<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0871-018X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Ciências Agrárias]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. de Ciências Agrárias]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-018X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0871-018X2019000400025</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.19084/rca.18670</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Plantas Alimentícias Não Convencionais: um estudo sobre a possibilidade de inserção na merenda escolar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Unconventional Food Plants: a study on the possibility of inserting in the school merchand]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nascimento]]></surname>
<given-names><![CDATA[Shirley Grazieli da Silva]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Almansa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Karina de Souza]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hanke]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ávila]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mariana Rockenbach de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A2"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maia]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joélio Farias]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fernanda Novo da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Pampa  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio Grande do Sul ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,Instituto de Investigaciones Agropecuarias  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Chile</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2019</year>
</pub-date>
<volume>42</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>241</fpage>
<lpage>250</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-018X2019000400025&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-018X2019000400025&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-018X2019000400025&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O trabalho verificou a possibilidade de inserção das Plantas Alimentícias Não Convencionais na merenda escolar no município de Dom Pedrito, RS. Buscou-se compreender como ocorre a articulação do Programa Nacional de Alimentação Escolar em relação as estratégias de segurança alimentar e nutricional dos alunos. Participaram deste estudo dois gestores municipais e quatro servidores de duas escolas. Foram realizadas entrevistas nos meses de março e abril de dois mil e dezenove. Os resultados foram avaliados a luz da análise textual de discurso. Os resultados apresentam o desconhecimento dos servidores em relação às Panc’s e sua importância como elemento para assegurar segurança alimentar e nutricional, enfatizam a preocupação pela adoção de hábitos alimentares saudáveis, verificou-se o distanciamento entre a participação dos pais para com as atividades realizadas dentro da escola, sinalizando a necessidade da promoção de ações em torno da segurança alimentar, envolvendo todos os atores envolvidos no processo da alimentação na escola.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The work verified the possibility of insertion of Panc's in the school lunch in the municipality of Dom Pedrito, RS. To this end, we sought to understand how the articulation of PNAE occurs in strategies to ensure food and nutritional security of students. Two municipal managers and four employees from two schools participated in this study. In-depth interviews were conducted in March and April 2019. Results were evaluated by textual discourse analysis. The main result shows the lack of knowledge of servers regarding the Panc's and their importance as an element to ensure food and nutritional security. Another result found was the concern for the adoption of healthy eating habits. Verify a detachment between the participation of parents towards activities carried out within the school, signaling the need to promote actions around food safety, involving all actors involved in the school feeding process.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[segurança alimentar e nutricional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[políticas públicas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[alimentação saudável]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Food and nutrition security Public policies]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Healthy eating]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ 

    <p align = "right"><font face = "Verdana" size = "2"><b>ARTIGO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "4"><b>Plantas Alimentícias Não Convencionais:
um estudo sobre a possibilidade de inserção na merenda escolar</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Unconventional Food Plants: a study on the possibility
of inserting in the school merchand</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Shirley Grazieli da Silva Nascimento</b><sup>1,</sup>*, <b>Karina
de Souza Almansa</b><sup>1</sup>, <b>Daniel Hanke</b><sup>1</sup>, <b>Mariana Rockenbach de Ávila</b><sup>2</sup>,
<b>Joélio Farias Maia</b><sup>1</sup> e <b>Fernanda Novo da Silva</b><sup>1</sup></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i><sup>1</sup>Universidade Federal do Pampa, campus Dom
Pedrito, Rio Grande do Sul, Brasil</i></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i><sup>2</sup>Pesquisadora visitante no Instituto de Investigaciones Agropecuarias
(INIA), Chile</i></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>(*E-mail: <a href = "mailto:nascimento.shy@gmail.com" target = "_blank">nascimento.shy@gmail.com</a>)</i></font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>RESUMO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O trabalho verificou a possibilidade de inserção
das Plantas Alimentícias Não Convencionais na merenda escolar no município de Dom
Pedrito, RS. Buscou-se compreender como ocorre a articulação do Programa Nacional
de Alimentação Escolar em relação as estratégias de segurança alimentar e nutricional
dos alunos. Participaram deste estudo dois gestores municipais e quatro servidores
de duas escolas. Foram realizadas entrevistas nos meses de março e abril de dois
mil e dezenove. Os resultados foram avaliados a luz da análise textual de discurso.
Os resultados apresentam o desconhecimento dos servidores em relação às Panc’s e
sua importância como elemento para assegurar segurança alimentar e nutricional,
enfatizam a preocupação pela adoção de hábitos alimentares saudáveis, verificou-se
o distanciamento entre a participação dos pais para com as atividades realizadas
dentro da escola, sinalizando a necessidade da promoção de ações em torno da segurança
alimentar, envolvendo todos os atores envolvidos no processo da alimentação na escola.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Palavras-chave</b>: segurança alimentar e nutricional, políticas públicas,
alimentação saudável.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>ABSTRACT</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">The work verified the possibility of insertion of Panc's
