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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16197</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evolução da produção e comercialização de produtos tradicionais qualificados de ovinos e caprinos (2003-2012)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evolution of production and marketing of traditional qualified products from sheep and goat (2003-2012)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper analyzes the production and marketing of qualified products from sheep and goat (meat and cheese), using secondary sources. The results show the decreasing relevance of qualified lamb meat in the domestic production. However, generally, producers are able to explore the added value of qualification in terms of price. These lambs are marketed by producers associations, for medium and large grocery stores, and are destined to local/regional and national markets. Regarding goat meat, the Cabrito Transmontano was the one presenting greater stability in production. The qualified goat kids’ are generally traded by producers associations for domestic market, while medium and large grocery stores and restaurants are the most usual marketing channels. The sheep cheeses present, on average, a differential of 23% between the prices of qualified products and similar products. For goat cheese, the qualification label is losing advantage, since it not always means a price increase to producers. The sheep cheeses are predominantly traded by producers in domestic market, preferential for medium and large grocery stores. The goat cheese is marketed entirely by producers’ association, for local/regional and national markets and the preferred marketing channel are processing enterprises, producers’ associations and packers.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Produtos Qualificados]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ovinos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Caprinos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Produção]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Comercialização]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Marketing]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 4><b>Evolução da produção e comercialização de produtos tradicionais qualificados
de ovinos e caprinos (2003-2012)</b></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>Evolution of production
and marketing of traditional qualified products from sheep and goat (2003-2012)</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Paula Cabo</b><sup>1,2*</sup>,
<b>Alda Matos</b><sup>1</sup>, <b>António Fernandes</b><sup>1,3</sup> e <b>Maria Ribeiro</b><sup>1,3</sup></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>1</sup>Dept. Ciências Sociais e Exatas,
Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Bragança, Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>2</sup>Centro de Investigação de Montanha,
Instituto Politécnico de Bragança, Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i><sup>3</sup>Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento,
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real, Portugal</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>(*E-mail: <a href = "mailto:paulacabo@ipb.pt">paulacabo@ipb.pt</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O presente estudo analisa a produção e comercialização de produtos qualificados
de ovinos e caprinos (carne e queijo), com base em fontes documentais. Evidencia-se
a relevância decrescente das carnes qualificadas de borrego relativamente à produção
nacional. Todavia, globalmente, os produtores são capazes de explorar a mais-valia
da qualificação por via do diferencial dos preços. As carnes são comercializadas
pelos agrupamentos, para os mercados local/regional e nacional, preferencialmente
para as <i>Médias e Grandes Superfícies – M&amp;GS</i>. Quanto às carnes caprinas
é o Cabrito Transmontano que apresenta maior estabilidade na produção. As M&amp;GS
e a restauração são os canais mais usuais para o escoamento, sendo comercializadas
pelos agrupamentos para o mercado nacional. Relativamente ao queijo de ovelha, verifica-se,
em média, um diferencial de 23% entre os preços dos produtos qualificados e similares.
Já no queijo de cabra, a opção pela qualificação tem vindo a perder vantagem, pois
nem sempre representa uma mais-valia no preço ao produtor. Os queijos de ovelha
são maioritariamente comercializados pelos produtores, para as M&amp;GS, no mercado
nacional. O queijo de cabra é comercializado pelo agrupamento de produtores, para
os mercados local/regional e nacional, preferencialmente para <i>Empresas Transformadoras,
Associações de Produtores e Embaladores – ETAP&amp;E</i>.</font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2><b>Palavras-chave:</b> Produtos Qualificados, Ovinos, Caprinos, Produção, Comercialização.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>This paper analyzes
the production and marketing of qualified products from sheep and goat (meat and
cheese), using secondary sources. The results show the decreasing relevance of qualified
lamb meat in the domestic production. However, generally, producers are able to
explore the added value of qualification in terms of price. These lambs are marketed
by producers associations, for medium and large grocery stores, and are destined
to local/regional and national markets. Regarding goat meat, the Cabrito Transmontano
was the one presenting greater stability in production. The qualified goat kids’
are generally traded by producers associations for domestic market, while medium
and large grocery stores and restaurants are the most usual marketing channels.
