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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Nascer em Portugal: estudo nacional descritivo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: Recent transformations have influenced the circumstances of birth and the experience of motherhood. We assessed the actual characteristics of pregnancy and birth giving in Portugal. Methods: Quantitative, observational, descriptive cross-sectional study. The studied population were the 96925 puerperal women of year 2007 and the sample the 2505 women from 19 hospitals from all over the country, who answered a questionnaire. Results: The puerperal women were on average 29.4 years old and 16.7% were over 35. The average number of children was 1.56, with 89.5% of deliveries in the North and Centre of the country and in Lisbon. 73.4% of pregnancies were planned and only 0.2% were not medically supervised. Complications occurred in 21.3% of the cases, namely miscarriage (4.0%) and diabetes (3.0%). in 21.4% of pregnancies there was training for childbirth. delivery was performed by a physician in 53.9% of cases, at 38.8 weeks average gestational age. Eutocic delivery occurred in 54.5% of cases and caesarean section in 34.7%. Epidural analgesia occurred in 74.7% of cases and 74.5% of eutocic births had the presence of a support person. Conclusions: With a late age for having children, an average number of children close to one and a high rate of births form non-married couples. More than half of the deliveries were performed by a physician with a high caesarean section rate and a wide national availability of epidural analgesia and of a support person for the mother.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>INVESTIGAÇÃO ORIGINAL</b></p>      <p><b>Nascer em Portugal: estudo nacional descritivo</b></p>     <p><b>Birth in Portugal: a national descritive study </b></p>     <p><b>Rui Loureiro<sup>1</sup>, João Bernardes<sup>2</sup>, Manuela Ferreira<sup>3</sup>, Paula Freitas<sup>4 </sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p><sup>2</sup>Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p><sup>3</sup>Escola superior de saúde do Instituto Politécnico de Viseu</p>     <p><sup>4 </sup>Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <a href="#c0">Correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO </b></p>     <p>Introdução: As transformações das últimas décadas têm influenciado as circunstâncias do nascimento e a vivência da maternidade. Neste estudo, avaliaram-se as características atuais da gravidez e parto em Portugal. Métodos: Estudo quantitativo, observacional descritivo e transversal. A população-alvo foram as 96925 puérperas portuguesas do ano 2007 e a amostra composta por 2505 puérperas de 19 hospitais de todo o país que responderam a um questionário.</p>     <p>Resultados: A média de idades das puérperas foi de 29,4 anos, tendo 16,7% mais de 35 anos. O número médio de filhos já nascidos por mulher foi de 1,56, tendo 89,5% dos partos ocorrido nas regiões do Norte, Centro e Lisboa. Em 73,4% as gravidezes foram planeadas, tendo apenas 0,2% sido não vigiadas. Ocorreram complicações em 21,3%, tais como ameaça de abortamento (4,0%) e diabetes (3,0%). Em 21,4% houve preparação para o parto, que foi realizado por médico em 53,9%, com uma idade gestacional média de 38,8 semanas, tendo sido eutócico em 54,5% e cesariana em 34,7%. Registou-se analgesia epidural em 74,7% dos casos e em 74,5% dos partos eutócicos houve acompanhante.</p>     <p> Conclusões: Registou-se uma elevada idade da mulher ao nascimento de um filho, um número médio de filhos próximo de um e um número elevado de nascimentos fora do casamento. Mais de metade dos partos foram realizados por médicos, com uma taxa de cesarianas elevada, a par de uma boa cobertura nacional de analgesia epidural e de presença de acompanhante.