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<issn>0871-018X</issn>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16182</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação ao cultivo de oregão (Origanum vulgare l.) na região de Elvas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Study of oregano (Origanum vulgare l.) cultivation in the Elvas region]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Portalegre Escola Superior Agrária de Elvas do Núcleo de investigação em Agricultura Sustentável Departamento de Agricultura e Recursos Naturais]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Origanum vulgare L. species is used as an herb, spice and medicinal plant, occurring spontaneously in the Alentejo region. Its sustainable cultivation should be promoted in order to reduce genetic erosion caused by harvest in nature. The main goal of this study was to respond to the request of a farmer from the Elvas region, focusing on the assessment of the adaptation to cultivation of six accessions, three spontaneous (OV1 from Vila Fernando, OV2 from Estremoz, OV3 from Vila Boim) and the remaining three commercial (OVT1, OVT2, OVT3). Plant propagation was carried out from stem cuttings for the three spontaneous accessions and from seed for the three commercial accessions. Using material from OV2, a stem cutting vegetative propagation trial was carried out, using softwood (terminal and sub-terminal) and semi-hardwood (basal) stem cuttings; cuttings survival and growth was observed. Seed germination was tested using the three commercial seed accessions and the three spontaneous accessions (harvest in nature and after cultivation) at 20°C with 12 h photoperiod. The following descriptors were observed on the filed characterization essay: flowering date; length, width and color of the basal leaf; growth habit; width and height of the plant; length of the main stem, length and width of the terminal inflorescence, flowered portion of the stem length and width; plant biomass (fresh and dry). The subterminal stem cuttings survived better (83.8%) and survival rate was significantly higher than basal cuttings (56.8%). Seed germination varied from 69.5% to 92%, with significant differences between the commercial seeds and seeds of the spontaneous accessions after cultivation. On the characterization field essay, the flowering date was the only descriptor with significant differences between spontaneous accessions. The earliest-flowering accession was OV1 and the later-flowering accession was OV2. The difference between the flowering dates of these accessions was 13 days. The work provided useful information to the farmer for oregano growing, however the study should be continued.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Origanum vulgare]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[germinação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 4><b>Adaptação ao cultivo de oregão (<i>Origanum vulgare </i>l.) na região
de Elvas</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Study of oregano (<i>Origanum vulgare</i> l.)
cultivation in the Elvas region</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Orlanda Póvoa</b>*, <b>Noémia Farinha e Cátia Claré</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Departamento de Agricultura e Recursos Naturais;
Escola Superior Agrária de Elvas do Núcleo de investigação em Agricultura Sustentável,
Instituto Politécnico de Portalegre, Portugal.</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>(*Email: <a href = "mailto:opovoa@esaelvas.pt">opovoa@esaelvas.pt</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A espécie <i>Origanum vulgare</i> L. é utilizada como planta aromática, condimentar
e medicinal, existindo em estado silvestre no Alentejo. O seu cultivo, de forma
sustentável, deverá contribuir para reduzir a erosão genética provocada pela colheita
na natureza.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O principal objetivo
do trabalho foi responder à solicitação de um agricultor da região de Elvas, focando-se
na avaliação da adaptação ao cultivo de seis acessos, três de origem silvestre (OV1
de Vila Fernando, OV2 de Estremoz, OV3 de Vila Boim), as restantes três de origem
comercial (OVT1, OVT2, OVT3).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Efetuou-se
propagação vegetativa para os três acessos silvestres e propagação seminal para
as 3 entradas comerciais. Utilizando material de OV2, foi feito um ensaio de propagação
vegetativa em que se testou a sobrevivência e o crescimento das estacas terminais,
subterminais e basais. Foi efetuado um teste de germinação às sementes dos acessos
comerciais, assim como às sementes dos acessos silvestres (colhidas na natureza
e cultivadas), a 20ºC com fotoperiodo de 12&nbsp;h. Para a caraterização dos acessos
utilizaram-se os seguintes descritores: data da floração; comprimento, largura e
cor da folha basal; hábito de crescimento; largura e altura da planta; comprimento
do caule principal, comprimento e largura da inflorescência terminal, comprimento
e largura do caule com flor, biomassa da planta (verde e seca).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>No ensaio das estacas, sobreviveram melhor as estacas subterminais
(com 83,8%), sendo significativamente superiores às estacas basais (56,8%). No ensaio
de germinação, os resultados variaram de 69,5 a 92%, com diferenças significativas
entre as sementes comerciais e as sementes dos acessos silvestres após cultivo.
Na caraterização, verificaram-se diferenças significativas entre os acessos silvestres
apenas na data da floração. O acesso mais precoce foi OV1 e o mais tardio foi OV2.
A diferença entre as datas de floração destes acessos foi de 13 dias. O trabalho
forneceu dados úteis ao agricultor para o cultivo do orégão na sua exploração, mas
