<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0871-018X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Ciências Agrárias]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. de Ciências Agrárias]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-018X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0871-018X2017000500014</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16185</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contributo para a elaboração de um modelo de somatório de temperaturas para a traça-da-oliveira, Prays oleae (Bernard)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Contribution for the development of a degree-day model for the olive moth, Prays oleae (Bernard)]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Batista]]></surname>
<given-names><![CDATA[Vanda]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A2"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nave]]></surname>
<given-names><![CDATA[Anabela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A3 "/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristina Amaro da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1 "/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Viseu Escola Superior Agrária de Viseu ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Viseu ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro Estação de Avisos do Dão ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Viseu ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="AA3">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Viseu Escola Superior Tecnologia e Gestão de Viseu ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Viseu ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="AA4">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Viseu CI&DETS ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Viseu ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<volume>40</volume>
<numero>spe</numero>
<fpage>121</fpage>
<lpage>130</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-018X2017000500014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-018X2017000500014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-018X2017000500014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A oliveira, cultura caraterística e com grande importância económica nos Países Mediterrânicos, enfrenta vários problemas fitossanitários que reduzem a sua produtividade e qualidade e obrigam o agricultor a intervir, muitas vezes com recurso a pesticidas. De entre estes, destaca-se a traça-da-oliveira, Prays oleae (Bern.), praga-chave na região do Dão, que, em alguns anos, causa graves prejuízos. A necessidade de encontrar estratégias de proteção contra a traça-da-oliveira, que não passem pelo uso de pesticidas ou que permitam a redução da sua utilização, é do maior interesse pelos benefícios que terão para o ambiente e para a saúde humana, bem como para a redução de custos na cultura e melhoria da qualidade da azeitona e do azeite. O presente estudo teve como finalidade contribuir para a construção e validação de um modelo de somatório de temperaturas que se ajuste à região do Dão e permita determinar o desenvolvimento da praga e os períodos de risco, estabelecer os momentos de intervenção fitossanitária mais oportunos e contribuir para reduzir o número de tratamentos. Durante o ano de 2014, na Estação de Avisos do Dão, procedeu-se à monitorização dos diversos estados de desenvolvimento da traça-da-oliveira (ovos, lagartas e adultos), através de observação visual e capturas de machos com recurso a armadilhas sexuais. Simultaneamente, analisaram-se os dados de temperaturas e capturas de machos de 12 anos (2003 a 2014). Com base nestes dados, foi possível conhecer os inícios e picos de voo para as três gerações da praga (antófaga, carpófaga e filófaga) e dar um contributo para a construção de um modelo de soma de temperaturas para a traça-da-oliveira: primeira geração de 169 a 389 graus-dia, segunda geração de 436 a 778 graus-dia e terceira geração de 1334 a 2128 graus-dia.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The olive tree is a traditional crop of great economic importance in the Mediterranean countries. Nowadays, it faces several crop protections problems that reduce their productivity and quality and force farmers to intervene, often using pesticides. Among these problems, the moth Prays oleae (Bern.) is a key pest in the Dão region, which in some years causes severe losses. The development of control measures against olive moth, that might constitute an alternative to the use of pesticides or that allow the reduction of its use, is in the best interest for the environment and human health as well as to reduce costs and improve the quality of olives and olive oil. The present study aimed to contribute to the establishment and validation of a degree-day model for the olive moth in the Dão region that helps establishing the biological cycle and risk periods of this pest. Based on this prevision the moments for applying the control measures can be determined with more precision, contributing to reduce the number of pesticide applications. During 2014, the olive moth was monitored (eggs, larvae, adults), through visual observation and capture of males using sex traps, at the experimental farm belonging to regional services (Advisory services). Simultaneously, temperature and male captures from 12 years (2003-2014) were analysed. Based on these data, it was possible to establish the flight beginning and peaks for the three generations of the pest and to contribute to the establishment of a regional model to predict the development of the olive moth, based on the modified degree-day model: first generation from 169 to 389 degree-days; second generation from 436 to 778 degree-days and third generation from 1334 to 2128 degree-days.