<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0871-3413</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Arquivos de Medicina]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Arq Med]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-3413</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ArquiMed - Edições Científicas AEFMUP ]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0871-34132009000500001</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Readmissões na Urgência Pediátrica do Porto]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Oporto Pediatric Emergency Department Readmissions]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferraz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Catarina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rute]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Azevedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Márcia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Irene]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luís Almeida]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Hospital de São João, EPE Universidade do Porto Faculdade de Medicina]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>23</volume>
<numero>5</numero>
<fpage>173</fpage>
<lpage>175</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-34132009000500001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-34132009000500001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-34132009000500001&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Objectivo: Caracterizar os doentes que tendo sido directamente reencaminhados da triagem de uma Urgência Pediátrica de um Hospital Central para o médico assistente, foram readmitidos nas 72 horas seguintes. Materiais e métodos: No período entre 1/1/2005 e 31/12/2007 foram analisados todos os registos de triagem de crianças com idade inferior a treze anos admitidas na triagem, que recorreram novamente à UPP nas setenta e duas horas seguintes e destas, as que necessitaram de internamento hospitalar. Resultados: Foram readmitidos no total 2.082 doentes e destes, apenas 149 foram hospitalizados. O motivo principal do novo recurso à urgência foi a persistência dos sintomas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: Characterize the patients who were directly from the Paediatric triage of Central Hospital, referred to the Primary Health Care, and returned to the Emergency Department in the &#64257;rst 72 hours. Methods: In the period between 1/1/2005 and 31/12/2007, were reviewed all medical admission records of children under the age of thirteen, who were screening and then returned in the &#64257;rst 72 hours to the emergency department and those whom were hospitalized. Results: During the study time 2.082 patients were readmitted, from these, only 149 were hospitalized. The main cause for the readmission was the persistence of the symptoms.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[urgência pediátrica]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[readmissões]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[triagem]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[paediatric emergency]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[readmission]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[triage]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P><B>Readmiss&otilde;es na Urg&ecirc;ncia Pedi&aacute;trica do Porto</b></P>     <P>&nbsp;</P>      <p>Catarina Ferraz, Rute Vaz, M&aacute;rcia Azevedo, Irene Carvalho, Lu&iacute;s Almeida Santos </P>      <p><I>UAG da Mulher e da Crian&ccedil;a, Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o, EPE;    Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</I></P>     <p>&nbsp;</P>      <P>Objectivo: Caracterizar os doentes que tendo sido directamente reencaminhados da triagem de uma Urg&ecirc;ncia  Pedi&aacute;trica de um Hospital Central para o m&eacute;dico assistente, foram readmitidos nas 72 horas seguintes.</P>      <P>Materiais e m&eacute;todos: No per&iacute;odo entre 1/1/2005 e 31/12/2007 foram analisados todos os registos de triagem  de crian&ccedil;as com idade inferior a treze anos admitidas na triagem, que recorreram novamente &agrave; UPP nas  setenta e duas horas seguintes e destas, as que necessitaram de internamento hospitalar.