in the school lunch in the municipality of Dom Pedrito, RS. To this end, we sought
to understand how the articulation of PNAE occurs in strategies to ensure food and
nutritional security of students. Two municipal managers and four employees from
two schools participated in this study. In-depth interviews were conducted in March
and April 2019. Results were evaluated by textual discourse analysis. The main result
shows the lack of knowledge of servers regarding the Panc's and their importance
as an element to ensure food and nutritional security. Another result found was
the concern for the adoption of healthy eating habits. Verify a detachment between
the participation of parents towards activities carried out within the school, signaling
the need to promote actions around food safety, involving all actors involved in
the school feeding process.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><b>Keywords:</b> Food and nutrition security Public policies. Healthy eating.</font></p>

<hr noshade size = 1>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">As práticas alimentares tiveram mudanças significativas
em razão da modernidade e das transformações tecnológicos na indústria de alimentos,
ocasionando impactos à saúde humana, relacionando a alimentação às doenças crônicas
como hipertensão, diabetes, sobrepeso, tendo predomínio de déficits nutricionais
(Kac & Velásquez Meléndez, 2003). No que diz respeito à produção, esta ocorre
de forma intensiva, com massiva utilização de produtos químicos, acarretando consequências
sociais e ambientais no âmbito rural (Friedmann, 2000).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Dentre as políticas públicas do Brasil, o Programa Nacional
de Alimentação Escolar (PNAE) visa a melhoria das condições de saúde, bem como a
adesão de hábitos alimentares saudáveis entre os discentes, levando em consideração
os déficits nutricionais constatados no país (CONSEA, 2004). Cabe destacar que O
Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) foi extinto por
meio da Medida Provisória nº 870, de 1º de janeiro de 2019, pelo Governo Federal
vigente neste ano (Brasil, 2019).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Como marco histórico do PNAE a sanção da Lei nº 11.947/2009, estabeleceu a obrigatoriedade
de repasse de um percentual mínimo de 30% para destinação de produtos alimentícios
advindos da agricultura familiar. Acarretando um incentivo à agricultura familiar,
potencializando o desenvolvimento econômico, sustentável e inovador às aquisições
públicas. O PNAE apresentou fatores que refletiram seu potencial estrutural devido
à aquisição dos gêneros alimentícios advindos da agricultura familiar, resultando
benefícios como renda e participação destes pequenos agricultores, conforme avaliação
de Triches e Schneider (2010).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Sendo
a escola o ambiente de promoção de boas práticas de cidadania e saúde, cabe salientar
a importância da participação dos docentes nestas ações, através de atividades voltadas
a estas temáticas, as quais devem compor o projeto pedagógico da escola para enaltecer
a importância da saúde no processo da educação, bem como a temática de segurança
alimentar e soberania alimentar e sua promoção, através de estratégias de fortalecimento
da agricultura familiar (Altemburg, 2013).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"> Os hábitos alimentares tiveram alterações, devido a globalização na
produção de alimentos, mostrando uma nova superfície alimentar, esta base alimentar
centralizada tem por característica produções em grande escala incentivadas de uma
demanda estimulada pelo mercado (Kellen <i>et al</i>., 2015). Esta produção elevada,
impulsionada por produtos químicos e máquinas, traz grandes impactos ao meio, pois
ameaçam o ecossistema e a saúde das pessoas inseridas neste ambiente, sejam elas
trabalhadores ou consumidores.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Torna-se
necessário um modelo de práticas sustentáveis para produção, modelo este, que valorize
os biomas, suas potencialidades e diversidade, como a exemplo das Plantas Alimentícias
Não Convencionais (PANC’s), que de acordo com Kinupp (2007) são todas as plantas
que possuem potencial alimentício, sendo estas espontâneas, cultivadas, nativas
que não compõem o cardápio habitual. Por se tratar de plantas com um alto índice
nutricional, que compõem a história da alimentação humana torna-se um atrativo para
agregação de valor a agricultura familiar, bem como para a promoção da Segurança
Alimentar e Nutricional (SAN).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Neste
sentido, buscou-se analisar a possibilidade de inserção das Panc’s na alimentação
escolar no município de Dom Pedrito, RS.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Segurança Alimentar e Nutricional (SAN)</i></font></p>  

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) representa o direito de todos a ter
acesso a uma alimentação de qualidade tendo por base os quatro eixos do desenvolvimento
sustentável, econômico, social, ambiental e humano (CONSEA, 2018). Ao abordar este
tema são muitos os fatores que devem ser levados em consideração, como a origem
dos alimentos produzidos, as condições nutricionais das pessoas e o ambiente como
um todo. A SAN abrange todo o sistema que envolve a alimentação, não apenas produção,
industrialização e distribuição, tendo impactos relevantes no que diz respeito à
renda. Constatou-se que a insegurança alimentar é maior em domicílios com rendimento
mensal domiciliar <i>per capita</i>inferior a meio salário mínimo por pessoa (IBGE,
2009), percebe-se que de acordo com a renda não é possível ter acesso à alimentação
de qualidade, acarretando a Insegurança Alimentar e Nutricional (INSAN).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Levando em consideração o modo produtivista
exploratório que compõe grande parte da produção de alimentos, ou seja, produções
em escala que fazem uso de grandes extensões de terra, gerando uma quantidade abundante
de produtos que não caracterizam alimentos de qualidade. Existe uma demanda por
alimentos que vai além dos processos produtivos, componentes calóricos e nutricionais,
abrangendo a sustentabilidade do sistema produtivo, cadeias curtas de comercialização,
bem como a composição cultural e social de um alimento de qualidade (Paulillo &
Almeida, 2005).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O foco da SAN
é abranger todos os fatores que compõe a alimentação e não tratar o alimento como
algo abstrato e optar por alimentos saudáveis e seguros (Maluf <i>et al.</i>, 2015).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Políticas públicas para segurança alimentar</i></font></p>  

    <p><font face = "Verdana" size = "2">As políticas de alimentação e nutrição datam de 1930,
tendo por foco a alimentação escolar, onde estados com maior desenvolvimento econômico
participaram destas iniciativas, devido à obrigatoriedade escolar, assim responsabilizando-se
pelo fornecimento da merenda em suas redes de ensino (Stefanini, 1998). O Programa
Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é considerado na área da alimentação escolar,
um dos maiores programas a nível mundial no que se refere a um atendimento universalizado.
