atilde;o de toxicidade por muitas plantas. Percentagens desta ordem ou superiores s&atilde;o consideradas t&iacute;picas dos <i>Oxissolos</i> e dos <i>Ferralsolos</i> (Guerrero, 1971; Sanchez, 1976; Van Wambeke, 1992). Entre os <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> estudados, nos <i>T&iacute;poferr&aacute;licos</i> e nos <i>Psamoferr&aacute;licos</i> a percentagem de satura&ccedil;&atilde;o em Al<sup>3+</sup> superior a 60% &eacute; dominante, enquanto que nos <i>Fracamente Ferr&aacute;licos</i> &eacute; a percentagem inferior a 60% que &eacute; preponderante (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f4.jpg" target="_blank">Figura 4, B</a>). Tais valores de satura&ccedil;&atilde;o em Al<sup>3+</sup> est&atilde;o necessariamente associados a baixissimas concentra&ccedil;&otilde;es de bases de troca, nomeadamente de Ca<sup>2+</sup> e de Mg<sup>2+</sup>, indicando inequivocamente que, al&eacute;m da poss&iacute;vel toxicidade associada ao Al<sup>3+</sup>, h&aacute; que ter em devida considera&ccedil;&atilde;o as defici&ecirc;ncias destes nutrientes no que respeita ao estado nutricional das plantas.</p>     
<p>Embora as concentrac&ccedil;&otilde;es mais elevadas de Al<sup>3+</sup> tendam a ocorrer para valores de pH (em KCl 1 M) entre 4 e 5 (entre 5 e 6 para o pH em H<sub>2</sub>O), tamb&eacute;m &eacute; verdade que para o mesmo valor de pH pode ocorrer uma grande variabilidade de concentra&ccedil;&atilde;o de Al<sup>3+</sup> ou, inversamente, a concentra&ccedil;&otilde;es semelhantes deste podem corresponder valores de pH assaz variados (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f5.jpg" target="_blank">Figura 5</a>). Assim, a correla&ccedil;&atilde;o negativa entre a concentra&ccedil;&atilde;o de Al<sup>3+</sup> de troca e os valores de pH foi bastante fraca, sendo a correla&ccedil;&atilde;o com o pH em KCl 1M, ainda assim, mais forte (r= -0,391; p&lt;0,001) do que com o pH determinado em H<sub>2</sub>O <br />   (r=-0,312, p&lt;0,001). A correla&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o do Al<sup>3+</sup> de troca com o grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases (pelo acetato de am&oacute;nio) foi mais forte (r=-0,467, p&lt; 0,001) do que com os valors de pH; mas a correla&ccedil;&atilde;o mais forte foi observada entre o grau de satura&ccedil;&atilde;o em Al<sup>3+</sup> [Al<sup>3+</sup>/(Al<sup>3+</sup>+H<sup>+</sup>+SB)] e o grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases (r=-0,788, p&lt;0,001), sendo not&oacute;rio que graus de satura&ccedil;&atilde;o em Al<sup>3+</sup> superiores a 60% est&atilde;o, em geral, em correspond&ecirc;ncia com valores do grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases inferiores a 20% (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f54.jpg" target="_blank">Figura 5</a>).</p>     
<p>O padr&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o da acidez de troca (Al<sup>3+</sup>+H<sup>+</sup>) com outros par&acirc;metros foi semelhante &agrave; observada para a concentra&ccedil;&atilde;o de Al<sup>3+</sup> de troca. De facto, a correla&ccedil;&atilde;o do valor da acidez de troca com o valor do pH em H<sub>2</sub>O (r=-0,3183, p&lt;0,001) e em KCl (r=-0,4156, p&lt;0,001) foi tamb&eacute;m muito baixa; a correla&ccedil;&atilde;o com o grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases (a partir da capacidade troca obtida pelo m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio) foi ligeiramente mais forte (r=-0,4781, p&lt;0,001) do que a obtida com o Al<sup>3+</sup> de troca. Tamb&eacute;m, a correla&ccedil;&atilde;o do grau de satura&ccedil;&atilde;o em acidez de troca [(Al<sup>3+</sup>+H<sup>+</sup>)/(Al<sup>3+</sup>+H<sup>+</sup>+SB] com o grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases (r=-0,7898, p&lt;0,001)foi semelhante &agrave; obtida para o grau de satura&ccedil;&atilde;o em Al<sup>3+</sup>.</p>     <p>As fracas correla&ccedil;&otilde;es respeitantes ao alum&iacute;nio ou &agrave; acidez de troca com os par&acirc;metros mencionados indicam que nos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> &eacute; imprescind&iacute;vel a respectiva determina&ccedil;&atilde;o, nomeadamente para efeitos da quantifica&ccedil;&atilde;o de correctivo a aplicar para eliminar a ac&ccedil;&atilde;o do alum&iacute;nio ou da acidez de troca no solo (Sanchez, 1976; Van Wambeke, 1992).</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>O complexo de troca e taxonomia</b></p>     <p>A capacidade de troca cati&oacute;nica da frac&ccedil;&atilde;o argila inferior a 16 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> (pelo acetato de am&oacute;nio) &eacute; um dos requisitos para a identifica&ccedil;&atilde;o dos horizontes <i>&oacute;xico</i> (SSS, 1999) e <i>ferr&aacute;lico</i> (WRB, 2006), caracter&iacute;sticos dos <i>Oxissolos</i> e <i>Ferralsolos</i>, respectivamente. No caso do estudo presente, a larga maioria dos horizontes considerados (excepto o superficial, como se referiu), de qualquer das subordens dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i>, apresenta esse requisito (Figuras 6 e 7); isto &eacute;, caracteriza-se por apresentar frac&ccedil;&atilde;o argilosa de baixa actividade, como &eacute; considerado caracter&iacute;stico dos <i>Oxissolos</i> (SSS, 1999) e <i>Ferralsolos</i> (WRB, 2006); ali&aacute;s, determina&ccedil;&otilde;es directas da capacidade de troca cati&oacute;nica realizadas na frac&ccedil;&atilde;o argilosa de <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i>, pelo m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio, indicam valores entre 4,92 e 17,50 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> de argila (CEP, 1985 e 1995). Noutro estudo sobre a avalia&ccedil;&atilde;o da carga vari&aacute;vel de <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> de Angola (Franco e P&oacute;voas, 1998) tamb&eacute;m &eacute; confirmada a baixa actividade da respectiva frac&ccedil;&atilde;o argilosa. Por&eacute;m, tamb&eacute;m &eacute; evidente que em alguns dos solos a capacidade de troca cati&oacute;nica da argila &eacute; claramente superior a esse valor, o que, para al&eacute;m da eventual influ&ecirc;ncia do valor da capacidade de troca cati&oacute;nica considerado para a mat&eacute;ria org&acirc;nica ser inadequado, tamb&eacute;m deve estar associado a uma constitui&ccedil;&atilde;o mineral&oacute;gica da frac&ccedil;&atilde;o argilosa algo diferenciada da relatada para os <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> (CEP, 1995). Este facto dever&aacute; relacionar-se com particularidades associadas aos factores de forma&ccedil;&atilde;o do solo, como por exemplo a natureza do material orgin&aacute;rio e as condi&ccedil;&otilde;es topogr&aacute;ficas, determinando a ocorr&ecirc;ncia de solos com caracter&iacute;sticas um tanto diferentes das atribuidas aos <i>Ferralsolos</i>.</p>     <p>Isto quer dizer que a grande maioria dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> pertence ao Grupo Principal dos <i>Ferralsols</i> (WRB, 2006). Refere-se a prop&oacute;sito, de acordo com as informa&ccedil;&otilde;es constantes nas cartas de solos j&aacute; publicadas (CEP, 1985, 1995, 1997a, 2000, 2002 e 2009; CEPT, 1981; MPA, 1959, 1961 e 1968; MPAM e CEPT, 1968), que alguns dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> poder&atilde;o todavia classificar-se como <i>Arenossolos</i> (os de textura mais grosseira do que franco-arenoso ou, seja, parte dos <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i>), <i>Plintossolos</i>, <i>Nitissolos</i>, <i>Acrissolos</i>, <i>Lixissolos</i> ou <i>Cambissolos</i>.</p>     <p>Como seria de esperar, pelas raz&otilde;es j&aacute; explicitadas, existem desvios acentuados entre os valores da capacidade de troca cati&oacute;nica da argila determinada pelos m&eacute;todos de Mehlich e do acetato de am&oacute;nio, os quais est&atilde;o ainda assim correlacionados (r=0,7721, p&lt;0,001); no entanto, tamb&eacute;m &eacute; evidente que para valores menores do que 16 cmol<sub>c </sub>kg<sup>-1</sup> deteminados pelo m&eacute;todo de Mehlich correspondem quase na totalidade tamb&eacute;m valores inferiores a esse limiar quando a capacidade troca foi determinada pelo m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio. Quer isto dizer que os valores determinados a partir dos dados obtidos pelo m&eacute;todo de Mehlich s&atilde;o compat&iacute;veis com os determinados pelo acetato de am&oacute;nio (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a>).</p>     
