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<journal-id>0871-018X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Ciências Agrárias]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. de Ciências Agrárias]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-018X</issn>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal]]></publisher-name>
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<article-id>S0871-018X2017000500022</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16227</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Plantas aromáticas usadas como condimentos: prevalência de ácidos gordos polinsaturados]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Aromatic plants used as condiments: prevalence of polyunsaturated fatty acids]]></article-title>
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<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
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<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Bragança ESA Centro de Investigação de Montanha]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
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<pub-date pub-type="pub">
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<month>12</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
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<year>2017</year>
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<volume>40</volume>
<numero>spe</numero>
<fpage>201</fpage>
<lpage>210</lpage>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-018X2017000500022&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-018X2017000500022&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-018X2017000500022&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Tradicionalmente, as plantas aromáticas são adicionadas para aprimorar o sabor aos alimentos e substituir o uso excessivo de sal ou condimentos com alto teor em gordura. Reconhecidas desde a antiguidade como alimentos funcionais, estas ervas continuam a ser recomendadas em dietas contemporâneas por fornecerem benefícios fisiológicos adicionais aos requisitos nutricionais mais comuns. De entre os compostos fitoquímicos responsáveis por estas propriedades, destacam-se os ácidos gordos, especialmente os ácidos gordos essenciais, que têm papéis fundamentais no crescimento e na manutenção de um estado equilibrado de saúde. Assim, o presente estudo teve como objetivo comparar a composição em ácidos gordos de vinte e seis espécies amplamente consumidas como condimentos, nomeadamente aneto, cebolinho, coentros, erva-peixeira, estragão, loureiro, malaguetas, orégãos, salsa, segurelha, tomilho-vulgar, manjerona, alecrim, alfazema, carqueja, erva-príncipe, funcho, hortelã-vulgar, hortelã-pimenta, limonete, manjericão, poêjo, salva, stévia, tomilho bela-luz e tomilho-limão. A técnica utilizada foi a de análise GC-FID (cromatografia gasosa com deteção por ionização de chama) e os resultados foram expressos em percentagem relativa dos diferentes ácidos gordos. Nos condimentos analisados, foram encontrados trinta e dois ácidos gordos diferentes, com prevalência de ácidos gordos polinsaturados (PUFA), seguidos dos ácidos gordos saturados (SFA) e monoinsaturados (MUFA). A carqueja revelou a percentagem mais elevada de SFA (60,12%), com a contribuição significativa dos ácidos palmítico (C16:0, 25,66%) e araquídico (C20:0, 13,39%). As malaguetas demonstraram uma prevalência de MUFA com elevadas percentagens de ácido oleico (C18:1n9, 19,26%), enquanto o cebolinho e o funcho apresentaram as maiores percentagens de PUFA, ambas com grandes percentagens de ácidos linoleico (C18:2n6; 22,85 e 24,38%, respetivamente) e &#945;-linolénico (C18:3n3; 47,77 e 45,89%, respetivamente). Com este estudo foi possível aprofundar o conhecimento de várias plantas aromáticas, no que respeita à sua composição em ácidos gordos, permitindo corroborar a relevância da sua contribuição para uma melhorada nutrição.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Traditionally, aromatic plants are added to improve the flavor and taste of meals and substitute the excessive use of salt or fatty condiments. Known since antiquity as functional foods, these herbs are still recommended in contemporary dietary programs to provide additional physiological benefits to the normal nutritional requirements. Among the phytochemicals responsible for these properties, fatty acids can be highlighted, especially essential fatty acids that play important nutritional roles in growth, reproduction and good health. Thus, the present study aimed to compare the fatty acids composition of twenty-six species widely consumed as condiments, namely dill, chives, coriander, hart's pennyroyal, tarragon, bay laurel, peppers, oregano, parsley, winter savory, common thyme, marjoram, rosemary, lavender, broom, lemon grass, fennel, spearmint, peppermint, lemon verbena, basil, pennyroyal, common sage, sweet leaf, mastic thyme, and lemon thyme. For that purpose, the technique GC-FID (gas chromatography