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[modelo de desenvolvimento]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[modelo de previsão]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[proteção integrada]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[soma de temperaturas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[traça-da-oliveira]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[development model]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[prevision model]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[integrated pest management]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[degree-days model]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[olive moth]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 4><b>Contributo para a elaboração de um modelo de somatório de temperaturas
para a traça-da-oliveira, <i>Prays oleae</i> (Bernard)</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 3><b>Contribution for the development of a degree-day model for the olive moth,
<i>Prays oleae</i> (Bernard)</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Ana Rodrigues</b><sup>1</sup>, <b>Vanda Batista</b><sup>2</sup>,
<b>Anabela Nave</b><sup>1</sup>, <b>Cristina Matos</b><sup>3,4</sup> e <b>Cristina Amaro da Costa</b><sup>1,4,*</sup></font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2><i><sup>1</sup>Escola Superior Agrária de Viseu/Instituto Politécnico de Viseu,
Quinta da Alagoa, 3500-606 Viseu, Portugal </i></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2><i><sup>2</sup>Estação de Avisos do Dão/Direção Regional de Agricultura
e Pescas do Centro, Estação Agrária de Viseu - Quinta do Fontelo, 3504-504 Viseu,
Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>3</sup>Escola
Superior Tecnologia e Gestão de Viseu/Instituto Politécnico de Viseu, Campus Politécnico,
3504-510, Viseu, Portugal <sup>4</sup>CI&amp;DETS, Instituto Politécnico de Viseu,
Av. Cor. José Maria Vale de Andrade, Campus Politécnico, 3504-510, Viseu, Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>(*E-mail: <a href = "mailto:amarocosta@esav.ipv.pt">amarocosta@esav.ipv.pt</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>A oliveira, cultura caraterística e com grande
importância económica nos Países Mediterrânicos, enfrenta vários problemas fitossanitários
que reduzem a sua produtividade e qualidade e obrigam o agricultor a intervir, muitas
vezes com recurso a pesticidas. De entre estes, destaca-se a traça-da-oliveira,
<i>Prays oleae</i> (Bern.), praga&#8209;chave na região do Dão, que, em alguns anos,
causa graves prejuízos. A necessidade de encontrar estratégias de proteção contra
a traça-da-oliveira, que não passem pelo uso de pesticidas ou que permitam a redução
da sua utilização, é do maior interesse pelos benefícios que terão para o ambiente
e para a saúde humana, bem como para a redução de custos na cultura e melhoria da
qualidade da azeitona e do azeite. O presente estudo teve como finalidade contribuir
para a construção e validação de um modelo de somatório de temperaturas que se ajuste
à região do Dão e permita determinar o desenvolvimento da praga e os períodos de
risco, estabelecer os momentos de intervenção fitossanitária mais oportunos e contribuir
para reduzir o número de tratamentos. Durante o ano de 2014, na Estação de Avisos
do Dão, procedeu-se à monitorização dos diversos estados de desenvolvimento da traça-da-oliveira
(ovos, lagartas e adultos), através de observação visual e capturas de machos com
recurso a armadilhas sexuais. Simultaneamente, analisaram-se os dados de temperaturas
e capturas de machos de 12 anos (2003 a 2014). Com base nestes dados, foi possível
conhecer os inícios e picos de voo para as três gerações da praga (antófaga, carpófaga
e filófaga) e dar um contributo para a construção de um modelo de soma de temperaturas
para a traça-da-oliveira: primeira geração de 169 a 389 graus-dia, segunda geração
de 436 a 778 graus-dia e terceira geração de 1334 a 2128 graus-dia.</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2><b>Palavras-chave: </b>modelo de desenvolvimento, modelo de previsão, proteção
integrada, soma de temperaturas, traça-da-oliveira.<i></i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>The olive tree is a traditional crop of great
economic importance in the Mediterranean countries. Nowadays, it faces several crop
protections problems that reduce their productivity and quality and force farmers
to intervene, often using pesticides. Among these problems, the moth <i>Prays oleae</i>
(Bern.) is a key pest in the Dão region, which in some years causes severe losses.
