<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0871-9187</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>0871-9187</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Investigação em Educação. Instituto de Educação da Universidade do Minho]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0871-91872016000100010</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21814/rpe.6772</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Identidades docentes e diferença no discurso de professores de Língua Inglesa em formação inicial]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Teacher identities and difference in the discourse of pre-service english language teachers]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Las identidades docentes y la diferencia en el discurso de los profesores de inglés en la formación inicial]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baladeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Paula D.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Borstel]]></surname>
<given-names><![CDATA[Clarice Nadir von]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Aparecida de Jesus]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual do Oeste do Paraná  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual de Ponta Grossa  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>29</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>207</fpage>
<lpage>227</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0871-91872016000100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0871-91872016000100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0871-91872016000100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Neste artigo discutimos os conceitos de identidades docentes e diferença a partir de um recorte de dados de pesquisa narrativa. A pesquisa foi realizada com um grupo de professores em formação inicial participantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - Pibid. A pesquisa objetivou identificar, nos discursos de seis professores de Língua Inglesa em formação inicial de duas universidades públicas do Paraná, Brasil, quais eram os sentidos que estes sujeitos constroem sobre a profissão professor. Tal análise foi fundamentada nos Novos Estudos do Letramento e nos estudos sobre identidade, enfatizando a influência das trajetórias escolares na construção de suas identidades docentes. Em linhas gerais, foi possível observar nos discursos dos seis professores a relação entre as trajetórias escolares e os sentidos que constroem sobre o que é ser professor de Língua Inglesa. Os discursos indicaram ainda que as identidades docentes estão em permanente negociação e que a participação em programas de formação profissional como o Pibid tem favorecido o processo de reflexão do grupo sobre si mesmo e sobre a profissão professor.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this paper we discuss the concepts of teacher identities and difference based on a selection of data collected during a narrative research study. This research was carried out with a group of six pre-service English teachers who integrated the Pibid, a Brazilian program for teacher professionalization. The aim was to identify meanings for the teacher profession in the discourses of these teachers from two public universities in Brazil. The analysis was supported by the theoretical framework of New Literacy Studies and identity studies focused on the influence of the school trajectories on their professional identities. In general terms it was possible to observe the relation between school trajectories and the meanings constructed by the pre-service English teachers about the teacher profession. The discourses exposed that professional identities are being constantly negotiated and that the opportunity to engage pre-service students in a program such as Pibid has allowed the group to reflect about themselves as teachers and about the teacher profession.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[En este artículo discutimos los conceptos de identidades docentes y de la diferencia desde una selección de datos de una investigación narrativa. La investigación fue conducida con un grupo de profesores de Inglés en la formación inicial que eran participantes en el Pibid, un programa brasileño de profesionalización docente. El objetivo de la investigación fue identificar en los discursos dos profesores de duas universidades publicas brasileñas cual los significados están construyendo acerca de la profesion docente. El análisis fue basado en los nuevos estudios de alfabetización y en los estudios de identidad con énfasis en la influencia de las experiencias escolares en la construción de las identidades docentes de estos seis profesores. En términos generales fue posible observar en el discurso de los seis profesores la relación entre las experiencias escolares y los sentidos que construyen do que significa ser profesor de Inglés. Los discursos ainda indicaron que las identidades docentes están en contínua negociación y que la participación en programas como Pibid ha favorecido la reflexión del grupo sobre sí mismo y también sobre la profesion docente.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Identidades docentes]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Diferença]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Pibid]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Profissão professor]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Teacher identities]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Difference]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Pibid]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Teacher profession]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Identitidades docentes]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Diferencia]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Pibid]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Profesión docente]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Identidades docentes e diferen&ccedil;a no discurso de professores de L&iacute;ngua Inglesa em forma&ccedil;&atilde;o inicial</b></p>     <p><b>Teacher identities and difference in the discourse of pre-service english language teachers</b></p>     <p><b>Las identidades docentes y la diferencia en el discurso de los profesores de ingl&eacute;s en la formaci&oacute;n inicial</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Ana Paula D. Baladeli<sup>i</sup> &amp; Clarice Nadir von Borstel<sup>i&nbsp; </sup>Aparecida de Jesus Ferreira<sup>ii</sup></b></p>     <p>i Universidade Estadual do Oeste do Paran&aacute;, Brasil</p>     <p>ii Universidade Estadual de Ponta Grossa, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Neste artigo discutimos os conceitos de identidades docentes e diferen&ccedil;a a partir de um recorte de dados de pesquisa narrativa. A pesquisa foi realizada com um grupo de professores em forma&ccedil;&atilde;o inicial participantes do Programa Institucional de Bolsa de Inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; Doc&ecirc;ncia &ndash; Pibid. A pesquisa objetivou identificar, nos discursos de seis professores de L&iacute;ngua Inglesa em forma&ccedil;&atilde;o inicial de duas universidades p&uacute;blicas do Paran&aacute;, Brasil, quais eram os sentidos que estes sujeitos constroem sobre a profiss&atilde;o professor. Tal an&aacute;lise foi fundamentada nos Novos Estudos do Letramento e nos estudos sobre identidade, enfatizando a influ&ecirc;ncia das trajet&oacute;rias escolares na constru&ccedil;&atilde;o de suas identidades docentes. Em linhas gerais, foi poss&iacute;vel observar nos discursos dos seis professores a rela&ccedil;&atilde;o entre as trajet&oacute;rias escolares e os sentidos que constroem sobre o que &eacute; ser professor de L&iacute;ngua Inglesa. Os discursos indicaram ainda que as identidades docentes est&atilde;o em permanente negocia&ccedil;&atilde;o e que a participa&ccedil;&atilde;o em programas de forma&ccedil;&atilde;o profissional como o Pibid tem favorecido o processo de reflex&atilde;o do grupo sobre si mesmo e sobre a profiss&atilde;o professor.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Identidades docentes; Diferen&ccedil;a; Pibid; Profiss&atilde;o professor</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In this paper we discuss the concepts of teacher identities and difference based on a selection of data collected during a narrative research study. This research was carried out with a group of six pre-service English teachers who integrated the Pibid, a Brazilian program for teacher professionalization. The aim was to identify meanings for the teacher profession in the discourses of these teachers from two public universities in Brazil. The analysis was supported by the theoretical framework of New Literacy Studies and identity studies focused on the influence of the school trajectories on their professional identities. In general terms it was possible to observe the relation between school trajectories and the meanings constructed by the pre-service English teachers about the teacher profession. The discourses exposed that professional identities are being constantly negotiated and that the opportunity to engage pre-service students in a program such as Pibid has allowed the group to reflect about themselves as teachers and about the teacher profession.