with flame ionization detection) was used and the results were expressed in relative percentage of each fatty acid. In the assessed condiments, thirty-two different fatty acids were found, with prevalence of polyunsaturated fatty acids (PUFA), followed by saturated (SFA) and monounsaturated fatty acids (MUFA). Broom revealed the highest percentage of SFA (60.12%), with the significant contribution of palmitic (C16:0, 25.66%) and arachidic (C20:0, 13.39%) acids. Peppers revealed a prevalence of MUFA with high percentages of oleic acid (C18:1n9, 19.26%), while chives and fennel presented the highest percentages of PUFA, both with large percentages of linoleic (C18:2n6; 22.85 and 24.38%, respectively) and &#945;-linolenic (C18:3n3; 47.77 and 45.89%, respectively) acids. With this study, it was possible to deepen the knowledge of several aromatic plants regarding to its fatty acids composition, allowing corroborate the importance of its contribution to an improved nutrition.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Condimentos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ácidos gordos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[GC-FID]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Spices]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[fatty acids]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[GC-FID]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 4><b>Plantas aromáticas usadas como condimentos: prevalência de ácidos gordos
polinsaturados</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Aromatic plants
used as condiments: prevalence of polyunsaturated fatty acids</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Carla Pereira</b>,
<b>Lillian Barros</b> e <b>Isabel C.F.R. Ferreira</b>*<sup></sup></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2><i>Centro de Investigação de Montanha (CIMO), ESA, Instituto
Politécnico de Bragança, Portugal.</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>(*E-mail: <a href = "mailto:iferreira@ipb.pt">iferreira@ipb.pt</a>)</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Tradicionalmente, as plantas aromáticas são adicionadas
para aprimorar o sabor aos alimentos e substituir o uso excessivo de sal ou condimentos
com alto teor em gordura. Reconhecidas desde a antiguidade como alimentos funcionais,
estas ervas continuam a ser recomendadas em dietas contemporâneas por fornecerem
benefícios fisiológicos adicionais aos requisitos nutricionais mais comuns. De entre
os compostos fitoquímicos responsáveis por estas propriedades, destacam-se os ácidos
gordos, especialmente os ácidos gordos essenciais, que têm papéis fundamentais no
crescimento e na manutenção de um estado equilibrado de saúde. Assim, o presente
estudo teve como objetivo comparar a composição em ácidos gordos de vinte e seis
espécies amplamente consumidas como condimentos, nomeadamente aneto, cebolinho,
coentros, erva-peixeira, estragão, loureiro, malaguetas, orégãos, salsa, segurelha,
tomilho-vulgar, manjerona, alecrim, alfazema, carqueja, erva-príncipe, funcho, hortelã-vulgar,
hortelã-pimenta, limonete, manjericão, poêjo, salva, stévia, tomilho bela-luz e
tomilho-limão.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A técnica utilizada
foi a de análise GC-FID (cromatografia gasosa com deteção por ionização de chama)
e os resultados foram expressos em percentagem relativa dos diferentes ácidos gordos.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Nos condimentos analisados, foram encontrados
trinta e dois ácidos gordos diferentes, com prevalência de ácidos gordos polinsaturados
(PUFA), seguidos dos ácidos gordos saturados (SFA) e monoinsaturados (MUFA). A carqueja
revelou a percentagem mais elevada de SFA (60,12%), com a contribuição significativa
dos ácidos palmítico (C16:0, 25,66%) e araquídico (C20:0, 13,39%). As malaguetas
demonstraram uma prevalência de MUFA com elevadas percentagens de ácido oleico (C18:1n9,
19,26%), enquanto o cebolinho e o funcho apresentaram as maiores percentagens de
PUFA, ambas com grandes percentagens de ácidos linoleico (C18:2n6; 22,85 e 24,38%,
respetivamente) e &#945;-linolénico (C18:3n3; 47,77 e 45,89%, respetivamente). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Com este estudo foi possível aprofundar o conhecimento
de várias plantas aromáticas, no que respeita à sua composição em ácidos gordos,
permitindo corroborar a relevância da sua contribuição para uma melhorada nutrição.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2><b>Palavras-chave:</b> Condimentos, ácidos gordos, GC-FID.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Traditionally, aromatic plants are added to improve
the flavor and taste of meals and substitute the excessive use of salt or fatty
condiments. Known since antiquity as functional foods, these herbs are still recommended
in contemporary dietary programs to provide additional physiological benefits to
the normal nutritional requirements. Among the phytochemicals responsible for these
properties, fatty acids can be highlighted, especially essential fatty acids that
