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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os recursos educativos e a utilização das TIC no Ensino Secundário na Matemática]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The problem underlying the study considers that the integration of resources from diverse typologies, as well as the evidence of its quantity, reveals a way of acting from which teaching strategies that involve the training process were derived. For this reason, this study is mainly intended to find out what are, in general, the resources used in Secondary Education and, particularly, in Mathematics, as well as meet those relating to the use of ICT. This is a case study, which used a questionnaire to collect data, and involved 97 students from northern Portugal. As a conclusion, we note that the educational resources that are more used in different disciplines still are the textbooks and worksheets, although they didn’t motivate the students. The same reality is visible in the Mathematics classes, where only occasionally other resources such as graphic calculators, computers and Internet are used.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La problemática subyacente al estudio considera que la integración de recursos educativos de tipología diversa, así como la evidencia de su cantidad, revela una forma de actuar de la cual derivan las estrategias didácticas que se utilizan en el proceso formativo. Por este motivo, en este estudio, se pretende principalmente descubrir cuáles son los recursos utilizados en la Enseñanza Secundaria y, en particular, en la disciplina de Matemáticas, así como conocer los relativos a las TIC. Se trata de una investigación por estudio de caso, utilizándose el cuestionario como instrumento para la recogida de datos, implicando a un total de 97 estudiantes del Norte de Portugal. Como conclusione, resaltar que los recursos educativos más utilizados en las diferentes asignaturas continúan siendo los libros de texto y las fichas de trabajo, a pesar de que no motivan al alumnado. La misma realidad está patente en las aulas de Matemáticas, utilizándose sólo puntualmente algún otro recurso, como la calculadora gráfica, los ordenadores e la Internet.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Os recursos educativos e a utiliza&ccedil;&atilde;o das TIC no Ensino Secund&aacute;rio na Matem&aacute;tica<sup><a href="#0">*</a></sup><a name="top0"></a></b></p>     <p><b>Educational resources and the use of ict in secondary education in mathematics</b></p>     <p><b>Los recursos educativos y la utilizaci&oacute;n de las tic en la ense&ntilde;anza secundaria de las matem&aacute;ticas</b> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Mar&iacute;a Carmen Ricoy & Maria Jo&atilde;o V. S. Couto</b></p>     <p>Universidade de Vigo, Espanha  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A problem&aacute;tica subjacente ao estudo considera que a integra&ccedil;&atilde;o de recursos educativos de tipologia diversa, assim como a evid&ecirc;ncia da sua quantidade, revela uma forma de atuar da qual derivam, entre outros aspetos, as estrat&eacute;gias did&aacute;ticas que envolvem o processo formativo. Por este motivo, neste estudo, pretende-se principalmente descobrir quais s&atilde;o, em geral, os recursos utilizados no Ensino Secund&aacute;rio e, em particular, na disciplina de Matem&aacute;tica, assim como conhecer os relativos &agrave;s TIC. Trata-se de uma investiga&ccedil;&atilde;o por estudo de caso, tendo-se utilizado o question&aacute;rio como instrumento para a recolha de dados, envolvendo 97 alunos do Norte de Portugal. Como conclus&atilde;o, ressalta-se que os recursos educativos mais utilizados nas diferentes disciplinas continuam a ser os manuais e as fichas de trabalho, apesar de n&atilde;o motivarem os alunos. A mesma realidade est&aacute; patente nas aulas de Matem&aacute;tica, usando-se apenas pontualmente algum outro recurso, como a calculadora gr&aacute;fica, os computadores e a Internet.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Recursos educativos; TIC; Ensino Secund&aacute;rio; Matem&aacute;tica</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The problem underlying the study considers that the integration of resources from diverse typologies, as well as the evidence of its quantity, reveals a way of acting from which teaching strategies that involve the training process were derived. For this reason, this study is mainly intended to find out what are, in general, the resources used in Secondary Education and, particularly, in Mathematics, as well as meet those relating to the use of ICT. This is a case study, which used a questionnaire to collect data, and involved 97 students from northern Portugal. As a conclusion, we note that the educational resources that are more used in different disciplines still are the textbooks and worksheets, although they didn’t motivate the students. The same reality is visible in the Mathematics classes, where only occasionally other resources such as graphic calculators, computers and Internet are used. </p>     <p><b>Keywords</b>: Educational resources; ICT; Secondary Education; Mathematics</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p>La problem&aacute;tica subyacente al estudio considera que la integraci&oacute;n de recursos educativos de tipolog&iacute;a diversa, as&iacute; como la evidencia de su cantidad, revela una forma de actuar de la cual derivan las estrategias did&aacute;cticas que se utilizan en el proceso formativo. Por este motivo, en este estudio, se pretende principalmente descubrir cu&aacute;les son los recursos utilizados en la Ense&ntilde;anza Secundaria y, en particular, en la disciplina de Matem&aacute;ticas, as&iacute; como conocer los relativos a las TIC. Se trata de una investigaci&oacute;n por estudio de caso, utiliz&aacute;ndose el cuestionario como instrumento para la recogida de datos, implicando a un total de 97 estudiantes del Norte de Portugal. Como conclusione, resaltar que los recursos educativos m&aacute;s utilizados en las diferentes asignaturas contin&uacute;an siendo los libros de texto y las fichas de trabajo, a pesar de que no motivan  al alumnado. La misma realidad est&aacute; patente en las aulas de Matem&aacute;ticas, utiliz&aacute;ndose s&oacute;lo puntualmente alg&uacute;n otro recurso, como la calculadora gr&aacute;fica, los ordenadores e la Internet..</p>     <p><b>Palabras-clave</b>: Recursos educativos; TIC; Ense&ntilde;anza Secundaria; Matem&aacute;ticas </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para elucidar sobre distintos posicionamentos em torno da tem&aacute;tica objeto de estudo, abordaremos parte da sua fundamenta&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica no que se refere a alguns aspetos de tipo conceitual. Com a pretens&atilde;o de clarificar componentes focais do n&uacute;cleo investigado, centrar-nos-emos nos ‘recursos educativos’, ‘recursos tecnol&oacute;gicos’ e ‘TIC’. Come&ccedil;amos por indicar que a express&atilde;o ‘recursos educativos’ representa uma enorme categoria, na qual outras mais espec&iacute;ficas estariam inclu&iacute;das. Referimo-nos a ‘recursos tecnol&oacute;gicos’ e ‘TIC’, que, na atualidade, podem ser subconjuntos diferenciados (sobre os quais aprofundaremos posteriormente).</p>     <p><b>1.1. Delimita&ccedil;&atilde;o da express&atilde;o ‘recurso educativo’</b></p>     <p>Desde o campo de conhecimento da Did&aacute;tica, o conceito de ‘recurso educativo’ conta com distintas aplica&ccedil;&otilde;es e interpreta&ccedil;&otilde;es. Podemos encontrar uma diversidade de nomenclaturas que se utilizam como sin&oacute;nimos e, na literatura cient&iacute;fica especializada, pode-se ver um uso alternativo de diferentes t&eacute;rminos. Rodr&iacute;guez Rodr&iacute;guez e Montero (2004) fazem eco da dificuldade em escolher o voc&aacute;bulo a utilizar, dada a indefini&ccedil;&atilde;o terminol&oacute;gica existente na express&atilde;o ‘recurso educativo’. Exemplifica-se esta disparidade: "meios de ensino" (Cabero, 1999); "recursos educativos" (Salinas, Colom, &amp; Sureda, 1988; Fainholc, 2006); "meios did&aacute;cticos" (Rodr&iacute;guez Di&eacute;guez, 1995); "material curricular" (Gimeno, 1991); "recursos did&aacute;cticos" (Lucena, 2008).