</p>     <p><b>Keywords: </b>Teacher identities; Difference; Pibid; Teacher profession</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p>En este art&iacute;culo discutimos los conceptos de identidades docentes y de la diferencia desde una selecci&oacute;n de datos de una investigaci&oacute;n narrativa. La investigaci&oacute;n fue conducida con un grupo de profesores de Ingl&eacute;s en la formaci&oacute;n inicial que eran participantes en el Pibid, un programa brasile&ntilde;o de profesionalizaci&oacute;n docente. El objetivo de la investigaci&oacute;n fue identificar en los discursos dos profesores de duas universidades publicas brasile&ntilde;as cual los significados est&aacute;n construyendo acerca de la profesion docente. El an&aacute;lisis fue basado en los nuevos estudios de alfabetizaci&oacute;n y en los estudios de identidad con &eacute;nfasis en la influencia de las experiencias escolares en la construci&oacute;n de las identidades docentes de estos seis profesores. En t&eacute;rminos generales fue posible observar en el discurso de los seis profesores la relaci&oacute;n entre las experiencias escolares y los sentidos que construyen do que significa ser profesor de Ingl&eacute;s. Los discursos ainda indicaron que las identidades docentes est&aacute;n en cont&iacute;nua negociaci&oacute;n y que la participaci&oacute;n en programas como Pibid ha favorecido la reflexi&oacute;n del grupo sobre s&iacute; mismo y tambi&eacute;n sobre la profesion docente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palabras clave: </b>Identitidades docentes; Diferencia; Pibid; Profesi&oacute;n docente</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>O discurso desempenha papel central no processo de constru&ccedil;&atilde;o das identidades, isso porque, por meio dele assumimos, refutamos, negociamos e hibridizamos diferentes identidades sociais (Bot&iacute;a, Cruz, &amp; Ruiz, 2005; Danielewicz, 2001; Hall, 2009; Moita Lopes, 2003; Norton, 2000; Silva, 2009), inclusive a identidade docente ou profissional, tema em destaque neste artigo. Devido ao fato de os discursos serem mais do que meros artefatos para a comunica&ccedil;&atilde;o e a intera&ccedil;&atilde;o entre os sujeitos sociais, os estudos sobre as identidades sociais tomam cada vez mais a materialidade discursiva como um dos caminhos poss&iacute;veis para o (re)conhecimento e a legitima&ccedil;&atilde;o dos sentidos constru&iacute;dos socialmente sobre determinado grupo social (Ferreira, 2014; Street, 1995). Nesse sentido, a contribui&ccedil;&atilde;o dos Novos Estudos do Letramento e dos estudos sobre identidade na educa&ccedil;&atilde;o repousa no fato de considerar a pluralidade de condi&ccedil;&otilde;es de realiza&ccedil;&atilde;o dos discursos e tamb&eacute;m a diversidade no contexto sociocultural como fatores que influenciam a forma como os diferentes grupos sociais utilizam, valorizam e compreendem os discursos em sua materialidade (escrita ou n&atilde;o).</p>     <p>No presente artigo discutimos o processo de (re)constru&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria docente de um grupo de professores em forma&ccedil;&atilde;o inicial, bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; Doc&ecirc;ncia (Pibid), programa este que integra demais a&ccedil;&otilde;es do governo brasileiro no Plano Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o. Os sujeitos da pesquisa foram os bolsistas do Pibid nomeados na pesquisa de pibidianos, que socializaram suas trajet&oacute;rias de vida e escolar, bem como suas percep&ccedil;&otilde;es sobre a profiss&atilde;o professor por meio da produ&ccedil;&atilde;o de narrativas autobiogr&aacute;ficas, entrevistas e question&aacute;rios. A pesquisa em quest&atilde;o foi realizada com dezassete pibidianos de tr&ecirc;s universidades p&uacute;blicas no estado do Paran&aacute;, Brasil, mas, em raz&atilde;o dos limites deste artigo, discutimos as percep&ccedil;&otilde;es de seis deles a respeito de suas trajet&oacute;rias escolares como estudantes de L&iacute;ngua Inglesa. A metodologia da pesquisa narrativa subsidiou-nos na proposi&ccedil;&atilde;o de uma pesquisa aplicada com foco na compreens&atilde;o da identifica&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o dos pibidianos com as pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas vivenciadas na escola e com suas percep&ccedil;&otilde;es sobre um/uma bom/boa professor(a) de L&iacute;ngua Inglesa.</p>     <p>A narra&ccedil;&atilde;o das trajet&oacute;rias escolares, bem como sua ressignifica&ccedil;&atilde;o, podem proporcionar maior compreens&atilde;o sobre si e sobre as escolhas profissionais de professores em forma&ccedil;&atilde;o inicial, servindo, portanto, como subs&iacute;dio para a atitude reflexiva e problematizadora acerca da pr&oacute;pria hist&oacute;ria (Bol&iacute;var, 2002; N&oacute;voa, 2013; Telles, 2002). Partindo da premissa de que os discursos propagam e sedimentam representa&ccedil;&otilde;es sociais que funcionam como matrizes para a reconstru&ccedil;&atilde;o de identidades, os sentidos veiculados sobre uma profiss&atilde;o, sobre o que &eacute; ser um bom professor ou como se caracteriza uma boa aula, precisam ser compreendidos como sentidos resultantes de um dado tempo e condi&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o. Assim, por essa caracter&iacute;stica movente, os sentidos n&atilde;o podem ser compreendidos como definitivos, cabendo, portanto, permanentes revis&otilde;es.</p>     <p>No que se refere &agrave; pesquisa narrativa e sua contribui&ccedil;&atilde;o para a educa&ccedil;&atilde;o, em espec&iacute;fico para a &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o de professores, segundo Clandinin e Connely (2011), "a experi&ecirc;ncia da narrativa do pesquisador &eacute; sempre dual, &eacute; sempre o pesquisador vivenciando a experi&ecirc;ncia e tamb&eacute;m sendo parte da pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia" (p. 120). Assim, o foco da pesquisa foi identificar e compreender como os sentidos constru&iacute;dos sobre si e sobre a profiss&atilde;o professor podem tanto contribuir para a amplia&ccedil;&atilde;o dos estudos sobre a forma&ccedil;&atilde;o inicial do professor de L&iacute;ngua Inglesa como ilustrar os efeitos que a participa&ccedil;&atilde;o no Pibid tem trazido para a (re)constru&ccedil;&atilde;o das identidades docentes dos pibidianos, sujeitos da pesquisa.</p>     <p>A pesquisa narrativa realizada se soma a outras a respeito da forma&ccedil;&atilde;o do professor de L&iacute;ngua Inglesa, com o diferencial de trazer as percep&ccedil;&otilde;es de um grupo de bolsistas do Pibid sobre si e suas percep&ccedil;&otilde;es sobre a profiss&atilde;o professor. As narrativas representam produ&ccedil;&otilde;es culturais e sociais produzidas sob certos conjuntos de valores, cren&ccedil;as e tamb&eacute;m expectativas de seus autores, em um dado tempo e lugar.</p>     <p>Nessa pesquisa narrativa foram utilizados instrumentos como: observa&ccedil;&otilde;es participantes realizadas durante as reuni&otilde;es semanais ocorridas nos grupos de Pibid participantes da pesquisa; question&aacute;rios semiestruturados aplicados para tra&ccedil;ar um perfil dos sujeitos da pesquisa; narrativas autobiogr&aacute;ficas escritas; e entrevistas orais, registradas em &aacute;udio, utilizadas para conhecer as trajet&oacute;rias de vida, escolares e acad&ecirc;micas dos pibidianos. Dessa forma, ao narrarem suas percep&ccedil;&otilde;es sobre a profiss&atilde;o professor, os pibidianos revelaram, durante a gera&ccedil;&atilde;o de dados, que os discursos provenientes da escola, da fam&iacute;lia, das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, da cultura, da m&iacute;dia e, sobretudo, da academia t&ecirc;m influenciado em suas percep&ccedil;&otilde;es sobre a profiss&atilde;o professor (Bot&iacute;a et al., 2005). Pesquisadores como Telles (2002) e Clandinin e Connely (2011) destacam que o exerc&iacute;cio de narrar hist&oacute;rias, al&eacute;m de resultar em uma pr&aacute;tica ontol&oacute;gica, uma vez que estamos sempre contando e (re)memorando nossas trajet&oacute;rias de vida (escolar ou profissional), pode contribuir tamb&eacute;m, tanto para a constru&ccedil;&atilde;o de nossas subjetividades, quanto para o reconhecimento de nossos &lsquo;eus&rsquo;.