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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Currículo, narrativas digitais e formação de professores: Experiências da pós-graduação à escola]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Currículo, narrativas digitales y formación de profesores: Experiencias del postgrado a la escuela]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Training teachers to integrate technology into the curriculum in different educational contexts was the focus of this study, which aimed to understand how the development of digital narratives contributed to this training. Educators investigated were master's students of a Graduate Program in Science Teaching at a Brazilian public university and were also classroom teachers in various educational levels. The learning strategy was based on the development of digital narratives. The data in this research were collected through an electronic questionnaire administered to the subjects. The results indicate: a) changes in the way the graduate students came to understand the pedagogical practice that they developed; b) learning related to the production of digital narratives and its recontextualized application in different subjects taught by the students; c) perception, by the subject, of the digital narratives' educational potential.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La formación de educadores para la integración de las tecnologías al currículo en diferentes contextos educativos fue el enfoque de este estudio cuyo objetivo era entender de qué manera el desarrollo de las narrativas digitales aportó para esa formación. Los educadores estudiados cursaban la Maestría de un Programa de Postgrado en Enseñanza de Ciencias de una universidad pública brasileña y también actuaban como profesores en diversos niveles de enseñanza. La estrategia de aprendizaje se basó en el desarrollo de narrativas digitales. Los datos de esta investigación fueron recopilados por medio de un cuestionario electrónico aplicado a los sujetos. Los resultados del estudio indican: a) cambios en la manera en que los estudiantes de maestría pasaron a entender la práctica pedagógica que desarrollan; b) aprendizajes relacionados a la producción de narrativas digitales y con su aplicación recontextualizada en diferentes disciplinas impartidas por los alumnos de la Maestría; c) percepción, por los sujetos, del potencial educativo de las narrativas digitales.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p><b>Curr&iacute;culo, narrativas digitais e forma&ccedil;&atilde;o de professores: Experi&ecirc;ncias da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o&nbsp;</b><b>&agrave; escola</b></p>     <p><b>Curriculum, digital narratives and teacher training: From graduate to school experiences</b></p>     <p><b>Curr&iacute;culo, narrativas digitales y formaci&oacute;n de profesores: Experiencias del postgrado a la escuela</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Alessandra Rodrigues<sup>i&nbsp;</sup>Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida<sup>ii&nbsp;</sup>Jos&eacute; Armando Valente<sup>iii</sup></b></p>     <p>i Universidade Federal de Itajub&aacute;, Brasil</p>     <p>ii Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, Brasil</p>     <p>iii Universidade Estadual de Campinas, Brasil</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A forma&ccedil;&atilde;o de educadores para a integra&ccedil;&atilde;o das tecnologias ao curr&iacute;culo em diferentes contextos educacionais foi o foco deste estudo, que teve como objetivo entender como o desenvolvimento de narrativas digitais contribuiu para essa forma&ccedil;&atilde;o. Os educadores investigados eram mestrandos de um Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ensino de Ci&ecirc;ncias de uma universidade p&uacute;blica brasileira que atuavam tamb&eacute;m como professores em diversos n&iacute;veis de ensino. A estrat&eacute;gia de aprendizagem foi baseada no desenvolvimento de narrativas digitais. Os dados desta investiga&ccedil;&atilde;o foram coletados por meio de question&aacute;rio eletr&ocirc;nico aplicado aos sujeitos. Os resultados da pesquisa indicam: a) mudan&ccedil;as na maneira como os mestrandos passaram a entender a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica que desenvolvem; b) aprendizagens relacionadas com a produ&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais e com sua aplica&ccedil;&atilde;o recontextualizada em diferentes disciplinas ministradas pelos mestrandos; c) percep&ccedil;&atilde;o, pelos sujeitos, do potencial educacional das narrativas digitais.</p>     <p><b>Palavras-chave:&nbsp;</b>Tecnologias educacionais; Aprendizagem; Pr&aacute;tica pedag&oacute;gica; Ensino de Ci&ecirc;ncias</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Training teachers to integrate technology into the curriculum in different educational contexts was the focus of this study, which aimed to understand how the development of digital narratives contributed to this training. Educators investigated were master&rsquo;s students of a Graduate Program in Science Teaching at a Brazilian public university and were also classroom teachers in various educational levels. The learning strategy was based on the development of digital narratives. The data in this research were collected through an electronic questionnaire administered to the subjects. The results indicate: a) changes in the way the graduate students came to understand the pedagogical practice that they developed; b) learning related to the production of digital narratives and its recontextualized application in different subjects taught by the students; c) perception, by the subject, of the digital narratives&rsquo; educational potential.</p>     <p><b>Keywords:&nbsp;</b>Educational technologies; Learning; Teaching practice; Science education</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMEN</b></p>     <p>La formaci&oacute;n de educadores para la integraci&oacute;n de las tecnolog&iacute;as al curr&iacute;culo en diferentes contextos educativos fue el enfoque de este estudio cuyo objetivo era entender de qu&eacute; manera el desarrollo de las narrativas digitales aport&oacute; para esa formaci&oacute;n. Los educadores estudiados cursaban la Maestr&iacute;a de un Programa de Postgrado en Ense&ntilde;anza de Ciencias de una universidad p&uacute;blica brasile&ntilde;a y tambi&eacute;n actuaban como profesores en diversos niveles de ense&ntilde;anza. La estrategia de aprendizaje se bas&oacute; en el desarrollo de narrativas digitales. Los datos de esta investigaci&oacute;n fueron recopilados por medio de un cuestionario electr&oacute;nico aplicado a los sujetos. Los resultados del estudio indican: a) cambios en la manera en que los estudiantes de maestr&iacute;a pasaron a entender la pr&aacute;ctica pedag&oacute;gica que desarrollan; b) aprendizajes relacionados a la producci&oacute;n de narrativas digitales y con su aplicaci&oacute;n recontextualizada en diferentes disciplinas impartidas por los alumnos de la Maestr&iacute;a; c) percepci&oacute;n, por los sujetos, del potencial educativo de las narrativas digitales.</p>     <p><b>Palabras-clave:&nbsp;</b>Tecnolog&iacute;as educativas; Aprendizaje; Pr&aacute;ctica pedag&oacute;gica; Ense&ntilde;anza de Ciencias</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A elabora&ccedil;&atilde;o de narrativas tem sido utilizada de longa data como instrumento de pesquisa e em processos educativos para a constru&ccedil;&atilde;o, desconstru&ccedil;&atilde;o (Cunha, 1997) e reconstru&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias. Quando se trata da elabora&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais, isto &eacute;, das narrativas que utilizam as tecnologias digitais de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (TDIC) como instrumentos de representa&ccedil;&atilde;o dos processos de aprendizagem e das produ&ccedil;&otilde;es dos alunos, como enfatizado no presente estudo, as tecnologias trazem contribui&ccedil;&otilde;es peculiares. Isso &eacute; poss&iacute;vel gra&ccedil;as &agrave;s suas propriedades constitutivas, que propiciam a representa&ccedil;&atilde;o do pensamento, a reflex&atilde;o sobre o representado, a reformula&ccedil;&atilde;o das ideias, a partilha e a colabora&ccedil;&atilde;o, assumindo o papel de espelhos da mente do aluno (Almeida &amp; Valente, 2012).