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> maternidade, parto hospitalar, estudo descritivo</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT </b></p>     <p>Introduction: Recent transformations have influenced the circumstances of birth and the experience of motherhood. We assessed the actual characteristics of pregnancy and birth giving in Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Methods: Quantitative, observational, descriptive cross-sectional study. The studied population were the 96925 puerperal women of year 2007 and the sample the 2505 women from 19 hospitals from all over the country, who answered a questionnaire.</p>     <p>Results: The puerperal women were on average 29.4 years old and 16.7% were over 35. The average number of children was 1.56, with 89.5% of deliveries in the North and Centre of the country and in Lisbon. 73.4% of pregnancies were planned and only 0.2% were not medically supervised. Complications occurred in 21.3% of the cases, namely miscarriage (4.0%) and diabetes (3.0%). in 21.4% of pregnancies there was training for childbirth. delivery was performed by a physician in 53.9% of cases, at 38.8 weeks average gestational age. Eutocic delivery occurred in 54.5% of cases and caesarean section in 34.7%. Epidural analgesia occurred in 74.7% of cases and 74.5% of eutocic births had the presence of a support person.</p>     <p>Conclusions: With a late age for having children, an average number of children close to one and a high rate of births form non-married couples. More than half of the deliveries were performed by a physician with a high caesarean section rate and a wide national availability of epidural analgesia and of a support person for the mother.</p>     <p><b>Key-Words:</b> maternity, hospital delivery, descriptive study</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdução </b></p>     <p>O contexto da maternidade é hoje extraordinariamente complexo. Nas últimas décadas, os avanços tecnológicos e as dinâmicas sociais alteraram profundamente a conceção do “ser mãe”. Em última instância passou-se de um parto no domicílio, em ambiente familiar e no seu contexto cultural, para um parto hospitalar onde a tecnologia alia-se ao ritual da maternidade. A contínua transformação dos modelos familiares, das normas sociais e a necessidade da mulher articular as exigências profissionais e familiares conduziram ao adiamento da maternidade, entre muitas outras alterações.</p>     <p>Assim, e tendo em conta que em Portugal quase todos os partos ocorrem no hospital, pareceu-nos oportuno desenvolver um estudo, de dimensão nacional, com o objetivo de caracterizar a maternidade atualmente: apresentar as variáveis sociodemográficos que caracterizam as puérperas portuguesas; apresentar as variáveis obstétricas que caracterização a gravidez e o parto hospitalar; complementar a informação do instituto Nacional de Estatística (INE).</p>     <p>Consideramos ser um tema atual, não só pela reestruturação do serviço Nacional de saúde em curso, mas também porque escasseiam os estudos nesta área.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Métodos </b></p>     <p>Tipo de estudo: quantitativo, observacional descritivo e transversal.</p>     <p>População e amostra: a população-alvo foi composta pelas 96925 puérperas. A amostra com 2505 puérperas foi selecionada entre 01 de Julho e 31 de dezembro de 2007 sendo os critérios de inclusão saber ler/escrever e encontrar-se nos primeiros cinco dias pós-parto. Foram incluídos todos os serviços de obstetrícia de Portugal Continental (19 hospitais do serviço Nacional de saúde) com exceção daqueles em que o estudo não foi autorizado (viana do Castelo, Coimbra e Évora). Com base no total de partos do ano anterior, em cada hospital, foi calculada uma estimativa de cerca de 10% puérperas a incluir no estudo e entregues então questionários a todas as admitidas até esse total. Existiu em cada serviço um contentor selado onde colocavam os questionários.