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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Investigação em Educação. Instituto de Educação da Universidade do Minho]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A liderança das escolas em três regiões portuguesas: uma visão a partir da avaliação externa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The leadership of schools in three portuguese regions: A view from external evaluation]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El liderazgo de las escuelas en tres regiones portuguesas: Una visión desde la evaluación externa]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[School leadership has significant effects on the learning, development and academic success of the pupils and on the quality of educational organisations; so, to a large extent, the effectiveness of the school depends upon the way in which leadership is carried out. It is on this basis that we undertook our study which this article reports. We aim at characterising the leadership of schools and school clusters in three Portuguese regions (Algarve, Alentejo and Lisbon and Tagus Valley), based on the analysis of the content of external evaluation reports produced by teams from the General Inspectorate of Education during the 2006/2007, 2007/2008 and 2008/2009 academic years . The goals of the study were to understand how the educational organisations put into practice their vision of school and how they implement the sharing and circulation of information seeking to achieve the established goals and purposes, thereby giving form to the hierarchical ladder for the exercising of power. By analysing the data we have been able to establish a “profile” of the leaderships in the schools and school clusters that were evaluated, although we consider that their results cannot be extrapolated, given the limits in the wording of the external evaluation reports and the fact that these reports were produced by different teams from region to region and even within the regions themselves.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El liderazgo escolar tiene efectos significativos en el aprendizaje, desarrollo y éxito académico de los alumnos y en la calidad de las organizaciones educativas, porque de sus prácticas depende, en gran medida, la eficacia de la acción de la escuela. Teniendo estos presupuestos como referencia desarrollamos el estudio al que este artículo se refiere. En él intentamos caracterizar el liderazgo en las escuelas y agrupamientos escolares de las tres regiones portuguesas (Algarve, Alentejo y Lisboa y Valle del Tajo), basándonos en el análisis de contenido efectuado a los informes de evaluación externa producidos por los equipos de la Inspección General de Educación en los años lectivos 2006/2007, 2007/2008 y 2008/2009. El estudio tuvo como objetivo comprender cómo las organizaciones educativas ponen en práctica su visión de escuela y cómo llevan a cabo el intercambio y la circulación de la información para conseguir las metas y el propósito que establecieron, conformando así la línea jerárquica de ejercicio del poder. El análisis de los datos ahora efectuado nos permitió trazar un "perfil" de los liderazgos en las escuelas y agrupamientos escolares evaluados, aunque consideramos que los resultados no son extrapolables, dados los límites de la redacción de los informes de evaluación externa y por ser éstos efectuados por equipos diferentes dependiendo de las regiones y dentro de la misma región.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação externa das escolas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Relatórios de avaliação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A lideran&ccedil;a das escolas em tr&ecirc;s regi&otilde;es portuguesas: uma vis&atilde;o a partir da avalia&ccedil;&atilde;o externa<sup><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a></b></p>     <p><b>The leadership of schools in three portuguese regions. A view from external evaluation</b></p>     <p><b>El liderazgo de las escuelas en tres regiones portuguesas. Una visi&oacute;n desde la evaluaci&oacute;n externa</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Helena Quintas & Jos&eacute; Alberto Mendon&ccedil;a Gon&ccedil;alves</b></p>     <p> Universidade do Algarve, Portugal  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A lideran&ccedil;a escolar tem efeitos significativos na aprendizagem, desenvolvimento e sucesso acad&eacute;mico dos alunos e na qualidade das organiza&ccedil;&otilde;es educativas, pelo que das suas pr&aacute;ticas depende, em grande medida, a efic&aacute;cia da a&ccedil;&atilde;o da escola. Foi tendo estes pressupostos por referentes que desenvolvemos o estudo a que este artigo se reporta. Nele procuramos caracterizar a lideran&ccedil;a das escolas e agrupamentos de escolas de tr&ecirc;s regi&otilde;es portuguesas (Algarve, Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo), com base na an&aacute;lise de conte&uacute;do efetuada aos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa produzidos pelas equipas da Inspe&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o nos anos letivos de 2006/2007, 2007/2008 e 2008/2009<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a>. O estudo teve como objetivos compreender como as organiza&ccedil;&otilde;es educativas p&otilde;em em pr&aacute;tica a sua vis&atilde;o de escola e como implementam a partilha e a circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o para darem consecu&ccedil;&atilde;o a metas e prop&oacute;sitos que estabeleceram, dando assim corpo &agrave; linha hier&aacute;rquica de exerc&iacute;cio do poder. A an&aacute;lise dos dados agora efetuada permitiu-nos tra&ccedil;ar um "perfil" das lideran&ccedil;as das escolas e agrupamentos de escolas avaliados, embora consideremos que os seus resultados n&atilde;o possam ser extrapolados, dados os limites da reda&ccedil;&atilde;o dos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa e o facto de estes serem produzidos por equipas diferentes de regi&atilde;o para regi&atilde;o e nas pr&oacute;prias regi&otilde;es. </p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Avalia&ccedil;&atilde;o externa das escolas; Relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o; Lideran&ccedil;a; Exerc&iacute;cio da lideran&ccedil;a</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>School leadership has significant effects on the learning, development and academic success of the pupils and on the quality of educational organisations; so, to a large extent, the effectiveness of the school depends upon the way in which leadership is carried out.  It is on this basis that we undertook our study which this article reports. We aim at characterising the leadership of schools and school clusters in three Portuguese regions (Algarve, Alentejo and Lisbon and Tagus Valley), based on the analysis of the content of external evaluation reports produced by teams from the General Inspectorate of Education during the 2006/2007, 2007/2008 and 2008/2009 academic years . The goals of the study were to understand how the educational organisations put into practice their vision of school and how they implement the sharing and circulation of information seeking to achieve the established goals and purposes, thereby giving form to the hierarchical ladder for the exercising of power. By analysing the data we have been able to establish a “profile” of the leaderships in the schools and school clusters that were evaluated, although we consider that their results cannot be extrapolated, given the limits in the wording of the external evaluation reports and the fact that these reports were produced by different teams from region to region and even within the regions themselves.</p>     <p><b>Keywords</b>: External evaluation of schools; External evaluation reports; Leadership; Exercising leadership in schools</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p>El liderazgo escolar tiene efectos significativos en el aprendizaje, desarrollo y &eacute;xito acad&eacute;mico de los alumnos y en la calidad de las organizaciones educativas, porque de sus pr&aacute;cticas depende, en gran medida, la eficacia de la acci&oacute;n de la escuela. Teniendo estos presupuestos como referencia desarrollamos el estudio al que este art&iacute;culo se refiere. En &eacute;l  intentamos caracterizar el liderazgo en las escuelas y agrupamientos escolares de las tres regiones portuguesas (Algarve, Alentejo y Lisboa y Valle del Tajo), bas&aacute;ndonos en el an&aacute;lisis de contenido efectuado a los informes de evaluaci&oacute;n externa producidos por los equipos de la Inspecci&oacute;n General de Educaci&oacute;n en los a&ntilde;os lectivos 2006/2007, 2007/2008 y 2008/2009. El estudio tuvo como objetivo comprender c&oacute;mo las organizaciones educativas ponen en pr&aacute;ctica su visi&oacute;n de escuela y c&oacute;mo llevan a cabo el intercambio y la circulaci&oacute;n de la informaci&oacute;n para conseguir las metas y el prop&oacute;sito que establecieron, conformando as&iacute; la l&iacute;nea jer&aacute;rquica de ejercicio del poder. El an&aacute;lisis de los datos ahora efectuado nos permiti&oacute; trazar un "perfil" de los liderazgos en las escuelas y agrupamientos escolares evaluados, aunque consideramos que los resultados no son extrapolables, dados los l&iacute;mites de la redacci&oacute;n de los informes de evaluaci&oacute;n externa y por ser &eacute;stos efectuados por equipos diferentes dependiendo de las  regiones y dentro de la misma regi&oacute;n.</p>     <p><b>Palabras-clave</b>: Evaluaci&oacute;n externa de las escuelas; Informes de evaluaci&oacute;n externa; Liderazgo; Ejercicio del liderazgo </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A avalia&ccedil;&atilde;o dos estabelecimentos de Educa&ccedil;&atilde;o Pr&eacute;-Escolar e dos do Ensinos B&aacute;sico e Secund&aacute;rio foi institu&iacute;da pela Lei n.&ordm; 31/2002, de 20 de dezembro, e &eacute; configurada por um sistema que engloba dois processos complementares: a autoavalia&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o externa, que teve uma fase de experimenta&ccedil;&atilde;o em 2006<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>. A autoavalia&ccedil;&atilde;o &eacute; desenvolvida pela pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o educativa, que dever&aacute; produzir "um discurso constitu&iacute;do por ju&iacute;zos de valor que relacionam um referido (algo que &eacute; observado, registado, apreendido acerca do objeto avaliado) e um referente (algo que se apresenta como um ideal ou uma norma)" (Figari, 1996). A avalia&ccedil;&atilde;o externa, que foi atribu&iacute;da &agrave; Inspe&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o (IGE), conta com a colabora&ccedil;&atilde;o de peritos externos pertencentes a institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior e traduz-se na produ&ccedil;&atilde;o de um relat&oacute;rio que tem por referentes v&aacute;rios dom&iacute;nios do desempenho das escolas, a an&aacute;lise documental do relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o interna das escolas e entrevistas em painel realizadas a um conjunto muito diverso de atores. O relat&oacute;rio visa devolver &agrave; escola avaliada uma imagem que a leve a definir os aspetos em que deve e quer melhorar.