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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16199</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os apicultores da Beira Alta: percepções e comportamentos face ao risco do uso de pesticidas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Beira Alta beekeepers: perceptions and behaviors towards the risks of pesticide use]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The collapsing of bee colonies at global level, is a concern for beekeepers and for the scientific and technical communities. Several studies suggest that the use of pesticides is one of the causes for the bee mortality that is occurring in the United States and in several European countries, including Portugal. In Portugal, the assessment of the risks posed by pesticides to the beekeeping practice and the beekeepers, to the bee populations and the quality and safety of the honey and of other products of the hive is difficult because of its extensive character. Thus, the aim of this work was to characterize beekeepers from the Beira Alta region and their practices as well as the risk associated with agricultural practices implemented in the area of &#8203;&#8203;influence of their apiaries. A geographic information system of the beekeepers (members of the Beira Alta Beekeepers Association) and their apiaries in Viseu region was designed and used to establish a risk scale based on the ecosystems mosaic on a 500m radius around each apiary. In addition, a data survey was applied to a sample of 15 representative beekeepers, to collect information on the beekeeper, apiary and beekeeping practices, and to assess the potential risks due to pesticide use associated with farming in the surroundings of the apiaries. It was estimated that in 70% of the beehives the risks to bees due to the use of pesticides are reduced, since they are in predominantly forest areas. However, about 20% of beehives fall into high risk areas, since the surroundings are dominated by annual crops, vineyards and orchards in which the risk of pesticide use is high.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Apis melifera]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[apicultura]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[percepções]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[pesticidas]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Apis melifera]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[pesticides]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[risks]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

      <p><font face = Verdana
size = 4><b>Os apicultores da Beira Alta: percepções e comportamentos face ao risco
do uso de pesticidas </b></font></p>



     <p><font face = Verdana size = 3><b>The Beira Alta beekeepers: perceptions and
behaviors towards the risks of pesticide use </b></font></p>

     <p><font face = Verdana size = 2><b>João Cerveira</b><sup>1</sup>, <b>Henrique Machado</b><sup>2,3</sup>,
<b>Maria do Céu Godinho</b><sup>4</sup>, <b>Jorge Oliveira</b><sup>1,5</sup> e <b>Cristina Amaro
da Costa</b><sup>1,5,*</sup> </font></p>



     <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>1</sup>Escola Superior Agrária de Viseu/Instituto
Politécnico de Viseu, Quinta da Alagoa - Estrada de Nelas, Ranhados, 3500-606, Viseu,
Portugal </i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>2</sup>Associação
de Apicultores da Beira Alta, Estrada Romana, Lt D, Parque Industrial de Coimbrões,
3500-618 Viseu, Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>3</sup>Departamento
de Conservação da Natureza e Florestas do Centro, Quinta do Soqueiro, Rua Cónego
António Barreiros, 3500-093 Viseu, Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2><i><sup>4</sup>Escola Superior Agrária de Santarém/Instituto Politécnico
de Santarém, Quinta do Galinheiro, 2001-904 Santarém, Portugal</i></font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>5</sup>CI&amp;DETS, Instituto Politécnico
de Viseu, Av. Cor. José Maria Vale de Andrade, Campus Politécnico, 3504-510, Viseu,
Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>(*E-mail: <a href = "mailto:amarocosta@esav.ipv.pt">amarocosta@esav.ipv.pt</a>)</i></font></p>