</p>     <p>As narrativas produzidas pelos alunos propiciam a reelabora&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo na pr&aacute;tica social educativa (Almeida &amp; Valente, 2012) em di&aacute;logo com os pares e formadores, a constru&ccedil;&atilde;o de narrativas curriculares singulares (Goodson, 1997) em uma perspectiva transformadora (Freire, 1987). Tais produ&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido objeto de estudos com distintos enfoques, como o estudo de contextos de aprendizagem por meio de tecnologias digitais (Valente &amp; Almeida, 2014), a integra&ccedil;&atilde;o entre curr&iacute;culo e contextos de aprendizagem formal e n&atilde;o-formal (Almeida &amp; Valente, 2012). As experi&ecirc;ncias de produ&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais podem ser recontextualizadas por docentes e discentes, que as utilizam em outros espa&ccedil;os educativos, como &eacute; o caso de que tratamos neste artigo, em que as experi&ecirc;ncias realizadas por meio da produ&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais em uma disciplina presencial de um programa de mestrado profissional em Ensino de Ci&ecirc;ncias de uma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica brasileira reverberaram na educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica por meio de professores/alunos do mestrado profissional.</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o das narrativas digitais em distintas esferas da forma&ccedil;&atilde;o de educadores pode ser compreendida pelo entrela&ccedil;ado da rede te&oacute;rica e metodol&oacute;gica, que fundamenta as concep&ccedil;&otilde;es, as pr&aacute;ticas e os processos de investiga&ccedil;&atilde;o, conforme tratamos neste texto, com o objetivo de discutir o desenvolvimento das narrativas digitais como estrat&eacute;gia de aprendizagem que potencializa a transforma&ccedil;&atilde;o do aluno e, na forma&ccedil;&atilde;o de professores, instiga altera&ccedil;&otilde;es na pr&aacute;tica pedag&oacute;gica.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol>       <li><b> Narrativas digitais e forma&ccedil;&atilde;o docente</b></li>     ]]></body>
<body><![CDATA[</ol>     <p>O estudo de narrativas n&atilde;o &eacute; novo nas diversas &aacute;reas das Ci&ecirc;ncias Humanas e apresenta variados enfoques (Galv&atilde;o, 2005; Gon&ccedil;alves &amp; Fernandes, 2010). Mais recentemente, as narrativas digitais de aprendizagem v&ecirc;m se configurando como um interessante objeto de estudo na &aacute;rea da Educa&ccedil;&atilde;o e seu uso tem protagonizado algumas experi&ecirc;ncias significativas tamb&eacute;m na forma&ccedil;&atilde;o de professores, embora essa tem&aacute;tica espec&iacute;fica ainda seja incipiente nas publica&ccedil;&otilde;es encontradas em bancos de dados brasileiros, como o Portal de Peri&oacute;dicos e o Banco de Teses e Disserta&ccedil;&otilde;es da CAPES (Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior).</p>     <p>Na forma&ccedil;&atilde;o de professores, inicial ou continuada, o uso de narrativas digitais de aprendizagem pode contribuir para a integra&ccedil;&atilde;o entre as TDIC e os curr&iacute;culos e promover pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas mais autorais (Bottentuit Junior, Lisb&ocirc;a, &amp; Coutinho, 2012; Coutinho, 2010), abrindo caminho na contram&atilde;o de um cen&aacute;rio educacional de uso excessivo de material apostilado, curr&iacute;culo prescrito com &ecirc;nfase em listas de conte&uacute;dos e voltado mais &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es e ranqueamentos do que ao processo formativo, entre outros fatores, que t&ecirc;m tornado os professores da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica cada vez mais "tarefeiros" com vistas ao cumprimento das atividades curriculares prescritas.</p>     <p>Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An&iacute;sio Teixeira &ndash; INEP (2013) mostram que, em 2012, 78,1% dos professores atuantes do ensino fundamental e m&eacute;dio no Brasil tinham n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o superior conclu&iacute;do. No entanto, o grau de forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o vem garantindo pr&aacute;ticas docentes emancipat&oacute;rias nas escolas. Gatti (2010) nos apresenta informa&ccedil;&otilde;es que podem ser indicativos para explicar essa situa&ccedil;&atilde;o: os recursos did&aacute;ticos mais utilizados nos cursos de licenciatura s&atilde;o apostilas, resumos e c&oacute;pias de trechos de textos (63%). Ou seja, o professor &eacute; preparado pela repeti&ccedil;&atilde;o, pelo apostilamento e pela c&oacute;pia. Como, ent&atilde;o, poder&aacute; preparar seus alunos de maneira diferente, com pr&aacute;ticas promotoras de autoria, posicionamento cr&iacute;tico e empoderamento dos sujeitos?</p>     <p>Uma forma&ccedil;&atilde;o que contribua para romper essa l&oacute;gica precisa considerar que o curr&iacute;culo n&atilde;o pode ser desvinculado do contexto em que se insere nem das condi&ccedil;&otilde;es em que se desenvolve; sendo, portanto, um objeto hist&oacute;rico e social (Gimeno Sacrist&aacute;n, 2000). Nesse vi&eacute;s, protagonismo e autoria s&atilde;o elementos-chave que v&ecirc;m sendo desconsiderados em grande parte dos cursos de forma&ccedil;&atilde;o, como aponta Arroyo (2013) ao afirmar que "a indiferen&ccedil;a com o autor, com os sujeitos &eacute; uma caracter&iacute;stica dos curr&iacute;culos. Os sujeitos desaparecem, n&atilde;o t&ecirc;m espa&ccedil;o como sujeitos de experi&ecirc;ncias, de conhecimentos, de pensares, valores e culturas" (p. 53).</p>     <p>Compreendendo o curr&iacute;culo como uma constru&ccedil;&atilde;o social cujo desenvolvimento parte da experi&ecirc;ncia do aluno, mas n&atilde;o se restringe a ela (Almeida &amp; Silva, 2011), n&atilde;o podemos desconsiderar o potencial educacional das narrativas de aprendizagem bem como sua import&acirc;ncia na constru&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo real, experienciado, vivenciado nas situa&ccedil;&otilde;es de ensino e aprendizagem, uma vez que envolvem "o saber, a identidade e a racionalidade sobre como as pessoas constroem o conhecimento do mundo ao seu redor, a compreens&atilde;o de si mesmas e a interlocu&ccedil;&atilde;o com as outras pessoas" (Almeida &amp; Valente, 2012, p. 63).</p>     <p>Vistas por uma perspectiva ampla, as narrativas s&atilde;o uma forma de contar, uma maneira de lembrar, um jeito de registrar as mem&oacute;rias, reviver as hist&oacute;rias e (re)significar o vivido. A narrativa pode realizar-se em suportes expressivos variados e n&atilde;o se concretiza somente no plano est&eacute;tico-liter&aacute;rio, mas tamb&eacute;m em contextos funcionais de comunica&ccedil;&atilde;o (Costa, 2009); por isso, em contextos de aprendizagem &eacute; uma possibilidade rica de constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos.&nbsp;</p>     <p>O ato de usar a narrativa como recurso pedag&oacute;gico reconhece a aprendizagem como processo e coloca em foco a experi&ecirc;ncia pessoal de aprender favorecendo o protagonismo e a autoria do aprendente, que, para a constru&ccedil;&atilde;o de sua narrativa, seleciona aquilo que o atravessou, tombou, desestabilizou durante a aprendizagem, para refletir, avan&ccedil;ar e criar suas produ&ccedil;&otilde;es. Temos a&iacute; o sentido larrosiano de experi&ecirc;ncia como "o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. N&atilde;o o que se passa, o que acontece, ou o que toca" (Larrosa, 2002, p. 21; sublinhado nosso).</p>     <p>Em outras palavras, o exerc&iacute;cio de narrar o processo de aprendizagem e narrar-se por esse processo leva o sujeito a estabelecer diferen&ccedil;as entre o que aconteceu e o que lhe aconteceu. Durante a&ccedil;&otilde;es de ensinar e aprender muitas coisas acontecem, mas &agrave;s vezes poucas coisas ou nenhuma acontece ao sujeito no sentido de faz&ecirc;-lo viver uma experi&ecirc;ncia de aprendizagem aut&ecirc;ntica. Ao produzir uma narrativa desse processo, &eacute; preciso fazer escolhas, ser cr&iacute;tico, analisar, atribuir sentidos e eleger o que foi, de fato, uma experi&ecirc;ncia. Nesse sentido, a narrativa ajuda a estabelecer mais claramente a rela&ccedil;&atilde;o entre subjetividade e objetividade, t&atilde;o importante na constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento.</p>     <p>Assim, ao ordenar suas experi&ecirc;ncias de aprendizagem em um todo significativo por meio da narrativa, o sujeito instaura um movimento de conhecimento e autorreconhecimento. Coloca-se como parte ativa do processo de aprendizagem, conscientiza-se das experi&ecirc;ncias que teve, dos avan&ccedil;os que fez, e atribui significados &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es advindas dessas experi&ecirc;ncias no exerc&iacute;cio de representar seu pensamento e desenvolver produ&ccedil;&otilde;es que tendem a ter um car&aacute;ter mais autoral.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As narrativas funcionam, dessa forma, como janelas que se abrem para a mente dos alunos, permitindo ao professor compreender o processo individual de cada sujeito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento. Al&eacute;m do que, oportunizam "a tomada de consci&ecirc;ncia sobre a pr&oacute;pria aprendizagem e transforma&ccedil;&atilde;o" (Almeida &amp; Valente, 2012, p. 62), uma vez que ao narrar os seus percursos e desenvolver suas produ&ccedil;&otilde;es, os sujeitos desempenham o papel de atores e de investigadores de suas pr&oacute;prias vidas.