<p>O valor da capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva da argila &eacute; outro dos par&acirc;metros utilizados para identificar os horizontes <i>Ferr&aacute;licos</i> (dos <i>Ferralsolos</i>), devendo ser inferior a 12 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> de argila (WRB, 2006). Este crit&eacute;rio, tal como se disse para a capacidade de troca cati&oacute;nica da argila, ocorre tamb&eacute;m generalizadamente nas subordens dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos </i>estudados (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a>). As excep&ccedil;&otilde;es observadas est&atilde;o em linha com as referidas para a capacidade de troca cati&oacute;nica e o grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases.</p>     
<p>No caso da capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva, observa-se uma correla&ccedil;&atilde;o muito forte (r=0,9721, p&lt;0,001) entre os valores obtidos via m&eacute;todo de Mehlich com os do m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio, estando os valores pr&oacute;ximos de uma linha 1:1 (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f6.jpg" target="_blank">Figura 6</a>); ali&aacute;s, esta figura indica que os valores da capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva pelo m&eacute;todo de Mehlich inferiores a 12 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> tamb&eacute;m o s&atilde;o quando obtidos pelo acetato de am&oacute;nio. Este padr&atilde;o indica-nos que a simples determina&ccedil;&atilde;o da acidez de troca e o valor da soma das bases de troca pelo m&eacute;todo de Mehlich dever&aacute; permitir de forma segura uma avalia&ccedil;&atilde;o da capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> de Angola equivalente &agrave; obtida pelo m&eacute;todo do acetato de am&oacute;nio.</p>     
<p>Ainda, diferentes valores da capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva (pelo acetato de am&oacute;nio) s&atilde;o utilizados para diferenciar o <i>horizonte ferr&aacute;lico</i> pelos qualificadores de primeiro n&iacute;vel (&ldquo;prefix qualifiers&rdquo;) <i>g&eacute;rico</i>, <i>v&eacute;tico</i> e <i>h&aacute;plico</i> (WRB, 2006): valores inferiores a 1,5, entre 1,5 e 6,0 e entre 6 e 12 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> de argila, respectivamente. Os resultados do presente estudo permitem afirmar que em qualquer das subordens dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> s&atilde;o aplic&aacute;veis esses qualificadores. Por&eacute;m, os qualificadores <i>g&eacute;rico</i> e <i>v&eacute;tico</i> est&atilde;o muito mais expressos nos <i>Solos Tipoferr&aacute;licos</i> do que nos outros (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f7.jpg" target="_blank">Figura 7</a>); nos <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i> observa-se a maior frequ&ecirc;ncia da excep&ccedil;&atilde;o &agrave; presen&ccedil;a destes qualificadores. Assim, a capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> &eacute; bastante baixa, apresentando maioritariamente valores inferiores a 6 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>, confirmando o baixo desenvolvimente de cargas negativas pela frac&ccedil;&atilde;o argilosa de tais solos (Franco e P&oacute;voas, 1998). Sublinha-se, ainda, que alguns dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> estudados poder&atilde;o tamb&eacute;m qualificar-se como <i>g&iacute;bsicos</i> (no caso da respectiva terra fina conter mais de 25% de gibsite) ou <i>p&oacute;sicos</i>, quando o respectivo pH em KCl for igual ou superior ao determinado em H<sub>2</sub>O (WRB, 2006).</p>     
<p>A baixa capacidade de troca efectiva dos <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i> est&aacute; associada &agrave; textura grosseira que os mesmos apresentam; ali&aacute;s, no caso de apresentarem textura arenosa-franca dever&atilde;o mesmo ser considerados <i>Arenossolos</i> e n&atilde;o <i>Ferralsolos</i> (WRB, 2006). No caso dos <i>Solos Tipoferr&aacute;licos</i> e dos Solos <i>Fracamente Ferr&aacute;licos</i>, com textura muito mais fina do que os anteriores, a baixa capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva associa-se aos constituintes de carga vari&aacute;vel da frac&ccedil;&atilde;o argilosa &#8209; minerais de ferro (goetite e hematite) e de alum&iacute;nio (gibsite) &ndash; os quais para os valores de pH do solo apresentam uma capacidade troca cati&oacute;nica muito baixa (Uehara e Gillman, 1981; Franco e P&oacute;voas, 1998).</p>     <p>De modo mais objectivo e aproximando-se do conceito de grau de satura&ccedil;&atilde;o em Al<sup>3+</sup> (<i>sensu</i> Sanchez, 1976) considera-se na WRB (2006), tamb&eacute;m para os <i>Ferralsolos</i>, o car&aacute;cter <i>al&uacute;mico</i> para os casos em que o grau de satura&ccedil;&atilde;o em alum&iacute;nio (percentagem do Al<sup>3+</sup> de troca em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; soma das bases de troca com o Al<sup>3+</sup> de troca) nos horizontes subsuperficiais (entre 50 e 100 cm de profundidade) &eacute; superior a 50%. Neste contexto, a maior parte dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> estudados, nomeadamente os <i>Tipoferr&aacute;licos</i> e os <i>Psamoferr&aacute;licos</i>, tem claramente car&aacute;cter <i>al&uacute;mico</i> (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f8.jpg" target="_blank">Figura 8</a>); por seu turno, os <i>Fracamente Ferr&aacute;licos</i> apresentam esse car&aacute;cter em muito menor propor&ccedil;&atilde;o.</p>     
<p>No sistema da WRB (2006), o grau de satura&ccedil;&atilde;o em bases, a partir da determina&ccedil;&atilde;o da capacidade de troca cati&oacute;nica pelo acetato de am&oacute;nio, em horizontes a profundidade superior a 20 cm, apesar da artificialidade de que se reveste, &eacute; utilizado para definir o car&aacute;cter <i>d&iacute;strico</i> (&lt; 50%) e o car&aacute;cter <i>&ecirc;utrico</i> (&gt; 50%) que constituem qualifica&ccedil;&otilde;es de segundo n&iacute;vel (&ldquo;suffix qualifiers&rdquo;) para diferencia&ccedil;&atilde;o dos <i>Ferralsolos</i>. Os resultados do presente estudo indicam que a quase totalidade dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> estudados apresenta n&iacute;tido car&aacute;cter <i>d&iacute;strico </i>(<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f9.jpg" target="_blank">Figura 9</a>). Este facto est&aacute; em geral associado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de forte lixivia&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas tropicais h&uacute;midas (Hardy, 1970; Sanchez, 1976; Van Wambeke, 1992) e &agrave; generalizada baixa reserva em bases do mesmo (Teixeira, 2006; Teixeira <i>et al</i>., 2006). No entanto, na subordem dos <i>Solos Fracamente Ferr&aacute;licos</i> ocorrem solos com car&aacute;cter <i>&ecirc;utrico</i>, o que, ali&aacute;s, &eacute; considerado na defini&ccedil;&atilde;o geral dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> (CEP, 1995). Tal facto pode ser atribu&iacute;do a particularidades da natureza do seu material origin&aacute;rio, associadas a valores mais elevados da reserva total em bases, ou seja de minerais alter&aacute;veis (Teixeira, 2006; Teixeira <i>et al</i>., 2006), bem como a ac&ccedil;&otilde;es de rejuvenescimento e, at&eacute;, &agrave; afecta&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas dos solos na &aacute;rea de influ&ecirc;ncia de termiteiras (Ricardo <i>et al</i>., 2001).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sublinha-se que, al&eacute;m das qualifica&ccedil;&otilde;es decorrentes das caracter&iacute;sticas do complexo de troca cati&oacute;nica, alguns <i>Ferralsolos</i> em Angola podem tamb&eacute;m ser considerados ao primeiro n&iacute;vel (&ldquo;prefix qualifiers&rdquo;; WRB, 2006) como <i>pl&iacute;nticos</i>, <i>&aacute;cricos</i> l&iacute;xicos ou <i>&uacute;mbricos</i>; a segundo n&iacute;vel (&ldquo;suffix qualifiers&rdquo;), alguns desses solos poder&atilde;o qualificar-se como <i>s&ocirc;mbricos</i>, <i>f&eacute;rricos,</i> <i>h&uacute;micos</i>, <i>ar&eacute;nicos,</i> <i>arg&iacute;licos</i>, <i>r&oacute;dicos</i> ou <i>x&acirc;nticos</i> (CEP, 1985, 1995, 1997a, 2000, 2002 e 2009; CEPT, 1981; MPA, 1959, 1961 e 1968; MPAM e CEPT, 1968).