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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA17257</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contribuição para a uniformização de metodologias de análise de germinação e vigor de sementes de soja]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Contribution to the standardization of methodologies of germination and vigor analysis of soybean seeds]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Santa Maria Departamento de Fitotecnia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Germination and vigor tests are important for obtaining information on the physiological quality of seed lots. However, there may be differences between test results, according to the methodologies used. The objective of this work was to elucidate the influence of the water proportion and the number of seeds in the tests of germination and vigor of soybean. The seeds were subjected to two trials by testing the water ratios of 1.5, 2.0, 2.5 and 3.0 times the dry paper mass and using 25, 50 and 100 seeds per replicate. The trials were conducted in a completely randomized design and evaluated by percentage of germination, first count, germination speed index, shoot length and seedling root. The proportions of distilled water and the number of seeds influence the germination and vigor results of soybean seeds. The germination and vigor tests of soybean seeds should be conducted with eight replicates of 50 seeds and with a water content between 2.0 and 3.0 times the mass of the dry paper.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[metodologias]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[germinação]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Glycine max L]]></kwd>
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</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "4"><b>Contribuição para a uniformização
de metodologias de análise de germinação e vigor de sementes de soja</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Contribution to the standardization of methodologies of
germination and vigor analysis of soybean seeds</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Tiéle S. Fernandes</b><sup>*</sup>, <b>Ubirajara
R. Nunes</b>, <b>Alberto Cargnelutti Filho</b>, <b>Lovane K. Fagundes</b>, <b>Joner S. Dalcin</b> e <b>Eduardo
J. Ludwig</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Universidade Federal de Santa Maria, Departamento
de Fitotecnia, Santa Maria, RS, Brasil</i></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>(*E-mail: <a href = "mailto:tielefernandes@hotmail.com">tielefernandes@hotmail.com</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>RESUMO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Os ensaios de germinação e vigor são importantes
para obter informações sobre a qualidade fisiológica dos lotes de sementes. Porém,
pode haver divergências entre os resultados dos ensaios, conforme as metodologias
utilizadas. Esse trabalho teve como objetivo elucidar a influência da proporção
de água e do número de sementes nos ensaios de germinação e vigor de soja. As sementes
foram submetidas a dois ensaios testando-se as proporções de água de 1,5, 2,0, 2,5
e 3,0 vezes a massa do papel seco e, utilizando 25, 50 e 100 sementes por repetição.
Os ensaios foram conduzidos no delineamento inteiramente casualizado e avaliados
pela porcentagem de germinação, primeira contagem, índice de velocidade de germinação,
comprimento de parte aérea e raiz de plântula. As proporções de água destilada e
o número de sementes influenciam os resultados de germinação e vigor de sementes
de soja. Os ensaios de germinação e vigor de sementes de soja devem ser conduzidos
com oito repetições de 50 sementes e com proporção de água entre 2,0 e 3,0 vezes
a massa do papel seco.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Palavras-chave</b>:
metodologias, germinação, vigor, <i>Glycine max</i> L. </font></p>

<hr noshade size = 1>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "3"><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Germination and vigor tests are important for obtaining information on
the physiological quality of seed lots. However, there may be differences between
test results, according to the methodologies used. The objective of this work was
to elucidate the influence of the water proportion and the number of seeds in the
tests of germination and vigor of soybean. The seeds were subjected to two trials
by testing the water ratios of 1.5, 2.0, 2.5 and 3.0 times the dry paper mass and
using 25, 50 and 100 seeds per replicate. The trials were conducted in a completely
randomized design and evaluated by percentage of germination, first count, germination
speed index, shoot length and seedling root. The proportions of distilled water
and the number of seeds influence the germination and vigor results of soybean seeds.