The development of control measures against olive moth, that might constitute an
alternative to the use of pesticides or that allow the reduction of its use, is
in the best interest for the environment and human health as well as to reduce costs
and improve the quality of olives and olive oil. The present study aimed to contribute
to the establishment and validation of a degree-day model for the olive moth in
the Dão region that helps establishing the biological cycle and risk periods of
this pest. Based on this prevision the moments for applying the control measures
can be determined with more precision, contributing to reduce the number of pesticide
applications. During 2014, the olive moth was monitored (eggs, larvae, adults),
through visual observation and capture of males using sex traps, at the experimental
farm belonging to regional services (Advisory services). Simultaneously, temperature
and male captures from 12 years (2003-2014) were analysed. Based on these data,
it was possible to establish the flight beginning and peaks for the three generations
of the pest and to contribute to the establishment of a regional model to predict
the development of the olive moth, based on the modified degree-day model: first
generation from 169 to 389 degree-days; second generation from 436 to 778 degree-days
and third generation from 1334 to 2128 degree-days.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Keywords:
</b>development model, prevision model, integrated pest management, degree-days
model, olive moth.</font></p>

<hr noshade size = 1>


    <p><font face = Verdana
size = 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A oliveira,
cultura com grande importância económica nos países mediterrânicos, enfrenta vários
problemas fitossanitários que reduzem a sua produtividade e, consequentemente, a
qualidade dos seus produtos e subprodutos. </font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>Dos problemas fitossanitários que obrigam o agricultor a intervir, muitas
vezes com recurso a pesticidas, destaca-se a traça-da-oliveira <i>Prays oleae</i>
(Bern.), praga-chave na região do Dão, que, em alguns anos, causa graves prejuízos.
Trata-se de um inseto da ordem Lepidoptera e família Praydidae, com hábitos fitófagos
e especificidade para a oliveira (Carvalho, 2011).</font></p>

    <p><font face =
Verdana size = 2>No estado adulto este insecto pode atingir cerca de 6&#8209;7&nbsp;mm
de comprimento sendo a sua cor cinzenta-prateada (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea13f1.jpg" target = "_blank">Figura 1a</a>). Coloca os ovos de
pequenas dimensões (0,4&#8209;0,5&nbsp;mm de comprimento) nos diversos órgãos da
oliveira - folhas, flores e frutos -, consoante a geração. Os ovos após a postura
têm a cor-branco leitoso que passa a amarelada (Baltazar, 2004).</font></p>

    
<p><font face
= Verdana size = 2>A lagarta mede cerca de 0,65&nbsp;mm de comprimento e é de cor
branca-amarelada quando a postura é recente. Passa por cinco instares até atingir
o pleno desenvolvimento com 7&#8209;8&nbsp;mm de comprimento e 1,4&nbsp;mm de largura
(Bento <i>et al</i>., 2007). A pupa é de cor verde-clara e, mais tarde, acastanhada-escura,
apresentando-se envolvida num casulo pouco denso que mede entre 5 a 5,5&nbsp;mm
de comprimento e 1,7&nbsp;mm de largura com forma cilindro-cónica (Baltazar, 2004).</font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>A praga é uma espécie monófaga que desenvolve
três gerações anuais, cada uma delas associada a diferentes órgãos da oliveira:
geração antófaga – alimenta-se das flores, geração carpófaga – alimenta-se dos frutos
e geração filófaga - alimenta-se das folhas (De la Rosa <i>et al</i>., 2010). Os
prejuízos causados por esta praga variam em cada uma das três gerações (Bento <i>et
al.</i>, 2007; Gonzalez, 2009; Andreadis <i>et al.,</i> 2011; DRAPC, 2013): geração
antófaga - as lagartas entram nos botões florais, alimentam-se deles e formam uma
teia em volta dos cachos florais, o que dificulta o vingamento dos frutos; geração
carpófaga - as lagartas causam estragos ao penetrarem e ao saírem do interior do
fruto (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea13f1.jpg" target = "_blank">Figura 1b</a>) e podem levar à queda dos frutos em dois momentos (fase de penetração
e de saída das lagartas); geração filófaga - redução da área fotossintética, devido
à densidade de galerias formadas pela lagarta nas folhas e rebentos, e deficiente
formação de botões florais.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>A gravidade
dos prejuízos pode variar de ano para ano e de local para local e depende do tipo
de órgão atacado. Os ataques das gerações antófaga e carpófaga causam geralmente
prejuízos, de maior ou menor gravidade consoante a densidade populacional da praga
e da carga produtiva da árvore, enquanto a geração filófaga raramente tem importância
económica, exceto se atingir plantações jovens em que a destruição dos gomos terminais
atrasa o desenvolvimento das árvores (Cavaco <i>et al.</i>, 2006).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Encontrar estratégias de proteção contra a traça-da-oliveira,
que não passem pelo uso de pesticidas ou que permitam a redução da sua utilização,
é do maior interesse pelos benefícios que terão para o ambiente e para a saúde humana,
bem como para a redução de custos e melhoria da qualidade da azeitona e do azeite.