o estudo deve ser continuado.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Palavras-chave</b>: <i>Origanum vulgare</i>,
germinação, propagação, caracterização, Alentejo.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Origanum vulgare</i> L. species is used as
an herb, spice and medicinal plant, occurring spontaneously in the Alentejo region.
Its sustainable cultivation should be promoted in order to reduce genetic erosion
caused by harvest in nature.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>The
main goal of this study was to respond to the request of a farmer from the Elvas
region, focusing on the assessment of the adaptation to cultivation of six accessions,
three spontaneous (OV1 from Vila Fernando, OV2 from Estremoz, OV3 from Vila Boim)
and the remaining three commercial (OVT1, OVT2, OVT3).</font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Plant propagation was carried out from stem cuttings for the
three spontaneous accessions and from seed for the three commercial accessions.
Using material from OV2, a stem cutting vegetative propagation trial was carried
out, using softwood (terminal and sub-terminal) and semi-hardwood (basal) stem cuttings;
cuttings survival and growth was observed. Seed germination was tested using the
three commercial seed accessions and the three spontaneous accessions (harvest in
nature and after cultivation) at 20°C with 12&nbsp;h photoperiod. The following
descriptors were observed on the filed characterization essay: flowering date; length,
width and color of the basal leaf; growth habit; width and height of the plant;
length of the main stem, length and width of the terminal inflorescence, flowered
portion of the stem length and width; plant biomass (fresh and dry).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>The subterminal stem cuttings survived better
(83.8%) and survival rate was significantly higher than basal cuttings (56.8%).
Seed germination varied from 69.5% to 92%, with significant differences between
the commercial seeds and seeds of the spontaneous accessions after cultivation.
On the characterization field essay, the flowering date was the only descriptor
with significant differences between spontaneous accessions. The earliest-flowering
accession was OV1 and the later-flowering accession was OV2. The difference between
the flowering dates of these accessions was 13 days. The work provided useful information
to the farmer for oregano growing, however the study should be continued.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Keywords</b>: <i>Origanum vulgare</i>, seed
germination, stem cutting, characterization, Alentejo.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>O mercado de produtos à base de plantas nacional
e internacional está em rápido crescimento, com importantes mais-valias económicas,
em resposta à procura de tratamentos menos agressivos, ao desenvolvimento da fitoterapia
e ao desejo de modos de vida mais próximos da natureza. Neste contexto, o crescimento
da indústria transformadora de plantas aromáticas e medicinais requer um fornecimento
constante de matérias-primas de qualidade, assente em plantas provenientes de cultivo
sustentável, respeitando as boas práticas agrícolas (Martins <i>et al.</i>, 2000).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>A espécie em estudo tem duas subespécies conhecidas:
<i>Origanum vulgare</i>, spp. <i>vulgare</i> L. e <i>Origanum vulgare</i>, spp.
<i>virens</i> Hoffmanns. et Link (Morales, 2010). Sendo que na região do Alentejo
ocorre a <i>Origanum vulgare</i>, spp. <i>virens.</i></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>O tipo de solo onde a espécie se pode instalar corresponde a
todos os solos ricos em matéria orgânica, francos, argilosos, franco-argilosos e
húmidos (Muñoz, 2012). Espontaneamente vegeta com grande frequência em solos calcários
(Tavares <i>et al.</i>, 2010; Muñoz, 2012). Contudo, Póvoa e Delgado (2014) referem
que prefere solos bem drenados, neutros ou alcalinos e com boa exposição solar.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>A reprodução da espécie pode ser assexuada por
propagação vegetativa, ou sexuada por via seminal (Póvoa e Delgado, 2014). A propagação
por via vegetativa pode ser feita por divisão de pés ou através do enraizamento
de estacas (Vasconcelos, 1949).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O
orégão (<i>Origanum vulgare</i> L.) pode ser considerado uma das especiarias mais
importantes, principalmente nos Países do Mediterrâneo. O mercado total de orégãos
é de aproximadamente 350-500 toneladas em França, 600 toneladas na Alemanha, 500
toneladas em Inglaterra e 150 toneladas nos Países Baixos. Nos Estados unidos são
consumidas mais de 300 000 toneladas de orégãos por ano. Apesar de ser uma espécie
com alguma importância, têm sido negligenciada e os seus recursos genéticos não
têm sido explorados corretamente. A conservação da diversidade genética é muito
limitada a nível mundial. No entanto há um grande contraste com o grau de popularidade
e colheita em habitat natural. Esta representa um grande risco para a conservação
da diversidade da espécie e até mesmo em alguns casos extinção (Marcelino <i>et
al</i>., 2005).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Deste modo, o objetivo
global deste trabalho foi avaliar a adaptação ao cultivo, na região de Elvas de
orégão espontâneo na região e de orégão de origem comercial. Como ponto de partida
tomou-se em consideração os saberes tradicionais da região que consideram os orégãos
espontâneos de Vila Boim (concelho de Elvas) como sendo muito apreciados e por esse
motivo submetidos a intensa ação de colheita.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>O ensaio de valor agronómico foi instalado numa
das parcelas da Herdade das Casas Velhas, uma exploração localizada perto de Vila
Fernando e Vila Boim, Concelho de Elvas, com a Latitude 38,898090 N e Longitude
7,273750 W.</font></p>