</p>     <p> Instrumento de colheita de dados: optou-se por um <i>questionário</i> de auto-resposta para todas as variáveis (sociodemográficas e obstétricas) e estas foram operacionalizadas sobre a forma de questões abertas e fechadas. Variáveis: <i>Sociodemográficas</i> - região do país, dimensão da maternidade, idade, estado civil, agregado familiar, número de filhos, profissão, habilitações literárias e área de residência. <i>Obstétricas</i> - planeamento da gravidez, idade gestacional, vigilância da gravidez, paridade, possibilidade de interrupção, complicações obstétricas, preparação para o parto, motivo de ida para a maternidade, assistência no parto, tipo de parto, analgesia epidural, tempo de permanência na sala de partos e acompanhamento no parto. verificou-se 20% de questionários nulos ou em branco, em parte por o questionário ser extenso.</p>     <p>Análise dos dados: a análise estatística efetuou-se através do programa SPSS 16.0. Para validar a representatividade da amostra comparámos os resultados com os do INE.<sup>1-4</sup></p>     <p>Considerações éticas: solicitou-se a autorização aos Conselhos de Administração dos hospitais e o questionário foi aprovado pelas Comissões de Ética respectivas. A participação das puérperas ocorreu voluntariamente, após esclarecimento dos objectivos e procedimentos, garantido o anonimato de acordo com a lei de proteção de dados pessoais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados </b></p>     <p>Variáveis sociodemográficas</p>     <p>As principais variáveis sociodemográficas, que caracterizam a amostra, encontram-se resumidas na <a href="/img/revistas/am/v28n6/28n6a02t1.jpg" target="_blank">Tabela 1</a>. Em 89,5% das puérperas o parto ocorreu nas regiões do Norte, Centro e Lisboa e vale do tejo, o que está de acordo com a maior densidade populacional dessas regiões e em consonância com o INE em que esse valor foi de 88,5%1-3. Mais de metade dos partos (54%) ocorreram em maternidades de média dimensão (1500-3000 partos/ano).</p>      
]]></body>
<body><![CDATA[<p>As puérperas apresentaram, em média, 29,4 anos de idade, associada a um desvio padrão de 5,3, com uma idade mínima de 15 anos e máxima de 45 anos. Na análise por grupos de risco, 2,2% foram mães adolescentes (&lt;18 anos) e 16,7% com mais de 35 anos de idade. Observando as classes etárias utilizadas pelo INE, verificamos que a nos-sa amostra foi bastante próxima da distribuição nacional<sup>1-3</sup>.</p>     <p>Em relação ao estado civil, 68,6% das puérperas eram casadas, em consonância com o descrito pelo INE de 66,4%<sup>1-3</sup>. Já 18,7% viviam em união de facto e 12,7% eram solteiras, viúvas ou separadas, representando os nascimentos fora do casamento 31,4%. Quanto à constituição do agregado familiar a maioria vivia com o marido ou companheiro pai do bebé (93,9%) e apenas 1,7% referiram viver sozinhas. O número médio de pessoas que integravam o agregado familiar foi de 3,7 com um desvio padrão de 0,98. No que respeita à situação profissional a maioria das puérperas (88,4%) pertencia à população activa e apenas 11,6% era inactiva (reformadas, desempregadas, estudantes) ou tinha outra situação profissional não remunerada como seja doméstica (11,1%). As desempregadas representavam 9,6% das inactivas coincidindo com a taxa de desemprego feminina verificada em 2007 e mais alta que a média da união Europeia (7,8%)<sup>1-3</sup>. No grupo das ativas, a maior parte ou era pessoal de serviços/vendedoras (28,7%) ou técnicas de nível intermédio (22,8%). Em 9,7% dos casos eram operárias ou similares e em 7,0% especialistas intelectuais. Apenas 1,8% eram trabalhadoras não qualificadas.</p>     <p>Nas habilitações literárias, 46,1% completou o ensino básico, 26,8% o ensino superior e 26,4% o ensino secundário. Estes dados estavam de acordo com os apresentados pelo iNE<sup>1-3</sup>.</p>      <p>O número de filhos já nascidos por mulher foi de 1,56 com um desvio padrão de 0,8. Quanto à área de residência, 61,1% pertencia ao meio urbano e 38,9% ao meio rural.</p>     <p>Variáveis obstétricas</p>     <p>A <a href="/img/revistas/am/v28n6/28n6a02t2.jpg" target="_blank">Tabela 2</a> apresenta os resultados das variáveis obstétricas. No que se refere ao planeamento da gravidez, 73,4% tiveram uma gravidez planeada, tendo 3,9% colocado a possibilidade de a interromper. Relativamente à vigilância da gravidez, utilizou-se o critério da direção Geral de saúde para classificar as gravidezes como vigiadas (mais de 6 consultas médicas realizadas ao longo da gravidez) e apenas 0,2% das gravidezes foram não vigiadas. O número médio de consultas foi de 8,9 com um desvio padrão de 3,6. Esse acompanhamento foi realizado por médico particular em 50,4%, num centro de saúde em 49,1% e no hospital em 36,4%. De realçar que 32,7% de grávidas foram assistidas exclusivamente por médico particular.</p>     
