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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA17141</article-id>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this paper is tracing an analysis around the production of mountain coffee from the South region of Minas Gerais, in order to identify the main barriers as well as identify suitable solutions. In order to do so, a case study was conducted around the situation experienced by coffee farmers in the municipality of Inconfidentes, Minas Gerais, Brazil. The case study was conducted with the main regional stakeholders with the support of a script. The main results highlight the fact that the geographic location of the mountainous region confers great potential as a high-quality drink, but on the other hand, obstacles such as a low labor supply and the impossibility of mechanization of the crop have made the greatly increasing the cost of coffee production. So the most viable solution is to promote more appropriate marketing mechanisms. Thus, the main instruments to leverage the sale of Inconfidentes coffee is the product differentiation strategy. The use of certification of origin emerges as a great tool capable of differentiating the product and adding value around its superior quality.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Inconfidentes]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[café de montanha]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[diferenciação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "4"><b>Entraves e potencialidades do café de montanha: alternativas de agregação
de valor</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Difficulties and potentialities of Mountain
Coffee: value-adding alternatives</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Matheus Mendes dos Santos Guaraldo</b><sup>1</sup>, <b>Andrea Leda Ramos de Oliveira</b><sup>2,*</sup>
e <b>Jamile de Campos Coleti</b><sup>3</sup></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i><sup>1</sup>Faculdade
de Ciências Aplicadas, Universidade Estadual de Campinas, Brasil</i></font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i><sup>2</sup>Faculdade de Engenharia Agrícola, Universidade
Estadual de Campinas, Brasil</i></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i><sup>3</sup>Instituto de Economia, Universidade Estadual de Campinas, Brasil</i></font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>(*E-mail: <a href = "mailto:andrea.oliveira@feagri.unicamp.br">andrea.oliveira@feagri.unicamp.br</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>RESUMO</b></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">O presente artigo tem por objetivo traçar
uma análise acerca do cenário produtivo do café de montanha da Região Sul de Minas
Gerais, de modo a evidenciar os principais entraves, assim como apontar alternativas
de solução. Para tanto, um estudo de caso foi conduzido em torno da situação vivenciada
pelos cafeicultores do município de Inconfidentes, Minas Gerais, Brasil. O estudo
de caso foi desenvolvido a partir de entrevistas com as principais lideranças regionais
do setor, estruturadas e conduzidas com o apoio de um roteiro. Como principais resultados,
destaca-se o fato de que a localização geográfica de região montanhosa confere uma
grande potencialidade como bebida de alta qualidade, mas por outro lado, entraves
como baixa oferta de mão de obra e impossibilidade de mecanização da lavoura vem
encarecendo sobremaneira os custos de produção do café, fazendo com que a solução
mais viável esteja na promoção de mecanismos de comercialização mais adequados.
Dessa maneira, os principais instrumentos capazes de alavancar a venda do café de
Inconfidentes é a estratégia de diferenciação de produto. A utilização de selos
de certificação de origem surge como uma grande ferramenta capaz de diferenciar
o produto e agregar valor em torno de sua qualidade superior.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Palavras-chave:</b> Inconfidentes, café de montanha,
diferenciação, certificação de origem.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">The
aim of this paper is tracing an analysis around the production of mountain coffee
from the South region of Minas Gerais, in order to identify the main barriers as
well as identify suitable solutions. In order to do so, a case study was conducted
around the situation experienced by coffee farmers in the municipality of Inconfidentes,
Minas Gerais, Brazil. The case study was conducted with the main regional stakeholders
with the support of a script. The main results highlight the fact that the geographic
location of the mountainous region confers great potential as a high-quality drink,
but on the other hand, obstacles such as a low labor supply and the impossibility
of mechanization of the crop have made the greatly increasing the cost of coffee
production. So the most viable solution is to promote more appropriate marketing
mechanisms. Thus, the main instruments to leverage the sale of Inconfidentes coffee
is the product differentiation strategy. The use of certification of origin emerges
as a great tool capable of differentiating the product and adding value around its
superior quality.&nbsp;</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Keywords:</b> Inconfidentes, mountain coffee, differentiation, certification of origin.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">O café está presente na rotina diária de
milhares de pessoas ao redor do mundo, figurando como bem de consumo obrigatório
entre as mais variadas culturas, classes e locais. Simbolizando talvez o mais global
dos hábitos, a bebida que move boa parte da população movimenta também uma economia
complexa em seu entorno, com negócios que vão desde o popular produto em pó vendido
em mercados, a variedades exóticas de preços elevados tidas como gourmets, até redes
de cafeterias renomadas conferindo sofisticação à bebida por todo mundo.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Considerando a posição do Brasil como maior
lavoura cafeeira do mundo, a produção e comercialização do café surgem como um importante
tema para estudos nos campos da economia e da gestão. O setor movimenta milhões
em moeda e ocupa um papel vital na formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro,
além de contribuir constantemente para o equilíbrio da balança comercial nacional
em função de suas elevadas exportações (SEAPA, 2014). </font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O parque cafeeiro brasileiro está estimado em 2,30 milhões
de hectares. Em 2015, a produção mundial foi estimada em 149,5 milhões de sacas.