</p>     <p>Num ciclo de quatro anos (entre 2006 e 2010), foram avaliadas todas as escolas e agrupamentos de escolas do continente e, a partir de 2010, foi reiniciado um segundo ciclo de avalia&ccedil;&atilde;o externa. No primeiro ciclo de avalia&ccedil;&atilde;o, os dom&iacute;nios de an&aacute;lise eram cinco (resultados; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o educativo; organiza&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o escolar; lideran&ccedil;a; capacidade de auto-regula&ccedil;&atilde;o e melhoria), cada um deles desdobrando-se num n&uacute;mero vari&aacute;vel de fatores, e no segundo ciclo, atualmente em curso, o referencial compreende tr&ecirc;s dom&iacute;nios (resultados; presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o educativo; lideran&ccedil;a e gest&atilde;o), igualmente desdobrados em diversos fatores.</p>     <p>Contextualizado no projeto de investiga&ccedil;&atilde;o em que particip&aacute;mos<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>, o presente estudo circunscreve-se &agrave; lideran&ccedil;a que &eacute; desenvolvida nas escolas (um dos dom&iacute;nios considerados), a partir da an&aacute;lise dos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa. Para o efeito, foram tomadas como objeto de an&aacute;lise, exclusivamente, tr&ecirc;s regi&otilde;es portuguesas (Algarve, Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo), sele&ccedil;&atilde;o que se prendeu com a preocupa&ccedil;&atilde;o de contemplar territ&oacute;rios com caracter&iacute;sticas distintas. O estudo tem como objetivos compreender como as organiza&ccedil;&otilde;es educativas p&otilde;em em pr&aacute;tica a sua vis&atilde;o de escola e como implementam a partilha e a circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o para darem consecu&ccedil;&atilde;o a metas e prop&oacute;sito que estabeleceram, dando assim corpo &agrave; linha hier&aacute;rquica de exerc&iacute;cio do poder.</p>     <p>Em termos metodol&oacute;gicos, a op&ccedil;&atilde;o por nos centrarmos na an&aacute;lise dos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa constituiu uma via desafiante para a investiga&ccedil;&atilde;o, na medida em que se parte de um registo realizado pelas equipas de avalia&ccedil;&atilde;o a partir da informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada pelas escolas. Se, por um lado, esta circunst&acirc;ncia pode ser encarada como uma limita&ccedil;&atilde;o, na medida em que &eacute; uma informa&ccedil;&atilde;o mediada pelas representa&ccedil;&otilde;es dos agentes que avaliam, por outro, estas tornam-se, em si, objeto de an&aacute;lise. Trata-se, assim, de ter presente que estamos perante uma constru&ccedil;&atilde;o social, o que acontece, na realidade, mesmo quando se trata de fontes prim&aacute;rias. Importa, ainda, acrescentar que o facto de se propor uma an&aacute;lise a partir dos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa permite, de igual modo, constituir-se como uma base de an&aacute;lise de documentos que, numa primeira leitura, t&ecirc;m outros objetivos.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o externa das escolas tem, certamente, contribu&iacute;do para uma reflex&atilde;o acerca das condi&ccedil;&otilde;es organizacionais indispens&aacute;veis &agrave; promo&ccedil;&atilde;o do sucesso escolar, e o presente estudo integra-se neste prop&oacute;sito.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Avalia&ccedil;&atilde;o e lideran&ccedil;a das escolas</b></p>     <p><b><i>1.1. A avalia&ccedil;&atilde;o</i></b></p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o organizacional no campo educativo pode assumir uma pluralidade de formatos e uma diversidade de respostas e engloba a avalia&ccedil;&atilde;o interna e a avalia&ccedil;&atilde;o externa das escolas. Estas modalidades avaliativas distinguem-se nos prop&oacute;sitos que perseguem e nos protagonistas que as efetivam, devendo, contudo, existir uma complementaridade entre ambas que concorra para o desenvolvimento e para a melhoria da organiza&ccedil;&atilde;o escolar (Alaiz, 2004; Afonso, 2000; Azevedo, 2002, 2007; McNamara &amp; O’Hara, 2008; S&aacute;, 2009; Sim&otilde;es, 2007).</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o externa tem como principal fun&ccedil;&atilde;o a presta&ccedil;&atilde;o de contas, no sentido de devolver um balan&ccedil;o sobre a qualidade das escolas, da educa&ccedil;&atilde;o e do ensino que proporcionam, tendo em vista a sua melhoria. Nas palavras de Janssens e Van Amselsvoort (2008), a avalia&ccedil;&atilde;o externa assume uma dupla fun&ccedil;&atilde;o, <i>accountability</i> e <i>improvement</i>, enquanto a avalia&ccedil;&atilde;o interna "&eacute; um mecanismo crucial para a aquisi&ccedil;&atilde;o de qualquer tipo de desenvolvimento da escola" (McBeath, 1999, p. 40).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O conceito de <i>empowerment</i> (MacBeath, 1999) &eacute; frequentemente utilizado para ilustrar o que se julga ser o objetivo &uacute;ltimo da avalia&ccedil;&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es educativas, entendimento que vem refor&ccedil;ar o pressuposto da autonomia que as escolas t&ecirc;m vindo a reclamar (Afonso, 2000; Barroso, 2004). Em muitos pa&iacute;ses, os processos de avalia&ccedil;&atilde;o respondem a esta realidade, funcionando como instrumentos de monitoriza&ccedil;&atilde;o externa e interna de pr&aacute;ticas que as escolas desenvolvem no exerc&iacute;cio da sua autonomia (Schildkamp, 2007).</p>     <p>No espa&ccedil;o europeu, sobretudo nos pa&iacute;ses com uma experi&ecirc;ncia mais consolidada na avalia&ccedil;&atilde;o das escolas, como &eacute; o caso da Esc&oacute;cia, da Inglaterra e da Holanda, a avalia&ccedil;&atilde;o externa &eacute; da responsabilidade dos servi&ccedil;os da inspe&ccedil;&atilde;o educativa. Esta pr&aacute;tica tem contribu&iacute;do para a interioriza&ccedil;&atilde;o de que a avalia&ccedil;&atilde;o das escolas &eacute; uma mat&eacute;ria da responsabilidade de uma entidade externa e, consequentemente, tem dificultado processos que coloquem a avalia&ccedil;&atilde;o como uma tarefa da responsabilidade da pr&oacute;pria escola e dos seus atores (McNamara &amp; O’Hara, 2005).</p>     <p>O longo caminho que tem vindo a ser percorrido aconselhou inflex&otilde;es de percurso e altera&ccedil;&otilde;es nos prop&oacute;sitos. O cl&aacute;ssico papel de "monitoriza&ccedil;&atilde;o" e de "controlo" que caracterizava a atua&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os da inspe&ccedil;&atilde;o est&aacute; a ser substitu&iacute;do por modalidades de apoio, como o trabalho em parceria com as escolas e a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de modelos e de ferramentas para o autoaperfei&ccedil;oamento. A tend&ecirc;ncia atual reserva &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o externa um papel complementar e de apoio e d&aacute; primazia &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o interna enquanto contributo para o desenvolvimento da escola. Trata-se, como afirmam Mcbeath e McGlym (2002), de um modelo no qual a avalia&ccedil;&atilde;o externa se centra, antes de mais, na promo&ccedil;&atilde;o da capacidade das escolas para se avaliarem.</p>     <p>Em Portugal, os processos de avalia&ccedil;&atilde;o das escolas ainda t&ecirc;m uma curta hist&oacute;ria, em rela&ccedil;&atilde;o a outros pa&iacute;ses do espa&ccedil;o europeu. Apesar de, ao longo das duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, terem sido desenvolvidos diversos programas, projetos e procedimentos de avalia&ccedil;&atilde;o externa de escolas dos Ensinos B&aacute;sico e Secund&aacute;rio, tanto da iniciativa de institui&ccedil;&otilde;es privadas (com destaque para a Funda&ccedil;&atilde;o Manuel Le&atilde;o, respons&aacute;vel pelo Programa AVES – Avalia&ccedil;&atilde;o de Escolas Secund&aacute;rias), como de organismos da administra&ccedil;&atilde;o educativa (Inspe&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o e Instituto de Inova&ccedil;&atilde;o Educacional), as medidas de pol&iacute;tica educativa no &acirc;mbito da avalia&ccedil;&atilde;o das escolas s&oacute; surgiram em 2002, com a aprova&ccedil;&atilde;o do sistema de avalia&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, que compreende a avalia&ccedil;&atilde;o externa e a avalia&ccedil;&atilde;o interna, sendo esta &uacute;ltima obrigat&oacute;ria.</p>     <p>A complementaridade que, como referimos anteriormente, deve caracterizar estas duas modalidades de avalia&ccedil;&atilde;o, ainda n&atilde;o &eacute; uma realidade nas escolas portuguesas. Quanto &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o interna, que n&atilde;o fazia parte da cultura e das pr&aacute;ticas das escolas portuguesas, o seu emergir, por via legal, veio lan&ccedil;ar um desafio a que, de forma mais ou menos estruturada, as escolas t&ecirc;m vindo a responder.</p>     <p>Correspondendo ao que est&aacute; disposto no documento legal, mas tamb&eacute;m a processos e a princ&iacute;pios em que assenta a avalia&ccedil;&atilde;o de escolas que &eacute; realizada noutros pa&iacute;ses que nos serviram de inspira&ccedil;&atilde;o, o projeto de avalia&ccedil;&atilde;o externa pretende assumir-se como um contributo relevante para o desenvolvimento das escolas e para a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos, numa perspetiva reflexiva e de aperfei&ccedil;oamento cont&iacute;nuo (IGE, 2010), sendo seus objetivos: promover o progresso das aprendizagens e dos resultados dos alunos, identificando pontos fortes e &aacute;reas priorit&aacute;rias para a melhoria do trabalho das escolas; incrementar a responsabiliza&ccedil;&atilde;o a todos os n&iacute;veis, validando as pr&aacute;ticas de autoavalia&ccedil;&atilde;o das escolas; fomentar a participa&ccedil;&atilde;o na escola da comunidade educativa e da sociedade local, oferecendo um melhor conhecimento p&uacute;blico da qualidade do trabalho das escolas; e contribuir para a regula&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o, dotando os respons&aacute;veis pelas pol&iacute;ticas educativas e pela administra&ccedil;&atilde;o das escolas de informa&ccedil;&atilde;o pertinente.