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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>COMENTÁRIOS</b></p>     <p><b>Gestão de conflitos na área da saúde: uma proposta de reflexão </b></p>     <p><b>Pedro Cunha<sup>1</sup>, Rute Meneses<sup>1</sup>, Manuel Cardoso de Oliveira<sup>1 </sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Universidade Fernando Pessoa</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A Saúde, como área de enorme complexidade e grande importância humana, social e política, está sujeita a constantes desafios. Nela as mudanças são vertiginosas, os conceitos alteram-se a um ritmo impressionante, as transformações demográficas e epidemiológicas são rápidas, o conhecimento cresce de um modo exponencial, as doenças crónicas e as populações idosas aumentam, os desperdícios são relevantes, os custos dos cuidados não páram de subir, a sua integração deve atualizar-se, a necessidade de equipas multidisciplinares é manifesta e o envolvimento dos doentes e das famílias nos cuidados de saúde é cada vez maior. Como se tudo isto não bastasse, os contínuos progressos científicos e tecnológicos criam fragmentações e estas favorecem o caos<sup>1</sup>. As manifestações de tribalismo nos diversos grupos profissionais, por seu turno, dificultam muitas vezes a implementação de novas configurações organizacionais que tenham em vista superar o caos. Acresce que os determinantes da Saúde (alterações ambientais, problemas nutricionais, estilos de vida e populações em maiores riscos, entre outros) vêm ganhando importância crescente, o que a torna uma área particularmente susceptível e atreita aos mais diversos tipos de conflito. Assiste-se, efetivamente, a uma escalada de problemas e mudanças que têm efeito direto, muitas vezes negativo, nas experiências dos doentes e nas interações destes com a área dos cuidados de Saúde<sup>2</sup>. Esta conflitualidade reduz a qualidade e aumenta os custos dos referidos cuidados, secundarizando os objetivos de serem efetivos e eficientes. Abre-se, assim, um espaço particularmente propício para novas formas de gestão construtiva de conflitos (nomeadamente, a negociação, a mediação e a conciliação entre profissionais de saúde, utentes e suas famílias e outros envolvidos) de modo a atenuar os efeitos perversos destas conjunturas.</p>     <p>A relação do Direito com a Medicina está longe de ser harmoniosa, sabendo-se que precisam de ser particularmente estimulados um lugar de pacificação e uma cultura de responsabilidade. Neste clima de decisões complexas, autoridade desacreditada e implicações sociais muito importantes, há que fomentar métodos para a prevenção e gestão construtiva de conflitos, à semelhança do que vai acontecendo noutros sectores da sociedade<sup>3</sup>, mas com as adaptações que a área da Saúde aconselha.</p>     <p>Dado que os cuidados de Saúde têm sido descritos como sistemas adaptativos complexos, não surpreende que nesta área os conflitos ganhem particular gravidade e levantem muitas dificuldades para a sua resolução. A Saúde é, assim, um sector susceptível, sabendo-se que apesar dos indiscutíveis progressos da Ética, estamos ainda longe de um equilíbrio que possa dar mais garantias sobre a eficácia da mudança de comportamentos individuais e organizacionais.</p>     <p>Para que possamos vencer os desafios que se nos colocam há que corrigir os desequilíbrios de poder e de conhecimentos entre doentes e profissionais da Saúde e entre estes e os gestores, de modo a que o sector possa beneficiar dessas correções<sup>4</sup>. Trata-se de um processo cultural em que a educação tem um papel muito importante, de modo a que os saberes científicos, organizacionais e experienciais se articulem devidamente. A existência de práticas funcionais para a prevenção egestão de conflitos poderá potenciar uma melhoria dos resultados nas disputas que ocorrem e desenvolver um ambiente organizacional mais saudável. Procura-se ir para além de práticas como a obtenção do consentimento informado, elemento essencial no âmbito da intervenção e investigação em Saúde<sup>5,6,7</sup>,mas cujas dificuldades e problemas suscitados<sup>8,9,10,11,12,13 </sup>não são ainda suficientemente investigados. A mudança cultural reclamada passa pela integração de aptidões de desenvolvimento, equipas colaborativas, estratégias de comunicação, lideranças esclarecidas, processos de gestão construtiva de conflitos e um maior diálogo entre as partes<sup>3</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num cenário de globalização, é de esperar que a interdependência entre envolvidos tenha importantes consequências nas dinâmicas de profissionais, quer individualmente quer em grupo. A interdependência é um dos focos possibilitadores de conflitos. Com as nossas sociedades cada vez mais “abertas”, e com uma maior interdependência entre organizações e grupos, o fenómeno conflitual transformou-se em algo inteiramente estrutural das nossas vidas<sup>3</sup>. As diferentes organizações na área da Saúde sentem, com cada vez mais premência, a necessidade dos seus colaboradores possuírem instrumentos eficazes para lidar com contendas, de forma a responderem à cada vez maior pluralidade de personalidades e de situações de divergência interpessoal e à necessidade imperiosa de construção da paz nos diferentes contextos que constituem a Saúde<sup>3,4</sup>.