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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formação de professores, saberes docentes e práticas educativas: a qualidade da educação infantil como centralidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The article focuses the professional knowledge that permeates the educational practices of teachers of Early Childhood Education in Brazil, who participated in the In-service Training Program “Escola em Movimento: Saberes e Fazeres em Cena”. It emphasizes that the increase in the quality indicators of education presupposes the existence of public policies directed to the monitoring of such indicators, the managers’ and teachers’ training and the offer and maintenance of conditions that enable the teaching and learning processes.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El artículo aborda los saberes docentes que permean las prácticas educativas de profesores en escuelas de Educación Infantil de Brasil, participantes del Programa de Formación Continuada “Escola em Movimento: Saberes e Fazeres em Cena”. Resalta que el aumento de los indicadores de calidad de la educación implica la existencia e implementación de políticas públicas para el monitoreo de dichos indicadores, la formación de gestores y docentes y la oferta y manutención de condiciones que viabilicen los procesos de enseñanza y aprendizaje.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Forma&ccedil;&atilde;o de professores, saberes docentes e pr&aacute;ticas educativas: a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o infantil como centralidade</b></p>     <p><b>Teacher training, professional knowledge and educational practices: the quality of early childhood education</b></p>     <p><b>Formaci&oacute;n de profesores, saberes docentes y pr&aacute;cticas educativas: la calidad de la educaci&oacute;n infantil en cuanto centralidad</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Dirl&eacute;ia Fanfa Sarmento* & Paulo Fossatti**</b></p>     <p>* Centro Universit&aacute;rio La Salle de Canoas, Brasil  </p>     <p>** Universidade do Algarve, Portugal  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O artigo focaliza os saberes docentes que permeiam as pr&aacute;ticas educativas de professores que exercem a doc&ecirc;ncia em escolas de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil no Brasil, participantes do Programa de Forma&ccedil;&atilde;o Continuada "Escola em Movimento: Saberes e Fazeres em Cena". Enfatiza que o aumento nos indicadores de qualidade da educa&ccedil;&atilde;o pressup&otilde;e a exist&ecirc;ncia e efetiva&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas direcionadas para o monitoramento de tais indicadores, a forma&ccedil;&atilde;o dos gestores e docentes e a oferta e manuten&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es que viabilizem os processos de ensino e de aprendizagem.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palavras-chave</b>: Forma&ccedil;&atilde;o de professores; Saberes docentes; Pr&aacute;ticas educativas; Indicadores de qualidade da educa&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The article focuses the professional knowledge that permeates the educational practices of teachers of Early Childhood Education in Brazil, who participated in the In-service Training Program “Escola em Movimento: Saberes e Fazeres em Cena”. It emphasizes that the increase in the quality indicators of education presupposes the existence of public policies directed to the monitoring of such indicators, the managers’ and teachers’ training and the offer and maintenance of conditions that enable the teaching and learning processes.</p>     <p><b>Keywords</b>: Teacher training; Professional knowledge; Educational practices; Quality indicators of education</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p>El art&iacute;culo aborda los saberes docentes que permean las pr&aacute;cticas educativas de profesores en escuelas de Educaci&oacute;n Infantil de Brasil, participantes del Programa de Formaci&oacute;n Continuada “Escola em Movimento: Saberes e Fazeres em Cena”. Resalta que el aumento de los indicadores de calidad de la educaci&oacute;n implica la existencia e implementaci&oacute;n de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para el monitoreo de dichos indicadores, la formaci&oacute;n de gestores y docentes y la oferta y manutenci&oacute;n de condiciones que viabilicen los procesos de ense&ntilde;anza y aprendizaje.</p>     <p><b>Palabras-clave</b>: Formaci&oacute;n de profesores; Saberes docentes; Pr&aacute;cticas educativas; Indicadores de calidad de la educaci&oacute;n </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A universaliza&ccedil;&atilde;o e a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o preocupa&ccedil;&otilde;es mundiais e t&ecirc;m suscitado discuss&otilde;es em diversos segmentos. Exemplo disso s&atilde;o os programas, em n&iacute;vel internacional, desenvolvidos e coordenados pela Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD) com o objetivo de mapear os indicadores que indiquem a efetividade dos sistemas educacionais (Programme for International Student Assessment - PISA) e os ambientes de aprendizagem e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho dos professores (International Research on Teaching and Learning - Talis). No Brasil, al&eacute;m desses programas, coordenados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais "An&iacute;sio Teixeira" (INEP), a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o brasileira tem sido monitorada atrav&eacute;s do Sistema de Avalia&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (SAEB), o qual gera informa&ccedil;&otilde;es sobre a qualidade, a equidade e a efici&ecirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica nacional. Os dados obtidos s&atilde;o traduzidos no &Iacute;ndice de Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (IDEB) e viabilizam a proposi&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, programas e projetos que possam contribuir para a melhoria da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s (Bonamino, 2002).</p>     <p>O Brasil faz parte do grupo de nove pa&iacute;ses que, em conjunto, concentram 67% dos 759 milh&otilde;es de analfabetos do planeta. Juntos, tais pa&iacute;ses somam aproximadamente 3,5 bilh&otilde;es de habitantes (mais de 50% da popula&ccedil;&atilde;o mundial), sendo que, destes, 343 milh&otilde;es t&ecirc;m idade equivalente &agrave; da escolariza&ccedil;&atilde;o inicial (Relat&oacute;rio de Monitoramento dos Objetivos de Educa&ccedil;&atilde;o para Todos, 2010). No que tange a Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, no Brasil ela &eacute; considerada um direito da crian&ccedil;a e uma obriga&ccedil;&atilde;o do Estado, assegurado pela Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, sendo ela definida na Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional (LDB de 1996) como a primeira etapa da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. A crian&ccedil;a n&atilde;o &eacute; obrigada a frequentar, mas o poder p&uacute;blico tem o dever de atend&ecirc;-la. Com a reestrutura&ccedil;&atilde;o do Ensino Fundamental para nove anos (Lei n&ordm; 11.274, de 6 de fevereiro de 2006), a Educa&ccedil;&atilde;o Infantil passou a compreender o atendimento de crian&ccedil;as entre 0 e 5 anos de idade em duas etapas: em creches at&eacute; 3 anos e em pr&eacute;-escolas de 4 a 5 anos. Uma das metas do Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o para o dec&ecirc;nio 2001-2010 era de atender, neste per&iacute;odo, 50% das crian&ccedil;as situadas na faixa et&aacute;ria entre 0-3 anos e 80% das crian&ccedil;as na faixa entre 4-6 anos. Vieira (2010, p. 819), ao analisar tal meta e os dados efetivos da taxa de escolariza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as de 0 a 6 anos, conclui que: </p>     <p>    <blockquote>(...) a taxa de escolariza&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as na faixa de idade de 0 a 6 anos ainda &eacute; baixa, tendo atingido a cobertura de 45,8%, em 2008. No entanto, quando analisamos esse &iacute;ndice de forma desagregada, verificamos que &eacute; cada vez mais generalizado o acesso &agrave; pr&eacute;-escola, para crian&ccedil;as a partir de 4 anos de idade. (...) A propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as, na faixa et&aacute;ria de 4 a 6 anos, que frequentava escola em 2008 alcan&ccedil;ou a m&eacute;dia nacional de 80%, &iacute;ndice que responde com anterioridade &agrave; meta prevista para 2010. (...) desde o in&iacute;cio desta d&eacute;cada, conforme resultados das PNAD/IBGE, o atendimento de crian&ccedil;as de 4 a 6 anos com rendimento m&eacute;dio familiar acima de tr&ecirc;s sal&aacute;rios m&iacute;nimos est&aacute; perto da universaliza&ccedil;&atilde;o.