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<journal-id>0871-018X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Ciências Agrárias]]></journal-title>
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<issn>0871-018X</issn>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal]]></publisher-name>
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<article-id>S0871-018X2017000500028</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16211</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do perfil de açúcares do mel de rosmaninho Português]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Sugar profile evaluation of Portuguese lavender honey]]></article-title>
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<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Bragança ESA Centro de Investigação de Montanha]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Bragança ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Departamento de Zootecnia Laboratório Apícola]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Vila Real ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
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<month>12</month>
<year>2017</year>
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<pub-date pub-type="epub">
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<year>2017</year>
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<volume>40</volume>
<numero>spe</numero>
<fpage>261</fpage>
<lpage>270</lpage>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-018X2017000500028&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-018X2017000500028&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-018X2017000500028&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O mel produzido pela abelha Apis mellifera é um produto natural com uma grande tradição de consumo devido às suas propriedades nutricionais e terapêuticas. Em Portugal, o mel de rosmaninho é um dos mais comuns, devido à ampla dispersão espontânea de espécies do género Lavandula: L. pedunculata, a mais abundante, L. stoechas com as subespécies stoechas e luisieri e ainda, de uma forma localizada, a L. viridis. Esta diversidade, associada aos padrões de qualidade estabelecidos internacionalmente com base noutras espécies de Lavandula, colocam ao mel de rosmaninho Português dificuldades para se enquadrar nesse padrão. Neste trabalho apresentam-se os resultados de caraterização do perfil de açúcares para amostras, recolhidas em 2014 nas diferentes regiões do país com alto potencial para a produção deste tipo de mel monofloral. Os resultados de melissopalinologia confirmaram a monofloralidade de 72% das amostras em estudo, observando-se um perfil de hidratos de carbono caraterístico de méis de néctar, com predominância da frutose e glucose. Os teores destes monossacarídeos variam ligeiramente com a região de proveniência do mel, observando-se uma menor tendência de cristalização para os méis do sul de Portugal. Adicionalmente, foi também identificada a presença de sacarose e maltose, entre outros, em quantidades inferiores a 5%.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The honey produced by the honeybee Apis mellifera is a natural product with a great tradition of consumption due to its nutritional and therapeutic properties. Lavender honey is one of the most common honeys in Portugal, due to the wide spread of different spontaneous species of Lavandula: L. pedunculata, the most abundant, L. stoechas with the subspecies stoechas and luisieri and, in specific location, L. viridis. This diversity, together with the international quality standards established based on other Lavandula species, places on Portuguese lavender honey enormous difficulties to fit within those parameters. In this paper we present the results for the sugar profile of samples collected in 2014 in different regions of the country with higher potential for lavender honey production. The melissopalynology results confirmed 72% of the honeys as unifloral lavender, with a sugar profile typical of nectar honeys, where fructose and glucose were the main components. The levels for this monosaccharides varies slightly with the geographical origin, with samples from the south pointing towards a lower tendency for crystallization. Besides these sugars, sucrose and maltose, among others, were also identified, but with levels below 5%.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[mel]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[rosmaninho]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[melissopalinologia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[perfil em açúcares]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[honey]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[lavender]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[melissopalynology]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[sugar profile]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 4><b>Avaliação do perfil de açúcares do mel de rosmaninho Português</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 3><b>Sugar profile evaluation of Portuguese lavender honey</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2><b>Andreia Tomás</b><sup>1</sup>, <b>Paulo Russo-Almeida</b><sup>2</sup> e <b>Miguel Vilas-Boas</b><sup>1,*
</sup></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>1</sup>Centro de Investigação de Montanha (CIMO),
ESA, Instituto Politécnico de Bragança, Campus de Santa Apolónia, 5300-253 Bragança,
Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>2 Laboratório Apícola
- LabApisutad - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Departamento
de Zootecnia, Vila Real, Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>(*E-mail: <a href = "mailto:mvboas@ipb.pt">mvboas@ipb.pt</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O mel produzido pela abelha
<i>Apis mellifera</i> é um produto natural com uma grande tradição de consumo devido
às suas propriedades nutricionais e terapêuticas. Em Portugal, o mel de rosmaninho
é um dos mais comuns, devido à ampla dispersão espontânea de espécies do género
<i>Lavandula</i>: <i>L. pedunculata</i>, a mais abundante, <i>L. stoechas</i> com
as subespécies <i>stoechas</i> e <i>luisieri</i> e ainda, de uma forma localizada,
a <i>L. viridis</i>. Esta diversidade, associada aos padrões de qualidade estabelecidos
internacionalmente com base noutras espécies de <i>Lavandula</i>, colocam ao mel
de rosmaninho Português dificuldades para se enquadrar nesse padrão. Neste trabalho
apresentam-se os resultados de caraterização do perfil de açúcares para amostras,
recolhidas em 2014 nas diferentes regiões do país com alto potencial para a produção
deste tipo de mel monofloral. Os resultados de melissopalinologia confirmaram a
monofloralidade de 72% das amostras em estudo, observando-se um perfil de hidratos
de carbono caraterístico de méis de néctar, com predominância da frutose e glucose.
