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<article-id>S0871-018X2017000500042</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16205</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perceção dos consumidores sobre as características sensoriais do Queijo de Cabra Transmontano de Cura Extra Longa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Consumers' perception about sensorial characteristics of the Extra Long Maturation Transmontano Goat Cheese]]></article-title>
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<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-018X2017000500042&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-018X2017000500042&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-018X2017000500042&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este trabalho baseia-se nos dados de um inquérito às preferências de consumo de queijo de cabra transmontana. O estudo teve como objetivos: identificar o perfil do consumidor, os seus hábitos de consumo de queijo e comparar a perceção dos consumidores face às características de queijos com diferentes tempos de cura (2, 7 e 12 meses). Para isso, desenvolveu-se um estudo baseado numa amostra de 157 consumidores que se deslocaram a um supermercado de Bragança nos dias 28 e 29 de maio de 2015. Para proceder à recolha de dados foi utilizado um questionário com questões acerca das características do consumidor, da frequência do consumo de queijo e das perceções sensoriais por parte dos consumidores (aspecto, aroma, sabor, perceção de teor de gordura, dureza, perceção de teor de sal) dos queijos. A maioria dos participantes consumia queijo mais de uma vez por semana, era do género masculino, tinha idade compreendida entre 25 e 64 anos, era casado, vivia em agregados familiares com duas pessoas e o rendimento líquido mensal do agregado familiar situava-se entre 1001 e 3000 €. Os resultados globais permitiram identificar diferenças, ao nível de significância de 1%, em todas as características consideradas com exceção da perceção do teor de sal. Relativamente ao aspecto, aroma, sabor, avaliação global e intenção de compra, o queijo com dois meses de cura foi o preferido. Os consumidores percecionaram um teor de gordura mais elevado no queijo com sete meses de cura. Finalmente, o queijo com 12 meses de cura foi considerado o mais duro. Verificou-se, ainda, que quando tido em consideração o género, a idade e a frequência do consumo, as diferenças foram encontradas no grupo dos indivíduos do género feminino, com idade entre 25 e 64 anos e que consumiam queijo mais frequentemente.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This research is based on data from a survey about consumers’ preferences on consumption of Transmontano goat cheese. The study aimed to identify the consumer profile and cheese consumption habits, and to compare the characteristics of cheeses with different maturations (2, 7 and 12 months). To achieve these goals it was developed a study based on a sample of 157 consumers who went to a supermarket located in Bragança on 28th and 29th May 2015. To collect the data, it was used a questionnaire with questions about the consumer characteristics, the frequency of the cheese consumption and sensorial characteristics perceived by consumers (appearance, aroma, taste, perception of fat content, hardness, perception of salt content) of the cheeses. Most participants consumed cheese more than once a week, were males, aged between 17 and 86 years, were married, lived in households with two people and the monthly net income of the household was between 1001 and 3000 €. The results showed differences, at a significance level of 1%, in all the characteristics considered except for the perception of the salt content. Regarding the appearance, smell, taste, overall evaluation and purchase intention, cheese with two months of maturation was preferred. Consumers perceived a higher fat content in cheese with seven months of maturation. Finally, the cheese with 12 months of maturation was considered the hardest. Also, it was verified that when gender, age and consumption frequency were taken into account, the differences were found in the group of female subjects aged 25-64 years who consumed cheese more frequently.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Queijo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cabra transmontana]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cura extralonga]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudo de mercado]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cheese]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Transmontana goat]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Extra-long maturation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Market research]]></kwd>
</kwd-group>
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</front><body><![CDATA[ <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

      <p><font face = Verdana
size = 3><b>
Perceção dos consumidores sobre as características sensoriais do Queijo
de Cabra Transmontano de Cura Extra Longa </b></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>
Consumers'
perception about sensorial characteristics of the Extra Long Maturation Transmontano
Goat Cheese </b></font></p>



     <p><font face = Verdana size = 3><b>
Título resumido: Queijo de Cabra Transmontano
CEL</b></font></p>


    <p><font
face = Verdana size = 2><b>Álvaro Mendonça</b><sup>1,2</sup>, <b>Fernando Sousa</b><sup>1,2</sup>,<sup>
</sup><b>António Fernandes</b><sup>1,3,*</sup>, <b>Marta Carvalho</b><sup>4</sup>, <b>Inácio Neto</b><sup>5</sup>
e <b>Sandra Gomes</b><sup>1</sup></font></p>



     <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>1 </sup>Escola Superior Agrária, Bragança,
Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>2</sup> Centro
de Investigação de Montanha, Bragança, Portugal</i></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2><i><sup>3</sup> Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento,
Vila Real, Portugal </i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>4</sup>
ALS Controlvet/Fullsense, Tondela, Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2><i><sup>5</sup> Cooperativa de Produtores de Leite de Cabra Serrana, Mirandela,
Portugal</i></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2><i>(*E-mail: <a href = "mailto:">toze@ipb.pt</a>)</i></font></p>


