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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Centro de Investigação em Educação. Instituto de Educação da Universidade do Minho]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias e modelos de avaliação utilizados pelos Centros de Recursos TIC no aconselhamento de produtos de apoio para alunos com Necessidades Educativas Especiais]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Strategies and assessment models used by the Centers of ICT Resources in the assessment of assistive technology for students with Special Educational Needs]]></article-title>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Stratégies et modèles d'évaluation utilisées par les Centres de Ressources TIC dans le choix des outils de support pour des élèves ayant des besoins éducatifs spéciaux]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In 2007, the Portuguese Ministry of Education established a network of 25 Centers of ICT Resources for Special Education (CRTIC). These centers, among other missions, are responsible for the assessment of students with Special Educational Needs (SEN) towards the implementation of assistive technologies. In this paper we present the main findings of a study developed under this context, which aimed to understand the practices currently underway in these Centers, particularly in what concerns the strategies and models used in the assessments of students with SEN for assistive technologies use. The study was based on a multi-methodological paradigm as we analyzed data obtained by a questionnaire applied to all the centers, as well as their activity reports and some interviews. Sustained by the practices described and analyzed, we have conceptualized and prototyped a proposal for a support platform, called "Rede NEE" (SEN Network), which includes strategies that may facilitate the monitoring of the assigned assistive technologies.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[Le Ministère de l'Éducation National Portugais a créé, en 2007, un réseau de 25 centres de ressources TIC (Technologie Information et Communication) pour l'Éducation Spéciale (CRTIC). Ces centres, parmi d'autres missions, sont responsables par l'évaluation des élèves en situation de handicap, en vue de l'attribution des outils de support, essentiels dans l'accompagnement éducatif près ces élèves. Notre étude apparait dans ce contexte et cet article présente les résultats obtenus. Nous avons essayée, d'abord, de comprendre les pratiques menées par les centres, notamment en ce qui concerne les stratégies et modèles utilisées pendant l'évaluation des élèves en situation de handicap, ayant comme objectif l'attribution d'un outil de support. Ce travail est soutenu par un paradigme pluri-méthodologique qui nous a permis d'analyser les données obtenues lors d'une enquête par questionnaire répondue par la totalité des centres, ainsi comme leurs rapports d'activité et quelques interviews. À partir des pratiques répertoriées, nous avons conçu et dessiné une plateforme web de support, appelée "Rede NEE" avec des stratégies qui, souhaitons nous, faciliteront le suivi des outils attribués.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Centro de Recursos TIC para Educação Especial]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estrat&eacute;gias e modelos de avalia&ccedil;&atilde;o utilizados pelos Centros de Recursos TIC no aconselhamento de produtos de apoio para alunos com Necessidades Educativas Especiais</b></p>     <p><b>Strategies and assessment models used by the Centers of ICT Resources in the assessment of assistive technology for students with Special Educational Needs </b></p>     <p><b>Strat&eacute;gies et mod&egrave;les d&#39;&eacute;valuation utilis&eacute;es par les Centres de Ressources TIC dans le choix des outils de support pour des &eacute;l&egrave;ves ayant des besoins &eacute;ducatifs sp&eacute;ciaux </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Simone da Fonte Ferreira<sup>i</sup> &amp; Ana Margarida Almeida<sup>ii</sup></b></p>     <p>Universidade de Aveiro, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Em 2007, o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o criou uma rede de 25 Centros de Recursos TIC para a Educa&ccedil;&atilde;o Especial (CRTIC). Estes centros, entre outras miss&otilde;es, s&atilde;o respons&aacute;veis pela avalia&ccedil;&atilde;o de alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) tendo em vista a implementa&ccedil;&atilde;o dos produtos de apoio (PA) na interven&ccedil;&atilde;o educativa junto dos mesmos. &Eacute; neste contexto que surge o estudo cujos principais resultados apresentamos neste artigo e que teve por finalidade compreender as pr&aacute;ticas atualmente em curso nos CRTIC, nomeadamente no que respeita &agrave;s estrat&eacute;gias e aos modelos aplicados nas avalia&ccedil;&otilde;es dos alunos com NEE, para efeitos de aconselhamento de PA. O estudo realizado assentou num paradigma plurimetodol&oacute;gico, tendo-se analisado dados obtidos atrav&eacute;s da aplica&ccedil;&atilde;o de um inqu&eacute;rito por question&aacute;rio &agrave; totalidade dos centros, bem como os seus relat&oacute;rios de atividade e alguns inqu&eacute;ritos por entrevista. Sustentada pelas pr&aacute;ticas descritas e analisadas, conceptualiz&aacute;mos e prototip&aacute;mos uma proposta de uma plataforma de apoio, designada por &quot;Rede NEE&quot;, que contempla estrat&eacute;gias que poder&atilde;o facilitar a monitoriza&ccedil;&atilde;o dos produtos de apoio atribu&iacute;dos.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Centro de Recursos TIC para Educa&ccedil;&atilde;o Especial; Produtos de Apoio; Necessidades Educativas Especiais; Avalia&ccedil;&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In 2007, the Portuguese Ministry of Education established a network of 25 Centers of ICT Resources for Special Education (CRTIC). These centers, among other missions, are responsible for the assessment of students with Special Educational Needs (SEN) towards the implementation of assistive technologies. In this paper we present the main findings of a study developed under this context, which aimed to understand the practices currently underway in these Centers, particularly in what concerns the strategies and models used in the assessments of students with SEN for assistive technologies use. The study was based on a multi-methodological paradigm as we analyzed data obtained by a questionnaire applied to all the centers, as well as their activity reports and some interviews. Sustained by the practices described and analyzed, we have conceptualized and prototyped a proposal for a support platform, called &quot;Rede NEE&quot; (SEN Network), which includes strategies that may facilitate the monitoring of the assigned assistive technologies.</p>     <p><b>Keywords:</b> Centres of ICT Resources for Special Education); Assistive Technologies; Special Educational Needs); Assessment</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>R&Eacute;SUM&Eacute;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Le Minist&egrave;re de l&#39;&Eacute;ducation National Portugais a cr&eacute;&eacute;, en 2007, un r&eacute;seau de 25 centres de ressources TIC (Technologie Information et Communication) pour l&#39;&Eacute;ducation Sp&eacute;ciale (CRTIC). Ces centres, parmi d&rsquo;autres missions, sont responsables par l&#39;&eacute;valuation des &eacute;l&egrave;ves en situation de handicap, en vue de l&rsquo;attribution des outils de support, essentiels dans l&rsquo;accompagnement &eacute;ducatif pr&egrave;s ces &eacute;l&egrave;ves. Notre &eacute;tude apparait dans ce contexte et cet article pr&eacute;sente les r&eacute;sultats obtenus. Nous avons essay&eacute;e, d&rsquo;abord, de comprendre les pratiques men&eacute;es par les&nbsp; centres, notamment en ce qui concerne les strat&eacute;gies et mod&egrave;les utilis&eacute;es pendant l&rsquo;&eacute;valuation des &eacute;l&egrave;ves en situation de handicap, ayant comme objectif l&rsquo;attribution d&rsquo;un outil de support. Ce travail est soutenu par un paradigme pluri-m&eacute;thodologique qui nous a permis d&rsquo;analyser les donn&eacute;es obtenues lors d&rsquo;une enqu&ecirc;te par questionnaire r&eacute;pondue par la totalit&eacute; des centres, ainsi comme leurs rapports d&rsquo;activit&eacute; et quelques interviews. &Agrave; partir des pratiques r&eacute;pertori&eacute;es, nous avons con&ccedil;u et dessin&eacute; une plateforme web de support, appel&eacute;e&nbsp; &quot;Rede NEE&quot; avec des strat&eacute;gies qui, souhaitons nous, faciliteront le suivi des outils attribu&eacute;s.</p>     <p><b>Mots-cl&eacute;:</b> Centres de Ressources TIC pour l&rsquo;&Eacute;ducation Sp&eacute;ciale; Outils de support; &Eacute;ducation Sp&eacute;ciale; &Eacute;valuation</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>1. Contextualiza&ccedil;&atilde;o do estudo </b></p>     <p>A difus&atilde;o dos benef&iacute;cios que a tecnologia pode assumir nas experi&ecirc;ncias acad&eacute;micas e sociais dos alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) e o potencial que estas oferecem a estes alunos est&atilde;o fortemente documentados (Azevedo, 2005; Basil, Soro-Camats, Bult&oacute;, Morales, &amp; Lobato, 2002; Blackhurst &amp; Edyburn, 2000; Cook &amp; Polgar, 2008; Edyburn, 2002; Ribeiro, 2012; Ribeiro, Moreira, &amp; Almeida, 2010; Scherer, 2003; von Tetzchner &amp; Martinsen, 2000; Williams, Jamali, &amp; Nicholas, 2006; UNESCO, 2006, 2010; European Agency for Development in Special Needs Education (EADSNE), 2013).&nbsp;</p>     <p>Historicamente, os primeiros avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos ao servi&ccedil;o da Educa&ccedil;&atilde;o Especial fizeram-se, de forma muito pr&oacute;spera, no acesso a Produtos de Apoio (PA) que permitissem a estes alunos assumir um papel mais ativo no processo de aprendizagem. Atualmente, estes avan&ccedil;os verificam-se nas mais variadas &aacute;reas e para as diferentes tipologias de NEE, existindo, no mercado, uma grande diversidade de solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas para incapacidades sensoriais, motoras, cognitivas, de linguagem e/ou fala, entre outras. A ampla divulga&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios e a consci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia dos referidos recursos na interven&ccedil;&atilde;o educativa desta popula&ccedil;&atilde;o fez com que, em Portugal, tal como aconteceu em outros pa&iacute;ses, se sentisse necessidade de criar uma conjuntura legislativa no &acirc;mbito da Educa&ccedil;&atilde;o Especial que consagrasse a possibilidade de recorrer aos PA na interven&ccedil;&atilde;o junto dos alunos com NEE (Resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 120/2006; Decreto-Lei n.&ordm; 3/2008).