    <p><font face = Verdana size = 2><i>Proveniência do material vegetal</i></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>O ensaio de avaliação teve por base seis acessos:
três de origem silvestre e três de origem comercial (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q1.jpg" target = "_blank">Quadros 1</a> e <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q2.jpg" target = "_blank">2</a>). </font></p>


    
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Os acessos silvestres de <i>O. vulgare</i> foram
colhidas no Alto Alentejo, com registo preciso da sua origem, enquanto os acessos
comercias, são de Portugal e Espanha. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Ensaios de germinação
dos acessos</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os ensaios decorreram
em 2 etapas, as sementes comerciais foram testadas no início dos trabalhos, em março
de 2015; as sementes dos acessos de origem espontânea (na natureza e no campo de
ensaio) foram colhidas em setembro de 2015 e testadas em outubro de 2015. As amostras
das sementes colhidas no campo de ensaio foram obtidas de subamostras em que os
frutos apresentavam sinais claros de amadurecimento. Não foi possível colher semente
de OV1 na natureza pois o pastoreio de ovinos havia destruído totalmente as partes
aéreas das plantas. Usaram-se quatro repetições de 50 sementes de cada amostra de
semente testada, as quais se incubaram a 20ºC com 12&nbsp;h de fotoperíodo numa
câmara de crescimento com controlo de luz e temperatura. Os ensaios tiveram a duração
total de 21 dias.</font></p>



    <p><font face = Verdana size = 2><i>Ensaio de propagação vegetativa (estacaria)
</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O ensaio foi instalado no dia
7 de Março de 2015. Utilizou-se material vegetal do acesso OV2 (Estremoz), uma vez
que era o local onde se verificou uma maior abundância da espécie. </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Foram testados três tipos de estacas: estacas
herbáceas (terminais), sub-herbáceas (subterminais) e sub-lenhosas (basal). As estacas
foram preparadas com uma tesoura de poda, tendo cerca de 6&nbsp;cm de comprimento
e com pelo menos uma gema. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Foram
utilizados dois tipos de tabuleiros, de esferovite e de plástico. Para os três tipos
de estacas foram feitas duas repetições com 30 estacas cada. </font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>As estacas foram observadas durante três meses, tendo-se
registado as sobreviventes uma vez por mês. Na última contagem foram também medidas
as alturas das estacas sobreviventes.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><i>Multiplicação dos acessos</i></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>A sementeira das três entradas comerciais foi
feita no dia 16 de março de 2015, em tabuleiros alveolares de esferovite. No tabuleiro
foi colocado substrato comercial humedecido, em cada alvéolo foram colocadas quatro
sementes.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Relativamente aos acessos
espontâneos, a primeira etapa de trabalho consistiu na identificação de possíveis
locais de ocorrência da espécie. A recolha foi efetuada com a ajuda de um pequeno
sacho, retirando-se apenas plantas em número suficiente para garantir a propagação
vegetativa do material, após o que foram acondicionadas em saco humedecido com água
e devidamente etiquetadas. O último acesso a ser recolhido foi em Vila Boim; nesse
local, devido ao reduzido número de plantas existentes, não se fez colheita com
sacho, tendo-se retirado apenas as extremidades de consistência herbácea e sub-herbácea
com uma tesoura, as quais foram etiquetadas e acondicionadas de forma idêntica.
Os propágulos foram acondicionadas em ambiente refrigerado (frigorifico a cerca
de 5ºC) até ao momento da preparação das estacas.</font></p>

    <p><font face =
Verdana size = 2>As estacas foram preparadas com dimensões entre 6 e 8&nbsp;cm.
Foi aproveitado o máximo material vegetal possível, por isso as estacas eram herbáceas,
sub-herbáceas e sub-lenhosas.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>No
cômputo geral, foram feitas para o ensaio 1234 estacas dos três acessos espontâneos,
utilizando um total de 10 tabuleiros. Esta quantidade de material foi necessário
porque o proprietário pretendia instalar a totalidade da parcela, ultrapassando
a área do ensaio agronómico.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Todos
os tabuleiros na sua fase inicial estiveram alojados no viveiro da ESAE, tendo sido
transferidos na sua última fase, para um telheiro na Herdade das Casas Velhas.</font></p>



    <p><font face = Verdana size
= 2><i>Ensaio de caracterização agronómica</i></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>A instalação do ensaio na Herdade das Casas Velhas foi feita no dia 6 de
maio de 2015, após o enraizamento das estacas dos acessos espontâneos, após cerca
de dois meses, de forma a promover o sucesso do transplante. </font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>O ensaio foi dividido em quatro blocos casualizados (<a href = "#q3">Quadro
3</a>). Foram instaladas 16 plantas de cada acesso, com vista a caracterizar cinco dessas
plantas para cada acesso e em cada bloco. A distância entre planta na linha e na
entrelinha foi de 30&nbsp;cm.</font></p>