</p>     <p>Ainda que alguns autores utilizem com maior prefer&ecirc;ncia uns ou outros voc&aacute;bulos, tamb&eacute;m h&aacute; os que realizam um uso combinado. Por exemplo, Hern&aacute;n e Carrillo (1988) empregam indiferentemente as express&otilde;es "material did&aacute;ctico" e "recurso educativo", apesar de considerarem que esta &uacute;ltima representa uma no&ccedil;&atilde;o mais gen&eacute;rica e ampla, que abarcaria a primeira – conce&ccedil;&atilde;o da qual partilhamos. Em linhas gerais, podemos dizer que existem quatro tipologias de recursos associados ao processo formativo: humanos, metodol&oacute;gicos, ambientais (espa&ccedil;os f&iacute;sicos e infraestruturas) e educativos/did&aacute;ticos. De facto, o professor Rodr&iacute;guez Di&eacute;guez indicava que:</p>     <p>    <blockquote>O conceito de recurso abarca desde um instrumento concreto at&eacute; um plano de atua&ccedil;&atilde;o articulado e orientado a uma situa&ccedil;&atilde;o determinada. Recurso &eacute; um retroprojetor. Mas recurso did&aacute;tico &eacute; tamb&eacute;m a previs&atilde;o de uma s&eacute;rie de atua&ccedil;&otilde;es de um sujeito integrando distintos instrumentos com um objeto determinado: a informa&ccedil;&atilde;o mediante um v&iacute;deo, um manual e um programa interativo de ensino por computador (…). Uma ou outra ace&ccedil;&atilde;o abarca o conceito de "recurso" (Rodr&iacute;guez Di&eacute;guez, 1995, p. 25).</blockquote></p>     <p>Como vemos, no &acirc;mbito da Did&aacute;tica, as express&otilde;es ‘recurso educativo’ ou ‘did&aacute;tico’ s&atilde;o abordadas em sentido amplo e de forma alternativa, o que se reflete nas m&uacute;ltiplas terminologias escolhidas pelos autores. Tendo em conta as distintas concetualiza&ccedil;&otilde;es dos termos, &eacute; interessante come&ccedil;ar por reduzir a ambiguidade existente. Para realizar uma aproxima&ccedil;&atilde;o concetual, e sem pretens&atilde;o de esgotar o assunto em quest&atilde;o, seguidamente apresentamos algumas das defini&ccedil;&otilde;es e terminologia a utilizar: Mart&iacute;nez S&aacute;nchez (1996) diferencia entre "meios" (identificando-os com aqueles que est&atilde;o elaborados com crit&eacute;rios did&aacute;ticos) e "recursos" ou "materiais" (entendendo por isto os elementos ou objetos materiais suscet&iacute;veis de uso educativo, apesar de n&atilde;o serem criados com esta intencionalidade); Spiegel (2000) considera que um "recurso did&aacute;ctico" pode ser tudo o que o docente reconhe&ccedil;a de utilidade, como material, estrat&eacute;gia ou ferramenta de trabalho na aula; e Lucena (2008) considera que um "recurso educativo" &eacute; qualquer meio que o docente utiliza para a planifica&ccedil;&atilde;o ou o desenvolvimento das aulas: obter informa&ccedil;&atilde;o, ajudar na organiza&ccedil;&atilde;o da aula, transmitir o conte&uacute;do, facilitar a avalia&ccedil;&atilde;o ou servir para apresentar exemplos.</p>     <p>N&oacute;s defendemos uma interpreta&ccedil;&atilde;o ampla e generalista sobre o conceito de ‘recurso educativo’, considerando que este posicionamento recolhe a tradi&ccedil;&atilde;o assim como a mais representativa evolu&ccedil;&atilde;o. Outro dos argumentos prende-se com a vantagem dele oferecer uma grande riqueza para a representa&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o, possibilitando o uso de um abundante elenco de express&otilde;es atribu&iacute;veis em diferentes situa&ccedil;&otilde;es. O termo pode representar um objeto (material), um meio (associando-se &agrave; faceta comunicativa) ou uma estrat&eacute;gia did&aacute;tica (vinculada com o procedimento).</p>     <p><b>1.2. Significado dos termos ‘recurso tecnol&oacute;gico’ e ‘TIC’</b></p>     <p>O conceito de tecnologia evoluiu muito ao longo da hist&oacute;ria e, mais ainda, na &uacute;ltima d&eacute;cada do s&eacute;culo XX e na primeira do s&eacute;culo XXI. A sua presen&ccedil;a tornou-se evidente nos diversos campos de trabalho, inclusive o da educa&ccedil;&atilde;o, sendo que o significado desta tecnologia, atualmente, resulta bastante aberto e multifacetado (De Pablos, 1996).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A polissemia e a possibilidade de emergirem no tempo ou entrarem em desuso determinadas express&otilde;es podem dar lugar a diferentes pol&eacute;micas sobre o seu significado. Para evitar esta tend&ecirc;ncia, Rodr&iacute;guez Rodr&iacute;guez e Montero (2004) mostram a necessidade de depurar o conceito de "material ou recurso educativo", substituindo-o, se for o caso, por outras subcategorias mais espec&iacute;ficas como "recurso tecnol&oacute;gico e tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o". Ballesta (1996) entende que as condi&ccedil;&otilde;es de uso associadas &agrave; natureza t&eacute;cnica dos materiais exigem um tratamento organizativo diferenciado e, neste sentido, entende ser conveniente distinguir os materiais que exigem o uso de suportes tecnol&oacute;gicos dos que n&atilde;o re&uacute;nem esta exig&ecirc;ncia (ainda que por detr&aacute;s destes &uacute;ltimos estejam impl&iacute;citos, muitas vezes, processos tecnol&oacute;gicos). Exemplos de materiais que exigem o uso de suportes tecnol&oacute;gicos podem ser o diapositivo, que necessita de um projetor para poder ser visualizado em todo o seu esplendor, e o mesmo ocorre com o v&iacute;deo ou um programa de computador. Como se depreende, as referidas express&otilde;es – "recurso tecnol&oacute;gico e tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o e da comunica&ccedil;&atilde;o" – est&atilde;o envoltas num complexo enquadramento. Al&eacute;m disso, as TIC pertencem a um campo emergente, consequ&ecirc;ncia do vertiginoso e constante desenvolvimento que experimentou a tecnologia.</p>     <p>A partir de uma conce&ccedil;&atilde;o gen&eacute;rica, um ‘recurso tecnol&oacute;gico’ &eacute; um objeto que utiliza tecnologia, de qualquer tipo, no seu funcionamento. Continuando com este debate, e partindo, da mesma forma, de um posicionamento alargado, os recursos tecnol&oacute;gicos podem ser tang&iacute;veis, como o telefone, retroprojetor, computador e impressora, ou intang&iacute;veis, como um sistema operativo, uma base de dados e uma aplica&ccedil;&atilde;o inform&aacute;tica. Rodrigues e Colesanti (2008) consideram as TIC como uma configura&ccedil;&atilde;o comunicativa que emprega como suporte as tecnologias dispon&iacute;veis, podendo estas estar relacionadas com a inform&aacute;tica ou n&atilde;o. Partindo do referido posicionamento gen&eacute;rico, torna-se evidente que as tecnologias se encontram presentes em todo o processo de desenvolvimento humano.