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<publisher-name><![CDATA[Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA16202</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Baixa fertilidade em touros no interior centro e sul de Portugal (Resultados de exames andrológicos em bovinos)]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Low fertility in bulls in center and south of Portugal (breeding soundness examination results)]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Castelo Branco Escola Superior Agrária ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Reproductive efficiency in cattle is important in the economic viability of farms. Currently, this efficiency is evident in determining the amount of aid to be received by producers. Between January 2012 and September 2015 were evaluated 223 breeding bulls through breeding soundness examination with ages between 13 and 156 months in 35 beef cattle farms in the center and south of Portugal. About 57% of the examinations were performed from September to December, due to higher demand for this service by producers, in order to prepare the time of mating. Bulls of breeds Limousin, Charolais, Alentejana, Mertolenga and their Crosses were evaluated and 72.6% were approved, 14.8% disapproved and recommended a reassessment to 12.6%. In sperm evaluation scope, for mass and individual motility, more than 50% of the sample sperm have a very good quality (grades 4 and 5 motility); 91% of reprobates have poor quality sperm. In 95% of approved bulls, body condition is adequate. And among those who failed, 15% had inadequate body condition. Considering age, 36% of approved bulls were less than 24 months old. Among the bulls that failed to be approved, only 6% were younger than 24 months and 56% were older than 5 years of age. Among the bulls qualified for revaluation (n=28), only 12 were reassessed and of these 50% was reclassified as approved. 21% of the bulls have low fertility and consequently an economic loss, and in this case, affecting up to 1,645 cows, which results in a € 770.000 potential loss.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[bovinos de carne]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[exames andrológicos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[fertilidade]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Beef cattle]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[andrological examination]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[fertility]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 4><b>Baixa fertilidade em touros no interior centro e sul de Portugal (Resultados
de exames andrológicos em bovinos)</b></font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>Low fertility
in bulls in center and south of Portugal (breeding soundness examination results)</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><b>M.V. Martins</b>, <b>J. Várzea Rodrigues</b>, <b>S. Duarte</b> e <b>J.N. Carvalho</b>*</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>Instituto Politécnico de Castelo Branco, Escola Superior Agrária. Castelo
Branco, Portugal.</i></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2><i>(*E-mail: <a href = "mailto:joaquim.carvalho@ipcb.pt">joaquim.carvalho@ipcb.pt</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESUMO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A eficiência reprodutiva em bovinicultura é um
objetivo fundamental para a viabilização económica das explorações, determinando
no atual quadro comunitário de apoios o montante das ajudas aos produtores. Entre
janeiro de 2012 e setembro de 2015, foram avaliados através de exame andrológico,
223 bovinos machos com idades compreendidas entre os 13 e 156 meses, em 35 explorações
de bovinos de carne, no interior centro e sul de Portugal. Cerca de 57% dos exames
foram efetuados nos meses de setembro a dezembro, devido à maior procura deste serviço
por parte dos produtores, de modo a preparar a época de cobrição sequente. Foram
avaliados touros das raças: Limousine, Charolesa, Alentejana, Mertolenga e Cruzados,
dos quais foram aprovados 72,6%, reprovados 14,8% e foi recomendada a reavaliação
a 12,6%. No âmbito da avaliação do esperma, para os parâmetros motilidade massal
e individual, mais de 50% dos touros avaliados apresentaram esperma de muito boa
qualidade (classes 4 e 5 de motilidade); e, 91% dos reprovados apresentaram esperma
de má qualidade. Em 95% dos animais aprovados, a condição corporal foi considerada
adequada. Entre os reprovados, 15% apresentaram condição corporal inadequada. Considerando
duas classes de idade média, 36% dos machos aprovados, tinham menos de 24 meses
de idade. Entre os reprovados, apenas 6% apresentaram idade inferior a 24 meses
e 56% tinha idade superior a 5 anos. De entre os animais classificados para reavaliação
(n=28), apenas 12 foram reavaliados e destes, 50% foram reclassificados em aprovados.
Baixa a nula fertilidade foi revelada em 21% dos animais, com uma perda económica
evidentemente associada e reforçada pela sua permanência em épocas de cobrição sucessivas.
Os animais reprovados podem afetar até 1.645 vacas, o que se traduz em perdas potenciais
de rendimento estimadas em 770.000€.  </font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><b>Palavras-chave:</b> bovinos de carne, exames andrológicos, fertilidade.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>ABSTRACT</b></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Reproductive efficiency in cattle is important in the economic viability of
farms. Currently, this efficiency is evident in determining the amount of aid to
be received by producers. Between January 2012 and September 2015 were evaluated
223 breeding bulls through breeding soundness examination with ages between 13 and
156 months in 35 beef cattle farms in the center and south of Portugal. About 57%
of the examinations were performed from September to December, due to higher demand
for this service by producers, in order to prepare the time of mating. Bulls of
breeds Limousin, Charolais, Alentejana, Mertolenga and their Crosses were evaluated
and 72.6% were approved, 14.8% disapproved and recommended a reassessment to 12.6%.
In sperm evaluation scope, for mass and individual motility, more than 50% of the
sample sperm have a very good quality (grades 4 and 5 motility); 91% of reprobates
have poor quality sperm. In 95% of approved bulls, body condition is adequate. And
among those who failed, 15% had inadequate body condition. Considering age, 36%
of approved bulls were less than 24 months old. Among the bulls that failed to be
approved, only 6% were younger than 24 months and 56% were older than 5 years of
age. Among the bulls qualified for revaluation (n=28), only 12 were reassessed and
of these 50% was reclassified as approved. 21% of the bulls have low fertility and
consequently an economic loss, and in this case, affecting up to 1,645 cows, which
results in a € 770.000 potential loss.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 2><b>Keywords:</b> Beef cattle, andrological examination, fertility.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A fertilidade
traduz a capacidade para efetivar a função reprodutiva de forma eficiente, e na
prática define-se como um objetivo técnico-económico: um vitelo por vaca e por ano,
envolvendo a competência reprodutiva dos reprodutores, machos e fêmeas.</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>O touro contribui significativamente para a definição
do perfil que a fertilidade de um efetivo apresenta e consequentemente para a sua
rentabilidade. A percentagem de touros estéreis é normalmente baixa, mas 10-15%
dos reprodutores falham ou apresentam baixa fertilidade. Em populações não controladas
este valor pode variar entre 20 e 40% (Kastelic e Thundathil, 2008). A presença
de touros sub-férteis nas vacadas diminui a taxa de fertilidade, aumenta o intervalo
entre partos e a duração da época de partos e aumenta a percentagem de vacas refugadas.</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>As situações de baixa fertilidade estão associadas
a diversos fatores: defeitos físicos específicos, patológicos, nutricionais e características
ambientais.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A eliminação dos reprodutores
que se afastam da normalidade (10%) aumenta a fertilidade em 6 a 10%, permitindo
obter mais seis vitelos desmamados por 100 fêmeas colocadas à reprodução (Wiltbank
e Parish, 1986; Farin <i>et al</i>., 1989).</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>O exame andrológico é uma ferramenta adequada para detetar e eliminar os bovinos
machos estéreis e detetar, tratar ou eliminar os de fertilidade reduzida. </font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Com este trabalho pretende-se evidenciar a importância
da realização do exame andrológico, como ferramenta essencial à eliminação de bovinos
machos caracterizados por quadros de subfertilidade ou de infertilidade, mais do
que para uma escolha de reprodutores.</font></p>