play important nutritional roles in growth, reproduction and good health. Thus,
the present study aimed to compare the fatty acids composition of twenty-six species
widely consumed as condiments, namely dill, chives, coriander, hart's pennyroyal,
tarragon, bay laurel, peppers, oregano, parsley, winter savory, common thyme, marjoram,
rosemary, lavender, broom, lemon grass, fennel, spearmint, peppermint, lemon verbena,
basil, pennyroyal, common sage, sweet leaf, mastic thyme, and lemon thyme. For that
purpose, the technique GC-FID (gas chromatography with flame ionization detection)
was used and the results were expressed in relative percentage of each fatty acid.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>In the assessed condiments, thirty-two different
fatty acids were found, with prevalence of polyunsaturated fatty acids (PUFA), followed
by saturated (SFA) and monounsaturated fatty acids (MUFA). Broom revealed the highest
percentage of SFA (60.12%), with the significant contribution of palmitic (C16:0,
25.66%) and arachidic (C20:0, 13.39%) acids. Peppers revealed a prevalence of MUFA
with high percentages of oleic acid (C18:1n9, 19.26%), while chives and fennel presented
the highest percentages of PUFA, both with large percentages of linoleic (C18:2n6;
22.85 and 24.38%, respectively) and &#945;-linolenic (C18:3n3; 47.77 and 45.89%,
respectively) acids.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>With this study,
it was possible to deepen the knowledge of several aromatic plants regarding to
its fatty acids composition, allowing corroborate the importance of its contribution
to an improved nutrition. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Keywords:</b> Spices, fatty acids, GC-FID.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size
= 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>As plantas
aromáticas têm sido mundialmente utilizadas com fins nutricionais e medicinais.
Tradicionalmente, estas plantas são usadas frescas, secas, inteiras, cortadas ou
em pó, e são preparadas a partir de várias partes de plantas tais como casca (canela),
flores (alfazema), raízes (gengibre), frutos (pimento), bagos maduros (pimenta branca)
ou folhas (alecrim) (Suhaj, 2006), sendo adicionados para aprimorar o sabor e o
aroma de refeições e substituir o uso excessivo de sal ou condimentos com alto teor
de gordura (Salgueiro <i>et al</i>., 2010). Para além das suas utilizações culinárias,
estas plantas são também usadas na medicina tradicional como agentes carminativos
no tratamento de bronquites e úlceras, como diuréticas, depurativas e vermífugos,
bem como pelas suas propriedades antiespasmódicas, tónicas, antimicrobianas, anti-inflamatórias,
antimutagénicas e anticancerígenas (Koedam, 1986; Ye&#351;ilada e Ezer, 1989; Kaefer
e Milner, 2008; Mueller <i>et al.</i>, 2010; Tajkarimi <i>et al.</i>, 2010).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>De facto, os condimentos são reconhecidos desde
a antiguidade como alimentos funcionais e continuam a ser recomendados na dieta
contemporânea por fornecerem benefícios fisiológicos adicionais aos requisitos nutricionais
mais comuns. Vários estudos descrevem os benefícios de uma dieta diversificada baseada
em verduras e relacionam estes benefícios com compostos fitoquímicos, quer nutrientes
quer não-nutrientes (Ranhotra <i>et al.</i>, 1998). Entre estes compostos encontram-se
os ácidos gordos, especialmente os ácidos gordos essenciais, que têm papéis fundamentais
no crescimento e na manutenção de um estado equilibrado de saúde (Simopoulos, 2011).
Não obstante, e apesar do crescente reconhecimento da relevância da biodiversidade
para uma melhorada nutrição e do risco inerente a uma nutrição deficiente, tem vindo
a verificar-se uma crescente perda na utilização destas ervas (Heywood, 2011).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Neste contexto, e dada a importância do papel
das plantas aromáticas na nutrição e saúde humanas, o presente estudo teve como
objetivo comparar a composição em ácidos gordos de vinte e seis espécies amplamente
consumidas como condimentos, nomeadamente aneto (<i>Anethum graveolens</i> L.),
cebolinho (<i>Allium schoenoprasum </i>L.), coentros (<i>Coriandrum sativum </i>L.),
erva-peixeira (<i>Mentha cervina </i>L.), estragão (<i>Artemisia dracunculus </i>L.),
loureiro (<i>Laurus nobilis </i>L.), malaguetas (<i>Capsicum </i>sp.), orégãos (<i>Origanum
vulgare </i>L.), salsa (<i>Petroselinum crispum </i>(Mill.) Fuss), segurelha (<i>Satureja
montana </i>L.), tomilho-vulgar (<i>Thymus vulgaris L.</i>), manjerona (<i>Origanum
majorana </i>L.), alecrim (<i>Rosmarinus officinalis </i>L.), alfazema (<i>Lavandula
angustifolia </i>Mill.), carqueja (<i>Pterospartum tridentatum </i>(L.) Willk. (<i>Genista
tridentatum </i>L.)), erva-príncipe (<i>Cymbopogon citratus&nbsp;</i>(DC.) Stapf.),
funcho (<i>Foeniculum vulgare </i>L.), hortelã-vulgar (<i>Mentha spicata </i>L.),
hortelã-pimenta (<i>Mentha × piperita </i>L.), limonete (<i>Aloysia triphylla </i>(L’Hér.)