</p>     <p>A avalia&ccedil;&atilde;o externa &eacute; realizada por uma equipa constitu&iacute;da por tr&ecirc;s elementos: dois inspetores e um avaliador externo &agrave; IGE, na maioria docentes e investigadores do Ensino Superior, que operam com o referencial que atr&aacute;s referimos. Em termos processuais, compreende tr&ecirc;s etapas, consideradas fundamentais para o conhecimento aprofundado da escola avaliada, mas tamb&eacute;m para a devolu&ccedil;&atilde;o &agrave; mesma de informa&ccedil;&atilde;o que a auxilie a implementar os necess&aacute;rios processos de melhoria: 1) an&aacute;lise de documentos disponibilizados pela escola e de dados recolhidos atrav&eacute;s de inqu&eacute;ritos de opini&atilde;o aplicados a alunos, pais, pessoal docente e n&atilde;o docente; 2) visita &agrave; escola, com a dura&ccedil;&atilde;o de dois ou tr&ecirc;s dias consoante se trate de uma escola n&atilde;o agrupada ou de um agrupamento de escolas; 3) reda&ccedil;&atilde;o de um relat&oacute;rio da escola/agrupamento, da responsabilidade da equipa de avalia&ccedil;&atilde;o externa, com base nas evid&ecirc;ncias recolhidas. Ap&oacute;s o envio do relat&oacute;rio, a escola avaliada disp&otilde;e de um prazo para apresentar um contradit&oacute;rio. Os relat&oacute;rios e os contradit&oacute;rios s&atilde;o publicados na p&aacute;gina da Internet da IGE.</p>     <p>O balan&ccedil;o do primeiro ciclo de avalia&ccedil;&atilde;o mostra que h&aacute; dois aspetos que se constituem como o cerne de todo o processo: um que tem a ver com a cria&ccedil;&atilde;o de uma cultura de avalia&ccedil;&atilde;o de escola e com a sua interioriza&ccedil;&atilde;o pela comunidade educativa – correndo-se o risco, caso n&atilde;o exista, de o mesmo n&atilde;o vir a ter implica&ccedil;&otilde;es significativas na melhoria real e efetiva da qualidade que &eacute; oferecida pelo estabelecimento de ensino; outro que se prende com a rela&ccedil;&atilde;o estreita que dever&aacute; existir entre a necessidade de se desenvolver essa cultura de avalia&ccedil;&atilde;o e uma nova forma de encarar a gest&atilde;o e o planeamento estrat&eacute;gico. A evolu&ccedil;&atilde;o que se tem vindo a observar nos modelos de gest&atilde;o das organiza&ccedil;&otilde;es escolares tende a valorizar a rela&ccedil;&atilde;o de sentido entre a orienta&ccedil;&atilde;o que &eacute; dada &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o educativa – &agrave; sua miss&atilde;o, vis&atilde;o e valores que defende – e a identidade de cada escola. Neste contexto, a avalia&ccedil;&atilde;o da escola surge como um instrumento fundamental para o seu conhecimento, caracteriza&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o dos seus problemas, assim como para a conce&ccedil;&atilde;o de planos de a&ccedil;&atilde;o adequados e que a escola pode desenvolver, o que, indubitavelmente, significa um determinado exerc&iacute;cio da(s) lideran&ccedil;a(s).</p>     <p><b><i>1.2. A lideran&ccedil;a</i></b></p>     <p>A lideran&ccedil;a das organiza&ccedil;&otilde;es escolares deve ser entendida como um meio para o desenvolvimento de uma a&ccedil;&atilde;o educativa e pedag&oacute;gica (Costa, 2000; Lima, 2002), operativamente traduzida numa gest&atilde;o partilhada (Sergiovanni, 1998, 2004), cujo exerc&iacute;cio e efic&aacute;cia exigem, por um lado, efetividade e reconhecimento e, por outro, o recurso a estrat&eacute;gias concertadas de a&ccedil;&atilde;o e de promo&ccedil;&atilde;o do empenhamento individual e coletivo de toda a comunidade educativa na realiza&ccedil;&atilde;o de projetos de trabalho, visando a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas dif&iacute;ceis de solucionar (N&oacute;voa, 1992; Fullan, 2001; English, 2008; Fontoura, 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para precisar o sentido substantivo do conceito, haver&aacute; que distinguir lideran&ccedil;a de gest&atilde;o, embora uma e outra sejam complementares no exerc&iacute;cio da fun&ccedil;&atilde;o de dire&ccedil;&atilde;o. Assim, enquanto a a&ccedil;&atilde;o do gestor visa essencialmente fazer funcionar a institui&ccedil;&atilde;o no quadro dos normativos gerais e pr&oacute;prios (Ruzafa, 2003), assumindo o mesmo mais uma fun&ccedil;&atilde;o de controlo, atrav&eacute;s do or&ccedil;amento, da planifica&ccedil;&atilde;o de atividades e de outros instrumentos de organiza&ccedil;&atilde;o e regulamenta&ccedil;&atilde;o da vida da escola, a do l&iacute;der deve sobretudo estabelecer metas de futuro, concitar compromissos e promover e orientar mudan&ccedil;as (Est&ecirc;v&atilde;o, 2000).</p>     <p>Deste modo, ao exercer a lideran&ccedil;a, o diretor deve n&atilde;o apenas centrar-se na atividade efetivamente desenvolvida na sua escola e promover um di&aacute;logo e um interc&acirc;mbio permanentes entre os professores, de modo a que eles problematizem as suas pr&aacute;ticas e as circunst&acirc;ncias em que as desenvolvem, visando a sua melhoria (Ruzafa, 2003), mas tamb&eacute;m apostar na oferta educativa, no desenvolvimento profissional dos professores e no desenvolvimento organizativo da escola na sua totalidade (Gair&iacute;n &amp; Villa, 1999), num processo que, segundo Bol&iacute;var (1997), se traduz num exerc&iacute;cio m&uacute;ltiplo e din&acirc;mico da lideran&ccedil;a. Este pressup&otilde;e um conjunto de compet&ecirc;ncias de n&iacute;vel t&eacute;cnico, instrumental, de a&ccedil;&atilde;o moral e de transforma&ccedil;&atilde;o, que se constroem pela forma&ccedil;&atilde;o e aprendizagem (Sanches, 1996; English, 2008), realiza-se em fun&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s tipos de vari&aacute;veis (as caracter&iacute;sticas pessoais do l&iacute;der, as estruturas da organiza&ccedil;&atilde;o e a cultura de escola), e &eacute; influenciado por tr&ecirc;s dimens&otilde;es: i) a legal, no quadro do estatuto legal ou formal do cargo na organiza&ccedil;&atilde;o-escola; ii) a pessoal, como consequ&ecirc;ncia das caracter&iacute;sticas pessoais do director; e iii) a funcional, que tem por referente as caracter&iacute;sticas do grupo e o seu grau de adequa&ccedil;&atilde;o a estas (Ciscar &amp; Uria, 1986, cit. por Gair&iacute;n &amp; Villa, 1999).</p>     <p>Na verdade, o exerc&iacute;cio da lideran&ccedil;a das organiza&ccedil;&otilde;es escolares compreende as dimens&otilde;es t&eacute;cnica, humana, pedag&oacute;gica, simb&oacute;lica, cultural e pol&iacute;tica (Gair&iacute;n &amp; Villa, 1999) e, para que o mesmo seja eficaz, n&atilde;o pode descurar a dimens&atilde;o moral da educa&ccedil;&atilde;o, a natureza social e interpessoal das pr&aacute;ticas educativas, a dimens&atilde;o instrucional e a natureza pol&iacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o. Neste contexto, o diretor, continuando a ser o gestor das tarefas administrativas, assume-se como o animador da "mudan&ccedil;a e da participa&ccedil;&atilde;o", o coordenador da a&ccedil;&atilde;o dos diversos &oacute;rg&atilde;os (Fonseca, 2000) e, principalmente, como "comunicador", que previne, gere e medeia os conflitos, promove e incentiva as boas rela&ccedil;&otilde;es entre os elementos da comunidade escolar e toma decis&otilde;es consent&acirc;neas com os interesses e necessidades desta (Fullan, 2001).</p>     <p>Independentemente dos diferentes modelos que, diacronicamente, t&ecirc;m suportado o exerc&iacute;cio da lideran&ccedil;a, desde os tradicionais (mecanicistas, burocr&aacute;ticos, formais e hier&aacute;rquicos) aos democr&aacute;ticos e participativos, aos pol&iacute;ticos, aos subjetivos, aos amb&iacute;guos, aos colaborativos e colegiais, ou at&eacute; mesmo aos educativos e pedag&oacute;gicos (Costa, 2000; Sanches, 2000; Rocha, 2000), traduz-se o mesmo numa pluralidade de pr&aacute;ticas, que, na nossa opini&atilde;o, dever&atilde;o configurar uma perspetiva "transformacional" (Burns, 1978) da escola, que se expresse em abertura &agrave;s novas ideias, toler&acirc;ncia para com a diverg&ecirc;ncia de opini&otilde;es, valoriza&ccedil;&atilde;o do fracasso como fonte de aprendizagem, questionamento de suposi&ccedil;&otilde;es de base, pensamento prospetivo especulativo e procura de rela&ccedil;&otilde;es e de coer&ecirc;ncia sistem&aacute;tica (Glatter, 2007).</p>     <p>No sistema educativo portugu&ecirc;s, os normativos que definem os &oacute;rg&atilde;os e as &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o das lideran&ccedil;as escolares configuram um modelo em que existe uma partilha de responsabilidades e em que os processos de tomada de decis&atilde;o s&atilde;o assumidos pelo coletivo dos &oacute;rg&atilde;os (Conselho Executivo/Diretor, Conselho de Escola/Conselho Geral e lideran&ccedil;as interm&eacute;dias), o que se traduz numa descentraliza&ccedil;&atilde;o interna da gest&atilde;o, que se exerce e manifesta de forma dispersa, originando m&uacute;ltiplas lideran&ccedil;as que dever&atilde;o funcionar de forma articulada e complementar (Ainley &amp; McKenzie, 2000). Prevalece, assim, um modelo de lideran&ccedil;a baseado em princ&iacute;pios de colegialidade (Sanches, 2000), que possibilitam uma a&ccedil;&atilde;o organizacional e pedag&oacute;gica de refor&ccedil;o m&uacute;tuo e facilitadora da express&atilde;o individual. Esta pr&aacute;tica de lideran&ccedil;a assenta, portanto, numa rotatividade de pap&eacute;is, decorrente da possibilidade dos professores exercerem diferentes fun&ccedil;&otilde;es dentro da organiza&ccedil;&atilde;o educativa, o que expande a sua perce&ccedil;&atilde;o acerca da realidade e possibilitar&aacute; a identifica&ccedil;&atilde;o de uma voz e de uma identidade que permitem rela&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a e de governo partilhado, a aprendizagem a partir dos outros e com os outros e, ainda, a cria&ccedil;&atilde;o de uma cultura de colabora&ccedil;&atilde;o, de rela&ccedil;&atilde;o e de liga&ccedil;&atilde;o com a comunidade (Beatie, 2002; Gold, Evans, Earley, Halpin, &amp; Callarbone, 2003; Leithwood 1994). Como consequ&ecirc;ncia l&oacute;gica, a lideran&ccedil;a dever&aacute; rentabilizar a colabora&ccedil;&atilde;o e o compromisso para proporcionar estruturas e meios prop&iacute;cios ao di&aacute;logo. Desta forma, ser&atilde;o criadas condi&ccedil;&otilde;es para que as m&uacute;ltiplas vozes (de professores, alunos, fam&iacute;lias e outros agentes da comunidade), que expressam diferentes ideias, sejam ouvidas nos processos de mudan&ccedil;a e de desenvolvimento organizacional (Ross &amp; Gray, 2006; Robertson, 1999).</p>     <p>A a&ccedil;&atilde;o da lideran&ccedil;a tem, portanto, de ser criativa e inovadora, e os l&iacute;deres devem estar preocupados com a cria&ccedil;&atilde;o e a recria&ccedil;&atilde;o de comunidades de aprendizagem que envolvam toda a vida democr&aacute;tica da comunidade educativa (Barker, 2007), pelo que &eacute; fundamental a recolha e a circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Quanto a esta &uacute;ltima, apesar dos condicionalismos a que est&aacute; sujeita nas organiza&ccedil;&otilde;es escolares, enquanto sistemas complexos, abertos e hol&iacute;sticos, a difus&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o entre os professores, sobre as v&aacute;rias dimens&otilde;es do funcionamento organizacional da escola, estimula o pr&oacute;prio fluxo da informa&ccedil;&atilde;o e fomenta a mudan&ccedil;a. Al&eacute;m disso, a intensidade e a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o dependem do n&iacute;vel de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento e do grau de intera&ccedil;&atilde;o entre as estruturas, bem como da cultura de comunica&ccedil;&atilde;o dentro do sistema (Fullan, 2001).