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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Intoxicação Alcoólica Aguda num Serviço de Urgência Pediátrico: revisão de 3 anos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Acute Alcohol Intoxication in a Paediatric Emergency Department: a 3-year review]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia Serviço de Pediatria ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Alcohol intoxication is common in our society, being an emergent problem between teenagers.The aim of this study is to determine the profile of the patients’ admitted in the paediatric emergency department following acute ethanol intoxication. Methods: Retrospective study of patients admitted to the the emergency department with acute ethanol intoxication over a 3 year period (2007 - 2009). Results: A total of 60 teenagers were included (2007 - 12; 2008 - 20; 2009 - 28). Median age of 15,0 years (P25-75: 14,0-16,0), with a mild predominance of girls in early ages (? - 15,0; P25-75: 14,0-15,0 vs ? - 15,5; P25-75: 15,0-16,0; p=0,003). The majority occurred during the night (65,0%) and on holiday days (58,3%). The drinks of high graduation were the most ingested. Concomitant cannabis use was detected in 3 patients. Hypothermia was detected in five cases and two developed severe hypotension. Forty two patients needed hospital admission. Since 2009, the majority has been evaluated in an Adolescent Outpatient Clinic on discharge. Conclusions: The profile of the patient who arrives to emergency department with acute ethanol intoxication is a teenager who is seen on holiday’s nights, after a consumption of high graduation alcoholic drinks. Despite of the rarity of serious acute complications, an increase in the number of acute ethanol intoxication episodes in paediatric age is notorious and worrying.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Intoxicação Alcoólica Aguda]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Adolescentes]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Intoxica&ccedil;&atilde;o Alco&oacute;lica Aguda num Servi&ccedil;o de Urg&ecirc;ncia Pedi&aacute;trico: revis&atilde;o de 3 anos</b></p>     <p><b>Acute Alcohol Intoxication in a Paediatric Emergency Department: a 3-year review</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ant&oacute;nio Vinhas da Silva, Ana Lu&iacute;sa Leite, Raquel Guedes, Hugo B Tavares</b></p>     <p>Servi&ccedil;o de Pediatria do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a>      <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Introdu&ccedil;&atilde;o: O consumo excessivo de &aacute;lcool &eacute; muito prevalente na nossa sociedade, sendo um problema emergente nos adolescentes. Este trabalho pretende caracterizar o perfil e as circunst&acirc;ncias dos adolescentes observados por Intoxica&ccedil;&atilde;o Alco&oacute;lica Aguda (IAA) num servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia pedi&aacute;trico (SUP).</p>     <p>M&eacute;todos: Estudo retrospectivo dos adolescentes observados por IAA no per&iacute;odo de Janeiro de 2007 a Dezembro de 2009.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Resultados: Observados 60 casos de IAA (2007 – 12; 2008 – 20; 2009 – 28. A mediana da idade foi de 15,0 anos (P<sub>25-75</sub>: 14,0-16,0), com predom&iacute;nio do sexo feminino nas idades mais precoces (? - 15,0; P<sub>25-75</sub>: 14,0-15,0 vs ? - 15,5; P<sub>25-75</sub>: 15,0-16,0; p=0,003). A maioria ocorreu durante a noite (65,0%) e nas &eacute;pocas festivas/fim-de-semana (58,3%). As bebidas alco&oacute;licas mais ingeridas foram as bebidas de alta gradua&ccedil;&atilde;o (30 casos). Foi detectado o consumo concomitante de cannabis em 3 casos. Foram detectados 5 casos de hipotermia e 2 casos de hipotens&atilde;o grave. Foram internados, no Internamento de Curta Dura&ccedil;&atilde;o, 42 adolescentes. A maioria dos adolescentes foi orientada para o M&eacute;dico Assistente (66%). Desde 2009, com a cria&ccedil;&atilde;o da Consulta de Medicina do Adolescente, tem-se procedido a uma reavalia&ccedil;&atilde;o a este n&iacute;vel.</p>     <p>Conclus&otilde;es: A maioria dos casos de IAA ocorreu durante o per&iacute;odo nocturno e ao fim-de-semana, sendo as bebidas de alta gradua&ccedil;&atilde;o as mais consumidas. Apesar da raridade das complica&ccedil;&otilde;es agudas graves, verificou-se um aumento preocupante do n&uacute;mero de epis&oacute;dios de IAA. &Eacute; fundamental o conhecimento das caracter&iacute;sticas dos adolescentes com IAA para uma actua&ccedil;&atilde;o mais uniforme e eficiente ao n&iacute;vel do SU.