    <p><font face = Verdana size = 3><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Entre janeiro de 2012 e setembro de 2015, foram avaliados através de exame
andrológico, 223 bovinos machos com idades compreendidas entre os 13 e 156 meses,
em 35 explorações de bovinos de carne, no interior centro e sul de Portugal, situadas
nos distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre e Évora.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Segundo Costa e Silva (2010), o exame andrológico inclui
um conjunto de metodologias que permite prever o desempenho potencial dos reprodutores:</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>- Identificação e anamnese (idade, eficiência
reprodutiva anterior, estado de saúde, resultados de testagem feita no âmbito dos
programas de erradicação de doenças de declaração obrigatória e que decorrem da
legislação sanitária, programa vacinal e desparasitações efetuadas, ocorrência de
patologias infeciosas e não infeciosas, transporte), relação macho/fêmeas, eficiência
reprodutiva do efetivo, maneio alimentar, peso vivo, entre outras);</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>- Exame físico extragenital, (estado geral, temperatura
corporal, sistema locomotor, condição corporal, pelagem, mucosas, gânglios superficiais,
atitude e temperamento, olhos e visão, boca e dentição e existência de outros defeitos
que possam interferir com o processo de reprodução, direta ou indiretamente);</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>- Exame físico do aparelho genital (escroto, incluindo
a circunferência escrotal, testículos, epidídimos, prepúcio e pénis, estruturas
reprodutivas internas, principalmente as glândulas anexas). </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>- Avaliação do ejaculado recolhido, que inclui avaliação
da aparência do ejaculado e dos parâmetros macroscópicos (volume, cor, aspeto e
presença de contaminação), bem com dos parâmetros microscópicos recorrendo a microscópio
ótico, provido de platina aquecida (36ºC), para avaliação da motilidade massal (escala
de 0-5) e da motilidade individual (expressa em %). A concentração espermática determina-se
recorrendo a uma câmara de <i>Neubauer</i> e a determinação da percentagem de espermatozóides
mortos e a avaliação morfológica dos espermatozóides é feita através de esfregaço
e coloração vital (eosina/nigrosina).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O método utilizado para recolha do ejaculado foi o da electroejaculação (Electrojac®,
com curva de 32 impulsos pré-definidos).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Avaliação da capacidade do touro para copular (<i>potencia coeundi</i>) e a
sua capacidade para fertilizar (<i>potencia generandi</i>), está mais dificultada
quando existe mais de um touro a utilizar em simultâneo na cobrição. Contudo, nem
sempre estas duas condições são avaliadas, no decurso de um exame andrológico clássico,
em situações de campo.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Na ausência
de outros problemas reprodutivos, a avaliação final de um reprodutor envolve a medição
da circunferência escrotal, a morfologia e a motilidade espermática, sendo traduzida
em aprovado (apto ou satisfatório), reprovado ou inapto para a reprodução (resultando
no seu eventual refugo), ou para reavaliação (reprodutor questionável) (Alexander,
2008; Gonçalves <i>et al.</i>, 2008). Estes últimos apresentam potencial de aprovação
mas não em todas as áreas avaliadas no exame, por eventuais problemas temporários,
que ultrapassados podem aprová-los para a reprodução após uma reavaliação que deverá
ocorrer pelo menos um mês depois e se possível dois meses depois.</font></p>

