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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16169</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[ECONewFARMERS: Construir pontes entre agricultura familiar e biológica através da formação vocacional]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[ECONewFARMERS: Building bridges between family and organic farming through vocational training]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The ECONewFARMERS project, a partnership with EU countries (Hungary, Spain, Italy, Turkey, United Kingdom and Slovakia) focuses primarily on improving the quality and performance of education and vocational training in order to strengthen the European dimension in organic farming. Knowledge and technical training are essential for the adoption of organic farming, so the project “ECONewFARMERS - Building the future with new farmers in ecological faming through vocational training” aims to contribute to the technical training of farmers who want to convert or start a farm in organic farming in m-learning (learning in mobility contexts) and to provide tools to improve their capacity and innovation.. In this way, this work intends to characterize the agricultural practices used by family farmers in the municipality of Viseu and to evaluate the similarity of these technical itineraries with organic farming theoretical profile in order to identify the training needs of these (or new) farmers. The identification of agricultural practices was based on a survey using a checklist method that was applied to 30 farmers whose farms have 2 or less than 2 hectares, with work labor constituted by family members and whose income is mainly from the farm.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[agricultura biológica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[agricultura familiar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ECONewFARMERS]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[itinerários técnicos]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[organic farming]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[checklist]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 4><b>ECONewFARMERS: Construir pontes entre agricultura familiar e biológica
através da formação vocacional</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>ECONewFARMERS: Building
bridges between family and organic farming through vocational training</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2><b>Helena Esteves Correia</b><sup>1</sup>, <b>Davide Gaião</b><sup>1</sup>, <b>Paula Correia</b><sup>1,2</sup>,
<b>Raquel Guiné</b><sup>1,2</sup>, <b>Daniela Teixeira</b><sup>1</sup> e <b>Cristina Amaro Da Costa</b><sup>1,2,*</sup></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>1</sup>Escola Superior Agrária de Viseu /Instituto
Politécnico de Viseu, Quinta da Alagoa, Estrada de Nelas, Ranhados, 3500-606, Viseu,
Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>2</sup>CI&amp;DETS,
Instituto Politécnico de Viseu, Av. Cor. José Maria Vale de Andrade, Campus Politécnico,
3504-510, Viseu, Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>(*E-mail: <a href = "mailto:amarocosta@esav.ipv.pt">amarocosta@esav.ipv.pt</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>O projecto ECONewFARMERS, em parceria com países da União Europeia (Hungria,
Espanha, Itália, Turquia, Reino Unido e Eslováquia) tem como foco principal melhorar
a qualidade e desempenho dos sistemas de ensino e formação profissional de modo
a reforçar a dimensão europeia em agricultura biológica.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font
face = Verdana size = 2>O conhecimento e a formação técnica são essenciais para
a adoção da agricultura biológica, pelo que o projecto “ECONewFARMERS – Construir
o futuro com novos agricultores em modo de produção biológica através de formação
vocacional” pretende contribuir para a capacitação técnica de agricultores que queiram
converter-se ou iniciar uma exploração em agricultura biológica e disponibilizar
ferramentas <i>m-learning</i> (aprendizagem em contextos de mobilidade) que permitam
melhorar a sua capacidade de intervenção e de inovação.</font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Deste modo, pretendeu-se com este trabalho caraterizar as práticas
agrícolas utilizadas por agricultores familiares no concelho de Viseu e avaliar
a proximidade destes itinerários técnicos com a agricultura biológica de modo a
identificar as necessidades de formação destes (ou de novos) agricultores. A identificação
das práticas agrícolas foi efetuada com base numa <i>checklist</i> que foi aplicada
a 30 agricultores cujas explorações têm dimensão igual ou inferior a 2 hectares,
com mão-de-obra constituída pelo agregado familiar e cujos rendimentos sejam maioritariamente
provenientes da exploração.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Palavras-chave</b>: agricultura biológica,
agricultura familiar, ECONewFARMERS, itinerários técnicos, checklist.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size
= 3><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>The ECONewFARMERS
project, a partnership with EU countries (Hungary, Spain, Italy, Turkey, United
Kingdom and Slovakia) focuses primarily on improving the quality and performance
of education and vocational training in order to strengthen the European dimension
in organic farming.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Knowledge and
technical training are essential for the adoption of organic farming, so the project
