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<article-id pub-id-type="doi">10.19084/RCA18176</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Investimentos na aplicação de defensivos agrícolas na região do Médio-Norte do estado Matogrossense]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Investments in the application of pesticides in the Mid-North region of the state of Matogrossense]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso Campus Campo Novo do Parecis ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Agricultural procedures have evolved to be more efficient, with new strategies to decrease the production costs so that agriculture continues to be viable. The objective was to evaluate the best investment option for the pesticide management application in the crops of a farmers´ group buyer supplies in the north of the state of Mato Grosso, Brazil. This study includes the economic viability analyses of the aerial spraying during one crop year´ season, summer soybean and winter corn, spraying in two economically distinct systems, with an outsourced aircraft and with an own aircraft. Both projects proved positive viabilities thanks to the reduction of injuries losses caused by the tires of the terrestrial equipment over the crops (mechanical damage). However, it is noted that comparing economically both projects over the long term the purchase of the aircraft is a more interesting investment, because as the internal rate of return is higher, after the investment is paid, approximately in the third year, the net present value becomes larger and more remarkable than the rent of the aircraft.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[amassamento de plantas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[aplicação aérea]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Zea mays L.]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "4"><b>Investimentos na aplicação de defensivos agrícolas na região do Médio-Norte
do estado Matogrossense</b></font></p>

 


    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Investments in the application of pesticides
in the Mid-North region of the state of Matogrossense</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Victor Coelho de Oliveira</b><sup>1</sup> e <b>Flávio Carlos Dalchiavon</b><sup>2,*</sup></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i><sup>1</sup>Fazenda Eldorado - Engenheiro Agrônomo - Avenida das Acácias
1245 W – Bandeirantes – 78455-000 - Lucas do Rio Verde (MT), Brasil</i></font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i><sup>2</sup>Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Mato Grosso-Campus Campo Novo do Parecis, curso de Bacharelado
em Agronomia, MT 235, km 12, Zona Rural, 78360-000 Campo Novo do Parecis MT Brasil
</i></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>(*E-mail: <a href="mailto:flavio.dalchiavon@cnp.ifmt.edu.br">flavio.dalchiavon@cnp.ifmt.edu.br</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>RESUMO</b></font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">Os procedimentos agrícolas têm evoluído para que
sejam mais eficientes, com novas estratégias para diminuir os custos de produção,
de modo que a agricultura continue sendo viabilizada. Objetivou-se avaliar qual
a melhor opção de investimento para o manejo de aplicação de defensivos agrícolas
nas lavouras de um grupo de produtores de compra de insumos agrícolas no médio norte
matogrossense. Esse estudo compreende a análise de viabilidade econômica da aplicação
dos defensivos via aérea durante o período de um ano safra, da safra da soja a safrinha
do milho, utilizando dessa ferramenta em duas maneiras economicamente distintas,
com uma aeronave terceirizada e/ou com uma aeronave própria. Ambos os projetos se
mostraram viáveis em virtude da redução das perdas de produtividade geradas pela
aplicação terrestre (amassamento). No entanto, destaca-se que, comparando economicamente
ambos projetos ao longo prazo, a compra da aeronave é um investimento mais interessante,
pois como a taxa interna de retorno é maior, depois que o investimento é quitado,
aproximadamente no terceiro ano, os retornos econômicos se tornam maiores e mais
notáveis que o aluguel da aeronave.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Palavras-chave:</b> amassamento
de plantas, aplicação aérea, <i>Glycine max</i> L., terceirização agrícola, <i>Zea
mays</i> L.</font></p>