</p>     <p>Este artigo est&aacute; organizado em quatro se&ccedil;&otilde;es: na primeira apresentamos a proposta do Pibid e seus objetivos como uma dentre outras pol&iacute;ticas p&uacute;blicas do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o do Brasil para a melhoria da qualidade do ensino da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica; na segunda, conceituamos identidade e diferen&ccedil;a, aspectos fundamentais para a forma&ccedil;&atilde;o do professor; na terceira, discutimos o recorte de dados da pesquisa narrativa; e, por &uacute;ltimo, tra&ccedil;amos algumas considera&ccedil;&otilde;es &agrave; guisa da conclus&atilde;o da pesquisa sobre identidade de pibidianos de L&iacute;ngua Inglesa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>1. A proposta do Pibid para a forma&ccedil;&atilde;o de professores</b></p>     <p>A iniciativa do governo brasileiro com a cria&ccedil;&atilde;o do Programa Institucional de Bolsas de Inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; Doc&ecirc;ncia (Pibid), financiado pela Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal do Ensino Superior (CAPES), resulta de uma alternativa recente do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o em decorr&ecirc;ncia do Plano Nacional da Educa&ccedil;&atilde;o (PNE) de investir na forma&ccedil;&atilde;o de professores. O Pibid atualmente integra as diversas licenciaturas do pa&iacute;s por meio da concess&atilde;o de bolsas a acad&ecirc;micos das diversas licenciaturas, coordenadores dos subprojetos e professores supervisores. O programa atua tanto na forma&ccedil;&atilde;o inicial quanto na forma&ccedil;&atilde;o continuada dos professores. Assim, professores que atuam na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e que recebem os pibidianos em suas salas de aula s&atilde;o denominados no programa como supervisores; os professores do ensino superior que coordenam os projetos do Pibid s&atilde;o denominados de coordenadores; os acad&ecirc;micos bolsistas das licenciaturas que atuam nas escolas s&atilde;o denominados pibidianos. Nessa configura&ccedil;&atilde;o, por meio da concess&atilde;o de bolsas a coordenadores, supervisores e pibidianos, a proposta do Pibid tem sido a de integrar a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica com os cursos de forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores, a fim de incentivar as novas gera&ccedil;&otilde;es de professores a atuarem na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e tamb&eacute;m como uma forma de melhorar a qualidade do ensino. Em linhas gerais, o Pibid funciona por meio de a&ccedil;&otilde;es integradas de colabora&ccedil;&atilde;o entre coordenadores, supervisores e pibidianos que desenvolvem pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, materiais de ensino e oficinas para serem realizadas nas turmas da escola dos professores supervisores. Diferente do que costuma ocorrer com as a&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o na escola proporcionadas pelas atividades de est&aacute;gio curricular supervisionado, em que o acad&ecirc;mico interage por pouco tempo com a escola, no Pibid a rela&ccedil;&atilde;o que se estabelece entre estes sujeitos pretende ser mais prof&iacute;cua, a fim de que os supervisores assumam tamb&eacute;m o papel ativo de coformadores daqueles pibidianos que recebem em suas salas de aula.</p>     <p>Depois de frequentes adapta&ccedil;&otilde;es no formato do Pibid desde sua cria&ccedil;&atilde;o, em 2007, atualmente todas as institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior podem concorrer nos editais de sele&ccedil;&atilde;o de projetos do Pibid, sendo federais, estaduais, municipais, confessionais, privadas ou outras. Segundo a Portaria n.&ordm; 096, de 18 de julho de 2013, s&atilde;o objetivos do Pibid:</p>     <p>I &ndash; incentivar a forma&ccedil;&atilde;o de docentes em n&iacute;vel superior para a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica;</p>     <p>II &ndash; contribuir para a valoriza&ccedil;&atilde;o do magist&eacute;rio;</p>     <p>III &ndash; elevar a qualidade da forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integra&ccedil;&atilde;o entre educa&ccedil;&atilde;o superior e educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica;</p>     <p>IV &ndash; inserir os licenciandos no cotidiano de escolas da rede p&uacute;blica de educa&ccedil;&atilde;o, proporcionando-lhes oportunidades de cria&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o em experi&ecirc;ncias metodol&oacute;gicas, tecnol&oacute;gicas e pr&aacute;ticas docentes de car&aacute;ter inovador e interdisciplinar que busquem a supera&ccedil;&atilde;o de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem;</p>     <p>V &ndash; incentivar escolas p&uacute;blicas de educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, mobilizando seus professores como co-formadores dos futuros docentes e tornando-as protagonistas nos processos de forma&ccedil;&atilde;o inicial para o magist&eacute;rio;</p>     <p>VI &ndash; contribuir para a articula&ccedil;&atilde;o entre teoria e pr&aacute;tica necess&aacute;rias &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos docentes, elevando a qualidade das a&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas nos cursos de licenciatura;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>VII &ndash; contribuir para que os estudantes de licenciatura se insiram na cultura escolar do magist&eacute;rio, por meio da apropria&ccedil;&atilde;o e da reflex&atilde;o sobre instrumentos, saberes e peculiaridades do trabalho docente (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o, 2013).</p>     <p>O programa tem sido ampliado e os projetos submetidos variam conforme as demandas das regi&otilde;es, das escolas e tamb&eacute;m dos interesses por parte das institui&ccedil;&otilde;es formadoras de professores. Com o investimento nos tr&ecirc;s grupos (coordenadores, supervisores e pibidianos), espera-se que colaborativamente esses sujeitos possam desenvolver alternativas para melhorar a qualidade do ensino na escola e, ao mesmo tempo, proporcionar a aprendizagem da profiss&atilde;o professor.</p>     <p>As identidades docentes assumidas, as concep&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o e as concep&ccedil;&otilde;es de ensino de L&iacute;ngua Inglesa e seu ensino no contexto da escola p&uacute;blica refletem em alguma medida nos discursos dos pibidianos e, por conseguinte, refletir&atilde;o tamb&eacute;m em suas pr&aacute;ticas profissionais e em suas escolhas pedag&oacute;gicas. Dessa forma, as experi&ecirc;ncias dos sujeitos da pesquisa como alunos e como pibidianos merecem ser desveladas, n&atilde;o com o prop&oacute;sito de valora&ccedil;&atilde;o, mas como aspecto nevr&aacute;lgico para a compreens&atilde;o das percep&ccedil;&otilde;es que constroem sobre si e sobre a profiss&atilde;o professor.</p>     <p>A proposta adotada no Pibid de integrar e proporcionar a colabora&ccedil;&atilde;o universidade-escola evidencia a compreens&atilde;o de que ambos os espa&ccedil;os (escola e universidade) precisam estar mais articulados e alinhados no que se refere &agrave; concep&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o e ao perfil do professor que pretendem receber e formar. Dessa forma, a proposta de trabalho colaborativo de coordenadores (professores das licenciaturas), pibidianos (acad&ecirc;micos das licenciaturas) e professores supervisores (professores da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica) engajarem-se e unirem esfor&ccedil;o para repensar os processos de ensino e aprendizagem se apresenta inovadora. E, assim, a cria&ccedil;&atilde;o do Pibid se apresenta como uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de forma&ccedil;&atilde;o de professores interessante, uma vez que pressup&otilde;e a inser&ccedil;&atilde;o do futuro professor na realidade escolar de forma, em alguns casos, mais sistem&aacute;tica, regular e contextualizada do que a inser&ccedil;&atilde;o que ocorre via est&aacute;gio curricular supervisionado. Por se tratar de um programa relativamente novo, visto que foi apenas a partir de 2010 que os cursos de Letras passaram a submeter projetos nas sele&ccedil;&otilde;es do Pibid, a publica&ccedil;&atilde;o de pesquisas sobre o Pibid tem sido cada vez mais necess&aacute;ria para mapear os resultados conquistados com esta pol&iacute;tica e tamb&eacute;m para discutir os modelos de forma&ccedil;&atilde;o de professores praticados nas licenciaturas.</p>     <p>Na sequ&ecirc;ncia, apresentamos os conceitos de identidade que balizaram a pesquisa e discutimos estes conceitos no cen&aacute;rio educacional vigente, marcado pela transitoriedade dos sentidos do que &eacute; ser professor de L&iacute;ngua Inglesa &agrave; luz dos referenciais adotados.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>2. Identidade e diferen&ccedil;a: alguns conceitos</b></p>     <p>A concep&ccedil;&atilde;o de identidade adotada nesta pesquisa considerou os estudos de Gatti (1996), Pimenta (1998), Dubar (2005) e Hall (2009), para quem a identidade n&atilde;o se apresenta como uma entidade fixa &ndash; portanto, n&atilde;o &eacute; &uacute;nica &ndash;, ou mesmo representa uma escolha, da qual o sujeito possa lan&ccedil;ar m&atilde;o conforme sua vontade. A identidade tem como substrato a hist&oacute;ria; assim, os sujeitos <i>transitam</i> e n&atilde;o <i>permanecem</i> nas identidades, e isso ocorre porque cabe considerar a efemeridade das constru&ccedil;&otilde;es identit&aacute;rias no cen&aacute;rio P&oacute;s-Moderno, em que as identidades sociais, inclusive a identidade docente, est&atilde;o situadas discursivamente no campo do <i>devir</i> ou <i>vir</i> a <i>ser</i>. Al&eacute;m disso, compreender a constru&ccedil;&atilde;o das identidades assumidas, negadas, refutadas ou hibridizadas requer considerar as condi&ccedil;&otilde;es objetivas por que se pautam os discursos, as cren&ccedil;as e os valores subjacentes &agrave; (re)constru&ccedil;&atilde;o das identidades.