</p>     <p>Tendo os suportes mais diversos, as narrativas digitais s&atilde;o terrenos f&eacute;rteis de investiga&ccedil;&atilde;o, pois a textualidade eletr&ocirc;nica &eacute; multimidi&aacute;tica</p>     <p>     <blockquote>na medida em que &eacute; semioticamente h&iacute;brica, englobando o texto escrito, a explora&ccedil;&atilde;o de suas possibilidades gr&aacute;ficas, as distintas m&iacute;dias imag&eacute;ticas (gr&aacute;ficas, fotogr&aacute;ficas e videogr&aacute;ficas) e o som. ... A&iacute; est&aacute; um dos poderes mais significativos da escrita na nova m&iacute;dia: reunir o texto com a imagem, assim como com outras m&iacute;dias. (Santaella, 2007, p. 335)</blockquote>     <p></p>     <p>As narrativas digitais trazem, dessa forma, al&eacute;m do discurso escrito de seu autor, outros elementos (t&iacute;picos das TDIC) capazes de coloc&aacute;-lo no mundo e ajud&aacute;-lo a contar suas hist&oacute;rias com o uso de m&uacute;ltiplas linguagens. Al&eacute;m disso, a narrativa digital pode ser continuada, compartilhada, comentada, reelaborada a qualquer tempo e de qualquer lugar (se pensarmos na possibilidade de armazenamento em nuvens, por exemplo) &ndash; o que lhe confere grande dinamicidade e amplia sobremaneira suas possibilidades pedag&oacute;gicas. Assim, a incorpora&ccedil;&atilde;o das narrativas digitais &agrave;s pr&aacute;ticas curriculares na forma&ccedil;&atilde;o docente implementa um processo formativo orientado pelas premissas de integra&ccedil;&atilde;o entre tecnologia-curr&iacute;culo-sociedade, na medida em que viabiliza que os conhecimentos t&eacute;cnicos/tecnol&oacute;gicos aliem-se aos conhecimentos pedag&oacute;gicos e sejam costurados pela via da narrativa (Coutinho, 2010; Galv&atilde;o, 2005; Jesus, 2010; Robin, 2008).</p>     <p>Apoiados nas ideias de Bruner (1991), entendemos que a narrativa representa as a&ccedil;&otilde;es, inten&ccedil;&otilde;es e significados atribu&iacute;dos pelo autor no &acirc;mbito de determinado contexto, em intera&ccedil;&atilde;o com os pares e com os instrumentos da cultura. No entanto, a narrativa digital aporta outras caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias das tecnologias digitais, com destaque para a <i>diacronicidade narrativa</i> devido &agrave; flexibilidade de espa&ccedil;o e tempo, a representa&ccedil;&atilde;o do pensamento por meio de hiperm&iacute;dias multimodais, o fazer e o refazer cont&iacute;nuos.</p>     <p>Se a educa&ccedil;&atilde;o est&aacute; hoje inserida num mundo de cultura digital, a profissionalidade docente est&aacute; tamb&eacute;m mergulhada nas conex&otilde;es, multimodalidades e hipermodalidades propiciadas pelas TDIC. No espa&ccedil;o/tempo da cultura digital em que vivemos, torna-se essencial que os professores tamb&eacute;m se apropriem das TDIC em experi&ecirc;ncias aut&ecirc;nticas, tanto no pr&oacute;prio processo de aprendizagem quanto em sua pr&aacute;tica pedag&oacute;gica.</p>     <p>Na forma&ccedil;&atilde;o docente, narrar o pr&oacute;prio processo de aprendizagem possibilita que o professor experimente o papel de um "aluno-protagonista", cuja trajet&oacute;ria de aprendizagem &eacute; reconhecida e valorizada por meio da elabora&ccedil;&atilde;o de sua narrativa. Assim, as narrativas digitais conferem um ganho potencial &agrave;s pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas nos cursos de forma&ccedil;&atilde;o de professores e a possibilidade, a partir da&iacute;, de se tornarem uma pr&aacute;tica tamb&eacute;m nas escolas, conforme a experi&ecirc;ncia que discutiremos a seguir.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="2">       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><b> Abordagem metodol&oacute;gica</b></li>     </ol>     <p>Neste t&oacute;pico apresentamos os aspectos metodol&oacute;gicos da investiga&ccedil;&atilde;o, que tem abordagem qualitativa em rela&ccedil;&atilde;o ao planejamento, ao tratamento e &agrave; an&aacute;lise dos dados (Bogdan &amp; Biklen, 1999; Denzin &amp; Lincoln, 2006). Admitindo que a realidade &eacute; fluente e contradit&oacute;ria, esse tipo de investiga&ccedil;&atilde;o pode associar grande variedade de instrumentos e t&eacute;cnicas como modos de abordar e compreender essa realidade (Chizzotti, 2011).</p>     <p><b>2.1 Contexto e sujeitos da investiga&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>Este estudo foi desenvolvido em um Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ensino de Ci&ecirc;ncias &ndash; Mestrado Profissional de uma universidade federal brasileira. O contexto de produ&ccedil;&atilde;o e socializa&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais foi uma disciplina obrigat&oacute;ria na estrutura curricular do curso, com carga hor&aacute;ria de 60 horas-aula semestrais, sendo oferecida na modalidade <i>blended learning</i>, com 20 horas presenciais e 40 horas desenvolvidas por meio de atividades virtuais.</p>     <p>Os dezasseis mestrandos que cursaram a disciplina no segundo semestre de 2014 foram os sujeitos desta investiga&ccedil;&atilde;o. Em sua maioria eram professores da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, mas alguns j&aacute; atuavam como docentes no Ensino Superior. Para familiarizar esses sujeitos com a proposta de produzir narrativas digitais durante a disciplina do Mestrado, foram apresentadas narrativas digitais produzidas por uma das pesquisadoras. Essas narrativas traziam o processo de forma&ccedil;&atilde;o da pesquisadora no doutorado permeado pelas incertezas, inconst&acirc;ncias, descobertas e expectativas que fazem parte da investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, mas com o olhar subjetivo e a constru&ccedil;&atilde;o individual da autora.</p>     <p>Tamb&eacute;m foram apresentados aos mestrandos recursos digitais que poderiam servir de suportes &agrave;s narrativas, desde os j&aacute; conhecidos editores de textos e <i>slides</i> at&eacute; programas de edi&ccedil;&atilde;o de <i>sites</i>, v&iacute;deos, <i>e-books</i> e anima&ccedil;&otilde;es &ndash; esses &uacute;ltimos desconhecidos da maior parte dos sujeitos. Cada mestrando escolheu o suporte no qual desenvolveria sua narrativa digital.</p>     <p>As narrativas digitais dos mestrandos foram produzidas ao longo de todo o semestre letivo e socializadas no ambiente virtual utilizado na disciplina. A cada postagem de vers&otilde;es parciais dessas narrativas, todo o grupo tamb&eacute;m registrava coment&aacute;rios nesse ambiente. A proposta de produ&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais restringia-se &agrave;s atividades de uma disciplina do Mestrado, mas extrapolou rapidamente o contexto desse curso e chegou &agrave;s salas de aula onde os sujeitos atuavam como docentes. Dos dezesseis mestrandos pesquisados, treze estavam atuando em sala de aula. E seis desses treze mestrandos implementaram, de alguma maneira, a produ&ccedil;&atilde;o de narrativas como uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica ainda durante o semestre em que produziram suas pr&oacute;prias narrativas digitais no Mestrado.</p>     <p>Esse fato instigou a realiza&ccedil;&atilde;o desta investiga&ccedil;&atilde;o e, por si, j&aacute; nos ajuda a perceber a import&acirc;ncia de, ao articular as TDIC ao curr&iacute;culo da forma&ccedil;&atilde;o de professores, "criar condi&ccedil;&otilde;es para que os educadores compreendam a tecnologia em seus &lsquo;modos de produ&ccedil;&atilde;o de forma a incorpor&aacute;-la na pr&aacute;tica&rsquo;" (Almeida &amp; Valente, 2011, p. 32). O que corrobora as afirma&ccedil;&otilde;es de Vieira Pinto (2005), quando este aponta para a necessidade de se pensar socialmente a tecnologia.