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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16195</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Biodiversidade em habitats naturais e seminaturais da baixa do rio Seia]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Instituto Superior de Agronomia Centro de Ecologia Aplicada Prof. Baeta Neves]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The ‘baixa do rio Seia’ has a large floristic diversity organized in several natural and semi-natural habitats. It is possible to find, in this area, the presence of potential vegetation though it has been the target of intense human interventions, as well as some species that are important in terms of conservation. The main objective of this study was to contribute to the conservation of the local habitats and species, in a area recently detached from the Parque Natural da Serra da Estrela - the ‘baixa do rio Seia’. For that, the ‘baixa do rio Seia’ georeferencing was performed and a floristic survey of the habitats in the area of study (oaks, dry meadows, humid meadows, low forests of heather, forests of lavender, high forest thickets and riparian gallery) was undertaken. About 210 taxa were identified belonging to 55 families. These taxa represent about 40% of the species present in the municipality of Seia. In the area of study, it should be highlighted the presence of a nucleus of Veronica micrantha Hoffmanns. et Link, the presence of Narcissus bulbocodium L., and some species with limited distribution in Portugal, such as Myosotis persoonii and Cucubalus baccifer L.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[baixa do rio Seia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[habitats naturais e seminaturais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[vegetação potencial]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[natural and semi-natural habitats]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[potential vegetation]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 4><b>Biodiversidade em habitats naturais e seminaturais da baixa do rio Seia
</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Biodiversity in natural and seminatural habitats
in the ‘baixa do rio Seia’</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Luis Veloso</b><sup>1</sup>, <b>Alexandre Silva</b><sup>2</sup>,
<b>Leónia Nunes</b><sup>3</sup> e <b>Cristina A. Costa</b><sup>1,4,*</sup></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2><i><sup>1</sup>Escola Superior Agrária de Viseu/Instituto Politécnico de
Viseu, Quinta da Alagoa - Estrada de Nelas, Ranhados, 3500-606, Viseu, Portugal;</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>2</sup>Centro de Interpretação da Serra
da Estrela (CISE), Rua Visconde de Modelos, 6270-423, Seia, Portugal;</i></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>3</sup>Centro de Ecologia Aplicada &quot;Prof.
Baeta Neves”, Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa, Tapada da
Ajuda, 1349 - 017 Lisboa, Portugal;</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2><i><sup>4</sup>CI&amp;DETS, Instituto Politécnico de Viseu, Av. Cor. José Maria
Vale de Andrade, Campus Politécnico, 3504-510, Viseu, Portugal.</i></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><i>(*E-mail: <a href = "mailto:amarocosta@esav.ipv.pt">amarocosta@esav.ipv.pt</a>)</i></font></p>