The germination and vigor tests of soybean seeds should be conducted with eight
replicates of 50 seeds and with a water content between 2.0 and 3.0 times the mass
of the dry paper.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Keywords</b>: methodology, germination, vigor, <i>Glycine max</i> L.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Os
ensaios de análise de sementes, em especial o de germinação, são utilizados para
caracterizar e comparar a qualidade fisiológica de lotes e estabelecer parâmetros
para a comercialização (Coimbra <i>et al</i>., 2007). O ensaio de germinação é instalado,
conduzido e avaliado conforme procedimentos padronizados pelas Regras para Análise
de Sementes (RAS), a fim de obter resultados comparáveis entre os laboratórios (Brasil,
2009). Porém, conforme a metodologia utilizada, como a proporção de água utilizada
para umedecer o papel de germinação e o número de sementes utilizadas em cada repetição,
pode haver variação nos resultados desse ensaio (Oliveira <i>et al</i>., 2009).</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">A umidade do substrato constitui um dos fatores
essenciais para desencadear o processo germinativo. O substrato deve permanecer
uniformemente úmido, mantendo a proporção adequada entre a disponibilidade de água
e oxigénio, a fim de garantir a germinação e o desenvolvimento das plântulas (Brasil,
2009). De acordo com Brasil (2009) o papel de germinação deve ser umedecido com
uma quantidade de água equivalente de 2,0 a 3,0 vezes a massa do papel seco, dado
que a falta ou excesso de umidade resulta em efeito negativo sobre a germinação
(Forti <i>et al</i>., 2009; Pereira <i>et al</i>., 2013; Amaro <i>et al</i>., 2014).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O fornecimento deficiente de
água retarda a germinação e o desenvolvimento das plântulas (Silva <i>et al</i>.,
2006). O excesso de umidade reduz a disponibilidade de oxigénio para as sementes,
dificultando a respiração, causando atraso ou paralisação do desenvolvimento embrionário
e anormalidades nas plântulas (Alves <i>et al</i>., 2002; Andrade <i>et al</i>.,
2006). Além disso, em condição de excesso de umidade, as sementes podem sofrer danos
celulares devido a rápida embebição (Silva e Villela, 2011) e, aumento da incidência
de patógenos (Pacheco <i>et al</i>., 2006). </font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Outro fator relevante é o número de sementes utilizadas em cada repetição
do ensaio. Segundo Brasil (2009), as sementes devem ser colocadas no substrato com
espaçamento uniforme e suficiente para minimizar a competição e contaminação secundária
entre as sementes e as plântulas. Dessa forma, é recomendado utilizar 400 sementes,
divididas em quatro repetições de 100, oito repetições de 50 ou 16 repetições de
25 sementes, conforme o tamanho das sementes. No entanto, ensaios de germinação
com 100, 50 ou 25 sementes por repetição podem apresentar resultados diferentes
dependendo da espécie, pois a absorção de água e a competição entre as plântulas
deve ser levada em consideração, conforme demonstrado por Pereira <i>et al</i>.
(2009), no ensaio de comprimento de plântula em soja.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar a influência
da proporção de água utilizada para umedecer o papel de germinação e o número de
sementes utilizadas em cada repetição, nos ensaios de germinação e vigor de soja.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Foram utilizadas sementes de soja de quatro
lotes da cultivar 'Nidera 5909 RG'. Inicialmente, as sementes foram avaliadas quanto
à qualidade física e fisiológica, pelos seguintes ensaios: </font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Peso de mil sementes: </i>realizado com
oito repetições de 100 sementes pesadas em balança de precisão, estimando-se o peso
de 1000 sementes, de acordo com Brasil (2009).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Grau de umidade:</i> determinado pelo método de estufa
105 ºC por 24 horas, utilizando-se duas subamostras de cinco gramas de sementes
para cada lote, conforme Brasil (2009).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Ensaio padrão de germinação:</i> conduzido com 400 sementes para cada
lote, divididas em oito repetições de 50 sementes, semeadas em papel Germitest<sup>®</sup>,
umedecido com água destilada na proporção de 2,5 vezes a massa do papel seco. Os
rolos permaneceram em câmara de germinação sob luz constante e temperatura de 25±1ºC
e a avaliação de germinação foi realizada no oitavo dia após o início do ensaio,
considerando-se a percentagem de plântulas normais, conforme Brasil (2009).</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Primeira contagem: </i>realizado conjuntamente
com o ensaio de germinação, onde foi determinada a percentagem de plântulas normais
no quinto dia (Brasil, 2009).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Ensaio de frio sem solo</i>: realizado com oito repetições de 50 sementes
para cada lote, semeadas em papel Germitest<sup>®</sup> umedecido com água destilada
na proporção de 2,5 vezes a massa do papel seco. O material foi mantido em câmara
de germinação regulado à temperatura de 10±1ºC por cinco dias (Piccinin <i>et al</i>.,
2012). Após este período, a temperatura foi alterada para 25±1ºC e a avaliação foi
realizada após cinco dias, sendo os resultados expressos em percentagem de plântulas
normais (Brasil, 2009).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Envelhecimento
acelerado</i>: as sementes foram acondicionadas em caixas gerbox (11 × 11 × 3 cm),
