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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16191</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O impacto da queima doméstica de biomassa lenhosa nos níveis de PM2,5 na cidade de Bragança, Portugal]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Bragança Centro de Investigação de Montanha ]]></institution>
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<country>Portugal</country>
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<year>2017</year>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[We evaluated the influence of residential firewood combustion in the PM2,5 fraction of the atmospheric particulate matter in the city of Bragança, Portugal. Day and night time measurements were carried out between December 2013 and May 2014 in 35 urban sampling points. We also collected data on potential influencing factors of air particle concentration which we related statistically with PM2,5 observation data. Temporal variation and spatial patterning of atmospheric PM2,5 concentrations highlighted the contribution of PM2,5 emissions from domestic firewood use. Night time levels of PM2,5 were in general higher in areas of lower altitude, higher population density and higher firewood combustion intensity. Our results also indicated that during the study period, mean daily PM2,5 concentrations were higher than the World Health Organization reference level in more than half of the city area. This study strengthened the importance of monitoring and controlling this source of atmospheric pollution in cities of high use of firewood for energy.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Material particulado]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[combustão doméstica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[biomassa lenhosa]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[cokriging]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

     <p><font face = Verdana
size = 4><b>O impacto da queima doméstica de biomassa lenhosa nos níveis de PM<sub>2,5</sub>
na cidade de Bragança, Portugal</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Impact of domestic
woody biomass burning on the levels of PM<sub>2,5</sub> in the city of Bragança,
Portugal</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Lúcia Dantas</b>, <b>João C. Azevedo</b> e <b>Manuel Feliciano</b>*</font></p>
 
    <p><font face = Verdana size = 2><i>Centro de Investigação de Montanha (CIMO), Instituto Politécnico de
Bragança, Campus de Santa Apolónia, 5300-253 Bragança, Portugal</i></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><i>(*E-mail: <a href = "mailto:msabenca@ipb.pt">msabenca@ipb.pt</a>)</i></font></p>


<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>A influência da combustão doméstica de biomassa
lenhosa na fração PM<sub>2,5</sub> das partículas em suspensão na atmosfera foi
avaliada na cidade de Bragança, Portugal. As concentrações de PM<sub>2,5</sub> foram
medidas em 35 locais urbanos, em períodos diurnos e noturnos, entre dezembro de
2013 e maio de 2014. Procedeu-se também à recolha de variáveis potencialmente determinantes
da distribuição espacial das concentrações de material particulado e ao estabelecimento
de relações estatísticas entre essas variáveis e as concentrações de PM<sub>2,5.
</sub>As variações temporais e os padrões espaciais obtidos para os níveis atmosféricos
de PM<sub>2,5 </sub>destacaram o elevado contributo das emissões de PM<sub>2,5</sub>
a partir da queima doméstica de lenha. Os níveis noturnos de PM<sub>2,5</sub> foram
em geral mais elevados nas zonas de menor altitude, de maior densidade populacional
e de maior intensidade de queima de biomassa. Os resultados também evidenciaram
que no período de estudo, as concentrações médias diárias de PM<sub>2,5</sub> tenderam
a ultrapassar o valor de referência de curto prazo de PM<sub>2.5</sub>, estabelecido
pela Organização Mundial de Saúde, em mais de metade da área urbana. Este estudo
reforça a importância da necessidade de monitorizar e controlar esta fonte de poluição
atmosférica em cidades que privilegiam o uso da lenha como recurso energético. </font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2><b>Palavras-chave: </b>Material particulado, combustão
doméstica, biomassa lenhosa, krigagem, cokrigagem.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 3><b>ABSTRACT</b></font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>We evaluated the influence of residential firewood
combustion in the PM<sub>2,5</sub> fraction<sub> </sub>of the atmospheric particulate
matter in the city of Bragança, Portugal. Day and night time measurements were carried
out between December 2013 and May 2014 in 35 urban sampling points. We also collected
data on potential influencing factors of air particle concentration which we related
statistically with PM<sub>2,5 </sub>observation data. Temporal variation and spatial
patterning of atmospheric PM<sub>2,5 </sub>concentrations highlighted the contribution
of PM<sub>2,5</sub> emissions from domestic firewood use. Night time levels of PM<sub>2,5</sub>
were in general higher in areas of lower altitude, higher population density and
higher firewood combustion intensity. Our results also indicated that during the
study period, mean daily PM<sub>2,5</sub> concentrations were higher than the World
Health Organization reference level in more than half of the city area. This study
strengthened the importance of monitoring and controlling this source of atmospheric
pollution in cities of high use of firewood for energy.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Keywords: </b>Particulate matter, domestic combustion, woody biomass, kriging, cokriging.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>De entre os
vários poluentes que estão presentes em atmosferas urbanas poluídas, o material
particulado é aquele que se torna mais óbvio por ser usualmente visível. As fontes
de material particulado podem ser naturais ou antropogénicas, tendo estas últimas,
um peso significativo no meio urbano, onde as elevadas densidades populacionais
estão estreitamente associadas a atividades que libertam material particulado para
a atmosfera, com destaque para o tráfego automóvel, a indústria, a construção e
demolição, e ainda a queima doméstica de combustíveis sólidos como a biomassa lenhosa.