</p>     <p>Para al&eacute;m do incentivo legislativo para recorrer &agrave; tecnologia como um recurso a utilizar na interven&ccedil;&atilde;o junto destes alunos, houve tamb&eacute;m um enorme investimento financeiro, por parte do Minist&eacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o, na cria&ccedil;&atilde;o de uma rede de Centro de Recursos TIC (de Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o) para a Educa&ccedil;&atilde;o Especial (CRTIC) e, posteriormente, na disponibiliza&ccedil;&atilde;o de PA.</p>     <p>A cria&ccedil;&atilde;o desta rede nacional de CRTIC, assegurada pela Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 120/2006, publicada em <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i> em 21 de setembro de 2006, surgiu no &acirc;mbito de uma pol&iacute;tica de re(habilita&ccedil;&atilde;o) das pessoas com defici&ecirc;ncia, que preconiza a promo&ccedil;&atilde;o da inclus&atilde;o destas pessoas na sociedade e o exerc&iacute;cio de uma cidadania plena. Trata-se de uma legisla&ccedil;&atilde;o que aponta linhas de a&ccedil;&atilde;o a serem adotadas em v&aacute;rios dom&iacute;nios, cujo objetivo &eacute; melhorar a qualidade de vida das pessoas com defici&ecirc;ncia e garantir o acesso a um conjunto de bens e servi&ccedil;os dispon&iacute;veis &agrave; sociedade em geral. &Eacute; no dom&iacute;nio da &quot;qualifica&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da inclus&atilde;o laboral&quot; (Resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 120/2006, eixo n.&ordm; 2, p. 6960) que se centra um conjunto de estrat&eacute;gias que visam assegurar &quot;condi&ccedil;&otilde;es de acesso e de frequ&ecirc;ncia por parte dos alunos com necessidades educativas especiais&hellip;&quot;, entre as quais se destaca a &quot;compatibiliza&ccedil;&atilde;o e unifica&ccedil;&atilde;o da atribui&ccedil;&atilde;o de ajudas t&eacute;cnicas para alunos no &acirc;mbito das estruturas educativas com o sistema supletivo de atribui&ccedil;&atilde;o e financiamento de ajudas t&eacute;cnicas&quot; (Resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 120/2006, eixo n.&ordm; 2, p. 6960). Para tal, foi necess&aacute;rio levar a cabo um conjunto de medidas, que passaram pela elabora&ccedil;&atilde;o de um novo enquadramento legislativo que contemplasse o regime de apoio aos alunos com NEE, com a publica&ccedil;&atilde;o do Decreto-Lei n.&ordm; 3/2008, e pela &quot;consolida&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de 25 centros de recursos para as necessidades educativas especiais&hellip;&quot; (Resolu&ccedil;&atilde;o n.&ordm; 120/2006, eixo n.&ordm; 2, p. 6960).&nbsp;&nbsp;</p>     <p>O processo de constitui&ccedil;&atilde;o da rede de CRTIC iniciou-se com o arranque parcial de 14 Centros no ano letivo de 2007/2008, tendo os restantes surgido em 2008/2009, distribu&iacute;dos pelas 5 regi&otilde;es educativas. A rede cobre Portugal continental e cada Centro tem uma &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia que foi equacionada atendendo &agrave; dispers&atilde;o geogr&aacute;fica, ao n&uacute;mero de Agrupamentos e de alunos. De entre muitas finalidades subjacentes &agrave; sua exist&ecirc;ncia, citamos aquelas que diretamente se prendem com a finalidade do estudo aqui descrito, a saber: avalia&ccedil;&atilde;o de alunos com limita&ccedil;&otilde;es significativas na atividade e participa&ccedil;&atilde;o para fins de adequa&ccedil;&atilde;o das tecnologias de apoio &agrave;s suas necessidades espec&iacute;ficas; acompanhamento dos alunos atrav&eacute;s da monitoriza&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o e de reuni&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o; presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de informa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o, aconselhamento e documenta&ccedil;&atilde;o aos docentes, fam&iacute;lias e outros t&eacute;cnicos no que diz respeito a utiliza&ccedil;&atilde;o das tecnologias e das metodologias a implementar na sala de aula; manuten&ccedil;&atilde;o das tecnologias de apoio (Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o (DGE), 2007, p. 4).</p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o-alvo destes Centros, no que concerne &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o das tecnologias de apoio e suas medidas, s&atilde;o os alunos abrangidos pelo Decreto-Lei n.&ordm; 3/2008, cuja legisla&ccedil;&atilde;o define o enquadramento, objetivos e princ&iacute;pios orientadores da Educa&ccedil;&atilde;o Especial. A referida legisla&ccedil;&atilde;o decreta claramente a necessidade de criar condi&ccedil;&otilde;es para a adequa&ccedil;&atilde;o do processo educativo &agrave;s NEE dos alunos</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <blockquote>com limita&ccedil;&otilde;es significativas ao n&iacute;vel da atividade e da participa&ccedil;&atilde;o num ou v&aacute;rios dom&iacute;nios de vida, decorrentes de altera&ccedil;&otilde;es funcionais e estruturais, de car&aacute;cter permanente, resultando em dificuldades continuadas ao n&iacute;vel da comunica&ccedil;&atilde;o, da aprendizagem, da mobilidade, da autonomia, do relacionamento interpessoal e da participa&ccedil;&atilde;o social (ponto 1 do artigo 1.&ordm;).</blockquote>     <p></p>     <p>A adequa&ccedil;&atilde;o do processo educativo &eacute; salvaguardada por um conjunto de medidas (artigo 16&ordm;) que visam promover a aprendizagem e a participa&ccedil;&atilde;o dos alunos com NEE de car&aacute;ter permanente, sendo de destacar que uma destas medidas passa pela possibilidade de ado&ccedil;&atilde;o de tecnologias de apoio (ponto 2, al&iacute;nea f do artigo 16.&ordm;). S&atilde;o consideradas tecnologias de apoio, no mesmo texto legislativo, &quot;dispositivos facilitadores que se destinam a melhorar a funcionalidade e a reduzir a incapacidade do aluno, tendo como impacte permitir o desempenho de atividades e a participa&ccedil;&atilde;o nos dom&iacute;nios da aprendizagem e da vida profissional e social&quot; (Decreto-Lei n.&ordm; 3/2008, artigo 22.&ordm;, p. 159).</p>     <p>Algum tempo mais tarde, o Decreto-Lei n.&ordm; 93/2009 surge na mesma senda da classifica&ccedil;&atilde;o internacional ISO 9999 (2007) substituindo a nomenclatura ajudas t&eacute;cnicas por PA e apresentando a defini&ccedil;&atilde;o: &quot;produto de apoio (que) designa qualquer produto, instrumento, equipamento ou sistema t&eacute;cnico usado por uma pessoa com defici&ecirc;ncia, especialmente produzido ou dispon&iacute;vel que previne, compensa, atenua ou neutraliza a limita&ccedil;&atilde;o funcional ou de participa&ccedil;&atilde;o&quot; (Decreto-Lei n.&ordm; 93/2009, artigo 4.&ordm;, p. 2276). Esta defini&ccedil;&atilde;o abrange diferentes &aacute;reas, a saber: comunica&ccedil;&atilde;o, mobilidade, acesso alternativo, posicionamento, vida di&aacute;ria, orienta&ccedil;&atilde;o, entre outros; engloba equipamentos desde os mais simples (<i>low tech</i>) aos mais sofisticados (<i>high tech</i>), como por exemplo: adaptadores de utens&iacute;lios, bengalas, teclados adaptados, apontadores de cabe&ccedil;a, brinquedos adaptados, lupas eletr&oacute;nicas e ampliadores de textos, processadores de texto com sintetizadores de fala, entre outros. Contudo, a integra&ccedil;&atilde;o destes equipamentos na interven&ccedil;&atilde;o educativa de alunos com NEE pressup&otilde;e todo um processo complexo, que vai desde a constitui&ccedil;&atilde;o de uma equipa de avalia&ccedil;&atilde;o at&eacute; &agrave; recolha de informa&ccedil;&atilde;o e tomada de decis&atilde;o por um determinado PA, passando tamb&eacute;m por um conjunto de servi&ccedil;os a serem disponibilizados aos intervenientes.&nbsp;</p>     <p>Torna-se, por isso, importante que haja uma maior consci&ecirc;ncia de que as pr&aacute;ticas relacionadas com a ado&ccedil;&atilde;o da tecnologia na interven&ccedil;&atilde;o educativa necessitam n&atilde;o s&oacute; do acesso a solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas, mas de todo um conjunto de servi&ccedil;os que ofere&ccedil;a aos professores, alunos e suas fam&iacute;lias estrat&eacute;gias essenciais para alcan&ccedil;ar resultados eficazes no progresso do aluno. Neste sentido a <i>Individuals with Disabilities Education Act Amendments of 2004</i> (IDEA, 2004) considerou pertinente definir um conjunto de servi&ccedil;os que auxilie diretamente a sele&ccedil;&atilde;o, a aquisi&ccedil;&atilde;o e o uso de uma tecnologia na interven&ccedil;&atilde;o educativa com alunos NEE. Assim, identificou quais os servi&ccedil;os a serem prestados, a saber: i) avalia&ccedil;&atilde;o das necessidades; ii) indica&ccedil;&atilde;o da necessidade de adquirir os PA (compra, empr&eacute;stimo, entre outros); iii) sele&ccedil;&atilde;o, conce&ccedil;&atilde;o, instala&ccedil;&atilde;o, adapta&ccedil;&atilde;o, manuten&ccedil;&atilde;o, repara&ccedil;&atilde;o ou substitui&ccedil;&atilde;o de equipamentos; iv) coordena&ccedil;&atilde;o na utiliza&ccedil;&atilde;o do produto de apoio recebido; v) disponibiliza&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o, treino e assist&ecirc;ncia ao aluno, &agrave; fam&iacute;lia e aos profissionais envolvidos.&nbsp;</p>     <p>Por outro lado, a utiliza&ccedil;&atilde;o de um PA exige, em certos casos, conhecimentos espec&iacute;ficos que alguns profissionais educativos e fam&iacute;lias n&atilde;o det&ecirc;m. Tal situa&ccedil;&atilde;o imp&otilde;e a necessidade de elaborar um plano de implementa&ccedil;&atilde;o, que dever&aacute; ser constru&iacute;do de forma colaborativa por todos os envolvidos, fornecendo informa&ccedil;&otilde;es detalhadas sobre o que ser&aacute; feito e quem vai faz&ecirc;-lo (QIAT, 2005). Este dever&aacute; ser um documento de tipo &quot;gui&atilde;o&quot;, que orientar&aacute; as equipas no processo de introdu&ccedil;&atilde;o do PA, na interven&ccedil;&atilde;o com aquele aluno, reduzindo, assim, situa&ccedil;&otilde;es de abandono e/ou de subutiliza&ccedil;&atilde;o. Assim, a equipa dever&aacute; ter a certeza de que, ap&oacute;s a rece&ccedil;&atilde;o do equipamento, os intervenientes sabem utiliz&aacute;-lo, sendo, portanto, fundamental equacionar a necessidade de prestar forma&ccedil;&atilde;o, com a respetiva identifica&ccedil;&atilde;o do formador e dos formandos, do local e da data onde esta decorrer&aacute; (Bausch &amp; Ault, 2008; QIAT, 2005).</p>     <p>Entre as informa&ccedil;&otilde;es que devem ser inclu&iacute;das na elabora&ccedil;&atilde;o de um plano de implementa&ccedil;&atilde;o, destacam-se algumas difundidas pelos investigadores do <i>National Assistive Technology Research Institute</i> (QIAT, 2005, 2008a, 2008b), e que importa sublinhar: a indica&ccedil;&atilde;o da data da reavalia&ccedil;&atilde;o; a identifica&ccedil;&atilde;o do aluno e da equipa envolvida na implementa&ccedil;&atilde;o; os contactos; a descri&ccedil;&atilde;o dos PA sugeridos e do modo como ser&atilde;o obtidos; a lista de tarefas a realizar; a identifica&ccedil;&atilde;o do local de implementa&ccedil;&atilde;o (sala de aula, casa ou outro); e, por &uacute;ltimo, dados relativos &agrave; monitoriza&ccedil;&atilde;o (compet&ecirc;ncia a ser atingida, estrat&eacute;gia, forma e frequ&ecirc;ncia de recolha dos dados e intervenientes respons&aacute;veis).