“ECONewFARMERS - Building the future with new farmers in ecological faming through
vocational training” aims to contribute to the technical training of farmers who
want to convert or start a farm in organic farming in m-learning (learning in mobility
contexts) and to provide tools to improve their capacity and innovation..</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>In this way, this work intends to characterize
the agricultural practices used by family farmers in the municipality of Viseu and
to evaluate the similarity of these technical itineraries with organic farming theoretical
profile in order to identify the training needs of these (or new) farmers. The identification
of agricultural practices was based on a survey using a checklist method that was
applied to 30 farmers whose farms have 2 or less than 2 hectares, with work labor
constituted by family members and whose income is mainly from the farm.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2><b>Keywords</b>: organic farming, family farming, ECONewFARMERS, technical itinerary,
checklist.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font
face = Verdana size = 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>Recentemente, a agricultura familiar como forma de garantir a produção
agrícola, silvícola, assim como a pesca e o pastoreio, baseada em explorações de
pequena dimensão, geridas por uma família e que depende essencialmente de mão-de-obra
familiar não assalariada, tornou-se um elemento central no debate público pelo papel
fundamental que tem no mundo rural (FAO, 2014). A sua importância económica, ambiental,
social e cultural levarou a que a Organização das Nações Unidas declarasse que 2014
fosse o Ano Internacional da Agricultura Familiar, com o objetivo, entre outros,
de reforçar o seu papel na segurança alimentar e enquanto sistema de produção sustentável.
</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Das cerca de 570 milhões de explorações
agrícolas no mundo, mais de 500 milhões são de agricultura familiar. A maioria destas
explorações é de pequena dimensão – mais de 475 milhões de explorações têm menos
de 2 hectares (Lowder <i>et al.</i>, 2014). Ainda assim, estima-se que 70% dos alimentos
no mundo sejam produzidos por agricultores familiares e que 40% das famílias do
mundo dependam deste tipo de explorações como forma de vida (FAO, 2014).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Na Europa, de acordo com o conceito da FAO, cerca
de 97% das explorações agrícolas são familiares, que passaram de geração em geração
e mantiveram um conjunto de tradições e valores culturais (Peters, 2013), que importa
preservar e valorizar.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Em Portugal,
o setor agrícola é alicerçado, em grande parte, em explorações familiares. Das cerca
de 280 mil explorações existentes no Continente, aproximadamente 96% são explorações
familiares que utilizam permanente e predominantemente mão-de-obra pertencente ao
agregado familiar. Estas explorações ocupam 67% da Superfície Agrícola Utilizada
do continente, o que revela o seu impacto na economia local e nacional (INE, 2011;
DGADR, 2014).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Através da agricultura
biológica, que assenta em princípios como assegurar o equilíbrio do solo para garantir
o crescimento das culturas, principalmente através da manutenção do teor de matéria
orgânica e da promoção da atividade biológica do solo, otimizar os ciclos de nutrientes
através da gestão dos animais e das plantas no espaço e no tempo (por exemplo, através
de rotações e consociações), ou manter relações de proximidade com o mercado, de
forma a garantir qualidade dos produtos, a agricultura familiar pode atingir novos
patamares de sucesso e inovação (Auerbach <i>et al</i>., 2013).</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>São disso exemplo inúmeros casos de sucesso, decorrentes
de projetos e modelos de desenvolvimento rural que se centraram no estabelecimento
de pontes entre agricultura familiar e agricultura biológica. A produção de algodão
na África Oriental, de óleos essenciais por agricultores do Butão ou as cooperativas
de agricultores do Tirol austríaco revelam que a integração de princípios de agricultura
biológica na lógica de produção das explorações familiares pode contribuir para
a melhoria técnica, económica e social destas explorações e famílias (Krug, 2012;
Auerbach <i>et al</i>., 2013; von Dach <i>et al</i>., 2013).</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>O conhecimento e a formação técnica são essenciais para
a adoção da agricultura biológica, pelo que o projeto “ECONewFARMERS - Construir
o futuro com novos agricultores em modo de produção biológica através de formação
vocacional” pretende contribuir para a capacitação técnica de agricultores que queiram
converter-se ou iniciar uma exploração em agricultura biológica, em <i>m-learning</i>
– aprendizagem em contextos de mobilidade - e disponibilizar ferramentas que permitam
melhorar as suas capacidades de intervenção e de inovação (Costa <i>et al</i>.,
2014).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O projeto utilizará um conjunto
de ferramentas de aprendizagem e conteúdos adaptados à realidade e necessidade do
público-alvo, em particular de novos agricultores e de explorações de agricultura
familiar. Será criado um curriculum de formação específico, que possa ser disponibilizado
à distância, num formato de grande autonomia dos formandos e que se possa adaptar
às suas necessidades (Guiné <i>et al.,</i> 2015). </font></p>