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>O complexo de troca e a gest&atilde;o do solo</b></p>     <p>Os resultados do presente estudo indicam inequivocamente que os solos estudados, para as condi&ccedil;&otilde;es de reac&ccedil;&atilde;o vigentes (ao pH do solo) apresentam baixa capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva e, por isso, uma baixa reten&ccedil;&atilde;o de cati&otilde;es n&atilde;o &aacute;cidos, sendo a disponibilidade dos mesmos para as plantas muito limitada, como, ali&aacute;s, &eacute; considerado para os solos das regi&otilde;es tropicais h&uacute;midas (Sanchez, 1976; Van Wambeke, 1992; Botelho da Costa, 1995; Anda <i>et al</i>., 2013). De facto, de acordo com Sanchez (1976) ser&aacute; necess&aacute;ria uma capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva de pelo menos 4 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> para que o solo apresente capacidade de contrariar a lixivia&ccedil;&atilde;o pela reten&ccedil;&atilde;o de cati&otilde;es. Devido, por um lado, &agrave; forte altera&ccedil;&atilde;o ou, por outro, &agrave; textura grosseira, muitos solos das regi&otilde;es tropicais h&uacute;midas t&ecirc;m valores de capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva inferiores aos n&iacute;veis m&iacute;nimos aceit&aacute;veis (4 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>). Com efeito, no presente estudo observa-se que os valores deste par&acirc;metro nos horizontes superficiais s&atilde;o maioritariamente (77%) inferiores a 4 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> e apenas 6% s&atilde;o superiores a 7 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup> (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f10.jpg" target="_blank">Figura 10, A</a>); ali&aacute;s, no caso dos <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i> todos os valores s&atilde;o inferiores a 4 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>. Nos horizontes subsuperficiais esses valores atingem, em geral, n&iacute;veis ainda mais baixos, sendo quase na totalidade (99%) inferiores a 4 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>) (<a href="/img/revistas/rca/v38n3/38n3a14f10.jpg" target="_blank">Figura 10, B</a>). Padr&atilde;o semelhante para a capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva foi tamb&eacute;m relatado num estudo sobre a produtividade de culturas em Angola (Asanzi <i>et al</i>., 2006), em que apenas dois num universo de 23 solos (horizontes superficiais) do Planalto Central de Angola apresentavam valores superiores ao limiar de 4 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>.</p>     
<p>Al&eacute;m da baixa capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva deve ser sublinhado que o teor de Al<sup>3+</sup> de troca, n&atilde;o apresentando as mais das vezes valores muito elevados, corresponde a percentagens de satura&ccedil;&atilde;o acima dos limiares considerados aceit&aacute;veis (Sanchez, 1976). Nestas circunst&acirc;ncias, tamb&eacute;m deve ser reconhecido que as concentra&ccedil;&otilde;es de Ca<sup>2+</sup> e de Mg<sup>2+</sup> de troca (as bases mais abundantes nos solos estudados) atingem valores muito baixos (nomeadamente no caso do Mg<sup>2+</sup>), o que est&aacute; em conson&acirc;ncia com a baixa reserva total em bases que os mesmos apresentam (Teixeira, 2006). As defici&ecirc;ncias, entre outras, de c&aacute;lcio, magn&eacute;sio e pot&aacute;ssio nos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> de Angola (Azanzi <i>et al</i>., 2006; Dias <i>et al</i>., 2006; Ucuassapi, 2006) s&atilde;o reflexo dessa fraca capacidade de reten&ccedil;&atilde;o de cati&otilde;es n&atilde;o &aacute;cidos. Assim, &eacute; por demais evidente que os sistemas de gest&atilde;o do solo devem considerar o acr&eacute;scimo dessas concentra&ccedil;&otilde;es para aumentar a disponibilidade de tais nutrientes.</p>     <p>A capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva nos horizontes superficiais dos solos estudados correlaciona-se positiva e significativamente com o teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica (r=0,5356, p&lt;0,001) e em menor extens&atilde;o com o valor do pH em H<sub>2</sub>O (r=0,3890, p&lt;0,01) e o teor de argila (r=0,3034, p&lt;0.05); nos horizontes subsuperficiais, apenas se observou correla&ccedil;&atilde;o significativa com o teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica (r=0,2865, p&lt;0,001). Com efeito, nos solos estudados, assim como em muitos solos das regi&otilde;es tropicais fortemente alterados (Cunningham, 1963; Brams,1971), a manuten&ccedil;&atilde;o de elevados n&iacute;veis de mat&eacute;ria org&acirc;nica &eacute; crucial para a manuten&ccedil;&atilde;o da capacidade de troca cati&oacute;nica e da capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva em n&iacute;veis aceit&aacute;veis; por exemplo, Brams (1971) refere que o decr&eacute;scimo de 50% do teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica em <i>Oxissolos</i> na Serra Leoa, em consequ&ecirc;ncia da desfloresta&ccedil;&atilde;o, reduziu em 30% a capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva dos mesmos. Ali&aacute;s, Franco e P&oacute;voas (1995-1996) referem uma contribui&ccedil;&atilde;o de 75% da mat&eacute;ria org&acirc;nica para a capacidade de troca cati&oacute;nica de <i>Solos Tipoferr&aacute;licos</i> de Angola, o que expressa que a contribui&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria org&acirc;nica para a capacidade de troca cati&oacute;nica dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> e solos similares (Van Wambeke, 1992; Zech <i>et al</i>., 1997) &eacute; mais importante do que noutros solos.</p>     <p>Assim, aumentar a capacidade de troca cati&oacute;nica nos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> &eacute; um objectivo de suma import&acirc;ncia, sendo a correc&ccedil;&atilde;o calc&aacute;ria (ou melhor, calc&aacute;ria e magn&eacute;sica) e o aumento do teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica no solo duas vias muito utilizadas para o efeito; por exemplo, a aplica&ccedil;&atilde;o de dolomite, al&eacute;m de ser uma medida determinante para aumentar o valor do pH e o da capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva dos horizontes superficiais, tamb&eacute;m o &eacute; para reduzir ou eliminar a defici&ecirc;ncia de Ca e Mg e a eventual toxicidade associada ao Al. Mokwunye e Hammond (1992) referem que o acr&eacute;scimo do teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica, ou melhor, a aplica&ccedil;&atilde;o de estrumes, compostos ou outros res&iacute;duos org&acirc;nicos tem tamb&eacute;m import&acirc;ncia decisiva no acr&eacute;scimo da produtividade do solo, tanto isoladamente como associada &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de fertilizantes. A prop&oacute;sito, Anda <i>et al</i>. (2013) relatam o efeito positivo da aplica&ccedil;&atilde;o de composto de casca arroz e de rocha b&aacute;sica mo&iacute;da na capacidade de troca efectiva de um <i>Oxissolo vermelho</i>, bem como na concentra&ccedil;&atilde;o de Ca e Mg na solu&ccedil;&atilde;o do solo; estes efeitos repercutiram-se tamb&eacute;m no aumento da produtividade do solo.</p>     <p>A aplica&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;ria org&acirc;nica tamb&eacute;m &eacute; uma fonte adicional de azoto, o que &eacute; determinante para a redu&ccedil;&atilde;o das car&ecirc;ncias generalizadas do mesmo que foram observadas&nbsp; nos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> de Angola (Dias <i>et al</i>., 2006); ainda, a mat&eacute;ria org&acirc;nica tamb&eacute;m liberta f&oacute;sforo por mineraliza&ccedil;&atilde;o e contribui para bloquear a adsor&ccedil;&atilde;o ani&oacute;nica nas superf&iacute;cies dos constituintes da frac&ccedil;&atilde;o argilosa (Van Wambeke, 1992; Hunt <i>et al</i>., 2007), reduzindo a capacidade de adsor&ccedil;&atilde;o deste nutriente. Finalmente, o acr&eacute;scimo do teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica tamb&eacute;m &eacute; um meio considerado decisivo para aumentar a resist&ecirc;ncia &agrave; eros&atilde;o nos solos <i>Ferral&iacute;ticos</i> (Van Wambeke, 1992).