<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Este trabalho baseia-se nos dados de um inquérito
às preferências de consumo de queijo de cabra transmontana. O estudo teve como objetivos:
identificar o perfil do consumidor, os seus hábitos de consumo de queijo e comparar
a perceção dos consumidores face às características de queijos com diferentes tempos
de cura (2, 7 e 12 meses). Para isso, desenvolveu-se um estudo baseado numa amostra
de 157 consumidores que se deslocaram a um supermercado de Bragança nos dias 28
e 29 de maio de 2015. Para proceder à recolha de dados foi utilizado um questionário
com questões acerca das características do consumidor, da frequência do consumo
de queijo e das perceções sensoriais por parte dos consumidores (aspecto, aroma,
sabor, perceção de teor de gordura, dureza, perceção de teor de sal) dos queijos.
A maioria dos participantes consumia queijo mais de uma vez por semana, era do género
masculino, tinha idade compreendida entre 25 e 64 anos, era casado, vivia em agregados
familiares com duas pessoas e o rendimento líquido mensal do agregado familiar situava-se
entre 1001 e 3000&nbsp;€. Os resultados globais permitiram identificar diferenças,
ao nível de significância de 1%, em todas as características consideradas com exceção
da perceção do teor de sal. Relativamente ao aspecto, aroma, sabor, avaliação global
e intenção de compra, o queijo com dois meses de cura foi o preferido. Os consumidores
percecionaram um teor de gordura mais elevado no queijo com sete meses de cura.
Finalmente, o queijo com 12 meses de cura foi considerado o mais duro. Verificou-se,
ainda, que quando tido em consideração o género, a idade e a frequência do consumo,
as diferenças foram encontradas no grupo dos indivíduos do género feminino, com
idade entre 25 e 64 anos e que consumiam queijo mais frequentemente.</font></p>



    <p><font face = Verdana size
= 2><b>Palavras-chave:</b> Queijo, Cabra transmontana, Cura extralonga, Estudo de
mercado.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size
= 2><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>This research
is based on data from a survey about consumers’ preferences on consumption of Transmontano
goat cheese. The study aimed to identify the consumer profile and cheese consumption
habits, and to compare the characteristics of cheeses with different maturations
(2, 7 and 12 months). To achieve these goals it was developed a study based on a
sample of 157 consumers who went to a supermarket located in Bragança on 28th and
29th May 2015. To collect the data, it was used a questionnaire with questions about
the consumer characteristics, the frequency of the cheese consumption and sensorial
characteristics perceived by consumers (appearance, aroma, taste, perception of
fat content, hardness, perception of salt content) of the cheeses. Most participants
consumed cheese more than once a week, were males, aged between 17 and 86 years,
were married, lived in households with two people and the monthly net income of
the household was between 1001 and 3000&nbsp;€. The results showed differences,
at a significance level of 1%, in all the characteristics considered except for
the perception of the salt content. Regarding the appearance, smell, taste, overall
evaluation and purchase intention, cheese with two months of maturation was preferred.
Consumers perceived a higher fat content in cheese with seven months of maturation.
Finally, the cheese with 12 months of maturation was considered the hardest. Also,
it was verified that when gender, age and consumption frequency were taken into
account, the differences were found in the group of female subjects aged 25-64 years
who consumed cheese more frequently.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><b>
Keywords</b>: Cheese,
Transmontana goat, Extra-long maturation, Market research.</font></p>

<hr noshade size = 1>

     <p><font face = Verdana size = 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Os produtos agrícolas e agroalimentares tradicionais estão hoje
no centro das atenções enquanto instrumentos potenciadores de desenvolvimento agrícola
e rural. Tais produtos são vistos como elemento fundamental no ordenamento do espaço,
na preservação da paisagem e conservação da natureza e na luta contra a desertificação
e despovoamento de territórios rurais particularmente desfavorecidos (Tibério <i>et
al</i>., 2008). Efetivamente, segundo Murphy <i>et al.</i> (2003), estes produtos
permitem que pequenos negócios agrícolas tenham a oportunidade de operar em nichos
de mercado com grande potencial de crescimento uma vez que satisfazem a procura
dos consumidores por alimentos artesanais de alta qualidade.</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>O queijo está presente na nutrição humana desde tempos imemoriais,
representando um dos produtos alimentares mais consumidos em todo o mundo. Quando
preparado com leite de cabra, o queijo é considerado como um produto de especialidade,
sendo altamente apreciado e desempenhando um papel significativo nas economias locais
(Bontinis <i>et al</i>., 2012; Soto-Barajas <i>et al</i>., 2013; González-Martín
<i>et al</i>., 2017). O queijo de leite de cabra é muito apreciado devido a características
organolépticas específicas e efeitos benéficos na saúde humana (Park, 2007). </font></p>