<hr noshade size = 1>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>O desaparecimento de abelhas, verificado a nível
global, é hoje uma preocupação dos apicultores e da comunidade científica e técnica,
sendo que diversos estudos sugerem que o uso de pesticidas será uma das causas para
a mortalidade das abelhas, que se tem verificado nos Estados Unidos e em vários
países europeus, incluindo Portugal. Em Portugal, a prática de uma apicultura extensiva
dificulta a agregação de informação que permita uma efectiva avaliação dos riscos
colocados pelo uso de pesticidas à prática apícola e ao apicultor, às populações
de abelhas e à qualidade e segurança do mel e de outros produtos da colmeia. Nesse
sentido, pretende-se com este trabalho caracterizar o apicultor da Beira Alta e
as suas práticas apícolas, bem como o risco associado às práticas agrícolas implementadas
na zona de influência dos seus apiários. Para tal, efectuou-se uma caracterização,
com base num sistema de informação geográfica (<i>Quantum GIS</i>), dos apicultores
do concelho de Viseu, associados da Associação de Apicultores da Beira Alta e determinou-se
uma escala de risco baseada no tipo de ecossistemas encontrados num raio de 500
m em redor de cada apiário. Para além disso, aplicou-se um questionário a uma amostra
de 15 apicultores representativos da região, para recolha de informação relativa
à caracterização do apicultor, apiário e práticas apícolas, e para caracterização
e avaliação do potencial de risco devido ao uso de pesticidas associado às explorações
agrícolas na envolvência dos apiários. Estima-se que, em cerca de 70% dos apiários,
os riscos para as abelhas devido ao uso de pesticidas sejam reduzidos, uma vez que
se encontram inseridos em espaço predominantemente florestal. No entanto, cerca
de 20% dos apiários inserem-se em áreas de risco elevado, uma vez que a sua envolvência
é dominada por culturas anuais, vinha e pomares onde o risco do uso de pesticidas
é elevado.</font></p>


    <p><font
face = Verdana size = 2><b>Palavras-chave: </b><i>Apis melifera,</i> apicultura,
percepções, pesticidas, riscos.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face =
Verdana size = 2>The collapsing of bee colonies at global level, is a concern for
beekeepers and for the scientific and technical communities. Several studies suggest
that the use of pesticides is one of the causes for the bee mortality that is occurring
in the United States and in several European countries, including Portugal. In Portugal,
the assessment of the risks posed by pesticides to the beekeeping practice and the
beekeepers, to the bee populations and the quality and safety of the honey and of
other products of the hive is difficult because of its extensive character. Thus,
the aim of this work was to characterize beekeepers from the Beira Alta region and
their practices as well as the risk associated with agricultural practices implemented
in the area of &#8203;&#8203;influence of their apiaries. A geographic information
system of the beekeepers (members of the Beira Alta Beekeepers Association) and
their apiaries in Viseu region was designed and used to establish a risk scale based
on the ecosystems mosaic on a 500m radius around each apiary. In addition, a data
survey was applied to a sample of 15 representative beekeepers, to collect information
on the beekeeper, apiary and beekeeping practices, and to assess the potential risks
due to pesticide use associated with farming in the surroundings of the apiaries.
It was estimated that in 70% of the beehives the risks to bees due to the use of
pesticides are reduced, since they are in predominantly forest areas. However, about
20% of beehives fall into high risk areas, since the surroundings are dominated
by annual crops, vineyards and orchards in which the risk of pesticide use is high.</font></p>



    <p><font face = Verdana size
= 2><b>Keywords: </b><i>Apis melifera,</i> beekeeping, perceptions, pesticides,
risks.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Em Portugal, a apicultura é uma atividade tradicionalmente ligada
à agricultura, sendo encarada como um rendimento complementar das explorações (GPP,
2015). Atualmente, no país existem cerca de 17 mil apicultores registados, correspondendo
a um universo de, aproximadamente, 40 mil apiários e 567 mil colmeias. O Centro
é a região onde se encontra o maior número de apicultores (36% do total).  </font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Nas últimas duas décadas, tem-se verificado uma
preocupação crescente com a sustentabilidade da atividade apícola devido ao fenómeno
de desaparecimento das abelhas. Por exemplo, entre 1947 e 2005, verificaram-se perdas
de 59% de colónias, nos EUA e 25% de colónias entre 1985 e 2005 na Europa (Potts
<i>et al</i>., 2010). Diversos estudos realizados, por toda a Europa e EUA, sugerem
que o uso de pesticidas será uma das causas (Barga&#324;skaa <i>et al</i>., 2013;
Panseri <i>et al</i>., 2013; Barron, 2015). </font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>A prática de uma apicultura extensiva, como se verifica em Portugal (GPP,
2015), dificulta a agregação de informação que permita uma efetiva avaliação dos
riscos colocados pelo uso de pesticidas à prática apícola e ao apicultor, às populações
de abelhas e à qualidade e segurança do mel e de outros produtos da colmeia.</font></p>