<hr noshade size = 1>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana
size = 3><b>RESUMO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A baixa do
rio Seia alberga uma grande diversidade florística que se organiza em diversos habitats
naturais e seminaturais. É possível encontrar, nesta área, locais com presença de
vegetação potencial, ainda que esta baixa tenha sido alvo de intensa intervenção
humana, bem como espécies relevantes em termos de conservação.</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>O principal objetivo deste trabalho foi contribuir para
a preservação dos habitats e espécies presentes numa área recentemente desanexada
do Parque Natural da Serra da Estrela – a baixa do rio Seia. Assim, foi feita a
georreferenciação dos limites da baixa do rio Seia e o levantamento florístico nos
vários habitats presentes na área de estudo (carvalhal, prados secos, prados húmidos,
matos rasteiros de urze, matos de rosmaninho, matos altos de tojo e galeria ribeirinha).
</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Foram identificadas 210 <i>taxa,</i>
agrupados em 55 famílias, que representam cerca de 40% das espécies que ocorrem
no município de Seia. Na área de estudo do presente trabalho, destaca-se a presença
de um núcleo de <i>Veronica micrantha </i>Hoffmanns. &amp; Link, a presença de <i>Narcissus
bulbocodium </i>L., e algumas espécies com distribuição reduzida em Portugal, como
<i>Myosotis persoonii</i> Rouy e<i> Cucubalus baccifer </i>L. </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><b>Palavras-chave</b>:
baixa do rio Seia, habitats naturais e seminaturais, vegetação potencial.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face =
Verdana size = 2>The ‘baixa do rio Seia’ has a large floristic diversity organized
in several natural and semi-natural habitats. It is possible to find, in this area,
the presence of potential vegetation though it has been the target of intense human
interventions, as well as some species that are important in terms of conservation.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>The main objective of this study was to contribute
to the conservation of the local habitats and species, in a area recently detached
from the Parque Natural da Serra da Estrela – the ‘baixa do rio Seia’. For that,
the ‘baixa do rio Seia’ georeferencing was performed and a floristic survey of the
habitats in the area of study (oaks, dry meadows, humid meadows, low forests of
heather, forests of lavender, high forest thickets and riparian gallery) was undertaken.
</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>About 210 <i>taxa</i> were identified
belonging to 55 families. These <i>taxa</i> represent about 40% of the species present
in the municipality of Seia. In the area of study, it should be highlighted the
presence of a nucleus of <i>Veronica micrantha Hoffmanns</i>. et Link, the presence
of <i>Narcissus bulbocodium</i> L., and some species with limited distribution in
Portugal, such as <i>Myosotis persoonii</i> and <i>Cucubalus baccifer</i> L.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2><b>Keywords</b>: ‘baixa do rio Seia’, natural and semi-natural habitats, potential vegetation.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size
= 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O Plano de
Ordenamento do Parque Natural da Serra da Estrela publicado na Resolução do Conselho
de Ministros (2009) refere que a cartografia da vegetação desta Serra carece de
atualização e reforça a necessidade do conhecimento da vegetação potencial, e das
etapas de substituição, para a gestão do território, já que a partir dela se pode
prever a evolução sucessional do coberto vegetal e proceder à interpretação da paisagem
vegetal. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A vegetação potencial de
uma dada área geográfica é definida como a comunidade vegetal original desse local,
com determinadas características climáticas e edáficas, que atingiram o seu máximo
ecológico estável (Honrado <i>et al</i>., 2000; Neto <i>et al</i>., 2008). Supõe-se
que estas comunidades, na ausência da acção antrópica, refletem a resposta mais
eficaz às condições bióticas e abióticas do local e ao equilíbrio de energia e matéria
do sistema, mantendo os tipos e a distribuição espacial da vegetação primitiva praticamente
inalterados (Aguiar <i>et al</i>., 2000).</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>A baixa do rio Seia, que conflui com os limites do Parque Natural da Serra
da Estrela, foi desanexada do perímetro do Parque em Outubro de 2007 (PNSE, 2009)
e sujeita a um conjunto de práticas de gestão pouco adequadas que podem por em risco
a sua vegetação potencial, bem como algumas espécies com interesse de conservação
existentes no local. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A baixa do
rio Seia localiza-se numa área de transição entre os macrobioclima Temperado (variante
submediterrânica) e o macrobioclima Mediterrânico. Segundo estudos bioclimatológicos
recentes, o território basal da encosta oeste da Serra da Estrela (Seia – Gouveia
localizados entre os 400 e os 700&nbsp;m) possui um bioclima mesotemperado (Mesquita,
2005). A proximidade da área de estudo em relação ao oceano Atlântico e a sua localização
na vertente ocidental da serra é responsável por uma marcada influência dos ventos
marítimos. No entanto, pelo facto da área de estudo se encontrar numa área plana
e abrigada, é notória alguma termicidade mais característica dos territórios já
com influência mediterrânica.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>As
espécies predominantes neste tipo de clima são os carvalhos (<i>Quercus </i>spp.),
pinheiros (<i>Pinus </i>spp.), oliveira (<i>Olea europaea</i> L.), salgueiros (<i>Salix
</i>spp.), ulmeiros (<i>Ulmus </i>spp.), entre outras (Rivas-Martínez e Arregui<i>,</i>
1999).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Esta área possui grande diversidade
de habitats, formados por diferentes parcelas agrícolas (vinhas, pomares, culturas
arvenses), pinhais, carvalhais, galerias ribeirinhas junto à principal linha de
água (rio Seia), matos rasteiros com predominância de urze-branca (<i>Erica arborea</i>
L.) e outros com rosmaninho (<i>Lavandula pedunculata</i> (Mill.) Cav.) e matos
altos (Amaral, 2014). É possível, ainda, observar a presença de dois tipos de prados:
prados húmidos, junto às linhas de água, e prados secos conforme aumenta a distância
às mesmas.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O principal objetivo deste
trabalho foi contribuir para a preservação dos habitats e espécies presentes. Assim,
procurou-se contribuir para o estudo da vegetação potencial da baixa do rio Seia
e identificar espécies com interesse em termos de conservação, através da identificação
e mapeamento dos diferentes habitats presentes na baixa do rio Seia e do levantamento
florístico da flora presente. Com base nesta informação foi possível quantificar
e comparar a riqueza específica dos habitats e fazer algumas propostas para a salvaguarda
dos recursos naturais da baixa do rio Seia.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>A área de estudo do presente trabalho - baixa
do rio Seia - localiza-se no concelho de Seia e estende-se por aproximadamente 407&nbsp;ha
inseridos, total ou parcialmente, no Parque Natural da Serra da Estrela (<a href = "#f1">Figura
1</a>). </font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>