     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>No contexto dos produtos tradicionais têm surgido
estratégias de valorização comercial dos produtos tradicionais, através da certificação
e consequente atribuição de marcas coletivas, designadamente, Denominação de Origem
Protegida - <i>DOP</i>, Indicação Geográfica Protegida - <i>IGP</i>, Especialidade
Tradicional Garantida - <i>ETG</i> e Modo de Produção Biológico - <i>MPB</i>. As
DOP caracterizam-se pelo compromisso dos seus produtores com certos termos de qualidade
e quantidade no processo de produção e a sua submissão a alguns controlos rigorosos.
Em contrapartida, estes produtores beneficiam de uma série de vantagens decorrentes
da reputação coletiva da DOP. No entanto, as restrições quantitativas podem, por
vezes, ser um obstáculo e significar uma perda de competitividade em mercados com
elevada procura, que não é compensada pelo aumento da reputação, do valor acrescentado
e da importância que a DOP poderia transmitir ao consumidor (Espejel <i>et al</i>.,
2011). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Associada à raça Serrana
existe, em Trás-os-Montes, a DOP do Queijo de Cabra Transmontano. Esta DOP abrange
oito concelhos do distrito de Bragança e dois concelhos do distrito de Vila Real.
O agrupamento de produtores que gere a DOP é a Cooperativa de Produtores de Leite
de Cabra Serrana - <i>LEICRAS</i> (Barbosa e Teixeira, 2003; Barbosa <i>et al</i>.,
2014). A LEICRAS recolhe e processa o leite de muitas das explorações leiteiras
de Trás-os-Montes. Há, também, vários criadores que, por conta própria, elaboram
queijo de cabra a partir do leite produzido nas suas explorações que comercializam
de diversas formas. A quantidade de leite recolhido atingiu os valores mais elevados
nos anos de 2006, com 341700 litros e em 2007, com 333588 litros (13892&nbsp;kg
e 20003&nbsp;kg de queijo DOP produzido, respetivamente). A partir daí, veio a diminuir,
embora com algumas oscilações, atingindo os 158251 litros no ano de 2013 (com 14215&nbsp;kg
de queijo DOP produzido) (Barbosa <i>et al</i>., 2014). </font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Segundo a LEICRAS (2015), o Queijo de Cabra Transmontano
é um queijo curado semiduro a extraduro, com o teor de humidade de 25 a 35% referida
ao queijo isento de matéria gorda, e com um teor de gordura de 45% a 60%, referido
ao resíduo seco e obtido após coagulação do leite de cabra cru com coalho, coagulante
de origem animal. Mantém a forma tradicional de fabrico e revela características
atribuíveis ao leite e, portanto, à forma tradicional de maneio das cabras. O uso
da DOP obriga a que o queijo seja produzido de acordo com as regras estipuladas
no caderno de especificações o qual inclui, designadamente, as condições de alimentação
e produção de leite da Cabra Serrana, higiene da ordenha, conservação do leite e
fabrico do produto. A rotulagem deve cumprir os requisitos da legislação em vigor,
mencionando também a DOP. O Queijo de Cabra Transmontano deve ostentar a marca de
certificação aposta pela respetiva entidade certificadora. Este queijo é comercializado
com uma cura mínima de dois meses (LEICRAS, 2015). Tradicionalmente, este tipo de
queijo era quase exclusivamente consumido imediatamente após ser produzido (quando
apresenta uma cor branca típica). No entanto, há uma tendência atual para refinar
queijo de leite de cabra, submetendo-o a longos períodos de amadurecimento, de forma
semelhante ao que é praticado em queijo obtido a partir de leite de ovelha. Espera-se
que este processo de maturação cause alterações químicas e sensoriais, principalmente
relacionadas com as diferentes reações de proteólise, lipólise e glicólise (Delgado
<i>et al</i>., 2012). Em geral, estas reações modulam a textura e o aroma complexo
do queijo (Delgado <i>et al</i>., 2012; Hayaloglu <i>et al</i>., 2013) que é, tipicamente,
indicado como tendo um “sabor de cabra”. Exemplo disso mesmo é o Queijo de Cabra
Transmontano Velho. De facto, trata-se de um queijo com cura mais prolongada, razão
pela qual é duro ou extraduro. No mínimo, a cura é de três meses, podendo apresentar
tempos de maturação de um ano ou mais, que fazem com que o aroma e o sabor sejam
intensos. Pode ser comercializado untado com pasta de azeite e colorau com um peso
compreendido entre 0,3 a 0,9&nbsp;kg (LEICRAS, 2015). </font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Tibério <i>et al</i>. (2008) referem que os produtos apelidados
de tradicionais estão e sempre estiveram no mercado, embora de forma não expressiva
em termos quantitativos. Os produtores locais produzem-nos, essencialmente, para
autoconsumo. Por seu lado, os consumidores locais usam-nos como produtos integrantes
dos seus hábitos alimentares quotidianos. Mesmo que sejam considerados tradicionais,
no sentido em que se produziam e elaboravam num determinado meio, com técnicas e
saberes transmitidos de geração em geração, não são, na maioria dos casos, percebidos
nestes termos. No entanto, os conceitos e referências associados a este tipo de
produtos ganham importância ao nível do mercado e os produtores e distribuidores
tendem a aumentar a produção, a diversificar a oferta e a melhorar a sua forma de
apresentação. Efetivamente, segundo Dreyer <i>et al.</i> (2016), os produtos tradicionais
têm alta qualidade, características únicas, são produzidos localmente, em pequenas
quantidades. Geralmente têm certificação que pode ser DOP, IGP, ETG e MPB (Ribeiro
e Fernandes, 2015a e 2015b). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>As
propriedades sensoriais têm sido reportadas como um dos aspectos mais importantes
na escolha alimentar dos consumidores. Adicionalmente realça-se o papel cada vez
mais crucial do consumidor no desenvolvimento de novos produtos, considerando-se
este como o juiz de todo o processo de inovação e desenvolvimento. O lançamento
de novos produtos capazes de satisfazer as necessidades dos consumidores torna-se
um desafio para a indústria alimentar que tem de encontrar o equilíbrio entre as
expectativas do consumidor face ao produto e o posicionamento face à sua concorrência
no mercado (Rocha, 2014). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Van Hekken
<i>et al.</i> (2006) concluem que a aceitação de um queijo pelo consumidor se baseia
no seu sabor e textura e que, a compreensão da identidade sensorial do queijo proporcionará
orientação crítica à medida que novas práticas são exploradas para melhorar o rendimento,
a vida de prateleira e uniformidade de propriedades do queijo. </font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Assim, a análise sensorial surge como o elo de ligação entre
a investigação e o desenvolvimento de produtos, onde os sentidos são usados para
identificar as diferentes características de um alimento. Características sensoriais
que descrevem um queijo são condicionadas por fatores relacionados com o tipo e
origem do leite e processos de fabrico e maturação (Romo, 2007; Rocha, 2014). </font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Este trabalho integra-se no projeto PRODER – medida
4.1. – PA 49.481 – Cooperação para a Inovação – Desenvolvimento de queijo transmontano
de cura extralonga de cabra Serrana em parceria com a LEICRAS e teve como objetivo
identificar o perfil do consumidor, os seus hábitos de consumo de queijo e comparar
a perceção das características de queijos com diferentes tempos de maturação (2,
7 e 12 meses) por parte dos consumidores. O estudo de mercado surge na sequência
da Análise Sensorial levada a cabo por sete provadores qualificados (Gomes <i>et
al</i>., 2015). Nesta fase do projeto, tornou-se necessário realizar um estudo exploratório
sobre as características sensoriais do Queijo de Cabra Transmontano de Cura Extra
Longa na perspetiva dos consumidores de forma a perceber qual a perceção do mercado
potencial acerca das características dos queijos com diferentes tempos de cura e
verificar a aceitabilidade destes por parte dos consumidores. </font></p>