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&otilde;es</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os valores dos par&acirc;metros do complexo de troca pelo m&eacute;todo de Mehlich e do acetato de am&oacute;nio apresentam em geral elevada compatibilidade entre si, nomeadamente no que toca aos valores do Ca<sup>2+</sup> e do Mg<sup>2+</sup> de troca e &agrave; soma das bases de troca. Assim, o valor do &uacute;ltimo par&acirc;metro a partir de qualquer dos dois m&eacute;todos, associado &agrave; acidez de troca, permite estimar a capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> de Angola. Os valores do Al<sup>3+</sup> de troca s&atilde;o generalizadamente baixos e similares aos observados para solos do mesmo tipo, mas correspondem a um elevado grau de satura&ccedil;&atilde;o deste elemento. A capacidade de troca cati&oacute;nica efectiva permitiu identificar que os qualificadores <i>geric</i> (capacidade de troca efectiva inferior a 1,5 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>) e <i>vetic</i> (capacidade de troca efectiva inferior a 6 cmol<sub>c</sub> kg<sup>-1</sup>) aplicam-se a uma elevada propor&ccedil;&atilde;o de <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i>. A grande maioria dos p&eacute;dones estudados indica que os <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> cartografados em Angola correspondem maioritariamente ao grupo de refer&ecirc;ncia dos <i>Ferralsolos</i> ou &agrave; ordem dos <i>Oxissolos</i>. Por&eacute;m, alguns dos <i>Solos Ferral&iacute;ticos</i> devem incluir-se noutros grupos de refer&ecirc;ncia tais como os <i>Arenossolos</i> (os de textura mais grosseira do que franco-arenoso ou, seja, parte dos <i>Solos Psamoferr&aacute;licos</i>), os <i>Plintossolos</i>, os <i>Nitissolos</i>, os <i>Acrissolos</i>, os <i>Lixissolos</i> e os <i>Cambissolos</i>. A capacidade de reten&ccedil;&atilde;o dos cati&otilde;es exibida pelos <i>Solos Ferral&iacute;ticos de Angola</i> &eacute; em geral extremamente baixa, sendo, ainda assim, mais elevada nos horizonres superficiais do que nos subsuperficiais. O acr&eacute;scimo do teor de mat&eacute;ria org&acirc;nica e a correc&ccedil;&atilde;o c&aacute;lcico-magn&eacute;sica s&atilde;o duas das vias para reduzir essa limita&ccedil;&atilde;o, bem como para reduzir defici&ecirc;ncias nutricionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Os autores agradecem ao pessoal do Laborat&oacute;rio de Solos do Instituto Superior de Agronomia (Departamento de Recursos Naturais, Ambiente e Territ&oacute;rio) a execu&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios processamentos anal&iacute;ticos. Ao Mestre Paulo Marques agradecem o apoio na execu&ccedil;&atilde;o das figuras e na organiza&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica do texto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></p>     <!-- ref --><p>Anda, M.; Shamshuddin, J. e Fauziah, C.I. (2013) - Increasing negative charge and nutrient contents of a highly weathered soil using basalt and rice husk to promote cocoa growth under field conditions. <i>Tillage &amp; Soil Research</i>, vol. 132, p. 1-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0871-018X201500030001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Asanzi, C.; Kiala, D.; Cesar, J.; Lyvers, K.; Querido, A.; Smith, C. e Yost, R.S. (2006) - Food production in the planalto of southern angola. <i>Soil Science</i>, vol. 170, n. 10, p. 810-820.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0871-018X201500030001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Brady, N.C. e Weil, R.R. (2008) - <i>The nature and properties of the soils</i>. Twelfth Edition. Upper Saddle River, New Jersey, Prentice Hall, 975 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0871-018X201500030001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Botelho da Costa, J. (1995) - <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o e constitui&ccedil;&atilde;o do solo</i>. 5&ordf; ed. Lisboa, Funda&ccedil;&atilde;o Calouste Gulbenkian, 527 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0871-018X201500030001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brams, E. (1971) - Continous cultivation of West African soils: organic matter diminution and effects of applied lime and phosphorus. <i>Plant and Soil</i>, vol. 35, n. 1-3, p. 401-414.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0871-018X201500030001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CEP (1985)<i> - Carta geral dos solos de Angola. 7. Prov&iacute;ncia de Cuanza Sul</i>. Mem&oacute;rias (2&ordf; S&eacute;rie), 69. Lisboa, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Cientifica Tropical.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0871-018X201500030001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CEP (1995)<i> - Carta geral dos solos de Angola. 8. Prov&iacute;ncia de Malanje</i>. Mem&oacute;rias (2&ordf; S&eacute;rie), 71. Lisboa, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Cientifica Tropical.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0871-018X201500030001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CEP (1997a) -<i> Carta geral dos solos de Angola. 10. Prov&iacute;ncias de Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico</i>. Lisboa, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Cientifica Tropical. (Policopiado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0871-018X201500030001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CEP (1997b) - <i>Carta generalizada dos solos de Angola (4&ordf; Aproxima&ccedil;&atilde;o</i>). Lisboa, Centro de Estudos de Pedologia, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica Tropical. (Policopiado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0871-018X201500030001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CEP (2000<i>)</i> - <i>Carta geral dos solos de Angola. 11. Prov&iacute;ncia de Cuando-Cubango</i>. Lisboa, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Cientifica Tropical. (Policopiado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0871-018X201500030001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CEP (2002<i>)</i> - <i>Carta geral dos solos de Angola. 9. Prov&iacute;ncia de Bi&eacute;</i>. Mem&oacute;rias (2&ordf; S&eacute;rie),72. Lisboa, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Cientifica Tropical.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0871-018X201500030001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CEP (2009) - <i>Carta geral dos solos de Angola. 12. Prov&iacute;ncias de Luanda, Bengo e Cuanza Norte</i>. Lisboa, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Cientifica Tropical. (em prepara&ccedil;&atilde;o).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0871-018X201500030001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CEPT (1981) - <i>Carta geral dos solos de Angola</i>. 6. Distrito de Benguela. Mem&oacute;rias (2&ordf; S&eacute;rie), 65. Lisboa, Junta de Investiga&ccedil;&otilde;es do Ultramar. (Policopiado).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0871-018X201500030001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cunningham, R.K. (1963) - The effect of clearing a tropical forest soil. <i>Journal Soil Science</i>, vol. 14, p. 334-345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0871-018X201500030001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dias, J.S.; Costa, A.V.; Moreira, T. e Ucuassapi, A.P. (2006) - Acerca da fertilidade dos solos de Angola. II. Elementos sobre a fertilidade de importantes agrupamentos de solos das Prov&iacute;ncias do Bengo, Cuanza Sul, Benguela, Huambo, Bi&eacute;, Moxico, Huila e Cunene. <i>In</i>: Moreira, I. (Org.) - <i>Angola. Agricultura, recursos naturais, desenvolvimento rural</i>, Vol. I. Lisboa, ISA Press, p. 479-515.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0871-018X201500030001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Driessen, P.M.; Deckers, J.; Spaargaren, O. e Nachttergaele, F. (2001) - <i>Lectures notes</i> <i>on the major soils of the world</i>. World Soil Resources Report No. 94. Rome, Food and Agriculture Organization of the United Nations, 334 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0871-018X201500030001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FAO (1988) - <i>Soil map of the world. Revised legend</i>. World Soil Resources Report N&ordm; 60. Rome, FAO-UNESCO-ISRIC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0871-018X201500030001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Franco, E.P.C. e P&oacute;voas, I.M. (1995-1996) - Efeito do pH sobre a contribui&ccedil;&atilde;o da frac&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica e da frac&ccedil;&atilde;o mineral para a capacidade de troca cati&oacute;nica em Solos Tipoferr&aacute;licos de Angola. <i>Anais do Instituto Superior de Agronomia</i>,vol. 45, p. 487-522.