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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da implementação da Educação Sexual em contexto escolar, na região do Algarve: A perspetiva de atores educativos responsáveis pela Educação para a Saúde/Educação Sexual]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of the implementation of Sexual Education in schools in Algarve: The perspective of educational actors responsible for Health Education/Sexual Education]]></article-title>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Évaluation de l'implémentation de l'Éducation Sexuelle dans les écoles de l´Algarve: La perspective des acteurs éducatifs responsables pour l'Éducation pour la Santé/Éducation Sexuelle]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A case study was performed under the interpretative/qualitative paradigm, with the main objective of evaluating the implementation of Sexual Education (SE) in the Algarve region (Portugal). We interviewed eight Health Education/Sexual Education (HE/SE) coordinators and one director of a cluster of schools (CS). Our results showed that all CS have integrated SE in their educational programs and that CS that are located in areas with fewer residents followed the legal recommendations more strictly. Each CS has designated a specific teacher to coordinate HE/SE and one CS did not have a supporting office. Natural Sciences were identified as the more active subject in SE. The increment and consolitation of knowledge was mostly performed on a preventive approach. The little support from the Ministry of Education and Science and the lack of training and experience, as well as the discomfort of teachers were identified as constraints in the implementation of the SE process.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="fr"><p><![CDATA[Cette étude de cas s'insère dans le paradigme interprétatif/qualitatif et son objectif c'est l'évaluation de la mise en &#339;uvre de l'Éducation Sexuelle (ES) dans la région de l'Algarve (Portugal). On a conduit des interviews semi-directives à huit coordinateurs de l'Éducation pour la Santé (EpS)/ES et un directeur d'un groupe d'écoles (GE). Les résultats de l'étude suggèrent que l'ES a été intégrée dans les programmes d'enseignement de tous les GE et que les GE situés dans les municipalités avec moins de résidents ont appliqué plus précisément les recommandations dans la loi. Les GE ont été nommé des professeurs-coordinateurs pour EpS/ES et un seul GE n'avait pas de bureau d'appui. Le cours de Sciences Naturelles a été identifié comme le plus actif dans l'ES. Les GE ont favorisé le développement et la consolidation de la connaissance. Le pauvre soutien du Ministère de l'Éducation et des Sciences et la manque de formation spécifique, d'expérience et d'une mentalité ouverte, dans ce domaine, des professeurs ont été identifiés comme des limitations dans la mise en &#339;uvre du processus de l'ES.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação Sexual]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Sexual em contexto escolar, na regi&atilde;o do Algarve &ndash; A perspetiva de atores educativos respons&aacute;veis pela Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de/Educa&ccedil;&atilde;o Sexual</b></p>     <p><b>Evaluation of the implementation of Sexual Education in schools in Algarve - The perspective of educational actors responsible for Health Education/Sexual Education</b></p>     <p><b>&Eacute;valuation de l&rsquo;impl&eacute;mentation de l&#39;&Eacute;ducation Sexuelle dans les &eacute;coles de l&acute;Algarve &ndash; La perspective des acteurs &eacute;ducatifs responsables pour l&rsquo;&Eacute;ducation pour la Sant&eacute;/&Eacute;ducation Sexuelle </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Liliana Paulos<sup>i</sup> &amp; Sandra T. Valadas<sup>ii</sup></b></p>     <p><sup>i</sup> Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, Portugal</p>     <p><sup>ii</sup> Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações (CIEO), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, Portugal</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente estudo assume-se como um estudo de caso, insere-se no paradigma interpretativo/qualitativo e pretendeu avaliar a implementa&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Sexual (ES) no Algarve. Realizaram-se entrevistas semidiretivas a oito coordenadores da Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de (EpS)/ES e a um diretor de agrupamento de escolas (AE). Os resultados indicaram que a ES foi integrada nos projetos educativos de todos os AE, sendo que os AE situados em concelhos com menos residentes apresentaram um percurso mais pr&oacute;ximo das recomenda&ccedil;&otilde;es da lei. Foram nomeados professores-coordenadores para a EpS/ES e apenas um AE n&atilde;o tem o gabinete de apoio a funcionar. A disciplina de Ci&ecirc;ncias Naturais foi identificada como sendo a mais interveniente na ES. O aumento e a consolida&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos foram objetivos privilegiados numa vertente de preven&ccedil;&atilde;o. O pouco apoio do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia e a falta de forma&ccedil;&atilde;o, de experi&ecirc;ncia e de &agrave;-vontade dos docentes nesta &aacute;rea foram apontados como limita&ccedil;&otilde;es no processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Educa&ccedil;&atilde;o Sexual; Avalia&ccedil;&atilde;o; Implementa&ccedil;&atilde;o; Coordenadores; Professores; Diretor</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>A case study was performed under the interpretative/qualitative paradigm, with the main objective of evaluating the implementation of Sexual Education (SE) in the Algarve region (Portugal). We interviewed eight Health Education/Sexual Education (HE/SE) coordinators and one director of a cluster of schools (CS). Our results showed that all CS have integrated SE in their educational programs and that CS that are located in areas with fewer residents followed the legal recommendations more strictly. Each CS has designated a specific teacher to coordinate HE/SE and one CS did not have a supporting office. Natural Sciences were identified as the more active subject in SE. The increment and consolitation of knowledge was mostly performed on a preventive approach. The little support from the Ministry of Education and Science and the lack of training and experience,&nbsp; as well as the discomfort of teachers were identified as constraints in the implementation of the SE process.</p>     <p><b>Keywords</b>:Sexual Education; Evaluation; Implementation; Coordinators; Teachers; Director</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>R&Eacute;SUM&Eacute;</b></p>     <p>Cette &eacute;tude de cas s&#39;ins&egrave;re dans le paradigme interpr&eacute;tatif/qualitatif et son objectif c&rsquo;est l&rsquo;&eacute;valuation de la mise en &oelig;uvre de l&#39;&Eacute;ducation Sexuelle (ES) dans la r&eacute;gion de l&#39;Algarve (Portugal). On a conduit des interviews semi-directives &agrave; huit coordinateurs de l&rsquo;&Eacute;ducation pour la Sant&eacute; (EpS)/ES et un directeur d&rsquo;un groupe d&rsquo;&eacute;coles (GE). Les r&eacute;sultats de l&#39;&eacute;tude sugg&egrave;rent que l&#39;ES a &eacute;t&eacute; int&eacute;gr&eacute;e dans les programmes d&#39;enseignement de tous les GE et que les GE situ&eacute;s dans les municipalit&eacute;s avec moins de r&eacute;sidents ont appliqu&eacute; plus pr&eacute;cis&eacute;ment les recommandations dans la loi. Les GE ont &eacute;t&eacute; nomm&eacute; des professeurs-coordinateurs pour EpS/ES et un seul GE n&rsquo;avait pas de bureau d&#39;appui. Le cours de Sciences Naturelles a &eacute;t&eacute; identifi&eacute; comme le plus actif dans l&rsquo;ES. Les GE ont favoris&eacute; le d&eacute;veloppement et la consolidation de la connaissance. Le pauvre soutien du Minist&egrave;re de l&#39;&Eacute;ducation et des Sciences et la manque de formation sp&eacute;cifique, d&#39;exp&eacute;rience et d&rsquo;une mentalit&eacute; ouverte, dans ce domaine, des professeurs ont &eacute;t&eacute; identifi&eacute;s comme des limitations dans la mise en &oelig;uvre du processus de l&rsquo;ES.</p>     <p><b>Mots-cl&eacute;</b>: &Eacute;ducation Sexuelle ; &Eacute;valuation ; Impl&eacute;mentation ; Coordinateurs ; Professeurs ; Directeur</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Tendo em conta as liga&ccedil;&otilde;es da sexualidade &agrave;s dimens&otilde;es da identidade pessoal e das rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, a Educa&ccedil;&atilde;o Sexual (ES) precisa de ser concetualizada de forma hol&iacute;stica, englobando as dimens&otilde;es biol&oacute;gica, psicoafetiva, sociocultural, relacional e &eacute;tica, ligadas e dependentes entre si (Frade, Marques, Alverca, &amp; Vilar, 2006; L&oacute;pez &amp; Fuertes, 1999; Matos, Reis, Ramiro, Ribeiro, &amp; Leal, 2014). Tamb&eacute;m a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de [OMS] (2010), nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, tem refor&ccedil;ado a necessidade de implementar estrat&eacute;gias efetivas que promovam a viv&ecirc;ncia segura e feliz da sexualidade, real&ccedil;ando o papel da ES.