</P>      <P>Resultados: Foram readmitidos no  total 2.082 doentes e destes, apenas 149 foram hospitalizados. O motivo principal do novo recurso &agrave; urg&ecirc;ncia  foi a persist&ecirc;ncia dos sintomas.</P>       <P><B>Palavras-chave: </B>urg&ecirc;ncia pedi&aacute;trica; readmiss&otilde;es;    triagem. </P>     <P>&nbsp;</P>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Oporto Pediatric Emergency Department Readmissions</b></p>     <p>Objective: Characterize the patients who were directly from the Paediatric    triage of Central Hospital, referred to the Primary Health Care, and returned    to the Emergency Department in the &#64257;rst 72 hours. </p>     <p>Methods: In the period between 1/1/2005 and 31/12/2007, were reviewed all medical    admission records of children under the age of thirteen, who were screening    and then returned in the &#64257;rst 72 hours to the emergency department and    those whom were hospitalized. </p>     <p>Results: During the study time 2.082 patients were readmitted, from these,    only 149 were hospitalized. The main cause for the readmission was the persistence    of the symptoms.</p>        <P   ><B>Key-words: </B>paediatric emergency; readmission; triage.</P >     <P   >&nbsp;</P >         <p><B>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O </b></P>      <p>A massi&#64257;ca&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os de Urg&ecirc;ncia (SU) &eacute;  j&aacute; um fen&oacute;meno do s&eacute;culo passado. Contudo, nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas a  manuten&ccedil;&atilde;o de uma desmesurada utiliza&ccedil;&atilde;o dos SU foi constante, conduzindo ao progressivo  desgaste de recursos. O atendimento nos SU constitui uma das principais formas de entrada da popula&ccedil;&atilde;o nos  Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de. Normalmente, a primeira escolha, quer em caso de doen&ccedil;a aguda (em elevado  n&uacute;mero de car&aacute;cter n&atilde;o urgente, mas que implica esclarecimento e encaminhamento adequado), quer ainda,  para tentar satisfazer outras necessidades. </P>     <p>O n&uacute;mero de internamentos hospitalares ap&oacute;s readmiss&atilde;o nas 72 horas seguintes &agrave; primeira  observa&ccedil;&atilde;o, d&aacute; indica&ccedil;&otilde;es sobre a gravidade e especi&#64257;cidade da patologia  assistida, a qualidade do atendimento no pr&oacute;prio SU, bem como a e&#64257;c&aacute;cia de referencia&ccedil;&atilde;o  pr&eacute;-hospitalar. As taxas de internamento dos SU ap&oacute;s readmiss&atilde;o nas 72 horas seguintes &agrave;  primeira triagem, variam de cidade para cidade e mesmo de hospital para hospital dentro da mesma &aacute;rea de  in&#64258;u&ecirc;ncia. </P>     <p>Sabendo que a maior parte das situa&ccedil;&otilde;es observadas nos Servi&ccedil;os    de Urg&ecirc;ncia s&atilde;o do &acirc;mbito dos Cuidados Prim&aacute;rios de    Sa&uacute;de <a name="top1"></a>(<a href="#1">1-3</a>), no ano de 2002, houve    necessidade de regular o acesso &agrave; Urg&ecirc;ncia Pedi&aacute;trica do    Porto (UPP), com vista &agrave; melhoria do atendimento da crian&ccedil;a. Nesse    sentido, instituiu-se um m&eacute;todo de triagem, realizado pelo s&eacute;nior,    para as crian&ccedil;as que recorriam ao SU sem referencia&ccedil;&atilde;o.    As crian&ccedil;as com menos de 6 meses e as que vinham referenciadas, eram    directamente orientados para a consulta m&eacute;dica. Este sistema de triagem    utilizado revelou diversos constrangimentos, pelo que necessitou de ser recentemente    reformulado. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>      <p><B>MATERIAL E M&Eacute;TODOS </b></P>      <p>O presente estudo retrospectivo decorreu entre 1 de Janeiro de 2005 e 31 de Dezembro de 2007. Os dados foram recolhidos  com base na folha de registo de triagem efectuados pelos cl&iacute;nicos que observaram a crian&ccedil;a. </P>     <p>Foram recolhidas e analisadas as seguintes vari&aacute;veis: sexo, idade, proveni&ecirc;ncia,    distribui&ccedil;&atilde;o anual e hor&aacute;ria, motivo de admiss&atilde;o    e de readmiss&atilde;o, intervalo entre as observa&ccedil;&otilde;es na UPP    e dura&ccedil;&atilde;o do internamento. </P>     <p>&nbsp;</P>      <p><B>RESULTADOS </b></P>      <p>Durante o per&iacute;odo do estudo, foram observados na UPP 205.809 doentes,    dos quais 95.259 foram admitidos directamente na triagem. O n&uacute;mero de    crian&ccedil;as internadas pelo SU durante este per&iacute;odo foi 8.814 (4,3%).    