    <br>

<a name = "q3"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q3.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 2>As plantas dos acessos
comerciais foram transplantadas no dia 3 de junho devido ao atraso do seu desenvolvimento
por terem sido obtidas por sementeira. A sua transplantação nesta época coincidiu
com condições climáticas extremas pouco favoráveis à sobrevivência das plantas.</font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>O sistema de rega foi gota-a-gota, com fita de
16&nbsp;mm, com furos de 20 em 20&nbsp;cm. Inicialmente a rega foi feita todos os
dias, duas vezes por dia, para garantir uma melhor sobrevivência e enraizamento
das plantas. Após a primeira semana passou-se a regar apenas uma vez por dia. Cerca
de um mês depois da instalação das primeiras plantas do ensaio, a 6 de maio, verificou-se
que as plantas estavam a morrer, devido ao excesso de humidade. Por isso, passou-se
a regar com intervalo de dois dias. No final do mês de junho reduziu-se a rega para
apenas duas regas por semana.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Inicialmente
o solo foi mobilizado com uma grade de discos, a fim de o descompactar e controlar
as infestantes. O solo da parcela foi armado em camalhões com a ajuda de um conformador
de camalhões. O controlo de infestantes foi feito utilizando plástico de cobertura
no terreno; no entanto, o plástico utilizado não foi suficientemente resistente
para impedir o desenvolvimento de infestantes perto das plantas pois algumas infestantes
(sobretudo <i>Cyperus</i> sp.) perfuraram o plástico.</font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Foi feita uma monda manual das infestantes na entre linha de
cada camalhão e em redor da parcela foi utilizada monda química (glifosato).</font></p>



    <p><font face = Verdana size
= 2><u>Observações efetuadas no ensaio de caracterização</u></font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Em cado acesso e bloco de repetição foram identificadas
5 plantas. No total foram observadas 20 plantas por acessos, considerando os descritores
referidos no <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q4.jpg" target = "_blank">Quadro 4</a>. Para as caraterísticas consideradas, a observação foi efetuada
como a seguir se indica:</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>·Comprimento da folha basal (<a href = "#f1">Figura 1</a>) - a medição foi feita na primeira
folha a aparecer na planta, desde a base do limbo até à extremidade oposta ao pecíolo
(comprimento máximo do limbo), medida em cm, com a ajuda de uma régua.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>·Cor da
folha basal (<a href = "#f2">Figura 2</a>) – num local com luz adequada, com uma escala de cores (RHS,
2007) identificou-se a que grupo pertencia a cor da folha basal;</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>·Hábito de crescimento
(<a href = "#f3">Figura 3</a>) – consideraram-se plantas de hábito de crescimento erecto, suberecto,
ascendente e subprostado. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>·Altura da planta (<a href = "#f5">Figura 5</a>) – medição feita com
fita métrica, considerando a projeção horizontal do ponto mais alto que a planta
atingiu.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>·Comprimento do caule principal (<a href = "#f6">Figura 6</a>) – primeiramente foi identificado
o caule principal, de seguida, com a ajuda de um ponteiro indicador, seguramos o
caule principal da planta e com a fita métrica e mediu-se o seu comprimento desde
a base até à extremidade.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>·A medição da inflorescência foi subdividida em
quatro medições (<a href = "#f7">Figura 7</a>):</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>a)Comprimento da inflorescência terminal na
extremidade;</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>b)Largura da inflorescência terminal na extremidade;</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>c)Largura de
caule com flor;</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>d)Comprimento de caule com flor.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A biomassa das plantas foi obtida por avaliação individual das plantas, pesando
antes e depois de secagem numa estufa a 30ºC durante três dias.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O programa Statistica (StatSoft inc., 2007) foi utilizado
para a análise de variância (ANOVA) com separação de médias através do teste de
Tukey HSD (p&lt;0,05).</font></p>
    <br>

<a name = "f1"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07f1.jpg"></a>

    
<br>

<a name = "f2"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07f2.jpg"></a>

    
<br>

<a name = "f3"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07f3.jpg"></a>

    
]]></body>
<body><![CDATA[<br>

<a name = "f4"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07f4.jpg"></a>

    
<br>

<a name = "f5"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07f5.jpg"></a>

    
<br>

<a name = "f6"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07f6.jpg"></a>

