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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16223</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do teor em compostos fenólicos e atividade antioxidante de folhas de videira com vista ao seu aproveitamento para uso alimentar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of the phenolic content and antioxidant activity of grapevine leaves in order to use them as food]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Tecnológica Federal do Paraná Centro de Investigação de Montanha ]]></institution>
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<year>2017</year>
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<volume>40</volume>
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<fpage>171</fpage>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-018X2017000500019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-018X2017000500019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-018X2017000500019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A videira (Vitis vinifera L.) é uma das plantas mais cultivadas em Portugal, sendo que as suas folhas não têm praticamente utilização. Trabalhos recentes demonstraram que são constituídas por uma série de componentes que lhe conferem propriedades e funções de elevada importância. No presente trabalho, pretendeu-se avaliar as folhas de diferentes castas de videira no que respeita ao seu teor em antioxidantes e bioatividade com vista à sua inclusão na dieta humana. A partir de 10 castas de videira, quatro tintas (Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional) e seis brancas (Côdega do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho) cultivadas no Planalto Mirandês, e colhidas amostras de folhas sãs, foram obtidos resultados que indicaram que as castas brancas têm maior teor em componentes bioativos e potencial antioxidante, sendo as folhas da casta Malvasia Fina as que apresentaram maior interesse para serem processadas e incluídas como ingrediente na dieta humana.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Grapevine (Vitis vinifera L.) is one of the most cultivated plants in Portugal, and its leaves have practically no use. Recent studies have shown that the leaves consist of a range of components that confer properties and functions of huge importance. The present study aimed to assess the leaves from different grape varieties regarding their antioxidants content and bioactivity in order to include in the human dietary. From the 10 grape varieties, four red (Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional) and six white (Côdega do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato and Viosinho) grown in the Planalto Mirandés, samples were harvested from healthy leaves and the results obtained indicated that the white varieties have the most interesting antioxidant potential and bioactive components, being the leaves of Malvasia Fina those with the greatest potential to be processed and included as an ingredient in the human diet.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Vitis vinifera L.]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[folhas de videira]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[composição fitoquímica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[atividade antioxidante]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Vitis vinifera L.]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[grape leaves]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[phytochemical composition]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[antioxidant activity]]></kwd>
</kwd-group>
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</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 4><b>Avaliação do teor em compostos fenólicos e atividade antioxidante de
folhas de videira com vista ao seu aproveitamento para uso alimentar</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 3><b>Evaluation of the phenolic content and antioxidant activity of grapevine
leaves in order to use them as food</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2><b>Adriano Freitas Lima</b><sup>1,2</sup>, <b>Albino Bento</b><sup>1</sup>, <b>José Alberto Pereira</b><sup>1</sup>,
<b>Ilton José Baraldi</b><sup>2</sup> e <b>Ricardo Malheiro</b><sup>1,*</sup></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>1</sup>Centro
de Investigação de Montanha (CIMO), Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico
de Bragança, Campus de Santa Apolónia, 5300-253 Bragança, Portugal </i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>2</sup>Universidade Tecnológica Federal
do Paraná, Campus Medianeira, Avenida Brasil, 4232 – Bairro Independência – CEP
85884-000, Medianeira, Paraná, Brasil</i></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2><i>(*E-mail: <a href = "mailto:rmalheiro@ipb.pt">rmalheiro@ipb.pt</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A videira (<i>Vitis vinifera</i> L.) é uma das
plantas mais cultivadas em Portugal, sendo que as suas folhas não têm praticamente
utilização. Trabalhos recentes demonstraram que são constituídas por uma série de
componentes que lhe conferem propriedades e funções de elevada importância. No presente
trabalho, pretendeu-se avaliar as folhas de diferentes castas de videira no que
respeita ao seu teor em antioxidantes e bioatividade com vista à sua inclusão na
dieta humana.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>A partir de 10 castas
de videira, quatro tintas (Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga
Nacional) e seis brancas (Côdega do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina,
Rabigato e Viosinho) cultivadas no Planalto Mirandês, e colhidas amostras de folhas
sãs, foram obtidos resultados que indicaram que as castas brancas têm maior teor
em componentes bioativos e potencial antioxidante, sendo as folhas da casta Malvasia
Fina as que apresentaram maior interesse para serem processadas e incluídas como
ingrediente na dieta humana.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Palavras-chave: </b><i>Vitis vinifera </i>L.,
folhas de videira, composição fitoquímica, atividade antioxidante.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size
= 3><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Grapevine (<i>Vitis
vinifera</i> L.) is one of the most cultivated plants in Portugal, and its leaves
have practically no use. Recent studies have shown that the leaves consist of a
range of components that confer properties and functions of huge importance. The
present study aimed to assess the leaves from different grape varieties regarding
their antioxidants content and bioactivity in order to include in the human dietary.