Os teores destes monossacarídeos variam ligeiramente com a região de proveniência
do mel, observando-se uma menor tendência de cristalização para os méis do sul de
Portugal. Adicionalmente, foi também identificada a presença de sacarose e maltose,
entre outros, em quantidades inferiores a 5%.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Palavras-chave:</b> mel, rosmaninho, melissopalinologia, perfil em açúcares.<b></b></font></p>

<hr noshade size = 1>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 3><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>The honey
produced by the honeybee <i>Apis mellifera</i> is a natural product with a great
tradition of consumption due to its nutritional and therapeutic properties. Lavender
honey is one of the most common honeys in Portugal, due to the wide spread of different
spontaneous species of <i>Lavandula</i>: <i>L. pedunculata</i>, the most abundant,
<i>L. stoechas</i> with the subspecies <i>stoechas</i> and <i>luisieri</i> and,
in specific location, <i>L. viridis</i>. This diversity, together with the international
quality standards established based on other <i>Lavandula</i> species, places on
Portuguese lavender honey enormous difficulties to fit within those parameters.
In this paper we present the results for the sugar profile of samples collected
in 2014 in different regions of the country with higher potential for lavender honey
production. The melissopalynology results confirmed 72% of the honeys as unifloral
lavender, with a sugar profile typical of nectar honeys, where fructose and glucose
were the main components. The levels for this monosaccharides varies slightly with
the geographical origin, with samples from the south pointing towards a lower tendency
for crystallization. Besides these sugars, sucrose and maltose, among others, were
also identified, but with levels below 5%.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Keywords: </b>honey,
lavender, melissopalynology, sugar profile.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O mel é uma substância açucarada natural produzida
pelas abelhas a partir do néctar das flores, de secreções de partes vivas de plantas
ou de excreções de insetos sugadores, que as abelhas recolhem, transformam, combinam
com substâncias próprias, e armazenam no favo de mel para amadurecer (Downey <i>et
al</i>., 2005). A qualidade do mel é determinada pelas suas propriedades sensoriais,
físicas e químicas (Azeredo <i>et al.</i>, 2003), as quais são fortemente influenciadas
pelas plantas de onde é recolhido o néctar, pelo clima, pelas condições ambientais
em redor do apiário e também pela ação do apicultor na gestão das colónias, no processo
de extração e acondicionamento (Carlos, 2004). Os principais constituintes do mel
são os açúcares simples ou monossacarídeos, particularmente a frutose e a glucose,
no entanto, podem encontrar-se também outros constituintes em menor proporção como
as proteínas, aminoácidos, compostos fenólicos, ácidos orgânicos, vitaminas e minerais
(Quicazán e Zuluaga, 2016). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A análise
polínica do mel é o método padrão para a classificação da origem botânica, e em
alguns casos, da sua origem geográfica (Von der Ohe <i>et al</i>., 2004), atribuindo-se
a denominação de mel monofloral quando o seu conteúdo polínico provém maioritariamente
(pelo menos 45%) de flores de uma mesma família, género ou espécie. Há, no entanto,
algumas plantas que apresentam níveis anormais de produção de pólen, e para as quais
os teores mínimos de pólen para que o mel seja classificado como monofloral podem