</p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o da finalidade da utiliza&ccedil;&atilde;o do PA e a correla&ccedil;&atilde;o com os objetivos previstos no Programa Educativo Individual (PEI) do aluno s&atilde;o fundamentais. A compreens&atilde;o desta interdepend&ecirc;ncia &eacute; necess&aacute;ria aos intervenientes, j&aacute; que todos precisam de ter consci&ecirc;ncia de quais os resultados esperados com a utiliza&ccedil;&atilde;o daquele equipamento e que se ir&atilde;o repercutir nas compet&ecirc;ncias/objetivos previstos no PEI do aluno. Esta correla&ccedil;&atilde;o permitir&aacute; a aferi&ccedil;&atilde;o direta dos n&iacute;veis de desempenho e a determina&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia ou da necessidade de ajustes a este processo (Bausch &amp; Ault, 2008).</p>     <p>Em suma, importa definir claramente esta etapa e assegurar que todos os agentes envolvidos compreendem a sua import&acirc;ncia (Bausch &amp; Ault, 2008; Edyburn, Higgins, &amp; Boone, 2005; Gustafson, 2004; Long, Huang, Woodbridge, Woolverton, &amp; Minkel, 2003; QIAT, 2005). Tal procedimento torna-se fundamental para apoiar os intervenientes nas suas pr&aacute;ticas, atrav&eacute;s de forma&ccedil;&atilde;o adequada &agrave;s suas necessidades, como forma de diminuir a probabilidade de abandono na utiliza&ccedil;&atilde;o dos PA. &Eacute; com a convic&ccedil;&atilde;o absoluta de que &quot;success is dependent not only on having access to a device, but also on factors involving selection, acquisition, and use of a tool&quot; (Edyburn et al., 2005, p. 242) que realiz&aacute;mos o estudo aqui apresentado, esperando que os resultados alcan&ccedil;ados, descritos neste artigo, possam ser um motor para a reflex&atilde;o das pr&aacute;ticas realizadas por esta rede de CRTIC em Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Finalidade de investiga&ccedil;&atilde;o e procedimentos metodol&oacute;gicos </b></p>     <p>Os dados aqui descritos s&atilde;o uma s&iacute;ntese de uma investiga&ccedil;&atilde;o mais abrangente desenvolvida no &acirc;mbito do Programa Doutoral em Multim&eacute;dia em Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Aveiro, cujo objetivo central era obter uma compreens&atilde;o alargada das pr&aacute;ticas em curso nesta recente rede portuguesa. Optou-se por conduzir um <i>survey</i>, de cariz explorat&oacute;rio, que nos permitiu fazer um levantamento, e consequente diagn&oacute;stico, do atual panorama de avalia&ccedil;&atilde;o de alunos para efeitos de aconselhamento de PA. Neste <i>survey</i> recolhemos um conjunto diversificado de dados, atrav&eacute;s de variad&iacute;ssimas t&eacute;cnicas, tal como o inqu&eacute;rito por question&aacute;rio e por entrevista e a an&aacute;lise documental. Pelas limita&ccedil;&otilde;es impostas na apresenta&ccedil;&atilde;o do formato de um artigo, a an&aacute;lise apresentada contempla apenas os dados principais relativos &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de duas das t&eacute;cnicas de recolha de dados utilizadas nesta investiga&ccedil;&atilde;o, a saber: o inqu&eacute;rito por question&aacute;rio e a an&aacute;lise documental.</p>     <p>A partir destas diferentes fontes procedeu-se a uma &quot;triangula&ccedil;&atilde;o dos dados&quot;, que permitiu descrever, caracterizar e diagnosticar o panorama nacional, mas tamb&eacute;m sustentar a nossa proposta de plataforma <i>online</i>, designada por &quot;Rede NEE&quot;, que pretende ser um contributo &agrave;s pr&aacute;ticas destes Centros no que concerne &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o de alunos e respetiva implementa&ccedil;&atilde;o dos produtos aconselhados.</p>     <p>Elaborou-se um gui&atilde;o de operacionaliza&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio a fim de estabelecer um conjunto de quest&otilde;es que permitissem responder aos objetivos pretendidos, que foram agrupados em quatro blocos tem&aacute;ticos, a saber: i. Carateriza&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o; ii. Avalia&ccedil;&atilde;o; iii. Recolha e tomada de decis&atilde;o; iv. Acompanhamento e plano de implementa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>O inqu&eacute;rito autoadministrado era constitu&iacute;do por quest&otilde;es abertas e fechadas, utilizando uma escala de <i>Likert</i> de 6 itens. Previamente, fora realizada a sua valida&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da contribui&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s especialistas com forma&ccedil;&atilde;o em ambas as &aacute;reas espec&iacute;ficas: Tecnologia de Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o (TIC) e NEE. A sua aplica&ccedil;&atilde;o foi realizada entre julho e setembro de 2012, tendo-se convidado a participar os coordenadores dos 25 CRTIC que constituem esta rede, atrav&eacute;s de uma mensagem enviada para o correio eletr&oacute;nico institucional de cada um dos Centros, e na qual constava um <i>link</i> de acesso &agrave; plataforma <i>Limesurvey</i>, onde estava alojado o question&aacute;rio. O inqu&eacute;rito foi enviado a todos os CRTIC, tendo-se conseguido uma taxa de 100% de respostas. A an&aacute;lise documental abrangeu a literatura internacional, a legisla&ccedil;&atilde;o nacional, assim como os documentos oficiais internos cedidos pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, nomeadamente os relat&oacute;rios de Balan&ccedil;o Global de Atividades relativos aos anos escolares de 2007/2008, 2008/2009, 2009/2010 e 2010/2011.</p>     <p>Os procedimentos utilizados na an&aacute;lise dos dados foram distintos para cada uma das t&eacute;cnicas utilizadas: os dados qualitativos foram suportados pela an&aacute;lise de conte&uacute;do, enquanto para os dados quantitativos, provenientes das quest&otilde;es fechadas do question&aacute;rio e das informa&ccedil;&otilde;es dos relat&oacute;rios, se recorreu &agrave; estat&iacute;stica descritiva, suportada pelo <i>software Statistical Package for the Social Sciences</i> (SPSS). Na an&aacute;lise do conte&uacute;do foram adotados os procedimentos de categoriza&ccedil;&atilde;o defendidos por Bardin (2009), obedecendo a tr&ecirc;s etapas essenciais: pr&eacute;-an&aacute;lise, explora&ccedil;&atilde;o e tratamento dos resultados a partir dos dados constantes dos relat&oacute;rios e das respostas obtidas nas quest&otilde;es abertas do question&aacute;rio. Para facilitar este processo de an&aacute;lise de dados n&atilde;o num&eacute;ricos e n&atilde;o estruturados recorreu-se ao <i>software Web Qualitative Data Analysis</i> (WebQDA).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos resultados </b></p>     <p>Optou-se por apresentar as informa&ccedil;&otilde;es obtidas atrav&eacute;s da &quot;triangula&ccedil;&atilde;o dos dados&quot; em fun&ccedil;&atilde;o de uma sequ&ecirc;ncia dos assuntos, de forma a conseguir uma carateriza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas das equipas no processo de avalia&ccedil;&atilde;o de alunos para efeitos de aconselhamento de PA. Apresenta-se uma sucinta caracteriza&ccedil;&atilde;o da Rede CRTIC, dando a conhecer a popula&ccedil;&atilde;o avaliada por esta Rede de recursos, as equipas de trabalho dos CRTIC. Seguidamente, descrevem-se as estrat&eacute;gias de funcionamento e os procedimentos realizados para cada etapa deste processo, nomeadamente os aspetos subjacentes ao processo de avalia&ccedil;&atilde;o, com a descri&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es que foram tidas em conta pelas equipas, na recolha e tomada de decis&atilde;o. Por &uacute;ltimo, d&aacute;-se a conhecer o tipo de acompanhamento prestado aos professores, fam&iacute;lias e alunos avaliados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>3.1. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Rede CRTIC </b></p>     <p><b><i>3.1.1. Popula&ccedil;&atilde;o avaliada </i></b></p>     <p>O estudo realizado permitiu conhecer a popula&ccedil;&atilde;o avaliada por estas equipas para efeitos de aconselhamento de PA, nomeadamente no que concerne &agrave; tipologia de NEE e ao n&iacute;vel de ensino frequentado. Assim, ap&oacute;s compila&ccedil;&atilde;o dos dados constantes do Relat&oacute;rio de Balan&ccedil;o Global de Atividades destes centros (Brand&atilde;o, 2008, 2009, 2010, 2011), pode-se verificar que, ao longo dos quatro anos em an&aacute;lise, houve um crescente n&uacute;mero de avalia&ccedil;&otilde;es (ver <a href="#f1">Figura 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Constata-se a exist&ecirc;ncia de alunos avaliados provenientes de todos os n&iacute;veis de ensino e tipologias NEE, ainda que seja no 1.&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico (CEB) (ver <a href="#f2">Figura 2</a>) e na tipologia&nbsp; neuromusculoesquel&eacute;tica e limita&ccedil;&otilde;es relacionadas com o movimento, bem como na mental-intelectual, que se concentra o maior n&uacute;mero de avalia&ccedil;&otilde;es (<a href="#f3">Figura 3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f2"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f2.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="f3"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>As avalia&ccedil;&otilde;es realizadas por estas equipas permitiram atribuir, anualmente, cerca de 200 mil euros apenas para PA &agrave; aprendizagem. Segundo Brand&atilde;o (2010), entre os produtos recomendados pelos CRTIC destacam-se os ecr&atilde;s t&aacute;teis, <i>switches</i>, ratos adaptados, teclados especiais, teclado de conceitos, <i>joysticks</i>, lupas, materiais did&aacute;ticos em relevo, brinquedos adaptados, sintetizadores de voz, <i>software</i> para suporte &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o Aumentativa e Alternativa e objetos educativos em v&aacute;rios dom&iacute;nios.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><i>3.1.2.Equipa </i></b></p>     <p>De acordo como os dados recebidos, pode-se afirmar que constituem as equipas dos 25 CRTIC 55 profissionais, dos quais 53 s&atilde;o docentes e 2 s&atilde;o outros t&eacute;cnicos: uma terapeuta da fala e uma terapeuta ocupacional a exercerem fun&ccedil;&otilde;es em <i>part-time</i>, no &acirc;mbito de parcerias estabelecidas.</p>     <p>No que concerne ao n&uacute;mero de elementos, a distribui&ccedil;&atilde;o destes profissionais n&atilde;o &eacute; constante, j&aacute; que existem equipas constitu&iacute;das por 1 a 4 pessoas. N&atilde;o s&oacute; a quantidade de elementos que prestam servi&ccedil;o ao CRTIC deve ser aqui analisada, mas tamb&eacute;m a afeta&ccedil;&atilde;o destes elementos &agrave; equipa, exercendo fun&ccedil;&otilde;es de forma integral (65%) e de forma parcial (35%). Como pode analisar-se na <a href ="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f4.jpg">Figura 4</a>, existem Centros onde todos os elementos trabalham a tempo integral, outros onde todos exercem fun&ccedil;&otilde;es de forma parcial e ainda h&aacute; aqueles que disp&otilde;em de ambas as situa&ccedil;&otilde;es.</p>     