</blockquote></p>     <p>Ter uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade desde a Educa&ccedil;&atilde;o Infantil &eacute; um direito da crian&ccedil;a, pois tal educa&ccedil;&atilde;o poder&aacute; se constituir num entrave ou num facilitador para seu desenvolvimento e aprendizagem no decorrer de sua trajet&oacute;ria escolar. Dessa forma, "(...) &eacute; preciso evitar uma educa&ccedil;&atilde;o pobre para crian&ccedil;as pobres e a redu&ccedil;&atilde;o da qualidade &agrave; medida que se democratiza o acesso" (Brasil, 2001). Vale destacar que os &iacute;ndices obtidos atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o externa que s&atilde;o referenciais em termos de indicadores da qualidade da educa&ccedil;&atilde;o (por ex., a Provinha Brasil, aplicada aos alunos da 4&ordf; s&eacute;rie) s&atilde;o resultados de um processo educacional que teve in&iacute;cio j&aacute; na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil. Portanto, para intervir nestes &iacute;ndices &eacute; preciso um acompanhamento longitudinal das pr&aacute;ticas educativas ao longo do processo de escolariza&ccedil;&atilde;o, tendo como uma das poss&iacute;veis refer&ecirc;ncias a Educa&ccedil;&atilde;o Infantil.</p>     <p>H&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca entre a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o, a qualidade da forma&ccedil;&atilde;o dos professores e de suas pr&aacute;ticas educativas. Implicadas nestas duas dimens&otilde;es est&atilde;o as quest&otilde;es da trajet&oacute;ria e dos saberes docentes mobilizados em tais pr&aacute;ticas. Contudo, devido &agrave; complexidade do processo educativo n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel reduzir a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o somente aos aspectos j&aacute; referidos, sendo necess&aacute;rio identificar e problematizar outras dimens&otilde;es que interferem em tal processo que extrapolam a a&ccedil;&atilde;o do professor. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de professores, o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o, com base na Lei de Diretrizes e Bases da Educa&ccedil;&atilde;o Nacional, salienta que:</p>     <p>    <blockquote>A forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o infantil merecer&aacute; uma aten&ccedil;&atilde;o especial, dada a relev&acirc;ncia de sua atua&ccedil;&atilde;o como mediadores no processo de desenvolvimento e aprendizagem. A qualifica&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para atuar na faixa de 0 a 6 anos inclui o conhecimento das bases cient&iacute;ficas do desenvolvimento da crian&ccedil;a, da produ&ccedil;&atilde;o de aprendizagens e a habilidade de reflex&atilde;o sobre a pr&aacute;tica, de sorte que esta se torne, cada vez mais, fonte de novos conhecimentos e habilidades na educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as. Al&eacute;m da forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica pr&eacute;via, requer-se a forma&ccedil;&atilde;o permanente, inserida no trabalho pedag&oacute;gico, nutrindo-se dele e renovando-o constantemente.</blockquote></p>     <p>Em termos anal&iacute;ticos, neste texto se faz a op&ccedil;&atilde;o em focalizar o Programa de Forma&ccedil;&atilde;o Continuada "Escola em Movimento: Saberes e Fazeres em Cena", direcionando o olhar para os saberes docentes (Tardif, 2010) que permeiam as pr&aacute;ticas educativas de professores que exercem a doc&ecirc;ncia na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil em escolas da rede municipal da cidade de Canoas, participantes deste Programa. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), Canoas possui 323.827 habitantes (Censo 2010), sendo a quarta cidade com maior popula&ccedil;&atilde;o do Estado do Rio Grande do Sul (Brasil). Na rede municipal de ensino p&uacute;blico, 42 escolas s&atilde;o de Ensino Fundamental e 31 de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil. O n&uacute;mero de escolas infantis n&atilde;o atende a demanda existente, sendo que v&aacute;rias crian&ccedil;as ainda n&atilde;o possuem acesso a Educa&ccedil;&atilde;o Infantil. A realidade s&oacute;cio-econ&ocirc;mica das fam&iacute;lias cujos filhos estudam em tais escolas &eacute; diversa, sendo que &eacute; poss&iacute;vel constatar desde fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade social at&eacute; fam&iacute;lias com um n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico privilegiado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um dos desafios assumidos pela atual gest&atilde;o municipal, no &acirc;mbito da educa&ccedil;&atilde;o, &eacute; atingir as metas nacionais projetadas relativas ao IDEB. Dessa forma, com base na an&aacute;lise dos resultados do IDEB obtidos por cada uma das escolas de Ensino Fundamental da rede, foram delineadas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas visando o aprimoramento da qualidade de ensino no munic&iacute;pio. Dentre tais pol&iacute;ticas, destacam-se os investimentos: na amplia&ccedil;&atilde;o e revitaliza&ccedil;&atilde;o das escolas de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil e Ensino Fundamental; na valoriza&ccedil;&atilde;o do magist&eacute;rio, a partir da reestrutura&ccedil;&atilde;o do plano de carreira; na forma&ccedil;&atilde;o de professores e gestores; e na pesquisa, estabelecendo uma parceria com a universidade. Nesse cen&aacute;rio se situa o Programa de Forma&ccedil;&atilde;o Continuada "Escola em Movimento: Saberes e Fazeres em Cena".</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Programa de Forma&ccedil;&atilde;o Continuada "Escola em Movimento: Saberes e Fazeres em Cena": contexto da proposta</b></p>     <p>O Programa de Forma&ccedil;&atilde;o Continuada "Escola em Movimento: Saberes e Fazeres em Cena"<sup><a href="#1">1</a></sup><a name="top1"></a> &eacute; um programa de forma&ccedil;&atilde;o que faz parte de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica municipal cujos participantes s&atilde;o os profissionais que atuam em escolas da rede municipal da cidade de Canoas. Em sua primeira edi&ccedil;&atilde;o, contempla 84 diretores e vice-diretores, 22 orientadores, 22 supervisores e 351 professores que atuam na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil e Ensino Fundamental. Ao se contemplar no Programa todos estes atores, parte-se do princ&iacute;pio de que o aprimoramento dos processos e pr&aacute;ticas educativas &eacute; um compromisso que deve ser assumido por toda a comunidade educativa. Objetiva "Propor espa&ccedil;os formativos que viabilizem a reflex&atilde;o, a avalia&ccedil;&atilde;o e a proje&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de car&aacute;ter intervencionista para qualificar as pr&aacute;ticas dos gestores e professores visando &agrave; melhoria dos indicadores de desempenho dos alunos da Rede Municipal de Canoas". Tem como eixos estruturantes, dentre outros, os seguintes conceitos e pressupostos: a epistemologia da pr&aacute;tica, o professor reflexivo e a escola reflexiva (Alarc&atilde;o, 1996, 2001; Sch&ouml;n, 1992, 2000); a auto-hetero observa&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o educativa (Ribeiro Gon&ccedil;alves, 1993, 2006, 2010a, 2010b); os saberes docentes (Tardif, 2010); a pesquisa-a&ccedil;&atilde;o colaborativa (Franco, 2005; Kemmis &amp; McTaggart, 1992; Monceau, 2005; Pimenta, 2005; Lewin, 2006); e a inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica (Carbonell, 2002; Correia, 1991).</p>     <p>O modelo formativo est&aacute; fundamentado em quatro pilares que se interrelacionam dialogicamente: auto-hetero observa&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o educativa; identifica&ccedil;&atilde;o de necessidades e proje&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de forma&ccedil;&atilde;o individual e coletiva; interven&ccedil;&atilde;o no contexto educativo; e investiga&ccedil;&atilde;o sobre a pr&aacute;tica educativa. Um dos objetivos da observa&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o educativa &eacute; possibilitar a emerg&ecirc;ncia de uma pr&aacute;tica cada vez mais s&oacute;lida e adequada ao real atrav&eacute;s do ciclo de observar para diagnosticar, diagnosticar para avaliar, avaliar para decidir e decidir para atuar. A complexidade da rela&ccedil;&atilde;o educativa convida a refletir sobre e tentar compreender as diferentes vari&aacute;veis que interferem em sua qualidade. Dessa forma, a observa&ccedil;&atilde;o (seja auto ou hetero-observa&ccedil;&atilde;o) e  a partilha de seu conte&uacute;do viabiliza a avalia&ccedil;&atilde;o, que, por sua vez, se entendida num sentido formativo, possibilita  a identifica&ccedil;&atilde;o de tem&aacute;ticas a serem inclu&iacute;das no projeto formativo de cada um dos atores que atuam no contexto educativo e a proje&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de forma&ccedil;&atilde;o individual e coletiva.</p>     <p>Existe uma rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca entre investiga&ccedil;&atilde;o, inova&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o, tal como aponta Ribeiro Gon&ccedil;alves (2010b). Assim, para que o professor seja um profissional reflexivo, inovador e criativo em seu fazer pedag&oacute;gico, &eacute; necess&aacute;rio que ele se constitua num investigador de si mesmo e dos contextos em que atua, comprendidos em suas dimens&otilde;es micro e macro estruturais. Esse olhar reflexivo sobre si mesmo pode contribuir para a tomada de consci&ecirc;ncia das suas a&ccedil;&otilde;es, viabilizando a identifica&ccedil;&atilde;o das raz&otilde;es organizativas que mobilizam determinados comportamentos no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia.  