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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contributos para a validação duma versão curta da Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne com adolescentes portugueses]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Contributions to the validation of a short version of the marlowe-crowne social desirability scale with portuguese adolescents]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of the present study was to present some contributions to the validation of a short version of the Marlowe-Crowne Social Desirability Scale (MCSDS) constructed by Ballard (1992; MCSDS-SF). With a total of 760 youths of both genders divided in a forensic sample (n = 250) and a community sample (n = 510) we were able to demonstrate some psychometric properties that justify its use with the Portuguese adolescent general and forensic populations, namely in terms of factorial validity, internal consistency, temporal stability, discriminant validity and divergent validity. No statistical significant differences regarding scale scores were found between the male and female groups.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Desejabilidade social]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Validação]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Social desirability]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Validation]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Contributos para a valida&ccedil;&atilde;o duma vers&atilde;o curta da Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne com adolescentes portugueses</b></p>     <p><b>Contributions to the validation of a short version of the marlowe-crowne social desirability scale with portuguese adolescents</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Pedro Pechorro<sup>1</sup>, Rui Xavier Vieira<sup>1</sup>, Carlos Poiares<sup>2</sup>, Jo&atilde;o Mar&ocirc;co<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup> Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa</p>     <p><sup>2</sup> Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o teve como objectivo fornecer alguns contributos para a valida&ccedil;&atilde;o duma vers&atilde;o curta da Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne (MCSDS) elaborada por Ballard (1992; MCSDS-SF). Recorrendo a 760 adolescentes de ambos os sexos divididos em amostra forense (<i>n</i> = 250) e amostra escolar (<i>n</i> = 510) foram demonstradas algumas propriedades psicom&eacute;tricas que na generalidade justificam a sua utiliza&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa adolescente escolar e forense, nomeadamente a n&iacute;vel de validade factorial, consist&ecirc;ncia interna, estabilidade temporal, validade discriminante e validade divergente. N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos masculino e feminino.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Avalia&ccedil;&atilde;o, Desejabilidade social, Valida&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The purpose of the present study was to present some contributions to the validation of a short version of the Marlowe-Crowne Social Desirability Scale (MCSDS) constructed by Ballard (1992; MCSDS-SF). With a total of 760 youths of both genders divided in a forensic sample (<i>n</i> = 250) and a community sample (<i>n</i> = 510) we were able to demonstrate some psychometric properties that justify its use with the Portuguese adolescent general and forensic populations, namely in terms of factorial validity, internal consistency, temporal stability, discriminant validity and divergent validity. No statistical significant differences regarding scale scores were found between the male and female groups.</p>     <p><b>Key words:</b> Assessment, Social desirability, Validation.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>A Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne (Marlowe-Crowne Social Desirability Scale – MCSDS; Crowne &amp; Marlowe, 1960; Johnston, Wright &amp; Weinman, 1995) &eacute; uma escala constitu&iacute;da por 33 itens dicot&oacute;micos (Verdadeiro/Falso) com o objectivo de avaliar a tend&ecirc;ncia que certas pessoas t&ecirc;m em apresentar as suas qualidades de forma inflacionada ou exagerada, minimizando simultaneamente as suas fraquezas, i.e., tentam apresentar-se a si pr&oacute;prias como estando dentro dos ideais das normas da sua sociedade.