com bandeja telada e tampada. Foram adicionados 40 mL de água destilada nas caixas
e 250 sementes foram distribuídas uniformemente sobre a tela de alumínio de cada
uma das caixas. As caixas vedadas permaneceram na estufa a 41ºC, durante 48 horas
(Marcos Filho <i>et al</i>., 2009). Após esse período, oito repetições de 50 sementes
foram submetidas ao ensaio de germinação, conforme descrito anteriormente. A avaliação
de percentagem de plântulas normais foi realizada cinco dias após o início do ensaio
(Brasil, 2009).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Após a caracterização
inicial, foram realizados dois ensaios testando as proporções de água e os números
de sementes utilizados em cada repetição dos ensaios de germinação e vigor.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">No ensaio de proporção de água utilizada
para umedecer o papel de germinação, oito repetições de 50 sementes de cada lote
foram semeadas em papel Germitest<sup>®</sup> umedecido com água destilada nas proporções
de 1,5; 2,0; 2,5 e 3,0 vezes a massa do papel seco. O material permaneceu na câmara
de germinação, sob luz constante e temperatura de 25±1ºC. A avaliação de primeira
contagem foi realizada no quinto dia e de germinação no oitavo dia após o início
do ensaio, conforme Brasil (2009). Concomitantemente com o ensaio de germinação,
foi avaliado o índice de velocidade de germinação (IVG), com avaliações diárias
do número de sementes germinadas, empregando-se a fórmula de Maguire (1962). Para
as avaliações de comprimento de parte aérea e raiz de plântula no quinto dia após
o início do ensaio, foram retiradas dez plântulas normais de cada repetição do ensaio
de germinação. As mesmas foram medidas com o auxílio de uma régua milimétrica, sendo
o resultado expresso em centímetros (Nakagawa, 1999). </font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Para estudar o efeito do número de sementes utilizadas em
cada repetição do ensaio foi realizado um ensaio com 400 sementes de cada lote,
divididas em quatro repetições de 100 sementes, oito repetições de 50 e 16 repetições
de 25, em papel Germitest<sup>®</sup> umedecido com água destilada na proporção
de 2,5 vezes a massa do papel seco. Após a semeadura, o material foi acondicionado
na câmara de germinação sob luz constante e temperatura de 25±1ºC. As avaliações
foram as mesmas do ensaio anterior.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Os ensaios foram conduzidos em delineamento inteiramente casualizado. Os dados
dos ensaios de proporção de água e número de sementes foram analisados em esquema
fatorial 4×4 (4 proporções de água × 4 lotes) e 3×4 (3 números de sementes em cada
repetição × 4 lotes), respectivamente.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A fim de atender os pressupostos do modelo matemático, os resultados
expressos em porcentagem foram transformados em arco-seno &radic;(%/100), com a porcentagem
representando as plântulas normais obtidas pelos ensaios. As médias das variáveis
transformadas foram apresentadas com os valores originais.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Os dados foram submetidos à análise de variância pelo
Ensaio F a 5% de probabilidade com o auxílio do software Sisvar<sup>®</sup> (Ferreira,
2011). Quando as variáveis respostas apresentaram significância, as médias foram
comparadas pelo ensaio Scott-Knott a 5% de probabilidade, também pelo Software Sisvar<sup>®</sup>.</font></p>


  

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Os resultados do peso de mil sementes e grau de umidade apresentados
no <a href = "/img/revistas/rca/v41n1/v41n1a13q1.jpg" target = "_blank">Quadro 1</a>, apesar de não terem sido submetidos a análise estatística, evidenciaram
que o peso de mil sementes foi variável em função do tamanho das sementes. O lote
1, classificado em peneira 5,5 mm, apresentou menor peso em comparação aos demais
lotes, provenientes de peneira 6,5 mm. A umidade dos lotes de sementes situou-se
próximo de 12%. </font></p>

    
<p><font face = "Verdana" size = "2">Os resultados de germinação
e primeira contagem foram homogéneos entre os lotes, não havendo diferenças estatísticas
entre eles(<a href = "/img/revistas/rca/v41n1/v41n1a13q1.jpg" target = "_blank">Quadro 1</a>). Os valores de germinação foram elevados, acima de 90%, indicando
excelente qualidade das sementes. O ensaio de frio indicou os lotes 2 e 3 como os
de maior qualidade fisiológica, pois foram os que apresentaram maiores valores de
plântulas normais após o estresse de baixa temperatura (<a href = "/img/revistas/rca/v41n1/v41n1a13q1.jpg" target = "_blank">Quadro 1</a>). O estresse imposto
às sementes pelo ensaio de envelhecimento acelerado foi maior que o do ensaio de
frio, resultando na redução do número de plântulas normais ao quinto dia após o
início do ensaios. No entanto, esse ensaio não possibilitou a distinção entre os
lotes, pois mesmo os lotes que apresentaram elevado vigor no ensaio de frio apresentaram
acentuada redução nos resultados do ensaio de envelhecimento acelerado. </font></p>


    
<p><font face = "Verdana" size = "2">No ensaio de proporções de água destilada
utilizada para umedecer o papel de germinação (<a href = "#q2">Quadro 2</a>), os resultados das variáveis
germinação, primeira contagem e índice de velocidade de germinação indicaram efeito
significativo da proporção de água. Houve interação significativa entre as proporções
de água e os lotes nas variáveis comprimento de parte aérea e raiz de plântula.