 <hr noshade size = 1>


    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Agricultural procedures have evolved to be more efficient, with
new strategies to decrease the production costs so that agriculture continues to
be viable. The objective was to evaluate the best investment option for the pesticide
management application in the crops of a farmers´ group buyer supplies in the north
of the state of Mato Grosso, Brazil. This study includes the economic viability
analyses of the aerial spraying during one crop year´ season, summer soybean and
winter corn, spraying in two economically distinct systems, with an outsourced aircraft
and with an own aircraft. Both projects proved positive viabilities thanks to the
reduction of injuries losses caused by the tires of the terrestrial equipment over
the crops (mechanical damage). However, it is noted that comparing economically
both projects over the long term the purchase of the aircraft is a more interesting
investment, because as the internal rate of return is higher, after the investment
is paid, approximately in the third year, the net present value becomes larger and
more remarkable than the rent of the aircraft.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Keywords:</b> plant kneading,
aerial application, <i>Glycine max</i> L., agricultural outsourcing, <i>Zea mays</i> L.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Os processos gerenciais de uma empresa estão em constantes mudanças, se
recriando para que possam ser mais eficientes e a partir da competitividade, trazer
maior margem de lucros e, consequentemente, continuar viabilizando o negócio (Pedriali,
2004). A terceirização é uma ferramenta que tem o intuito de agregar essa maximização
dos serviços, pois existe um comprometimento com os resultados (Imhoff e Mortari,
2005) e as responsabilidades social e sindical são divididas, reduzindo o quadro
direto de empregados e obrigações trabalhistas, deixando a cargo da contratada a
responsabilidade de contratação, treinamento e admissão do contratado.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">É possível dividir os custos operacionais entre
ambas as partes, fazendo com que custos fixos se tornem variáveis para o contratante
e consequentemente a diminuição do capital imobilizado em equipamentos e estrutura,
redução de perdas por depreciação e até mesmo dos riscos da atividade, permitindo
uma maior agilidade nas decisões, principalmente das atividades meio, deixando para
que a empresa se foque na atividade fim, ou principal.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O novo quadro mundial imposto é para que as empresas sejam mais
competentes em seus negócios e a terceirização não é somente uma opção para redução
de custos, mas também uma melhoria no processo produtivo e diluição de riscos (Legnaro,
2008; Diniz e Paixão, 2017). Hoje, o agronegócio vive um momento decisivo para se
definir quem estará firme e forte nos próximos anos agrícolas, pois vive-se uma
estagnação de produtividade, aumento dos custos de produção e na ocorrência de pragas
e doenças nas lavouras, grandes riscos climáticos de perda de safra e momento de
intervenção de controle dessas pragas e doenças (Castro <i>et al</i>., 2006; Barranqueiro
e Dalchiavon, 2017), intensificado pelos problemas operacionais que são as limitações
da não compatibilidade entre volume de área e capacidade operacional, além de outros
fatores, como a não valorização dos preços de “commodities”, como a soja e o milho,
ao longo das últimas décadas em relação à inflação. Logo, como estratégia de aumento
da margem de retorno econômico, há a necessidade de ser mais efetivo na redução
desses custos de produção (CONAB, 2017).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Devido à grande necessidade em aumentar o porte dos maquinários para atender
eficientemente as lavouras dos produtores de todos os portes, as máquinas agrícolas
com rodas, além de serem modernizadas, aumentaram sua capacidade de operação (potência)
(ECEN, 2010) e consequentemente o seu peso e a largura dos rodados para padronização
dos aspectos da engenharia. No entanto, percebe-se que tem sido inevitável que as
rodas dos tratores não danifiquem o sistema radicular das plantas e até mesmo seu
dossel por onde as mesmas passam. Como exemplo, o pulverizador é utilizado diversas
vezes na mesma área para controle de pragas, doenças e erva daninhas, logo, quanto
mais passagens do equipamento na área, maiores serão os danos causados à cultura.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">A produtividade de grãos de uma lavoura é afetada
pelo amassamento causado pelo rodado do trator durante as aplicações terrestres
de produtos fitossanitários (Justino <i>et al</i>., 2006; Ludwig <i>et al</i>.,
2009; Oliveira <i>et al</i>., 2014; Costa, 2017; Reis e Zanatta, 2017). Assim, a
adoção de práticas que visem reduzir os efeitos do amassamento é necessária. Dentre
estas práticas poderia estar incluído o uso de maior largura da barra de pulverização
ou a aplicação de produtos fitossanitários por via aérea (Justino <i>et al.</i>,
2006; Ludwig <i>et al.</i>, 2009).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">A aplicação aérea de defensivos agrícolas é uma ferramenta que vai ao encontro
da terceirização, destacando-se também pela rapidez (“timing”) e uniformidade da
execução da pulverização em relação à aplicação terrestre, operacionalidade em condições
de encharcamento do solo, além de vantagens como a redução da perda de produtividade,
a qual pode ocorrer em qualquer cultura em que a aplicação terrestre é empregada,
causando a compactação do solo e dano mecânico à planta, popularmente chamado de
amassamento da lavoura (Vaz, 2017). Esses prejuízos são causados pelo atrito do
rodado do pulverizador terrestre na plantação (Águas Claras Aviação Agrícola Ltda.,
2012; Oliveira <i>et al.</i>, 2014).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Quando se relaciona custos e benefícios da pulverização aérea de defensivos
na agricultura, a eficácia da aplicação aérea depende de vários fatores como o tipo
da barra de pulverização, altura de voo, volume da calda, ajustamento dos bicos
de pulverização, além de sensibilidade à fatores ambientais no momento da aplicação,
como a temperatura e a umidade relativa do ar (Cunha <i>et al</i>., 2005; Reis <i>et
al</i>., 2010). Ressalta-se que há falta de informações econômicas para o produtor
escolher qual tipo de pulverização usar, se a terrestre ou aérea, entretanto, sabe-se
em que situações um tipo de aplicação é melhor que o outro, como a de um herbicida,
na qual a via terrestre apresenta melhor eficácia ou a de um fungicida que pode-se
obter resultados equivalentes entre ambos, portanto, o produtor deve analisar a
viabilidade do uso da aplicação aérea em condições onde se obtém a mesma eficiência
de aplicação que a via terrestre (Costa, 2017).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">As aplicações de fungicida tem um momento crucial a serem realizadas. Esse
momento está entre meados de Outubro até final de Fevereiro, o qual é muito chuvoso
no Médio Norte do estado de Mato Grosso e o tempo se torna instável para aplicações,
coincidindo com a época de maior proliferação de ferrugem asiática (<i>Phakopsora
pachyrhizi</i>) da soja, que tem exigido, em regiões do Brasil onde a sua ocorrência
tem sido mais severa, até quatro aplicações de fungicidas para o seu controle (Lobo
Junior, 2006), e de outras doenças, como manchas foliares que irão se instalar no
final do ciclo, dado ao ambiente favorável ao seu desenvolvimento. Portanto, usa-se
uma janela de intervalo de proteção entre as aplicações para manter a planta sadia
durante o período de floração até o enchimento dos grãos, protegendo-a da entrada
dessas doenças fúngicas de grande importância que irão causar danos às folhas, ramos,
vagens e grãos e assim reduzir a produtividade.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Neste contexto, a aplicação aérea neste momento se mostra muito precisa
e segura para alcançar o objetivo de se manter a sequência de aplicações em dia,
haja vista que uma grande preocupação dos produtores é a limitação e o pouco rendimento
de seu autopropelido (40 ha h<sup>-1</sup> frente aos 130 ha h<sup>-1 </sup>da menor
aeronave do mercado hoje) para realizar as aplicações durante as poucas horas do
dia em que o tempo se estabiliza e torna-se operacionável.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Para custear novos investimentos, existem vários bancos
privados e incentivos de bancos governamentais, como o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) no Brasil, que concedem empréstimos aos agricultores
para alavancar seus projetos com taxas de juros adequadas à atividade agrícola.
Muitos grupos de agricultores (pequenos e médios) são formados para viabilizar a
compra de insumos agrícolas, pois com o aumento do volume de compra é possível obter
preços e prazos diferenciados diante das empresas de insumos, portanto, esses agricultores
obtêm condições semelhantes às de um grande produtor.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Os grupos de compras estão se organizando para ampliar o seu
domínio sobre o processo de produção de suas culturas para assim também sujeitar-se
menos aos preços das empresas de transporte, armazenagem, sementes, traders, entre
outras, e de certo modo estarem se protegendo de oscilações do mercado devido à
instabilidade política e governamental.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Assim, objetivou-se analisar duas opções de investimentos, levando em consideração
a substituição da aplicação dos fungicidas via terrestre pela atividade terceirizada
via aérea ou a compra de uma aeronave agrícola nas propriedades de um grupo de produtores
de grãos na região Médio-Norte Matogrossense durante o período de um ano safra,
visto que com a atividade aérea os danos mecânicos causados pelos maquinários agrícolas
são reduzidos.</font></p>