</p>     <p>Conforme Hall (2009), a identidade se constr&oacute;i na rela&ccedil;&atilde;o, no contraste, na aceita&ccedil;&atilde;o ou refuta&ccedil;&atilde;o do outro, ou seja, identidade e diferen&ccedil;a est&atilde;o subjacentes a este processo de compreens&atilde;o de si e do outro. Dessa forma, para reconhecer-se como parte de um dado grupo social ou identificar-se como um sujeito com certas caracter&iacute;sticas, e n&atilde;o com outras, h&aacute; que se buscar na diferen&ccedil;a a refer&ecirc;ncia para essa identifica&ccedil;&atilde;o. Por refer&ecirc;ncia, compreendemos o <i>outro</i> n&atilde;o como modelo, mas como um ponto de partida que funciona como o aspecto seminal das identidades sociais a serem constru&iacute;das, como um substrato necess&aacute;rio para construir-se a si. Por essa raz&atilde;o, a identidade depende da exist&ecirc;ncia do outro para poder existir (Hall, 2009; Silva, 2009). Se a identidade &eacute; (re)constru&iacute;da a partir da exist&ecirc;ncia do outro, tal acontece tamb&eacute;m, por exemplo, com a defini&ccedil;&atilde;o de um bom professor, dado que s&oacute; podemos conceituar a partir de uma refer&ecirc;ncia do que n&atilde;o seja um bom professor ou das caracter&iacute;sticas que um bom professor precisa ter em oposi&ccedil;&atilde;o ao mau professor. Segundo Silva (2009), identidade e diferen&ccedil;a refletem uma rela&ccedil;&atilde;o social:</p>     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>A afirma&ccedil;&atilde;o da identidade e a enuncia&ccedil;&atilde;o da diferen&ccedil;a traduzem o desejo dos diferentes grupos sociais, assimetricamente situados, de garantir o acesso privilegiado aos bens sociais. A identidade e a diferen&ccedil;a est&atilde;o, pois, em estreita conex&atilde;o com rela&ccedil;&otilde;es de poder. O poder de definir a identidade e de marcar a diferen&ccedil;a n&atilde;o pode ser separado das rela&ccedil;&otilde;es mais amplas de poder (p. 81).</blockquote>     <p></p>     <p>A identidade precisa ser compreendida como uma forma de pertencimento, de identifica&ccedil;&atilde;o com um grupo social, com uma filosofia ou com outras formas de organiza&ccedil;&atilde;o em que o discurso se fa&ccedil;a presente (Danielewicz, 2001; Ferreira, 2014; Hall, 2009; Moita Lopes, 2003; Norton, 2000). O discurso desempenha papel seminal no processo de constru&ccedil;&atilde;o de identidades, isso porque, nas diferentes pr&aacute;ticas sociais, assumimos distintos pap&eacute;is que, inevitavelmente, transitam entre discursos de diferente natureza.</p>     <p>Para Moita Lopes (2003), torna-se imposs&iacute;vel dissociar o discurso da produ&ccedil;&atilde;o social da identidade, uma vez que ambos, discurso e identidade, s&atilde;o construtos gerados a partir das rela&ccedil;&otilde;es sociais: "(...) todo discurso prov&eacute;m de algu&eacute;m que tem suas marcas identit&aacute;rias espec&iacute;ficas que o localizam na sua vida social e que o posicionam no discurso de um modo singular, assim como seus interlocutores" (p. 19). Em se tratando do discurso como gerador e mantenedor de identidades, e segundo afirma Hall (2009), &eacute; porque as identidades sociais "s&atilde;o constru&iacute;das dentro e n&atilde;o fora do discurso que n&oacute;s precisamos compreend&ecirc;-las como produzidas em locais hist&oacute;ricos e institucionais espec&iacute;ficos, no interior de forma&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas discursivas espec&iacute;ficas, por estrat&eacute;gias e iniciativas espec&iacute;ficas" (p. 109).</p>     <p>Para Danielewicz (2001), por sua natureza ideol&oacute;gica e por serem impactados pelas inger&ecirc;ncias das rela&ccedil;&otilde;es de poder existentes nas diferentes pr&aacute;ticas sociais, os discursos representam poderosos condutores e transmissores de valores e ideologias, pelo que nunca s&atilde;o produ&ccedil;&otilde;es isentas de intencionalidade. Dessa forma, toda a hist&oacute;ria sobre identidade resulta de um enfrentamento da identidade e da diferen&ccedil;a &ndash; enfrentamento, portanto, fundado nas rela&ccedil;&otilde;es de poder.</p>     <p>Norton (2000), Danielewicz (2001), Bot&iacute;a et al. (2005), Moita Lopes (2003) e Silva (2009) asseveram que a transi&ccedil;&atilde;o entre diferentes discursos sobre um determinado grupo social ou profiss&atilde;o influencia sobremaneira a forma como os sujeitos ir&atilde;o reconhecer-se ou recusar-se a reconhecer-se em certas identidades. Em outras palavras, a interpela&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es sociais, pol&iacute;ticas e culturais na manuten&ccedil;&atilde;o de certos sentidos sobre a identidade profissional pode contribuir tanto para o sentido de pertencimento quanto de diferen&ccedil;a, ou seja, de contraste sobre si e sobre o grupo social em quest&atilde;o (Jenlink, 2014). Nessa perspectiva, constru&iacute;mos identidades m&uacute;ltiplas ao longo de nossa exist&ecirc;ncia, uma vez que, por exemplo, ao assumirmos o papel social de professora, n&atilde;o deixamos de ser mulheres, de pertencer a determinada etnia, de ter determinada condi&ccedil;&atilde;o social.</p>     <p>Em linhas gerais, conforme Pimenta (1998), Telles (2002) e N&oacute;voa (2013), a identidade profissional vem sendo tecida sociohistoricamente por meio das intera&ccedil;&otilde;es sociais, das oportunidades formativas, das experi&ecirc;ncias de vida, das trajet&oacute;rias escolares &ndash; portanto, assume dimens&otilde;es distintas ao longo da hist&oacute;ria de cada um. Isso significa que a percep&ccedil;&atilde;o que constru&iacute;mos sobre a profiss&atilde;o professor est&aacute; sempre em tr&acirc;nsito, em constru&ccedil;&atilde;o; por essa raz&atilde;o, a realiza&ccedil;&atilde;o de uma pesquisa narrativa com foco na rememora&ccedil;&atilde;o de trajet&oacute;rias escolares pode contribuir para o maior entendimento sobre como os futuros professores se compreendem e a profiss&atilde;o, e sobre isso discutimos na pr&oacute;xima se&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>3. Experi&ecirc;ncias de aprendizagem: entre as identidades e a diferen&ccedil;a</b></p>     <p>Ao longo de nossas trajet&oacute;rias escolares, experienciamos diferentes pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas realizadas por professores e professoras com distintas concep&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o e de ensino de L&iacute;ngua Inglesa. Em maior ou menor escala, participamos de aulas de L&iacute;ngua Inglesa compostas por atividades estruturalistas com base na memoriza&ccedil;&atilde;o e na tradu&ccedil;&atilde;o, aulas din&acirc;micas repletas de atividades em grupo e materiais did&aacute;ticos diversificados, aulas ditas tradicionais e centradas na figura do professor, entre outros modelos de aula a que fomos expostos durante a nossa escolariza&ccedil;&atilde;o. Embora as experi&ecirc;ncias como alunos de L&iacute;ngua Inglesa possam variar de um aluno para outro, o que parece regular &eacute; que essas experi&ecirc;ncias ficam registradas nas trajet&oacute;rias dos sujeitos, que, conforme avan&ccedil;am na escolariza&ccedil;&atilde;o, v&atilde;o compondo um repert&oacute;rio tanto de experi&ecirc;ncias quanto de discursos sobre o que &eacute; ser professor. Para alguns de n&oacute;s, assim como para parte dos pibidianos sujeitos da pesquisa, o estudo da L&iacute;ngua Inglesa s&oacute; se tornou poss&iacute;vel via educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica; portanto, as primeiras percep&ccedil;&otilde;es sobre ensinar e aprender l&iacute;ngua estrangeira tomou como refer&ecirc;ncia a experi&ecirc;ncia vivida na escola. Para outros, por&eacute;m, o acesso a aulas de L&iacute;ngua Inglesa em institutos de idioma ou cursos livres efetivou-se como alternativa para o estudo do idioma, dado que, indubitavelmente, amplia as expectativas dos alunos acerca da aprendizagem da l&iacute;ngua.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em nossa pesquisa narrativa realizada para o doutorado em Letras (Baladeli, 2015), a proposi&ccedil;&atilde;o de narrativas autobiogr&aacute;ficas como um dos instrumentos de pesquisa mostrou-se eficiente para gerar dados sobre as mem&oacute;rias que os sujeitos tinham das aulas de L&iacute;ngua Inglesa na escola e suas percep&ccedil;&otilde;es sobre elas.</p>     <p>Na narrativa autobiogr&aacute;fica n.02, exemplo trazido neste artigo, revelamos discursos de seis dos dezessete pibidianos sujeitos da pesquisa. A t&iacute;tulo de sistematiza&ccedil;&atilde;o, optamos por discutir separadamente os discursos que na narrativa autobiogr&aacute;fica foram identificados como mem&oacute;rias positivas e mem&oacute;rias negativas dos pibidianos sobre suas aulas de L&iacute;ngua Inglesa na escola.</p>     <p>As narrativas autobiogr&aacute;ficas foram propostas a partir de algumas quest&otilde;es norteadoras. Opt&aacute;mos por n&atilde;o delimitar quantidade de linhas; assim, o pibidiano poderia, a seu crit&eacute;rio, responder separadamente &agrave;s quest&otilde;es ou integr&aacute;-las em uma narra&ccedil;&atilde;o apenas. As quest&otilde;es apresentadas aos pibidianos para a elabora&ccedil;&atilde;o da narrativa autobiogr&aacute;fica n.02 foram:</p>     <p>- Quais suas mem&oacute;rias das aulas de L&iacute;ngua Inglesa na escola?</p>     <p>- Defina um(a) bom/boa professor(a) de ingl&ecirc;s. Voc&ecirc; teve esse modelo de professor(a) em sua vida escolar? Comente.</p>     <p>- Esses modelos de professor(a) influencia(ra)m ou n&atilde;o sua postura hoje como professor(a) em forma&ccedil;&atilde;o inicial?</p>     <p>Discutimos primeiramente as narrativas autobiogr&aacute;ficas de tr&ecirc;s pibidianos referentes &agrave;s mem&oacute;rias positivas das aulas de L&iacute;ngua Inglesa na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. O primeiro discurso &eacute; o de Laura. A pibidiana tinha vinte e cinco anos, estava no Pibid da Universidade Beta h&aacute; pelo menos um ano, estudou em instituto de idiomas por cinco anos e cursou a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica integralmente na rede p&uacute;blica de ensino.