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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Colonização por Streptococcus do Grupo B em Gestantes com Trabalho de Parto Prematuro e/ou Ruptura Prematura das Membranas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Objective: To identify the prevalence of maternal colonization by Streptococcus B in cases of premature labor and/or premature rupture of membranes, comparing collections with non-selective and selective medium and cultured on blood-agar and agar-CPS and vaginal and anorectal cultures. Method: Cross sectional, prospective study, with collection in 112 pregnant women admitted in the Maternity School Assis Chateaubriand, Federal University of Ceará, between May/2008 and July/2009. Vaginal and anorectal swabs were collected and inoculated, one of each region, in selective medium (Todd-Hewitt) and transport (Stuart), with subsequent cultivation on blood agar or agar-CPS and identification of Streptococcus B by CAMP test, in 71 patients, or by VITEK, in 41 patients. We studied the presence of colonization with socio-demographic, obstetric and clinical factors. To statistical analysis were used mean, standard deviation, confidence interval (CI=95%), prevalence and prevalence ratio with significance if p<0.05. Results: The prevalence of colonization was 4.2% in 71 women and 17% in the other 41, with 20 positive cultures: 12 vaginal and 08 rectal, with 10 patients colonized. There was a significant association with maternal age = 20 years, work at home and urinary tract infection. The colonization of the agar-CPS was higher than that shown on blood-agar. Anorectal and vaginal cultures and in the selective media and transport media were equivalents. Conclusion: The prevalence of Streptococcus B was important in the study population, relating to work at home, maternal age and urinary tract infection. The colonization of the agar-CPS was higher than on blood-agar.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>INVESTIGAÇÃO ORIGINAL</b></p>     <p><b>Colonização por <i>Streptococcus </i>do Grupo B em Gestantes com Trabalho de Parto Prematuro e/ou Ruptura Prematura das Membranas </b></p>     <p><b>Group B streptococcus colonization in pregnancies with premature labor and/or premature rupture membranes</b></p>     <p><b>Maria Sidneuma Melo Ventura<sup>1</sup>, Jorge Luiz Nobre Rodrigues<sup>2</sup>, Francisco Edson de Lucena Feitosa<sup>3</sup>, Carlos Augusto Alencar Júnior<sup>4</sup>, Paulo César Almeida<sup>5 </sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1 </sup>Unidade Neonatal da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC –UFC)</p>     <p><sup>2 </sup>Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina (FM) -UFC</p>     <p><sup>3 </sup>Coordenador da Residência Médica em Tocoginecologia da MEAC -UFC</p>     <p><sup>4 </sup>Departamento Materno-Infantil da FM -UFC</p>     <p><sup>5 </sup>Universidade Estadual do Ceará</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p> <a href="#c0">Correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO </b></p>     <p>Objectivo:<b> </b>Identificar a prevalência para colonização materna por <i>Streptococcus </i>B em pacientes com trabalho de parto prematuro e/ou ruptura prematura de membranas, comparando coletas com meio seletivo e não seletivo, cultivo em ágar-sangue e ágar-CPS e culturas vaginais e anorretais.</p>     <p>Método: Estudo transversal, prospectivo, com coleta em 112 gestantes admitidas na Maternidade Escola Assis Chateaubriand da Universidade Federal do Ceará, entre maio/2008 e julho/2009. Colheram-se swabs vaginais e anorretais, inoculando-se um de cada região em meio seletivo (Todd-Hewitt) e em meio de transporte (Stuart), com posterior cultivo em ágar-sangue ou ágar-CPS e identificação do <i>Streptococcus </i>B por CAMP teste, em 71 pacientess, ou por VITEK, em 41 pacientes. Estudou-se a presença de colonização com fatores sócio-demográficos, obstétricos e clínicos. Para análise estatística utilizou-se média, desvio padrão, intervalo de confiança (IC=95%), prevalência e razão de prevalência, com significância se p&lt;0,05.</p>     <p>Resultados: A prevalência de colonização foi de 4,3%, em 71 gestantes, e de 17%, nas demais 41, com 20 culturas positivas: 12 vaginais e 08 retais, em 10 pacientes colonizadas. Houve associação significativa com idade materna = 20 anos, trabalho no lar e infecção urinária. A colonização em ágar-CPS foi superior à evidenciada em ágar-sangue. As culturas anorretais e vaginais e nos meios seletivo e de transporte foram equivalentes.