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0871-018X201500030001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Franco, E.P.C. e P&oacute;voas, I.M. (1998) - Estudo electroqu&iacute;mico do horizonte Bws de alguns solos ferral&iacute;ticos t&iacute;picos de Angola. <i>Garcia de Orta, S&eacute;r. Est. Agron</i>., vol. 20, n. 1-2, p. 31-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0871-018X201500030001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Franco, E.P.C. e Ricardo, R. Pinto (1998) - Uma aproxima&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica no estudo da contribui&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria org&acirc;nica e da argila para a capacidade de troca cati&oacute;nica dos solos ferral&iacute;ticos de Angola. <i>Garcia de Orta</i>, <i>S&eacute;r. Est. Agron</i>., vol. 20, n. 1-2, p. 15-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0871-018X201500030001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guerrero, R. (1971)<i> - Soils of the Colombian Llanos Orientales - Composition and classification of selected soil properties</i>. Ph.D. Thesis. Raleigh, North Carolina State University.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0871-018X201500030001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hardy, F. (1970) - <i>Suelos tropicales &ndash; Pedologia tropical com enfasis en America.</i> Ed. Herrero Hermanos. Sucesores. S. A., Mexico.</p>     <!-- ref --><p>Herbillon, A.J. (1989) - Chemical estimation of weatherable minerals present in the diagnostic horizons of low activity clay soils. <i>In</i>: <i>Proc. 8<sup>th</sup> Int. Clay Classification Workshop</i>. Rio de Janeiro, Brasil, p. 39-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0871-018X201500030001400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hunt, J.F.; Ohno, T. e He, Z. (2007) &ndash; Inhibition of phosphorus sorption to goethiote, gibbsite, and kaolin by fresh and decomposed organic matter. <i>Biology and Fertility of Soils</i>, vol. 44, n. 2, p. 277-288.</p>     <!-- ref --><p>WRB (2006) IUSS Working Group - <i>World reference base for soil resources 2006</i>. 2<sup>nd</sup> ed. World Soil Resources Report vol 103. Rome, FAO, 128 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0871-018X201500030001400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lal, R. e Sanchez, P.A. (1992) - <i>Myths and science of soils of the tropics</i>. SSSA Special Publication Number 29. Madison, Wisconsin, SSSA, ASA, 185 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0871-018X201500030001400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mokwunye, A.U. e Hammond, I.L. (1992) - Myths and science of fertilizer use in tropics. <i>In</i>: Lal, R. e Sanchez, P.A. (Eds.) - <i>Myths and science of soils of the tropics</i>. SSSA Special Publication Number 29. Madison, Wisconsin, SSSA, ASA, p. 121-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0871-018X201500030001400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mouta, F. (1954) - <i>Not&iacute;cia explicativa do esbo&ccedil;o geol&oacute;gico de Angola</i> (1:2.000.000). Lisboa, Junta de Investiga&ccedil;&otilde;es do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0871-018X201500030001400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MPA (1959) - <i>Carta geral dos golos de Angola. 1. Distrito de Hu&iacute;la.</i> Mem&oacute;rias (2&ordf; S&eacute;rie), 9. Lisboa, Junta de Investiga&ccedil;&otilde;es do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0871-018X201500030001400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MPA (1960) - Generalized soil map of Angola. <i>Trans. 7<sup>th</sup> International Congress Soil Science</i>, Madison, Wisconsin (EUA), vol. 4, p. 56-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0871-018X201500030001400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MPA (1961) - <i>Carta geral dos solos de Angola. 2. Distrito de Huambo.</i> Mem&oacute;rias (2&ordf; S&eacute;rie), 27. Lisboa, Junta de Investiga&ccedil;&otilde;es do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0871-018X201500030001400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MPA (1964) - Generalized soil map of Angola (2<sup>nd</sup> approximation). <i>Transations 8th International Congress of Soil Science</i>, Bucharest (Rom&eacute;nia), vol. 5, p. 153-162.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0871-018X201500030001400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MPAM (1968) - <i>Carta geral dos solos de Angola. 4. Distrito de Cabinda.</i> Mem&oacute;rias (2&ordf; S&eacute;rie), 57. Lisboa, Junta de Investiga&ccedil;&otilde;es do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0871-018X201500030001400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>MPAM e CEPT (1968) - <i>Carta generalizada dos solos de Angola</i> (3&ordf; Aproxima&ccedil;&atilde;o). Mem&oacute;rias (2&ordf; s&eacute;rie), 56. Lisboa, Junta de Investiga&ccedil;&otilde;es do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0871-018X201500030001400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MPAM e CEPT (1972) - <i>Carta geral dos solos de Angola. 5.</i> Distrito de U&iacute;ge e Zaire. Mem&oacute;rias (2&ordf; s&eacute;rie), 63. Lisboa, Junta de Investiga&ccedil;&otilde;es do Ultramar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0871-018X201500030001400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neto, A.G. (2006) - <i>O Alum&iacute;nio dos solos de Angola</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Agronomia e Recursos Naturais. Huambo, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias, Universidade Agostinho Neto e Instituto Superior de Agronomia, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, 81 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0871-018X201500030001400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Neto, A.G.; Ricardo, R. Pinto e Madeira, M. (2006) - O alum&iacute;nio nos solos de Angola. <i>In</i>: Moreira, I. (Org.) - <i>Angola: agricultura, recursos naturais, desenvolvimento rural.</i> I Volume. Lisboa, ISApress, p. 121-143.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0871-018X201500030001400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>P&oacute;voas, I. e Barral, M. F. (1992) - <i>M&eacute;todos de an&aacute;lise de solos</i>. Comunica&ccedil;&otilde;es, S&eacute;rie de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias. Lisboa, Instituto de Investiga&ccedil;&atilde;o Cientifica Tropical.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0871-018X201500030001400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ricardo, R. Pinto (1968) - Contribui&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria org&acirc;nica e da argila para a capacidade de troca cati&oacute;nica em solos ferral&iacute;ticos de Angola. <i>Garcia de Orta</i>, vol. 16, n. 3, p. 367-374.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0871-018X201500030001400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ricardo, R. Pinto (1998) - Aspectos qu&iacute;micos e f&iacute;sico-qu&iacute;micos relacionados com as argilas &aacute;cidas<i>.</i> <i>Revista Agros</i>, vol. 52, n. 4-6, p. 79-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0871-018X201500030001400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ricardo, R. Pinto; Franco, E.P. C. e Concei&ccedil;&atilde;o, F.A.M. (2001) - As t&eacute;rmitas como agente determinante de caracter&iacute;sticas de solos do Sueste de Angola. <i>Revista de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias</i>, vol. 24, n. 3-4, p. 239-244<b>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0871-018X201500030001400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></b></p>     <!