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Intoxica&ccedil;&atilde;o Alco&oacute;lica Aguda; Adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Introduction: Alcohol intoxication is common in our society, being an emergent problem between teenagers.The aim of this study is to determine the profile of the patients’ admitted in the paediatric emergency department following acute ethanol intoxication.</p>     <p>Methods: Retrospective study of patients admitted to the the emergency department with acute ethanol intoxication over a 3 year period (2007 – 2009).</p>     <p>Results: A total of 60 teenagers were included (2007 – 12; 2008 – 20; 2009 – 28). Median age of 15,0 years (P<sub>25-75</sub>: 14,0-16,0), with a mild predominance of girls in early ages (? - 15,0; P<sub>25-75</sub>: 14,0-15,0 vs ? - 15,5; P<sub>25-75</sub>: 15,0-16,0; p=0,003). The majority occurred during the night (65,0%) and on holiday days (58,3%). The drinks of high graduation were the most ingested. Concomitant cannabis use was detected in 3 patients. Hypothermia was detected in five cases and two developed severe hypotension. Forty two patients needed hospital admission. Since 2009, the majority has been evaluated in an Adolescent Outpatient Clinic on discharge.</p>     <p>Conclusions: The profile of the patient who arrives to emergency department with acute ethanol intoxication is a teenager who is seen on holiday’s nights, after a consumption of high graduation alcoholic drinks. Despite of the rarity of serious acute complications, an increase in the number of acute ethanol intoxication episodes in paediatric age is notorious and worrying.</p>     <p><b>Keywords:</b> Acute alcohol intoxication; teenager</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O consumo excessivo de &aacute;lcool &eacute; um problema importante na nossa sociedade, em especial entre os adolescentes. A adolesc&ecirc;ncia &eacute; um per&iacute;odo caracterizado pela adop&ccedil;&atilde;o de comportamentos de experimenta&ccedil;&atilde;o e de grande susceptibilidade aos grupos de pares, potenciando o consumo de subst&acirc;ncias t&oacute;xicas, nomeadamente o &aacute;lcool. O consumo excessivo de &aacute;lcool associa-se a comportamentos de risco e anti-sociais pelo que deve ser considerado um problema grave de sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>1-4</sup>.</p>     <p>O etanol &eacute; respons&aacute;vel por 5% do total de intoxica&ccedil;&otilde;es em Pediatria, principalmente a partir dos 13 anos<sup>5</sup>. Nos adolescentes, a intoxica&ccedil;&atilde;o alco&oacute;lica aguda (IAA) &eacute; geralmente volunt&aacute;ria, com fins recreativos, associada a consumos espor&aacute;dicos e intensos, fora de casa e com os pares, durante o fim-de-semana<sup>6</sup>. O consumo de &aacute;lcool pode associar-se ao de outros t&oacute;xicos legais ou ilegais<sup>6</sup>. A apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica de uma IAA &eacute; muito vari&aacute;vel, podendo manifestar-se como sintomatologia ligeira (disartria e labilidade emocional) ou grave (coma, hipotens&atilde;o) <sup>1,3,6</sup>. As manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas nos casos de IAA s&atilde;o dose dependente, podendo as taxas de alcoolemia superiores a 5g/L estar associadas a morte<sup>4</sup>.</p>     <p>Apesar das observa&ccedil;&otilde;es urgentes por IAA em idade pedi&aacute;trica serem cada vez mais frequentes, n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar nenhum estudo de admiss&otilde;es por IAA em SUP em Portugal. &Eacute; fundamental o conhecimento das caracter&iacute;sticas dos adolescentes observados por IAA por parte dos Pediatras para uma actua&ccedil;&atilde;o mais uniforme e eficiente ao n&iacute;vel do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia. O objectivo deste trabalho &eacute; caracterizar o perfil e as circunst&acirc;ncias dos adolescentes observados por IAA num servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia pedi&aacute;trico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></p>     <p>Estudo observacional (retrospectivo) dos adolescentes observados por IAA no per&iacute;odo de 1 de Janeiro de 2007 a 31 de Dezembro de 2009 (3 anos) num servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia pedi&aacute;trico