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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Torcicolo Muscular Congénito: A Propósito de Um Caso Clínico]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Congenital muscular torticollis is the third most common cause of musculo-skeletal congenital anomaly. The early diagnosis and treatment as well as the active participation of parents are very important to the success of treatment. The authors present a case of congenital muscular torticollis whose initial presentation was a cervical left swelling with signi&#64257;cant limitation of cervical range of motion, which resolved with conservative treatment. They also review the pathogenesis, classi&#64257;cation, diagnostic approach and treatment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>Torcicolo Muscular Cong&eacute;nito </b></p >     <p ></B>A Prop&oacute;sito de Um Caso Cl&iacute;nico </p >     <p >&nbsp;</p >     <p>Isabel Lopes*, Ana Alves*, Ana Cunha&dagger;, C&acirc;ndida Castelo Grande*, Jo&atilde;o Barroso* </P >     <p><I>Servi&ccedil;os de *Medicina F&iacute;sica e de Reabilita&ccedil;&atilde;o    e de &dagger;Anatomia Patol&oacute;gica, Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o,    Porto </I></P >     <p>&nbsp;</P >     <P   >O torcicolo muscular cong&eacute;nito &eacute; a terceira causa mais frequente    de anomalia musculo-esquel&eacute;tica cong&eacute;nita. </B>O diagn&oacute;stico    e tratamento precoces assim como a participa&ccedil;&atilde;o activa dos pais    s&atilde;o fundamentais para o sucesso terap&ecirc;utico. Os autores apresentam    um caso cl&iacute;nico de torcicolo muscular cong&eacute;nito cuja apresenta&ccedil;&atilde;o    inicial foi de uma tumefac&ccedil;&atilde;o cervical esquerda com limita&ccedil;&atilde;o importante    das amplitudes cervicais, que resolveu com tratamento conservador. Fazem ainda    uma revis&atilde;o da etiopatogenia, classi&#64257;ca&ccedil;&atilde;o, abordagem    diagn&oacute;stica e formas de tratamento. </P >     <P   ><B>Palavras-chave:</B> torcicolo; cong&eacute;nito; &#64257;sioterapia. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <P   ><B>Congenital Muscular Torticollis</b></P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >Congenital muscular torticollis is the third most common cause of musculo-skeletal    congenital anomaly. The early diagnosis and treatment as well as the active    participation of parents are very important to the success of treatment. The    authors present a case of congenital muscular torticollis whose initial presentation    was a cervical left swelling with signi&#64257;cant limitation of cervical range    of motion, which resolved with conservative treatment. They also review the    pathogenesis, classi&#64257;cation, diagnostic approach and treatment. </P >     <P   ><B>Key-words:</B> torticollis; congenuital; physiotherapy. </P >     <P   >&nbsp;</P >     <p><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</B> </p>     <p>A palavra torcicolo vem do latim tortum collum e de&#64257;ne a deformidade,    cong&eacute;nita ou adquirida, caracterizada pela inclina&ccedil;&atilde;o lateral    da cabe&ccedil;a para o ombro homolateral e pela tor&ccedil;&atilde;o do pesco&ccedil;o    e rota&ccedil;&atilde;o do queixo para o lado contralateral. O torcicolo muscular    cong&eacute;nito &eacute; a deformidade do pesco&ccedil;o envolvendo primariamente    um encurtamento do m&uacute;sculo esternocleidomastoideu que &eacute; detectada    ao nascimento ou logo ap&oacute;s o nascimento (<a href="#1">1</a>). <a name="top1"></a></P >     <p>A sua incid&ecirc;ncia varia de 0,3% a 1,9% dos rec&eacute;mnascidos e a patog&eacute;nese    exacta &eacute; ainda desconhecida, embora existam v&aacute;rias explica&ccedil;&otilde;es    etiol&oacute;gicas.Aposi&ccedil;&atilde;o do pesco&ccedil;o podelevar a uma    plagiocefalia posturale, com o crescimento esquel&eacute;tico, a outras dismor&#64257;as    craniofaciais. Est&aacute; descrita uma associa&ccedil;&atilde;o entre a presen&ccedil;a    de torcicolo muscular cong&eacute;nito e a exist&ecirc;ncia de displasia cong&eacute;nita    das ancas com uma incid&ecirc;ncia que pode ir at&eacute; aos 20% (<a href="#2">2</a>).    <a name="top2"></a> </P >     <p>Macdonald (1) dividiu os torcicolos musculares cong&eacute;nitos em 2 grandes grupos: os torcicolos com tumefac&ccedil;&atilde;o do esternocleidomastoideu (inclui os torcicolos com tumefac&ccedil;&atilde;o palp&aacute;vel, m&oacute;vel e de consist&ecirc;ncia dura) e os torcicolos musculares (inclui os torcicolos com contractura do esternocleidomastoideu mas sem tumefac&ccedil;&atilde;o palp&aacute;vel). Os torcicolos posturais incluem os torcicolos sem tumefac&ccedil;&atilde;o ou contractura do esternocleidomastoideu. Na maioria das s&eacute;ries o termo torcicolo muscular cong&eacute;nito engloba os 3 subgrupos. </P >     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o de um rec&eacute;m-nascido deve constar uma hist&oacute;ria    cl&iacute;nica exaustiva, com particular &ecirc;nfase para a exist&ecirc;ncia    de hist&oacute;ria de parto traum&aacute;tico ou de apresenta&ccedil;&atilde;o    p&eacute;lvica, e um exame f&iacute;sico completo com especial aten&ccedil;&atilde;o    para a palpa&ccedil;&atilde;o do esternocleidomastoideu e para o arco de movimento    da cabe&ccedil;a e do pesco&ccedil;o. A avalia&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica,    assim como a avalia&ccedil;&atilde;o da acuidade visual e auditiva, s&atilde;o    fundamentais para excluir outros diagn&oacute;sticos diferenciais (<a href="#2">2</a>).  </P >     <p>A ultrassonogra&#64257;a &eacute; a modalidade imagiol&oacute;gica de primeira    escolha para a avalia&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica do torcicolo muscular    cong&eacute;nito. Esta modalidade tamb&eacute;m pode ser utilizada para excluir    a exist&ecirc;ncia concomitante de displasia cong&eacute;nita das ancas (<a href="#3">3</a>).    <a name="top3"></a> </P >     <p><B>CASO CL&Iacute;NICO </B></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Y.O., rec&eacute;m-nascido de 22 dias de idade, sexo mas-culino,internado por massa cervicalesquerda em estudo. Gesta&ccedil;&atilde;o de 39 semanas, vigiada, sem intercorr&ecirc;ncias. Pais saud&aacute;veis, n&atilde;o consangu&iacute;neos. Sem hist&oacute;ria de doen&ccedil;as heredo-familiares conhecidas. Serologias maternas: VDRL, atgHBs e HIV negativos, sem outras informa&ccedil;&otilde;es. Parto hospitalar por ventosa. Apgar ao nascimento 9/10. Antropometria ao nascimento: 3050 g/48,5 cm/ 32,5 cm. Icter&iacute;cia neonatal sem crit&eacute;rios para fototerapia. Sem internamentos ou cirurgias pr&eacute;vias. Sem alergias conhecidas. Aleitamento materno exclusivo. Ainda n&atilde;o tinha iniciado o Plano Nacional de Vacinas.   </P >     <p>&Agrave; data da primeira observa&ccedil;&atilde;o por Medicina F&iacute;sica    e de Reabilita&ccedil;&atilde;o, apresentava bom estado geral, mucosas coradas    e hidratadas, escler&oacute;ticas ict&eacute;ricas. Sem exantemas nem pet&eacute;quias.    Sinais men&iacute;ngeos negativos. Fontanela anterior normotensa e puls&aacute;til.    Apir&eacute;tico, sem s&iacute;ndrome de di&#64257;culdade respirat&oacute;ria.    Ausculta&ccedil;&atilde;o pulmonar e card&iacute;aca sem altera&ccedil;&otilde;es.    Exame oftalmol&oacute;gico e otosc&oacute;pico normais. Exame neurol&oacute;gico    sum&aacute;rio sem altera&ccedil;&otilde;es. Na regi&atilde;o cervical esquerda    apresentava tumefac&ccedil;&atilde;o dura, m&oacute;vel, n&atilde;o aderente    aos planos adjacentes, sem sinais in&#64258;amat&oacute;rios. Apresentava postura    em inclina&ccedil;&atilde;o cervical esquerda e rota&ccedil;&atilde;o cervical    direita com limita&ccedil;&atilde;o da inclina&ccedil;&atilde;o cervical lateral    direita e da rota&ccedil;&atilde;o cervical para a esquerda quer activamente,    quer passivamente. Restante exame ortop&eacute;dico de acordo com a idade. </P >     <p>Efectuou Ecogra&#64257;a cervical que revelou massa intimamente ligada com    o m&uacute;sculo esternocleidomastoideu esquerdo, vascularizada, medindo 27x13    mm no plano axial e 30 mm de di&acirc;metro longitudinal. Efectuou tamb&eacute;m    TC cervical que mostrou processo expansivo na depend&ecirc;ncia ou em contiguidade    com o esternocleidomastoideu esquerdo, cuja origem e natureza n&atilde;o pode    ser apreciada de forma conclusiva (Figura 1). A citologia aspirativa obteve    resultado compat&iacute;vel com &#64257;bromatose do esternocleidomastoideu    (Figura 2).</P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/am/v23n1/23n1a02f1.jpg" width="380" height="300"></P >     