     <p><font face = Verdana size = 3><b>
MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Para atingir estes objetivos desenvolveu-se um estudo quantitativo,
analítico, longitudinal e observacional. De acordo com Hoppen <i>et al.</i> (1996)
e Jung (2004), este estudo assumiu uma natureza transversal, porque a informação
foi recolhida apenas uma vez, proporcionando um &quot;fotografia&quot; das variáveis
relevantes do estudo num determinado momento. Uma vez que o estudo se limita a observar
o comportamento do consumidor face ao queijo de cabra transmontano DOP, de acordo
com os mesmos investigadores, pode ser classificado como observacional. Por outro
lado, o estudo pode ser classificado como quantitativo porque permite a representação
do conhecimento adquirido na forma de gráficos, diagramas e cálculos. Finalmente,
trata-se de um estudo analítico pois, para além do cálculo das estatísticas descritivas,
procedeu-se à comparação da perceção dos consumidores acerca das características
sensoriais de queijos com diferentes tempos de cura.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face
= Verdana size = 2>Para realizar o estudo, recolheu-se uma amostra aleatória constituída
por 157 consumidores que se deslocaram a um supermercado de Bragança nos dias 28
e 29 de maio de 2015. Como pode ver-se no <a href = "#q1">Quadro 1</a>, a maioria dos inquiridos era
do género masculino (51,6%), tinha idade compreendida entre 25 e 64 anos (67,9%),
tinha habilitações literárias ao nível do ensino superior (40,6%), era casado (53,0%),
vivia em agregados familiares com duas pessoas (30,3%) e o rendimento líquido mensal
do agregado familiar situava-se entre 1001 e 3000&nbsp;€ (30,3%).</font></p>