 


    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>MATERIAL E MÉTODOS</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O trabalho foi realizado nas propriedades do Grupo Agrícola
Eldorado, composto por 13 produtores de soja e milho (safrinha), que possui 15.000
hectares, num raio de 40 quilômetros. Foi considerado o período de um ano safra
para o desenvolvimento do presente trabalho, no qual semeia-se na safra da soja
a totalidade área e na safra do milho, em média, 70% do total da área do grupo.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Cada um dos produtores possui seu
próprio pulverizador terrestre, autopropelido, para todas as aplicações de seu calendário
agrícola anual, totalizando em média 12 operações, todas via terrestre por ano safra
em cada talhão. Dessas 12 operações, cinco são de fungicidas, sendo três na soja
e duas no milho. Levando em consideração as cinco aplicações, as quais serão substituídas
neste trabalho pelo uso do equipamento aéreo, a área potencial de aplicação aérea
é de 66.000 ha ano<sup>-1</sup>, sendo 45.000 ha para as três aplicações de fungicidas
na soja e 21.000 ha para as duas aplicações de fungicidas no milho. Portanto, supondo
o uso da aeronave no sistema de manejo o ano safra terá sete aplicações terrestres
e cinco aplicações aéreas. No <a href = "#q1">Quadro 1</a> segue a sequência anual das aplicações e
suas finalidades para as culturas da soja e do milho.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