Este argumento coincide com o que Hedges (2012) recentemente apontou como fundamentos dos conhecimentos que os professores utilizam nas suas tomadas de decis&atilde;o e, consequentemente, na organiza&ccedil;&atilde;o das suas pr&aacute;ticas. Nesse texto s&atilde;o apontadas v&aacute;rias dimens&otilde;es que contribuem para a constru&ccedil;&atilde;o dos saberes do professor e entre as quais destacamos: conhecimentos provenientes da viv&ecirc;ncia familiar; valores e cren&ccedil;as do professor; influ&ecirc;ncias das experi&ecirc;ncias vividas durante a sua forma&ccedil;&atilde;o escolar; e conhecimentos constru&iacute;dos nos processos de forma&ccedil;&atilde;o inicial e continuada.</p>     <p>Todas as a&ccedil;&otilde;es formativas s&atilde;o acompanhadas por investiga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a> conduzidas por pesquisadores que exercem a doc&ecirc;ncia no Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o do Centro Universit&aacute;rio La Salle, mestrandos e graduandos bolsistas de inicia&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica participantes do grupo de pesquisa, coordenado por uma das autoras deste texto, denominado "Pr&aacute;ticas Educativas e Indicadores de Qualidade da Educa&ccedil;&atilde;o".</p>     <p>O escopo atual<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a> do Programa est&aacute; estruturado em tr&ecirc;s ciclos formativos que, numa vis&atilde;o de espiral, t&ecirc;m como cerne a rela&ccedil;&atilde;o dial&oacute;gica entre a pr&aacute;tica educativa, a investiga&ccedil;&atilde;o e a forma&ccedil;&atilde;o. No ciclo formativo 1, equivalente a 180 horas, os professores s&atilde;o instrumentalizados para se constitu&iacute;rem em investigadores de sua pr&oacute;pria pr&aacute;tica, revisitar seus saberes e redimensionar o seu fazer pedag&oacute;gico. Entram em cena os encontros formativos, espa&ccedil;os estes de reflex&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico-metodol&oacute;gica. Este processo se efetiva com o acompanhamento dos pesquisadores e demais profissionais que tematizam conte&uacute;dos formativos espec&iacute;ficos, os quais possuem a fun&ccedil;&atilde;o de assessorar o professor no processo de reflex&atilde;o sobre o seu fazer pedag&oacute;gico cotidiano. Os professores, dependendo do n&iacute;vel e ano que exercem a doc&ecirc;ncia, s&atilde;o organizados em grupos de forma&ccedil;&atilde;o, de forma a se atender as caracter&iacute;sticas e especificidades relativas a cada ano. No ciclo formativo 2, com 375 horas, realizado no formato de curso de especializa&ccedil;&atilde;o, <i>lato sensu</i>, os professores elegem um dos eixos tem&aacute;ticos investigativos elencados  problematizando-o de forma sistem&aacute;tica e cient&iacute;fica e apresentando suas reflex&otilde;es dentro de um projeto de pesquisa estruturado, o qual ser&aacute; transformado na monografia de conclus&atilde;o de curso. No ciclo formativo 3, em n&iacute;vel de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, <i>stricto sensu</i>, os professores aprovados no processo seletivo do Curso Mestrado em Educa&ccedil;&atilde;o oferecido pelo Unilasalle recebem bolsa integral financiada pela Prefeitura Municipal para realizar seus estudos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Metodologia</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo investigativo realizado com as professoras da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil situa-se no campo da pesquisa-a&ccedil;&atilde;o colaborativa, tendo por base a defini&ccedil;&atilde;o de Franco (2005, pp. 485-485), a qual explica que</p>     <p>    <blockquote>(...) quando a busca de transforma&ccedil;&atilde;o &eacute; solicitada pelo grupo de refer&ecirc;ncia &agrave; equipe de pesquisadores, a pesquisa tem sido conceituada como pesquisa-a&ccedil;&atilde;o colaborativa, em que a fun&ccedil;&atilde;o do pesquisador ser&aacute; a de fazer parte e cientificizar um processo de mudan&ccedil;a anteriormente desencadeado pelos sujeitos do grupo.</blockquote></p>     <p>E, mais especificamente, na dimens&atilde;o da pesquisa-a&ccedil;&atilde;o enquanto postura que alimenta a no&ccedil;&atilde;o de pesquisa como forma de compromisso pol&iacute;tico, de pensamento cr&iacute;tico sobre o poder e seus privil&eacute;gios, de promover as rela&ccedil;&otilde;es colaborativas como pano de fundo para a constitui&ccedil;&atilde;o de comunidades de aprendizagem envolvidas na mudan&ccedil;a e qualidade das pr&aacute;ticas e dos sistemas educativos (Brydon-Miller &amp; Maguire, 2009). Esta perspectiva sustenta e constituiu-se como exig&ecirc;ncia para a organiza&ccedil;&atilde;o dos encontros reflexivos e formativos descritos neste texto.</p>     <p>Dessa forma, a pesquisa ampara-se num conjunto de estudos j&aacute; realizados tendo como foco a rede municipal de ensino de Canoas (Sarmento, Pauly, Nogueira, &amp; Fossatti, 2009; Rapoport, Sarmento, Nornberg, &amp; Pacheco, 2008; Sarmento &amp; Rapoport, 2009a, 2009b) e em pressupostos de autores tais como Fullan e Hargreaves (2000), Tardif (2010) e Pimenta (2005), que sinalizam para a import&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o continuada e das concep&ccedil;&otilde;es e saberes docentes. A op&ccedil;&atilde;o pela pesquisa a&ccedil;&atilde;o se justifica por seu car&aacute;ter de implica&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o da realidade por parte dos pesquisadores envolvidos, pois: "Se algu&eacute;m opta por trabalhar com pesquisa-a&ccedil;&atilde;o, por certo tem a convic&ccedil;&atilde;o de que a pesquisa e a&ccedil;&atilde;o podem e devem caminhar juntas quando se pretende a transforma&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica" (Franco, 2005, p. 485). Para  Kemmis e McTaggart (1992), realizar pesquisa-a&ccedil;&atilde;o, implica planejamento, a&ccedil;&atilde;o, observa&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o cuidadosa, sistem&aacute;tica e regular, para al&eacute;m da observa&ccedil;&atilde;o da vida cotidiana. Para eles, ao pesquisador envolvido com pesquisa-a&ccedil;&atilde;o competem quatro tarefas b&aacute;sicas, a saber: o plano &eacute; a&ccedil;&atilde;o organizada e antecipa a a&ccedil;&atilde;o; a a&ccedil;&atilde;o &eacute; deliberada e controlada; a observa&ccedil;&atilde;o tem fun&ccedil;&atilde;o de documentar os efeitos da a&ccedil;&atilde;o criticamente informada; e a reflex&atilde;o rememora a a&ccedil;&atilde;o tal como tem ficado registrada pela observa&ccedil;&atilde;o, sendo, contudo, tamb&eacute;m um elemento ativo.</p>     <p>Kemmis e McTaggart (1992) sugerem a efetiva&ccedil;&atilde;o de quatro etapas na pesquisa-a&ccedil;&atilde;o: 1) diagn&oacute;stico-reconhecimento e fortalecimento de identidade de grupo; 2) planejamento das a&ccedil;&otilde;es; 3) aplica&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de a&ccedil;&atilde;o, processo de observa&ccedil;&atilde;o-registro; e 4) avalia&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o e reorganiza&ccedil;&atilde;o. Considerando que a pesquisa est&aacute; em desenvolvimento, neste texto s&atilde;o apresentados os dados coletados relativos &agrave;s duas primeiras etapas da investiga&ccedil;&atilde;o j&aacute; realizadas, a saber:</p>     <p>    <blockquote>a)   <i>1&ordf; Etapa: Diagn&oacute;stico-reconhecimento e fortalecimento de identidade de grupo</i>. O trabalho com o coletivo de participantes do estudo &eacute; um dos aspectos fundamentais na pesquisa-a&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, nesta etapa do estudo, foram realizados dois encontros formativos, com dura&ccedil;&atilde;o de 3 horas cada. O objetivo do Encontro I foi a integra&ccedil;&atilde;o entre as professoras e o desenvolvimento do sentimento de perten&ccedil;a ao processo investigativo. A integra&ccedil;&atilde;o e o sentimento de perten&ccedil;a s&atilde;o pr&eacute;-requisitos para o engajamento na pesquisa, incidindo sobre os resultados almejados. Os pesquisadores apresentaram o projeto de pesquisa e, posteriormente, aplicaram um question&aacute;rio para caracterizar as participantes do estudo, mapear as caracter&iacute;sticas, as peculiaridades, as necessidades e as tend&ecirc;ncias que orientam o fazer pedag&oacute;gico em cada uma das escolas envolvidas. No Encontro II os dados coletados atrav&eacute;s do question&aacute;rio foram socializados e analisados em conjunto com as professoras. Tamb&eacute;m foram discutidos os Referenciais Curriculares Nacionais da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil.</p>     <p>b)   <i>2&ordf; Etapa: Planejamento das a&ccedil;&otilde;es</i>. A proposi&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os formativos ganha centralidade nesta segunda etapa. Nesta etapa, foram socializados e discutidos com o grupo de professoras os dados coletados atrav&eacute;s do question&aacute;rio. Com base nas reflex&otilde;es oriundas deste momento, foi planejada coletivamente a primeira etapa das a&ccedil;&otilde;es formativas, tendo por base as demandas das professoras mencionadas no question&aacute;rio. &Eacute; importante trazer &agrave; tona a posi&ccedil;&atilde;o de N&oacute;voa (1999, p. 26) quando enfatiza que: "A forma&ccedil;&atilde;o de professores &eacute;, provavelmente, a &aacute;rea mais sens&iacute;vel das mudan&ccedil;as em curso no setor educativo: aqui n&atilde;o se formam apenas profissionais; aqui se produz uma profiss&atilde;o".