</p>     <p>Narrativa n. 02</p>     <p>     <blockquote>As mem&oacute;rias de aulas de L&iacute;ngua Inglesa na escola s&atilde;o em sua maioria <i>positivas, professores din&acirc;micos e respons&aacute;veis. Um bom professor de ingl&ecirc;s &eacute; um professor preocupado com os alunos, tinha todas essas caracter&iacute;sticas, aprendi muito com ela</i> e, mais importante, despertou meu interesse em procurar mais. <i>Os professores influenciam tanto os bons exemplos quanto os exemplos n&atilde;o t&atilde;o positivos, que tamb&eacute;m auxiliam no que n&atilde;o devemos fazer</i>. (pibidiana Laura) (destacado nosso)</blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>A trajet&oacute;ria escolar de Laura revelou uma vis&atilde;o positiva dos modelos de aula de L&iacute;ngua Inglesa que teve &ndash; "professores din&acirc;micos e respons&aacute;veis"&ndash;, o que tamb&eacute;m se estende quando descreve uma de suas professoras, que, na percep&ccedil;&atilde;o da pibidiana, tinha pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas atrativas e din&acirc;micas que favoreceram em sua aprendizagem do idioma. A identifica&ccedil;&atilde;o de Laura com essa professora de L&iacute;ngua Inglesa revelou que, mesmo estando na licenciatura, espa&ccedil;o formal de profissionaliza&ccedil;&atilde;o do professor, sua refer&ecirc;ncia de aula de L&iacute;ngua Inglesa continuou sendo aquela realizada pela professora da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Laura reconheceu as contribui&ccedil;&otilde;es das aulas de Ingl&ecirc;s que teve na escola e assumiu o aspecto da identifica&ccedil;&atilde;o com seus professores como fundamento para a proje&ccedil;&atilde;o de si na profiss&atilde;o professor.</p>     <p>Laura tamb&eacute;m destacou que o incentivo da professora de Ingl&ecirc;s concretizou-se como o legado mais significativo do que a pr&oacute;pria aprendizagem do idioma em si, o que revelou a identifica&ccedil;&atilde;o da pibidiana com as pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas de sua professora. A esse respeito, Hall (2009) explica que a constru&ccedil;&atilde;o da identifica&ccedil;&atilde;o ocorre "(...) a partir do reconhecimento de alguma origem comum, ou de caracter&iacute;sticas que s&atilde;o partilhadas com outros grupos ou pessoas, ou ainda a partir de um mesmo ideal" (p.106). Ainda nessa sequ&ecirc;ncia, foi poss&iacute;vel interpretar que a identifica&ccedil;&atilde;o das pibidianas com suas professoras resultou em um acordo t&aacute;cito, em que elas, as pibidianas, ao aceitarem determinado conjunto de condutas e valores observados em suas professoras, come&ccedil;aram a compartilhar da mesma concep&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o, concep&ccedil;&atilde;o de ensino de L&iacute;ngua Inglesa, assumindo assim identifica&ccedil;&atilde;o positiva com a profiss&atilde;o.</p>     <p>O segundo discurso &eacute; o de Andr&eacute;ia. A pibidiana tinha quarenta e dois anos, participava do Pibid h&aacute; pelo menos um ano e na ocasi&atilde;o era acad&ecirc;mica de Letras Portugu&ecirc;s e Ingl&ecirc;s da Universidade Alfa. Realizou sua forma&ccedil;&atilde;o escolar somente em institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e n&atilde;o frequentou instituto de idiomas.</p>     <p>     <blockquote>Sem d&uacute;vida, o professor &eacute; uma grande influ&ecirc;ncia na vida do aluno. Tenho mem&oacute;rias muito boas das aulas que tive de ingl&ecirc;s e <i>me recordo muito bem de todas as professoras que tive e sei que elas influenciaram muito na minha escolha para este curso</i>. Para mim, <i>as professoras</i> que eu tive sempre foram as mais <i>criativas e animadas</i> da escola desde o 5&ordm; ano at&eacute; o ensino m&eacute;dio. E isso <i>faz</i> com que meu interesse aumentasse cada vez mais. (pibidiana Andr&eacute;ia) (destacado nosso)</blockquote>     <p></p>     <p>A pibidiana assumiu o discurso da identifica&ccedil;&atilde;o com suas professoras de Ingl&ecirc;s ao rememorar suas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas, que, uma vez caracterizadas como positivas, a fizeram consider&aacute;-las como refer&ecirc;ncia de boas professoras. Segundo Andr&eacute;ia, o fato de ter tido uma experi&ecirc;ncia agrad&aacute;vel de estudo de L&iacute;ngua Inglesa na escola em raz&atilde;o das pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas de professoras que considerava boas professoras influenciou na escolha pelo curso de licenciatura. Andr&eacute;ia atribui a suas professoras o m&eacute;rito por tamb&eacute;m ter escolhido ser professora: "(...) as professoras que eu tive sempre foram as mais criativas e animadas da escola desde o 5&ordm; ano at&eacute; o ensino m&eacute;dio. E isso faz com que meu interesse aumentasse cada vez mais".</p>     <p>O terceiro discurso &eacute; o de Caroline. A pibidiana tinha vinte e dois anos, estava no 2&ordm; ano de Letras Portugu&ecirc;s-Ingl&ecirc;s da Universidade Alfa e na ocasi&atilde;o participava h&aacute; seis meses do Pibid. Estudou L&iacute;ngua Inglesa durante tr&ecirc;s anos em instituto de idiomas e a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica foi integralmente cursada em escolas p&uacute;blicas.</p>     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>Lembro pouco das aulas de ingl&ecirc;s no ensino b&aacute;sico, mas lembro que os professores eram <i>empenhados em ensinar da melhor maneira</i>, mas sem recursos adequados e at&eacute; o conhecimento mesmo, limitavam tanto aluno quanto professor. O uso da l&iacute;ngua era escasso e tinha desinteresse por parte dos alunos. <i>Um bom professor &eacute; aquele que tem o DOM de ensinar, ele n&atilde;o precisa ser dominador do assunto para ensin&aacute;-lo, apenas tem que ter o &lsquo;feeling&rsquo; de despertar no aluno o interesse</i> e a seguran&ccedil;a de sua autoridade, que &eacute; diferente do autoritarismo, que mostra que o professor &eacute; despreparado para cumprir a fun&ccedil;&atilde;o que se prop&ocirc;s. Tive bons professores que conseguiram <i>despertar o desejo pelo saber</i>, n&atilde;o s&oacute; na l&iacute;ngua inglesa, mas tamb&eacute;m em todas as outras mat&eacute;rias. Exemplos de profissionais e, principalmente, pessoas, as quais guardo em minha mem&oacute;ria e pretendo seguir os bons exemplos. (pibidiana Caroline) (destacado nosso)</blockquote>     <p></p>     <p>Embora Caroline tenha ilustrado que se identifica com seus professores, sobretudo por serem incentivadores da aprendizagem de Ingl&ecirc;s, na sequ&ecirc;ncia discorre sobre as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho vivenciadas por suas professoras e problematiza a profiss&atilde;o &agrave; luz dos desafios que observa na escola. Na percep&ccedil;&atilde;o de Caroline, a pouca profici&ecirc;ncia de seus professores somada ao descaso por parte dos alunos para com o estudo do idioma ilustraram o cen&aacute;rio da escola p&uacute;blica como um espa&ccedil;o complexo para atua&ccedil;&atilde;o profissional. A pibidiana ainda revelou que a sua concep&ccedil;&atilde;o de bom professor perpassa caracter&iacute;sticas mais relacionadas com "saber ensinar" do que com o dom&iacute;nio do idioma que ensina; assim, para Caroline, para ser professor &eacute; preciso ter uma habilidade inata que autorize o professor a exercer a profiss&atilde;o com maestria.</p>     <p>Laura, Andr&eacute;ia e Caroline compartilharam da percep&ccedil;&atilde;o de que seus professores de Ingl&ecirc;s eram bons, considerando os crit&eacute;rios que utilizaram para tal caracteriza&ccedil;&atilde;o, e que todos eles se destacaram por incentivar o estudo e a aprendizagem da L&iacute;ngua Inglesa, aspectos fundamentais de um bom professor segundo as pibidianas. O que as narrativas das tr&ecirc;s pibidianas revelaram &eacute; que as boas aulas de L&iacute;ngua Inglesa na escola e a atua&ccedil;&atilde;o de seus professores tiveram relativo impacto na forma como elas se projetam na profiss&atilde;o professor.</p>     <p>Os pr&oacute;ximos discursos referem-se a uma percep&ccedil;&atilde;o negativa das aulas de L&iacute;ngua Inglesa. O quarto discurso &eacute; o de Of&eacute;lia. A pibidiana tinha vinte anos, era acad&ecirc;mica do curso de Letras Ingl&ecirc;s da Universidade Beta, participava do Pibid h&aacute; um ano e estudou a maior parte da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em escola p&uacute;blica, tendo frequentado cursos de idiomas por quatro anos.