</p>     <p>A denomina&ccedil;&atilde;o ‘Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o’ &eacute; mais recente, tendo surgido nos finais dos anos 90 – em concreto, num documento elaborado pelo governo brit&acirc;nico. As TIC s&atilde;o constitu&iacute;das por meios t&eacute;cnicos para manipular informa&ccedil;&atilde;o e promover a comunica&ccedil;&atilde;o, incluindo o <i>hardware</i> e o <i>software</i> necess&aacute;rios, e surgem associadas &agrave;s redes computacionais. Est&atilde;o tamb&eacute;m vinculadas com a telecomunica&ccedil;&atilde;o, como meio de difus&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, e com os elementos que promovem e possibilitam o processamento e sua transmiss&atilde;o em distintos formatos. Entre as defini&ccedil;&otilde;es que se foram gerando sobre a express&atilde;o ‘TIC’, recolhemos, a t&iacute;tulo de exemplo, as de dois autores. Blurton (1999) considera que as TIC s&atilde;o constitu&iacute;das por uma diversidade de ferramentas e recursos tecnol&oacute;gicos (trata-se de tecnologias combinadas) que se utilizam para comunicar, criar, disseminar e obter informa&ccedil;&atilde;o. Spanhel (2008) sustenta que as TIC s&atilde;o meios tecnol&oacute;gicos ou electr&oacute;nicos que se baseiam nos princ&iacute;pios da digitaliza&ccedil;&atilde;o e da conex&atilde;o em rede; acrescenta que fazer refer&ecirc;ncia a estes dispositivos, no setor educativo, &eacute; falar de novas t&eacute;cnicas de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O significado dos termos ‘recursos tecnol&oacute;gicos’ e ‘TIC’ esteve e mant&eacute;m-se associado aos aparelhos e &agrave; sua novidade. Com tudo isto, as referidas express&otilde;es t&ecirc;m sido utilizadas, entre os profissionais e cient&iacute;ficos, de forma sin&oacute;nima. Al&eacute;m disso, estas mudan&ccedil;as de cariz terminol&oacute;gico est&atilde;o condicionadas pelo enorme potencial com que contam os meios tecnol&oacute;gicos de tipo digital ou TIC, em compara&ccedil;&atilde;o com os anal&oacute;gicos. Entendemos, neste caso, que a transi&ccedil;&atilde;o &eacute; positiva, sempre e quando contribua para realmente melhorar e inovar o processo de ensino-aprendizagem.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Estado da quest&atilde;o</b></p>     <p>Beneficiando do exponencial crescimento das potencialidades das Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (TIC), alunos e professores disp&otilde;em de uma grande diversidade de recursos, cada vez com maior facilidade, a t&iacute;tulo institucional ou particular, que poder&atilde;o contribuir para o sucesso dos processos de ensino-aprendizagem. Desta realidade &eacute; consciente a comunidade educativa, em especial professores e investigadores, na medida em que, assumindo posi&ccedil;&otilde;es cada vez mais exigentes e competitivas, reivindicam a utiliza&ccedil;&atilde;o justificada das TIC, em prol da melhoria da qualidade da aprendizagens.</p>     <p>Na atividade docente, para al&eacute;m dos seus conhecimentos, o professor tem &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, na maior parte das situa&ccedil;&otilde;es, in&uacute;meros artefactos que o poder&atilde;o auxiliar, e n&atilde;o s&oacute; em contextos de aula (Chamorro, 2003). Da&iacute; que, na planifica&ccedil;&atilde;o que realiza, al&eacute;m de definir os objetivos, conte&uacute;dos, atividades a concretizar, op&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica a adotar e tipo de avalia&ccedil;&atilde;o, deva dedicar especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sele&ccedil;&atilde;o dos recursos que melhor se ajustam ao contexto espec&iacute;fico. S&atilde;o estes instrumentos, f&iacute;sicos ou virtuais, que tornar&atilde;o os processos formativos mais apelativos, possivelmente mais rigorosos e de melhor compreens&atilde;o, estimulando os alunos, potenciando a extens&atilde;o das suas capacidades e, consequentemente, contribuindo para o sucesso das suas aprendizagens.</p>     <p>Da evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica surgiram novos recursos que tamb&eacute;m est&atilde;o ao servi&ccedil;o da educa&ccedil;&atilde;o, como por exemplo os computadores e o <i>software</i> associado (processadores de texto, folhas de c&aacute;lculo, aplica&ccedil;&otilde;es multim&eacute;dia, entre outros), a Internet e as suas aplica&ccedil;&otilde;es (entre estas, podemos referir a <i>webquest</i>, <i>podcast</i>, <i>wikis</i>, plataformas de teleforma&ccedil;&atilde;o), os quadros interativos, as calculadoras gr&aacute;ficas, os projetores multim&eacute;dia, o <i>smartphone</i> e o <i>tablet PC</i>. Como Coomey e Stephenson (2001), consideramos que as TIC poder&atilde;o ser utilizadas na promo&ccedil;&atilde;o de modelos did&aacute;ticos mais centrados no aluno, em rutura com as tradicionais conce&ccedil;&otilde;es de ensino. Em especial, a educa&ccedil;&atilde;o <i>on-line</i> constitui uma oportunidade para transformar a tradicional pedagogia da transmiss&atilde;o na necess&aacute;ria pedagogia do di&aacute;logo (Dias &amp; Silva, 2005).</p>     <p>Em geral, estamos a falar de recursos com grande potencial e que se encontram, cada vez mais, acess&iacute;veis aos diferentes intervenientes dos processos de ensino-aprendizagem. Obviamente que cada um dos referidos recursos apresenta vantagens e inconvenientes no processo educativo. Da mesma forma, se evidenciam entraves e condi&ccedil;&otilde;es prop&iacute;cias para a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Contudo, este tipo de an&aacute;lise deve ser elaborado inter-relacionando o oportuno contexto f&iacute;sico, <i>on-line</i> e formativo (Cabero, 2000). Neste sentido, diferentes autores acrescentam que, na inclus&atilde;o das TIC em contextos educativos, h&aacute; que combinar os aspetos tecnol&oacute;gicos e a vertente pedag&oacute;gica pertinente (Wallace, 2002; Chen, Yu, &amp; Chang, 2007). Concordando com Pelgrum e Law (2003), a integra&ccedil;&atilde;o das TIC e a diversifica&ccedil;&atilde;o de tipos de recursos educativos no ensino cabe essencialmente aos docentes – da&iacute; que seja importante que eles os conhe&ccedil;am e explorem, na medida do poss&iacute;vel, ou pelo menos que n&atilde;o repudiem a sua utiliza&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, caber&aacute; a cada professor optar pela combina&ccedil;&atilde;o que melhor se ajuste ao seu estilo docente e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de que disp&otilde;e, assim como aos conte&uacute;dos a lecionar, atividades a desenvolver, caracter&iacute;sticas dos respetivos alunos (entre outras, a idade, motiva&ccedil;&otilde;es e h&aacute;bitos de trabalho) e recursos educativos existentes na institui&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A mudan&ccedil;a de pr&aacute;ticas de ensino &eacute; lenta e pode oferecer resist&ecirc;ncias. De facto, diversos estudos demonstram que as TIC s&atilde;o ainda pouco utilizadas na escola (Gargallo, 2003; Loureiro, Pombo, Barbosa, &amp; Brito, 2010) ou est&atilde;o "ao servi&ccedil;o do m&eacute;todo expositivo" (Area, Gonz&aacute;lez, Cepeda, &amp; Sanabria, 2011, p. 196). Mas, se entendermos a evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, cient&iacute;fica e social, compreenderemos a urg&ecirc;ncia e o imperativo da revolu&ccedil;&atilde;o educativa. Tendo em conta que vivemos numa ‘aldeia global’, onde a informa&ccedil;&atilde;o e o conhecimento cient&iacute;fico circulam r&aacute;pida e livremente na <i>web</i>, entende-se que as as atividades letivas se devem enriquecer. Pelos menos, espera-se que permitam desenvolver com maior plenitude a capacidade dos alunos para decidir ou escolher caminhos e selecionar percursos para uma aprendizagem mais aut&oacute;noma – isto porque, como afirma Hargreaves (2003), a sociedade do conhecimento &eacute; uma comunidade de aprendizagem.</p>     <p>Na atualidade, o sistema educativo deve possibilitar aos alunos e professores o seu desenvolvimento na cultura digital, habilitando-os de capacidades para utilizar os meios inform&aacute;ticos, localizar a informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til em cada caso, analis&aacute;-la, reconstru&iacute;-la, saber eleger entre o &uacute;til e o acess&oacute;rio, ser capaz de navegar e participar nas redes sociais, comunicar com outras pessoas e em outras l&iacute;nguas (Blas, 2005). Segundo Guattari (1992) e Cabero (2010), o educador deve estar preparado para o desafio de produzir novas alternativas com os recursos dispon&iacute;veis. Contudo, estas exig&ecirc;ncias que se colocam aos docentes, tamb&eacute;m reconhecidas por Postholm (2006), ultrapassam o ato de transmiss&atilde;o de conhecimentos, na medida em que dever&atilde;o incutir no aluno a vontade de explorar, investigar, questionar, solucionar problemas, ser aut&oacute;nomo, curioso e com &acirc;nsia de saber.