num Hospital de um centro urbano. Definiu-se IAA como a presen&ccedil;a de um ou mais dos seguintes sintomas ou sinais: h&aacute;lito et&iacute;lico, disartria, verborreia, ataxia, coma, em contexto de consumo alco&oacute;lico agudo. Foram exclu&iacute;dos os casos de intoxica&ccedil;&atilde;o acidental. As vari&aacute;veis analisadas foram: idade, sexo, m&ecirc;s, dia laborais/dia festivo, hor&aacute;rio de admiss&atilde;o, tipo de bebidas, internamento, complica&ccedil;&otilde;es (hipoglicemia- glicemia capilar &lt;60mg/dL, hipotermia – temperatura corporal &lt;35&ordm;C, hipotens&atilde;o – tens&atilde;o arterial sist&oacute;lica &lt;90mmHg e diast&oacute;lica&lt;60mmHg), exames complementares de diagn&oacute;stico (n&iacute;vel de alcoolemia, pesquisa de drogas de abuso na urina), tratamento e destino ap&oacute;s alta.</p>     <p>Os dados foram analisados com o programa estat&iacute;stico SPSS 17.0. A normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis foi testada com o teste de Kolmogorov-Smirnov. Foram utilizados, quando apropriado, testes n&atilde;o param&eacute;tricos: teste de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman e Qui-quadrado. Os valores de p&lt;0,05 foram considerados significativos.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Foram observados 60 casos de IAA durante os 3 anos do estudo (2007 -12 casos, 2008 – 20 casos e 2009 – 28 casos), sem varia&ccedil;&atilde;o das idades de admiss&atilde;o ao longo do tempo. Dois adolescentes foram observados duas vezes por IAA durante o per&iacute;odo do estudo. A distribui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de casos ao longo dos meses e dos anos est&aacute; representada na <a href="#f1">figura 1</a>, evidenciando picos em Mar&ccedil;o, Dezembro e nos meses de Ver&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"> <img src="/img/revistas/am/v26n2/26n2a01f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A mediana da idade foi de 15,0 anos (P<sub>25-75</sub>: 14,0-16,0), com um ligeiro predom&iacute;nio do sexo masculino (53,4%). Nas idades mais precoces (? - 15,0; P<sub>25-75</sub>: 14,0-15,0 vs ? - 15,5; P<sub>25-75</sub>: 15,0-16,0; p=0,003), a IAA foi significativamente mais prevalente nas raparigas. A <a href="#f2">figura 2</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o dos casos de IAA segundo o sexo e a idade.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"> <img src="/img/revistas/am/v26n2/26n2a01f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Trinta e cinco casos (58,3%) ocorreram em dias festivos e 25 casos em dias laborais. Trinta e nove (65%) das admiss&otilde;es ocorreram no per&iacute;odo nocturno (entre as 21h e as 8h). A <a href="#f3">figura 3</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o dos casos de acordo com o dia e a hora de admiss&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f3"> <img src="/img/revistas/am/v26n2/26n2a01f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tipo de bebidas ingeridas foi identificado em 41 casos (68,3%), sendo as “bebidas de alta gradua&ccedil;&atilde;o” (<i>whisky, vodka, shots</i>) as mais frequentemente consumidas (73,2%).</p>     <p>&Agrave; admiss&atilde;o no SU, a mediana da pontua&ccedil;&atilde;o da Escala de Coma de Glasgow foi de 14 (m&iacute;nimo 7; P<sub>25-75</sub>: 11-15anos). O internamento na Unidade de Internamento de Curta Dura&ccedil;&atilde;o foi efectuado em 42 casos (70%), com uma dura&ccedil;&atilde;o sempre inferior a 24 horas. A mediana da pontua&ccedil;&atilde;o da Escala de Coma de Glasgow nos adolescentes internados (15,0; P<sub>25-75</sub>: 15,0-15,0) foi significativamente inferior aos n&atilde;o internados (13,0; P<sub>25-75</sub>: 10,25-15,0; p=0.005).</p>     <p>Verificaram-se 5 casos (8,3%) de hipotermia. Em 2 casos, verificou-se hipotens&atilde;o. N&atilde;o se identificaram casos de hipoglicemia.</p>     <p>A pesquisa de n&iacute;veis de etanol no sangue foi realizada em 3 adolescentes, todos com valores superiores a 1,5g/L.</p>     <p>A pesquisa de drogas de abuso na urina foi realizada em 37 casos (61,7%), sendo positiva em tr&ecirc;s para cannabis.</p>     <p>Nos 42 casos internados foi efectuada fluidoterapia endovenosa. Em 2 casos de hipotens&atilde;o grave foi necess&aacute;ria terap&ecirc;utica de suporte com aminas. Nas situa&ccedil;&otilde;es de hipotermia foi efectuado aquecimento f&iacute;sico com cobertores aquecidos.