<p><I>Fig. 1 - Imagens da TC cervical efectuada. A seta sinaliza a localiza&ccedil;&atilde;o    do torcicolo. </I></P >     <p>&nbsp;</P >     <p>Iniciou tratamento de reabilita&ccedil;&atilde;o que incluiu exerc&iacute;cios de estiramento activos e passivos, posicionamentos, estimula&ccedil;&atilde;o auditiva, visual e cut&acirc;nea. Os pais foram incentivados a participar no processo terap&ecirc;utico, nomeadamente no que diz respeito aos cuidados posturais e &agrave; continua&ccedil;&atilde;o da correc&ccedil;&atilde;o activa. Ap&oacute;s 8 meses de tratamento de reabilita&ccedil;&atilde;o, o lactente teve alta sem tumefac&ccedil;&atilde;o cervical palp&aacute;vel e sem limita&ccedil;&atilde;o do arco de movimento do pesco&ccedil;o. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p><img src="/img/revistas/am/v23n1/23n1a02f2.jpg" width="379" height="310"></P >     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>Fig. 2 - O exame citol&oacute;gico mostrou a presen&ccedil;a de &#64257;bro</I><I></I><I>blastos    reactivos isolados ou em grupo e c&eacute;lulas muscu</I><I></I><I>lares multinucleadas,    permitindo realizar o diagn&oacute;stico de &#64257;bromatose colli. </I></P >     <p>&nbsp;</P >     <p><B>DISCUSS&Atilde;O E CONCLUS&Atilde;O </B></p>     <p>Na maioria das s&eacute;ries publicadas o torcicolo muscular cong&eacute;nito    &eacute; subdividido em 3 subgrupos: os torcicolos com tumefac&ccedil;&atilde;o    do esternocleidomastoideu, os torcicolos musculares e os torcicolos posturais.    Talcomo foidescrito por Cheng (<a href="#4">4</a>)<a name="top4"></a>, os torcicolos    com tumefac&ccedil;&atilde;o do esternocleidomastoideu s&atilde;o o subgrupo    mais frequente, t&ecirc;m uma idade de apresenta&ccedil;&atilde;o mais precoce    (geralmente at&eacute; aos 3 meses de idade) e aparecem associados a maiores    limita&ccedil;&otilde;es da rota&ccedil;&atilde;o passiva do pesco&ccedil;o.    Existe tamb&eacute;m uma maior associa&ccedil;&atilde;o deste subgrupo a hist&oacute;rias    de parto traum&aacute;tico, apresenta&ccedil;&atilde;o p&eacute;lvica e displasia    cong&eacute;nita da anca. O caso cl&iacute;nico apresentado inclui-se no subgrupo    dos torcicolos cong&eacute;nitos com tumefac&ccedil;&atilde;o e aparece associado    a parto por ventosa, n&atilde;o apresentando displasia da anca associada. </P >     <p>Amaioria dos torcicolos musculares cong&eacute;nitos resolve com tratamento    conservador (<a href="#5">5</a>).<a name="top5"></a> O tratamento conservador    inclui protocolos de &#64257;sioterapia, que variam segundo os autores, mas    que na generalidade incluem exerc&iacute;cios de estiramento activos e passivos,    posicionamentos, estimula&ccedil;&atilde;o auditiva, visual e cut&acirc;nea.    A educa&ccedil;&atilde;o aos pais &eacute; fundamental, nomeadamente no que    diz respeito aos cuidados posturais e &agrave; continua&ccedil;&atilde;o da    correc&ccedil;&atilde;o activa. No caso exposto, o tratamento de reabilita&ccedil;&atilde;o    foi e&#64257;caz, apesar de implicar um per&iacute;odo longo de tratamento.  </P >     <p>Nos trabalhos de Cheng (<a href="#6">6</a>)<a name="top6"></a>, os torcicolos    musculares cong&eacute;nitos com tumefac&ccedil;&atilde;o do esternocleidomastoideu    aparecem associados a maiores per&iacute;odos de tratamento. Este autor descreveu    como factores de mau progn&oacute;stico o subtipo de torcicolo com tumefac&ccedil;&atilde;o    do esternocleidomastoideu, uma maiorlimita&ccedil;&atilde;o da rota&ccedil;&atilde;o    passiva do pesco&ccedil;o aquando do diagn&oacute;stico e uma idade de apresenta&ccedil;&atilde;o    tardia. Quando ap&oacute;s 6 meses de tratamento conservador se mant&eacute;m    uma inclina&ccedil;&atilde;o residual, um d&eacute;&#64257;ce da rota&ccedil;&atilde;o    pesco&ccedil;o maior que 15&ordm; e uma retrac&ccedil;&atilde;o muscular ou    tumefac&ccedil;&atilde;o, o