</p>     <p>Quando se fala em conflito interpessoal, é essencial possuir uma abordagem ampla e plural para procurar uma tentativa de delimitação do conceito. Embora o conflito tenha vindo a ser estudado por diversas ciências do conhecimento humano, destaca-se a abordagem psicossocial da complexidade inerente ao próprio fenómeno e o facto de que, desde sempre, os seres humanos, pertencentes a comunidades de maior ou menor dimensão, se viram compelidos a lidar com conflitos consigo mesmos e com o outro<sup>14,15,16,17</sup>. Semelhanças e diferenças entre indivíduos e entre grupos aparecem como processos psicossociais com crescente importância na gestão das relações humanas<sup>18</sup>.</p>     <p>Apesar dos numerosos desafios com que atualmente se defrontam os profissionais de Saúde<sup>19,20,21,22</sup>, muito poucos estão familiarizados com as competências e os processos necessários para negociar conflitos no seu ambiente de trabalho<sup>23</sup>. Há um esforço educativo que deve ser estimulado não só para a área da Saúde como para a do Direito. Este esforço multidisciplinar promete melhor futuro tornando-se indispensável a possibilidade de criar novos conhecimentos, o que concede à investigação uma importância fundamental. Na área da Saúde a investigação multidisciplinar de natureza socioprofissional e económica, sendo uma área vasta<sup>24</sup>, terá de contar com o maior envolvimento dos profissionais mais diretamente ligados à Saúde e os contributos das ciências humanas e sociais.</p>     <p>A Segurança dos Doentes (Patient Safety) tem uma estreita e compreensiva relação com a questão dos conflitos em Saúde. A Associação Para a Segurança dos Doentes (APASD)<sup>25 </sup>tem vindo a assumir numerosas iniciativas no setor, procurando aumentar a literacia de todos os envolvidos nestes processos, e estimulando o desenvolvimento de projetos de investigação. O treino dos profissionais em comunicação, trabalho de equipa e técnicas para apreender com os erros poderão contribuir para que os conflitos possam ser mais eficazmente resolvidos, facilitando um diálogo mais profícuo com os doentes e no qual todas as partes envolvidas se sintam ganhadoras, pois os acordos estabelecidos permitem integrar os interesses dos vários envolvidos. Situamonos, aqui, na gestão construtiva e eficaz de conflitos, a qual aposta numa mudança ao nível macro da organização, focalizando-se no conflito substantivo e minimizando o conflito afetivo nos níveis individual, grupal, intergrupal e organizacional, o que implica alterações na liderança, cultura e desenho da organização<sup>26</sup>.</p>     <p>Apenas como contraponto, lembremos que a abordagem tradicional de conflitos não questiona se a estrutura ou os processos organizacionais estão na origem de uma determinada situação litigiosa, procurando resolvê-la ou reduzi-la, através da uma atuação ao nível micro do sistema<sup>26</sup>. Não é possível equacionar um programa de gestão eficaz de conflitos se as questões das reações e das rotinas defensivas – caraterísticas da visão do antigo paradigma sobre intervenção em conflitos – não forem objeto de reconhecimento e de confrontação. As estratégias clássicas de gestão de conflito ainda muito existentes nos nossos dias na Saúde têm negligenciado estas duas importantes questões, o que tem conduzido a que as organizações não possuam, em muitos casos, uma cultura que desenvolva o processo de solução de problemas, típico de uma cultura de paz, solução e negociação.</p>     <p>Definir negociação significa ter-se presente que se capitalizam os meios de resolução de um problema através do diálogo e de forma civilizada. A negociação procura solucionar o conflito de forma que a solução encontrada se revele satisfatória para todos os implicados; consiste num processo de resolução de um conflito entre duas ou mais partes opostas, mediante o qual todas as partes alteram as suas exigências, com vista a alcançarem um compromisso sentido como aceitável por todas<sup>14</sup>. Apesar de tudo o que se disse, nem sempre se torna possível resolver um conflito mediante a negociação, uma vez que existem conflitos que não podem e nem devem resolver-se mediante a via negocial<sup>27</sup>.