<a name = "q1"><img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29q1.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>
<img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29q2.jpg">

    
<p><font face = "Verdana" size = "2">Os custos das aplicações terceirizadas para os cálculos foram obtidos
no mercado com uma empresa da região (<a href = "#q3">Quadro 3</a>), a qual usa uma aeronave agrícola
com motor a pistão movido a etanol, chamado Ipanema (modelo 203). O custo de aplicação
da terceirização foi padronizado para um volume de aplicação de 10 litros por hectare
e faixa de trabalho de 18 metros de largura, com um rendimento operacional de 130
ha h<sup>-1</sup>, de acordo com os dados fornecidos. A base de custos foi a do
ano de 2017 (<a href = "#q3">Quadro 3</a>).</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

<a name = "q3"><img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29q3.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A composição
do custo total e receitas da atividade agrícola foi obtida pelos dados de relatórios
das compras e das vendas realizadas nas últimas safras de soja (17/18) e milho (18/19)
que o grupo praticou. Esses dados foram usados para calcular parte do custo variável
dos produtores, custeio da lavoura e ambas as receitas da soja e do milho. O custo
fixo e parte do custo variável, como o custo da mão de obra e de operação com máquinas
e implementos, foram obtidos junto ao Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária
(IMEA, 2018).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Para quantificar a
perda de produtividade gerada pelo dano mecânico causado pelas rodas do pulverizador
foram utilizadas duas metodologias: a descrita por Vaz (2017), que utiliza a largura
do rastro do pulverizador, multiplicado pelo comprimento desse rastro dentro do
talhão e multiplicado pelo número total de rastros, o que é igual a área amassada.
Dividindo-se a área amassada pela área total do mesmo talhão, obtém-se a quantificação
do dano em porcentagem; e o outro método (popular) é o existente entre os produtores,
que consiste em considerar as linhas amassadas em relação ao total de linhas de
plantio do talhão.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Quando
se integra no sistema de manejo o uso da aeronave agrícola, a quantidade de aplicações
terrestres anuais passa de 12 para sete, logo, o dano mecânico é reduzido, pois
a aeronave não amassa nenhuma planta e, portanto, não há evolução do amassamento
na lavoura. Na época de aplicação dos fungicidas o potencial produtivo das plantas
está sendo definido e por consequência quanto mais vezes o pulverizador terrestre
trafega na área, maior é o amassamento e compactação do solo e os danos serão diretos
e irrecuperáveis. Em vista disso, para o sistema de manejo com a aeronave no sistema,
as perdas consideradas foram reduzidas para 1%, já que inicialmente o pulverizador
terrestre trafegou na área durante o período vegetativo das plantas, de forma que
a produtividade praticamente não foi afetada, uma vez que há um potencial de recuperação
por parte dessas plantas nessa fase de desenvolvimento.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Para verificar a viabilidade econômica dos projetos foram usadas
as técnicas recomendadas por Gitman (2010), a saber: a Taxa Interna de Retorno (TIR),
o Valor Presente Líquido (VPL) e o Período de Recuperação do Investimento (Payback),
considerando as Eqs. 1 e 2.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29eq1.jpg">                                                                                
Eq. (1)</font></p>

    
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">onde, FC<sub>t</sub> - é o fluxo de caixa no
período t; FC<sub>0</sub> - é o fluxo de caixa do investimento inicial; r - é a
taxa de desconto; t - é o período de tempo analisado; e, n - é o número de períodos.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29eq2.jpg">                                                                                            Eq.
(2)</font></p>

    
<p><font face = "Verdana" size = "2">onde, FC<sub>t</sub> - é o fluxo de caixa no período n;
FC<sub>0</sub> - é o fluxo de caixa do investimento inicial; e, n - é o número de
períodos.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>RESULTADOS E DISCUSSÃO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O
custo de aplicação por hectare do autopropelido é de R$ 16,40 e a área anual aplicada
é de 162.000 hectares (<a href = "#q4">Quadro 4</a>). Considerando as 12 aplicações, o custo anual com
estas aplicações é de R$ 2.656.800,00.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