</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

<a name = "q2"><img src = "/img/revistas/rca/v41n1/v41n1a13q2.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A máxima porcentagem de germinação foi verificada quando utilizada a
proporção de água de 2,5 vezes a massa do papel seco. Porém, a germinação foi reduzida
com as proporções de 2,0 e 3,0 vezes, sendo ainda mais baixa quando utilizada a
proporção de 1,5 vezes a massa do papel seco. Essa redução, nas proporções de água
menores que 2,5 vezes a massa do papel seco, ocorreu porque o papel não forneceu
a umidade necessária para as sementes germinarem, com isso, os processos metabólicos
que ocorrem durante a germinação foram afetados, pois a deficiência de umidade reduz
a atividade enzimática das sementes (Machado Neto <i>et al</i>., 2006). Segundo
McDonald <i>et al</i>. (1994), as sementes de espécies com reservas cotiledonares,
como no caso da soja, devem atingir teores de água superiores a 45% em relação à
sua massa seca para desencadear o processo germinativo. Já em condição de umidade
elevada, proporção de água maior que 2,5 vezes a massa do papel seco, a respiração
das sementes é limitada pela baixa disponibilidade de oxigénio, reduzindo a porcentagem
de germinação (Andrade <i>et al</i>., 2006).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Resultados semelhantes foram observados para a variável primeira contagem
da germinação, onde as sementes apresentaram maior percentagem de plântulas normais
no quinto dia do ensaio quando submetidas às proporções de água de 2,0 e 2,5 vezes
a massa do papel seco. Corroborando com esses resultados, o índice de velocidade
de germinação foi crescente até a proporção de 2,5 vezes a massa do papel seco,
havendo um declínio na proporção de 3,0 vezes. </font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O comprimento de parte aérea e raiz de plântula foram crescentes com
o aumento da proporção de água, sendo essa diferença mais visível no comprimento
de parte aérea. Resultados semelhantes foram obtidos por Pereira <i>et al</i>. (2013),
pois segundo esses autores, a parte aérea de plântulas de soja é mais afetada pela
baixa disponibilidade de umidade, quando comparada ao crescimento radicular. </font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Em ambas variáveis de crescimento das plântulas,
o lote 1 destacou-se dos outros. Conforme constatado anteriormente, sementes do
lote 1 foram classificadas em peneira 5,5 mm e, portanto, apresentaram menor peso
em comparação aos outros lotes (peneira 6,5 mm). Segundo Beckert <i>et al</i>. (2000)
sementes menores precisam de menor quantidade de água para iniciar o processo germinativo
em relação às sementes maiores e, também apresentam embebição mais rápida que as
sementes de maior tamanho, devido à sua maior área de contato com o substrato úmido.