Uma das metodologias que pode contribuir para este objetivo é a construção de modelos
de previsão do risco para a traça-da-oliveira e sua validação nas diversas regiões
produtoras. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os modelos de previsão
são modelos matemáticos, baseados em condições ambientais relacionadas com o desenvolvimento
dos inimigos das culturas, nas características do ciclo biológico de cada espécie
e cultura e em fatores de nocividade como a limitação natural, por exemplo. Servem
para prever a evolução do ataque de pragas e doenças e determinar a necessidade
e o momento adequado para intervir (Amaro, 2003; Kumral <i>et al</i>., 2005). </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Todos os seres vivos são caracterizados por diferentes
limiares de desenvolvimento (mínimo e máximo), que podem ser determinados experimentalmente.
Os limiares mínimo e máximo de desenvolvimento são, respetivamente, as temperaturas
a partir das quais a espécie inicia ou interrompe o seu crescimento (UC IPM, 2014).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>A acumulação de temperatura pelo organismo - graus-dia
(ºD) - a partir de um determinado momento em que se inicia o seu desenvolvimento
- biofix - pode ajudar a prever as diversas fases do seu ciclo biológico. O biofix
é um valor geralmente baseado em eventos biológicos específicos, tais como data
de plantação, primeira captura na armadilha, primeira ocorrência da praga, data
em que se inicia uma determinada condição ambiental, entre outras (Ramos, 2008).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Um grau-dia (também referido como dia-grau crescente
ou unidade térmica) é uma unidade de medida que reflete a quantidade de calor que
se acumula no organismo acima de uma temperatura de base especificada, durante um
período de 24 horas (Herms, 1998). A maioria destes métodos são lineares, pois pressupõem
uma relação direta do crescimento da espécie com a temperatura ambiental (Ramos,
2008), ou seja baseiam-se numa valor estimado da temperatura - temperatura média
diária, média de 12 horas ou horária.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>Os métodos mais utilizados para construir modelos de previsão são os métodos
da média e da média modificada (Herms, 2013; UC IPM, 2014). O método da média (1)
é o mais simples e mais utilizado, e consiste em calcular a média entre a temperatura
máxima (Tmáx) e mínima diária (Tmín) e subtrair a temperatura base (Tbase) (temperatura
mínima à qual o agente biológico se desenvolve).</font></p>

<img src="/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea13eq1.jpg">

    
<p><font
face = Verdana size = 2>O método da média modificada (2) é idêntico ao anterior,
mas é mais preciso na previsão da atividade dos organismos, pois quando a temperatura
mínima é inferior à temperatura base, esta é substituída pela temperatura base,
ou seja, tem em consideração que abaixo dessa temperatura - o limiar mínimo de desenvolvimento
– a espécie não se desenvolve e por isso não deve ser acumulada temperatura (graus-dia).