</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A combustão de biomassa lenhosa,
a mais antiga e difundida fonte energética, é utilizada no sector doméstico essencialmente
para produção de calor para aquecimento das habitações, aquecimento de águas sanitárias
ou ainda para a confeção de alimentos. O uso da biomassa lenhosa como fonte energética
tem três principais vantagens (Wakelin, 2008): a) balanço de carbono neutro, pois
o CO<sub>2</sub> libertado, durante a combustão da biomassa é novamente capturado
pela floresta no decorrer do seu crescimento; b) a floresta, da qual provem este
combustível, é considerada um recurso renovável quando gerida de forma sustentável;
c) o aproveitamento da disponibilidade local deste recurso permite reduzir a dependência
energética em relação ao exterior, o que se reflete em benefícios económicos. Apesar
de todas estas vantagens, vários estudos têm demonstrado que a queima doméstica
de biomassa lenhosa contribui de forma indelével para o aumento das concentrações
atmosféricas de PM<sub>10</sub> (Krecl, 2008; Bari <i>et al.</i>, 2011) e PM<sub>2,5</sub>
(Ward <i>et al</i>., 2006; Molnár e Sallsten, 2013), que por sua vez podem causar
graves problemas na saúde humana. Vários estudos epidemiológicos têm associado a
presença de material particulado, em particular a fração fina, a múltiplos problemas
respiratórios, tais como o agravamento da doença pulmonar obstrutiva crónica (Abbey
<i>et al.</i>, 1995), a asma (Schwartz <i>et al</i>., 1993; Abbey <i>et al.</i>,
1995), o aumento do risco de bronquite crónica (Schwartz <i>et al., </i>1993) e
a redução da função pulmonar (Pope <i>et al</i>., 1991). O material particulado
exerce também efeitos significativos a nível do sistema cardiovascular, conforme
comprovam os estudos realizados por Dockery <i>et al</i>. (1993) e Samet <i>et al.
</i>(2000).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Atenta a estas evidências
empíricas, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem vindo a desenvolver o seu papel
no controlo deste fator de risco ambiental, ao estabelecer valores de referência
de longo e curto termo para a fração de partículas finas (PM<sub>2,5</sub>) que
são de 10 e 25&nbsp;µg.m<sup>&#8209;3</sup>, respetivamente (WHO, 2005). Portugal
ainda não estabeleceu valores-limite para as concentrações no ar ambiente de PM<sub>2,5</sub>,
relativos a exposição de curto prazo (média de 24 horas), mas já definiu o objetivo
para a exposição a longo prazo, estabelecendo-o em 25&nbsp;µg.m<sup>&#8209;3</sup>
(Decreto-lei nº102/2010 de 23 de setembro).</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>Em cidades como Bragança, situada no nordeste de Portugal, com invernos
rigorosos, onde existe uma forte tradição de queima de biomassa lenhosa para aquecimento
do ar ambiente no interior das habitações, aquecimento de águas sanitárias e confeção
de alimentos (Azevedo <i>et al</i>., 2016), os níveis atmosféricos de PM<sub>2,5</sub>
podem ser fortemente influenciados por esse processo, em particular nos meses mais
frios e durante o período vespertino e noturno. A avaliação do impacto da queima
doméstica de lenha nos níveis atmosféricos de PM<sub>2,5</sub> foi o principal objetivo
deste estudo, no qual ainda se procurou estabelecer relações estatísticas entre
concentrações de PM<sub>2,5</sub> e variáveis potencialmente determinantes da sua
distribuição espacial e modelar o padrão espacial deste poluente, de modo a identificar
as áreas mais afetadas por este tipo de poluição.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Área de estudo</i></font></p>


     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>A área de estudo foi a cidade de Bragança, localizada
no Nordeste de Portugal Continental (41° 48` N, 6° 46` W). Bragança é uma cidade
que ocupa uma área de 1400 hectares e possui atualmente uma população residente
de 23000 habitantes (INE, 2012). Em termos climáticos Bragança tem um clima temperado