-- ref --><p>Ricardo, R. Pinto; Raposo, J. A. e Madeira, M. (2006) - Estudos dos solos de Angola pelo ISA e pelo IICT. Contribui&ccedil;&atilde;o para a Ciencia do Solo Tropical. <i>In</i>: Moreira, I. (Org.) <i>Angola: agricultura, recursos e desenvolvimento</i>. Lisboa, ISA<i>Press</i>, p. 97-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0871-018X201500030001400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ricardo, R. Pinto e R&eacute;ffega, A. (2003) - Contribution portugaise au d&eacute;velopment da la science du sol tropical. <i>In</i>: Stoops, G. (Ed.) - workshop <i>Evolution of tropical soil Science</i>: <i>past and future</i>. Brussels, Royal Academy of Overseas Sciences, p. 49-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0871-018X201500030001400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sanchez, P.A. (1976) - <i>Properties and management of soils in the tropics</i>. New York, John Wiley and Sons, 618 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0871-018X201500030001400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sertoli, P.E. (2009) - <i>As Caracter&iacute;sticas do complexo de troca e a classifica&ccedil;&atilde;o dos solos da Rep&uacute;blica de Angola</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Engenharia Agron&oacute;mica. Lisboa, Instituto Superior de Agronomia, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, 71 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0871-018X201500030001400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SSS (Soil Survey Staff) (1999) - <i>Soil taxonomy</i>: <i>A basic system of soil classification for making and interpreting soil surveys</i>. 2<sup>nd</sup> edition. Agriculture Handbook 436. Washington D. C., Natural Resources Conservation Service, United states Department of Agriculture, 871 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0871-018X201500030001400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Teixeira, A.M. (2006) - <i>Os minerais de ferro e alum&iacute;nio nos solos de Angola</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Agronomia e Recursos Naturais. Huambo, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias, Universidade Agostinho Neto e Instituto Superior de Agronomia, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, 153 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0871-018X201500030001400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Teixeira, A. M.; Ricardo, R. Pinto; Monteiro, F. e Madeira, M. (2006) - Os minerais de ferro e alum&iacute;nio nos solos de Angola. <i>In</i>: Moreira, I. (Org.) - <i>Angola: agricultura, recursos e desenvolvimento</i>. Lisboa, ISA<i>Press</i>, p. 145-167.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0871-018X201500030001400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Thomas, G.W. (1982) &ndash; Exchangeable cations. <i>In</i>: Page, A. L. (Ed.) - <i>Methods of soil analysis</i> <i>Part 2</i>. <i>Chemical and microbiological properties</i> (Second Edition). Madison, Wisconsin, American Society of Agronomy, Soil Science Society of America, p. 159-165.</p>     <!-- ref --><p>Ucuassapi, A. P. (2006) - <i>Alguns elementos sobre a fertilidade e fertiliza&ccedil;&atilde;o dos solos de Angola</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Agronomia e Recursos Naturais. Huambo, Faculdade de Ci&ecirc;ncias Agr&aacute;rias, Universidade Agostinho Neto e Instituto Superior de Agronomia, Universidade T&eacute;cnica de Lisboa, 48 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0871-018X201500030001400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Uehara, G. e Gillman, G. (1981) &ndash; <i>The mineralogy, chemistry, and physics of tropical soils with variable charge clays</i>. Westview Tropical Agriculture Series, No. 4. Boulder, Colorado, Westview Press Inc., 170 p.</p>     <p>Van Wambeke, A. (1992) - <i>Soils of the tropics &ndash; properties and appraisal</i>. New York, McGraw-Hill Inc., 343 p.</p>     <p>Zech, W.; Senesi, N.; Guggenberger, G.; Kaiser, K.; Lehmann. J.; Miano, T.M.; Milner, A. e Schroth, G. (1997) &ndash; Factors controlling humification and mineralization of soil organic matter in the tropics. <i>Geoderma</i>, vol. 49, n. 3-4, p. 619-628.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido/Received: 2014.09.15</p>     <p>Aceite/Accepted: 2015.04.17</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Anda]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shamshuddin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fauziah]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Increasing negative charge and nutrient contents of a highly weathered soil using basalt and rice husk to promote cocoa growth under field conditions]]></article-title>
<source><![CDATA[Tillage & Soil Research]]></source>
<year>2013</year>
<volume>132</volume>
<page-range>1-11</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Asanzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kiala]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cesar]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lyvers]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Querido]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yost]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Food production in the planalto of southern angola]]></article-title>
<source><![CDATA[Soil Science]]></source>
<year>2006</year>
<volume>170</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>810-820</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brady]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Weil]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The nature and properties of the soils]]></source>
<year>(200</year>
<month>8</month>
<edition>Twelfth</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Upper Saddle River^eNew Jersey New Jersey]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Prentice Hall]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Botelho da Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Caracterização e constituição do solo]]></source>
<year>1995</year>
<edition>5</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fundação Calouste Gulbenkian]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Brams]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Continous cultivation of West African soils: organic matter diminution and effects of applied lime and phosphorus]]></article-title>
<source><![CDATA[Plant and Soil]]></source>
<year>1971</year>
<volume>35</volume>
<numero>1-3</numero>
<issue>1-3</issue>
<page-range>401-414</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CEP</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos solos de Angola: 7. Província de Cuanza Sul]]></source>
<year>1985</year>
<volume>69</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigação Cientifica Tropical]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CEP</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos solos de Angola: 8. Província de Malanje]]></source>
<year>1995</year>
<volume>71</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigação Cientifica Tropical]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CEP</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos solos de Angola: 10. Províncias de Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigação Cientifica Tropical]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CEP</collab>
<source><![CDATA[Carta generalizada dos solos de Angola (4ª Aproximação)]]></source>
<year>1997</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos de Pedologia, Instituto de Investigação Científica Tropical]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CEP</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos solos de Angola: 11. Província de Cuando-Cubango]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigação Cientifica Tropical]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CEP</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos solos de Angola: 9. Província de Bié]]></source>
<year>2002</year>
<volume>72</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigação Cientifica Tropical]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CEP</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos solos de Angola: 12. Províncias de Luanda, Bengo e Cuanza Norte]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigação Cientifica Tropical]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CEP T</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos solos de Angola: 6. Distrito de Benguela]]></source>