<p>Verificam-se, ainda, circunst&acirc;ncias muito d&iacute;spares entre os Centros, havendo Centros com equipas formadas por 1 &uacute;nico profissional a exercer fun&ccedil;&otilde;es a tempo parcial e outras equipas com 2, 3 e 4 profissionais a exercerem fun&ccedil;&otilde;es a tempo integral.</p>     <p>Relativamente &agrave; experi&ecirc;ncia profissional dos elementos que constituem as equipas, os dados obtidos permitem-nos afirmar que estas s&atilde;o constitu&iacute;das por docentes que se encontram na profiss&atilde;o j&aacute; h&aacute; alguns anos, j&aacute; que a m&eacute;dia &eacute; de 23 anos com o desvio-padr&atilde;o de 7,071, onde o m&aacute;ximo de anos na profiss&atilde;o &eacute; de 33 e o m&iacute;nimo &eacute; de 5 anos. No que se refere ao tempo de servi&ccedil;o na Educa&ccedil;&atilde;o Especial, verifica-se que a m&eacute;dia de tempo de servi&ccedil;o &eacute; de 13 anos com o desvio-padr&atilde;o de 9,195, onde o m&aacute;ximo de anos na profiss&atilde;o &eacute; de 31 e o m&iacute;nimo &eacute; de 3 anos.</p>     <p>A forma&ccedil;&atilde;o de base dos elementos concentra-se, na sua maioria, em professores do 1.&ordm; CEB, com 36%, seguida dos educadores de inf&acirc;ncia, com 26% &ndash; situa&ccedil;&atilde;o que foi tamb&eacute;m verificada no estudo levado a cabo por Ribeiro (2012) junto de uma amostra de professores de Educa&ccedil;&atilde;o Especial.&nbsp;</p>     <p>Verifica-se alguma disparidade relativa ao conhecimento das TIC existente entre os profissionais: quando analisamos os dados relativos ao n&iacute;vel de certifica&ccedil;&atilde;o TIC e ao n&uacute;mero de horas de forma&ccedil;&atilde;o, verificamos que somente 29% da popula&ccedil;&atilde;o apresenta certifica&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel 1, uma percentagem que pode ser considerada muito aqu&eacute;m do que ser&aacute; desej&aacute;vel para profissionais que est&atilde;o &agrave; frente de Centros.</p>     <p>Os dados revelam que as equipas s&atilde;o pequenas, quer em quantidade, quer em diversidade de profissionais. Talvez por isso, 92% dos CRTIC estabelecem parcerias com outras institui&ccedil;&otilde;es como estrat&eacute;gia para colmatar as lacunas existentes na obten&ccedil;&atilde;o de recursos, mas tamb&eacute;m para disponibilizarem servi&ccedil;os mais completos &agrave; comunidade.</p>     <p>Com o objetivo de identificar as institui&ccedil;&otilde;es com que os CRTIC estabelecem parcerias e para que efeitos se realizam, foi feita uma an&aacute;lise ao conte&uacute;do das respostas obtidas, que originou duas unidades de an&aacute;lise. A unidade de an&aacute;lise &quot;<i>Entidade</i>&quot;, constitu&iacute;da por cinco categorias (ver <a href ="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f5.jpg">Figura 5</a>), que elenca um conjunto de institui&ccedil;&otilde;es, e a &quot;<i>Para efeito de</i>&quot;, que abrange quatro categorias (ver <a href ="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f6.jpg">Figura 6</a>) e enumera para que efeito estas parcerias s&atilde;o realizadas.</p>     
<p>Ap&oacute;s a defini&ccedil;&atilde;o de cada uma das categorias que correspondem &agrave;s respetivas unidades de an&aacute;lise, procedeu-se &agrave; fase de codifica&ccedil;&atilde;o de cada uma das respostas com suporte do <i>software WebQDA</i>. Por ordem decrescente, apresentam-se as categorias que foram identificadas com maior frequ&ecirc;ncia: Forma&ccedil;&atilde;o/divulga&ccedil;&atilde;o (20.43%); Avalia&ccedil;&atilde;o (13.72%); Recursos Humanos (12.49%); Recursos Materiais (10.27%); Forma&ccedil;&atilde;o Pr&eacute;-profissional (9.59%); Recursos Financeiros (4.6%); Recursos Indefinidos (4.36%); Projetos (2.28%); e Forma&ccedil;&atilde;o Creditada (0.65%).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito &agrave;s entidades com as quais estabelecem parcerias, estas variam consoante o objetivo a atingir; encontram-se, por ordem decrescente: Institui&ccedil;&otilde;es de Natureza P&uacute;blica (23.75%); Institui&ccedil;&otilde;es do Ensino Superior (16.47%); Institui&ccedil;&otilde;es da &Aacute;rea da Sa&uacute;de (14.41%); Institui&ccedil;&otilde;es Particulares de Solidariedade Social (13.79%); e Empresas (9.12%).</p>     <p><b>3.2. Caracteriza&ccedil;&atilde;o de cada uma das etapas do processo </b></p>     <p>Realizada uma sucinta caracteriza&ccedil;&atilde;o dos profissionais que constituem as equipas dos CRTIC, importa descrever como se processa cada uma das etapas. Primeiramente ser&atilde;o relatados os aspetos subjacentes ao processo de avalia&ccedil;&atilde;o, com a descri&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es tidas em conta pelas equipas na recolha e tomada de decis&atilde;o, e, por &uacute;ltimo, dar-se-&aacute; a conhecer o tipo de acompanhamento prestado aos professores, fam&iacute;lias e alunos avaliados.</p>     <p><b><i>3.2.1. Processo de avalia&ccedil;&atilde;o </i></b></p>     <p>Os dados revelam que os motivos apontados para uma avalia&ccedil;&atilde;o se relacionam, maioritariamente, com as dificuldades do aluno na realiza&ccedil;&atilde;o de determinadas tarefas, exigindo aos intervenientes educativos a procura de novos recursos que o auxiliem a alcan&ccedil;ar algumas das compet&ecirc;ncias previstas no seu PEI. Verifica-se que a maioria dos inquiridos tem uma opini&atilde;o positiva sobre o benef&iacute;cio que as TIC poder&atilde;o oferecer aos seus alunos, situa&ccedil;&atilde;o que vai ao encontro da literatura da especialidade (Edyburn et al., 2005; UNESCO, 2006, 2010; Ribeiro, 2012; EADSNE, 2013), ao mesmo tempo que se encontra contemplada na legisla&ccedil;&atilde;o nacional que rege a Educa&ccedil;&atilde;o Especial (Decreto-Lei n.&ordm; 3/2008).</p>     <p>No que respeita aos diferentes momentos avaliativos, os dados obtidos indicam que as equipas recorrem aos diversos intervenientes educativos que trabalham com o aluno, assim como a t&eacute;cnicos de parcerias de que disp&otilde;em, a fim de obter conhecimentos multidisciplinares para proceder a uma avalia&ccedil;&atilde;o consistente. Assumem uma presen&ccedil;a efetiva nas sess&otilde;es o professor do CRTIC e o aluno, e uma presen&ccedil;a constante o professor de Educa&ccedil;&atilde;o Especial e o encarregado de educa&ccedil;&atilde;o. Apesar de se verificar a coadjuva&ccedil;&atilde;o entre todos os intervenientes educativos presentes, os dados revelam diferen&ccedil;as de atua&ccedil;&atilde;o entre os elementos, cabendo um papel mais participativo ao professor do CRTIC e ao professor de Educa&ccedil;&atilde;o Especial do aluno (<a href ="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f7.jpg">Figura 7</a>).</p>     
<p>As sess&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o decorrem, maioritariamente, no ambiente escolar do aluno, o que se traduz num indicador muito positivo das suas pr&aacute;ticas, j&aacute; que permite conhecer os apoios e as barreiras ambientais. A este respeito, os investigadores de QIAT (2008b) apontam como um indicador de qualidade nos servi&ccedil;os de apoio &agrave; tecnologia que a avalia&ccedil;&atilde;o seja conduzida no ambiente natural do aluno e que, preferencialmente, seja realizado, pelo menos, um ensaio de experimenta&ccedil;&atilde;o. Esta situa&ccedil;&atilde;o vai ao encontro do novo paradigma difundido pela CIF e pelo Decreto-Lei n.&ordm; 3/2008, que sublinham a necessidade de uma maior reflex&atilde;o sobre o contexto ambiental, uma vez que esta dimens&atilde;o pode funcionar como facilitador ou barreira &agrave; participa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Quanto ao n&uacute;mero de sess&otilde;es, s&atilde;o tipicamente necess&aacute;rias duas sess&otilde;es para avaliar o aluno (44%), mas &eacute; de ressaltar que 28% dos centros avaliam em apenas uma sess&atilde;o, 12% precisam de tr&ecirc;s sess&otilde;es e somente 4% recorre a uma quarta sess&atilde;o.</p>     <p><b><i>3.2.2. Recolha e tomada de decis&atilde;o </i></b></p>     <p>Com os resultados alcan&ccedil;ados neste estudo, conclu&iacute;mos ainda que as equipas realizam uma recolha e tomada de decis&atilde;o formal, suportada, em alguns casos, por <i>checklists</i> que orientam este processo, ainda que persistam pr&aacute;ticas de recolha informal e n&atilde;o contextualizada no ambiente onde ser&aacute; utilizado o PA. Mas importava tamb&eacute;m conhecer quais as informa&ccedil;&otilde;es que as equipas registam ao longo do processo de recolha e tomada de decis&atilde;o. Para tal, foi desenhado um conjunto de quest&otilde;es no inqu&eacute;rito por question&aacute;rio, apoiado pelo quadro te&oacute;rico que sustenta a presente investiga&ccedil;&atilde;o, observando as dimens&otilde;es do aluno, dos fatores ambientais e da atividade a ser desenvolvida.&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados indicam que as informa&ccedil;&otilde;es a que as equipas mais recorrem s&atilde;o: identifica&ccedil;&atilde;o das tarefas que o aluno revela dificuldade em executar (92%); identifica&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas do aluno (88%); ausculta&ccedil;&atilde;o das preocupa&ccedil;&otilde;es dos professores (80%); observa&ccedil;&atilde;o direta do aluno interagindo com os diferentes PA (76%); identifica&ccedil;&atilde;o do perfil de funcionalidade do aluno por refer&ecirc;ncia &agrave; CIF (72%); identifica&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias/objetivos tra&ccedil;adas/os no PEI (64%); E ainda, com 60%, cada uma das seguintes situa&ccedil;&otilde;es: identifica&ccedil;&atilde;o das barreiras ambientais onde se encontra inserido o aluno; identifica&ccedil;&atilde;o das medidas educativas do Decreto-Lei n.&ordm; 3/2008 de que o aluno usufrui; observa&ccedil;&atilde;o direta do aluno no ambiente escolar e ausculta&ccedil;&atilde;o das prefer&ecirc;ncias do aluno.</p>     <p>Entre os aspetos tidos em conta neste processo, destacamos o facto de as prefer&ecirc;ncias dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o (56%) e dos alunos (60%) serem aquelas que s&atilde;o menos tidas em conta, comparativamente com as ausculta&ccedil;&otilde;es feitas aos professores (80%), situa&ccedil;&atilde;o que deve ser ponderada pelas equipas, uma vez que diferentes autores (Hemmingsson, Lidstr&ouml;m, &amp; Nyg&aring;rd, 2009; Lidstr&ouml;m, Ahlsten, &amp;Hemmingsson, 2011; Parette &amp; Brotherson, 2004; Zabala &amp; Carl, 2005) alertam para a necessidade de colocar o utilizador e a fam&iacute;lia no centro deste processo, como forma de minimizar o abandono ou subutiliza&ccedil;&atilde;o dos produtos. Conclu&iacute;mos, portanto, que importa desenvolver estrat&eacute;gias que permitam valorizar, de forma mais aprofundada, o contacto e a ausculta&ccedil;&atilde;o dos alunos e suas fam&iacute;lias e o relato e partilha das suas experi&ecirc;ncias na utiliza&ccedil;&atilde;o dos PA.