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Problema e objetivos de investiga&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Como problem&aacute;tica subjacente ao presente estudo, estimamos que a inclus&atilde;o de uma ou outra tipologia, assim como a quantidade dos recursos educativos utilizados, revelam uma forma de atuar da qual derivam, entre outros aspetos, as diferentes estrat&eacute;gias did&aacute;ticas associadas ao processo de ensino-aprendizagem. Consequentemente, trata-se de uma problem&aacute;tica de investiga&ccedil;&atilde;o de grande import&acirc;ncia. Por este motivo, para abordar estes t&oacute;picos, consideramos oportuno aprofund&aacute;-la, atrav&eacute;s do trabalho apresentado, particularmente na Matem&aacute;tica no Ensino Secund&aacute;rio.</p>     <p>De facto, para que o impl&iacute;cito processo de inclus&atilde;o dos meios educativos resulte eficaz, Feliz e Ricoy (2007) afirmam que necessitamos refletir e indagar sobre a a&ccedil;&atilde;o. Nesta linha, pretendemos contribuir para o debate sobre formas alternativas de ensinar e aprender, no que se refere aos recursos utilizados para a realiza&ccedil;&atilde;o das atividades. Nesta investiga&ccedil;&atilde;o, colocamos um dos focos principalmente nas TIC, a partir da disciplina de Matem&aacute;tica. Neste sentido, tratamos de analisar o uso que se faz dos recursos educativos e, em especial, das potencialidades das TIC, na aprendizagem da Matem&aacute;tica no Ensino Secund&aacute;rio. Consideramos que, ouvindo os alunos e estudando o conte&uacute;do das suas opini&otilde;es, poderemos conhecer melhor a realidade.</p>     <p>Em concord&acirc;ncia com o problema objeto de estudo j&aacute; referido, delimitam-se os seguintes objetivos espec&iacute;ficos de investiga&ccedil;&atilde;o: 1) descobrir quais s&atilde;o, em geral, os recursos educativos utilizados no ensino e, em particular, na disciplina de Matem&aacute;tica; 2) identificar os distintos tipos de recursos educativos e TIC que motivam os estudantes, em especial na disciplina de Matem&aacute;tica; 3) conhecer a perce&ccedil;&atilde;o dos alunos sobre o uso que se faz das TIC na disciplina de Matem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. M&eacute;todo</b></p>     <p>No presente trabalho, somente se apresenta parte de uma pesquisa mais ampla, que ainda se encontra em processo de desenvolvimento. Esta investiga&ccedil;&atilde;o foi levada a cabo mediante um enfoque qualitativo, de tipo descritivo e transversal. Trata-se de um estudo desenvolvido atrav&eacute;s de um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio. Delineou-se a partir do estudo de um caso espec&iacute;fico, sendo que os seus resultados e conclus&otilde;es poder&atilde;o ser aplicados noutros contextos, mediante uma atitude cr&iacute;tico-reflexiva. Este trabalho segue a tend&ecirc;ncia na qual "as pesquisas desvinculam-se dos referenciais positiv&iacute;sticos e tendem para o estudo de quest&otilde;es delimitadas, locais, apreendendo os sujeitos no ambiente natural em que vivem" (Chizzotti, 2003, p. 229). Tamb&eacute;m podemos considerar que esta investiga&ccedil;&atilde;o se enquadra no que Stake (2000) define como "caso intr&iacute;nseco", uma vez que procura uma melhor compreens&atilde;o do caso de estudo. A referida abordagem centra-se na an&aacute;lise quantitativa microcontextual (completada com alguma informa&ccedil;&atilde;o de tipo qualitativo), que, como afirma o mesmo autor (Stake,1998), contribuir&aacute;, a partir da sua pr&oacute;pria especificidade, para aprofundar o conhecimento da realidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Seguindo a Coller (2005), o estudo de caso &eacute; um m&eacute;todo que permite, com certo &ecirc;xito, descrever e compreender a situa&ccedil;&atilde;o objeto de an&aacute;lise, dentro de um contexto determinado. &Eacute; tamb&eacute;m um facto que a conce&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica adotada &eacute; fundamental para o sucesso da condu&ccedil;&atilde;o do caso real analisado (Yin, 1989). A abordagem que nos ocupa tem como vantagem exigir, de in&iacute;cio, menos recursos e poder ser assumida por um investigador ou uma pequena equipa (Duarte, 2008). Al&eacute;m disso, resulta de utilidade para a pesquisa, ao possibilitar o conhecimento da realidade baseado na objetividade (Latorre, Del Rinc&oacute;n, &amp; Arnal, 2003).</p>     <p><b>4.1. Amostra</b></p>     <p>A constitui&ccedil;&atilde;o da amostra n&atilde;o obedeceu a crit&eacute;rios probabil&iacute;sticos de sele&ccedil;&atilde;o dos participantes, pelas especificidades do tipo de estudo que se apresenta. De acordo com a metodologia adotada, responde a ju&iacute;zos pragm&aacute;ticos, que n&atilde;o s&atilde;o incompat&iacute;veis com o rigor cient&iacute;fico da investiga&ccedil;&atilde;o. Assim, os elementos da amostra foram selecionados intencionalmente, optando-se pela recolha de dados na escola onde lecionava uma das investigadoras. A boa acessibilidade aos participantes do estudo permitiu cumprir com a calendariza&ccedil;&atilde;o definida para a fase inicial.</p>     <p>Neste trabalho participaram 97 alunos de uma escola secund&aacute;ria de Portugal, do distrito de Braga. Trata-se de quatro turmas, nas quais os participantes frequentavam o 10&ordm; e 11&ordm; anos, com idades compreendidas entre os 14 e os 21 anos, sendo a m&eacute;dia de idade 16,5 anos e a moda de 15 anos. Do total do grupo de participantes, 68 s&atilde;o do sexo feminino e 29 do sexo masculino. No conjunto dos participantes, quase metade j&aacute; repetiu algum ano de escolaridade (42,3%), da&iacute; que n&atilde;o resulte surpreendente a idade m&aacute;xima registada. A maior parte dos alunos pertenciam a cursos profissionais (57,7%), quase um quarto frequentava um curso cient&iacute;fico-human&iacute;stico (24,7%) e uma percentagem mais reduzida um curso tecnol&oacute;gico (17,6%).</p>     <p><b>4.2. Instrumento, procedimento e an&aacute;lise de dados </b></p>     <p>Para o estudo, foi utilizada uma t&eacute;cnica de recolha de dados essencialmente quantitativa, que partiu da elabora&ccedil;&atilde;o de um question&aacute;rio <i>ad</i> <i>hoc</i> que servisse especificamente os objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o apresentada, seguindo os procedimentos cient&iacute;ficos oportunos. O referido instrumento foi constitu&iacute;do por itens de resposta fechada (Sim/N&atilde;o) e por algumas perguntas abertas, das quais se procedeu &agrave; an&aacute;lise do conte&uacute;do. Esta op&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica, que combina a recolha de informa&ccedil;&atilde;o quantitativa com a qualitativa, &eacute; frequente em investiga&ccedil;&otilde;es do &acirc;mbito educativo, isto porque, como afirmam Hill e Hill (2005), &eacute; particularmente relevante naquelas onde se pretende atingir uma melhor compreens&atilde;o.</p>     <p>O question&aacute;rio em causa cont&eacute;m diferentes dimens&otilde;es de conte&uacute;do, das quais destacamos as referidas a: acessibilidade, comunica&ccedil;&atilde;o, atividades desenvolvidas, motiva&ccedil;&atilde;o, metodologia, recursos e avalia&ccedil;&atilde;o. Por limita&ccedil;&otilde;es de espa&ccedil;o, selecionamos, para este trabalho, as perguntas sobre os resultados relativos aos recursos educativos em geral e ao uso das TIC em particular. Para as quest&otilde;es de resposta fechada, procedeu-se a uma an&aacute;lise quantitativa. Os principais resultados obtidos atrav&eacute;s da folha de c&aacute;lculo <i>Excel</i> (vers&atilde;o 2007) apresentam-se descritos em percentagem, e alguns deles ilustram-se atrav&eacute;s de gr&aacute;ficos.