Surgiu na década de 1950 através da criação da Campanha de Merenda Escolar (CME),
por meio de convênio de organizações internacionais como o Fundo das Nações Unidas
para a Infância (UNICEF), visando atender as necessidades básicas nutricionais dos
estudantes no período escolar (Garcia, 2018).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Marco importante no histórico do PNAE foi a mudança de regulamentação
em torno das aquisições públicas, através do decreto de Lei nº 11.947/2009, o artigo
14 dessa Lei determina que do total dos recursos transferidos pelo Fundo Nacional
de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito do PNAE, no mínimo 30% (trinta
por cento) deverão ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente
da agricultura familiar (Brasil, 2009). Em relação a aquisição de alimentos advindos
da agricultura familiar, no ano de 2017 o município realizou compras no valor de
R$ 147.225,43 representando 31,57% do total de compras, sendo que neste foram repassados
R$466.286,80 (FNDE, 2018).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O
Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi criado, através da Lei 10.696/03, de
dois de julho de 2003, o qual tem por finalidade a garantia de compra de alimentos
pelas prefeituras junto aos agricultores familiares a um preço justo, garantindo
a geração de renda (Brasil, 2003).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Logo com a ampliação do PNAE via decreto de Lei nº 11.947/2009, que estabeleceu
que no mínimo 30% dos alimentos tenham origem da agricultura familiar, houve uma
aproximação entre a alimentação escolar para com os alimentos produzidos por agricultores
familiares, nesta perspectiva as políticas públicas representam um papel estratégico
no que se refere a introdução dos agricultores familiares na produção de alimentos
para abastecer o mercado interno, resultando em uma  reconexão entre produção e
consumo (Triches & Schneider, 2010).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s)</i></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A alimentação atualmente é tópico de grandes discussões, pois, a cada dia
está mais concentrada em um menor número de alimentos, conforme dados analisados
a partir do Inquérito Nacional de Alimentação. Com efeito, há uma maior concentração
de consumo de alimentos como arroz (84,0%), café (79,0%), feijão (72,8%), pão de
sal (63,0%) e carne bovina (48,7%), destacando-se o aumento no consumo de refrigerantes
(23,0%) e menor consumo de frutas e hortaliças (16,0%), caracterizando um padrão
alimentar com base em poucos alimentos (Souza <i>et al</i>., 2013).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Para Polesi (2016), reconhecer espécies vegetais
disponíveis ao redor de propriedades e residências, pode se tornar uma alternativa
alimentar de grande valia, como a exemplo das Plantas Alimentícias não Convencionais
(PANC’s), que são plantas alimentícias que possuem uma ou mais partes que podem
ser agregadas na alimentação humana, como raízes tuberosas, bulbos, folhas, brotos,
flores e frutos (Kinupp, 2007).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Por
vezes as Panc’s são vistas como as chamadas ‘’plantas daninhas’’, sendo eliminadas
de seu ambiente natural, pois, nascem de forma espontânea em sua grande maioria,
desvalorizando seu potencial alimentar e sua composição na biodiversidade local
(Kinupp, 2007). O Brasil possui a maior biodiversidade do planeta, sendo quase 50
mil espécies, podendo ter crescimento neste número, pois a cada ano novas espécies
são cadastradas (Fioravanti, 2016); desta variedade de espécies, de acordo com Altieri
(2016), cerca de um terço pode ser consumida, agregando valor à biodiversidade e
promovendo uma alimentação de qualidade a partir da diversificação de alimentos.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A Cartilha das PANC’s do Grupo de Viveiros
Comunitários (GVC) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul salienta a importância
das PANC’s como alimentos funcionais para o organismo humano por meio de suas propriedades,
propiciando benefícios à saúde através de seu consumo. Algumas destas plantas e
seus benefícios são descritos no <a href = "/img/revistas/rca/v42n4/v42n4a25q1.jpg" target = "_blank">Quadro 1</a>.</font></p>

    
<p><font face = "Verdana" size = "2">Há um grande potencial nas Panc’s a ser explorado e devido a carência
de estudos e informações em torno deste tema, por vezes as plantas, suas folhas
e frutos são desperdiçados por não haver conhecimento de seu potencial alimentício.
Kinupp e Lorenzi (2014) relatam que estes alimentos não convencionais que são desperdiçados
poderiam servir para produção de geleias, sendo fornecidas a merenda escolar, promovendo
uma alimentação nutritiva a partir das PANC’s.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">É importante levar em consideração as espécies presentes em cada região:
no Rio Grande do Sul, por exemplo, existem 201 plantas nativas comestíveis, sendo
que 40% destas ocorrem no <i>Bioma Pampa</i>, percebe-se que a falta de conhecimento
faz com que não se utilize estas plantas com valor nutritivo considerável em nossa
alimentação, além de ser uma alternativa de renda aos pequenos produtores locais
(Reis, 2017). O Bioma Pampa abrange o Uruguai, Nordeste da Argentina, Sul do Brasil,
e extrato do Paraguai (Pallarés <i>et al</i>., 2005) e sua vegetação herbácea apresenta
alta riqueza de espécies (Overbeck <i>et al</i>., 2007). Estes campos são caracterizados
por combinações distintas de solo, paisagem e padrões climáticos (Boldrini, 2009).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>METODOLOGIA</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A presente pesquisa
foi realizada em três etapas distintas. Na primeira etapa, foi realizada uma busca
de perspectivas bibliográficas em torno das temáticas abordadas nesta pesquisa,
para melhor compreensão das mesmas. A segunda etapa foi formada através da pesquisa
de campo, mediante a interação do pesquisador para com o objeto de estudo, tendo
por foco a análise do universo de estudo e seus componentes no seu ambiente (Spink,
2003), por meio de entrevistas com os atores envolvidos.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">O universo de estudo foi o município de Dom Pedrito,
RS, localizado na região da Campanha Gaúcha (<a href = "#f1">Figura 1</a>). Conforme IBGE (2018), o
município de Dom Pedrito possuí população de 38.898 habitantes, com 35.255 (ou 
90,6%)  em  domicilio  urbano e  3.643  (ou  9,4%)  em  domicílios rurais. Também,
apresenta uma área territorial de 5.190,238 km<sup>2</sup>, dados oriundos do último Censo,
realizado em 2010 (IBGE, 2018; Nascimento, <i>et al.</i>, 2018) e aproximadamente
450 estabelecimentos familiares e 1.600 pessoas com ocupação na agricultura familiar,
dispondo 746 com cadastro DAP – Pessoa Física (CGMA, 2015).</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><a name = "f1"><img src = "/img/revistas/rca/v42n4/v42n4a25f1.jpg"></a></p>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Este município, essencialmente agrícola, possui
sua renda basicamente do agronegócio. Cabe destaque no setor agrícola, a agricultura
familiar que vem passando por diversas experiências e transformações em Dom Pedrito,
RS. Atualmente, três ações de políticas públicas atuam junto a Agricultura Familiar
como forma de fortalecimento e desenvolvimento no município: I) Feira Livre Comunitária
de Dom Pedrito, II) O Programa Nacional de Aquisição de Alimentos (PAA) e III) O
Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A pecuária, na qual o município também é referência, com um rebanho aproximado
de 420 mil cabeças de bovinos e 150 mil cabeças de ovinos, contando com um sistema
de criação tendo por base campos nativos e pastagens; a fruticultura, que apesar
de ser pouco abordada, possui uma produção bastante diversificada, dentre as espécies
que vêm sendo cultivadas cabe destacar as uvas viníferas, morangos, pêssegos e mandioca.