    <br>

<a name = "q1"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea27q1.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Para proceder à recolha de dados foi utilizado
um questionário estruturado em três partes. A primeira parte continha questões acerca
das características do consumidor, nomeadamente, idade, género, habilitações literárias,
estado civil, número de elementos do agregado familiar e rendimento líquido mensal
do agregado familiar. A segunda parte continha uma questão acerca da frequência
do consumo de queijo. E, finalmente, a terceira parte do questionário continha questões
acerca do aspecto, aroma e sabor avaliados numa escala hedónica estruturada de 1
a 9 (1 - extremamente desagradável, 2 – muitíssimo desagradável, 3 – muito desagradável,
4 – desagradável, 5 nem agradável nem desagradável, 6 - agradável, 7 – muito agradável,
8 – muitíssimo agradável, 9 - extremamente agradável). O questionário continha,
ainda, questões acerca da dureza, perceção de teor de sal e de teor de gordura avaliados
por meio de uma escala estruturada de 1 a 5 (1 – nada, 2 – pouco, 3 – nem pouco
nem muito, 4 – bastante, 5 - muito). Da terceira parte do questionário constavam,
ainda, questões acerca da intenção de compra medida numa escala estruturada de 1
a 5 (1 – de certeza que não compraria, 2 – não compraria, 3 – não sei se compraria,
4 – compraria, 5 - de certeza que compraria). Finalmente, a avaliação global dos
queijos foi medida numa escala estruturada de 1 a 5 (1 – muito mau, 2 – mau, 3 –
nem bom nem mau, 4 – bom, 5 - muito bom). </font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>As três amostras de queijo foram apresentadas aos consumidores num prato
plástico de sobremesa, estando o código do queijo inscrito no prato ao lado da fatia
de queijo. Cada fatia tinha cerca de 4 milímetros de espessura. Foi, também, fornecido
um prato contendo três tostas, um guardanapo e um copo de água. Os consumidores
foram informados de que deveriam limpar o palato entre a degustação de cada uma
das três fatias de queijo uma vez que as fatias eram fornecidas ao mesmo tempo.
Para limpar o palato, os consumidores poderiam recorrer à água e/ou às tostas.</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Previamente, foi levado a cabo o pré-teste recorrendo,
para o efeito, a funcionários da LEICRAS. Verificou-se que a degustação dos queijos
com diferentes tempos de cura e o preenchimento do questionário ocupavam cerca de
10 minutos do tempo dos consumidores. Procedeu-se a alguns pequenos ajustes no questionário,
nomeadamente, no que diz respeito à codificação dos queijos.</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Do total de inquéritos realizados, um foi invalidado devido
ao facto do questionário estar incompleto e indevidamente preenchido. Os dados obtidos
com este instrumento de recolha de dados foram, posteriormente, tratados recorrendo
ao <i>software</i> SPSS 22.0 (<i>Statistical Package for Social Sciences</i>). O
tratamento estatístico dos dados envolveu o uso de estatística descritiva com o
objetivo de caracterizar a amostra e, consequentemente, definir o perfil do consumidor.
Para isso, recorreu-se ao cálculo de frequências absolutas e relativas pois as variáveis
eram qualitativas (Maroco, 2007; Pestana e Gageiro, 2014). </font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Devido ao facto de se tratar de um estudo analítico, recorreu-se
à aplicação de um teste estatístico de localização para verificar se existiam diferenças,
estatisticamente, significativas entre a perceção dos consumidores acerca das características
sensoriais dos queijos com diferentes tempos de cura, bem como acerca da intenção
de compra e avaliação global. Efetivamente, utilizou-se o teste de<i> Friedman</i>
(também conhecido como <i>ANOVA de Friedman</i>) que se baseia nos números de ordem
de cada caso (ISO 8587, 2006; Maroco, 2007; Pestana e Gageiro, 2014). A escolha
do teste de <i>Friedman</i> (teste não-paramétrico) em detrimento do teste da <i>ANOVA:
desenho de blocos aleatórios</i> (teste paramétrico) deveu-se ao facto dos dados
não serem normais (ISO 8587, 2006; Maroco, 2007). A normalidade dos dados foi testada
com recurso ao teste de <i>Kolmogorov-Smirnov</i> com a correcção de <i>Lilliefors</i>
(N&#8805; 30) e com o teste de <i>Shapiro-Wilk</i> (N &lt; 30) (Maroco, 2007). Assim,
para implementar o teste de <i>Friedman</i>, para cada uma das características sensoriais
dos três queijos, intenção de compra e avaliação global, os valores observados foram
ordenados, por ordem crescente, de 1 a 3, pelas preferências de cada consumidor.
Sendo que 1 correspondia a valores observados mais baixos, o 2 ao 2º valor observado
mais elevado e o 3 ao valor mais elevado. Assim sendo, a média dos números de ordem
só pôde variar entre 1 e 3. Segundo Maroco (2007) e Pestana e Gageiro (2014), sempre
que houve empates (valores observados iguais, fez-se a média dos números de ordem
que se atribuiriam caso não houvesse empates). Assim, o teste de <i>Friedman</i>
permitiu testar a hipótese nula da igualdade de medianas contra a hipótese alternativa
de nem todas as medianas serem iguais (Maroco, 2007; Pestana e Gageiro, 2014). Ou
seja:</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>H<sub>0</sub>: &#951;<sub>1
</sub>= &#951;<sub>2 </sub>= &#951;<sub>3</sub></i></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2><i>versus </i>                                    em que <i>&#951;</i>
é a mediana </font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2><i>H<sub>1</sub>:</i>
<i>$ i, j: &#951;<sub> i</sub> ¹ &#951;<sub> j</sub></i></font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Para a execução do estudo analítico foi utilizado um grau
de confiança (1-&#945;) de 99% a que corresponde um nível de significância (&#945;)
de 1%. O nível de significância corresponde o Erro do Tipo I (rejeitar a hipótese
nula quando esta é verdadeira) considerado razoável (Maroco, 2007). Segundo Maroco
(2007), a regra de decisão estatística consiste em rejeitar a hipótese nula (H<sub>0</sub>)
quando o <i>p-value</i> for inferior ou igual ao nível de significância, ou seja,
quando <i>p-value</i> &#8804; &#945;. Probabilidade de significância ou <i>p-value</i>
é o nível mais baixo de &#945; para o qual é possível rejeitar H<sub>0</sub> (Maroco,
2007).</font></p>