O Brasil detém a liderança no ranking de produção com 44,09 milhões de saca (29%
do total mundial). As exportações mundiais totalizaram 101,1 milhões de sacas e
o Brasil foi o maior responsável por cerca de 27% do café comercializado no mundo
(USDA, 2016).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Em um contexto
interno de produção, destaca-se o Estado de Minas Gerais como principal polo cafeeiro
do país, responsável por cerca de 51% da produção nacional de café (IBGE, 2016).
O Estado também é o principal exportador e foi responsável por 62% das exportações
em 2015 (20,7 milhões de sacas) fazendo com que o movimento das saídas do café brasileiro
acompanhe a dinâmica mineira (MDIC, 2016).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">No que tange a Região Sul do estado de Minas Gerais, esta carrega a cafeicultura
junto de sua história ao longo do tempo. A lavoura cafeeira no entorno da serra
da Mantiqueira começa a ser formada por volta de 1870, incentivada pelo sucesso
dos cafezais paulistas do Vale do Paraíba e da Zona da Mata mineira, maiores produtores
da região Sudeste na época.  Ainda pouco expressiva em seu início, a cultura do
café dividia espaço com outras lavouras, como cana-de-açúcar e gêneros alimentícios,
além da pecuária, destinados à comercialização interna do país. A partir da virada
do século XX, a produção sul-mineira apresenta um crescimento exponencial durante
três décadas, fazendo com que a região se torne líder produtora no estado e em sequência
no Brasil, posição que ocupa até hoje (Cação, 2012).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Em torno deste enredo, o presente artigo realiza uma análise
acerca das problemáticas que assolam os pequenos e médios cafeicultores do município
de Inconfidentes, localizado na região sul do Estado de Minas Gerais (MG). A hipótese
levantada trata de que o principal problema desses produtores está na ausência de
mecanismos de comercialização adequados para o escoamento de sua produção, tendo
em vista que a qualidade elevada do Café de Montanha produzido na região o que compensa
seus altos custos produtivos (superior ao de lavouras concorrentes de outras localidades).</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Por fim, este trabalho está estruturado em
cinco partes, sendo a primeira esta introdução seguido da segunda que descreve a
cafeicultura na região Sul de Minas de Gerais. Na terceira é descrito a metodologia
e na quarta os resultados, que tratam das experiências relatadas pelos cafeicultores
do munícipio de Inconfidentes. Já as conclusões são tratadas ao fim do artigo.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>A cafeicultura no Sul de Minas Gerais</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Em 2015, a lavoura cafeeira do sul de Minas Gerais foi responsável por cerca
de 25% da produção nacional, com uma produção de 10,8 milhões de sacas beneficiadas.
O relevo montanhoso característico da região, com altitude entre 900 e 1400 metros,
possibilita a produção de um café de qualidade superior, denominado “Café de Montanha”,
reconhecido pela bebida diferenciada que produz (APROCAM, 2014c). Em contrapartida,
essa característica geográfica da região impede a implantação de muitas tecnologias
ligadas à produção, o que resulta em menores níveis de produtividade de sacas por
hectare, quando em comparação com áreas de relevo plano. O perfil do produtor local
se caracteriza pelo pequeno porte, com cerca de 89% dos cafeicultores presentes
neste gênero (APROCAM, 2014b). Esse fato, aliado ao contexto geral que engloba a
região, é responsável por gerar disparidades entre microrregiões, o que resulta
em problemas ligados ao custo elevado da mão de obra e comercialização deficiente.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">A lavoura cafeeira se estendeu por toda Região
Sudeste do Brasil, encontrando no Sul de Minas Gerais um alinhamento promissor entre
plantação e características naturais. No início, o café plantado ao longo de encostas
elevadas surgiu como uma medida rudimentar de segurança contra geadas (a planta
não possui resistência natural contra essa intempérie climática, que por sua vez,
não costuma ocorrer em elevados), mas com o passar do tempo, a bebida da região
ganhou fama e transformou o relevo montanhoso de suas plantações em sinônimo de
lavoura cafeeira, conferindo à localização status de agregador de valor ao produto
final, dada sua reputação como produtora de alta qualidade, além da notoriedade
como uma das regiões mais premiadas do Brasil (APROCAM, 2014b).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Mais recentemente, diante da fragmentação de propriedades
e saturação parcial das áreas disponíveis para exploração, o sucesso da lavoura
cafeeira na região tem simbolizado também uma possibilidade de otimização das propriedades
agrícolas, uma vez que, a característica montanhosa do relevo no sul de Minas Gerais