The sheep cheeses present, on average, a differential of 23% between the prices
of qualified products and similar products. For goat cheese, the qualification label
is losing advantage, since it not always means a price increase to producers. The
sheep cheeses are predominantly traded by producers in domestic market, preferential
for medium and large grocery stores. The goat cheese is marketed entirely by producers’
association, for local/regional and national markets and the preferred marketing
channel are processing enterprises, producers’ associations and packers.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>Keywords:</b> Qualified Products, Sheep, Goat, Production, Marketing.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A agropecuária
e indústrias alimentares a ela associadas assumem especial relevância na estrutura
económica do país, desempenhando um papel fundamental na sustentabilidade das economias
das regiões rurais, em especial no Interior Norte de Portugal. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Os pequenos ruminantes, particularmente as espécies ovina
e caprina, possuem maior capacidade de aproveitar os nutrientes em terrenos acidentados
e de baixa produtividade forrageira do que outras espécies de maior dimensão. O
regime de exploração extensivo, para além de lhes proporcionar uma alimentação diversificada,
ajuda a prevenir incêndios, potencia o desenvolvimento vegetal e evita a erosão.
Estes animais assumem, assim, um papel fundamental na sustentabilidade das regiões
rurais mais deprimidas, não só como uma alternativa económica viável para a população
local, dada a escassez de outras atividades ligadas à agropecuária, mas, também,
pelo seu contributo no combate à desertificação socioeconómica do espaço rural.</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Nos últimos anos, tem-se assistido ao abandono
da atividade, por parte de pequenos e médios criadores de ovinos e caprinos, devido
à fraca rentabilidade e pequena dimensão da exploração agrícola, diminuição dos
apoios à produção, novas exigências sanitárias, idade avançada e reduzido interesse
dos jovens agricultores pelo setor agropecuário (INE, 2011; Rente 2014; Matos, 2015a).
De facto, contrariamente ao verificado a nível mundial (FAOSTAT, 2015), observa-se
algum desinteresse pela criação de ovinos e caprinos em Portugal, refletido na diminuição
do número de explorações e do efetivo. O efetivo autóctone <a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>
acompanha a tendência decrescente nacional e era, em 2013, apenas 5% e 11% do efetivo
ovino e caprino nacional, respetivamente. Esta perda de efetivo reflete-se na produção
e comercialização dos respetivos produtos qualificados.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Assim, atendendo: (a) às políticas comunitárias de incentivo
à valorização dos produtos agroalimentares tradicionais com Nomes Protegidos, que
apontam estes produtos como uma boa aposta estratégica para o desenvolvimento do
espaço rural; (b) à promoção da criação de raças autóctones de pequenos ruminantes;
e, (c) ao desenvolvimento e valorização de produtos tradicionais de reconhecida
qualidade, o presente estudo propõe-se efetuar uma análise da produção e comercialização
de produtos cujos nomes estão qualificados como <i>Denominação de Origem Protegida</i>
<i>– DOP</i> e <i>Indicação Geográfica Protegida</i> <i>– IGP</i>, obtidos a partir
da ovelha e da cabra (carne e queijo).</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>METODOLOGIA</b></font></p>


     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Com vista à concretização do objetivo enunciado
adotou-se uma metodologia de investigação quantitativa, descritiva e longitudinal,
bem como, a análise de conteúdo de bibliografia sobre a temática. O estudo abarca
o período de 2003 a 2012, e engloba uma análise temporal de indicadores relativos
à produção e comercialização dos queijos e carnes qualificados de ovino e caprino
(volume e valor da produção, preço mais frequente, mercados de destino e modalidades
de escoamento), individual e global, incluindo a comparação com produtos similares
(sem qualificação). Os dados relativos à produção qualificada sustentam-se nos inquéritos
anuais dirigidos aos agrupamentos gestores dos Nomes Protegidos (em regra, agrupamentos
de produtores) publicados pelo <i>Gabinete de Planeamento e Políticas – GPP <a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a></i>.
Os dados da produção nacional têm por base as estatísticas agrícolas do <i>Instituto
Nacional de Estatística - INE</i>. </font></p>

    <p><font face = Verdana size =
2>Conforme GPP (2014), neste trabalho, entende-se por: (a) <u>preço do produto</u>,
preço de venda do agrupamento/produtor, <u>preço mais frequente</u> (maior número
de observações), preço à 1ª transação, incluindo IVA; (b) <u>produtos similares</u>,
produtos que passaram pelo mesmo processo de produção dos produtos qualificados,
mas não foram submetidos ou aprovados no processo de qualificação; (c) <u>peso limpo</u>,
peso do corpo da rês despojada da pele e órgãos internos, com exceção dos rins e
gorduras envolventes, desprovida da cabeça, extremidades locomotoras e cauda; e
(d) <u>valor da produção</u>, obtido através do preço médio ponderado do preço mais
frequente pela quantidade produzida.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Esta secção apresenta
a análise da produção, preços ao produtor, mercados de destino e modalidades de
escoamento das carnes e queijos qualificados de ovino e caprino.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Produção e Comercialização de Carne Qualificada de Pequenos Ruminantes </i></font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Em 2012, a produção nacional de carne de pequenos
ruminantes, ascendia a 19 mil toneladas, sendo apenas 42 toneladas relativas a carnes
com Nomes Protegidos (36 ton. de borrego e 6 ton. de cabrito). No mesmo ano existiam
nove carnes de ovino e seis carnes de caprino com nomes qualificados como DOP/IGP.