 
    <p><font face = Verdana size = 2>Os dados relativos a cada parâmetro a avaliar foram
registados e recorrendo ao <i>software</i> <i>Win Episcope</i> 2.0 determinaram-se
a associação entre potenciais fatores de risco e a infertilidade dos reprodutores,
e a sua magnitude (<i>Odds Ratio</i> - OR).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Considerando a importância da viabilidade económica das explorações estimaram-se
de um modo global a perda de rendimento com os animais reprovados mantidos na exploração.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 3><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Do total dos exames andrológicos realizados referem-se
os seguintes resultados globais: 72,6% dos reprodutores foram aprovados, 14,8% reprovados,
e para reavaliação 12,6%.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Foram avaliados
bovinos de várias raças, destacando-se a raça Limousine, os cruzados de Limousine
e Alentejana, que representaram 77,1% do total de exames efetuados.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A percentagem de reprodutores aprovados por raça
variou de 47,4% na Charolesa a 95% na Alentejana. A percentagem de reprovados variou
entre 0% na Alentejana a 36,8% no Charolês (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49q1.jpg" target = "_blank">Quadro 1</a>). Associou-se o resultado à
raça, mas não se imputou o resultado à raça. </font></p>

    
<p><font face = Verdana size
= 2>Em relação à raça Charolesa, os machos demonstraram ser mais suscetíveis a problemas
de fertilidade (OR=4,57; 1,567&lt;OR&lt;13,370; p<sub>value</sub>&lt;0,05) em relação
aos de outras raças, o mesmo acontecendo se contabilizarmos também os cruzados de
Charolês (OR=3,383; 1,287&lt;OR&lt;8,893 p<sub>value</sub>&lt;0,05), salvaguardando
o facto de haver um número reduzido destes animais (29), pelo que os mesmos serão
ajustados futuramente. O risco atribuído foi de 0,782 e a fração do risco atribuído
de 0,342.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Em relação às outras raças
e cruzados não se verificaram associações estatisticamente significativas.</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Do total de exames realizados, 57% foram efetuados
nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro (não tendo sido incluindo os
valores correspondentes aos três últimos meses do ano de 2015), refletindo uma maior
preocupação dos produtores para preparação da época de monta seguinte.</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Para a avaliação da fertilidade dos reprodutores
é necessário ter em conta um efeito sazonal resultante de alimentação (mais pobre)
e da temperatura (elevada) que se traduzem em 22,9% e 39,1% de touros reprovados
em setembro e outubro respetivamente, contra 7,4% e 2,9% de touros reprovados em
novembro e dezembro, respetivamente (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49f1.jpg" target = "_blank">Figura 1</a>). </font></p>