</p>     <p>De qualquer modo, uma negociação, mediação e/ou conciliação adequadas podem permitir rápida e eficazmente uma melhor resolução dos conflitos, revelando-se estratégias mais funcionais face às alternativas mais dolorosas, mais caras e mais difíceis<sup>28</sup>. O objetivo principal tanto da negociação direta como da negociação assistida por um terceiro (a mediação e a conciliação) é, pois, explorar opções que facilitem soluções bilateralmente construtivas. Nesse sentido, a mediação é um processo que valoriza a condição humana e favorece a produção de mudança através de uma terceira parte (o mediador); quando a negociação não é exequível, a mediação surge como uma alternativa credível que proporciona resultados satisfatórios, de forma que os intervenientes desenvolvam autonomamente vias para lidarem com as tensões inerentes à sua interligação (e não meramente procurarem acordos que finalizem uma controvérsia pontual)<sup>3</sup>.</p>     <p>Por sua vez, a conciliação constitui um meio informal de resolução extrajudicial de conflitos, centrado na tentativa das partes de encontrarem uma solução para o litígio existente, recorrendo ou não a um terceiro interveniente. Existindo um terceiro interveniente, este conduzirá o processo conjuntamente com as partes para que atinjam, de forma voluntária, um acordo, sem haver a necessidade de recurso a outras instâncias. A terceira parte promove uma solução célere para a gestão do mesmo, adotando uma posição ativa, podendo apresentar sugestões e recomendações. A conciliação é um meio de resolução que antecede geralmente a via arbitral<sup>3</sup>.</p>     <p>As vias da negociação, da mediação e da conciliação – que constituem processos de regulação social<sup>29,30 </sup>com crescente prestígio -estimulam o desenvolvimento da melhoria contínua da qualidade e evitam o dispêndio de energias em tarefas de menor interesse. A gestão de conflitos na Saúde é uma área fascinante que não pára de crescer. Os processos de negociação, mediação e conciliação podem dar a ambas as partes um sentido de ultrapassagem do conflito, ajudando a aliviar o sentido bilateral dos agravos<sup>4</sup>. Cria-se, assim, um clima de ausência de vencedores ou vencidos e fortalece-se a tão ameaçada relação clínico/doente. As partes atenuam comportamentos de confrontação e, no final, surge uma sensação de autorrealização, evitando disputas médico-legais ou outras, sempre indesejáveis, onerosas e penosas. De facto, mesmo quando a gestão construtiva de conflitos não é bem-sucedida, tem resultados positivos para todos os envolvidos no processo<sup>31</sup>, mais ainda num cenário de diversidade cultural, linguística e socioeconómica a que se assiste atualmente em Portugal<sup>32</sup>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFERÊNCIAS </b></p>     <!-- ref --><p>1. Manuel Cardoso de Oliveira. Perspectivas do Ensino na área da Saúde. Publicado no site da APEGSAUDE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000024&pid=S0871-3413201300030000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Jennifer Landau, Elio Borgonovi. Relationship Competence for Healthcare Management – Peer to Peer. New York, Palgrave MacMillan, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000026&pid=S0871-3413201300030000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Pedro Cunha, Sofia Leitão. Manual de Gestão Construtiva de Conflitos. Porto, Edições UFP, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000028&pid=S0871-3413201300030000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Anne Ward Platt. Conciliation in Healthcare – Managing and Resolving Complaints and Conflict. Oxon, Radcliffe Publishing, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000030&pid=S0871-3413201300030000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. American Medical Association. Informed consent. <a href="http://www.ama-assn.org/ama/pub/physician-resources/legal-topics/patient-physician-relationship-topics/informed-consent.page" target="_blank">http://www.ama-assn.org/ama/pub/physician-resources/legal-topics/patient-physician-relationship-topics/informed-consent.page</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000032&pid=S0871-3413201300030000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>6. Administração Regional de Saúde do Norte. Consentimento informado.