</p>     <p>Conclusão: A prevalência de <i>Streptococcus </i>B foi importante na população estudada, relacionando-se à profissão do lar, idade materna e infecção urinária. A colonização em ágar-CPS foi superior à obtida em ágar-sangue.</p>     <p><strong>Palavras-chave:</strong> prevalência; <i>streptococcus </i>B; colonização materna; ruptura prematura das membranas; trabalho de parto prematuro</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT </b></p>     <p>Objective: To identify the prevalence of maternal colonization by <i>Streptococcus </i>B in cases of premature labor and/or premature rupture of membranes, comparing collections with non-selective and selective medium and cultured on blood-agar and agar-CPS and vaginal and anorectal cultures.</p>     <p>Method: Cross sectional, prospective study, with collection in 112 pregnant women admitted in the Maternity School Assis Chateaubriand, Federal University of Ceará, between May/2008 and July/2009. Vaginal and anorectal swabs were collected and inoculated, one of each region, in selective medium (Todd-Hewitt) and transport (Stuart), with subsequent cultivation on blood agar or agar-CPS and identification of <i>Streptococcus </i>B by CAMP test, in 71 patients, or by VITEK, in 41 patients. We studied the presence of colonization with socio-demographic, obstetric and clinical factors. To statistical analysis were used mean, standard deviation, confidence interval (CI=95%), prevalence and prevalence ratio with significance if p&lt;0.05.</p>     <p>Results: The prevalence of colonization was 4.2% in 71 women and 17% in the other 41, with 20 positive cultures: 12 vaginal and 08 rectal, with 10 patients colonized. There was a significant association with maternal age = 20 years, work at home and urinary tract infection. The colonization of the agar-CPS was higher than that shown on blood-agar. Anorectal and vaginal cultures and in the selective media and transport media were equivalents.</p>     <p>Conclusion: The prevalence of Streptococcus B was important in the study population, relating to work at home, maternal age and urinary tract infection. The colonization of the agar-CPS was higher than on blood-agar.</p>     <p><strong>Key-words:</strong> prevalence; <i>streptococcus </i>group B; maternal colonization; premature rupture of membranes; preterm labor</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução </b><b></b></p>     <p>Os <i>Streptococcus </i>do grupo B (SGBs) habitam os tratos gastrintestinal e geniturinário feminino e, menos frequentemente, faringe e pele<sup>1</sup>. A taxa de colonização de gestantes e recém-nascidos (RN) varia de 5% a 35%, dependendo da região geográfica, das  técnicas de cultivo microbiológico e dos sítios de coleta: vagina,colouterino e/oureto<sup>2</sup>, podendo obter-se maiores valores com coleta  simultânea de três sítios: reto, intróito vaginal e parte superior da vagina<sup>3</sup>.</p>     <p>Nos anos 70, quando o SGB tornou-se a mais importante causa de infecção neonatal precoce nos Estados Unidos, diversos seguimentos sociais liderados por: Centers for disease Control and Prevention (CDC), College of obstretricians and gynecologists (ACOG) e American Academy of Pediatrics (PAA) organizaram-se resultando na década de 90, recomendações de profilaxia intraparto para prevenção da doença perinatal por SGB. Em 1996 o CDC, Estados Unidos, publicou as primeiras diretrizes com abordagens clínicas e laboratoriais: detecção por fatores de risco clínicos (filho anterior com doença pelo SGB; bacteriúria por SGB na gestação atual, exceto se cesárea eletiva na ausência de trabalho de parto prematuro (TPP) ou ruptura de membranas (RM); parto prematuro (PP); ruptura prematura de membranas (RPM) = 18 horas e temperatura intra-parto =38°C);e rastreamento universal da colonização materna, mediante culturas vaginais e anorretais, entre 35 e 37 semanas de gestação<sup>4</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 2002 revisaram-se as diretrizes de 1996, recomendando o rastreamento baseado em culturas para todas as gestantes entre 35 e 37 semanas, como forma de identificar as mulheres que receberiam antibióticos profiláticos intraparto<sup>2</sup>, por ter o rastreamento universal da colonização, superado a abordagem por fatores de risco, na diminuição dos casos de sepse precoce por SGB<sup>5</sup>.