</p>     <p>     <blockquote>Minhas mem&oacute;rias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; l&iacute;ngua inglesa n&atilde;o s&atilde;o muito boas, pois de todos os anos que tive ingl&ecirc;s lembro que uma professora somente era &lsquo;boa&rsquo;, a que tive aula na 5&ordf; s&eacute;rie (<i>quem sabe ela n&atilde;o fosse t&atilde;o &lsquo;boa&rsquo;, quem sabe seja porque foi minha 1&ordf; professora de ingl&ecirc;s</i>). Para mim, um bom professor de L&iacute;ngua Inglesa &eacute; <i>aquele que envolve seus alunos com a l&iacute;ngua, que os cativa com aspectos e cultura da l&iacute;ngua que interessem a eles</i>, que consiga fazer liga&ccedil;&otilde;es da l&iacute;ngua inglesa com seus contextos sociais. At&eacute; hoje, s&oacute; conheci <i>modelos de professor assim em cursinho</i>, me influenciaram de forma com que eu me sinta <i>animada</i>; mesmo com todos os problemas vistos em escola, ainda assim me sinto animada a ser uma profissional assim. (pibidiana Of&eacute;lia) (destacado nosso)</blockquote>     <p></p>     <p>A pibidiana Of&eacute;lia destacou que ao professor de L&iacute;ngua Inglesa cabe uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica intercultural, ou seja, para al&eacute;m do mero ensino enciclopedista e estruturalista do idioma. Embora seu discurso tenha sido iniciado pela narra&ccedil;&atilde;o de sua trajet&oacute;ria a partir de uma professora da 5&ordf; s&eacute;rie (primeiro ano de ensino formal da L&iacute;ngua Inglesa na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica no Brasil; atualmente esta fase &eacute; denominada 6&ordm; ano), na sequ&ecirc;ncia, pondera a sua pr&oacute;pria men&ccedil;&atilde;o a esta professora com o argumento de que talvez &agrave; &eacute;poca a considerasse uma boa professora por ter sido a primeira professora de L&iacute;ngua Inglesa que teve. Of&eacute;lia tamb&eacute;m adotou a l&oacute;gica da diferen&ccedil;a para categorizar seus professores. Para ela, no espa&ccedil;o dos cursos privados teve a oportunidade de conhecer professores bons: "s&oacute; conheci modelos de professor assim em cursinho"; j&aacute; no contexto da escola, sua percep&ccedil;&atilde;o de bom/mau professor &eacute; interpelada pelo reconhecimento das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho em que se encontram os professores: "mesmo com todos os problemas vistos em escola". Assim, para Of&eacute;lia, embora bons professores possam ser encontrados em cursos pagos, na escola as condi&ccedil;&otilde;es estruturais e mesmo da carreira do professor interferem no desempenho dos professores e tamb&eacute;m na aprendizagem do aluno, o que parece indicar que a pibidiana passa a assumir a posi&ccedil;&atilde;o, no discurso, de professora, e n&atilde;o mais de aluna, visto que problematiza a profiss&atilde;o no contexto atual.</p>     <p>O quinto discurso &eacute; o de Bianca. A pibidiana tinha dezoito anos, estava h&aacute; pelo menos seis meses no Pibid da Universidade Alfa, estudou por quatro anos em instituto de idiomas e cursou a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica integralmente na rede p&uacute;blica de ensino.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <blockquote>Hoje de manh&atilde; eu estava observando a pr&aacute;tica da professora supervisora com a sequ&ecirc;ncia did&aacute;tica (...), eu comentei com uma pibidiana: "nossa, se eu tivesse aulas deste jeito na minha &eacute;poca, eu teria aproveitado muito". E &eacute; exatamente isso. <i>Eu sou bem traumatizada com meus professores de L&iacute;ngua Inglesa do ensino fundamental e m&eacute;dio</i>. Tem coisas que eu nunca esque&ccedil;o como: um aluno perguntou para a professora como se falava &lsquo;ele faltou&rsquo;, ent&atilde;o a professora respondeu "he isn&rsquo;t here" e eu escrevi no meu caderno &lsquo;riisantirir&rsquo;. <i>Eu nunca esque&ccedil;o disso</i>! Outra situa&ccedil;&atilde;o no 2&ordm; ano do ensino m&eacute;dio: a professora passou uma atividade de &lsquo;ache o ladr&atilde;o&rsquo; e, simplesmente, n&atilde;o explicou nada, nada mesmo. <i>Entregou a folha e se virem! Nunca esque&ccedil;o disso, eu me senti muito constrangida, incapaz mesmo. Esses antigos professores me inspiraram para n&atilde;o ser igual eles. Eu sei se eu for lecionar hoje, no 2&ordm; ano de Letras, farei dez vezes melhor que eles</i>. Pelo menos irei explicar, trazer atividades interativas para que os alunos se <i>sintam satisfeitos</i> com o aprendizado de LI. (pibidiana Bianca) (destacado nosso)</blockquote>     <p></p>     <p>Ao recuperar suas mem&oacute;rias das aulas de L&iacute;ngua Inglesa, Bianca revelou a concep&ccedil;&atilde;o de professor que tinha na &eacute;poca, a de um sujeito detentor absoluto do conhecimento, e, por conseguinte, a percep&ccedil;&atilde;o de assimetria entre professor e aluno, embasada pela rela&ccedil;&atilde;o de poder. Para tanto, rememorou um epis&oacute;dio em que se sentiu constrangida em sala de aula devido ao que &ndash; ela acredita &ndash; se concretizou como um trauma adquirido nas aulas de L&iacute;ngua Inglesa. Embora critique a forma como as aulas eram conduzidas na escola &ndash; "(...) a professora passou uma atividade de &lsquo;ache o ladr&atilde;o&rsquo; e, simplesmente, n&atilde;o explicou nada, nada mesmo. Entregou a folha e se virem!"&ndash;, ao final da narrativa autobiogr&aacute;fica a pibidiana modalizou suas cr&iacute;ticas a partir do momento em que considerou as condi&ccedil;&otilde;es objetivas em que muitos professores de L&iacute;ngua Inglesa se encontram. A partir daqui, pareceu refletir sobre o trabalho do professor ocupando n&atilde;o mais o papel de ex-aluna, mas, sim, de professora em forma&ccedil;&atilde;o inicial que, no contexto do Pibid, tem tido a oportunidade de discutir os desafios do ensino de Ingl&ecirc;s na escola p&uacute;blica. Ao mesmo tempo em que considerou o conhecimento ling&uuml;&iacute;stico de seus professores (dominavam a l&iacute;ngua), Bianca pareceu indicar que faltava neles motiva&ccedil;&atilde;o, o que na percep&ccedil;&atilde;o dela indicava a car&ecirc;ncia de um pressuposto b&aacute;sico para o exerc&iacute;cio da doc&ecirc;ncia. Da mesma forma que Of&eacute;lia, Bianca tamb&eacute;m evidenciou que seu processo de (re)constru&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria se valeu da l&oacute;gica da identidade e diferen&ccedil;a. Para ela, ao interpretar que vivenciou pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas negativas, aprendeu tamb&eacute;m o que e como n&atilde;o fazer em sala de aula como professora, ou seja, o que n&atilde;o deve ser reproduzido; "Esses antigos professores me inspiraram para n&atilde;o ser igual a eles".</p>     <p>O sexto discurso &eacute; o de Juliano. O pibidiano tinha vinte e tr&ecirc;s anos, estava h&aacute; pelo menos cinco meses no Pibid da Universidade Beta, estudou um ano em instituto de idioma e cursou a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica majoritariamente na rede privada de ensino.</p>     <p>     <blockquote>O ingl&ecirc;s que tive, tanto em <i>escola p&uacute;blica como particular</i>, foi extremamente <i>abaixo do satisfat&oacute;rio</i>. A mat&eacute;ria permanecia a mesma por diversos anos e a <i>did&aacute;tica era muito mec&acirc;nica</i>. N&atilde;o tive modelos de professores na vida escolar. Para mim, um professor bom consegue <i>conciliar ensino com atividades l&uacute;dicas, que divirtam e ensinem ao mesmo tempo</i>. Professores exemplares incentivam a forma&ccedil;&atilde;o de novos professores, atrav&eacute;s da motiva&ccedil;&atilde;o pela <i>alegria de ensinar</i>. (pibidiano Juliano) (destacado nosso)</blockquote>     <p></p>     <p>As mem&oacute;rias das aulas de Ingl&ecirc;s do pibidiano foram constru&iacute;das, a princ&iacute;pio, sob uma perspectiva negativa, isso porque n&atilde;o observou contribui&ccedil;&otilde;es ou mesmo algum avan&ccedil;o em sua aprendizagem do idioma: "A mat&eacute;ria permanecia a mesma por diversos anos e a did&aacute;tica era muito mec&acirc;nica". A sensa&ccedil;&atilde;o de pouco ou nenhum progresso ao longo do estudo dos conte&uacute;dos das aulas de Ingl&ecirc;s fez com que Juliano n&atilde;o constru&iacute;sse sentidos positivos para sua trajet&oacute;ria de aprendizagem do idioma na escola. A percep&ccedil;&atilde;o negativa das aulas de L&iacute;ngua Inglesa n&atilde;o &eacute; privil&eacute;gio apenas da escola p&uacute;blica, visto que, para o pibidiano, tamb&eacute;m na escola privada, espa&ccedil;o em que teve o privil&eacute;gio de estudar, o descontentamento com as aulas se fez presente, evidenciando a co-exist&ecirc;ncia do sentimento de expectativas e de frustra&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s aulas. O bom professor de L&iacute;ngua Inglesa, segundo Juliano, seria aquele que conseguisse utilizar-se pedagogicamente do l&uacute;dico; fazendo isso, serviria de exemplo para seus alunos: "Professores exemplares incentivam a forma&ccedil;&atilde;o de novos professores, atrav&eacute;s da motiva&ccedil;&atilde;o pela alegria de ensinar".</p>     <p>Of&eacute;lia, Bianca e Juliano ilustraram certas expectativas em rela&ccedil;&atilde;o ao que consideravam ser um bom professor de Ingl&ecirc;s: aquele que, al&eacute;m de realizar pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas din&acirc;micas, cotejando os aspectos culturais e o l&uacute;dico em suas pr&aacute;ticas, deveria considerar tamb&eacute;m as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais com os alunos &ndash; o que denominamos de dimens&atilde;o afetiva. Mesmo nas narrativas em que se observou pouca ou nenhuma identifica&ccedil;&atilde;o dos pibidianos com seus professores de L&iacute;ngua Inglesa da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, cabe destacar o lugar privilegiado que as mem&oacute;rias das trajet&oacute;rias escolares t&ecirc;m ocupado no processo de (re)constru&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria dos pibidianos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Baladeli (2014), o espa&ccedil;o do Pibid tem auxiliado na maior integra&ccedil;&atilde;o de futuros professores com a realidade do ensino e aprendizagem da L&iacute;ngua Inglesa no contexto da escola p&uacute;blica (ver tamb&eacute;m Jord&atilde;o et al., 2013; Retorta &amp; Bork, 2014). Dessa forma, quanto mais familiarizados estiverem com este campo de atua&ccedil;&atilde;o, maiores ser&atilde;o os subs&iacute;dios para decidirem ou n&atilde;o seguir na profiss&atilde;o professor. Mais do que incentivar a forma&ccedil;&atilde;o de professores, as a&ccedil;&otilde;es do Pibid t&ecirc;m trazido &agrave; tona quest&otilde;es que perpassam os modelos de forma&ccedil;&atilde;o de professores praticados nos cursos de licenciatura e a necessidade de se repensar quais discursos est&atilde;o sendo reproduzidos sobre o ensino e a aprendizagem de L&iacute;ngua Inglesa na escola.