</p>     <p>N&atilde;o tardou muito para que se investigasse a estrutural factorial da MCSDS e surgissem vers&otilde;es curtas. Strahan e Gerbasi (1972), utilizando uma amostra constitu&iacute;da por 361 estudantes, efectuaram uma an&aacute;lise de componentes principais aos 33 itens da MCSDS que levou &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de dois factores, cada um com dez itens, designados X1 e X2. A consist&ecirc;ncia interna destes dois factores variou entre .28 e .54 nos v&aacute;rios estudos de valida&ccedil;&atilde;o que os autores efectuaram.</p>     <p>Reynolds (1982), por sua vez, utilizando uma amostra de 608 estudantes universit&aacute;rios, efectuou tamb&eacute;m uma an&aacute;lise de componentes principais e as correla&ccedil;&otilde;es dos itens com o total da escala. O autor identificou tr&ecirc;s factores, que designou por A, B e C, cada um deles com respectivamente 11 itens, 12 itens e 13 itens. A consist&ecirc;ncia interna destes factores variou entre .74 e .76, apesar de estudos posteriores feitos por Fischer e Fick (1993) terem obtido valores mais altos variando entre .86 e .89.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ballard (1992), tomando os itens originais da MCSDS e uma amostra de 399 estudantes universit&aacute;rios, construiu v&aacute;rias vers&otilde;es curtas, sendo que a mais difundida em termos de utiliza&ccedil;&atilde;o, constitu&iacute;da por 13 itens, ficou conhecida como subescala comp&oacute;sita (MCSDS-SF). A pontua&ccedil;&atilde;o total desta vers&atilde;o comp&oacute;sita curta &eacute; obtida somando os resultados dos itens dicot&oacute;micos, sendo que previamente se devem reverter os itens 1, 2, 3, 5, 6, 8, 11 e 12 (ver <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>).</p>     <p>Atrav&eacute;s de an&aacute;lise de componentes principais Ballard (1992) seleccionou os itens que saturavam mais de .39, chegando assim aos 13 itens finais da vers&atilde;o comp&oacute;sita, que demonstrou ser unidimensional e ter uma consist&ecirc;ncia interna de .70. Esta escala curta, que tem geralmente demonstrado possuir propriedades psicom&eacute;tricas adequadas, embora nalguns aspectos algo modestas (Loo &amp; Loewen, 2004), foi a escolhida para utiliza&ccedil;&atilde;o na presente investiga&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em Portugal existe uma enorme necessidade de proceder &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de instrumentos psicom&eacute;tricos aplic&aacute;veis &agrave; &aacute;rea da adolesc&ecirc;ncia em geral e da delinqu&ecirc;ncia juvenil em particular. O objectivo do presente artigo, englobado no &acirc;mbito de uma investiga&ccedil;&atilde;o mais abrangente sobre a delinqu&ecirc;ncia juvenil, consiste em traduzir, adaptar e estudar as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas de uma vers&atilde;o curta da Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne de forma a fundamentar empiricamente a sua utiliza&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel pr&aacute;tico e te&oacute;rico na realidade nacional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><b>Participantes</b></p>     <p>A amostra total final ficou constitu&iacute;da por 760 participantes (leque et&aacute;rio = 12-20; M&eacute;dia = 15.92 anos; desvio-padr&atilde;o = 1.48 anos), sendo que desse total 250 participantes (M&eacute;dia = 15.81 anos; desvio-padr&atilde;o = 1.32 anos) foram provenientes dos Centros Educativos do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a e constitu&iacute;ram a amostra forense, e 510 participantes (M&eacute;dia = 15.95 anos; Desvio-padr&atilde;o = 1.55 anos) foram provenientes de estabelecimentos p&uacute;blicos de ensino da grande Lisboa e constitu&iacute;ram a amostra escolar.</p>     <p>Na tabela seguinte (ver <a href="#t1">Tabela 1</a>) podem-se observar dados relativos ao sexo, frequ&ecirc;ncia e percentagem de participantes segundo a proveni&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os participantes do sexo masculinos foram mais numerosos (71.4%) que os do sexo feminino (28.6%). Relativamente &agrave; etnicidade, 59.6% eram brancos, 24.2% eram negros, 13.4% eram mulatos e 1.8% eram ciganos e 0.9% pertenciam a outras etnias. Relativamente &agrave; nacionalidade, 79.9% eram portugueses, 16.2% eram nacionais de pa&iacute;ses africanos, 1.2% eram nacionais de pa&iacute;ses europeus e 2.8% tinham outras nacionalidades (e.g., Brasil). No que diz respeito &agrave; proveni&ecirc;ncia Rural <i>versus</i> Urbano, a maioria (98.8%) eram provenientes de zonas urbanas/semi-urbanas.