</p>     <p>Apesar da redução da doença neonatal por SGB após as práticas de profilaxia intraparto, a infecção por esse patógeno, ainda liderava as causas infecciosas de morbimortalidade em RNs nos Estados Unidos<sup>6</sup>, motivando revisão das diretrizes de 2002. Em 2010 publicou-se a revisão de 2002, ampliando e modificando as recomendações anteriores principalmente: técnicas de laboratório, atualização de algorítimos (TPP, RPM, RN de risco para doença por SGB), mudanças nas doses de penicilina e no regime de profilaxia de casos de alergia à penicilina<sup>7</sup>.</p>     <p>A otimização para detectar o SGB depende de: usar meios seletivos, como o de Todd-Hewitt enriquecido, ao invés de semeadura direta em placas de ágar-sangue, pois aumenta os índices de detecção e diminui o número de resultados falso-negativos, e colher material do ânus e vagina<sup>2,8</sup>. A taxa de isolamento de SGB é maior, quando associadas culturas vaginal e anal ou de mais sítios. <sup>2,3,7,9,10,11, 12</sup></p>     <p>Considerando que, não há norma em nosso País, para atender às recomendações do CDC, e a falta de conhecimento da prevalência de SGB, em nosso meio, optamos por estudar um grupo de pacientes de risco, TPP e RPM, e identificar nessa população, a prevalência de colonização do SgB, analisando qual o melhor método de detecção do SGB, comparando coletas com meio seletivo e não seletivo, cultivo em ágar-sangue e ágar-CPS e entre culturas vaginais e anorretais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Métodos </b></p>     <p>Estudo transversal sobre colonização materna por SGB, em pacientes com TPP e/ou RPM, para avaliar coletas com meio seletivo e não seletivo, cultivo em ágar-sangue e ágar-CPS e culturas vaginais e anorretais, na Maternidade Escola Assis Chateaubriand da Universidade Federal do Ceará (MEAC-UFC), entre maio de 2008 e julho de 2009. Estudaram-se 112 gestantes com TPP (12) e/ou RPM (100), com idade gestacional (Ig) &lt; 37 semanas no momento da coleta, calculadas a partir do primeiro dia da última menstruação, ou de exame ultrassonográfico de 1º trimestre, adotado o parâmetro mais confiável para cada paciente.</p>     <p>Considerou-se TP, duas ou mais contrações em dez minutos, há mais de uma hora, e dilatação mínima de três centímetros. Após coleta do material para cultura, a rotina do serviço era adotada, inclusive com tocólise e antibiótico profilaxia, quando indicadas.</p>     <p>A RPM foi diagnosticada pelo exame especular e, após coleta de cultura para SGB, seguiu-se a rotinado serviço, inclusive antibiótico profilaxia. Não efetuamos tocólise para pacientes com RPM.</p>     <p>Protocolo de atendimento, com a rotina do método de coleta, identificação e envio do material foi distribuído para os médicos envolvidos no projeto. As mulheres com critérios de inclusão foram convidadas para o estudo. Após concordância com o Termo de Consentimento livre e Esclarecido (TClE) submeteram-se à coleta do material.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em 71 pacientes, colheram-se dois swabs do terço proximal da vagina, afastando-se os pequenos lábios. Depois, colheram-se dois swabs anorretais, resultando 284 culturas.</p>     <p>Dois swabs (um anorretal e um vaginal) foram inoculados em meio de transporte (Stuart), outros dois swabs (um anorretal e um vaginal) foram inoculados em meio seletivo enriquecido com colistina e ácido nalidixico (Todd-Hewitt-1ml), identificados e enviados ao setor de microbiologia do Hospital Universitário Walter Cantídeo da Universidade Federal do Ceará (HUWC-UFC), onde, após 48 horas em estufa, foram semeados em placas de ágar-sangue, mantidas a 35ºC, com leitura após 48 horas. O <i>Streptococcus agalactiae </i>foi identificado por CAMP test, que se baseia na produção, pela maioria das cepas de SGB de hemolisina difusível (fator CAMP), que com outra hemolisina produzida pelo <i>Staphylococcus aureus</i>, causa lise completadas hemácias na placa de ágar-sangue, produzindo uma zona de hemólise característica. Como contraprova ao CAMP, utilizou-se o Pyr, outro teste de identificação de <i>Streptococcus pyogenes</i>.