    
<p><font face = Verdana
size = 2>Considerando o período de junho a outubro, a probabilidade de baixa fertelidade
foi superior em relação ao resto do ano (OR=2,898; 1,357&lt;OR&lt;6,187), com um
risco atribuído de 0,655 e uma fração do risco atribuído de 0,168. Considerando
os meses de setembro e outubro a probabilidade ainda foi maior em relação aos meses
novembro e dezembro (OR=4,146; 1,136&lt;OR&lt;14,500), com um risco atribuído de
0,756 e uma fração de risco atribuído de 0,22. Esta influência do mês (temperatura)
já foi referida em bibliografia (Barth e Waldner, 2002).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Atendendo que provavelmente estes períodos do ano em si
representarão um fator de confusão, importa no futuro avaliar objetivamente fatores
como a temperatura ambiental e o maneio alimentar (e a condição corporal) que poderão
estar na origem destes resultados.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Em relação à avaliação da qualidade do esperma, nomeadamente a motilidade massal e
individual, mais de 50% dos animais aprovados apresentaram esperma de muito boa
qualidade (classes de 4 e 5) e 47-50% revelaram esperma de boa qualidade (classe
3) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49q2.jpg" target = "_blank">Quadro 2</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Entre os reprovados,
90,9% apresentaram esperma classificado como de má qualidade (classes 0, 1 e 2)
e 9,1% foram reprovados por outros problemas, não diretamente associados às características
espermáticas (desvio lateral do pénis, problemas no prepúcio, edemas testiculares
e problemas podais).</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Salienta-se
que 70% dos reprovados apresentaram ausência total ou quase total de espermatozóides.</font></p>


     <p><font face = Verdana size = 2>Relativamente ao parâmetro ‘aspeto do esperma’
avaliado, refira-se que 93,7% dos touros revelaram ejaculados de classe 2 e 3 (leitoso
e cremoso) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49q3.jpg" target = "_blank">Quadro 3</a>) e que 90,3% dos reprovados apresentam ejaculados de classe
1 (aquoso) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49q3.jpg" target = "_blank">Quadro 3</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Não se verificaram
diferenças no perímetro escrotal considerando as classes de inferior a 33 cm ou
superior a 33 cm, sendo esta última superior a 90% tanto para animais aprovados
como reprovados (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49q2.jpg" target = "_blank">Quadros 2</a> e <a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49q3.jpg" target = "_blank">3</a>). Neste caso, não foi possível associar o perímetro
escrotal à ocorrência de baixa fertilidade (OR=1,057; 0,684&lt;OR&lt;3,318).</font></p>


     
<p><font face = Verdana size = 2>Dos aprovados, 64% apresentaram condição corporal
superior a 5 (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49q3.jpg" target = "_blank">Quadro 3</a>), nos reprovados, 15,2% revelaram condição corporal inadequada
ou inferior a 4 (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49q4.jpg" target = "_blank">Quadro 4</a>). A condição corporal parece estar associada à maior probabilidade
de reprovação dos touros por infertilidade (OR=3,036; 0,947&lt;OR&lt;9,733), sendo
necessário um maior volume de dados para comprovar a condição corporal como um fator
de risco.</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Registaram-se diferenças
nos resultados obtidos em função da idade. Observou-se uma relação inversa em relação
à idade dos animais aprovados (86,7% com menos de 2 anos e 57,1% com mais de 5 anos),
e direta com a idade dos reprovados (3,3% e 32,2% com menos de 2 anos ou mais de
5, respetivamente) (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49q4.jpg" target = "_blank">Quadro 4</a>), o que está de acordo com o referido por Waldner <i>et
al</i>. (2010).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size = 2>Salienta-se que reprodutores
com mais de 5 anos, 42,9% foram reprovados ou foi sugerida a sua reavaliação; o
que evidencia a importância de uma atenção acrescida em relação a esta classe etária.
</font></p>

     <p><font face = Verdana size = 2>A idade do bovino parece influenciar negativamente
a sua eficiência reprodutiva, nomeadamente em relação aos animais com mais de 24
meses de idade (OR=8,478; 2,385&lt;OR&lt;30,130), com um risco atribuído de 0,882
e uma fração de risco atribuído de 0,217. Mesmo não considerando os touros com mais
de 60 meses, a probabilidade de ocorrência de baixa fertilidade é maior nos reprodutores
com idades compreendidas entre 24 e os 60 meses (OR=5,200; 1,262&lt;OR&lt;21,430),
um risco atribuído de 0,808 e uma fração de risco atribuído de 0,135.<b></b></font></p>