</p>     <p>Conhecendo as informa&ccedil;&otilde;es recolhidas, importa explorar quais os aspetos que constam nos relat&oacute;rios e comparar as informa&ccedil;&otilde;es a que as equipas recorrem ao longo do processo de recolha e tomada de decis&atilde;o. Assim, mais de 50% dos relat&oacute;rios mencionam:</p>     <p>&mdash;&nbsp; descri&ccedil;&atilde;o de como decorreu a atividade de avalia&ccedil;&atilde;o (local, intervenientes envolvidos, situa&ccedil;&otilde;es experienciadas&hellip;);</p>     <p>&mdash;&nbsp; identifica&ccedil;&atilde;o das barreiras e dos facilitadores ambientais;</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o dos PA recomendados;</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o do local onde devem adquirir os PA.</p>     <p>Menos de 40% dos relat&oacute;rios mencionam:</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is e responsabilidades a desempenhar (Quem ir&aacute; fazer? Quem &eacute; o respons&aacute;vel pela aquisi&ccedil;&atilde;o? Quem &eacute; o respons&aacute;vel pela repara&ccedil;&atilde;o e substitui&ccedil;&atilde;o dos PA indicados?);</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o detalhada sobre o modo como os produtos recomendados ser&atilde;o usados nos ambientes educativos (O que ser&aacute; feito?);</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o da necessidade de recorrer a outros servi&ccedil;os (Terapia da Fala, Terapia Ocupacional, Fisioterapia&hellip;);</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o de uma data para reavalia&ccedil;&atilde;o;</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o de uma data limite para aquisi&ccedil;&atilde;o do PA;</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o de como os PA aconselhados poder&atilde;o contribuir para a realiza&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias tra&ccedil;adas no PEI;</p>     <p>&mdash;&nbsp; refer&ecirc;ncia &agrave; necessidade de forma&ccedil;&atilde;o para o aluno, encarregado de educa&ccedil;&atilde;o, assistentes operacionais e professores.</p>     <p>Constat&aacute;mos que as informa&ccedil;&otilde;es contempladas dizem respeito, maioritariamente, &agrave; descri&ccedil;&atilde;o das sess&otilde;es de avalia&ccedil;&atilde;o, mais do que propriamente a orienta&ccedil;&otilde;es para a etapa de implementa&ccedil;&atilde;o do PA aconselhado. Neste sentido, alertamos para a necessidade de incluir aspetos relativos &agrave; etapa que se vai desencadear, como forma de guiar os intervenientes educativos, numa atitude mais proativa. S&atilde;o v&aacute;rios os autores que salientam que as informa&ccedil;&otilde;es a contemplar, neste &acirc;mbito, devem passar pela indica&ccedil;&atilde;o de uma data para a reavalia&ccedil;&atilde;o, pela identifica&ccedil;&atilde;o de respons&aacute;veis para as tarefas a serem desenvolvidas, por uma refer&ecirc;ncia &agrave; forma&ccedil;&atilde;o e ao planeamento de estrat&eacute;gias que possam contribuir para atingir compet&ecirc;ncias previstas no PEI (Bausch &amp; Ault, 2008; Long et al., 2003; Hemmingsson et al., 2009; Zabala, 1995). Esta etapa assume-se como fundamental, n&atilde;o devendo ser ignorada ou subestimada, sob pena de n&atilde;o finalizarmos o processo.&nbsp;</p>     <p><b><i>3.2.3. Acompanhamento e plano de implementa&ccedil;&atilde;o </i></b></p>     <p>Analisados os aspetos contemplados no processo de recolha e tomada de decis&atilde;o, interessava-nos conhecer o modo como as equipas, ap&oacute;s o processo de avalia&ccedil;&atilde;o, prestam acompanhamento ao aluno e aos profissionais que com este interv&ecirc;m.&nbsp;</p>     <p>As respostas obtidas indicam que o tipo de acompanhamento ser&aacute; algo tendencialmente gerido mediante as circunst&acirc;ncias, uma vez que se obtiveram os seguintes valores para cada uma das vari&aacute;veis: acompanhamento mediante solicita&ccedil;&atilde;o - sempre (32%), muito frequentemente (32%) e frequentemente (20%); acompanhamento que n&atilde;o fica previamente definido, sendo gerido internamente pelos profissionais - sempre (24%), muito frequentemente (20%) e frequentemente (32%).</p>     <p>Refor&ccedil;am a afirma&ccedil;&atilde;o do par&aacute;grafo anterior as percentagens obtidas na vari&aacute;vel &quot;acompanhamento formal, previamente definido na altura da avalia&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de um plano de implementa&ccedil;&atilde;o&quot;: sempre (8%), muito frequentemente (12%), frequentemente (16%), nunca (28%). (ver <a href ="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f8.jpg">Figura 8</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>As respostas obtidas permitiram-nos compreender que apenas 10 dos 25 CRTIC avan&ccedil;am para a etapa de implementa&ccedil;&atilde;o dos PA aconselhados, sendo apontados como principais motivos para esta necessidade a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o aos intervenientes, a concerta&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e a monitoriza&ccedil;&atilde;o do processo. Estes motivos tamb&eacute;m s&atilde;o referidos na literatura consultada (Bausch &amp; Ault, 2008; Gustafson, 2004; Long et al., 2003; Morrison, 2007), que indica um conjunto de dados que n&atilde;o deve ser ignorado quando se elabora um plano de implementa&ccedil;&atilde;o, tais como: informa&ccedil;&otilde;es do aluno, contactos, identifica&ccedil;&atilde;o da equipa de implementa&ccedil;&atilde;o e dos PA atribu&iacute;dos, defini&ccedil;&atilde;o de responsabilidades, compet&ecirc;ncias a serem desenvolvidas, eventual necessidade de forma&ccedil;&atilde;o aos intervenientes, identifica&ccedil;&atilde;o dos diferentes contextos onde se desenrolar&aacute; o processo (escola, casa e outros), apresenta&ccedil;&atilde;o de um cronograma com a identifica&ccedil;&atilde;o dos diferentes momentos de monitoriza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o do processo.</p>     <p>Contudo, verificamos que as informa&ccedil;&otilde;es do relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o e os aspetos contemplados na elabora&ccedil;&atilde;o do plano de implementa&ccedil;&atilde;o dizem respeito mais propriamente ao momento avaliativo do que a orienta&ccedil;&otilde;es que ajudem a implementar o PA.</p>     <p>Apresentam-se, agora, e por ordem decrescente, os aspetos referidos com maior frequ&ecirc;ncia nos planos de implementa&ccedil;&atilde;o: &quot;indica&ccedil;&atilde;o dos produtos recomendados&quot; (34%); &quot;indica&ccedil;&atilde;o detalhada sobre como os produtos recomendados ser&atilde;o usados nos ambientes educativos&quot; (29%); &quot;indica&ccedil;&atilde;o de como os PA poder&atilde;o contribuir para a realiza&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias tra&ccedil;adas no PEI&quot; e &quot;como ser&atilde;o monitorados os efeitos da utiliza&ccedil;&atilde;o do PA no desempenho do aluno&quot;, ambas com a percentagem de 26%; &quot;indica&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is e responsabilidades a desempenhar&quot; (24%); &quot;indica&ccedil;&atilde;o de recorrer a outros servi&ccedil;os&quot; (24%); e &quot;indica&ccedil;&atilde;o da necessidade de forma&ccedil;&atilde;o&quot; (24%).</p>     <p>Da an&aacute;lise dos dados obtidos nesta quest&atilde;o, destacam-se as baixas percentagens em aspetos que, na nossa perspetiva, s&atilde;o relevantes no processo de implementa&ccedil;&atilde;o, tais como: a indica&ccedil;&atilde;o de uma data para a reavalia&ccedil;&atilde;o (14%), a indica&ccedil;&atilde;o da data e o local onde decorrer&aacute; a forma&ccedil;&atilde;o (14%) e a indica&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is e responsabilidades (24%). Sublinhamos, ainda, o facto de 11 inquiridos n&atilde;o terem respondido a esta quest&atilde;o por terem afirmado que nunca efetuam um acompanhamento formal previamente definido e, igualmente, n&atilde;o terem sido indicados pelos respondentes outros aspetos que n&atilde;o tenham sido enumerados.</p>     <p>Constat&aacute;mos ainda que os meios de acompanhamento utilizados pelas equipas s&atilde;o o correio eletr&oacute;nico, o telefone e o contacto presencial, tendo sido relatada apenas uma outra situa&ccedil;&atilde;o, exposta por um CRTIC, que consiste na utiliza&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;rito para monitorizar a implementa&ccedil;&atilde;o. A frequ&ecirc;ncia do acompanhamento prestado parece ser algo epis&oacute;dica, dependente da solicita&ccedil;&atilde;o por parte dos intervenientes, sendo este acompanhamento, muitas vezes, prestado porque h&aacute; dificuldades na implementa&ccedil;&atilde;o do produto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>4. Proposta de plataforma <i>online</i> de apoio &agrave; Rede de CRTIC &ndash; </b>&quot;<b>REDE NEE</b>&quot;</p>     <p>Os resultados obtidos nesta investiga&ccedil;&atilde;o permitiram descrever, caracterizar e diagnosticar o panorama nacional, levando-nos a afirmar que o trabalho desenvolvido pelas equipas dos CRTIC, no suporte &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de PA, ao longo destes primeiros anos de exist&ecirc;ncia, foi sem d&uacute;vida uma mais-valia na divulga&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios que as TIC podem proporcionar aos alunos com NEE. Com efeito, a rede de CRTIC parece ter tido um papel determinante no aumento da motiva&ccedil;&atilde;o, por parte de professores, pais e t&eacute;cnicos, para a utiliza&ccedil;&atilde;o deste tipo de produtos na interven&ccedil;&atilde;o com estes discentes. Neste sentido, se tivermos em conta o aumento no n&uacute;mero de avalia&ccedil;&otilde;es realizadas, pode afirmar-se que este primeiro passo foi bem sucedido.</p>     <p>Contudo, uma observa&ccedil;&atilde;o mais pormenorizada dos dados recolhidos no decurso deste trabalho salienta a necessidade de encontrar estrat&eacute;gias de atua&ccedil;&atilde;o que conduzam a um apoio cont&iacute;nuo aos intervenientes educativos e ao aluno, uma vez que a maioria das equipas realiza apenas um apoio circunstancial. Parece, pois, necess&aacute;rio encontrar estrat&eacute;gias que favore&ccedil;am um apoio cont&iacute;nuo na monitoriza&ccedil;&atilde;o dos PA, o que nos permite sugerir que este possa ser realizado atrav&eacute;s da dinamiza&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o de partilha online que permita acompanhar e gerir as atividades desenvolvidas pelos 25 Centros.