    
<br>

<a name = "f7"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07f7.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2><i>Ensaios de germinação</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>As
sementes começaram a germinar quatro dias após o início do ensaio e atingiram o
seu pico entre o sétimo e o décimo dia de germinação.</font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>A capacidade germinativa das sementes (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q5.jpg" target = "_blank">Quadro 5</a>) diferiu estatisticamente
(p&#8804;0,001), sendo maior nas sementes de origem comercial (86,7%) do que nas
sementes de origem cultivada no ensaio (73,0%) e de origem silvestre (78,8%). Considerando
as médias dos acessos individualmente, as sementes de origem silvestre nem sempre
diferem das sementes de origem comercial, pois OV1 difere de OVT3 e OVT1, OVT3 difere
de OV1 e OV2 cultivados; mas os restantes acessos não obtiveram resultados estatisticamente
diferentes. As sementes de origem cultivada, embora sem diferença estatística, obtiveram
resultados inferiores às sementes de origem silvestre dos mesmos acessos, provavelmente
porque no campo de ensaio as plantas ainda se mantinham em floração e a maturação
das sementes ainda não era a ideal.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size =
2>Segundo o ensaio de germinação de <i>O. vulgare</i> feito pelo Departamento de
Biologia Vegetal da Escola Universitária de Engenharia Técnica Agrícola de Madrid
(Perez–Garcia <i>et al</i>., 2003), as sementes a uma temperatura constante de 15ºC
com 16 horas de luz germinam após dois dias. O final da germinação de todas as populações
estudadas deu-se após 40 dias de incubação. Já no presente ensaio de germinação,
a uma temperatura de 20ºC com 12&nbsp;h de fotoperiodo, as sementes começaram a
germinar após quatro dias e o final da germinação deu-se após 21 dias. Ou seja,
neste ensaio, o início da germinação foi mais tardio, mas a duração do ensaio de
germinação foi mais curta. Segundo o mesmo autor, os resultados das várias populações
foram bastante diferentes na germinação (21 a 91%). No presente ensaio de germinação
obtiveram-se percentagens de germinação mais homogéneas. No entanto, deve ressalvar-se
que todas as sementes das 12 entradas testadas por Perez–Garcia (2003) eram de origem
silvestre, sendo essa a causa possível das diferenças na capacidade germinativa.</font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>A menor germinação nos trabalhos de Perez–Garcia
(2003) pode também ter-se devido à escolha da temperatura de incubação (15ºC), para
a qual Mijani <i>et al.</i> (2013) obteve resultados estatisticamente inferiores
à temperatura de incubação de 30ºC.</font></p>

    <p><font face = Verdana size =
2>No trabalho desenvolvido por Mijani <i>et al.</i> (2013), foram testadas temperaturas
de incubação desde os 5ºC até aos 40ºC com 5ºC de intervalo. Nesse estudo, os melhores
resultados de germinação (74 a 77%) para <i>O. vulgare</i> foram obtidos com temperaturas
de 20-30ºC. No presente estudo, utilizando uma temperatura de incubação dentro do
intervalo preconizado, os resultados foram superiores (69,2 a 92%, com média de
81,7%).</font></p>


    <p><font
face = Verdana size = 2><i>Ensaio de propagação vegetativa</i></font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>O <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q6.jpg" target = "_blank">Quadro 6</a> apresenta os resultados do ensaio de estacas
de <i>O. vulgare</i> (entrada OV2). Houve diferença estatística significativa (p&lt;0,05)
relativamente ao tipo de estacas (sobrevivência e altura), assim como em relação
ao tipo de tabuleiro (na altura das estacas). Para os restantes fatores não houve
diferença estatística significativa.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size
= 2>Apesar de as diferenças não serem estatisticamente significativas, as estacas
produzidas em tabuleiros de esferovite sobrevivem melhor do que as produzidas em
tabuleiro de plástico, o que pode ser devido ao efeito protetor deste material.
Contudo dado que as dimensões dos alvéolos são distintas, seria necessário confirmar
estes resultados em situações em que só o material varie. Este resultado será muito
útil para o sucesso da propagação por estaca efetuado pelos viveiristas e produtores
de plantas. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A taxa de sobrevivência
foi estatisticamente diferente (p&#8804;0,05) entre os tipos de estacas, sendo que
as estacas subterminais, com 83,8%, obtiveram resultados melhores do que as basais
(56,8%). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A altura das estacas produzidas
em tabuleiro de esferovite foi estatisticamente superior à altura das estacas produzidas
em contentor de plástico (p&#8804; 0,05).</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>As estacas que mais altura atingiram foram as estacas terminais, com uma
média de 15,3&nbsp;cm, superior às estacas basais e subterminais com uma média de
10,7 e 10,9&nbsp;cm respetivamente. Ainda nas estacas terminais pode-se verificar
que foi em tabuleiro de plástico que se atingiu a média mais alta, com 16&nbsp;cm
de altura.</font></p>


    <p><font
face = Verdana size = 2><i>Ensaio de caracterização agronómica</i></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><u>Sobrevivência das estacas</u></font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>A sobrevivência do ensaio de caracterização agronómica
divide-se em duas partes: antes do transplante e após o transplante para o campo
de ensaio.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Nos acessos de origem
silvestre (OV1, OV2 e OV3), foram feitas contagens das estacas sobreviventes ao
longo do tempo, quer em tabuleiro, quer no campo de ensaio (<a href = "#q7">Quadro 7</a>). </font></p>