    <p><font
face = Verdana size = 3><b>
RESULTADOS</b></font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>Como pode ver-se na <a href = "#f1">Figura 1</a>, a esmagadora maioria dos consumidores consumia
queijo mais de uma vez por semana (86,5%), 11,6% dos consumidores consumia queijo
entre uma e quatro vezes por mês e, apenas, 1,9% dos consumidores consumia queijo
uma vez por mês.</font></p>

    <br>

<a name = "f1"><img src = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea41f1.jpg"></a>

    
<br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Como se pode ver
no <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea41q2.jpg" target = "_blank">Quadro 2</a>, foi possível identificar diferenças significativas em todas as características
sensoriais consideradas (<i>p-value</i> &lt; 0,01) com exceção da perceção de teor
de sal (<i>p-value</i> &gt; 0,01). Relativamente ao aspecto, aroma e sabor, o queijo
1 (2 meses de cura) foi o preferido pois apresenta uma média dos números de ordem
mais elevada. Relativamente à avaliação global e intenção de compra registaram-se,
igualmente, diferenças significativas (<i>p-value</i> &lt; 0,01), tendo o queijo
menos curado tido a melhor avaliação e intenção de compra. Relativamente à dureza,
foi possível identificar diferenças significativas (<i>p-value</i> &lt; 0,01), tendo
o queijo 3, com 12 meses de cura, sido considerado pelos consumidores como o mais
duro.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>O <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea41q3.jpg" target = "_blank">Quadro 3</a> revela que o género é um fator diferenciador
da perceção dos consumidores acerca das características sensoriais dos queijos com
diferentes tempos de cura, da avaliação global e da intenção de compra. Efetivamente,
foi possível encontrar diferenças significativas, ao nível de significância de 1%,
quer no aspecto quer no sabor (<i>p-value</i> &lt; 0,01). Os indivíduos do género
feminino preferiram o aspecto e sabor do queijo 1 (2 meses de cura). Também no que
diz respeito à avaliação global e intenção de compra se encontraram diferenças significativas
(<i>p-value</i> &lt; 0,01). De facto, o melhor aspecto e sabor do queijo 1 poderão
ter contribuído para a melhor avaliação global e intenção de compra do queijo 1,
uma vez que a média dos números de ordem é mais elevada nesse queijo. Não foi possível
identificar diferenças estatisticamente significativas em algumas das características
sensoriais consideradas, designadamente, aroma, perceção de teor de sal e perceção
de teor de gordura, por parte dos indivíduos do género feminino (<i>p-value</i>
&gt; 0,01). Relativamente à dureza, verificou-se a existência de diferenças significativas
(<i>p-value</i> &lt; 0,01). O queijo 3 foi considerado o mais duro pois foi aquele
que registou a média dos números de ordem mais elevada.</font></p>

    
<p><font face
= Verdana size = 2>Já, no que diz respeito ao género masculino, verificou-se a inexistência
de diferenças significativas nas características sensoriais, avaliação global e
intenção de compra (<i>p-value</i> &gt; 0,01). Apenas no que diz respeito à dureza
foi possível encontrar diferenças significativas (<i>p-value</i> &lt; 0,01). O queijo
considerado mais duro foi, à semelhança da perceção dos consumidores do género feminino,
o queijo 3 pois era o mais curado (12 meses de cura).</font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>O <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea41q4.jpg" target = "_blank">Quadro 4</a> revela que a idade é um fator diferenciador da perceção
dos consumidores acerca das características sensoriais dos queijos com diferentes
tempos de cura. Efetivamente, foi possível encontrar diferenças significativas,
ao nível de significância de 1%, nas características sensoriais (sabor, dureza,
perceção de teor de sal e perceção de teor de gordura) bem como na avaliação global
e intenção de compra (<i>p-value</i> &lt; 0,01), no grupo dos adultos, segundo o
INE (2012) indivíduos com idade compreendida entre 25 e 64 anos. Estes indivíduos
preferiram o sabor do queijo 1 (2 meses de cura) e percecionaram teores de sal e
de gordura mais elevados no queijo 3 (12 meses de cura) pois a média dos números
de ordem é mais elevada nesses queijos. Neste grupo etário, não foi possível identificar
diferenças significativas em algumas das características sensoriais consideradas,
designadamente, aspecto e aroma (<i>p-value</i> &gt; 0,01). Relativamente à dureza,
verificou-se a existência de diferenças significativas em todos os grupos etários
considerados (<i>p-value</i> &lt; 0,01), tendo o queijo 3 sido considerado o mais
duro (média dos números de ordem mais elevada).</font></p>