     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 2>Verificou-se que 36,1% dos machos aprovados tinham
menos de 24 meses de idade (<a href = "/img/revistas/rca/v40nspe/v40nspea49q5.jpg" target = "_blank">Quadro 5</a>).</font></p>

    
<p><font face = Verdana size
= 2>É de salientar que os machos jovens (&lt;24 meses de idade) representaram 6,3%
dos reprovados <i>vs</i> 37,5% dos reprovados com idades entre os 24 e os 60 meses
e 56,2% dos reprovados com mais de 60 meses.</font></p>

    <p><font face = Verdana
size = 2>De entre os animais classificados para reavaliação (n=28), apenas 12 foram
reavaliados, tendo sido refugados os restantes. Dos reavaliados, 50% foram reclassificados
em aprovados. Estes resultados finais estão de acordo com o que é normalmente referido
na bibliografia (Barth e Waldner, 2002).</font></p>

    <p><font face = Verdana size
= 2>Não constituindo uma conclusão, é necessário referir que se estima que até 10%
dos touros aprovados apresentam fertilidade inferior aos restantes. Isto significa
que apesar de ultrapassarem as exigências mínimas, podem apresentar algum tipo de
subfertilidade.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Para uma breve caracterização
económica das perdas potenciais de rendimento considera-se: para a monta natural,
o rácio de um touro para 35 vacas, uma taxa de fertilidade de 90%, um valor do vitelo
ao desmame de 400€, o prémio por vaca aleitante de 120€ e custos fixos (incluindo
alimentação) de 1€/dia/vaca.</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Neste
estudo, a perda de rendimento estimado com os animais reprovados foi de 770.000€.
É necessário ter presente que os custos fixos estimados (incluindo a alimentação)
foram de 617.600€.</font></p>



    <p><font face = Verdana size = 3><b>CONCLUSÕES</b></font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>O exame
andrológico não garante fertilidade mas é uma ferramenta indispensável para identificar
animais com problemas de fertilidade temporária ou permanente em determinado momento.
O tratamento ou o refugo desses machos contribuem para a melhoria acentuada da fertilidade
dos efetivos. Obviamente que não substitui um maneio adequado e correto, principalmente
na área alimentar Por outro lado é necessário considerar ainda que o exame andrológico
não garante nem identifica touros com baixa ou elevada libido. </font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Esta análise preliminar dos resultados permitiu identificar
alguns possíveis fatores de risco associados à ocorrência de baixa fertilidade nos
reprodutores, mas importa obter mais informação para comprovar esses fatores de
risco e a identificação de outros, permitindo posteriormente construir um modelo
multivariável que explique os casos de infertilidade, permitindo ao produtor determinar
as medidas adequadas que minimizem o impacto da baixa fertilidade no seu efetivo. 
</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>A breve avaliação da perda total
de rendimento evidencia as consequências económicas resultantes no descurar da atenção
em relação à fertilidade dos machos. A eficiência reprodutiva é fundamental para
a viabilidade económica das explorações.</font></p>

</br>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = Verdana size = 3><b>Referências bibliográficas</b></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Alexander,
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affecting breeding soundness classification of beef bulls examined at the Western
College of Veterinary Medicine. <i>The</i> <i>Canadian Veterinary Journal</i>, vol.
43, n. 4, p. 274–284.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=675080&pid=S0871-018X201700050005000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Costa, L.L.
&amp; Silva, J.R. (2010) - Avaliação da função reprodutiva do touro para sistemas
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     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Farin, P.W.; Chenoweth, P.J.; Tomky, D.F.; Ball,
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face = Verdana size = 2>Gonçalves, P.B.D.; Figueiredo, J.R. &amp; Freitas, V.J.F.
(2008) - <i>Biotécnicas- Aplicadas à Reprodução Animal</i>. 2ª edição. Roca. p 70-73.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=675085&pid=S0871-018X201700050005000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


     <!-- ref --><p><font face = Verdana size = 2>Kastelic, J.P. &amp; Thundathil, J.C. (2008) -
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    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido/received: 2016.12.22</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.03.07</font></p>

    <p><font face = Verdana size = 2>Aceite/accepted: 2017.03.08</font></p>

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