</p>     <p>Neste contexto, foi elaborada uma plataforma <i>web</i> integrada, designada por &quot;Rede NEE&quot;, que visa estabelecer uma rede de contactos entre os diferentes CRTIC, aglomerando os diversos canais de comunica&ccedil;&atilde;o atualmente utilizados, o que poder&aacute; conduzir a uma maior visibilidade do trabalho desenvolvido em Portugal, j&aacute; que reunir&aacute; o esfor&ccedil;o das 25 equipas dos CRTIC. Al&eacute;m disso, pretende-se facilitar a comunica&ccedil;&atilde;o entre os v&aacute;rios intervenientes (equipa e profissionais que procuram ajuda), permitindo que um pedido de avalia&ccedil;&atilde;o, oriundo de qualquer parte do pa&iacute;s, seja automaticamente encaminhado para o respetivo CRTIC da sua &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia. Esta din&acirc;mica constituir-se-&aacute; como uma efetiva inova&ccedil;&atilde;o no modo como estes pedidos s&atilde;o, atualmente, realizados. Para al&eacute;m disso, deseja-se ainda proporcionar, atrav&eacute;s deste suporte, estrat&eacute;gias que facilitem a monitoriza&ccedil;&atilde;o dos PA atribu&iacute;dos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O prot&oacute;tipo da plataforma (dispon&iacute;vel em <a href="http://redenee.web.ua.pt" target="_blank">http://redenee.web.ua.pt</a>) foi desenvolvido no &acirc;mbito da Unidade Curricular de Projeto, do 3.&ordm; ano da Licenciatura em Novas Tecnologias da Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Aveiro, em articula&ccedil;&atilde;o com a presente investiga&ccedil;&atilde;o. Esta plataforma foi projetada para permitir o registo de tr&ecirc;s tipos de utilizadores distintos, com diferentes perfis de acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o: o visitante, que visualiza apenas informa&ccedil;&atilde;o destinada ao p&uacute;blico em geral; o utilizador registado, condi&ccedil;&atilde;o imprescind&iacute;vel para realizar pedidos de avalia&ccedil;&atilde;o e ter acesso &agrave; p&aacute;gina de partilha de experi&ecirc;ncias; e os administradores, que podem ser os coordenadores dos 25 CRTIC e o representante do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Salienta-se que, como todo o processo &eacute; desencadeado numa plataforma, algumas das informa&ccedil;&otilde;es constantes no formul&aacute;rio do pedido de avalia&ccedil;&atilde;o podem ser &quot;reaproveitadas&quot; para o relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o que, posteriormente, ser&aacute; elaborado pela equipa, tais como a identifica&ccedil;&atilde;o do aluno, da escola e do perfil de funcionalidade por refer&ecirc;ncia &agrave; CIF, evitando a duplica&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e de trabalho.</p>     <p>Este fluxo de informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o termina com a realiza&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o e o envio do relat&oacute;rio ao utilizador requerente, mas aspira facilitar a concretiza&ccedil;&atilde;o de uma etapa crucial, ainda realizada por um n&uacute;mero reduzid&iacute;ssimo de CRTIC, que &eacute; a monitoriza&ccedil;&atilde;o do processo de implementa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Outra das vantagens obtidas pela centraliza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos atrav&eacute;s da utiliza&ccedil;&atilde;o de uma plataforma <i>online</i> &eacute; o fluxo de comunica&ccedil;&atilde;o entre os intervenientes, j&aacute; que a ferramenta desenvolvida possibilita, a partir do momento em que &eacute; realizado o pedido de avalia&ccedil;&atilde;o, a consulta do estado do processo, assim como a troca de mensagens entre os interessados. Outra facilidade na utiliza&ccedil;&atilde;o desta ferramenta &eacute; o envio do relat&oacute;rio em PDF, imediatamente ap&oacute;s a sua conclus&atilde;o, aos intervenientes educativos, ao mesmo tempo que os dados do aconselhamento s&atilde;o submetidos ao Gabinete de Gest&atilde;o Financeira para que seja atribu&iacute;do o PA, agilizando o processo e contribuindo para desburocratizar o sistema de atribui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Suportado pelo quadro te&oacute;rico explicitado anteriormente, optou-se por contemplar algumas informa&ccedil;&otilde;es respeitantes n&atilde;o s&oacute; ao processo de recolha e tomada de decis&atilde;o por um determinado PA, mas tamb&eacute;m aos dados relativos ao processo de implementa&ccedil;&atilde;o, como por exemplo a indica&ccedil;&atilde;o de uma data para a avalia&ccedil;&atilde;o dos objetivos delineados na utiliza&ccedil;&atilde;o do PA. Esta(s) data(s) introduzida(s) ser&aacute;(&atilde;o) reconhecida(s), por mecanismos internos de funcionamento desta infraestrutura, como momento(s) para o envio de lembretes aos intervenientes implicados, para que desencadeiem o ponto da situa&ccedil;&atilde;o. Estes pequenos lembretes espoletar&atilde;o uma intera&ccedil;&atilde;o comunicacional, entre os intervenientes educativos e a equipa, o que facilitar&aacute; o trabalho de monitoriza&ccedil;&atilde;o do processo de implementa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Esta plataforma visa, portanto, apoiar o processo de monitoriza&ccedil;&atilde;o e oferecer uma solu&ccedil;&atilde;o que permita a dissemina&ccedil;&atilde;o das atuais pr&aacute;ticas em curso, congregando as partilhas oriundas dos v&aacute;rios CRTIC num &uacute;nico espa&ccedil;o e aumentando, potencialmente, a visibilidade das iniciativas dos Centros.</p>     <p>O prot&oacute;tipo da plataforma &quot;Rede NEE&quot; encontra-se organizado em diferentes sec&ccedil;&otilde;es, abaixo descritas.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Home Page&rsquo;</i> - Fornece uma breve exposi&ccedil;&atilde;o da plataforma e possibilita visualizar um v&iacute;deo elucidativo do projeto (<a href="#f9">Figura 9</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f9"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f9.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Entrar&rsquo; </i>- Disponibiliza a op&ccedil;&atilde;o de registo na plataforma; caso o utilizador j&aacute; se encontre registado, &eacute; poss&iacute;vel fazer o <i>login</i> para ter acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o p&uacute;blicas.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Quem somos n&oacute;s&rsquo; </i>- Apresenta os respons&aacute;veis pelo desenvolvimento deste projeto e os objetivos a que se prop&otilde;em.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;NEE e CRTIC&rsquo;</i> - Descreve as siglas e explica a organiza&ccedil;&atilde;o destes Centros. Disponibiliza tamb&eacute;m <i>links</i> importantes, como forma de aprofundar o conhecimento do visitante acerca de algumas informa&ccedil;&otilde;es: endere&ccedil;os de cada CRTIC, mapa da disposi&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica dos CRTIC, acredita&ccedil;&atilde;o dos centros, informa&ccedil;&otilde;es sobre a CIF e manual sobre o financiamento de produtos de apoio.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Legisla&ccedil;&atilde;o&rsquo;</i> - Apresenta a legisla&ccedil;&atilde;o nacional relativa &agrave; Educa&ccedil;&atilde;o Especial e aos PA.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Contactos&rsquo;</i> - Disponibiliza os nomes e endere&ccedil;os de correio eletr&oacute;nico de todas as pessoas implicadas neste projeto.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;FAQ&rsquo; </i>- Enumera um conjunto de respostas para as principais d&uacute;vidas que podem advir da utiliza&ccedil;&atilde;o da plataforma, bem como d&uacute;vidas relativas &agrave; tem&aacute;tica do projeto.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Termos de utiliza&ccedil;&atilde;o&rsquo; </i>- Salienta um conjunto de regras que devem ser respeitadas quando se usa a plataforma. Devido &agrave; sua import&acirc;ncia passamos a enunci&aacute;-las: &quot;N&atilde;o colocar nenhuma fotografia ou v&iacute;deo, sem autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via dos intervenientes na mesma. N&atilde;o publicar conte&uacute;do que constitua um discurso de &oacute;dio, uma amea&ccedil;a ou pornografia, incite &agrave; viol&ecirc;ncia ou contenha nudez ou viol&ecirc;ncia expl&iacute;cita ou gratuita. N&atilde;o utilizar a plataforma para cometer qualquer ato ilegal, enganador, malicioso ou discriminat&oacute;rio&quot;.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;O meu perfil&rsquo; </i>- Permite ao utilizador registado disponibilizar a fotografia e texto de apresenta&ccedil;&atilde;o, podendo esta informa&ccedil;&atilde;o ser editada em qualquer momento. Contempla v&aacute;rias funcionalidades: lembretes, mensagens (edi&ccedil;&atilde;o e envio) para qualquer utilizador da plataforma, correio eletr&oacute;nico (responder e apagar) e, ainda, a partilha de experi&ecirc;ncias. Neste campo &eacute; poss&iacute;vel entrar na p&aacute;gina &quot;Uma experi&ecirc;ncia&quot;, bem como consultar as experi&ecirc;ncias publicadas pelo autor do perfil e definir a privacidade da publica&ccedil;&atilde;o, entre p&uacute;blico ou privado.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Uma experi&ecirc;ncia&rsquo; </i>- Possibilita ao utilizador registado relatar uma experi&ecirc;ncia para ser publicada, assim como fazer <i>upload</i> de fotografias, atrav&eacute;s do preenchimento do formul&aacute;rio. Inclui tamb&eacute;m um resumo das experi&ecirc;ncias escritas pelo autor (<a href="#f10">Figura 10</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f10"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f10.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Experi&ecirc;ncia&rsquo; </i>- Disponibiliza aos utilizadores registados, ou aos administradores, relatos de experi&ecirc;ncias, assim como as fotos e os coment&aacute;rios dos outros utilizadores. Por defeito, aparecem as &uacute;ltimas experi&ecirc;ncias partilhadas.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Minhas experi&ecirc;ncias&rsquo; </i>- Permite ao utilizador registado visualizar a sec&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias dispon&iacute;veis no seu perfil.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Todas as experi&ecirc;ncias&rsquo;</i> - Disponibiliza, por defeito, as experi&ecirc;ncias mais recentes publicadas pelos utilizadores, sendo poss&iacute;vel pesquisar por t&iacute;tulo da experi&ecirc;ncia, produtos de apoio, CRTIC e/ou utilizador.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Fazer um pedido&rsquo;</i> - Esta p&aacute;gina disponibiliza ao utilizador registado um formul&aacute;rio composto por v&aacute;rios campos, que dever&atilde;o ser preenchidos e depois submetidos para solicitar uma avalia&ccedil;&atilde;o de aluno para efeitos de atribui&ccedil;&atilde;o de produtos de apoio, sendo posteriormente encaminhado pelo sistema para o respetivo CRTIC da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia (<a href ="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f11.jpg">Figura 11</a>). Constituem informa&ccedil;&otilde;es requeridas neste formul&aacute;rio:</p>     