</p>     <p>De acordo com o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Grupo de Trabalho de Educa&ccedil;&atilde;o Sexual (ME-GTES) (2005), a ES &eacute; o &quot;processo pelo qual se obt&eacute;m informa&ccedil;&atilde;o e se formam atitudes e cren&ccedil;as acerca da sexualidade e do comportamento sexual&quot; (p. 6). Considerando que a escola &eacute; onde as crian&ccedil;as e os jovens passam grande parte do seu tempo (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization - UNESCO, 2009), a concretiza&ccedil;&atilde;o da ES em contexto escolar parece ser essencial (Frade et al., 2006). A escola possui, tamb&eacute;m, uma vertente de forma&ccedil;&atilde;o pessoal e social que atua na promo&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e capacidades para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas quotidianos (Can&aacute;rio, 2005), devendo ser considerada como um contexto importante para possibilitar o aumento de conhecimentos na &aacute;rea da sexualidade e para a promo&ccedil;&atilde;o de atitudes e comportamentos adequados (ME-GTES, 2007b).</p>     <p>As abordagens educativas no &acirc;mbito da sexualidade e, consequentemente, da ES, s&atilde;o diversificadas e foram surgindo em fun&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio conceito de ES. Desta forma, os diferentes modelos de ES caracterizam-se por terem distintos quadros de valores que orientam as pr&aacute;ticas educativas, diferentes conte&uacute;dos e metodologias pedag&oacute;gicas (Vaz, Vilar, &amp; Cardoso, 1996; Vila&ccedil;a, 2006). Vaz et al. (1996) consideraram quatro modelos de ES que, apesar de assumirem designa&ccedil;&otilde;es diferentes, se coadunam com os modelos propostos por L&oacute;pez (1990). Em Portugal, o modelo impositivo conservador, o qual justifica a finalidade da sexualidade como sendo meramente reprodutiva, teve grande &ecirc;nfase, dado o peso da Igreja na nossa sociedade. Tamb&eacute;m o modelo m&eacute;dico-preventivo, amplamente divulgado em Portugal nos anos 90, no &acirc;mbito da Rede de Escolas Promotoras de Sa&uacute;de (REPS), se tornou caracter&iacute;stico das interven&ccedil;&otilde;es de muitas institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de em meio escolar, visando a preven&ccedil;&atilde;o do aborto, das Infe&ccedil;&otilde;es Sexualmente Transmiss&iacute;veis (IST) e da gravidez na adolesc&ecirc;ncia (L&oacute;pez &amp; Oroz, 1999). O estudo de Matos et al. (2014) permitiu perceber que este modelo continua a ser o mais praticado nas escolas portuguesas. Ainda assim, o modelo de desenvolvimento pessoal &eacute; considerado o mais atual e pertinente, pois aborda a sexualidade nas suas v&aacute;rias vertentes (Ramiro, Reis, Matos, Diniz, &amp; Sim&otilde;es, 2011; Vilar, 2002).</p>     <p>Em Portugal, a primeira lei a contemplar a ES em contexto escolar foi aprovada em 1984 (Lei n.&ordm; 3/84), e, em 1999, a Lei n.&ordm; 120/99 reafirmou a necessidade de refor&ccedil;ar as garantias do direito &agrave; sa&uacute;de reprodutiva. Em 2000, a Escola foi reconhecida, atrav&eacute;s do Decreto-Lei n.&ordm; 259/2000, como entidade competente para integrar estrat&eacute;gias de promo&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de (EpS), incluindo a ES nos curr&iacute;culos dos ensinos b&aacute;sico e secund&aacute;rio (Decreto-Lei n.&ordm; 259/2000). Com a reforma curricular de 2001, a ES p&ocirc;de ser abordada no ensino b&aacute;sico, nas &aacute;reas curriculares n&atilde;o disciplinares (ACND): Forma&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica, Estudo Acompanhado e &Aacute;rea de Projeto, estabelecidas pelo Decreto-Lei n.&ordm; 6/2001. Somente em 2009 a Lei n.&ordm; 60/2009 estabeleceu a aplica&ccedil;&atilde;o da ES nos estabelecimentos do ensino b&aacute;sico e do ensino secund&aacute;rio, em resultado das recomenda&ccedil;&otilde;es presentes nos v&aacute;rios documentos elaborados pelo GTES (ME-GTES, 2005, 2007a, 2007b). Desta forma, consagraram-se as bases gerais do regime de implementa&ccedil;&atilde;o da ES em contexto escolar, &quot;conferindo-lhe o estatuto e a obrigatoriedade, com uma carga hor&aacute;ria adaptada e repartida por cada n&iacute;vel de ensino, especificada por cada turma e distribu&iacute;da de forma equilibrada pelos diversos per&iacute;odos do ano letivo&quot; (Portaria n.&ordm; 196-A/2010, p. 1170-2), devendo cada escola n&atilde;o agrupada/agrupamento de escolas designar um professor-coordenador para a ES (Lei n.&ordm; 60/2009). A lei prev&ecirc;, ainda, que a ES deve ter o acompanhamento de profissionais de sa&uacute;de e devem ser estabelecidos acordos de parceria com entidades devidamente credenciadas na &aacute;rea da EpS/ES, para o desenvolvimento de projetos espec&iacute;ficos (Lei n.&ordm; 60/2009).</p>     <p>Dois anos antes da legisla&ccedil;&atilde;o mais recente ter entrado em vigor, o GTES realizou uma avalia&ccedil;&atilde;o da ES em contexto escolar (ME-GTES, 2005, 2007a, 2007b), e em mar&ccedil;o de 2014 foi publicado o relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o sobre a aplica&ccedil;&atilde;o da ES (Matos et al., 2014). Ainda assim, pareceu-nos pertinente caracterizar e avaliar o processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES em meio escolar numa regi&atilde;o particular &ndash; o Algarve, tendo sido nossa inten&ccedil;&atilde;o perceber n&atilde;o s&oacute; qual o grau de cumprimento em termos de enquadramento legal, mas sobretudo de que forma se tem concretizado a ES em contexto escolar. Mais concretamente, quisemos perceber se a ES foi inclu&iacute;da no projeto educativo dos agrupamentos de escolas (AE) e de que forma tem sido implementada; identificar e caracterizar os agentes educativos que participaram no processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES; avaliar as parcerias estabelecidas com outras entidades credenciadas na &aacute;rea da EpS/ES; perceber qual a din&acirc;mica dos Gabinetes de Informa&ccedil;&atilde;o e Apoio ao Aluno (GIAA); e perceber se a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e a mudan&ccedil;a de comportamentos foram contempladas como objetivos dos programas de ES desenvolvidos pelos AE. Quisemos, tamb&eacute;m, contribuir para informar e dar suporte aos programas e interven&ccedil;&otilde;es de ES num contexto espec&iacute;fico de uma das regi&otilde;es nacionais, tendo em conta as limita&ccedil;&otilde;es e os fatores que efetivamente promoveram o sucesso da ES, identificados pelos agentes educativos respons&aacute;veis pela ES.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>Tendo em conta os objetivos apresentados e a natureza dos fen&oacute;menos, o presente estudo insere-se no paradigma interpretativo/ qualitativo, por nos permitir considerar os significados atribu&iacute;dos pelos indiv&iacute;duos aos fen&oacute;menos em estudo, mais do que as suas causas (Cohen, Manion, &amp; Morrison, 2007). Ao considerarmos que as intera&ccedil;&otilde;es humanas recriam de modo cont&iacute;nuo a vida social, tal estrat&eacute;gia implica investigar perspetivas individuais, constructos pessoais, negociar significados e defini&ccedil;&otilde;es de situa&ccedil;&otilde;es, no contexto de uma perspetiva fenomenol&oacute;gica, interacionista e de interesse pr&aacute;tico (Creswell, 2013).</p>     <p>Pelas suas particularidades, opt&aacute;mos por realizar um estudo de caso m&uacute;ltiplo, com recurso a t&eacute;cnicas qualitativas de recolha de dados (entrevista a coordenadores da EpS/ES e a um diretor de AE). A fonte direta dos dados &eacute; o ambiente natural, assumindo-se o investigador como o principal instrumento de recolha de dados (Bogdan &amp; Biklen, 1994). Mais concretamente, trata-se de uma investiga&ccedil;&atilde;o de tipo descritivo, em que o foco &eacute; nos processos e n&atilde;o tanto nos resultados ou produtos, respeitando a unicidade e a din&acirc;mica dos contextos (Cohen et al., 2007; Creswell, 2013). Enquanto estudo de caso descritivo reportado a uma ou mais organiza&ccedil;&otilde;es (Yin, 2010), inclui um foco narrativo, combinando subjetividade com objetividade (Dyer, 1995, cit. por Cohen et al., 2007; Creswell, 2013).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Participantes</b></p>     <p>Os seis AE que integraram este estudo foram selecionados de forma aleat&oacute;ria, tendo em conta a exist&ecirc;ncia do 3&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico (CEB) e do ensino secund&aacute;rio e o facto de estarem localizados em munic&iacute;pios com n&uacute;mero vari&aacute;vel de residentes, de forma a abarcar diferentes realidades educativas. Por quest&otilde;es de confidencialidade, os AE ser&atilde;o designados por AE1 e AE2, ambos situados em concelhos com menos de 40 mil residentes, e por AE3, AE4, AE5 e AE6, situados em concelhos com 40 mil ou mais residentes. Os AE 1 e 2 t&ecirc;m uma popula&ccedil;&atilde;o escolar de 1500 e 1800 alunos, respetivamente, enquanto o AE3 tem cerca de 2000 alunos, o AE4 cerca de 2500, o AE5 cerca de 2700 e o AE6 cerca de 2900. Participaram no estudo nove sujeitos do sexo feminino (oito coordenadores de EpS/ES e um diretor de AE). Inicialmente, o objetivo era entrevistar os diretores dos AE; no entanto, devido &agrave; especificidade do tema, os mesmos consideraram que seria mais adequado entrevistar os coordenadores da EpS/ES. Num dos AE, para al&eacute;m de termos entrevistado o coordenador da EpS/ES, o diretor mostrou-se dispon&iacute;vel e interessado em participar. Suspendeu-se a inclus&atilde;o de novos participantes quando as informa&ccedil;&otilde;es fornecidas come&ccedil;aram a apresentar repeti&ccedil;&atilde;o dos dados recolhidos (Denzin &amp; Lincoln, 1994).</p>     <p>Dos nove participantes, cinco s&atilde;o professores de Ci&ecirc;ncias Naturais e dois de Biologia, um &eacute; professor de Economia e um de Ingl&ecirc;s/Alem&atilde;o. A m&eacute;dia de anos de servi&ccedil;o dos nove participantes &eacute; de 22,89 anos (DP = 8,82), e a m&eacute;dia de anos de coordena&ccedil;&atilde;o de EpS/ES dos sete participantes &eacute; de 7,71 anos (DP = 4,75).