variar. Para as plantas com baixa produção de pólen, sub-representadas, como o rosmaninho,
o teor exigido é inferior a 45%, enquanto para plantas bastante poliníferas, como
o castanheiro, sobre-representadas, a percentagem de pólen mínima para ser considerado
monofloral é superior a 45%. O teor mínimo específico depende da capacidade da planta
para a produção de pólen (Persano-Oddo e Piro, 2004; Von der Ohe <i>et al</i>.,
2004).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os méis monoflorais estão
a ganhar maior relevância no comércio internacional, resultante de uma procura mais
especializada por parte dos consumidores. Como consequência, os parâmetros de qualidade
do mel e as suas especificações assumem-se como um fator de decisão na sua valorização,
induzindo nos apicultores uma tendência de especialização no processo de produção
de méis monoflorais. O projeto RosMel (financiado pelo programa PAN 2014 - 2016)
teve por objetivo definir os parâmetros de qualidade do mel de Rosmaninho Português,
e propor normas específicas para a sua comercialização internacional. Neste trabalho
apresentam-se os resultados relativos ao perfil de açúcares para 75 amostras recolhidas
em 2014, em regiões do país com alto potencial para a produção deste mel monofloral.
As análises cromatográficas foram realizadas de acordo com os métodos harmonizados
pela Comissão Internacional do Mel, IHC, após confirmação por análise melissopalinológica.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A recolha de amostras foi realizada com base na avaliação prévia das regiões
do país com maior potencialidade para a produção de mel monofloral de rosmaninho.
A identificação dos locais de produção foi definida recolhendo a informação junto
dos técnicos apícolas da região em causa e confirmada pela avaliação <i>in loco</i>
da floração. Desta compilação de informação foi estabelecido um mapeamento por freguesia,
registando-se aleatoriamente 150 pontos de amostragem ao longo do território, com
uma distância mínima de 5&nbsp;km. Com base nestes pontos, foi posteriormente identificado
um apicultor na proximidade e solicitada pela associação de apicultores local a
recolha de uma amostra de mel após a cresta. As amostras foram enviadas para o laboratório
e armazenadas em local fresco e seco até análise posterior. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A identificação e quantificação do teor em açúcar foi realizada
por cromatografia líquida acoplada a um detetor de índice de refração (HPLC-RI),
utilizando-se uma calibração com padrões externos (frutose, glucose, sacarose, turanose,
maltulose, maltose, trealose, kojibiose, isomaltose, melibiose, erlose, melezitose
e rafinose). Para a análise foi preparada uma solução por diluição prévia de 2,5&nbsp;g
de mel em 20&nbsp;mL de água desionizada, adicionando-se de seguida 12,5&nbsp;mL
de metanol e aferindo o volume final a 50&nbsp;mL, com água desionizada. A amostra
foi depois filtrada através de um filtro de <i>nylon</i> de 0,2&nbsp;µm e injetada
no cromatógrafo. O sistema de cromatografia utilizado foi constituído por uma bomba
(Knauer, sistema Smartline 1000), um desgaseificador (Smartline 5000), um amostrador
automático (AS-2057 Jasco) e um detetor de RI (Knauer Smartline 2300). A análise
de dados foi realizada com o <i>software</i> Clarity 2.4 (DataApex). Para a separação
cromatográfica foi usada uma coluna 100-5 NH<sub>2</sub> Eurospher (4,6×250&nbsp;mm,
5&nbsp;mm, Knauer) operando a 35ºC (forno Grace 7971 R). Como fase móvel utilizou-se
uma mistura de acetonitrilo/água 80:20 (v/v), com um caudal de 1,3&nbsp;mL.min<sup>&#8209;1</sup>.