     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Nesse sentido, pretende-se com este trabalho caracterizar
o apicultor da Beira Alta e as suas práticas apícolas, bem como o risco associado
às práticas agrícolas implementadas na zona de influência dos seus apiários, de
modo a avaliar o potencial impacto do uso de pesticidas na mortalidade das abelhas.</font></p>


 
    <p><font face = Verdana
size = 3><b>MATERIAL E MÉTODOS </b></font></p>

    <p><font face = Verdana size =
2>Procedeu-se à identificação e caracterização de 200 apicultores do concelho de
Viseu, associados da Associação de Apicultores da Beira Alta e à elaboração de uma
escala de risco baseada nos ecossistemas envolventes (raio de 500&nbsp;m em redor
do apiário), com base num sistema de informação geográfica (<i>Quantum GIS</i>)
(<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f1.jpg" target = "_blank">Figura 1</a> e <a href = "#q1">Quadro 1</a>). </font></p>

    
<br>

<a name = "q1"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31q1.jpg"></a>

    
<br>

     <p><font face = Verdana size = 2>Após a georreferenciação de cada apiário, definiu-se
a zona de atividade do mesmo (num diâmetro de 500&nbsp;m em redor de cada apiário),
e estimou-se a percentagem de cada tipo de ecossistema presente (florestal, agrícola
ou urbano) na zona de envolvência.</font></p>

    <p><font face = Verdana size =
2>Depois de se estimar a composição do meio envolvente em cada apiário (dos 165
apiários contidos na amostra, pertencentes aos concelho de Viseu), foram definidos
três níveis de risco: (1) maior risco pela utilização de pesticidas (meio envolvente
superior a 30% de área agrícola), (2) risco moderado (inferior a 30% de área cultivada
e inferior a 70% de área florestal), ou seja, é a zona mais urbanizada e (3) risco
reduzido (superior a 70% de área florestal), isto é, locais que não são cultivados
nem habitados.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Com base nos resultados
da aplicação da escala de risco devido ao uso de pesticidas, seleccionou-se uma
amostra de 15 apicultores, representativos da região e da escala de risco, para
aplicação de um questionário por inquérito. O questionário era constituído por 4
partes: (1) caracterização do apicultor, (2) caracterização do apiário, (3) práticas
apícolas e (4) potencial de risco devido ao uso de pesticidas na envolvência do
apiário. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os dados foram tratados
com recurso a uma análise descritiva. Construiu-se, ainda, uma tabela de contingência,
para verificar de que forma algumas variáveis se relacionavam com a escala de risco
definida, através de um teste de Qui quadrado.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>


     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>O apicultor da Beira Alta apresenta uma idade
média de 54 anos, é do sexo masculino e reformado. Tem na maioria das vezes nível
de ensino secundário e adquiriu os seus conhecimentos apícolas através de formação
profissional ou por ele próprio – autodidacta, através da transmissão de conhecimento
entre gerações ou de vizinhos e amigos. Em média, cada apicultor tem 2,54 apiários,
com cerca de 8,5 anos.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O apiário
é composto, em média, por 15 colmeias, com um intervalo entre colmeias de aproximadamente
66&nbsp;cm, e compostas por 1,85 alças. Normalmente, o apicultor da Beira Alta prefere
colmeias do tipo reversível, suportadas por vigas de cimento (predominante), estrutura
de ferro ou pedras. O acesso ao apiário é habitualmente em terra batida ou alcatroada
até à proximidade do mesmo. Relativamente à distância ao ponto de água, verifica-se
que 50% dos apiários se localizam entre 0 e 50&nbsp;m de distância do ponto de água
mais próximo. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A flora melífera presente
na envolvente dos apiários é constituída principalmente por rosmaninho (20%), urze
(16%), eucalipto (14%), castanheiro (11%) e tojo (11%) (<a href = "#f2">Figura 2</a>). </font></p>