</p>     <p>Longe de propormos uma an&aacute;lise manique&iacute;sta com base na classifica&ccedil;&atilde;o do bom e do mau professor de L&iacute;ngua Inglesa, nossa an&aacute;lise das trajet&oacute;rias escolares a partir do recorte de narrativas autobiogr&aacute;ficas de seis pibidianos objetivou evidenciar o processo hist&oacute;rico de (re)constru&ccedil;&atilde;o da identidade profissional que se vale, inclusive, das primeiras experi&ecirc;ncias como alunos de Ingl&ecirc;s na escola. Dessa forma, a discuss&atilde;o sobre os percursos de constru&ccedil;&atilde;o das identidades como alunos de Ingl&ecirc;s e como professores em forma&ccedil;&atilde;o inicial est&aacute; diretamente relacionada com a &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o de professores, isso porque, ao ressignificarem suas pr&oacute;prias trajet&oacute;rias, os pibidianos est&atilde;o tendo subs&iacute;dios para melhor compreender a si mesmos e a profiss&atilde;o professor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>A realiza&ccedil;&atilde;o de uma pesquisa narrativa acerca do processo de (re)constru&ccedil;&atilde;o da identidade profissional ilustrou que os atos de (re)memorar as trajet&oacute;rias escolares e de problematiz&aacute;-las &agrave; luz dos novos sentidos sobre a profiss&atilde;o precisam ser considerados como provis&oacute;rios, uma vez que, nos limiares da hist&oacute;ria de vida e profissional, novas pr&aacute;ticas sociais continuar&atilde;o sendo pano de fundo para novos sentidos sobre o sujeito professor e sua profiss&atilde;o.</p>     <p>A participa&ccedil;&atilde;o no Pibid ao longo da gradua&ccedil;&atilde;o foi apontada por todos os pibidianos como um diferencial formativo significativo, tanto no que se refere &agrave; aprendizagem de aspectos te&oacute;rico-metodol&oacute;gicos atinentes ao ensino de L&iacute;ngua Inglesa, quanto ao desenvolvimento de uma postura cient&iacute;fica mediante a participa&ccedil;&atilde;o em eventos e publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas.</p>     <p>Conforme Jenlink (2014), nossas identidades s&atilde;o (re)escritas ao longo de nossas trajet&oacute;rias de vida e escolar; por essa raz&atilde;o, a pesquisadora advoga que ao processo de (re)constru&ccedil;&atilde;o das identidades profissionais de professores est&atilde;o subjacentes as influ&ecirc;ncias de nossos projetos de vida. A autora adota a met&aacute;fora do palimpsesto para ilustrar que os discursos de identidade podem ser escritos, reescritos e ressignificados ao longo de nossa hist&oacute;ria.</p>     <p>O processo de (re)constru&ccedil;&atilde;o da identidade profissional n&atilde;o se limita ao tempo e espa&ccedil;o da licenciatura ou mesmo de participa&ccedil;&atilde;o no Pibid, uma vez que a identidade vem sendo tecida desde a escola nas primeiras experi&ecirc;ncias e expectativas constru&iacute;das na condi&ccedil;&atilde;o de estudantes, nas rela&ccedil;&otilde;es com os professores, na escolha pelo curso de Letras e demais pr&aacute;ticas sociais em que se inserem os pibidianos. Por essa raz&atilde;o, os sentidos identificados nos discursos das narrativas autobiogr&aacute;ficas dos pibidianos apresentam-se como tempor&aacute;rios, haja vista que os sentidos est&atilde;o sempre oscilando conforme o contexto de produ&ccedil;&atilde;o. Em outras palavras, esses pibidianos poder&atilde;o vivenciar ainda novos desafios como professores em forma&ccedil;&atilde;o inicial, dado que indubitavelmente influenciar&aacute; a (re)constru&ccedil;&atilde;o de suas identidades profissionais, tema t&atilde;o relevante para as discuss&otilde;es sobre forma&ccedil;&atilde;o de professores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Baladeli, A. P. D. (2014). O Pibid na forma&ccedil;&atilde;o inicial do professor de L&iacute;ngua Inglesa: Em busca do para&iacute;so perdido. <i>Revista E-scrita do curso de Letras da Uniabeu,5</i>(2), 240-250.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=763584&pid=S0871-9187201600010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Baladeli, A.P.D. (2015). <i>Narrativas de identidade do professor de L&iacute;ngua Inglesa: o legado do Pibid</i>. Tese de Doutoramento em Letras - Linguagem e Sociedade, Universidade Estadual do Oeste do Paran&aacute; - UNIOESTE. Brasil.</p>     <p>Bol&iacute;var, A. (2002). <i>Profiss&atilde;o professor: O itiner&aacute;rio profissional e a constru&ccedil;&atilde;o da escola</i>. Bauru, SP: EDUSC.</p>     <!-- ref --><p>Bot&iacute;a, A. B., Cruz, M. F., &amp; Ruiz, E. M. (2005). Investigar la identidad profesional del profesorado: Una triangulaci&oacute;n secuencial. <i>FQS F&oacute;rum Qualitative Social Research, 6</i>(1), 1-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=763588&pid=S0871-9187201600010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Clandinin, D. J., &amp; Connelly, F. M. (2011). <i>Pesquisa narrativa: Experi&ecirc;ncias e hist&oacute;ria na pesquisa qualitativa</i>. Uberl&acirc;ndia, MG: Edufu.</p>     <!-- ref --><p>Danielewicz, J. (2001). <i>Teaching selves: Identity, pedagogy, and teacher education</i>. US: State University of New York Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=763591&pid=S0871-9187201600010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dubar, C. (2005). <i>A socializa&ccedil;&atilde;o: Constru&ccedil;&atilde;o das identidades sociais e profissionais</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=763593&pid=S0871-9187201600010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Ferreira, A. J. (2014). Identidades sociais de ra&ccedil;a, g&ecirc;nero, sexualidade e classe nos livros did&aacute;ticos de l&iacute;ngua estrangeira na perspectiva da Lingu&iacute;stica Aplicada. In A. J. Ferreira (Org.), <i>As pol&iacute;ticas do livro did&aacute;tico e identidades sociais de ra&ccedil;a, g&ecirc;nero, sexualidade e classe em livros did&aacute;ticos</i> (pp. 91-120). Campinas, SP: Pontes.</p>     <!-- ref --><p>Gatti, B. A. (1996). Os professores e suas identidades: O desvelamento da heterogeneidade. <i>Cadernos de Pesquisa, 98</i>, 85-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=763596&pid=S0871-9187201600010001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hall, S. (2009). Quem precisa de identidade? In T. T. Silva, S. Hall, &amp; K. Woodward (Orgs.), <i>Identidade e diferen&ccedil;a: A perspectiva dos estudos culturais</i> (9.&ordf; ed., pp. 103-133). Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.</p>     <!-- ref --><p>Jenlink, P. M. (2014). Learning our identity as teacher: A palimpsest writ large in life. In P. M. Jenlink (Ed.), <i>Teacher identity and the struggle for recognition: Meeting the challenges of diverse society</i> (pp. 247-257). US: R&amp;L Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=763599&pid=S0871-9187201600010001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Jord&atilde;o, C., Edmundo, E., Gomes, H., Albuquerque, M., Galor, A., Rosa, A., &hellip;Trinkel, M. (2013). <i>O PIBID-UFPR nas aulas de Ingl&ecirc;s: Divisor de &aacute;guas e formador de mar&eacute;s.</i> Campinas, SP: Pontes Editores.</p>     <p>Moita Lopes, L. P. (2003). Socioconstrucionismo: Discurso e identidades sociais. In L. P. Moita Lopes (Org.), <i>Discurso de identidades: Discurso como espa&ccedil;o de constru&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero, sexualidade, ra&ccedil;a, idade e profiss&atilde;o na escola e na fam&iacute;lia</i> (pp. 13-38). Campinas, SP: Mercado de Letras.</p>     <!-- ref --><p>Norton, B. (2000). <i>Identity and language learning: Gender, ethnicity and education change</i>. Harlow, England: Pearson Ed. Limited.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=763603&pid=S0871-9187201600010001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>N&oacute;voa, A. (2013). Os professores e o "novo" espa&ccedil;o p&uacute;blico da educa&ccedil;&atilde;o. In M. Tardiff &amp; C. Lessard, (Orgs.), <i>O of&iacute;cio de professor: Hist&oacute;ria, perspectiva e desafios internacionais</i> (pp. 217-234). Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.</p>     <p>Pimenta, S. G. (1998). Forma&ccedil;&atilde;o de professores: Saberes da doc&ecirc;ncia e identidade do professor. In I. Fazenda (Org.), <i>Did&aacute;tica e interdisciplinaridade</i> (7.&ordf; ed., pp. 161-178). Campinas, SP: Papirus.</p>     <!-- ref --><p>Retorta, M. S., &amp; Bork, A. V. B. (2014). Experi&ecirc;ncias de forma&ccedil;&atilde;o de professores de L&iacute;nguas e o PIBID: Contornos, cores e matizes. <i>Signum: Estudos da Linguagem, 17</i>(2), 413-419.