</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>From the 10 grape varieties, four
red (Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional) and six white
(Côdega do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato and Viosinho)
grown in the Planalto Mirandés, samples were harvested from healthy leaves and the
results obtained indicated that the white varieties have the most interesting antioxidant
potential and bioactive components, being the leaves of Malvasia Fina those with
the greatest potential to be processed and included as an ingredient in the human
diet.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Keywords:</b><i> Vitis vinifera </i>L., grape leaves,
phytochemical composition, antioxidant activity.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Pertencente à família <i>Vitaceae</i>, a videira,
do Latim <i>Vitis</i>, é composta por muitas espécies distribuídas mundialmente,
sendo essencialmente reconhecida devido à produção de uva, que é utilizada em grande
escala para consumo “<i>in natura</i>” ou até mesmo para elaboração de diferentes
matérias-primas (Teixeira <i>et al</i>., 2002).</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>O continente Europeu tem uma grande produção de uva com uma produção de
cerca de 26,5 milhões de toneladas comparativamente às 77 milhões de toneladas produzidas
mundialmente. Portugal produz 828 mil toneladas de uva em 179,5 mil hectares, ou
seja 4,94% da área agrícola nacional (FAO, 2013). Embora a videira seja uma cultura muito importante em
Portugal, os seus subprodutos, como é o caso da folha, são desvalorizados. Tendo
a videira uma grande representatividade de produção foliar, seria importante fomentar
novas maneiras de valorizar este subproduto. A folha de videira é utilizada para
consumo humano em várias regiões do mundo, principalmente em países do Norte de
África e no Médio-Oriente (Harb <i>et al.</i>, 2015), bem como na América do Sul,
nomeadamente no Brasil. Nesta perspetiva, o presente trabalho visa realizar um estudo
preliminar para prospetar possíveis castas, brancas e tintas, que possam ter valor
fitoquímico, para o seu posterior processamento tecnológico e inclusão na dieta
humana. Desta forma as folhas de videira ricas em antioxidantes seriam incluídas
na dieta humana, reduzindo a quantidade de resíduos da vinha e criando-se assim
uma estratégia de valorização deste subprodutos.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2><i>Amostras
e preparalção dos extratos</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Foram selecionadas 10 castas, seis brancas (Côdega
do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato and Viosinho) e quatro
tintas (Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional), apresentadas
na <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea18f1.jpg" target = "_blank">Figura 1</a>, tendo sido colhidas três amostras independentes por casta, totalizando
30 amostras, de folhas sãs.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>As amostras
foram congeladas e liofilizadas sendo os extratos aquosos realizados da seguinte
forma: 5 g de folhas liofilizadas e trituradas foram adicionadas a 250 mL
de água destilada em ebulição durante 45 minutos, seguido de filtração com papel
de filtro Whatman nº 4. O filtrado foi posteriormente liofilizado para obter o extrato
seco. O extrato foi redissolvido em água destilada a 50 mg mL<sup>&#8209;1</sup>,
sendo preparadas concentrações que variaram entre 0,01 e 2 mg mL<sup>&#8209;1</sup>
e foram aplicadas em todos os métodos em estudo, salvo exposto o contrário.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Atividade antioxidante</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><u>Atividade sequestradora do radical DPPH</u></font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>A análise de avaliação da atividade sequestradora realizada pelo 2,2-difenil-1-picrilhidrazilo
(DPPH) foi verificada de acordo com o procedimento descrito por Lima <i>et al</i>.
(2016). A 0,3 mL de cada concentração foram adicionados 2,7 mL de uma
solução metanólica de DPPH (6 × 10<sup>&#8209;5</sup> mol L<sup>&#8209;1</sup>).