</blockquote></p>     <p>Foram planejados tr&ecirc;s minicursos, com dura&ccedil;&atilde;o de 12 horas cada, os quais contemplaram aspectos relativos ao planejamento da a&ccedil;&atilde;o educativa, a alfabetiza&ccedil;&atilde;o e letramento na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil e a inser&ccedil;&atilde;o das tecnologias no contexto educacional. Os minicursos se constitu&iacute;ram em espa&ccedil;os privilegiados para a reflex&atilde;o cr&iacute;tica das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas no contexto da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, assim como para o desenvolvimento de estrat&eacute;gias para a formula&ccedil;&atilde;o de projetos e a&ccedil;&otilde;es a serem implementados no cotidiano educacional.  Assim,  os professores n&atilde;o s&atilde;o considerados como meros consumidores de forma&ccedil;&atilde;o, mas como solicitadores de forma&ccedil;&atilde;o e capazes de se apropriarem e conduzirem as suas pr&aacute;ticas profissionais e agendas de desenvolvimento (Ribeiro Gon&ccedil;alves, 2010a). N&atilde;o basta formar professores. &Eacute; necess&aacute;rio dar-lhes oportunidades de gostarem de ser professores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Campo emp&iacute;rico e participantes do estudo</b></p>     <p>O campo emp&iacute;rico do estudo s&atilde;o 31 escolas de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, as quais atendem crian&ccedil;as de 0 a 5 anos. Grande parte destas escolas est&aacute; situada em bairros da periferia da cidade e atendem crian&ccedil;as provenientes de fam&iacute;lias com baixo n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico. Participam do Programa de Forma&ccedil;&atilde;o Continuada 26 professoras que atuam na pr&eacute;-escola, situadas na faixa et&aacute;ria entre 24 e 65 anos, sendo que 69% (18) das professoras se encontram entre 24 e 37 anos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; maior titula&ccedil;&atilde;o obtida, 27% (7) possuem ensino m&eacute;dio, 46% (12) gradua&ccedil;&atilde;o e 27% (7) especializa&ccedil;&atilde;o, <i>lato sensu.</i> Quanto ao n&uacute;mero de horas que atuam na Escola de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, constata-se que 92% (24) possuem 30 horas. No que se refere ao tempo de doc&ecirc;ncia na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, 69% (18) possuem entre 1 a 10 anos de experi&ecirc;ncia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Instrumentos para coleta de dados</b></p>     <p>Para a coleta de dados foi utilizado um question&aacute;rio contendo quest&otilde;es abertas e fechadas, as quais foram categorizadas nas seguintes dimens&otilde;es: a) biografia profissional; b) representa&ccedil;&otilde;es sobre o contexto escolar; e c) concep&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas cotidianas.  Importante destacar que, ao ser utilizado o question&aacute;rio, os pesquisadores tiveram presente, a partir do que colocam Laville e Dionne (1999),  Marconi e Lakatos (2006) e Gil (2007),  as limita&ccedil;&otilde;es e possibilidades da utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de instrumento. Quanto as limita&ccedil;&otilde;es, no que se refere a pesquisa em foco, destaca-se a necessidade de aprofundar algumas dimens&otilde;es presentes em algumas respostas, a fim de ser poss&iacute;vel explorar com mais profundidade o conte&uacute;do manifesto. A supera&ccedil;&atilde;o de tal limita&ccedil;&atilde;o se dar&aacute; nas etapas posteriores, com a utiliza&ccedil;&atilde;o de outros instrumentos de coleta de dados, tais como a entrevista e a observa&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas cotidianas.</p>     <p>Para a an&aacute;lise dos dados coletados foi utilizada a t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do proposta por Bardin. Tal an&aacute;lise integra um conjunto de t&eacute;cnicas que possibilitam, atrav&eacute;s de procedimentos sistem&aacute;ticos de descri&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do, a realiza&ccedil;&atilde;o de infer&ecirc;ncias acerca da produ&ccedil;&atilde;o e/ou recep&ccedil;&atilde;o de determinada mensagem (Bardin, 1988).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></p>     <p>A Educa&ccedil;&atilde;o Infantil &eacute; uma fase escolar fundamental para as crian&ccedil;as, principalmente no que se refere &agrave; potencializa&ccedil;&atilde;o dos processos de desenvolvimento e aprendizagem e, por isso, tem merecido aten&ccedil;&atilde;o especial por parte dos governantes, em seus diferentes n&iacute;veis, das escolas, dos professores e de pesquisadores, dentre outros. Fica claro que a Educa&ccedil;&atilde;o Infantil tem especifica&ccedil;&otilde;es distintas dos outros n&iacute;veis de ensino, sendo necess&aacute;rio que os seus movimentos contemplem essas particularidades. No entender de Barbosa (2006, p. 25):</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>    <blockquote>(...) as pedagogias da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil t&ecirc;m como centro de sua teoriza&ccedil;&atilde;o a educa&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as pequenas, situando-a tanto em sua constru&ccedil;&atilde;o como um sujeito de rela&ccedil;&otilde;es, inserido em uma cultura, em uma sociedade, em uma economia e com formas espec&iacute;ficas de pensar e expressar-se, quanto, tamb&eacute;m, como proposi&ccedil;&otilde;es instrumentais em rela&ccedil;&atilde;o aos aspectos internos, ao funcionamento institucional e aos projetos educacionais, isto &eacute;, seus aspectos did&aacute;ticos como, por exemplo, os programas, as estrat&eacute;gias, os objetivos, a avalia&ccedil;&atilde;o, a defini&ccedil;&atilde;o dos usos do tempo e espa&ccedil;o, sua organiza&ccedil;&atilde;o, suas pr&aacute;ticas, seus discursos, enfim, sua rotina.</blockquote></p>     <p>Com base na coloca&ccedil;&atilde;o de Barbosa sobre as pedagogias da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, e tendo presente que tais pedagogias s&atilde;o materializadas pelos docentes que atuam nesta etapa educativa, &eacute; necess&aacute;rio questionar que saberes (experienciais, curriculares, disciplinares e de forma&ccedil;&atilde;o profissional) s&atilde;o mobilizados em suas pr&aacute;ticas educativas. Conforme Tardif (2010, p. 11):</p>     <p>    <blockquote>(...) o saber &eacute; sempre o saber de algu&eacute;m que trabalha alguma coisa no intuito de realizar um objetivo qualquer. Al&eacute;m disso, o saber n&atilde;o &eacute; uma coisa que flutua no espa&ccedil;o: o saber dos professores &eacute; o saber deles e est&aacute; relacionado com a pessoa e a identidade deles, com a sua experi&ecirc;ncia de vida e com a sua hist&oacute;ria profissional, com as suas rela&ccedil;&otilde;es com os alunos em sala de aula e com os outros atores escolares na escola, etc. Por isso &eacute; necess&aacute;rio estud&aacute;-lo relacionando-o com esses elementos constitutivos do trabalho docente.</blockquote></p>     <p>Nesse sentido, Tardif faz men&ccedil;&atilde;o &agrave;quilo que ele denomina como sendo a "epistemologia da pr&aacute;tica profissional", ou seja, o "estudo do conjunto dos saberes utilizados <i>realmente</i> pelos profissionais em seu espa&ccedil;o de trabalho cotidiano para desempenhar todas as suas tarefas" (Tardif, 2002, p. 225, grifo do autor). Considerando as professoras como produtoras de saberes e que tais saberes s&atilde;o norteadores de suas pr&aacute;ticas, o conhecimento de "quem &eacute; esse profissional, sua trajet&oacute;ria escolar, sua forma&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, como ele se desenvolve ao longo de sua trajet&oacute;ria profissional &eacute; (...) de fundamental import&acirc;ncia quando se pensa em oferecer um ensino de qualidade" (Mizukami, 1996, p. 60). Nessa perspectiva, na sequ&ecirc;ncia, s&atilde;o apresentados saberes que traduzem as concep&ccedil;&otilde;es das professoras da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, participantes da pesquisa. </p>     <p>As respostas das professoras sobre os motivos que influenciaram na <i>op&ccedil;&atilde;o pela doc&ecirc;ncia</i> podem ser agrupadas nas seguintes categorias: a) 46% (12) o gosto e prazer por ensinar; 19% (5) a influ&ecirc;ncia de figuras parentais ou de pessoas de refer&ecirc;ncia (professores, colegas); 19% (5) o amor e o gostar de crian&ccedil;as; 12% (3) a voca&ccedil;&atilde;o; e 4% (1) a necessidade de inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho. A id&eacute;ia do magist&eacute;rio como voca&ccedil;&atilde;o remete a constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da pr&oacute;pria profiss&atilde;o. Ou seja, conforme salienta N&oacute;voa (1999, p. 15): "Inicialmente, a fun&ccedil;&atilde;o docente desenvolveu-se de forma subsidi&aacute;ria e n&atilde;o especializada, constituindo uma ocupa&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria de religiosos ou leigos das mais diversas origens". Assim: "A g&ecirc;nese da profiss&atilde;o de professor tem lugar no seio de algumas congrega&ccedil;&otilde;es religiosas, que se transformaram em verdadeiras congrega&ccedil;&otilde;es docentes" (<i>ibidem</i>). Apesar de todas as discuss&otilde;es acerca da constitui&ccedil;&atilde;o e da profissionaliza&ccedil;&atilde;o docente, ainda se constata que a vis&atilde;o do professor como algu&eacute;m vocacionado se encontra arraigada entre aqueles que optam por esta profiss&atilde;o, conforme ilustra a fala da professora 23:  "&Eacute; voca&ccedil;&atilde;o (...) desde crian&ccedil;a sempre tive vontade de lecionar e ajudar as pessoas em suas dificuldades (...) cresci auxiliando as professoras at&eacute; me formar no magist&eacute;rio e ter a minha pr&oacute;pria turma".