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=763607&pid=S0871-9187201600010001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Silva, T. T. (2009). A produ&ccedil;&atilde;o social da identidade e da diferen&ccedil;a. In T. T. Silva, S. Hall, &amp; K. Woodward (Orgs.), <i>Identidade e diferen&ccedil;a: A perspectiva dos estudos culturais </i>(9.&ordf; ed., pp. 73-102). Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.</p>     <!-- ref --><p>Street, B. V. (1995). <i>Literacy in theory and practice</i>. Cambridge: Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=763610&pid=S0871-9187201600010001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Telles, J. A. (2002). A trajet&oacute;ria narrativa: Hist&oacute;rias sobre a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica e a forma&ccedil;&atilde;o de professores de l&iacute;nguas. In T. Gimenez (Org.), <i>Trajet&oacute;rias na forma&ccedil;&atilde;o de professores de L&iacute;nguas</i> (pp. 15-38). Londrina: Editora da UEL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=763612&pid=S0871-9187201600010001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Legisla&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (2013). Portaria n.&ordm; 096, de 18 de julho de 2013. Aprova o Regulamento do Programa Institucional de Bolsa de Inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; Doc&ecirc;ncia (Pibid).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Recebido em abril/2015</i></p>     <p><i>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em setembro/2015</i></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baladeli]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. P. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Pibid na formação inicial do professor de Língua Inglesa: Em busca do paraíso perdido]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista E-scrita do curso de Letras da Uniabeu]]></source>
<year>2014</year>
<volume>5</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>240-250</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bolívar]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Profissão professor: O itinerário profissional e a construção da escola]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Bauru ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[EDUSC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Botía]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruiz]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Investigar la identidad profesional del profesorado: Una triangulación secuencial]]></article-title>
<source><![CDATA[FQS Fórum Qualitative Social Research]]></source>
<year>2005</year>
<volume>6</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-26</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Clandinin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Connelly]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pesquisa narrativa: Experiências e história na pesquisa qualitativa]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Uberlândia ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edufu]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Danielewicz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Teaching selves: Identity, pedagogy, and teacher education]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[US ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[State University of New York Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dubar]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A socialização: Construção das identidades sociais e profissionais]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Martins Fontes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Identidades sociais de raça, gênero, sexualidade e classe nos livros didáticos de língua estrangeira na perspectiva da Linguística Aplicada]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[As políticas do livro didático e identidades sociais de raça, gênero, sexualidade e classe em livros didáticos]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>91-120</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pontes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gatti]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os professores e suas identidades: O desvelamento da heterogeneidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Pesquisa]]></source>
<year>1996</year>
<volume>98</volume>
<page-range>85-90</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hall]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quem precisa de identidade?]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hall]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Woodward]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Identidade e diferença: A perspectiva dos estudos culturais]]></source>
<year>2009</year>
<edition>9</edition>
<page-range>103-133</page-range><publisher-loc><![CDATA[Petrópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jenlink]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Learning our identity as teacher: A palimpsest writ large in life]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Jenlink]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Teacher identity and the struggle for recognition: Meeting the challenges of diverse society]]></source>
<year>2014</year>
<page-range>247-257</page-range><publisher-name><![CDATA[R&L Education]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jordão]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Edmundo]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Albuquerque]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Galor]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trinkel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O PIBID-UFPR nas aulas de Inglês: Divisor de águas e formador de marés]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pontes Editores]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moita Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Socioconstrucionismo: Discurso e identidades sociais]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Moita Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Discurso de identidades: Discurso como espaço de construção de gênero, sexualidade, raça, idade e profissão na escola e na família]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>13-38</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Mercado de Letras]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Norton]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Identity and language learning: Gender, ethnicity and education change]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[Harlow ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Pearson Ed Limited]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nóvoa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os professores e o "novo" espaço público da educação]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Tardiff]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lessard]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O ofício de professor: História, perspectiva e desafios internacionais]]></source>
<year>2013</year>
<page-range>217-234</page-range><publisher-loc><![CDATA[Petrópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pimenta]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Formação de professores: Saberes da docência e identidade do professor]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Fazenda]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Didática e interdisciplinaridade]]></source>
<year>1998</year>
<edition>7</edition>
<page-range>161-178</page-range><publisher-loc><![CDATA[Campinas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Papirus]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Retorta]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bork]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. V. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Experiências de formação de professores de Línguas e o PIBID: Contornos, cores e matizes]]></article-title>
<source><![CDATA[Signum: Estudos da Linguagem]]></source>
<year>2014</year>
<volume>17</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>413-419</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A produção social da identidade e da diferença]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hall]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Woodward]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Identidade e diferença: A perspectiva dos estudos culturais]]></source>
<year>2009</year>
<edition>9</edition>
<page-range>73-102</page-range><publisher-loc><![CDATA[Petrópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Street]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Literacy in theory and practice]]></source>
<year>1995</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Telles]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A trajetória narrativa: Histórias sobre a prática pedagógica e a formação de professores de línguas]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Gimenez]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Trajetórias na formação de professores de Línguas]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>15-38</page-range><publisher-loc><![CDATA[Londrina ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora da UEL]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