Contudo, apenas as carnes de Borrego do Nordeste Alentejano, de Borrego Serra da
Estrela e de Cabrito Transmontano, apresentaram produção e comercialização nesse
ano. O Borrego do Nordeste Alentejano era responsável por grande parte da produção
(71%), sendo a produção remanescente repartida pelas carnes de Borrego Serra da
Estrela e de Cabrito Transmontano. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A representatividade da carne caprina qualificada na produção nacional é ligeiramente
superior, sendo, em média, de 0,82% nas carnes de caprino e 0,59%, nas carnes de
ovino. Todavia, de uma forma geral, observa-se um decréscimo do peso de ambas as
carnes ao longo do período em estudo, motivado pelo decréscimo global da produção
das carnes qualificadas (superior ao verificado no total nacional das respetivas
carnes) reflexo da diminuição do número de explorações produtoras (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43q1.jpg" target = "_blank">Quadro 1</a>). Efetivamente,
apenas o número de explorações de Borrego Serra da Estrela e de Cabrito Transmontano
apresentam uma evolução positiva, com a ressalva que o primeiro apenas entrou no
mercado em 2010, e o segundo, apresenta algumas oscilações no número de explorações
ao longo período em análise. </font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Por outro lado, a análise da
produção média por exploração (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f1.jpg" target = "_blank">Figura 1</a>) releva que a dimensão produtiva das explorações
ovinas tem decrescido (redução global de 60% desde 2006). Embora a produção média
global por exploração de carne qualificada de caprino mais que triplique desde 2006,
mantém ainda valores médios bastante reduzidos (142&nbsp;kg/exploração; ± 24 cabritos/ano/exploração).
A <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f1.jpg" target = "_blank">Figura 1</a> realça também a disparidade entre os sistemas produtivos, sendo que as
explorações alentejanas produzem uma média anual de 1645&nbsp;kg de carne de borrego/exploração,
enquanto os restantes produtores exibem produções médias de 320&nbsp;kg e 550&nbsp;kg/ano/exploração.
Este cenário continua válido para as carnes caprinas, sendo extremo no caso do Cabrito
das Terras Altas do Minho, cuja produção média anual é de apenas um cabrito por
exploração.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2><u>Carnes ovinas</u></font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Globalmente, observam-se fortes oscilações no volume de produção
total das carnes qualificadas de ovino<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a> (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f2.jpg" target = "_blank">Figura 2</a>),
o qual tem decrescido, em especial, devido à redução superior a 82% da carne líder
do mercado, o Borrego do Nordeste Alentejano (167&nbsp;ton. em 2003 e 30 em 2012)
e à saída do mercado dos borregos de Montemor-o-Novo e Baixo Alentejo (a partir
de 2006), provocando uma quebra de produção superior a 40% do volume de produção
anual (100&nbsp;ton./ano). O presente decréscimo foi aligeirado em 2010, pela entrada
da carne de Borrego Serra da Estrela, cuja produção, em 2012, foi de 6&nbsp;ton.,
representando 17% da carne de ovino com DOP/IGP desse ano.</font></p>

    
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size
= 2>O Cordeiro de Barroso apresenta o maior diferencial relativamente ao preço médio,
com cotações ao produtor acima do preço médio da globalidade das carnes (1,80&nbsp;€/kg),
tendo todavia saído do mercado após 2005 (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f3.jpg" target = "_blank">Figura 3</a>). O Borrego do Nordeste Alentejano,
dada a sua posição de liderança, dita o nível de preço médio da fileira.</font></p>

    
<p><font face =
Verdana size = 2>A análise dos diferenciais de preços entre as carnes de ovino (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f4.jpg" target = "_blank">Figura
4</a>), mostra que, em média, a discrepância entre o preço do produto qualificado e
sem qualificação é de 57% (2,30&nbsp;€/kg). Em 2007, a carne de Borrego do Nordeste
Alentejano apresentou diferenciais superiores a 144% (3,60&nbsp;€). Contudo, tal
não se viria a manter nos anos mais recentes, apontando para uma perda da capacidade
dos produtores em aproveitar a mais-valia da qualificação, por via do acréscimo