impossibilita a produção em larga escala de grande parte das culturas agropecuárias,
condenando o valor mercadológico dessas áreas e fadando-as ao ócio frequentemente.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Além disso, a oferta de mão de obra temporária
destinada aos serviços esporádicos de colheita da safra acompanhou o crescimento
da lavoura regional, fazendo com que houvesse um excesso de oferta e consequente
queda dos valores pagos pelo trabalho; nesse cenário, a mão de obra passou a simbolizar
um importante fator na rentabilidade da cadeia produtiva do café, uma vez que, seu
baixo custo reduzia também o custo produtivo total, aumentando a margem de lucro
dos cafeicultores. Até meados da década de 1990, as principais culturas intensivas
produzidas no Brasil, como cana-de-açúcar, laranja e café, continuaram contando
com oferta regular e segura de mão de obra sazonal e ocasional, capaz de manter
o baixo valor pago pela força de trabalho no campo (Buainain, 2014).</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Muito embora o patamar de maior polo produtor
do país seja um forte indicativo da potencialidade da cafeicultura no sul de Minas
Gerais, o cenário próspero que fomentou o sucesso imediato do café na região vem
se deparando com uma série de entraves relativos à comercialização e produção, de
modo que os fatores de sucesso do passado já não respondam mais da mesma maneira
no presente, resultando em alterações significativas do mercado e quedas na competitividade
do produto, para preocupação geral dos cafeicultores locais. Em âmbito nacional,
a mudança do paradigma rural e o surgimento de novas variáveis capazes de influenciar
o mercado do campo são vistos como símbolo da ampla alteração presenciada no meio,
onde a terra vem deixando de ser o principal elemento de valor, dando lugar à variados
capitais econômicos tidos como investimentos necessários para sustentar o atual
modelo produtivo (Buainain, 2014).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Em âmbito geral, a modernização pautada pela mecanização das atividades do
campo vem elevando os níveis de produção em escala e alterando o perfil da mão de
obra sazonal que caracteriza o meio rural (Garcia, 2014). Na cafeicultura, o advento
de novas tecnologias relacionadas à colheita vem impulsionando a produtividade de
áreas de planalto dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, configurando
uma forte concorrência ao produto sul mineiro como um todo. Em consonância a problemática
enfrentada, a caracterização geográfica da região sul, marcada pelo relevo montanhoso,
altitude elevada e encostas íngremes, impede a mecanização de grande parte de suas
atividades de colheita, “imobilizando” os produtores diante do avanço da concorrência.
 A título de exemplo e elucidação, em 2014, lavouras mecanizadas do Triângulo Mineiro,
Alto Paranaiba (MG) e Noroeste (MG) apresentaram produtividade de 33,3 sacas/ha
para uma área plantada de 174.554 hectares em produção, contra apenas 21,5 sacas/ha
da região sul e centro-oeste de Minas Gerais, para uma plantação produtiva de 503.881
hectares de área (ABIC, 2014); ou seja, é notável o aumento do rendimento produtivo
possibilitado pela mecanização da lavoura, ainda mais ao considerar o fato de que
a diferença entre essas produtividades vem aumentando: em 2013, a “produtividade
mecanizada” do Triângulo Mineiro, Alto Paranaiba e Noroeste mineiro foi de 30,7
sacas/ha contra 25,6 da região sul e centro-oeste (ABIC, 2013). Atrelado a isso,
estudos recentes estimam que o custo de uma saca de café oriunda de lavouras mecanizadas
chega a ser 20% menor do que em plantações não mecanizadas (e/ou não mecanizáveis)
que utilizam técnicas manuais e tradicionais em suas atividades (Barros, 2014).</font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Em paralelo a essa “estagnação forçada” que
a cafeicultura sul mineira é obrigada a enfrentar, no caso particular das cidades
que compõe a região de Inconfidentes, outro ponto vem causando preocupação: em um
curto período recente, os pequenos municípios passaram por um processo de aquecimento
da sua economia, que resultou em uma consequente ascensão de classes e mudança no
perfil do trabalhador local. Muito embora continuem possuindo a maior parte de seus
territórios em zonas rurais, o crescimento acelerado da produção fabril assim como
a chegada de grandes indústrias, fez com que os setores urbanos desses municípios
passassem a absorver grande parte da mão de obra que antes se dedicava aos serviços
sazonais do campo, como a colheita do café. Esse processo resultou em uma rápida
e drástica mudança no panorama produtivo, em função da inflação de valores pagos
pelo serviço de colheita, além de novas exigências nas condições de trabalho, algo
impraticável para a maioria dos cafeicultores pegos de surpresa nesse processo.