Ap&oacute;s observa&ccedil;&atilde;o, tiveram alta directamente da triagem 37.265    doentes (18,1%) e destes, 2.082 doentes (5,6%) foram readmitidos nas 72 horas    seguintes (Figura 1). Dos doentes readmitidos, foram hospitalizados 149 (7,2%    dos readmitidos e 1,7% do total de internamentos do SU). No Hospital de S&atilde;o    Jo&atilde;o (HSJ) foram hospitalizados 82 doentes e os restantes 67 foram distribu&iacute;dos    por outros hospitais (Figura 2). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/am/v23n5/v23n5a01f1.gif" width="362" height="223"></P>     
<p><i>Fig. 1 - Doentes readmitidos ap&oacute;s alta da triagem</i></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><i><img src="/img/revistas/am/v23n5/v23n5a01f2.gif" width="350" height="207"></i></P>     
<p><i>HSJ - Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o; HMP - Hospital Maria Pia; HGSA    - Hospital Geral de Santo Ant&oacute;nio; HPH - Hospital Pedro Hispano; HPA-VS    - Hospital Padre Am&eacute;rico - Vale do Sousa.</i></P>     <p><i>Fig. 2 - Distribui&ccedil;&atilde;o dos doentes internados pelos Hospitais.</i></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>Veri&#64257;cou-se um ligeiro predom&iacute;nio do sexo masculino (52%). Tal    como toda a popula&ccedil;&atilde;o Pedi&aacute;trica que recorre &agrave; UPP,    a maioria das crian&ccedil;as foram provenientes da &aacute;rea de in&#64258;u&ecirc;ncia    do HSJ. &Eacute; interessante observar que a distribui&ccedil;&atilde;o dos    doentes que necessitaram de internamento, pelos meses do ano n&atilde;o evidenciou    sazonalidade mas, &eacute; clara a varia&ccedil;&atilde;o do total de doentes    ao longo do ano, com ligeiro predom&iacute;nio nos meses de Outono/Inverno (59,7%)    (Figura 3). Veri&#64257;cou-se que a sua distribui&ccedil;&atilde;o ao longo    do dia &eacute; concordante com a do movimento geral, privilegiando o per&iacute;odo    diurno (Figura 4). </P>     <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/am/v23n5/v23n5a01f3.gif" width="337" height="171"></P>      
<P><I>Fig. 3 - Distribui&ccedil;&atilde;o anual.</I></P>     <P>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P><img src="/img/revistas/am/v23n5/v23n5a01f4.gif" width="306" height="214"></P>      
<p><I>Fig. 4 - Distribui&ccedil;&atilde;o hor&aacute;ria. </I></P>      <p>&nbsp;</P>     <p>O per&iacute;odo decorrido entre as admiss&otilde;es na UPP foi quase sempre    superior a doze horas e n&atilde;o se veri&#64257;cou nenhum caso com dura&ccedil;&atilde;o    inferior a uma hora (Figura 5). </P>      <p>&nbsp;</P>     <p><img src="/img/revistas/am/v23n5/v23n5a01f5.gif" width="322" height="230"></P>     
<p><I>Fig. 5 - Intervalos entre as admiss&otilde;es na UPP. </I></P>      <p>&nbsp;</P>     <p>Os doentes que foram internados no HSJ representaram 55% do total (149). Neste    grupo, foram caracterizados outros par&acirc;metros como a idade, motivo de    admiss&atilde;o e de readmiss&atilde;o e dura&ccedil;&atilde;o do internamento    dos doentes. </P>     <p>Dos doentes internados no HSJ, 53,7% tinham entre seis meses e dois anos de idade. Cinco (6,1%) eram doentes com  patologia cr&oacute;nica. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os principais motivos de recurso &agrave; UPP foram problemas gastrointestinais (42,7%), respirat&oacute;rios (20,7%),  febre (17,1%), genito-urin&aacute;rios (11,0%), cut&acirc;neos (7,3%) e neurol&oacute;gicos (1,2%). </P>     <p>Todas as readmiss&otilde;es foram pelo mesmo motivo da primeira observa&ccedil;&atilde;o. Em 60% dos casos, por  persist&ecirc;ncia dos sintomas e os restantes 40% por agravamento. Apenas 5% dos doentes foi referenciado pelo  M&eacute;dico Assistente. Veri&#64257;cou-se que 13% dos doentes vieram &agrave; UPP mais do que duas vezes num  per&iacute;odo de tempo menor de 72 horas. </P>      <p>Dos 149 doentes hospitalizados, 140 doentes (93,9%) foram internados em Servi&ccedil;os de Pediatria M&eacute;dica e  apenas nove (6,0%) necessitaram de interven&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica com posterior hospitaliza&ccedil;&atilde;o  em Servi&ccedil;os de Cirurgia Pedi&aacute;trica. </P>     <p>A dura&ccedil;&atilde;o do internamento foi em 57 doentes (69,5%) superior a 48 horas einferior a oito dias, com uma  mediana de seis dias; superior a 8 dias em 15 doentes (18,3%) e igual ou inferior a 48 horas em 10 doentes (12,2%). </P>      <p>&nbsp;</P>     <p><B>DISCUSS&Atilde;O </b></P>      <p>O elevado n&uacute;mero de doentes admitidos nos SU continua a ser um problema com que os Hospitais se deparam, sendo  necess&aacute;rio uma adequada articula&ccedil;&atilde;o entre os diversos n&iacute;veis do Sistema de Sa&uacute;de para  organizar o atendimento nas suas diversas vertentes. </P>     <p>Na literatura internacional estudada, os autores n&atilde;o encontraram refer&ecirc;ncia &agrave; taxa de  readmiss&otilde;es ap&oacute;s um atendimento no SU Pedi&aacute;trico. </P>     <p>Neste estudo, a maioria das crian&ccedil;as readmitidas n&atilde;o foi referenciada pelos Cuidados de Sa&uacute;de  Prim&aacute;rios. Apenas 7,2% dos doentes readmitidos necessitaram de ser hospitalizados. </P>     <p>A distribui&ccedil;&atilde;o anual foi uniforme, n&atilde;o havendo diferen&ccedil;as signi&#64257;cativas entre os meses  de Inverno e de Ver&atilde;o. O per&iacute;odo do dia em que predominaram as readmiss&otilde;es est&aacute; claramente  relacionado com os picos de maior a&#64258;uxo &agrave; UPP, tendo 89% ocorrido entre as 8.00 horas e as 24.00 horas. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O intervalo de tempo entre idas &agrave; UPP foi na sua esmagadora maioria (95%) superior a doze horas, demonstrando ter  havido tempo para que se veri&#64257;casse a evolu&ccedil;&atilde;o normal da doen&ccedil;a e n&atilde;o se tratassem de  verdadeiras situa&ccedil;&otilde;es urgentes, que necessitariam de internamento. </P>     <p>Ainda que a excessiva utiliza&ccedil;&atilde;o dos SU se possa explicar, entre outros, pela maior acessibilidade a  especialistas, meios auxiliares de diagn&oacute;stico e funcionamento permanente, &eacute; imperativo criar novas  metodologias de orienta&ccedil;&atilde;o e de atendimento para reservar estes Servi&ccedil;os para as crian&ccedil;as que  realmente deles mais necessitem. Tal como se veri&#64257;cou, o a&#64258;uxo ao SU manteve-se ao longo destes 3 anos,  demonstrando-se que o actual sistema n&atilde;o foi e&#64257;caz na selec&ccedil;&atilde;o de doentes urgentes. No entanto,  demonstrou ser &uacute;til numa primeira fase da organiza&ccedil;&atilde;o do atendimento dos doentes, sem estar associado  a situa&ccedil;&otilde;es de risco importante para a sa&uacute;de dos utentes. </P>     <p>Este estudo est&aacute; limitado pela falta de informa&ccedil;&atilde;o acerca dos internamentos nos outros hospitais  referentes aos doentes readmitidos na UPP, pelo que ser&aacute; de extrema utilidade de futuro a articula&ccedil;&atilde;o  entre os diversos hospitais para avalia&ccedil;&atilde;o da e&#64257;c&aacute;cia deste sistema e para posterior  compara&ccedil;&atilde;o com o actual sistema de triagem (<I>Canadian Pediatric Emergency Triage and Acuity Scale</I>). </P>      <p>&nbsp;</P>     <p><B>REFER&Ecirc;NCIAS </b></P>      <!-- ref --><p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a> -Costa V, Fran&ccedil;a J, Trindade E,    et al. Avalia&ccedil;&atilde;o dos motivos de vinda ao Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia.    Acta Pediatr Port 1997;28:411-17. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0871-3413200900050000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a name="1"></a><a href="#top1">2</a> -Patel VL, Gutnik LA, Karlin DR, Pusic    M. Calibrating urgency: triage decision-makingin a pediatric emergency department.    