</font></p>

<img src="/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea13eq2.jpg">

    
<p><font face = Verdana size = 2>em que T’mín
= Tmín se Tmín&gt; Tbase e T’mín = Tbase se Tmín &lt; Tbase.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font
face = Verdana size = 2>Este trabalho teve como objetivo contribuir para a elaboração
de um modelo de somatório de temperaturas para a traça-da-oliveira, por forma a
reduzir o número de intervenções fitossanitárias e permitir o posicionamento oportuno
dos tratamentos. Procedeu-se ao acompanhamento do ciclo da traça-da-oliveira, durante
o ano de 2014, em dois olivais em diferentes parcelas, com base em observações visuais,
capturas de adultos em armadilhas sexuais e registo das temperaturas e analisaram-se
dados de capturas de adultos em armadilhas sexuais e de temperaturas registadas
nos últimos 12 anos, na Estação de Avisos do Dão (EADão). </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>MATERIAIS
E MÉTODOS</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O trabalho foi desenvolvido
em duas parcelas de olival (designado olival biológico e olival varietal, o primeiro
conduzido em modo de produção biológico e o segundo, que inclui uma coleção de cultivares
de oliveira, conduzido em proteção integrada), da Estação Agrária de Viseu (EADão),
entidade da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, situada na Quinta
do Fontelo. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A parcela de olival
varietal (F17S) possui uma área de 1,33&nbsp;ha e é um olival de sequeiro, com rega
pontual por alagamento e destruição das infestantes à superfície com o trator equipado
com capinadeira. Nesta parcela foram acompanhadas oito variedades de oliveira: Galega,
Cobrançosa, Arbequina, Verdeal, Picual, Azeiteira, Maçanilha e Redondil. A parcela
de olival biológico (F15N) tem uma área de 1,51&nbsp;ha, com enrelvamento permanente
e rega gota-a-gota. Nesta parcela foi acompanhada a variedade Galega. Em ambas as
parcelas, a estratégia de proteção da cultura é a proteção integrada. </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>A monitorização da traça-da-oliveira efetuou-se
semanalmente entre 11 de março e 1 de outubro de 2014, através da quantificação
de capturas em armadilhas sexuais delta, para determinar o início de capturas e
os picos de voo. Os dados das capturas foram integrados no conjunto de dados idênticos
obtidos na EADão, entre 2003 a 2013 (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea13q1.jpg" target = "_blank">Quadro 1</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size
= 2>Foram recolhidos os dados de temperaturas (mínima e máxima) relativos aos 12
anos, de 2003 a 2014, registados na estação meteorológica local, instalada na EADão.
</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Para o início e pico de voos, determinaram-se
os intervalos de confiança das médias das temperaturas acumuladas. Recorreu-se aos
métodos na média e média modificada para a construção dos modelos linear e linear
modificado, para as temperaturas base de 10ºC (mais utilizada) e 10,85ºC (validada
para a traça-da-oliveira em regiões da Península Ibérica) (Armendáriz <i>et al.,</i>
2007; González, 2009). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A validação
do modelo de somatório de temperaturas foi feita através da comparação do erro absoluto
médio (EAM) obtido nos dois modelos utilizados</font></p>

<img src="/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea13eq3.jpg">

    
<p><font face = Verdana size = 2>em
que <i>t</i> é o número de anos e o numerador o somatório dos valores absolutos
dos desvios – <i>e<sub>t</sub></i>, onde <i>e<sub>t</sub></i> indica a diferença,
para o ano <i>t</i>, entre os valores observados e os valores estimados pelo modelo
(Lobo, 2007).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A análise estatística
foi realizada com recurso ao software IBM SPSS Statistics for Windows, Versão 22.0
(Armonk, NY; IBM Corp.).</font></p>



    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Os dados dos registos semanais das capturas de machos de
traça-da-oliveira em 2014 foram analisados em conjunto com os de anos anteriores
(2003 a 2013), recolhidos pela EADão, e permitiram conhecer o início e pico de voo
da traça&#8209;da&#8209;oliveira, para as três gerações, para a região em estudo.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Entre 2003 e 2014, observaram-se sempre três picos
de voo, com alguma variação interanual entre o início e o pico dos voos (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea13f2.jpg" target = "_blank">Figura
2</a>) e uma diferença acentuada relativamente à intensidade da praga, com o melhor
