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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Serão as microbiópsias representativas nos carcinomas da mama?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Instituto de Patologia e Imunologia Molecular ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Breast cancer primary therapy - surgery, chemotherapy, hormonal therapy - is based on the results of core-needle biopsy (CNB) in our institution, Hospital de São João. Our aim in this study was to evaluate representativeness of CNB regarding histological characteristics as well as molecular features by comparing CNB sample with surgical specimen (SS), by the same breast pathologists. We analyzed 103 consecutive invasive carcinomas with CNB sample and matched SS; the parameters evaluated were: histological subtype (WHO classification), histological grade, vascular invasion, ER, PR and HER2 expression. Concordance rate was: A- Histological subtype - 81.8% for ductal carcinoma, NST; 77.8% for lobular carcinoma; 71.4% “basal cell” carcinoma; 50.0% for micropapillary carcinoma. B - Histological grade - 70.0% for grade 1; 60.0% for grade 2; 85.0% for grade 3. C - Vascular invasion - 14.8%. D - Molecular predictive factors: ER 100%; PR 87.0%; HER2 100% (positive versus negative). With our results we can conclude that: 1- The concordance is high between core-needle biopsy and surgical specimen, except for vascular invasion; 2 - The results on CNB can be validated for primary chemo and hormonal therapy; 3 - Molecular predictive factors (ER, PR, HER2) can be avoided in most SS if positive in CNB.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[carcinoma invasor da mama]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[microbiópsia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[receptores hormonais]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Ser&atilde;o as microbi&oacute;psias representativas nos carcinomas da mama?</b></p>     <p><b>Are core-needle biopsies representative of breast carcinomas</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Herberto Bettencourt<sup>1</sup>, Isabel Amendoeira<sup>1,2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Servi&ccedil;o de Anatomia Patol&oacute;gica do Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o, Porto</p>     <p><sup>2</sup>IPATIMUP, Porto</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A terap&ecirc;utica do carcinoma mam&aacute;rio - cirurgia / quimioterapia prim&aacute;ria / hormonoterapia prim&aacute;ria baseia-se, no Hospital de S.Jo&atilde;o, nos resultados do exame da microbi&oacute;psia (MB). As MB foram efectuadas sob controlo ecogr&aacute;fico ou  estereot&aacute;xico consoante se tratava de "n&oacute;dulos" ou de "microcalcifica&ccedil;&otilde;es"; nestas &uacute;ltimas situa&ccedil;&otilde;es efectou-se Rx dos fragmentos colhidos para assegurar a representatividade da amostra. Neste estudo, compar&aacute;mos as caracter&iacute;sticas histol&oacute;gicas e moleculares dos carcinomas mam&aacute;rios diagnosticados em MBs com as observadas nas respectivas pe&ccedil;as cir&uacute;rgicas (PCs).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estud&aacute;mos uma s&eacute;rie de 103 carcinomas invasores da mama diagnosticados no Servi&ccedil;o de Anatomia Patol&oacute;gica do H.S.Jo&atilde;o, em 2008. Foram analisadas as caracter&iacute;sticas histol&oacute;gicas (tipo histol&oacute;gico de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o da OMS, grau histol&oacute;gico e invas&atilde;o vascular) e a express&atilde;o dos marcadores preditivos de resposta &agrave; terap&ecirc;utica [receptores de estrog&eacute;neo (RE), receptores de progesterona (RP) e HER2].</p>     <p>Verificaram-se as seguintes taxas de concord&acirc;ncia entre MBs e PCs: tipo histol&oacute;gico do carcinoma, quando a classifica&ccedil;&atilde;o foi ductal SOE (54/66; 81,8%); lobular (7/9; 77,8%); c&eacute;lulas basais (5/7; 71,4%); micropapilares (2/4; 50%). Grau histol&oacute;gico: 1 (17/25; 70%); 2 (28/46; 60%); 3 (27/32; 85%). Invas&atilde;o vascular: 4/27 (14,8%). Marcadores moleculares: RE (100%); RP (87%); HER-2 (100% quando a classifica&ccedil;&atilde;o foi “positivo/negativo”).