<year>1981</year>
<volume>65</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Junta de Investigações do Ultramar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunningham]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effect of clearing a tropical forest soil]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal, Soil Science]]></source>
<year>1963</year>
<volume>14</volume>
<page-range>334-345</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ucuassapi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acerca da fertilidade dos solos de Angola: II. Elementos sobre a fertilidade de importantes agrupamentos de solos das Províncias do Bengo, Cuanza Sul, Benguela, Huambo, Bié, Moxico, Huila e Cunene]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Angola: Agricultura, recursos naturais, desenvolvimento rural]]></source>
<year>2006</year>
<volume>I</volume>
<page-range>479-515</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ISA Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Driessen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Deckers]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spaargaren]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nachttergaele]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Lectures notes on the major soils of the world]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rome ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Food and Agriculture Organization of the United Nations]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>FAO</collab>
<source><![CDATA[Soil map of the world: Revised legend]]></source>
<year>1988</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rome ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FAO-UNESCO-ISRIC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Franco]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.P.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Póvoas]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Efeito do pH sobre a contribuição da fracção orgânica e da fracção mineral para a capacidade de troca catiónica em Solos Tipoferrálicos de Angola]]></article-title>
<source><![CDATA[Anais do Instituto Superior de Agronomia]]></source>
<year>1995</year>
<month>-1</month>
<day>99</day>
<volume>45</volume>
<page-range>487-522</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Franco]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.P.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Póvoas]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo electroquímico do horizonte Bws de alguns solos ferralíticos típicos de Angola]]></article-title>
<source><![CDATA[Garcia de Orta, Sér. Est. Agron.]]></source>
<year>1998</year>
<volume>20</volume>
<numero>1-2</numero>
<issue>1-2</issue>
<page-range>31-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Franco]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.P.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ricardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Pinto]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma aproximação estatística no estudo da contribuição da matéria orgânica e da argila para a capacidade de troca catiónica dos solos ferralíticos de Angola]]></article-title>
<source><![CDATA[Garcia de Orta, Sér. Est. Agron.]]></source>
<year>1998</year>
<volume>20</volume>
<numero>1-2</numero>
<issue>1-2</issue>
<page-range>15-30</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guerrero]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Soils of the Colombian Llanos Orientales: Composition and classification of selected soil properties]]></source>
<year>1971</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hardy]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Suelos tropicales: Pedologia tropical com enfasis en America]]></source>
<year>1970</year>
<edition>Herrero Hermanos</edition>
<publisher-name><![CDATA[Sucesores. S. A.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herbillon]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Chemical estimation of weatherable minerals present in the diagnostic horizons of low activity clay soils]]></article-title>
<source><![CDATA[Proc.]]></source>
<year>1989</year>
<conf-name><![CDATA[8 Int. Clay Classification Workshop]]></conf-name>
<conf-loc>Rio de Janeiro </conf-loc>
<page-range>39-48</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ohno]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[He]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Inhibition of phosphorus sorption to goethiote, gibbsite, and kaolin by fresh and decomposed organic matter]]></article-title>
<source><![CDATA[Biology and Fertility of Soils]]></source>
<year>2007</year>
<volume>44</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>277-288</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WRB</collab>
<source><![CDATA[World reference base for soil resources 2006]]></source>
<year>2006</year>
<volume>103</volume>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rome ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[FAO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lal]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sanchez]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Myths and science of soils of the tropics]]></source>
<year>1992</year>
<volume>29</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Madison^eWisconsin Wisconsin]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SSSA, ASA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mokwunye]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.U.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hammond]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Myths and science of fertilizer use in tropics]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Lal]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sanchez]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Myths and science of soils of the tropics]]></source>
<year>1992</year>
<volume>29</volume>
<page-range>121-134</page-range><publisher-loc><![CDATA[Madison^eWisconsin Wisconsin]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[SSSA, ASA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mouta]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Notícia explicativa do esboço geológico de Angola]]></source>
<year>1954</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Junta de Investigações do Ultramar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>MPA</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos golos de Angola: 1. Distrito de Huíla]]></source>
<year>1959</year>
<volume>9</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Junta de Investigações do Ultramar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<collab>MPA</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Generalized soil map of Angola]]></article-title>
<source><![CDATA[Trans.]]></source>
<year>1960</year>
<volume>4</volume>
<conf-name><![CDATA[7 International Congress, Soil Science]]></conf-name>
<conf-loc>Madison Wisconsin</conf-loc>
<page-range>56-62</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>MPA</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos solos de Angola: 2. Distrito de Huambo]]></source>
<year>1961</year>
<volume>27</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Junta de Investigações do Ultramar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<collab>MPA</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Generalized soil map of Angola (2nd approximation)]]></article-title>
<source><![CDATA[Transations]]></source>
<year>1964</year>
<volume>5</volume>
<conf-name><![CDATA[8 International Congress of, Soil Science]]></conf-name>
<conf-loc>Bucharest </conf-loc>
<page-range>153-162</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>MPAM</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos solos de Angola: 4. Distrito de Cabinda]]></source>
<year>1968</year>
<volume>57</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Junta de Investigações do Ultramar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>MPAM</collab>
<collab>CEP T</collab>
<source><![CDATA[Carta generalizada dos solos de Angola]]></source>
<year>1968</year>