    
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana
size = 2>Como foi referido, no grupo etário dos 25 a 64 anos (adultos) foram encontradas
diferenças significativas quer na avaliação global quer na intenção de compra (<i>p-value</i>
&lt; 0,01). Globalmente, estes consumidores avaliaram melhor o queijo 1 (2 meses
de tempo de cura), tendo a intenção de compra recaído no mesmo queijo (média dos
números de ordem mais elevada).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea41q5.jpg" target = "_blank">Quadro 5</a> revela
que a frequência do consumo é um fator diferenciador da perceção dos consumidores
acerca das características sensoriais dos queijos. De facto, foi possível encontrar
diferenças significativas, ao nível de significância de 1%, no aspecto, aroma, sabor,
dureza, perceção de teor de sal e perceção de teor de gordura (<i>p-value</i> &lt;
0,01). Os consumidores que consomem queijo mais frequentemente preferiram o aspecto,
aroma e sabor do queijo 1 (2 meses de cura) e consideraram que o queijo 3 (12 meses
de cura) era o mais duro, mais salgado e com maior perceção de teor de gordura uma
vez que a média dos números de ordem era mais elevada (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea41q5.jpg" target = "_blank">Quadro 5</a>). </font></p>


     
<p><font face = Verdana size = 2>Também se verificou a existência de diferenças,
estatisticamente, significativas (<i>p-value</i> &lt; 0,01) no que diz respeito
à avaliação global e intenção de compra. É interessante constatar que o queijo 1
teve uma melhor avaliação global. No entanto, a intenção de compra recaiu no queijo
3, como pode ver-se no <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea41q5.jpg" target = "_blank">quadro 5</a> através da média dos números de ordem mais elevada.
Este resultado é de destacar pois poderá vir a suportar uma eventual decisão futura
da LEICRAS poder vir a produzir e comercializar o queijo com 12 meses de cura. Aliás,
o projeto no qual se integra o presente estudo visa ajudar à tomada de decisão de
produzir e comercializar queijo de cabra transmontano de cura extralonga. Para o
efeito, este projeto inclui, ainda, o estudo das características físico-químicas
e microbiológicas dos queijos com cura extralonga. Envolverá, ainda, o estudo das
características sensoriais, avaliação global e intenção de compra de queijos com
14, 19 e 24 meses de cura (limite de maturação considerado, microbiologicamente,
seguro) quer através de painel de provadores especializados, quer através de novos
painéis de consumidores.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 3><b>CONCLUSÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Relativamente
ao perfil dos consumidores, verificou-se que a maioria era do género masculino,
tinha idade compreendida, entre 25 e 64 anos, era casado, vivia em agregados familiares
com duas pessoas, tinha habilitações literárias de nível superior e o rendimento
líquido mensal do agregado familiar situava-se entre 1001 e 3000 Euros. Quanto aos
hábitos de consumo, verificou-se que a maioria dos consumidores come queijo mais
de uma vez por semana, isto é, consomem queijo frequentemente. Globalmente, os resultados
revelaram que a preferência dos consumidores vai para o queijo com menor de tempo
de cura. Efetivamente, o queijo com dois meses de cura teve melhor avaliação global
e registou a melhor intenção de compra pois foi considerado como aquele que apresentou
melhor aspecto, aroma e sabor. Consideraram, ainda, que o queijo com 7 meses tinha
perceção de teor de gordura mais elevada e que o queijo com 12 meses era o mais
duro. Finalmente, os consumidores não detetaram diferenças no que diz respeito ao
teor de sal dos três queijos.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Verificou-se,
ainda, que o género, a idade e a frequência do consumo são fatores diferenciadores
da perceção dos consumidores acerca das características sensoriais dos queijos,
da avaliação global e da intenção de compra. Relativamente aos fatores “género”
e “idade”, os resultados obtidos foram similares aos da amostra global. De facto,
na amostra dos indivíduos do género feminino e na amostra dos indivíduos com idade
compreendida entre os 25 e 64 anos, o queijo preferido tinha 2 meses de cura. Da
mesma forma, relativamente ao fator “frequência do consumo”, os consumidores que
mais consomem queijo (mais de uma vez por semana), a avaliação global do queijo
com 2 meses de cura foi melhor pois consideraram que tinha melhor aspecto, aroma
e sabor. No entanto, a intenção de compra recaiu no queijo com 12 meses de cura
pois os consumidores valorizaram a maior dureza, maior perceção quanto ao teor de
sal e teor de gordura.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Como foi referido,
este estudo exploratório baseou-se nos dados recolhidos no âmbito do Projeto PRODeER
- Medida 4.1 - Cooperação para a Inovação. Nesta fase do projeto, os queijos tinham
sido já avaliados por provadores qualificados. O projeto continuará a decorrer com
a avaliação de queijo de cabra transmontano com 14, 19 e 24 meses de cura, sendo
este último o limite de maturação considerado, microbiologicamente, seguro. No entanto,
também esta questão está a ser investigada no âmbito do projeto. A avaliação futura
continuará a ter duas fases distintas, nomeadamente, avaliação baseada em painel
de provadores qualificados e avaliação baseada no mercado (perceção dos consumidores).</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Os resultados do estudo exploratório mostraram
que o queijo preferido dos consumidores com menos tempo de cura (2 meses de cura)
é o queijo que atualmente é comercializado pela associação de produtores. No entanto,
o queijo de cura extralonga com 12 meses apresenta-se como uma boa opção de comercialização,
tendo em conta que este registou a melhor intenção de compra no grupo dos consumidores
que consomem queijo mais frequentemente.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>O objetivo final do projeto é aconselhar o agrupamento de produtores (LEICRAS)
a enveredar ou não pela produção de queijo de cura extralonga de cabra Serrana.
E, em caso afirmativo, indicar qual o tempo de cura que, potencialmente, será melhor
aceite pelos consumidores, estando a qualidade físico-química e microbiológica asseguradas</font></p>