<a name = "f1"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea02f1.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Com base em trabalhos realizados no Centro de
Interpretação de Serra da Estrela (CISE) foram definidos os 8 habitats mais representativos
da região: bosque de carvalhal, pinhal, galeria ribeirinha, prados secos e húmidos,
matos altos (tojal), matos rasteiros (urze) e matos de rosmaninho (Amaral, 2014).
Procedeu-se à georreferenciação da área da baixa do rio Seia e das parcelas de estudo,
com recurso ao GPS (<a href = "#f1">Figura 1</a>).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O
levantamento florístico (inventário) dos vários habitats foi realizado durante os
meses de março a agosto de 2014, num total de seis saídas de campo. Utilizou-se
o método das parcelas para o levantamento florístico dos diferentes habitats e o
método dos transeptos para o levantamento das espécies presentes na galeria ribeirinha.
As parcelas de amostragem foram marcadas com recurso a fita métrica, em número e
dimensão que dependeu do tipo e dimensão do habitat, de acordo com:</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>pinhal e carvalhal
– totalidade da área; </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>galeria ribeirinha - largura de 1&nbsp;m na margem do rio, numa extensão
de 300&nbsp;m;</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>prados secos e húmidos - parcelas com 10&nbsp;m<sup>2</sup>, uma parcela
por habitat;</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>matosaltos, rasteiros e rosmaninho - parcelas com 100&nbsp;m<sup>2</sup>,
uma parcela por habitat. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O inventário de cada
parcela foi repetido em cada uma das seis visitas, com o registo de todas as novas
espécies presentes (a partir dos registos da 1ª visita) e das que entretanto germinaram
ou floriram. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O espectro biológico
foi atribuído através da classificação de Raunkiaer<a href = "#ref1" name = "reftext1">[1]</a>
proposta em 1934 e modificada por Braun-Blanquet em 1982 (BIOECO, 2004; IBGE, 2012)
e a descrição do tipo corológico foi efetuada com base em informação sobre a distribuição
geral das espécies (Pignatti, 1982). A atribuição do tipo fisionómico e da corologia
das espécies foi realizada por consulta de consulta de Floras e Guias Botânicos,
preferencialmente de âmbito local ou regional (Pignatti, 1982; Castroviejo, 1986-2012;
Gonzalez, 1995; Pinto da Silva e Teles, 1999; Oliveira e Neiva, 2004; Sande Silva,
2007).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font
face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Na área da baixa do rio Seia foram identificadas 210 espécies
(<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea02q1.jpg" target = "_blank">Quadro 1</a>), das 524 que existem no município de Seia (numa área total de 43500&nbsp;ha),
o que representa 40% das espécies da região. </font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Das espécies identificadas, existem 10 que se
evidenciam, por estarem presentes em cinco ou mais habitats, nomeadamente: <i>Anthoxanthum
aristatum </i>Boiss. (espécie que surge em maior número de habitats),<i> Briza maxima
</i>L.,<i> Crepis capillaris </i>(L.) Wallr.,<i> Hypochaeris radicata </i>L.,<i>
Jasione montana </i>L.,<i> Leontodon taraxacoides subsp. longirostris </i>(Vill.)
Mérat,<i> Pinus pinaster </i>Aiton,<i> Teesdalia nudicaulis </i>(L.) R.Br., <i>Tolpis
barbata</i> (L.) Gaertn. e<i> Ulex europaeus </i>L. </font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>A espécie <i>Veronica micrantha </i>Hoffmans. &amp; Link, classificada
nos anexos II e IV da Directiva Habitats, considerada uma espécie em perigo (Decreto-Lei
nº49/2005 de 24 de Fevereiro), foi encontrada em galerias ribeirinhas da baixa do
rio Seia. Também Ribeiro (2006), no trabalho de <i>Caracterização da flora vascular
e do padrão e dinâmica da paisagem na Serra do Caramulo</i> refere esta espécie
em habitat semelhante.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>As famílias
com maior número de espécies são Poaceae (25) e Asteraceae (24), a que se seguem
Fabaceae (17) e Caryophyllaceae (12) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea02q2.jpg" target = "_blank">Quadro 2</a>). Nos habitats bosque de carvalhal
e galerias ribeirinhas encontram-se maior número de espécies da família Asteraceae
(10 e 13, respetivamente) e nas galerias ribeirinhas encontraram-se 11 espécies
da família Fabaceae. A família Poaceae, apesar de ser a que apresenta maior número
de espécies diferentes, aparece mais distribuída por habitats.</font></p>