    <p><font face =
Verdana size = 2>A definição destes conteúdos deverá ser ajustada a uma matriz de
conhecimento e técnicas que possam aproximar da prática da agricultura biológica
e que tenham sido identificadas em conjunto com o público-alvo. Neste sentido, pretende-se
identificar e caraterizar as práticas agrícolas utilizadas por agricultores familiares
no concelho de Viseu e avaliar a proximidade destes itinerários técnicos[1]
com as práticas e princípios da agricultura biológica. A identificação das práticas
agrícolas (procedimentos técnicos e tecnológicos adotados em cada etapa do itinerário
técnico) pode ser realizada com base na aplicação de inquéritos por questionário,
mais ou menos complexos (Amaro <i>et al</i>., 2000; Kuiper, 2000; Zoraida, 2005).
Esta metodologia permitirá (i) identificar os procedimentos técnicos e tecnológicos
adotados nas explorações familiares, isto é, quais as operações culturais e subsequentes
tarefas agrícolas realizadas e (ii) avaliar as semelhanças (proximidade) com o modelo
teórico, neste caso, o modelo de itinerário técnico teórico adotado em agricultura
biológica.</font></p>


    <p><font
face = Verdana size = 3><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>

    <p><font face =
Verdana size = 2>A identificação dos procedimentos técnicos e tecnológicos adotados
nas explorações familiares foi realizada através da aplicação de um questionário
com base numa <i>checklist</i> [2] (questionário simplificado,
em que se reduz a necessidade de respostas por parte do inquirido). A <i>checklist
</i>foi construída com base no itinerário técnico adotado em explorações em agricultura
biológica e em informação presente em documentos técnicos e científicos (Amaro,
2007; Mourão, 2007; Barrote, 2010; Strohbehn, 2015), e estruturada em cinco partes:
caracterização sociodemográfica do inquirido, caraterísticas da exploração, itinerário
técnico (espécies, gestão e preparação do solo, fertilização, rega, intervenções
em verde, proteção da cultura), produção animal e comercialização. </font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>O questionário (<i>checklist</i>) foi aplicado
a 30 responsáveis (chefes de exploração) de explorações agrícolas com dimensão igual
ou inferior a 2 hectares, que utilizam mão-de-obra maioritariamente do agregado
familiar e cujos rendimentos são na maioria provenientes da exploração, pertencentes
ao distrito de Viseu. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A aplicação
da <i>checklist</i> decorreu nos meses de novembro e dezembro de 2015, no distrito
de Viseu, e a seleção dos agricultores foi aleatória e distribuída pelo distrito
de Viseu, com base na listagem de produtores presentes no mercado semanal de Viseu
disponibilizada pela Associação de Desenvolvimento Dão Lafões e Alto Paiva, respeitando
os requisitos pré definidos. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Foi
realizada uma análise descritiva e exploratória dos dados recolhidos, com recurso
ao software Microsoft Excel 2010®.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>A idade média dos agricultores inquiridos é 64
anos, e incluiu 87% de mulheres e 13% de homens (<a href = "#q1">Quadro 1</a>). A maioria destes agricultores
(90%) tem como habilitação literária o 4º ano, ou menos.</font></p>

    <br>

<a name = "q1"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea15q1.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face
= Verdana size = 2>A área média das explorações é 1,6&nbsp;ha, sendo que 26,6% apresenta
área média de exploração de 1&nbsp;ha e 23,4% entre 1 e 1,55&nbsp;ha. Os restantes
50% possuem uma área média da exploração entre 1,5 e 2&nbsp;ha. A mão-de-obra é
essencialmente assegurada por elementos da família e corresponde, em média, a 2,2
trabalhadores incluindo o responsável.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>Relativamente à adoção de práticas culturais relacionadas com escolha de culturas,
espécies e escolha de material de sementeira e plantação, os agricultores inquiridos
adotam uma grande diversidade de culturas (principalmente culturas hortícolas sazonais),
preferem variedades regionais e uma grande parte opta, sempre que possível, por
fazer consociações culturais (<a href = "#f1">Figura 1</a>). Quanto à diversidade de variedades, apenas
6,7% dos agricultores utiliza mais que uma variedade por espécie. Cerca de 16,7%
dos agricultores possui viveiro próprio, ou seja, a maioria recorre à aquisição
de plantas oriundas de outras explorações/viveiros. Por último, nenhum dos agricultores
inquiridos inocula as sementes/plantas com micorrizas previamente à sua sementeira/plantação
nem utilizam espécies geneticamente modificadas (OGM).</font></p>