Britton), manjericão (<i>Ocimum basilicum </i>L.), poêjo (<i>Mentha pulegium </i>L.),
salva (<i>Salvia officinalis </i>L.), stévia (<i>Stevia rebaudiana </i>(Bertoni)
Bertoni), tomilho bela-luz (<i>Thymus mastichina </i>L.) e tomilho-limão (<i>Thymus
× citriodorus </i>(Pers.) Schreb.). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>As amostras foram cedidas por uma empresa de agricultura
orgânica de Vila Nova de Gaia, o “Cantinho das Aromáticas”, como material seco para
utilização direta como condimentos. Para a análise de ácidos gordos presentes nas
diferentes amostras, estas foram trituradas e homogeneizadas. Os lípidos foram extraídos
com éter de petróleo, utilizando uma massa conhecida de amostra em pó, com recurso
a um aparelho de Soxhlet durante 8 horas, tendo sido realizadas duas repetições
de cada uma das análises. O método utilizado na determinação de ácidos gordos, após
trans-esterificação, foi a cromatografia gasosa com deteção por ionização de chama
(GC-FID), como descrito por Barros <i>et al</i>. (2013). A massa obtida após extração
em Soxhlet foi misturada com 5&nbsp;ml de metanol: ácido sulfúrico: tolueno 2:1:1
(<i>v/v/v</i>), permanecendo num banho a 50ºC com uma agitação de 160&nbsp;rpm durante
12&nbsp;h. Adicionaram-se, de seguida, 3&nbsp;ml de água desionizada com o objetivo
de separar as diferentes fases. Recuperou-se a mistura de ésteres metílicos de ácidos
gordos (FAME) com 3&nbsp;ml de éter agitando em vortex, removeu-se a água presente
com sulfato de sódio anidro e, por fim, recolheu-se a amostra para um <i>vial</i>
utilizando um filtro de nylon 0,2&nbsp;&#956;m Milipore.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A análise de ácidos gordos foi feita com a ajuda de um sistema
GC modelo DANI 1000 equipado com um injetor <i>split/splitless</i>, detector FID
e uma coluna Macherey-Nagel (Düren, Alemanha, 50% cyanopropil-metil-50% fenilmetilpolisiloxano,
30&nbsp;m × 0,32&nbsp;mm d.i.× 0,25&nbsp;&#956;m d<sub>f</sub>). O programa de temperatura
do forno foi o seguinte: a temperatura inicial da coluna foi de 50ºC, durante 2&nbsp;min;
em seguida, aumentou-se a temperatura a 30ºC/min até 120ºC, 5ºC/min até 160ºC, 20ºC/min
até 180ºC, 3ºC/min até 200ºC e 20ºC/min até 220ºC, que foi mantida por 15&nbsp;min.