    
<p><font face
= Verdana size = 2>Verifica-se que os habitats que apresentam maior riqueza específica
são as galerias ribeirinhas (126 espécies), seguido de bosque de carvalhal (59 espécies)
e pinhal (55 espécies). Os matos médios (tojal) e o prado seco constituem habitats
com menor riqueza específica.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O habitat
carvalhais ou bosque de carvalhal apresenta um riqueza específica de 60 espécies,
dominados pelo carvalho-comum (<i>Quercus robur</i> L.). Neste habitat é evidente
o maior número de espécies de porte herbáceo (49 espécies).</font></p>

    <br>

<a name = "f2"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea02f2.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face
= Verdana size = 2>O pinhal é constituído por um povoamento irregular de pinheiro-bravo
(<i>Pinus pinaster</i> Aiton) com ensombramento quase total e, em consequência,
com sub-coberto muito limpo, dominado por espécies herbáceas (46 espécies). Todas
as fronteiras restantes desta área de estudo são constituídas por matos rasteiros,
dominados por giesta-branca (<i>Cytisus multiflorus</i> (L*Hér.) Sweet), giesta-amarela
(<i>Cytisus striatus</i> (Hill) Rothm.) e tojo (<i>Ulex europaeus</i> L.).</font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>A galeria ribeirinha está localizada na margem
esquerda do rio Seia (onde foi realizado o inventário) e, apesar de contar com um
número elevado de espécies (126), é dominada pelo amieiro (<i>Alnus glutinosa</i>
(L.) Gaertn.) e por grande quantidade de espécies de porte herbáceo (117 espécies).
</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O prado seco está localizado junto
a uma estrada agrícola, com boa exposição solar, e é dominado por espécies herbáceas.
Não estão presentes espécies de porte arbustivo ou arbóreo. Trata-se de um habitat
que sofre pastoreio por ovinos com frequência. O prado húmido encontra-se junto
de uma linha de água (rio Seia), num local com elevada humidade, dominado por vegetação
herbácea e com pequenas manchas de indivíduos de porte arbustivo, como giesta-branca
(<i>Cytisus multiflorus</i> (L*Hér.) Sweet).</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>O tojal é um habitat dominado por tojo (<i>Ulex europaeus</i> L.), com
uma formação arbustiva muito densa que cria uma camada quase impenetrável à luz
solar, o que faz com que o estrato herbáceo não seja muito desenvolvido. Para além
deste tipo de matos, observaram-se outros dois habitats com matos rasteiros: um
dominado pela urze-branca (<i>Erica arborea</i> L.) e o outro por rosmaninho (<i>Lavandula
pedunculata</i> (Mill.) Cav.). Ambos têm um ambiente com pouca humidade, grande
exposição solar e sem vestígios de intervenção humana.</font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>O espectro biológico da baixa do rio Seia é dominado pelo tipo
terófito, que representa 42% dos 210 <i>taxa</i> identificados (<a href = "#f3">Figura 3</a>), seguidos
de hemicriptófitos (25%), que revelam o carácter de altitude, e caméfitos (11%),
o que seria de esperar uma vez que se tratam da forma biológica predominante nas
comunidades vegetais mediterrânicas (Castro <i>et al</i>., 2005; Lopes, 2012).</font></p>