A mistura foi colocada no escuro durante 1 hora e o comprimento de onda foi
lido a 517 nm.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A percentagem
de inibição foi calculada pela descoloração da solução com DPPH, a partir da seguinte
equação:</font></p>

<img src="/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea18eq1.jpg">

    
<p><font face = Verdana size = 2>Onde: Abs<sub>branco</sub>
corresponde à absorvância da solução de DPPH; Abs<sub>amostra</sub> à absorvância
da solução com o extrato da amostra. A concentração de extrato que promove 50% de
inibição (EC<sub>50</sub>) foi calculada por percentagem do efeito bloqueador em
função da concentração de extrato da análise, analisada por representação gráfica.</font></p>



    <p><font face = Verdana size
= 2><u>Atividade sequestradora do radical ABTS (ABTS•+)</u></font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>De acordo com o método descrito por Samaniego Sánchez <i>et al</i>. (2007),
a 25 mL de ABTS (7 mmol L<sup>&#8209;1</sup>) foram adicionados 440 µL
de K<sub>2</sub>S<sub>2</sub>O<sub>8</sub> (140 mmol L<sup>&#8209;1</sup>),
permanecendo a solução no escuro entre 12 a 16 horas. Após esse período obteve-se
uma solução ajustada com absorvância 0,70±0,02 a 734 nm através da solução
dissolvida em etanol. A cada 2 mL da solução ajustada de ABTS adicionaram-se
100 µL de extrato das várias concentrações testadas.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font
face = Verdana size = 2>A percentagem de inibição dos radicais de ABTS foi calculada
pela descoloração da solução a partir da seguinte equação:</font></p>

<img src="/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea18eq2.jpg">

    
<p><font face = Verdana size = 2>Onde: Abs<sub>solução
ajustada</sub> corresponde ao valor de absorvância 0,70±0,02; Abs<sub>amostra</sub>
ao valor da amostra em solução ABTS. O EC<sub>50</sub> foi calculado de mesmo modo
à análise de DPPH.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><u>Capacidade
redutora total pelo método Folin-Ciocalteau</u></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A capacidade
redutora total (CRT) foi avaliada com base no procedimento descrito por Lima <i>et
al</i>. (2016). Fez-se a mistura de 1 mL de amostra (0,5 e 1 mg mL<sup>&#8209;1</sup>),
1 mL de Folin-Ciocalteau, 1 mL de carbonato de sódio (Na<sub>2</sub>CO<sub>3</sub>)
e 7 mL de água destilada. Toda a mistura permaneceu 90 minutos ao abrigo de
luz, logo procedeu-se com a leitura da absorvância a 725 nm. O ácido gálico
foi usado para a construção de uma reta de calibração (concentrações que variaram
entre 0,001 e 1 mM), sendo os resultados expressos em mg miliequivalentes de
ácido gálico por g de extrato (mg AG g<sup>&#8209;1</sup>).</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2><u>Determinação do poder redutor</u></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A determinação da capacidade do agente redutor
(antioxidante) foi baseada na metodologia descrita por Berker <i>et al</i>. (2007).
Foram misturados 1 mL de cada concentração do extrato em 2,5 mL de solução
tampão (fosfato de sódio a 200 mmol L<sup>&#8209;1</sup>) com pH=6,6 e
2,5 mL de ferricianeto de potássio (1%). Toda essa mistura foi agitada vigorosamente
e incubada a 50ºC durante 20 minutos. Após arrefecimento, foram adicionados 2,5 mL
de ácido tricloroacético (10%). Em seguida retirou-se 2,5 mL de sobrenadante
e misturou-se com 2,5 mL de água destilada e 0,5 mL de cloreto férrico
(0,1%). A absorvância foi lida a 700 nm após 2 minutos de repouso da última
agitação.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A concentração de extrato
a que corresponde uma absorvância de 0,5 é definida como EC<sub>50</sub> e foi calculada
em função da concentração de extrato testada.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><i>Avaliação de diferentes grupos fenólicos</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A partir da metodologia descrita por Boulanouar
<i>et al</i>. (2013), foram adicionados 1 mL de uma solução de etanol a 96%
contendo 0,1% de ácido clorídrico a 2% em 1 mL das concentrações do extrato
(0,5 e 1 mg mL<sup>&#8209;1</sup>). Ácido clorídrico a 2% foi adicionado
às amostras até se obter um volume total de 10 mL, sendo, em seguida, agitado
vigorosamente. Os valores da absorvância foram lidos a 280 nm para a determinação
dos fenóis totais, usando ácido gálico (AG) como padrão (0,001 e 1 mM), a 320 nm
para determinar os derivados do ácido hidroxicinâmico (DAH), usando do ácido cafeico
(AC) como padrão (0,001 e 1 mM), e a 360 nm para definir os flavonóis,
usando a quercetina (Q) como padrão (0,001 e 0,5 mM). Os resultados foram expressos
em mg equivalentes do respetivo padrão usado por grama de extrato: mg AG g<sup>&#8209;1</sup>;
mg AC g<sup>&#8209;1</sup>; e mg Q g<sup>&#8209;1</sup>.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><i>Análise estatística</i></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Os dados obtidos nas 10 castas de videira foram avaliados através
de análise de variância usando o teste de Tukey de comparações múltiplas ou o teste
de Dunnett T3 também dependendo se a igualdade de variâncias foi assumida ou não.