com influências tanto continentais como atlânticas, a temperatura média anual é
de 12,3ºC, sendo janeiro o mês mais frio com uma temperatura média de 4,4ºC e julho
o mais quente com uma temperatura média de 21,3ºC (AEMET-IM, 2011; Gonçalves <i>et
al.</i>, 2014).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Segundo um estudo
desenvolvido por Azevedo <i>et al.</i> (2016), o consumo doméstico anual total de
biomassa lenhosa, na cidade de Bragança, é de 16765 toneladas, o que corresponde
a um consumo médio anual de 4 toneladas por habitação consumidora deste recurso
energético. Esse mesmo estudo demonstrou que a lenha é a principal fonte de energia
primária no setor residencial (245,6&nbsp;TJ/ano), sendo utilizada maioritariamente
para aquecer o ar das habitações. Nos meses de frio mais intenso e, sobretudo, durante
o período vespertino e noite, a queima de lenha constitui a principal fonte emissora
de PM<sub>2,5</sub> para a atmosfera.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><i>Procedimento experimental</i></font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>As concentrações de PM<sub>2,5</sub> foram medidas
em 35 pontos de amostragem distribuídos pela cidade Bragança, usando um monitor
de partículas (ADR-1200s) transportado a bordo de uma carrinha de caixa aberta.
Este equipamento foi devidamente instalado e programado para realizar registos a
cada 15 segundos. O veículo permaneceu parado em cada ponto de amostragem durante
3-4 minutos, de modo a assegurar uma medição estável durante pelo menos 2 minutos.
A monitorização das concentrações de PM<sub>2,5</sub> realizou-se entre 3 de dezembro
de 2013 e 7 de maio de 2014, em períodos diurnos entre as 11h00 e as 15h00 e em
períodos noturnos entre as 21h00 e a 01h00. No total, foram realizadas 22 campanhas
de monitorização, 10 diurnas e 12 noturnas. As campanhas foram realizadas em diferentes
dias da semana, sendo as rotas levadas a cabo ora no sentido horário ora no anti-horário.
Os parâmetros meteorológicos temperatura do ar, humidade relativa, velocidade e
direção do vento, para cada campanha de monitorização, foram registados com uma
resolução temporal de 10 minutos pela estação meteorológica localizada no campus
do Instituto Politécnico de Bragança. Durante cada campanha as condições de nebulosidade
foram também registadas por inspeção visual.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><i>Análise estatística
da relação entre PM<sub>2,5</sub> e variáveis independentes</i></font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>A análise da relação entre as concentrações de PM<sub>2,5</sub>
registadas nos pontos de monitorização selecionados na cidade de Bragança e as variáveis
potencialmente determinantes dos padrões espaciais deste poluente (variáveis independentes)
resultou da identificação prévia de fatores que influenciam a combustão doméstica
de biomassa lenhosa e as emissões de partículas, através de pesquisa na literatura
e aplicação de conhecimento comum.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Na pesquisa realizada foram identificadas
uma série de variáveis que têm vindo a ser associadas à concentração de PM<sub>2,5</sub>
oriunda da queima residencial de biomassa lenhosa (Tian <i>et al., </i>2004; Larson
<i>et al., </i>2007). Neste estudo optou-se por estudar as variáveis independentes
como a altitude, densidade populacional, densidade residencial, tipologia de ocupação
do solo, idade média do edificado e percentagem de ocupação do solo. A tipologia
de ocupação, utilizada como variável categórica, foi agrupada em duas classes distintas,
de acordo com o seu potencial de emissão de PM<sub>2,5</sub>: a tipologia 1, que
engloba as áreas com um potencial de emissão mais elevado (Residencial Plurifamiliar,
Residencial Unifamiliar Recente e Residencial Unifamiliar Tradicional); e a tipologia
2 que integra as áreas potencialmente associadas a menores emissões de PM<sub>2,5
</sub>(Sem Edificado, Zona de Equipamentos, Zona Para-Urbana, Residencial/industrial).