O gás de transporte (hidrogénio) tinha um caudal de 4,0&nbsp;ml/min (0,61&nbsp;bar),
medido a 50ºC. A injeção <i>split</i> (1:40) foi realizada a 250ºC e o volume de
injeção foi 1&nbsp;&#956;l. O perfil de ácidos gordos foi obtido com base nos tempos
de retenção relativos dos picos da FAME e das amostras. Os resultados foram processados
usando o software CSW 1.7 (DataApex 1.7) e expressos em percentagem relativa de
área de cada ácido gordo.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Foram detetados trinta e dois ácidos gordos nos condimentos
analisados, o teor de gordura e a percentagem relativa dos ácidos gordos maioritários
e comuns a todos os condimentos são apresentados no <a href = "#q1">Quadro 1</a>. As malaguetas, o alecrim
e o cebolinho foram as plantas que revelaram o maior teor de gordura (4,55%, 3,67%
e 3,45% respetivamente), no entanto as malaguetas e o cebolinho apresentaram uma
prevalência de PUFA (44,93% e 71,72%, respetivamente) enquanto o alecrim revelou
uma maior percentagem de SFA (55,14%).</font></p>

    <br>

<a name = "q1"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea21q1.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size
= 2>A carqueja revelou os maiores teores de SFA (60,12%), com uma contribuição significativa
dos ácidos palmítico (C16:0; 25,66%) e araquídico (C20:0; 13,39%), num estudo previamente
realizado pelo nosso grupo de investigação (Pinela <i>et al.</i>, 2011), esta planta
apresentou uma menor quantidade de SFA (47,18%), o que poderá estar relacionado
com o local de colheita ou estado de maturação da planta, entre outros possíveis
fatores. Este último ácido gordo foi também encontrado no estragão numa percentagem
de 6,91. As malaguetas revelaram uma prevalência de MUFA com elevadas percentagens
de ácido oleico (C18:1n9; 19,26%), enquanto o cebolinho e o funcho apresentaram
as percentagens mais elevadas de PUFA, ambos com grandes percentagens de ácidos
linoleico (C18:2n6; 22,85 e 24,38%, respetivamente) e &#945;-linolénico (C18:3n3;
47,77 e 45,89%, respetivamente), estes resultados são concordantes com os obtidos
num estudo focado na caracterização nutricional do funcho (Barros <i>et al</i>.,
2010). Dada a importância dos ácidos linoleico e &#945;-linolénico como percursores
dos ácidos gordos omega-6 e omega-3 e o facto de estes compostos não poderem ser
sintetizados no organismo humano e terem, portanto, de ser obtidos através da alimentação
(Simopoulos, 2011), a verificação da sua presença nas plantas estudadas é de extremo
interesse. </font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>De um modo geral, as
espécies estudadas revelaram quantidades mais elevadas de PUFA (29,19-71,72%), seguidos
de SFA (25,41-60,12%) e MUFA (1,86-21,11%). O ácido mirístico (C14:0) foi detetado
na salsa, no tomilho bela-luz e no tomilho-limão em quantidades variáveis entre
5,20 e 16,04%; o alecrim, a alfazema e a salsa apresentaram também ácido caproico
(C6:0; 10,78%), pentadecanóico (C15:0; 5,05%) e lignocérico (C24:0; 11,23%). </font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 3><b>CONCLUSÕES</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os vinte
e seis condimentos analisados neste estudo apresentaram prevalência de PUFA com
a contribuição significativa dos ácidos linoleico e &#945;-linolénico, o que representa
uma boa qualidade nutricional.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Tanto
quanto sabemos, não existem estudos relativos à maioria das espécies estudadas,
e com o presente trabalho foi possível descrevê-las no que respeita à sua composição
em ácidos gordos de modo a promover a sua utilização racional e corroborar a importância
de uma dieta diversificada.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana
size = 3><b>Referências bibliográficas</b></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana
size = 2>Barros, L.; Carvalho, A.M. &amp; Ferreira, I.C.F.R. (2010) - The nutritional
composition of fennel (<i>Foeniculum vulgare</i>): Shoots, leaves, stems and inflorescences.
<i>LWT - Food Science and Technology</i>, vol. 43, n. 5, p. 814–818.
<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.lwt.2010.01.010" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.lwt.2010.01.010</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672042&pid=S0871-018X201700050002200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Barros, L., Pereira, E., Calhelha, R.C.; Dueñas,
M.; Carvalho, A.M.; Santos-Buelga, C. &amp; Ferreira, I.C.F.R. (2013) - Bioactivity
and chemical characterization in hydrophilic and lipophilic compounds of <i>Chenopodium
ambrosioides</i> L. <i>Journal of Functional Foods</i>, vol. 5, n. 4, p. 1732-1740.
<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.jff.2013.07.019" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.jff.2013.07.019</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672043&pid=S0871-018X201700050002200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana
size = 2>Heywood, V.H. (2011) - Ethnopharmacology, food production, nutrition and
biodiversity conservation: Towards a sustainable future for indigenous peoples.
<i>Journal of Ethnopharmacology</i>, vol. 137, n. 1, p. 1-15.
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and their antiradical activity: a review. <i>Journal of Food Composition and Analysis</i>,
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antiinflammatory activity of some Sideritis species growing in Turkey. <i>International
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    <p><font face
= Verdana size = 2>Os autores estão gratos ao Cantinho das Aromáticas pela disponibilização
das amostras e à FCT (Portugal) pelo apoio financeiro (PEst-OE/AGR/UI0690/2014_BI/CIMO/14/dietsuppl).</font></p>

</br>

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<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.02.16</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Aceite/accepted: 2017.02.16</font></p>

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