<volume>56</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Junta de Investigações do Ultramar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>MPAM</collab>
<collab>CEPT</collab>
<source><![CDATA[Carta geral dos solos de Angola: 5. Distrito de Uíge e Zaire]]></source>
<year>1972</year>
<volume>63</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Junta de Investigações do Ultramar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Alumínio dos solos de Angola]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Ciências Agrárias, Universidade Agostinho Neto e Instituto Superior de Agronomia, Universidade Técnica de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ricardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Pinto]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Madeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O alumínio nos solos de Angola]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Angola: agricultura, recursos naturais, desenvolvimento rural]]></source>
<year>2006</year>
<volume>I</volume>
<page-range>121-143</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ISApress]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Póvoas]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barral]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Métodos de análise de solos]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto de Investigação Cientifica Tropical]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ricardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Pinto]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuição da matéria orgânica e da argila para a capacidade de troca catiónica em solos ferralíticos de Angola]]></article-title>
<source><![CDATA[Garcia de Orta]]></source>
<year>1968</year>
<volume>16</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>367-374</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ricardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Pinto]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos químicos e físico-químicos relacionados com as argilas ácidas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Agros]]></source>
<year>1998</year>
<volume>52</volume>
<numero>4-6</numero>
<issue>4-6</issue>
<page-range>79-85</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ricardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Pinto]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Franco]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.P. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Conceição]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.A.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As térmitas como agente determinante de características de solos do Sueste de Angola]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Ciências Agrárias]]></source>
<year>2001</year>
<volume>24</volume>
<numero>3-4</numero>
<issue>3-4</issue>
<page-range>239-244</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ricardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Pinto]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Madeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudos dos solos de Angola pelo ISA e pelo IICT: Contribuição para a Ciencia do Solo Tropical]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Angola: agricultura, recursos e desenvolvimento]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>97-120</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ISAPress]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ricardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Pinto]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Réffega]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Contribution portugaise au dévelopment da la science du sol tropical]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Stoops]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[workshop Evolution of tropical soil Science: past and future]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>49-78</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brussels ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Royal Academy of Overseas Sciences]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanchez]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Properties and management of soils in the tropics]]></source>
<year>1976</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[John Wiley and Sons]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sertoli]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As Características do complexo de troca e a classificação dos solos da República de Angola]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>SSS (Soil Survey Staff)</collab>
<source><![CDATA[Soil taxonomy: A basic system of soil classification for making and interpreting soil surveys]]></source>
<year>1999</year>
<volume>436</volume>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Washington^eD. C. D. C.]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Natural Resources Conservation Service, United states Department of Agriculture]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Os minerais de ferro e alumínio nos solos de Angola]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Ciências Agrárias, Universidade Agostinho Neto e Instituto Superior de Agronomia, Universidade Técnica de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ricardo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. Pinto]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Madeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Os minerais de ferro e alumínio nos solos de Angola]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Angola: agricultura, recursos e desenvolvimento]]></source>
<year>2006</year>
<page-range>145-167</page-range><publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ISAPress]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thomas]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Exchangeable cations]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Page]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Methods of soil analysis Part 2: Chemical and microbiological properties]]></source>
<year>1982</year>
<edition>Second</edition>
<page-range>159-165</page-range><publisher-loc><![CDATA[Madison^eWisconsin Wisconsin]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Society of Agronomy, Soil ScienceSociety of America]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ucuassapi]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Alguns elementos sobre a fertilidade e fertilização dos solos de Angola]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Ciências Agrárias, Universidade Agostinho Neto e Instituto Superior de Agronomia, Universidade Técnica de Lisboa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B51">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Uehara]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gillman]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The mineralogy, chemistry, and physics of tropical soils with variable charge clays]]></source>
<year>1981</year>
<volume>4</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Boulder^eColorado Colorado]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Westview Press Inc.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B52">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Wambeke]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Soils of the tropics: properties and appraisal]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[McGraw-Hill Inc.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B53">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zech]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Senesi]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guggenberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kaiser]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lehmann.]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miano]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Milner]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schroth]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors controlling humification and mineralization of soil organic matter in the tropics]]></article-title>
<source><![CDATA[Geoderma]]></source>
<year>1997</year>
<volume>49</volume>
<numero>3-4</numero>
<issue>3-4</issue>
<page-range>619-628</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