<p>As complicações na gravidez ocorreram em 21,3%. As mais frequentes foram a ameaça de abortamento (4,0%) seguindo-se a diabetes gestacional (3,0%), ameaça de parto pré-termo (2,8%), hipertensão na  gravidez (1,9%), descolamento placentar (1,8%), infecção urinária/ginecológica (1,5%) e cólica renal (0,9%).</p>     <p>Apenas 21,4% afirmaram ter tido preparação para o parto, com uma média de 9,4 sessões.</p>     <p>Quanto aos motivos de escolha da maternidade, 56% optaram pela da área de residência, por boa referência (18%), ser a mais próxima (14,7%), por encerramento da maternidade da área de residência (4,3%) ou ser a maternidade do médico-assistente</p>     <p>(3,5%). Já entre os motivos que levaram as puérperas à maternidade, 38,5% deslocaram-se por indicação médica, 33,5% por contrações dolorosas, 22,6% por rotura de membranas e 2,4% por outros motivos como perda do rolhão mucoso, dores lombares ou tempo completo de gestação.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Verificou-se, em média, uma idade gestacional de 38,8 semanas aquando do parto (desvio padrão de 1,7) com 6,6% de partos pré-termo (&lt; 37 semanas) e 0,4% de partos pós-termo (&gt;41 semanas). 55% das puérperas eram multíparas.</p>     <p>Quanto ao tipo de parto, este foi eutócico em 54,5%, cesariana em 34,7% (Norte-37,8%, Centro-32,5%, Lisboa e vale do tejo-35,5%, Alentejo-30,0%, Algarve-28,0%) e instrumentado (ventosa/fórceps) em 10,8%.</p>     <p>A assistência no parto foi um médico em 53,9% dos partos, um enfermeiro especialista/parteiro em 38,7% e no conjunto de médico e enfermeiro em 7,2% das situações. Para o controlo da dor foi dada a possibilidade de analgesia epidural a 74,7% das mulheres. Contudo, apenas 61,9% dos partos foram realizados com recurso a esse tipo de analgesia.</p>     <p>Cerca de metade das puérperas (54,5%) tiveram um acompanhante no parto. Considerando apenas o parto eutócico este valor subiu para 74,5%.</p>     <p>O acompanhante em 85,1% foi o marido/companheiro. As que não tiveram acompanhante (45,5%), justificaram-no por ter sido cesariana (60,7%), indisponibilidade do acompanhante (16,4%), escolha pessoal (12,9%), a maternidade não o permitir (6,1%) ou o acompanhante chegou atrasado (2,4%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão </b></p>     <p>A idade média da mulher ao nascimento de um filho apresentada pelo iNE1-4, em 2007, foi de 30 anos ou seja, similar à do estudo que foi de 29,4 anos.</p>     <p>Comparando com estudos internacionais, a média de idade portuguesa aproxima-se da observada em países como a inglaterra (29,3 anos)<sup>5</sup>, a suécia (29,5 anos)6, o Canadá (29,3 anos)7 ou a Noruega/ Bélgica (31 anos)<sup>8 </sup>onde a média de idade tem vindo a aumentar. Em países em vias de desenvolvimento, como o Sri Lanka<sup>9 </sup>ou até mesmo o Brasil<sup>10</sup>, a média de idade é ainda baixa por volta dos 25 anos. A evolução da idade média ao nascimento de um filho confirma o adiar do nascimento e não cessa de se elevar sendo que, segundo dados do INE, em 2001 era de 28,8anos,em2005 de29,6 anos e atualmente atinge os 30,0 anos<sup>1-4</sup>. A idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho passou de 24,8 para 28,7 anos, no período 1990-2009<sup>11</sup>.</p>     <p>O adiamento da maternidade resultará da transformação dos modelos familiares e normas sociais e da necessidade das mulheres articularem as exigências profissionais e familiares<sup>12</sup>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ocorreu um decréscimo da percentagem de mães adolescentes de 5,9% em 2001 para 4,2% em 2009 e o aumento em mulheres com 35 ou mais anos, de 14,0% para 20,6%<sup>11</sup>. Um estudo realizado no Brasil encontrou 24,3% com menos de 19 anos e 6,7% com idade superior a 35 anos<sup>10</sup>, ou seja, uma distribuição bem diferente da nossa em que se registou 2,2% e 16,7% respetivamente. Este contraste mostra que, embora tenhamos diminuído a percentagem de grávidas adolescentes, as gestações acima dos 35 anos têm vindo a aumentar passando de 10% em 1995 para 14,4% em 2002 e 18,4% em 2007<sup>1-4</sup>. Assim, a elevada taxa de complicações na gravidez (21,3%) não será alheia a este dado demográfico.