A dimensão da mudança no perfil do trabalhador rural mineiro é mensurável ao notar
que ela acompanha de perto o que vem ocorrendo em âmbito nacional ao longo das duas
últimas décadas: a mão de obra agrícola caiu de 16,6 milhões em 2006 para 8,67 milhões
em 2012, para uma mesma população rural estimada em 29,8 milhões (Garcia, 2014).</font></p>




    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>METODOLOGIA</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A metodologia utilizada no presente artigo consiste na integração de
duas técnicas distintas de pesquisa científica, de modo que haja complemento entre
elas. Em um primeiro momento, foi utilizada a pesquisa bibliográfica sobre o tema,
seguido do estudo de caso específico, a fim de comprovar tal hipótese e possibilitar
uma sugestão em termos de solução para o problema central enfrentado pelos produtores
de Inconfidentes. O município de Inconfidentes está situado no Sul do Estado de
Minas Gerais e localiza-se a 869 metros de altitude.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Foram conduzidas entrevistas semiestruturadas pessoais do
município a fim de caracterizar a real situação vivenciada por eles na lavoura da
região. As entrevistas foram conduzidas durante o primeiro semestre de 2015 e foram
abordadas as principais lideranças locais do setor, 15 cafeicultores. Como elemento
direcionador, foi desenvolvido um roteiro de entrevista responsável por nortear
os depoimentos (<a href = "#q1">Quadro 1</a>).</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

<a name = "q1"><img src = "/img/revistas/rca/v41n1/v41n1a29q1.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Conforme
Dunn (1994), esse tipo de abordagem metodológica conhecida como <i>rapid assessment</i>
ou <i>quick appraisal, </i>no qual se utilizam dados de fontes secundárias em conjunto
com amostras não probabilísticas e entrevistas semiestruturadas com agentes chaves
da cadeia, pode ser aplicada em pesquisas em que é necessário obter informações
mais detalhadas para compreender a dinâmica do setor avaliado. Para Wilkins <i>et
al</i>. (2004), a abordagem facilita a identificação de alguns fatores que não estavam
claros antes do início da avaliação. Contudo, os pesquisadores precisam conhecer
o tema de estudo e utilizam as visitas de campo para ampliar seus conhecimentos
e aprofundar o seu entendimento através da coleta de novas informações através de
entrevistas e observações diretas. </font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Segundo Asker e Day (1982), os métodos qualitativos se caracterizam por serem
menos estruturados; entretanto, para estes autores tais abordagens são mais intensivas
que entrevistas baseadas em questionários. Dessa forma, estabelece-se uma maior
interação com o entrevistado, uma vez que as informações levantadas têm caráter
mais especifico, com profundidade e riqueza nas explanações. </font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O número de respondentes é pequeno e parcialmente representativo
de qualquer população-alvo. Este procedimento analítico tem aplicação útil com especialistas
no tema avaliado, e sua estrutura aberta permite que fatos inesperados surjam e
ganhem interpretação imediata. Para Asker e Day (1982) os métodos qualitativos podem
ser empregados para a categoria de estudos exploratórios, que buscam um entendimento
sobre a natureza geral de um problema.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>RESULTADO E DISCUSSÃO</b></a></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Traçando
uma breve síntese acerca dos depoimentos colhidos ao longo da pesquisa e utilizando
como parâmetro a classificação de produtores estabelecida pelo Banco Central do
Brasil que estipula o pequeno produtor como aquele que apresenta renda anual de
até 160 mil reais (BCB, 2012), é possível destacar que o cafeicultor de Inconfidentes
se enquadra substancialmente no perfil de pequeno produtor rural, com poucas exceções
acima desse teto (médio produtor). Além-critério monetário de classificação (utilizado
pelo Banco Central), é comum no meio agrícola cafeeiro a divisão dos produtores
de acordo com fatores que envolvem número de sacas produzidas, área plantada e até
nível de mecanização da lavoura; sob estes prismas o perfil local também não se
altera, dado o volume produzido por grande parte dos cafeicultores, além da fragmentação
de propriedades e mecanização inexistente. </font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Aspectos organizacionais e de mercado</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Dando continuidade aos resultados transmitidos pela
entrevista direcionada é importante destacar a ausência de organizações de classe
(cooperativas) entre esses produtores, visto que as principais lideranças são fruto
de fatores externos como reconhecimento social e/ou habilidades comerciais, e não
de um agrupamento produtor; dessa maneira, a falta de um agente coordenador da cadeia
produtiva local assume especial responsabilidade diante da problemática enfrentada,
tendo em vista a carência de uma gestão produtiva unificada, além da escassez de
um elemento direcionador para os cafeicultores perante o mercado. Paralelamente,
a ausência de infraestrutura física e mecânica para estocagem e beneficiamento do
café vem condenando os produtores a comercializar seu produto aquém do ideal, vendendo
para unidades intermediadoras que lucram com a diferença de preços e agregação de
valor a partir do beneficiamento em suas dependências.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Em função disso, os relatos feitos pelo foram unânimes ao
afirmar que o Café de Montanha do Sul de Minas Gerais já não apresenta mais a mesma