    <br>

<a name = "f1"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea15f1.jpg"></a>

    
]]></body>
<body><![CDATA[<br>

    <p><font face
= Verdana size = 2>As práticas culturais relacionadas com a gestão do solo analisadas
são a realização de rotações culturais e pousio, a utilização de matéria orgânica
(MO) de origem animal e adubação em verde, a cobertura do solo e a compostagem (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea15f2.jpg" target = "_blank">Figura
2a</a>). A maior parte dos agricultores familiares inquiridos baseiam o seu plano de
exploração na rotação de culturas, mas apenas 30% referiram deixar as terras em
pousio durante algum período do ano cultural. Os inquiridos que não adotam esta
prática do pousio, referiram que não o fazem para não reduzirem o retorno financeiro
da terra a curto prazo. </font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>A adição de matéria
orgânica de origem animal e também restos de plantas (adubação verde) antes das
plantações e sementeiras, de modo a fornecer ao solo os nutrientes necessários para
o bom desenvolvimento das suas culturas e a contribuir para a manutenção e/ou melhoria
da sua estrutura é uma prática adotada pela maioria dos agricultores.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Relativamente à utilização de cobertura do solo
para controlo de infestantes, prática fundamental em agricultura biológica, constata-se
que apenas 20% dos agricultores familiares inquiridos a utiliza. Quanto à técnica
de compostagem, nenhum dos agricultores a realiza.</font></p>

    <p><font face =
Verdana size = 2>As práticas relacionadas com a preparação do solo, quer para a
instalação da cultura quer para o combate a infestantes, incluíram a mobilização
manual ou mecânica, e dentro desta última a utilização de diversas alfaias agrícolas
(charrua de aivecas, grade de discos, alfaia de bicos, entre outras) e a possibilidade
de manutenção de um revestimento de infestantes (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea15f2.jpg" target = "_blank">Figura 2b</a>). A mobilização manual
é utilizada pela grande maioria dos agricultores, enquanto 96,7% dos agricultores
familiares acrescem ações de mobilização mecânica. Neste caso, a máquina agrícola
mais frequente na preparação do solo é a grade de discos (66,7%), a que se seguem
a charrua da aivecas e as alfaias de bicos (30% e 16,6% dos agricultores respetivamente).
A presença de infestantes nas parcelas da exploração só é aceite por 3,3% dos inquiridos
que não as removem totalmente e beneficiam, assim, das vantagens da presença destas
infraestruturas ecológicas (Boller <i>et al.,</i> 2004; Nunes <i>et al.,</i> 2015).</font></p>


    
<p><font face = Verdana size = 2>As intervenções em verde são técnicas culturais
cada vez mais utilizadas nos sistemas de produção sustentáveis, pois promovem um
acréscimo de qualidade da produção através da melhoria do ambiente ao nível da canópia
(remoção de rebentos e folhas, orientação da vegetação, entre outras) que promove
a redução de incidência de pragas e doenças, melhora a exposição foliar e reduz
o número de frutos com o consequente aumento de calibre e qualidade (Costa <i>et
al</i>., 2016). Entre os agricultores inquiridos, 76,7% utilizam tutores nas suas
culturas quando adequado. No entanto, apenas 26,7% efetuam podas de rebentos, 70%
desfolha e 20% monda de frutos (<a href  = "#f3">Figura 3</a>). Nenhum dos agricultores familiares inquiridos
utiliza fitorreguladores para estimular o crescimento e desenvolvimento das plantas.</font></p>

    <br>

<a name = "f3"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea15f3.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 2>É cada vez mais reconhecido que a proteção das
culturas desempenha um papel fundamental na produção de alimentos, quer em quantidade
quer em qualidade, desde logo nos sistemas de produção convencional e intensivo,
dependentes essencialmente do uso de pesticidas, quer em sistemas de produção sustentáveis,
como a agricultura biológica ou a produção integrada que dependem preferencialmente
da adoção de medidas de luta indiretas e do uso de meios de luta alternativos à
luta química (Amaro, 2003; Rickard, 2010). </font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>No que diz respeito às opções de proteção das culturas dos agricultores
familiares do distrito de Viseu, verifica-se que nenhum utiliza a luta biológica,
todos recorrem à luta física e genética (escolha de espécies e variedades/cultivares
resistentes) e 73,3% recorrem à luta química (<a href = "#f4">Figura 4</a>). Os meios de luta cultural
são adotados em 66,7% dos casos e a luta biotécnica (armadilhas) em cerca de 16,7%.
A adoção de medidas de luta preventivas verifica-se em 26,7% das explorações, cujos
responsáveis estão conscientes dos seus benefícios e as utilizam regularmente.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>