</p>     <p>Os fatores mais citados pelas professoras que <i>interferem no exerc&iacute;cio da a&ccedil;&atilde;o profissional </i>s&atilde;o: forma&ccedil;&atilde;o inicial e continuada (19); condi&ccedil;&otilde;es e ambiente de trabalho adequado &agrave;s necessidades e exig&ecirc;ncias da a&ccedil;&atilde;o docente (19); remunera&ccedil;&atilde;o (8); recursos materiais (6); e parceria com a fam&iacute;lia (5). Do conjunto de professoras, 46% (12) mencionam que n&atilde;o encontram dificuldades para exercer sua fun&ccedil;&atilde;o como professora na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil. As professoras que dizem encontrar dificuldades justificam suas respostas explicando que tais dificuldades s&atilde;o oriundas: da aus&ecirc;ncia de espa&ccedil;os e tempos, dentro do hor&aacute;rio de trabalho, para o estudo e o planejamento da a&ccedil;&atilde;o educativa; da car&ecirc;ncia de subs&iacute;dios did&aacute;tico-pedag&oacute;gicos (materiais, livros, recursos); da necessidade de se ter um profissional de apoio atuando junto com a professora titular da turma; e do n&uacute;mero elevado de alunos por turma. Os fragmentos a seguir ilustram tais posi&ccedil;&otilde;es:</p>     <p>    <blockquote>Preciso ter mais forma&ccedil;&atilde;o. O que fazer com crian&ccedil;as que necessitam de uma ajuda psicopedag&oacute;gica?. (...) acho que as escolas de educa&ccedil;&atilde;o infantil oferecem pouco amparo ao profissional da sala de aula (Professora 8).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sinto falta de um profissional que auxilie na organiza&ccedil;&atilde;o da sala, pois o pr&oacute;prio professor al&eacute;m de dar conta da parte pedag&oacute;gica, como plano, anota&ccedil;&otilde;es, aplica&ccedil;&otilde;es das atividades, ainda precisa auxiliar as crian&ccedil;as em tudo, desde do banheiro, limpeza da sala , socorrer em caso de acidente e mediando conflitos (Professora 12).</p>     <p>&Agrave;s vezes encontramos nossos contratempos por n&atilde;o possuir espa&ccedil;o para planejar nem estudar (no hor&aacute;rio de trabalho), falta incentivos como a qualidade do tempo oferecido, faltando muitas vezes os materiais que a educadora acaba comprando para n&atilde;o deixar de fazer (Professora 26).</blockquote></p>     <p>&Eacute; poss&iacute;vel observar a &ecirc;nfase dada pelas professoras &agrave; forma&ccedil;&atilde;o docente como um dos fatores que interfere no exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia.  Sem d&uacute;vida, n&atilde;o &eacute; mais poss&iacute;vel conceber que o professor, na contemporaneidade, possa ter o mesmo perfil de &eacute;pocas passadas, em que o dom&iacute;nio de um conjunto de conhecimentos e de determinadas t&eacute;cnicas era o suficiente para exercer o of&iacute;cio de professor. Carrolo (1997, p. 30), ao se referir &agrave; profissionaliza&ccedil;&atilde;o docente, enfatiza que "esta profiss&atilde;o &eacute; altamente complexa e especializada, n&atilde;o s&oacute; quanto ao seu saber profissional espec&iacute;fico e &agrave; forma como &eacute; avaliada a sua legitima&ccedil;&atilde;o, como quanto ao seu processo de forma&ccedil;&atilde;o/socializa&ccedil;&atilde;o inicial". Redin (2000, p. 50) salienta que: "Por ser Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, um espa&ccedil;o e tempo pedag&oacute;gico, tem ela uma fun&ccedil;&atilde;o educativa expl&iacute;cita, organizada, que exige a&ccedil;&atilde;o de profissionais especificamente preparados". No entender do autor:</p>     <p>    <blockquote>O profissional da educa&ccedil;&atilde;o infantil dever&aacute; ter um preparo especial, porque para a inf&acirc;ncia exige o melhor do que dispomos. Mesmo porque, na rela&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica, n&atilde;o basta estar presente para ser um bom companheiro. Dever&aacute; ter um dom&iacute;nio dos conhecimentos cient&iacute;ficos b&aacute;sicos, tanto quanto conhecimentos necess&aacute;rios para o trabalho com a crian&ccedil;a pequena (conhecimentos de sa&uacute;de, higiene, psicologia, antropologia e hist&oacute;ria, linguagem, brinquedos e das m&uacute;ltiplas formas humanas, de desenvolvimento f&iacute;sico e das quest&otilde;es de atendimento em situa&ccedil;&otilde;es de necessidades especiais). Precisa ainda ter sob controle seu pr&oacute;prio desenvolvimento, bem como estar em constante processo de constru&ccedil;&atilde;o de seus pr&oacute;prios conhecimentos. Ter elaborado, maduramente, a quest&atilde;o de seus valores, cultura, classe social, hist&oacute;ria de vida, etnia, religi&atilde;o e sexo (Redin, 2000, p. 51).</blockquote></p>     <p>A boa conviv&ecirc;ncia no local de trabalho – 54% (14) – e as rela&ccedil;&otilde;es colaborativas entre os profissionais que atuam na escola – 46% (12) – s&atilde;o pontos considerados satisfat&oacute;rios para o grupo de professoras. Contudo, no entender de 50% (13) das professoras, a escola poderia envolver mais a comunidade local nas suas a&ccedil;&otilde;es educativas.</p>     <p>Quanto &agrave;s caracter&iacute;sticas da crian&ccedil;a que frequenta a Educa&ccedil;&atilde;o Infantil, as mais indicadas nas respostas das professoras s&atilde;o: curiosidade e vontade de aprender (24); alegria (9); afetividade (8); criatividade (6); e autenticidade (5). Chama a aten&ccedil;&atilde;o o fato de que o brincar foi citado somente por uma professora. Tal fato remete a discuss&atilde;o tanto sobre o papel do brincar, quanto &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es que foram ocorrendo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferentes representa&ccedil;&otilde;es sociais da inf&acirc;ncia, pois tais no&ccedil;&otilde;es foram se constituindo e se configuram em conson&acirc;ncia com o contexto s&oacute;cio-cultural, pol&iacute;tico e econ&ocirc;mico vigentes em determinada sociedade. Relacionada &agrave; concep&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;a e inf&acirc;ncia, emerge a forma de se pensar o brincar e o papel por ele ocupado no desenvolvimento infantil. Nesta perspectiva, Moyles (2002, p. 11) questiona:</p>     <p>    <blockquote>(...) ser&aacute; que brincar &eacute; verdadeiramente valorizado por aqueles envolvidos na educa&ccedil;&atilde;o e na cria&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as pequenas? Com que frequ&ecirc;ncia o brincar e a escolha dos materiais l&uacute;dicos s&atilde;o reservados como uma atividade para depois de as crian&ccedil;as terminarem o "trabalho", reduzindo tanto seu impacto quanto seu efeito sobre o desenvolvimento da crian&ccedil;a? Quantas crian&ccedil;as chegam &agrave; escola maternal incapazes de envolver-se no brincar, em virtude de uma educa&ccedil;&atilde;o passiva que visa o brincar como uma atividade barulhenta, desorganizada e desnecess&aacute;ria? (grifo da autora).</blockquote></p>     <p>Atrav&eacute;s do brincar, a crian&ccedil;a (re)organiza sua realidade e desenvolve sua criatividade, identidade, autonomia, imita&ccedil;&atilde;o, mem&oacute;ria e imagina&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m amadurece suas capacidades de socializa&ccedil;&atilde;o, por meio da intera&ccedil;&atilde;o e da experimenta&ccedil;&atilde;o de regras e pap&eacute;is sociais. Conforme Vygotsky (1991, p. 110): "&Eacute; no brinquedo que a crian&ccedil;a aprende a agir numa esfera cognitiva, ao inv&eacute;s de numa esfera visual externa, dependendo das motiva&ccedil;&otilde;es e tend&ecirc;ncias internas, e n&atilde;o dos incentivos fornecidos pelos objetos externos". Os objetos, continua o autor, "(...) perdem sua for&ccedil;a determinadora. A crian&ccedil;a v&ecirc; um objeto, mas age de maneira diferente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quilo que ela v&ecirc;. Assim, &eacute; alcan&ccedil;ada uma condi&ccedil;&atilde;o em que a crian&ccedil;a come&ccedil;a a agir independentemente daquilo que ela v&ecirc;" (<i>ibidem</i>). Ou seja, a a&ccedil;&atilde;o no brinquedo &eacute; distinta da a&ccedil;&atilde;o na vida real porque: "No brinquedo, a a&ccedil;&atilde;o est&aacute; subordinada ao significado; j&aacute;, na vida real, obviamente a a&ccedil;&atilde;o domina o significado (Vygotsky, 1991, p. 116). O brincar viabiliza a cria&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es imagin&aacute;rias e, atrav&eacute;s delas, a crian&ccedil;a atribui novos significados aos objetos e norteia sua a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o mais a partir do percebido, mas sim do imaginado. Tal a&ccedil;&atilde;o exige e possibilita &agrave; crian&ccedil;a o controle volunt&aacute;rio de suas a&ccedil;&otilde;es e o desenvolvimento do pensamento abstrato. Para que a crian&ccedil;a possa brincar, &eacute; necess&aacute;rio que sejam assegurados tempos e espa&ccedil;os (Redin, 2000), pois &eacute; comum o cerceamento desses espa&ccedil;os e tempos em detrimento de atividades consideradas "s&eacute;rias". Assim, ao negar o direito ao brincar, tamb&eacute;m se negam as possibilidades de, atrav&eacute;s desse brincar, a crian&ccedil;a vivenciar plenamente sua inf&acirc;ncia (Sarmento &amp; Rapoport, 2009b).