<p>&mdash;&nbsp; nome do requerente e contacto;</p>     <p>&mdash;&nbsp; nome do aluno, data de nascimento e morada;</p>     <p>&mdash;&nbsp; identifica&ccedil;&atilde;o do Agrupamento, escola e respetiva morada;</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o do CRTIC a que pertence;</p>     <p>&mdash;&nbsp; nome do titular ou do diretor de turma e contacto;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&mdash;&nbsp; nome do professor de Educa&ccedil;&atilde;o Especial e contacto;</p>     <p>&mdash;&nbsp; nome do encarregado de educa&ccedil;&atilde;o e contacto;</p>     <p>&mdash;&nbsp; caracteriza&ccedil;&atilde;o da tipologia de NEE;</p>     <p>&mdash;&nbsp; sum&aacute;rio de informa&ccedil;&otilde;es relevantes;</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de que o aluno beneficia;</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o das medidas educativas do Decreto-Lei n.&ordm; 3/2008 adotadas no PEI do aluno;</p>     <p>&mdash;&nbsp; indica&ccedil;&atilde;o do perfil de funcionalidade por refer&ecirc;ncia &agrave; CIF;</p>     <p>&mdash;&nbsp; confirma&ccedil;&atilde;o, por parte do respondente, que tem a autoriza&ccedil;&atilde;o do encarregado de educa&ccedil;&atilde;o para efeitos de avalia&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina&rsquo; Fazer um relat&oacute;rio&rsquo; </i>- Disponibiliza aos coordenadores dos CRTIC um formul&aacute;rio que, depois de preenchido, ser&aacute; automaticamente convertido em PDF e enviado ao utilizador que requereu o pedido de avalia&ccedil;&atilde;o (<a href="#f12">Figura 12</a>). Este formul&aacute;rio &eacute; constitu&iacute;do por v&aacute;rios campos:</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f12"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f12.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&mdash;&nbsp; identifica&ccedil;&atilde;o dos dados pessoais do aluno avaliado, bem como a tipologia NEE de que &eacute; portador;</p>     <p>&mdash;&nbsp; identifica&ccedil;&atilde;o dos objetivos que sustentaram a avalia&ccedil;&atilde;o;</p>     <p>&mdash;&nbsp; descri&ccedil;&atilde;o dos momentos de avalia&ccedil;&atilde;o (indica&ccedil;&atilde;o da data, local e estrat&eacute;gias/produtos utilizados);</p>     <p>&mdash;&nbsp; descri&ccedil;&atilde;o dos intervenientes que colaboraram no processo de avalia&ccedil;&atilde;o;</p>     <p>&mdash;&nbsp; identifica&ccedil;&atilde;o dos PA recomendados, assim como: &aacute;rea de interven&ccedil;&atilde;o, local de implementa&ccedil;&atilde;o, situa&ccedil;&atilde;o dos equipamentos (aquisi&ccedil;&atilde;o ou empr&eacute;stimo) e respons&aacute;vel pela obten&ccedil;&atilde;o;</p>     <p>&mdash;&nbsp; solicita&ccedil;&atilde;o de forma&ccedil;&atilde;o para os intervenientes, caso seja necess&aacute;rio, com a indica&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea, tipologia de forma&ccedil;&atilde;o, formador, formandos, local e data;</p>     <p>&mdash;&nbsp; disponibiliza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o relevante para a monitoriza&ccedil;&atilde;o, tal como: identifica&ccedil;&atilde;o do(s) PA e das &aacute;reas de interven&ccedil;&atilde;o para a implementa&ccedil;&atilde;o; compet&ecirc;ncias a serem desenvolvidas; intervenientes respons&aacute;veis no desenvolvimento dessas compet&ecirc;ncias; indica&ccedil;&atilde;o de uma data para o ponto da situa&ccedil;&atilde;o;</p>     <p>&mdash;&nbsp; identifica&ccedil;&atilde;o do respons&aacute;vel pela elabora&ccedil;&atilde;o do relat&oacute;rio.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Ver relat&oacute;rios&rsquo; </i>- Cont&eacute;m uma lista com os relat&oacute;rios recebidos ou solicitados, dependendo se estamos perante um utilizador registado ou o administrador.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Estado pedidos&rsquo; </i>- Apresenta uma lista dos pedidos recebidos, onde &eacute; poss&iacute;vel alterar a fase em que este se encontra, sendo apenas acess&iacute;vel a coordenadores dos CRTIC.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Estado dos seus pedidos&rsquo;</i> - Permite ao utilizador registado aceder &agrave; lista dos pedidos enviados e consultar a fase em que se encontra cada um dos pedidos (<a href="#f13">Figura 13</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f13"></a> <img src="/img/revistas/rpe/v28n1/28n1a04f13.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Gerir contas dos utilizadores&rsquo; </i>- Autoriza o utilizador do tipo administrador a procurar um determinado perfil de utilizador, apagar o perfil de um utilizador, bem como torn&aacute;-lo gestor ou administrador.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Gerir CRTIC&rsquo; </i>- P&aacute;gina com limita&ccedil;&otilde;es no acesso a informa&ccedil;&atilde;o consoante o tipo de utilizador, que pode ser do tipo administrador ou utilizador registado. Possibilita editar, acrescentar ou apagar o nome dos coordenadores, assim como acrescentar Centros &agrave; rede (apenas os administradores) ou dados dos utilizadores registados (pelos pr&oacute;prios). Dispon&iacute;vel apenas a utilizadores registados, quer pelos pr&oacute;prios, quer pelos administradores coordenadores dos CRTIC.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Gerir produtos&rsquo; </i>- Possibilita aos utilizadores do tipo administrador a inser&ccedil;&atilde;o de um novo PA, na p&aacute;gina de produtos livres ou homologados, de acordo com o formul&aacute;rio preenchido. Nesta p&aacute;gina &eacute; ainda poss&iacute;vel editar a descri&ccedil;&atilde;o de determinado produto, entre outros campos relacionados.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Ver todos&rsquo; </i>- Mostra uma lista de todos os PA, referidos na plataforma. &Eacute; poss&iacute;vel filtrar a pesquisa por nome e por tipologia do produto.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Produtos homologados&rsquo; </i>- Apresenta uma lista dos PA homologados e disponibiliza a op&ccedil;&atilde;o de pesquisa por tipologia ou nome do produto.</p>     <p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Produtos livres&rsquo; </i>- Apresenta uma lista dos PA <i>freeware</i> e disponibiliza a op&ccedil;&atilde;o de pesquisa por tipologia ou nome do produto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&mdash;&nbsp; <i>P&aacute;gina &lsquo;Produtos de Apoio&rsquo; </i>- Esta p&aacute;gina permite consultar informa&ccedil;&otilde;es detalhadas acerca de um PA e os respetivos coment&aacute;rios, caso existam. &Eacute; poss&iacute;vel denunciar um produto e/ou coment&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais </b></p>     <p>Fruto de uma maior divulga&ccedil;&atilde;o das potencialidades que os PA podem oferecer aos alunos com NEE, ano ap&oacute;s ano, o n&uacute;mero de profissionais da educa&ccedil;&atilde;o que procuram adequar o processo de ensino-aprendizagem de alunos com necessidades especiais com recurso &agrave; tecnologia tem aumentado exponencialmente nos v&aacute;rios CRTIC. A opini&atilde;o positiva acerca dos benef&iacute;cios que as TIC poder&atilde;o oferecer a estes alunos conduz, sobretudo, os professores a realizarem pedidos de avalia&ccedil;&atilde;o na procura de novos recursos que ajudem os seus alunos a alcan&ccedil;ar algumas compet&ecirc;ncias previstas nos seus PEI.</p>     <p>O processo de avalia&ccedil;&atilde;o que est&aacute; a ser desenvolvido por estes Centros revela, ao n&iacute;vel das estrat&eacute;gias e modelos utilizados, caracter&iacute;sticas consistentes e alinhadas com alguns dos aspetos destacados na literatura (Chambers, 1997; QIAT, 2008a, 2008b; Zabala, 1995), tais como: a necessidade de constituir equipas multidisciplinares contextualizadas com as necessidades educativas do aluno (como forma de realizar uma an&aacute;lise rica e profunda que contribua para a tomada de decis&atilde;o); a tomada de decis&atilde;o colaborativa, com a participa&ccedil;&atilde;o de todos os elementos que constituem a equipa; a avalia&ccedil;&atilde;o funcional do aluno no ambiente onde este se encontra inserido, decorrente do novo paradigma assumido pela Educa&ccedil;&atilde;o Especial, adotado pela utiliza&ccedil;&atilde;o da CIF (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS), 2004).</p>     <p>No que concerne &agrave; etapa de implementa&ccedil;&atilde;o, os dados indicam que ainda h&aacute; um n&uacute;mero muito pequeno de CRTIC que realiza planos de implementa&ccedil;&atilde;o para os PA aconselhados. Para a maioria das equipas, o acompanhamento &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o circunstancial, embora estas manifestem total disponibilidade para ajudar os intervenientes educativos, sempre que solicitadas. Apesar de este apoio incondicional ser apreci&aacute;vel, n&atilde;o podemos deixar de lamentar que o servi&ccedil;o prestado por estes Centros seja, na sua esmagadora maioria, caracterizado por este tipo de <i>pr&aacute;xis</i>.&nbsp;</p>     <p>Em suma, tendo em conta o panorama nacional caracterizado, conclu&iacute;mos que &eacute; urgente que esta rede desenvolva estrat&eacute;gias de acompanhamento formais, de modo a conseguir realizar uma presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os mais alinhada e homog&eacute;nea. Foi a partir desta conclus&atilde;o que conceptualiz&aacute;mos a proposta de uma ferramenta <i>online</i> de apoio &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o e monitoriza&ccedil;&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o dos PA aconselhados por esta rede de 25 CRTIC. Acreditamos que esta plataforma possa ser um contributo no sentido de incrementar estrat&eacute;gias nas atuais pr&aacute;ticas desta rede, facilitando e fomentando as intera&ccedil;&otilde;es para a monitoriza&ccedil;&atilde;o dos PA atribu&iacute;dos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Azevedo, L. (2005). Tecnologias de apoio &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o aumentativa. <i>Revista Diversidades, 7</i>, 4-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S0871-9187201500010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (2009). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S0871-9187201500010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Basil, C., Soro-Camats, E., Bult&oacute;, C. R., Morales, A. C. A., &amp; Lobato, A. C. B. (2002). <i>Sistemas de signos y ayudas t&eacute;cnicas para la comunicaci&oacute;n aumentativa y la escritura: Principios te&oacute;ricos y aplicaciones</i>. Barcelona: Masson, S.A.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0871-9187201500010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bausch, M. E., &amp; Ault, M. J. (2008). Assistive technology implementation plan: A tool for improving outcomes. <i>Journal Teaching Exceptional Children, 41</i>(1), 6-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S0871-9187201500010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blackhurst, A., &amp; Edyburn, D. (2000). A brief history of special education technology. <i>Special Education Technology Practice, 2</i>(1), 21-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S0871-9187201500010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Brand&atilde;o, I. (2008). <i>Balan&ccedil;o de Atividades dos Centro de Recursos TIC para a Educa&ccedil;&atilde;o Especial 2007-2008.