</p>     <p>Os resultados do estudo permitem concluir que: 1- a concord&acirc;ncia entre as caracter&iacute;sticas histol&oacute;gicas e moleculares observadas nas MBs e nas respectivas PCs &eacute; elevada (excepto para a invas&atilde;o vascular que, apesar disso, deve continuar a ser pesquisada nas MBs pela implica&ccedil;&atilde;o na decis&atilde;o terap&ecirc;utica); 2- os resultados das MBs permitem validar as decis&otilde;es terap&ecirc;uticas pr&eacute;-cir&uacute;rgicas (quimio e hormonoterapia neoadjuvante); 3- os estudos complementares (pesquisa de receptores hormonais e HER2) s&atilde;o dispens&aacute;veis na maior parte das PCs.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: carcinoma invasor da mama; microbi&oacute;psia; receptores hormonais; HER-2</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Breast cancer primary therapy – surgery, chemotherapy, hormonal therapy - is based on the results of core-needle biopsy (CNB) in our institution, Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o. Our aim in this study was to evaluate representativeness of CNB regarding histological characteristics as well as molecular features by comparing CNB sample with surgical specimen (SS), by the same breast pathologists. We analyzed 103 consecutive invasive carcinomas with CNB sample and matched SS; the parameters evaluated were: histological subtype (WHO classification), histological grade, vascular invasion, ER, PR and HER2 expression. Concordance rate was: A- Histological subtype – 81.8% for ductal carcinoma, NST; 77.8% for lobular carcinoma; 71.4% “basal cell” carcinoma; 50.0% for micropapillary carcinoma. B - Histological grade – 70.0% for grade 1; 60.0% for grade 2; 85.0% for grade 3. C – Vascular invasion – 14.8%. D - Molecular predictive factors: ER 100%; PR 87.0%; HER2 100% (positive versus negative).</p>     <p>With our results we can conclude that: 1- The concordance is high between core-needle biopsy and surgical specimen, except for vascular invasion; 2 – The results on CNB can be validated for primary chemo and hormonal therapy; 3 – Molecular predictive factors (ER, PR, HER2) can be avoided in most SS if positive in CNB.</p>     <p><b>Key-words</b>: Invasive breast carcinoma ; CNB; hormonal receptors ; HER2</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>Nos &uacute;ltimos anos tem-se vindo a verificar uma mudan&ccedil;a de atitude relativa ao diagn&oacute;stico do cancro da mama, isto &eacute;, tornou-se uma pr&aacute;tica desej&aacute;vel a caracteriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-terap&ecirc;utica da neoplasia com microbiopsias (MB). O objectivo desta op&ccedil;&atilde;o &eacute; permitir &agrave; equipa multidisciplinar que orienta a(o) doente com cancro de mama uma discuss&atilde;o t&atilde;o informada quanto poss&iacute;vel sobre as v&aacute;rias alternativas. A utiliza&ccedil;&atilde;o desta metodologia permite ainda que se guarde em arquivo (blocos de parafina, banco de tumores) tecido para estudos ulteriores em doentes submetida(o)s a quimioterapia neo-adjuvante (QT prim&aacute;ria).</p>     <p>A maior parte das neoplasias malignas da mama s&atilde;o carcinomas que est&atilde;o longe de constitu&iacute;rem um grupo homog&eacute;neo. Concretamente, h&aacute; subgrupos de carcinomas da mama com caracter&iacute;sticas especiais no que se refere &agrave; frequente multifocalidade/bilateralidade (p.e. carcinoma lobular, carcinoma tubular), &agrave; elevada preval&ecirc;ncia de invas&atilde;o vascular importante (p.e.carcinoma micropapilar) ou ainda &agrave; associa&ccedil;&atilde;o a muta&ccedil;&atilde;o de genes da fam&iacute;lia BRCA (p.e. carcinoma com fen&oacute;tipo de c&eacute;lulas basais). O reconhecimento destes subgrupos modifica a abordagem do estudo da(o) doente, determinando por exemplo o recurso a Resson&acirc;ncia Magn&eacute;tica para evitar re-interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas e/ou definir o tipo de cirurgia (mastectomia versus cirurgia conservadora). &Eacute; ainda importante a defini&ccedil;&atilde;o do perfil molecular dos carcinomas, quer no que respeita aos receptores hormonais (como factores preditivos de resposta &agrave; terap&ecirc;utica), quer na determina&ccedil;&atilde;o da sobre-express&atilde;o/amplifica&ccedil;&atilde;o do HER2 cuja detec&ccedil;&atilde;o na MB, pode justificar a coloca&ccedil;&atilde;o intra-operat&oacute;ria de um cat&eacute;ter para futura administra&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos (p.e. Transtuzumab).</p>     <p>Uma vez que na MB se examina uma pequena amostra da totalidade do tumor &eacute; importante verificar at&eacute; que ponto os pequenos fragmentos s&atilde;o representativos da neoplasia. Com este objectivo procedemos ao estudo comparativo das caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas e moleculares das MBs e PCs subsequentes numa s&eacute;rie de 103 doentes diagnosticados e tratados no H.S.Jo&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>MATERIAL E M&Eacute;TODOS</b></p>     <p>Estud&aacute;mos uma s&eacute;rie de 103 casos consecutivamente estudados no H.S.Jo&atilde;o no ano de 2008 com o diagn&oacute;stico de carcinoma invasor da mama em doentes submetidas a MB e cirurgia ulterior. Analis&aacute;mos as caracter&iacute;sticas histol&oacute;gicas (tipo, grau e presen&ccedil;a/aus&ecirc;ncia de invas&atilde;o vascular) e a express&atilde;o dos factores preditivos de resposta &agrave; terap&ecirc;utica (receptores hormonais e HER2) na MB e na PC. Exclu&iacute;mos deste estudo os casos em que foi efectuada quimioterapia neo-adjuvante.</p>     <p>Os fragmentos de MB foram obtidos com agulhas 14 Gauge (4 a 6 fragmentos) e as pe&ccedil;as cir&uacute;rgicas imediatamente seccionadas ap&oacute;s a cirurgia. Quer as MB quer as PC foram fixadas em formol tamponado a 10%. Os carcinomas invasores foram classificados utilizando a classifica&ccedil;&atilde;o do OMS (7) e agrupados em cinco grupos: carcinoma ductal, SOE (CDI, SOE); carcinoma lobular (CLI), carcinoma com fen&oacute;tipo de tipo c&eacute;lulas basais (CCB), carcinoma micropapilar (CMI) e “outros”; e graduados segundo a classifica&ccedil;&atilde;o de Bloom-Richardson modificada por Elston e Ellis (6) – grau 1, grau 2, grau 3; nos casos em que a contagem de mitoses foi dif&iacute;cil na MB opt&aacute;mos por utilizar grau 1/2 ou grau 2/3; a presen&ccedil;a de invas&atilde;o vascular foi avaliada em cortes de rotina corados por hematoxilina-eosina, sem recurso a estudo imuno-histoqu&iacute;mico. Os receptores de estrog&eacute;neo (RE) e de progesterona (RP) foram classificados como “positivos” ou “negativos” tendo como “cut-off” ou limiar os 10%. A detec&ccedil;&atilde;o da sobre-express&atilde;o do HER2 foi efectuada por imuno-histoqu&iacute;mica e graduada de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o “Roche/Ventana” como (0; +1; +2; +3) (8).</p>     <p>A concord&acirc;ncia entre os resultados obtidos nas MBs e nas PCs foi analisada utilizando a taxa de concord&acirc;ncia absoluta.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><b>Tipo histol&oacute;gico</b></p>     <p>Todos os diagn&oacute;sticos de malignidade nas MBs foram confirmados nas PCs. Na <a href ="/img/revistas/am/v26n4/26n4a02t1.jpg">Tabela 1</a> resumem-se os resultados nas MBs e nas PCs. Os diagn&oacute;sticos na MBs foram os seguintes: dos 66 casos com diagn&oacute;stico de CDI nas MBs, 54 foram confirmados na PC, 1 foi classificado com CLI e 11 foram inclu&iacute;dos no grupo “outros”. Dos 9 casos com diagn&oacute;stico de CLI nas MBs, 7 foram confirmados na PC, 1 foi classificado com CDI e 1 foi inclu&iacute;do no grupo “outros”. Dos 7 casos com diagn&oacute;stico de CCB nas MBs, 5 foram confirmados na PC, 1 foi classificado com CDI e 1 foi inclu&iacute;do no grupo “outros”.</p>     