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O brincar &eacute; uma das linguagens utilizadas pela crian&ccedil;a para manifestar e comunicar suas id&eacute;ias e sentimentos. Al&eacute;m do brincar, outras linguagens  foram se desenvolvendo, antes mesmo da crian&ccedil;a <i>tornar-se aluno</i> e ingressar no ensino formal, como por exemplo a linguagem pl&aacute;stico-visual (desenho, pintura, modelagem), linguagem sonoro-visual (m&uacute;sica), linguagem gestual-corporal (dan&ccedil;a, dramatiza&ccedil;&atilde;o) (Junqueira Filho, 2005). Nesse sentido, entende-se que &eacute; fun&ccedil;&atilde;o da escola propiciar um ambiente alfabetizador para que a crian&ccedil;a possa desenvolver as diversas linguagens. Dessa forma, os modos de compreens&atilde;o dos pais e educadoras que atuam no contexto da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil sobre o brincar e demais linguagens infantis trazem implica&ccedil;&otilde;es para as pr&aacute;ticas educativas direcionadas &agrave; inf&acirc;ncia que, em decorr&ecirc;ncia, podem contribuir ou n&atilde;o para o desenvolvimento das capacidades e potencialidades da crian&ccedil;a.</p>     <p>Na &oacute;tica de 92% (24) das professoras, as crian&ccedil;as s&atilde;o protagonistas no ambiente escolar, sendo que 100% delas destacam que as situa&ccedil;&otilde;es de atividades propiciadas valorizam a autonomia e os conhecimentos pr&eacute;vios infantis, 92% (24) enfatizam que as crian&ccedil;as s&atilde;o consultadas sobre a qualidade das aulas e 96% (25) salientam que os temas a serem trabalhados s&atilde;o antecipados aos alunos. M&uuml;ller e Redin (2007, p. 17) evidenciam que: "Nas atividades e na forma de planej&aacute;-las e acompanh&aacute;-las, est&atilde;o presentes suas concep&ccedil;&otilde;es de inf&acirc;ncia, de educa&ccedil;&atilde;o, de ensino, de aprendizagem, ou seja, de cultura". Por ser a inf&acirc;ncia uma constru&ccedil;&atilde;o social, ela sofre altera&ccedil;&otilde;es com o passar do tempo. &Eacute; na modernidade que surge a id&eacute;ia de inf&acirc;ncia e de crian&ccedil;a veiculada na atualidade. Moraes (2004, p. 2) destaca a evolu&ccedil;&atilde;o da sociedade e, juntamente com ela, a evolu&ccedil;&atilde;o dos conceitos de inf&acirc;ncia e crian&ccedil;a:</p>     <p>    <blockquote>Quando falamos de inf&acirc;ncia, muitas vezes nos deparamos com concep&ccedil;&otilde;es que desconsideram que os significados que damos a ela dependem do contexto no qual surgem e se desenvolvem e tamb&eacute;m das rela&ccedil;&otilde;es sociais nos seus aspectos econ&ocirc;mico, hist&oacute;rico, cultural, pol&iacute;tico, entre outros aspectos, que colaboram para a constitui&ccedil;&atilde;o de tais significados e concep&ccedil;&otilde;es que, por sua vez, nos remetem a uma imagem de crian&ccedil;a como ess&ecirc;ncia, universal, descontextualizada ou ent&atilde;o nos mostram diferentes inf&acirc;ncias coexistindo em um mesmo tempo e lugar. Necess&aacute;rio, talvez, seria lembrar que as imagens de crian&ccedil;a encarnam uma id&eacute;ia de inf&acirc;ncia sempre recortada pelos referenciais que buscamos como base para conceb&ecirc;-las.</blockquote></p>     <p>A organiza&ccedil;&atilde;o dos tempos e espa&ccedil;os da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil precisa ser cuidadosamente planejada e preparada, para que as crian&ccedil;as possam se desenvolver integralmente. Corroborando o que afirma Hoffmann (2000, p. 33), &eacute; importante destacar que:</p>     <p>    <blockquote>O espa&ccedil;o pedag&oacute;gico que respeita e valoriza a crian&ccedil;a no seu pr&oacute;prio tempo &eacute;, antes de mais nada, um ambiente espont&acirc;neo, seguro e desafiador. Espont&acirc;neo no sentido de favorecer a explora&ccedil;&atilde;o livre dos objetos, da viv&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es adequadas ao tempo da crian&ccedil;a, onde possa escolher brinquedos ou parceiros, num ritmo pr&oacute;prio, mesmo que diferente entre elas, sem press&otilde;es ou expectativas dos adultos a serem cumpridas. Um ambiente acolhedor, porque ser&aacute; compreendida e acompanhada pelo adulto, pronto a ampar&aacute;-la, a conversar com ela, a dar-lhe todo o afeto e orienta&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria. E, ao mesmo tempo, desafiador, porque planejado e organizado pelo professor com base nas conquistas da pr&oacute;pria crian&ccedil;a e sempre na dire&ccedil;&atilde;o de novas conquistas.</blockquote></p>     <p>Os referenciais te&oacute;ricos que alicer&ccedil;am as pr&aacute;ticas educativas, segundo as professoras que responderam a esta quest&atilde;o, est&atilde;o fundamentados nos pressupostos de autores tais como Freire (6 indica&ccedil;&otilde;es), Piaget (5 indica&ccedil;&otilde;es) e Vygotsky (4 indica&ccedil;&otilde;es). Os autores citados pelas professoras s&atilde;o alguns  dos utilizados como referencial no projeto pedag&oacute;gico da rede municipal. Autores como Ferreiro, Zabalza, Kamii, Ventura, Decroly e Freinet foram referidos uma vez cada. Com menor frequ&ecirc;ncia, foram citados documentos norteadores tais como o Referencial Curricular Nacional da Educa&ccedil;&atilde;o Infantil e a Proposta Pedag&oacute;gica da Escola. Somente uma professora citou as Diretrizes Municipais para a Educa&ccedil;&atilde;o Infantil. Estabelecendo rela&ccedil;&otilde;es entre as respostas das professoras sobre as caracter&iacute;sticas infantis e os referenciais te&oacute;ricos mais citados por elas, que embasam suas pr&aacute;ticas educativas, parece haver uma lacuna, pois quest&otilde;es fundamentais presentes nos pressupostos de Piaget e Vygotsty no que toca ao desenvolvimento e aprendizagem na inf&acirc;ncia foram tangenciadas. Os modos de efetiva&ccedil;&atilde;o dos pressupostos dos autores citados pelas professoras, que balizam seus fazeres pedag&oacute;gicos, merece ser investigado. Dessa forma, ser&aacute; poss&iacute;vel discutir as inter-rela&ccedil;&otilde;es entre a teoria e a pr&aacute;tica no contexto da doc&ecirc;ncia na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil.</p>     <p>Por fim, as professoras consideram que, para que as suas pr&aacute;ticas educativas possam incidir sobre os processos de desenvolvimento e aprendizagem infantil, &eacute; fundamental: a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de subs&iacute;dios materiais; a forma&ccedil;&atilde;o continuada dos professores; a constitui&ccedil;&atilde;o de uma rede de apoio ao professor, alunos e fam&iacute;lia composta por uma equipe multidisciplinar; espa&ccedil;os e tempos para o estudo, a pesquisa e o planejamento, no hor&aacute;rio de trabalho.  </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Forma&ccedil;&atilde;o e qualidade em educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o duas dimens&otilde;es inter-relacionadas. Ou seja, para ser vi&aacute;vel o alcance de indicadores de desempenho mais elevados, &eacute; necess&aacute;rio investir na forma&ccedil;&atilde;o daqueles que est&atilde;o &agrave; frente dos processos de ensino e aprendizagem – os professores –, forma&ccedil;&atilde;o esta compreendida sob a perspectiva da forma&ccedil;&atilde;o integral, transversalisada nas dimens&otilde;es pessoal e profissional (N&oacute;voa, 1999). Corroborando a &ecirc;nfase de Loiola (2005, p. 2), entende- se que:</p>     <p>    <blockquote>(...) a forma&ccedil;&atilde;o continuada das professoras deve se inserir em uma nova perspectiva de desenvolvimento profissional. Acreditamos que &eacute; tamb&eacute;m dentro da pr&oacute;pria escola que as professoras podem encontrar alternativas para aperfei&ccedil;oar e melhorar suas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas. Dito de outra maneira, faz-se necess&aacute;rio desenvolver estrat&eacute;gias de forma&ccedil;&atilde;o a partir das exig&ecirc;ncias de suas pr&aacute;ticas concretas e das intera&ccedil;&otilde;es com seus pares, procurando, ao mesmo tempo, o apoio de profissionais que trabalham com a problem&aacute;tica de forma&ccedil;&atilde;o de professoras. (...) Em s&iacute;ntese, consideramos que a busca e a concep&ccedil;&atilde;o de uma proposta de forma&ccedil;&atilde;o continuada &eacute; uma necessidade atual que exige uma resposta urgente.</blockquote></p>     <p>O Programa de Forma&ccedil;&atilde;o Continuada "Escola em Movimento: Saberes e Fazeres em Cena" se constitui numa proposta inovadora  em termos de forma&ccedil;&atilde;o continuada porque: a) compreendido sob a &oacute;tica de um movimento dial&eacute;tico, est&aacute; sendo gestado coletivamente entre o governo municipal da cidade de Canoas e suas inst&acirc;ncias representativas, com o aporte te&oacute;rico-cient&iacute;fico e metodol&oacute;gico do Centro Universit&aacute;rio La Salle, consolidando o que estabelece como meta o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o e as Diretrizes Municipais relativas a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o; b) configura-se numa pol&iacute;tica p&uacute;blica municipal de forma&ccedil;&atilde;o articulada com o Plano de Carreira dos professores, sendo totalmente financiado pelo governo municipal; e c) est&aacute; pautado no princ&iacute;pio do protagonismo reflexivo individual e coletivo dos atores que atuam no contexto educativo buscando contemplar as reais demandas formativas do grupo de professores e gestores envolvidos, superando a posi&ccedil;&atilde;o de meros consumidores de forma&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Vale ressaltar que este Programa est&aacute; em fase desenvolvimento e que as considera&ccedil;&otilde;es at&eacute; ent&atilde;o tecidas acerca de sua import&acirc;ncia est&atilde;o fundamentadas em evid&ecirc;ncias de car&aacute;ter preliminar. Neste texto, por exemplo, foi realizado um recorte focalizando-se o grupo de professoras que atuam na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil. Contudo, acredita-se que, em m&eacute;dio prazo, ser&aacute; vi&aacute;vel o cruzamento de dados coletados com os diferentes grupos formativos, estabelecendo-se, inclusive, par&acirc;metros comparativos no que tange &agrave; efic&aacute;cia do Programa em termos de melhoria nos processos e pr&aacute;ticas educativos e aos modos de repercuss&atilde;o nos &iacute;ndices obtidos nos sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o externa.