do preço de mercado.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>O valor da produção das carnes de ovino com DOP/IGP
exibe uma evolução similar às quantidades, registando um máximo de 1930 mil euros
em 2003, tendo decrescido, posteriormente, a um ritmo anual médio de 20,2%. A <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f5.jpg" target = "_blank">Figura
5</a> sintetiza a evolução da produção de carne ovina qualificada, através dos índices
de quantidade, preço e valor.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>A produção das carnes qualificadas
de ovino foi inteiramente vendida pelos agrupamentos de produtores, tendo, nos últimos
cinco anos analisados, alternado entre os mercados local/regional e nacional. Quanto
às modalidades de escoamento, apesar de existirem algumas oscilações motivadas pela
entrada e saída dos agentes no mercado, as M&amp;GS foram o canal preferencial para
colocar o produto à disposição do consumidor final (escoamento superior a 90% da
produção, em média). O comércio tradicional (talhos) apenas assume uma expressão
relevante em 2012 (12%).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><u>Carnes
caprinas</u></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>De modo geral, observaram-se
grandes oscilações na produção das carnes de cabrito, devido ao abandono do mercado
DOP/IGP do Cabrito de Barroso (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f6.jpg" target = "_blank">Figura 6</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Em 2010
e 2011, a entrada no mercado do Cabrito do Alentejo trouxe algum dinamismo, contribuindo,
no primeiro ano, com 40% do total da produção e, no ano seguinte, com 62%. Todavia,
em 2012, não foram registadas produções da referida IGP.</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>O Cabrito Transmontano ostentou maior estabilidade da produção
no período, com um valor médio de 6&nbsp;ton./ano (±35% da produção de carne qualificada
de caprino). Todavia, a carne de Cabrito Transmontano é a carne DOP vendida ao menor
preço, registando diferenciais médios de 2,65&nbsp;€/kg, quando comparada com a
carne de maior preço ao produtor (cabrito das Terras Altas do Minho) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f7.jpg" target = "_blank">Figura 7</a>).
De facto, o Cabrito Transmontano tem sido historicamente remunerado a preços inferiores
aos das restantes carnes qualificadas de caprino (diferenciais até 5&nbsp;€/kg),
sendo que o diferencial tem decrescido por via do aumento global do preço em 21,9%,
no decénio em análise.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>A carne de Cabrito Transmontano
exibe a maior discrepância entre o preço do produto qualificado e sem qualificação
(12% a 38%), indiciando maior capacidade dos criadores em aproveitar a mais-valia
da qualificação, via acréscimo do preço (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f8.jpg" target = "_blank">Figura 8</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size =
2>Quanto ao valor da produção, este apresentou o máximo de 278 mil euros em 2003,
decrescendo 75,7%, globalmente, após esse ano. As variações detetadas no valor da
produção das carnes de caprino com DOP/IGP resultam de oscilações da produção, já
que os preços se mantiveram relativamente constantes (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f9.jpg" target = "_blank">Figura 9</a>).</font></p>

    
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size
= 2>No período de 2003 a 2012, ocorreram algumas oscilações nas modalidades de escoamento
(<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f10.jpg" target = "_blank">Figura 10</a>) explicadas por diversos fatores, entre os quais, a entrada e saída de
agentes no mercado da carne com DOP/IGP já referidos (ver <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f6.jpg" target = "_blank">Figura 6</a>). Globalmente,
foram as M&amp;GS e a restauração os canais mais utilizados para escoar o produto.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Para o Cabrito de Barroso, de 2003 a 2005, a modalidade mais representativa
foi a expedição para as M&amp;GS. Porém, em 2006, não apresentou produção e, em
2007, foi unicamente escoada nas feiras. A modalidade de escoamento preferencial
do Cabrito Transmontano foi a restauração, embora nos últimos dois anos, os criadores
tenham apostado igualmente nas feiras, no comércio tradicional (talhos) e nas M&amp;GS.