tratamento &eacute; considerado ine&#64257;caz,    pelo que &eacute; proposto tratamento cir&uacute;rgico. Este inclui as tenotomias    unipolares, as tenotomias bipolares, a plastia em Z e a excis&atilde;o completa    do m&uacute;sculo esternocleidomastoideu. Segundo os estudos de Cheng (<a href="#7">7</a>)<a name="top7"></a>,    o subgrupo com tumefac&ccedil;&atilde;o do esternoleidomastoideu surge como    o subgrupo com uma maior percentagem de situa&ccedil;&otilde;es em que foi necess&aacute;rio    intervir cirurgicamente. </P >     <p>O tratamento de reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute;, n&atilde;o s&oacute; importante    como primeira abordagem terap&ecirc;utica, como tamb&eacute;m como tratamento    p&oacute;s cir&uacute;rgico. O esquema de reabilita&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-cir&uacute;rgico    pode incluir trac&ccedil;&atilde;o cervical suave, o uso de ort&oacute;teses,    mobiliza&ccedil;&atilde;o activa assistida, exerc&iacute;cios de reeduca&ccedil;&atilde;o    postural e facial, entre outros. Existem estudos recentes de Collins (<a href="#8">8</a>)<a name="top8"></a>,    onde este autor utiliza toxina botul&iacute;nica no tratamento dos torcicolos    musculares cong&eacute;nitos refract&aacute;rios ao tratamento conservador.    Embora a toxina botul&iacute;nica pare&ccedil;a ter potencial promissor, s&atilde;o    necess&aacute;rios mais estudos para avaliar o seu real valor nesta patologia.  </P >     <p>O caso cl&iacute;nico apresentado salienta a import&acirc;ncia do diagn&oacute;stico    e tratamento precoce do torcicolo cong&eacute;nito, assim como coloca em lugar    de relevo a participa&ccedil;&atilde;o dos pais em todo o processo terap&ecirc;utico,    mostrando que o tratamento de reabilita&ccedil;&atilde;o &eacute; e&#64257;caz    mesmo em torcicolos cong&eacute;nitos com tumefac&ccedil;&atilde;o e limita&ccedil;&otilde;es    importantes da mobilidade cervical. </P >     <p>&nbsp;</P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><B>REFER&Ecirc;NCIAS</B> </p>     <p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> -Cheng J, Tang SP, Chen TM, Wong MW,    Wong EM. The clinical presentation and the outcome of treatment of congenital    muscular torticollis in infants &ndash;Astudy of 1086 cases. J Pediatr Surg    2000;35:1091-6. </P >     <p><a href="#top2">2</a><a name="2"></a> -Twee D. Congenital Muscular Torticollis:    current concepts and review of treatment. Curr Opin Pediatr 2006;18: 26-9. </P >     <p><a href="#top3">3</a><a name="3"></a> -Dudkiewicz I, Ganel A, Blankstein A.    Congenital Muscular Torticollis in infants:ultrasound-assisted diagnosis and    evaluation. J Pediatr Orthop 2005;25:812-4. </P >     <p><a href="#top4">4</a><a name="4"></a> -Cheng J,Au AW. Infantile torticollis:    a review of 624 cases. J Pediatr Orthop 1994;14:802-8. </P >     <p><a href="#top5">5</a><a name="5"></a> -Binder H, Eng GD, Gaiser JF, Koch B.    Congenital muscular torticollis: results of conservative management with long    term follow up in 85 cases. Arch Phys Med Rehabil 1987;68:222-5. </P >     <p><a href="#top6">6</a> <a name="6"></a>-Cheng J et al. Clinicaldeterminants    of the outcome of manual streching in the treatment of congenital muscular torticollis    in infants. J Bone Joint Surg Am 2001;83-A:679-87. </P >     <p><a href="#top7">7</a><a name="7"></a> -Cheng JC, Tang SP. Outcome of surgical    treatment of congenital muscular torticollis. Clin Orthop Relat Res 1999;362:190-200.  </P >     <p><a href="#top8">8</a><a name="8"></a> -Collins A, Jankivic J. Botulinum toxin    injection for congenital muscular torticollis presenting in children and adults.    Neurology 2006;67:1083-5. </P >     <p>&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><B>Correspond&ecirc;ncia: </B></P >     <P   >Dr.&ordf; Isabel Lopes </P >     <P   >Servi&ccedil;o de Medicina F&iacute;sica e de Reabilita&ccedil;&atilde;o Hospital    de S&atilde;o Jo&atilde;o </P >     <P   >Alameda Prof. Hern&acirc;ni Monteiro </P >     <P   >4200-319 Porto </P >     <p>e-mail: <a href="mailto:isacriscl@gmail.com">isacriscl@gmail.com</a> </P >      ]]></body><back>
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