Levando em consideração estas grandes produções, cabe aos produtores familiares
buscar a diferenciação na produção, através da diversificação de produtos, onde
através do PNAE tem a oportunidade de comercialização, sendo um incremento a renda,
além de estimular a produção agroecológica e a introdução de alimentos diversificados
na alimentação escolar.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Diante
deste cenário, é possível visualizar a importância da agricultura familiar no fornecimento
de alimentos diversificados à alimentação e sua relação com o PNAE na busca pela
garantia ao acesso de alimentos de qualidade na escola. Desta forma a Secretaria
de Educação e escolas do município configuram o objeto de estudo, para verificar
como ocorre a execução do PNAE no município e qual a possibilidade de inserção das
Panc’s na alimentação escolar, tendo em vista a busca de alimentos múltiplos na
alimentação dos educandos.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Foram
entrevistados os gestores e servidores do município que estão diretamente envolvidos
com o processo da alimentação escolar, sendo estes: o Secretário de Educação do
município, a nutricionista responsável pelas escolas de ensino regular do município,
uma professora do Ensino de Ciências de cada escola participante, visto que a temática
da alimentação está presente no componente de ensino desta disciplina em sua essência
e uma merendeira de cada escola participante, totalizando seis atores envolvidos.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Para auxiliar nas discussões dos resultados
utilizaram-se as siglas que seguem no <a href = "#q2">Quadro 2</a>.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name = "q2"><img src = "/img/revistas/rca/v42n4/v42n4a25q2.jpg"></a></p>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Para a coleta de dados utilizou-se um roteiro de questões semi–estruturado
com questões abertas, dando liberdade de respostas aos entrevistados. O roteiro
de questões que abordou as Panc’s foi embasado no modelo apresentado por Reis (2017)
abordando a temática em relevância nesta pesquisa, sendo respondido por todos os
entrevistados.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">O segundo momento
foi constituído pelo trabalho de campo, para a delimitação da amostra foi enviada
uma carta de apresentação do projeto para a Secretaria de Educação do município,
onde através dessa carta as escolas interessadas responderam sobre o interesse em
participar da pesquisa. A amostra foi delimitada através da técnica não probabilística
por conveniência (Gil, 2008), ou seja, escolas de rápido acesso e em que os informantes
se interessaram em responder a pesquisa.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">As entrevistas foram realizadas nos locais de trabalho dos atores envolvidos,
sendo estes, a Secretaria de Educação do município, Setor de Alimentação do município
e escolas participantes, durando em torno de 30 (trinta) a 50 (cinquenta) minutos
cada entrevista. O recurso utilizado foi de um gravador de áudio, mediante aceitação
dos entrevistados.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Por fim, o
último momento refere-se à análise de dados, onde ocorreu a transcrição das entrevistas
realizadas, com o auxílio do gravador de áudio utilizado e um computador para a
organização dos dados resultantes. As questões abordadas nos roteiros foram organizadas
de forma categórica conforme as temáticas levantadas neste trabalho, para dar clareza
na interpretação dos resultados obtidos.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A análise dos resultados se deu por meio da análise textual de discurso
a partir das entrevistas realizadas, esta técnica permite obter uma visão dimensional
dos resultados, contando com a reconstrução dos dados através da categorização por
aproximações, permitindo um novo entendimento criado a partir do processo de análise
dos resultados apresentados (Moraes & Galiazzi, 2016). Os eixos de categorização
dos resultados centraram-se em analisar: 1- Articulação do PNAE em Dom Pedrito;
2- PNAE e Segurança Alimentar: Uma abordagem sob diferentes olhares dos atores envolvidos
e 3- Relação entre o PNAE, Segurança Alimentar e as PANC’s.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">RESULTADOS E DISCUSSÃO</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Perfis das escolas, gestores e servidores</i></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Para
obter maiores informações em torno dos questionamentos, foi necessário conhecer
as pessoas envolvidas na execução do PNAE no município de Dom Pedrito, RS, desde
a gestão até a operacionalização do mesmo nas escolas. As escolas que demonstraram
interesse em participar são descritas no <a href = "#q2">Quadro 2</a>.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Neste trabalho foram entrevistados dois gestores, sendo
estes o Secretário de Educação e a nutricionista responsável pelas escolas de ensino
regular do município, os quais têm participação na execução do PNAE no município;
quatro servidoras do município, sendo estas, duas professoras do Ensino de Ciências
e duas merendeiras das escolas participantes que fazem parte da operacionalização
do PNAE na escola e estão bem inseridas no contexto da temática da alimentação na
escola. O <a href = "#q3">Quadro 3</a> mostra as características pessoais de cada participante, auxiliando
na composição do perfil dos atores participantes.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><a name = "q3"><img src = "/img/revistas/rca/v42n4/v42n4a25q3.jpg"></a></p>

    
<p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Para ter maior clareza na identificação e verificação
dos resultados, será utilizado um código para cada entrevistado para melhor compreensão
das discussões diante das questões que foram abordadas.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Articulação do PNAE em Dom Pedrito</i></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">De acordo
com o relato do Secretário de Educação (SE), o PNAE é mantido com parte dos recursos
financeiros transferidos pelo Governo Federal através do FNDE, sendo que o município
complementa os valores referentes à alimentação escolar, uma vez que apenas o recurso
repassado pelo Governo não cobre todas as despesas. Os valores transferidos têm
por base o censo escolar do ano anterior ao da execução (Brasil, 2015), esses valores
variam de acordo com a modalidade de ensino, conforme demonstrado o <a href = "/img/revistas/rca/v42n4/v42n4a25q4.jpg" target = "_blank">Quadro 4</a>.</font></p>

    
<p><font face = "Verdana" size = "2">O município de Dom Pedrito tem a rede de ensino
composta por: oito (08) escolas de Educação Infantil, oito (08) escolas de Ensino
Fundamental e quatorze (14) Escolas do Campo, conforme dados da Secretaria de Educação
do município. A forma de gestão dos recursos é centralizada, na qual as compras
são feitas pela Prefeitura e posteriormente distribuídas às escolas, conforme o
relato do SEC [..]<i>‘’ Funciona da seguinte forma, é feita uma licitação para os
itens gerais e pregões para os itens da Agricultura Familiar’’</i>, após o resultado
das licitações, o Setor de Alimentação é responsável pelo controlo e distribuição
dos alimentos, a NUT confirma que [..]<i>‘’ O setor é responsável pelo armazenamento
e distribuição dos produtos não perecíveis, e os perecíveis são entregues pelo fornecedor
direto na escola’’</i>.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Em relação