</p>     <p>Em outro grupo (41 gestantes), colheram-se um swab vaginal e um anorretal, inoculados em meio seletivo de Todd-Hewitt (3 ml) com a mesma técnica anterior, obtendo-se 82 culturas. O material dessa amostra é de pacientes da mesma maternidade (MEAC-UFC) e foi encaminhado ao setor de microbiologia do LabPasteur, empresa privada do grupo dASA (diagnósticos da América S.A.). Após 24 horas em estufa, os swabs foram semeados em placas de ágar-CPS (Coli, Proteus, <i>Streptococcus </i>-meio cromogênico em que as colônias de SGB assumem coloração especial), mantidas em estufa por 24 a 48 horas. As placas com crescimento microbiológico característico, submeteram-se à sorologia para SGB, procedimento de identificação semi-automatizada noVITEK.</p>     <p>Os dados foram duplamente digitados, a partir de uma ficha, e conferidos no software estatístico Epi-Info 6.04 (CDC, USA/OMS).</p>     <p>Como variável dependente analisou-se a colonização materna, com detecção do SgB em pelo menos uma das seis culturas:1.Anorretal em meio seletivo (Todd-Hewitt), semeada em ágar-sangue, 2. Anorretal em meio seletivo (Todd-Hewitt), semeada em ágar-CPS, 3.Anorretalemmeio de transporte (Stuart), semeada em ágar-sangue, 4. Vaginal em meio seletivo (Todd-Hewitt), semeada em ágar-sangue, 5. Vaginal em meio seletivo (Todd-Hewitt), semeada em ágar-CPS, 6. Vaginal em meio de transporte (Stuart), semeada em ágar-sangue.</p>     <p>Como variáveis independentes, relacionadas com a colonização, analisaram-se fatores sócio-demográficos (idade, estado civil, escolaridade, profissão), obstétricos e clínicos (número de gestações, de abortos, de consultas de pré-natal, diagnóstico de entrada e infecção urinária na gestação atual). A infecção urinária foi aceita como presente se havia a notação no prontuário médico, quando constava informação específica no cartão da gestante, ou na ausência destes, a paciente referia a doença, relatando o tratamento efetuado, sendo este, condizente com a patologia referida.</p>     <p>Analisaram-se média, desvio padrão, percentís, intervalo de confiança (IC=95%), prevalência e razão de prevalência.Testes significantes se p &lt; 0,05.</p>     <p>Pesquisa submetida à Comissão de Pesquisa do departamento de Tocoginecologia e ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da MEAC/UFC, protocolo No01/08.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A população de 112 gestantes, constitui-se de 60 adolescentes, 91 solteiras, 61 com baixa escolaridade e 58 profissionais do lar. A relação dos fatores sócio-demográficos e colonização por SGB evidenciou associação significativa com idade = 20 anos e profissão do lar (<b><a href="/img/revistas/am/v25n2/25n2a01t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</b></a>). A maioria, 100 gestantes, apresentavam RPM e apenas 12, TPP. Observou-se 82 pacientes sem abortos prévios, 66 na segunda gestação, 90 com menos de quatro consultas de pré-natal e 68 com infecção do trato urinário. Destes fatores, somente a infecção do trato urinário mostrou associação significante com a colonização materna por SGB (<b><a href="/img/revistas/am/v25n2/25n2a01t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</b></a>).</p>      
<p>Em 71 gestantes investigadas com meio seletivo (Todd-Hewitt) e de transporte (Stuart), com cultivo em ágar-sangue, 03 estavam colonizadas: colonização vaginal com meio seletivo, 02 mulheres (2,9%), e com meio de transporte nas 03 grávidas colonizadas (4,3%). Uma cultura retal positiva com meio seletivo (1,5%) e com meio de transporte duas (2,9%) (<b><a href="/img/revistas/am/v25n2/25n2a01t3.jpg" target="_blank">Tabela 3</b></a>).</p>      
<p>Nas 41 gestantes estudadas apenas em meio seletivo com cultivo em ágar-CPS, a prevalência foi 17% (07gestantescolonizadas):07 culturas vaginais positivas (17,0%) e 05 retais (12,1%) (<b><a href="/img/revistas/am/v25n2/25n2a01t4.jpg" target="_blank">Tabela 4</b></a>).</p>     
<p>Das 112 gestantes, 10 estavam colonizadas, com 12 culturas vaginais e oito anorretais positivas. O cultivo em ágar-CPS mostrou superioridade ao ágar-sangue (<b><a href="/img/revistas/am/v25n2/25n2a01t5.jpg" target="_blank">Tabela 5</b></a>).