No caso da variável dependente foram consideradas duas situações, uma primeira em
que a variável é a média local de PM<sub>2,5</sub> nos pontos de amostragem, tendo
por base todos os percursos noturnos realizados (PM<sub>2,5</sub>N) e uma segunda
em que a variável é também a média local de PM<sub>2,5</sub>, mas considerando apenas
as noites em que a velocidade média do vento foi inferior a 1&nbsp;m.s<sup>&#8209;1</sup>
(PM<sub>2,5</sub>Nvf). Das 12 campanhas noturnas, 7 foram conduzidas em condições
de vento fraco (&lt;1&nbsp;m.s<sup>&#8209;1</sup>) e as restantes com velocidades
médias superiores a 1, mas inferiores a 2,5&nbsp;m.s<sup>&#8209;1</sup>.  </font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>A análise estatística compreendeu a análise de
correlações de Pearson estabelecidas entre as variáveis independentes e a variável
dependente (níveis de PM<sub>2,5</sub>). </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><i>Padrão espacial
das concentrações de PM<sub>2,5</sub></i></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>A distribuição
espacial das concentrações de PM<sub>2,5</sub> foi modelada a partir dos resultados
médios dos níveis do poluente em cada um dos 35 pontos de amostragem, tendo por
base todos os percursos noturnos realizados (PM<sub>2,5</sub>N) e, noutra situação,
considerando apenas as noites em que a velocidade média do vento foi inferior a
1&nbsp;m.s<sup>&#8209;1</sup> (PM<sub>2,5</sub>Nvf). Foram, para este fim, aplicadas
técnicas de interpolação geoestatística, nomeadamente krigagem e cokrigagem ordinárias,
utilizando o modelo matemático esférico.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size
= 2>A variável dependente PM<sub>2,5</sub>Nvf foi criada com o propósito de reduzir
a influência do vento e evidenciar o efeito das fontes domésticas, em particular
a queima de lenha. . Optou-se preferencialmente pela modelação das concentrações
de PM<sub>2,5</sub> no período noturno com o propósito de estabelecer uma relação
com a queima residencial de biomassa, que foi considerada a principal fonte do poluente
durante a noite.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os métodos de interpolação
geoestatística comummente conhecidos como krigagem têm por base a aplicação da Teoria
das Variáveis Regionalizadas, desenvolvida por Georges Matheron (Matheron, 1963),
e consiste na aplicação de funções estocásticas na descrição da variação espacial
de um determinado atributo ao qual se dá o nome de variável regionalizada. Este
método de interpolação assenta na técnica da distância ponderada, sendo que a estimativa
do valor de uma determinada variável num ponto x é conseguida através dos pontos
de amostragem vizinhos, aos quais são atribuídos diferentes pesos, com os mais próximos
a serem mais influentes. Além da distância entre observações e pontos não mensurados,
que é levada em conta na determinação das ponderações, a krigagem considera também
o arranjo espacial dos pontos de medição através da modelação da autocorrelação
espacial (Johnston <i>et al.</i>, 2001). A cokrigagem é uma ferramenta de interpolação
que permite integrar informação adicional para modelar a distribuição de um atributo
de interesse (Jeannée, 2005). Esta informação extra corresponde a dados obtidos
por amostragem de uma ou mais variáveis espacialmente correlacionadas com a variável
de interesse, sendo o valor destas variáveis e as suas correlações utilizados na
estimação em locais não amostrados. Este método de interpolação geoestatística representa
uma modificação do princípio base da interpolação em que, além da utilização da
dependência espacial entre amostras, possibilita a utilização da co-variância existente
entre a variável de interesse e variáveis independentes correlacionadas (Mesquita,
2009). </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Análise estatística da relação entre PM<sub>2,5</sub> e variáveis
independentes</i></font></p>



     <p><font face = Verdana size = 2>O <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea38q1.jpg" target = "_blank">Quadro 1</a> apresenta a matriz de correlações de
Pearson referentes à análise da relação estatística univariada entre as variáveis
dependentes, PM<sub>2,5</sub>N e PM<sub>2,5</sub>Nvf, e as variáveis independentes:
altitude (Altitude), densidade populacional (DensP), densidade residencial (DensR),
tipologia de ocupação do solo (Tipologia2), idade média do edificado (Idd_Ed) e
percentagem de ocupação do solo (POcup). A matriz de correlações de Pearson mostra
que todas as variáveis independentes apresentaram individualmente, à exceção da
idade média do edificado, uma correlação significativa com ambas as variáveis dependentes.