ano (menor número de capturas) em 2012 e o pior (maior número de capturas) em 2007.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Relativamente às datas de início e pico de voo,
verifica-se que a 1ª geração ocorre, geralmente, entre finais de março e meados
de junho, a 2ª geração entre finais de maio e meados de julho e a 3ª geração entre
meados de julho e finais de setembro. É nesta última geração que se encontra maior
variação entre as datas de início e pico de voo, ao longo dos anos, principalmente
em relação ao início do voo (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea13f3.jpg" target = "_blank">Figura 3</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Através dos métodos da média e da média modificada e para as temperaturas base
de 10 e 10,85ºC, estimaram-se modelos de desenvolvimento da traça-da-oliveira, para
dados de 12 anos (2003 a 2014).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Com
os dados obtidos foram calculados intervalos de confiança, para a média das temperaturas
acumuladas, para cada uma das fases de voo das três gerações da traça-da-oliveira,
utilizando as duas temperaturas base (10 e 10,85ºC). Qualquer dos modelos estimados
pode ser considerado válido, uma vez que a probabilidade de que as diferentes fases
ocorram dentro dos períodos definidos é superior a 95%. </font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Através da análise do EAM observa-se que o modelo que melhor
se ajusta aos dados observados é o modelo linear com a temperatura base de 10,85ºC
[estima com maior precisão o desenvolvimento da traça-da-oliveira – menor EAM (134,4)
e menor desvio padrão (220,1)] (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea13q1.jpg" target = "_blank">Quadro 1</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana
size = 3><b>CONCLUSÕES </b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A traça-da-oliveira
assume grande importância em Portugal, onde causa estragos/prejuízos durante cada
uma das suas três gerações, ao nível das flores, frutos e folhas. </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>As capturas de adultos da traça-da-oliveira através
de armadilhas sexuais permitiram conhecer, para a região do Dão, os inícios e picos
de voo para as três gerações da praga (antófaga, carpófaga, filófaga) responsáveis
por esses prejuízos.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Os valores das
temperaturas diárias da região, relativas aos anos de 2003 a 2014, e os valores
das capturas de machos, para o mesmo período, permitiram testar dois modelos de
somas de temperatura (modelo linear e modelo linear modificado), a partir de duas
temperaturas base referidas na bibliografia para a traça-da-oliveira. Os resultados
obtidos permitiram criar e validar um modelo para previsão do período de aparecimento
de cada uma das várias fases da praga, nesta região.</font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Foi dado, assim, um contributo para a construção de um modelo
de soma de temperaturas para a traça-da-oliveira (primeira geração de 29 a 187 graus
dia, segunda geração de 195 a 809 graus-dia e terceira geração de 1050 a 2311 graus
dia) (<a href = "#q3" >Quadro 3).</font></p>

<a name = "q3"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea13q3.jpg"></a>


    
<p><font face = Verdana size = 2>A utilização deste
modelo deverá ser sempre acompanhada por observações visuais e pela utilização de
armadilhas sexuais para captura de machos, de forma a averiguar, em cada ano, a
existência de populações da praga que possam vir a causar prejuízos na cultura.
Estas observações conjugadas com os valores das temperaturas registadas poderão
permitir, ainda, estreitar o intervalo de valores relativos à soma de temperaturas
para cada geração da praga, anualmente. </font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>Este modelo de soma de temperaturas para a traça-da-oliveira, para a região
do Dão, contribui para a prática da proteção integrada e para a redução do uso de
pesticidas, com benefícios para a defesa dos auxiliares, do ambiente e do consumidor.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Referências bibliográficas</b></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Amaro, P. (2003) - <i>A protecção integrada</i>.
1ª Ed. ISA/Press, Lisboa. 446 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671424&pid=S0871-018X201700050001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Andreadis,
S.; Raptis, D.; Konstantinou, G. &amp; Soultani, M. (2011) - Monitoring and control
of the olive moth <i>Prays oleae</i> in the prefecture of Evros. <i>&#1053;&#1072;&#1091;&#1095;&#1085;&#1080;
&#1058;&#1088;&#1091;&#1076;&#1086;&#1074;&#1077; &#1085;&#1072; &#1056;&#1091;&#1089;&#1077;&#1085;&#1089;&#1082;&#1080;&#1103;
&#1059;&#1085;&#1080;&#1074;&#1077;&#1088;&#1089;&#1080;&#1090;&#1077;&#1090;, </i>vol.