</p>     <p>Ap&oacute;s a alta, a orienta&ccedil;&atilde;o mais frequente foi para o M&eacute;dico Assistente (60,3%), seguida da Consulta de Medicina do Adolescente (25,8%) e Consulta de Pedopsiquiatria (5,2%). Em 5 casos, desconhece-se a orienta&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a alta.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>O estudo documentou o consumo excessivo de &aacute;lcool entre os adolescentes como um problema emergente da sociedade actual, traduzido pelo aumento da preval&ecirc;ncia da IAA e em idades cada vez mais precoces.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando analisado o n&uacute;mero de casos por sexo, n&atilde;o foi verificada diferen&ccedil;a estatisticamente significativa. No entanto, quando estratificados os casos pela idade, constatou-se um franco predom&iacute;nio do sexo feminino nas idades mais precoces, ao contr&aacute;rio da maioria dos estudos<sup>1-3</sup>. Este facto pode ser justificado pelo desenvolvimento mais precoce das raparigas e, consequentemente, sa&iacute;das mais precoces com os pares, associado &agrave; imaturidade do metabolismo hep&aacute;tico.</p>     <p>Observou-se, tamb&eacute;m, um predom&iacute;nio de admiss&otilde;es nos dias festivos e no per&iacute;odo nocturno, coincidindo com o maior n&uacute;meros de sa&iacute;das dos adolescentes para bares e discotecas, onde &eacute; mais f&aacute;cil o acesso &agrave;s bebidas alco&oacute;licas<sup>1,2,7</sup>. Como &eacute; demonstrado na <a href="#f3">figura 3</a>, verificou-se uma rela&ccedil;&atilde;o evidente entre as admiss&otilde;es diurnas e os dias laborais, provavelmente relacionado com o consumo de &aacute;lcool em meio escolar / &agrave; sa&iacute;da da escola.</p>     <p>Nos casos em que foi poss&iacute;vel a sua identifica&ccedil;&atilde;o, as bebidas mais frequentemente consumidas foram as de alta gradua&ccedil;&atilde;o, tal como previamente demonstrado<sup>1,8</sup>. Atendendo &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o actualmente em vigor no nosso pa&iacute;s que pro&iacute;be a venda de bebidas alco&oacute;licas a menores de 18 anos, &eacute; preocupante a facilidade com que os adolescentes t&ecirc;m acesso a estas bebidas.</p>     <p>No nosso hospital, a maioria dos adolescentes foi internada na Unidade de Internamento de Curta Dura&ccedil;&atilde;o para vigil&acirc;ncia de poss&iacute;veis complica&ccedil;&otilde;es e recupera&ccedil;&atilde;o completa do estado de consci&ecirc;ncia. De notar, apesar do n&uacute;mero reduzido de adolescentes que n&atilde;o foram internados, uma rela&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa entre a gravidade (definida pela pontua&ccedil;&atilde;o na Escala de Coma de Glasgow) e o internamento.</p>     <p>As complica&ccedil;&otilde;es agudas da IAA foram relativamente raras, n&atilde;o sendo descrito nenhum caso de hipoglicemia e apenas 5 casos de hipotermia. A inexist&ecirc;ncia de qualquer caso de hipoglicemia pode ser explicada pelo facto de estes serem consumos espor&aacute;dicos e esta ser uma complica&ccedil;&atilde;o mais frequente no alcoolismo cr&oacute;nico. De salientar 2 casos de hipotens&atilde;o grave com necessidade de fluidoterapia e suporte amin&eacute;rgico.</p>     <p>Neste estudo, a pesquisa de n&iacute;veis de etanol no sangue foi realizada numa amostra reduzida devido &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas do servi&ccedil;o, n&atilde;o sendo poss&iacute;vel retirar conclus&otilde;es com significado estat&iacute;stico. O consumo concomitante de outras drogas de abuso &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o frequente e descrita em v&aacute;rios outros estudos<sup>6,9</sup>. Foram apenas identificados tr&ecirc;s casos de consumo concomitante de <i>cannabis</i> na amostra estudada.</p>     <p>A orienta&ccedil;&atilde;o dos adolescentes admitidos no SU por IAA ap&oacute;s a alta &eacute; um aspecto fundamental da actua&ccedil;&atilde;o com o objectivo de evitar a reincid&ecirc;ncia do consumo, as readmiss&otilde;es e contextualizar o consumo na avalia&ccedil;&atilde;o global do adolescente. Apesar de, no nosso estudo, os adolescentes terem sido maioritariamente orientados para o M&eacute;dico Assistente, desde a cria&ccedil;&atilde;o da Consulta de Medicina do Adolescente em 2009, a maioria dos adolescentes passou a ser orientada para esta consulta, o que permitiu uma reavalia&ccedil;&atilde;o posterior, em meio hospitalar, com o despiste de problemas m&eacute;dicos e sociais associados assim como de outros factores/comportamentos de risco.