No caso da variável PM<sub>2,5</sub>N, a correlação mais forte foi a estabelecida
com a variável altitude (R = &#8209;0,502), seguida pela relação com a tipologia
de ocupação do solo (R = &#8209;0,472), sendo que em ambos os casos a correlação
é negativa. A correlação pode ser explicada, no primeiro caso, pelo facto de o aumento
da altitude estar associado a uma redução de fontes de emissão e de, no período
nocturno, o ar frio tender a escoar para as partes baixas do terreno arrastando
com ele o material particulado (Larson <i>et al., </i>2007). No segundo caso, tal
deve-se ao facto da variável Tipologia 2 estar associada a áreas de menor emissão
de PM<sub>2,5</sub>. No caso da variável PM<sub>2,5</sub>Nvf a correlação mais forte
foi também estabelecida com a altitude (R = &#8209;0,503), seguida da densidade
populacional (R = 0,471), tendo esta última uma correlação positiva com a variável
dependente uma vez o aumento da densidade populacional se traduz no aumento da quantidade
de lenha queimada por unidade de área.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2><i>Padrão espacial das concentrações de PM<sub>2,5</sub></i></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2>A
<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea38f1.jpg" target = "_blank">Figura 1</a> apresenta os padrões espaciais das concentrações de PM<sub>2,5</sub> para
o período noturno (PM<sub>2,5</sub>N), obtidos pela aplicação das técnicas de krigagem
ordinária (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea38f1.jpg" target = "_blank">Figura 1</a> esquerda) e cokrigagem ordinária (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea38f1.jpg" target = "_blank">Figura 1</a> direita). Os dois
mapas apresentam uma distribuição espacial similar do poluente na área de estudo,
na medida em que ambos evidenciam claramente que na parte norte e nordeste da cidade
as concentrações de PM<sub>25</sub> são mais elevadas do que as prevalecentes na
parte sul. Não obstante, vislumbram-se algumas diferenças entre os resultados dos
dois métodos. Na cokrigagem, com a introdução de variáveis auxiliares, as concentrações
modeladas definem um padrão mais homogéneo, surgindo concentrações mais elevadas
em importantes áreas residenciais com elevadas densidades populacionais, e desta
forma com maior potencial de queima de lenha, e concentrações mais baixas em áreas
de ocupação não residencial. </font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>A <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea38f2.jpg" target = "_blank">Figura 2</a> apresenta
igualmente a distribuição espacial das concentrações de PM<sub>2,5</sub>, obtida
pelos dois métodos de interpolação geoestatística referidos anteriormente, mas apenas
considerando as campanhas noturnas em condições de vento fraco (PM<sub>2,5</sub>Nvf).