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Instrumentos </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste estudo recorremos a uma entrevista semidiretiva (Ghiglione &amp; Matalon, 2001), destinada a coordenadores da EpS/ES e ao diretor de AE, com a inten&ccedil;&atilde;o de avaliar de que forma a ES foi implementada, identificando os agentes que participaram neste processo. Quisemos, tamb&eacute;m, avaliar as parcerias estabelecidas com outras entidades credenciadas na &aacute;rea da EpS/ES e identificar as estruturas de apoio.</p>     <p>O gui&atilde;o da entrevista (em anexo) foi constru&iacute;do com base na Lei n.&ordm; 60/2009 e na Portaria n.&ordm; 196-A/2010, sendo constitu&iacute;do por 14 perguntas. Por motivos de garantia de fidelidade e validade do estudo, foi testado junto de tr&ecirc;s sujeitos, com experi&ecirc;ncia superior a 15 anos em fun&ccedil;&otilde;es de dire&ccedil;&atilde;o de escolas n&atilde;o agrupadas, na regi&atilde;o de Lisboa, e mais de 30 anos de servi&ccedil;o. As quest&otilde;es foram apresentadas e discutidas com cada um dos sujeitos, individualmente (m&eacute;todo da reflex&atilde;o falada), tendo sido propostas algumas altera&ccedil;&otilde;es e sugerida a introdu&ccedil;&atilde;o de novas quest&otilde;es.</p>     <p>O instrumento de recolha de dados foi registado na plataforma <i>online</i> do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia (MEC) &ndash; Monitoriza&ccedil;&atilde;o de Inqu&eacute;ritos em Meio Escolar (MIME), e aprovado pela Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Educa&ccedil;&atilde;o para aplica&ccedil;&atilde;o em meio escolar com o n&uacute;mero de registo 0396900001.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Procedimentos de recolha e an&aacute;lise de dados</b></p>     <p>Ap&oacute;s as necess&aacute;rias autoriza&ccedil;&otilde;es, os dados foram recolhidos, entre fevereiro e maio de 2014, em cada AE. As entrevistas foram realizadas individualmente, por uma das investigadoras, e o tempo de realiza&ccedil;&atilde;o variou entre 40 minutos e uma hora.</p>     <p>Ap&oacute;s a transcri&ccedil;&atilde;o na &iacute;ntegra de todas as entrevistas realizadas, coligindo e construindo um <i>corpus</i> da an&aacute;lise (dados resultantes), recorremos a uma an&aacute;lise comparativa entre as indica&ccedil;&otilde;es da legisla&ccedil;&atilde;o (Lei n.&ordm; 60/2009; Portaria n.&ordm; 196-A/2010) e os dados das entrevistas. Para tal, tendo como base um quadro de refer&ecirc;ncia <i>a priori </i>(gui&atilde;o de entrevista), definimos os seguintes indicadores: &quot;cargo que o participante ocupa no AE&quot;; &quot;tipo de projetos desenvolvidos pelo AE na &aacute;rea da EpS/ES&quot;; &quot;ano de integra&ccedil;&atilde;o da ES no projeto educativo do AE&quot;; &quot;ciclos de ensino em que foi integrada a ES&quot;; &quot;participantes no processo de ES no 3&ordm; CEB&quot;; &quot;crit&eacute;rios utilizados para designar o professor-coordenador da EpS/ES&quot;; &quot;tipo de forma&ccedil;&atilde;o dos professores-coordenadores na &aacute;rea da ES&quot;; &quot;disciplinas que mais participaram no projeto de ES de turma&quot;; &quot;tipo de entidades credenciadas na &aacute;rea da ES com as quais foram estabelecidas parcerias&quot;; &quot;tipo de apoio prestado pelos parceiros&quot;; &quot;funcionamento, parceiros e recursos disponibilizados pelo GIAA&quot;; &quot;estrat&eacute;gias para a operacionaliza&ccedil;&atilde;o do projeto de ES de turma&quot;; &quot;tipo de avalia&ccedil;&atilde;o do projeto de ES&quot; e &quot;objetivos da ES privilegiados&quot;.</p>     <p>Seguiu-se a constru&ccedil;&atilde;o de uma grelha de an&aacute;lise aberta e a defini&ccedil;&atilde;o das categorias conforme estas iam emergindo da nossa an&aacute;lise ao <i>corpus</i> (Paulos, 2014). As categorias que permitiram uma resposta direta aos objetivos definidos (unidade de registo) (da pergunta 1 &agrave; 11) foram objeto de uma an&aacute;lise qualitativa, a qual recorre a indicadores n&atilde;o frequenciais (presen&ccedil;a ou aus&ecirc;ncia) suscet&iacute;veis de permitir infer&ecirc;ncias (Bardin, 2009). Nas categorias cujas respostas refletiram opini&otilde;es pessoais sobre o tema (da 12 &agrave; 14), contou-se o n&uacute;mero de vezes que determinado conte&uacute;do apareceu (unidade de numera&ccedil;&atilde;o aritm&eacute;tica), seguindo-se a an&aacute;lise quantitativa, que permite obter dados descritivos tendo em conta a frequ&ecirc;ncia de apari&ccedil;&atilde;o de certos elementos da mensagem (Bardin, 2009). Os dados resultantes (<i>corpus</i> da an&aacute;lise) da an&aacute;lise de conte&uacute;do (Bardin, 2009) foram posteriormente submetidos a procedimentos estat&iacute;sticos que, pelo poder explicativo que aportavam, justificaram a sua escolha.</p>     <p>Todos os tratamentos estat&iacute;sticos foram efetuados com recurso ao <i>software R</i> (R Development Core Team, 2013), com o pacote <i>gdata</i>, tendo sido calculadas as m&eacute;dias e o desvio-padr&atilde;o, bem como percentagens.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o de resultados</b></p>     <p><b>Avaliar se a Educa&ccedil;&atilde;o Sexual foi inclu&iacute;da no projeto educativo dos agrupamentos de escolas e de que forma foi implementada</b></p>     <p>Face aos resultados obtidos, podemos afirmar que a ES foi inclu&iacute;da no projeto educativo de todos os AE do estudo. Ainda assim, os AE 3 e 4 integraram a ES apenas nos 2&ordm; e 3&ordm; CEB e no ensino secund&aacute;rio, e os restantes AE em todos os ciclos de ensino. Antes da publica&ccedil;&atilde;o da Lei n.&ordm; 60/2009, todos os AE desenvolveram projetos na &aacute;rea da EpS/ES, disponibilizando Gabinetes para a Sa&uacute;de dedicados ao atendimento dos alunos (AE 1, 2, 3, 4 e 5), promovendo sess&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o/sensibiliza&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter cont&iacute;nuo (AE 5) e de car&aacute;ter pontual (AE 4, 5 e 6), dinamizadas por agentes externos, verificando-se que a experi&ecirc;ncia adquirida nesse &acirc;mbito parece ter facilitado o processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES.</p>     <p>No que respeita &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e planeamento anuais da ES, de forma a cumprir as 12 horas anuais, constat&aacute;mos que o projeto de ES de turma foi elaborado pelo professor-coordenador da EpS/ES (em todos os AE) e pela equipa interdisciplinar (AE 2 e 6), e partilhado com os diretores de turma, para que, em conjunto com o conselho de turma, o adaptassem de acordo com as necessidades e caracter&iacute;sticas de cada turma, como previsto na lei (artigo 7&ordm; da Lei n.&ordm; 60/2009; Portaria n.&ordm; 196-A/2010). Constat&aacute;mos que apenas o AE 5 n&atilde;o cumpriu as 12 horas previstas, uma vez que, segundo a coordenadora de EpS/ES, a redu&ccedil;&atilde;o da componente letiva atribu&iacute;da ao coordenador n&atilde;o tem sido suficiente para levar a cabo o projeto da ES. De acordo com a UNESCO (2009), a grande maioria dos programas aplicados nas escolas que obtiveram resultados positivos a longo prazo inclu&iacute;ram 12 ou mais sess&otilde;es anuais, com a dura&ccedil;&atilde;o de, pelo menos, 30 minutos.</p>     <p>Quanto &agrave; operacionaliza&ccedil;&atilde;o da ES, percebemos que os AE 1, 2, 5 e 6 procuraram integrar o projeto de ES nas v&aacute;rias disciplinas, de forma a que a ES fosse abordada naturalmente pelos professores, e recorreram, tamb&eacute;m, a agentes externos e &agrave; coordenadora de EpS/ES para desenvolverem atividades pontuais; no AE 4 a ES foi desenvolvida atrav&eacute;s de sess&otilde;es pontuais de forma&ccedil;&atilde;o/sensibiliza&ccedil;&atilde;o dinamizadas pelos psic&oacute;logos do Servi&ccedil;o de Psicologia e Orienta&ccedil;&atilde;o (SPO) e pela coordenadora da EpS/ES, recorrendo, tamb&eacute;m, aos parceiros, os quais dinamizaram atividades de car&aacute;ter cont&iacute;nuo e pontual, integradas no plano anual de atividades do AE; no AE 3 a ES foi desenvolvida, maioritariamente, pela coordenadora da EpS/ES, que dinamizou sess&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o/sensibiliza&ccedil;&atilde;o pontuais nas turmas, e pela enfermeira, que promoveu, sobretudo, o atendimento aos alunos no GIAA.</p>     <p>Os resultados do presente estudo demonstraram que todos os AE recorreram &agrave; coordenadora de EpS/ES para levar a cabo a ES, mas que, pelo reduzido n&uacute;mero de horas dispon&iacute;veis para a EpS/ES, apelaram, tamb&eacute;m, a agentes externos para dinamizarem a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, sendo que apenas quatro AE contemplaram os conte&uacute;dos da ES de forma transversal, em todas as disciplinas, como previsto na lei. Segundo os resultados do Projeto Experimental do Programa de Promo&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de - PES, Associa&ccedil;&atilde;o para o Planeamento da Fam&iacute;lia - APF e Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de - DGE (1999), as a&ccedil;&otilde;es dinamizadas por agentes externos revelaram ser o m&eacute;todo menos eficaz pelo seu car&aacute;ter espor&aacute;dico, irregular e menos responsabilizador da escola como um todo. Os mesmos autores consideraram que este tipo de atividades &eacute; mais eficaz quando combinado com a ES realizada de forma transversal, o que se constatou nos AE 1, 2, 5 e 6, mas n&atilde;o nos AE 3 e 4. No entanto, apesar de ter sido referido pelos coordenadores da EpS/ES de quatro AE que o projeto da ES de turma era operacionalizado de forma transversal, os mesmos referiram que a disciplina de Ci&ecirc;ncias Naturais tem sido a mais interveniente nos projetos de ES de turma, seguindo-se a de Portugu&ecirc;s, sendo que as restantes disciplinas mencionadas pelos participantes obtiveram uma percentagem reduzida (<a href ="/img/revistas/rpe/v28n2/28n2a08f1.jpg">Figura 1</a>).</p>     