</p>     <p><b>Medidas</b></p>     <p>A Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne (Marlowe-Crowne Social Desirability Scale – MCSDS; Crowne &amp; Marlowe, 1960) na vers&atilde;o curta comp&oacute;sita foi concebida por Ballard (1992), conforme j&aacute; foi referido, a partir da escala original de Marlowe-Crowne, tendo ficado conhecida como subescala comp&oacute;sita (MCSDS-SF) e sendo provavelmente a mais utilizada actualmente de todas as subescalas derivadas da original. A MCSDS-SF pode ser cotada simplesmente somando os itens que a comp&otilde;em, ap&oacute;s se ter efectuado a revers&atilde;o dos itens indicados (nomeadamente os itens 1, 2, 3, 5, 6, 8, 11 e 12). Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas nesta escala reflectem a tend&ecirc;ncia de dar respostas socialmente mais desej&aacute;veis. No presente estudo os itens foram codificados como 1 (N&atilde;o) ou Sim (2) de forma a permitir os procedimentos de Optimal Scaling, um tipo de an&aacute;lise factorial especialmente adaptada a itens qualitativos (Mar&ocirc;co, 2010).</p>     <p>A Escala de Auto-Estima de Rosenberg (<i>Rosenberg Self-Esteem Scale</i> – RSES; Rosenberg, 1989; Pechorro et al., na prensa) &eacute; uma medida breve de auto-resposta que avalia a auto-estima em adolescentes e adultos. A RSES pode ser cotada simplesmente somando os dez itens em escala ordinal de 4 pontos (Discordo fortemente = 0, Discordo = 1, Concordo = 2, Concordo fortemente = 3), ap&oacute;s se ter efectuado a revers&atilde;o dos itens apropriados (nomeadamente os itens 2, 5, 6, 8 e 9). Pontua&ccedil;&otilde;es mais altas indicam n&iacute;veis de auto-estima mais altos. A consist&ecirc;ncia interna por alfa de Cronbach obtida no presente estudo foi de .79.</p>     <p>Adicionalmente foi constru&iacute;do um question&aacute;rio para descrever as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas dos participantes e analisar o efeito moderador dessas vari&aacute;veis. Este question&aacute;rio incluiu quest&otilde;es como a idade dos participantes, a sua nacionalidade, grupo &eacute;tnico, o sexo, a proveni&ecirc;ncia rural <i>versus</i> urbana, os anos de escolaridade completados, o n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico dos pais e o estado civil dos pais.</p>     <p><b>Procedimentos</b></p>     <p>Como princ&iacute;pio do processo de valida&ccedil;&atilde;o procurou-se obter autoriza&ccedil;&atilde;o para utilizar a escala. A utiliza&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o curta trabalhada por Ballard (1992; MCSDS-SF) &eacute; gratuita para fins de investiga&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o sendo comercializada. Apenas a vers&atilde;o completa original &eacute; comercializada (Johnston, Wright &amp; Weinman, 1995).</p>     <p>Para proceder &agrave; tradu&ccedil;&atilde;o dos instrumentos seguiram-se <i>guidelines</i> estabelecidas internacionalmente (Hambleton, 2001; Van de Vijver &amp; Hambleton, 1996). Contou-se com a colabora&ccedil;&atilde;o de duas tradutoras independentes bilingues licenciadas em Portugu&ecirc;s-Ingl&ecirc;s e professoras do ensino secund&aacute;rio. Uma tradutora fez a tradu&ccedil;&atilde;o para portugu&ecirc;s, tendo a outra feito a respectiva retrovers&atilde;o para ingl&ecirc;s, que foi ent&atilde;o comparada com o instrumento original. Quando o resultado da tradu&ccedil;&atilde;o foi considerado como estando num estado suficientemente avan&ccedil;ado foram feitas algumas aplica&ccedil;&otilde;es experimentais no terreno que permitiram aperfei&ccedil;oar a linguagem utilizada de forma a torn&aacute;-la mais directa e facilmente entend&iacute;vel pelos jovens. Chegou-se assim &agrave; vers&atilde;o final da escala (ver <a href="#a1">Anexos</a><a name="topa1"></a>).</p>     <p>O leque et&aacute;rio para participa&ccedil;&atilde;o dos jovens na investiga&ccedil;&atilde;o foi previamente fixado entre os 12 anos e os 20 anos dado ser esse o intervalo et&aacute;rio em que os jovens s&atilde;o pass&iacute;veis de interven&ccedil;&otilde;es ao abrigo da Lei Tutelar-Educativa no sistema judicial portugu&ecirc;s. Cada question&aacute;rio aplicado era precedido por um termo de consentimento informado, em que era dado conhecimento do car&aacute;cter volunt&aacute;rio e confidencial da participa&ccedil;&atilde;o no estudo.