Todos os testes foram realizados com um nível de significância de 5%. Foi também
realizada uma análise de componentes principais (ACP). Todos os tratamentos estatísticos
foram realizados com o software SPSS, versão 22.0 (IBM Corporation, Nova Iorque,
E.U.A.).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Atividade antioxidante</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Todas as amostras em estudo foram avaliadas através
de dois tipos de testes antioxidantes <i>in vitro</i>: métodos de atividade antiradicalar
(DPPH e ABTS) e métodos de capacidade redutora (poder redutor e CRT), sendo os resultados
apresentados na <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea18f2.jpg" target = "_blank">Figura 2</a>.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Na análise de DPPH,
verificaram-se diferenças significativas entre as amostras (<i>P</i>&lt;0,001).
Os valores de EC<sub>50</sub> variaram entre 0,133 e 0,234 mg mL<sup>&#8209;1</sup>,
respetivamente nas castas Côdega do Larinho e Tinta Roriz.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Na análise de ABTS houve diferenças estatísticas (<i>P</i>&lt;0,001),
tendo apresentado a Malvasia Fina e a Touriga Franca os menores (0,258 mg mL<sup>&#8209;1</sup>)
e maiores (0,402 mg mL<sup>&#8209;1</sup>) valores de EC<sub>50</sub>,
respetivamente. Quando avaliado o poder redutor de cada casta, verificaram-se diferenças
significativas entre as amostras (<i>P</i>&lt;0,001), onde a casta Touriga Franca
apresentou elevado valor de EC<sub>50</sub> (0,534 mg mL<sup>&#8209;1</sup>),
enquanto mais uma vez a casta Malvasia Fina apresentou menor valor (0,371 mg mL<sup>&#8209;1</sup>).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Na CRT também se verificaram diferenças significativas
(<i>P</i>&lt;0,001) porém a casta Malvasia Fina apresentou maior CRT, com 115,0 mg AG g<sup>&#8209;1</sup>,
enquanto a casta Touriga Franca apresentou menor CRT com 72,5 mg AG g<sup>&#8209;1</sup>.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Os resultados obtidos na atividade antioxidante,
nomeadamente nos valores de EC<sub>50</sub> do DPPH e poder redutor, estão em consonância
com os resultados obtidos em outras castas Portuguesas avaliadas através do mesmo
tipo de extração, atribuindo às castas brancas estudadas, na generalidade, uma maior
atividade antioxidante (Fernandes <i>et al</i>., 2013). No entanto os resultados
obtidos na CRT foram abaixo do obtido por Fernandes <i>et al</i>. (2013). Vários
fatores poderão explicar esta diferença, como fatores edafoclimáticos, práticas
culturais, época de colheita, entre outros (Katalinic <i>et al</i>., 2013).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>Com vista a estimar as castas com maior potencial
bioativo para processamento alimentar, tomou-se em consideração, além da atividade
antioxidante, a composição em componentes bioativos, como os compostos fenólicos.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><i>Diferentes
grupos fenólicos</i></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Realizou-se
também o estudo da composição fitoquímica das castas em estudo, nomeadamente o teor
em compostos fenólicos, derivados do ácido hidroxicinámico e flavonóis, sendo os
dados obtidos apresentados na <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea18f3.jpg" target = "_blank">Figura 3</a>. Verificaram-se diferenças significativas
para os teores de fenóis totais (<i>P</i>&lt;0,001), variando entre 112 mg AG g<sup>&#8209;1</sup>
nas castas Gouveio e Touriga Franca, e 150 mg AG g<sup>&#8209;1</sup>
na casta Malvasia Fina (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea18f3.jpg" target = "_blank">Figura 3</a>). Em relação ao teor em flavonóis,
as castas Malvasia Fina, Rabigato e Touriga Nacional apresentaram teores superiores.