<a name = "q4"><img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29q4.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Com a contratação do serviço aéreo, o custo total da aplicação terrestre decresce
em cinco aplicações, sendo, então, cinco aplicações terrestres na soja, R$ 1.237.500,
e duas aplicações terrestres no milho, R$ 344.400. Assim, o custo da aplicação terrestre
quando se tem o uso da aeronave reduz de R$ 2.656.800 para R$ 1.581.900. Somando-se
o custo total da aplicação aérea terceirizada (<a href = "#q5">Quadro 5</a>) ao custo de aplicação terrestre
no mesmo sistema, o custo total final é de R$ 2.835.900. Comparando-se com o custo
do sistema terrestre, a diferença é de R$ 179.100,00.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

<a name = "q5"><img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29q5.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">A aeronave nova da Embraer (modelo 203) chamada Ipanema custa R$ 1.580.000,00
e tem capacidade de carga do Hopper 750 kg ou volume máximo de 950 litros. O valor
levantado do seu custo operacional é de R$ 15,00 ha<sup>-1</sup>, levando-se em
consideração a manutenção do equipamento durante um ano, remuneração do operador,
consumo de combustível e depreciação do equipamento. Assim, no <a href = "#q6">Quadro 6</a> seguem os
valores dos custos da aplicação com aeronave própria.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

<a name = "q6"><img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29q6.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Considerando
que a aeronave tem capacidade de aplicar em 130 ha h<sup>-1</sup>, serão gastos
347 horas de voo na soja e 162 horas no milho, totalizando aproximadamente 509 horas
anuais de uso para aplicar na área total do grupo (15.000 ha). De acordo com as
empresas da região, uma aeronave realiza em média 700 horas anuais de voo, logo,
existe uma ociosidade do equipamento de aproximadamente 191 horas anuais, que pode
ser usada para caso os produtores semeiem 100% da área com milho, no caso totalizando
576 horas ano<sup>-1</sup> de voo, e ainda sobra em torno de 16.000 hectares para
rendimento, o qual pode ser utilizado em caso de necessidade de aumento do volume
de aplicação ou para prestação de serviços a terceiros, aumentando a renda do grupo
ou possibilitando a amortização do capital investido num menor espaço de tempo.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Efeitos econômicos dos danos mecânicos causados pelo sistema de aplicação
terrestre</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O amassamento calculado
segundo a metodologia de Vaz (2017) somente considera a cultura da soja e é feito
considerando a largura do rastro ou pneu, multiplicado pelo comprimento médio do
talhão e pelo número total de rastros, que é igual a área amassada, dividindo-se
pela área total, o resultado é o dano em porcentagem. No caso do milho, o amassamento
é mais intenso, pois a planta possui porte maior, ao ponto de o dossel superior
ser atingido pelo pulverizador depois que pendoado e sendo que o milho possui plasticidade
extremamente baixa, na qual uma planta não irá compensar a produção de outra que
foi prejudicada, as perdas se tornam maiores.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Por outro lado, os resultados da metodologia popular tiveram considerável
correlação com a metodologia descrita por Vaz (2017), uma vez que esse método, utilizando-se
do mesmo talhão em que foi realizado o método de Vaz (2017), de 243,75 hectares,
sendo 975 m de comprimento por 2.500 m de largura, para um pulverizador de barras
de 30 m de largura, foram necessárias 83 passadas para cobrir toda área, portanto,
como em cada passada são dois rastros, totaliza-se 166 rastros ou linhas amassadas
pelo pulverizador. Sendo o número de rastros e o tamanho do talhão fixos em todas
as safras, a porcentagem de amassamento não muda. O espaçamento entre linhas de
semeadura é de 0,45 m para ambas as culturas, então são 5.555 linhas de soja ou
milho dentro deste talhão, logo, o valor é de 0,0298, ou seja, aproximadamente 3%
de amassamento para a soja.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Devido
à falta de informação na literatura para se determinar um método para avaliar o
amassamento no milho e sabendo-se que o dano na cultura é maior que na soja, o dano
econômico foi estimado em 5%. Sumarizando, a média amostral de amassamento para
a soja no sistema de manejo de aplicação via terrestre no presente trabalho foi
de 3% para a soja e de 5% para o milho. No trabalho de Silva (2004), o resultado
do dano mecânico avaliado experimentalmente com a amostragem das plantas em campo
para a soja e milho foi de 2,5% e 2,6%, respectivamente, de forma que a diferença
observada, ainda que de baixa magnitude, deve-se ao pulverizador utilizado no estudo,
o qual possuía barra com 40 m de comprimento, o que explicaria a menor porcentagem
de dano mecânico pelo fato de o pulverizador passar menos vezes na área. No milho,
o mencionado trabalho avaliou o dano mecânico até o estádio vegetativo da sexta
folha (V6), enquanto que no presente estudo, a última aplicação de fungicida ocorreu
no seu pendoamento (VT), gerando a redução do estande de plantas.</font></p>