</p>     <p>No caso das perguntas de resposta aberta, elaborou-se um quadro ilustrativo, apresentando alguns exemplos com o n&uacute;mero do question&aacute;rio (ex.: Q3, que corresponde ao question&aacute;rio n&ordm; 3), o ano de escolaridade, diferentes excertos textuais analisados, assim como a interpreta&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios, a partir da an&aacute;lise de conte&uacute;do realizada. No corpo do artigo tamb&eacute;m &eacute; fornecida a percentagem de preponder&acirc;ncia obtida, a partir da an&aacute;lise de conte&uacute;do aplicada ao conjunto da informa&ccedil;&atilde;o das respostas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados desta investiga&ccedil;&atilde;o s&atilde;o apresentados, fundamentalmente, tendo em conta o uso dos recursos educativos, em geral, nas diferentes disciplinas e na Matem&aacute;tica, assim como das TIC nesta &uacute;ltima. Nesta sec&ccedil;&atilde;o apresentamos os principais resultados, agrupados em tr&ecirc;s n&uacute;cleos (nos quais tamb&eacute;m nos referimos &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o que produzem): 1) uso dos recursos educativos, em geral, nas distintas disciplinas; 2) utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos educativos na disciplina de Matem&aacute;tica; e 3) as TIC na Matem&aacute;tica.</p>     <p><b>5.1 Uso dos recursos educativos nas distintas disciplinas</b></p>     <p>Quanto aos recursos educativos que, em geral, mais se utilizam nas aulas (ver <a href="#g1">gr&aacute;fico 1</a>), a maioria dos alunos afirma que s&atilde;o as fichas de trabalho (72,2%), o manual escolar (62,9%) e, com menor express&atilde;o, os jogos did&aacute;ticos (12,4%). Percentagens muito pequenas referem testes <i>on-line</i> (6,2%), CD-ROM (5,2%) e v&iacute;deos did&aacute;ticos (3,1%).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g1"> <img src="/img/revistas/rpe/v25n2/25n2a11g1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Questionados sobre os recursos que mais os motivam, os alunos divergem muito de opini&atilde;o e nem sequer os que lhes resultam atrativos re&uacute;nem uma percentagem elevada: jogos did&aacute;ticos (21,6%), v&iacute;deos educativos (18,3%), testes <i>on-line</i> (16,6%), fichas de trabalho (15,4%), manual escolar (12,9%) e CD-ROM (6,6%).</p>      <p>De notar que os recursos educativos mais utilizados, nas distintas disciplinas, n&atilde;o s&atilde;o os que agradam, em maior medida, aos alunos (ver <a href="#g2">gr&aacute;fico 2</a>). De facto, os livros de texto e as fichas de trabalho, pelos dados obtidos, motivam menos os alunos do que os jogos did&aacute;ticos, os testes <i>on-line</i> ou os v&iacute;deos did&aacute;ticos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g2"> <img src="/img/revistas/rpe/v25n2/25n2a11g2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>      <p><b>5.2 Utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos educativos na disciplina de Matem&aacute;tica</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que se refere aos recursos mais utilizados nas aulas de Matem&aacute;tica, os alunos indicam: a calculadora gr&aacute;fica (79,1%), as fichas de trabalho (75,3%), o manual escolar (55,7%), os computadores e a Internet (46,4%). Em menores percentagens, referem-se a algum tipo de <i>software</i> did&aacute;tico (29,9%), e, em muito pequenas quantidades, ao quadro interativo (7,2%), v&iacute;deos did&aacute;ticos (6,2%), outros recursos, sem indicar quais (4,1%), objetos manipul&aacute;veis (3,1%) e sensores (como, por exemplo, os de movimento e temperatura) para a recolha de dados (1,0%).</p>     <p>Procedendo a uma compara&ccedil;&atilde;o com as restantes disciplinas, constata-se que, da mesma forma, na disciplina de Matem&aacute;tica recorre-se sobretudo ao manual escolar e &agrave;s fichas de trabalho do Ensino Secund&aacute;rio (ver <a href="#g3">gr&aacute;fico 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="g3"> <img src="/img/revistas/rpe/v25n2/25n2a11g3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em contextos informais, os recursos mais utilizados com o objetivo de trabalhar no &acirc;mbito da Matem&aacute;tica s&atilde;o: Internet (64,9%), calculadora gr&aacute;fica (61,9%), jogos did&aacute;ticos (25,8%), objetos manipul&aacute;veis (7,2%), <i>software</i> did&aacute;ctico (13,4%) e outros recursos (3,1%). Alguns alunos referem a op&ccedil;&atilde;o ‘nenhum’ (5,2%).</p>     <p>Relativamente &agrave; disciplina de Matem&aacute;tica e ao n&uacute;mero de professores que utilizam diferentes recursos para motivar os alunos, quase metade das opini&otilde;es (44,3%) reflete que s&atilde;o poucos aqueles que adotam esta postura. Refor&ccedil;ando a ideia impl&iacute;cita, apenas uma pequena percentagem dos participantes (1,0%) considera que os docentes promovem a utiliza&ccedil;&atilde;o de distintos recursos did&aacute;ticos, capazes de tornar mais apelativo o processo de ensino-aprendizagem. De salientar que foram poucos os alunos (2,1%) que n&atilde;o refletiram o seu contributo sobre este assunto.</p>     <p><b>5.3. As TIC na disciplina de Matem&aacute;tica </b></p>     <p>Dos alunos que participaram no estudo, a percentagem dos que t&ecirc;m calculadora gr&aacute;fica (55,7%) &eacute; muito pr&oacute;xima da dos que n&atilde;o t&ecirc;m (44,3%). A maioria afirma aprender mais, na disciplina de Matem&aacute;tica, quando usa a calculadora gr&aacute;fica (64,9%), e que &eacute; frequente recorrer &agrave;s novas tecnologias nas aulas de Matem&aacute;tica (64,9%).</p>     <p>A maior parte dos alunos &eacute; da opini&atilde;o que tem ou j&aacute; teve um professor, nas aulas de Matem&aacute;tica (60,8%), ao qual associa a utiliza&ccedil;&atilde;o do computador (48,5%), da Internet (46,4%) ou da calculadora gr&aacute;fica (42,3%), e, com menor express&atilde;o, indica os jogos did&aacute;ticos (30,9%). Como descobrimos, os alunos destacam os computadores e a Internet, pela sua import&acirc;ncia para o processo de ensino-aprendizagem em Matem&aacute;tica. Surpreendentemente, manifestam nunca ter consultado uma p&aacute;gina <i>web</i> sugerida por um manual escolar ou por um professor (78,4%).</p>     <p>Quanto ao uso dos quadros interativos, uma percentagem importante dos alunos (70,1%) ainda n&atilde;o assistiu a aulas de Matem&aacute;tica onde se tenha utilizado o referido recurso. Dos que j&aacute; tiveram essa oportunidade, alguns referem vantagens tais como: o aumento no rigor e no grau de realismo das representa&ccedil;&otilde;es gr&aacute;ficas; o incremento da motiva&ccedil;&atilde;o; a melhoria dos resultados acad&eacute;micos e da qualidade das aprendizagens (<a href="#q1">quadro 1</a>).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q1"> <img src="/img/revistas/rpe/v25n2/25n2a11q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Pouco mais de metade dos alunos afirma j&aacute; ter utilizado <i>software</i> matem&aacute;tico (61,9%). Contudo, quando t&ecirc;m que o especificar, n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o expressivos, ainda que se refiram a: <i>Graphmatica</i> (49,5%), <i>GeoGebra</i> (30,9%), <i>Geometer's Sketchpad</i> (2,1%) e outros (3,1%). Muitos dos participantes (64,9%) revelam estar dispon&iacute;veis para seguir as sugest&otilde;es dos professores, caso existam, relativamente &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de <i>software</i> matem&aacute;tico. Fora das aulas, a maior parte nunca pesquisou sobre <i>software</i> matem&aacute;tico (67,0%) nem instalou qualquer programa no seu computador (68,0%). Os alunos sustentam, na sua maioria (52,6%), que os professores n&atilde;o aconselham <i>software</i> de utiliza&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>6. Conclus&otilde;es e discuss&atilde;o</b></p>     <p>Atendendo principalmente aos objetivos do trabalho aqui abordado e ao contexto analisado, a partir da amostra utilizada e dos resultados obtidos, apresentam-se as seguintes conclus&otilde;es e discuss&atilde;o.</p>     <p>Os recursos educativos mais utilizados na generalidade das disciplinas s&atilde;o o manual escolar e as fichas de trabalho, com todas as limita&ccedil;&otilde;es que isto se sabe que sup&otilde;e. De facto, outros estudos afirmam que o material did&aacute;tico mais usado continua a ser o de tipo escrito, em formato impresso (Ricoy, 2009), apesar de que, como descobrimos, n&atilde;o &eacute; o que desperta mais motiva&ccedil;&atilde;o entre os participantes. Outras investiga&ccedil;&otilde;es evidenciam o interesse dos alunos por determinados recursos educativos; em concreto, Marchesi e Martin (2003) destacam os computadores.