rentabilidade de outrora, sendo que “quem depende só do café para viver está abandonando
a atividade faz tempo”. De forma geral, os cafeicultores acreditam que a principal
dificuldade seja a impossibilidade de competir com o café mais barato de outras
regiões, já que embora seu café esteja entre os melhores do país, seu preço final
o torna “caro” quando colocado em grau de igualdade com produtos de lavouras mecanizadas;
além disso, outro entrave diz respeito a grande elevação do custo de mão de obra,
já que os “camaradas” da colheita não aceitam mais trabalhar pelos mesmos valores
e condições de antigamente. Por fim, uma pequena parcela dos colaboradores aponta
a criação de um selo ou documento de certificação como meio de diferenciar seu produto,
enquanto grande parte acredita que uma solução adequada deva vir do poder público,
ressaltando que este deve ser o responsável por fornecer auxílio na valorização
do Café de Montanha local; algo que para eles vai além das atuais políticas públicas
de auxílio à produção, consideradas pouco acessíveis e dificultosas em seus respectivos
trâmites burocráticos.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A problemática
exposta pelos cafeicultores entrevistados neste projeto evidencia uma disparidade
de objetivos entre lavouras mecanizadas e lavouras de altitude (não mecanizáveis):
enquanto as lavouras mecanizadas buscam se destacar pela quantidade produzida, as
lavouras de altitude precisam obter diferenciação pela qualidade do seu “Café de
Montanha”. Considerando este cenário, é possível concluir que embora os custos produtivos
elevados simbolizem um entrave, a baixa competitividade do Café de Montanha local
é resultado da ausência de mecanismos de comercialização adequados, que sejam capazes
de obter melhores preços pelo café, destacando sua qualidade junto ao mercado. Muito
embora sejam disponibilizadas inúmeras ferramentas públicas de auxílio ao escoamento
da produção em âmbito federal, o cenário em torno dos produtores locais demonstra
que existem dificuldades ao acesso e à operabilidade destes instrumentos pelos mesmos,
limitando-os ao atual sistema de negociação com intermediários.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Assim, é possível perceber que a mesma localização geográfica
que beneficia o produto local, também vem sendo responsável por impossibilitar o
processo de mecanização desenvolvido e implementado em outras regiões. Em caráter
produtivo, além da diferença de produtividade em relação às regiões mecanizadas,
o alto valor da mão de obra vem elevando demasiadamente o custo produtivo e afetando
diretamente a competitividade da lavoura sul mineira. Em reflexo a isso, a região
desenvolveu uma forte disparidade entre as microrregiões produtoras do Café de Montanha,
de modo que algumas localidades avançaram em torno de alternativas e soluções, enquanto
outras permanecem estagnadas e defasadas frente às mudanças no mercado. Em consonância,
certificações ligadas à qualidade do café vêm apresentando sucesso ao promover a
competitividade do seu produto, que chega a valer 60 reais a mais por saca em relação
ao café não certificado (FAEMG, 2013). No caso específico deste artigo que tem como
objeto central a lavoura localizada em Inconfidentes, o cenário atual apresenta
uma ausência de mecanismos capazes de diferenciar o produto local para impulsionar
sua comercialização, de modo que os cafeicultores locais se veem obrigados a vender
seu café por um preço aquém do suficiente.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Muito embora a manutenção da lavoura cafeeira na região represente o
aproveitamento de áreas impróprias para outras culturas, a inexistência de alternativas
capazes de cobrar pelo valor agregado dessa qualidade vem condenando a rentabilidade
comercial do Café de Montanha de toda microrregião. Atualmente, os produtores de
Inconfidentes e demais municípios próximos não possuem alternativas para o escoamento
de sua produção, sendo obrigados a negociar com empresas e agentes intermediadores
que promovem a baixa dos preços; essa prática é sustentada pela necessidade econômica
dos produtores, que precisam vender seu produto o mais rapidamente possível e acabam
aceitando valores menores, possibilitando lucro a quem intermedeia. Fora essa possibilidade,
resta aos cafeicultores da microrregião, negociar seu produto no Porto Seco Sul
de Minas, localizado na cidade Varginha, a 175 km de distância de Inconfidentes;
porém essa opção representa não apenas o aumento da complexidade e dos gastos logísticos,
mas também dos custos produtivos, uma vez que, o café precisa ser beneficiado antes
de adentrar ao Porto, envolvendo assim a locação de uma unidade beneficiadora móvel,
já que os cafeicultores não possuem estruturas do gênero no local.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Diante deste cenário, o potencial mercadológico
do Café de Montanha local é desperdiçado, ofuscando a alta qualidade do produto,
diante da impossibilidade de valorizá-lo junto ao mercado.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Aspectos relacionados à diferenciação</b></font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Em consonância aos instrumentos destinados
ao meio agrícola, das Estratégias de Marketing da Administração Geral surgem outros
conceitos implantáveis ao setor, capazes de atuar como mecanismos de comercialização
e responder por vantagens competitivas satisfatórias dentro das cadeias produtivas
do campo. Sob esta ótica, e em especial para o mercado cafeeiro, o modelo de posicionamento
estratégico desenvolvido por Michael Porter ganha especial importância, dada a satisfatória