A variação dos derivados do ácido hidroxicinámico mostrou ser também significativa
nas diferentes castas (<i>P</i>=0,027), apresentando a casta Gouveio um teor reduzido,
enquanto a Malvasia Fina e Viosinho apresentaram valores mais elevados.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Os valores de fenóis totais apresentados são superiores
aos reportados por Fernandes <i>et al</i>. (2013), onde se avaliou o perfil fenólico
de folhas de videira de castas brancas e tintas por cromatografia líquida. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Através da avaliação destes grupos de compostos
bioativos, juntamente com os dados obtidos na atividade antioxidante, verificamos
correlações significativas. Para os valores de fenóis totais obtidos e a análise
de DPPH não houve correlação significativa (R<sup>2</sup>=0,023; <i>P</i>=0,422;
y=&#8209;246,3x+165,5). Tal facto já tinha sido constatado por Fernandes <i>et al</i>.
(2013). Porém, em relação às análises de ABTS e poder redutor, houve uma correlação
muito significativa (R<sup>2</sup>=0,271; <i>P</i>=0,003; y=&#8209;143,7x+178,4
e R<sup>2</sup>=0,290; <i>P</i>=0,002; y=&#8209;135,6x+190,3 respetivamente). Assim,
com uma redução do teor em fenóis totais, possivelmente maior será a quantidade
de extrato necessária para atingir o EC<sub>50</sub> nas análises com correlação
significativa, o que implica uma menor atividade antioxidante.</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Com base nos resultados obtidos na atividade antioxidante
e no teor em compostos bioativos, verificou-se de uma maneira geral que as castas
brancas possuem um maior potencial bioativo e maior teor em compostos bioativos.
À partida, esta constatação além de estar relacionada com o maior teor em fenóis
presente nas castas brancas poderá ser devido à composição em outros componentes
como flavonóis e estilbenos, em folhas colhidas em agosto e setembro (Katalinic
<i>et al</i>., 2013). Balík <i>et al</i>. (2008) também mostraram que as folhas
das castas brancas são as dominantes em trans-resveratrol, trans-piceid (derivado
do resveratrol) e no ácido caftárico, quando comparados às castas tintas.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Esta diferenciação entre castas também foi observada
quando os dados obtidos foram usados numa Análise de Componentes Principais (ACP)
(<a href = "#f4">Figura 4</a>), onde na generalidade é visível a separação das castas brancas e castas
tintas. Na região positiva da componente principal 1 está representada a casta Malvasia
Fina (casta branca) uma vez que apresentou elevados teores de fenóis totais, derivados
do ácido hidroxicinámico e flavonóis. No extremo oposto está representada a casta
Touriga Franca, que apresentou na generalidade valores mais elevados de EC<sub>50</sub>
principalmente no ABTS e poder redutor. Isto implica que esta casta foi a que apresentou
menor atividade antioxidante.</font></p>

    <br>

<a name = "f4"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea18f4.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>CONCLUSÕES</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>No presente trabalho, na generalidade as castas
brancas estudadas foram aquelas que apresentaram melhores respostas à atividade
antioxidante e composição em compostos bioativos. Uma avaliação entre diversas variedades,
através da interpretação dos dados obtidos para as análises dentro da atividade
antioxidante e da composição em compostos bioativos, juntamente com a interpretação
dos dados obtidos na ACP, permitiu concluir que a casta branca, Malvasia Fina, é
potencialmente a melhor, de entre as estudadas, para ser utilizada no processamento
alimentar para posteriormente ser incluída na dieta humana.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Referências bibliográficas</b></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Balík,
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and Antioxidant Activity in Vine Grapes and Leaves. <i>Czech Journal of Food Sciences</i>,
vol. 26, p. S25–S32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671873&pid=S0871-018X201700050001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Berker, K.I.;
Güçlü, K.; Tor, I. &amp; Apak, R. (2007) - Comparative evaluation of Fe(III) reducing
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face = Verdana size = 2>Boulanouar, B.; Abdelaziz, G.; Aazza, S.; Gago, C. &amp;
Miguel, M.G. (2013) - Antioxidant activities of eight Algerian plant extracts and
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&lt;<a href = "http://faostat3.fao.org/" target = "_blank">http://faostat3.fao.org/</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=671877&pid=S0871-018X201700050001900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Fernandes,
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    <p><font face = Verdana size = 2>O presente trabalho foi financiado pelo PRODER através do
projeto &quot;Proteção da videira contra pragas e doenças em modo de produção
biológico para obtenção para obtenção de vinho biológico” (nº 47476).</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.03.24</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Aceite/accepted: 2017.03.27</font></p>

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