 
    <p><font face = "Verdana" size = "2">Na descrição dos seus métodos de avaliação, Silva
(2004) relatou como danos causados na cultura pela passagem do rodado do pulverizador
sobre as plantas, plantas inclinadas, injúrias em vagens, espigas, folhas, ramos
e grãos e até mesmo a morte, além da compactação do solo, que afeta diretamente
o desenvolvimento e eficiência das funções das raízes, afetando o desenvolvimento
da planta e, consequentemente, a sua produtividade (<a href = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29f1.jpg" target = "_blank">Figuras 1</a> e <a href = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29f2.jpg" target = "_blank">2</a>). Quanto mais
aplicações terrestres, maior é o dano mecânico e compactação do solo, conforme já
havia sido relatado por Oliveira <i>et al</i>. (2014). Assim, inicialmente, quando
as plantas estão em estádio vegetativo (V<sub>n</sub>), a passagem do pulverizador
causa danos menores, recuperáveis, pois a planta tem capacidade de recuperação maior
que àquela no estádio reprodutivo (R<sub>n</sub>). O problema do amassamento vai
se intensificando a partir da primeira aplicação de fungicida, sendo o nível de
dano irrecuperável, pois com o estande maior, a planta será mais acometida por atritos
do rodado do pulverizador, com consequente redução de produtividade.</font></p>

    
<p><font face = "Verdana" size = "2">Com
a aeronave no sistema, o amassamento total final é reduzido para 1% em ambas as
culturas. Silva (2004) considerou o dano mecânico do equipamento aéreo como zero,
porém esse valor não retrata a realidade, pois ainda com o uso da aeronave, se tem
o autopropelido trafegando algumas vezes na área para aplicação de outros insumos.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Para o cálculo das perdas totais
foi considerada a diferença de perdas entre os sistemas (aplicação terrestre e aérea).
Portanto, foi descontado 1% das amostragens feitas nas culturas, sendo na soja o
dano de 3%, menos 1% que é o dano no sistema com aeronave, obtendo-se o valor de
ganho no sistema, 2%. Assim, também se segue essa lógica para o milho. Utilizando-se
dos valores de produtividade/produção e preço de venda (<a href = "#q7">Quadro 7</a>), a perda total
no manejo com aplicação aérea (1%) é de R$ 712.575,00. Para o sistema de aplicação
via terrestre, a perda é de R$ 1.806.300,00. Portanto, há uma diferença de perdas
entre os sistemas com e sem aplicação aérea de R$ 1.093.725,00 a mais para o sistema
com a introdução da aeronave no manejo, ou seja, as perdas são 53,5% superiores
na aplicação via terrestre.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