</p>     <p>Nesse sentido, as narrativas digitais produzidas pelos mestrandos que se constituem como sujeitos deste estudo foram utilizadas como: a) objeto de investiga&ccedil;&atilde;o, conforme j&aacute; enfatizado neste artigo; b) estrat&eacute;gia de forma&ccedil;&atilde;o segundo a abordagem emancipat&oacute;ria (Cunha, 1997) com a elabora&ccedil;&atilde;o das narrativas que integram linguagens, TDIC e sistemas multimodais para a representa&ccedil;&atilde;o do conhecimento e a escolha de caminhos a seguir, revelando-se como "espelho da mente" dos mestrandos (Almeida &amp; Valente, 2012); c) instrumento de aprendizagem que permitia ao mestrando refletir sobre seu desenvolvimento e fazer as autorregula&ccedil;&otilde;es no processo de reconstru&ccedil;&atilde;o e desconstru&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>2.2 Instrumentos de coleta de dados e orienta&ccedil;&otilde;es de an&aacute;lise</b></p>     <p>Ap&oacute;s a finaliza&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia realizada na disciplina, o question&aacute;rio foi considerado o instrumento de coleta de dados mais adequado, uma vez que permite aplica&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida e simult&acirc;nea para todos os mestrandos, al&eacute;m de n&atilde;o exigir identifica&ccedil;&atilde;o por parte desses sujeitos &ndash; o que poderia resultar em respostas mais sinceras. Assim, optamos pela aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio virtual, aberto, cujas perguntas foram elaboradas em conson&acirc;ncia com o objetivo deste estudo, j&aacute; apresentado na Introdu&ccedil;&atilde;o, com a inten&ccedil;&atilde;o de saber: a) que contribui&ccedil;&otilde;es a produ&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais trouxe ao processo de aprendizagem desses sujeitos; b) se eles haviam percebido perspectivas de utiliza&ccedil;&atilde;o das narrativas com seus alunos e; c) caso j&aacute; tivessem utilizado as narrativas digitais, que contribui&ccedil;&otilde;es essa experi&ecirc;ncia trouxe para sua pr&aacute;tica pedag&oacute;gica. O instrumento passou por processo de valida&ccedil;&atilde;o interna dos pesquisadores, por meio de leitura e depura&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es propostas.</p>     <p>Dos dezasseis sujeitos que receberam o question&aacute;rio, dez responderam ao instrumento. Ap&oacute;s uma primeira leitura das respostas, quatro grandes tem&aacute;ticas emergiram dos dados: aprendizagem do professor, transforma&ccedil;&atilde;o profissional, potencial das narrativas digitais e pr&aacute;tica pedag&oacute;gica. A partir dessas tem&aacute;ticas, foram criadas macrocategorias de an&aacute;lise. Os dados foram analisados qualitativamente e o software <i>NVivo</i> (que permite organizar e analisar conte&uacute;dos diversos, dentre os quais m&iacute;dias sociais e p&aacute;ginas <i>web</i>) foi utilizado para auxiliar a organiza&ccedil;&atilde;o dos excertos nas tem&aacute;ticas.</p>     <p>A primeira a&ccedil;&atilde;o no <i>software</i> foi incluir os arquivos com as respostas dos sujeitos para, em seguida, criar os "n&oacute;s" referentes a cada tem&aacute;tica ou macrocategoria de an&aacute;lise identificada pela leitura inicial das respostas. A a&ccedil;&atilde;o seguinte foi a atribui&ccedil;&atilde;o dos excertos de respostas aos respectivos n&oacute;s. Ap&oacute;s essa categoriza&ccedil;&atilde;o dos dados tivemos 35 ocorr&ecirc;ncias atribu&iacute;das &agrave;s quatro macrocategorias, distribu&iacute;das da seguinte forma: 12 excertos atribu&iacute;dos &agrave; "Pr&aacute;tica pedag&oacute;gica"; 12 trechos vinculados &agrave; "Transforma&ccedil;&atilde;o profissional"; 8 refer&ecirc;ncias &agrave; "Aprendizagem do professor"; e 6 respostas diretamente ligadas ao "Potencial das narrativas digitais". Esse material comp&otilde;e, assim, nosso <i>corpus</i> de an&aacute;lise. Para preservar a identidade dos sujeitos de pesquisa, os mestrandos ser&atilde;o identificados como M1, M2, M3, e assim sucessivamente.</p>     <p>Em decorr&ecirc;ncia da extens&atilde;o do material gerado e analisado, optamos por apresentar os resultados deste estudo associados &agrave; discuss&atilde;o e an&aacute;lise.</p>     <p>&nbsp;</p> <ol start="3">       <li><b> Resultados e discuss&atilde;o: Narrativas digitais, aprendizagem e transforma&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica pedag&oacute;gica</b></li>     </ol>     <p>Neste t&oacute;pico apresentaremos conjuntamente os resultados do estudo e as discuss&otilde;es elaboradas a partir das an&aacute;lises referentes a cada uma das macrocategorias mencionadas na abordagem metodol&oacute;gica.</p>     <p><b>3.1 Pr&aacute;tica pedag&oacute;gica</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A primeira macrocategoria diz respeito &agrave;s mudan&ccedil;as na pr&aacute;tica pedag&oacute;gica dos mestrandos a partir do contato, na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, com as narrativas digitais. Salientamos que essa macrocategoria apresentou grande n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias, o que pode ser explicado pelo fato de seis dos dez mestrandos respondentes terem utilizado as narrativas como recurso did&aacute;tico e cinco deles terem feito refer&ecirc;ncia direta a essa pr&aacute;tica no question&aacute;rio, conforme apresentamos nos excertos a seguir.</p>     <p>Chama aten&ccedil;&atilde;o a variedade de n&iacute;veis de ensino em que atuam os mestrandos que implementaram a produ&ccedil;&atilde;o das narrativas digitais em suas turmas: M1 atua no Ensino Fundamental I, M2 leciona em cursos t&eacute;cnicos, M3 utilizou as narrativas digitais na forma&ccedil;&atilde;o de professores do Ensino Superior, M4 o fez no Ensino Fundamental II e no Ensino M&eacute;dio, e M5 no curso superior de Medicina:</p>     <p>     <blockquote>Resolvi trabalhar dentro do projeto de Educa&ccedil;&atilde;o Financeira, com meus alunos do quinto ano. (M1)         <p></p>         <p>Solicitei a eles a elabora&ccedil;&atilde;o de uma narrativa vinculada com a disciplina que leciono. ... A experi&ecirc;ncia foi a melhor poss&iacute;vel, e pretendo repetir esta did&aacute;tica de descri&ccedil;&atilde;o de pensamentos, falas, conceitos e reflex&otilde;es com outras turmas do curso t&eacute;cnico em enfermagem e seguran&ccedil;a do trabalho. (M2)</p>         <p>Eu estou usando a minha narrativa num encontro que estamos fazendo entre professores da faculdade onde trabalho. O intuito dos encontros &eacute; conhecer o trabalho dos colegas e discutir dificuldades encontradas em sala de aula, bem como propor pr&aacute;ticas para solucion&aacute;-las. Para isso cada professor est&aacute; montando sua narrativa, seguindo o exemplo da minha. (M3)</p>         <p>Este ano, estou lecionando em um terceiro ano do ensino m&eacute;dio e, no come&ccedil;o do ano, expliquei a eles a import&acirc;ncia da narrativa. Sempre que fazemos uma atividade em grupos, eles j&aacute; me perguntam: &lsquo;A narrativa &eacute; para a pr&oacute;xima aula?&rsquo;. (M4)</p>         <p>Passei a pensar em coisas que no dia a dia v&atilde;o se tornado autom&aacute;ticas e envolvi meus alunos nessa reflex&atilde;o. Compartilhei com eles as dificuldades da nossa pr&aacute;tica e estimulei que eles buscassem prov&aacute;veis solu&ccedil;&otilde;es para tais dificuldades. (M5)   </blockquote>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os depoimentos ratificam as m&uacute;ltiplas possibilidades de utiliza&ccedil;&atilde;o das narrativas digitais e sua versatilidade como estrat&eacute;gia de aprendizagem em distintos n&iacute;veis de forma&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, confirmam a ideia de que formar professores para integrar as tecnologias ao curr&iacute;culo vai muito al&eacute;m de desenvolver as capacidades t&eacute;cnicas desses sujeitos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s tecnologias. &Eacute; preciso criar condi&ccedil;&otilde;es para que o professor compreenda as TDIC como algo mais amplo do que ferramentas para agilizar a realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas, ressignifique seu uso no contexto escolar e as utilize para "o desenvolvimento da capacidade de dialogar, representar o pensamento, buscar, selecionar e recuperar informa&ccedil;&otilde;es, construir conhecimento em colabora&ccedil;&atilde;o" (Almeida &amp; Valente, 2011, p. 31).</p>     <p>Alguns reflexos da utiliza&ccedil;&atilde;o das narrativas digitais tamb&eacute;m foram narrados pelos mestrandos. Os reflexos percebidos em seus alunos nos indicam elementos importantes que fazem parte de quest&otilde;es problem&aacute;ticas frequentemente abordadas nas discuss&otilde;es sobre educa&ccedil;&atilde;o. O primeiro &eacute; a falta de motiva&ccedil;&atilde;o e interesse dos estudantes. Os depoimentos fazem refer&ecirc;ncia a um aumento na motiva&ccedil;&atilde;o, participa&ccedil;&atilde;o e interesse dos alunos: "Os alunos adoraram trabalhar com recursos digitais nas nossas aulas, algo presente no cotidiano deles" (M1); "Percebi uma melhora na minha rela&ccedil;&atilde;o com eles e na motiva&ccedil;&atilde;o destes para assistir minha aula" (M5).