à compra de alimentos da Agricultura Familiar (AF), e de acordo com os gestores,
a Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (ASCAR) é grande parceira, pois
auxilia os agricultores na participação das chamadas públicas (pregões), organizando
o fornecimento de cada produto conforme a disponibilidade de cada um. Conforme a
nutricionista o Setor de Alimentação realiza reuniões com a ASCAR para verificar
quais produtos estarão disponíveis para fornecimento para a partir daí serem elaborados
os cardápios, sendo estes elaborados mensalmente pela nutricionista.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Quando questionada sobre quais seriam as dificuldades
para aquisição dos alimentos da AF, a nutricionista responsável relatou que vê pouca
diversificação dos produtos, pois todos plantam as mesmas hortaliças e verduras,
sendo que alguns produtos são fornecidos por uma cooperativa da região, pois não
há oferta na cidade. Citou como exemplo o suco de uva. O Secretário ressaltou que
no caso de não fornecimento de algum produto devido a uma safra ruim (por influência
do clima, por exemplo), ocorre a substituição do mesmo.</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Estes relatos demonstram que a gestão municipal realiza
a administração dos recursos, recebimento e distribuição dos produtos à merenda
escolar, porém não está conectada a realidade do que está sendo produzido, demonstrando
um distanciamento em ações de incentivo à AF, cabendo a ASCAR este papel.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>PNAE e Segurança Alimentar: Uma abordagem sob diferentes olhares</i></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Sabe-se que uma das premissas do PNAE é a
utilização de produtos locais e da região, neste sentido foi questionado aos gestores,
qual a estratégia do município para assegurar a segurança alimentar na alimentação
escolar, conforme o SEC, as nutricionistas realizam um controlo em relação aos produtos
que são entregues nas escolas, para que estejam em condições adequadas para serem
utilizados, no caso de algum produto apresentar más condições, é marcada uma nova
data para a entrega.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">As merendeiras
enfatizaram que com base no cardápio que é elaborado, percebe-se que há uma preocupação
em garantir a SAN através da alimentação realizada na escola. Conforme Altemburg
<i>et al.</i> (2017) é fundamental propor uma alimentação saudável aos discentes
para que estes desenvolvam em seu cotidiano, hábitos alimentares saudáveis, incluindo
alimentos diversificados e de qualidade. E a qualidade não se refere apenas à aparência
do produto, mas uma qualidade total do produto que parte desde o modo de como é
produzido, evidenciando a segurança do alimento, onde em conjunto com a promoção
de hábitos e ações realizadas em torno da alimentação, acarretará a segurança alimentar
dos educandos beneficiados pela merenda na escola.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A aceitação da merenda escolar foi outro fator questionado
aos entrevistados, o qual foi unânime a confirmação de que os alunos têm por hábito
irem ao refeitório e realizarem as refeições oferecidas na escola. Neste contexto,
as professoras e merendeiras tem grande contribuição. A PROF1 relatou que sempre
que possível aborda a temática da alimentação em sala de aula, salientando a importância
de adquirir hábitos saudáveis, já a PROF2 relatou que comenta de forma informal,
já que segue os conteúdos programáticos conforme o plano de ensino estabelecido.
As professoras atentam para o fato de a alimentação ter reflexos no rendimento escolar
dos discentes, a PROF2 salienta [...] <i>‘’ um aluno mal alimentado não irá render,
como o outro que está alimentado, inclusive quando chega perto do horário da merenda
eles ficam mais agitados’’</i>. A segurança alimentar, conforme Paulino (2018),
tem impacto positivo no desenvolvimento das tarefas, refletindo de forma cognitiva
e emocional nas habilidades das crianças.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A MER1 afirmou que já presenciou casos de resistência as refeições com
verduras e legumes, mas que busca através da flexibilização do cardápio introduzir
receitas que agreguem estes alimentos de ‘’cara nova’’ para incentivar ao hábito
alimentar saudável. A alimentação escolar é caracterizada pelas refeições que são
realizadas na escola, oferecidas através do PNAE, um fator de grande relevância
no período no qual os discentes estão na escola, pois não se trata apenas de um
intervalo para o lanche, mas a pausa para uma refeição, auxiliando na criação de
hábitos alimentares (Ferreira <i>et al</i>., 2019).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2"><i>Relação entre PNAE, Segurança Alimentar e as PANC’s</i></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">A busca pela diversificação de alimentos é contínua. A partir dos alimentos
advindos da AF o PNAE mostra que há uma preocupação com o cenário da alimentação
e da segurança alimentar. Parte-se então para o ponto que deu origem a construção
deste trabalho, a possibilidade de inserção das Panc’s na alimentação escolar. Quando
questionados sobre o conhecimento das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC’s)
apenas a PROF1 e MER2 confirmaram que já tinham ouvido falar a respeito, a PROF1
relatou [...] ‘’Tenho conhecimento devido a minha infância, pois meu pai trabalhava
na campanha e trazia alguns destes alimentos para compor nossa refeição’’. Quando
apresentado um conjunto de imagens com as Panc’s, todos identificaram pelo menos
uma espécie; dentre as mais citadas m: amor-perfeito, araçá, radite e hibisco. Quando
questionados se experimentariam, apenas a PROF2 disse que não, os demais entrevistados
demonstraram interesse em experimentar, a PROF2 demonstrou grande resistência em
torno do tema, além de um distanciamento com ações de incentivo à introdução de
hábitos alimentares saudáveis.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Este
fato contempla a prática da educação nutricional, através da estimulação para experimentar
alimentos diferentes, discussões em torno da alimentação e de hábitos saudáveis
(Paulino, 2018). Quando questionados da possibilidade de inserir as PANC’s na alimentação
escolar, a maioria foi receptiva ao fato, confirmando que estas plantas poderiam
ser introduzidas na alimentação escolar, porém a PROF2 relatou que em sua percepção
não vê possibilidade de inserção destas na alimentação. Ainda no que se refere à
introdução das Panc’s na alimentação escolar a PROF1 enfatizou [...] ‘’ <i>Acredito
que é necessário uma ‘’revolução’’ na cabeça dos pais, porque eles precisam trabalhar
estas questões em casa, pois muitas vezes a criança diz que não gosta, mas nunca
experimentou’’</i>, este fator é muito relevante, pois o incentivo a hábitos saudáveis
precisa emergir da família e a escolar ser o complemento deste processo, correlacionando
com o que Kinupp (2009) descreve: é preciso repensar os paradigmas e tabus alimentares.</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">As professoras foram questionadas se o acesso
a este tipo de alimento na escola auxiliaria na manutenção de hábitos alimentares
saudáveis por parte dos discentes, apenas a PROF1 respondeu, dizendo [...] <i>‘’
Sim, pois, uma vez que eles provassem, teriam uma experiência de que é um alimento
bom, além de ser economicamente viável, podendo ser uma alternativa para agregar
renda aos produtores, além de serem alimentos mais saudáveis para as crianças’’.