conexão entre sua teoria e a realidade observada junto ao mercado. Em suma, este
modelo diz respeito a três posições estratégicas definidas como: liderança em custo,
por diferenciação ou em foco; a primeira, liderança em custo, responde pela obtenção
de melhores margens em relação à concorrência, ao oferecer produtos semelhantes
só que produzidos a custos mais baixos; já a liderança por diferenciação consiste
em oferecer produtos ou serviços únicos diante da percepção dos consumidores, com
elevada qualidade que compense o preço mais alto cobrado por ele; por fim, a liderança
em foco diz respeito à busca por nichos específicos de mercado ou clientes, tanto
através de custos reduzidos como de produtos diferenciados (Porter, 1999). Na prática,
a liderança em custo acaba funcionando como forma de diferenciação (Mintzberg, 2008),
de modo que se altera apenas a origem do diferenciador, sendo este o custo ao invés
da qualidade ou especificidade do produto em questão.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Contextualizando o modelo de Porter ao mercado agrícola,
é possível identificar a posição de liderança (ou diferenciação) em custo nas cadeias
produtivas de grandes commodities como soja e cana-de-açúcar, onde são obtidos ganhos
com a produção em escala, além da redução de custos através da mecanização cada
vez maior de suas produções; em contrapartida, a diferenciação por produto surge
atrelada a culturas bem mais específicas e detalhadas, quase artesanais, como por
exemplo, a carne bovina <i>premium wagiu</i> que chega a custar mil reais o quilo
(ABCRW, 2014), ou então, toda gama de alimentos orgânicos que obtém grande valorização
mercadológica a partir de selos de certificação junto ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (MAPA, 2014). </font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A liderança (ou diferenciação) em custo ocorre nas lavouras mecanizadas
das regiões de planalto que ganham mercado por apresentarem menores preços, possibilitados
pela redução de seus gastos produtivos através da colheita mecanizada e utilização
da espécie robusta em suas plantações (menor qualidade, porém menor custo); paralelamente,
cafés “Premium” como o Juan Valdez colombiano são bons exemplos de liderança por
diferenciação de produtos, já que conquistam parcela significativa do mercado em
função de sua qualidade superior (que os diferencia), mesmo custando valores bem
mais elevados junto ao consumidor; ao passo que linhas especiais como o Black Ivory
tailandês ou Kopi Luwak indonésio respondem pela posição de liderança em foco, também
através da diferenciação, ao apostarem em nichos de clientes dispostos a pagar altos
valores por cafés que envolvem digestão animal em seus respectivos ciclos produtivos
(Luwak, 2014; Valdez, 2014).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A
utilização instrumento de diferenciação se justifica diante de uma análise mais
ampla do atual panorama cafeeiro do Brasil, onde é perceptível o sucesso obtido
através desta prática em outras regiões, como no caso dos cafés especiais da Alta
Mogiana no nordeste de São Paulo e ecológicos com rótulo Greenpeace em Itu, além
dos selos mineiros “Café do Cerrado Mineiro” e “Mantiqueira de Minas”, este último
com atuação próxima a Inconfidentes, na mesma Serra da Mantiqueira sul mineira.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Considerando esses exemplos de sucesso obtido
a partir da diferenciação do café, com atenção especial para o selo “Mantiqueira
de Minas” conferido a uma região de características semelhantes, nota-se que a criação
de selos de certificação representa a maneira mais eficaz de conferir diferenciação
ao produto café. No caso em questão, a qualidade superior que diferencia o Café
de Montanha está ligada à sua região geográfica, logo, um respectivo selo deverá
também fazer menção à localidade, origem ou procedência deste produto. Atualmente
no Brasil, o órgão responsável pela criação e fornecimento de selos referentes à
origem e qualidade de determinado produto é o INPI - Instituto Nacional de Propriedade
Industrial. Pelo intermédio dele são concedidos registros de Indicação Geográfica
(IG), certificados que atestam a diferenciação de produtos dado características
e qualidades particulares dos mesmos, dentro de uma mesma região, agregando valor
final a estes bens. A IG pode ser divida em dois gêneros, a Indicação de Procedência
e a Denominação de Origem, sendo que a diferença entre elas é bem sutil e diz respeito
a características oriundas da exclusividade de determinado meio geográfico no segundo
tipo<b> (</b>INPI, 2012). </font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Como
já mencionado, o selo de Indicação de Procedência mais próximo da microrregião de
Inconfidentes é justamente o “Mantiqueira de Minas”, referência em sucesso e avanço
dentro da questão competitividade na região sul do estado mineiro. Essa IP engloba
atualmente 22 municípios produtores e vem obtendo reconhecimento no mercado, recebendo
até mesmo prêmios internacionais pelo seu produto (APROCAM, 2014a). Então, a partir
deste exemplo de sucesso e considerando uma série de características semelhantes
entre ambas as microrregiões, como altitude, relevo, espécie cultivada e perfil
dos produtores, entre outros, é possível concluir que a criação de um selo de Indicação
de Procedência próprio ou ainda a integração da microrregião de Inconfidentes ao
selo “Mantiqueira de Minas” configura uma eficaz alternativa de solução para o contexto
problemático analisado neste artigo.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>CONSIDERAÇÕES FINAIS</b></a></font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">A criação de um selo de Indicação Geográfica