<p>De referir ainda que, apesar de a atual lei contemplar que os conte&uacute;dos da ES devem ser desenvolvidos nas ACND (artigo 2.&ordm; da Portaria n.&ordm; 196-A/2010), tal n&atilde;o se verificou no nosso estudo, uma vez que estas foram extintas (Decreto-Lei n.&ordm; 50/2011; Decreto-Lei n.&ordm; 139/2012). Para os participantes, o seu desaparecimento acabou por comprometer a operacionaliza&ccedil;&atilde;o da ES, visto que os seus temas eram, muitas vezes, abordados no &acirc;mbito da Forma&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica. Estas &aacute;reas pretendiam promover a autonomia, a responsabilidade e o esp&iacute;rito cr&iacute;tico, sendo mais f&aacute;cil abordar temas e problemas transversais &agrave;s v&aacute;rias disciplinas, uma vez que s&atilde;o &quot;de natureza transversal e integradora&quot; e para os alunos correspondiam &quot;a oportunidades de aprendizagem que devem ser articuladas com todas as outras&quot; (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, 2001, p. 11).</p>     <p>Observ&aacute;mos tamb&eacute;m que todos os AE se basearam nos objetivos m&iacute;nimos da ES (artigo 2.&ordm; da Lei n.&ordm; 60/2009), adaptando os conte&uacute;dos previstos para o 3&ordm; CEB (quadro anexo da Portaria n.&ordm; 196-A/2010) &agrave;s caracter&iacute;sticas e necessidades de cada turma. Contudo, todos os AE determinaram conte&uacute;dos priorit&aacute;rios, tais como as IST, a gravidez na adolesc&ecirc;ncia, os m&eacute;todos contracetivos, o V&iacute;rus da Imunodefici&ecirc;ncia Humana/S&iacute;ndrome de Imunodefici&ecirc;ncia Adquirida (VIH/Sida) e os sistemas reprodutores, tendo em conta a sua pertin&ecirc;ncia na faixa et&aacute;ria em quest&atilde;o e as necessidades dos alunos. Os AE 3, 4 e 5 privilegiaram, ainda, os objetivos que visam desenvolver sentimentos e atitudes, trabalhando os afetos e o reconhecimento da import&acirc;ncia dos sentimentos e da afetividade na viv&ecirc;ncia da sexualidade, bem como o treino e aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias.</p>     <p>Considerando a perspetiva de Frade et al. (2006) no que respeita aos objetivos da ES, constat&aacute;mos no presente estudo que todos os AE privilegiaram o aumento e a solidifica&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos (IST e gravidez na adolesc&ecirc;ncia, m&eacute;todos contracetivos, VIH/Sida e sistemas reprodutores). Tal pode ter ocorrido devido ao facto de estes conte&uacute;dos fazerem parte do programa curricular da disciplina de Ci&ecirc;ncias Naturais no 3&ordm; CEB, na qual, segundo o presente estudo, a ES &eacute; abordada com mais regularidade. Estes resultados permitem-nos afirmar que os AE seguiram, maioritariamente, o modelo m&eacute;dico-preventivo, o qual visa a preven&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco. N&atilde;o obstante, embora de utilidade evidente, este modelo n&atilde;o aborda as componentes emocionais e relacionais da sexualidade, sendo poss&iacute;vel que os AE que o seguiram possam, muitas vezes, confrontar-se com necessidades de forma&ccedil;&atilde;o dos jovens nestas mat&eacute;rias. Os resultados sugerem, ainda, que a sele&ccedil;&atilde;o dos temas a abordar pode estar relacionada com o conforto dos professores em abordar certos temas e n&atilde;o tanto com os interesses e as necessidades dos alunos.</p>     <p>Percebemos que a avalia&ccedil;&atilde;o do projeto de ES tem sido realizada tendo em conta &quot;as horas usadas na ES&quot;, &quot;os temas abordados&quot;, &quot;as atividades realizadas&quot;, &quot;a opini&atilde;o/avalia&ccedil;&atilde;o dos alunos&quot; relativamente &agrave;s atividades desenvolvidas e o &quot;n&uacute;mero de alunos&quot; que receberam informa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de sess&otilde;es dinamizadas por agentes externos (AE 1, 2, 3, 4, 5 e 6); teve em conta, tamb&eacute;m, a contabiliza&ccedil;&atilde;o das disciplinas intervenientes (AE 1, 2 e 5) e os materiais produzidos no &acirc;mbito da ES (AE 1 e 2). O AE 2 realizou a avalia&ccedil;&atilde;o do impacto do projeto de ES na aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e mudan&ccedil;a de comportamentos nos alunos atrav&eacute;s de avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa (n&iacute;vel de empenho e motiva&ccedil;&atilde;o dos alunos nas atividades desenvolvidas) e quantitativa (trabalhos realizados pelos alunos; testes de avalia&ccedil;&atilde;o de conhecimentos; inqu&eacute;ritos aos alunos realizados previamente &agrave; atividade e no final, para verificar mudan&ccedil;as de opini&atilde;o e atitudes). Os restantes AE realizaram uma avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa das atividades com base na motiva&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o dos alunos nas atividades desenvolvidas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Estes resultados sugerem que, tendo em conta a natureza dos fatores considerados na avalia&ccedil;&atilde;o da ES levada a cabo pelos AE, os processos de avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o t&ecirc;m contemplado a avalia&ccedil;&atilde;o de conhecimentos, nem os principais objetivos da ES &ndash; a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e as mudan&ccedil;as de comportamentos. No presente estudo, apenas o AE 2 avaliou o impacto da ES nestas dimens&otilde;es, sendo que os restantes AE realizaram uma avalia&ccedil;&atilde;o qualitativa das atividades. Entendemos, &agrave; semelhan&ccedil;a de Ramiro, Matos, e Vilar (2008), que somente atrav&eacute;s da avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica e efetiva dos projetos de ES e do seu impacto nos conhecimentos e atitudes dos alunos ser&aacute; poss&iacute;vel compreender mais e melhor os fatores que efetivamente promovem o sucesso da ES. Contudo, e na linha de pensamento de Reis (2004), parece-nos que esta avalia&ccedil;&atilde;o s&oacute; ser&aacute; poss&iacute;vel a m&eacute;dio e a longo prazo, quando a ES estiver sistematizada nas escolas e depois de clarificar qual a dimens&atilde;o pretendida quando se fala de avalia&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da ES.</p>     <p>Pelo discurso dos participantes percebemos que o MEC n&atilde;o parece ter participado ativamente no trabalho desenvolvido no &acirc;mbito da EpS/ES, ao qual foram apontados aspetos negativos e positivos (<a href ="/img/revistas/rpe/v28n2/28n2a08t1.jpg">Tabela 1</a>). De acordo com os participantes do estudo, o MEC n&atilde;o tem assumido ativamente o seu papel no acompanhamento, na supervis&atilde;o e na coordena&ccedil;&atilde;o da EpS/ES (artigo 13.&ordm; da Lei n.&ordm; 60/2009). Na pr&aacute;tica, o MEC tem desempenhado fun&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito da avalia&ccedil;&atilde;o do cumprimento da lei e n&atilde;o tanto no &acirc;mbito da viabilidade dos projetos de ES. Os participantes mencionaram ainda que a forma&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para o exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da ES, garantida pelo MEC (n.&ordm; 4 do artigo 8.&ordm; da Lei n.&ordm; 60/2009), foi sendo reduzida, fazendo com que os professores recorressem &agrave; forma&ccedil;&atilde;o interpares, especialistas convidados ou forma&ccedil;&atilde;o facultada por ONG. Nas palavras dos participantes, &quot;o MEC parece ter-se esquecido da ES&quot;. N&atilde;o obstante, foram real&ccedil;adas as verbas disponibilizadas pelo MEC para a EpS/ES, atrav&eacute;s da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Educa&ccedil;&atilde;o, as quais permitiram a aquisi&ccedil;&atilde;o de material para as atividades.</p>     
<p>As maiores limita&ccedil;&otilde;es identificadas no processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES pelos participantes (<a href ="/img/revistas/rpe/v28n2/28n2a08t2.jpg">Tabela 2</a>) resultaram do pouco apoio do MEC, mas tamb&eacute;m das pol&iacute;ticas educativas implementadas recentemente, tais como a redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de horas dispon&iacute;veis para a forma&ccedil;&atilde;o de professores, a qual &eacute; exigida e necess&aacute;ria nesta &aacute;rea, e a redu&ccedil;&atilde;o de horas letivas, limitando o tempo dos professores para cumprir os conte&uacute;dos program&aacute;ticos e n&atilde;o disponibilizando horas para a ES. Os participantes referiram, tamb&eacute;m, que o facto de os programas curriculares estarem desajustados, dificultando a integra&ccedil;&atilde;o dos objetivos da ES, e de a lei estar desatualizada no que diz respeito &agrave; prossecu&ccedil;&atilde;o das finalidades da ES comprometem a sua concretiza&ccedil;&atilde;o (artigo 2.&ordm; da Portaria n.&ordm; 196-A/2010). Tamb&eacute;m a falta de informa&ccedil;&atilde;o sobre as diferentes dimens&otilde;es da sexualidade, por parte dos professores e pais, associando a ES somente &agrave; dimens&atilde;o biol&oacute;gica da sexualidade, foi considerada pelos participantes como um entrave. Foi ainda mencionado o facto de alguns professores considerarem que os temas da ES s&atilde;o de car&aacute;ter privado, n&atilde;o devendo, por essa raz&atilde;o, ser abordados na escola. A pouca (ou nenhuma) participa&ccedil;&atilde;o dos pais no projeto da ES foi referida como um obst&aacute;culo na concretiza&ccedil;&atilde;o efetiva da ES. Estes resultados sugerem que a continuidade da ES em contexto escolar parece depender dos professores que consideram a ES fundamental para uma educa&ccedil;&atilde;o plena do aluno.</p>     