</p>     <p>Enquanto um espa&ccedil;o de reflex&atilde;o-investiga&ccedil;&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o e revis&atilde;o das pr&aacute;ticas educativas e dos saberes docentes constru&iacute;dos no decorrer das trajet&oacute;rias docentes, almeja-se que esse Programa possa contribuir para (re)visitar as pedagogias direcionadas &agrave; inf&acirc;ncia, problematizar as concep&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;a e inf&acirc;ncia que permeiam os discursos e pr&aacute;ticas educacionais, as configura&ccedil;&otilde;es dos tempos e espa&ccedil;os educativos e a forma&ccedil;&atilde;o do professor que exerce a doc&ecirc;ncia na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental.</p>     <p>Estas considera&ccedil;&otilde;es finais n&atilde;o podem deixar de trazer &agrave; tona algumas limita&ccedil;&otilde;es que, embora n&atilde;o desqualifiquem os resultados devem, mesmo assim, ser enunciadas. Essas limita&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de natureza instrumental e prendem-se com a utiliza&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rios como instrumento de coleta de informa&ccedil;&atilde;o. Os respondentes, por vezes, podem n&atilde;o responder ao que lhes &eacute; questionado, mas sim ao impacto cognitivo que o conte&uacute;do da pergunta lhes transmite. Este problema pode acarretar uma situa&ccedil;&atilde;o de hiper-subjetividade. Por&eacute;m, esta dose de subjetividade foi estrategicamente dilu&iacute;da nos encontros de reflex&atilde;o, discuss&atilde;o e partilha, dando lugar a uma subjetividade disciplinada e objetivada. Quando s&atilde;o utilizados question&aacute;rios, o contato com o respondente pode ser perdido, eliminando assim a possibilidade de recuperar as raz&otilde;es e significados que est&atilde;o sob as respostas dadas. Tamb&eacute;m esta recupera&ccedil;&atilde;o foi poss&iacute;vel atrav&eacute;s dos encontros constantes do Programa.</p>     <p>Por &uacute;ltimo, destaca-se que o impacto deste Programa decorre da pr&oacute;pria natureza da pesquisa-a&ccedil;&atilde;o colaborativa. Quer dizer: um membro acaba por trazer outro. Este texto traz-nos testemunhos dos primeiros sujeitos envolvidos. &Eacute;, portanto, um tipo de impacto n&atilde;o imediato, mas de todas as maneiras expect&aacute;vel com o decorrer do tempo. &Eacute; a ordem natural da replica&ccedil;&atilde;o e desmultiplica&ccedil;&atilde;o de membros interessados em pertencer a comunidades que partilham cumplicidades cient&iacute;ficas, epistemol&oacute;gicas, pedag&oacute;gicas, did&aacute;ticas, culturais e sociais e que, ao mesmo tempo, fazem destas cumplicidades a for&ccedil;a para se tornarem mais ativos na mudan&ccedil;a das pr&aacute;ticas educativas. &Eacute; a cren&ccedil;a neste pressuposto que moveu e continuar&aacute; a mover este projeto.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Alarc&atilde;o,  I. (1996). Ser professor reflexivo. In I. Alarc&atilde;o (Org.), <i>Forma&ccedil;&atilde;o reflexiva de professores: Estrat&eacute;gias de supervis&atilde;o</i> (pp. 171-189). Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0871-9187201200020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Alarc&atilde;o,  I. (2001). A escola reflexiva. In I. Alarc&atilde;o (Org.), <i>Escola reflexiva e nova racionalidade</i> (pp. 15-30). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000106&pid=S0871-9187201200020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barbosa, M. C. S. (2006). <i>Por amor e por for&ccedil;a – Rotinas na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil.</i> Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S0871-9187201200020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (1988). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0871-9187201200020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bonamino, A. M. C. (2002). <i>Tempos de avalia&ccedil;&atilde;o educacional: O SAEB, seus agentes, refer&ecirc;ncias e tend&ecirc;ncias</i>. Rio de Janeiro: Quarteto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0871-9187201200020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil (1996). <i>Lei n&ordm; 9.394</i>, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educa&ccedil;&atilde;o nacional. Bras&iacute;lia? 1996. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm</a>. Acesso em 15/8/2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0871-9187201200020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil (2001). <i>Plano de desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o. Dispon&iacute;vel em <a href="http://portal.mec.gov.br/arquivos/livro/index.htm" target="_blank">http://portal.mec.gov.br/arquivos/livro/index.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0871-9187201200020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brydon-Miller, M., &amp; Maguire, P. (2009). Participatory action research: Contributions to the development of practitioner inquiry in education. <i>Educational Action Research, 17</i>(1), 79-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0871-9187201200020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carbonell, J. (2002). <i>A aventura de inovar: A mudan&ccedil;a na escola</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0871-9187201200020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carrolo, C. (1997). Forma&ccedil;&atilde;o e identidade profissional dos professores. In M. T. Estrela (Org.), <i>Viver e construir a profiss&atilde;o professor</i> (pp. 21-50). Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0871-9187201200020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Correia, J. A. (1991). <i>Inova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica e forma&ccedil;&atilde;o de professores</i>. Rio Tinto: Edi&ccedil;&otilde;es ASA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0871-9187201200020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fortuna, T. (2003). Sala de aula &eacute; lugar de brincar? In M. L. M.  Xavier &amp; M. I. H. Dalla Zen (Orgs.), <i>Planejamento em destaque: An&aacute;lises menos convencionais</i> (3&ordf; ed.). Porto Alegre: Media&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S0871-9187201200020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Franco, M. A. S. (2005). Pedagogia da pesquisa a&ccedil;&atilde;o. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa, 31</i>(3), 483-502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0871-9187201200020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fullan, M., &amp; Hargreaves, A. (2000). <i>A escola como organiza&ccedil;&atilde;o aprendente: Buscando uma educa&ccedil;&atilde;o de qualidade</i> (2&ordf; ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0871-9187201200020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gil, A. C. (2007). <i>M&eacute;todo e t&eacute;cnicas de pesquisa social.</i> S&atilde;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0871-9187201200020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hedges, H. (2012). Teachers’ funds of knowledge: A challenge to evidence-based practice. <i>Teachers and Teaching: Theory and Practice</i>, 18(1), 7-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0871-9187201200020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hoffmann, J. (2000). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o na pr&eacute;-escola: Um olhar sens&iacute;vel e reflexivo sobre a crian&ccedil;a</i>. Porto Alegre: Media&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0871-9187201200020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Junqueira Filho, G. A. (2005). <i>Linguagens geradoras: Sele&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos em Educa&ccedil;&atilde;o Infantil.</i> Porto Alegre: Media&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0871-9187201200020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kemmis, S., &amp; McTaggart, R. (1992). <i>C&oacute;mo planificar la investigaci&oacute;n-acci&oacute;n</i>. Barcelona: Laertes Ediciones.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0871-9187201200020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Laville, C., &amp; Dionne, J. (1999). <i>A constru&ccedil;&atilde;o do saber: Manual de metodologia de pesquisa em Ci&ecirc;ncias Humanas</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0871-9187201200020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lewin, K. (2006).  