</p>     <p>Em Portugal, a co-habita&ccedil;&atilde;o, numa mesma unidade educativa, de docentes com diferentes forma&ccedil;&otilde;es e que lecionam ciclos de ensino distintos, a par da dispers&atilde;o geogr&aacute;fica que caracteriza os agrupamentos de escolas, poder&atilde;o, tamb&eacute;m, constituir-se como fatores prop&iacute;cios &agrave; exist&ecirc;ncia de bloqueios que impedir&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es de di&aacute;logo e que dificultar&atilde;o a circula&ccedil;&atilde;o e a apropria&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Trata-se de uma situa&ccedil;&atilde;o que urge ponderar, tendo presente que, como v&aacute;rios estudos demonstram, qualquer que seja o tipo de escola, o efetivo uso da informa&ccedil;&atilde;o mostra-se eficaz para identificar expectativas e para estimular processos de questionamento e de discuss&atilde;o que se traduzem em desenvolvimento (Bert &amp; Gerry, 2005; Coppieters, 2005). A manuten&ccedil;&atilde;o de circuitos de circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o que garanta que o conhecimento sobre a escola se estabelece &eacute;, pois, uma condi&ccedil;&atilde;o que as lideran&ccedil;as devem observar e garantir. Desta forma, ter&atilde;o as mesmas que assegurar a circula&ccedil;&atilde;o e a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o, bem como a variedade e a diversidade de meios e de formas atrav&eacute;s dos quais ela circula. T&ecirc;m ainda que garantir a efic&aacute;cia dessa circula&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s de um sistema claro de delega&ccedil;&atilde;o de responsabilidades que garanta que o conhecimento existente sobre os indicadores de desenvolvimento, progresso e melhoria da escola &eacute; apropriado pela comunidade educativa.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Aspetos metodol&oacute;gicos</b></p>     <p>Tendo por objeto de estudo a lideran&ccedil;a das escolas portuguesas dos Ensinos B&aacute;sico e Secund&aacute;rio, agrupadas e n&atilde;o agrupadas, o presente artigo apresenta, numa abordagem pr&oacute;pria e de acordo com uma perspetiva metodol&oacute;gica integradora do qualitativo e do quantitativo (Shulman, 1986), dados obtidos no quadro do projeto de investiga&ccedil;&atilde;o atr&aacute;s referido.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para o efeito, consider&aacute;mos os dados resultantes da an&aacute;lise de conte&uacute;do, de natureza categorial (Bardin, 1979), dos 293 relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa realizados pela Inspe&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o, respeitantes &agrave;s regi&otilde;es do Algarve, Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo, e elaborados nos anos letivos de 2006/2007, 2007/2008 e 2008/2009. Tom&aacute;mos como objeto de an&aacute;lise, no dom&iacute;nio da lideran&ccedil;a, quatro grandes categorias: i) exerc&iacute;cio da autoridade (Conselho Executivo/Diretor<sup><a href="#4">4</a></sup><a name="top4"></a>, Conselho de Escola/Conselho Geral e lideran&ccedil;as interm&eacute;dias); ii) vis&atilde;o; iii) processos de tomada de decis&atilde;o; e iv) partilha e circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, que compreendem diferentes subcategorias. Os dados das categorias foram sistematizados em quadros, constitu&iacute;dos pelo n&uacute;mero de relat&oacute;rios e respetivo valor percentual, por regi&atilde;o, em que se encontram presentes as diferentes subcategorias, bem como o respetivo somat&oacute;rio e valor percentual relativo &agrave; totalidade dos 293 relat&oacute;rios. Ser&aacute; com base nestes quadros que procederemos &agrave; an&aacute;lise interpretativa dos dados.</p>     <p>A op&ccedil;&atilde;o pela an&aacute;lise das referidas categorias justifica o objetivo principal a que nos propusemos e que se traduz na caracteriza&ccedil;&atilde;o da lideran&ccedil;a nas tr&ecirc;s regi&otilde;es consideradas e, em fun&ccedil;&atilde;o da natureza desta, compreender como as organiza&ccedil;&otilde;es educativas p&otilde;em em pr&aacute;tica a sua vis&atilde;o de escola e como implementam a partilha e a circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o para darem consecu&ccedil;&atilde;o aos seus objetivos, dando assim corpo &agrave; linha hier&aacute;rquica de exerc&iacute;cio do poder.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos resultados</b></p>     <p>A an&aacute;lise dos relat&oacute;rios evidenciou uma linha hier&aacute;rquica de exerc&iacute;cio da lideran&ccedil;a, que vamos procurar caracterizar partindo dos dados relativos &agrave; categoria ‘exerc&iacute;cio da autoridade’, aos seus diversos n&iacute;veis – tendo em considera&ccedil;&atilde;o o anterior e o atual regime de administra&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o das escolas – (Conselho Executivo/Diretor, Conselho de Escola/Conselho Geral e lideran&ccedil;as interm&eacute;dias), que configura diferentes estilos de lideran&ccedil;a, que se expressam e, ao mesmo tempo, s&atilde;o conformados pela ‘vis&atilde;o’ de escola a que d&atilde;o corpo, pelos ‘processos de tomada de decis&atilde;o’ que implementam e pela ‘partilha e circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o’ que usam e fomentam nos seus agentes.</p>     <p><b><i>3.1. Exerc&iacute;cio da autoridade</i></b></p>     <p>Detenhamo-nos, ent&atilde;o, na an&aacute;lise interpretativa dos dados relativos ao exerc&iacute;cio hier&aacute;quico da autoridade pelos &oacute;rg&atilde;os da escola, que consubstancia a respetiva lideran&ccedil;a.</p>     <p><i>3.1.1. Conselho Executivo/Diretor</i></p>     <p>Nos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa, a lideran&ccedil;a do Conselho Executivo/Diretor &eacute; caracterizada segundo diferentes perspetivas, de cuja an&aacute;lise emergiram as seguintes dimens&otilde;es: estilo de lideran&ccedil;a; defini&ccedil;&atilde;o (ou indefini&ccedil;&atilde;o) de procedimentos; tipo de gest&atilde;o (estrat&eacute;gica ou n&atilde;o estrat&eacute;gica); e capacidade de mobiliza&ccedil;&atilde;o dos demais &oacute;rg&atilde;os e da comunidade escolar (<a href="#q1">Quadro 1</a>) – as quais passamos de imediato a analisar.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"> <img src="/img/revistas/rpe/v25n2/25n2a05q1.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Em termos globais, a lideran&ccedil;a dos Conselhos Executivos/Diretores de escola, considerado o conjunto das tr&ecirc;s regi&otilde;es, caracteriza-se, de acordo com os dados, pelo exerc&iacute;cio de uma autoridade que se expressa, essencialmente: i) pela abertura e disponibilidade, traduzida na aposta numa dimens&atilde;o relacional/afetiva, identificada em 92 relat&oacute;rios (31,40% do total de 293), e na a&ccedil;&atilde;o educativa (89 relat&oacute;rios, ou 30,38%); e ii) pela implementa&ccedil;&atilde;o de um processo de gest&atilde;o, que oscilar&aacute; entre a defini&ccedil;&atilde;o (69 relat&oacute;rios, isto &eacute;, 23,55% do seu total) e a indefini&ccedil;&atilde;o (61 relat&oacute;rios, ou 20,82%), e cuja natureza ser&aacute; essencialmente estrat&eacute;gica (aspeto referido em 98 relat&oacute;rios, que representam 33,11% do respetivo total), embora a mesma tenha sido considerada como n&atilde;o estrat&eacute;gica em 39 relat&oacute;rios (13,31%). Ainda como tra&ccedil;os caracterizadores do exerc&iacute;cio da autoridade pelos Conselhos Executivos/Diretores, mas com menor peso relativo, poderemos referir a partilha da vis&atilde;o de escola, no sentido da mobiliza&ccedil;&atilde;o dos demais parceiros educativos (16,72%, correspondentes a 49 relat&oacute;rios), e o ser a mesma ativa/empenhada/forte (12,29%).</p>     <p>Em termos mais espec&iacute;ficos, poder-se-&aacute; afirmar que o exerc&iacute;cio da lideran&ccedil;a pelos Conselhos Executivos/Diretores &eacute; tendencialmente mais forte na regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo, enquanto nas regi&otilde;es do Alentejo e do Algarve assumir&aacute; um car&aacute;ter mais difuso. Na generalidade, nas tr&ecirc;s regi&otilde;es, tem o mesmo como caracter&iacute;sticas dominantes traduzir-se numa lideran&ccedil;a aberta e dispon&iacute;vel no dom&iacute;nio da a&ccedil;&atilde;o educativa, alicer&ccedil;ar-se muito na dimens&atilde;o relacional/afetiva, ser tendencialmente estrat&eacute;gico e mostrar alguma preocupa&ccedil;&atilde;o com a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos diferentes agentes educativos e da comunidade para uma a&ccedil;&atilde;o concertada.</p>     <p><i>3.1.2. Assembleia de Escola/Conselho Geral</i></p>     <p>A an&aacute;lise de conte&uacute;do dos relat&oacute;rios conduziu a que o exerc&iacute;cio da autoridade pela Assembleia de Escola/Conselho Geral fosse considerado em dois planos: o da rela&ccedil;&atilde;o com o Conselho Executivo/Diretor e o das fun&ccedil;&otilde;es da/o pr&oacute;pria/o Assembleia de Escola/Conselho Geral, tendo os dados respetivos sido sistematizados no <a href="#q2">Quadro 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"> <img src="/img/revistas/rpe/v25n2/25n2a05q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A refer&ecirc;ncia &agrave; rela&ccedil;&atilde;o da Assembleia de Escola/Conselho Geral com o Conselho Executivo/Diretor foi apenas encontrada, para o conjunto das tr&ecirc;s regi&otilde;es, em 25 relat&oacute;rios (8,53% do total de 293). Parece-nos que estes resultados traduzem algum div&oacute;rcio, ou, pelo menos, uma n&atilde;o assumida complementaridade entre os dois &oacute;rg&atilde;os de c&uacute;pula da lideran&ccedil;a das institui&ccedil;&otilde;es escolares.</p>     <p>Por outro lado, no que &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es da Assembleia de Escola/Conselho Geral diz respeito, definir-se-&atilde;o as mesmas, de acordo com o conte&uacute;do dos relat&oacute;rios analisados, sobretudo como interventivas (69 relat&oacute;rios, ou 23,55% do seu total). N&atilde;o deixa, por&eacute;m, de ser significativo que, de acordo 31 relat&oacute;rios (10,58%), sejam tidas como formais, e que, em fun&ccedil;&atilde;o de outros 5 (1,71%), possam ser categorizadas como ausentes. Haver&aacute; casos, ainda, em que a a&ccedil;&atilde;o deste &oacute;rg&atilde;o ter&aacute; como imagem a a&ccedil;&atilde;o de alguns dos seus elementos, aspeto que se deve a 19 relat&oacute;rios, que representam 6,48% do seu total.</p>     <p>Genericamente, poder-se-&aacute; afirmar, como resultado da an&aacute;lise feita, que a participa&ccedil;&atilde;o da Assembleia de Escola/Conselho Geral no exerc&iacute;cio da autoridade ou da lideran&ccedil;a oscilar&aacute; entre a interven&ccedil;&atilde;o e a formalidade. Contudo, em qualquer das tr&ecirc;s regi&otilde;es cujos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa foram objeto de an&aacute;lise, a fun&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&atilde;o &eacute; mais expressiva, sobrepondo-se &agrave; autoridade. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>3.1.3. Lideran&ccedil;as interm&eacute;dias</i></p>     <p>As lideran&ccedil;as interm&eacute;dias s&atilde;o descritas, nos relat&oacute;rios, nos planos da qualidade da articula&ccedil;&atilde;o entre estruturas, das formas de participa&ccedil;&atilde;o na gest&atilde;o escolar, do n&iacute;vel de reconhecimento e integra&ccedil;&atilde;o na organiza&ccedil;&atilde;o-escola e dos limites da sua atua&ccedil;&atilde;o – aspetos que, na an&aacute;lise de conte&uacute;do efetuada, foram globalmente considerados como definidores da "linha hier&aacute;rquica" do exerc&iacute;cio do poder no que a este n&iacute;vel da lideran&ccedil;a das escolas diz respeito (<a href="#q3">Quadro 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"> <img src="/img/revistas/rpe/v25n2/25n2a05q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Considerando os dados em termos globais, para o conjunto das tr&ecirc;s regi&otilde;es, verificamos que a articula&ccedil;&atilde;o entre estuturas &eacute; caracterizada como ‘boa’ em 96 relat&oacute;rios, que representam 32,76% do total de 293, e que &eacute; o valor percentual mais elevado de todos os par&acirc;metros que comp&otilde;em esta categoria de an&aacute;lise. Deve notar-se, por&eacute;m, que, em 18 relat&oacute;rios (6,14%), esta articula&ccedil;&atilde;o &eacute; reputada de reduzida, o que n&atilde;o poder&aacute; deixar de ser levado em linha de conta.  &Eacute; tamb&eacute;m de assinalar que apenas em 1 relat&oacute;rio (0,34%) as estruturas interm&eacute;dias s&atilde;o tidas como em submiss&atilde;o ao Conselho Executivo/Diretor.</p>     <p>Interpretando estes dados, no seu conjunto, poder-se-ia dizer que, nas escolas e agrupamentos cujos relat&oacute;rios foram analisados, as lideran&ccedil;as interm&eacute;dias exercem a sua a&ccedil;&atilde;o de forma relativamente aut&oacute;noma e, por certo, em complementaridade com os demais &oacute;rg&atilde;os das respetivas institui&ccedil;&otilde;es. Tal interpreta&ccedil;&atilde;o parece refor&ccedil;ar-se quando, em 89 relat&oacute;rios (30,38% do seu total), se afirma o reconhecimento e a integra&ccedil;&atilde;o das estruturas interm&eacute;dias no exerc&iacute;cio da lideran&ccedil;a, sendo, no entanto, mitigada pela constata&ccedil;&atilde;o de que s&atilde;o reconhecidos limites de atua&ccedil;&atilde;o &agrave;s mesmas em 60 relat&oacute;rios (20,48%). Esta relativiza&ccedil;&atilde;o parece ainda tomar mais sentido quando atentamos nos baixos valores percentuais das diferentes formas de participa&ccedil;&atilde;o das lideran&ccedil;as interm&eacute;dias, cujos valores oscilam ente 6,48% (19 relat&oacute;rios) e 1,37% (4 relat&oacute;rios). Destas formas de participa&ccedil;&atilde;o salientem-se, no entanto, as que se referem &agrave; gest&atilde;o do servi&ccedil;o pedag&oacute;gico (19 relat&oacute;rios, ou 6,48%), a da monitoriza&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o educativa (15 relat&oacute;rios, isto &eacute;, 5,12% do total de 293) e a da mobiliza&ccedil;&atilde;o e corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o (13 relat&oacute;rios, ou 4,44%).</p>     <p>Em s&iacute;ntese, parece poder afirmar-se que o exerc&iacute;cio da autoridade pelas estruturas interm&eacute;dias se define, principalmente – e por ordem decrescente de peso relativo dos respetivos fatores, nas regi&otilde;es de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve –, por uma boa articula&ccedil;&atilde;o entre elas, embora as escolas desta &uacute;ltima regi&atilde;o assumam a primazia quanto ao reconhecimento e integra&ccedil;&atilde;o das lideran&ccedil;as interm&eacute;dias, bem como dos respetivos limites de atua&ccedil;&atilde;o, seguindo-se-lhe a regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo e, por &uacute;ltimo, a do Alentejo. No que &agrave;s formas de participa&ccedil;&atilde;o respeita, as tr&ecirc;s regi&otilde;es, com algumas varia&ccedil;&otilde;es num&eacute;ricas, apresentam id&ecirc;ntico padr&atilde;o de resultados, sendo apenas de salientar a aus&ecirc;ncia de refer&ecirc;ncias &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o e corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o das lideran&ccedil;as interm&eacute;dias nos relat&oacute;rios da regi&atilde;o do Algarve. </p>     <p><b><i>3.2. Vis&atilde;o</i></b></p>     <p>Nos relat&oacute;rios analisados, a "vis&atilde;o" &eacute; configurada pelos objetivos, metas e estrat&eacute;gias que est&atilde;o definidos pela escola ou agrupamento, nomeadamente pelas &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria e pelas estrat&eacute;gias utilizadas para os alcan&ccedil;ar, na oferta educativa que &eacute; disponibilizada, considerada adequada &agrave; realidade social em que a escola se integra, e, ainda, pela vis&atilde;o estrat&eacute;gica de desenvolvimento futuro (vis&atilde;o prospetiva/futuro/ oportunidades) (<a href="#q4">Quadro 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"> <img src="/img/revistas/rpe/v25n2/25n2a05q4.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Os dados apurados para as tr&ecirc;s regi&otilde;es permitem concluir que, para alcan&ccedil;arem os objetivos, metas e estrat&eacute;gias a que se prop&otilde;em, as escolas apostam, preferencialmente, na identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria. A exist&ecirc;ncia de 69 relat&oacute;rios que o refere, num universo de 293, &eacute; elucidativa de uma pr&aacute;tica que parece ser usual. Contudo, e inesperadamente, s&oacute; 7 relat&oacute;rios, que representam a reduzida percentagem de 2,39%, identificam estrat&eacute;gias que s&atilde;o implementadas e que concorrer&atilde;o para alcan&ccedil;ar os objetivos que as escolas se propuseram alcan&ccedil;ar. Os resultados parecem sugerir que n&atilde;o existe uma correspond&ecirc;ncia de a&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica que responda, operativamente, &agrave; execu&ccedil;&atilde;o do que foi considerado como campo de interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;rio. A disponibiliza&ccedil;&atilde;o de uma oferta educativa diversificada configura o prop&oacute;sito mais ilustrativo da vis&atilde;o das escolas avaliadas. Em 157 dos relat&oacute;rios analisados, a que corresponde um valor percentual de 53,58%, &eacute; referida a avultada e a diversificada resposta, em termos de cursos ou de respostas educativas alternativas, que permitir&atilde;o ir ao encontro de diversos p&uacute;blicos com distintas necessidades educativas. Quanto &agrave; vis&atilde;o prospetiva, s&atilde;o 85 os relat&oacute;rios que a ela aludem (32,31% do total analisado), o que denota alguma limita&ccedil;&atilde;o na capacidade para perspetivar um eventual desenvolvimento e de lhe dar uma resposta adequada.</p>     <p>Em termos globais, poder-se-&aacute; concluir que a vis&atilde;o das escolas analisadas se caracteriza por uma intencionalidade que se apoia em &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o consideradas priorit&aacute;rias, se traduz, abundantemente, na disponibiliza&ccedil;&atilde;o de uma oferta educativa rica e diversa, embora a refer&ecirc;ncia a estrat&eacute;gias que as tornem vi&aacute;veis seja muito escassa. Quanto &agrave; capacidade das lideran&ccedil;as para perspetivarem o futuro e para organizarem uma resposta que se lhe ajuste, os resultados expressam, moderadamente, essa possibilidade. Na an&aacute;lise por regi&atilde;o, verifica-se que as diferen&ccedil;as s&atilde;o subtis e acompanham o perfil que caracteriza a globalidade dos relat&oacute;rios analisados. No Algarve, no Alentejo e na regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo, as escolas reconhecem as &aacute;reas onde devem investir, mas a intencionalidade estrat&eacute;gica que garanta a capitaliza&ccedil;&atilde;o desse investimento &eacute; muito d&eacute;bil, e a enorme aposta na oferta educativa e formativa n&atilde;o parece decorrer de uma capacidade consciente de antecipar o futuro. Prevalece, portanto, uma din&acirc;mica de lideran&ccedil;a de cariz processual e n&atilde;o intencional.</p>     <p><b><i>3.3. Processos de tomada de decis&atilde;o </i></b></p>     <p>No que respeita aos processos de tomada de decis&atilde;o, o quadro de refer&ecirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o externa solicita a recolha de evid&ecirc;ncias sobre a forma como os atores s&atilde;o envolvidos, bem como acerca dos processos que s&atilde;o mobilizados pelas estruturas de lideran&ccedil;a para a prossecu&ccedil;&atilde;o das metas que as escolas e os agrupamentos se propuseram alcan&ccedil;ar. Como consequ&ecirc;ncia, os indicadores apurados nos relat&oacute;rios remetem, sobretudo, para o envolvimento nos processos de decis&atilde;o, mais especificamente para a l&oacute;gica de encadeamento que transfere, sucessivamente, para n&iacute;veis distintos, a responsabilidade de dar cumprimento ao que est&aacute; estabelecido nos documentos estruturantes da escola ou do agrupamento.</p>     <p>No conjunto de perguntas ilustrativas que as equipas de avalia&ccedil;&atilde;o externa colocam aos pain&eacute;is de entrevistados, surgem quest&otilde;es sobre a hierarquiza&ccedil;&atilde;o e a calendariza&ccedil;&atilde;o dos objetivos da escola ou agrupamento, sobre a forma como a gest&atilde;o promove a articula&ccedil;&atilde;o entre &oacute;rg&atilde;os, para que seja reconhecido tanto o princ&iacute;pio de subsidiariedade como a valoriza&ccedil;&atilde;o da complementaridade decorrente da natureza das fun&ccedil;&otilde;es e responsabilidades, e ainda sobre o incentivo que lhes &eacute; dado para que tomem decis&otilde;es e para que se responsabilizem por elas. A escassez de relat&oacute;rios que contemplem estes aspetos, expressa no <a href="#q5">Quadro 5</a> – que mostra que, num universo de 293 relat&oacute;rios, somente 64 sinalizam processos de tomada de decis&atilde;o (21,84% do total) –, permite concluir que os avaliadores n&atilde;o encontraram muitas evid&ecirc;ncias sobre este campo de a&ccedil;&atilde;o das lideran&ccedil;as. Contudo, a caracter&iacute;stica mais marcante desta categoria foi a impossibilidade de discriminar distintos &acirc;ngulos de aprecia&ccedil;&atilde;o deste dom&iacute;nio no <i>corpus</i> analisado e que permitisse a cria&ccedil;&atilde;o de subcategorias.