</p>     <p>Outros reflexos mostram ganhos do ponto de vista da aprendizagem de recursos digitais e dos conte&uacute;dos curriculares, al&eacute;m do desenvolvimento da capacidade de reflex&atilde;o e cr&iacute;tica dos estudantes:</p>     <p>     <blockquote>... com isso alguns aprenderam a utilizar recursos que n&atilde;o sabiam. (M1)         <p></p>         <p>Obtive resultados que demonstraram que a capacidade deles &eacute; aumentada, quando o professor <i>estimula-os</i> a fazer algo diferente. (M2)</p>         <p>A narrativa conseguiu virar h&aacute;bito na minha pr&aacute;tica docente. Um h&aacute;bito saud&aacute;vel tanto para mim quanto para meus alunos. No come&ccedil;o, suas escritas eram somente sobre o trabalho. N&atilde;o havia reflex&otilde;es sobre como o trabalho fora desenvolvido. Hoje eles j&aacute; conseguem apontar erros e acertos nos trabalhos apresentados por outras equipes, o que eu acho muito interessante. (M4)</p>         <p>... neles [os alunos] acredito que tenha estimulado tamb&eacute;m uma postura mais reflexiva que poder&aacute; ser levada para sua vida profissional. (M5)   </blockquote>     <p></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos esses ganhos corroboram a ideia de Bottentuit Junior et al. (2012) de que a constru&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais &eacute; "uma experi&ecirc;ncia que poder&aacute; levar os alunos a realizarem aprendizagens mais significativas, ... e ainda por cima eles aprendem a trabalhar com ferramentas tecnol&oacute;gicas que podem ser &uacute;teis tamb&eacute;m em outros contextos e disciplinas curriculares" (p. 194).</p>     <p>Neste t&oacute;pico de an&aacute;lise foram apresentados elementos que indicam a relev&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o das narrativas digitais na forma&ccedil;&atilde;o de professores e seus efeitos positivos sobre a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica dos docentes. Ressaltamos neste t&oacute;pico: a) a ressignifica&ccedil;&atilde;o/recontextualiza&ccedil;&atilde;o do uso da narrativa feita pelos mestrandos em sua pr&aacute;tica como docentes; b) ind&iacute;cios de aumento da motiva&ccedil;&atilde;o docente para se engajar na produ&ccedil;&atilde;o das narrativas digitais; c) ind&iacute;cios de apropria&ccedil;&atilde;o de recursos digitais em situa&ccedil;&otilde;es did&aacute;ticas e fora delas; d) o est&iacute;mulo oferecido pela produ&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; reflex&atilde;o sobre a a&ccedil;&atilde;o docente.</p>     <p><b>3.2 Transforma&ccedil;&atilde;o profissional</b></p>     <p>A macrocategoria "Transforma&ccedil;&atilde;o profissional" est&aacute; intimamente ligada &agrave; macrocategoria anterior (Pr&aacute;tica Pedag&oacute;gica), o que poderia explicar o n&uacute;mero de ocorr&ecirc;ncias para esta tem&aacute;tica, uma vez que a mudan&ccedil;a na pr&aacute;tica docente gera uma transforma&ccedil;&atilde;o do profissional professor e vice-versa. Alguns aspectos se destacam nos depoimentos desta macrocategoria: o primeiro que queremos apontar &eacute; o movimento, desencadeado pelas narrativas, de reflex&atilde;o do professor-mestrando sobre sua pr&aacute;tica e um compromisso com a melhoria dessa pr&aacute;tica em prol dos alunos, de registrar a pr&oacute;pria pr&aacute;tica e de revisitar os registros:</p>     <p>     <blockquote>O uso das narrativas digitais me proporcionou uma reflex&atilde;o da minha pr&aacute;tica. Aprendi a parar e refletir mais a fundo as minhas a&ccedil;&otilde;es, o que me motivava a querer buscar fazer sempre mais com meus alunos. (M1)         <p></p>         <p>O ato de narrar nos faz pensar a nossa pr&aacute;tica, &eacute; um lembrar e relembrar das nossas atitudes em sala de aula, me fez tra&ccedil;ar uma linha de evolu&ccedil;&atilde;o nas minhas aulas, pois pude perceber que aos poucos fui crescendo em dinamismo e versatilidade, e isso, por consequ&ecirc;ncia, faz com que eu queira ser melhor ainda para meus alunos. (M2)</p>         <p>As narrativas digitais me fizeram refletir sobre minha pr&aacute;tica pedag&oacute;gica, pensar e repensar os meus passos, me fizeram questionar minhas atitudes dentro de sala de aula e torn&aacute;-las melhores, aperfei&ccedil;oar. (M8)</p>         <p>Em mim mudou a necessidade de sempre reler aquilo que fa&ccedil;o. Entendi que o verdadeiro aprendizado acontece se estamos de fato envolvidos e que escrever sobre a pr&aacute;tica nos faz enxergar detalhes t&atilde;o simples e ao mesmo tempo t&atilde;o preciosos. (M5)</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A confec&ccedil;&atilde;o das narrativas me fez refletir sobre cada aula e cada experi&ecirc;ncia de uma forma diferente. Muitas vezes as situa&ccedil;&otilde;es rotineiras passavam e depois, ao narrar, eu podia perceber coisas que antes n&atilde;o havia notado e enxergar de outra a forma. (M10)   </blockquote>     <p></p>     <p>Os depoimentos revelam que as narrativas geram a objetiva&ccedil;&atilde;o do pensamento por meio da linguagem e esse processo tem um efeito reverso sobre a atividade mental do sujeito, conforme prop&otilde;em autores como Vygotsky (1989, 2000) e Bakhtin (1992, 2009). Em outras palavras, narrar leva &agrave; conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre a experi&ecirc;ncia vivida, &agrave; sua reflex&atilde;o e &agrave; ressignifica&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia e do pr&oacute;prio sujeito nesse processo. Como aponta Passeggi (2011), "Ao narrar sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria, a pessoa procura dar sentido &agrave;s suas experi&ecirc;ncias e, nesse percurso, constr&oacute;i outra representa&ccedil;&atilde;o de si: reinventa-se" (p. 147).</p>     <p>Outro aspecto ligado &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o na postura profissional dos sujeitos diz respeito &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o do envolvimento desses com seus alunos, como podemos perceber pelos depoimentos seguintes:</p>     <p>     <blockquote>O envolvimento com os meus alunos foi uma grande contribui&ccedil;&atilde;o, como professora. ...pensando em mim como educadora, me envolvi mais com eles, no sentido da instru&ccedil;&atilde;o, da leitura minuciosa dos textos, e nas corre&ccedil;&otilde;es do portugu&ecirc;s. (M6)         <p></p>         <p>Percebi uma melhora na minha rela&ccedil;&atilde;o com eles. (M5)   </blockquote>     <p></p>     <p>No relato de M4 percebemos outra transforma&ccedil;&atilde;o importante provocada pela inclus&atilde;o das narrativas em sua pr&aacute;tica pedag&oacute;gica: a postura de um professor mais aberto ao novo, ao que ele n&atilde;o domina completamente e que o coloca tamb&eacute;m numa posi&ccedil;&atilde;o de aprendiz:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>     <blockquote>Apesar de lecionar Matem&aacute;tica, aprendi a pedir aos alunos que escrevessem uma narrativa sobre uma atividade diferente que fosse praticada em sala de aula. No come&ccedil;o, os alunos estranharam e me perguntavam: &lsquo;&Eacute; aula de Portugu&ecirc;s ou de Matem&aacute;tica?&rsquo;. Pra mim tamb&eacute;m era novidade, pois tendo trabalhado por quase trinta anos e nunca tinha registrado nada, al&eacute;m das fotos. (M4)</blockquote>     <p></p>     <p>A mudan&ccedil;a de atitude do professor em rela&ccedil;&atilde;o a uma experi&ecirc;ncia nova nos ajuda a pensar sobre a quest&atilde;o das TDIC em sala de aula. Como apontam Almeida e Valente (2011), a integra&ccedil;&atilde;o das tecnologias ao curr&iacute;culo escolar n&atilde;o pode se dar de cima para baixo, por decreto, nem &eacute; um processo que se reduz ao dom&iacute;nio dos recursos tecnol&oacute;gicos. Ao contr&aacute;rio, &eacute; um processo de "mudan&ccedil;a de atitude e de pr&aacute;ticas educacionais com o envolvimento de alunos e professores em processos de aprendizagem e ensino, nos quais se tornam aprendizes e ensinantes, todos aprendem juntos e em comunh&atilde;o" (Almeida &amp; Valente, 2011, p. 45).</p>     <p>Neste item de an&aacute;lise, destacamos como aspectos relevantes oriundos das respostas ao question&aacute;rio: a) depoimentos sobre a mudan&ccedil;a da pr&aacute;tica promovida pela reflex&atilde;o sobre o registro feito nas narrativas digitais; b) a conscientiza&ccedil;&atilde;o e ressignifica&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia por meio da objetiva&ccedil;&atilde;o do pensamento materializado nas narrativas digitais dos discentes; c) o envolvimento dos docentes (mestrandos) com seus alunos; d) a mudan&ccedil;a de postura dos professores-mestrandos em rela&ccedil;&atilde;o ao novo, assumindo uma posi&ccedil;&atilde;o de aprendizes.</p>     <p><b>3.3 Aprendizagem do professor</b></p>     <p>A postura de professor-aprendiz observada anteriormente est&aacute; ligada &agrave; nossa pr&oacute;xima macrocategoria de an&aacute;lise, "Aprendizagem do professor", e aparece ilustrada em v&aacute;rios depoimentos. As aprendizagens descritas pelos mestrandos voltam-se: a) ao uso da tecnologia, b) aos conte&uacute;dos curriculares da disciplina do mestrado, e c) &agrave; pr&oacute;pria postura dos sujeitos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua atividade profissional.