O Cabrito do Alentejo escoou o produto para as M&amp;GS. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>De 2008 a 2012 as carnes caprinas foram predominantemente
escoadas pelos agrupamentos. Destaca-se, no ano de 2010, a entrada do cabrito do
Alentejo com IG, com distribuição exclusiva por parte dos produtores. Por fim, a
produção qualificada de caprino foi sobretudo vendida no mercado nacional, embora
os criadores de Cabrito Transmontano estejam mais vocacionados para o mercado local
(2009 e 2012).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Produção e Comercialização de Queijos Qualificados</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A produção nacional de queijos,
em 2012, foi de 78767&nbsp;ton., sendo cerca de 1,7% relativa a queijos com Nomes
Protegidos (58%, queijo de vaca, 30%, queijo de ovelha, 11%, queijo de mistura e
1%, queijo de cabra). Neste ano existiam 17 “queijos”<a href="#_ftn4" name="_ftnref4">[4]</a>
qualificados em Portugal (seis sem produção); dois queijos de vaca, oito queijos
de ovelha, quatro queijos de mistura e um queijo de cabra. O volume de produção
dos queijos qualificados ascendeu a 1324&nbsp;ton., sendo os queijos de São Jorge
(58%), de Azeitão (10%) e Amarelo da Beira Baixa (8%) responsáveis por mais de ¾
da produção (GPP, 2014).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A representatividade
do queijo qualificado de pequenos ruminantes na produção nacional é reduzida (3,55%
queijo de ovelha; 2,67% queijo de mistura e 0,85% queijo de cabra, em média). No
período de análise, o peso do queijo qualificado de ovelha cresceu, impulsionado
pela diminuição global de 27% da produção nacional de queijo de ovelha. Enquanto
o contributo do queijo de cabra qualificado decresceu, prejudicado pelo acréscimo
global de 65% na produção nacional de queijo de cabra. </font></p>

    <p><font face
= Verdana size = 2>Tendo em consideração que o queijo de mistura é maioritariamente
fabricado com leite cru de ovelha e cabra, a análise posterior limita-se aos queijos
(ovelha e cabra) estremes.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A análise
do volume de produção mostra que os queijos qualificados de ovelha e cabra exibiram
uma tendência global de decréscimo, em reflexo da diminuição do número de explorações
abastecedoras de leite (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43q2.jpg" target = "_blank">Quadro 2</a>), com 175 explorações leiteiras a abandonar a atividade
ao longo do decénio. </font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Quanto à produção média por exploração (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f11.jpg" target = "_blank">Figura
11</a>), embora apresente bastantes oscilações ao longo dos anos, exibiu, em termos
globais, um acréscimo (42%, nas explorações abastecedoras de leite de ovelha e 32%
nas de cabra). </font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Todavia, à semelhança do sucedido no segmento
das carnes, a produção média das explorações caprinas é menor, sendo de apenas 224&nbsp;kg
de queijo/exploração leiteira, um volume insignificante, se confrontado com a produção
média de 1919&nbsp;kg de queijo por exploração abastecedora de leite de ovelha.
A análise comparativa expõe igualmente a enorme disparidade entre os sistemas produtivos
regionais, cujas explorações abastecedoras de leite de ovelha do Nordeste Transmontano
(Queijo Terrincho) apresentam produções médias inferiores aos 600&nbsp;kg/ano, enquanto
a produção média dos queijos líderes (Azeitão e Nisa) se situa nas 5&nbsp;ton./ano/exploração
abastecedora de leite.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2><u>Queijos
de ovelha</u></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A análise da evolução
da produção dos queijos qualificados de ovelha apresenta oscilações no volume de
produção global, motivadas por flutuações no volume de alguns queijos, nomeadamente,
nos queijos de Évora e Serpa (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f12.jpg" target = "_blank">Figura 12</a>). </font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>O Queijo
de Azeitão e os produtos Serra da Estrela (queijo e requeijão) adquiriram importância
gradual no mercado, sendo, em 2012, responsáveis por 35% e 30% da produção, respetivamente.
Contrariamente, o Queijo de Nisa, líder de mercado em 2003, assume atualmente a
terceira posição, fruto da redução global de 47% da produção.</font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Em termos globais verifica-se que o preço médio do queijo
de ovelha se manteve estável ao longo do período em análise (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f13.jpg" target = "_blank">Figura 13</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>O Queijo de Azeitão experimentou a evolução mais favorável no preço
(acréscimo de 18%). Em oposição, o preço do Queijo de Nisa sofreu um decréscimo
global de 62%, com a alteração do preço médio de 17&nbsp;€/kg (2003 a 2009) para
6,1&nbsp;€/kg (2010 a 2012). O Queijo Terrincho tem igualmente perdido valor, com
a redução global 11% no preço. Aliás, o Queijo Terrincho apresenta o menor diferencial
entre os preços dos queijos qualificados e dos produtos similares (11%, em média).
Em 2012, esse diferencial atingiu mesmo valores negativos (preço do produto qualificado
± 0,21&nbsp;€/kg abaixo do similar) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f14.jpg" target = "_blank">Figura 14</a>), refletindo a incapacidade dos produtores
para explorar o potencial da qualificação, enquanto fator diferenciador para o consumidor.