Ambos os padrões espaciais permitem destacar a principal característica referida
anteriormente – o contraste entre a zona norte e a zona sul da malha urbana em termos
de concentrações de PM<sub>2,5</sub>. No entanto, a magnitude das concentrações
interpoladas é maior na globalidade da área em estudo, o que se explica pelas reduzidas
velocidades do vento, que não favorecem a dispersão do poluente.</font></p>

    
<p><font face
= Verdana size = 2>Em ambos os casos a cokrigagem ordinária mostrou, relativamente
à krigagem ordinária, uma média dos erros padronizados (MSE) mais próxima de 0,
o que revela um menor enviesamento do modelo, a raiz quadrada do erro quadrático
médio (RMSE) mais baixa, o que indica uma maior proximidade entre os valores medidos
e os previstos, e igual proximidade do erro padrão da média dos erros (ASE) relativamente
à raiz quadrada do erro quadrático médio (RMSE), o que valida os erros padrão da
predição. Pode então concluir-se que existem evidências para considerar a performance
da cokrigagem melhor do que a da krigagem na interpolação do atributo PM<sub>2,5</sub>N
e PM<sub>2,5</sub>Nvf.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Identificação de Zonas Críticas</i></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Para a identificação de zonas críticas procedeu-se ao cálculo estimativo
das concentrações médias diárias (24&nbsp;h) de PM<sub>2,5</sub> e avaliou-se a
sua magnitude em relação ao valor de referência de curto prazo para proteção da
saúde humana (25&nbsp;µg.m<sup>&#8209;3</sup>), estabelecido pela OMS. O cálculo
da média diária de PM<sub>2,5</sub> teve por base os valores médios das campanhas
noturnas e diurnas e ainda os perfis temporais diários típicos dos níveis de PM<sub>2,5
</sub>obtidos para alguns pontos da cidade.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os resultados dessa análise encontram-se na <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea38f3.jpg" target = "_blank">Figura 3</a>, na qual se identificam
as áreas cujas concentrações médias diárias de PM<sub>2,5</sub>, obtidas por krigagem
ordinária (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea38f3.jpg" target = "_blank">Figura 3</a> esquerda) e por cokrigagem ordinária (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea38f3.jpg" target = "_blank">Figura 3</a> direita), excedem
o valor de referência de curto prazo estabelecido pela OMS.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Os resultados obtidos mostram excedências ao valor de referência
numa importante extensão da parte norte da cidade, indicando que essa zona é vulnerável
do ponto de vista de qualidade do ar, o que pode implicar um risco elevado para
a saúde humana, devido à prevalência de níveis elevados de material particulado
de baixa granulometria durante um período considerável do ano.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Desta forma, não podemos deixar de enfatizar a importância
do controle desta atividade, não apenas em Bragança mas também noutras realidades
onde este tipo de fonte de energia tenha um importante papel, seguindo o exemplo
de outros países (e.g. EUA) onde já são aplicadas medidas legislativas e técnicas
com vista à redução das emissões resultantes da queima de biomassa (Karvosenoja
<i>et al</i>., 2004; Hytonen e Jokiniemi, 2006; Paunu, 2012).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>CONCLUSÕES</b></font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>O estudo desenvolvido permitiu demonstrar que
a queima de biomassa lenhosa exerce uma forte influência nos níveis de PM<sub>2,5</sub>
na cidade de Bragança e, possivelmente, em realidades urbanas com características
semelhantes em termos de dimensão, nível de desenvolvimento e com forte tradição
no uso doméstico de lenha para aquecimento das habitações, águas sanitárias e confeção
de alimentos. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O padrão espacial
definido pelas concentrações noturnas de PM<sub>2,5</sub> revelou um elevado contraste
entre duas zonas da cidade. A parte norte, onde os níveis de PM<sub>2,5</sub>, prevalecentes
durante o período de queima de biomassa, ultrapassaram o valor de referência de
curto prazo estabelecido pela OMS, e a parte sul da cidade, onde os valores de PM<sub>2,5</sub>
foram manifestamente mais baixos. Esta realidade mostra que não se deve negligenciar
o impacto da queima doméstica de biomassa no aumento da suscetibilidade aos efeitos
nocivos do material particulado fino na saúde humana. Esta situação é ainda mais
crítica em condições de vento fraco (&lt;1&nbsp;m.s<sup>&#8209;1</sup>), já que 
estas conduzem ao aumento dos níveis de poluentes na atmosfera, pelo facto de não
favorecerem a dispersão (diluição) dos poluentes lançados na atmosfera.</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>A variabilidade espacial dos níveis de PM<sub>2,5</sub>
reflete sobretudo a distribuição das emissões da principal fonte do poluente durante
o período vespertino e noturno dos meses mais frios do ano - a queima doméstica
de biomassa lenhosa. A análise de correlações realizada entre os níveis de PM<sub>2,5</sub>
e variáveis como densidade populacional, tipologia de ocupação do solo, altitude
e densidade residencial reforçaram esta relação causal. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os resultados comprovam que a queima doméstica de biomassa
lenhosa pode ter um impacto significativo na qualidade do ar de pequenas cidades
como Bragança com potenciais efeitos na saúde das suas populações. </font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>A modelação da distribuição espacial das concentrações
