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</front><body><![CDATA[ <p><b>Editorial</b> </p>     <p></p>     <p>Em 2001, no Editorial do volume 14(1) da Revista Portuguesa de Educ&atilde;o, Almerindo Janela Afonso    chamava a aten&ccedil;&atilde;o para as &quot;pol&eacute;micas&quot; que, envolvendo    &quot;ataques (&agrave;s vezes inconsequentes e gratuitos) &agrave;s Ci&ecirc;ncias    da Educa&ccedil;&atilde;o e aos seus investigadores&quot;, davam sinais de poss&iacute;vel    agravamento no futuro pr&oacute;ximo. Cinco anos depois, s&atilde;o efectivamente    v&aacute;rias as evid&ecirc;ncias da continuada responsabiliz&atilde;o do trabalho    realizado neste campo pelo actual estado de coisas, particularmente na esfera    mais restrita da educa&ccedil;&atilde;o escolar. </p>     <p>Agora como ent&atilde;o, n&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil deixar de ver como algumas destas pol&eacute;micas    e ataques s&atilde;o, ainda nas palavras do ent&atilde;o director-adjunto da    RPE, &quot;alimentadas, em geral, por argumentos produzidos com um m&iacute;nimo    esfor&ccedil;o de objectividade anal&iacute;tica e metodol&oacute;gica, e enviesados,    com alguma frequ&ecirc;ncia, por interesses politicamente conservadores e elitistas&quot;.    Ignorando, muitas vezes por conveni&ecirc;ncia, a complexidade dos fen&oacute;menos    e pr&aacute;ticas educacionais, algumas das actuais &quot;diatribes&quot; contra    o campo da educa&ccedil;&atilde;o, assentando em modelos causais e lineares    dos processos educativos, apresentam-se como arautos de solu&ccedil;&otilde;es,    afinal t&atilde;o f&aacute;ceis, em que a investiga&ccedil;&atilde;o, a descri&ccedil;&atilde;o,    a ilustra&ccedil;&atilde;o e a mudan&ccedil;a podem deixar de fazer sentido.    </p>     <p> Os textos que integram este n&uacute;mero da Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o traduzem    a impossibilidade das solu&ccedil;&otilde;es f&aacute;ceis. Desde o texto de    Maria Preciosa Silva e Isabel Pestana Neves sobre a complexidade envolvida nos    fen&oacute;menos de (in)disciplina nas salas de aula, aos de Luciana Viviani    e Belmira Bueno e de Clara Coutinho que, ao darem conta da natureza profundamente    hist&oacute;rica e situada das disciplinas e campos disciplinares, assinalam    como &eacute; problem&aacute;tica a considera&ccedil;&atilde;o de uma disciplina    como corpo de verdades universais e atemporais, o que tamb&eacute;m neste n&uacute;mero    fica configurado &eacute; a relev&acirc;ncia da reflex&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o    sistem&aacute;ticas de factos educacionais que s&oacute; aparentemente est&atilde;o    explicados. </p>     <p>No mesmo sentido vai o texto de Rui Gomes e da sua equipa que, examinando indicadores de bem-estar    em professores, com &quot;custos e efeitos&quot; na qualidade das pr&aacute;ticas    de ensino, alertam para a necessidade de vertentes deste &acirc;mbito na forma&ccedil;&atilde;o    dos profissionais de ensino. </p>     <p>Por fim, dois textos que d&atilde;o sentido pleno ao conceito de educa&ccedil;&atilde; o de Rejane    Fontes, centrado em contexto hospitalar, visa responder &agrave; pergunta sobre    o modo como a educa&ccedil;&atilde;o pode contribuir para a sa&uacute;de da    crian&ccedil;a confinada &agrave;s paredes de um hospital; o de Em&iacute;lio    Lucio-Villegas Ramos que, tomando a penitenci&aacute;ria numa perspectiva da    pedagogia social, faz derivar uma proposta de forma&ccedil;&atilde;o de educadores    em contextos caracterizados pela 'desumaniza&ccedil;&atilde;o' e pela natureza    'repressora e n&atilde;o-educadora' que a pris&atilde;o adquire nas nossas sociedades',    apesar do discurso da 'reabilita&ccedil;&atilde;o e da liberta&ccedil;&atilde;o&quot;.</p>     <p >Como sempre a revista    fecha com um conjunto de sec&ccedil;&otilde;es pelas quais se d&aacute; conta    da actividade de investiga&ccedil;&atilde;o em curso no Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o    em Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Minho.</p>     <p>Fica aos leitores a tarefa de darem continuidade &agrave; reflex&atilde;o aqui iniciada, s&atilde;o    isso capaz de dar sentido ao nosso trabalho editorial.</p>     <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><b>Maria de Lourdes Dion&iacute;sio</b></p>      ]]></body>
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