<p>Considerando os fatores anteriormente mencionados, percebemos que nos AE situados em concelhos com menos residentes e, consequentemente, com menos alunos (AE 1 e 2) se observaram mais fatores em comum no processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES, sendo que seguiram mais fielmente as recomenda&ccedil;&otilde;es da lei que regula atualmente a ES em contexto escolar. Pelo contr&aacute;rio, os AE situados em concelhos com mais residentes e com mais alunos (AE 3 e 4) demonstraram, tamb&eacute;m, mais fatores em comum no processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES, mas maior distanciamento relativamente &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es da legisla&ccedil;&atilde;o em vigor. Tais evid&ecirc;ncias poder&atilde;o estar relacionadas com os recursos humanos, o n&uacute;mero de horas e os recursos materiais afetos &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o da ES, os quais aparentaram ser semelhantes em cada AE. Assim, parece-nos essencial que o n&uacute;mero de alunos do AE seja considerado aquando do planeamento do projeto de ES, para que sejam assegurados os recursos necess&aacute;rios &agrave; sua concretiza&ccedil;&atilde;o de forma hol&iacute;stica e sistem&aacute;tica.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Identificar os agentes que participaram no processo de implementa&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Sexual no 3&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico</b></p>     <p>&nbsp;No presente estudo, os resultados parecem revelar a participa&ccedil;&atilde;o das dire&ccedil;&otilde;es dos AE, dos docentes (nomeadamente, os de Ci&ecirc;ncias Naturais), dos alunos e dos coordenadores da EpS/ES (AE 1, 2, 3, 4, 5 e 6), de outros agentes educativos (psic&oacute;logos e enfermeiros) (AE 4 e 6) e da antiga Dire&ccedil;&atilde;o Regional da Educa&ccedil;&atilde;o (AE 6) no processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES. Contudo, a participa&ccedil;&atilde;o dos pais &eacute; quase inexistente, e parece associar-se apenas ao conhecimento dos objetivos, atividades e conte&uacute;dos contemplados no projeto de ES de turma. &Agrave; semelhan&ccedil;a do que revelou o estudo de Caron et al. (1993), foi referido pelos coordenadores da EpS/ES que muitos pais n&atilde;o se sentem &agrave; vontade para falar sobre sexualidade e que receiam n&atilde;o ter a informa&ccedil;&atilde;o apropriada. Acreditam, ainda, que ao abordarem com os filhos a sua sexualidade estar&atilde;o a promover o in&iacute;cio da sua atividade sexual mais cedo do que o esperado. Finger (2000) contrariava esta ideia, referindo que os estudos realizados conclu&iacute;ram que a ES retardava o come&ccedil;o da atividade sexual porque, quando bem informados, os educandos tendem a ponderar as suas atitudes e a fazer decis&otilde;es acertadas sobre o seu comportamento sexual. Sabemos tamb&eacute;m que o conhecimento, as compet&ecirc;ncias e a confian&ccedil;a dos pais para conversar com os seus filhos adolescentes sobre quest&otilde;es relacionadas com a ES t&ecirc;m enorme potencial para promover os conhecimentos e os comportamentos preventivos nos jovens, sendo que os programas de ES devem considerar uma estrat&eacute;gia que aumente a frequ&ecirc;ncia e a efic&aacute;cia de tal comunica&ccedil;&atilde;o (Grossman, Frye, Charmaraman, &amp; Erkut, 2013). Para al&eacute;m disso, parece-nos fundamental que os pais participem nas diversas fases dos projetos de ES (Kirby, 2001; ME-GTES, 2005).</p>     <p>Quanto &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos alunos, os resultados indicaram que estes t&ecirc;m sido consultados sobre os conte&uacute;dos que gostariam de ver abordados no projeto de ES de turma, que participaram nas atividades realizadas para comemorar as efem&eacute;rides (e.g., Dia dos Namorados, Dia Mundial de Luta contra a Sida), e que alguns ajudaram a organizar e a dinamizar o GIAA. Foi tamb&eacute;m mencionado pelos participantes do estudo que, no geral, os alunos participaram com entusiasmo nas atividades realizadas nas sess&otilde;es de ES, nomeadamente quando estas s&atilde;o dinamizadas por agentes externos. Contudo, importa refor&ccedil;ar a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o dos jovens na organiza&ccedil;&atilde;o, prossecu&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da ES (OMS, 2010).</p>     <p>Os coordenadores da EpS/ES t&ecirc;m participado ativamente na implementa&ccedil;&atilde;o da ES nos AE estudados, tendo sido nomeados em todos os AE. Os professores-coordenadores da EpS lecionavam Ci&ecirc;ncias Naturais (AE 1, 2, 3), Biologia (AE 4 e 6) e Economia (AE 5), e o professor-coordenador da ES lecionava Ingl&ecirc;s e Alem&atilde;o (AE 2), constatando-se que, no geral, os professores-coordenadores tinham forma&ccedil;&atilde;o inicial na &aacute;rea das Ci&ecirc;ncias, Matem&aacute;tica e Inform&aacute;tica. Verificou-se ainda que todos t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica na &aacute;rea da ES, promovida, maioritariamente, pelos Centros de Forma&ccedil;&atilde;o de Escolas, mas tamb&eacute;m por Organiza&ccedil;&otilde;es N&atilde;o Governamentais (ONG). Segundo o relat&oacute;rio do GTES (ME-GTES, 2007b), a forma&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea n&atilde;o deve ser ignorada, sendo que estes Centros devem continuar a considerar a &aacute;rea de EpS/ES como priorit&aacute;ria, disponibilizando m&oacute;dulos de forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua ao corpo docente da sua &aacute;rea. Percebemos tamb&eacute;m que este cargo n&atilde;o tem sido renovado com frequ&ecirc;ncia, existindo professores a ocup&aacute;-lo h&aacute; 18 anos consecutivos (desde a coordena&ccedil;&atilde;o do antigo Projeto de Educa&ccedil;&atilde;o Sexual), uma vez que os professores de Ci&ecirc;ncias Naturais surgem, &agrave; partida, como candidatos mais motivados, pelo maior conhecimento dos aspetos biol&oacute;gicos do corpo humano. Assim sendo, os requisitos previstos na lei (artigo 7.&ordm; da Portaria n.&ordm; 196-A/2010) para a nomea&ccedil;&atilde;o deste cargo n&atilde;o t&ecirc;m sido considerados. No nosso entender, a rotatividade deste cargo torna-se pertinente devido &agrave; necessidade de renovar ideias e motiva&ccedil;&otilde;es, garantindo a efetiva implementa&ccedil;&atilde;o da ES (PROF 1, AE 2). Destaca-se, ainda, que as equipas interdisciplinares (artigo 8.&ordm; da Lei n.&ordm; 60/2009) n&atilde;o foram constitu&iacute;das nos AE 1, 3, 4 e 5, uma vez que partiu da dire&ccedil;&atilde;o do AE a decis&atilde;o sobre o n&uacute;mero de horas a reduzir na componente letiva de quem integra a equipa, sendo que nestes AE a redu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o possibilitou a sua constitui&ccedil;&atilde;o. Nos AE onde existiam estas equipas (AE 2 e 6), constat&aacute;mos que s&atilde;o constitu&iacute;das por professores de Ingl&ecirc;s, Alem&atilde;o, Ci&ecirc;ncias Naturais, Tecnologias da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica (AE 2), e por professores de Matem&aacute;tica, Ci&ecirc;ncias Naturais, Educa&ccedil;&atilde;o Visual e Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica (AE 6). Relativamente a esta quest&atilde;o, os coordenadores da EpS/ES sugeriram que as dire&ccedil;&otilde;es dos AE fossem sensibilizadas para a import&acirc;ncia da ES em contexto escolar e para os fatores que mais contribuem para o seu sucesso (AE 1 e 5).</p>     <p>No presente estudo foi referido pelos participantes que tem sido a disciplina de Ci&ecirc;ncias Naturais a intervir mais ativamente no projeto de ES de turma, conclus&otilde;es que v&atilde;o ao encontro dos resultados apurados no estudo de Matos et al. (2014). Na opini&atilde;o de v&aacute;rios coordenadores, tal pode acontecer por se acreditar, ainda, que os professores de Ci&ecirc;ncias Naturais s&atilde;o os mais capazes de abordar estes temas, ignorando-se o facto de que a ES n&atilde;o contempla apenas a dimens&atilde;o biol&oacute;gica e cient&iacute;fica, mas tamb&eacute;m a dimens&atilde;o dos afetos, sentimentos, compet&ecirc;ncias pessoais e sociais, que qualquer professor deveria estar habilitado a abordar. De acordo com Ramiro et al. (2008), os professores de Ci&ecirc;ncias Naturais revelaram mais conhecimentos e maior probabilidade de atribuir elevada import&acirc;ncia aos v&aacute;rios temas da ES. No entanto, a concretiza&ccedil;&atilde;o efetiva da ES implicaria que todos os professores oferecessem o seu contributo, para que todas as &aacute;reas do conhecimento participassem no seu desenvolvimento, promovendo-se a ES de forma transversal (Precioso, 2004).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados indicaram tamb&eacute;m que todos os AE estabeleceram parcerias com Centros de Sa&uacute;de e Hospitalares (CSH), com ONG (AE 2, 4, 5 e 6) (APF &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o para o Planeamento Familiar; MAPS &ndash; Movimento de Apoio &agrave; problem&aacute;tica da SIDA; ASMAL &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de Mental do Algarve; APPC &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o de Paralisia Cerebral; GAT &ndash; Grupo Portugu&ecirc;s de Ativistas sobre Tratamentos de VIH/Sida), com Outros Organismos do Estado (AE 2, 3, 4 e 5) (IPJD &ndash; Instituto Portugu&ecirc;s da Juventude e Desporto; SICAD &ndash; Servi&ccedil;o de Interven&ccedil;&atilde;o nos Comportamentos Aditivos e nas Depend&ecirc;ncias; CPCJ &ndash; Comiss&atilde;o de Prote&ccedil;&atilde;o de Crian&ccedil;as e Jovens; CVP &ndash; Cruz Vermelha Portuguesa), com Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior (AE 2 e 4) (Instituto Piaget) e com Outras Entidades (AE 2) (Ordem dos Farmac&ecirc;uticos). Estes parceiros promoveram sess&otilde;es pontuais de forma&ccedil;&atilde;o/sensibiliza&ccedil;&atilde;o aos alunos (AE 1, 2, 3, 4, 5 e 6) e, tamb&eacute;m, projetos cont&iacute;nuos (AE 2 e 4). O recurso a parceiros para dinamizarem sess&otilde;es de ES, segundo a opini&atilde;o de todos os participantes, prendeu-se com a falta de professores motivados e com &agrave;-vontade para abordar temas na &aacute;rea da ES. N&atilde;o obstante, verific&aacute;mos que nos AE 3, 4 e 5 os coordenadores da EpS/ES dinamizaram sess&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o/sensibiliza&ccedil;&atilde;o aos alunos. Os seis AE contaram, ainda, com a colabora&ccedil;&atilde;o de enfermeiros dos CSH, os quais prestaram apoio ao GIAA, promovendo o atendimento e o esclarecimento de d&uacute;vidas aos alunos. Estas parcerias s&atilde;o indispens&aacute;veis para que os alunos e a comunidade educativa desenvolvam plenamente as suas potencialidades e adquiram compet&ecirc;ncias de &quot;saber ser&quot; e &quot;saber fazer&quot; (Portaria n.