A identificação dos açúcares foi obtida por comparação dos tempos de retenção da
amostras e dos padrões anteriormente referidos. Para cada padrão foi estabelecida
uma reta de calibração, utilizando-se uma gama de concentrações de acordo com os
níveis esperados para cada açúcar nas amostras, conforme se mostra no <a href = "#q1">Quadro 1</a>.
Os resultados da quantificação foram obtidos, para cada açúcar, a partir da comparação
das áreas dos picos nos padrões e nas amostras (método do padrão externo).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>

<a name = "q1"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea27q1.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 2>A análise estatística dos resultados foi realizada
através do programa SPSS v.20.0, avaliando-se a existência de diferenças significativas
entre regiões pela análise de variâncias (ANOVA) seguido da aplicação do teste de
Tukey para &#945;=0,05. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O mel é uma solução sobressaturada de açúcares onde a frutose
e a glucose surgem como os monossacarídeos principais. As elevadas concentrações
dos diferentes tipos de açúcar são responsáveis por algumas das propriedades físicas
e químicas do mel, tais como viscosidade, densidade, higroscopicidade e capacidade
de granulação (cristalização). Estas propriedades são influenciadas pela origem
botânica e geográfica do néctar mas também por outros fatores como as condições
meteorológicas ou o seu processamento e armazenamento. Méis de melada apresentam
valores mais baixos de glucose e frutose e níveis mais elevados de oligossacarídeos,
principalmente melezitose ou erlose. Assim, os perfis de hidratos de carbono são
utilizados para diferenciar os dois tipos de mel, pelo que em méis de néctar, o
conteúdo nos dois monossacarídeos não deverá ser menor que 60%, enquanto para os
méis de melada esse valor poderá reduzir-se até um mínimo de 45%. Para a sacarose,
avaliada como um indicativo de adulteração ou alimentação artificial das abelhas,
o valor máximo admissível na generalidade dos méis é de 5%, no entanto, para o mel
do género <i>Lavandula</i> este valor é de 15%.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A análise polínica dos méis (resultados não apresentados) permitiu classificar
72% das amostras de mel em estudo como méis monoflorais de rosmaninho, uma vez que,
para estas amostras, o seu conteúdo polínico apresentou mais de 15% de pólen do
género <i>Lavandula</i>. Este padrão mínimo de 15% de pólen está definido internacionalmente
para os méis de <i>Lavandula</i> pois trata-se de uma planta com baixos níveis de
produção de pólen, classificada como sub-representada (Persano-Oddo e Piro, 2004;
Von der Ohe <i>et al</i>., 2004). Na <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea27f1.jpg" target = "_blank">Figura 1</a> apresenta-se o cromatograma dos padrões
de açúcares analisados, tendo-se identificado 10 destes açúcares nas amostras de
mel (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea27f2.jpg" target = "_blank">Figura 2</a>). O perfil de açúcares encontrado é muito semelhante entre amostras,
verificando-se a presença maioritária de frutose e glucose e também dos dissacarídeos
sacarose, maltose, maltulose, turanose, trealose e isomaltose e do trissacarídeo
erlose. A presença de melezitose foi apenas observada num conjunto reduzido de amostras.
Os dissacarídeos kojibiose e melibiose não foram identificados, bem como o trissacarídeo
rafinose. A quantificação dos diferentes açúcares observados nas amostras está descriminada
no <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea27q2.jpg" target = "_blank">Quadro 2</a>, confirmando-se, através dos teores de frutose e glucose superiores
a 60%, que as amostras correspondem a méis de néctar. Esta caraterística é também
atestada pela quase ausência de melezitose, um açúcar comum resultante da ação de
enzimas adicionadas pelos insetos sugadores, produtores de melada (Von der Ohe <i>et
al</i>., 2004).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Para as amostras de méis monoflorais de rosmaninho,
os valores determinados para os principais açúcares oscilaram entre 32 e 43% para
a frutose e 23 e 35% para a glucose, com um valor médio de 37 e 27%, respetivamente.