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q5"> <img src="/img/revistas/rpe/v25n2/25n2a05q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A an&aacute;lise discriminativa, por regi&atilde;o, desoculta algumas discrep&acirc;ncias. Na regi&atilde;o do Algarve, s&oacute; 5 relat&oacute;rios referem os processos de tomada de decis&atilde;o (12,20%); no Alentejo, o n&uacute;mero de relat&oacute;rios e a respetiva percentagem s&atilde;o bastante mais elevados (17 relat&oacute;rios, o que corresponde a um valor percentual de 29,82%); e, finalmente, na regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo, foram encontradas refer&ecirc;ncias a esta categoria de an&aacute;lise em 42 relat&oacute;rios (21,54%). N&atilde;o encontramos outra justifica&ccedil;&atilde;o que explique esta desigualdade se n&atilde;o a op&ccedil;&atilde;o sobre o conte&uacute;do a inserir nos relat&oacute;rios, que ter&aacute; sido tomada pelas equipas de avalia&ccedil;&atilde;o externa que intervieram nas respetivas escolas. O conte&uacute;do dos relat&oacute;rios resulta de evid&ecirc;ncias que foram recolhidas em v&aacute;rias fontes e existem restri&ccedil;&otilde;es e constrangimentos na sua reda&ccedil;&atilde;o, tais como limita&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;o, mas tamb&eacute;m inerentes ao facto de serem diferentes equipas, em cada regi&atilde;o, que desenvolvem a avalia&ccedil;&atilde;o externa. Estas circunst&acirc;ncias ter&atilde;o ditado op&ccedil;&otilde;es sobre o conte&uacute;do a incluir nos relat&oacute;rios que, no que se refere aos processos de tomada de decis&atilde;o, ter&atilde;o contribu&iacute;do para uma diferente valoriza&ccedil;&atilde;o entre regi&otilde;es.</p>     <p><b><i>3.4. Partilha e circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o </i></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A presente categoria refere-se &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o, envolvimento e reconhecimento dos atores do espa&ccedil;o educativo. Em termos globais, a partilha e a circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o expressam-se, predominantemente, ao n&iacute;vel da sua circula&ccedil;&atilde;o entre a escola e a comunidade, referida em 112 dos 293 relat&oacute;rios analisados, correspondendo a 38,23% do total, no plano interno (21 relat&oacute;rios, ou 7,17%), e noutros aspetos, nomeadamente dificuldades e fraquezas condicionantes de uma circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o mais eficaz (presente em 19 relat&oacute;rios, 6,48% do respetivo total) (<a href="#q6">Quadro 6</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q6"> <img src="/img/revistas/rpe/v25n2/25n2a05q6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Numa aprecia&ccedil;&atilde;o geral a estes resultados, surgem dois destaques que merecem alguns coment&aacute;rios: em primeiro lugar, a valoriza&ccedil;&atilde;o que foi atribu&iacute;da pela avalia&ccedil;&atilde;o externa aos processos de comunica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o que as escolas estabelecem com a comunidade envolvente; e, em segundo lugar, a reduzida presen&ccedil;a, nos relat&oacute;rios, de texto que refira a circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel interno. Se, por um lado, &eacute; interessante e positivo saber que existe uma pr&aacute;tica t&atilde;o expressiva de articula&ccedil;&atilde;o e de contacto entre a escola e a comunidade (embora n&atilde;o sejam detalhados os conte&uacute;dos, objetivos e consequ&ecirc;ncias dessa passagem de informa&ccedil;&atilde;o), por outro, n&atilde;o era esperado que a circula&ccedil;&atilde;o interna fosse t&atilde;o pouco referida. As causas desta fragilidade, no conte&uacute;do dos relat&oacute;rios, escapam &agrave; an&aacute;lise efetuada, e, entre outras explica&ccedil;&otilde;es que poderiam ser avan&ccedil;adas, podemos admitir que a aceita&ccedil;&atilde;o da informalidade, que normalmente caracteriza os circuitos de passagem de informa&ccedil;&atilde;o nas escolas, banalizou a sua exist&ecirc;ncia ao ponto de n&atilde;o lhe ser dado relevo nos relat&oacute;rios produzidos.</p>     <p>Outro aspeto a destacar, e que recolhe um valor expressivo nos resultados apurados, diz respeito &agrave;s dificuldades e &agrave;s fraquezas dos processos de circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Neste &acirc;mbito, o que &eacute; salientado, nos relat&oacute;rios, s&atilde;o, sobretudo, as falhas que decorrem das dificuldades dos atores na utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos tecnol&oacute;gicos. Constata-se, pois, que a exist&ecirc;ncia de recursos n&atilde;o &eacute; suficiente para que a circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o se desencadeie e, neste caso, as potencialidades que a tecnologia disponibiliza n&atilde;o s&atilde;o uma garantia de que a informa&ccedil;&atilde;o que &eacute; divulgada seja apropriada pelos destinat&aacute;rios.</p>     <p>Apreciados os resultados por regi&atilde;o, genericamente, poder-se-&aacute; afirmar que, nas tr&ecirc;s regi&otilde;es, a circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o que toma como destinat&aacute;rio a comunidade &eacute; bem conseguida, n&atilde;o sucedendo o mesmo com os processos internos. Este dado &eacute; preocupante se considerarmos que estamos em presen&ccedil;a de organiza&ccedil;&otilde;es muito complexas, com v&aacute;rios patamares de decis&atilde;o, correspondendo, a cada um deles, n&iacute;veis distintos, mas complementares, de lideran&ccedil;a. A fraca refer&ecirc;ncia a processos que sustentam uma passagem de informa&ccedil;&atilde;o que oriente a prossecu&ccedil;&atilde;o das metas que devem ser comuns pode, em nosso entender, comprometer uma lideran&ccedil;a que, embora seja partilhada, deve integrar-se em prop&oacute;sitos coletivos. Por outro lado, &eacute; sabido que a circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o interna, tanto pela intera&ccedil;&atilde;o que estabelece entre os professores, como pelo fornecimento de informa&ccedil;&atilde;o acerca de problemas que podem ser comunicados (tais como o desempenho dos alunos), &eacute; essencial na promo&ccedil;&atilde;o do sucesso escolar. A sinaliza&ccedil;&atilde;o, que &eacute; comum &agrave;s tr&ecirc;s regi&otilde;es, de aspetos negativos que, como vimos, referem dificuldades e fraquezas condicionantes de uma circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o mais eficaz, pode configurar a express&atilde;o da consci&ecirc;ncia que as escolas possuem quanto &agrave;s consequ&ecirc;ncias das dificuldades na partilha e na circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclus&atilde;o</b></p>     <p>O artigo apresentado teve como principal objetivo analisar a vis&atilde;o que os relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa das escolas consideradas expressam sobre o exerc&iacute;cio da lideran&ccedil;a das escolas portuguesas dos Ensinos B&aacute;sico e Secund&aacute;rio – mais propriamente, as formas como as organiza&ccedil;&otilde;es educativas p&otilde;em em pr&aacute;tica a sua vis&atilde;o de escola e como implementam a partilha e a circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o para darem consecu&ccedil;&atilde;o a metas e prop&oacute;sitos que estabeleceram, dando assim corpo &agrave; linha hier&aacute;rquica de exerc&iacute;cio do poder.</p>     <p>Em termos globais, o modelo de lideran&ccedil;a das escolas portuguesas tem de ser perspetivado por refer&ecirc;ncia aos normativos legais em vigor, os quais, contrariando uma vis&atilde;o tradicional centralista de governo das escolas, preveem uma partilha de vis&atilde;o e objetivos, de circula&ccedil;&atilde;o efetiva da informa&ccedil;&atilde;o, de responsabilidades e de processos de tomada de decis&atilde;o, o que d&aacute; origem a lideran&ccedil;as m&uacute;ltiplas que, para serem eficazes, devem funcionar, como dizem Ainley e McKenzie (2000), de forma articulada e complementar. Este modo de operar traduz-se no que Sergiovanni (2004) chama de "gest&atilde;o partilhada", que &eacute; exercida, em concreto, a tr&ecirc;s n&iacute;veis: Conselho Executivo/Diretor; Assembleia de Escola/Conselho Geral; e lideran&ccedil;as interm&eacute;dias. Considerando estes tr&ecirc;s n&iacute;veis de exerc&iacute;cio da lideran&ccedil;a das escolas, e sem perdermos a sua vis&atilde;o de conjunto, podemos afirmar que o nosso estudo nos autoriza, em termos conclusivos, &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o de que o Conselho Executivo/Diretor ocupa uma posi&ccedil;&atilde;o determinante no exerc&iacute;cio da lideran&ccedil;a e que a sua rela&ccedil;&atilde;o com a Assembleia de Escola/Conselho Geral &eacute; reduzida. De acordo com o conte&uacute;do dos relat&oacute;rios analisados, a a&ccedil;&atilde;o deste &oacute;rg&atilde;o, apesar de ser a verdadeira estrutura de c&uacute;pula e de regula&ccedil;&atilde;o do funcionamento de uma organiza&ccedil;&atilde;o educativa, &eacute; pouco expressiva. Por outro lado, ao n&iacute;vel das lideran&ccedil;as interm&eacute;dias, a linha hier&aacute;rquica do exerc&iacute;cio da lideran&ccedil;a n&atilde;o se configura com precis&atilde;o, parecendo mesmo pouco afirmativa. Este "estilo" de lideran&ccedil;a conduz a que a vis&atilde;o de escola emergente dos relat&oacute;rios das tr&ecirc;s regi&otilde;es consideradas se revele apostada, sobretudo, na oferta educativa e na defini&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria. Nas regi&otilde;es do Alentejo e de Lisboa e Vale do Tejo, &eacute; igualmente evidenciada uma vis&atilde;o prospetiva de escola. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Constata-se, portanto, que a dimens&atilde;o estrat&eacute;gica da implementa&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o de escola est&aacute; praticamente ausente do conte&uacute;do dos relat&oacute;rios, pelo que se poder&aacute; inferir um certo sentido de gest&atilde;o mais processual do que  verdadeiramente prospetivo e mais reativo do que ativo. De acordo com v&aacute;rios autores (Estev&atilde;o, 2000; Gair&iacute;n &amp;Villa, 1999), para o desenvolvimento de uma lideran&ccedil;a educativa e pedag&oacute;gica &eacute; determinante uma vis&atilde;o de futuro/oportunidades da escola, cuja defini&ccedil;&atilde;o passa pela sele&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria, mas que assenta, sobretudo,  na promo&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias concertadas de a&ccedil;&atilde;o que convoquem o empenhamento individual e coletivo dos diferentes atores educativos no sentido do desenvolvimento organizacional da escola (N&oacute;voa, 1992).</p>     <p>Em s&iacute;ntese, e no que se refere &agrave; ‘vis&atilde;o’, os dados evidenciam que a lideran&ccedil;a das escolas consideradas se expressa caracterialmente pela defini&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria. A esta n&atilde;o &eacute; alheia uma certa vis&atilde;o prospetiva da sua a&ccedil;&atilde;o, que as levar&aacute;, por&eacute;m, a um algo t&iacute;mido processo de tomada de decis&otilde;es. Relativamente aos processos de tomada de decis&atilde;o, o conte&uacute;do deste campo de an&aacute;lise remete para a articula&ccedil;&atilde;o entre os &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o, para a complementaridade de fun&ccedil;&otilde;es e de responsabilidades e, consequentemente, para a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os de lideran&ccedil;a para o cumprimento das metas tra&ccedil;adas, no sentido de alcan&ccedil;ar o compromisso do coletivo da comunidade escolar (Glass, 2000; Leithwood, Day, Sammons, Harris, &amp; Hopkins, 2009). A forma incipiente como os processos de tomada de decis&atilde;o s&atilde;o referidos nos relat&oacute;rios analisados denuncia alguma desvaloriza&ccedil;&atilde;o que lhe poder&aacute; ser dada, sobretudo na capacidade de afirma&ccedil;&atilde;o individual de cada um dos &oacute;rg&atilde;os de gest&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o escolar no &acirc;mbito das compet&ecirc;ncias que lhes est&atilde;o atribu&iacute;das. As refer&ecirc;ncias apuradas reportam, maioritariamente, uma vis&atilde;o normativa, salientando processos que fidelizam as decis&otilde;es que s&atilde;o tomadas com vista &agrave; consecu&ccedil;&atilde;o das metas e objetivos contemplados nos documentos estruturantes das escolas ou agrupamentos. Numa an&aacute;lise comparativa por regi&otilde;es, verifica-se que o n&uacute;mero de relat&oacute;rios em que esta categoria &eacute; mais referida &eacute; no Alentejo, seguindo-se a regi&atilde;o de Lisboa e Vale do Tejo e, por &uacute;ltimo, a regi&atilde;o do Algarve.