La investigaci&oacute;n-acci&oacute;n y los problemas de las minor&iacute;as. In M. C. Salazar (Org.), <i>La investigaci&oacute;n-acci&oacute;n participativa. Inicios y desarrollos</i> (pp. 15-25). Madrid: Editorial Popular; Caracas: Editorial Laboratorio Educativo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0871-9187201200020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Loiola, L. J. S. L. (2005). Contribui&ccedil;&otilde;es da pesquisa colaborativa e do saber pr&aacute;tico contextualizados para uma proposta de forma&ccedil;&atilde;o continuada de professores de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil. In <i>Reuni&atilde;o da ANPEd</i>, 28, 1-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0871-9187201200020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marconi, M. A., &amp; Lakatos, E. M. (2006). <i>T&eacute;cnicas de pesquisa: Planejamento e execu&ccedil;&atilde;o de pesquisas, amostragens e t&eacute;cnicas de pesquisa, elabora&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados</i>. S&atilde;o Paulo: Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0871-9187201200020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mizukami, M. G. N. (1996). Doc&ecirc;ncia, trajet&oacute;rias pessoais e desenvolvimento profissional. In A. M. M. R. Reali &amp; M. G. N. Mizukami, <i>Forma&ccedil;&atilde;o de professores: Tend&ecirc;ncias atuais</i> (pp. 59-92). S&atilde;o Carlos: EdUFSCar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0871-9187201200020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Monceau, G. (2005). Transformar as pr&aacute;ticas para conhec&ecirc;-las: Pesquisa-a&ccedil;&atilde;o e profissionaliza&ccedil;&atilde;o docente. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa</i>, 31(3), 467-482.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0871-9187201200020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moraes, A. A. (2004). Educa&ccedil;&atilde;o Infantil: Uma an&aacute;lise das concep&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as e de sua educa&ccedil;&atilde;o nas produ&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas recentes (1997-2002). In <i>Reuni&atilde;o da ANPEd, 27</i>, 1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0871-9187201200020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moyles, J. R. (2002). <i>S&oacute; brincar? O papel do brincar na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0871-9187201200020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>M&uuml;ller, F., &amp; Redin, M. M. (2007). Sobre as crian&ccedil;as, a inf&acirc;ncia e as pr&aacute;ticas escolares. In E. Redin, F. M&uuml;ller &amp; M. M. Redin (Org.), <i>Inf&acirc;ncias: Cidades e escolas amigas das crian&ccedil;as</i> (pp. 11-22). Porto Alegre: Media&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0871-9187201200020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>N&oacute;voa, A. (1999). O passado e o presente dos professores. In A. N&oacute;voa (Org.), <i>Profiss&atilde;o professor</i> (pp. 13-21). Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0871-9187201200020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pimenta, S. G. (2005). Pesquisa-a&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tico-colaborativa: Construindo seu significado a partir de experi&ecirc;ncias com a forma&ccedil;&atilde;o docente. <i>Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa</i>, 31(3), 521-539.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0871-9187201200020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rapoport, A., Sarmento, D. F., Nornberg, M., &amp; Pacheco, S. M. (2008). Adapta&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as ao primeiro ano do Ensino Fundamental. <i>Educa&ccedil;&atilde;o, 31</i>(3), 268-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0871-9187201200020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Redin, E. (1998). <i>O espa&ccedil;o e o tempo da crian&ccedil;a: Se der tempo, a gente brinca!</i> Porto Alegre: Media&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0871-9187201200020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro Gon&ccedil;alves, F. (1993). <i>A observa&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o educativa no processo ensino-partilha-aprendizagem</i>. Algarve: Universidade do Algarve - Centro Universit&aacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o Educativa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0871-9187201200020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro Gon&ccedil;alves, F. (2006). <i>A auto-observa&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o educativa: Justifica&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0871-9187201200020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro Gon&ccedil;alves, F. (2010a). Da observa&ccedil;&atilde;o de aulas &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente: Cinco princ&iacute;pios, um corol&aacute;rio e uma proposta. O primado da legitimidade explicativa ou as implica&ccedil;&otilde;es da infra-ecologia. In M. P.  Alves &amp; E. A. Machado (Orgs.), <i>O p&oacute;lo de excel&ecirc;ncia: Caminhos para a avalia&ccedil;&atilde;o do desempenho docente</i> (pp. 54-88). Porto: Areal Editores.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S0871-9187201200020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ribeiro Gon&ccedil;alves, F. (2010b). Formaci&oacute;n y desarrollo de competencias profesionales: Otro reto colocado a la calidad de la ense&ntilde;anza superior. Una propuesta para Iberoam&eacute;rica. In C. D. Garrido, A. M. Medina &amp; M. L. C. Gonz&aacute;lez (Coords.), <i>Investigaci&oacute;n e innovaci&oacute;n de la docencia universitaria en el espacio europeo de educaci&oacute;n superior</i> (pp. 65-75). Madrid. Ram&oacute;n Areces.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0871-9187201200020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sarmento, D. F., &amp; Rapoport, A. (2009a). Desenvolvimento e aprendizagem infantil: Implica&ccedil;&otilde;es no contexto do primeiro ano a partir da perspectiva vygotskiana. In A. Rapoport, D. F.  Sarmento, M. Nornberg &amp; S. M. Pacheco (Org.), <i>A crian&ccedil;a de 6 anos no Ensino Fundamental</i>. Porto Alegre: Media&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S0871-9187201200020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sarmento, D. F., &amp; Rapoport, A. (2009b).  O direito ao brincar e as suas interfaces com o desenvolvimento infantil. In P. Fossatti, E. Pauly &amp; C. Jamez D&iacute;az, <i>Crian&ccedil;as e adolescentes: Sujeitos de direitos humanos</i> (pp. 89-100). Canoas: Salles Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S0871-9187201200020000600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sarmento, D. F., Pauly, E. L., Nogueira, S. V., &amp;  Fossatti, P. (2009).  Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas sociais para a inf&acirc;ncia e suas implica&ccedil;&otilde;es para a educa&ccedil;&atilde;o familiar e escolar. <i>Intermeio</i>, 15(29), 180-196.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S0871-9187201200020000600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sch&ouml;n, D. A. (1992). Formar professores como profissionais reflexivos. In A. N&oacute;voa (Coord.), <i>Os professores e sua forma&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 77-91). Lisboa: D. Quixote.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0871-9187201200020000600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sch&ouml;n, D. A. (2000). <i>Educando o profissional reflexivo – Um novo design para o ensino e a aprendizagem</i>. Artmed: Porto Alegre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0871-9187201200020000600041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tardif, M. (2010). <i>Saberes docentes e forma&ccedil;&atilde;o profissional.</i> Petr&oacute;polis: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0871-9187201200020000600042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vieira, L. M. F. (2010). A Educa&ccedil;&atilde;o Infantil e o Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o: As propostas da  CONAE 2010. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade</i>, 31(112), 809-831.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0871-9187201200020000600043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vygotsky, L. S. (1991). <i>A forma&ccedil;&atilde;o social da mente</i> (4&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0871-9187201200020000600044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido em Maio/2011</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em Abril/2012</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><Sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></Sup> O Programa &eacute; oriundo de uma parceria estabelecida entre o poder p&uacute;blico municipal (o qual o financia integralmente) e o Centro Universit&aacute;rio La Salle (Canoas/Brasil).</p>     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Dentre este conjunto de pesquisas, merece destaque a que faz parte do Observat&oacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, financiada pelo INEP/CAPES, cujo foco &eacute; a <i>Alfabetiza&ccedil;&atilde;o nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e a forma&ccedil;&atilde;o de professores na Rede Municipal de Ensino de Canoas</i>, e a pesquisa derivada desta, que versa sobre as Pr&aacute;ticas Educativas na Educa&ccedil;&atilde;o Infantil nas Escolas Municipais da Rede Municipal de Canoas e Forma&ccedil;&atilde;o de Professores, cujos resultados preliminares est&atilde;o sendo discutidos neste texto.</p>     <p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> O quarto ciclo se consolidar&aacute; com a concess&atilde;o de bolsas para o Doutorado em Educa&ccedil;&atilde;o.</p>      ]]></body><back>
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