</i> Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o - Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o (Documento n&atilde;o publicado).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Brand&atilde;o, I. (2009). <i>Balan&ccedil;o de Atividades dos Centro de Recursos TIC para a Educa&ccedil;&atilde;o Especial 2008-2009</i>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o - Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o (Documento n&atilde;o publicado).</p>     <p>Brand&atilde;o, I. (2010). <i>Balan&ccedil;o de Atividades dos Centro de Recursos TIC para a Educa&ccedil;&atilde;o Especial 2009-2010</i>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o - Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o (Documento n&atilde;o publicado).&nbsp;</p>     <p>Brand&atilde;o, I. (2011). <i>Balan&ccedil;o de Atividades dos Centro de Recursos TIC para a Educa&ccedil;&atilde;o Especial 2010-2011</i>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o - Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o (Documento n&atilde;o publicado).</p>     <p>Chambers, A. C. (1997). <i>Has technology been considered? A guide for IEP Teams</i>. NW, Albuquerque: Council of Administrators of Special Education, Inc. - CASE/TAM Assistive Technology Policy and Practice Series.</p>     <!-- ref --><p>Cook, A. M., &amp; Polgar, J. M. (2008). <i>Cook &amp; Hussey&#39;s assistive technologies: Principles and practice</i> (3rd ed.). St. Louis, Mo.: Mosby/Elsevier.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S0871-9187201500010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o (DGE) (2007). <i>Normas orientadoras - Centros de Recursos TIC para a Educa&ccedil;&atilde;o Especial</i>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o - Dire&ccedil;&atilde;o Geral de Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S0871-9187201500010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Edyburn, D. L. (2002). 2001 in review: A synthesis of the Special Education technology literature. <i>Journal of Special Education Technology, 17</i>(2), 5-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S0871-9187201500010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Edyburn, D. L., Higgins, K., &amp; Boone, R. (2005). <i>Handbook of Special Education technology research and practice</i>. Whitefish Bay, WI: Knowledge By Design, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S0871-9187201500010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>European Agency for Development in Special Needs Education (EADSNE) (2011). ICTs <i>in education for people with disabilities: Review of innovative practice</i>. Moscow: UNESCO Institute for Information on Technologies in Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S0871-9187201500010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gustafson, G. (2004). Planning for successful implementation of assistive technologies. <i>Journal Virginia Society for Technology in Education (VSTE)</i>, 18(2), 27-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S0871-9187201500010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hemmingsson, H., Lidstr&ouml;m, H., &amp; Nyg&aring;rd, L. (2009). Use of assistive technology devices in mainstream schools: Students&rsquo; perspective. <i>The American Journal of Occupational Therapy, 63</i>(4), 463-472.</p>     <!-- ref --><p>Lidstr&ouml;m, H., Ahlsten, G., &amp; Hemmingsson, H. (2011). The influence of ICT on the activity patterns of children with physical disabilities outside school. <i>Child: Care, Health and Development, 37</i>(3), 313-321.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000210&pid=S0871-9187201500010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Long, T., Huang, L., Woodbridge, M., Woolverton, M., &amp; Minkel, J. (2003). Integrating assistive technology into an outcome-driven model of service delivery. <i>Journal Infants &amp; Young Children, 16</i>(4), 272-283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000212&pid=S0871-9187201500010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morrison, K. (2007). Implementation of assistive computer technology: A model for schools systems. <i>International Journal of Special Education, 22</i>(1), 83-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000214&pid=S0871-9187201500010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) (2004). <i>Classifica&ccedil;&atilde;o internacional do funcionamento, incapacidade e sa&uacute;de: CIF</i>. Lisboa: Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000216&pid=S0871-9187201500010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Parette, H. P., &amp; Brotherson, M. J. (2004). Family&#8208;centered and Culturally Responsive Assistive Technology Decision Making. <i>Infants &amp; Young Children, 17</i>(4), 355-367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000218&pid=S0871-9187201500010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Quality Indicators for Assistive Technology Services (QIAT) (2005). <i>Quality indicators for assistive technology services</i>. Retrieved from: <a href="http://indicators.knowbility.org/docs/Indicators2012Rev.pdf" target="_blank">http://indicators.knowbility.org/docs/Indicators2012Rev.pdf</a></p>     <p>Quality Indicators for Assistive Technology Services (QIAT) (2008a). <i>Guiding document for evaluation of effectiveness</i>. Retrieved from: <a href="http://indicators.knowbility.org/docs/2%20QIs%20for%20Assessment.pdf" target="_blank">http://indicators.knowbility.org/docs/2%20QIs%20for%20Assessment.pdf</a></p>     <p>Quality Indicators for Assistive Technology Services (QIAT) (2008b). <i>Indicators for assessment of assistive technology need.</i> Retrieved from: <a href="http://indicators.knowbility.org/docs/resources/7%20GuideDocEofE2012.pdf&nbsp;" target="_blank">http://indicators.knowbility.org/docs/resources/7%20GuideDocEofE2012.pdf&nbsp;</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ribeiro, J. (2012). <i>As TIC na educa&ccedil;&atilde;o de alunos com necessidades educativas especiais: Proposta de um programa de forma&ccedil;&atilde;o para o ensino b&aacute;sico</i> (Tese de doutoramento). Universidade de Aveiro, Aveiro. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ria.ua.pt/handle/10773/9198" target="_blank">http://ria.ua.pt/handle/10773/9198</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S0871-9187201500010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ribeiro, J., Moreira, A., &amp; Almeida, A. M. (2010). ICT in the Education of Students with SEN: Perceptions of Stakeholders. In M. D. Lytras, P. Ordonez De Pablos, D. Avison, J. Sipior, Q. Jin, W. Leal Filho, L. Uden, M. Thomas, S. Cervai, &amp; D. G. Horner (Eds.), <i>Technology Enhanced Learning. Quality of Teaching and Educational Reform. Proceedings of the 1st International Conference, TECH-EDUCATION 2010, Athens, Greece, May 19-21, 2010</i> (pp. 331-337). Springer Berlin Heidelberg.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000224&pid=S0871-9187201500010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Scherer, M. J. (2003). Connecting to learn: Educational and assistive technology for people with disabilities. Washington: American Psychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000226&pid=S0871-9187201500010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>UNESCO (2006). <i>ICT in education for people with special needs: Specialized training course</i>. Moscow: UNESCO Institute for Information Technologies in Education (IITE).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000228&pid=S0871-9187201500010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>UNESCO (2010). <i>ICT for inclusion: Reaching more students more effectively</i>. Moscow: UNESCO Institute for Information Technologies in Education (IITE).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000230&pid=S0871-9187201500010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>von Tetzchner, S., &amp; Martinsen, H. (2000). <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o aumentativa e alternativa</i> (2.&ordf; ed., Vol. 10). Porto: Porto Editora.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Williams, P., Jamali, H. R., &amp; Nicholas, D. (2006). Using ICT with people with special education needs: What the literature tells us. <i>Aslib Journal of Information Management, 58</i> (4), 330-345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S0871-9187201500010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Zabala, J. (1995). <i>The SETT framework: Critical areas to consider when making informed assistive technology decisions</i>. Paper presented at the Florida Assistive Technology Impact Conference and Technology and Media Division of Council for Exceptional Children (4th, Florida, USA, March 2-4).</p>     <!-- ref --><p>Zabala, J., &amp; Carl, D. (2005). Quality indicators for assistive technology services in schools. In D. Edyburn, K. Higgins, &amp; R. Boone (Eds.), <i>Handbook of special education technology research and practice</i> (pp. 179-207). USA: Whitefish Bay, WI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000236&pid=S0871-9187201500010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Legisla&ccedil;&atilde;o consultada</b></p>     <p>Decreto-Lei n.&ordm; 3/2008, de 7 de janeiro. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf; s&eacute;rie &ndash; N.&ordm; 4</i>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Decreto-Lei n.&ordm; 93/2009, de 16 de abril. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf; s&eacute;rie &ndash; N.&ordm; 74</i>. Lisboa: Minist&eacute;rio da Solidariedade Social.</p>     <p>Individuals with Disabilities Education Act (IDEA) (2004). <i>Individuals with disabilities education act &ndash; Amendments of 2004</i>. Retrieved from: <a href="http://www.ed.gov/offices/OSERS/IDEA/the_law.html" target="_blank">http://www.ed.gov/offices/OSERS/IDEA/the_law.html</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ISO 9999 (2007). <i>Technical aids for persons with disabilities - Classification and terminology International.</i> Retrieved from: <a href="http://www.iso.org/iso/catalogue_icsResolu&ccedil;&atilde;o" target="_blank">http://www.iso.org/iso/catalogue_icsResolu&ccedil;&atilde;o</a> de Conselho de Ministros 120/2006, de 21 de setembro. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica, 1.&ordf; s&eacute;rie - N.&ordm; 183</i>. Lisboa: Presid&ecirc;ncia do Conselho de Ministros.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Toda a correspondência relativa a este artigo deve ser enviada para: Simone da Fonte Ferreira, Universidade de Aveiro, Campus Universitário de Santiago, 3810-193 Aveiro. E-mail: <a href="mailto:simone.ferreira@ua.pt">simone.ferreira@ua.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Recebido em fevereiro/2014</i></p>     <p><i>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em abril/2015</i></p>      ]]></body><back>
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