O Queijo de Azeitão exibe o maior diferencial entre o produto qualificado e o similar
(entre 31%-80%, ou seja, 4-8&nbsp;€/kg), sendo o queijo que melhor aproveita a mais-valia
da qualificação, no sentido da valorização do preço ao produtor. A <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f14.jpg" target = "_blank">Figura 14</a> mostra
ainda que, em média, a discrepância entre o preço do produto qualificado e o similar
é de 23% (± 2,60&nbsp;€/kg).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>O valor da produção do queijo
de ovelha com DOP/IGP apresenta uma evolução semelhante às quantidades. Este valor
atinge o máximo de 9,18 milhões de euros, no ano de 2008. Globalmente, o valor da
produção diminuiu cerca de 25%, fruto do decréscimo do volume de produção (23%),
reforçado pela descida do preço médio em 3%. Na <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f15.jpg" target = "_blank">Figura 15</a> pode observar-se a evolução
dos índices de quantidade, preço e valor da produção de queijo qualificado de ovelha,
no período de 2003 a 2012. </font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>As M&amp;GS foram, inegavelmente,
o canal mais utilizado para escoar o queijo de ovelha qualificado (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f16.jpg" target = "_blank">Figura 16</a>), sendo,
em média, cerca de 58% da produção vendida através destes retalhistas. Este canal
era, em 2012, responsável pelo escoamento de 64% da produção. O comércio tradicional
e a venda direta ao consumidor têm vindo igualmente a ganhar peso (quota de 45%,
em 2009), exibindo, nos últimos anos, uma média de 28%. Este ganho ocorreu sobretudo
em detrimento das ETAP&amp;E. </font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>De 2006 a 2012, os queijos
de ovelha com DOP/IGP foram predominantemente comercializados pelos próprios produtores,
sendo cerca de 69% da produção escoada desta forma, 27% através de outra entidade
e apenas 4% através dos agrupamentos. O mercado nacional é o mercado eleito para
distribuir os queijos de ovelha qualificados (média anual 2010-2012, 83%). O mercado
local/regional tem perdido importância (no triénio 2010-2013 apenas 7% da produção
se destinava a estes mercados, enquanto, no biénio anterior superava os 40%). O
mercado externo tem ganho terreno, absorvendo 12% da produção nacional de queijo
qualificado de ovelha em 2012.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><u>Queijos de cabra</u></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Em 2012, o volume de
produção do Queijo de Cabra Transmontano ascendia a 13,34&nbsp;ton., perfazendo,
na produção, cerca de 130 mil euros. No período em análise, a produção de Queijo
de Cabra Transmontano sofreu algumas oscilações, refletindo-se numa perda global
de 5,6%. Esta perda afetou negativamente o valor da produção, o qual foi parcialmente
compensado pelo crescimento médio anual do preço de 2,4%. Neste sentido, o valor
da produção do Queijo de Cabra Transmontano acabou por exibir um acréscimo global
de 15% (1,6%, média anual). A <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f17.jpg" target = "_blank">Figura 17</a> apresenta a evolução dos índices (quantidade,
preço e valor) da produção de Queijo de Cabra Transmontano.</font></p>

    
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size
= 2>A análise comparativa dos preços (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f18.jpg" target = "_blank">Figura 18</a>) indica que, até ao ano de 2007,
o preço do Queijo de Cabra Transmontano era superior ao do produto similar, em cerca
de 2&nbsp;€/kg. Este diferencial alterou-se após 2008, quando ambos os queijos aumentaram
os preços de venda. Porém, o aumento foi maior no queijo não qualificado, diminuindo
assim o diferencial de preços e tornando menos atrativa a opção pela qualificação.
No contexto da evolução dos preços da totalidade dos queijos qualificados de pequenos
ruminantes, observa-se um decréscimo global de 6,3%, fortalecendo a ideia que a
qualificação nem sempre se reflete numa mais-valia no preço ao produtor. Este fator
poderá explicar o decréscimo da produção de queijos qualificados, no contexto da
produção nacional. </font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>No período de 2003 a 2012, os canais mais utilizados
para escoar o Queijo de Cabra Transmontano foram as <i>ETAP&amp;E</i> (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea43f19.jpg" target = "_blank">Figura 19</a>),
apesar da perda de protagonismo, em favor do comércio tradicional, no biénio 2008-2009.
De notar ainda, que a venda direta ao consumidor vem ganhando alguma expressão,
respondendo por 17%, em 2012.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>O Queijo de Cabra Transmontano
é vendido pelo agrupamento de produtores, destinando-se, de forma equitativa, aos
mercados local/regional e nacional. </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>CONCLUSÕES</b></font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>O presente estudo expõe os constrangimentos do
segmento dos produtos qualificados de ovino e caprino. Apesar do seu elevado potencial,
refletido no vasto número de Nomes Protegidos a ele associados, a implementação
no mercado é deficiente. O decréscimo da produção e a funcionalidade limitada das
organizações do sector aliados à reduzida dimensão económica de parte significativa
dos ‘resilientes’, mormente, os produtos com origem geográfica no Interior Norte
do país, faz recear pelo seu futuro.</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>Portugal dispõe de uma ampla diversidade de produtos qualificados, fruto das
variadas singularidades regionais, tradições geoculturais e atividades agro-pastoris.