&ordm; 196-A/2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Identificar a exist&ecirc;ncia de Gabinetes de Informa&ccedil;&atilde;o e Apoio ao Aluno</b></p>     <p>No presente estudo, verific&aacute;mos que cinco dos seis AE tinham o GIAA a funcionar, tal como prev&ecirc; o artigo 10.&ordm; da Lei n.&ordm; 60/2009, sendo que o GIAA do AE 6 se encontrava em fase de implementa&ccedil;&atilde;o no ano letivo 2013/2014. Percebemos que os GIAA articularam a sua atividade com os CSH (AE 1, 2, 3, 4 e 5), com ONGs (AE 4) e com Outros Organismos do Estado (AE 5), e que garantiram o hor&aacute;rio estabelecido por lei (uma manh&atilde; e uma tarde por semana, pelo menos). No entanto, cumprir a lei parece n&atilde;o ter sido suficiente para alcan&ccedil;ar o prop&oacute;sito do GIAA, o qual deve ser um espa&ccedil;o dos e para os alunos, organizado com a sua participa&ccedil;&atilde;o, devendo disponibilizar prontamente informa&ccedil;&atilde;o atualizada e m&eacute;todos contracetivos adequados. &Agrave; exce&ccedil;&atilde;o do AE 5, encontrou-se um espa&ccedil;o impessoal e, segundo as perce&ccedil;&otilde;es da maioria dos coordenadores da EpS/ES, pouco procurado pelos alunos. Os mesmos chamaram a aten&ccedil;&atilde;o para o facto de o MEC n&atilde;o criar as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a viabilidade do GIAA, uma vez que os alunos n&atilde;o t&ecirc;m disponibilidade para o visitar por terem hor&aacute;rios muito preenchidos (AE 1, 2, 3 e 4), e tamb&eacute;m por terem receio de serem rotulados por frequentarem o espa&ccedil;o, visto que existe alguma dificuldade em conseguir um espa&ccedil;o que garanta o anonimato (AE 1, 2 e 3). Por sua vez, os resultados do estudo de Matos et al. (2014) demonstraram que, na perspetiva dos diretores dos AE, a ades&atilde;o dos alunos ao GIAA tem sido &quot;muito boa&quot;. Na nossa opini&atilde;o, esta controv&eacute;rsia entre as perspetivas dos diretores e dos coordenadores da EpS/ES pode refletir algum distanciamento da realidade por parte dos diretores. Este facto pode estar relacionado com a sobrecarga de tarefas administrativas a que est&atilde;o sujeitos atualmente, n&atilde;o lhes permitindo um envolvimento mais direto e ativo no &acirc;mbito da ES, como referido no estudo de Matos et al. (2014).</p>     <p>Quanto aos recursos disponibilizados pelos GIAA, constat&aacute;mos que foram disponibilizados kits de demonstra&ccedil;&atilde;o e prestaram atendimento aos alunos (AE 1, 2, 3, 4 e 5), cederam um espa&ccedil;o condigno para os alunos frequentarem (AE 1, 3, 4 e 5) e Internet (AE 3, 4 e 5), promoveram o esclarecimento de d&uacute;vidas atrav&eacute;s da &quot;caixa das d&uacute;vidas&quot; (AE 1, 4 e 5), disponibilizaram livros (AE 3, 4 e 5) e sugest&otilde;es de atividades para os professores desenvolverem com os alunos (AE 1 e 4), disponibilizaram m&eacute;todos contracetivos (AE 5) e folhetos (AE 4). Percebemos que os AE 4 e 5 foram os que garantiram e disponibilizaram mais recursos aos alunos e que o AE 2 foi aquele que menos recursos garantiu e disponibilizou, tendo em conta que n&atilde;o tem um espa&ccedil;o em condi&ccedil;&otilde;es para o efeito. Apenas o AE 5 garantiu o acesso a m&eacute;todos contracetivos, sendo que os restantes coordenadores da EpS/ES alegaram n&atilde;o ter autoriza&ccedil;&atilde;o para o fazer. Todavia, o n&uacute;mero 8 do artigo 10.&ordm; da Lei n.&ordm; 60/2009 prev&ecirc; que os GIAA, articulados com os CSH, assegurem aos alunos o acesso a m&eacute;todos contracetivos adequados. Num estudo recente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa (Deco Proteste, 2006, cit. por Ramiro et al., 2008), verificou-se que cerca de metade dos inquiridos concordou com a distribui&ccedil;&atilde;o de preservativos em contexto escolar. Estes resultados sugerem, mais uma vez, que a concretiza&ccedil;&atilde;o da ES depende, em parte, das convic&ccedil;&otilde;es e dos valores de quem a implementa e dinamiza.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais </b></p>     <p>Apesar das limita&ccedil;&otilde;es, que se prendem com as caracter&iacute;sticas inerentes &agrave;s op&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas assumidas, nomeadamente no que concerne &agrave;s estrat&eacute;gias de recolha de dados e &agrave; constitui&ccedil;&atilde;o do grupo de participantes, podemos afirmar que o estudo contribuiu para um conhecimento mais amplo e contextualizado da forma como tem decorrido o processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES e de como tem sido operacionalizado o projeto de turma no 3&ordm; CEB, na regi&atilde;o do Algarve. Foi poss&iacute;vel, tamb&eacute;m, identificar os agentes educativos e os parceiros que mais participaram, bem como as estruturas existentes que apoiaram a concretiza&ccedil;&atilde;o da ES. Al&eacute;m disso, entendemos que estes resultados contribu&iacute;ram para perceber as limita&ccedil;&otilde;es identificadas no processo de implementa&ccedil;&atilde;o e os fatores que promoveram o sucesso da ES formal nos AE estudados, promovendo a melhoria e refor&ccedil;o dos programas e interven&ccedil;&otilde;es de ES.</p>     <p>No nosso entender, a legisla&ccedil;&atilde;o que estabelece o regime de aplica&ccedil;&atilde;o da ES em contexto escolar (Lei n.&ordm; 60/2009; Portaria n.&ordm; 196-A/2010) foi cumprida no que respeita &agrave; sua integra&ccedil;&atilde;o no projeto educativo dos AE, na regi&atilde;o do Algarve, bem como &agrave; carga hor&aacute;ria estipulada. No geral, os AE disp&otilde;em de um GIAA, organizado pelos coordenadores da EpS/ES, apesar de nos parecer que o espa&ccedil;o &eacute; utilizado essencialmente para planear as a&ccedil;&otilde;es a desenvolver no &acirc;mbito da EpS/ES, sendo mais aproveitado pelos professores e n&atilde;o tanto pelos alunos. No que respeita &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o da ES, percebemos que os AE situados em concelhos com menos residentes e, consequentemente, com menos alunos (AE 1 e 2) revelaram mais fatores em comum no processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES, apresentando um percurso mais pr&oacute;ximo das recomenda&ccedil;&otilde;es da lei que regula atualmente a ES em contexto escolar, sugerindo que o n&uacute;mero de alunos pode ter algum tipo de rela&ccedil;&atilde;o com o modo como se implementa a ES. Os resultados do nosso estudo evidenciaram, tamb&eacute;m, que a disciplina de Ci&ecirc;ncias Naturais foi o espa&ccedil;o curricular onde temas da ES eram abordados com mais frequ&ecirc;ncia, sugerindo que a sua realiza&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel interdisciplinar e transversal n&atilde;o parece ser, ainda, uma realidade constatada na pr&aacute;tica. Na mesma linha de pensamento do GTES (ME-GTES, 2005), consideramos que cada disciplina deveria procurar perceber qual o contributo a dar &agrave; EpS/ES, uma vez que todos os professores t&ecirc;m na sua zona de conforto t&oacute;picos que podem desenvolver na &aacute;rea da sexualidade.</p>     <p>No &acirc;mbito dos conte&uacute;dos abordados, foi privilegiado o aumento e a consolida&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos, numa vertente de preven&ccedil;&atilde;o, apesar de percebermos que est&atilde;o a ser assumidas outras preocupa&ccedil;&otilde;es, como o treino de compet&ecirc;ncias pessoais e sociais, sentimentos e atitudes. Ainda assim, parece-nos que, apesar de a legisla&ccedil;&atilde;o apontar para que os objetivos propostos nos programas de ES contemplem m&uacute;ltiplas tem&aacute;ticas, os AE estudados seguiram, maioritariamente, o modelo m&eacute;dico-preventivo. Desta forma, parece-nos que n&atilde;o se tem dado espa&ccedil;o para trabalhar a aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias e as mudan&ccedil;as de comportamentos, denotando-se, tamb&eacute;m, no presente estudo, a aus&ecirc;ncia de avalia&ccedil;&atilde;o dos projetos de ES neste &acirc;mbito. De acordo com o trabalho desenvolvido pelo GTES (ME-GTES, 2007b), a informa&ccedil;&atilde;o sobre a sexualidade &eacute; uma vertente essencial na ES, mas n&atilde;o &eacute; suficiente. Sobre este assunto, Ramiro et al. (2011) defendem que os programas de ES devem contemplar a aquisi&ccedil;&atilde;o das compet&ecirc;ncias cognitivas e comportamentais, a avalia&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade ao risco e da motiva&ccedil;&atilde;o para a mudan&ccedil;a e os fatores situacionais que possam intervir na implementa&ccedil;&atilde;o desse comportamento/mudan&ccedil;a, como s&atilde;o as normas sociais, a press&atilde;o do grupo de pares e a influ&ecirc;ncia do parceiro. Para tal, acreditamos que a abordagem a seguir no &acirc;mbito da ES deve ser hol&iacute;stica e democr&aacute;tica (Ramiro et al., 2008), sistem&aacute;tica e n&atilde;o pontual, devendo iniciar-se antes de qualquer atividade sexual (Firestone, 1994).