</p>     <p>     <blockquote>A aprendizagem tecnol&oacute;gica est&aacute; relatada nos depoimentos a seguir:         <p></p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Al&eacute;m disso, aprendi a usar recursos digitais que nunca havia usado, como <i>blog</i>, <i>prezzi</i> e o <i>site</i>. (M1)</p>         <p>Me assustei (sic) quando comecei a elaborar, a&iacute; que entra uma grande contribui&ccedil;&atilde;o, a busca para aprender e aperfei&ccedil;oar o uso do computador, que &eacute; facilitador e ao mesmo tempo complica, quem &eacute; aprendiz. (M6)</p>         <p>Atrav&eacute;s da narrativa digital, consegui desenvolver escrita digital, assim como postar fotos, v&iacute;deo; descobri tamb&eacute;m a exist&ecirc;ncia de <i>site</i> gratuito, assim como aprendi a desbloquear a ideia de que &agrave;s vezes n&atilde;o somos capazes de fazer algo. Com a narrativa digital tive a oportunidade de refletir sobre situa&ccedil;&otilde;es educacionais. Ou seja, no meu caso abriu um leque educacional abrangendo e aproveitando a tecnologia. (M7)   </blockquote>     <p></p>     <p>Esses excertos indicam que no processo de apropria&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica do professor em forma&ccedil;&atilde;o, o sujeito precisa atribuir sentidos &agrave; tecnologia para que haja aprendizagem efetiva e posterior recontextualiza&ccedil;&atilde;o para a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica. Assim, como refere Almeida (2004), "A forma&ccedil;&atilde;o continuada para uso pedag&oacute;gico do computador inter-relaciona conhecimentos te&oacute;rico-educacionais, conhecimentos e habilidades no dom&iacute;nio da tecnologia e atitudes que promovam o desenvolvimento da pr&aacute;tica reflexiva" (p. 86). Esses tr&ecirc;s elementos, associados ao olhar para o outro (colega ou aluno) e ao di&aacute;logo com suas ideias, aparecem nas aprendizagens referidas pelos mestrandos nos trechos seguintes:</p>     <p>     <blockquote>Aprendi a parar e refletir mais a fundo as minhas a&ccedil;&otilde;es. (M1)         <p></p>         <p>Tamb&eacute;m reconhe&ccedil;o que a leitura das narrativas dos meus colegas me trouxe ideias diferentes, me mostrou a import&acirc;ncia da ousadia no preparo de aulas. (M3)</p>         <p>Percebi [com as narrativas] a import&acirc;ncia de se registrar por escrito uma dada atividade e, al&eacute;m disso, percebi tamb&eacute;m a import&acirc;ncia de se fazer reflex&otilde;es com a sala sobre a atividade, pois sempre desenvolvi os trabalhos com a sala e depois finalizava e pronto, nada era refletido e muito menos registrado. (M4)</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os conte&uacute;dos trabalhados tamb&eacute;m foram sendo interpretados de outra forma ap&oacute;s escrever sobre ele, acabou sendo uma constru&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o constante favorecendo meu aprendizado. (M10)   </blockquote>     <p></p>     <p>Esses elementos foram observados pelos professores-mestrandos quando realizaram suas a&ccedil;&otilde;es, bem como na leitura das narrativas de outros colegas. Assim, neste item, destacamos que os depoimentos dos mestrandos indicam: a) a aprendizagem sobre o uso da TDIC; b) a aprendizagem de conte&uacute;dos curriculares do mestrado mediada pela constru&ccedil;&atilde;o das narrativas digitais; c) a aprendizagem dos mestrandos-professores sobre a pr&oacute;pria postura profissional.</p>     <p><b>3.4 Potencial das narrativas digitais</b></p>     <p>Nossa &uacute;ltima macrocategoria trata do "Potencial das narrativas digitais" segundo a percep&ccedil;&atilde;o dos sujeitos deste estudo. Os excertos anteriores j&aacute; apresentaram algumas potencialidades por meio das atividades desenvolvidas pelos professores-mestrandos. O depoimento de M3, que ainda n&atilde;o utilizou as narrativas digitais com seus alunos, indica outra possibilidade de uso, como forma de avalia&ccedil;&atilde;o: "Pretendo us&aacute;-las principalmente como forma de avaliar minhas aulas, mas tamb&eacute;m para que os meus alunos se avaliem e aprendam com as experi&ecirc;ncias dos colegas" (M3). Nesse depoimento, percebemos que M3 tem uma perspectiva formativa de avalia&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de perceber o potencial das narrativas digitais como facilitadoras de movimentos de (auto)forma&ccedil;&atilde;o, (eco)forma&ccedil;&atilde;o e (hetero)forma&ccedil;&atilde;o (Pineau, 1999), mas tamb&eacute;m como promotoras de auto e heteroavalia&ccedil;&atilde;o, enquanto dimens&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o em contextos educativos formais (Pereira, Oliveira, &amp; Tinoca, 2010).</p>     <p>M3 afirma a inten&ccedil;&atilde;o de usar as narrativas e uma das formas (para que seus alunos aprendam colaborativamente) est&aacute; diretamente relacionada &agrave; fala anterior da mestranda sobre sua pr&oacute;pria aprendizagem com as narrativas: "Tamb&eacute;m reconhe&ccedil;o que a leitura das narrativas dos meus colegas me trouxe ideias diferentes" (M3). Parece-nos que essa inter-rela&ccedil;&atilde;o ilustra o movimento de apropria&ccedil;&atilde;o feito pela mestranda como aluna e a recontextualiza&ccedil;&atilde;o dessa aprendizagem ao seu contexto de trabalho, como professora. A mestranda continua:</p>     <p>     <blockquote>Meu pr&oacute;ximo passo ser&aacute; pedir que fa&ccedil;am suas narrativas, sobre sua trajet&oacute;ria como pequenos cientistas, onde colocar&atilde;o seus conhecimentos sobre Ci&ecirc;ncias e como estes conhecimentos contribu&iacute;ram para (re)significar conceitos sobre Tecnologia, Ambiente e Sociedade. (M3)</blockquote>     <p></p>     <p>Nessa proposi&ccedil;&atilde;o, M3 trata das narrativas de aprendizagem visando promover a ressignifica&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos curriculares e tomando a narrativa digital como a janela para a mente dos alunos (Almeida &amp; Valente, 2012).&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar de perceberem, ou intu&iacute;rem (como no caso de M9), o potencial educacional das narrativas digitais, os sujeitos nos apontam para quest&otilde;es curriculares que podem ser impeditivas ou inibidoras do uso desse recurso. O tempo escasso para o cumprimento de todas as atividades curriculares na escola figura como uma dessas quest&otilde;es:</p>     <p>     <blockquote>As narrativas digitais s&atilde;o um atrativo para levar os alunos a realizarem registros e quanto mais registrarem, melhores ser&atilde;o. Elas podem lev&aacute;-los a serem mais criativos, din&acirc;micos, etc. Penso em um trabalho coletivo dentro da escola ..., mas infelizmente o tempo dentro de sala &eacute; curto e precisaria se estender para casa e n&atilde;o s&atilde;o todos que poder&atilde;o fazer uso delas em casa, pois tenho muitos alunos de baixa renda que n&atilde;o possuem computador ou acesso &agrave; internet. (M8)         <p></p>         <p>... n&atilde;o acredito que a narrativa me auxiliou na aprendizagem dessa disciplina. Por conta de tantas coisas que t&iacute;nhamos que fazer, tantas outras atividades que a professora pedia. ... Talvez, se realmente tiv&eacute;ssemos tempo para refletir sobre as nossas pr&aacute;ticas docentes, a narrativa seria um bom caminho. (M9)</p>         <p>Percebi perspectivas ... Por&eacute;m, eu ainda me considero um pouco fechado em rela&ccedil;&atilde;o a apresentar essa ideia, devido ao tempo super corrido (sic), bem como quest&otilde;es diversas que a pol&iacute;tica educacional proporciona. (M7)   </blockquote>     <p></p>     <p>Al&eacute;m da escassez de tempo, M7 e M8 ainda destacam dois aspectos: "quest&otilde;es diversas que a pol&iacute;tica educacional proporciona" e a car&ecirc;ncia socioecon&ocirc;mica dos alunos. Quanto &agrave;s quest&otilde;es diversas, podemos inferir que M7 se refere ao curr&iacute;culo prescrito a ser cumprido nas disciplinas espec&iacute;ficas (que estratifica e enrijece o trabalho do professor, dificultando-o), &agrave; burocracia da escola, e mesmo &agrave; dificuldade de acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o de aparatos tecnol&oacute;gicos nas escolas. Dados da pesquisa TIC Educa&ccedil;&atilde;o realizada pelo CETIC em 2014 (Barbosa, 2015), que ouviu alunos e professores de 1.034 escolas urbanas p&uacute;blicas e privadas de todas as regi&otilde;es do Brasil, mostram que 80% dos alunos informaram ter acessado &agrave; Internet nos &uacute;ltimos 3 meses por meio de telefone celular, ao passo que 29% dos alunos (15% das escolas privadas e 14% das p&uacute;blicas) afirmaram ter utilizado a Internet em algum estabelecimento de ensino. Tais dados revelam a lacuna existente entre o que ocorre na vida dos alunos e nas escolas, que deixam de explorar o potencial de aprendizagem desses recursos devido a diversos fatores institucionais.