<p>&nbsp;</p> <a href ="/img/revistas/am/v26n4/26n4a02t1.jpg">Tabela 1</a>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Dos 4 casos com o diagn&oacute;stico de CMI na MB s&oacute; 2 foram confirmados na PC (1 foi classificado como CDI e outro inclu&iacute;do no grupo dos “outros”. Em 17 casos designados neste trabalho como "outros" n&atilde;o foi poss&iacute;vel, na MB, a classifica&ccedil;&atilde;o em subtipos. A maioria dos 17 casos diagnosticados como “outros” nas MBs foram classificados como CI SOE nas PCs. Os resultados das PC foram os seguintes: 67 casos de CDI, 9 casos de CLI, 5 casos de CCB e 2 casos de CMI.</p>     <p>No grupo “outros” acabaram por ser agrupados 20 casos (7 carcinomas mistos, 6 carcinomas neuroend&oacute;crinos, 3 carcinomas mucinosos, 2 carcinomas tubulares, um carcinoma de c&eacute;lulas em anel de sinete e um carcinoma invasor SOE) (<a href ="/img/revistas/am/v26n4/26n4a02t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p>Os diagn&oacute;sticos feitos nas MB coincidiram com os feitos nas respectivas PCs em 74 dos 103 casos (72%) (<a href ="/img/revistas/am/v26n4/26n4a02t1.jpg">Tabela 1</a>).</p>     
<p><b>Grau histol&oacute;gico</b></p>     <p>Comparando os graus 1, 2, 3 a concord&acirc;ncia foi total em 48 casos (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Nos casos em que na MB houve dificuldade na contagem de mitoses e que classific&aacute;mos como grau 1/2 (n=22) observ&aacute;mos depois, nas PCs respectivas, que 9 casos eram de grau 1, 10 casos de grau 2 e apenas 3 casos eram pouco diferenciados na pe&ccedil;a cir&uacute;rgica-(<a href="#t2">Tabela 2</a>). Nos 8 carcinomas classificados nas MBs como de grau 2/3 nenhum correspondeu a carcinoma bem diferenciado nas PCs (um foi graduado como grau 2 e 7 eram de grau 3 ( <a href="#t2">Tabela 2</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="t2"> <img src="/img/revistas/am/v26n4/26n4a02t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o dos marcadores moleculares mostrou que a grande maioria dos casos (n=90) eram positivos “para” RE, com uma concord&acirc;ncia total (100%) entre as MBs e as respectivas PCs. Os 13 casos restantes foram negativos tanto nas MBs como nas PCs (<a href="#t3">Tabela 3</a>). A express&atilde;o de RP foi concordante em 90 casos (82 casos positivos e 8 casos negativos). Em 8 casos os resultados foram discordantes. Quatro casos considerados positivos nas MBs foram classificados como inconclusivos nas PCs (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t3"> <img src="/img/revistas/am/v26n4/26n4a02t3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na avalia&ccedil;&atilde;o das MBs a avalia&ccedil;&atilde;o foi a seguinte: 3+ em 2 dos casos (2,0%), 2+ em 11 casos (10,5%), 1+ em 14 casos (13,5%) e 0 em 41 casos (40%). Os restantes casos foram considerados inconclusivos (0/1+;1+/2+).</p>     <p>A concord&acirc;ncia entre os resultados nas MBs com as PCs n&atilde;o foi total no que se refere aos 4 subgrupos (0,1+,2+,3+); no entanto, se considerarmos os dois grandes grupos que determinam a estrat&eacute;gia, (0/1+) e (2+/3+), a concord&acirc;ncia foi total.</p>     <p>Os casos classificados como 2+ foram complementados com pesquisa de amplifica&ccedil;&atilde;o (FISH e SISH).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A utilidade das MBs no diagn&oacute;stico das neoplasias da mama j&aacute; est&aacute; amplamente documentada (3-5). Neste estudo verific&aacute;mos que, relativamente ao tipo histol&oacute;gico, a concord&acirc;ncia obtida entre MBs e PCs foi elevada nos dois tipos principais: carcinoma ductal SOE (80,6%) e carcinoma lobular (77,8%). A import&acirc;ncia de reconhecer a diferencia&ccedil;&atilde;o lobular reside no facto de ser uma neoplasia mais frequentemente multifocal e bilateral (9) o que nos leva considerar indispens&aacute;vel o recurso &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da imuno-histoqu&iacute;mica – pesquisa de imunorreactividade para caderina-E nas situa&ccedil;&otilde;es em que se levante esta hip&oacute;tese de diagn&oacute;stico.