</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSSÃO </b></p>     <p>O estudo de 112 gestantes com ruptura prematura de membranas pré-termo (RPMPT) e/ou TPP mostrou prevalência de 8,9%. Em 71 mulheres investigadas no laboratório Universitário a prevalência foi 4,3%, e em 41 mulheres estudadas no laboratório particular, 17%. A população alvo assemelha-se à estudada por Nomura, que mostrou maior prevalência (27,6%)<sup>13 </sup>. As discrepantes prevalências entre os grupos condizem com a literatura: o isolamento do SGB depende dos locais anatômicos de coleta de material, dos meios de cultura utilizados e da técnica de coleta e processamento das culturas<sup>2,12,13</sup>, e ainda, da população estudada<sup>15,16</sup>. As 112 gestantes são da mesma maternidade, a técnica de coleta igual em todas, porém, as culturas de 71 mulheres foram semeadas em ágar-sangue, com identificação do SGB pelo CAMP-test, e nas outras 41gestantes, o cultivo realizou-se em ágar–CPS, com identificação semi-automatizada (VITEK), que mostrou maior positividade, conforme dados da literatura: meios cromogênicos têm maior sensibilidade<sup>12,17,18</sup>.</p>     <p>A prevalência de 4,3% condiz com resultados brasileiros na literatura, desde 1982 (4% a 27,6%)<sup>14,17</sup>, mas a de 17%, é compatível com os trabalhos publicados no Brasil nos últimos anos, mesmo considerando-se as diferenças de método e de populações analisadas: gestantes em TPP e RPMPT (27,6%)<sup>13</sup>, gestantes no 3º trimestre (14,9%)<sup>20</sup>, gestantes no pré-natal, em TP ou cesárea eletiva(17,9%)<sup>21</sup>, parturientes com Ig &gt; 36 semanas(20,4%)<sup>22</sup>, e gestantes no pré-natal com mais de 35 semanas de Ig(15%)<sup>23</sup>. Em recente artigo em que avaliou-se a prevalência em três hospitais libaneses, a taxa situou-se próxima à obtida nesta pesquisa (17,7%)<sup>24</sup>. Numa população suíça, entre 1316 gestantes, independente de fatores de risco (21%)<sup>25 </sup>e em Portugal-hospital do Porto, gestantes entre 35 e 37 semanas de Ig (12,28%)<sup>26 </sup>. As taxas de colonização vaginal superaram as retais, diferindo dos achados de outros autores<sup>3,13, 15</sup>, que detectaram taxas mais elevadas nas culturas retais que nas vaginais.</p>     <p>O meio seletivo de Todd-Hewitt, enriquecido com ácido nalidíxico e colistina, não foi superior (vaginal = 2,9% -retal =1,5%), ao meio de transporte Stuart (vaginal = 4,3% -retal = 2,9%), contrariando resultados anteriores que mostraram superioridade de 98,7% do meio de Tood-Hewitt <sup>2,13</sup>.</p>     <p>A colonização das gestantes estudadas mostrou associação com idade &gt; 20 anos, diferente do observado em população hospitalar libanesa <sup>24</sup>. A variável demográfica profissão do lar aumentou seis vezes a chance de colonização, em relação ao trabalho fora do lar que, neste estudo, configurou-se fator de proteção. Estado civil e escolaridade, mostraram forte relação mas não associação significativa, com a positividade das culturas. As 10 pacientes colonizadas eram solteiras ou união consensual e em nove destas, o nível de escolaridade era baixo. Dos fatores obstétricos, ter duas ou mais gestações e menos que quatro consultas no pré-natal, também relacionaram-se com o isolamento da bactéria que ocorreu em oito das dez gestantes colonizadas. Deduz-se, pelos achados, que a colonização é mais frequente em pacientes com baixo nível sociocultural. Entretanto, como já referido, estes achados não demonstraram associação significativa com a presença do SGB que configurem risco.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A infecção urinária na gestação atual esteve significativamente relacionada com a positividade das culturas. Sabemos que, dentre os fatores de risco que indicam profilaxia está o fato de ter, na gestação atual, infecção urinária causada pelo <i>Streptococcus agalactiae</i>. Neste estudo, por desconhecimento dos germes envolvidos, nenhuma conduta terapêutica pode ser aconselhada. Novas pesquisas são necessárias para confirmar a associação.</p>     <p>A prevalência do <i>Streptococcus agalactiae </i>foi importante na população estudada, relacionando-se à profissão do lar, idade materna = 20 anos e infecção urinária. A colonização em ágar-CPS foi superior à obtida em ágar-sangue, resultado semelhante ao de Poisson<sup>18</sup>. Apesar desses achados, a limitação do tamanho amostral, implica na realização de novos estudos, utilizando amostra com poder discriminatório capaz de confirmar nossos resultados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><i>Agradecimentos </i></b></p>     <p><i>Agradecemos às médicas microbiologistas Dra(s). Vaulice Sales Café (Universidade Federal do Ceará) e Tereza de Jesus pinheiro Gomes Bandeira (Labpasteur/DASA), pela análise microbiológica, à profa. Márcia Maria Tavares Machado (Mestrado em Saúde pública-Universidade Federal do Ceará), pelo incentivo e empenho na elaboração deste artigo e ao patrocínio: Universidade Federal do Ceará e Labpasteur -Diagnósticos da América S.A. (DASA) </i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências </b></p>     <!