    <br>

<a name = "f2"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f2.jpg"></a>

    
<br>

     <p><font face = Verdana size = 2>Os principais produtos obtidos pelo apicultor
são o mel (56%) (cuja produção média por colmeia é de 15&nbsp;kg), enxames (22%)
e pólen (13%). Outros produtos como própolis, apitoxina ou geleia real não têm expressão.</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Quanto às práticas apícolas, normalmente o apicultor
visita os apiários sozinho, todas as semanas ou de 15 em 15 dias e cerca de 54%
dos apicultores registam todas as tarefas.</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>Nesta região, o número médio de crestas situa-se entre 1 a 2 vezes por
ano, principalmente durante o mês de Julho (por vezes em Junho), sendo que a segunda
cresta, quando realizada, ocorre em Agosto ou Setembro.</font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>As práticas sanitárias são essenciais para garantir a sustentabilidade
dos apiários, pois a ocorrência de pragas e doenças é uma das causas de perda dos
mesmos. Verifica-se que 46% dos apicultores utilizam estrados sanitários que permitem
o controlo e higienização da colmeia, arejamento da mesma e controlo de ácaros,
como <i>Varroa destructor </i>(Pascoal, 2012). </font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>Para além disso, é usual realizarem tarefas de controlo das infestantes
em redor da colmeia (cerca de 1,7 vezes por ano), de modo a controlar o crescimento
de vegetação na imediação das colmeias, e facilitar o maneio apícola.</font></p>


     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>De entre as principais pragas e doenças que atacam
as abelhas, a praga mais referida é a varroa. Esta parasitose externa é provocada
por um ácaro <i>Varroa destructor</i>, com distribuição mundial (Pascoal, 2012),
que afeta todos os estágios de desenvolvimento da abelha (criação, fase operculada
e adultos) e que consegue reproduzir-se e difundir-se com bastante rapidez (Castagnino,
2008). O ácaro alimenta-se da hemolinfa das abelhas e dependendo da fase de vida
em que as abelhas se encontram, os principais sintomas apresentados são: mal formações
nas asas e patas, distribuição da criação em mosaico, deformação dos opérculos,
perda de peso e enfraquecimento e dificuldade nos movimentos (Giacobino <i>et al</i>.,
2014). A varroose é considerada uma das doenças mais graves, em Portugal (com exceção
de algumas ilhas do arquipélago dos Açores, livres deste ácaro), na Europa e nos
EUA (Pascoal, 2012; Campbell <i>et al</i>., 2016), provocando a morte das colónias
se não for devidamente tratada. O apicultor da Beira Alta efetua, em média, 2,15
tratamentos por campanha, em geral no início da primavera e no início do outono.</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Quase 80% dos apicultores desenvolve atividade
agrícola na envolvência do apiário. As percepções relativamente aos riscos associados
ao uso de pesticidas traduzem-se em atitudes que revelam a falta de conhecimento
relativamente ao uso de pesticidas e seus riscos. Assim, 69% dos apicultores não
tem habilitação para aplicação de pesticidas, 60% pratica agricultura convencional
e quase 50% recorrem essencialmente à luta química para a proteção das suas culturas
(<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f3.jpg" target = "_blank">Figura 3a</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Quando utilizam pesticidas,
alguns apicultores referiram que preparam a calda sem atender ao rótulo (23%), usam
a embalagem completa (8%), colocam duas rolhas por cada atomizador (8%) ou colocam
menos água para ficar mais forte (7%) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f3.jpg" target = "_blank">Figura 3b</a>). Estas práticas constituem fatores
de risco que podem estar relacionados com a mortalidade de abelhas (Barga&#324;skaa
<i>et al</i>., 2013; Panseri <i>et al.,</i> 2013; Barron, 2015).</font></p>