Dessa forma, mesmo com restrição de umidade na proporção de 1,5 vezes a massa do
papel seco, as sementes do lote 1 apresentaram plântulas com maior comprimento de
parte aérea e raiz.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Com relação
ao ensaio onde foram testados os números de sementes utilizadas em cada repetição
dos ensaios (<a href = "#q3">Quadro 3</a>), os resultados indicaram efeito significativo do número de
sementes para as variáveis germinação, primeira contagem, índice de velocidade de
germinação e comprimento de raiz. Para o comprimento de parte aérea houve interação
significativa entre o número de sementes e os lotes.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

<a name = "q3"><img src = "/img/revistas/rca/v41n1/v41n1a13q3.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Para germinação,
primeira contagem e comprimento de raiz de plântula o uso de oito repetições com
50 sementes ou 16 repetições com 25 sementes proporcionou melhores resultados, diferindo
estatisticamente de quando são utilizadas quatro repetições com 100 sementes. No
entanto, a germinação das sementes ocorreu mais rapidamente quando foram utilizadas
25 sementes por repetição, conforme mostram os resultados do índice de velocidade
de germinação.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Quando são utilizadas
100 sementes por repetição, os valores obtidos nas variáveis analisadas apresentaram
um decréscimo, em função das sementes ficarem muito próximas, aumentando as barreiras
físicas para o desenvolvimento e crescimento das plântulas, e favorecendo a incidência
de fungos. Outro fator relevante, quando são utilizadas 100 sementes, é a umidade
do papel, pois o número de sementes é maior em um mesmo espaço e com a mesma umidade
fornecida ao papel de germinação. Dessa forma, a redução da germinação pode ser
ocasionada pela umidade do substrato ser insuficiente para desencadear o processo
germinativo das sementes.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O
comprimento de parte aérea sofreu um decréscimo com o aumento do número de sementes
por repetição, especialmente no caso de 100 sementes. Os lotes apresentaram resultados
distintos conforme o número de sementes utilizadas, exceto quando foram utilizadas
50 sementes. A redução do comprimento de parte aérea e raiz de plântula deve-se
às barreiras físicas impostas pelas sementes, já que o ensaio foi conduzido juntamente
com o de germinação. Tal como verificado por Pereira <i>et al</i>. (2009), no ensaio
relativo ao comprimento de plântula em soja, a utilização de um número maior de
sementes por repetição foi prejudicial ao crescimento das plântulas. </font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">De forma geral, a condução dos ensaios de
germinação e vigor com quatro repetições de 100 sementes subestima a qualidade do
lote em análise. Já quando são utilizadas 25 sementes em cada repetição os resultados
são semelhantes aos observados com a utilização de 50 sementes. No entanto, a utilização
de 16 repetições implicaria uma maior demanda de papel de germinação, espaço físico
em câmaras de germinação e mão-de-obra para montagem e avaliação dos ensaios.</font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "3"><b>CONCLUSÕES</b></font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">As proporções de água destilada utilizadas
para umedecer o papel de germinação e o número de sementes utilizadas em cada repetição
dos ensaios interferem nos resultados de germinação e de vigor de sementes de soja.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Os ensaios de germinação e vigor de soja
devem ser conduzidos com oito repetições de 50 sementes e com proporções de água
destilada entre 2,0 e 3,0 vezes a massa do papel seco.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Referências Bibliográficas</b></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Alves, E.U.; Paula, R.C.; Oliveira, A.R.;
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M. de J.; Cruz, A.P.M. &amp; Carvalho, A.S. da R. (2006) - Substrato, temperatura
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Sementes</i>. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Coimbra, R. de A.; Tomaz, C. de A.; Martins, C.C. &amp; Nakagawa,
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statistical analysis system. <i>Ciência e Agrotecnologia,</i> vol. 35, n. 6, p.
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de feijão. <i>Revista Brasileira de Sementes</i>, vol. 31, n. 2, p. 63-70. <a href = "http://dx.doi.org/10.1590/S0101-31222009000200007" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0101-31222009000200007</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=677652&pid=S0871-018X201800010001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Machado Neto, N.B.; Custódio, C.C.; Costa,
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aid in selection and evaluation for seedling and vigor. <i>Crop Science</i>, vol.
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Marcos
Filho, J.; Kikuta, A. L. P. &amp; Lima, L. B. (2009) - Métodos para avaliação do
vigor de sementes de soja, incluindo a análise computadorizada de imagens. <i>Revista
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Nakagawa,
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Oliveira, A.C.S.; Martins, G.N.; Silva, R.F. &amp; Vieira, H. . (2009)
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Pacheco, M.V.; Matos, V.P.; Ferreira, R.L.C.; Feliciano, A.L.P. &amp;
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Braccini, A. de L.; Barbosa, M.C.; Moreano, T.B.; Horvathy Neto, A. &amp; Bazo,
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Silva, J.B.; Rodrigues, T.J.D. &amp; Vieira, R.D. (2006)
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    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Agradecimento</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (CAPES) pela bolsa de pesquisa concedida ao primeiro autor.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Recebido/received: 2017.10.09</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.11.27</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Aceite/accepted: 2017.11.27</font></p>

     ]]></body><back>
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