</i>É preciso reconhecer o potencial da biodiversidade que nos cerca, por vezes
este potencial é desconhecido, em virtude da cultura, deixamos de agregar vários
benefícios nutritivos ao nosso cardápio, por falta de conhecimento do potencial
das Panc’s (Kinupp & Lorenzi, 2014).</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Os atores intervenientes neste trabalho são apenas uma parcela dos diversos
atores envolvidos no processo da alimentação, e é através dessas pessoas, por meio
de ações que o cenário da alimentação pode ser modificado. Esta percepção vai de
encontro com a busca da conexão entre a alimentação e a segurança alimentar e nutricional,
bem como a origem dos alimentos e sua qualidade, levando-nos a perceber a importância
das representações sociais neste processo (Nascimento <i>et al.</i>, 2019).</font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>CONSIDERAÇÕES FINAIS</b></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Mesmo diante de um cenário de insegurança alimentar, tendo em vista um menor
número de alimentos à mesa, cada vez mais processados e a substituição de uma fruta
por um doce, nos levam a crer que este quadro é irreversível. Porém, cabe destacar
o papel da família na educação nutricional das crianças, pois conforme relatou a
PROF1, os pais precisam instigar o hábito de experimentar novos alimentos e não
cultuar o hábito de comer determinado alimento, porque ele nunca comeu. Esta participação
da família é essencial para compor o processo de adoção de hábitos saudáveis.</font></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "3"><b>Referências bibliográficas</b></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Altemburg,
S.G.N. (2013) - <i>A comida invisível: representações sociais sobre a alimentação
escolar entre a comunidade escolar e os agricultores familiares na região de Pelotas,
RS</i>. Tese (Doutorado) Programa de Pós-Graduação em Sistemas de Produção Agrícola
Familiar. Universidade Federal de Pelotas, Pelotas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708861&pid=S0871-018X201900040002500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Altemburg, S.G.N.; Becker, C. & Silva, F.N. da (2017)
- Práticas e estratégias para a adoção de hábitos alimentares saudáveis: a gestão
do Programa de Alimentação Escolar no munícipio de São Lourenço do Sul em perspectiva.
<i>Revista Espacios</i>, vol. 38, p. 32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708863&pid=S0871-018X201900040002500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Altieri, M.A. (2016) - Os quelites: Usos, manejo e Efeitos ecológicos
na agricultura camponesa. <i>Agriculturas</i>, vol. 13, n. 2, p. 30-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708865&pid=S0871-018X201900040002500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Brasil (2019) - <i>Decreto n°. 56.886. Modifica
denominação de Instituição do Departamento Nacional de Educação</i>. Brasília: Senado
Federal, 20 set 1965.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Boldrini,
I.I. (2009) - A flora dos campos do Rio Grande do Sul. <i>In</i>: Pillar, V.D.P.;
Müller, S.C.; Castilhos, Z.M. de S. & Jacques, A.V.A. (Eds.) - Campos sulinos:
conservação e uso sustentável da biodiversidade. Brasília, MMA. p. 63-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708868&pid=S0871-018X201900040002500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">CONSEA (2018) - <i>Direito humano à alimentação
adequada e soberania alimentar</i>. [cit. 2018.10.21] &lt;<a href = "http://www.planalto.gov.br/consea" target = "blank">www.planalto.gov.br/consea</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708870&pid=S0871-018X201900040002500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">CONSEA (2004) - <i>Princípios e diretrizes
de uma política de segurança alimentar e nutricional: textos de referência da II
Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional</i>. Brasília.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708872&pid=S0871-018X201900040002500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Ferreira, H.G.R.; Alves, R.G. & Mello, S.C.R.P.O.
(2019) - Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE): alimentação e aprendizagem.
<i>Revista da Seção Judiciária do Rio de Janeiro</i>, vol. 22, n. 44, p. 90-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708874&pid=S0871-018X201900040002500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Fioravanti, C. (2016) - A maior diversidade
de plantas do mundo. <i>Pesquisa FAPESP</i>, n. 241, p. 42-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708876&pid=S0871-018X201900040002500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Friedmann, H. (2000) - Uma economia mundial de alimentos
sustentável. <i>In</i>: Belik, L & Maluf, R.S. (Eds.) - <i>Abastecimento e segurança
alimentar: os limites da liberalização.</i>Campinas: UNICAMP. p. 1-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708878&pid=S0871-018X201900040002500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">FNDE (2018) - <i>Programa Nacional de Alimentação
Escolar</i>. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. [cit. 2018.10.21]
&lt;<a href = "http://www.fnde.gov.br/programas/pnae" target = "blank">http://www.fnde.gov.br/programas/pnae</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708880&pid=S0871-018X201900040002500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Garcia, J.R.N. (2018) - <i>O Programa Nacional
de Alimentação Escolar como promotor do desenvolvimento rural sustentável e da segurança
alimentar e nutricional em Marechal Cândido Rondon-PR</i>. Universidade Estadual
do Oeste do Paraná. Mestrado em Desenvolvimento Rural Sustentável (MCR).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708882&pid=S0871-018X201900040002500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Gil, A.C. (2008) - <i>Métodos e técnicas de
pesquisa social</i>. Sexta Edição, São Paulo. Editora Atlas S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708884&pid=S0871-018X201900040002500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">IBGE (2018) - <i>Dom Pedrito</i>. Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística. [cit. 2018.11.10]
&lt;<a href = "https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rs/dom-pedrito/panorama" target = "blank">https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rs/dom-pedrito/panorama</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708886&pid=S0871-018X201900040002500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">IBGE (2009) - <i>Pesquisa nacional
de saúde do escolar</i>. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708888&pid=S0871-018X201900040002500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Kac, G. & Velásquez-Meléndez, G. (2003)
- A transição nutricional e a epidemiologia da obesidade na América Latina. <i>Cadernos
de Saúde Pública,</i>vol.19, n. sp. 1, p. 4-5. <a href = "http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2003000700001" target = "blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2003000700001</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708890&pid=S0871-018X201900040002500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Kelen, M.E.B.; van Nouhuys, I.S.; Kehl, L.C.K.;
Brack, P. & Silva, D.B. (2015) - <i>Plantas alimentícias não convencionais (PANCs):
hortaliças espontâneas e nativas</i>. UFRGS: Porto Alegre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708891&pid=S0871-018X201900040002500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Kinupp, V.F. (2007) - <i>Plantas alimentícias não convencionais
da região metropolitana de Porto Alegre, RS</i>. 2007. Tese 562 f., Faculdade de
Agronomia. Universidade do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708893&pid=S0871-018X201900040002500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Kinupp, V.F. (2009) - <i>Plantas Alimentícias Não Convencionais
(PANC): uma riqueza negligenciada.</i>Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia do Amazonas, Manaus, p. 1-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708895&pid=S0871-018X201900040002500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Kinupp, V.F. & Lorenzi, H. (2014) - <i>Plantas Alimentícias Não Convencionais
(PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas</i>.
Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708897&pid=S0871-018X201900040002500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Maluf, R.S.; Burlandy, L.; Santarelli, M.; Schottz, V. & Speranza,
J.S. (2015) - Nutrition-sensitive agriculture and the promotion of food and nutrition
sovereignty and security in Brazil. <i>Ciência & Saúde coletiva</i>, vol. 20,
p. 2303-2312.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708899&pid=S0871-018X201900040002500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Matte, A.; Spanevello,
R.M. & Andreatta, T. (2015) - Perspectivas de sucessão em propriedades de pecuária
familiar no município de Dom Pedrito-RS. <i>Holos</i>, vol. 1, p. 151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708901&pid=S0871-018X201900040002500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Moraes, R. & Galiazzi, M. do C. (2016)
- <i>Análise textual discursiva: processo reconstrutivo de múltiplas faces</i>.
3. ed. Ijuí: Editora Unijuí. 264 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708903&pid=S0871-018X201900040002500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Nascimento, S.G.; Becker, C.; Silva, F.N.D.; Caldas, N.V. & Ávila, M.R.D.
(2019) - Produção agroecológica e Segurança Alimentar e Nutricional (Brasil). <i>Revista
de Ciências Agrárias</i>, vol. 42, n. 1, p. 291-300. <a href = "https://doi.org/10.19084/RCA18223" target = "blank">https://doi.org/10.19084/RCA18223</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708905&pid=S0871-018X201900040002500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Nascimento, S.G.; Moraes, C.; Hanke, D.; Ávila,
M.R.D. & Nunes, O.M. (2018) - Plantas alimentícias não convencionais e agricultura
familiar: limites e potencialidades de comercialização no município de Dom Pedrito-RS.
<i>Revista Agropampa</i>, vol. 3, n. 2, p. 134-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708906&pid=S0871-018X201900040002500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Overbeck, G.E.; Müller, S.C.; Fidelis, A.; Pfadenhauer, J.;
Pillar, V.D.; Blanco, C.C.; Boldrini, I.I. Both, R. & Forneck, E.D. (2007) -
Brazil's neglected biome: the South Brazilian Campos. <i>Perspectives in Plant Ecology,
Evolution and Systematics</i>, vol. 9, n. 2, p. 101-116. <a href = "https://doi.org/10.1016/j.ppees.2007.07.005" target = "blank">https://doi.org/10.1016/j.ppees.2007.07.005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708908&pid=S0871-018X201900040002500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Paulillo, L.F. & Almeida, L.M. (2005)
- Redes de segurança alimentar e agricultura familiar: a merenda escolar como instrumento
de desenvolvimento local. <i>Segurança Alimentar e Nutricional</i>, vol. 12, n.
1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708909&pid=S0871-018X201900040002500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Paulino, B.M. (2018) - <i>Impacto
e eficiência da alimentação escolar na melhoria da segurança alimentar e nutricional</i>.
[cit. 2019.05.25] &lt;<a href = "http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/332583" target = "blank">http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/332583</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708911&pid=S0871-018X201900040002500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Pallarés, O.R.; Berretta, E.J. & Maraschin,
G.E. (2005) - The South American Campos ecosystem. <i>In</i>: Suttie, J.; Reynolds,
S.G. & Batello, C. (2005) - <i>Grasslands of the world</i>. FAO. p.171-219.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708913&pid=S0871-018X201900040002500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->
</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Polesi, R.G. (2016) - Agrobiodiversidade
e Segurança Alimentar no Vale do Taquari: plantas alimentícias não convencionais
e frutas nativas. <i>Revista Científica Rural,</i>vol. 19, n. 2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708915&pid=S0871-018X201900040002500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

 
    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Reis, E.L. dos (2017) - <i>Plantas alimentícias
não convencionais (PANC’s) na escola rural municipal de São Francisco de Paula-RS</i>.
[cit. 2018.11.10] &lt;<a href = "http://hdl.handle.net/10183/180157" target = "blank">http://hdl.handle.net/10183/180157</a>&gt;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708917&pid=S0871-018X201900040002500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Souza, A. de M.; Pereira, R.A.; Yokoo, E.M.; Levy, R.B.
& Sichieril, R. (2013) - Alimentos mais consumidos no Brasil: Inquérito nacional
de alimentação 2008-2009. <i>Revista de Saúde Pública</i>, vol. 47, n. sp., p. 190-
199. <a href = "http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102013000700005" target = "blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0034-89102013000700005</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708919&pid=S0871-018X201900040002500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Spink, P. (2013) - Pesquisa de campo em psicologia social:
uma perspectiva pós construcionista. <i>Psicologia e Sociedade</i>, vol 25, n. 12,
p. 18-42. <a href = "http://dx.doi.org/10.1590/S0102-71822003000200003" target = "blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0102-71822003000200003</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708920&pid=S0871-018X201900040002500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Stefanini, M.L.R. (1998) - <i>Merenda escolar: história,
evolução e contribuição no atendimento das necessidades nutricionais da criança</i>.
Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708921&pid=S0871-018X201900040002500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>

    <!-- ref --><p><font face = "Verdana" size = "2">Triches, R.M. & Schneider, S. (2010) - Alimentação
escolar e agricultura familiar: reconectando o consumo à produção. <i>Saúde e Sociedade</i>,
v. 19, n. 4, p. 933- 945. <a href = "http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902010000400019" target = "blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0104-12902010000400019</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=708923&pid=S0871-018X201900040002500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>

    <p><font face = "Verdana" size = "2">Recebido/received: 2019.10.05</font></p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face = "Verdana" size = "2">Aceite/accepted: 2019.10.16</font></p>

     ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Altemburg]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.G.N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A comida invisível: representações sociais sobre a alimentação escolar entre a comunidade escolar e os agricultores familiares na região de Pelotas, RS]]></source>
<year>2013</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Altemburg]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.G.N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Becker]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.N. da]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Práticas e estratégias para a adoção de hábitos alimentares saudáveis: a gestão do Programa de Alimentação Escolar no munícipio de São Lourenço do Sul em perspectiva]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Espacios]]></source>
<year>2017</year>
<volume>38</volume>
<page-range>32</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Altieri]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os quelites: Usos, manejo e Efeitos ecológicos na agricultura camponesa]]></article-title>
<source><![CDATA[Agriculturas]]></source>
<year>2016</year>
<volume>13</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>30-33</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Boldrini]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A flora dos campos do Rio Grande do Sul]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Pillar]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.D.P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Müller]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Castilhos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z.M. de S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jacques]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.V.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Campos sulinos: conservação e uso sustentável da biodiversidade]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>63-77</page-range><publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MMA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>CONSEA</collab>
<source><![CDATA[Direito humano à alimentação adequada e soberania alimentar]]></source>
<year>2018</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>CONSEA</collab>
<source><![CDATA[Princípios e diretrizes de uma política de segurança alimentar e nutricional: textos de referência da II Conferência de Segurança Alimentar e Nutricional]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.G.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mello]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.C.R.P.O.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE): alimentação e aprendizagem]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista da Seção Judiciária do Rio de Janeiro]]></source>
<year>2019</year>
<volume>22</volume>
<numero>44</numero>
<issue>44</issue>
<page-range>90-113</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fioravanti]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A maior diversidade de plantas do mundo]]></article-title>
<source><![CDATA[Pesquisa FAPESP]]></source>
<year>2016</year>
<numero>241</numero>
<issue>241</issue>
<page-range>42-47</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Friedmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma economia mundial de alimentos sustentável]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Belik]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maluf]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Abastecimento e segurança alimentar: os limites da liberalização]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>1-22</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UNICAMP]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>FNDE</collab>
<source><![CDATA[Programa Nacional de Alimentação Escolar]]></source>
<year>2018</year>
<publisher-name><![CDATA[Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Garcia]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.R.N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Programa Nacional de Alimentação Escolar como promotor do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar e nutricional em Marechal Cândido Rondon-PR]]></source>
<year>2018</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gil]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Métodos e técnicas de pesquisa social]]></source>
<year>2008</year>
<edition>Sexta</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Atlas S.A.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>IBGE</collab>
<source><![CDATA[Dom Pedrito]]></source>
<year>2018</year>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>IBGE</collab>
<source><![CDATA[Pesquisa nacional de saúde do escolar]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kac]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Velásquez-Meléndez]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A transição nutricional e a epidemiologia da obesidade na América Latina]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2003</year>
<volume>19</volume>
<numero>sp</numero>
<issue>sp</issue>
<page-range>4-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kelen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.E.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[van Nouhuys]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kehl]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.C.K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brack]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Plantas alimentícias não convencionais (PANCs): hortaliças espontâneas e nativas]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UFRGS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kinupp]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Plantas alimentícias não convencionais da região metropolitana de Porto Alegre, RS]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kinupp]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC): uma riqueza negligenciada]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>1-4</page-range><publisher-loc><![CDATA[Manaus ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kinupp]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lorenzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil: guia de identificação, aspectos nutricionais e receitas ilustradas]]></source>
<year>2014</year>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Plantarum de Estudos da Flora Ltda]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maluf]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Burlandy]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santarelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schottz]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Speranza]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutrition-sensitive agriculture and the promotion of food and nutrition sovereignty and security in Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciência & Saúde coletiva]]></source>
<year>2015</year>
<volume>20</volume>
<page-range>2303-2312</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Matte]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Spanevello]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andreatta]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perspectivas de sucessão em propriedades de pecuária familiar no município de Dom Pedrito-RS]]></article-title>
<source><![CDATA[Holos]]></source>
<year>2015</year>
<volume>1</volume>
<page-range>151</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moraes]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Galiazzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. do C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise textual discursiva: processo reconstrutivo de múltiplas faces]]></source>
<year>2016</year>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Ijuí ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Unijuí]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nascimento]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Becker]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.N.D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Caldas]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ávila]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.R.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Produção agroecológica e Segurança Alimentar e Nutricional (Brasil)]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Ciências Agrárias]]></source>
<year>2019</year>
<volume>42</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>291-300</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nascimento]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moraes]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hanke]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ávila]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.R.D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nunes]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Plantas alimentícias não convencionais e agricultura familiar: limites e potencialidades de comercialização no município de Dom Pedrito-RS]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Agropampa]]></source>
<year>2018</year>
<volume>3</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>134-147</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Overbeck]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Müller]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fidelis]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pfadenhauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pillar]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blanco]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boldrini]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Both]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Forneck]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Brazil's neglected biome: the South Brazilian Campos]]></article-title>
<source><![CDATA[Perspectives in Plant Ecology, Evolution and Systematics]]></source>
<year>2007</year>
<volume>9</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>101-116</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paulillo]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Redes de segurança alimentar e agricultura familiar: a merenda escolar como instrumento de desenvolvimento local]]></article-title>
<source><![CDATA[Segurança Alimentar e Nutricional]]></source>
<year>2005</year>
<volume>12</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paulino]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Impacto e eficiência da alimentação escolar na melhoria da segurança alimentar e nutricional]]></source>
<year>2018</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pallarés]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berretta]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maraschin]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The South American Campos ecosystem]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Suttie]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reynolds]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Batello]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Grasslands of the world]]></source>
<year>2005</year>
<month>20</month>
<day>05</day>
<page-range>171-219</page-range><publisher-name><![CDATA[FAO]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Polesi]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Agrobiodiversidade e Segurança Alimentar no Vale do Taquari: plantas alimentícias não convencionais e frutas nativas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Científica Rural]]></source>
<year>2016</year>
<volume>19</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.L. dos]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Plantas alimentícias não convencionais (PANC’s) na escola rural municipal de São Francisco de Paula-RS]]></source>
<year>2017</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. de M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yokoo]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Levy]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sichieril]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alimentos mais consumidos no Brasil: Inquérito nacional de alimentação 2008-2009]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Saúde Pública]]></source>
<year>2013</year>
<volume>47</volume>
<numero>sp</numero>
<issue>sp</issue>
<page-range>190- 199</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Spink]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pesquisa de campo em psicologia social: uma perspectiva pós construcionista]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia e Sociedade]]></source>
<year>2013</year>
<volume>25</volume>
<numero>12</numero>
<issue>12</issue>
<page-range>18-42</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stefanini]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.L.R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Merenda escolar: história, evolução e contribuição no atendimento das necessidades nutricionais da criança]]></source>
<year>1998</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Triches]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schneider]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Alimentação escolar e agricultura familiar: reconectando o consumo à produção]]></article-title>
<source><![CDATA[Saúde e Sociedade]]></source>
<year>2010</year>
<volume>19</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>933- 945</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