    
<p><font
face = Verdana size = 2>Como causas da mortalidade/destruição de enxames, os apicultores
inquiridos referiram, principalmente, a varroa (19%), roubo (19%), fome (15%) e
aplicação de pesticidas na vizinhança (12%) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f4.jpg" target = "_blank">Figura 4</a>). O aparecimento de abelhas
mortas na proximidade de colmeias e o enxameamento por causa desconhecida foram
referidos por 20 e 7% dos inquiridos, respectivamente. Destes, 33% afirmaram encontrar
abelhas mortas após aplicação de pesticidas na vizinhança e 44% observa mudanças
comportamentais nos enxames, como menor número e redução do movimento de abelhas
fora da colmeia.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Quando se analisa
a localização do apiário e a sua interação com o meio envolvente com base na escala
de risco, verifica-se que os apicultores que têm os seus apiários localizados em
zonas de risco médio (70% área florestal), têm observado alguma mudança de comportamento
nos seus enxames, depois de terem aplicado um pesticida, apesar de as diferenças
verificadas entre os inquiridos não serem significativas (c<sup>2</sup>=5,991; g.l.=2;
p&gt;0,05) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f5.jpg" target = "_blank">Figura 5a</a>). Concomitantemente, observa-se que os apicultores que têm
os seus apiários localizados em zonas de risco elevado (&lt;30% área agrícola),
são os que têm observado maior frequência de morte/destruição dos seus enxames,
apesar de, também aqui, as diferenças verificadas não serem significativas (c<sup>2</sup>=5,991;
g.l.=2; p&gt;0,05) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f5.jpg" target = "_blank">Figura 5b</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Por outro lado, os
apicultores que visitam mais que duas vezes por mês o apiário, são os que observam
mudanças de comportamento (c<sup>2</sup>=5,991; g.l.=2; p&gt;0,05) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f5.jpg" target = "_blank">Figura 5c</a>),
e maior frequência de morte/destruição nos seus enxames (c<sup>2</sup>=5,991; g.l.=2;
p&gt;0,05) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f5.jpg" target = "_blank">Figura 5d</a>), depois da aplicação de um pesticida apesar de as diferenças
verificadas entre os inquiridos não serem significativas. </font></p>

    
<p><font
face = Verdana size = 2>No que respeita, ao tipo específico de agricultura praticada
pelo apicultor, foram considerados três tipos de agricultura: agricultura biológica
– modo de produção que visa produzir alimentos e fibras têxteis de elevada qualidade,
saudáveis, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo
no ecossistema agrícola (dois dos apicultores inquiridos); proteção integrada –
modalidade de proteção das culturas em que se procede à avaliação da indispensabilidade
de intervenção, através da estimativa do risco, do recurso a níveis económicos de
ataque ou a modelos de desenvolvimento dos inimigos das culturas e à ponderação
dos factores de nocividade, para a tomada de decisão relativa ao uso dos meios de
luta (dois dos apicultores inquiridos); e agricultura tradicional – modo de produção
em que se recorre à luta química sem qualquer tipo de conhecimento ou informação
de base para a tomada de decisão (8 dos apicultores inquiridos) (Aguiar <i>et al.,</i>
2005; Auerbach <i>et al</i>., 2013).</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>Verifica-se que os apicultores/agricultores que praticam agricultura convencional
são os que têm observado alguma mudança de comportamento nos seus enxames, depois
de terem aplicado um pesticida, apesar de as diferenças verificadas não serem significativas
(c<sup>2</sup>=5,991; g.l.=2; p&gt;0,05) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f6.jpg" target = "_blank">Figura 6a</a>). Do mesmo modo, tem sido observada
com mais frequência a morte/destruição de enxames depois de ter sido aplicado um
pesticida, pelos agricultores convencionais, mas sem diferenças significativas (c<sup>2</sup>=5,9910
g.l.=2; p&gt;0,05) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea31f6.jpg" target = "_blank">Figura 6b</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 3><b>CONCLUSÕES</b></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>De modo geral, pode prever-se que os riscos do uso de pesticidas
para as abelhas, no concelho de Viseu, são reduzidos, uma vez que 70% dos apiários
se encontram inseridos em espaço florestal. </font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana
size = 2>No entanto, são ainda cerca de 20% os apiários que se inserem em áreas
de risco, cuja envolvência é dominada por culturas anuais, vinha e pomares, onde
o uso de pesticidas é elevado e as práticas agrícolas não são as mais seguras (os
apicultores não encerram as colmeias nos momentos de aplicação de pesticidas, os
agricultores não têm formação para a aplicação de pesticidas, a luta química é o
meio de luta mais utilizado, a utilização dos pesticidas nem sempre cumpre as normas
exigidas). Estes fatores aumentam o risco de intoxicação para abelhas e podem estar
relacionados com a morte de enxames.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>Os apicultores que mais se dedicam aos seus apiários, ou seja, aqueles que mais
visitas efetuam aos mesmos, são os que apresentam melhores percepções relativamente
ao risco do uso de pesticidas (são os mais atentos às mudanças comportamentais e
à morte/destruição dos apiários). Por outro lado, os apicultores/agricultores que
praticam luta química convencional (67%) são aqueles que têm sentido mais alterações
ou morte/destruição nos seus apiários, após aplicação de pesticidas. Esta evidência
pode sugerir que a aplicação de pesticidas pode funcionar como fator de stresse
e deixar as abelhas mais debilitadas e menos capazes de se defenderem das diversas
ameaças a que estão sujeitas.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>De
modo a obter dados mais exaustivos sobre as causas da mortalidade das abelhas, é
essencial complementar esta informação com, por exemplo, dados sobre as substâncias
ativas mais utilizadas na envolvência dos pomares e análises de resíduos de pesticidas
em abelhas e seus produtos.</font></p>