</p>     <p>A principal limita&ccedil;&atilde;o deste estudo &eacute; devida ao desenho retrospectivo do mesmo. O car&aacute;cter retrospectivo do estudo limita a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente a inexist&ecirc;ncia de crit&eacute;rios uniformes entre os elementos da equipa m&eacute;dica que atendem os adolescentes, bem como a falta de algumas informa&ccedil;&otilde;es / imprecis&otilde;es relativamente aos dados analisados. Outra limita&ccedil;&atilde;o deste trabalho est&aacute; relacionada com a popula&ccedil;&atilde;o alvo (adolescentes alcoolizados), o que dificulta a anamnese.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As observa&ccedil;&otilde;es urgentes por IAA em idade pedi&aacute;trica est&atilde;o a tornar-se cada vez mais frequentes na sociedade actual, pelo que &eacute; fundamental os Pediatras conhecerem as caracter&iacute;sticas dos adolescentes com IAA para uma actua&ccedil;&atilde;o mais uniforme e eficiente ao n&iacute;vel do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia. O perfil do indiv&iacute;duo que recorre ao SU por IAA &eacute; um adolescente admitido maioritariamente no per&iacute;odo nocturno e em dias festivos, com consumo de bebida de elevada gradua&ccedil;&atilde;o e cujas complica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o relativamente raras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <!-- ref --><p>1-   Marcos NS, Constanti VA, Maza TS, Barcennilla AIC, Costa JM, Cubells CL: Consultas por intoxicacion et&iacute;lica aguda en un servicio de urg&ecirc;ncias pedi&aacute;tricas. An Pediatr (Barc). 2009; 70(2): 132-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000066&pid=S0871-3413201200020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2-   Charalambous MP: Alcohol and the accident and emergency department: a current review. Alcohol. 2002; 37: 307-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0871-3413201200020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>3-   Mintegi S: Grupode Trabajo de Intoxicaciones de la Sociedad Espanola de Urgencias de Pediatria. Manual de Intoxicaciones en Pediatria, 2&ordm; edicion. Ergon, 2008; 28: 337-347.</p>     <!-- ref --><p>4-   Baum CR, EwaldMB: Ethanol intoxication in children: Epidemiology, estimation of toxicity and toxic effects. UpToDate version 18.1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000071&pid=S0871-3413201200020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>5-   Castellano Barca GC, Hidalgo Vicario MI, Redondo Romero AM: Medicina de la adolesc&ecirc;ncia. Atencion integral. Ergon, 2004; 29:194-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0871-3413201200020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6-   Baum CR, EwaldMB: Ethanol intoxication in children: Clinical features, evaluation and management. UpToDate version 18.1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0871-3413201200020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7-   Cepillo Boluda AJ, Sotoca Fernandez JV, Hoyos Vazquez MPS, Garcia Gonzalez V, Martinez Garcia MJ, Terrasa Nebot M: Alcohol y Pediatria: una realidad inesperada. XV Reunion Anual de la Sociedad Espanola de Urgencias de Pediatria, Sevilla, 15,16 y 17 de Abril de 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0871-3413201200020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8-   Weinberg L, Wyatt JP: Children presenting to hospital with acute alcohol intoxication. Emerg Med J. 2006; 23: 774-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0871-3413201200020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9-  Knight JR, Harris SK, Sherritt L et al: Prevalence of positive substance abuse screen results among adolescent primary care patients. Arch Pediatr Adolesc Med. 2007; 161: 1035:41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0871-3413201200020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="c0"></a>      <p>Ant&oacute;nio Augusto Vinhas da Silva</p>     <p>Servi&ccedil;o de Pediatria</p>     <p>Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia / Espinho, EPE</p>     <p>Rua Dr. Francisco S&aacute; carneiro – 4400 V. N. de Gaia</p>     <p>Tel.: 223795051/ Fax: 2237996060</p>     <p>Mail: <a href="mailto:vinhasdasilva@gmail.com">vinhasdasilva@gmail.com</a></p>      ]]></body><back>
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