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados sugerem, ainda, que a continua&ccedil;&atilde;o e o sucesso da ES em contexto escolar parecem depender das convic&ccedil;&otilde;es e da vontade dos professores que consideram importante abordar e integrar a ES nos conte&uacute;dos disciplinares, e que as limita&ccedil;&otilde;es &agrave; sua prossecu&ccedil;&atilde;o passam pela falta de forma&ccedil;&atilde;o, de experi&ecirc;ncia e de &agrave;-vontade dos docentes nesta &aacute;rea. Neste contexto, v&aacute;rios autores defendem que as atitudes mais positivas face &agrave; sexualidade est&atilde;o relacionadas com a forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica nesta &aacute;rea (Ramiro &amp; Matos, 2008; Zapiain, 2003). Assim, parece-nos pertinente alertar para a import&acirc;ncia de garantir a continuidade de a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da ES e de as Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Superior assumirem a responsabilidade na forma&ccedil;&atilde;o dos futuros professores nesta &aacute;rea. Contudo, na mesma linha de pensamento de Reis e Vilar (2004), para que o professor se sinta motivado para levar a cabo um programa de ES que se deseja interdisciplinar, &eacute; necess&aacute;rio considerar algumas vari&aacute;veis, para al&eacute;m da forma&ccedil;&atilde;o, tais como o tempo, o espa&ccedil;o f&iacute;sico e as circunst&acirc;ncias para p&ocirc;r em pr&aacute;tica um programa de ES. Para al&eacute;m disto, importa ter em conta que a realiza&ccedil;&atilde;o da ES nas escolas de forma transversal pode aumentar a quantidade de tarefas exigidas ao docente na atualidade, sendo que os obst&aacute;culos &agrave; ES podem surgir n&atilde;o tanto pela falta de vontade por parte dos professores em dinamizar a ES, mas pela incapacidade de responder com confian&ccedil;a e capacidade.</p>     <p>Entendemos que, apesar das limita&ccedil;&otilde;es j&aacute; destacadas, este estudo contribuiu, n&atilde;o s&oacute; para perceber a import&acirc;ncia dos docentes, da sua forma&ccedil;&atilde;o e &agrave;-vontade para abordar temas no &acirc;mbito da ES, mas tamb&eacute;m para compreender a import&acirc;ncia do envolvimento do MEC e da comunidade educativa, nomeadamente no sucesso da sua implementa&ccedil;&atilde;o e dinamiza&ccedil;&atilde;o. Ao contr&aacute;rio do que foi demonstrado neste estudo, o MEC deve assegurar uma interven&ccedil;&atilde;o ativa na prossecu&ccedil;&atilde;o da ES, de forma a que os professores n&atilde;o se sintam &quot;cansados&quot; e &quot;sozinhos&quot; neste percurso, mas tamb&eacute;m as fam&iacute;lias devem envolver-se mais na educa&ccedil;&atilde;o e na rela&ccedil;&atilde;o com a escola, outro aspeto que n&atilde;o se observou no presente estudo. Igualmente os alunos devem desempenhar um papel mais ativo, sobretudo atrav&eacute;s do seu envolvimento no processo de ensino/aprendizagem, parecendo-nos indispens&aacute;vel uma abordagem pedag&oacute;gica realizada em contextos curriculares e extracurriculares, numa l&oacute;gica interdisciplinar, nomeadamente na restitui&ccedil;&atilde;o das ACND.</p>     <p>Apesar das limita&ccedil;&otilde;es apontadas, os participantes neste estudo acreditam na concretiza&ccedil;&atilde;o efetiva da ES como uma educa&ccedil;&atilde;o transversal, indispens&aacute;vel ao desenvolvimento pleno dos alunos, e, por isso, continuam a investir na ES por reconhecerem a sua import&acirc;ncia na forma&ccedil;&atilde;o pessoal, social e c&iacute;vica dos alunos, &quot;promovendo o crescimento sadio, pleno e hol&iacute;stico do indiv&iacute;duo&quot; (PROF 2, AE 6).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>O estudo relatado no texto foi financiado por Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT - Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia no &acirc;mbito do projeto UID/SOC/04020/2013.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     <!-- ref --><p>Bardin, L. (2009). <i>An&aacute;lise de conte&uacute;do</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000091&pid=S0871-9187201500020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bogdan, R., &amp; Biklen, S. (1994). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa em educa&ccedil;&atilde;o</i>. Porto: Porto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000093&pid=S0871-9187201500020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Can&aacute;rio, R. (2005). Aprender sem ser ensinado. A import&acirc;ncia estrat&eacute;gica da educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o formal. In Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (Ed.), <i>A educa&ccedil;&atilde;o em Portugal (1986-2006). Alguns contributos de investiga&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 207-267). Lisboa: Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000095&pid=S0871-9187201500020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Caron, S., Knox, C., Rhoads, C., Aho, J., Tulman, K., &amp; Voloch, M. (1993). Sexuality education in the workplace: Seminars for parents. <i>Journal of Sex Education and Therapy, 3</i>, 200-211.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000097&pid=S0871-9187201500020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cohen, L., Manion, L., &amp; Morrison, K. (2007). <i>Research methods in education</i> (6&ordf; ed.). Londres: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000099&pid=S0871-9187201500020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Creswell, J. (2013). <i>Qualitative inquiry and research design. Choosing among five approaches</i>. Londres: Sage.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000101&pid=S0871-9187201500020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Denzin, N., &amp; Lincoln, Y. (Ed.). (1994). <i>Handbook of qualitative research</i>. Thousand Oaks: Sage Publications.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S0871-9187201500020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Finger, W. (2000). Sex education helps prepare young adults. <i>Network, 3</i>, 10-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S0871-9187201500020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Firestone, W. (1994). The content and context of sexuality education: An exploratory study in one state. <i>Fammily Planning Perspectives, 26</i>(3), 125-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S0871-9187201500020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Frade, A., Marques, A. M., Alverca, C., &amp; Vilar, D. (2006). <i>Educa&ccedil;&atilde;o Sexual na escola &ndash; Guia para professores, formadores e educadores</i> (5&ordf; ed.). Lisboa: Texto Editora.</p>     <!-- ref --><p>Ghiglione, R., &amp; Matalon, B. (2001). <i>O inqu&eacute;rito: Teoria e pr&aacute;tica</i>. Oeiras: Celta Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S0871-9187201500020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Grossman, J. M., Frye, A., Charmaraman, L., &amp; Erkut, S. (2013). Family homework and school-based sex education: Delaying early adolescents&rsquo; sexual behavior. <i>Journal of School Health, 83</i>, 810-817.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Kirby, D. (2001). Understanding what works and what doesn&rsquo;t in reducing adolescent sexual risk-taking. <i>Fam Plann Perspect, 33</i>, 276-281.</p>     <!-- ref --><p>L&oacute;pez, F. (1990). <i>Educaci&oacute;n Sexual.</i> Madrid: Fundaci&oacute;n Universidade Empresa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S0871-9187201500020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>L&oacute;pez, F., &amp; Fuertes, A. (1999). <i>Para compreender a sexualidade</i>. Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o para o Planeamento da Fam&iacute;lia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S0871-9187201500020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#8232;</p>     <!-- ref --><p>L&oacute;pez, F., &amp; Oroz, A. (1999). <i>Para compreender la vida sexual del adolescente</i>. Pamplona: Verbo Divino.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S0871-9187201500020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&#8232;</p>     <p>Matos, M. G., Reis, M., Ramiro, L., Ribeiro, J. P., &amp; Leal, I. (2014). Educa&ccedil;&atilde;o Sexual em Portugal &ndash; Legisla&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o nas escolas. <i>Psicologia, Sa&uacute;de e Doen&ccedil;as, 15</i>(2), 335-355.</p>     <p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Grupo de Trabalho de Educa&ccedil;&atilde;o Sexual (ME-GTES) (2005). <i>Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de: Relat&oacute;rio preliminar</i>. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e de Desenvolvimento Curricular, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Grupo de Trabalho de Educa&ccedil;&atilde;o Sexual (ME-GTES) (2007a). <i>Relat&oacute;rio de progresso</i>. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e de Desenvolvimento Curricular, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o &ndash; Grupo de Trabalho de Educa&ccedil;&atilde;o Sexual (ME-GTES) (2007b). <i>Relat&oacute;rio final</i>. Lisboa: Direc&ccedil;&atilde;o-Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e de Desenvolvimento Curricular, Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) (2010). <i>Standards for sexuality education in Europe &ndash; A framework for policy makers, educational and health authorities and specialists</i>. Cologne: Federal Centre for Health Education.</p>     <!-- ref --><p>Paulos, L. (2014). <i>O impacto da Educa&ccedil;&atilde;o Sexual em contexto escolar</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o e da Forma&ccedil;&atilde;o). Faculdade de Ci&ecirc;ncias Humanas e Sociais da Universidade do Algarve, Faro [documento policopiado].    