    <br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Referências bibliográficas</b></font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Aguiar, A.; Godinho, M.C. &amp; Costa, C.A. (2005)
- <i>A produção integrada</i>. Colecção Agricultura e Ambiente, SPI, Porto. 104
p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672912&pid=S0871-018X201700050003200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Auerbach, R.; Rundgren, G. &amp;
Scialabba, N. (Eds.) (2013) - <i>Organic agriculture: African experiences in resilience
and sustainability</i>. Food and Agriculture Organization of the United Nations,
Rome. 200 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672914&pid=S0871-018X201700050003200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Barga&#324;skaa, &#379;.;
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<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.foodcont.2012.09.049" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.foodcont.2012.09.049</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672916&pid=S0871-018X201700050003200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Barron, A.B. (2015) - Death of the bee hive: understanding
the failure of an insect society. <i>Current Opinion in Insect Science</i>, vol.
10, p. 45–50.
<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.cois.2015.04.004" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.cois.2015.04.004</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672917&pid=S0871-018X201700050003200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font
face = Verdana size = 2>Campbell, E.M.; Budge, G.E.; Watkins, M. &amp; Bowman, A.S.
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<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.ibmb.2015.12.007" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.ibmb.2015.12.007</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672918&pid=S0871-018X201700050003200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Castagnino, G.L. (2008) - <i>Produtos naturais
no controle do ácaro </i>Varroa destructor<i> em abelhas </i>Apis mellifera<i> L.
(africanizadas)</i>. Tese de Pós-Graduação em Zootecnia, Faculdade de Medicina Veterinária
e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista, Botucatu. 53 p. [cit. 2017-03-13].
&lt;
<a href = "http://repositorio.unesp.br/handle/11449/104116" target = "_blank">http://repositorio.unesp.br/handle/11449/104116</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672919&pid=S0871-018X201700050003200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font
face = Verdana size = 2>Giacobino, A.; Cagnolo, N.B.; Merke, J.; Orellano, E.; Bertozzi,
E.; Masciangelo, G.; Pietronave, H.; Salto, C. &amp; Signorini, M. (2014) - Risk
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<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.prevetmed.2014.04.002" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.prevetmed.2014.04.002</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672921&pid=S0871-018X201700050003200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>GPP. (2015) - Programa Apícola Nacional – Triénio
2014-2016. <i>Revista de Apicultura “O apicultor”</i>, vol. 83, p. 3–8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672922&pid=S0871-018X201700050003200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Panseri, S.; Catalano, A.; Giorgi, A.; Arioli,
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<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.foodcont.2013.10.024" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.foodcont.2013.10.024</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672924&pid=S0871-018X201700050003200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Pascoal, M.A. (2012) - <i>Avaliação da eficácia
de nova estratégia de combate à varroose da abelha (</i>Apis mellifera<i>) em Portugal:
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Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária, Universidade Técnica de Lisboa.
67 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672925&pid=S0871-018X201700050003200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Potts, S.G.; Biesmeijer, J.C.;
Kremen, C.; Neumann, P.; Schweiger, O. &amp; Kunin, W.E. (2010) - Global pollinator
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<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.tree.2010.01.007" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.tree.2010.01.007</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=672927&pid=S0871-018X201700050003200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Agradecimentos </b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os autores agradecem à Associação de Apicultores da Beira
Alta e ao Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Centro pelo apoio
prestado à realização deste trabalho e, ainda, aos apicultores que partilharam o
seu saber.</font></p>

    <br>

    <p><font face = Verdana size
= 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido
em versão revista/received in revised form: 2017.03.18</font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Aceite/accepted: 2017.03.20</font></p>

      ]]></body><back>
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