</p>     <p>No dom&iacute;nio da partilha e circula&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, expresso na rela&ccedil;&atilde;o escola/comunidade, circula&ccedil;&atilde;o interna e aspetos negativos, a an&aacute;lise por regi&otilde;es mostra que n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as assinal&aacute;veis relativamente &agrave;s duas primeiras dimens&otilde;es em an&aacute;lise. J&aacute; no que se refere &agrave; &uacute;ltima (aspetos negativos inibidores da circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o), a regi&atilde;o do Algarve surge como a que mais os identifica. Genericamente, os dados recolhidos nesta categoria mostram uma acentuada valoriza&ccedil;&atilde;o das intera&ccedil;&otilde;es que as escolas estabelecem com a comunidade envolvente, em detrimento da circula&ccedil;&atilde;o interna da informa&ccedil;&atilde;o. Embora se reconhe&ccedil;a a import&acirc;ncia daquele primeiro aspeto, a fraca alus&atilde;o a processos internos de partilha e de circula&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; consent&acirc;nea com o esp&iacute;rito de permanente e eficaz  processo de comunica&ccedil;&atilde;o que deve caracterizar as lideran&ccedil;as (Fullan, 2001).</p>     <p>A concluir, e em jeito de s&iacute;ntese, importa salientar que os resultados a que este estudo chegou n&atilde;o permitem tirar conclus&otilde;es que extrapolem o &acirc;mbito, que n&atilde;o deixa de ser reduzido, do conte&uacute;do dos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa das escolas e agrupamentos – que, de facto, s&atilde;o uma representa&ccedil;&atilde;o da realidade observada. O conte&uacute;do destes relat&oacute;rios resulta de evid&ecirc;ncias que foram recolhidas em v&aacute;rias fontes, de que se destacam as entrevistas em painel que s&atilde;o realizadas, e existem limita&ccedil;&otilde;es na reda&ccedil;&atilde;o dos relat&oacute;rios (sobretudo de espa&ccedil;o), mas tamb&eacute;m inerentes ao facto de serem diferentes equipas, em cada regi&atilde;o, que desenvolvem a avalia&ccedil;&atilde;o externa. Este conjunto de circunst&acirc;ncias ter&aacute; contribu&iacute;do para o car&aacute;ter disperso que, como referimos, caracteriza, globalmente, os relat&oacute;rios analisados. Contudo, &eacute; de real&ccedil;ar que cada relat&oacute;rio, <i>per si</i>, encerra um conte&uacute;do pr&oacute;prio, que se refere a uma escola ou agrupamento em particular, e, neste sentido, ao ser devolvido &agrave; escola, reporta a vis&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o externa e apresenta um balan&ccedil;o sobre a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o e do ensino que aquela organiza&ccedil;&atilde;o escolar proporciona, podendo contribuir para a sua melhoria.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Afonso, N. (2000). Autonomia, avalia&ccedil;&atilde;o, e gest&atilde;o estrat&eacute;gica das escolas p&uacute;blicas. In J. A. Costa, A. N. Mendes &amp; A. Ventura (Orgs.), <i>Lideran&ccedil;a e estrat&eacute;gia nas organiza&ccedil;&otilde;es escolares</i> (pp. 201-216). Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0871-9187201200020000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ainley, J., &amp; Mckenzie, P. (2000). School governance: Research on educational and management Issues. <i>International Educational Journal</i>, 1(3), 139-151.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0871-9187201200020000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Alaiz, V. (2004). Avalia&ccedil;&atilde;o das escolas: Actualidade e perspectivas. <i>Revista proFORMAR online</i>, ed. 6, p. 8. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.proformar.org/revista/edicao_6/pag_8.htm" target="_blank">http://www.proformar.org/revista/edicao_6/pag_8.htm</a> (acesso em 18 de junho de 2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S0871-9187201200020000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Azevedo, J. (Org.). (2002). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o das escolas. Consensos e diverg&ecirc;ncias</i>. Porto: ASA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S0871-9187201200020000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Azevedo, J. M. (2007). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o externa das escolas em Portugal</i>. Confer&ecirc;ncia "As escolas face a novos desafios", Lisboa (Presid&ecirc;ncia Portuguesa da Uni&atilde;o Europeia).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S0871-9187201200020000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (1979). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i> (1&ordf; ed.). Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S0871-9187201200020000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barker, B. (2007). The leadership paradox: Can schools leaders transform student outcomes? <i>School Effectiveness and School Improvement</i>, 18(1), 21-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S0871-9187201200020000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Barroso, J. (2004). A autonomia das escolas: Uma fic&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 17(2), 49-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S0871-9187201200020000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beatie, M. (2002). Educational leadership: Modelling, mentoring, making and re-making a learning community. <i>European Journal of Teacher Education</i>, 25(2/3), 199-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0871-9187201200020000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bert, P. M. C., &amp; Gerry, J. R. (2005). Linking school effectiveness and school improvement: The background and outline of the project. <i>School Effectiveness and School Improvement</i>, 16(4), 359-371.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0871-9187201200020000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bol&iacute;var, A. (1997). Liderazgo, mejora y centros educativos. In A. Medina (Coord.), <i>El liderazgo en educaci&oacute;n </i>(pp. 25-46). Madrid: UNED.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0871-9187201200020000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Burns, J. M. (1978). <i>Leadership</i>. New York: Harper.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0871-9187201200020000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Coppieters, P. (2005). Turning schools into learning organizations. <i>European Journal of Teacher Education</i>, 28(2), 129-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0871-9187201200020000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, J. A. (2000). Lideran&ccedil;a nas organiza&ccedil;&otilde;es: Revisitando teorias organizacionais num olhar cruzado sobre as escolas. In J. A. Costa, A. N. Mendes &amp; A. Ventura (Orgs.), <i>Lideran&ccedil;a e estrat&eacute;gia nas organiza&ccedil;&otilde;es escolares</i> (pp. 15-33). Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0871-9187201200020000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>English, F. W. (2008). <i>The art of educational leadership. Balancing performance and accountability</i>. London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0871-9187201200020000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Est&ecirc;v&atilde;o, C. A. V. (2000). Lideran&ccedil;a e democracia: O p&uacute;blico e o privado. In J. A. Costa, A. N. Mendes &amp; A. Ventura (Orgs.), <i>Lideran&ccedil;a e estrat&eacute;gia nas organiza&ccedil;&otilde;es escolares</i> (pp. 35-44). Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S0871-9187201200020000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Figari, G. (1996). <i>Avaliar, que referencial?</i> Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S0871-9187201200020000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Fonseca, A. (2000). A lideran&ccedil;a escolar e a comunica&ccedil;&atilde;o relacional. In J. A. Costa, A. N. Mendes &amp; A. Ventura (Orgs.), <i>Lideran&ccedil;a e estrat&eacute;gia nas organiza&ccedil;&otilde;es escolares</i> (pp. 137-151). Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0871-9187201200020000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fontoura, M. (2008). Pol&iacute;tica e ac&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Entre uma regula&ccedil;&atilde;o centralizada e uma regula&ccedil;&atilde;o multipolar. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 21(2), 5-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0871-9187201200020000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fullan, M. (2001). <i>Leading in a culture of change</i>. San Francisco: Jossey-Bass.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0871-9187201200020000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gair&iacute;n, J., &amp; Villa, A. (1999). <i>Los equipos directivos de los centros docentes. An&aacute;lisis de su funcionamiento</i>. Bilbao: Universidad de Duesto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0871-9187201200020000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Glatter, R. (2007). As escolas e os sistemas de ensino perante a complexidade: Desafios organizacionais. In IGE (Org.), <i>Actas da Confer&ecirc;ncia "As escolas face aos novos desafios</i>". Lisboa: IGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0871-9187201200020000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gold, A., Evans, J., Earley, P., Halpin, D., &amp; Callarbone, P. (2003). Principled principals? Values driven leadership: Evidence from ten case studies of "outstanding" schools leaders. <i>Educational Management &amp; Administration</i>, 31(2), 127-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000153&pid=S0871-9187201200020000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Inspec&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o (IGE) (2009). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o externa das escolas – Referentes e instrumentos de trabalho</i>. Lisboa: IGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000155&pid=S0871-9187201200020000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Inspec&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o (IGE)(2010). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o externa das escolas – Relat&oacute;rio 2008-2009</i>. Lisboa: IGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000157&pid=S0871-9187201200020000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Janssens, F. J. G., &amp; Van Amselsvoort, G. (2008). School self-evaluations and school inspections in Europe: An exploratory study. <i>Studies in Educational Evaluation</i>, 34(1) p. 15-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000159&pid=S0871-9187201200020000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leithwood, K. (1994). Leadership for school restructuring. <i>Educational Administration Quarterly</i>, 30, 495-518.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000161&pid=S0871-9187201200020000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Leithwood, K., Day, C., Sammons, P., Harris, A., &amp; Hopkins, D. (2009). <i>Seven strong claims about successful school leadership</i>. National College for Leadership. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.nationalcollege.org.uk/docinfo?id=17387&amp;filename=seven-claims-about-successful-school-leadership.pdf" target="_blank">http://www.nationalcollege.org.uk/docinfo?id=17387&amp;filename=seven-claims-about-successful-school-leadership.pdf</a> (acesso em 10 de junho de 2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000163&pid=S0871-9187201200020000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lima, L. C. (2002). Moderniza&ccedil;&atilde;o, racionaliza&ccedil;&atilde;o e optimiza&ccedil;&atilde;o: Perspectivas neotaylorianas na organiza&ccedil;&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o. In L. C. Lima &amp; A, J. Afonso, <i>Reformas da educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica: Democratiza&ccedil;&atilde;o, moderniza&ccedil;&atilde;o, neoliberalismo</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Afrontamento.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000165&pid=S0871-9187201200020000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McBeath, J. (1999). <i>Schools must speak for themselves. The case for school self-evaluation</i>. London: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000167&pid=S0871-9187201200020000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McBeath, J., &amp; McGlym, A. (2002). <i>Self-evaluation. What’s in it for schools?</i> London: Routledge Falmer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S0871-9187201200020000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>McNamara, G., &amp; O’Hara, J. (2005). Internal review and self-evaluation – The chosen route to school improvement in Irland? <i>Studies in Educational Evaluation</i>, 31, 267-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S0871-9187201200020000500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McNamara, G., &amp; O’Hara, J. (2008). The importance of the concept of self-evaluation in the changing landscape of education policy. <i>Studies in Educational Evaluation</i>, 34, 173-179.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S0871-9187201200020000500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>N&oacute;voa, A. (1992). Para uma an&aacute;lise das institui&ccedil;&otilde;es escolares. In A. N&oacute;voa (Coord.), <i>As institui&ccedil;&otilde;es escolares em an&aacute;lise </i>(pp. 13-43). Lisboa: Publica&ccedil;&otilde;es Dom Quixote/Instituto de Inova&ccedil;&atilde;o Educacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S0871-9187201200020000500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Robertson, J. (1999). From managing impression to leadership perspectives. <i>International Journal of Educational Research</i>, 29, 359-370.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S0871-9187201200020000500035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rocha, C. (2000). Perspectivas organizacionais sobre a lideran&ccedil;a feminina em contexto educativo. In J. A. Costa, A. N. Mendes &amp; A. Ventura (Orgs.), <i>Lideran&ccedil;a e estrat&eacute;gia nas organiza&ccedil;&otilde;es escolares</i> (pp. 109-118). Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0871-9187201200020000500036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ross, J., &amp; Gray, P. (2006). Transformational leadership and teacher commitment to organizational values: The mediating effects of collective teacher efficacy. <i>School Effectiveness and School Improvement</i>, 17(2), 179-199.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0871-9187201200020000500037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ruzafa, J. A. M. (2003). La direcci&oacute;n de centros escolares. In M. T. Gonz&aacute;lez (Coord.),  <i>Organiz&aacute;cion y gesti&oacute;n de centros escolares</i>. Dimensiones y procesos (pp. 225-241). Madrid: Pearson Educaci&oacute;n, S. A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0871-9187201200020000500038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>S&aacute;, V. (2009). A (auto)avalia&ccedil;&atilde;o das escolas: "Virtudes" e "efeitos colaterais". <i>Ensaio: Avalia&ccedil;&atilde;o e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em educa&ccedil;&atilde;o</i>, 17(62), 87-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0871-9187201200020000500039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sanches, M. F. (2000). Da natureza e possibilidades da lideran&ccedil;a colegial nas escolas. In J. A. Costa, A. N. Mendes &amp; A. Ventura (Orgs.), <i>Lideran&ccedil;a e estrat&eacute;gia nas organiza&ccedil;&otilde;es escolares</i> (pp. 45-64). Aveiro: Universidade de Aveiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0871-9187201200020000500040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sanches, M. F. C. (1996). Imagens de lideran&ccedil;a educacional: Ac&ccedil;&atilde;o tecnocr&aacute;tica ou ac&ccedil;&atilde;o moral e de transforma&ccedil;&atilde;o? <i>Revista de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, VI(1), 13-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0871-9187201200020000500041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schildkamp, K. (2007). <i>The utilization of a self-evaluation instrument for primary education</i>. Enschede: University of Twente.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0871-9187201200020000500042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sergiovanni, T. J.  (1998). Leadership as a pedagogy, capital development and school effectiveness. <i>International Journal of Leadership in Education</i>, 1(1), 37-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S0871-9187201200020000500043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sergiovanni, T. J. (2004). <i>Novos caminhos para a lideran&ccedil;a escolar</i>. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es ASA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S0871-9187201200020000500044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shulman, L. S. (1986). Paradigms and research programs in the study of teaching: A contemporary perspective. In M. C. Wittrock (Ed.), <i>Handbook of research on teaching</i> (3&ordf; ed.) (pp. 3-36). New York: MacMillan Publishing Company.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0871-9187201200020000500045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sim&otilde;es, G. M. J. (2007). A auto-avalia&ccedil;&atilde;o das escolas e a regula&ccedil;&atilde;o da ac&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica em educa&ccedil;&atilde;o. <i>S&iacute;sifo - Revista de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 04, 39-48. Dispon&iacute;vel em <a href="http://sisifo.fpce.ul" target="_blank">http://sisifo.fpce.ul</a> (acesso em 20 de julho de 2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0871-9187201200020000500046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em Maio/2011</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em Abril/2012</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><Sup><a name="0"></a><a href="#top0">*</a></Sup> O presente estudo foi realizado no quadro do projeto "Sucesso escolar e perfis organizacionais: Um olhar a partir dos relat&oacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o externa"  (FSE/CED/83489/2008), cuja equipa de investiga&ccedil;&atilde;o os autores integraram.</p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> Relat&oacute;rios produzidos &agrave; data do in&iacute;cio do projeto referido na nota anterior.</p>     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> O modelo de avalia&ccedil;&atilde;o externa em vigor no nosso pa&iacute;s &eacute; da responsabilidade da Inspe&ccedil;&atilde;o-Geral da Educa&ccedil;&atilde;o (IGE). Tanto a metodologia como os processos que est&atilde;o subjacentes ao modelo de avalia&ccedil;&atilde;o externa que est&aacute; a ser implementado decorreram da atividade que foi desenvolvida, em 2006, pelo ent&atilde;o designado ‘Grupo de Trabalho para a Avalia&ccedil;&atilde;o das Escolas’. Tratou-se de uma iniciativa promovida pela Administra&ccedil;&atilde;o Central e o modelo de avalia&ccedil;&atilde;o externa proposto e experimentado numa fase-piloto assentou em anteriores experi&ecirc;ncias nacionais, tais como o Programa de Avalia&ccedil;&atilde;o Integrada das Escolas, desenvolvido pela IGE entre 1999 e 2002, mas tamb&eacute;m em experi&ecirc;ncias internacionais, como as metodologias propostas pela European Foundation for Quality Management (EFQM) e pelo projecto da inspe&ccedil;&atilde;o escocesa ‘How Good is Our School’ (IGE, 2009). Da a&ccedil;&atilde;o deste grupo de trabalho resultou um quadro de refer&ecirc;ncia para a avalia&ccedil;&atilde;o externa das escolas.</p>     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> <i>Vide</i> nota 1.</p>     <p><Sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></Sup> A publica&ccedil;&atilde;o do Decreto-Lei n&ordm; 75/2008 veio substituir o "Conselho Executivo" e o "Conselho de Escola" pelas figuras de "Diretor" e "Conselho Geral". &Agrave; data da reda&ccedil;&atilde;o dos relat&oacute;rios em an&aacute;lise no presente estudo (2006/2009), ainda vigoravam, na maior parte das escolas avaliadas, as figuras do "Conselho Executivo" e do "Conselho de Escola", raz&atilde;o pela qual se optou por utilizar ambas as designa&ccedil;&otilde;es quando nos referimos a estes &oacute;rg&atilde;os.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Legisla&ccedil;&atilde;o</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Lei n.&ordm; 31/2002, de 20 de dezembro: aprova o sistema de avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o e do Ensino n&atilde;o Superior, abrangendo a Educa&ccedil;&atilde;o Pr&eacute;-Escolar e os Ensinos B&aacute;sico e Secund&aacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o escolar da rede p&uacute;blica, privada, cooperativa e solid&aacute;ria.</p> </p>      ]]></body><back>
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