    <br>

<a name = "f3"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea02f3.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os terófitos são mais abundantes em todos os habitats,
à exceção do prado húmido onde os hemicriptófitos dominam (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea02q3.jpg" target = "_blank">Quadro 3</a>). O tipo fisionómico
que surge de seguida em todos os habitats é o hemicritpófito. Os helófitos aparecem
unicamente na galeria ribeirinha e nos matos rasteiros.</font></p>

    
<p><font face
= Verdana size = 2>O espetro corológico da área de estudo é dominado por diversos
endemismos (<a href = "#f4">Figura 4</a>), entre os quais estão presentes endemismos ibéricos e lusitânicos
(como por exemplo <i>Narcissus bulbocodium</i> L. e <i>Veronica micrantha</i> Hoffmanns.
&amp; Link (<a href = "#f5">Figura 5</a>), ambas endemismos ibéricos), que no conjunto representam 22%
do total de <i>taxa </i>identificados. Estes endemismos são característicos do Sector
estrelense, da Província Carpetano-Ibérico-Leonesa pertencente à Subregião Mediterrânica
Ocidental, com características biogeográficas mediterrânicas, em particular nas
encostas com maior influência atlântica (Costa <i>et al</i>., 1998). Foram ainda
observadas outras espécies com distribuição reduzida em Portugal, como <i>Myosotis
persoonii</i> Rouy e<i> Cucubalus baccifer </i>L.</font></p>

    <br>

<a name = "f4"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea02f4.jpg"></a>

    
<br>

<a name = "f5"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea02f5.jpg"></a>