</p>     <p>Como nas restantes disciplinas, desde a perce&ccedil;&atilde;o dos alunos, os docentes de Matem&aacute;tica recorrem muito frequentemente ao manual escolar, &agrave;s fichas de trabalho e tamb&eacute;m &agrave; calculadora gr&aacute;fica. Esta &uacute;ltima justifica-se pela adequa&ccedil;&atilde;o das suas possibilidades para a disciplina em causa. Al&eacute;m disso, quase metade dos alunos aponta os computadores e a Internet como recursos que, em algum momento, usam na Matem&aacute;tica. Outros recursos educativos, como o quadro interativo, os objetos manipul&aacute;veis e os sensores (nomeadamente os de movimento e temperatura) para recolha de dados, quase n&atilde;o s&atilde;o mencionados, apesar de existirem estudos que entendem as estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas decorrentes da utiliza&ccedil;&atilde;o de algum destes dispositivos como meio facilitador da aprendizagem dos alunos (Torres, Coutinho, &amp; Fernandes, 2008). Os quadros interativos, na opini&atilde;o destes alunos, s&atilde;o pouco utilizados nas aulas de Matem&aacute;tica, muito embora estejam j&aacute; disseminados pela grande maioria das escolas portuguesas. Pelo que se apresenta, os resultados deste estudo coincidem com outros onde tamb&eacute;m fica evidente que a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho did&aacute;tico continua a ser dominada pelo manual escolar, que d&aacute; a t&oacute;nica &agrave; atividade de ensino (Alves, 2006), apesar de Paiva (2003) defender que uma escola que n&atilde;o integre os novos meios inform&aacute;ticos corre o risco de se tornar obsoleta.</p>     <p>A maior parte dos participantes afirma j&aacute; ter recorrido a <i>software</i> de utilidade para o estudo da Matem&aacute;tica e manifesta motiva&ccedil;&atilde;o por obter mais algum. Contudo, por iniciativa pr&oacute;pria, fora das aulas, nunca pesquisaram nem instalaram qualquer aplica&ccedil;&atilde;o inform&aacute;tica para uso na referida disciplina. Uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o poder&aacute; estar no facto de os professores, de uma forma geral, n&atilde;o aconselharem a sua utiliza&ccedil;&atilde;o, como percebe cerca de metade dos alunos. No que se refere ao uso de recursos educativos inovadores, na disciplina de Matem&aacute;tica, os estudantes partilham que poucos s&atilde;o os professores que realizam uma sele&ccedil;&atilde;o adequada para promover a motiva&ccedil;&atilde;o. O que se apresenta neste trabalho revela-se tamb&eacute;m em conson&acirc;ncia com outra investiga&ccedil;&atilde;o realizada, onde se constata um escasso uso dos recursos digitais apesar de se lhes reconhecer vantagens para a comunica&ccedil;&atilde;o, representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica, obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o do c&aacute;lculo e da motiva&ccedil;&atilde;o (Ricoy &amp; Couto, 2011).</p>     <p>Nota-se um grande destaque, atribu&iacute;do pelos participantes, aos computadores e &agrave; Internet como recursos relevantes para o processo de ensino-aprendizagem, apesar de a maior parte afirmar que nunca consultou uma p&aacute;gina <i>web</i> a partir da sugest&atilde;o no processo de forma&ccedil;&atilde;o. Assim sendo, &eacute; oportuno relembrar que as TIC encerram amplas possibilidades para a inova&ccedil;&atilde;o educativa e para motivar os alunos, ainda que dependa da orienta&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica atribu&iacute;da por quem planifica e desenvolve o processo de ensino-aprendizagem (P&eacute;rez &amp; P&eacute;rez, 2008). Deste estudo, depreende-se que os novos recursos tecnol&oacute;gicos constituem um aliciante para a aprendizagem dos alunos, revelando-se como uma alternativa que &eacute; necess&aacute;rio revestir de valor pedag&oacute;gico. Isto exige um longo caminho a percorrer, no que se refere &agrave; plena e efetiva integra&ccedil;&atilde;o das TIC, na medida em que diversos autores (Litwin, 2005; Pais, 2005) defendem que se trata de uma mais-valia para o processo formativo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>7. Algumas sugest&otilde;es</b></p>     <p>&Eacute; fundamental que os docentes atribuam sentido pertinente, no processo formativo, aos recursos educativos e &agrave;s TIC, dando-lhes tamb&eacute;m utilidade inovadora, com cria&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&otilde;es de aprendizagem motivadoras para os alunos. Ser&aacute; tamb&eacute;m importante que as entidades competentes promovam a forma&ccedil;&atilde;o adequada &agrave;s novas exig&ecirc;ncias. Ram&iacute;rez, Ca&ntilde;edo, Clemente, Jim&eacute;nez, e Mart&iacute;n (2011) evidenciam uma necessidade formativa real dos docentes, neste &acirc;mbito. Relembrando que a resist&ecirc;ncia &eacute; a inimiga da inova&ccedil;&atilde;o, no advento da <i>web</i> 2.0 os professores que n&atilde;o abracem o desafio de modernidade imposto estar&atilde;o a limitar as oportunidades de aprendizagem aos alunos. &Agrave; medida que o tempo avan&ccedil;a, se alguma postura inflex&iacute;vel, de resist&ecirc;ncia &agrave;s TIC, se mantiver, n&atilde;o facilitar&aacute; o incremento do adequado clima de motiva&ccedil;&atilde;o nas aulas, podendo agravar o sentimento de desconforto para os alunos. Al&eacute;m disso, torna-se necess&aacute;rio evidenciar que novos cen&aacute;rios educativos ganham forma, como por exemplo o <i>m-learning</i>, do qual &eacute; testemunho o trabalho de Ramos, Herrera, e Ram&iacute;rez (2010).</p>     <p>Muitos dos recursos educativos, potencialmente motivadores, que os docentes poder&atilde;o utilizar com os seus alunos fazem j&aacute; parte das infraestruturas das escolas ou do quotidiano dos adolescentes. Portanto, os professores podem tirar partido desta proximidade, dando maior utilidade did&aacute;tica, entre outros, a: quadros interativos, plataformas de aprendizagem, telem&oacute;vel, <i>smarphones</i>, jogos interativos, computadores, aplica&ccedil;&otilde;es diversas de multim&eacute;dia.</p>     <p>Aos alunos, exige-se-lhes curiosidade e gosto por aprender. Sugerimos aos docentes que o tempo que dedicam &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos educativos, particularmente das TIC, em contextos formativos, seja em prol de um ensino efetivo e de uma aprendizagem motivadora e significativa, trabalhando a partir do grande potencial que encerram. Em especial, lembramos que, nos contextos de aprendizagem <i>on-line</i>, h&aacute; que promover posturas de responsabilidade que evitem distra&ccedil;&otilde;es ou condutas reprov&aacute;veis pelos alunos. Por &uacute;ltimo, incidir em que motivar os alunos sup&otilde;e um desafio necess&aacute;rio a partir das mudan&ccedil;as requeridas por uma nova conce&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica. Como tal, proporcionar aprendizagens dignas da sociedade do conhecimento, no s&eacute;culo XXI, &eacute; uma obriga&ccedil;&atilde;o fundamental dos docentes e dos respons&aacute;veis institucionais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Alves, G. (2006). <i>A produ&ccedil;&atilde;o da escola p&uacute;blica contempor&acirc;nea</i>. Campinas: Autores Associados.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000100&pid=S0871-9187201200020001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Area, M., Gonz&aacute;lez, D., Cepeda, O., &amp; Sanabria, A. (2011). Un an&aacute;lisis de las actividades did&aacute;cticas con TIC en aulas de educaci&oacute;n secundaria. <i>Pixel-Bit - Revista de Medios y Educaci&oacute;n, 38</i>, 187-199. Dispon&iacute;vel em <a href="http://redalyc.uaemex.mx/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=36816200015" target="_blank">http://redalyc.uaemex.mx/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=36816200015</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000102&pid=S0871-9187201200020001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ballesta, J. (1996). Funci&oacute;n did&aacute;ctica de los materiales curriculares. <i>Pixel-Bit - Revista de Medios y Educaci&oacute;n, 5</i>, 29-46. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.sav.us.es/pixelbit/pixelbit/articulos/n5/n5art/art53.htm" target="_blank">http://www.sav.us.es/pixelbit/pixelbit/articulos/n5/n5art/art53.htm</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0871-9187201200020001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Blas, M. (2005). Las Tecnolog&iacute;as de la Informaci&oacute;n y la Comunicaci&oacute;n (TIC) como apoyo a la innovaci&oacute;n y al cambio. <i>REICE: Revista Electr&oacute;nica Iberoamericana sobre Calidad, Eficacia y Cambio en Educaci&oacute;n, 3</i>(1), 449-463. Dispon&iacute;vel em <a href="http://redalyc.uaemex.mx/pdf/551/55130144.pdf" target="_blank">http://redalyc.uaemex.mx/pdf/551/55130144.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000104&pid=S0871-9187201200020001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Blurton, C. (1999). New directions in education. In M. Tawfik (Org.), <i>The world communication and information</i> (pp. 46-61). Paris: UNESCO.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0871-9187201200020001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cabero, J. (1999). Bases para el dise&ntilde;o, producci&oacute;n y utilizaci&oacute;n de los medios did&aacute;cticos y materiales de ense&ntilde;anza. In J. Cabero (Org.), <i>Tecnolog&iacute;a educativa</i> (pp. 53-70). Madrid: S&iacute;ntesis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0871-9187201200020001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cabero, J. (2000). Los usos de los medios audiovisuales, inform&aacute;ticos y las nuevas tecnolog&iacute;as en los centros andaluces. Los cuestionarios (I). In G. Underwood (Coord.), <i>Y continuamos avanzando. Las tecnolog&iacute;as para la mejora educativa</i> (pp. 467-502). Sevilla: Kronos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S0871-9187201200020001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cabero, J. (2010). Los retos de la integraci&oacute;n de las TICs en los procesos educativos. L&iacute;mites y posibilidades. <i>Revista Perspectiva Educacional, 49</i>(1), 32-61. Dispon&iacute;vel em <a href="http://tecnologiaedu.us.es/tecnoedu/images/stories/jca73.pdf" target="_blank">http://tecnologiaedu.us.es/tecnoedu/images/stories/jca73.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S0871-9187201200020001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chamorro, M. (2003). <i>Did&aacute;ctica de las Matem&aacute;ticas para Primaria</i>. Madrid: Pearson Educaci&oacute;n.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S0871-9187201200020001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chen, H., Yu, C., &amp; Chang, C. (2007). E-Homebook system: A web-based interactive education interface. <i>Computers &amp; Education</i>, 49(2), 160-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0871-9187201200020001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chizzotti, A. (2003). A pesquisa qualitativa em Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais: Evolu&ccedil;&atilde;o e desafios. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 16(2), 221-236.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0871-9187201200020001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coller, X. (2005). <i>Estudio de casos</i>. Madrid: Centro de Investigaciones Sociol&oacute;gicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0871-9187201200020001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coomey, M., &amp; Stephenson, J. (2001). Online learning: It is all about dialogue, involvement, support and control according to research. In J. Stephenson (Coord.), <i>Teaching &amp; learning online: New pedagogies for new technologies</i> (pp. 37-52). Londres: Kogan Page.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S0871-9187201200020001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>De Pablos, J. (1996). <i>Tecnolog&iacute;a y educaci&oacute;n</i>. Barcelona: Cedecs.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S0871-9187201200020001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dias, S., &amp; Silva, M. (2005). Dial&oacute;gica e interatividade em educa&ccedil;&atilde;o on-line. <i>Revista da FAEEBA - Educa&ccedil;&atilde;o e Contemporaneidade, 14</i>(23), 169-179. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.uneb.br/revistadafaeeba/files/2011/05/numero23.pdf" target="_blank">http://www.uneb.br/revistadafaeeba/files/2011/05/numero23.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S0871-9187201200020001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Duarte, J. (2008). Estudos de caso em educa&ccedil;&atilde;o. Investiga&ccedil;&atilde;o em profundidade com recursos reduzidos e outro modo de generaliza&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Lus&oacute;fona de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, 11, 113-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0871-9187201200020001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fainholc, B. (2006). Los medios en la ense&ntilde;anza. <i>P&iacute;xel-Bit - Revista de Medios y Educaci&oacute;n, 27</i>, 5-10. Dispon&iacute;vel em <a href="http://redalyc.uaemex.mx/pdf/368/36802701.pdf" target="_blank">http://redalyc.uaemex.mx/pdf/368/36802701.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0871-9187201200020001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Feliz, T., &amp; Ricoy, M. (2007). From feedback about resources to the improvement of the curricular design of practical training as a generalization process. In L. G&uuml;rtler, M. Kiegelmann &amp; G. L. Huber (Eds.), <i>Generalization in qualitative psychology</i> (pp. 145-160). T&uuml;bingen: Ingeborg Huber Verlag.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S0871-9187201200020001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gargallo, B. (2003). <i>Un primer diagn&oacute;stico del uso de Internet en los centros escolares de la comunidad valenciana. Procesos de formaci&oacute;n y efectos sobre la calidad de la educaci&oacute;n</i>. Valencia: Instituto Valenciano de Evaluaci&oacute;n y Calidad Educativa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S0871-9187201200020001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gimeno, J. (1991). Los materiales y la ense&ntilde;anza. <i>Cuadernos de Pedagog&iacute;a</i>, 194, 10-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S0871-9187201200020001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Guattari, F. (1992). <i>Caosmose: Um novo paradigma est&eacute;tico</i>. Rio de Janeiro: Editora 34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S0871-9187201200020001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hargreaves, A. (2003). <i>O ensino na sociedade do conhecimento. A educa&ccedil;&atilde;o na era da inseguran&ccedil;a</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S0871-9187201200020001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hern&aacute;n, F., &amp; Carrillo, E. (1988). <i>Recursos en el aula de Matem&aacute;ticas</i>. Madrid: S&iacute;ntesis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S0871-9187201200020001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hill, M., &amp; Hill, A. (2005). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o por question&aacute;rio</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es S&iacute;labo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0871-9187201200020001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Latorre, A., Del Rinc&oacute;n, D., &amp; Arnal, J. (2003). <i>Bases metodol&oacute;gicas de la investigaci&oacute;n educativa</i>. Barcelona: Ediciones Experiencia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S0871-9187201200020001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Litwin, E. (2005). <i>Tecnolog&iacute;as educativas en tiempos de Internet</i>. Buenos Aires: Amorrortu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S0871-9187201200020001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Loureiro, M., Pombo, L., Barbosa, I., &amp; Brito, A. (2010). A utiliza&ccedil;&atilde;o das TIC dentro e fora da escola: Resultados de um estudo envolvendo alunos do concelho de Aveiro. <i>Educa&ccedil;&atilde;o, Forma&ccedil;&atilde;o &amp; Tecnologias, 3</i>(1), 31-40. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.educacaoadistancia.blog.br/ebook/A%20utilizacao%20das%20TIC.pdf" target="_blank">http://www.educacaoadistancia.blog.br/ebook/A%20utilizacao%20das%20TIC.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S0871-9187201200020001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lucena, R. (2008). El profesor que programa: La programaci&oacute;n como instrumento de trabajo. In J. C. S&aacute;nchez Huete (Coord.), <i>Compendio de Did&aacute;ctica General</i> (pp. 207-241). Madrid: Editorial CCS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S0871-9187201200020001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marchesi, A., &amp; Mart&iacute;n, E. (2003). <i>Tecnolog&iacute;a e aprendizaje</i>. Madrid: Editorial SM.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S0871-9187201200020001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mart&iacute;nez S&aacute;nchez, F. (1996). Tecnolog&iacute;a educativa y dise&ntilde;o curricular. In D. J. Gallego, C. Alonso &amp; I. Cant&oacute;n (Coord.), <i>Integraci&oacute;n curricular de los recursos tecnol&oacute;gicos</i> (pp. 13-30). Barcelona: Oikos-tau.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S0871-9187201200020001100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pais, L. (2005). <i>Educa&ccedil;&atilde;o escolar e as tecnologias da inform&aacute;tica</i>. Belo Horizonte: Aut&ecirc;ntica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S0871-9187201200020001100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Paiva, J. (2003). <i>As tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o: Utiliza&ccedil;&atilde;o pelos alunos</i>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, DAPP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S0871-9187201200020001100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pelgrum, W., &amp; Law, N. (2003). <i>ICT in education around the world: Trends, problems and prospects</i>. Paris: UNESCO-IIEP.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S0871-9187201200020001100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>P&eacute;rez, M., &amp; P&eacute;rez, E. (2008). Innovaci&oacute;n curricular y nuevas tecnolog&iacute;as en la universidad ante el "espacio europeo de educaci&oacute;n superior". In M. L. Sevillano (Coord.), <i>Nuevas tecnolog&iacute;as en educaci&oacute;n social </i>(pp. 367-392). Madrid: McGraw-Hill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S0871-9187201200020001100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Postholm, M. (2006). The teacher's role when pupils work on task using ICT in project work. <i>Educational Research</i>, 48(2), 155-175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S0871-9187201200020001100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ram&iacute;rez, E., Ca&ntilde;edo, I., Clemente, M., Jim&eacute;nez, J., &amp; Mart&iacute;n, J. (2011). Un estudio sobre Internet en las aulas. &iquest;Qu&eacute; nos dicen los profesores de secundaria sobre el uso de estos recursos en sus pr&aacute;cticas? <i>Revista Iberoamericana de Educaci&oacute;n, 56</i>(1), 1-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S0871-9187201200020001100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ramos, A., Herrera, J., &amp; Ram&iacute;rez, M. (2010). Desarrollo de habilidades cognitivas con aprendizaje m&oacute;vil: Un estudio de casos. <i>Comunicar</i>, <i>17</i>(34), 201-209.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S0871-9187201200020001100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ricoy, M. C. (2009). Utilizaci&oacute;n de los recursos y factores que rodean el empleo de la prensa en la educaci&oacute;n de j&oacute;venes y adultos. <i>Zer — Revista de Estudios de Comunicaci&oacute;n, 14</i>(26), 145-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S0871-9187201200020001100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ricoy, M. C., &amp; Couto, M. J. (2011). As TIC no ensino secund&aacute;rio na Matem&aacute;tica: A percep&ccedil;&atilde;o dos professores. <i>Revista Latinoamericana de Investigaci&oacute;n en Matem&aacute;tica Educativa, 14</i>(1), 95-119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S0871-9187201200020001100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rodrigues, G., &amp; Colesanti, M. (2008). Educa&ccedil;&atilde;o ambiental e as novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o. <i>Sociedade e Natureza, 20</i>, 51-66. 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Alcoy: Marfil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S0871-9187201200020001100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rodr&iacute;guez Rodr&iacute;guez, J., &amp; Montero, L. (2004). Indefinici&oacute;n terminol&oacute;gica y tecnolog&iacute;a educativa. <i>Pixel-Bit — Revista de Medios y Educaci&oacute;n, 22</i>, 51-65. 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La importancia de las nuevas tecnolog&iacute;as en el sector educativo. In M. L. Sevillano (Coord.), <i>Nuevas tecnolog&iacute;as en Educaci&oacute;n Social</i> (pp. 29-52). McGraw-Hill: Madrid.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S0871-9187201200020001100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Spiegel, A. (2000). <i>La vida cotidiana como recurso did&aacute;ctico. Hacia una escuela m&aacute;s autentica</i>. Rosario: Homo Sapiens Ediciones.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S0871-9187201200020001100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Stake, R. (1998). <i>Investigaci&oacute;n con estudio de casos</i>. Madrid: Morata.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S0871-9187201200020001100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Stake, R. (2000). Case studies. In N. K. Denzin &amp; Y. S. Lincoln (Eds.), <i>Handbook of qualitative research</i> (pp. 435-454). London: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S0871-9187201200020001100047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Torres, T., Coutinho, C., &amp; Fernandes, J. (2008). Aplica&ccedil;&otilde;es e modela&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica com recurso &agrave; calculadora gr&aacute;fica e sensores. <i>Revista Iberoamericana de Educaci&oacute;n Matem&aacute;tica, 15</i>, 9-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S0871-9187201200020001100048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wallace, R. (2002). The Internet as a site for changing practice: The case of Ms. Owens. <i>Research in Science Education, 32</i>(4), 465-487.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S0871-9187201200020001100049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yin, R. (1989). <i>Case study research — Design and methods</i>. USA: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S0871-9187201200020001100050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em Julho/2011</p>     <p>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em Julho/2012</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Nota</b></p>     <p><Sup><a name="0"></a><a href="#top0">*</a></Sup> Esta contribui&ccedil;&atilde;o enquadra-se num projeto de investiga&ccedil;&atilde;o (Ref. SFRH/BD/63472/2009) financiado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia (Portugal).</p>      ]]></body><back>
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