<a name = "f4"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea15f4.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>CONCLUSÕES</b></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>A identificação dos procedimentos técnicos e tecnológicos adotados
nas explorações familiares é essencial para avaliar as semelhanças (proximidade)
com o modelo de itinerário técnico teórico adotado em agricultura biológica. Este
conhecimento permitirá identificar as necessidades de formação essenciais para a
adoção deste modo de produção por novos agricultores e por agricultores familiares.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Com base nos resultados obtidos é possível constatar
que uma parte das técnicas e tecnologias adotadas nas explorações de agricultura
familiar, no concelho de Viseu, são coincidentes com algumas das práticas fundamentais
em agricultura biológica: diversidade cultural com preferência por variedades regionais,
consociações culturais, rotação de culturas, adição de matéria orgânica de origem
animal e também restos de plantas (adubação verde) antes das plantações e sementeiras,
desfolhas manuais ou a utilização de luta física e genética para o combate a pragas
e doenças.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Algumas práticas, como
o pousio, a utilização de intervenções em verde, a produção de plantas em viveiros
próprios ou de sementes, ou a adoção da luta biotécnica, são utilizadas por alguns
agricultores familiares, mas a sua adoção não está ainda generalizada.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Por outro lado, há ainda muitos processos e técnicas
essenciais para o sucesso das explorações de agricultura biológica que não são utilizadas
pelos agricultores familiares, nomeadamente, inoculação de sementes/plantas com
micorrizas, a compostagem, tolerância de revestimento do solo composto por infestantes,
ou a utilização de luta biológica.</font></p>

    <p><font face = Verdana size =
2>É neste âmbito que a disponibilização de ferramentas <i>m-learning</i> relacionadas
com estas temáticas através do projeto ECOnewFARMERS pode surgir como uma ponte
entre a agricultura familiar e agricultura biológica, ao contribuir para o aumento
de conhecimento em agricultura biológica, o que pode constituir um fator de vantagem
e sucesso para estas explorações. Através da adoção da agricultura biológica, estes
agricultores (novos agricultores ou agricultores familiares) poderão incorporar
uma tecnologia inovadora que visa a produção de alimentos nutritivos e de alta qualidade,
sem recurso a produtos químicos de síntese nem organismos geneticamente modificados,
em simultâneo com a redução de impactos ambientais negativos.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Amaro, F.S.; Godinho, M.C.; Figueiredo, E. &amp;
Mexia, A. (2000) - <i>Itinerários técnicos e calendários culturais para culturas
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de Economia Agrária e Sociologia Rural, Instituto Superior de Agronomia, Lisboa.
2-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671616&pid=S0871-018X201700050001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Amaro, P. (2003) - <i>A protecção
integrada</i>. ISA Press, Lisboa. 446 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671618&pid=S0871-018X201700050001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size
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e da agricultura biológica e o uso sustentável de pesticidas em Portugal&quot; (AGRO
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    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>DGADR (2014)
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    <!-- ref --><p><font face =
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    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Nunes, C.; Teixeira, B.; Carlos,
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    <!-- ref --><p><font face =
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    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Rickard, S. (2010) - <i>The
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    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Strohbehn, C. (2015) - <i>Mississippi Farm Food
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    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>von
Dach, S.W.; Romeo, R.; Vita, A.; Wurzinger. M. &amp; Kohler, T. (Eds.) (2013) -
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    <!-- ref --><p><font face = Verdana size =
2>Zoraida, G. (Coord.) (2005) - <i>Gender and farming systems. Lessons from Nicaragua</i>.
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</br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Aceite/accepted: 2017.01.27</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 2>[1] Os itinerários técnicos são “modelos técnicos e tecnológicos teóricos” que identificam
(i) o conjunto ordenado das operações culturais, (ii) o conjunto ordenado das tarefas
agrícolas que são necessárias para executar cada uma das operações culturais identificadas
e (iii) cada uma das tecnologias que se são adoptadas para a realização de cada
tarefa agrícola (Amaro <i>et al</i>., 2000; Zoraida, 2005).</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>[2] Uma <i>checklist</i> consiste numa lista simples de afirmações (ações)
ou características relativamente às quais se indica se estão presentes (ou são desejáveis)
ou não. Para cada item individual, é obtido um valor médio ou percentagem de adoção
(presença) de cada variável de carácter binomial (Kirakowski, 2000; Kuiper, 2000).</font></p>


     ]]></body><back>
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