</p>     <p>A recolha dos question&aacute;rios em meio forense decorreu individualmente ap&oacute;s se ter obtido autoriza&ccedil;&atilde;o por parte da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Reinser&ccedil;&atilde;o Social (DGRS), Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a. Foram feitas aplica&ccedil;&otilde;es em todos os Centros Educativos existentes a n&iacute;vel nacional. Nem todos os jovens concordaram ou puderam participar, sendo que a n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o incluiu motivos como recusa em participar, impossibilidade de participar devido a n&atilde;o entendimento da l&iacute;ngua portuguesa e impossibilidade de participar devido a quest&otilde;es de seguran&ccedil;a. A taxa de participa&ccedil;&atilde;o foi de cerca de 90%. Todos os question&aacute;rios dos jovens que participaram foram considerados v&aacute;lidos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A recolha dos question&aacute;rios em meio escolar decorreu ap&oacute;s se ter obtido autoriza&ccedil;&atilde;o por parte da Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e de Desenvolvimento Curricular (DGIDC), Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Foram aleatoriamente seleccionadas doze escolas b&aacute;sicas/secund&aacute;rias da regi&atilde;o da grande Lisboa, das quais quatro concordaram em participar. Os motivos da n&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o inclu&iacute;ram aus&ecirc;ncia sistem&aacute;tica de resposta ao pedido de colabora&ccedil;&atilde;o efectuado pelo investigador, alegadas quest&otilde;es relativas &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o interna das escolas que impossibilitaram a colabora&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de recusa em colaborar devido ao conte&uacute;do forense do question&aacute;rio. As escolas que aceitaram participar solicitaram que a participa&ccedil;&atilde;o de cada aluno fosse previamente autorizada atrav&eacute;s de um termo de consentimento assinado pelo encarregado de educa&ccedil;&atilde;o. No final, foram exclu&iacute;dos cerca de 13% dos participantes devido a estarem fora do intervalo et&aacute;rio estabelecido ou a motivos como terem entregado question&aacute;rios n&atilde;o preenchidos, incompletos ou ileg&iacute;veis.</p>     <p>Os dados relativos aos question&aacute;rios considerados v&aacute;lidos foram inseridos em SPSS v18 e posteriormente tratados em SPSS v19 (IBM SPSS, 2010). Ap&oacute;s a inser&ccedil;&atilde;o dos dados ter sido feita foram aleatoriamente seleccionados 10% dos question&aacute;rios inseridos, de forma a avaliar a qualidade de inser&ccedil;&atilde;o dos mesmos. A qualidade foi considerada muito boa dado que praticamente n&atilde;o foram detectados erros de inser&ccedil;&atilde;o. No tratamento de dados estat&iacute;sticos propriamente dito pretendeu-se recorrer a uma ampla variedade de t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas, incluindo estat&iacute;sticas descritivas, testes param&eacute;tricos e n&atilde;o-param&eacute;tricos de compara&ccedil;&atilde;o de grupos, correla&ccedil;&otilde;es param&eacute;tricas e n&atilde;o-param&eacute;tricas, an&aacute;lise factorial, an&aacute;lise de consist&ecirc;ncia interna por Kuder-Richardson, an&aacute;lise discriminante, pot&ecirc;ncia de teste e dimens&atilde;o de efeito, entre outras. Na an&aacute;lise discriminante a VD consistiu nas amostras forense e escolar, enquanto a VI consistiu na pontua&ccedil;&atilde;o total obtida na MCSDS-SF.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Na fase inicial do tratamento de dados foram analisadas as vari&aacute;veis moderadoras inclu&iacute;das no question&aacute;rio s&oacute;cio-demogr&aacute;fico. Os resultados demonstraram que a amostra forense continha menos participantes do sexo feminino (<i>?</i><sup>2</sup> = 5.484, <i>p</i> = .001), menos participantes de etnia/ra&ccedil;a branca (<i>?</i><sup>2</sup> = 38.776, <i>p</i> = .001), menos participantes de proveni&ecirc;ncia urbana (<i>?</i><sup>2</sup> = 18.580, <i>p</i> = .001), menos anos de escolaridade completos (<i>F</i> = 1194.506, <i>p</i> = .001), mais progenitores com baixo n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&oacute;mico (<i>U</i> = 33514, <i>p</i> = .001) e mais progenitores divorciados ou falecidos (<i>?</i><sup>2</sup> = 127.898, <i>p</i> = .001). N&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre a amostra forense e a amostra escolar relativamente &agrave; idade dos participantes e &agrave; sua nacionalidade.</p>     <p>De seguida efectuou-se a an&aacute;lise das descritivas dos itens, ap&oacute;s se ter revertido os itens indicados (ver <a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Posteriormente efectuou-se o procedimento de an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria por Optimal Scaling para as tr&ecirc;s amostras, conforme se pode observar na tabela abaixo (ver <a href="#t3">Tabela 3</a>). O item 2 n&atilde;o saturou adequadamente em nenhuma das amostras, sendo por isso exclu&iacute;do dos procedimentos estat&iacute;sticos seguintes.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01t3.