50, n. 1, p. 40-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671426&pid=S0871-018X201700050001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Armendáriz, I.;
De la Iglesia, L.; Santiago, Y.; Campillo, G.; Alberte, C.; Miranda, L.; Tuárez,
S. &amp; Pérez-Sanz, A. (2007) - Ciclo del prays del olivo (<i>Prays oleae</i> Bern.)
en Arribes del Duero. <i>Boletín de Sanidad Vegetal, Plagas</i>, vol. 33, n. 4,
p. 443-455.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671428&pid=S0871-018X201700050001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Baltazar, M. (2004)
- <i>A protecção integrada no olival</i>. Trabalho de Final de Curso Engenharia
Agronómica. Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior Agrária de Viseu. Viseu.
163 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671430&pid=S0871-018X201700050001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Bento, A.; Torres, L.; Cabanas,
J. &amp; Pereira, J. (2007) - Traça-da-Oliveira. <i>In:</i> Torres, L. - <i>Manual
de protecção integrada do olival</i>. João Azevedo Ed., Mirandela, p. 202-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671432&pid=S0871-018X201700050001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Carvalho, F. (2011) - <i>Prays oleae</i> Bernard
1788. [cit. 2017-03-13]. &lt;
<a href = "http://naturdata.com/Prays-oleae-9066.htm" target = "_blank">http://naturdata.com/Prays-oleae-9066.htm</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671434&pid=S0871-018X201700050001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Cavaco, M.; Sismeiro, R. &amp; Guerra, M. (2006)
- <i>Métodos de previsão e evolução dos inimigos das culturas – Olival</i>. Direção
Geral de Alimentação e Veterinária, Serviço Nacional de Avisos Agrícolas, Lisboa.
57 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671436&pid=S0871-018X201700050001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>De la Rosa, J.; Herrera, B.;
Coleto, F.; Zamorano, F.; Rodríguez, J. &amp; García, J. (2010) - <i>Técnicas de
cultivo: plagas y enfermedades del olivo</i>. Junta de Andalúcia, Consegería de
Agricultura y Pesca, Servicio de Publicaciones y Divulgacíon, Sevilla. 94 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671438&pid=S0871-018X201700050001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>DRAPC (2013) - <i>Traça da oliveira Prays oleae
Bernard</i>. Direção Regional da Agricultura e Pescas do Centro, Coimbra, Ficha
Técnica. 2 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671440&pid=S0871-018X201700050001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Gonzalez, D. (2009)
- <i>Modelo Bioclimático de simulação da dinâmica populacional da traça-da-oliveira,
Prays oleae (BERNARD).</i> Tese de Mestrado Clima e Alterações Climáticas, Universidade
de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real. 214 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671442&pid=S0871-018X201700050001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face =
Verdana size = 2>Herms, D.A. (1998) - Understanding and Using Degree-Days. Ornamental
Plants. <i>Annual Reports and Research Reviews, 1998,</i> p. 165-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671444&pid=S0871-018X201700050001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Kumral, N.; Kovanci, B. &amp; Akbudak, B. (2005)
- Pheromone trap catches of the olive moth, <i>Prays oleae</i> (Bern.) (Lep., Plutellidae)
in relation to olive phenology and degree-day models. <i>Journal of Applied Entomology</i>,
vol. 129, n. 7, p. 375–381.
<a href = "http://dx.doi.org/10.1111/j.1439-0418.2005.00985.x" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1111/j.1439-0418.2005.00985.x</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671446&pid=S0871-018X201700050001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Lobo, B. (2007) - <i>Métodos estatísticos de previsão
- análise de erros</i>. Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto, Porto. 11
p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671447&pid=S0871-018X201700050001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Ramos N (2008). <i>Relatório de
aplicação de modelos de previsão de ocorrência de inimigos das culturas. Caso do
modelo para a cochonilha de S. José – Resultados preliminares</i>. Direção Regional
de Agricultura e Pescas do Algarve, Patacão, Julho. 19 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671449&pid=S0871-018X201700050001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font
face = Verdana size = 2>UC IPM. (2014) - <i>How to manage pests – degree days</i>.