    
]]></body>
<body><![CDATA[<br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>CONCLUSÕES </b></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>A baixa do rio Seia é formada por um mosaico constituído de diferentes
habitats, onde assumem particular importância as áreas agrícolas, pelo contributo
para o equilíbrio dos ecossistemas, ao impedir o avanço de espécies invasoras. </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>No caso da baixa do rio Seia, o habitat com interesse
prioritário de conservação (maior diversidade) e com maior exposição ao risco é
a galeria ribeirinha. Este risco deve-se a causas antrópicas: pelo facto dos solos
nas margens do rio serem muito férteis e se verificar a existência de água permanente
no rio, a prática da agricultura em zonas próximas das margens é muito apetecível
para as comunidades locais. Assim, a conservação desta vegetação ribeirinha reveste-se
de grande importância, quer pela sua riqueza florística quer porque esta vegetação
serve de barreira natural aos sedimentos e produtos químicos que possam ser transportados
pelas águas de escorrimento superficial.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>Finalmente, importa realçar a presença, na área de estudo, de duas espécies
que constam na Directiva Habitats (Directiva 92/43/CEE do Conselho de 21 de Maio
de 1992): <i>Narcissus bulbocodium</i> L. e <i>Veronica micrantha</i> Hoffmanns.
&amp; Link. A espécie <i>N. bulbocodium</i>, constante no anexo IV da Diretiva,
trata-se de uma espécie vegetal de interesse comunitário cuja captura ou colheita
na natureza e exploração podem ser objecto de medidas de gestão, de modo a assegurar
a sua conservação. A espécie <i>V. micrantha</i>, constante no anexo II da Diretiva,
é uma espécie de interesse comunitário, para a qual devem ser criadas zonas especiais
de conservação. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Uma vez que a baixa
do rio Seia está integrada num contexto de atividades humanas diversas (agricultura,
pastoreio, lazer e turismo) é desejável que se estruture um plano de gestão e conservação
dos habitats e da sua biodiversidade. O estudo da flora pode contribuir para a valorização
dos recursos naturais presentes, definição de planos de gestão e conservação adequados
e promover o turismo e a descoberta da baixa do rio Seia.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Referências bibliográficas </b></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Aguiar, C.; Honrado, J.J. &amp; Silva, R.A. (2000)
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Superior Agrária de Viseu. Viseu, p. 17-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670033&pid=S0871-018X201700050000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

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<a href="http://bioeco.free.fr/index.htm" target = "_blank">http://bioeco.free.fr/index.htm</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670035&pid=S0871-018X201700050000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


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    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Directiva Habitats
(1992) - P<i>reservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens. </i>DIRECTIVA
92/43/CEE DO CONSELHO de 21 de Maio de 1992. 54p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670043&pid=S0871-018X201700050000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

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    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Oliveira, A.S.
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    <p><font face
= Verdana size = 2>Resolução do Conselho de Ministros (2009) - Resolução do Conselho
de Ministros nº 83/2009 de 9 de Setembro. <i>Regulamento do Plano de Ordenamento
do Parque Natural da Serra da Estrela</i>. Diário da República nº175, I Série. Assembleia
da República, Lisboa. </font></p>

    ]]></body>
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    <!-- ref --><p><font
face = Verdana size = 2>Rivas-Martínez, S. &amp; Arregui, L. (1999) - Bioclimatology
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    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Sande Silva, J. [Coord. Ed.] (2007) - <i>Colecção
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o Desenvolvimento / Liga para a Protecção da Natureza, Lisboa, 9 vols.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670068&pid=S0871-018X201700050000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Agradecimentos</b></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Ao Alexandre Silva e à Câmara Municipal de Seia,
através do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE), pelo apoio à realização
deste trabalho.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.03.13</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Aceite/accepted: 2017.03.13</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 2><a name = "ref1" href = "#reftext1">[1]</a>
O tipo biológico de Raunkiaer, ou tipo fisionómico, é uma classificação de espécies
baseada no número, posição e proteção dos gomos vegetativos (estruturas sensíveis
que estão muitas vezes protegidas por folha modificadas, a partir das quais novos
órgãos e folhas se desenvolvem depois da estação desfavorável), e apresenta os seguintes
tipos biológicos principais: </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>-hidrófito - planta
aquática com gomos vegetativos submersos, </font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>-helófito
- planta de meios aquáticos com as gemas de renovo enterradas no leito, </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>-terófito - planta anual cujos gomos vegetativos provêm da germinação de
sementes,</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>-hemicriptófito - planta com gomos vegetativos situados na superfície do
solo,</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>muitas vezes envolvidos por
folhas em forma de roseta,</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>-geófito - planta
não aquática com gomos vegetativos enterrados (tubérculo, bolbo ou rizoma), </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>-caméfito - planta perene cujos gomos vegetativos se situam a menos de
25&nbsp;cm da superfície do solo, </font></p>

    <p><font face = Verdana size =
2>-fanerófito
- planta lenhosas ou herbácea vivaz cujas gemas de renovo são encontradas a mais
de 25&nbsp;cm acima do nível do solo. </font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
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