Cada um destes produtos está integrado em sistemas de produção e comercialização
subjacentes às particulares condições agroambientais e socioeconómicas referidas.
O segmento de mercado de produtos com DOP/IGP de origem ovina e caprina é o espelho
dessas realidades. Todavia, as carnes e queijos qualificados, produzidos no Interior
Norte do país, económica e demograficamente mais deprimido, são incapazes de se
impor no mercado nacional, fruto da reduzida dimensão económica dos produtores e
das condições sociodemográficas dessas regiões. Veja-se a raça Churra da Terra Quente,
com um encabeçamento de 17 mil cabeças (apenas superado pela raça Serra da Estrela)
possui um efetivo médio de apenas 113 cabeças/criador. As explorações ovinas desta
raça exibem as menores produções médias (Queijo Terrincho: 600&nbsp;kg/ano/exploração;
Borrego Terrincho: 320&nbsp;kg/ano/exploração). Contrariamente, os criadores de
maior dimensão económica, reflexo das condições agro-pastoris e/ou socioeconómicas
das regiões onde estão inseridos, têm as maiores produções médias, como é o caso
dos borregos e queijos do Alentejo (Queijo de Nisa: 5,3&nbsp;ton./ano/exploração;
Borrego do Nordeste Alentejano: 1,65&nbsp;ton./ano/exploração) e Península de Setúbal
(Queijo de Azeitão: 4,8&nbsp;ton./ano/exploração). Estes produtos conseguem, igualmente,
as melhores performances no acesso aos mercados (interno e externo) e na exploração
da mais-valia da qualificação em termos de preço ao produtor. De facto, os pequenos
produtores do Nordeste Transmontano (Queijo e Borrego Terrincho; Cabrito Transmontano
e Queijo de Cabra Transmontano) debatem-se com dificuldades de acesso ao mercado
nacional e de adoção de modalidades de escoamento alternativas às “tradicionais”,
seja por restrições geográficas ou de volume de produção, agravadas pelas deficiências
em marketing, que os impedem de explorar plenamente a mais-valia da qualificação.
Tanto mais que, a reputação do atributo “qualidade”, estreitamente associado aos
modos de produção e maneio na agropecuária e ao fabrico artesanal próprio da região
de Trás-os-Montes, dificultam a diferenciação, por parte dos consumidores, da qualificação
como DOP/IGP, face aos produtos tradicionais/regionais (Cabo <i>et al</i>., 2015).
Acresce o facto das <i>(…) gerações mais novas da população não serem muito apreciadoras
das carnes de ovino e caprino, e para além disso, o seu preço, face ao da carne
de porco e de aves, numa conjuntura de crise, ser nitidamente desfavorável</i> (INE,
2012:33).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Tais fatores ditam a importância
do associativismo no desenvolvimento da atividade, sendo crucial, não só na aposta
em estratégias de comunicação em marketing, por forma a potenciar o reconhecimento,
por parte dos consumidores, do valor acrescentado da qualificação dos produtos,
mas também no aumento do poder negocial dos criadores e produtores, por forma a
colmatar as debilidades intrínsecas da fileira, como a ancianidade, fraca dimensão
económica e falta de cultura empresarial (Matos, 2015b). </font></p>

    <p><font
face = Verdana size = 2>Em suma, a qualidade associada à origem, aos produtos naturais,
ao pastoreio e ao modo artesanal de fabrico, são poderosos fatores para elaborar
estratégias de marketing para segmentos de consumidores específicos. O aproveitamento
destas oportunidades poderá, eventualmente, contribuir para o desenvolvimento de
novos produtos e proporcionar maior rendimento aos produtores, fixando as populações,
através da diversificação da oferta no meio rural. Neste particular, torna-se necessário
apostar na promoção deste segmento, através de políticas que fomentem o associativismo,
a formação dos agentes da fileira nas áreas de marketing e empreendedorismo e consciencializar
produtores e consumidores das mais-valias da qualificação.</font></p>

    <br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Referências Bibliográficas</b></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size
= 2>Cabo, P.; Ribeiro, M.; Fernandes, A. &amp; Matos, A. (2015) <i>– </i>Hábitos
e Preferências dos Consumidores de Produtos Tradicionais Regionais Certificados:
O Caso de Trás-os-Montes. <i>In:</i> <i>Atas do XXV Jornadas Hispanolusas de Gestión
Científica: Tendiendo Puentes entre la Investigación y la Transferencia de Conocimiento</i>.
Ourense, Espanha. 10 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674395&pid=S0871-018X201700050004400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>FAOSTAT (2015)
<i>– Food and agriculture data.</i> Divisão de Estatística da Organização das Nações
Unidas para a Alimentação e a Agricultura. 