</br>

    <p><font face = Verdana size
= 3><b>Referências bibliográficas </b></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size
= 2>Barbosa, J. &amp; Teixeira, A. (2003) - Melhoramentos nas instalações de caprinos
de leite no Nordeste Transmontano visando o desenvolvimento da actividade e da fileira
produtiva. <i>Simpósio Nacional de Engenharia Rural</i>. Lisboa. &lt;<a href = "http://hdl.handle.net/10198/3238" target = "_blank">http://hdl.handle.net/10198/3238</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674175&pid=S0871-018X201700050004200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Barbosa, J.; Pereira, F. &amp; Neto, I. (2014)
- Contributos para a caracterização das explorações leiteiras de caprinos de raça
Serrana em Trás-os-Montes. <i>III Reunião Nacional de Caprinicultura e Ovinicultura</i>.
Instituto Politécnico de Bragança-Escola Superior Agrária, Bragança.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674177&pid=S0871-018X201700050004200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Bontinis, T.; Mallatou, H.; Pappa, E.; Massouras,
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     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>González-Martín, M.; Palacios, V.; Revilla, I.;
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    <!-- ref --><p><font face = Verdana
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     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>ISO 8587 (2006) - <i>Analyse sensorielle — Méthodologie
— Classement par rangs</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674191&pid=S0871-018X201700050004200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Jung,
C. (2004) - <i>Metodologia para pesquisa e desenvolvimento</i>. Editora Axcel Books
do Brasil, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674193&pid=S0871-018X201700050004200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>LEICRAS
(2015) – [cit. 2015.11.12]. &lt;<a href = "http://www.leicras.com/index.php/produtos/quijo-de-cabra-transmontano.html" target = "_blank">http://www.leicras.com/index.php/produtos/quijo-de-cabra-transmontano.html</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674195&pid=S0871-018X201700050004200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Maroco, J. (2007) - <i>Análise Estatística com
utilização do SPSS</i>. Edições Sílabo, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674197&pid=S0871-018X201700050004200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana
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<a href = "http://dx.doi.org/10.1016/j.smallrumres.2006.09.015" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1016/j.smallrumres.2006.09.015</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674200&pid=S0871-018X201700050004200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face
= Verdana size = 2>Pestana, M. &amp; Gageiro, J. (2014) - <i>Análise de Dados para
Ciências Sociais: A complementaridade do SPSS</i>. Edições Sílabo, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674201&pid=S0871-018X201700050004200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Ribeiro, M. &amp; Fernandes, A. (2015a) - Perceção,
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Universidade da Beira Interior, Covilhã, Portugal. &lt;<a href = "http://hdl.handle.net/10198/12454s" target = "_blank">http://hdl.handle.net/10198/12454</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674203&pid=S0871-018X201700050004200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


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     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Rocha, C. (2014) - <i>O consumidor como fonte
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Aberta, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674207&pid=S0871-018X201700050004200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Romo, L. (2007) -
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    <!-- ref --><p><font face = Verdana
size = 2>Soto-Barajas, M.; González-Martín, M.; Salvador-Esteban, J.; Hernández-Hierro,
J.; Moreno-Rodilla, V.; Vivar-Quintana, A.; Revilla, I.; Ortega, I.; Morón-Sancho,
R. &amp; Curto-Diego, B. (2013) - Prediction of the type of milk and degree of ripening
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- Microproduções Agrícolas e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Periféricas.
<i>Revista Portuguesa de Estudos Regionais</i>, vol. 17, n. 1, p. 5-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674212&pid=S0871-018X201700050004200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Van Hekken, D.; Drake, M.; Corral, F.; Prieto,
V. &amp; Gardea, A. (2006) - Mexican Chihuahua Cheese: Sensory Profiles of Young
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    <p><font face = Verdana size = 3><b>Agradecimentos</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Este trabalho
foi financiado por: Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, na sua componente
FEDER, através do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE
2020) [Projeto nº 006971 (UID/SOC/04011)]; e por Fundos Nacionais através da FCT
– Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do projeto UID/SOC/04011/2013.</font></p>

    <br>


    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.04.24</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Aceite/accepted: 2017.04.26</font></p>

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