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Calculou-se de seguida o coeficiente de Kuder-Richardson, adequado aos itens dicot&oacute;micos que comp&otilde;em a escala (ver <a href="#t4">Tabela 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t4"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01t4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Relativamente &agrave; validade divergente (ver <a href="#t5">Tabela 5</a>) o resultado foi a obten&ccedil;&atilde;o de uma correla&ccedil;&atilde;o de .10 com a Escala de Auto-estima de Rosenberg (RSES).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t5"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01t5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na estabilidade temporal a tr&ecirc;s meses obteve-se um valor de .76 na correla&ccedil;&atilde;o entre os dois momentos de aplica&ccedil;&atilde;o (ver <a href="#t6">Tabela 6</a>). De salientar que apenas 88 participantes completaram o reteste do question&aacute;rio, sendo que os principais motivos se deveram aos jovens terem sido transferidos de Centro Educativo, a terem conclu&iacute;do as suas medidas tutelares-educativas ou a terem recusado uma segunda aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t6"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01t6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A n&iacute;vel de validade discriminante entre amostra forense e amostra escolar foi obtido um valor estatisticamente significativo (ver <a href="#t7">Tabela 7</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t7"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01t7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Finalmente na compara&ccedil;&atilde;o dos grupos masculino e feminino quanto &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o obtida na escala n&atilde;o se detectaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. Na amostra forense o Eta parcial ao quadrado (?<i><sub>p</sub></i><sup>2</sup>) foi de .000 e a pot&ecirc;ncia de .051; na amostra escolar o ?<i><sub>p</sub></i><sup>2</sup> foi de .003 e a pot&ecirc;ncia de .257 (ver <a href="#t8">Tabela 8</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t8"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01t8.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na tabela seguinte podemos observar as descritivas da escala por amostras e por sexo dos participantes, obtidas ap&oacute;s efectuados os procedimentos de valida&ccedil;&atilde;o da escala (ver <a href="#t9">Tabela 9</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t9"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01t9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foram tamb&eacute;m analisadas as estat&iacute;sticas descritivas da pontua&ccedil;&atilde;o total da MCSDS-SF por classes et&aacute;rias e por amostras (ver <a href="#t10">Tabela 10</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t10"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01t10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>O ponto de partida para a presente investiga&ccedil;&atilde;o foi a valida&ccedil;&atilde;o para a realidade lingu&iacute;stica e cultural portuguesa da que &eacute; geralmente considerada a mais difundida de todas as vers&otilde;es curtas da Escala de Desejabilidade Social de Marlowe-Crowne (Ballard, 1992), avaliando-se nesse processo se o constructo &eacute; generaliz&aacute;vel &agrave; popula&ccedil;&atilde;o adolescente em contexto forense. Adicionalmente pretendeu-se tamb&eacute;m testar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as a n&iacute;vel do constructo de desejabilidade social entre os sexos nas amostras forense e escolar.</p>     <p>A valida&ccedil;&atilde;o iniciou-se com a an&aacute;lise das estat&iacute;sticas descritivas dos itens dicot&oacute;micos. Seguidamente efectuou-se an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria por <i>Optimal Scaling</i> dadas as caracter&iacute;sticas qualitativas dos itens (Mar&ocirc;co, 2010). Tornou-se evidente que o item 2 n&atilde;o saturava adequadamente (= .30) em nenhuma das amostras, logo tomou-se a decis&atilde;o de o eliminar dos procedimentos estat&iacute;sticos subsequentes (Nunnally &amp; Bernstein, 1994). Os itens 5 e 11 apenas demonstraram esse problema na amostra forense, e portanto n&atilde;o foram eliminados. Os nossos crit&eacute;rios de exclus&atilde;o de itens foram mais liberais que os de Ballard (1992), que manteve apenas itens que saturassem em valores maiores ou iguais a .39.