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S0871-9187201500020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Precioso, J. (2004). A Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de na escola: Um direito dos alunos que urge satisfazer. <i>O Professor, 58</i>(III), 17-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S0871-9187201500020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Programa de Promo&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de, Associa&ccedil;&atilde;o para o Planeamento da Fam&iacute;lia &amp; Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (1999). <i>Orienta&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas sobre Educa&ccedil;&atilde;o Sexual em meio escolar: Contributos das equipas do projecto. </i>Lisboa: Programa de Promo&ccedil;&atilde;o e Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de, Associa&ccedil;&atilde;o para o Planeamento da Fam&iacute;lia &amp; Direc&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S0871-9187201500020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>R Development Core Team (2013). <i>R: A language and environment for statistical computing</i>. Vienna: R Foundation for Statistical Computing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S0871-9187201500020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ramiro, L., &amp; Matos, M. G. (2008). Percep&ccedil;&otilde;es de professores portugueses sobre Educa&ccedil;&atilde;o Sexual. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 42</i>(4), 684-692.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S0871-9187201500020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ramiro, L., Matos, M. G., &amp; Vilar, D. (2008). Factores de sucesso da Educa&ccedil;&atilde;o Sexual em meio escolar. <i>Educa&ccedil;&atilde;o Sexual em Rede, 3</i>, 8-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S0871-9187201500020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ramiro, L., Reis, M., Matos, M. G., Diniz, J., &amp; &amp; Sim&otilde;es, C. (2011). Educa&ccedil;&atilde;o Sexual, conhecimentos, cren&ccedil;as, atitudes e comportamentos nos adolescentes. <i>Revista Portuguesa de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 29</i>(1), 11-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S0871-9187201500020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Reis, M. H. (2004). Os professores como actores da implementa&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Sexual nas escolas: A experi&ecirc;ncia portuguesa. <i>Revista Eletr&ocirc;nica de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o, 3</i>(2), s/p. Recuperado em <a href="http://189.16.45.2/ojs/index.php/reped/article/view/544" target="_blank">http://189.16.45.2/ojs/index.php/reped/article/view/544</a>.</p>     <!-- ref --><p>Reis, M. H., &amp; Vilar, D. (2004). A implementa&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Sexual na escola: Atitudes dos professores. <i>An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 4</i> (XXII), 737-745.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S0871-9187201500020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) (2009). <i>International guidelines on sexuality education: An evidence informed approach to effective sex, relationships and HIV/STI education</i>. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001832/183281e.pdf" target="_blank">http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001832/183281e.pdf</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vaz, J. M., Vilar, D., &amp; Cardoso, S. (1996). <i>Educa&ccedil;&atilde;o Sexual na escola</i>. Lisboa: Universidade Aberta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S0871-9187201500020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vila&ccedil;a, M. (2006). <i>Ac&ccedil;&atilde;o e compet&ecirc;ncia de ac&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o Sexual: Uma investiga&ccedil;&atilde;o com professores e alunos do 3&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico e do Ensino Secund&aacute;rio</i> (Tese de Doutoramento) Universidade do Minho, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S0871-9187201500020000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vilar, D. (2002). Contributos para a hist&oacute;ria da Educa&ccedil;&atilde;o Sexual em Portugal. In A. Marques, D. Vilar, &amp; F. Forreta (2002), <i>Educa&ccedil;&atilde;o Sexual no 1&ordm; Ciclo: Um guia para educadores e formadores</i> (pp. 15-23). Lisboa: Texto Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S0871-9187201500020000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yin, R. (2010). <i>Estudo de caso: Planejamento e m&eacute;todos</i>. S&atilde;o Paulo: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S0871-9187201500020000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Zapiain, J. (2003). A educa&ccedil;&atilde;o afectivo-sexual na escola. <i>Sex Planeam Fam, 36</i>, 33-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S0871-9187201500020000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Legisla&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Assembleia da Rep&uacute;blica (2009). Lei n.&ordm; 60/2009 &ndash; Estabelece o regime de aplica&ccedil;&atilde;o da Educa&ccedil;&atilde;o Sexual em meio escolar. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, n.&ordm; 151, S&eacute;rie I, de 6 de agosto.</p>     <p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia (2012). Decreto-Lei n.&ordm; 139/2012 &ndash; Estabelece a elimina&ccedil;&atilde;o da disciplina Forma&ccedil;&atilde;o C&iacute;vica. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, n.&ordm; 129, S&eacute;rie I, de 5 de julho.</p>     <p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (2011). Decreto-Lei n.&ordm; 50/2011 &ndash; Estabelece a elimina&ccedil;&atilde;o da disciplina &Aacute;rea de Projecto. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, n.&ordm; 70, S&eacute;rie I, de 8 de abril.</p>     <p>Minist&eacute;rios da Sa&uacute;de e da Educa&ccedil;&atilde;o (2010). Portaria n.&ordm; 196-A/2010 - Regulamenta a Lei n.&ordm; 60/2009. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, n.&ordm; 69, S&eacute;rie I, de 9 de abril.</p>     <p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (2000). Decreto-Lei n.&ordm; 259/2000 &ndash; Regulamenta a Lei n.&ordm; 120/99 de 11 de agosto (refor&ccedil;a as garantias do direito &agrave; sa&uacute;de reprodutiva). <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, n.&ordm; 240, S&eacute;rie I-A, de 17 de outubro.</p>     <p>Assembleia da Rep&uacute;blica (1984). Lei n.&ordm; 3/84 - Educa&ccedil;&atilde;o Sexual e Planeamento Familiar. <i>Di&aacute;rio de Rep&uacute;blica</i>, n.&ordm; 71, S&eacute;rie I-A, de 24 de mar&ccedil;o.</p>     <p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (2001). Decreto-Lei n.&ordm; 6/2001 &ndash; Aprova a reorganiza&ccedil;&atilde;o curricular do Ensino B&aacute;sico. <i>Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica</i>, n.&ordm; 15, S&eacute;rie I-A, de 18 de janeiro.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Toda a correspondência relativa a este artigo deve ser enviada para: Liliana Paulos, Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, 8005-139 Faro. E-mail: <a href="mailto:lilianasspaulos@gmail.com">lilianasspaulos@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Recebido em outubro/2014</i></p>     <p><i>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em julho/2015</i></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Anexo - Gui&atilde;o da entrevista</b></p> <ol>       <li>H&aacute; quantos anos ocupa o cargo de coordenador da Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de/Educa&ccedil;&atilde;o Sexual (EpS/ES) / diretor(a) do Agrupamento de Escolas (AE)? Quantos anos tem de servi&ccedil;o?</li>       <li>&nbsp;Tem conhecimento se, anteriormente &agrave; publica&ccedil;&atilde;o da Lei n.&ordm; 60/2009, o agrupamento X desenvolvia projetos na &aacute;rea da EpS? Se sim, que tipo de projetos desenvolvia?</li>       <li>Em que ano letivo a ES foi integrada no projeto educativo do AE X e em que ciclos de ensino?</li>       <li>Quem participou no processo de implementa&ccedil;&atilde;o da ES no 3&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico (CEB)?</li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Foi designado um professor-coordenador para a EpS/ES? Se sim, que disciplina(s) leciona? Fale-me do processo de nomea&ccedil;&atilde;o do professor-coordenador e da respetiva forma&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da ES.</li>       <li>Existe, no AE, uma equipa interdisciplinar para EpS/ES? Se sim, fale-me um pouco sobre a sua constitui&ccedil;&atilde;o, a forma&ccedil;&atilde;o dos professores, etc.</li>       <li>Foram estabelecidas parcerias com entidades credenciadas na &aacute;rea da ES? Se sim, indique o tipo de entidades e o que preveem essas parcerias.</li>       <li>Na EB 2,3 X existe um Gabinete de Informa&ccedil;&atilde;o e Apoio ao Aluno (GIAA)? Se sim, fale-me um pouco acerca do seu funcionamento e dos recursos que disponibiliza.</li>       <li>Fale-me um pouco sobre a organiza&ccedil;&atilde;o e o planeamento anuais da ES no 3&ordm; CEB de forma a garantir as 12 horas anuais.</li>       <li>Fale-me sobre a avalia&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m desenvolvido no &acirc;mbito da ES.</li>       <li>Quais foram os objetivos da ES que privilegiaram e porqu&ecirc;?</li>       <li>Qual tem sido o papel do MEC no acompanhamento, na supervis&atilde;o e na coordena&ccedil;&atilde;o da EpS/ES?</li>       <li>Desde que assumiu o cargo, como avalia o percurso e o desenvolvimento da ES no AE X?</li>       <li>Gostaria que me falasse um pouco sobre o que pensa da ES em contexto escolar, nomeadamente no 3&ordm; CEB.</li>     ]]></body>
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