    <br>

<a name = "q7"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q7.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Inicialmente foi considerado importante obter
um número elevado de estacas enraizadas para instalação do ensaio de caracterização
e também para a restante parcela de campo na Herdade das Casas Velhas. </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>O acesso com maior número de estacas no início
do ensaio foi OV1, com 622 estacas, e o acesso com menor número de estacas no início
do ensaio foi a OV3 com 254 estacas, pois como anteriormente se referiu, no local
de origem do material vegetal de OV3, a população de <i>O. vulgare</i> era muito
reduzida.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O acesso em que se verificou
uma maior mortalidade em viveiro foi a OV2, apenas com 30,2% de sobrevivência. A
mortalidade das estacas em viveiro deveu-se principalmente a dois fatores: (1) falha
do sistema de rega durante alguns dias, coincidindo com a existência de estacas
recentemente preparadas de OV2 e (2) ocorrência de dias excecionalmente ventosos,
coincidindo também com estacas em enraizamento de OV1 e recentemente preparadas
de OV2.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Em viveiro, as estacas do
acesso OV3 obtiveram 84% de sobrevivência, sendo a maior taxa de sobrevivência em
viveiro obtida no ensaio. Apontam-se como razões prováveis deste sucesso: (1) o
fato de terem sido preparadas mais tardiamente coincidiu com condições climáticas
mais favoráveis ao enraizamento (ausência de temperaturas baixas e dias ventosos);
(2) também pelo facto de terem sido preparadas mais tarde, refletiram o aumento
da qualidade da técnica de preparação das estacas do operador.</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>No caso dos acessos comerciais, após o transplante para
a parcela do campo de ensaio, avaliou-se a sobrevivência das plantas. No <a href = "#q8">Quadro
8</a> mostra-se os resultados obtidos relativamente à sobrevivência das plantas transplantadas
no final do período de ensaio (final de julho). A sobrevivência dos acessos silvestres
(74%) foi maior do que a sobrevivência dos acessos comerciais (30%). Aponta-se como
fatores desta discrepância o facto dos acessos comerciais terem sido transplantadas
mais tardiamente em condições climáticas mais desfavoráveis e também pelo facto
de terem sido transplantadas muito pequenas.</font></p>

    <br>

<a name = "q8"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q8.jpg"></a>

    
]]></body>
<body><![CDATA[<br>


    <p><font face = Verdana size
= 2>Nos acessos de origem espontânea, o acesso OV1 teve os melhores resultados de
sobrevivência e o acesso OV2 os piores resultados. Dos acessos comerciais, o acesso
OVT2 teve melhores resultados que as restantes. OV1 difere estatisticamente de OVT3
(p&#8804;0,05).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Também se observou
que houve diferenças de sobrevivência nos diferentes blocos do ensaio, embora não
sejam estatisticamente significativas. Nos acessos silvestres foi no bloco I que
se verificou um menor número de plantas sobreviventes. O bloco 1 teve menos plantas
sobreviventes, provavelmente devido a encharcamento, já que houve uma rotura de
um tubo do sistema de rega na área deste bloco.</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>O acesso em que houve mais plantas sobreviventes foi a OV1 (83%), já que
teve em todos os blocos maior percentagem de sobrevivência. A razão pela qual esto
acesso perdeu menos plantas, poderá ter sido o facto de ter sido a que esteve mais
tempo em viveiro a enraizar, pelo que as suas plantas tinham um sistema radicular
mais desenvolvido e, portanto, com melhor capacidade de sobrevivência na transplantação.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Durante as observações do ensaio de campo, algumas
plantas dos acessos silvestres morreram, provavelmente devido ao excesso de humidade
(rega), pelo que foi decidido reduzir a quantidade e a periodicidade da rega; após
o que se observou que algumas das plantas com sinais evidentes de declínio conseguiram
recuperar e sobreviver.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Relativamente
a problemas sanitários, foi observada podridão radicular, eventualmente devida a
problemas de encharcamento localizados. Também se observaram pontualmente (duas
plantas de OV2, fora do campo de ensaio) problemas de nanificação, o que poderá
ter como origem vírus.</font></p>



    <p><font face = Verdana size = 2><u>Caracterização agronómica</u></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>No caso dos acessos comerciais avaliaram-se apenas
as plantas sobreviventes, que em muitos casos foram menos do que as cinco inicialmente
previstas (<a href = "#q8">Quadro 8</a>). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>As plantas dos acessos
comerciais não foram analisadas com todos os descritores que foram utilizados para
os acessos silvestres, pois não estavam tão desenvolvidas e no estado fenológico
necessário para ser feita a observação.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>Em suma, nos descritores observados nos acessos silvestres, apenas houve diferenças
estatísticas significativas na data de floração (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q9.jpg" target = "_blank">Quadro 9</a>).</font></p>