<a name = "q7"><img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29q7.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Em estudo similar, a quantificação do dano econômico
causado pela pulverização terrestre foi de uma perda de 3 sacos de soja por hectare,
considerando uma produtividade de 60 sacas ha<sup>-1</sup> (Águas Claras Aviação
Agrícola Ltda, 2012). Schröder (2007) relatou, no ano safra 2006/07, que a perda
por amassamento de plantas de soja foi de 4%, para um custo total da pulverização
terrestre de R$ 11,00 ha<sup>-1</sup> e da aérea de R$ 22,00 ha<sup>-1</sup>. Tais
dados também são corroborados por Cruvinel (2017)<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>,
o qual obteve um amassamento na cultural da soja de 4% quando comparou os sistemas
de aplicação aérea e terrestre, assim como são semelhantes aos de Reis e Zanatta
(2017), que observaram em seus estudos com soja, cuja produtividade foi de 3.200
kg ha<sup>-1</sup>, perda de 4,9% ocasionados pelo amassamento de plantas originados
pela aplicação terrestre.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Noutros
estudos também foram observados que o amassamento causado pelo rodado do trator
nas linhas de soja durante as aplicações dos produtos fitossanitários diminuiu significativamente
a produtividade da cultura quando comparado às áreas que não sofreram amassamento
(Justino <i>et al</i>., 2006; Ludwig, 2009; Oliveira <i>et al.,</i> 2014). De acordo
com Matthews (2000), a produtividade dessas áreas afetadas pelo amassamento pode
ter compensação parcial pelas plantas adjacentes as que sofrem amassamento pela
passagem das rodas do trator, uma vez que podem surgir brotações laterais e mais
grãos por plantas, mas isso não é o suficiente para evitar reduções na produtividade
da soja.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Compilando as observações
destes estudos, assim como o presente trabalho, é possível constatar que, assim
como Justino <i>et al</i>. (2006), Ludwig <i>et al</i>. (2009) e Costa (2017) já
haviam salientado em seus estudos, os fatores como a largura do pneu, comprimento
das barras dos pulverizadores, que irá interferir na quantidade de passadas na lavoura,
a utilização de espaçamento diferenciado entre linhas, o qual permitiria passar
o trator e/ou equipamento de aplicação de produtos sem danificar as plantas, além
de outros, como nos sistemas em que não se tem sistema de posicionamento global
(GPS) nos equipamentos, o amassamento pode resultar em perdas muito maiores, as
quais pode variar de 5,6 a 9,0%, para barras de pulverização terrestre de 10 e 16
m, respectivamente (Ludwig <i>et al.</i>, 2009).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A vida útil da aeronave é de 20 anos e do autopropelido de 10 anos. Portanto,
ao longo dos 10 anos o pulverizador desvalorizou totalmente, enquanto a aeronave
está com valor residual de 50%. O produtor, então, normalmente deprecia a sua máquina
para que ela tenha um valor de revenda e não desembolse o valor integral de um novo
pulverizador. Também é possível comprar na região aeronaves com mais de 10 anos
de uso por R$ 600.000,00, o que impactaria no valor residual do bem, porém o investimento
inicial seria menor. Assim, e considerando, os dados da <a href = "#q8">Quadro 8</a>, é possível inferir
que o valor presente líquido (VPL) no sistema aeronave própria é 25,7% superior
ao sistema terceirizado, assim como a taxa interna de retorno (TIR) do projeto da
aeronave própria é 34,6% maior que o sistema terceirizado. Os Paybacks para os sistemas
próprio e terceirado foram, respectivamente, de 2,79 e 1 ano, ou seja, esses são
os períodos necessários para que os investimentos financeiros sejam integralmente
recuperados em cada um dos sistemas propostos.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

<a name = "q8"><img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29q8.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A produtividade incrementada no sistema de manejo com a aeronave
é de 1,19 saca ha<sup>-1</sup> para a soja e 4,4 sacas ha<sup>-1</sup> para o milho
(<a href = "#q9">Quadro 9</a>). Considerando os mesmos preços praticados (<a href = "#q7">Quadro 7</a>), as novas produtividades
e a mesma área plantada de milho, a área mínima de soja a ser plantada (ponto de
equilíbrio) é de 13.324 hectares para que todos os custos sejam quitados.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>

<a name = "q9"><img src = "/img/revistas/rca/v42n1/v42n1a29q9.jpg"></a>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Simulando uma quebra na safra da soja, e manutenção na produtividade
do milho como ocorrido nos últimos anos, a produtividade da soja poderia reduzir
a 52,50 sacas ha<sup>-1</sup> que ainda assim a conta empataria, considerando os
padrões de produtividades e de preços para ambas as culturas do presente trabalho.
Outra possível simulação seria devido à grande oferta de soja no mercado, de forma
que o preço mínimo de venda da saca poderia passar de R$ 60,00 a até R$ 53,30 para
que a conta empatasse.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">No entanto,
caso o plantio de soja fosse atrasado pela falta de chuva, a janela de plantio de
milho diminuiria e menos milho seria plantado. A área mínima de milho plantada,
considerando as mesmas produtividades e os mesmos preço de mercado, seria de 7.347,60
hectares, ou seja, aproximadamente 50% da área total.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Simulando uma quebra da safra do milho, a produtividade mínima
para que os custos sejam quitados é de 80 sacas ha<sup>-1</sup>, considerando preços
de venda constantes para ambas culturas bem como a mesma produtividade de soja.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>CONCLUSÕES</b></font></p>

 