[cit. 2017-03-13]. &lt;
<a href = "http://ipm.ucanr.edu/WEATHER/ddconcepts.html" target = "_blank">http://ipm.ucanr.edu/WEATHER/ddconcepts.html</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671451&pid=S0871-018X201700050001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size
= 3><b>Agradecimentos</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>À Estação
Agrária de Viseu, em particular ao seu Serviço de Avisos, pela disponibilização
de meios materiais e humanos que permitiram a realização do presente trabalho.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.03.24</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Aceite/accepted: 2017.03.24</font></p>

     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Amaro]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A protecção integrada]]></source>
<year>2003</year>
<edition>1ª</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[ISA/Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andreadis]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Raptis]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Konstantinou]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Soultani]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Monitoring and control of the olive moth Prays oleae in the prefecture of Evros]]></article-title>
<source><![CDATA[&#1053;&#1072;&#1091;&#1095;&#1085;&#1080; &#1058;&#1088;&#1091;&#1076;&#1086;&#1074;&#1077; &#1085;&#1072; &#1056;&#1091;&#1089;&#1077;&#1085;&#1089;&#1082;&#1080;&#1103; &#1059;&#1085;&#1080;&#1074;&#1077;&#1088;&#1089;&#1080;&#1090;&#1077;&#1090;]]></source>
<year>2011</year>
<volume>50</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>40-43</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Armendáriz]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De la Iglesia]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santiago]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Campillo]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alberte]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miranda]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tuárez]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pérez-Sanz]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Ciclo del prays del olivo (Prays oleae Bern.) en Arribes del Duero]]></article-title>
<source><![CDATA[Boletín de Sanidad Vegetal, Plagas]]></source>
<year>2007</year>
<volume>33</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>443-455</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baltazar]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A protecção integrada no olival]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Viseu ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bento]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cabanas]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Traça-da-Oliveira]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Azevedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[João]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de protecção integrada do olival]]></source>
<year>2007</year>
<page-range>202-228</page-range><publisher-loc><![CDATA[Mirandela ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Prays oleae Bernard 1788]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cavaco]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sismeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guerra]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Métodos de previsão e evolução dos inimigos das culturas - Olival]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Direção Geral de Alimentação e Veterinária, Serviço Nacional de Avisos Agrícolas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[De la Rosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herrera]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coleto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zamorano]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodríguez]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[García]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Técnicas de cultivo: plagas y enfermedades del olivo]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Sevilla ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Junta de Andalúcia, Consegería de Agricultura y Pesca, Servicio de Publicaciones y Divulgacíon]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>DRAPC</collab>
<source><![CDATA[Traça da oliveira Prays oleae Bernard]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Coimbra ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Direção Regional da Agricultura e Pescas do Centro]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonzalez]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Modelo Bioclimático de simulação da dinâmica populacional da traça-da-oliveira, Prays oleae (BERNARD)]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Vila Real ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herms]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Understanding and Using Degree-Days. Ornamental Plants]]></article-title>
<source><![CDATA[Annual Reports and Research Reviews]]></source>
<year>1998</year>
<month>19</month>
<day>98</day>
<page-range>165-99</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kumral]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kovanci]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Akbudak]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pheromone trap catches of the olive moth, Prays oleae (Bern.) (Lep., Plutellidae) in relation to olive phenology and degree-day models]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Applied Entomology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>129</volume>
<numero>7</numero>
<issue>7</issue>
<page-range>375-381</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lobo]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Métodos estatísticos de previsão - análise de erros]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Engenharia]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relatório de aplicação de modelos de previsão de ocorrência de inimigos das culturas: Caso do modelo para a cochonilha de S. José - Resultados preliminares]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Patacão ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>UC IPM</collab>
<source><![CDATA[How to manage pests - degree days]]></source>
<year>2014</year>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