    
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face
= Verdana size = 2>O início da floração dos acessos silvestres, decorreu entre o
mês de maio e o mês de julho e a que mais rapidamente alcançou a floração foi a
OV1, de seguida a OV3 e por último a OV2. Em ambos os cálculos efetuados (flor1
– tendo por base o início a 15 de fevereiro e flor2 – tendo por base a data de instalação
das estacas) houve diferenças estatísticas significativas (p&#8804;0,05), sendo
a OV1 a mais precoce em ambos os cenários. No entanto, porque as plantas não foram
submetidas às mesmas condições, pois por motivos logísticos e disponibilidade de
material vegetal não foi possível preparar todas as estacas no mesmo dia, este dado
deve ser confirmado com ensaios futuros.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>A cor das brácteas e a cor da corola foi branca em todos os acessos silvestres,
pelo que se concluiu que todas os acessos silvestres são da subespécie <i>Origanum
vulgare</i> subsp. <i>virens</i>.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A
folha basal com uma média de 1 x 0,87&nbsp;cm, adequa-se com o que é descrito pela
Flora Ibérica, em que as folhas podem atingir 15-42 x 8-22,5&nbsp;mm. Sendo o acesso
OV1 a que registou o tamanho de folha basal mais baixo, com uma média de 0,9 x 0,8&nbsp;cm.
Segundo outro autor (Muñoz, 2012), as folhas de <i>O. vulgare</i> tem dimensões
de 1 a 4&nbsp;cm, ou seja são valores mais próximos dos que se verificam no ensaio
de caracterização.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O troço do caule
em flor, medido desde a zona de inserção da primeira inflorescência até à terminal,
em largura e comprimento, obteve uma média de 7 x 12&nbsp;cm. Estes valores observados
estão dentro dos valores referenciados na Flora Ibérica (4-7 x 6-18&nbsp;cm). Nas
plantas do ensaio, a inflorescência terminal teve em média 2,61 x 2,31&nbsp;cm,
o que está de acordo com o valor de até 2,5&nbsp;cm que é referenciado pela Flora
Ibérica.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Relativamente à produtividade
das plantas, a biomassa em verde de cada planta foi em média de 7,9&nbsp;g e após
ser seca foi de 3,2&nbsp;g, o que significa que estas plantas tinham 59% de percentagem
de humidade média. Ressalva-se que estes valores de produtividade não devem ser
considerados indicativos porque as plantas ainda estavam em estado de início de
instalação.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O Hábito de crescimento
das plantas foi apenas observado em plantas de entradas silvestres. Quanto aos hábitos
de crescimento observados foi o porte erecto aquele que mais vezes se encontrou
nas plantas identificadas no ensaio, com 29 casos. E o que menos vezes foi observado
foi o porte subprostado, apenas num caso.</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>Nos acessos comerciais observaram-se quatro descritores, sendo eles a percentagem
de germinação (G), a largura (LP), altura (AP) e comprimento da planta (CompCP).
Em nenhum deles houve diferenças estatísticas significativas (<a href  = "#q10">Quadro 10</a>).</font></p>