&lt;<a href = "http://www.fao.org/faostat/en/#data/QA" target = "_blank">http://www.fao.org/faostat/en/#data/QA</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674397&pid=S0871-018X201700050004400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>GPP (2008 a 2014) <i>– Inquérito aos Agrupamentos
Gestores de Produtos com Nomes Protegidos DOP/IGP/ETG</i>. Lisboa, MAMAOT/MAM. 
&lt;<a href = "http://www.gpp.pt/index.php/publicacoes-gpp/publicacoes" target = "_blank">http://www.gpp.pt/index.php/publicacoes-gpp/publicacoes</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674399&pid=S0871-018X201700050004400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>IDRHa (2005 a 2007) <i>– Produtos Tradicionais
com Nomes Protegidos: Apresentação e Análise de Dados sobre Produção, Preços e Comercialização</i>.
Lisboa, MADRP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674401&pid=S0871-018X201700050004400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>INE (2004 a 2015)
<i>– Estatísticas Agrícolas (2003-2014). </i>Lisboa, Instituto Nacional de Estatística.
&lt;<a href = "https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_publicacoes" target = "_blank">https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_publicacoes</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674403&pid=S0871-018X201700050004400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>


     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Matos, A. (2015a) <i>– </i>Fileira da Carne de
Cabrito da Raça ‘Serrana’: Estudo de Caso. <i>In:</i> <i>Livro de Atas. CAPRA 2015
– Reunião Nacional de Caprinicultura e Ovinicultura. </i>Instituto Politécnico de
Bragança, p. 25-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674405&pid=S0871-018X201700050004400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Matos, A. (2015b)
<i>– </i>Fileira do Leite e do Queijo da Raça ‘Serrana’: Estudo de Caso. <i>In:</i>
<i>Livro de Atas. CAPRA 2015 – Reunião Nacional de Caprinicultura e Ovinicultura.
</i>Instituto Politécnico de Bragança, p. 31-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674407&pid=S0871-018X201700050004400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana
size = 2>Rente, J. (2014) <i>– Plano de Negócios Monsaluz, Sociedade Agrícola Lda.</i>
Dissertação de Mestrado. Évora, Universidade de Évora. 128 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674409&pid=S0871-018X201700050004400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font
face = Verdana size = 2>SPOC (2015) <i>– Recursos Genéticos.</i> 
&lt;<a href = "http://www.ovinosecaprinos.com/recursos_f.html" target = "_blank">http://www.ovinosecaprinos.com/recursos_f.html</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=674411&pid=S0871-018X201700050004400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <br>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>Agradecimentos</b></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Este trabalho é financiado por: Fundos Europeus Estruturais e de Investimento,
na sua componente FEDER, através do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização
(COMPETE 2020) [Projeto nº 006971 (UID/SOC/04011)]; e, por Fundos Nacionais através
da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do projeto UID/SOC/04011/2013.</font></p>

    <br>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.04.11</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Aceite/accepted: 2017.04.11</font></p>

    <br>

    <p><font face = Verdana size = 2><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a>  De acordo com
a <i>Sociedade Portuguesa de Ovinotecnia e Caprinotecnia – SPOC</i> (2015), existem
15 raças autóctones de ovinos (Bordaleira de Entre Douro-e-Minho, Campaniça, Churra
Algarvia, Churra Badana, Churra do Campo, Churra Galega Bragançana, Churra Galega
Mirandesa, Churra do Minho, Churra da Terra Quente, Merina da Beira Baixa, Merina
Branca, Merina Preta, Mondegueira, Saloia e Serra da Estrela) e 6 raças autóctones
de caprinos (Cabra Algarvia, Bravia, Charnequeira, Preta de Montesinho, Serpentina
e Serrana). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a>
No período de 2003 a 2007 através do <i>Instituto de Desenvolvimento Rural e Hidráulica
– IDRHa</i>, do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas,
no período de 2008 a 2012 através do GPP, do Ministério da Agricultura e do Mar.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a> Regra geral, a
carne de borrego qualificada corresponde a carcaças com peso &gt; 7kg (entre 7 e
13kg, exceto em 2006 e 2007, em que a carne do Borrego do Nordeste Alentejano possuía
carcaças com peso superior a 13 kg). Apenas na carne de Borrego Terrincho se abatem
reses com peso &lt; 7kg.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><a href="#_ftnref4" name="_ftn4">[4]</a>
Dos 17 “queijos” qualificados, 14 são queijos com DOP/IGP, 2 são requeijões com
<i>DO</i>/DOP e 1 é travia (GPP, 2008-2014).</font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cabo]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hábitos e Preferências dos Consumidores de Produtos Tradicionais Regionais Certificados: O Caso de Trás-os-Montes]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
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