Considerando as amostras por região, verifica-se que os teores médios de frutose
são ligeiramente menores nas amostras provenientes do norte de Portugal, enquanto
para a glucose os valores mais baixos são encontrados nas amostras do sul. Estas
diferenças, estatisticamente significativas, refletem-se na relação entre frutose
e glucose, a qual representa um parâmetro indicativo da tendência para a cristalização
dos méis (Escuredo <i>et al</i>., 2014). Na região norte e centro a relação entre
estes dois monossacarídeos é de 1,2-1,3, aumentando nas regiões sul para 1,5, o
que confere às amostras do sul uma menor tendência para cristalizar, uma vez que
a frutose é um açúcar mais solúvel que a glucose. Este comportamento é também confirmado
através da proporção entre glucose e humidade, a qual atinge o menor valor nas amostras
da região sul.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A quantidade máxima
de sacarose nos méis de rosmaninho português não ultrapassa os 4%, com um valor
médio a rondar 1%, encontrando-se por isso dentro do limite admissível para este
açúcar na generalidade dos méis. Deste modo, a exceção estipulada na legislação
internacional para teores de sacarose de 15% em méis do género <i>Lavandula</i>
(Codex standard, 1981), não se justifica para estes méis em Portugal. Esta situação
deverá estar associada às diferenças nas espécies de <i>Lavandula</i> que originam
o mel de rosmaninho Português, contudo é importante referir também que a metodologia
que suportou a inclusão desta exceção, anterior à revisão do <i>Codex Alimentarius</i>
em 2001, se baseou no parâmetro “sacarose aparente<i>”</i>, podendo esta diferença
analítica justificar as observações de outros trabalhos anteriores (Iglesias <i>et
al</i>., 2012; Russo-Almeida, 1997).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Para os restantes açúcares presentes no perfil do mel de rosmaninho, os valores
médios oscilam entre 1,2%, encontrados para a maltose e a trealose, e 3,4% encontrado
para a isomaltose. Estes valores não apresentam diferenças estatisticamente significativas
entre regiões, com exceção do teor em maltulose e erlose que distinguem os méis
da região centro.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>CONCLUSÕES</b></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>O perfil em hidratos de carbono nas amostras de mel revelou,
tal como esperado, a presença maioritária dos monossacarídeos frutose e glucose,
não se identificando a presença de trissacarídeos, mais comuns em méis de melada.
No seu conjunto, os teores de frutose e glucose são superiores a 60%, o que permite
a sua classificação como méis de néctar. A análise polínica dos méis confirmou a
potencialidade das regiões selecionadas para a produção de mel monofloral de rosmaninho,
com a classificação de 72% das amostras como monoflorais. O teor de frutose e glucose
no mel de rosmaninho português é moderado, observando-se uma predominância de frutose
relativamente à glucose. Esta diferença é menor para os méis da região norte e centro,
o que associado ao baixo nível de humidade, provoca uma maior tendência à cristalização
destes méis. No que se refere à presença de sacarose, este açúcar foi encontrado
na maioria das amostras, mas em quantidades inferiores aos 5%, o mesmo se verificando
para o restante conjunto de dissacarídeos encontrados.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Referências bibliográficas</b></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Azeredo, L.C.;
Azeredo, M.A.A.; Souza, S.R. &amp; Dutra, V.M.L. (2003) - Protein contents and physicochemical
properties in honey samples of <i>Apis mellifera </i>of different floral origins.
<i>Food Chemistry</i>, vol. 80, n. 2, p. 249-254.
<a href = "http://doi.org/10.1016/S0308-8146(02)00261-3" target = "_blank">http://doi.org/10.1016/S0308-8146(02)00261-3</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672572&pid=S0871-018X201700050002800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Carlos, M.C. (2004) - <i>Palinologia y Caracteres
Físico- Químicos del Pólen Apicola Producido en España. Propuesta de Parámetros
objectivos de calidad</i>. Tese de Doutoramento, Salamanca, Universidade de Salamanca.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672573&pid=S0871-018X201700050002800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Codex Standard for Honey (1981) - <i>Codex Stan
12 – 1981</i>, p. 18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672575&pid=S0871-018X201700050002800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Downey, G.;
Hussey, K.; Kelly, J.D.; Walshe, T.F.; Martin, P.G. (2005)<b> - </b>Preliminary
contribution to the characterisation of artisanal honey produced on the island of
Ireland by palynological and physico-chemical data. <i>Food Chemistry</i>, vol.