</p>     <p>Foi de seguida calculada a consist&ecirc;ncia interna por Kuder-Richardson. Na consist&ecirc;ncia interna obtiveram-se valores de .60 e de .61 na amostra total e escolar respectivamente, mas a n&iacute;vel da amostra forense um valor foi de .55 que &eacute; considerado baixo (Cortina, 1993). Ballard (1992), por sua vez, obteve valores de consist&ecirc;ncia interna na ordem de .70 que foram claramente superiores aos da nossa investiga&ccedil;&atilde;o. Loo e Lowen (2004) obtiveram valores mais modestos na amplitude de .60 a .65, mais semelhantes aos obtidos pelo nosso estudo.</p>     <p>Relativamente &agrave; validade divergente o resultado foi a obten&ccedil;&atilde;o de uma correla&ccedil;&atilde;o baixa (.10) com a Escala de Auto-estima de Rosenberg (RSES), que era esperada dado tratarem-se de constructos diferentes e n&atilde;o sobrepon&iacute;veis (Kline, 2000). Na estabilidade temporal a tr&ecirc;s meses obteve-se um valor de .76 na correla&ccedil;&atilde;o entre os dois momentos de aplica&ccedil;&atilde;o, sendo esta correla&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa e dentro dos limites considerados adequados por Kline (2000) para este procedimento. A n&iacute;vel de validade discriminante foi obtido um valor estatisticamente significativo, evidenciando-se que a pontua&ccedil;&atilde;o na MCSDS-SF consegue discriminar eficazmente entre amostra forense e amostra escolar tomadas enquanto vari&aacute;vel dependente (Nunnally &amp; Bernstein, 1994) e tidas como estruturalmente e mutuamente exclusivas (Mar&ocirc;co, 2010).</p>     <p>Na compara&ccedil;&atilde;o dos grupos masculino e feminino da amostra forense e da amostra escolar quanto &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o obtida na escala n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas. Tal permite concluir que, pelo menos na nossa amostra, n&atilde;o existem diferen&ccedil;as entre os sexos quanto ao constructo de desejabilidade social. Todavia, deve-se salientar o facto de as pot&ecirc;ncias dos testes terem sido bastante fracas em ambos os acasos.</p>     <p>De uma forma geral consideramos que foi poss&iacute;vel demonstrar algumas propriedades psicom&eacute;tricas suficientemente adequadas que permitem recomendar preliminarmente a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Da mesma forma, Ballard (1992) tamb&eacute;m recomendou alguma precau&ccedil;&atilde;o deste instrumento devido a que alguns dos indicadores que obteve apresentarem resultados algo modestos, tendo sugerido a necessidade de se efectuarem estudos adicionais. Consideramos que futuramente ser&aacute; necess&aacute;rio continuar este processo preliminar de adapta&ccedil;&atilde;o da MCSDS-SF &agrave; realidade portuguesa atrav&eacute;s de mais procedimentos de valida&ccedil;&atilde;o (e.g., validade convergente, an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria) e de recurso a outras amostras (valida&ccedil;&atilde;o cruzada). Tal como referiram Nunnally e Bernstein (1994), a valida&ccedil;&atilde;o de um instrumento psicom&eacute;trico &eacute; um processo sempre cont&iacute;nuo.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>BIBLIOGRAFIA</b></p>     <!-- ref --><p>1- American Psychiatric Association. (2002).<i> Manual de diagn&oacute;stico e estat&iacute;stica das perturba&ccedil;&otilde;es mentais</i> (4&ordf; Ed., revis&atilde;o de texto). Lisboa: Climepsi Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000084&pid=S0871-3413201200030000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2- Ballard, R. (1992). Short forms of the Marlowe-Crowne Social Desirability Scale. <i>Psychological Reports, 71</i>, 1155-1160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000086&pid=S0871-3413201200030000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3- Clark, L., &amp; Watson, D. (1995). Constructing validity: Basic issues in objective scale development. <i>Psychological Assessment, 7</i>, 3, 309-319.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000088&pid=S0871-3413201200030000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4- Corcoran, K. &amp; Fischer, J. (2000), <i>Measures for clinical practice: A sourcebook </i>(3<sup>rd </sup>ed., Vol. 1). New York: The Free Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000090&pid=S0871-3413201200030000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5- Cortina, J. (1993). What is coefficient alpha? An examination of theory and applications. <i>Journal of Applied Psychology, 78</i>, 1, 98-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000092&pid=S0871-3413201200030000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6- Crowne, D., &amp; Marlowe, D. (1960). A new scale of social desirability