de PM<sub>2,5</sub> feita neste estudo pode ser vista como um primeiro passo para
a caracterização espacial do risco relativamente aos efeitos nocivos do material
particulado na saúde pública, tal como para a realização de estudos epidemiológicos
que visem o estabelecimento de relações entre a distribuição espacial do poluente
em causa e a taxa de morbidade por exemplo.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Referências Bibliográficas</b></font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Abbey, D. E.; Hwang, B.L.; Burchette, R.J.; Vancuren,
T. &amp; Milss, P.K. (1995) - Estimated long-term ambient concentrations of PM<sub>10</sub>
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Iberian Climate Atlas</i>. Agencia Estatal de Meteorologia &amp; Instituto de Meteorologia
(Ed.). 79 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=673801&pid=S0871-018X201700050003900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Azevedo, J.C.; Ferreira,
M.C.; Nunes, L.F. &amp; M. Feliciano (2016) - What drives consumption of wood energy
in the residential sector of small cities in Europe and how that can affect forest
resources locally? The case of Bragança, Portugal. <i>International Forestry Review</i>,
vol. 18, n. 1, p. 1-12. <a href = "http://dx.doi.org/10.1505/146554816818206177" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1505/146554816818206177</a></font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Bari, M.A.; Baumbach, G.; Kuch, B. &amp; Scheffknecht,
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and Air Quality Research</i>, vol. 11, n. 6, p. 749–757.<a href = "http://dx.doi.org/10.4209/aaqr.2010.09.0079" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.4209/aaqr.2010.09.0079</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=673804&pid=S0871-018X201700050003900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Dockery, D.W.; Pope, C.; Xu, X.; Spengler, J.D.;
Ware, J. H.; Fay, M.E.; Ferris, B.G. &amp; Speizer, F.E. (1993) - An association
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Feliciano, M. (2014) - <i>Análise do Clima Urbano da Cidade de Bragança</i>. Instituto
Politécnico de Bragança. 54 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=673806&pid=S0871-018X201700050003900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Hytonen,
K. &amp; Jokiniemi, J. (2006) - Reduction of fine particle emissions from residential
wood combustion.<i> In: Workshop in Kuopio</i>. University of Kuopio. Finland.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=673808&pid=S0871-018X201700050003900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>INE  (2012) - <i>Censos 2011 – Resultados Definitivos</i>.
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    <!-- ref --><p><font
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     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Karvosenoja, N.; Johansson, M.; Kindbom, K.; Lukewille,
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face = Verdana size = 2>Krecl, P. (2008) - <i>Impact of residential wood combustion
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     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Larson, T.; Su, J.; Baribeau, A.M.; Buzzelli,
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    <!-- ref --><p><font face = Verdana
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Wood Combustion in Urban and Rural Areas of Finland</i>. Master Thesis. Aalto University.
Finland.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=673823&pid=S0871-018X201700050003900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Pope, C.; Dockery, D.; Spengler,
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face = Verdana size = 2>Samet, J.; Dominici, F.; Curriero, F.; Coursac, I. &amp;
Zeger S. (2000) - Fine particulate air pollution and mortality in 20 U.S. cities,
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(2004) - Model Development for spatial variation of PM<sub>2,5</sub> emissions from
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<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.atmosenv.2003.10.040" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.atmosenv.2003.10.040</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=673828&pid=S0871-018X201700050003900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = Verdana
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</i>Ministry of Environment. British Columbia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=673829&pid=S0871-018X201700050003900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana
size = 2>Ward, T.J.; Rinehart, L.R. &amp; Lange, T. (2006) - The 2003/2004 Libby,
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update 2005</i>. Copenhagen, Denmark, World Health Organization Regional Office
for Europe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=673832&pid=S0871-018X201700050003900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Agradecimentos</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os autores gostariam de agradecer ao Eng. Arsénio e Eng. Saraiva
pela sua contribuição no desenvolvimento do trabalho de campo e ao Professor Luís
Nunes pela ajuda no tratamento estatístico dos dados. Gostaríamos também de agradecer
ao projecto &quot;IUFRO Landscape Ecology International Conference Bragança 2010&quot;
(NORTE-07-0927-FEDER-000058) do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN)
pelo financiamento parcial deste estudo.</font></p>

    <br>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.03.08</font></p>

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