91, n. 2, p. 347–354.
<a href = "http://doi.org/10.1016/j.foodchem.2004.06.020" target = "_blank">http://doi.org/10.1016/j.foodchem.2004.06.020</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672577&pid=S0871-018X201700050002800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Escuredo, O.; Dobre, I.; Fernández-González, M.
&amp; Seijo, M.C. (2014) - Contribution of botanical origin and sugar composition
of honeys on the crystallization phenomenon. <i>Food Chemistry</i>, vol. 149, p.
84–90.
<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.foodchem.2013.10.097" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.foodchem.2013.10.097</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672578&pid=S0871-018X201700050002800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face
= Verdana size = 2>Iglesias, A.; Feas, X.; Rodrigues, S.; Seijas, J.A.; Vazquez-Tato;
M.P., Dias; L.G., Estevinho, L.M. (2012) - Comprehensive Study of Honey with Protected
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<a href = "http://doi.org/10.3390/molecules17078561" target = "_blank">http://doi.org/10.3390/molecules17078561</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672579&pid=S0871-018X201700050002800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Persano Oddo, L. &amp; Piro, R. (2004) - Main
European unifloral honeys: descriptive sheets. <i>Apidologie</i>, vol. 35, p. S38-S81.
<a href = "https://doi.org/10.1051/apido:2004049" target = "_blank">https://doi.org/10.1051/apido:2004049</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672580&pid=S0871-018X201700050002800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size
= 2>Quicazán, M. &amp; Zuluaga, C. (2016) - Chemical Characterization of Honey.
<i>In</i>: Cardoso. S.M. (Ed.) - <i>Chemistry, Biology and Potential Applications
of Honeybee Plant Derived Products</i>. Sharjah, UAE, p. 3-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672581&pid=S0871-018X201700050002800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font
face = Verdana size = 2>Russo-Almeida, P. A. (1997) - Caracterização de alguns parâmetros
químicos do mel da zona agrária da Terra Quente Transmontana. <i>O Apicultor</i>,
nº 16, p. 29-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672583&pid=S0871-018X201700050002800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Von der Ohe, W.;
Persano Oddo, L.; Piana, M.L.; Morlot, M. &amp; Martin, P. (2004) - Harmonized methods
of melissopalynology. <i>Apidologie</i>, vol. 35, p. S18-S25.
<a href = "https://doi.org/10.1051/apido:2004050" target = "_blank">https://doi.org/10.1051/apido:2004050</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672585&pid=S0871-018X201700050002800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><font face = Verdana size = 3><b>Agradecimentos</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Este estudo foi financiado no âmbito do Programa
Apícola Nacional 2014-2016 PAN. Os autores agradecem às seguintes instituições pelo
apoio na recolha de amostras e informação da atividade produtiva: Associação de
Apicultores do Parque Natural do Tejo Internacional, Associação de Apicultores do
Parque Natural do Vale do Guadiana, Associação dos Apicultores do Nordeste do Alentejo,
Associação dos Apicultores do Parque Natural de Montesinho, Associação dos Apicultores
do Parque Natural do Douro Internacional, Associação dos Apicultores do Sotavento
Algarvio, Associação dos Apicultores do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Cooperativa
dos Apicultores do Alto Tâmega e Cooperativa dos Produtores de Mel da Terra Quente
e Frutos Secos. Agradecem ainda à Federação Nacional de Apicultores de Portugal
pelo apoio técnico no desenvolvimento do projeto.</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido em versão revista/received in revised version: 2017.04.10</font></p>

    ]]></body>
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