</p>     <p>Impõem-se medidas de promoção da gravidez em idades mais jovens, para além de um investimento continuado na formação dos profissionais, e nos serviços de saúde, mantendo-os preparados para enfrentar um número cada vez mais elevado de grávidas de alto risco<sup>13</sup>.</p>     <p>O significativo acréscimo dos nados vivos fora do casamento de 23,8% em 2001 para 30,7% em 2005 e 33,6% em 2007<sup>1-4</sup>, sendo no estudo de 31,4%, é outra característica a realçar na evolução da fecundidade e permitiu que a proporção se aproximasse da observada na união Europeia (33,0% em 2005)<sup>1-4</sup>.</p>     <p>A taxa de natalidade, que em 2005 era de 10,4%, chega a 9,7% em 2007<sup>1-4 </sup>com o número de filhos já nascidos por mulher a descer no estudo para 1,56, sendo o problema da baixa natalidade uma realidade incontornável.</p>     <p>Quanto ao tipo de parto, embora a maioria ainda seja eutócico, a taxa de cesarianas foi elevada (34,7%). Os dados foram de encontro aos identificados em 2007 com uma percentagem de cesarianas de 35,6%. O índice de cesarianas aumentou em diversos países, e são hoje muito superiores aos 15% preconizados pela Organização Mundial de saúde, sendo em Portugal já alvo de um programa que visa a sua redução. A proporção de cesarianas electivas, no total de cesarianas realizadas, não foi avaliada neste estudo destinado apenas a uma avaliação global das características sociodemográficas. Pensamos, contudo, que estudos futuros deverão analisar esta questão, que assume especial pertinência quando a taxa de cesarianas é tão elevada.</p>     <p>Comparando com estudos realizados no Canadá<sup>7</sup>e na suécia<sup>15</sup>,onde a percentagem de analgesia epidural foi de 57,3% e 50% respetivamente, Portugal apresentou um bom nível de aplicação desta técnica.</p>     <p>Mais de metade das puérperas tiveram acompanhante no parto. Estudos internacionais demonstram que a presença de acompanhante, em especial do parceiro, é dos fatores que mais contribui para a satisfação da mulher com a assistência recebida<sup>16</sup>. É também uma prática reconhecida como benéfica pela Organização Mundial de saúde<sup>17</sup>. Em Portugal, o Ministério da saúde recomenda, se possível, a participação de um familiar ou acompanhante indicado pela parturiente.</p>     <p>Para terminar, o estudo põe em evidência aspectos a considerar na programação em saúde e na melhoria contínua da qualidade. Achamos pertinente a sua continuidade como um estudo analítico e longitudinal e a inclusão de algumas das variáveis aqui descritas no levantamento realizado pelo INE, como seja a vigilância e complicações na gravidez, realização de analgesia epidural ou presença de acompanhante entre outras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>1. Instituto Nacional de Estatística. Indicadores sociais: 2007 - Edição de 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000073&pid=S0871-3413201400060000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>2. Instituto Nacional de Estatística. As pessoas: 2007 - Edição de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000075&pid=S0871-3413201400060000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>3. Instituto Nacional de Estatística. Portugal em números: 2007 - Edição de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000077&pid=S0871-3413201400060000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>4. Instituto Nacional de Estatística. Estatísticas demográficas: 2005 - Edição de 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000079&pid=S0871-3413201400060000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>5. Hundley V, Rennie A, Fitzmaurice A, Graham W, Teijlingen E, Penney G. A national survey of women’s views of their maternity care in Scotland. Midwifery 2000; Harcourt Publishers Ltd.