para a microrregião de Inconfidentes ou a integração desta ao já existente “Mantiqueira
de Minas” configuram um caminho de sucesso para o Café de Montanha do município,
porém é preciso considerar os empecilhos burocráticos e políticos que podem estar
envolvidos em uma transação deste gênero. Inúmeras exigências técnicas e financeiras,
além de condições mercadológicas e negociações político-administrativas.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Com isso, levando em conta também a pressão
que intermediadores exercem sobre os produtores, juntamente ao pequeno porte destes
produtores e o contexto de desvalorização do produto local, a primeira medida viável
em caráter imediato diz respeito à criação de uma cooperativa de cafeicultores desta
microrregião. Uma organização deste gênero já configura o primeiro passo para a
integração ou obtenção de Indicações Geográficas, uma vez que, os selos de certificação
não atuam diretamente com o produtor, mas sim com cooperativas relacionadas, como
no exemplo do selo “Mantiqueira de Minas”.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Além disso, a formação de uma cooperativa responderá pela designação
de um agente coordenador para a cadeia, resultando em uma gestão produtiva adequada,
assim como mecanismos de tomada de decisão que direcionem os produtores em relação
ao mercado. Já de imediato, será possível romper com o atual sistema de precificação
imposto pelos intermediadores, alterando o cenário e possibilitando um planejamento
eficiente de apoio ao cafeicultor cooperado.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Tanto o apoio quanto os ganhos relacionados à criação de uma cooperativa
estão diretamente ligados à adoção e familiarização dos mecanismos de extensão rural
por parte dos produtores integrantes. Visando o auxílio técnico ao pequeno produtor
e produtor familiar, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural atua no fornecimento
de programas que viabilizem o acesso a instrumentos de capacitação técnica, fator
determinante para melhora do atual panorama cafeeiro da região, em função da necessidade
de melhorias operacionais e de gestão em toda cadeia produtiva local (EMATER-MG,
2013). Além da extensão rural em si, programas de suporte ao período crítico da
entressafra, como a viabilização do CDCA para os produtores, serão possibilitados
através do cooperativismo entre os agentes integrantes.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Uma vez bem planejada, essa cooperativa poderá buscar
apoio junto às instâncias públicas regionais, a fim de viabilizar a realização de
benfeitorias estruturais como galpões de armazenamento e unidade beneficiadora para
uso compartilhado. Em médio prazo, essas medidas responderão pelo aumento da competitividade
do Café de Montanha do município, uma vez que, possibilitarão que o produto cooperado
seja comercializado em quantidades maiores (através da unificação de lotes armazenados)
e já beneficiado (deixando de ser vendido em grãos, como atualmente), resultando
na redução de custos produtivos e obtenção de melhores preços juntos ao mercado.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Referências bibliográficas</b></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">ABIC (2016) - <i>Café Beneficiado - safra
2014 e 2015 - Parque Cafeeiro, Produção e Produtividade.</i> [cit. 2016-10-10].
&lt;<a href = "http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=48#2248" target = "_blank">http://www.abic.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=48#2248</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679811&pid=S0871-018X201800010003000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">ABCRW (2014). <i>Sobre a raça
Wagyu.</i> [cit. 2014-02-10]. &lt;<a href = "http://www.wagyu.org.br/sobre-a-raca-wagyu/" target = "_blank">http://www.wagyu.org.br/sobre-a-raca-wagyu/</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679813&pid=S0871-018X201800010003000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">APROCAM. (2014a) - <i>Sobre
o selo Mantiqueira de Minas - IP.</i> [cit. 2014-02-10]. &lt;<a href = "http://www.mantiqueirademinas.com.br/#aprocam" target = "_blank">http://www.mantiqueirademinas.com.br/#aprocam</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679815&pid=S0871-018X201800010003000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">APROCAM (2014b) - <i>A Região
– Território e Municípios.</i> [cit. 2014-02-10].   &lt;<a href = "http://www.mantiqueirademinas.com.br/#regiao" target = "_blank">http://www.mantiqueirademinas.com.br/#regiao</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679817&pid=S0871-018X201800010003000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">APROCAM (2014c) - <i>Indicação
de Procedência.</i> [cit. 2014-02-10].  &lt;<a href = "http://www.mantiqueirademinas.com.br/#cafe" target = "_blank">http://www.mantiqueirademinas.com.br/#cafe</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679819&pid=S0871-018X201800010003000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">BCB (2012). <i>Crédito Rural
- Resolução Nº 4.174 de 27 de dezembro de 2012. </i>Banco Central do Brasil. [cit.
2014-03-09].  &lt;<a href = "http://www.bcb.gov.br/htms/normativ/resolucao4174.pdf" target = "_blank">http://www.bcb.gov.br/htms/normativ/resolucao4174.pdf</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679821&pid=S0871-018X201800010003000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->. </font></p>


    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Barros, G.S.C. (2014) - Agricultura e indústria
no desenvolvimento brasileiro. <i>In</i>: Buainaun, A.M.; Alves, E.; Silveira, J.M.