</p>     <p>Em dois dos 7 casos diagnosticados como CCB na MB n&atilde;o confirm&aacute;mos este diagn&oacute;stico na PC. Perante um carcinoma de grau 3 e perfil molecular de triplo negativo (RE, RP e HER-2 negativos) deve proceder-se a estudo imuno-histoqu&iacute;mico complementar (sobretudo CK5 ou p63) para reconhecer este subgrupo, uma vez que pode estar associado a uma muta&ccedil;&atilde;o do BRCA1. Neste caso pode estar indicada mastectomia total e mastectomia profil&aacute;tica contralateral.</p>     <p>Os carcinomas micropapilares t&ecirc;m frequentemente met&aacute;stases axilares aquando do diagn&oacute;stico (10). Nesta s&eacute;rie apenas em metade dos casos (2 em 4) fizemos o diagn&oacute;stico de CMI nas PCs. A invas&atilde;o extensa que se observa neste subtipo histol&oacute;gico leva alguns autores a optar pela cirurgia radical numa tentativa de diminuir a probabilidade de recidiva local.</p>     <p>A taxa de concord&acirc;ncia foi apenas de 46,6% sendo a principal dificuldade a contagem das mitoses. A outra explica&ccedil;&atilde;o para a discrep&acirc;ncia na gradua&ccedil;&atilde;o relaciona-se com a amostragem limitada das MB, sobretudo em neoplasias heterog&eacute;neas e grandes. Daqui seria de esperar que a discrep&acirc;ncia fosse a tender para aumento do grau, das MBs para as PCs, 14 casos classificados como 1/2 e 2 nas MBs que classific&aacute;mos como grau 3.</p>     <p>A MB identificou 56% dos casos de carcinoma pouco diferenciado no qual a QT neo-adjuvante &eacute; mais eficaz.</p>     <p>Na MB o recurso a imuno-histoqu&iacute;mica adicional (Ki67/MIB-1) pode permitir uma maior sensibilidade neste aspecto.</p>     <p>Na compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos nos marcadores moleculares verific&aacute;mos que a concord&acirc;ncia “para” RE foi de 100% e de 87% “para” RP. A frequente heterogeneidade tumoral no que se refere &agrave; imunorreactividade “para” a progesterona pode justificar este facto.</p>     <p>A express&atilde;o de HER2 &eacute; relativamente alterada nas MBs por artefactos t&eacute;cnicos (11), nomeadamente o frequente excesso de imunorreactividade na periferia dos fragmentos. Considerando os dois grandes grupos: “negativos” os casos graduados como 0 e 1, e “positivos” os casos graduados como 2 e 3, a concord&acirc;ncia com o resultado obtido na pe&ccedil;a cir&uacute;rgica foi absoluta. Estes valores de concord&acirc;ncia s&atilde;o mais elevados do que os 88% referidos por Usami et al (4), embora estes autores tenham tamb&eacute;m obtido uma elevada sensibilidade para o score 3+.</p>     <p>Nos casos “inconclusivos”, em que n&atilde;o foi poss&iacute;vel avaliar a sobre-express&atilde;o do HER-2 na MB, e nos casos graduados como 2, procedemos ao estudo por amplifica&ccedil;&atilde;o (FISH ou SISH). Nos casos positivos (3+ e/ou com amplifica&ccedil;&atilde;o) foi poss&iacute;vel proceder &agrave; introdu&ccedil;&atilde;o de cat&eacute;ter para terap&ecirc;utica ulterior num s&oacute; tempo operat&oacute;rio.</p>     <p>A elevada concord&acirc;ncia na avalia&ccedil;&atilde;o de marcadores moleculares preditivos de resposta &agrave; terap&ecirc;utica permite-nos dispensar a repeti&ccedil;&atilde;o desta an&aacute;lise nas PCs sempre que os resultados s&atilde;o positivos na MB.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>O diagn&oacute;stico de carcinomas da mama por MB tem uma elevada reprodutibilidade, quer em termos histol&oacute;gicos, quer em termos moleculares, o que permite o estabelecimento de uma estrat&eacute;gia terap&ecirc;utica segura (cirurgia e/ou quimioterapia) e torna dispens&aacute;vel, na maioria dos casos, a repeti&ccedil;&atilde;o do estudo molecular nas pe&ccedil;as cir&uacute;rgicas, sempre que na MB se tenham obtido resultados positivos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>1. Colditz GA, Rosner BA, Chen WY, et al. Risk factors for breast cancer according to estrogen and progesterone receptor status, J Natl Cancer Inst 2004, 96 (3):218-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000068&pid=S0871-3413201200040000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Mieke K. et al. Efficacy of MRI and mammography for breast-cancer screening