    <br>

<a name = "q10"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q10.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 2>No início do mês de setembro foi possível observar
a floração numa planta de OVT2, em que se verificou ser da subespécie <i>Origanum
vulgare </i>subsp.<i> vulgare</i>, pois apresentava as brácteas e o cálice de cor
rosa e a corola de cor rosa claro. No início de outubro OVT3 floriu, tendo brácteas
verdes e corola branca, portanto da subespécie <i>Origanum vulgare </i>subsp.<i>
virens. </i>Não foi possível identificar OVT1.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 3><b>Conclusões</b></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>A capacidade germinativa das sementes (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q5.jpg" target = "_blank">Quadros 5</a> e <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea07q6.jpg" target = "_blank">6</a>) difere
estatisticamente (p&#8804;0,001), sendo maior nas sementes de origem comercial (86,7%)
do que nas sementes de origem cultivada no ensaio (73,0%) e de origem silvestre
(78,8%). Considerando as médias dos acessos individualmente, as sementes de origem
silvestre nem sempre diferem das sementes de origem comercial, pois OV1 difere dos
acessos comerciais; mas os restantes acessos não obtiveram resultados estatisticamente
diferentes. Os resultados obtidos são superiores e mais uniformes aos encontrados
na bibliografia para a espécie.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Relativamente
à propagação vegetativa dos acessos silvestres concluiu-se que as estacas produzidas
em tabuleiros de esferovite sobrevivem melhor do que as produzidas em tabuleiro
de plástico. A altura das estacas produzidas em tabuleiro de esferovite também foi
estatisticamente superior à altura das estacas produzidas em contentor de plástico.
A taxa de sobrevivência das estacas subterminais (83,8%) foi estatisticamente superior
à das estacas basais (56,8%).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Verificaram-se
problemas de sobrevivência das plantas no campo provocadas por encharcamento. Esta
observação coincide com as indicações bibliográficas previamente descritas que referem
a suscetibilidade da espécie ao encharcamento, preferindo solos bem drenados e locais
ensolarados.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Nos descritores observados
nos acessos silvestres, apenas houve diferenças estatisticamente significativas
na data de floração. O início da floração decorreu entre o mês de maio e o mês de
julho e a que mais rapidamente alcançou a floração foi a OV1, seguida pela OV3 e
por último a OV2.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>No ensaio utilizou-se
rega localizada, gota-a-gota e verificou-se estar adequada à cultura. A rega tem
custos de energia e água, mas com este sistema consegue-se reduzir mais os custos.
A espécie não é exigente em rega, no entanto existem alturas do ano em que a rega
é fundamental para a cultura ser rentável.</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>Após todas as observações e avaliações feitas, considera-se necessário
continuar a caraterização e avaliação agronómica da espécie em ensaios futuros em
condições reais de cultura, de forma a selecionar os acessos mais produtivos e que
mais se adaptam às condições edafoclimáticas que o produtor tem à sua disponibilidade.
Também será importante aumentar o leque de material vegetal utilizado, pois as três
entradas silvestres consideradas são em número reduzido e de localização geográfica
próxima.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>É ainda importante referir
que pelas observações feitas na região, a espécie <i>O. vulgare</i>, está cada vez
mais em perigo de se extinguir em muitos dos locais em que existe espontaneamente,
devido à sua colheita intensiva. A colheita da espécie é feita na floração, ou seja
não há formação de semente para se propagar. É por isso cada vez mais importante,
devido à procura elevada da espécie no mercado, que existam campos instalados com
a cultura, e que venham a ser desenvolvidas variedades produtivas e adequadas às
diferentes características edafoclimáticas do nosso país.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Referências
bibliográficas</b></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Marcelino, F.,
Lopes, V., Xavier, D., &amp; Farias, R. (2005) - Avaliação e caracterização do germoplama
de <i>Origanum vulgare</i> L. colhido na região de Entre Douro e Minho. <i>Actas
Portuguesas de Horticultura</i>, vol. 1. p. 552-558.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670705&pid=S0871-018X201700050000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face
= Verdana size = 2>Martins, A.; Costa, J.; Costa, M.; &amp; Nunes, V. (2000) - <i>Produção
e secagem de Plantas Aromáticas e Medicinais</i>. Projecto Agro nº800. DRAPALG.
Faro. 8 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670707&pid=S0871-018X201700050000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Mijani, S.; Eskandarinasrabadi,
S.; Zarghani, H. &amp; Ghias Abadi, M. (2013) - Seed Germination and Early Growth
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<a href = "http://dx.doi.org/10.15835/nsb549164" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.15835/nsb549164</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670709&pid=S0871-018X201700050000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Morales, R. (2010). <i>In:</i> Castroviejo, S.,
Aedo, C., Laínz, M., Muñoz Garmendia, F., Nieto Feliner, G., Paiva, J. &amp; Benedí,
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<a href = "http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/12_140_22_Origanum.pdf" target = "_blank">http://www.floraiberica.es/floraiberica/texto/pdfs/12_140_22_Origanum.pdf</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670710&pid=S0871-018X201700050000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>


    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Muñoz, F. (2012) - <i>Plantas Medicinales y Aromaticas.
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    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Pérez-García, F.; Hornero, J. &amp; González–Benito,
M. (2003) - Interpopulation variation in seed germination of five Mediterranean
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    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Póvoa, O. &amp; Delgado,
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e Medicinais. Uma Recolha de Informação e Boas Práticas para a Produção de Plantas
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<a href = "http://epam.pt/guia/tipos-e-especies-de-pam/" target = "_blank">http://epam.pt/guia/tipos-e-especies-de-pam/</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670716&pid=S0871-018X201700050000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>RHS (2007) - Royal Horticultural Society Colour
Charts 5<sup>th&nbsp;</sup>Edition.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670718&pid=S0871-018X201700050000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size =
2>StatSoft inc. (2007) - Statistica (data analysis software system), version 8.0,
<a href = "http://www.statsoft.com" target = "_blank">www.statsoft.com</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670720&pid=S0871-018X201700050000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Tavares, A.C.;
Salgueiro, L. R. &amp; Zuzarte, M. R. (2010) - <i>Plantas Aromáticas e Medicinais</i>,
Escola Médica do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra (2ª Edição), Imprensa
da Universidade de Coimbra. 229 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670722&pid=S0871-018X201700050000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size =
2>Vasconcelos, J.C. (1949) - <i>Plantas Medicinais e Aromáticas</i>. Ministério
da Economia, Direcção Geral dos Serviços Agrícolas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=670724&pid=S0871-018X201700050000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>

</br>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2><b>Agradecimentos</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>À Sociedade Agrícola das Casas Velhas e Anexos,
Limitada, nomeadamente ao Prof. José Manuel Abreu pela cedência do campo de ensaio
e pelo interesse no desenvolvimento deste tema.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.02.20</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Aceite/accepted: 2017.02.22</font></p>

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