&amp; Navarro, Z. (Eds.) - <i>O mundo rural no Brasil do século 21: a formação de
um novo padrão agrário e agrícola.</i> Brasília-DF: Embrapa, 2014. p. 79-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679823&pid=S0871-018X201800010003000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>


    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Buainain. M. (2014) - Alguns condicionantes
do novo padrão de acumulação da agricultura brasileira. <i>In:</i> Buainaun, A.M.;
Alves, E.; Silveira, J.M. &amp; Navarro, Z. (Eds.) - <i>O mundo rural no Brasil
do século 21: a formação de um novo padrão agrário e agrícola.</i> Brasília-DF:
Embrapa, 2014. p. 211-240.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679825&pid=S0871-018X201800010003000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Cação,
C.M. (2012) - Os anos iniciais da cafeicultura no Sul de Minas: apontamentos da
imprensa regional (1870-1890). <i>In: Anais do XVIII Encontro Regional da ANPUH-MG,
Mariana, Brasil</i>. 11p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679827&pid=S0871-018X201800010003000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Dunn,
T. (1994) - Rapid rural appraisal: a description of the methodology and its application
in teaching and research at Charles Sturt University. <i>Rural Society Journal</i>,
vol. 4, n. 3/4, p. 30-36. <a href = "http://dx.doi.org/10.5172/rsj.4.3-4.30" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.5172/rsj.4.3-4.30</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679829&pid=S0871-018X201800010003000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">EMATER-MG (2014) - <i>ATER: Assistência Técnica
e Extensão Rural.</i> <a href = "http://www.emater.mg.gov.br/portal.cgi?flagweb=site_tpl_paginas_internas2&id=9241#.VHSsFTSUdp0" target = "_blank">http://www.emater.mg.gov.br/portal.cgi?flagweb=site_tpl_paginas_internas2&amp;id=9241#.VHSsFTSUdp0</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679830&pid=S0871-018X201800010003000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">FAEMG (2014) - <i>Agronegócio
em Minas Gerais.</i> [cit. 2014-02-03]. &lt;<a href = "http://www.faemg.org.br/Conteudo.aspx?Code=136&Portal=1&ParentCode=10&ParentPath=None&ContentVersion=R" target = "_blank">http://www.faemg.org.br/Conteudo.aspx?Code=136&amp;Portal=1&amp;ParentCode=10&amp;ParentPath=None&amp;ContentVersion=R</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679832&pid=S0871-018X201800010003000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>


    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Garcia, J.R. (2014) - Trabalho rural: tendências
em face das transformações em curso. <i>In</i>: Buainaun, A.M.; Alves, E.; Silveira,
J.M. &amp; Navarro, Z. (Eds.) - <i>O mundo rural no Brasil do século 21: a formação
de um novo padrão agrário e agrícola.</i> Brasília-DF: Embrapa, 2014. p. 559-590.
Acesso em 02 nov. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679834&pid=S0871-018X201800010003000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">IBGE
(2016) -<i> Sidra - Agricultura</i>. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
[cit. 2016-10-04]. &lt;<a href = "https://sidra.ibge.gov.br/home/pimpfrg/nordeste" target = "_blank">https://sidra.ibge.gov.br/home/pimpfrg/nordeste</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679836&pid=S0871-018X201800010003000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">INPI (2014) - <i>Indicações Geográficas.
</i>[cit. 2014-02-03]. &lt;<a href = "http://www.inpi.gov.br/portal/acessoainformacao/artigo/indicacao_geografica_1351692102723" target = "_blank">www.inpi.gov.br/portal/acessoainformacao/artigo/indicacao_geografica_1351692102723</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679838&pid=S0871-018X201800010003000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">LUWAK, K. (2014) - About Kopi Luwak. [cit.
2014-02-03]. &lt;<a href = "http://www.kopiluwak.org/new/about.htm" target = "_blank">http://www.kopiluwak.org/new/about.htm</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679840&pid=S0871-018X201800010003000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">MAPA (2014) - <i>Orgânicos</i>. [cit. 2014-02-03]. &lt;<a href = "http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/organicos" target = "_blank">http://www.agricultura.gov.br/desenvolvimento-sustentavel/organicos</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679842&pid=S0871-018X201800010003000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>


    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">MDIC (2016) - <i>Sistema de Análise das Informações
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Mintzberg, H.; Lampel, J.; Quinn, J B. &amp; Ghoshal,
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de Janeiro:</i> Campus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679848&pid=S0871-018X201800010003000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>

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(2014) -<i> Perfil do Agronegócio Mineiro: produto interno bruto do agronegócio.
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">USDA (2016) - <i>Global Agricultural
Information Network – Brazil Coffee Annual. </i>
[cit. 2016-10-04]. &lt;<a href = "http://gain.fas.usda.gov/Recent%20GAIN%20Publications/Coffee%20Annual_Sao%20Paulo%20ATO_Brazil_5-13-2013.pdf" target = "_blank">http://gain.fas.usda.gov/Recent%20GAIN%20Publications/Coffee%20Annual_Sao%20Paulo%20ATO_Brazil_5-13-2013.pdf</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679852&pid=S0871-018X201800010003000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">VALDEZ, J. (2014) - <i>Historia
del Café Juan Valdez</i>. [cit. 2014-02-03]. &lt;<a href = "http://www.juanvaldezcafe.com/es/historia" target = "_blank">http://www.juanvaldezcafe.com/es/historia</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=679854&pid=S0871-018X201800010003000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Wilkins, L.; Swatman, P. &amp;
Castleman, T. (2004) - Faster, Richer, Better: rapid appraisal techniques for the
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    <p><font face = "Verdana" size = "2">Recebido/received: 2017.06.09</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Recebido em versão revista/received in revised form: 2017.07.31</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Aceite/accepted: 2017.09.22</font></p>

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