    <p><font face = "Verdana" size = "2">A partir das análises dos projetos (contratação
terceirizada da aplicação aérea e o de compra da aeronave própria) verificou-se
que ambos têm viabilidade econômica positiva devido ao fator da redução de perdas
pelo amassamento.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Com a terceirização,
o uso da aeronave causa um impacto econômico significativamente capaz de pagar o
custo da aplicação no primeiro ano de contrato e ainda ter receita positiva, enquanto
que com a aeronave própria é possível quitar o investimento em um pouco mais de
dois anos, possibilitando margem de lucro maior, diminuindo o risco gerencial do
negócio, pois, a produtividade do sistema aumenta, diluindo mais os custos. Tais
fatos são ratificados pelo valor presente líquido, taxa interna de retorno e payback,
os quais são complementares e indicam ser mais interessante o sistema próprio.</font></p>


    <p><font face = "Verdana" size = "2">É importante ressaltar que, como o volume de área
aplicado é notavelmente numeroso, os retornos econômicos dos projetos são alavancados,
o que explica o alto valor da taxa interna de retorno.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Referências bibliográficas</b></font></p>


    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Águas Claras Aviação Agrícola Ltda. (2012) - <i>Será
que agora decola?</i>. [cit. 2018.04.12]. &lt;<a href = "http://www.aguasclarasaviacao.com.br/vantagens_custos.htmls" target = "_blank">http://www.aguasclarasaviacao.com.br/vantagens_custos.html</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713672&pid=S0871-018X201900010003000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>


    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Barranqueiro, H.R. e Dalchiavon, F.C. (2017) -
Aplicação de azoto na cultura da soja. <i>Revista de Ciências Agrárias</i>, vol.
40, n. 1, p. 196-204. <a href = "http://dx.doi.org/10.19084/RCA16030" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.19084/RCA16030</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713674&pid=S0871-018X201900010003000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Castro, S.H. de; Reis, R.P. e Lima, A.L.R. (2006) - Custos
de produção da soja cultivada sob sistema de plantio direto: estudo de multicasos
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<a href = "http://dx.doi.org/10.1590/S1413-70542006000600017" target = "_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S1413-70542006000600017</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713675&pid=S0871-018X201900010003000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">CONAB (2017) - <i>Série histórica: Soja</i>. Companhia Nacional
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&lt;<a href = "http://www.conab.gov.br/conteudos.php?a=1252&t=&Pagina_objcmsconteudos=3#A_objcmsconteudos" target = "_blank">http://www.conab.gov.br/conteudos.php?a=1252&amp;t=&amp;Pagina_objcmsconteudos=3#A_objcmsconteudos</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713676&pid=S0871-018X201900010003000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>


    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Costa, C. C. da (2017) - <i>Custo e benefícios
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Cunha, J.P.A.R.;
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&lt;<a href = "http://www.ecen.com/eee77/eee77p/indicadores_produtividade_capital_agropecuaria.htm" target = "_blank">http://www.ecen.com/eee77/eee77p/indicadores_produtividade_capital_agropecuaria.htm</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713682&pid=S0871-018X201900010003000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Gitman, L.J. (2010) - <i>Princípios de Administração Financeira</i>. 12.
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">IMEA (2018) - <i>Custos de produção da soja 17/18 e milho 18/19</i>. Instituto
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&lt;<a href = "http://www.imea.com.br/imea-site/relatorios-mercado-detalhe?c=4&s=3" target = "_blank">http://www.imea.com.br/imea-site/relatorios-mercado-detalhe?c=4&amp;s=3</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713686&pid=S0871-018X201900010003000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Imhoff, M.M. e Mortari, A.P. (2005)
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Justino, A.; Menon, L.; Bora, L.; Garcia, L.C. e Raetano,
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Lobo Junior,
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    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Ludwig, M.P.; Lucca Filho, O.A.; Dutra, L.M.C.; Avelar, S.A.G.; Rosa, S.F. e
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&lt;<a href = "https://www.orsementes.com.br/sistema/anexos/artigos/94/Amassamento%20c%C3%A1lculo%20dano.pdf" target = "_blank">www.orsementes.com.br/sistema/anexos/artigos/94/Amassamento%20c%C3%A1lculo%20dano.pdf</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713703&pid=S0871-018X201900010003000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>


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    <p><font face = "Verdana" size = "2">Recebido/received: 2018.06.16</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Recebido em versão revista/received in revised form: 2018.08.16</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Aceite/accepted: 2018.10.02</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><a ftn1' href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a>
Informações fornecidas por contato pessoal. Dados não publicados, referentes ao
projeto “Desenvolvimento da aplicação aérea de agrotóxicos como estratégia de controle
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