in women with a familial or genetic predisposition. N Engl J Med 2004;351:427-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000070&pid=S0871-3413201200040000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Park SY, Kim KS, Lee TG, Park SS, Kim SM, Han W, Noh DY, Kim SW. The accuracy of preoperative core biopsy in determining histologic grade, hormone receptors, and human epidermal growth factor receptor 2 status in invasive breast cancer., Am J Surg. 2009 Feb;197(2):266-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000072&pid=S0871-3413201200040000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Usami S, Moriya T, Amari M, Suzuki A, Ishida T, Sasano H, Ohuchi N. Reliability of prognostic factors in breast carcinoma determined by core needle biopsy., Jpn J Clin Oncol. 2007 Apr; 37(4): 250-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000074&pid=S0871-3413201200040000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Wood B, Junckerstorff R, Sterrett G, Frost F, Harvey J, Robbins P.A comparison of immunohistochemical staining for oestrogen receptor, progesterone receptor and HER-2 in breast core biopsies and subsequent excisions. Pathology. 2007 Aug; 39(4):391-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000076&pid=S0871-3413201200040000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>6. Elston, C.W. and Ellis I.O. Pathological prognostic factors in breast cancer. I. The value of histological grade in breast cancer: experience from a large study with long-term follow-up. Histopathology, (1991) 19, 403-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000078&pid=S0871-3413201200040000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Tavassoli FA, Devilee P, eds. WHO Classification of Tumours. Pathology and Genetics of Tumours of the Breast and Female Genital Organs. Lyon, France: IARC Press; 2003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000080&pid=S0871-3413201200040000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>8. Dowsett M, Hanna W, Kockx, M, Penault-Llorca F, R&uuml;schoff J, Gutjahr T, Habben K, and J van de Vijver M. Standardization of HER2 testing: results of an international proficiency-testing ring study Modern Pathology (2007) 20, 584–591.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0871-3413201200040000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>9. Fisher ER, Gregorio R, Redmond C, Vellios F, Sommers SC, Fisher B. Pathologic findings from the National Surgical Adjuvant Breast Project (protocol no. 4). I. Observations concerning the multicentricity of mammary cancer. Cancer. 1975 Jan; 35(1):247-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0871-3413201200040000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Fowler AM, Andersen JJ, Conway PD. Local recurrence of invasive micropapillary breast cancer after MammoSite brachytherapy: a case report and literature review.Clin Breast Cancer. 2009 Nov;9(4):253-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0871-3413201200040000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Vani K, Sompuram SR, Fitzgibbons P, Bogen SA National HER2 proficiency test results using standardized quantitative controls: characterization of laboratory failures. Arch Pathol Lab Med. 2008 Feb; 132 (2):211-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0871-3413201200040000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <a name="c0"></a><a href="#topc0">Endere&ccedil;o para Correspond&ecirc;ncia</a>     <p>Dr. Herberto Bettencourt</p>     <p>Servi&ccedil;o de Anatomia  Patol&oacute;gica</p>     <p>Hospital de S&atilde;o Jo&atilde;o</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alameda Prof. Hern&acirc;ni Monteiro</p>     <p>4200-319 Porto</p>     <p>e-mail <a href="mailto:herberto.oliveira@mail.com">herberto.oliveira@mail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>Os autores agradecem ao Professor Sobrinho Sim&otilde;es a revis&atilde;o cr&iacute;tica deste manuscrito.</p>      ]]></body><back>
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