Adv Health Sci Education Theory Pract 2008;13:503-20. </P>     <p><a name="1"></a><a href="#top1">3</a> -Crellin DJ, Johnston L. Who is responsible for pediatric triage decisions in Australian emergency departments: a  description of the educational and experimental preparation of general and pediatric emergency nurses. Pediatr Emerg Care  2005;18:382-8. </P>     <p>4 -Medina J, Ghezzi C, Figueredo D, Leon D, Rojas G, Recalde L. Triage: Experiencia en un Servicio de Urgencias  Pedi&aacute;tricas.Rev Chil Pediatr 2005;32:7-11. </P>     <p>5 -Baumann MR, Strout TD. Evaluation of the Emergency severity index triage algorithm in pediatric patients. Acad Emerg  Med 2005;12:219-24. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6 -Caldeira T, Santos G, Pontes E, Dourado R, Rodrigues L. O dia a dia de uma urg&ecirc;ncia Pedi&aacute;trica. Acta  Pediatr Port 2006;37:1-4. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0871-3413200900050000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>7 -Barroso MJ, Cordeiro FG, Machado MC, Sande LP. Referencia&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica: que realidade? Acta  Pediatr Port 2003;34:89-93. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0871-3413200900050000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>8 -Fonseca MJ, Moreno T, Cruz C, Cunha Fl. Que urg&ecirc;ncia? Acta Pediatr Port 1995;26:307-12.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0871-3413200900050000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P>9 -Apar&iacute;cio J, Moreno T, Mota TC, et al . Sistema de Urg&ecirc;ncia Pedi&aacute;trico. Arq Med 1992;6:57-9. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0871-3413200900050000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</P>     <p><B>Correspond&ecirc;ncia: </b></P>      <P>Dr.&ordf; Catarina Ferraz</P>      <P>UAG da Mulher e da Crian&ccedil;a</P>      <P>Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o</P>      <P>Alameda Prof. Hern&acirc;ni Monteiro</P>      ]]></body>
<body><![CDATA[<P>4200-319 Porto </P>     <p>e-mail: <a href="mailto:ferraz.catarina@gmail.com">ferraz.catarina@gmail.com</a></P>       ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[França]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trindade]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação dos motivos de vinda ao Serviço de Urgência]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatr Port]]></source>
<year>1997</year>
<volume>28</volume>
<page-range>411-17</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caldeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pontes]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dourado]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O dia a dia de uma urgência Pediátrica]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatr Port]]></source>
<year>2006</year>
<volume>37</volume>
<page-range>1-4</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barroso]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cordeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[FG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Machado]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sande]]></surname>
<given-names><![CDATA[LP.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Referenciação pediátrica: que realidade?]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatr Port]]></source>
<year>2003</year>
<volume>34</volume>
<page-range>89-93</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fonseca]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moreno]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fl.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Que urgência?]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Pediatr Port]]></source>
<year>1995</year>
<volume>26</volume>
<page-range>307-12</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aparício]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moreno]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mota]]></surname>
<given-names><![CDATA[TC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sistema de Urgência Pediátrico]]></article-title>
<source><![CDATA[Arq Med]]></source>
<year>1992</year>
<volume>6</volume>
<page-range>57-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