</p>     <p>Mesmo considerando o impacto dos empecilhos indicados pelos mestrandos para a utiliza&ccedil;&atilde;o das narrativas digitais nas escolas (curr&iacute;culo prescritivo e restrito a uma lista de conte&uacute;dos; e dificuldades de uso real das tecnologias), ressaltamos, no final deste item de an&aacute;lise, as principais potencialidades educacionais das narrativas digitais identificadas pelos sujeitos de pesquisa: a) as narrativas digitais podem ser usadas como instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o; b) as narrativas digitais ajudam a recontextualizar o uso pedag&oacute;gico das TDIC; c) pelas narrativas digitais &eacute; poss&iacute;vel maximizar a interface entre conte&uacute;dos curriculares e trajet&oacute;rias pessoais dos estudantes.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></p>     <p>Iniciamos as reflex&otilde;es finais deste trabalho investigativo buscando apoio em Bruner (1991) e seu apontamento acerca da <i>Composicionalidade Hermen&ecirc;utica</i> da narrativa e, mais especificamente em nosso caso, da narrativa digital. Da mesma forma como n&oacute;s extra&iacute;mos significados das narrativas expressas pelos mestrandos, o conhecimento partilhado neste texto tamb&eacute;m ser&aacute; interpretado pelos leitores conforme suas inten&ccedil;&otilde;es, valores, concep&ccedil;&otilde;es e significados. Da&iacute; a import&acirc;ncia de termos tratado neste artigo da trama criada entre o contexto estudado, o enredo da disciplina em que ocorreu a produ&ccedil;&atilde;o das narrativas, os fatos e os feitos dos mestrandos num exerc&iacute;cio de constru&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o de sentidos que pode servir a outros contextos investigativos e de forma&ccedil;&atilde;o docente.</p>     <p>Nesse sentido, entendemos que este trabalho apresenta resultados e discuss&otilde;es que podem ampliar o espectro te&oacute;rico j&aacute; existente sobre a tem&aacute;tica das narrativas digitais apontando caminhos para sua aplica&ccedil;&atilde;o em contextos formais de educa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, nossos resultados tamb&eacute;m ratificam a relev&acirc;ncia de experi&ecirc;ncias com narrativas digitais apresentadas em outros estudos sobre contextos de aprendizagem que foram realizados em diversos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o (Almeida &amp; Valente, 2012; Valente &amp; Almeida, 2014).</p>     <p>O aspecto surpreendente e revelador do presente trabalho &eacute; a facilidade com que as experi&ecirc;ncias realizadas na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o foram assimiladas e incorporadas &agrave;s atividades que alguns professores desenvolveram em suas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas em outros n&iacute;veis de ensino. Assim, fica patente o potencial formativo do trabalho com narrativas digitais e seus efeitos na reflex&atilde;o sobre a pr&aacute;tica pedag&oacute;gica e o uso de tecnologias na escola e na amplia&ccedil;&atilde;o do trabalho docente com uso de TDIC.</p>     <p>A contribui&ccedil;&atilde;o para a forma&ccedil;&atilde;o dos professores pode ser observada nas categorias identificadas nas respostas dos question&aacute;rios, como: a) a mudan&ccedil;a na pr&aacute;tica pedag&oacute;gica a partir do contato com as narrativas digitais; b) a transforma&ccedil;&atilde;o profissional, uma vez que a mudan&ccedil;a na pr&aacute;tica pedag&oacute;gica leva a uma transforma&ccedil;&atilde;o do profissional professor e vice-versa; c) a aprendizagem do professor, descrita pelos mestrandos quanto ao uso da tecnologia, aos conte&uacute;dos curriculares da disciplina do mestrado e &agrave; pr&oacute;pria postura deles em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua atividade profissional; e, finalmente, d) o potencial das narrativas digitais que foi observado e descrito pelos pr&oacute;prios mestrandos.</p>     <p>Esse potencial educativo das narrativas tamb&eacute;m pode ser observado no fato de elas poderem ser utilizadas nos diferentes n&iacute;veis de ensino, como a p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, a gradua&ccedil;&atilde;o e a educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, j&aacute; que muitos dos mestrandos atuam em disciplinas desses n&iacute;veis de ensino. Outra versatilidade das narrativas digitais, observada neste trabalho e com aplicabilidade em outras situa&ccedil;&otilde;es, &eacute; o fato de elas poderem ser utilizadas em diferentes disciplinas, como de forma&ccedil;&atilde;o de professores no Ensino Superior, dos cursos t&eacute;cnicos e do Ensino Fundamental II.</p>     <p>Assim, os resultados deste estudo contribuem para ampliar nossa compreens&atilde;o sobre o potencial das narrativas digitais como estrat&eacute;gia de aprendizagem e recurso pedag&oacute;gico e mostram que esses recursos podem ter um amplo espectro de aplica&ccedil;&atilde;o na Educa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, ficou claro pelo estudo que as narrativas digitais podem ser utilizadas em diferentes contextos formativos nos mais diversos n&iacute;veis de ensino.</p>     <p>Finalmente, salientamos que a elabora&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais permite desenvolver estudos sobre distintas experi&ecirc;ncias, contextos e conceitos por meio de um processo de representa&ccedil;&atilde;o do pensamento, reflex&atilde;o, cr&iacute;tica, constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento, atribui&ccedil;&atilde;o de significados e negocia&ccedil;&atilde;o de sentidos entre os participantes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Refer&ecirc;ncias</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Almeida, M. E. B. (2004). <i>A inclus&atilde;o digital do professor: Forma&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica pedag&oacute;gica</i>. S&atilde;o Paulo: Editora Articula&ccedil;&atilde;o Universidade/Escola.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760602&pid=S0871-9187201700010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, M. E. B., &amp; Silva, M. G. M. (2011). Curr&iacute;culo, tecnologia e cultura digital: Espa&ccedil;os e tempos do web curr&iacute;culo. <i>Revista e-curriculum, 7</i>(1), 2-19. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/issue/view/397" target="_blank">http://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/issue/view/397</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760604&pid=S0871-9187201700010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, M. E. B., &amp; Valente, J. A. (2011). <i>Tecnologias e curr&iacute;culo: Trajet&oacute;rias convergentes ou divergentes?</i> S&atilde;o Paulo: Paulus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760606&pid=S0871-9187201700010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Almeida, M. E. B., &amp; Valente, J. A. (2012). Integra&ccedil;&atilde;o curr&iacute;culo e tecnologias e a produ&ccedil;&atilde;o de narrativas digitais. <i>Curr&iacute;culo Sem Fronteiras, 12</i>(3), 57-82. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.curriculosemfronteiras.org/vol12iss3articles/ almeida-valente.pdf" target="_blank">http://www.curriculosemfronteiras.org/vol12iss3articles/ almeida-valente.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760608&pid=S0871-9187201700010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arroyo, M. G. (2013). <i>Curr&iacute;culo, territ&oacute;rio em disputa</i> (5&ordf; ed.). Petr&oacute;polis/RJ: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760610&pid=S0871-9187201700010000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bakhtin, M. (1992). <i>Est&eacute;tica da cria&ccedil;&atilde;o verbal.</i> S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760612&pid=S0871-9187201700010000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bakhtin, M. (2009). <i>Marxismo e filosofia da linguagem: Problemas fundamentais do m&eacute;todo sociol&oacute;gico da linguagem</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760614&pid=S0871-9187201700010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Barbosa, A. (Coord.). (2015). <i>Pesquisa sobre o uso das tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o nas escolas brasileiras &ndash; TIC Educa&ccedil;&atilde;o 2014</i>. S&atilde;o Paulo: Comit&ecirc; Gestor da Internet no Brasil, Centro de Estudos sobre a Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <!-- ref --><p>Bogdan, R. C., &amp; Biklen, S. K. (1999). <i>Investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa em educa&ccedil;&atilde;o: Uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; teoria e aos m&eacute;todos</i>. Porto: Editora Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760617&pid=S0871-9187201700010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bottentuit Junior, J. B., Lisb&ocirc;a, E. S., &amp; Coutinho, C. P. (2012). Narrativas digitais na forma&ccedil;&atilde;o inicial de  professores: Um estudo com alunos de Licenciatura em Pedagogia. <i>Revista Teias, 13</i>(17), 191-204. doi:  <a href="http://hdl.handle.net/1822/20894" target="_blank">http://hdl.handle.net/1822/20894</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760619&pid=S0871-9187201700010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bruner, J. (1991). A constru&ccedil;&atilde;o narrativa da realidade. <i>Critical Inquiry, 18</i>(1), 1-21. Dispon&iacute;vel em:  <a href="https://www.academia.edu/4598706/BRUNER_Jerome._A_constru%C3%A7%C3%A3o_narrativa_da_realidade" target="_blank">https://www.academia.edu/4598706/BRUNER_Jerome._A_constru%C3%A7%C3%A3o_narrativa_da_realidade</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760621&pid=S0871-9187201700010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chizzotti, A. (2011). <i>Pesquisa qualitativa em ci&ecirc;ncias humanas e sociais</i> (4&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Editora Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760623&pid=S0871-9187201700010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, S. R. (2009). <i>Dicion&aacute;rio de g&ecirc;neros textuais</i> (2&ordf; ed.). Belo Horizonte: Ed. Aut&ecirc;ntica.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760625&pid=S0871-9187201700010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Coutinho, C. P. (2010). Storytelling as a strategy for integrating technologies into the curriculum: An empirical study with post-graduate teachers. In C. Maddux, D. Gibson, &amp; B. Dodge (Eds.), <i>Research highlights in technology and teacher education 2010</i> (pp. 87-97). Chesapeake, VA: SITE.</p>     <!-- ref --><p>Cunha, M. I. (1997). Conta-me agora! As narrativas como alternativas pedag&oacute;gicas na pesquisa e no ensino. <i>Revista da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o, 23</i>(1-2). doi:10.1590/S0102-25551997000100010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760628&pid=S0871-9187201700010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Denzin, N. K., &amp; Lincoln, Y. S. (2006). <i>O planejamento da pesquisa qualitativa: Teorias e abordagens </i>(2&ordf; ed.). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760630&pid=S0871-9187201700010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Freire, P. (1987). <i>Pedagogia do oprimido</i> (17&ordf; ed.). Rio de Janeiro: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760632&pid=S0871-9187201700010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Galv&atilde;o, C. (2005). Narrativas em educa&ccedil;&atilde;o. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Educa&ccedil;&atilde;o, 11</i>(2), 327-345. <a href="http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v11n2/12.pdf" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/ciedu/v11n2/12.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760634&pid=S0871-9187201700010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gatti, B. A. (2010). Forma&ccedil;&atilde;o de professores no Brasil: Caracter&iacute;sticas e problemas. <i>Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade, 31</i>(113), 1355-1379. doi:10.1590/S0101-73302010000400016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760636&pid=S0871-9187201700010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gimeno Sacrist&aacute;n, J. (2000). <i>O curr&iacute;culo: Uma reflex&atilde;o sobre a pr&aacute;tica</i>. Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760638&pid=S0871-9187201700010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gon&ccedil;alves, F. P., &amp; Fernandes, C. S. (2010). Narrativas acerca da pr&aacute;tica de ensino de Qu&iacute;mica: Um di&aacute;logo na forma&ccedil;&atilde;o inicial de professores. <i>Qu&iacute;mica Nova na Escola, 32</i>(2). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc32_2/ 10-PE-2309.pdf" target="_blank">http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc32_2/ 10-PE-2309.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760640&pid=S0871-9187201700010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Goodson, I. F. (1997). <i>A constru&ccedil;&atilde;o social do curr&iacute;culo</i>. Lisboa: Educa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760642&pid=S0871-9187201700010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>INEP (2013). <i>Censo da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica: 2012 &ndash; Resumo t&eacute;cnico</i>. Bras&iacute;lia: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An&iacute;sio Teixeira. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://download.inep.gov.br/educacao_basica/censo_escolar/resumos_tecnicos/resumo_tecnico_censo_educacao_basica_2012.pdf" target="_blank">http://download.inep.gov.br/educacao_basica/censo_escolar/resumos_tecnicos/resumo_tecnico_censo_educacao_basica_2012.pdf</a>.</p>     <p>Jesus, A. G. (2010). <i>Narrativa digital: Uma abordagem multimodal na aprendizagem de ingl&ecirc;s</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado n&atilde;o publicada). Universidade do Minho, Braga. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/14496" target="_blank">http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/14496</a>.</p>     <!-- ref --><p>Larrosa, J. B. (2002). Notas sobre a experi&ecirc;ncia e o saber da experi&ecirc;ncia. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o, 19</i>, 20-28. doi: 10.1590/S1413-24782002000100003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760646&pid=S0871-9187201700010000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Passeggi, M. C. (2011). A experi&ecirc;ncia em forma&ccedil;&atilde;o. <i>Educa&ccedil;&atilde;o, 34</i>(2), 147-156. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=84819058004" target="_blank">http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=84819058004</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760648&pid=S0871-9187201700010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pereira, A., Oliveira, I., &amp; Tinoca, L. (2010). A cultura de avalia&ccedil;&atilde;o: Que dimens&otilde;es? In F. Costa, G. Miranda, J. Matos, I. Chagas, &amp; E. Cruz (Eds.), <i>Actas do I Encontro Internacional TIC e Educa&ccedil;&atilde;o: TicEduca (pp. 127-133)</i>. Lisboa: Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade de Lisboa.</p>     <!-- ref --><p>Pineau, G. (1999). A autoforma&ccedil;&atilde;o no decurso da vida: Entre a hetero e ecoforma&ccedil;&atilde;o. In P. Carr&eacute; &amp; P. Gaspar (Orgs.), <i>Tratado das ci&ecirc;ncias e das t&eacute;cnicas de forma&ccedil;&atilde;o</i> (pp. 327-348). Porto Alegre: Instituto Piaget.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760651&pid=S0871-9187201700010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Robin, B. R. (2008). Digital storytelling: A powerful technology tool for the 21st century classroom. <i>Theory Into Practice, 47</i>(3), 220-228.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760653&pid=S0871-9187201700010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santaella, L. (2007). <i>Linguagens l&iacute;quidas na era da modernidade</i>. S&atilde;o Paulo: Paulus.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760655&pid=S0871-9187201700010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Valente, J. A., &amp; Almeida, M. E. B. (2014). Narrativas digitais e o estudo de contextos de aprendizagem. <i>EmRede: Revista de Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia, 1</i>(1), 32-50. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aunirede.org.br/revista/index.php/emrede/article/ view/10" target="_blank">http://www.aunirede.org.br/revista/index.php/emrede/article/ view/10</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760657&pid=S0871-9187201700010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vieira Pinto, A. (2005). <i>O conceito de tecnologia</i> (vol. 1). Rio de Janeiro: Contraponto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760659&pid=S0871-9187201700010000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vygotsky, L. S. (1989). <i>Forma&ccedil;&atilde;o social da mente</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760661&pid=S0871-9187201700010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vygotsky, L. S. (2000). <i>A constru&ccedil;&atilde;o do pensamento e da linguagem</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=760663&pid=S0871-9187201700010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Toda a correspondência relativa a este artigo deve ser enviada para: Alessandra Rodrigues, Universidade Federal de Itajubá, Instituto de Física e Química/Centro de Educação, Av. BPS, 1303, Bairro Pinheirinho, Itajubá &#8211; MG, Brasil. Email: <a href="mailto:alessandrarodrigues@unifei.edu.br">alessandrarodrigues@unifei.edu.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><i>Recebido em mar&ccedil;o/2016</i></p>     <p><i>Aceite para publica&ccedil;&atilde;o em setembro/2016</i></p>      ]]></body><back>
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