independent of psychopathology. <i>Journal of Consulting Psychology</i>, <i>24</i>, 349-354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000094&pid=S0871-3413201200030000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7- DeVellis, R. (1991). <i>Scale development: Theory and aplications</i>. London: SAGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000096&pid=S0871-3413201200030000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8- Domino, G. &amp; Domino, M. (2006). <i>Psychological testing: An introduction</i> (2<sup>nd</sup> Ed.). New York: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000098&pid=S0871-3413201200030000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9- Fischer, D. &amp; Fick, C. (1993). Measuring social desirability: Short forms of the Marlowe-Crowne Social Desirability Scale. <i>Educational and Psychological Measurement, 53</i>, 417-424.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0871-3413201200030000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10- Johnston, M., Wright, S. &amp; Weinman, J. (1995). <i>Measures in health psychology: A user&acute;s portfolio</i>. Windsor, UK: NFER-NELSON Publishing Company Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0871-3413201200030000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11- Kline, P. (2000). <i>The handbook of psychological testing.</i>London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0871-3413201200030000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12- Loo, R., &amp; Loewen, P. (2004). Confirmatory factor analyses of scores from full and short versions of the Marlowe-Crowne Social Desirability Scale. <i>Journal of Applied Social Psychology</i>, <i>34</i>, 2343-2352.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0871-3413201200030000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13- Mar&ocirc;co, J. (2010). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com o PASW Statistics (ex-SPSS)</i>. P&ecirc;ro Pinheiro: ReportNumber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0871-3413201200030000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14- McDowell, I. (2006). <i>Measuring health: A guide to rating scales and questionnaires</i> (3<sup>rd</sup> Ed.) New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0871-3413201200030000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15- Nunnaly, J., &amp; Bernstein, I. (1994). <i>Psychometric theory</i>. New York: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0871-3413201200030000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16- Pechorro, P., et al. (na prensa). Valida&ccedil;&atilde;o da Escala de Auto-estima de Rosenberg com adolescentes portugueses em contexto forense e escolar<b>. </b><i>Arquivos de Medicina</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0871-3413201200030000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17- Reynolds, W. M. (1982). Development of reliable and valid short forms of the Marlowe-Crowne Social Desirability Scale. <i>Journal of Clinical Psychology, 38</i>, 119-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0871-3413201200030000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18- Rosenberg, M. (1989). <i>Society and the adolescent self-image</i>. Revised edition. Middletown: Wesleyan University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0871-3413201200030000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19- Strahan, R. &amp; Gerbasi, K. (1972). Short, homogeneous versions of the Marlowe-Crowne Social Desirability Scale. <i>Journal of Clinical Psychology, 28</i>, 191-193.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0871-3413201200030000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20- Van de Vijver, F., &amp; Hambleton, R. (1996). Translating tests: Some practical guidelines. <i>European Psychologist</i>, <i>1</i>, 89-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0871-3413201200030000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="c0"></a><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a>     <p>Pedro Pechorro</p>     <p>Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa</p>     <p>Av. Prof. Egas Moniz</p>     <p>1649-028 Lisboa</p>     <p>Email: <a href="mailto:ppechorro@gmail.com">ppechorro@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topa1">ANEXOS</a><a name="a1"></a>      <p>&nbsp;</p> <a name="a1"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01a1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="a2"> <img src="/img/revistas/am/v26n3/26n3a01a2.jpg">     
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