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</front><body><![CDATA[ <p><b>Editorial</b> </p>     <p>H&aacute; precisamente dez anos, podia ler-se, no n&uacute;mero 11(1), que    a Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o, cumprindo um dos seus principais    objectivos &#8212; o de &quot;estimular a interac&ccedil;&atilde;o entre posicionamentos    e pr&aacute;ticas plurais&quot; &#8212; &quot;n&atilde;o se eximir&aacute; a    interrogar pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas, dando voz e cruzando diferentes    perspectivas...&quot; (Rui V. de Castro, Editorial). Com os textos que este    n&uacute;mero 21(1) acolhe, esta miss&atilde;o da Revista continua a poder cumprir-se.    Vantagens, tamb&eacute;m, da heterogeneidade. Mas neste n&uacute;mero, cujos    textos t&ecirc;m inscri&ccedil;&otilde;es disciplinares distintas e concretizam    modos diversos de estudar e reflectir sobre a Educa&ccedil;&atilde;o e a Escola,    em particular, esta heterogeneidade imp&otilde;e-nos &#8212; independentemente    das nossas distintas e especializadas esferas de inser&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica    e/ou profissional &#8212; o estabelecimento desses di&aacute;logos, desse &#8216;cruzamento    de vozes e perspectivas&#8217;, atitudes sem as quais ser&aacute; mais dif&iacute;cil    compreender as ac&ccedil;&otilde;es sociais e individuais que tecem os fen&oacute;menos    educacionais, hoje. </p>     <p>Uma grande parte do p&uacute;blico leitor da Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o    &eacute; constitu&iacute;da, sabemo-lo, por alunos e alunas de programas nacionais    e internacionais de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, de cujos estudos resultar&aacute;    uma parte significativa do saber <i>sobre</i> e <i>para</i> a pr&aacute;tica    social que &eacute; a Educa&ccedil;&atilde;o. A esses estudantes dedicamos este    n&uacute;mero, esperando que constitua incentivo para que nele procurem, n&atilde;o    o artigo que cirurgicamente possa servir os seus objectos e objectivos acad&eacute;micos    imediatos, mas, tomando-o como um macrotexto, procurem os significados que,    integrados, sejam suscept&iacute;veis de dar tamb&eacute;m sentido social &agrave;s    suas pesquisas. Sentidos que possam, nas palavras de Teresa Esteban, em texto    com que abrimos a Revista, &quot;ajudar a uma reflex&atilde;o profunda sobre    a escola, capaz de indagar em que medida &eacute; necess&aacute;rio transformar    os seus fundamentos para aprofundar os processos de democratiza&ccedil;&atilde;o&quot;.  </p>     <p>Para al&eacute;m do texto de Teresa Esteban, pelo qual a Autora problematiza    os diversos sentidos sociais por detr&aacute;s do discurso hegem&oacute;nico    sobre insucesso e qualidade, defendendo a necessidade de olhar a escola no seu    quotidiano, como forma de ultrapassar as vis&otilde;es redutoras da natureza    dos saberes a&iacute; constru&iacute;dos, veiculadas pelos estudos internacionais    e exames nacionais, o texto de Geraldo Barroso pauta-se pelo mesmo princ&iacute;pio    da problematiza&ccedil;&atilde;o de discursos e significados. Neste caso, os    que se atribuem &agrave; permanente &quot;crise&quot; da escola p&uacute;blica.    Entendendo esta &#8216;crise&#8217; como &quot;uma constru&ccedil;&atilde;o,    uma produ&ccedil;&atilde;o de olhares [que] elegem [&#8230;] &#8216;alvos&#8217;    que expressam desejos e inten&ccedil;&otilde;es&quot;, o Autor discute os v&aacute;rios    &quot;impasses com que os sistemas p&uacute;blicos de ensino se defrontam&quot;,    para concluir que cabe a todos o compromisso [&#8230;] com a cr&iacute;tica,    com a den&uacute;ncia, com o inconformismo diante das repetidas &#8216;solu&ccedil;&otilde;es    internas&#8217; &agrave; escola que se recusam a p&ocirc;r em discuss&atilde;o    as muitas e diferentes determina&ccedil;&otilde;es que a envolvem&quot;. </p>     <p>Alguns dos impasses discutidos naquele segundo texto, nomeadamente os resultantes    da massifica&ccedil;&atilde;o da escola e do seu confronto com todo o tipo de    diversidades &#8212; &quot;culturais, sociais, pol&iacute;ticas e ideol&oacute;gicas&quot;    &#8212;, s&atilde;o o ponto de partida do texto de Leonor Lima Torres. Reflectindo    sobre a escola como &quot;<i>entreposto cultural</i>&quot; e questionando o    papel que desempenham, na &quot;constru&ccedil;&atilde;o da autonomia e da escola    democr&aacute;tica&quot;, os diversos &quot;inputs culturais e pol&iacute;ticos&quot;,    o texto contribui para esclarecer, nas palavras da Autora, &quot;a relev&acirc;ncia    das dimens&otilde;es culturais e simb&oacute;licas da organiza&ccedil;&atilde;o    escolar no desenvolvimento de processos de inova&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a    e na explora&ccedil;&atilde;o de (poss&iacute;veis) v&iacute;nculos de assessoria    educativa&quot;. </p>     <p>No quarto texto, a equipa constitu&iacute;da por Lemos, Almeida, Guisande e    Primi apresenta um estudo sobre a rela&ccedil;&atilde;o, e o modo como ela evolui,    entre &quot;habilidades cognitivas&quot; e o &quot;rendimento escolar&quot;    de 4899 estudantes portugueses, do 5&ordm; ao 12&ordm; ano de escolaridade.    A diminui&ccedil;&atilde;o progressiva dos coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o,    leva os Autores a apontar para a import&acirc;ncia de &quot;vari&aacute;veis    n&atilde;o estritamente cognitivas e para vari&aacute;veis pr&oacute;prias dos    contextos de ensino-aprendizagem na explica&ccedil;&atilde;o do rendimento escolar&quot;.  </p>     <p>Por fim, Clara Coutinho, visando contribuir para a caracteriza&ccedil;&atilde;o    da hist&oacute;ria da Tecnologia Educativa, sistematiza a investiga&ccedil;&atilde;o    produzida, no quadro das Teorias Cognitivas, sobre o potencial educativo das    tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o. Neste sentido,    o texto percorre as problem&aacute;ticas investigadas, os referenciais e metodologias    adoptados nos estudos realizados. </p>     <p>Como de costume, o n&uacute;mero encerra com as sec&ccedil;&otilde;es de divulga&ccedil;&atilde;o    de Teses e Projectos de Investiga&ccedil;&atilde;o desenvolvidos no CIEd, de    Not&iacute;cias e de Publica&ccedil;&otilde;es recebidas pela RPE no contexto    da pol&iacute;tica de permutas que praticamos. </p>     <p>Com esta apresenta&ccedil;&atilde;o, convidamos os leitores e as leitoras a    uma leitura que seja t&atilde;o &uacute;til individual quanto colectivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="right"><b> Maria de Lourdes Dion&iacute;sio </b></p>      ]]></body>
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