-- ref --><p>1. Manning SD, Neighbors K, Tallman PA, Gillespie B, Marrs CF, Borchardt SM, et al. Prevalence of group B streptococcus colonization and potential for transmission by casual contact in healthy young men and women. Clin Infect Dis. 2004;39(3):380-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0871-3413201100020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Schrag SJ, Gorwitz R, Fults-Buts K, Schuchata A. Prevention of perinatal group B Streptococcal disease. Revised guidelines from CDC. MMWR Recomm Rep. 2002;51(RR -11):1-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0871-3413201100020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Marconi C, Rocchetti TT, Rall VL, Carvalho LR , Borges VT, Silva MG. Detection of streptococcus agalactiae colonization in pregnant women by using combined swab cultures: cross-sectional prevalence study. São Paulo Med J. 2010; 128(2):60-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0871-3413201100020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Centers for Disease Control and Prevention. Prevention of perinatal groupB streptococcal disease: a public health perspective. MMWR Recomm Rep. 1996; 45(RR -7):1-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0871-3413201100020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Angstetra D, Ferguson J, Giles WB. Institution of universal screening for Group B streptococcus (GBS) from a risk management protocol results in reduction of early-onset GBS disease in a tertiary obstetric unit. Aust N Z J Obstet Gynaecol. 2007;47(5): 378-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0871-3413201100020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Trends in perinatal group B streptococcal disease - United States, 2000--2006. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2009;58(5):109-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0871-3413201100020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Centers for Disease Control and Prevention. Prevention of perinatal groupB streptococcal disease: revised guidelines from CDC. MMWR -2010; 59(RR -10).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000082&pid=S0871-3413201100020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Gupta C, Briski LE. Comparison of two culture medias and three sampling techniques for sensitive and rapid screening of vaginal colonization by group B Streptococcus in pregnant women. J Clin Microbiol. 2004;42(9):3975-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0871-3413201100020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Philipson EH, Palermino DA, Robinson A. Enhanced antenatal detection of group B Streptococcus colonization. Obstet Gynecol. 1995;85(3):437-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0871-3413201100020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Madani TA, Harding GK, Helewa M, Alfa MJ. Screening pregnant women for group B Streptococcal colonization. Infection. 1998;26(5):288-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0871-3413201100020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Quinlan JD, Hill DA, Maxwell BD, Boone S, Hoover F, Lense JJ. The necessity of both anorectal and vaginal cultures for group B streptococcus screening during pregnancy. J Fam Pract. 2000;49(5):447-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0871-3413201100020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. El Aila NA, Tency I, Claeys G, Saerens B, Verstraelen H, Temmerman M, Verhelst R, Vaneechoutte M. Comparison of defferent sampling techniques and of different culture methods for detection of group B streptococcus carriage in pregnant women. BMC Infectious Diseases 2010, 10: 285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0871-3413201100020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Nomura ML, Passini Júnior R, Oliveira UM. Selective versus non selective culture medium for group B streptococcus detection in pregnancies complicated by preterm labor or preterm-premature rupture of membranes. Braz J Infect Dis. 2006;10(4):247-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0871-3413201100020000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Towers CV, Rummey PJ, Asrat T, Preslicka C, Ghamsary MG, Nageotte MP. The Accuracy of late third-trimester antenatal screening for group B streptococcus in predicting colonization at delivery. AmJ Perinatol 2010; 27(10): 785-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0871-3413201100020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Baker C J, Edwards M S. Group B streptococcal infections. In: Remington J, Klein JO. (Ed.). Infectious diseases of the fetus and newborn infant. 