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000081&pid=S0871-3413201400060000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>6. Rudman A, El-Khouri B, Waldenstrom U. Women’s satisfaction with intrapartum care – a pattern approach. Journal of Advanced Nursing 2007;59(5):474-87.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000083&pid=S0871-3413201400060000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>7. Chalmers B, Dzakpasu S, Heaman M, Kaczorowski J. The Canadian maternity experiences survey: an overview of findings. J Obstet Gynaecol Can 2008;30(3):217-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000085&pid=S0871-3413201400060000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>8. Christiaens W, Bracke P. Place of birth and satisfaction with childbirth in Belgium and the Netherlands. Midwifery 2009;25:e11-e19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000087&pid=S0871-3413201400060000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>9. Senarath U, Fernando D, Rodrigo I. Factors determining client satisfaction with hospital – based perinatal care in Sri Lanka. Trop Med Int Health 2006;11(9):1442-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000089&pid=S0871-3413201400060000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>10. Nagahama E, Santiago S. Práticas de atenção ao parto e os desafios para humanização do cuidado em dois hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde em município da Região Sul do Brasil. Cad Saúde Pública 2008;24(8):1859-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0871-3413201400060000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>11. Machado MC, Alves M, Couceiro M. Saúde Infantil e Juvenil em Portugal: indicadores do Plano Nacional de Saúde – Alto Comissariado da Saúde, Ministério da Saúde. Acta Pediatr Port 2011;42(5):195-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0871-3413201400060000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>12. Santos V, Moura M, Pinho JP, Almeida V, Maio J. Características socio-demográficas das puérperas e seguimento da gravidez. O que mudou em 17 anos? Acta Med Port 2011;24(6):877-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0871-3413201400060000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>13. Bernardes J. Mudanças socio-demográficas e novos desafios na assistência à grávida. Acta Med Port 2011;24(6):869-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0871-3413201400060000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>14. Waldenstrom U, Rudman A, Hildingsson I. Intrapartum and postpartum care in Sweden: women’s opinions and risk factors for not being satisfied. Acta Obstet Gynecol Scand 2006;85(5):551-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0871-3413201400060000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>15. Wiklund I, Edman G, Ryding E, Andolf E. Expectation and experiences of childbirth in primiparae with caesarean section. BJOG. 2008;115(3):324-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0871-3413201400060000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>16. Murray I, Wilcock A, Kobayashi L. Obstetrical patient satisfaction. J Health Care Mark 1996;16(3):54-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0871-3413201400060000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>17. World Health Organization. Care in Normal birth: a pratical guide. Genebra: World Health Organization, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0871-3413201400060000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topc0">Correspondencia:</a><a name="c0"></a></p>     <p><b>Rui Loureiro</b></p>     <p>Faculdade de Medicina da Universidade do Porto</p>     <p>Al. Prof. Hernâni Monteiro, 4200-319 Porto. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:rpcloureiro@gmail.com">rpcloureiro@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Data de recepção / reception date: 28/12/2013</b></p>     <p><b>Data de aprovação / approval date: 01/07/2014 </b></p>        ]]></body><back>
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