<a href="http://portal.arsnorte.minsaude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Comiss%C3%A3o%20de%20%C3%89tica/Consentimento%20Informado" target="_blank">http://portal.arsnorte.minsaude.pt/portal/page/portal/ARSNorte/Comiss%C3%A3o%20de%20%C3%89tica/Consentimento%20Informado</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000033&pid=S0871-3413201300030000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Associação Médica Mundial. Declaração de Helsínquia. <a href="http://ruirodrigues.net/spc_revista/index2.php?option=com_content&amp;do_pdf=1&amp;id=15" target="_blank">http://ruirodrigues.net/spc_revista/index2.php?option=com_content&amp;do_pdf=1&amp;id=15</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000035&pid=S0871-3413201300030000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Marie M. Bismark, Andrew J. Gogos,David McCombe,Richard B.Clark, Russell L.Gruen,David M.Studdert.Legal disputes over informed consent for cosmetic procedures: A descriptive study of negligence claims and complaints in Australia. J Plast Reconstr Aesthet Surg.,May 2012. [Epub ahead of print]&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000037&pid=S0871-3413201300030000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>9. JA Alvarez-Díaz. [Readability of education and consent forms in assisted reproduction procedures of the Latin American Network of Assisted Reproduction]. Cir Cir. 2012; 80: 162-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000038&pid=S0871-3413201300030000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. EJ Teng, NJ Petersen, C Hartman, E Matthiesen, M Kallen, KF Cook, ME Ford. Effects of depression and social support on comprehension and recall of informed consent information among Parkinson disease patients and their caregivers. Int J Psychiatry Med., 2012; 43:67-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000040&pid=S0871-3413201300030000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>11. Joanne Agnew, Diane Jorgensen. Informed consent: a study of the OR consenting process in New Zealand. AORN J., 2012; 95:763-770.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000042&pid=S0871-3413201300030000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. EJ Gordon. Informed consent for living donation: A review of key empirical studies, ethical challenges and future research. Am J Transplant, May 2012 [Epub ahead of print]&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000044&pid=S0871-3413201300030000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>13. M Izadi, M Fazel,T Nasiri-Vanashi,SH Saadat, S Taheri. Informed consent for inclusion into clinical trials: A serious subject to note in the developing world. Arab J Nephrol Transplant., 2012;5:97-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000045&pid=S0871-3413201300030000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Pedro Cunha. Conflito e Negociação. Porto, Edições Asa, 2ª edição, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000047&pid=S0871-3413201300030000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Morton Deutsch. Sixty Years of Conflict. International Journal of Conflict Management, 1990;1: 237-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000049&pid=S0871-3413201300030000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>16. Dean G. Pruitt. Conflict Escalation in Organizations. In C. K. W. De Dreu &amp; M. J. Gelfand. The Psychology of Conflict and Conflict Management in Organizations, 2008; 245-266, New York: Lawrence Erlbaum.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000051&pid=S0871-3413201300030000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>17. Jeffrey Z. Rubin, Dean G. Pruitt, S. H. Kim. Social Conflict, Escalation, Scalemate and Settlemate. New York, Random House, 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000053&pid=S0871-3413201300030000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>18. Lurdes Munduate Jaca, Francisco José Medina Díaz. Gestón del Conflicto, Negociación y Mediación. Madrid, Pirámide, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000055&pid=S0871-3413201300030000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>19. Holly Hayes Bovio. Applying conflict resolution skills in health care part I: Principled negotiation method, Feb 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000057&pid=S0871-3413201300030000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>20. Holly Hayes Bovio. Applying conflict resolution skills in health care part II: Separate the people from the problem, Feb 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000059&pid=S0871-3413201300030000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>21. Holly Hayes Bovio. Applying conflict resolution skills in health care part III: Focus on interests, not positions, Mar 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000061&pid=S0871-3413201300030000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>32. Vera Nierkens, Anja Krumeich, Ri de Ridder, Martien van Dongen. The future of intercultural mediation in Belgium. Patient Education and Counseling, 2002;46: 253-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0871-3413201300030000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body><back>
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