4th ed. Philadelphia: WB Saunders, 1995. p. 980-1054.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0871-3413201100020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Hickman ME, Rench MA, Ferrini P, Backer CJ. Changing epidemiology of group B streptococcal colonization. Pediatrics. 1999; 104( 2): 203-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0871-3413201100020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. Craven RR , Weber CJ, Jennemann RA, Dunne WM Jr. Evaluation of a chromogenic agar for detection of group B streptococcus in pregnant women. J Clin Microbiol. 2010; 48(9): 3370-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0871-3413201100020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Poisson DM, Chandemerle M, Guinard J, Evrard ML, Naydenova D, Mesnard L.Evaluation of CHRO Magar StrepB: a new chromogenic agar medium for aerobic detection of Group B Streptococci in perinatal samples. J Microbiol Methods. 2010; 82(3): 238-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0871-3413201100020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Sklovsky E, Bertschinger B, Procianoy RS. Colonização materna por streptococcus do grupo B. J Pediatr. (Rio J.) 1982; 52(6):387-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0871-3413201100020000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Beraldo C, Brito ASJ, Saridakis HO, Matsuo T. Prevalência de colonização vaginal e anorretal por estreptococo do grupo B em gestantes no terceiro trimestre. Rev Bras Ginecol Obstet. 2004; 26(7):543-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0871-3413201100020000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Zusman SA, Baltimore RS, Fonseca SNS. Prevalence of maternal group B streptococcal colonization and related risk factors in a brazilian population. Braz J Infect Dis. 2006;10(4):242&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0871-3413201100020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>22. Costa ALR , Lamy Filho F, Chein MBC, Brito LMO, Lamy ZC, Andrade KL. Prevalência de colonização por estreptococos do grupo B em gestantes atendidas em maternidade pública da Região Nordeste do Brasil. Rev Bras Ginecol Obstet. 2008;30(6):274-80.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0871-3413201100020000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>23. Caetano MSSG. Colonização pelo Streptococcus Agalactiae (EGB) em Gestantes atendidas na Rede Pública de Uberaba-Mg. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Triangulo Mineiro, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0871-3413201100020000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>24. Seoud M, Nassar AH, Zalloua P, Boghossian N, Ezeddine J, Fakhoury H, Abboud J, Melki I, Araj G, Nacouzi G, Sanyoura M, Yunis K. Prenatal and neonatal Group B Streptococcus screening and serotyping in Lebanon: incidence and implications. Acta Obstet Gynecol Scand. 2010;89(3):399-403.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0871-3413201100020000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>25. Rausch AV, Gross A, Droz S, Bodmer T, Surbek DV. Group B Streptococcus colonization in pregnancy: prevalence and prevention strategies of neonatal sepsis. J Perinat Med. 2009;37(2):124-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0871-3413201100020000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>26. Fernandes AFV. Relevância médico-legal da infecção causada por streptococcus agalactiae em grávidas e recém-nascidos. Dissertação de Mestrado. Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0871-3413201100020000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Correspondencia:</a><a name="c0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Maria Sidneuma Melo Ventura</p>     <p>Maternidade Escola Assis Chateaubriand – Serviço de Neonatologia. Rua Cel. Nunes de Melo s/n – Rodolfo Teófilo, CEP: 60430-270 – Fortaleza – Ceará. <i>Email:</i> <a href="mailto:meloventura@uol.com.br">meloventura@uol.com.br</a></p>      ]]></body><back>
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